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Strix

O documento descreve a origem e características de várias criaturas mitológicas, como Strix, Mutano, Ninfas, Atlantis, Sátiros, Dríades, Górgonas e Drakon. Cada grupo possui uma história única que reflete sua evolução, interações com deuses e outros seres, e suas lutas por identidade e sobrevivência. A narrativa explora temas como solidão, transformação, beleza, dor e a busca por um lugar no mundo.
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Strix

O documento descreve a origem e características de várias criaturas mitológicas, como Strix, Mutano, Ninfas, Atlantis, Sátiros, Dríades, Górgonas e Drakon. Cada grupo possui uma história única que reflete sua evolução, interações com deuses e outros seres, e suas lutas por identidade e sobrevivência. A narrativa explora temas como solidão, transformação, beleza, dor e a busca por um lugar no mundo.
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Strix

Os Strix não são uma criação divina. Sua existência é ainda mais antiga
que os deuses. Nasceram da própria escuridão do Tártaro. Viviam como bestas
e evoluíram lentamente. Sempre foram solitários e viviam de forma desolada.
Secretamente, encontraram uma passagem para Arcádia, mas aquele
ambiente era hostil demais. A luz machucava seus corpos e eram temidos por
sua aparência. Em grutas, ouviam os risos, poesias, gritos, conversas... O
mundo dos mortais era diferente. Era vivo. Alguns tiveram invejas e isso se
transformou em ódio.

Os dias na escuridão acabaram quando Hades cobriu os Strix com seu


manto de escuridão. Sua aparência era similar aos de outros habitantes de
Arcádia e a luz não era mais um problema. O único tributo que devem fazer
para manter a benção é devorar sangue. Se tornaram os agentes e espiões de
Hades no mundo.

Mutano

A origem dos Mutano é um mistério, mas os bardos contam uma lenda


sobre isso. Contam que algumas crianças fugiram de sua vila durante um
ataque de bárbaros. Elas passaram longos dias perdida em uma floresta e
encontraram uma gruta para descansar. Um gigantesco urso vivia no local,
mas, como se tivesse consciência, cuidou das crianças. O animal criou todas
como se fossem seus filhos. Alguns caçadores mataram o animal e isso trouxe
grande tristeza aos sobreviventes. Os inocentes abraçaram o corpo do urso e
ali ficaram. Hécate ouviu o choro das crianças e usou sua magia para que o
espírito da natureza vivesse para sempre dentro das crianças. O corpo do
animal desapareceu e as crianças receberam traços animalescos.

Não costumam formar comunidades, mas são bastante numerosos.


Possuem aparência humana, mas conseguem se transformar magicamente em
animais. Mutanos mais fortes conseguem assumir inúmeras outras formas. A
magia é mais forte nesse povo. Há um eremita conhecido como o Rei Urso que
é capaz de ensinar diversas formas e poderes de invocação. Esse eremita
reforça o conto que os bardos contam.

Ninfa/Silfo

As primeiras ninfas e silfos foram frutos do amor de Afrodite com outras


divindades. São consideradas as mais belas criaturas da criação divina. Viviam
em grandes comunidades em bosques e florestas. Sempre foram pacíficas, de
grande coração, criativas e curiosas. Tudo acabou quando os Titãs atacaram.

Foi a primeira vez em que as ninfas conheceram a dor, viram o sangue,


a violência e o horror. Tiverem que criar arcos para que tivesse uma chance de
defender suas irmãs e irmãos. A guerra acabou, mas isso deixou marcas
permanentes em seus corações: já não eram mais inocentes.

Algumas ninfas ficaram tão marcadas com a crueldade que quando se


entregam a ela se tornam monstros chamados de Harpias. Essas Harpias
possuem uma aparência horrenda e precisam de corações de ninfas para
recuperar sua beleza por um período.

Atlantis

Nenhum reino foi tão promissor quanto o Reino de Atlantis. Nasceram do


próprio sangue de Poseidon e de sua rainha Anfitrite. O oceano possuía mais
riquezas, era maior que a terra, implacável e impossível de alcançar por outros
povos. Por longas gerações, os Atlantis dominaram a arte da guerra e da
magia em seus tempos de paz e eram temidos em tempos de guerra.
Nenhuma cidade costeira durava muito tempo sem um acordo de paz com
eles.

O Reino de Atlantis caiu quando Oceanus, o Titã do Mar, confrontou o


próprio Poseidon e seu povo. O titã perdeu, mas a Titanomaquia forçou o
oceano a ser partido e apenas os arredores do Monte Olimpo restou.

O povo Atlantis é orgulhoso, com grande senso de comunidade e os


mais empenhados em impedir a vinda dos Titãs.
Sátiro

Os sátiros nasceram de Pã, filho de Afrodite e Hécate. Passou a viver


sozinho em um bosque. Costumava ajudar pastores e assustar viajantes
quando a noite caia. Os sátiros nasceram quando Pã amou a ninfa Amalteia.
Apesar de sua força, nunca foram um povo de guerra. São amantes de vinho,
preguiçosos, poetas, bardos e pastores. Adoravam todos os deuses e faziam
grandes cerimônias para honrar Apolo, Dionísio, Perséfone, Deméter e
Afrodite.

Amalteia morreu durante a titanomaquia para proteger suas crianças.


Isso fez com que os homens treinassem em Esparta e as mulheres com as
amazonas para vingar sua mãe. Pã partiu em exílio com grande tristeza. Hoje
em dia, buscam relembrar os velhos tempos e honrar o sacrifício de Amalteia.
Possuem dificuldade em viver sozinhos e são considerados os mais amigáveis
dos povos.

Dríade

Drakon

Górgona

Erínie

Algumas almas possuem o privilégio se ir para o Elísio após a morte,


mas outras são condenadas ao sofrimento na escuridão do Tártaro. Algumas
dessas almas foram salvas por Perséfone e se tornaram seus protegidos, mas
Hades cobrou caro: deveriam ser os torturadores das almas pecadoras
julgadas por ele. Aos poucos, torturar almas e devorar pecados transformou
seus corpos: cresceram chifres, asas, e o único alimento que saciava era a
perversão dos mortais.

A Deusa Perséfone fugiu do Tártaro e levou seus seguidores com ela.


Não lembrava como eram suas vidas antes da morte, mas a chance de viver
novamente trouxe uma alegria que não conheciam mais. A presença de um
erínie faz os mortais se entregarem aos seus maiores desejos e isso faz o
erínie mais forte. Alguns querem se libertar dessa maldição e ter uma vida
normal, mas muitos usam a corrupção para obter vantagens e ainda
conseguirem algum prazer no processo.

Dríade

Algumas árvores são tão antigas e sábias que se tornam sagradas. As


Árvores da Vida são as árvores mais velhas do mundo e possuem todo o
conhecimento do mundo dentro delas. Sua energia vital é tão grande que
deram origem às dríades. Esses seres feéricos habitam o coração das
florestas.

Diferente de outros mortais, suas almas retornam para a Árvore da Vida


após a morte e receberá uma nova vida. É um ciclo de reencarnação perfeito.
Ao tocar a árvore, uma dríade consegue conversar com suas vidas passadas e
até reviver suas lembranças. Destruir a Árvore é a única maneira de encerrar
esse ciclo.

Possuem boas relações com ninfas, silfos e sátiros. Outros povos


costumam ser vistos com desconfiança. Suas vidas são simples e muitos
tentam mudar isso em busca de uma vida individual, cansados de repetir os
passos de inúmeras outras vidas.

Górgona

As Górgonas originais foram sacerdotisas dos deuses que usaram o


sangue da Hidra de Lerna para obter imortalidade e poder. Seu veneno
transformava pessoas em novas górgonas e seus olhos tinham o poder de
petrificar a carne. Com isso, começaram a construir um reino e desafiaram os
deuses.

Perseu empunhou a Esperança em forma de espada e venceu as


criaturas, exilando-as em cavernas escuras. Recentemente, retornaram e
reiniciaram seus planos, mas foram derrotadas por heróis.
Medusa retornou com a Esperança e libertou as vítimas das górgonas.
Perderam a habilidade de petrificar, mas o veneno ainda vive em seu sangue.
A afinidade com as serpentes continua intacta e com a liberdade podem seguir
o rumo que desejarem.

Drakon

Tifão (Rei dos Monstros) e Equidna (Mãe de Todos os Monstros)


morreram nas mãos dos deuses na Titanomaquia. O sangue escorreu pelas
montanhas e gerou vida: os Drakon. Descendentes dos dragões, esse povo
costuma ser alto (mas não é regra), possuem chifres e resistência ao calor/frio.

Os Drakon de sangue mais puro costumam ser bem maiores que os


outros e foram chamados de Gigantes por longos anos. Passam muito tempo
divididos em tribos nômades ou sendo escravizados, mas Apolo guiou um
grupo de drakons até uma ruína com os antigos segredos de seu sangue. Com
uma história, eles partiram em busca de outros para unificar seu povo.

Seguem descobrindo os segredos de seu sangue enquanto lutam por


seu lugar no mundo. P

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