02 Matematica
02 Matematica
Matemática
Matemática
Regra de três simples ou composta.............................................................................. 10
Equações do 1º ou do 2º graus..................................................................................... 12
Sistema de equações do 1º grau;................................................................................. 18
Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e
massa............................................................................................................................ 21
Relação entre grandezas – tabela ou gráfico................................................................ 24
Tratamento da informação – média aritmética simples................................................. 28
Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágo-
ras ou de Tales.............................................................................................................. 28
Exercícios...................................................................................................................... 43
Gabarito......................................................................................................................... 50
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1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
Resolução:
Um equipamento leva 8.5 = 40 minutos para ser montado.
5h30 = 60.5 + 30 = 330 minutos
330min : 40min = 8 equipamentos + 20 minutos (resto)
20min : 5min = 4 etapas
Como as alternativas não apresentam a etapa 4, provavelmente, o problema ocorreu na etapa 3.
Resposta: B.
03. (EBSERH/HU-UFGD – Técnico em Informática – AOCP) Joana pretende dividir um determinado nú-
mero de bombons entre seus 3 filhos. Sabendo que o número de bombons é maior que 24 e menor que 29, e
que fazendo a divisão cada um dos seus 3 filhos receberá 9 bombons e sobrará 1 na caixa, quantos bombons
ao todo Joana possui?
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
(D) 27.
(E) 28
Resolução:
Sabemos que 9 . 3 = 27 e que, para sobrar 1, devemos fazer 27 + 1 = 28.
Resposta: E.
04. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer Grá-
fico – VUNESP) Na biblioteca de um instituto de física, para cada 2 livros de matemática, existem 3 de física.
Se o total de livros dessas duas disciplinas na biblioteca é igual a 1 095, o número de livros de física excede o
número de livros de matemática em
(A) 219.
(B) 405.
(C) 622.
(D) 812.
(E) 1 015.
Resolução:
, ou seja, 3.M = 2.F (I)
M + F = 1095 , ou seja, M = 1095 – F ( II )
Vamos substituir a equação ( II ) na equação ( I ):
3 . (1095 – F) = 2.F
3285 – 3.F = 2.F
5.F = 3285
F = 3285 / 5
F = 657 (física)
Assim: M = 1095 - 657 = 438 (matemática)
A diferença é: 657 – 438 = 219
Resposta: A.
2
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05. (CEFET – Auxiliar em Administração – CESGRANRIO) Caio é 15 cm mais alto do que Pedro. Pedro
é 6 cm mais baixo que João. João é 7 cm mais alto do que Felipe. Qual é, em cm, a diferença entre as alturas
de Caio e de Felipe?
(A) 1
(B) 2
(C) 9
(D) 14
(E) 16
Resolução:
Caio = Pedro + 15cm
Pedro = João – 6cm
João = Felipe + 7cm , ou seja: Felipe = João – 7
Caio – Felipe = ?
Pedro + 15 – (João – 7) =
João – 6 + 15 – João + 7 = 16
Resposta: E.
Múltiplos
Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o primeiro pelo segundo, o resto é zero.
Exemplo
3
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Máximo Divisor Comum
O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não-nulos é o maior dos divisores comuns des-
ses números.
Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, devemos seguir as etapas:
• Decompor o número em fatores primos
• Tomar o fatores comuns com o menor expoente
• Multiplicar os fatores entre si.
Exemplo:
15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1
15 = 3.5 24 =
23.3
O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente.
m.d.c
(15,24) = 3
Mínimo Múltiplo Comum
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero.
Para calcular devemos seguir as etapas:
• Decompor os números em fatores primos
• Multiplicar os fatores entre si
Exemplo:
15,24 2
15,12 2
15,6 2
15,3 3
5,1 5
1
Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.
Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão com algum dos números, não é necessário que
os dois sejam divisíveis ao mesmo tempo.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua aparecendo.
Assim, o mmc (15,24) = 23.3.5 = 120
Exemplo
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mesma
dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhidos
de modo que tenham a maior dimensão possível.
Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
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(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
Resposta: A.
352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1
Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível
E são os fatores que temos iguais:25=32
Exemplo
(MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões
de três companhias aéreas. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30
minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três compa-
nhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se repetir, nesse mesmo dia, às:
(A) 16h 30min.
(B) 17h 30min.
(C) 18h 30min.
(D) 17 horas.
(E) 18 horas.
Resposta: E.
20,30,44 2
10,15,22 2
5,15,11 3
5,5,11 5
1,1,11 11
1,1,1
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660
1h---60minutos
x-----660
x=660/60=11
Então será depois de 11horas que se encontrarão
7+11=18h
5
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Porcentagem
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada
que a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas
multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por
1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:
Exemplo
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(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
Razão e proporção
Razão
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com b ≠ 0, ao quociente entre eles. Indica-se a
razão de a para b por a/b ou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças. Encontre a razão entre o número de rapazes e
o número de moças. (lembrando que razão é divisão)
Proporção
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre A/B e C/D é a igualdade:
Os números A e D são denominados extremos enquanto os números B e C são os meios e vale a proprieda-
de: o produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é:
AxD=BxC
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Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:
Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:
Ou
Ou
Ou
Ou
Ou
8
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Ou
9
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A solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00.
Caso ganhem o prêmio de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado entre os dois foi de
dividirem o prêmio de forma diretamente proporcional?
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Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)
---
400 3
--
---
480 X
--
2) Identificação do tipo de relação:
VELOCI- Tempo
DADE
---
400 ↓ 3↑
--
---
480 ↓ X↑
--
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima
VELOCI- Tempo
DADE
---
400 ↓ 3↓
--
---
480 ↓ X↓
--
480x=1200
X=25
Regra de três composta
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessá-
rios para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
CAMI- VOLU-
HORAS NHÕES ME
--- ---
8↑ 20 ↓ 160 ↑
-- --
--- ---
5↑ X↓ 125 ↑
-- --
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.
Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação
é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação é direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o pro-
duto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
11
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Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
CAMI- VOLU-
HORAS NHÕES ME
--- ---
8↑ 20 ↓ 160 ↓
-- --
--- ---
5↑ X↓ 125 ↓
-- --
CAMI- VOLU-
HORAS NHÕES ME
--- ---
8 20 160
-- --
--- ---
5 X 125
-- --
Equações do 1º ou do 2º graus
Equação do 1° Grau
Na Matemática, a equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas1. Quem determina o “grau”
dessa equação é o expoente dessa incógnita, ou seja, se o expoente for 1, temos a equação do 1º grau. Se o
expoente for 2, a equação será do 2º grau; se o expoente for 3, a equação será de 3º grau. Exemplos:
4x + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
A equação do 1º grau é apresentada da seguinte forma:
É importante dizer que a e b representam qualquer número real e a é diferente de zero (a 0). A incógnita x
pode ser representada por qualquer letra, contudo, usualmente, utilizamos x ou y como valor a ser encontrado
para o resultado da equação. O primeiro membro da equação são os números do lado esquerdo da igualdade,
e o segundo membro, o que estão do lado direito da igualdade.
Como resolver uma equação do primeiro grau
Para resolvermos uma equação do primeiro grau, devemos achar o valor da incógnita (que vamos chamar
de x) e, para que isso seja possível, é só isolar o valor do x na igualdade, ou seja, o x deve ficar sozinho em
um dos membros da equação.
O próximo passo é analisar qual operação está sendo feita no mesmo membro em que se encontra x e
“jogar” para o outro lado da igualdade fazendo a operação oposta e isolando x.
1° exemplo:
1 [Link]
ca%2C%20a%20equa%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9,equa%C3%A7%C3%A3o%20ser%C3%A1%20
de%203%C2%BA%20grau.
12
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Nesse caso, o número que aparece do mesmo lado de x é o 4 e ele está somando. Para isolar a incógnita,
ele vai para o outro lado da igualdade fazendo a operação inversa (subtração):
2° exemplo:
O número que está do mesmo lado de x é o 12 e ele está subtraindo. Nesse exemplo, ele vai para o outro
lado da igualdade com a operação inversa, que é a soma:
3° exemplo:
Vamos analisar os números que estão no mesmo lado da incógnita, o 4 e o 2. O número 2 está somando
e vai para o outro lado da igualdade subtraindo e o número 4, que está multiplicando, passa para o outro lado
dividindo.
4° exemplo:
Esse exemplo envolve números negativos e, antes de passar o número para o outro lado, devemos sempre
deixar o lado da incógnita positivo, por isso vamos multiplicar toda a equação por -1.
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— Propriedade Fundamental das Equações
A propriedade fundamental das equações é também chamada de regra da balança. Não é muito utilizada
no Brasil, mas tem a vantagem de ser uma única regra. A ideia é que tudo que for feito no primeiro membro
da equação deve também ser feito no segundo membro com o objetivo de isolar a incógnita para se obter o
resultado. Veja a demonstração nesse exemplo:
Começaremos com a eliminação do número 12. Como ele está somando, vamos subtrair o número 12 nos
dois membros da equação:
Para finalizar, o número 3 que está multiplicando a incógnita será dividido por 3 nos dois membros da
equação:
Equação do 2° Grau
Toda equação que puder ser escrita na forma ax2 + bx + c = 0 será chamada equação do segundo grau2. O
único detalhe é que a, b e c devem ser números reais, e a não pode ser igual a zero em hipótese alguma.
Uma equação é uma expressão que relaciona números conhecidos (chamados coeficientes) a números
desconhecidos (chamados incógnitas), por meio de uma igualdade. Resolver uma equação é usar as
propriedades dessa igualdade para descobrir o valor numérico desses números desconhecidos. Como eles
são representados pela letra x, podemos dizer que resolver uma equação é encontrar os valores que x pode
assumir, fazendo com que a igualdade seja verdadeira.
— Como resolver equações do 2º grau?
Conhecemos como soluções ou raízes da equação ax² + bx + c = 0 os valores de x que fazem com que essa
equação seja verdadeira3. Uma equação do 2º grau pode ter no máximo dois números reais que sejam raízes
dela. Para resolver equações do 2º grau completas, existem dois métodos mais comuns:
- Fórmula de Bhaskara;
- Soma e produto.
O primeiro método é bastante mecânico, o que faz com que muitos o prefiram. Já para utilizar o segundo, é
necessário o conhecimento de múltiplos e divisores. Além disso, quando as soluções da equação são números
quebrados, soma e produto não é uma alternativa boa.
— Fórmula de Bhaskara
1) Determinar os coeficientes da equação
Os coeficientes de uma equação são todos os números que não são a incógnita dessa equação, sejam
eles conhecidos ou não. Para isso, é mais fácil comparar a equação dada com a forma geral das equações do
segundo grau, que é: ax2 + bx + c = 0. Observe que o coeficiente “a” multiplica x2, o coeficiente “b” multiplica
x, e o coeficiente “c” é constante.
2 [Link]
C3%A3o%20que%20puder%20ser,a%20zero%20em%20hip%C3%B3tese%20alguma.
3 [Link]
14
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Por exemplo, na seguinte equação:
x² + 3x + 9 = 0
O coeficiente a = 1, o coeficiente b = 3 e o coeficiente c = 9.
Na equação:
– x² + x = 0
O coeficiente a = – 1, o coeficiente b = 1 e o coeficiente c = 0.
2) Encontrar o discriminante
O discriminante de uma equação do segundo grau é representado pela letra grega Δ e pode ser encontrado
pela seguinte fórmula:
Δ = b² – 4·a·c
Nessa fórmula, a, b e c são os coeficientes da equação do segundo grau. Na equação: 4x² – 4x – 24 = 0, por
exemplo, os coeficientes são: a = 4, b = – 4 e c = – 24. Substituindo esses números na fórmula do discriminante,
teremos:
Δ = b² – 4 · a · c
Δ= (– 4)² – 4 · 4 · (– 24)
Δ = 16 – 16 · (– 24)
Δ = 16 + 384
Δ = 400
— Quantidade de soluções de uma equação
As equações do segundo grau podem ter até duas soluções reais4. Por meio do discriminante, é possível
descobrir quantas soluções a equação terá. Muitas vezes, o exercício solicita isso em vez de perguntar quais
as soluções de uma equação. Então, nesse caso, não é necessário resolvê-la, mas apenas fazer o seguinte:
Se Δ < 0, a equação não possui soluções reais.
Se Δ = 0, a equação possui apenas uma solução real.
Se Δ > 0, a equação possui duas soluções reais.
Isso acontece porque, na fórmula de Bhaskara, calcularemos a raiz de Δ. Se o discriminante é negativo, é
impossível calcular essas raízes.
3) Encontrar as soluções da equação
Para encontrar as soluções de uma equação do segundo grau usando fórmula de Bhaskara, basta substituir
coeficientes e discriminante na seguinte expressão:
Observe a presença de um sinal ± na fórmula de Bhaskara. Esse sinal indica que deveremos fazer um
cálculo para √Δ positivo e outro para √Δ negativo. Ainda no exemplo 4x2 – 4x – 24 = 0, substituiremos seus
coeficientes e seu discriminante na fórmula de Bhaskara:
4 [Link]
15
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Então, as soluções dessa equação são 3 e – 2, e seu conjunto de solução é: S = {3, – 2}.
— Soma e Produto
Nesse método é importante conhecer os divisores de um número. Ele se torna interessante quando as
raízes da equação são números inteiros, porém, quando são um número decimal, esse método fica bastante
complicado.
A soma e o produto é uma relação entre as raízes x1 e x2 da equação do segundo grau, logo devemos buscar
quais são os possíveis valores para as raízes que satisfazem a seguinte relação:
16
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— Equação do 2º Grau Incompleta
Equação do 2º grau é incompleta quando ela possui b e/ou c iguais a zero4. Existem três tipos dessas
equações, cada um com um método mais adequado para sua resolução.
Uma equação do 2º grau é conhecida como incompleta quando um dos seus coeficientes, b ou c, é igual a
zero. Existem três casos possíveis de equações incompletas, que são:
- Equações que possuem b = 0, ou seja, ax² + c = 0;
- Equações que possuem c = 0, ou seja, ax² + bx = 0;
- Equações em que b = 0 e c = 0, então a equação será ax² = 0.
Em cada caso, é possível utilizar métodos diferentes para encontrar o conjunto de soluções da equação. Por
mais que seja possível resolvê-la utilizando a fórmula de Bhaskara, os métodos específicos de cada equação
incompleta acabam sendo menos trabalhosos. A diferença entre a equação completa e a equação incompleta
é que naquela todos os coeficientes são diferentes de 0, já nesta pelo menos um dos seus coeficientes é zero.
Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas
Para encontrar as soluções de uma equação do 2º grau, é bastante comum a utilização da fórmula de
Bhaskara, porém existem métodos específicos para cada um dos casos de equações incompletas, a seguir
veremos cada um deles.
Quando c = 0
Quando o c = 0, a equação do 2º grau é incompleta e é uma equação do tipo ax² + bx = 0. Para encontrar seu
conjunto de soluções, colocamos a variável x em evidência, reescrevendo essa equação como uma equação
produto. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo: Encontre as soluções da equação 2x² + 5x = 0.
1º passo: colocar x em evidência.
Reescrevendo a equação colocando x em evidência, temos que:
2x² + 5x = 0
x · (2x + 5) = 0
2º passo: separar a equação produto em dois casos.
Para que a multiplicação entre dois números seja igual a zero, um deles tem que ser igual a zero, no caso,
temos que:
x · (2x + 5) = 0
x = 0 ou 2x + 5 = 0
3º passo: encontrar as soluções.
Já encontramos a primeira solução, x = 0, agora falta encontrar o valor de x que faz com que 2x + 5 seja
igual a zero, então, temos que:
2x + 5 = 0
2x = -5
x = -5/2
Então encontramos as duas soluções da equação, x = 0 ou x = -5/2.
Quando b = 0
Quando b = 0, encontramos uma equação incompleta do tipo ax² + c = 0. Nesse caso, vamos isolar a variável
x até encontrar as possíveis soluções da equação. Vejamos um exemplo:
Exemplo: Encontre as soluções da equação 3x² – 12 = 0.
Para encontrar as soluções, vamos isolar a variável.
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3x² – 12 = 0
3x² = 12
x² = 12 : 3
x² = 4
Ao extrair a raiz no segundo membro, é importante lembrar que existem sempre dois números e que, ao
elevarmos ao quadrado, encontramos como solução o número 4 e, por isso, colocamos o símbolo de ±.
x = ±√4
x = ±2
Então as soluções possíveis são x = 2 e x = -2.
Quando b = 0 e c = 0
Quando tanto o coeficiente b quanto o coeficiente c são iguais a zero, a equação será do tipo ax² = 0 e terá
sempre como única solução x = 0. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo:
3x² = 0
x² = 0 : 3
x² = 0
x = ±√0
x = ±0
x=0
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:
• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:
• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:
18
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Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)
Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.
Dado o siste-
ma
Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.
Teremos:
Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).
Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370
Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
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y = z - 30
z = y + 30
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg
Resposta: E
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15
Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:
Resposta: E
20
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Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e mas-
sa
UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:
UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectôme- Decâme- Metro Decíme- Centíme- Milímetro
Quadrado tro tro Quadra- tro tro Quadrado
Quadrado Quadrado do Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.
Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem vo-
lume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras,
mas todos irão possuir volume e capacidade.
UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3
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Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus
múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Massa
Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
Quilogra- Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigra- Miligrama
ma ma
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segun-
dos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?
15h 35 minu-
tos
1 minutos 25 segun-
dos
30 minu-
tos
---------------------------------------
-----------
15h 66 minu- 25 segun-
tos dos
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
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Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?
11h 60 minu-
tos
16h 6 minutos 25 segun-
dos
-15h 35 min
---------------------------------------
-----------
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos
2h 40 minutos
x2
-----------------------
-----
4h 80 minutos
OU
5h 20 minutos
Divisão
5h 20 minutos : 2
20 minu- 2
5h tos
20 minu- 2h 40 mi-
1h tos nutos
80 minu-
tos
0
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos
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Relação entre grandezas – tabela ou gráfico
A relação entre grandezas pode ser mais bem compreendida por meio do uso de tabelas e gráficos, que
são ferramentas essenciais na representação e análise de dados. Tabelas e gráficos são amplamente utili-
zados em diversas áreas, como ciência, economia, estatística, educação e muitas outras, para apresentar
informações de forma organizada e visualmente acessível.
As tabelas podem mostrar a relação entre duas ou mais grandezas de forma direta. Por exemplo, em
uma tabela de vendas, as colunas podem representar o tempo (mês), a quantidade de produtos vendidos e a
receita gerada. Ao analisar a tabela, é possível identificar como a quantidade de produtos vendidos e a receita
estão relacionadas ao longo do tempo.
Os gráficos são especialmente úteis para representar a relação entre grandezas. Gráficos de dispersão,
por exemplo, mostram como duas grandezas estão relacionadas, geralmente exibindo pontos no plano car-
tesiano. Gráficos de barras e de linhas podem mostrar como as grandezas variam em relação a uma terceira
variável, como o tempo.
— Tabelas
As tabelas são uma representação não textual de informações, onde os dados numéricos ocupam um
papel central. Seu propósito é organizar informações de maneira ordenada, clara e concisa, permitindo a fácil
interpretação dos dados em um espaço mínimo.
Componentes de uma tabela
Uma tabela estatística consiste em elementos essenciais e elementos complementares. Os elementos
essenciais incluem:
Título: uma descrição que precede a tabela, fornecendo informações sobre o que está sendo observado,
bem como o local e a data da pesquisa.
Corpo: a parte principal da tabela, composta por linhas e colunas que contêm os dados.
Cabeçalho: a seção superior da tabela que identifica o conteúdo das colunas.
Coluna indicadora: a parte da tabela que descreve o conteúdo das linhas.
Os elementos complementares podem incluir:
Fonte: a entidade responsável por fornecer os dados ou criar a tabela.
Notas: informações gerais destinadas a esclarecer o conteúdo da tabela.
Chamadas: informações específicas usadas para explicar ou definir dados em uma parte da tabela. As
chamadas são numeradas com algarismos arábicos, posicionados à esquerda nas células e à direita na colu-
na indicadora. Esses elementos complementares geralmente são encontrados no rodapé da tabela, na ordem
em que foram mencionados
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Gráficos
Uma maneira alternativa de apresentar informações estatísticas é por meio de gráficos, que são represen-
tações visuais. Os gráficos são altamente eficazes na apresentação de dados, proporcionando uma com-
preensão mais rápida e facilitada do comportamento dos fenômenos em estudo.
Um gráfico é, fundamentalmente, uma representação gráfica de dados que é derivada de uma tabela.
Embora as tabelas ofereçam uma representação precisa e permitam uma análise detalhada dos dados, os
gráficos são mais adequados para situações em que se deseja fornecer uma impressão rápida e fácil do fenô-
meno em questão.
É importante ressaltar que tanto os gráficos quanto as tabelas têm finalidades distintas, e a escolha entre
eles depende do objetivo da apresentação. Frequentemente, a utilização de um não exclui o uso do outro, e
ambos podem ser empregados complementarmente.
Ao criar um gráfico, é necessário observar algumas diretrizes gerais:
1) Os gráficos geralmente são criados em um sistema de eixos chamado sistema cartesiano ortogonal. A
variável independente é representada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável dependente é colo-
cada no eixo vertical (ordenadas). O ponto de partida no eixo vertical deve ser sempre zero, que é o ponto de
encontro dos eixos.
2) Intervalos iguais de medidas devem corresponder a intervalos iguais nas escalas. Por exemplo, se o
intervalo de 10-15 kg corresponder a 2 cm na escala, o intervalo de 40-45 kg também deverá corresponder a
2 cm, enquanto o intervalo de 40-50 kg corresponderá a 4 cm.
3) O gráfico deve conter um título, indicar a fonte dos dados, apresentar notas e legendas. Todas essas
informações são essenciais para que o gráfico seja compreensível por si só, sem depender de um texto expli-
cativo.
4) O formato do gráfico deve ser aproximadamente quadrado, evitando problemas de escala que possam
interferir na interpretação correta dos dados.
Tipos de Gráficos
Estereogramas: são representações gráficas em que as grandezas são indicadas por meio de volumes.
Normalmente, esses gráficos são elaborados em um sistema de coordenadas bidimensional, embora também
possam ser criados em um sistema tridimensional para destacar a relação entre três variáveis.
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Cartogramas: são representações em cartas geográficas (mapas).
Diagramas
São representações gráficas bidimensionais que são amplamente utilizadas devido à sua simplicidade e
facilidade de criação. Eles podem ser categorizados em vários tipos, incluindo gráficos de colunas, gráficos de
barras, gráficos de linhas ou curvas, e gráficos de setores.
a) Gráfico de colunas: neste tipo de gráfico, as grandezas são comparadas por meio de retângulos de
largura igual, dispostos verticalmente, com alturas proporcionais às grandezas. A distância entre os retângulos
deve ser, no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da largura da base dos retângulos.
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b) Gráfico de barras: este tipo de gráfico segue as mesmas orientações do gráfico de colunas, com a
única diferença sendo a disposição horizontal dos retângulos. É preferido quando as etiquetas nos retângulos
são mais extensas que suas bases.
c) Gráfico de linhas ou curvas: neste tipo de gráfico, os pontos são posicionados em um plano de
acordo com suas coordenadas e, em seguida, conectados por segmentos de linha ou curvas. É amplamente
empregado em séries temporais e séries mistas quando uma das variáveis em consideração é o tempo, faci-
litando a análise comparativa.
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d) Gráfico em setores: este tipo de gráfico é apropriado para destacar a proporção de cada informação
em relação ao todo. O gráfico é representado por um círculo em que o total (100%) equivale a 360°, dividido
em segmentos proporcionais à representação. Essa divisão é realizada por meio de regra de três simples. Um
transferidor é frequentemente utilizado para marcar os ângulos correspondentes a cada divisão.
Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo
número de elementos do conjunto.
Ângulos
Denominamos ângulo a região do plano limitada por duas semirretas de mesma origem. As semirretas rece-
bem o nome de lados do ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.
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Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.
Ângulo Raso:
- É o ângulo cuja medida é 180º;
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.
Ângulo Reto:
- É o ângulo cuja medida é 90º;
- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.
QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
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- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.
- é paralelo a
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.
Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).
Polígono
Chama-se polígono a união de segmentos que são chamados lados do polígono, enquanto os pontos são
chamados vértices do polígono.
Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades são vértices não-consecutivos desse polígono.
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Número de Diagonais
Ângulos Internos
A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados é (n-2).180
Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente escolhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das
medidas dos ângulos internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos internos dos n-2 triângulos.
Ângulos Externos
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Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são válidas as seguintes proporções:
Exemplo
Perímetro = 10 + 10 + 9 + 9 = 38 cm
Perímetros de algumas das figuras planas:
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Fórmulas de área das principais figuras planas:
1) Retângulo
- sendo b a base e h a altura:
2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:
3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:
4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:
5. Quadrado
- sendo l o lado:
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a ser resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:
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II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:
III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:
V) circunferência inscrita:
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II- Coroa circular:
É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos (tem o mesmo centro). A área da coroa circular
é igual a diferença entre as áreas do círculo maior e do círculo menor. A = R2 – r2, como temos o como fator
comum, podemos colocá-lo em evidência, então temos:
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Exemplo:
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO NEO EXITUS) O número de faces de
um prisma, em que a base é um polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base superior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um vértice superior.
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Exemplo:
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8 cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide,
em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula da área do triângulo equilátero é . A aresta da
base é a = 8 cm e h = 15 cm.
Cálculo da área da base:
Cálculo do volume:
Resposta: D
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, paralelas e circulares.
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CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e vértice superior.
Exemplo:
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone, em cm, é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E) 8
Resolução:
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
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g2 = h2 + r2
162 = h2 + 82
256 = h2 + 64
256 – 64 = h2
h2 = 192
Resposta: D
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.
TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sólidos geométricos. São eles:
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Exemplo:
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCI-
TO BRASILEIRO) O volume de um tronco de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são iguais a
36 dm² e 144 dm² vale:
(A) 330 cm³
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:
AB=144 dm²
Ab=36 dm²
Resposta: E
Teorema de Pitágoras
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos.
Deste triângulo tiramos a seguinte relação:
“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas
para o sul chegando a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas
para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
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(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:
x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
Teorema de Tales
O Teorema de Tales é uma teoria aplicada na geometria acerca do conceito relacionado entre retas para-
lelas e transversais.
““Feixes de retas paralelas cortadas ou intersectadas por segmentos transversais formam segmentos “de
retas proporcionalmente correspondentes”.
Teorema da bissetriz interna: A bissetriz de um Ângulo interno de um triângulo divide o lado oposto em
segmentos proporcionais aos respectivos lados adjacentes.
Teorema da bissetriz externa: A bissetriz de um ângulo externo intercepta a reta suporte que contém o lado
oposto, dividindo-o em segmentos proporcionais aos lados adjacentes.
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Exemplo:
Teorema de Pitágoras:
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1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
Resposta: A
Exercícios
1. CS-UFG - 2023
Em um projeto de urbanização de uma região, pretende-se construir Q+2 prédios novos a cada 2 anos, em
que Q é a quantidade de prédios existentes nos 2 anos anteriores. Cada prédio leva exatamente dois anos
para ser construído, terá 28 andares e cada andar terá 8 apartamentos. No início do projeto, a região não tinha
nenhum prédio e, após 2 anos, foram construídos os 2 primeiros prédios. Quantos apartamentos essa região
terá após os 50 primeiros anos de desenvolvimento do projeto?
(A) 18.200
(B) 65.100
(C) 98.400
(D) 145.600
2. UNDATEC - 2023
Sabendo que o dobro de x somado com o quádruplo de y é igual a 5 e que o triplo de x somado ao triplo de
y é igual a 3, pode-se afirmar que o produto entre x e y é igual a:
(A) 0,75
(B) 0,50
(C) – 0,75
(D) – 1
3. VUNESP - 2023
Um cliente contratará três serviços de um mesmo arquiteto, com custo médio de R$ 7.300,00 por serviço.
Se o custo do serviço de maior valor será R$ 4.000,00 acima do custo do serviço de menor valor, e o custo do
terceiro serviço será R$ 1.700,00 abaixo do custo do serviço de maior valor, então o serviço de menor valor terá
um custo de
(A) R$ 5.200,00.
(B) R$ 5.300,00.
(C) R$ 5.400,00.
(D) R$ 5.500,00.
(E) R$ 5.600,00.
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(D) 230.
(E) 210.
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9. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Três irmãos, André, Beatriz e Clarice, receberam de uma
tia herança constituída pelas seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um par de brincos
de diamante. A tia especificou em testamento que as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que
cada um deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser dada a quem. O justo, pensaram
os irmãos, seria que cada um recebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias tinham
valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer
a partilha do seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria escrever em um papel três porcentagens, indi-
cando sua avaliação sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles recebesse uma joia que avaliou como valendo
33,3% da herança toda ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a seguinte:
45
1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
11. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Em uma empresa, trabalham oito funcionários, na mes-
ma função, mas com cargas horárias diferentes: um deles trabalha 32 horas semanais, um trabalha 24 horas
semanais, um trabalha 20 horas semanais, três trabalham 16 horas semanais e, por fim, dois deles trabalham
12 horas semanais. No final do ano, a empresa distribuirá um bônus total de R$ 74.000,00 entre esses oito fun-
cionários, de forma que a parte de cada um seja diretamente proporcional à sua carga horária semanal. Dessa
forma, nessa equipe de funcionários, a diferença entre o maior e o menor bônus individual será, em R$, de
(A) 10.000,00.
(B) 8.000,00.
(C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.
12. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017) Para uma pesquisa, foram realizadas
entrevistas nos estados da Região Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da seguinte maneira:
– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;
– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região Sudeste.
Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de entrevistas realizadas em São Paulo e o nú-
mero total de entrevistas realizadas nos quatro estados é de
(A) 8 para 5.
(B) 5 para 8.
(C) 5 para 7.
(D) 3 para 5.
(E) 3 para 8.
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1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
(D) 50 minutos.
(E) 52 minutos.
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19. Considerando o sistema de equação de 1° grau a seguir, os valores de x e y são, respectivamente:
Alternativas
(A) X = 2 e y = 1
(B) X = 1 e y = -2
(C) X = -1 e y = 2
(D) X = -1 e y = -2
(E) X = -2 e y = -1
20. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017) Renata foi realizar exames médicos
em uma clínica. Ela saiu de sua casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou durante uma hora e
meia na clínica, então o tempo gasto no trânsito, no trajeto de ida e volta, foi igual a
(A) 1/2h.
(B) 3/4h.
(C) 1h.
(D) 1h 15min.
(E) 1 1/2h.
22. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VUNESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no
total: 70 possuem curso superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média salarial de toda a
empresa é de R$ 5.000,00, e que a média salarial somente dos funcionários que possuem curso superior é
de R$ 6.000,00. Desse modo, é correto afirmar que a média salarial dos funcionários dessa empresa que não
possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00.
(C) R$ 3.800,00.
(D) R$ 3.700,00.
(E) R$ 3.600,00.
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1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
23. (TJM-SP - Oficial de Justiça – VUNESP) Um grande terreno foi dividido em 6 lotes retangulares con-
gruentes, conforme mostra a figura, cujas dimensões indicadas estão em metros.
Sabendo-se que o perímetro do terreno original, delineado em negrito na figura, mede x + 285, conclui-se
que a área total desse terreno é, em m2, igual a:
(A) 2 400.
(B) 2 600.
(C) 2 800.
(D) 3000.
(E) 3 200.
24. (OBJETIVA - 2023) O gráfico abaixo ilustra a quantidade de barras de chocolate produzidas por quatro
fábricas no primeiro semestre de 2023:
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1820525 E-book gerado especialmente para FLAVIO MAKOTO
25. (OBJETIVA - 2023) A tabela abaixo apresenta dados sobre o desempenho acadêmico de um grupo de
estudantes em cinco disciplinas: Matemática, Ciências, História, Física e Português. Analisando-se a tabela é
CORRETO afirmar que:
Gabarito
1 D
2 C
3 A
4 E
5 E
6 D
7 B
8 E
9 D
10 C
11 A
12 B
13 C
14 D
15 C
16 B
17 C
18 D
19 D
20 C
21 A
22 E
23 D
24 A
25 D
50
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