0655 - PROCESSOS DE
FABRICAÇÃO MECÂNICA
Cópia das transparências sobre:
FORJAMENTO
Prof. Demarchi
Capítulo 2 – FORJAMENTO
2.1 – INTRODUÇÃO
Forjamento processo de conformação mecânica pelo
martelamento ou pela prensagem.
Martelamento golpes rápidos e sucessivos aplicados ao
metal pressão atinge a máxima intensidade quando o
martelo toca a peça, decrescendo rapidamente a seguir
sua intensidade, à medida que a energia do golpe é
absorvida na deformação do metal
Prensagem força de compressão aplicada a baixa
velocidade o máximo valor da pressão é atingido pouco
antes que ela seja retirada.
Deformação: enquanto o martelamento produz deformação
principalmente nas camadas superficiais, a prensagem
atinge as camadas mais profundas e a deformação
resultante é mais regular do que a produzida pela ação
dinâmica do martelamento.
2.2 – CLASSIFICAÇÃO QUANTO À TEMPERATURA DE
TRABALHO
2.2.1 – Forjamento a quente: temperatura da peça acima
da temperatura de recristalização do material.
2.2.2 – Forjamento a frio: temperatura do material que será
forjado = temperatura ambiente.
2.2.3 – Forjamento a “morno”: temperatura abaixo da
temperatura de recristalização, mas acima da ambiente.
2.3 – CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FERRAMENTA
2.3.1 – Forjamento em matriz aberta ou forjamento livre
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Ferramentas simples ou até mesmo planas. Utilizado nas
etapas de pré-forjamento, para peças muito grandes, ou
para pequenos lotes onde o custo da construção de uma
matriz não se justifica.
Escoamento do material ocorre nas direções
perpendiculares à direção de aplicação da força.
Operações típicas:
Recalque (esmagamento)
Atrito entre as superfícies de contato peça / ferramenta
plana “arqueamento” ou abaulamento da peça
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Escoamento do material durante o recalque:
Recalque livre só é possível em peças cuja altura não
exceda aprox. 3,5 vezes sua espessura flambagem!!
aquecimento localizado eletro-recalque
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Estiramento
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Furação
Fendilhamento
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Ampliação (alargamento)
Dobramento
2.3.2 – Forjamento em matriz fechada
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A peça é conformada entre duas metades de uma matriz
que dá a forma final desejada ao metal cavidade
fechada proporciona menores tolerâncias dimensionais.
O deslocamento do material dentro da matriz ocorre
preferencialmente nesta seqüência de operações:
2.4 – SEQÜÊNCIA TÍPICA DE PROCESSOS
Corte do material base
Aquecimento
Pré-forjamento
Forjamento final
Rebarbação
Tratamento térmico
2.5 – EQUIPAMENTOS PARA FORJAMENTO
Máquinas de energia limitada martelos
Máquinas de força limitada prensas
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2.6 – MARTELOS PARA FORJAMENTO
Energia cinética da massa do martelo em queda fará a
conformação da peça.
2.6.1 – Martelo de queda livre ou simples efeito
A massa é elevada até sua altura máxima através de um
sistema de levantamento (cinta, corrente, tábua, cilindro
pneumático, etc), de onde é liberada, caindo sobre o
material a ser conformado.
2.6.2 – Martelo de dupla ação ou duplo efeito
Possuem um sistema auxiliar hidráulico ou pneumático
para fornecer energia adicional à massa de queda.
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2.6.3 – Martelo de contra-golpe
Duas massas que se chocam no meio do curso.
A massa superior é acionada através de um pistão
hidráulico ou pneumático e aciona a massa inferior de
encontro a ela.
A massa superior é aprox. 5% maior que a inferior.
Maior rendimento (menor perda de energia para as
fundações da máquina)
Maior velocidade quando comparado a um martelo de
queda livre de mesma capacidade
Maiores desalinhamentos entre as partes da matriz e
despesas de manutenção.
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2.7 – PRENSAS PARA FORJAMENTO
2.7.1 – Prensas de fricção
Acionamento do martelo é feito através de atrito entre 2
discos ligados ao volante da máquina (acionado pelo motor
da prensa) que entram em contato alternadamente com
um terceiro disco ligado a um fuso preso ao martelo da
prensa.
2.7.2 – Prensas excêntricas
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Martelo da prensa é ligado a um excêntrico, que por sua
vez é ligado através de uma embreagem ao volante da
máquina.
2.7.3 – Prensas hidráulicas
Martelo é acionado por cilindro hidráulico.
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Velocidade sob pressão (vp) velocidade de movimento do
sistema deformante em carga:
HERF – High-energy-rate forging machine (altas velocidades em
substituição à massa para atingir o nível de energia desejado)
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2.8 – PROPRIEDADES DOS MATERIAIS FORJADOS
Características:
Dispersão da zona de segregação e homogeneização
do material
Estrutura granular fibrosa melhora as propriedades
mecânicas na direção paralela ao escoamento do
material direção das fibras
Reduz o tamanho de grão proveniente da fundição
Necessidade de tratamento térmico para eliminar
tensões residuais, homogeneizar a estrutura, melhorar
a usinabilidade e propriedades mecânicas.
2.9 – TOLERÂNCIAS
Norma ABNT NBR 8999 – Forjados de aço a quente em
matriz fechada – Tolerâncias dimensionais e afastamentos
permissíveis.
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2.10 – PROJETO DE PEÇAS FORJADAS
Devem ser previstos:
Sobremetal em regiões que serão usinadas
Ângulos de saída ou conicidades facilitar a retirada
da peça da cavidade da matriz de 5° a 7° para
superfícies internas e de 7° a 8° para superfícies
externas
Raios de concordância evitar falhas devido à
contração e tensões em cantos vivos
Linhas de fluxo do material
Linha de rebarba
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2.11 – MATRIZES
2.11.1 – Matrizes de pré-forjamento ou pré-formadoras
Finalidade: dar ao material dimensões e distribuição de
massa que possam preencher totalmente a matriz quando
do forjamento final.
Podem ser feitas no mesmo bloco que as matrizes finais ou
separadas.
Diretrizes para a pré-conformação:
Área de cada seção transversal ao longo do
comprimento deve igualar-se à área da seção
transversal + rebarba
Raios côncavos devem ser maiores que na peça final
Seção transversal deve ser ligeiramente maior que a
seção transversal final deformação por recalque e
minimizar o estiramento quanto maior a relação
entre a dimensão do eixo principal e as dimensões
restantes, maior será a dificuldade do material fluir na
direção do eixo principal.
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2.11.2 – Matrizes acabadoras ou de forjamento final
Finalidade: dar a forma final à peça forjada
Características:
Bloco da matriz deve suportar os esforços do processo
Material: aços ferramenta, que são temperados e
revenidos após usinagem
Considerar a contração do metal que será forjado
o Aço 1,0% (de 1020°C a 20°C)
o Bronze 0,8% (de 520°C a 20°C)
o Latão 0,9% (de 520°C a 20°C)
o Cobre 0,8% (de 520°C a 20°C)
o Ligas leves 0,9% (de 420°C a 20°C)
Prever sistema de referência entre as partes da matriz
para evitar desalinhamentos (colunas ou sedes cônicas
ou inclinadas tipo macho-fêmea)
Prever canais de rebarbas suficientes
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Manter espaçamento mínimo entre as impressões da
matriz (etapas) para evitar quebras durante o processo
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Prever fases do escoamento do material dentro da
matriz
2.12 – TEMPERATURA DE CONFORMAÇÃO
Temperatura de conformação a quente dos materiais mais
comuns
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FAIXA DE
MATERIAL TEMPERATURA
(°C)
Alumínio puro 340 a 550
Ligas de alumínio 320 a 520
Ligas de magnésio 270 a 400
Cobre 650 a 900
Latões 650 a 850
Aço – baixo teor de C 900 a 1150
Aço – médio teor de C 850 a 1100
Aço – alto teor de C 800 a 1050
Aço – liga com Mn 850 a 1100
Aço – liga com Ni 850 a 1100
Aço – liga com Cr 870 a 1100
Aço – liga com Cr-Ni 870 a 1100
Aço – liga com Cr-Mo 850 a 1050
Aço inoxidável 750 a 1100
Aços para rolamentos 850 a 1100
Aços para porcas de parafusos 1150 a 1350
Níquel e suas ligas 850 a 1250
Metal Monel 960 a 1170
Prata 700 a 800
Titânio 870 a 900
Ligas de titânio 700 a 970
Zinco e suas ligas 200 a 250
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2.13 – VARIÁVEIS DO PROCESSO DE FORJAMENTO
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Taxa de Velocidade de
deformação trabalho
Tensão de
escoamento do
material
Temperatura
das matrizes
Temperatura
Tempo de
do material a
contato
forjar
Atrito e Rigidez do
lubrificação sistema
VARIÁVEIS DO PROCESSO
Folgas,
planicidade e
Geometria do paralelismo
forjado
Força
disponível
Carga e
energia
necessárias
ÁVE
VAR
Energia
I
disponível
Tolerâncias do
forjado
Cursos/min em
Variações no aproximação
peso e na
temperatura do
tarugo
Cursos/min em
trabalho
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