Dem 2018
Dem 2018
Nota Introdutória
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Nota Introdutória
resultar a interpretação permanente dos ambientes externo e conforto no trabalho, que sustentem altos níveis de proteção
interno, com abertura dos nossos espíritos à inovação, para individual, em particular das pessoas que estão na linha da
podermos identificar respostas mais eficazes e eficientes para os frente, e que sejam, igualmente, potenciadores de qualidade da
desafios que se perfilam no horizonte. saúde ocupacional nas diferentes áreas de atuação da Marinha.
O planeamento visa um alinhamento genético e estrutural, Neste processo de reflexão permanente, de consolidação de uma
orientado para um produto operacional eficaz. Pretende-se cultura de planeamento e de uma atitude focada na ação, para
otimizar a unidade de esforço, elemento essencial de eficiência, produzir efeitos e alcançar resultados, o centro de gravidade é
e ao mesmo tempo projetar uma visão para lá do horizonte, que sempre o “elemento humano” que sonha com a novidade,
ajude a instalar uma cultura de “pensar em antecipação”. O aprende com a experiência, planeia na procura de alinhamentos
planeamento destina-se a reduzir o nível de incerteza e a e atua, no dia-a-dia, em resposta aos desafios que enfrenta nas
incrementar a segurança no processo de decisão, potenciando diferentes áreas funcionais da Marinha. Por isso, reafirmo um
maior conforto no alinhamento entre a atividade profissional e a sentimento que está sempre presente na minha ação de
vida familiar. comando: “A Marinha somos nós …!”
A ação – que aprecio particularmente – orienta-se para os Façamos desta diretiva o nosso plano de navegação, numa
resultados. Numa lógica de que “é tempo de ação”, exorto-vos a viagem para a qual todos estão convocados, assumindo uma
que coloquemos o nosso esforço em atuações concretas, com participação ativa para que se alcance o sucesso no cumprimento
prioridades que permitam atrair recursos e atenção para quem da nossa missão de contribuir para que Portugal use o mar.
somos e para o que fazemos. Ações concretas capazes de Assim, ajudamos a prestigiar a ação da Marinha no serviço que
reforçar a credibilidade da Marinha, através da afirmação das presta ao país e reforçamos a sua credibilidade como
nossas competências diferenciadoras nos domínios: (i) da instrumento de afirmação de Portugal na arena internacional,
capacidade de atuação em ambiente naval, marítimo e anfíbio; como país coprodutor de paz e de segurança coletiva.
(ii) do conhecimento ligado às ciências do mar e à cultura
marítima; e (iii) da qualidade de uma formação de excelência
que produz comportamentos de referência… que nos
diferenciam! No âmbito da nossa ação interna, é necessário
atuar na dinamização de ambientes de elevada qualidade, em António Maria Mendes Calado
termos de habitabilidade e de ergonomia, que façam da Marinha Almirante
um modelo de modernidade nos padrões de segurança e de Chefe do Estado-Maior da Armada
2 de maio de 2018
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
Índice
Sumário Executivo 4
1. Missão 7
2. Perspetivas de Gestão e Temas Estratégicos 7
3. Valores 8
4. Visão 9
5. Orientações Estratégicas 11
6. Objetivos Estratégicos 12
7. Linhas de Ação 18
8. Acompanhamento e Controlo 25
9. Indicadores e Metas 27
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Sumário Executivo
Sumário Executivo
O presente documento estabelece as Orientações Estratégicas do
Almirante CEMA para o seu mandato, enquadradas pelas
orientações da tutela política e pela documentação estratégica
nacional, da qual decorre a estratégia naval.
A Marinha possui um processo robusto e consolidado de
formulação, operacionalização e controlo da estratégia naval,
que decorre das estratégias de escalão superior e visa orientar a
evolução da organização num horizonte temporal relativamente
alargado. Para esse efeito, a Marinha adota as Perspetivas de
Gestão Genética, Estrutural, Operacional e de Missão, bem como
quatro Temas Estratégicos, que representam grandes ideias-
chave destinadas a orientar o processo de execução estratégica,
em cada uma dessas perspetivas: Marinha equilibrada, Marinha
otimizada, Marinha flexível e Marinha eficaz.
Esta estratégia naval, bem como o quadro de Valores que pauta a
atuação de todos os que servem Portugal na Marinha, constituem
o enquadramento concetual que baliza, numa perspetiva de
longo prazo, a forma como a Marinha cumpre a sua Missão.
Enquadrado pela estratégia institucional e, como é tradição, no
seu discurso de apresentação à Marinha, no dia 2 de março de
2018, o Almirante CEMA, que é por inerência a Autoridade
Marítima Nacional, apresentou a sua Visão sobre a direção a
seguir no seu mandato, tendo presentes as circunstâncias do
meio envolvente: “Uma Marinha e uma Autoridade Marítima
prontas e prestigiadas, ao serviço de Portugal e da segurança
coletiva”.
É uma Visão abrangente, que contempla também a Autoridade
Marítima Nacional (AMN), entidade que a Marinha apoia nos
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
termos da lei, evidenciando, dessa forma, o sólido entrosamento uma conjuntura volátil, bem como explorar as potencialidades e
entre ambas as instituições. colmatar as vulnerabilidades da Marinha.
O Almirante CEMA definiu ainda que a concretização desta Visão Os Objetivos Estratégicos assim deduzidos respeitam as
deverá assentar na ação de líderes inspiradores e inclusivos, Perspetivas de Gestão adotadas e enquadram-se nas Orientações
capazes de, pelo exemplo, criar ambientes de trabalho Estratégicas estabelecidas pelo Almirante CEMA, permitindo a
estimulantes e potenciar elevados níveis de desempenho, construção do Mapa da Estratégia da Marinha para o corrente
valorizando as pessoas, envolvendo-as nos processos e motivando mandato que, no essencial, traduz graficamente a estratégia
-as para os resultados. formulada.
Nessa ótica, essa Visão materializa-se em três Orientações De forma a facilitar a concretização dos Objetivos Estratégicos
Estratégicas concretas: (1) Conduzir um processo de enunciados e a auxiliar o alinhamento estratégico dos setores da
transformação permanente que assegure a relevância das duas Marinha, a presente diretiva identifica, ainda, as Linhas de Ação
instituições na salvaguarda dos interesses de Portugal e na que enquadram as iniciativas e as medidas concretas a
proteção dos portugueses; (2) Reforçar a credibilidade da desenvolver.
Marinha e da Autoridade Marítima junto das entidades nacionais Além disso, identificam-se, para cada Objetivo Estratégico, os
e internacionais; e (3) Explorar todas as oportunidades para a indicadores de desempenho adequados para a medição do
valorização das capacidades da Marinha e da Autoridade progresso relativamente à consecução dos objetivos, bem como
Marítima. as metas correspondentes a cada um desses indicadores. A
Estas constituem, assim, as grandes linhas orientadoras da comparação do desempenho, em cada momento, com as metas
estratégia da Marinha e da AMN para o corrente mandato, tendo estabelecidas, permitirá identificar os desvios ao rumo traçado e
presente o contexto estratégico, marcado por uma crescente corrigi-lo para garantir que a Marinha progride na direção
complexidade e incerteza, onde as ameaças, mas também as desejada.
oportunidades, são potenciadas por fenómenos transnacionais e Pretende-se que esta Diretiva Estratégica da Marinha se constitua
pelas correspondentes mudanças nos domínios político, militar, como um documento inovador e arrojado, com capacidade de ver
económico, social e tecnológico. para além do horizonte, de forma a mobilizar as vontades de
Nesse sentido, a análise de situação que sustenta esta Diretiva todos os militares, militarizados e civis no desenvolvimento da
Estratégica assenta numa análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Marinha do futuro: uma Marinha focada em contribuir para que
Opportunities, Threats) do ambiente estratégico, com o intuito Portugal use o mar na justa medida dos interesses nacionais.
de identificar os Objetivos Estratégicos prioritários, que visam
aproveitar as oportunidades e superar as potenciais ameaças de
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
1. Missão
A Missão da Marinha resulta da Lei e traduz-se num conjunto
diversificado de tarefas, que podem ser sistematizadas nas Missão da Marinha:
funções de Dissuasão, Defesa Militar e Apoio à Política Externa;
Segurança e Autoridade do Estado no Mar; e Desenvolvimento ”Contribuir para que Portugal use o Mar”
Económico, Científico e Cultural. No seu conjunto, estas funções
materializam a ação desenvolvida pela Marinha para que o mar
se constitua como um fator de desenvolvimento, de progresso e A Perspetiva Estrutural liga-se à composição, organização e
de bem-estar para os Portugueses. Por isso mesmo, podemos articulação das capacidades, numa ótica colaborativa e
sintetizar a Missão da Marinha num enunciado simples e sucinto: cooperativa. O Tema Estratégico que orienta esta Perspetiva de
Contribuir para que Portugal use o Mar. Gestão é uma Marinha otimizada.
A Perspetiva Operacional explicita a forma como a Marinha deve
2. Perspetivas de Gestão e Temas Estratégicos empregar as suas capacidades para desempenhar o vasto
Para potenciar o cumprimento da Missão, a Marinha adota, no conjunto de tarefas que consubstanciam a sua Missão. Esta
seu processo de gestão estratégica, quatro diferentes perspetiva é norteada pelo Tema Estratégico da Marinha flexível.
perspetivas: Genética, Estrutural, Operacional e de Missão. A As Perspetivas Genética, Estrutural e Operacional concorrem
combinação destas quatro perspetivas permite a articulação para a Perspetiva de Gestão correspondente à Missão, cujo Tema
virtuosa de todas as ações de edificação, estruturação e emprego Estratégico é uma Marinha eficaz nos contributos que dá para
das capacidades da Marinha. Estas perspetivas servem, também, que Portugal use o mar na justa medida dos seus interesses.
para enquadrar os Objetivos Estratégicos.
Para cada uma destas Perspetivas de Gestão, a Marinha adotou
um Tema Estratégico, que traduz a ideia-chave que norteia a
estratégia organizacional para um horizonte temporal
relativamente alargado.
A Perspetiva Genética estipula a edificação e a sustentação,
harmoniosa e balanceada, das capacidades necessárias ao
cumprimento do amplo espetro de tarefas da Marinha. Tem como
Tema Estratégico uma Marinha equilibrada.
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Valores
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
4. Visão
A Visão do Almirante CEMA – que é, por inerência, a Autoridade Visão:
Marítima Nacional – traduz-se numa expressão simples e clara:
Uma Marinha e uma Autoridade Marítima prontas e prestigia-
”Uma Marinha e uma Autoridade Marítima
das, ao serviço de Portugal e da segurança coletiva.
prontas e prestigiadas, ao serviço de
É uma Visão abrangente, que contempla também a AMN, que a
Marinha apoia, nos termos da lei. É, ainda, uma Visão que evi- Portugal e da segurança coletiva”
dencia o relacionamento próximo e a sintonia entre ambas as
instituições, respeitando os quadros de atuação específicos de
cada uma delas.
A primeira parte desta Visão congrega dois atributos: a prontidão
de resposta e o prestígio das instituições, decorrente de uma
perceção clara da utilidade da Marinha e da Autoridade Maríti-
ma, ao nível nacional, e da sua credibilidade, ao nível internaci-
onal.
A segunda parte da Visão pretende traduzir um enfoque no senti-
do de serviço a Portugal e aos portugueses, de forma a permitir
o exercício pleno da soberania, da jurisdição e da responsabilida-
de nos espaços marítimos nacionais e a contribuir para a segu-
rança coletiva, nas suas múltiplas dimensões – nacional e inter-
nacional, humana e ambiental – em quadros de atuação autóno-
mos, no âmbito de acordos bilaterais e multilaterais, bem como
das alianças e das organizações internacionais a que Portugal
pertence.
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
5. Orientações Estratégicas
Para auxiliar à concretização da sua Visão, no discurso de
apresentação à Marinha o Almirante CEMA e Autoridade Marítima
Nacional definiu três Orientações Estratégicas para o seu
mandato:
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Objetivos Estratégicos
6. Objetivos Estratégicos
Para assegurar o alinhamento da Marinha com o meio envolvente,
os Objetivos Estratégicos foram deduzidos através de uma análise
SWOT, que relaciona as Potencialidades e Vulnerabilidades
internas, com as Oportunidades e Ameaças provenientes do
ambiente externo.
Naturalmente, numa organização multidisciplinar como a
Marinha, existem muitos fatores dos ambientes interno e externo
com impacto na estratégia organizacional. Todavia, por uma
questão de sistematização, apenas são elencados seis fatores em
cada quadrante. Nessa ótica, recorreu-se às análises de situação
constantes do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (2013), do
Conceito Estratégico Militar (2014) e do Conceito Estratégico
Naval (2015), daí selecionando os fatores com maior relevância,
atualidade e/ou potencial para influenciar a formulação
estratégica. Além disso, porque esses documentos fazem,
essencialmente, a descrição do ambiente externo à Marinha,
recorreu-se também, no aplicável, à caraterização do ambiente
interno constante na Diretiva de Política Naval, de 2011, e nas
Diretivas de Planeamento da Marinha, de 2014 e de 2017.
A matriz SWOT permitiu identificar nove Objetivos Estratégicos
que visam aproveitar as oportunidades da conjuntura atual,
colmatando as vulnerabilidades e explorando as potencialidades
internas, de forma a superar as ameaças que se antecipam.
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
Potencialidades Vulnerabilidades
Ambiente interno
[Link] de atuação (militar e não militar) na [Link] de recrutamento e de retenção de praças e
totalidade dos espaços marítimos, incluindo no envelhecimento dos recursos humanos.
quadro da busca e salvamento marítimo. [Link] de meios nas capacidades da componente naval
[Link] e capacidade para empenha- do Sistema de Forças.
mentos cooperativos. [Link] acentuado da esquadra e de outros
[Link] e capacidade de atuação no âm- elementos das capacidades.
bito das ciências e tecnologias do mar. [Link]ção da manutenção, do treino e dos períodos de
[Link] dimensão cultural. navegação das unidades navais, afetando a respetiva
5.Sólido quadro de valores e forte identidade prontidão.
institucional, associados à flexibilidade e adap- [Link] de consonância entre a dimensão e diversidade
tabilidade a mudanças da conjuntura externa. do produto institucional da Marinha e a sua divulgação.
[Link] dos sistemas de ensino, formação e [Link] a ciberameaças.
Ambiente externo treino.
Oportunidades
[Link] do mar em termos políticos, militares, económicos, culturais,
sociais e ambientais. CRESCIMENTO FOCALIZAÇÃO
[Link]ância da preservação da segurança no mar e da proteção dos
navios com bandeira portuguesa. FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com POTENCIAR a edificação e a sustentação da componen-
[Link]ância das relações bilaterais e multilaterais, nomeadamente parceiros nacionais e internacionais. te naval do Sistema de Forças.
no quadro das alianças e organizações internacionais, em que avul-
tam os compromissos assumidos com a ONU, a NATO e a UE, bem
como a relevância das relações com os países de língua oficial por-
tuguesa no domínio da segurança marítima. CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão de
[Link]ância da cooperação interagências. quadro das ciências do mar e da cultura marítima. recursos.
[Link]ância do fator tecnológico na eficácia e eficiência.
[Link] da posição geoestratégica da fachada atlântica ibérica e dos
espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, potencia-
do pela extensão da plataforma continental além das 200 milhas
náuticas.
Ameaças
[Link] a Portugal ou a um país aliado (incluindo ciberataque).
[Link]ças ou riscos com impacto no domínio marítimo global e no DIVERSIFICAÇÃO DEFESA
crescente número de navios com bandeira portuguesa, como terro-
rismo, pirataria, criminalidade organizada, proliferação de arma- INCREMENTAR a captação de fontes de financia- MELHORAR a capacidade de recrutamento e de reten-
mento, catástrofes naturais, ameaças ambientais, pandemias e mento supletivas. ção de recursos humanos.
outros riscos sanitários, exploração ilegal de recursos e ciberamea-
ças.
[Link] ou crises regionais, que potenciam vagas de refugiados e OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos
fluxos migratórios ilegais ou que afetam a diáspora portuguesa. marítimos sob soberania ou jurisdição nacional. cidadãos.
[Link] pelas fronteiras marítimas, nomeadamente no quadro da
extensão das plataformas continentais.
[Link] predisposição dos jovens para a vida militar. AUMENTAR a prontidão das unidades operacio-
[Link] financeiros. nais e o seu empenhamento no apoio à política
externa.
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Objetivos Estratégicos
Os nove Objetivos Estratégicos antes deduzidos respeitam as por lei e, por sua vez, entre estes e as necessidades da
Perspetivas de Gestão Genética, Estrutural e Operacional, organização.
enquadrando-se nas três Orientações Estratégicas estabelecidas
(focadas na Relevância, na Credibilidade e nas Oportunidades), o OE3 – INCREMENTAR a captação de fontes de financiamento
que permite a construção do Mapa da Estratégia da Marinha. supletivas
Segue-se, abaixo, uma descrição sucinta de cada um dos Este objetivo visa identificar programas de financiamento
Objetivos Estratégicos: disponíveis, a nível nacional e internacional, designadamente ao
nível de Fundos Comunitários, que permitam viabilizar projetos e
OE1 – POTENCIAR a edificação e a sustentação da componente atividades da Marinha de natureza não exclusivamente militar,
naval do Sistema de Forças como forma de complementar o orçamento atribuído anualmente
Este objetivo visa a edificação e sustentação das capacidades da à Marinha. Pretende-se, ainda, potenciar eventuais
componente naval do Sistema de Forças, através de um processo contrapartidas ou ressarcimento de encargos, nos casos em que a
de gestão de projeto integrado, aperfeiçoando os métodos de disponibilização das capacidades da Marinha para a colaboração
planeamento e controlo de execução e, concomitantemente, a com entidades externas possa ser rentabilizada.
aptidão para, num horizonte temporal de 20 anos, atuar em O efeito pretendido é o reforço do orçamento, através da
antecipação. obtenção de comparticipações para projetos e atividades, e a
O efeito pretendido é antecipar necessidades e planear com rentabilização das capacidades da Marinha.
maior rigor, aumentando as probabilidades de sucesso dos
caminhos e soluções escolhidos. OE4 – FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com
parceiros nacionais e internacionais
OE2 – MELHORAR a capacidade de recrutamento e de retenção Este objetivo visa fortalecer o apoio da Marinha à AMN em
de recursos humanos termos de recursos, para que esta possa exercer, de forma
Este objetivo visa recrutar e reter recursos humanos, em consistente, as suas competências nos espaços dominiais
quantidade e qualidade, através da reavaliação dos processos do costeiros e no mar. Visa, ainda, reforçar a cooperação com
ciclo de recrutamento, da análise dos fatores de identificação parceiros nacionais e internacionais, designadamente das áreas
entre as pessoas e a organização, da melhoria das condições da segurança, da defesa, da proteção civil ou dos assuntos do
proporcionadas aos que servem na Marinha e da valorização dos mar.
recursos humanos como elementos fundamentais da organização. O efeito pretendido é o incremento da estreita articulação entre
O efeito pretendido é promover uma aproximação entre os a Marinha e a AMN, bem como o aprofundamento da cooperação
recursos humanos existentes e os efetivos fixados anualmente no plano interagências.
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
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Objetivos Estratégicos
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
Mapa da Estratégia
Visão Uma Marinha e uma Autoridade Marítima prontas e prestigiadas,
ao serviço de Portugal e da segurança coletiva
Marinha
eficaz Orientações Estratégicas
ESTRUTURAL
OE4 - FORTALECER OE5 - APERFEIÇOAR OE6 - DINAMIZAR
o apoio à AMN e a a eficiência nos processos a abertura da Marinha à
Marinha cooperação com parceiros e na gestão de recursos sociedade e aos cidadãos
nacionais e internacionais
otimizada
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Linhas de Ação
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
de operadores, a melhoria das suas competências e Formação Profissional da Marinha e o Sistema Nacional de
qualificações, e a implementação de processos e tecnologias, Qualificações e desenvolvendo as condições que permitam a
conducentes à proteção da informação e respetivos sistemas. Em obtenção da escolaridade mínima obrigatória (12º ano) às praças
paralelo e porque a capacidade de ciberdefesa assenta nas boas em Regime de Contrato, durante o período do contrato.
práticas, esta Linha de Ação incluirá um programa dirigido à LA2.04 - Promover estágios curriculares e estágios
consciencialização para as ameaças resultantes da crescente profissionais, a fim de alargar o universo de potenciais
presença da Marinha no ciberespaço, com o objetivo de mitigar candidatos a servir na Marinha.
os riscos e minimizar as vulnerabilidades daí decorrentes, bem LA2.05 - Dinamizar os mecanismos internos de fomento da
como de melhorar a segurança da informação e das transição bem-sucedida dos militares para as profissões civis,
infraestruturas no ciberespaço com interesse para a Marinha. após o período de permanência nas fileiras, articulando, no
aplicável, com o Centro de Informação e Orientação para a
OE2 – MELHORAR a capacidade de recrutamento e de retenção Formação e o Emprego (CIOFE), nomeadamente, através do
de recursos humanos incremento da divulgação junto da sociedade civil do Sistema de
LA2.01 - Ajustar os processos do ciclo de recrutamento para Formação Profissional da Marinha, criando, para este efeito, um
refletir a realidade da sociedade e a representatividade de todo núcleo de empresas, organizações e entidades parceiras.
o território nacional, reavaliando as ações de divulgação, os
procedimentos e as condições de admissão, a fim de otimizar os OE3 – INCREMENTAR a captação de fontes de financiamento
processos de recrutamento. supletivas
LA2.02 - Desenvolver uma metodologia de análise e LA3.01 - Incrementar as candidaturas a programas de
identificação de fatores que promovam a retenção de financiamento nacionais, de acordo com as necessidades e
militares, implementando processos que permitam a recolha e prioridades da Marinha.
tratamento de informação sobre as causas da desvinculação LA3.02 - Incrementar as candidaturas a programas de
precoce, a fim de introduzir medidas que aumentem a financiamento da União Europeia, em projetos elegíveis para o
atratividade da prestação de serviço, especialmente para praças efeito, consolidando a Estrutura de Acompanhamento dos Fundos
no Regime de Contrato e para pessoal dos Quadros Especiais de Comunitários.
Saúde. LA3.03 - Potenciar contrapartidas ou ressarcimento de
LA2.03 - Assegurar a formação e certificação profissional dos encargos, nos casos em que a disponibilização das capacidades
recursos humanos, potenciando a formação existente através da Marinha, para a colaboração com entidades externas, seja
do alinhamento entre as qualificações conferidas pelo Sistema de suscetível de rentabilização.
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Linhas de Ação
OE4 – FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com e através do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA),
parceiros nacionais e internacionais em estreita articulação com os outros ramos das Forças Armadas
LA4.01 - Disponibilizar os recursos necessários em apoio à e no quadro das orientações ministeriais da defesa e das
AMN no cumprimento da sua missão, através de uma estreita prioridades definidas pelo CEMGFA.
coordenação ao nível do planeamento e da logística, a fim de
gerar sinergias para o reforço da ação da Marinha e da AMN, em OE5 – APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão de
função das respetivas competências. recursos
LA4.02 - Cooperar com os parceiros nacionais e internacionais LA5.01 - Consolidar o Plano Integrado de Marinha (PIM), como
com interesses nas áreas da segurança, defesa e assuntos do ferramenta de apoio à execução das atividades da Marinha e ao
mar, otimizando a coordenação, o apoio, a disponibilização e a planeamento de curto prazo (a 2 anos), com caráter transversal a
utilização das capacidades da Marinha. toda a Marinha.
LA4.03 - Incrementar a cooperação com a Autoridade Nacional LA5.02 - Rentabilizar os recursos afetos à componente naval
de Proteção Civil e outras entidades com competências na do Sistema de Forças, através da flexibilização das guarnições
resposta a emergências civis, através da AMN (cujos órgãos e destacamentos operacionais e da racionalização dos grupos de
locais, i.e., os Capitães dos Portos, são agentes de proteção civil) serviço, garantindo os padrões de prontidão e de segurança
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
adequados, a fim de otimizar o emprego operacional dos meios. LA5.08 - Prosseguir a implementação de aplicações e
LA5.03 - Incrementar a partilha de infraestruturas e a plataformas digitais, designadamente na área da saúde, para
centralização de serviços comuns, desenvolvendo um plano gestão do processo clínico das pessoas e da aptidão física e
integrado das infraestruturas afetas ao MDN em utilização pela psíquica.
Marinha, atualizando a caraterização e racionalizando a LA5.09 - Assegurar as condições necessárias para a transição
utilização, a fim de otimizar o processo de manutenção e do referencial contabilístico atual, Plano Oficial de
reabilitação das infraestruturas. Contabilidade Pública, para o Sistema de Normalização
LA5.04 - Promover o mapeamento dos processos e a gestão Contabilística para as Administrações Públicas (SNC-AP), com
documental, procedendo à sua redução, simplificação, vista a permitir a prestação de informação contabilística,
desmaterialização e automatização, com recurso às Tecnologias orçamental e económico-financeira nos termos do SNC-AP.
de Informação e a lógicas de partilha, concentração e LA5.10 - Garantir o acompanhamento do desenvolvimento do
padronização, a fim de reduzir necessidades em recursos e módulo de Recursos Humanos e Vencimentos do Sistema
diminuir custos. Integrado de Gestão da Defesa Nacional, tendo em
LA5.05 - Consolidar os processos de gestão da segurança e consideração a sua implementação na Marinha, potenciando,
saúde no trabalho, contribuindo para a prevenção de desta forma, a sistematização e disponibilidade da informação,
acidentes de trabalho e de doenças profissionais. a automatização e gestão dos processos conexos, e a
LA5.06 - Incrementar os processos de gestão da rentabilização dos recursos envolvidos.
sustentabilidade ambiental, reduzindo o impacto ambiental
das atividades da Marinha e fomentando a eficiência energética OE6 – DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos
e a utilização de energias renováveis. cidadãos
LA5.07 - Assegurar a evolução e/ou o desenvolvimento de LA6.01 - Promover, enquadradas em orientações ministeriais
sistemas de informação críticos para a atividade da Marinha, da defesa, ações para reforçar a cooperação da Marinha com
tendo presente a edificação da capacidade de Governação e as universidades e empresas portuguesas, designadamente as
Gestão de Dados e de Informação na Marinha, contribuindo para que desenvolvem atividades ligadas à segurança, à defesa ou ao
a operacionalização e automatização de processos, facilitando o mar, a fim de reforçar o contributo da Marinha para o
acesso e a partilha de informação inter/intra áreas funcionais, desenvolvimento científico e económico do País.
fatores essenciais para uma Marinha de futuro, que se quer cada LA6.02 - Fomentar a perceção da maritimidade nacional e da
vez mais eficiente na gestão de recursos, mais ágil no processo sua relevância como elemento de identidade da população,
de decisão e mais eficaz na sua ação. em articulação com as tutelas da Defesa Nacional, da Educação
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Linhas de Ação
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
OE8 – AUMENTAR a prontidão das unidades operacionais e o nacionais e da diáspora portuguesa, em conjunto com os outros
seu empenhamento no apoio à política externa ramos das Forças Armadas.
LA8.01 - Incrementar a prontidão das unidades operacionais, LA8.04 - Incrementar a participação em missões no âmbito das
através do sistema de treino integrado, explorando ferramentas organizações internacionais de que Portugal faz parte,
de controlo de gestão e de apoio à decisão, como o Sistema assegurando os compromissos estabelecidos e elevando a
Integrado de Manutenção dos Padrões de Prontidão Operacional afirmação nacional na resposta aos desafios de defesa coletiva,
(SIMPPO). em conjunto com os outros ramos das Forças Armadas.
LA8.02 - Reforçar a capacidade de intervenção em LA8.05 - Maximizar a participação da Marinha em ações de
emergências civis, missões humanitárias e missões de cooperação de defesa com os países de língua oficial
intervenção pós-catástrofe, aumentando a afetação de portuguesa, coordenadas pela Direção-Geral de Política de
recursos a este tipo de empenhamentos, bem como a prontidão e Defesa Nacional, tendo presentes as orientações ministeriais da
o treino das unidades operacionais neste âmbito. tutela.
LA8.03 - Incrementar a participação em missões autónomas de LA8.06 - Incrementar as capacidades no âmbito dos veículos
apoio à política externa, num quadro autónomo ou não tripulados (de superfície, submarinos e aéreos),
multinacional, contribuindo para a proteção dos interesses potenciando o seu emprego e a sua utilização operacional, bem
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Linhas de Ação
como as capacidades defensivas contra este tipo de sistemas, potenciando a captação de apoios externos para o efeito.
através do desenvolvimento de conceitos e de experimentação LA9.05 - Incentivar e dinamizar a participação de militares,
operacional adequados e do apoio à investigação e militarizados e civis da Marinha em estudos e atividades
desenvolvimento, em parceria com as entidades nacionais e correlacionados com a economia do mar, a ciência e a cultura
internacionais relevantes. marítima, fomentando o desenvolvimento de ações
informativas, bem como a publicação de obras destinadas a
OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das valorizar a economia e as ciências do mar e a perenizar as
ciências do mar e da cultura marítima vivências sociológicas e as experiências filosóficas dos
LA9.01 - Reforçar o papel da Marinha no contributo nacional portugueses relativamente ao mar.
para a proteção e para o conhecimento do meio marinho, LA9.06 - Reforçar a investigação e desenvolvimento, em
incrementando a rede de monitorização ambiental e de previsão parceria com entidades nacionais e internacionais relevantes,
operacional, de forma a dispor de informação e dados ambientais com enfoque nas áreas do conhecimento situacional marítimo,
para apoio às operações navais e marítimas e às restantes dos veículos não tripulados, dos sistemas de apoio à decisão e
atividades ligadas ao mar, promovendo a cooperação com noutros domínios relevantes para a missão da Marinha e da
instituições nacionais e internacionais. Autoridade Marítima Nacional.
LA9.02 - Assegurar o mapeamento do território marinho sob
jurisdição nacional, em especial dos setores mais remotos,
fazendo uso das capacidades instaladas no Instituto Hidrográfico
como serviço hidrográfico nacional, e contribuindo para o
desenvolvimento das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
LA9.03 - Incrementar o acesso a informação histórica e
cultural da Marinha, simplificando processos e racionalizando
recursos, a fim de promover o conhecimento por parte da
sociedade do papel da Marinha ao longo da história, no presente
e no futuro, onde o mar assume particular relevo como um
desígnio nacional e principal elemento no desenvolvimento do
País e na sua identidade como Nação Marítima.
LA9.04 - Recuperar o património histórico da Marinha,
incluindo infraestruturas, material naval e outros objetos de
valor histórico, artístico e documental do património da Marinha,
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Acompanhamento e Controlo
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
I1.02 - Taxa de
consecução dos Média da taxa de execução dos
projetos que concorrem projetos associados à consecução R 0,30 % 75% ND 17% 33% 49% 65%
para a edificação dos dos NCT de curto prazo (0 a 6
NATO Capability anos).
Targets (NCT) 2017.
A razão, expressa em
I1.04 - Desvio percentagem, entre o somatório do
ponderado da execução desvio do projeto e a duração R 0,20 % ND ND ≥-40% ≥-30% ≥-20% ≥-10%
dos projetos na AA,SA. prevista do projeto, em unidades
de tempo.
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Indicadores e metas
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
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Indicadores e metas
I4.04 - Taxa de
cumprimento do Razão, expressa em percentagem,
despacho do ALM CEMA entre o total de recursos humanos
relativo à disponibilizados à AMN e o número I 0,00 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
disponibilização de de efetivos previsto.
recursos humanos à
AMN.
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Indicadores e metas
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OE7 – OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional
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Indicadores e metas
OE8 – AUMENTAR a prontidão das unidades operacionais e o seu empenhamento no apoio à política externa
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OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das ciências do mar e da cultura marítima
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Indicadores e metas
OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das ciências do mar e da cultura marítima (Cont.)
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Marinha
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