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Dem 2018

A Diretiva Estratégica da Marinha de 2018 estabelece nove objetivos estratégicos para orientar a Marinha na adaptação às circunstâncias atuais, promovendo um ambiente de trabalho colaborativo e motivador. A missão da Marinha é contribuir para que Portugal utilize o mar, fundamentada em valores como disciplina, lealdade, honra, integridade e coragem. A visão do Almirante CEMA é de uma Marinha e Autoridade Marítima prestigiadas e prontas, servindo a segurança coletiva e os interesses de Portugal.
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A Diretiva Estratégica da Marinha de 2018 estabelece nove objetivos estratégicos para orientar a Marinha na adaptação às circunstâncias atuais, promovendo um ambiente de trabalho colaborativo e motivador. A missão da Marinha é contribuir para que Portugal utilize o mar, fundamentada em valores como disciplina, lealdade, honra, integridade e coragem. A visão do Almirante CEMA é de uma Marinha e Autoridade Marítima prestigiadas e prontas, servindo a segurança coletiva e os interesses de Portugal.
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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

Diretiva Estratégica da Marinha 2018


Diretiva Estratégica da Marinha 2018

Nota Introdutória

Os nove objetivos estratégicos estabelecidos nesta diretiva são a


marca de proa que nos orienta, num plano de navegação que terá
a velocidade e as guinadas necessárias, para garantir um
adequado ajustamento da Marinha às circunstâncias.

Nesta ótica, a Diretiva Estratégica da Marinha pretende ser um


elemento agregador de competências, alicerçadas no
conhecimento e na experiência, que permita a cada elemento
identificar o seu contributo para a procura de soluções focadas
em privilegiar sempre uma navegação segura, que permita criar
condições para manter uma guarnição motivada e inspirada por
lideranças inclusivas.

Assim, o propósito desta diretiva é o alinhamento de energias das


diferentes áreas funcionais da Marinha, em conjunto com a
Autoridade Marítima Nacional, num convívio de elevados níveis de
motivação individual e de forte espírito colaborativo – elementos
essenciais para gerar ambientes de trabalho com elevados
padrões de desempenho e de satisfação profissional – tendo como
referência os nossos valores: a disciplina, a lealdade, a honra, a
integridade e a coragem.
Para alcançarmos este propósito, considero que são fatores de
sucesso, três aspetos: reflexão, planeamento e ação
determinada!

A reflexão alimenta o desiderato de uma Marinha que se afirme


pelo exemplo de excelência na proteção dos portugueses e na
afirmação de Portugal como Nação Marítima! Da reflexão, deve

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Nota Introdutória

resultar a interpretação permanente dos ambientes externo e conforto no trabalho, que sustentem altos níveis de proteção
interno, com abertura dos nossos espíritos à inovação, para individual, em particular das pessoas que estão na linha da
podermos identificar respostas mais eficazes e eficientes para os frente, e que sejam, igualmente, potenciadores de qualidade da
desafios que se perfilam no horizonte. saúde ocupacional nas diferentes áreas de atuação da Marinha.

O planeamento visa um alinhamento genético e estrutural, Neste processo de reflexão permanente, de consolidação de uma
orientado para um produto operacional eficaz. Pretende-se cultura de planeamento e de uma atitude focada na ação, para
otimizar a unidade de esforço, elemento essencial de eficiência, produzir efeitos e alcançar resultados, o centro de gravidade é
e ao mesmo tempo projetar uma visão para lá do horizonte, que sempre o “elemento humano” que sonha com a novidade,
ajude a instalar uma cultura de “pensar em antecipação”. O aprende com a experiência, planeia na procura de alinhamentos
planeamento destina-se a reduzir o nível de incerteza e a e atua, no dia-a-dia, em resposta aos desafios que enfrenta nas
incrementar a segurança no processo de decisão, potenciando diferentes áreas funcionais da Marinha. Por isso, reafirmo um
maior conforto no alinhamento entre a atividade profissional e a sentimento que está sempre presente na minha ação de
vida familiar. comando: “A Marinha somos nós …!”

A ação – que aprecio particularmente – orienta-se para os Façamos desta diretiva o nosso plano de navegação, numa
resultados. Numa lógica de que “é tempo de ação”, exorto-vos a viagem para a qual todos estão convocados, assumindo uma
que coloquemos o nosso esforço em atuações concretas, com participação ativa para que se alcance o sucesso no cumprimento
prioridades que permitam atrair recursos e atenção para quem da nossa missão de contribuir para que Portugal use o mar.
somos e para o que fazemos. Ações concretas capazes de Assim, ajudamos a prestigiar a ação da Marinha no serviço que
reforçar a credibilidade da Marinha, através da afirmação das presta ao país e reforçamos a sua credibilidade como
nossas competências diferenciadoras nos domínios: (i) da instrumento de afirmação de Portugal na arena internacional,
capacidade de atuação em ambiente naval, marítimo e anfíbio; como país coprodutor de paz e de segurança coletiva.
(ii) do conhecimento ligado às ciências do mar e à cultura
marítima; e (iii) da qualidade de uma formação de excelência
que produz comportamentos de referência… que nos
diferenciam! No âmbito da nossa ação interna, é necessário
atuar na dinamização de ambientes de elevada qualidade, em António Maria Mendes Calado
termos de habitabilidade e de ergonomia, que façam da Marinha Almirante
um modelo de modernidade nos padrões de segurança e de Chefe do Estado-Maior da Armada
2 de maio de 2018

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

Índice

Sumário Executivo 4
1. Missão 7
2. Perspetivas de Gestão e Temas Estratégicos 7
3. Valores 8
4. Visão 9
5. Orientações Estratégicas 11
6. Objetivos Estratégicos 12
7. Linhas de Ação 18
8. Acompanhamento e Controlo 25
9. Indicadores e Metas 27

3
Sumário Executivo

Sumário Executivo
O presente documento estabelece as Orientações Estratégicas do
Almirante CEMA para o seu mandato, enquadradas pelas
orientações da tutela política e pela documentação estratégica
nacional, da qual decorre a estratégia naval.
A Marinha possui um processo robusto e consolidado de
formulação, operacionalização e controlo da estratégia naval,
que decorre das estratégias de escalão superior e visa orientar a
evolução da organização num horizonte temporal relativamente
alargado. Para esse efeito, a Marinha adota as Perspetivas de
Gestão Genética, Estrutural, Operacional e de Missão, bem como
quatro Temas Estratégicos, que representam grandes ideias-
chave destinadas a orientar o processo de execução estratégica,
em cada uma dessas perspetivas: Marinha equilibrada, Marinha
otimizada, Marinha flexível e Marinha eficaz.
Esta estratégia naval, bem como o quadro de Valores que pauta a
atuação de todos os que servem Portugal na Marinha, constituem
o enquadramento concetual que baliza, numa perspetiva de
longo prazo, a forma como a Marinha cumpre a sua Missão.
Enquadrado pela estratégia institucional e, como é tradição, no
seu discurso de apresentação à Marinha, no dia 2 de março de
2018, o Almirante CEMA, que é por inerência a Autoridade
Marítima Nacional, apresentou a sua Visão sobre a direção a
seguir no seu mandato, tendo presentes as circunstâncias do
meio envolvente: “Uma Marinha e uma Autoridade Marítima
prontas e prestigiadas, ao serviço de Portugal e da segurança
coletiva”.
É uma Visão abrangente, que contempla também a Autoridade
Marítima Nacional (AMN), entidade que a Marinha apoia nos

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

termos da lei, evidenciando, dessa forma, o sólido entrosamento uma conjuntura volátil, bem como explorar as potencialidades e
entre ambas as instituições. colmatar as vulnerabilidades da Marinha.
O Almirante CEMA definiu ainda que a concretização desta Visão Os Objetivos Estratégicos assim deduzidos respeitam as
deverá assentar na ação de líderes inspiradores e inclusivos, Perspetivas de Gestão adotadas e enquadram-se nas Orientações
capazes de, pelo exemplo, criar ambientes de trabalho Estratégicas estabelecidas pelo Almirante CEMA, permitindo a
estimulantes e potenciar elevados níveis de desempenho, construção do Mapa da Estratégia da Marinha para o corrente
valorizando as pessoas, envolvendo-as nos processos e motivando mandato que, no essencial, traduz graficamente a estratégia
-as para os resultados. formulada.
Nessa ótica, essa Visão materializa-se em três Orientações De forma a facilitar a concretização dos Objetivos Estratégicos
Estratégicas concretas: (1) Conduzir um processo de enunciados e a auxiliar o alinhamento estratégico dos setores da
transformação permanente que assegure a relevância das duas Marinha, a presente diretiva identifica, ainda, as Linhas de Ação
instituições na salvaguarda dos interesses de Portugal e na que enquadram as iniciativas e as medidas concretas a
proteção dos portugueses; (2) Reforçar a credibilidade da desenvolver.
Marinha e da Autoridade Marítima junto das entidades nacionais Além disso, identificam-se, para cada Objetivo Estratégico, os
e internacionais; e (3) Explorar todas as oportunidades para a indicadores de desempenho adequados para a medição do
valorização das capacidades da Marinha e da Autoridade progresso relativamente à consecução dos objetivos, bem como
Marítima. as metas correspondentes a cada um desses indicadores. A
Estas constituem, assim, as grandes linhas orientadoras da comparação do desempenho, em cada momento, com as metas
estratégia da Marinha e da AMN para o corrente mandato, tendo estabelecidas, permitirá identificar os desvios ao rumo traçado e
presente o contexto estratégico, marcado por uma crescente corrigi-lo para garantir que a Marinha progride na direção
complexidade e incerteza, onde as ameaças, mas também as desejada.
oportunidades, são potenciadas por fenómenos transnacionais e Pretende-se que esta Diretiva Estratégica da Marinha se constitua
pelas correspondentes mudanças nos domínios político, militar, como um documento inovador e arrojado, com capacidade de ver
económico, social e tecnológico. para além do horizonte, de forma a mobilizar as vontades de
Nesse sentido, a análise de situação que sustenta esta Diretiva todos os militares, militarizados e civis no desenvolvimento da
Estratégica assenta numa análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Marinha do futuro: uma Marinha focada em contribuir para que
Opportunities, Threats) do ambiente estratégico, com o intuito Portugal use o mar na justa medida dos interesses nacionais.
de identificar os Objetivos Estratégicos prioritários, que visam
aproveitar as oportunidades e superar as potenciais ameaças de

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6
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

1. Missão
A Missão da Marinha resulta da Lei e traduz-se num conjunto
diversificado de tarefas, que podem ser sistematizadas nas Missão da Marinha:
funções de Dissuasão, Defesa Militar e Apoio à Política Externa;
Segurança e Autoridade do Estado no Mar; e Desenvolvimento ”Contribuir para que Portugal use o Mar”
Económico, Científico e Cultural. No seu conjunto, estas funções
materializam a ação desenvolvida pela Marinha para que o mar
se constitua como um fator de desenvolvimento, de progresso e A Perspetiva Estrutural liga-se à composição, organização e
de bem-estar para os Portugueses. Por isso mesmo, podemos articulação das capacidades, numa ótica colaborativa e
sintetizar a Missão da Marinha num enunciado simples e sucinto: cooperativa. O Tema Estratégico que orienta esta Perspetiva de
Contribuir para que Portugal use o Mar. Gestão é uma Marinha otimizada.
A Perspetiva Operacional explicita a forma como a Marinha deve
2. Perspetivas de Gestão e Temas Estratégicos empregar as suas capacidades para desempenhar o vasto
Para potenciar o cumprimento da Missão, a Marinha adota, no conjunto de tarefas que consubstanciam a sua Missão. Esta
seu processo de gestão estratégica, quatro diferentes perspetiva é norteada pelo Tema Estratégico da Marinha flexível.
perspetivas: Genética, Estrutural, Operacional e de Missão. A As Perspetivas Genética, Estrutural e Operacional concorrem
combinação destas quatro perspetivas permite a articulação para a Perspetiva de Gestão correspondente à Missão, cujo Tema
virtuosa de todas as ações de edificação, estruturação e emprego Estratégico é uma Marinha eficaz nos contributos que dá para
das capacidades da Marinha. Estas perspetivas servem, também, que Portugal use o mar na justa medida dos seus interesses.
para enquadrar os Objetivos Estratégicos.
Para cada uma destas Perspetivas de Gestão, a Marinha adotou
um Tema Estratégico, que traduz a ideia-chave que norteia a
estratégia organizacional para um horizonte temporal
relativamente alargado.
A Perspetiva Genética estipula a edificação e a sustentação,
harmoniosa e balanceada, das capacidades necessárias ao
cumprimento do amplo espetro de tarefas da Marinha. Tem como
Tema Estratégico uma Marinha equilibrada.

7
Valores

3. Valores Estes valores deverão sustentar-se em lideranças inclusivas


O cumprimento da Missão acima enunciada decorre num quadro capazes de promover um ideal de trabalho estruturado no
de Valores pelo qual se deve pautar a atuação de todos os sentido do dever e no contínuo progresso da Marinha,
militares, militarizados e civis da Marinha. Esse quadro de potenciando elevados níveis de desempenho e mantendo
Valores serve de referência para o modelo de conduta a adotar ambientes de trabalho estimulantes.
no plano interno e constitui um fator de afirmação da identidade
da Instituição perante o público externo. Desse quadro de
Valores, destacam-se a Disciplina, a Lealdade, a Honra, a
Integridade e a Coragem.
A Disciplina constitui um padrão de comportamento que não se
restringe a uma simples obediência hierárquica, mas que
promove o espírito de corpo, a coesão e o sentido de dever.
A Lealdade traduz-se na prática da franqueza e da sinceridade
para com todos os que servem na Marinha, tanto em situações de
serviço como fora dele, constituindo-se como a base da
solidariedade.
A Honra consubstancia-se na conduta irrepreensível e no zelo
extremo, dentro dos rígidos padrões morais que os atos de
serviço impõem, exigindo retidão, firmeza de caráter e nobreza
de alma.
A Integridade relaciona-se com a assunção de responsabilidades e
concretiza-se através da transparência, honestidade e justeza
das decisões e dos atos, originando também um sentimento de
fortalecimento do moral próprio.
A Coragem revela-se na capacidade para tomar, em tempo, as
decisões adequadas perante a adversidade, o perigo ou a
ameaça, evidenciando-se pelo empenho no estabelecimento de
novas ideias ou comportamentos que se constituam como
soluções para os problemas existentes.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

4. Visão
A Visão do Almirante CEMA – que é, por inerência, a Autoridade Visão:
Marítima Nacional – traduz-se numa expressão simples e clara:
Uma Marinha e uma Autoridade Marítima prontas e prestigia-
”Uma Marinha e uma Autoridade Marítima
das, ao serviço de Portugal e da segurança coletiva.
prontas e prestigiadas, ao serviço de
É uma Visão abrangente, que contempla também a AMN, que a
Marinha apoia, nos termos da lei. É, ainda, uma Visão que evi- Portugal e da segurança coletiva”
dencia o relacionamento próximo e a sintonia entre ambas as
instituições, respeitando os quadros de atuação específicos de
cada uma delas.
A primeira parte desta Visão congrega dois atributos: a prontidão
de resposta e o prestígio das instituições, decorrente de uma
perceção clara da utilidade da Marinha e da Autoridade Maríti-
ma, ao nível nacional, e da sua credibilidade, ao nível internaci-
onal.
A segunda parte da Visão pretende traduzir um enfoque no senti-
do de serviço a Portugal e aos portugueses, de forma a permitir
o exercício pleno da soberania, da jurisdição e da responsabilida-
de nos espaços marítimos nacionais e a contribuir para a segu-
rança coletiva, nas suas múltiplas dimensões – nacional e inter-
nacional, humana e ambiental – em quadros de atuação autóno-
mos, no âmbito de acordos bilaterais e multilaterais, bem como
das alianças e das organizações internacionais a que Portugal
pertence.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

5. Orientações Estratégicas
Para auxiliar à concretização da sua Visão, no discurso de
apresentação à Marinha o Almirante CEMA e Autoridade Marítima
Nacional definiu três Orientações Estratégicas para o seu
mandato:

 Conduzir um processo de transformação permanente, de


forma a assegurar a relevância das duas instituições na
salvaguarda dos interesses de Portugal e na proteção dos
portugueses.

 Promover o sentido de utilidade pública da Marinha e da


Autoridade Marítima, de forma a reforçar a sua credibilidade
junto dos públicos de interesse e das entidades nacionais e
internacionais.

 Explorar todas as oportunidades proporcionadas pela


conjuntura externa, de forma a valorizar as capacidades da
Marinha e da Autoridade Marítima.

O foco destas Orientações Estratégicas reside, respetivamente,


na Relevância, na Credibilidade e nas Oportunidades.
Estas três Orientações Estratégicas norteiam a prossecução dos
Objetivos Estratégicos, enquadrados nas diferentes Perspetivas
de Gestão, estabelecendo guias de orientação para o processo de
execução estratégica a implementar.

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Objetivos Estratégicos

6. Objetivos Estratégicos
Para assegurar o alinhamento da Marinha com o meio envolvente,
os Objetivos Estratégicos foram deduzidos através de uma análise
SWOT, que relaciona as Potencialidades e Vulnerabilidades
internas, com as Oportunidades e Ameaças provenientes do
ambiente externo.
Naturalmente, numa organização multidisciplinar como a
Marinha, existem muitos fatores dos ambientes interno e externo
com impacto na estratégia organizacional. Todavia, por uma
questão de sistematização, apenas são elencados seis fatores em
cada quadrante. Nessa ótica, recorreu-se às análises de situação
constantes do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (2013), do
Conceito Estratégico Militar (2014) e do Conceito Estratégico
Naval (2015), daí selecionando os fatores com maior relevância,
atualidade e/ou potencial para influenciar a formulação
estratégica. Além disso, porque esses documentos fazem,
essencialmente, a descrição do ambiente externo à Marinha,
recorreu-se também, no aplicável, à caraterização do ambiente
interno constante na Diretiva de Política Naval, de 2011, e nas
Diretivas de Planeamento da Marinha, de 2014 e de 2017.
A matriz SWOT permitiu identificar nove Objetivos Estratégicos
que visam aproveitar as oportunidades da conjuntura atual,
colmatando as vulnerabilidades e explorando as potencialidades
internas, de forma a superar as ameaças que se antecipam.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

Potencialidades Vulnerabilidades

Ambiente interno
[Link] de atuação (militar e não militar) na [Link] de recrutamento e de retenção de praças e
totalidade dos espaços marítimos, incluindo no envelhecimento dos recursos humanos.
quadro da busca e salvamento marítimo. [Link] de meios nas capacidades da componente naval
[Link] e capacidade para empenha- do Sistema de Forças.
mentos cooperativos. [Link] acentuado da esquadra e de outros
[Link] e capacidade de atuação no âm- elementos das capacidades.
bito das ciências e tecnologias do mar. [Link]ção da manutenção, do treino e dos períodos de
[Link] dimensão cultural. navegação das unidades navais, afetando a respetiva
5.Sólido quadro de valores e forte identidade prontidão.
institucional, associados à flexibilidade e adap- [Link] de consonância entre a dimensão e diversidade
tabilidade a mudanças da conjuntura externa. do produto institucional da Marinha e a sua divulgação.
[Link] dos sistemas de ensino, formação e [Link] a ciberameaças.
Ambiente externo treino.
Oportunidades
[Link] do mar em termos políticos, militares, económicos, culturais,
sociais e ambientais. CRESCIMENTO FOCALIZAÇÃO
[Link]ância da preservação da segurança no mar e da proteção dos
navios com bandeira portuguesa. FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com POTENCIAR a edificação e a sustentação da componen-
[Link]ância das relações bilaterais e multilaterais, nomeadamente parceiros nacionais e internacionais. te naval do Sistema de Forças.
no quadro das alianças e organizações internacionais, em que avul-
tam os compromissos assumidos com a ONU, a NATO e a UE, bem
como a relevância das relações com os países de língua oficial por-
tuguesa no domínio da segurança marítima. CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão de
[Link]ância da cooperação interagências. quadro das ciências do mar e da cultura marítima. recursos.
[Link]ância do fator tecnológico na eficácia e eficiência.
[Link] da posição geoestratégica da fachada atlântica ibérica e dos
espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, potencia-
do pela extensão da plataforma continental além das 200 milhas
náuticas.

Ameaças
[Link] a Portugal ou a um país aliado (incluindo ciberataque).
[Link]ças ou riscos com impacto no domínio marítimo global e no DIVERSIFICAÇÃO DEFESA
crescente número de navios com bandeira portuguesa, como terro-
rismo, pirataria, criminalidade organizada, proliferação de arma- INCREMENTAR a captação de fontes de financia- MELHORAR a capacidade de recrutamento e de reten-
mento, catástrofes naturais, ameaças ambientais, pandemias e mento supletivas. ção de recursos humanos.
outros riscos sanitários, exploração ilegal de recursos e ciberamea-
ças.
[Link] ou crises regionais, que potenciam vagas de refugiados e OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos
fluxos migratórios ilegais ou que afetam a diáspora portuguesa. marítimos sob soberania ou jurisdição nacional. cidadãos.
[Link] pelas fronteiras marítimas, nomeadamente no quadro da
extensão das plataformas continentais.
[Link] predisposição dos jovens para a vida militar. AUMENTAR a prontidão das unidades operacio-
[Link] financeiros. nais e o seu empenhamento no apoio à política
externa.

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Objetivos Estratégicos

Os nove Objetivos Estratégicos antes deduzidos respeitam as por lei e, por sua vez, entre estes e as necessidades da
Perspetivas de Gestão Genética, Estrutural e Operacional, organização.
enquadrando-se nas três Orientações Estratégicas estabelecidas
(focadas na Relevância, na Credibilidade e nas Oportunidades), o OE3 – INCREMENTAR a captação de fontes de financiamento
que permite a construção do Mapa da Estratégia da Marinha. supletivas
Segue-se, abaixo, uma descrição sucinta de cada um dos Este objetivo visa identificar programas de financiamento
Objetivos Estratégicos: disponíveis, a nível nacional e internacional, designadamente ao
nível de Fundos Comunitários, que permitam viabilizar projetos e
OE1 – POTENCIAR a edificação e a sustentação da componente atividades da Marinha de natureza não exclusivamente militar,
naval do Sistema de Forças como forma de complementar o orçamento atribuído anualmente
Este objetivo visa a edificação e sustentação das capacidades da à Marinha. Pretende-se, ainda, potenciar eventuais
componente naval do Sistema de Forças, através de um processo contrapartidas ou ressarcimento de encargos, nos casos em que a
de gestão de projeto integrado, aperfeiçoando os métodos de disponibilização das capacidades da Marinha para a colaboração
planeamento e controlo de execução e, concomitantemente, a com entidades externas possa ser rentabilizada.
aptidão para, num horizonte temporal de 20 anos, atuar em O efeito pretendido é o reforço do orçamento, através da
antecipação. obtenção de comparticipações para projetos e atividades, e a
O efeito pretendido é antecipar necessidades e planear com rentabilização das capacidades da Marinha.
maior rigor, aumentando as probabilidades de sucesso dos
caminhos e soluções escolhidos. OE4 – FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com
parceiros nacionais e internacionais
OE2 – MELHORAR a capacidade de recrutamento e de retenção Este objetivo visa fortalecer o apoio da Marinha à AMN em
de recursos humanos termos de recursos, para que esta possa exercer, de forma
Este objetivo visa recrutar e reter recursos humanos, em consistente, as suas competências nos espaços dominiais
quantidade e qualidade, através da reavaliação dos processos do costeiros e no mar. Visa, ainda, reforçar a cooperação com
ciclo de recrutamento, da análise dos fatores de identificação parceiros nacionais e internacionais, designadamente das áreas
entre as pessoas e a organização, da melhoria das condições da segurança, da defesa, da proteção civil ou dos assuntos do
proporcionadas aos que servem na Marinha e da valorização dos mar.
recursos humanos como elementos fundamentais da organização. O efeito pretendido é o incremento da estreita articulação entre
O efeito pretendido é promover uma aproximação entre os a Marinha e a AMN, bem como o aprofundamento da cooperação
recursos humanos existentes e os efetivos fixados anualmente no plano interagências.

14
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE5 – APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão de


recursos
Este objetivo visa aperfeiçoar a eficiência nos processos e na
gestão de recursos (humanos, materiais, financeiros e
informacionais). Contribuem para este objetivo iniciativas como
flexibilização de guarnições, partilha de infraestruturas,
centralização de serviços comuns, desmaterialização de
processos e fomento da sustentabilidade.
O efeito pretendido é a otimização processual e a racionalização
de recursos.

OE6 – DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos


cidadãos
Este objetivo visa abrir a Marinha à sociedade e aos cidadãos,
através da partilha de conhecimento em áreas em que possui
saberes únicos ou relevantes e da promoção das atividades
desenvolvidas.
O efeito pretendido é a aproximação à sociedade e aos cidadãos
e o reforço do prestígio da Marinha.
OE8 – AUMENTAR a prontidão das unidades operacionais e o
OE7 – OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços marítimos seu empenhamento no apoio à política externa
sob soberania ou jurisdição nacional Este objetivo visa aumentar a prontidão de todas as unidades
Este objetivo visa uma presença ativa e credível nos espaços operacionais (navais, de fuzileiros e de mergulhadores) da
marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, designadamente componente naval do Sistema de Forças, promovendo uma maior
em articulação com a AMN. Inclui, também, a consolidação e a participação em atividades de aprontamento, incluindo
expansão da capacidade de Conhecimento Situacional Marítimo. exercícios nacionais e internacionais, de forma a potenciar o
O efeito pretendido é o incremento da visibilidade no mar, contributo da Marinha para a defesa nacional, em conjunto com
através da otimização da ação autónoma e cooperativa nos os outros ramos das Forças Armadas e no quadro da estratégia
espaços marítimos. militar operacional definida pelo Chefe do Estado-Maior-General
das Forças Armadas (CEMGFA).

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Objetivos Estratégicos

Concorrentemente, no quadro das orientações ministeriais da


defesa e das prioridades definidas pelo CEMGFA, pretende-se
aumentar a participação dessas unidades operacionais em
missões de apoio à política externa do Estado, tanto no âmbito
das organizações internacionais de que Portugal faz parte, como
num quadro de emprego autónomo ou multinacional.
O efeito pretendido é o aumento da disponibilidade das unidades
operacionais e da sua participação em missões de apoio à política
externa.

OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das


ciências do mar e da cultura marítima
Este objetivo enquadra a melhoria do «Conhecimento do Mar»
numa perspetiva de desenvolvimento, potenciação e sustentação
da investigação científica e tecnológica no âmbito das ciências
do mar (com aplicações nas áreas da segurança e defesa, da
proteção civil, da economia, do ambiente e dos recursos
naturais), como impulsionadores do conhecimento e da
compreensão dos assuntos do mar onde, reconhecidamente, a
Marinha estiver mais capacitada. Este objetivo visa, ainda, a
divulgação cultural marítima, contribuindo, dessa forma, para
preservar a identidade e os interesses iminentemente marítimos
dos portugueses.
O efeito pretendido é o conhecimento detalhado do mar
português e o reforço da intervenção no âmbito da cultura
marítima, consolidando a cooperação nestas matérias, ao nível
institucional, com outras entidades públicas e privadas, e em
fóruns operacionais, técnico-científicos e académicos, nacionais
e internacionais.

16
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

Mapa da Estratégia
Visão Uma Marinha e uma Autoridade Marítima prontas e prestigiadas,
ao serviço de Portugal e da segurança coletiva

MISSÃO Contribuir para que Portugal use o Mar


Perspetivas de Gestão e Temas Estratégicos

Marinha
eficaz Orientações Estratégicas

Relevância Credibilidade Oportunidades


OPERACIONAL OE7 - OTIMIZAR OE8 - AUMENTAR OE9 - CONSOLIDAR
a presença e o controlo a prontidão das unidades o conhecimento e a
nos espaços marítimos sob operacionais e o seu atuação no quadro das
Marinha soberania ou empenhamento no apoio à ciências do mar e da
flexível jurisdição nacional política externa cultura marítima

ESTRUTURAL
OE4 - FORTALECER OE5 - APERFEIÇOAR OE6 - DINAMIZAR
o apoio à AMN e a a eficiência nos processos a abertura da Marinha à
Marinha cooperação com parceiros e na gestão de recursos sociedade e aos cidadãos
nacionais e internacionais
otimizada

GENÉTICA OE1 - POTENCIAR OE2 - MELHORAR


a edificação e a a capacidade de OE3 - INCREMENTAR
sustentação da recrutamento e de a captação de fontes de
Marinha componente naval do retenção de recursos financiamento supletivas
equilibrada Sistema de Forças humanos

Valores Disciplina Lealdade Honra Integridade Coragem


Lideranças inclusivas

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Linhas de Ação

7. Linhas de Ação Alfeite, SA, visando o desenvolvimento de sinergias


Para orientar e facilitar a concretização dos Objetivos potenciadoras no âmbito da reparação, manutenção e renovação
Estratégicos enunciados, importa enquadrar as principais dos meios navais da Marinha, procurando novas formas de
iniciativas e medidas concretas a desenvolver. Nessa ótica, trabalho colaborativo, tendo em vista as melhores soluções nas
elencam-se abaixo as grandes Linhas de Ação correspondentes a vertentes técnica e financeira.
cada Objetivo Estratégico, começando pelos objetivos que se
enquadram na Perspetiva Genética, seguidos dos de âmbito
Estrutural, para concluir nos Operacionais. Estas grandes Linhas
de Ação visam constituir-se como os elementos orientadores do
processo de alinhamento estratégico dos setores da Marinha, que
serão materializados pela elaboração das respetivas Diretivas
Setoriais de planeamento.

OE1 – POTENCIAR a edificação e a sustentação da componente


naval do Sistema de Forças
LA1.01 - Edificar e sustentar de forma integrada as
capacidades da Marinha, consolidando a adoção do conceito de
gestão de portefólio, alinhando a revisão periódica dos
programas com os ciclos de planeamento de defesa (a nível
nacional e internacional) e fomentando parcerias com outras
Marinhas, organismos internacionais e indústrias de defesa, neste
âmbito.
LA1.02 - Fomentar a inovação na procura e identificação de
soluções para a preservação e modernização dos meios da LA1.04 - Consolidar a edificação do núcleo CIRC (Computer
componente naval do Sistema de Forças, reconfigurando Incident Response Capability) da Marinha, reforçando a sua
sistemas e meios, de forma a viabilizar novos conceitos de integração na capacidade de ciberdefesa nacional,
emprego que possibilitem o aumento da atividade operacional e designadamente em articulação com o Centro de Ciberdefesa e o
a redução dos custos de Operação e Manutenção. Centro Nacional de Cibersegurança, a fim de desenvolver
LA1.03 - Promover uma parceria renovada com o Arsenal do esforços conjuntos e cooperativos para o incremento do número

18
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

de operadores, a melhoria das suas competências e Formação Profissional da Marinha e o Sistema Nacional de
qualificações, e a implementação de processos e tecnologias, Qualificações e desenvolvendo as condições que permitam a
conducentes à proteção da informação e respetivos sistemas. Em obtenção da escolaridade mínima obrigatória (12º ano) às praças
paralelo e porque a capacidade de ciberdefesa assenta nas boas em Regime de Contrato, durante o período do contrato.
práticas, esta Linha de Ação incluirá um programa dirigido à LA2.04 - Promover estágios curriculares e estágios
consciencialização para as ameaças resultantes da crescente profissionais, a fim de alargar o universo de potenciais
presença da Marinha no ciberespaço, com o objetivo de mitigar candidatos a servir na Marinha.
os riscos e minimizar as vulnerabilidades daí decorrentes, bem LA2.05 - Dinamizar os mecanismos internos de fomento da
como de melhorar a segurança da informação e das transição bem-sucedida dos militares para as profissões civis,
infraestruturas no ciberespaço com interesse para a Marinha. após o período de permanência nas fileiras, articulando, no
aplicável, com o Centro de Informação e Orientação para a
OE2 – MELHORAR a capacidade de recrutamento e de retenção Formação e o Emprego (CIOFE), nomeadamente, através do
de recursos humanos incremento da divulgação junto da sociedade civil do Sistema de
LA2.01 - Ajustar os processos do ciclo de recrutamento para Formação Profissional da Marinha, criando, para este efeito, um
refletir a realidade da sociedade e a representatividade de todo núcleo de empresas, organizações e entidades parceiras.
o território nacional, reavaliando as ações de divulgação, os
procedimentos e as condições de admissão, a fim de otimizar os OE3 – INCREMENTAR a captação de fontes de financiamento
processos de recrutamento. supletivas
LA2.02 - Desenvolver uma metodologia de análise e LA3.01 - Incrementar as candidaturas a programas de
identificação de fatores que promovam a retenção de financiamento nacionais, de acordo com as necessidades e
militares, implementando processos que permitam a recolha e prioridades da Marinha.
tratamento de informação sobre as causas da desvinculação LA3.02 - Incrementar as candidaturas a programas de
precoce, a fim de introduzir medidas que aumentem a financiamento da União Europeia, em projetos elegíveis para o
atratividade da prestação de serviço, especialmente para praças efeito, consolidando a Estrutura de Acompanhamento dos Fundos
no Regime de Contrato e para pessoal dos Quadros Especiais de Comunitários.
Saúde. LA3.03 - Potenciar contrapartidas ou ressarcimento de
LA2.03 - Assegurar a formação e certificação profissional dos encargos, nos casos em que a disponibilização das capacidades
recursos humanos, potenciando a formação existente através da Marinha, para a colaboração com entidades externas, seja
do alinhamento entre as qualificações conferidas pelo Sistema de suscetível de rentabilização.

19
Linhas de Ação

OE4 – FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com e através do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA),
parceiros nacionais e internacionais em estreita articulação com os outros ramos das Forças Armadas
LA4.01 - Disponibilizar os recursos necessários em apoio à e no quadro das orientações ministeriais da defesa e das
AMN no cumprimento da sua missão, através de uma estreita prioridades definidas pelo CEMGFA.
coordenação ao nível do planeamento e da logística, a fim de
gerar sinergias para o reforço da ação da Marinha e da AMN, em OE5 – APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão de
função das respetivas competências. recursos
LA4.02 - Cooperar com os parceiros nacionais e internacionais LA5.01 - Consolidar o Plano Integrado de Marinha (PIM), como
com interesses nas áreas da segurança, defesa e assuntos do ferramenta de apoio à execução das atividades da Marinha e ao
mar, otimizando a coordenação, o apoio, a disponibilização e a planeamento de curto prazo (a 2 anos), com caráter transversal a
utilização das capacidades da Marinha. toda a Marinha.
LA4.03 - Incrementar a cooperação com a Autoridade Nacional LA5.02 - Rentabilizar os recursos afetos à componente naval
de Proteção Civil e outras entidades com competências na do Sistema de Forças, através da flexibilização das guarnições
resposta a emergências civis, através da AMN (cujos órgãos e destacamentos operacionais e da racionalização dos grupos de
locais, i.e., os Capitães dos Portos, são agentes de proteção civil) serviço, garantindo os padrões de prontidão e de segurança

20
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

adequados, a fim de otimizar o emprego operacional dos meios. LA5.08 - Prosseguir a implementação de aplicações e
LA5.03 - Incrementar a partilha de infraestruturas e a plataformas digitais, designadamente na área da saúde, para
centralização de serviços comuns, desenvolvendo um plano gestão do processo clínico das pessoas e da aptidão física e
integrado das infraestruturas afetas ao MDN em utilização pela psíquica.
Marinha, atualizando a caraterização e racionalizando a LA5.09 - Assegurar as condições necessárias para a transição
utilização, a fim de otimizar o processo de manutenção e do referencial contabilístico atual, Plano Oficial de
reabilitação das infraestruturas. Contabilidade Pública, para o Sistema de Normalização
LA5.04 - Promover o mapeamento dos processos e a gestão Contabilística para as Administrações Públicas (SNC-AP), com
documental, procedendo à sua redução, simplificação, vista a permitir a prestação de informação contabilística,
desmaterialização e automatização, com recurso às Tecnologias orçamental e económico-financeira nos termos do SNC-AP.
de Informação e a lógicas de partilha, concentração e LA5.10 - Garantir o acompanhamento do desenvolvimento do
padronização, a fim de reduzir necessidades em recursos e módulo de Recursos Humanos e Vencimentos do Sistema
diminuir custos. Integrado de Gestão da Defesa Nacional, tendo em
LA5.05 - Consolidar os processos de gestão da segurança e consideração a sua implementação na Marinha, potenciando,
saúde no trabalho, contribuindo para a prevenção de desta forma, a sistematização e disponibilidade da informação,
acidentes de trabalho e de doenças profissionais. a automatização e gestão dos processos conexos, e a
LA5.06 - Incrementar os processos de gestão da rentabilização dos recursos envolvidos.
sustentabilidade ambiental, reduzindo o impacto ambiental
das atividades da Marinha e fomentando a eficiência energética OE6 – DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos
e a utilização de energias renováveis. cidadãos
LA5.07 - Assegurar a evolução e/ou o desenvolvimento de LA6.01 - Promover, enquadradas em orientações ministeriais
sistemas de informação críticos para a atividade da Marinha, da defesa, ações para reforçar a cooperação da Marinha com
tendo presente a edificação da capacidade de Governação e as universidades e empresas portuguesas, designadamente as
Gestão de Dados e de Informação na Marinha, contribuindo para que desenvolvem atividades ligadas à segurança, à defesa ou ao
a operacionalização e automatização de processos, facilitando o mar, a fim de reforçar o contributo da Marinha para o
acesso e a partilha de informação inter/intra áreas funcionais, desenvolvimento científico e económico do País.
fatores essenciais para uma Marinha de futuro, que se quer cada LA6.02 - Fomentar a perceção da maritimidade nacional e da
vez mais eficiente na gestão de recursos, mais ágil no processo sua relevância como elemento de identidade da população,
de decisão e mais eficaz na sua ação. em articulação com as tutelas da Defesa Nacional, da Educação

21
Linhas de Ação

e do Mar, contribuindo para o desenvolvimento de uma LA7.04 - Consolidar e expandir a capacidade de


mentalidade marítima nos portugueses, nomeadamente através Conhecimento Situacional Marítimo no espaço estratégico de
do programa “Vi(r)ver o Mar”, vocacionado para o reforço das interesse nacional, reforçando a integração de fontes de
vivências do mar em segurança. informação e consolidando a utilização dos produtos por elas
LA6.03 - Inovar nas formas de comunicação, aproximando a disponibilizados como instrumentos de apoio ao planeamento
Marinha dos cidadãos, recorrendo às Tecnologias de das ações e à tomada de decisão, a fim de melhorar o controlo
Informação para incrementar a divulgação das principais nos espaços marítimos.
realizações e feitos da Marinha, a fim de construir uma LA7.05 - Explorar as oportunidades para o desenvolvimento
reputação sólida e reconhecida. de projetos para incrementar a vigilância marítima, tendo
presentes as orientações ministeriais da defesa, em parceria
OE7 – OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços com as universidades e a indústria nacional, integrando
marítimos sob soberania ou jurisdição nacional tecnologias inovadoras, que, complementando os atuais sistemas
LA7.01 - Incrementar, progressivamente e à medida que de vigilância, permitam mitigar as lacunas existentes.
forem sendo recebidos novos navios, o número de unidades LA7.06 - Reforçar os mecanismos de monitorização e de apoio
navais em permanência nas zonas marítimas dos Açores e da ao crescente número de navios com bandeira portuguesa,
Madeira, de forma a garantir a eficácia do Dispositivo Naval através da consolidação (em articulação com as outras entidades
Padrão, permitindo o reforço das capacidades de busca e com competências na matéria, nomeadamente a Autoridade
salvamento marítimo, de fiscalização marítima, de apoio aos Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo e a AMN) da célula de
órgãos de proteção civil e de cooperação com outros acompanhamento, aconselhamento e defesa da navegação
departamentos do Estado com competências no mar. mercante (Naval Cooperation And Guidance for Shipping) e da
LA7.02 - Maximizar o emprego operacional dos navios plataforma para apoio da navegação de recreio e de pesca
hidrográficos costeiros, considerando a inclusão destas (followme@sea).
unidades no Dispositivo Naval Padrão, a fim de potenciar o seu LA7.07 - Reforçar o contributo para a operacionalização da
empenhamento e de incrementar a flexibilidade na gestão dos cibersegurança no domínio marítimo nacional, no quadro da
meios afetos ao referido dispositivo. Lei da Cibersegurança e em coordenação com as demais
LA7.03 - Incrementar a coordenação do emprego de meios autoridades nacionais competentes.
com a AMN, promovendo, sempre que possível e exequível, a
complementaridade no empenhamento dos meios da Marinha e
da AMN.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE8 – AUMENTAR a prontidão das unidades operacionais e o nacionais e da diáspora portuguesa, em conjunto com os outros
seu empenhamento no apoio à política externa ramos das Forças Armadas.
LA8.01 - Incrementar a prontidão das unidades operacionais, LA8.04 - Incrementar a participação em missões no âmbito das
através do sistema de treino integrado, explorando ferramentas organizações internacionais de que Portugal faz parte,
de controlo de gestão e de apoio à decisão, como o Sistema assegurando os compromissos estabelecidos e elevando a
Integrado de Manutenção dos Padrões de Prontidão Operacional afirmação nacional na resposta aos desafios de defesa coletiva,
(SIMPPO). em conjunto com os outros ramos das Forças Armadas.
LA8.02 - Reforçar a capacidade de intervenção em LA8.05 - Maximizar a participação da Marinha em ações de
emergências civis, missões humanitárias e missões de cooperação de defesa com os países de língua oficial
intervenção pós-catástrofe, aumentando a afetação de portuguesa, coordenadas pela Direção-Geral de Política de
recursos a este tipo de empenhamentos, bem como a prontidão e Defesa Nacional, tendo presentes as orientações ministeriais da
o treino das unidades operacionais neste âmbito. tutela.
LA8.03 - Incrementar a participação em missões autónomas de LA8.06 - Incrementar as capacidades no âmbito dos veículos
apoio à política externa, num quadro autónomo ou não tripulados (de superfície, submarinos e aéreos),
multinacional, contribuindo para a proteção dos interesses potenciando o seu emprego e a sua utilização operacional, bem

23
Linhas de Ação

como as capacidades defensivas contra este tipo de sistemas, potenciando a captação de apoios externos para o efeito.
através do desenvolvimento de conceitos e de experimentação LA9.05 - Incentivar e dinamizar a participação de militares,
operacional adequados e do apoio à investigação e militarizados e civis da Marinha em estudos e atividades
desenvolvimento, em parceria com as entidades nacionais e correlacionados com a economia do mar, a ciência e a cultura
internacionais relevantes. marítima, fomentando o desenvolvimento de ações
informativas, bem como a publicação de obras destinadas a
OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das valorizar a economia e as ciências do mar e a perenizar as
ciências do mar e da cultura marítima vivências sociológicas e as experiências filosóficas dos
LA9.01 - Reforçar o papel da Marinha no contributo nacional portugueses relativamente ao mar.
para a proteção e para o conhecimento do meio marinho, LA9.06 - Reforçar a investigação e desenvolvimento, em
incrementando a rede de monitorização ambiental e de previsão parceria com entidades nacionais e internacionais relevantes,
operacional, de forma a dispor de informação e dados ambientais com enfoque nas áreas do conhecimento situacional marítimo,
para apoio às operações navais e marítimas e às restantes dos veículos não tripulados, dos sistemas de apoio à decisão e
atividades ligadas ao mar, promovendo a cooperação com noutros domínios relevantes para a missão da Marinha e da
instituições nacionais e internacionais. Autoridade Marítima Nacional.
LA9.02 - Assegurar o mapeamento do território marinho sob
jurisdição nacional, em especial dos setores mais remotos,
fazendo uso das capacidades instaladas no Instituto Hidrográfico
como serviço hidrográfico nacional, e contribuindo para o
desenvolvimento das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
LA9.03 - Incrementar o acesso a informação histórica e
cultural da Marinha, simplificando processos e racionalizando
recursos, a fim de promover o conhecimento por parte da
sociedade do papel da Marinha ao longo da história, no presente
e no futuro, onde o mar assume particular relevo como um
desígnio nacional e principal elemento no desenvolvimento do
País e na sua identidade como Nação Marítima.
LA9.04 - Recuperar o património histórico da Marinha,
incluindo infraestruturas, material naval e outros objetos de
valor histórico, artístico e documental do património da Marinha,

24
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

8. Acompanhamento e Controlo ação transversal e concertada dos setores da Marinha. Estas


As Orientações Estratégicas do Almirante CEMA estabelecidas iniciativas serão coordenadas pelo EMA e a sua caraterização
nesta diretiva serão concretizadas e materializadas nas Diretivas sumária será incluída num anexo a esta diretiva, a publicar no
Setoriais, de forma alinhada e coerente. Para isso, os Objetivos prazo de um mês após a data de homologação da última Diretiva
Setoriais devem ser deduzidos de acordo com os Objetivos Setorial.
Estratégicos e as grandes Linhas de Ação aqui descritos, A implementação da Diretiva Estratégica da Marinha e das
garantindo o alinhamento estratégico de toda a organização. Diretivas Setoriais será objeto de monitorização e avaliação, em
As Diretivas Setoriais, a elaborar pelas Superintendências, pelo função da periodicidade de leitura dos indicadores, de forma a
Comando Naval, pela Comissão Cultural de Marinha, pelo permitir aferir o grau de prossecução dos objetivos estabelecidos
Instituto Hidrográfico, pela Inspeção-Geral da Marinha e pela e implementar eventuais medidas corretivas, ao nível das Linhas
Escola Naval, devem ser desenvolvidas de acordo com o padrão de Ação estratégicas e/ou setoriais.
comum aprovado, harmonizadas entre si, alinhadas com os A monitorização e a avaliação serão exercidas a dois níveis:
objetivos ora definidos e submetidas à homologação do Almirante
CEMA no prazo de 45 dias, após a data de entrada em vigor da  Ao nível do EMA, que coordena o planeamento e o controlo da
presente diretiva. As Diretivas Setoriais deverão explicitar, execução das iniciativas estratégicas que operacionalizam os
ainda, de forma sucinta, direta e clara, a relação entre os objetivos plasmados na Diretiva Estratégica da Marinha,
Objetivos Setoriais e os Objetivos Estratégicos para os quais observando o progresso dos respetivos indicadores de
concorrem, devendo os Objetivos Setoriais ser mensuráveis e desempenho e a evolução da envolvente ambiental da
calendarizáveis. Acresce ainda que as Diretivas Setoriais devem Marinha;
incluir a identificação e a caraterização base das iniciativas
estratégicas (projetos) que materializam cada um dos Objetivos  Ao nível dos setores, que planeiam e controlam a execução
Setoriais e que integrarão os planos de atividades setoriais. das iniciativas estratégicas setoriais, analisando o progresso
Caberá ao Estado-Maior da Armada (EMA), com o apoio do Núcleo dos respetivos indicadores de desempenho e a evolução da
de Consultoria Interna, em estreita colaboração com os setores, envolvente ambiental do setor.
a tarefa de coordenar o esforço de padronização, harmonização,
alinhamento e verificação da conformidade entre a Diretiva Neste âmbito, devem ser realizadas revisões operacionais com
Estratégica da Marinha e as Diretivas Setoriais. uma periodicidade inferior a seis meses, com o propósito de
Após a publicação das Diretivas Setoriais, o EMA identificará as avaliar a execução da estratégia, ou seja, se os planos estão a
iniciativas estratégicas de cariz intersetorial, que requerem uma ser cumpridos e os resultados expectáveis a ser alcançados.

25
Acompanhamento e Controlo

Como resultado, será elaborado um relatório por setor onde


constem as razões dos desvios (se existirem) e propostas para a
adoção de medidas corretivas, a submeter ao EMA até 15 de
julho e 15 de janeiro de cada ano. O EMA apresentará ao
Almirante CEMA, até ao final dos referidos meses, um relatório
do estado de implementação da Diretiva Estratégica da Marinha.

Adicionalmente, serão realizadas revisões estratégicas com uma


periodicidade anual (no início de cada ano), com o objetivo de
avaliar se a estratégia que está a ser seguida se mantém
adequada, ou seja, se as opções adotadas para empregar os
meios e alcançar os fins se mantêm válidas. Como resultado,
caso se verifique a necessidade de atualizar a estratégia, a
Diretiva Estratégica da Marinha e as Diretivas Setoriais deverão
ser ajustadas em conformidade.
Para auxiliar a monitorização e o controlo da execução da
estratégia será utilizada a ferramenta informática “Sistema de
Monitorização e Controlo da Gestão Estratégica” (SMC-GE) e para
apoiar a gestão das iniciativas estratégicas será usada a
ferramenta de gestão de projetos Enterprise Project
Management.

26
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

9. Indicadores e Metas valores registados em 2017 excedem as metas dos anos


Para permitir a monitorização e o controlo da execução da subsequentes, por razões excecionais, que se considera não
estratégia, são estabelecidos indicadores que permitem aferir o deverem influenciar os objetivos para o período 2018-2021. Não
grau de concretização dos objetivos estratégicos da Marinha obstante, os indicadores agora estabelecidos poderão receber
relativamente às metas definidas. Com este propósito, são ajustamentos mediante a verificação da sua adequabilidade para
adotados dois tipos de indicadores: a medição dos objetivos.
 Indicadores de Resultado (R), também conhecidos como Lag
Indicators, que medem o resultado obtido na consecução de
determinado Objetivo Estratégico, refletindo a visão do que
já aconteceu;
 Indicadores Indutores (I), também conhecidos como Lead
Indicators, que medem a capacidade de sustentação futura
dos resultados, transmitindo uma antevisão do que poderá
vir a acontecer.
Os indicadores I (Indutores) não são considerados na avaliação da
concretização dos Objetivos Estratégicos, servindo
essencialmente para fornecer pistas relativamente ao
comportamento futuro dos indicadores R (Resultado). Ou seja,
existe um relacionamento que sugere que a melhoria de
desempenho de um indicador I resultará, normalmente, na
melhoria de desempenho dos indicadores R.
A combinação destes dois tipos de indicadores visa conciliar a
avaliação do grau de concretização das metas de curto prazo com
a perceção da evolução futura da Marinha, numa perspetiva de
longo prazo.
Os quadros que se seguem identificam os diversos indicadores
para cada objetivo e as correspondentes metas. Incluem-se
também, quando aplicável, as metas estabelecidas e os valores
medidos em 2017, sendo importante referir que nalguns casos os

27
28
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE1 – POTENCIAR a edificação e a sustentação da componente naval do Sistema de Forças

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021
Razão, expressa em percentagem,
I1.01 - Taxa de entre o montante orçamental da
execução financeira da LPM executado e o montante R 0,40 % 100% 97% 98% 98% 98% 98%
LPM. orçamental da LPM total
(corrigido).

I1.02 - Taxa de
consecução dos Média da taxa de execução dos
projetos que concorrem projetos associados à consecução R 0,30 % 75% ND 17% 33% 49% 65%
para a edificação dos dos NCT de curto prazo (0 a 6
NATO Capability anos).
Targets (NCT) 2017.

I1.03 - Taxa de Taxa de execução de projetos


execução de projetos na associados a iniciativas que visam a R 0,10 % 20% 16% 20% 30% 40% 50%
área das infraestruturas modernização da Rede de
de base tecnológica. Comunicações da Marinha.

A razão, expressa em
I1.04 - Desvio percentagem, entre o somatório do
ponderado da execução desvio do projeto e a duração R 0,20 % ND ND ≥-40% ≥-30% ≥-20% ≥-10%
dos projetos na AA,SA. prevista do projeto, em unidades
de tempo.

29
Indicadores e metas

OE2 – MELHORAR a capacidade de recrutamento e de retenção de recursos humanos

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021

I2.01 - Taxa de Razão, expressa em percentagem,


execução do Plano de entre o número de vagas R 0,50 % 90% 97% 92,5% 95% 97,5% 97,5%
Aquisição de Pessoal preenchidas e o número de vagas
(PAP). disponibilizadas.

I2.02 - Taxa de alinha- Razão, expressa em percentagem,


mento de cursos do entre os conteúdos (unidades de
Sistema de Formação formação de curta duração - UFCD)
Profissional da Marinha alinhados com o Catálogo Nacional R 0,50 % 30% 50% 70% 80% 90% 100%
com o Sistema Nacional de Qualificações e o total de UFCD
de Qualificações. identificadas nos cursos de ingresso
e de carreira.
Razão, expressa em percentagem,
entre a soma do número de pessoas
I2.03 - Taxa de que respondem “satisfeito” e
satisfação de pessoal no “muito satisfeito” às questões do I 0,00 % 60% 65% 67,5% 70% 75% 75%
ativo. questionário de satisfação aprova-
do superiormente e o número total
de respondentes.
Razão, expressa em percentagem,
I2.04 - Taxa de cargos entre o número de cargos
preenchidos por milita- preenchidos por militares com as
res com as qualificações qualificações imperativas I 0,00 % 60% 60% 65% 70% 80% 85%
imperativas satisfeitas. satisfeitas e o número de cargos
com requisito de qualificações
imperativas.

30
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE3 – INCREMENTAR a captação de fontes de financiamento supletivas

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021

I3.01 - Taxa de cresci- Razão, expressa em percentagem,


mento do montante cap- do crescimento do financiamento
tado através de fontes obtido no ano corrente, R 1,00 % 5% 9,84% 5% 5% 5% 5%
de financiamento suple- relativamente ao obtido no período
tivas. homólogo.

I3.02 - Taxa de cresci- Razão, expressa em percentagem,


mento de candidaturas a do crescimento de candidaturas
fontes de financiamento apresentadas no ano corrente, I 0,00 % 5% 5% 5% 5% 5% 5%
externas. relativamente ao período
homólogo.

31
Indicadores e metas

OE4 – FORTALECER o apoio à AMN e a cooperação com parceiros nacionais e internacionais

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021

I4.01 - Taxa de ativida- Razão, expressa em percentagem,


des de cooperação entre entre o número de atividades de R 0,30 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
a Marinha e os parceiros cooperação efetuadas e as
internacionais. solicitadas.

I4.02 - Taxa de ativida- Razão, expressa em percentagem,


des de cooperação entre entre o número de atividades de R 0,40 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
a Marinha e a AMN. cooperação efetuadas e as
solicitadas.

I4.03 - Taxa de ativida- Razão, expressa em percentagem,


des de cooperação entre entre o número de atividades de R 0,30 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
a Marinha e os parceiros cooperação efetuadas e as
nacionais. solicitadas.

I4.04 - Taxa de
cumprimento do Razão, expressa em percentagem,
despacho do ALM CEMA entre o total de recursos humanos
relativo à disponibilizados à AMN e o número I 0,00 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
disponibilização de de efetivos previsto.
recursos humanos à
AMN.

32
Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE5 – APERFEIÇOAR a eficiência nos processos e na gestão dos recursos

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021
Razão, expressa em percentagem,
I5.01 - Taxa de entre o número de processos
desmaterialização de desmaterializados e o número total R 0,20 % 50% 52% 60% 70% 80% 85%
processos. de processos a desmaterializar (50
processos críticos).
Razão, expressa em percentagem,
I5.02 - Taxa de entre o montante orçamental da
execução orçamental da Marinha executado, na componente R 0,40 % 98,5% 99,1% 98,5% 98,5% 98,5% 98,5%
Marinha. compromissos, e o montante
orçamental total da Marinha.

I5.03 - Taxa de execu- Razão, expressa em percentagem,


ção das atividades pla- entre o número de ações realizadas
neadas de recuperação de recuperação e reabilitação de R 0,20 % ND ND 95% 95% 95% 95%
e reabilitação de infra- infraestruturas, e o número de
estruturas. ações planeadas.

I5.04 - Taxa de execu- Taxa de execução dos projetos que


ção de projetos associa- visam assegurar o desenvolvimen-
dos ao desenvolvimento to, a modernização e a evolução
de sistemas de informa- dos sistemas de informação e co- R 0,20 % 30% 34% 35% 45% 70% 80%
ção e comunicação auto- municação automatizados da Mari-
matizados. nha, tendo em conta a sua impor-
tância relativa.
I5.05 - Taxa de Razão, expressa em percentagem,
cumprimento do Plano entre o número de alterações I 0,00 % ND ND 75% 75% 75% 75%
Integrado de Marinha efetuadas, e o número de ações
(PIM). planeadas.

33
Indicadores e metas

OE6 – DINAMIZAR a abertura da Marinha à sociedade e aos cidadãos

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021
Razão, expressa em percentagem,
I6.01 - Taxa de do crescimento do número de
crescimento do número “gostos” nas páginas da Marinha R 0,30 % ND ND 2,5% 2,5% 2,5% 2,5%
de “gostos” da Marinha nas redes sociais (Facebook,
nas redes sociais. YouTube, Twitter e Instagram), em
relação ao período homólogo.

I6.02 - Número total de Quantificação, expressa em


dias em que as unidades número de dias, das unidades R 0,40 Nº de 300 545 500 550 600 650
de Marinha estiveram patentes a visitas. dias
abertas a visitas.

I6.03 - Taxa de Razão, expressa em percentagem,


crescimento do número do crescimento do número de
de participações da participações da Marinha em R 0,30 % ND ND 2% 2% 2% 2%
Marinha em eventos de eventos de divulgação e culturais,
divulgação e culturais. face ao período homólogo.

I6.04 - Número de peças Quantificação, expressa em Nº de


jornalísticas publicadas número de peças jornalísticas de I 0,00 peças 150 ND 160 170 175 180
nos OCS. natureza positiva publicadas nos jorna-
OCS. lísticas

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE7 – OTIMIZAR a presença e o controlo nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021

Razão, expressa em percentagem,


I7.01 - Taxa de navega- entre o número de horas de nave- R 0,40 % 35% 37% 35% 35% 35% 35%
ção do DNP. gação do DNP e o número total de
horas de missão do DNP.

Razão, expressa em percentagem,


I7.02 - Taxa de ativida- entre o número de atividades de I 0,00 % 100% 88% 90% 100% 100% 100%
des de fiscalização. fiscalização efetuadas e a meta
anual estabelecida (1800).

Razão, expressa em percentagem,


I7.03 - Taxa de apoio entre o número de apoios ambien-
ambiental. tais prestados e o número total de I 0,00 % 97% 98% 97% 97% 97% 97%
pedidos de apoio METOC às opera-
ções navais e marítimas.

Razão, expressa em percentagem,


I7.04 - Taxa de presença entre o somatório de horas fundea- R 0,30 % ND ND 38% 38% 38% 38%
no mar. do e horas de navegação, e o total
de horas de missão dos navios.

Índice expresso entre o somatório


I7.05 - Índice da efici- dos produtos das presumíveis Média
ência da fiscalização. infrações ponderadas, em razão do R 0,30 ponde- ND 4,93 4,95 4,98 5,0 5,0
número total de presumíveis rada
infrações.

35
Indicadores e metas

OE8 – AUMENTAR a prontidão das unidades operacionais e o seu empenhamento no apoio à política externa

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017
Medida 2017 2018 2019 2020 2021

Razão, expressa em percentagem,


I8.01 - Taxa de entre o número de atribuições R 0,40 % 100% 100% 100% 100% 100% 100%
cumprimento do DNP. executadas e o número total de
atribuições planeadas.

I8.02 - Percentagem do Razão, expressa em percentagem,


orçamento das FND entre o orçamento das FND R 0,60 % ND 26,67% 28% 29% 30% 30%
atribuído à Marinha. atribuído à Marinha e o
orçamento total das FND.

Razão, expressa em percentagem,


I8.03 - Taxa de entre o número de dias de missão
cumprimento dos realizados pelos navios I 0,00 % 80% 85% 80% 80% 80%
padrões NATO para combatentes e o número de dias 80%
navios combatentes. de missão previstos nos padrões
NATO.

Razão, expressa em percentagem,


I8.04 - Taxa de entre o número de atividades de
execução das treino executadas e o número I 0,00 % 100% 100% 80% 85% 90% 90%
atividades de treino. total de atividades de treino
planeadas.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018

OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das ciências do mar e da cultura marítima

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021
Razão, expressa em percentagem,
I9.01 - Taxa de do crescimento da produção
produção científica da científica da Marinha, baseada na R 0,20 % 5% -21,6% 2% 2,5% 2,5% 2,5%
Marinha. produção de trabalhos publicados
no corrente ano, em relação ao
período homólogo.

Razão, expressa em percentagem,


I9.02 - Taxa de envolvi- do incremento em projetos de
mento em projetos de I&D em que a Marinha participa R 0,20 % 5% -4,7% 2% 2,5% 2,5% 2,5%
I&D da Marinha. no ano corrente, em relação ao
período homólogo.

I9.03 - Páginas do acer- Razão, expressa em percentagem,


vo do Arquivo Histórico do incremento do número de
da Biblioteca Central páginas catalogadas, digitalizadas R 0,20 % 5% 13% 5% 5% 5% 5%
de Marinha cataloga- e disponibilizadas on-line¸ em
das, digitalizadas e dis- relação ao período homólogo.
ponibilizadas on-line.

I9.04 - Taxa de atuali- Razão, expressa em percentagem,


zação da base de dados dos registos bibliográficos, em
das publicações da Bi- relação às publicações existentes, R 0,20 % 98% 98% 98% 98% 98% 98%
blioteca Central de Ma- considerando todas as que vão
rinha. sendo adquiridas ao longo do ano.

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Indicadores e metas

OE9 – CONSOLIDAR o conhecimento e a atuação no quadro das ciências do mar e da cultura marítima (Cont.)

Meta Valor Metas


Indicador Descrição Tipo Peso Unidade 2017 2017
Medida 2018 2019 2020 2021
Razão, expressa em percentagem,
I9.05 - Taxa de cresci- do incremento de visitantes ao
mento do número de Aquário Vasco da Gama, ao Museu R 0,20 % 5% 5,49% 5% 5% 5% 5%
visitantes dos Órgãos de de Marinha, à Fragata D. Fernando
Natureza Cultural. II e Glória e ao Planetário Calouste
Gulbenkian.

Razão, expressa em percentagem,


I9.06 - Índice de carate- do incremento de campanhas
rização e monitorização científicas e de estações I 0,00 % 5% 13% 5% 5% 5% 5%
do ambiente marinho. permanentes de observação do
ambiente marinho.

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Diretiva Estratégica da Marinha 2018
Marinha
Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada
Telefone: 210 925 200 – Fax: 211 938 420
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