Os Filósofos Clássicos
Sócrates - Platão - Aristóteles
Os Filósofos Clássicos
Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates
469 a.C. - 399 a.C.
Sócrates
Detalhes sobre a vida de Sócrates derivam de
três fontes contemporâneas: os diálogos de
Platão, as peças de Aristófanes e os
diálogos de Xenofonte.
Pré-socráticos
A filosofia da natureza preocupou-se essencialmente com
questões de natureza cosmológica e ontológica ao tentar
determinar a origem dos seres. Nesse período, houve
pouco espaço para o desenvolvimento de uma reflexão
filosófica acerca do homem, da sua essência e do seu
modo de agir.
As poucas considerações antropológicas e éticas dos pré-
socráticos se mantiveram muito próximas do Orfismo e,
portanto, eram considerações de fundo religioso com
afirmações acerca da imortalidade da alma, da transmigração
das almas e das recompensas e punições para as suas ações.
O grande problema não foi a vinculação com determinadas
crenças, mas a falta de uma fundamentação racional.
Sócrates
Sócrates revolucionou a Filosofia ao transferir a
vocação questionadora da natureza física
(physis) para a natureza humana, seus valores,
verdades e fundamentos.
A filosofia grega, assim, se divide em antes de Sócrates
(pré-socrática) e depois dele (antropológica). Esse
momento é dito virada antropológica (reflexão filosófica
focada no homem)
Sócrates
A introspecção é a característica da filosofia de
Sócrates. E, exprime-se no famoso lema
"conhece-te a ti mesmo" - isto é, torna-te
consciente de tua ignorância - como sendo o
ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência
mediante a virtude.
Sócrates – Filosofia Clássica
• Com o desenvolvimento das cidades (polis) gregas, a vida
em sociedade passa a ser uma questão essencial.
• Sócrates vive em Atenas, cidade de grande importância,
nesse período de expansão urbana da Grécia, por isso, a
sua preocupação central é com a seguinte questão: como
devo viver?
• As pessoas precisavam desenvolver normas de convivência
para o espaço da cidade que era um fenômeno
relativamente novo na história da humanidade, diferente
da vida do campo, com mais agitação política, comercial e
social. Nesse sentido, debatiam questões importantes para
o convívio em sociedade, ex: ética, fazer o bem, virtudes,
política, etc.
Sócrates
• Toda a filosofia socrática é exposta em
diálogos críticos (dialética) com seus
interlocutores.
• Sócrates andava por Atenas (feiras, mercados,
praças, prédios públicos, etc.) e debatia com
as pessoas interessadas sobre assuntos
referentes a vida em sociedade.
• O conteúdo dos diálogos chegou até nós por
meio de seus discípulos, especialmente de
Platão, pois Sócrates não deixou nada escrito.
Sócrates
Para viver bem (de acordo com a virtude), é
preciso ser sábio. Como atingir a sabedoria?
Para Sócrates a sabedoria é fruto de muita
investigação que começa pelo conhecimento
de si mesmo.
Segundo ele, deve-se seguir a inscrição do
templo de Apolo: conhece-te a ti mesmo.
Sócrates
À medida que o homem se conhece bem, ele
chega à conclusão de que não sabe nada.
Para ser sábio, é preciso confessar, com
humildade, a própria ignorância. Só sei que nada
sei, repetia sempre Sócrates.
Sócrates - Vocação
O diálogo Teeteto relata que Sócrates, um dia, foi
levado junto à sua mãe para ajudar em um parto
complicado. Vendo sua mãe realizar o trabalho. Ao vê-
la, refletiu:
Minha mãe não irá criar o bebê, apenas ajudá-lo-á a
nascer e tentará diminuir a dor do parto. Ao mesmo
tempo, se ela não tirar o bebê, logo ele irá morrer, e
igualmente a mãe morrerá!
Sócrates - Vocação
Sócrates concluiu que ele também era um parteiro. O
conhecimento está dentro das pessoas (e, que são
capazes de aprender por si mesmas). Porém, poderia
ajudar no nascimento deste conhecimento. Por isso,
até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos
por Maiêutica (parto, parteira, em grego)
Sócrates - Teoria da reminiscência
Para Sócrates, a alma antes de encarnar estava em
contemplação do belo, do bem e da verdade suprema.
No mundo das idéias (ou mundo inteligível), a alma já
tinha o conhecimento perfeito.
Para atingir esse conhecimento aqui na terra era
preciso superar os sentidos que nos sugerem apenas o
mundo sensível e fazer a alma recordar as idéias das
quais já tinha conhecimento no mundo das Idéias e nas
encarnações anteriores.
Sócrates: Maiêutica
• Método para chegar ao conhecimento.
• Para Sócrates, o papel do filósofo é fazer com que as pessoas
chegassem ao conhecimento que estavam dentro delas.
• Sócrates tinha um método de diálogo para levar o seu
interlocutor, pessoas com quem estava debatendo, a
perceber por si só sua própria ignorância sobre os assuntos
tratados.
• Por meio da ironia, fazia perguntas e respondia perguntas
com outras perguntas, levando o interlocutor a cair em
contradição. Assim, Sócrates o conduzia a confessar a própria
ignorância.
• Uma vez confessada, o interlocutor estaria, a princípio,
disposto a percorrer o caminho da verdade.
Sócrates: Maiêutica
• Quando se diz que a maiêutica é a arte de dar à luz as idéias,
está se subentendendo que o conhecimento está dentro da
pessoa e, por meio dela, “nasce” o conhecimento.
• Para Sócrates, uma mente submetida a um interrogatório
adequado seria capaz de explicitar conhecimentos que já
estavam latentes na alma. Tanto para Sócrates quanto para
Platão, a alma, antes de se unir ao corpo, contemplara as
idéias na sua essência, no mundo das Idéias. Bastava,
portanto, fazer um esforço para recordar. Conhecer é
recordar.
• O objetivo do diálogo é encontrar o conceito. Por exemplo, o
que é justiça? E, aos poucos, eliminando definições
imperfeitas, ele vai chegando a um conceito mais puro, mais
correto e preciso.
Sócrates: Maiêutica
A maiêutica é, até nossos dias, um importante
componente pedagógico, ao estimular o estudante a
construir o seu próprio conhecimento por meio do uso
e direcionamento de perguntas e respostas formuladas
pelo mestre.
Sócrates
Sócrates concebia o homem como um composto
de dois princípios, alma e corpo. De seu
pensamento, surgiram duas vertentes da
filosofia que, em linhas gerais, podem ser
consideradas como as grandes tendências do
pensamento ocidental:
. Idealismo
. Realismo
Sócrates
A Idealista, de Platão (427-347 aC), ao distinguir
(separar) o mundo concreto do mundo das
idéias, deu a estas status de realidade.
A Realista, de Aristóteles (384-322 aC), discípulo
de Platão, que submeteu as idéias, às quais se
chega pelo espírito, ao mundo real.
Idealismo: Tipos
Idealismo absoluto: de Hegel, caracterizada pela suposição de que a única
realidade plena e concreta é de natureza espiritual, sendo a compreensão
materialística ou sensível dos objetos um estágio pouco evoluído e superável
no paulatino desenvolvimento cognitivo da subjetividade humana.
Idealismo dogmático: de Berkel, que se caracteriza por negar a existência
dos objetos exteriores à subjetividade humana. Seu oposto seria o idealismo
transcendental.
Idealismo imaterialista: de George Berkeley, partindo de uma perspectiva
empirista, na qual a realidade se confunde com aquilo que dela se percebe,
conclui que os objetos materiais reduzem-se a ideias na mente de Deus e dos
seres humanos.
Idealismo transcendental (formal ou crítico): de Kant, os fenômenos da
realidade objetiva, por serem incapazes de se mostrar aos homens
exatamente tais como são, não aparecem como coisas-em-si, mas como
representações subjetivas construídas pelas faculdades humanas de
cognição. Seu oposto seria o idealismo dogmático.
Fim de Sócrates
• A maior arte de Sócrates era a investigação, feita com o
auxílio de seus interlocutores. Aquele que investiga,
questiona. Aquele que questiona, perturba a ordem
estabelecida. Por isso, Sócrates teve muitos inimigos e
importantes.
• Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de
desprezar os deuses da cidade. Com base nessas
acusações, foi condenado a beber cicuta (veneno extraído
de uma planta). Segundo testemunho de Platão em
Apologia de Sócrates, ele ficou imperturbável durante o
julgamento e, no final, ao se despedir de seus discípulos,
ele diz:
Já é hora de irmos; eu para a morte, vós para viverdes.
Quanto a quem vai para um lugar melhor, só deus sabe.
Sócrates: Pensamentos