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Do Ruído A Melodia - Hiago Rodrigues

O documento explora a transição do ruído mental para a melodia do silêncio, enfatizando a importância de desapegar-se das memórias e da mente para viver plenamente no presente. A leitura sugere uma prática de reflexão e silêncio, destacando que a verdadeira confiança e amor surgem quando se aceita a incerteza da vida. A consciência é apresentada como o fenômeno que permite a vida acontecer, enquanto o intelecto muitas vezes cria drama e sofrimento desnecessários.

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Do Ruído A Melodia - Hiago Rodrigues

O documento explora a transição do ruído mental para a melodia do silêncio, enfatizando a importância de desapegar-se das memórias e da mente para viver plenamente no presente. A leitura sugere uma prática de reflexão e silêncio, destacando que a verdadeira confiança e amor surgem quando se aceita a incerteza da vida. A consciência é apresentada como o fenômeno que permite a vida acontecer, enquanto o intelecto muitas vezes cria drama e sofrimento desnecessários.

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DO RUÍDO À MELODIA

Como voltar a ouvir a canção

eterna do Ser no dia a dia. Esse pdf

é uma tentativa de compartilhar a

experiência do silêncio através de

uma conversa que terminará no

silêncio.
Parte 1 - Do ruído a melodia

Parte 2 - E os Siddhis?

Parte 3 - Máscaras Sociais

Parte 4 - Estado de Criação

Parte 5 - Desejos
Nessa conversa sumirá aquela

fala, e sumirá aquela escuta. O que

restará é uma melodia. A música

das esferas.

Nessa leitura eu peço que você

se aquiete. Embora seja uma leitura

rápida, para se fazer reflexões

importantes e experimentar pausas

de silêncio entre um parágrafo e

outro. Minha sugestão é que leia

com calma, com seu 4g desligado,

com o Wi-Fi desligado.


No máximo coloque um fundo

musical de instrumental não muito

alto. Se acomode com uma xícara

de chá. Alongue seu corpo antes,

ascenda um incenso. Estarei aqui

contigo através dessa leitura.


De muitas formas somos

persuadidos pela nossa própria

mente e fazermos nossas versões

alternativas do universo. Isso se

chama murmuração. Uma forma

de pensamento baseado na não

aceitação do que é. A murmuração

tem raiz na competição. Estamos

competindo qual realidade é a

melhor, a mais justa e coerente

Por muitos motivos, nosso

intelecto chega à conclusão de que


as coisas estão erradas como são.

O intelecto acredita que a

experiência que você está vivendo

deveria ser outra. O intelecto é

muito inteligente, e ele tem motivos

racionais para se chatear. Ele tem

todos os motivos do mundo para

dizer que onde ele está, não é bom,

que a experiência precisa melhorar.

Ele está buscando o auge da

satisfação humana mas não

consegue encontrar.
E quando encontra através dos

atalhos ele não consegue manter.

O intelecto é tão inteligente que

acha razão para todo seu

sofrimento. Ele consegue culpar os

deuses por todo flagelo da

humanidade, e pelo seu próprio

flagelo. Abra sua percepção para

isso. A mente dividida dentro de si

mesma cria a luta entre o bem e o

mau. Luta essa que é apenas um

eco antigo de rachadura criada


quando a mente humana se

dividiu. Você era o vazio, agora se

tornou algo diferente!

O QUE ACONTECEU?

Um fenômeno interessante. A

mente foi criada. Como a mente

foi criada? Um algoritmo foi se

desenvolvendo baseado nas

experiências vividas, ou seja, a


mente é um fantasma, é fruto da

memória. A memória é o passado

que não existe mais. A memória é

fruto do apego às experiências. O

apego é fruto do medo de perder,

da necessidade de se estabelecer

em algum lugar. O medo surge

como uma variação do amor. O

medo surge quando o amor se

quebra. O amor é confiança, amor

é o que mantém todo universo de

pé. O amor é base para as


menores partículas do vazio se

relacionarem entre si mesmas.

Quando a confiança se quebra o

amor se quebra.

No entanto, a confiança só surge

se houver a possibilidade de haver

traição. Você só pode confiar se

houver risco. A vida é arriscada.


Recapitulando…

A mente é a memória. Memória é

apego. Apego é medo. Medo é

uma variação do amor.

A leitura é simples, as frases são

curtas. Mas estão carregadas de

energia, leia e reflita. Amor é

confiança. Quando a confiança é

quebrada surge o medo, do medo

surge o apego.
Do apego surge a memória, e da

memória surge o algoritmo

chamado mente.

Aqui brota um questionamento

justo: Memória é medo? Isso me

soa estranho! E as memórias boas?

E as memórias felizes?

Observe, a memória que

estamos nos referindo é aquela

que acaba nos definindo. São as

memórias que acabam criando

nosso senso de identidade, são


aquelas que deixam de ser um

passado, mas atuam em nós como

se fossem parte do presente. São

aquelas memórias que

carregamos nos ombros, aquelas

que pesam, são um verdadeiro

fardo. Tanto as positivas quanto as

negativas.

Tudo bem me lembrar, desde

que as memórias não construam

minha personalidade. Um rio flui


para frente sem memória do que

ele já foi.

Para quê memória? A vida está

acontecendo agora, deixe os

fantasmas para trás. Há tanta

beleza agora, porque não

experimentar o que está

acontecendo agora? Por quais

motivos o agora será interrompido

por algo que não existe mais?

Só trocamos o agora pelo

passado porquê as memórias se


tornaram um algoritmo que

chamamos de personalidade “Eu”.

Quando eu saio do agora, eu

caio no mundo das memórias, ali

meus pensamentos começaram a

partir do passado elaborar uma

projeção do futuro. E nesse limbo

que as pessoas ficam no falso

senso do EU, criado pelas

memórias. Ficam oscilando nesse

sonho de passado e futuro.


Evidentemente um nível de

memória existirá. Apenas como

memória, não mais como

fantasma.

O pensamento que surge como

um rádio velho que não para de

falar é a mente, um fantasma

muito bem elaborado para se

passar por você, baseado na

memória.
Quando o EU deixa de existir, as

memórias estarão lá, mas não

serão mais capazes de trazer seu

drama.

O chakra da coroa é bloqueado

pelo apego. Um dos motivos da

consciência cósmica não fluir no

homem é que ele está apegado às

suas memórias.

Desse apego surge a mente e a

rachadura. Enquanto houver

alguém se lembrando do que já foi


será impossível viver o que é. Viva

em tempo real.

Agora pense nisso

A verdadeira confiança, no

entanto, é o estado fora da mente,

fora do passado.

A confiança se trata de não

controlar, se trata de aceitar que as

coisas acontecem fora do seu

controle. A mente gosta do

passado apenas porque acreditar

nele torna as coisas mais


previsíveis, e a previsibilidade

diminui a insegurança da mente.

Mesmo que essa tentativa de se

sentir seguro seja inútil, pois o

passado não tem nada a ver com o

presente. Se trata de desapegar, se

trata de não segurar mais nada, de

não tentar definir ou controlar mais

nada. Confiança é FÉ.

Em língua hebraica: “EMUNAH”

que quer dizer confiança. Essa


confiança se trata do estado entre

a matéria e a antimatéria.

O espaço entre você e o

incognoscível. Entre você e os

milagres. Esse espaço onde você

não existe, mas Deus existe, esse

estado é o amor, e ele é

restabelecido pela confiança.


O barulho começou aqui 👇🏾
A mente reuniu memórias, reuniu

habilidades, reuniu filosofias, e

agora ela não confia mais no

invisível. Ela questiona, ela

murmura. A confiança que é amor

foi quebrada.

A mente quer um relatório lógico

e prático para saber se as coisas

vão realmente dar certo. A mente

quer garantias.
A mente chegou a conclusão

que é melhor ela mesma conduzir

sua vida. A mente quer garantias,

a mente quer se sentir segura.

Ela joga Tarot para saber se o

futuro será como ela deseja. O

imprevisível é a ruína da mente. No

entanto, meditação se trata de

você finalmente se ver livre das

gaiolas criadas pela própria mente.


Esse mecanismo do intelecto usa

sua memória para se orientar

sozinho é a rebelião contra Deus.

Quem está se rebelando é uma

super calculadora. Uma IA, um

intelecto que se chama de “o seu

nome” Essa inteligência acredita

que tem planos melhores para

você do que a existência tem.

Essa inteligência acredita ter

“autonomia” e poder e

conhecimento para conduzir sua


vida. Então agora chegamos em

uma parte interessante da leitura.

Deixe-me por favor dissolver uma

das maiores ilusões do mundo.


O QUE EM VC É VOLUNTÁRIO?

O que acontece porque você

quer que aconteça? Nada em você

é voluntário! Seu pensamento é

involuntário, sua reação é

involuntária, seu corpo nasceu

involuntariamente.

Sua existência é involuntária.

Nada que você possa articular

intelectualmente atingirá a
existência. Você está dentro de um

fenômeno maior do que você. A

VIDA. Você é esse fenômeno, mas

ainda se sente fora dele.

Algo em você acredita ter

“vontade própria” “O intelecto” “O

pensador”. A mesma mente que

cria um pensamento destrutivo, é a

mesma que depois criará um

pensamento de culpa por ter

pensado algo tão ruim.


A mesma mente vai se redimir

dos seus pecados e continuar no

teatro. Essa se tornou sua prisão

em muitos níveis. O próprio

intelecto. Não é fácil convencer

alguém tão inteligente e complexo

a se silenciar.

Por isso você percebe quão mais

inteligente alguém é, mais

atormentado parece ser.


Pergunte-se por favor: O que está

realmente em meu controle? Olhe

bem para você, olhe pro mundo a

sua volta. O que garante que você

estará vivo? Qual sua garantia de

que esse corpo funcionará

perfeitamente? E mesmo que você

faça tudo certo, ainda assim

existem infinitas possibilidades a

todo momento, afinal você está

vivo. Quem garante que sua mente

estará sã?
Quem garante isso? Quem garante

que os sistemas financeiros irão

funcionar? Olhe bem para isso, e

veja que não é você que está

cuidando de você. Nunca foi você.

Se olhar fundo irá ver isso. E quando

você ver, sua confiança retornará e

ocorrerá o “religare” acontecerá o

Yoga.

Se você perceber em você

mesmo verá. Algo em você faz o

essencial. Algo em você te


proporciona os recursos que você

precisa. Outra coisa em você fica

fritando para achar solução e se

estressa, se cansa, surta e no final

só gastou energia

desnecessariamente.
OBSERVE ACONTECER

A consciência é o movimento

limpo, limpo de propósito, de

significado, só o simples ato. O

intelecto é todo drama por trás da

ação. Drama esse que dificulta a

ação.

Resumindo, você está gastando

muita energia pensando. Enquanto

o movimento limpo é silencioso.


Levanta e lava a louça sem fazer

perguntas. Sem pensar se isso é

certo ou não.

Apenas faça o que vier para

você fazer, não relute, não tente

economizar energia, apenas faça, e

quando terminar repouse até a

próxima atividade.

Não é necessário pensar nesse

processo, mas os pensamentos

virão no começo. Alguns dias será

mais fácil ou mais difícil fazer isso.


Então aqui vai uma chave preciosa:

“Não dê tanta importância para o

pensamento.” Aprenda a relevar

seu sofrimento.

Porquê você deve estar no

centro? Porque você ama se

colocar em um lugar onde seu

sofrimento justifique sua

infelicidade? Eu como homem,

tenho aprendido uma lição dura.

Por mais que eu esteja em “um mal

dia”
Por mais que naquele dia minha

mente esteja me sobrecarregando

de pensamentos negativos.

As coisas tem que ser feitas, eu

tenho pessoas que contam

comigo. Continuo tendo

responsabilidades
O QUE FAZER?

Quando você é pai, mãe, avó,

marido, então sua dor não é mais

tão importante. Seu sofrimento,

sua neurose precisa sumir quando

uma causa maior te chama.

Seu ego não é tão importante.

Seu sofrimento pode ficar para

depois, o sol está se pondo, o céu

está azul, o jantar está pronto,

sorria.
A questão é o quanto você

reluta com isso, e sobre o quanto

você reluta ao fato de que precisa

abrir mão dos seus próprios

sofrimentos e confiar na vida e

servir às demandas que surgem.

Uma parte de você não quer sumir

em uma causa maior.

Sua individualidade gritará: “Não

é justo comigo!” Mas aqui está a

chave de tudo isso. Não é você que

fará.
Quando o ego some o

movimento é feito sem o drama,

sem a carga psicológica de

alguém fazendo. É apenas o

movimento, limpo. Ação limpa de

drama. Consciência é o

movimento da solução. O intelecto

é apenas falácia.

Se você está manuseando uma

faca e corta o dedo da mão, a

consciência prontamente irá fluir o

sangue naquela região, coagular e


instantaneamente começará o

processo de regeneração do

tecido. Já o intelecto, irá fazer o

que? Ele vai sofrer, ele vai

amaldiçoar. O máximo que ele

poderá fazer é estar mais atento da

próxima vez.

Mas o intelecto não pode fazer

nada que seja vital. Ele pode

apenas servir, no máximo como um

garçom, auxiliar que o processo


involuntário de cura ocorra

naturalmente.

O que o intelecto pode fazer é

muito pouco, no entanto essa

inteligência tem sido o “tudo” da

experiência das pessoas.

A consciência cuida, não só do

reparo do tecido. Ela permite a

vida acontecer, ela é a vida por trás

de tudo. Ela é o fenômeno que

você está experimentando.


A consciência cria os

pensamentos que irão te

impulsionar a chegar nas soluções

para manter sua sobrevivência

nesse plano. A consciência está

articulando coisas mais complexas.

Além da respiração, além das

usinas de energia na mitocôndria

da célula, além da troca gasosa

em oxigênio, além dos órgãos, das

sinapses …
A consciência gerencia os

relacionamentos que você tem, as

pessoas que você se conecta, os

cenários e sensações que você

conhece, detalhes do dia dia.

Se eu te falar que nada é

voluntário, nem mesmo a ilusão

que você tem que está pensando

por conta própria é uma

experiência voluntária. Essa é uma

caixinha criada para você ter a

experiência da individualidade,
essa liberdade também não é

voluntária. Tudo isso aconteceu

involuntariamente. Aqui seu mundo

começa a desmoronar. Aqui

finalmente você percebe a grande

ilusão do ser humano. A ilusão da

separação. A ilusão de que podem

existir por conta própria.

O fenômeno está acontecendo,

o fenômeno da vida está

acontecendo. Esse fenômeno é a

consciência. Ela não depende de


você. Você pode continuar vivendo

como se isso não fosse nada além

de uma teoria. Ou você pode

começar a surfar na consciência

com mais liberdade. Sabendo que

essa experiência tem essa natureza

involuntária. E que você pode existir

em harmonia com esse fluxo

constante. Ou você pode viver se

debatendo, como um intelecto

revoltado, como uma mente

dividida.
As perguntas surgirão e o que eu

faço? Você continua vivendo sua

vida naturalmente. Você lida com a

vida, lida com as demandas. Mas

agora você não está mais preso.

Agora o resultado não importa

mais. Ou até importa, mas não

mais que a vida. A vida passa a ser

a coisa mais importante para você.

O aluguel é importante, mas a vida

é ainda mais importante. Então

você começa a amar a vida.


A alegria volta, a confiança na vida

volta. Os dias ficam bonitos

novamente. Você voltou para casa.

Você pensa, você faz contas, você

vende, você negocia, mas não é

você, é a vida acontecendo. 90%

dos movimentos desnecessários

somem. Você percebe que sua

exaustão era seu próprio intelecto

processando soluções ao invés de

apenas estar atento e servir os

intentos da consciência.
Quando você está relaxado,

quando está no momento

presente, a consciência te fará ficar

nesse estado. Depois a

consciência te levará a dormir, ou

trabalhar, ou fazer um cardio. Não

tem como prever a consciência, é

uma inteligência em tempo real. Ela

te moverá a partir do seu silêncio, e

você fará e sentirá que não foi você

fazendo, o movimento fluiu por

você.
Esse movimento não é algo

antinatural, é natural. A diferença

está aí. Sua consciência está

pedindo pro corpo descansar, ela

sabe do que o corpo precisa, mas o

intelecto está a falar que você deve

trabalhar ou vice-versa.

Aqui está a questão. O intelecto

não CONFIA na consciência. O

intelecto diz que os números não

estão batendo e que você precisa

urgentemente criar uma solução.


O intelecto está usando memórias

passadas para prever o futuro. Ele

diz: “Sou eu que pago as contas!”

Não é ele quem paga as contas.

Mas é ele que executa os cálculos,

ele que gera o boleto, não é a

consciência. Então essa ilusão fica

no ar, e fica realmente parecendo

que é a mente dividida que resolve

as coisas. Então você deixa de

confiar na consciência.
Quando a confiança é

quebrada, a mente se divide. Então

o inferno começa. A consciência é

Deus . O intelecto pode ser o anjo

ou o demônio. Se ele servir, ele é

um anjo. Se ele se rebelar, é um

demônio. Isso precisa ficar

entendido.

No templo de Deus o intelecto

honra a consciência. No templo de

Satanás o intelecto rejeita a

consciência como divindade.


O intelecto recebe poderes ao se

render a consciência, ele é elevado.

O intelecto deixa de ser pobre,

deixa de ser feio, deixa de ser

julgamento atrás de julgamento e

se torna um grande auxiliar. O

intelecto de um Buda diz a

consciência: “Seja feita a sua

vontade”

Na verdade nem essa conversa

é necessária quando ocorre a

integração completa. O intelecto


volta ao estado de rendição a Deus.

Isso é o Nirvana, quando todo seu

ser para de resistir.

Quando você abre mão do falso

controle que acha ter. Quando

você finalmente solta todas as

terminações nervosas que

estavam possuídas pelo ego, e seu

demônio é expurgado do corpo.

Finalmente você solta o controle,

finalmente você confia. Então


ondas de amor começam a pulsar

no silêncio.

Quando a confiança surge, o

silêncio acontece.

Recebi essa pergunta de extrema

importância para a Jornada:

“Ok, vamos ficar em silêncio …

mas onde fica a questão do poder,


da energia, os poderes, os siddhis, o

terceiro olho?”

Esse questionamento irá sugerir

em muitos momentos durante a

prática da meditação. Outros

pensamentos virão, pois a MENTE

humana aceita tudo, menos o

silêncio, pois no silêncio a mente

desaparece.

Ela vai questionar, pois a

iluminação se trata do
desaparecimento dela, e ela vai

fazer de tudo para não sumir.

A mente vai te dizer tudo que

você pode perder com a

meditação. Ela fará isso com o

intuito de frear seu processo. É sutil,

um pensamento passará e pronto,

se você o pegar vai acreditar que

só está perdendo tempo.

É dessa forma que poucas

pessoas conseguem chegar à

verdade em uma encarnação.


Poucos enxergam o que Cristo viu,

o que Buda viu.

Pense comigo: O monge que está

na montanha meditando por 6

meses, sem procurar nada, sem

buscar nada. Ele também está

tentando por esses pensamentos,

mas ele resiste. Ele sabe que a

mente é inquieta, amedrontada,

preocupada, então ele a ignora e

permanece em silêncio. Nesse

momento a questão à tona é sobre


poderes espirituais, mas em breve

será sobre dinheiro, sobre a vida

afetiva, sobre propósito e etc. A

mente teme perder. Então é aqui

onde a coisa começa a ficar um

pouco menos interessante para o

ego sutil. Aqui nesse ponto da

jornada silêncio, você começará a

entender o real motivo de estar

aqui.

Então ponha amor em minhas

palavras.
A experiência do silêncio não é

apenas ficar em silêncio. Como eu

disse: É cessar a busca. O silêncio

não acontece se você deseja

ganhar alguma coisa com ele. O

silêncio vem para destruir todas as

suas ambições espirituais.

Ele vem para te limpar de toda

sua sede por poder, por

experiências novas e por

transcendência, por energia.


Você irá perguntar: Porquê o

silêncio quer acabar com isso?

Eu lhe respondo: Sua sede por

Deus, pelos dons te mantém longe

de toda a realidade onde eles são

possíveis. Pois você não pode

alcançar tais coisas com seus

próprios esforços. Você não pode

caçar borboletas, se fizer isso será

um assassino. Você deve se tornar

um jardim e deixá-las vir até você.

Toda humanidade busca mais


poder. E quem o deseja não é digno

dele. Quando isso realmente deixar

de importar para você, então lhe

será dado. E quando lhe for dado,

será parte de você, e não mais algo

que possa ser perdido.

No entanto, se essa promessa

for o que te atrai pro silêncio, então

o silêncio a que me refiro não

acontecerá de verdade.

Existem muitas imaginações

sobre os siddhis e energia que


precisam literalmente morrer em

nós para a iluminação ocorrer.

Posso lhe dizer uma coisa: Aquele

em você que se preocupa com

isso, é o mesmo em mim que se

preocupa com isso, o ego. Ele

estará aí durante toda jornada. Ele

acha que precisa entender alguma

coisa. Quando no fundo ele jamais

será capaz de lidar com o poder

quando ele vier. O poder será a

própria divindade fluindo em você


sem a sua intromissão. As trevas

somem quando a luz chega. O ego

é a sombra. Quando o silêncio

acontece, o silêncio move você,

mas você não move ele.

Acredite em mim quando eu

digo que você não precisa

entender nada intelectualmente.

Nem por fim de compreensão.

Quando a divindade assumir, você

estará totalmente fora. O que

estamos fazendo aqui é achar uma


forma pelo qual você possa sumir,

seus questionamentos possam

sumir, seus pensamentos possam

sumir.

Quando você está, o PODER não

está. Quando VOCÊ ESTÁ, a energia

não está. Quando você se ausenta,

Shiva chega. Quando você sai de

campo, a consciência chega, o

poder chega. O silêncio se trata da

sua ausência. Quanto mais a

estrutura psicológica que você


chama de EU se ausentar, mais a

consciência se moverá através do

seu corpo.

Surgirá outra pergunta: Então eu

não tenho que desenvolver os

dons?

Minha resposta é: Não!

Você não precisa desenvolver o

dom, não precisa desenvolver os

siddhis. Pois todos os dons estão aí

em você, em potencial, eles estão

no vazio profundo da consciência.


A única coisa que está entre você e

eles é a própria ilusão de que você

existe separado de toda maravilha

dos milagres. Essa ilusão é a

própria mente fragmentada pelos

pensamentos.

A única técnica que se trata

nesses próximos 30 dias é você se

dissolver completamente e se

fundir com o silêncio. Você leu isso

e novas perguntas surgem.


Veja, é um poço interminável de

muitos questionamentos que nem

com todo conhecimento do

universo serão satisfeitos. Pois

quem está perguntando é a

própria ilusão. O questionamento

em si é uma ilusão. A consciência

em você é absoluta em saber.

A consciência em você não tem

perguntas nem dúvidas, apenas a

mente tem dúvidas. Mesmo assim

as perguntas surgirão, e elas são


válidas desde que as respostas te

remetem ao silêncio da

consciência que tudo sabe.

Qualquer que seja sua dúvida

sobre seu processo espiritual, você

deve saber que no fundo você não

precisa da resposta, nunca

precisou.

Experimente parar de pensar,

parar de questionar e silenciar

completamente.
Lembre-se de que a consciência

em você é a própria sabedoria que

você tanto procura, ela é o poder

que você tanto deseja. Isso

acontecerá.

De princípio você se ausentará,

ficará em silêncio através das

porções de silêncio, chegará a uma

clareza incrível e soluções incríveis.

E depois sutilmente o ego

aparecerá novamente para tentar

usar os benefícios residuais de toda


clareza alcançada. Então você o

identificará com o tempo e

retornará ao silêncio.

Uma hora o silêncio ganhará

força o suficiente e acontecerá um

espaço definitivo natural entre a

consciência e o ego. Quando isso

ocorrer a busca cessou e outro

mundo se abrirá, o mundo do

iluminado.
Quantas personalidades

existem possuindo esse corpo?

Já se fez essa pergunta? Se

observar seu rosto no espelho,

olhando fixamente para o centro

entre as sobrancelhas, verá as

personalidades acionando circuitos

nervosos específicos na face,

criando fisionomias diferentes,

rostos diferentes. Depois de certa

idade, dificilmente você consegue

enxergar o rosto real de alguém.


O rosto real só aparece quando o

ego vai embora. Aqui, entre nós,

nessa leitura eu quero ver o seu

SER, a ausência de personalidades,

quero conversar com o vazio

dentro de você. Apenas quando

você confia, o ser vem para fora. O

medo esconde o ser. E nem

sempre se trata do medo

(pensamentos destrutivos) o medo

medo também aparece como

desconfiança.
Você percebeu numa certa fase

da sua vida que o ser não é

honrado. Você percebeu que a

sociedade não tem delicadeza

com o ser, a sociedade respeita

personalidades fortes, tagarelas e

sociais. O ser é pisoteado pelos

pais, o ser é pisoteado pela família,

pela sociedade.

Assim que você nasce você

começa e ser bombardeado com

personalidades que começam a te


ser entregues. Essa sempre foi sua

verdadeira luta, ser você mesmo. E

a cada ano que passa o ser vai

ficando cada vez mais esquecido e

distante. Tal hora você viu que se

tu fosse você mesmo… se fosse

quieto, delicado, simples, se fosse

observador, se você se perdesse

olhando pro céu ou admirando o

universo, isso não seria muito

aceitável.
Então surgem as

personalidades. Novos eus que

criamos para atuar em situações

sociais específicas. Um eu para a

mãe, outro eu pro coleguinha da

escola, outro eu pro tio legal, outro

eu para pessoas novas que você

conhece.

Dessa maneira o ser humano vai

se perdendo dentro de si mesmo.

No entanto, esse afastamento

do verdadeiro ser cria a crise


existencial que irá lhe devolver o

jardim do Éden. Você nasceu Deus,

mas não faz noção disso. Apenas

sente que veio diretamente do

vazio e encarnou para

experimentar um milagre chamado

vida. Então você se perde. Você

não tem outra opção. As

personalidades surgem, uma

busca frenética por se sentir

realizado surge, as demandas


apertam, o corpo começa a dar os

sinais de que ele é “mortal”.

Sua distância fica tão grande

que cria o contraste. Você se sente

num inferno dentro de si mesmo, e

precisa urgentemente achar o céu.

Essa é a possibilidade que

quando bem encaminhada através

do processo correto de se esvaziar

das personalidades falsas …resulta

em uma grande alegria. As


personalidades sofrem, pois elas

morrem depois de um certo tempo.

O advogado não é você, tal hora

essa personalidade não vai te

definir mais, será o fim dela, e todo

fim é uma crise. Algumas pessoas

para terem um senso de

identidade vivem 24/7 em suas

profissões. O marombeiro não é

você. O estudioso não é você. O

inteligente não é você. A mãe não é

você. O trabalhador não é você.


Tudo que você pode perder não é

você. São apenas tentativas de se

estabelecer em algum lugar.

Você gostou de um hobby,

agora você diz que é “surfista”.

Personalidades surgem a cada

nova experiência, algumas duram,

outras nascem e morrem no

mesmo dia. Dessa forma o senso

de “Eu” vai oscilando

constantemente o que gera uma

instabilidade no psiquismo.
Você gostou de uma certa fase do

seu corpo, um certo percentual de

gordura, um corte de cabelo, então

você se identifica. E quando o

corpo muda você sofre, pois a

identidade não tem estabilidade.

Se você achar que sua mente é

você, então quando a mente não

estiver performando daquela

mesma forma, você sofrerá.


Você dizia “eu sou inteligente” …

Então chega uma idade em que

sua mente não responde mais

daquela mesma forma. Ou uma

fase em que sua inteligência não

significa muita coisa para a sua

geração. Então a crise vem.

O corpo passará, a mente

passará, e todas personalidades

terciárias passarão. O silêncio

acontece quando você ainda em

vida se lembra de quem você


realmente é. Quando você volta

para o estado do ser passa a se

identificar com sua essência, isso é

a realização. A essência é um vazio

enorme, eterno, um oceano infinito

de consciência, um silêncio que

cria tudo que existe.


Hiago, me diluir completamente.

Mas agora minha vida perdeu todo

sentido que tinha, não sei mais o

que fazer. Me esvaziei e agora não

sei quem sou, ou o que devo me

tornar.

Aqui vai: Quando se passa muito

tempo dentro de uma prisão, você

sai e parece que não consegue

simplesmente sair explorando a

vida. Quando se passa tempo

suficiente numa prisão, talvez ao


sair você se sinta incompleto, pelo

menos na prisão havia ocupações

para sua mente, pelo menos na

prisão as coisas tinham um

cronograma, uma rotina, um check

list. Pode ser que ao chegar no

vazio você sinta falta das prisões. E

isso é muito comum.

Quando os escravos foram

finalmente soltos, alguns deles

permaneceram trabalhando para

os senhores de senzala. Para onde


ir? Que garantia vamos ter? Por

onde recomeçar?

Aconteceu que os escravos não

tinham recursos mentais e nem

mesmo financeiros para nada.

Essa é a situação de toda

humanidade.

O que fazer então? Após a

libertação das personalidades e a

identidade se estabelecer no vazio,

ocorrerá o mesmo processo que

criou todo o universo. Essa é a


questão que vamos desenvolver

daqui em diante. O vazio fica tão

agudo que explode em

criatividade. Deixe o vazio ficar

agudo, deixe o silêncio ficar agudo,

isso pode doer pois sua mente está

acostumada em se manter

ocupada. Agora você está olhando

pro abismo, é uma hora ele olhará

de volta. As pessoas têm medo

disso. Pois se trata de morrer, de


deixar de existir, e depois renascer

ainda nessa vida.

A criatividade é restaurada, o

poder de criar, de experimentar a

vida, de cocriar surge desse vazio.

Olhe para os olhos de um bebê

recém nascido. Eles estão vazios, e

ficam encantados com as

paisagens, com os sons, com as

texturas, é um universo inteiro para

ser explorado. Esse é o estado de

criação, nele sua realização não é


ter resultados, mas apenas

experimentar, criar.

Todo ser humano nasce com o

dom de ser revolucionário, de

reinventar a roda, mas a

inteligência vai sendo destruída

pela sociedade. Quando isso é

resgatado em alguém nós

chamamos de “autenticidade” … é

a sua forma única de viver, de criar

seu dia, de criar suas experiências

e de viver sua vida. Uma felicidade


profunda flui desse ser humano,

pois a alma dele não fora vendida

para nenhuma indústria.

O ser humano nasce e sofre

tanto com a violência das pessoas

que tudo que ele passa a desejar é

segurança. O ser não quer

segurança, o ser não tem medo, o

ser é a própria confiança. Voltar a

se sentir confiante na vida,

confiante nas pessoas, no entanto,

não é fácil.
Pois aparentemente a própria vida

vai nos “machucando”. A gravidade

se impõe e você cai e rala o joelho.

Você confia em alguém e é

roubado, traído.

Em cada uma das experiências

a lógica começa a criar suas

próprias interpretações da vida, e

carregado de emoções fortes isso

passa a ser uma forte prisão

mental. Agora como se libertar?

Lembre-se que você está


experimentando sua própria

criação, e não teria graça alguma

se as leis não valessem para você.

Apenas porque a gravidade

exerce um poder sobre seu corpo e

mente, apenas porque a gravidade

pode matar seu corpo, então você

começa a observar essa força da

natureza. O ser desperto não vai se

ofender e se fechar com as forças

da natureza, ele irá usar essas

energias de forma criativa e


inteligente. Aqui nascem os magos.

Observe.

A criança quer explorar o corpo,

quer explorar a gravidade, quer

explorar as cores, os sons, quer

viver. Agora na sua fase adulta,

sem esse senso de exploração sua

vida fica muito chata. Que tal

explorar seu corpo hoje? Que tal

explorar sua mente. A quanto

tempo você não faz um movimento

novo? A quanto tempo você não


escreve, não dança, não imagina

coisas. A vida está aqui para você

brincar. Com dinheiro, uma

passagem, uma boa comida, as

coisas ficam interessantes. Use

melhor sua vida. Isso é possível, e é

o seu estado natural.

O intelecto agora pode ajudar o

ser nas tarefas que são de cunho

burocrático. Agora você tem

conhecimento, tem pessoas, tem

recursos, tem experiências, tudo


vira arte na sua mão. Isso é

prosperidade. Isso é o estado de

criação.

Não é necessário um propósito.

Propósitos aparecem e

desaparecem. São como projetos,

mas eles não são mais a coisa na

qual você se apoia. Você não está

mais tentando se segurar em

propósitos. Você não quer mais se

preencher de nada. Você acordou

para o fato de que essa é uma vida


a ser vivida. Você não está nem

mesmo agarrado na neurose de ter

que viver para sempre. Você

acordou para esse privilégio e está

feliz com isso. Então você acorda

de manhã e pode cantar com

gratidão. Você pode finalmente

tomar um banho de deixar a

eternidade desaguar em você.

Você pode sentir uma dor de

tristeza no peito, mas aquilo


também acaba virando música,

poesia, aprendizado…
A MENTE DESEJA

O desejo é um dos maiores

tronos da mente. Através do desejo

a mente perpetua seu império.

Através do desejo a mente se

fragmenta. Algo precisa ser

compreendido sobre a natureza do

desejo.

A mente se entendia facilmente

com as coisas, então ela começa a

desejar. O desejo é a forma da

mente se manter ocupada.


Então observe, algo simples. Você

pode estar satisfeito com o que

você tem, e mesmo assim o desejo

virá. Pois o desejo não é baseado

numa necessidade real. Mas há um

vício intrínseco da mente de

consumir sensações. O desejo

acontece no espaço da

criatividade, e quão mais criativo

alguém é, mais ela irá desejar.

O desejo não é uma maldição; é

uma benção. O desejo é uma


expressão da consciência, e a

forma de você experimentar novas

experiências e sensações. No

entanto, deve se ficar entendido

que os desejos nunca podem ser

satisfeitos. Eles são um buraco sem

fim.

Então porque o desejo existe, já

que ele não pode ser satisfeito? Ele

existe para te movimentar, para te

dar a experiência da realização, e

ao mesmo tempo a compreensão


de que a realização dos desejos

não é tudo na vida. A partir da

realização de muitos desejos o ser

humano entende que esse não é

um caminho sustentável. Então

essa sensação “nunca ser

preenchida completamente”

desencadeia a busca pela

realização superior, a iluminação. E

deve ser entendido que a

realização de qualquer desejo só

gera um outro desejo. E esse é o


loop infinito em que muitas

pessoas estão cativas. Você pode

ter todas as experiências sexuais

do mundo, e ainda sim o desejo por

mais estará lá.

Então, se for esperto vai

perceber que o mesmo desejo que

produz a satisfação produz um

loop infinito de experiências que

mantém a mente entretida,

distraída. E enquanto a mente se


distrai com os desejos, a vontade

vai sendo enfraquecida.

Desejo = comer um bolo

Vontade = Correr na praia

A natureza do desejo deve ser

usada de forma que ele não lhe

possua. Quem está na ilusão de

satisfazer todos os seus desejos,

não consegue se sentir realizado


com o que tem. A pessoa é

amaldiçoada com o fato de comer

do bom e do melhor, mas sem

sentir o verdadeiro gosto da

experiência.

O desejo insensibiliza quem é

dominado por ele. Use-o,

canalize-o, use a força criativa do

desejo e direcione de forma que ele

não lhe destrua. Criatividade =

Fogo = Desejo = Consumir


Não apague o fogo, mas

também não deixe-o incendiar sua

casa. Mantenha-o ali sob sua

custódia, use como combustível

para experiências bonitas. O

homem deseja outras mulheres

além da sua, a mulher deseja

outros homens além do seu. Essa é

a natureza das coisas. Não adianta

lutar contra isso. O homem que

não sente desejo por outras

mulheres não pode desejar a sua.


A mulher que não sente desejo por

outros homens não pode desejar o

seu. O desejo é o fogo, e o fogo

queima o que for lançado nele. O

desejo não faz acepção, quanto

mais intenso ele é, menos acepção

ele faz, sua força é intensa, mesmo

que seja curta. Se você não

desejar outras mulheres, ou outros

homens, como poderá ser leal? Se

não houver a possibilidade de


traição, não poderá haver a

verdadeira lealdade.

A mulher quer se deitar com um

homem viril, um conquistador com

o apetite sexual de um imperador.

Mas ela quer que esse homem seja

ao mesmo tempo castrado e santo.

Isso não é possível de ambos os

lados. O desejo estará lá. A

diferença é a maturidade, a forma

como lidamos com o desejo. Meu

apetite sexual é submetido a minha


vontade. Eu possuo meu desejo,

ele não me possui. Isso não é

repressão de forma alguma. O fogo

está lá, um tigre faminto, mas suas

refeições são dosadas,

equilibradas, saudáveis,

direcionadas. Ao olhar nos olhos

de um homem e de uma mulher

que estão vivos, você verá a chama

do desejo em seus rostos.

As pessoas estão vivas, elas

querem amar, querem ser amadas,


querem experimentar a vida. No

entanto isso acontece em doses

homeopáticas, e tem que ser assim

até o amadurecimento espiritual

criar uma estrutura maior de

experiências. Como lidar com isso?

Entenda que o desejo é acreditar

que está faltando.

Apenas lembre-se de que não

está faltando nada, se sinta

completo. Aprenda a desejar tudo

que você já tem. Redirecione o


desejo. Quando você submete o

desejo à sua vontade, você é

realmente livre. Um homem

comum não pode andar na praia,

senão ele irá desejar mais de 50

mulheres em um único dia. Ele não

poderá mais desejar sua própria

esposa, pois todo seu desejo foi

distribuído. É aquele ditado: Quem

quer ter tudo acaba não tendo

nada.
Como eu faço: Simplesmente não

cultivo o desejo, pois o desejo é tão

comum que não mais dou

importância para ele. Você abre a

tela o desejo está lá, você sai na

rua o desejo está lá, você pode

trombar com ele incontáveis vezes

no dia, ele é tão comum, ele vai e

vem tão rápido que não tem

importância. Ele perturba apenas

quem não o aceitou como ele é.

Achamos que é errado desejar,


mas o desejo é involuntário, a

satisfação dele é o preço a ser

pago (a energia investida) é uma

escolha. Através do desejo o

consumismo é estimulado em

todos os aspectos.

Essa é a reação: ok mais um desejo

Apenas o contenho comigo pra

criar as experiências que eu quero

e com quem eu realmente quero. A

última sobre o desejo.


A mente deseja uma coisa, mas

na verdade ela quer outra coisa. A

mente diz que quer comer, mas na

verdade ele quer se entreter, elas

querem se distrair. A mente diz que

quer doce, mas na verdade ela

quer a sensação química do

açúcar no sangue, ele quer se

sentir acolhido e amado, essa é a

doçura que a mente realmente

quer.
Pense então assim: Como posso

satisfazer o desejo original da

mente e não necessariamente o

desejo fictício? Observe o desejo

por trás do desejo.

A mente quer liberdade, a mente

quer conhecer o infinito de todas as

formas. Como posso dar isso a

ela? Ela experimenta isso quando

um certo nível de silêncio se

estabelece. Quando ela se rende

totalmente a consciência.
A mente acha essa liberdade na

própria experiência da morte.

Estamos vivos, mas só podemos

experimentar a vida na sua

totalidade com a morte da mente.

Sem isso ficamos naturalmente

presos no desejo de voltar, nascer

novamente, com a mesma sede de

experiências novas. A mente pode

morrer com o corpo ainda vivo.

Essa é a experiência da meditação.


A mente não morre de verdade,

apenas o EU falso que ele construiu

morre. Então a consciência

experimenta ela mesma. Então a

busca cessa. Os desejos estão lá,

pois estão enraizados no corpo,

mas você já se sente completo. O

incrível é que aqui seus desejos

verdadeiros passam a ser

naturalmente realizados. Pois

agora o desejo não é mais

manipulado pelo ego.


Ele aparece, mas não tem onde

se sustentar. Se ele for realizado ou

não, não faz diferença. Aqui é o

nosso lugar. Aqui você pode amar

uma mesma pessoa por uma vida

toda. Aqui sua vida pode ser

simples e pacata, mas há uma

grande satisfação nela. Essa

compreensão permite o silêncio

fluir.

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