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FACULDADE2

O documento aborda o desenvolvimento e conceitos de redes de alta velocidade, destacando a evolução das tecnologias de comunicação e a importância das redes para empresas. Ele descreve diferentes tipos de redes, como LAN, WAN e Gigabit Ethernet, além de discutir suas topologias, arquitetura e protocolos, como o modelo OSI e TCP/IP. O Gigabit Ethernet é apresentado como uma solução eficiente para atender à crescente demanda por largura de banda, embora tenha limitações em relação à qualidade de serviço.

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FACULDADE2

O documento aborda o desenvolvimento e conceitos de redes de alta velocidade, destacando a evolução das tecnologias de comunicação e a importância das redes para empresas. Ele descreve diferentes tipos de redes, como LAN, WAN e Gigabit Ethernet, além de discutir suas topologias, arquitetura e protocolos, como o modelo OSI e TCP/IP. O Gigabit Ethernet é apresentado como uma solução eficiente para atender à crescente demanda por largura de banda, embora tenha limitações em relação à qualidade de serviço.

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FACULDADE DE VIÇOSA

DIEGO DE OLIVEIRA FERREIRA

REDES DE ALTA VELOCIDADE


Conhecendo seus conceitos e aplicações

Viçosa
2020
Introdução

O desenvolvimento das tecnologias de redes de comunicação tem se dado em


ritmos acelerado nos últimos trinta anos. Iniciando-se a mais de um século atrás
com as redes telegráficas, evoluindo para as redes telefônicas até chegar
atualmente nas redes de serviços diferenciados com tecnologia digital.

Evoluções mais recentes em relação ao meio físico para a transmissão digital


(fibras óticas) e equipamentos de conexão de rede computadorizados, criou
subsídios para novas técnicas de transmissão que apresentam um desempenho
muito melhor, maximizando a velocidade e minimizando as perdas de dados
durante a transmissão. Essas novas tecnologias deram origem as redes de alta
velocidade.

Nas redes, a “Velocidade” só pode ser associada diretamente à propagação de


sinais: Cabos com tecnologia mais avançada suportam propagações mais
velozes, Fibras óticas transportam sinais mais velozes. Na maior parte das
situações, no entanto, a “Velocidade” está associada a outros parâmetros: Taxa
de Transferência e Retardo.

Em redes de máquinas heterogêneas, de tráfego intenso e com múltiplos


protocolos, o processamento se torna ainda mais intenso, causando lentidão na
rede toda. O switch resolve esse problema ao criar um circuito virtual de
conexão, recurso que permite dispensar o roteamento pacote a pacote. A
simplificação assim obtida abre espaço para as transmissões mais urgentes. A
tendência é que nas grandes redes essas duas tecnologias, a de roteamento e
a de comutação (switching), sejam usadas em conjunto. Os comutadores
formariam então a espinha dorsal para roteadores localizados em segmentos de
rede isolados. Com isso se garantiria o melhor aproveitamento possível dos
meios de transmissão.

O que são redes de computadores?

Podemos definir redes de computadores como um conjunto de equipamentos,


que além de compartilhar recursos, também podem trocar informações entre si.

A conexão com a internet é um exemplo de recurso que pode ser compartilhado


entre todas as máquinas conectadas a uma mesma rede.

Com um mundo cada vez mais digital, basicamente, nenhuma empresa pode
existir sem possuir uma rede. É a rede que possibilita a troca de dados, o
compartilhamento de informações, equipamentos e a comunicação entre os
usuários.

Tipos de redes

As redes de computadores podem existir em diferentes formatos. Basicamente,


elas são definidas por dois fatores principais:
O modelo dos equipamentos que serão conectados a ela;

A distância que esses equipamentos se encontram um do outro.

O que vai determinar os diferentes tipos de redes são as necessidades que eles
devem atender. Os formatos de redes de computadores mais comuns:

LAN

A rede em LAN (Local Area Network) é o formato mais habitual que temos. A
LAN é uma rede local, ou sejam de curta distância que conecta dispositivos
próximos, reunidos em um mesmo ambiente. Por exemplo, a sua casa ou o seu
escritório.

CAN

Possui uma finalidade semelhante com a LAN, porém, possui um alcance maior.
A CAN (Campus Area Network) possibilita a conexão entre redes de um mesmo
complexo, como condomínios, universidades, hospitais e centros comerciais.

WLAN

É a rede local sem fio. Muito comum também, esse tipo de rede é uma opção
para quem deseja acabar com os cabos que passam para todo lado. É bastante
usada tanto em ambientes residenciais quanto em empresas e em lugares
públicos.

MAN

Se você possui escritórios em cidades ou municípios vizinhos, você pode optar


pela MAN (Metropolitan Area Network – ou Rede Metropolitana). Esse tipo de
rede faz a conexão entre redes locais de distâncias maiores, cobrindo algumas
dezenas de quilômetros.

WAN

É semelhante a MAN, porém, cobre uma distância muito maior, abrangendo


países ou até mesmo continentes. A WAN (Wide Area Network) é uma rede de
longa distância.

PAN

Esse é um tipo de rede com maior limitação de alcance. A rede PAN (Personal
Area Network), que significa rede de área pessoal, conecta apenas aparelhos
que estão a uma distância curtíssima, um exemplo desse tipo de rede é o
Bluetooth.
SAN

As SANs (Redes de área de armazenamento) são utilizadas para fazer a


comunicação de um servidor e outros computadores, ficando restritas a isso.

As redes são vitais para a estrutura de todos os tipos de negócio. São inúmeros
fatores que vão influenciar para determinar o tipo de rede ideal para a sua
empresa, tais como o segmento, porte e o seu número de colaboradores.

Se você está buscando montar uma rede para a sua empresa ou precisa fazer
aquela manutenção, pode contar com os serviços da INPUTEC.

Topologias Lógicas

As topologias lógicas descrevem a maneira como a rede transmite informações


de um equipamento para outro. Ela determinará o formato do pacote de
informações que passarão ao longo da rede, determinará também quanta
informação ela conterá, o método de transferência, entre outras informações.

O exemplo mais conhecido, mais amplamente usado, e que será usado em


parte, no estudo de redes de alta velocidade é a topologia lógica Ethernet. De
forma geral, nessa topologia, cada vez que uma estação precisa transmitir uma
informação ela transmite para a rede inteira. Os vários nós pegam os dados e
verificam, pelos dados contidos no pacote, se aquela informação é destinada a
ele. Se não for ele ignora aqueles dados.

Nessas redes, as informações são passadas através de pacotes de informações.


Elas utilizam o protocolo CSMA/CD que funciona assim: "antes que uma estação
comece a transmitir dados pela rede, ela "ouve" para ver se não tem ninguém
transmitindo e se isso acontecer ela passa a transmitir os seus dados".

Uma desvantagem dessa topologia é que a partir de uma determinada distância


entre os nós, um não "ouve" mais se o outro está transmitindo ou não. Em casos
que a outra estação está transmitindo pode ocorrer o problema conhecido como
colisão de pacotes. Quando isto ocorre o equipamento que detecta esse
problema enviará um sinal que cancelará todos os sinais que estiverem na rede,
pois esse sinal informa que houve colisão e que todos os equipamentos da rede
devem parar de transmitir por um tempo. E, após um tempo, volta a existir a
comunicação.

No caso da Ethernet, quanto menor a distância entre nó, melhor o seu


desempenho.
Arquitetura de Rede

A Arquitetura de rede é formada por camadas, interfaces e protocolos. Cada


camada oferece um conjunto de serviços à camada superior, usando funções
realizadas na própria camada e serviços de camadas inferiores. Os protocolos
são as regras que regem as comunicações entre camadas ou pacotes nas redes.
É como se fosse um intérprete que traduz as informações.

Modelo OSI ( Reference Mode for Open System Interconnection)

Esse modelo foi criado para padronizar um conjunto de camadas, para que
computadores de diferentes fabricantes pudessem trocar informações. Ele é
formado por sete camadas:

1. Camada Física: responsável pela transmissão de bits através de um canal de


comunicação.

2. Camada de Enlace de Dados: pegar os dados e transformá-los para que não


apareçam sem erros à camada seguinte.

3. Camada de Rede: controla a operação ( chaveamento e roteamento) das


ligações.

4. Camada de Transporte: faz com que os dados, divididos por ela em pedaços,
cheguem corretamente ao seu destino.

5. Camada de Sessão: gerencia e sincroniza o tráfego da rede.

6. Camada de Apresentação: realizam transformações nos dados que as vezes


são necessários como compressão de textos, criptografia, etc.

7. Camada de Aplicação: fornece protocolos para garantir a compatibilidade de


diferentes aplicações.

TCP/IP

É o protocolo mais conhecido e amplamente usado, principalmente na Internet.


É um protocolo que serve para interligar redes. É também um serviço de
transporte orientado a conexão (TCP) e um serviço de rede não orientado à
conexão (IP). Sua arquitetura é organizada em quatro camadas conceituais
construídas sobre outra camada que não faz parte do modelo.

CSMA/CD

É um método de detecção muito importante nas redes Ethernet . O método é o


seguinte: quando um nó de uma rede vai transmitir uma informação ele escuta a
rede para ver se está livre. Se estiver ele envia o pacote, mas se for detectada
alguma colisão, o CSMA/CD faz com que o nó espere um tempo para fazer a
transmissão.
O Gigabit Ethernet

O padrão Gigabit Ethernet é primeiramente um padrão de camada física (PHY


- Physical Layer) e de controle de acesso à mídia (MAC - Media Access Control),
especificando a camada de Enlace (Layer 2) do modelo OSI, enquanto que os
protocolos das camadas superiores como o TCP e o IP especificam porções das
camadas de Transporte (Layer 4) e de Rede (Layer 3). Este padrão é a base
para comunicação ponto-a-ponto entre os equipamentos de rede.

A tecnologia Gigabit Ethernet surgiu da necessidade criada pelo aumento de


largura de banda nas "pontas" das redes (ex.: servidores e estações de trabalho)
e também pela redução constante dos custos entre as tecnologias
compartilhadas e comutadas, juntamente com as demandas das aplicações
atuais. Com isso, o "gargalo" passou a ser o backbone e as conexões dos
servidores.

Assim, o Gigabit Ethernet, por seu apelo de poder oferecer a solução para o
congestionamento de backbones, por atender às demandas cada vez maiores
das aplicações (multimídia, videoconferência, etc.) e por ser uma tecnologia
familiar e compatível com o padrão Ethernet - o que traz grandes benefícios
como economia com treinamento de profissionais e a proteção do investimento
já feito - está atraindo, cada vez mais, a atenção da indústria e dos profissionais
da área de redes.

Os trabalhos para definição do padrão da tecnologia Gigabit Ethernet, ou IEEE


802.3z, foram iniciados em julho de 1996 e o interesse da indústria pelo padrão
levou à criação de um consórcio aberto formado por dezenas de fabricantes,
chamado de Gigabit Ethernet Alliance (GEA). O propósito deste consórcio é
promover a cooperação da indústria no desenvolvimento do padrão, e tem por
objetivos principais suportar as atividades de padronização conduzidas pelo
grupo de trabalho IEEE 802.3z, contribuir com conteúdo técnico para facilitar o
consenso em especificações, oferecer um canal de comunicação entre
fornecedores e consumidores e fornecer recursos para estabelecer e demonstrar
interoperabilidade entre produtos.

Padronizado em 1998 o IEEE 802.3z define os padrões para os meios de acesso


utilizando fibra ótica e par trançado blindado (1000BASE-X), já o IEEE 802.3ab
é responsável pelo padrão de 4 pares trançados categoria 5 (1000BASE-T).

O padrão do Gigabit Ethernet, fornece uma largura de banda mínima de 1Gbps,


tanto em modo full-duplex, como em half-duplex, sendo que, neste último, é
necessário o uso de CSMA/CD para a detecção de colisões. Outro detalhe que
não se pode esquecer é que, no modo full-duplex, a largura de banda é de até
2Gbps, pois os equipamentos conectados podem transmitir e receber dados
simultaneamente.

Todas as velocidades de Ethernet, 10, 100 e 1.000Mbps utilizam o mesmo


formato de encapsulamento, métodos de controle de fluxo e operações full-
duplex, não havendo necessidade de traduções entre formatos de
encapsulamento, o que reduz a complexidade e aumenta o desempenho da
comutação de pacotes. Todas as implementações iniciais do Gigabit Ethernet
serão full-duplex, com conexões comutadas e usarão o tamanho mínimo do
quadro de 64 bytes.

Arquitetura do Gigabit Ethernet

A Figura 1 exibe os limites entre as camadas MAC e PHY. Mostra também as


possíveis conexões utilizando os tranceivers e as mídias disponíveis para uso
pelo padrão, incluindo as distâncias a que cada opcão pode atingir.

O padrão 802.3z aproveitou tecnologias já existentes, visando a agilização dos


trabalhos para suprir as demandas do mercado. Assim, o IEEE adotou as
especificações do já estabelecido padrão ANSI X3T11 Fibre Channel (FC) para
sinalização na camada física, atingindo o seu objetivo de rapidamente entrar em
acordos com relação às especificações para uso de fibras ópticas. Desta forma
o novo padrão utiliza a interface de alta velocidade do fibre channel, já existente
e mantém o formato do quadro ethernet IEEE 802.3 (veja figura abaixo),
operando full duplex ou half duplex com o CSMA/CD. Desta forma todo o
cabeamento já existente poderia ser utilizado.
CSMA/CD MODIFICADO

Em modo half-duplex, é utilizado um método de acesso CSMA/CD modificado,


que mantém um diâmetro de colisões em 200m (exigência do próprio algoritmo)
mesmo em taxas de velocidade de gigabit por segundo. Sem isso, pequenos
pacotes poderiam ser totalmente transmitidos por uma estação sem que ela
"percebesse" que houve uma colisão, violando a regra do CSMA/CD. Assim, a
estação não "saberia" que precisa enviar novamente o pacote que se perdeu na
colisão e a informação transmitida ficaria incompleta.

A solução encontrada foi alterar o CSMA/CD. O tamanho mínimo do pacote, 64


bytes, não foi modificado. O tempo mínimo da portadora CSMA/CD e o slot-
time do Ethernet é que foram estendidos de 64 bytes para 512 bytes. Assim,
pacotes menores que 512 bytes recebem a adição de uma extensão de
portadora no quadro do Gigabit Ethernet (Figura 2). Estas modificações, que
podem afetar o desempenho na transmissão de pacotes pequenos, foram
resolvidas implementando-se um recurso chamado packet bursting, que, em
suma, dá a capacidade a servidores, comutadores e outros tipos de
equipamentos de entregar "conjuntos" (bursts) de pequenos pacotes para utilizar
a largura de banda disponível.

Fonte: Telecommunications Magazine, Vol. 31, No. 3 (Março 1997)

Fibras Óticas

Uma das diretrizes de desenvolvimento do padrão, estipulado pelo grupo de


trabalho 802.3z, é o aproveitamento de tecnologias já existentes, visando a
agilização dos trabalhos para suprir as demandas do mercado. Assim, o IEEE
adotou as especificações do já estabelecido padrão ANSI X3T11 Fibre
Channel (FC) para sinalização na camada física, atingindo o seu objetivo de
rapidamente entrar em acordos com relação às especificações para uso de fibras
ópticas.

Fonte: Telecommunications Magazine - Vol.31, No. 3 - (Março 1997)

UTP CAT. 5

Encontra-se em desenvolvimento a padronização para uso do cabeamento de


par trançado não blindado categoria 5 (UTP Cat. 5). Este padrão será diferente
do 802.3z e está sendo conduzido por um grupo de trabalho paralelo chamado
IEEE 802.3ab. A conclusão dos trabalhos está prevista para setembro de 1998,
quando será oficializado o padrão para uso do Gigabit Ethernet sobre UTP. O
grupo de trabalho 802.3z decidiu dividir os trabalhos desta forma para poder
concentrar-se mais intensamente na padronização do uso de fibras ópticas.
Gigabit Ethernet: vantagens

O Gigabit Ethernet tem como principais vantagens a popularidade da tecnologia


Ethernet e o seu custo. Basicamente, ele oferece um aumento de 10 vezes em
relação ao desempenho da tecnologia mais popular atualmente para conexão
entre comutadores e de servidores: o Fast Ethernet. Trata-se de uma tecnologia
conhecida, protegendo o investimento feito em recursos humanos e em
equipamentos. Não há nenhuma nova camada de protocolo para ser estudada,
tendo conseqüentemente, uma pequena curva de tempo de aprendizagem em
relação a atualização dos profissionais. A implementação dos comutadores
e hubs Gigabit Ethernet deverá acontecer de forma simples e rápida, após um
projeto que analise e defina onde os mesmos devem ser colocados dentro
do backbone.

Gigabit Ethernet: desvantagens

Qualidade de Serviço (QoS)

Apesar da alta velocidade, o padrão Gigabit Ethernet não suporta QoS, que é
um dos pontos mais fortes da tecnologia ATM. Desta forma, ele não pode
garantir o cumprimento das exigências de aplicações, como a videoconferência
com grande número de participantes, ou mesmo uma transmissão de vídeo em
tempo-real de um ponto para muitos pontos.

Para minimizar este problema, o IEEE trabalha no sentido de desenvolver um


padrão que defina um esquema de prioridade (IEEE 802.1p) e possibilite algo
"parecido" com o QoS.

É importante lembrar que o Gigabit Ethernet é uma tecnologia MAC e PHY e


que, nas atuais implementações, funcionará com outras especificações do IETF
e IEEE. Isso quer dizer que o problema da Qualidade de Serviço e Classe de
Serviço serão questões a serem resolvidas pelos protocolos das camadas
superiores como o 802.3x (para controle de fluxo), 802.1Q (para redes virtuais -
VLANs), 802.1p (para priorização de tráfego) e RSVP para reserva de banda.
Então, apesar do Gigabit Ethernet ser otimizado para alta velocidade de dados,
ele poderá ter condições de fornecer filas de prioridade para suportar aplicações
como voz e vídeo sobre IP em tempo-real.

Aplicações

O Gigabit Ethernet, assim como o ATM, foi desenvolvido para fornecer uma
largura de banda maior na rede, descongestionando os gargalos do backbone.
Tipicamente, esta tecnologia poderá ser aplicada nas seguintes tarefas ou
situações: na posição de ponto central (core) de comutação de pacotes entre
redes Ethernet e Fast-Ethernet em um backbone corporativo, em
um backbone acadêmico (universidades), nos provedores Internet, em pontos
de presença, atendendo a servidores de alto-desempenho e, por fim, nos
usuários que demandam alta largura de banda para uso de multimídia e outras
aplicações.

Em uma rede cujo projeto leve em conta o balanceamento do tráfego é possível


oferecer, mesmo sem QoS, um ambiente propício para uso de aplicações
multimídia que podem rodar com ótimo desempenho, sem serem afetadas por
outros tipos de tráfego.

Fast Ethernet

As redes compatíveis com a Fast Ethernet (também conhecidas como 10/100)


possuem taxa de transmissão nominal de 100 Mbps e são suportadas pela maior
parte dos equipamentos existentes no mercado. Algumas de suas vantagens são
a facilidade de implementação, gerenciamento e manutenção. Outro benefício é
que as redes e dispositivos deste tipo são mais baratos se comparados aos
Gigabit Ethernet. Por outro lado, serão menos eficientes na transferência de
dados mais pesados e serviços como o streaming.

Se o plano de internet fornecido pela operadora de telefonia possui velocidade


nominal de até 100 Mbps , os roteadores do tipo Fast Ethernet cumprem bem
sua função. Porém, para planos com mais do que 100 Mbps, é essencial que o
usuário invista no Gigabit Ethernet, caso contrário, não aproveitará toda a banda
entregue na conexão.

Características de implementação da Fast Ethernet

A Fast Ethernet está definida em 3 diferentes tipos de implementação física. São


elas: 100BASE-TX, 100BASE-T4 e 100BASE-FX, respectivamente. A ligação
das estações ao meio físico é feita através da interface MII (Medium Independent
Interface) que é equivalente à interface AUI utilizada nas especificações 10Mbps.

100BASE-TX: é recomendada a utilização de 2 pares de cabo UTP categoria 5


ou 2 pares de cabo STP; suportando somente transmissões half-duplex.

100BASE-T4: utiliza 4 pares de cabo UTP, categoria 3, 4 ou 5, suportando


transmissões half-duplex ou full-duplex.

100BASE-FX: utiliza fibra óptica, com transmissões half-duplex ou full-duplex.


Provavelmente a forma mais popular é a 100BASE-TX (cabos UTP-5) que usa a
mesma configuração de par e pinos que o 10BASE-T, e é topologicamente igual
no número de estações para um Hub central.

Integrando Fast Ethernet nas Redes existentes

A integração da Fast Ethernet às redes existentes será um processo de


integração, não será feito de uma vez. Serão considerados alguns aspectos mais
importantes a que servirão a Fast Ethernet.

Implementação de Switches

Existem pontos nas redes em que há uma alta concentração de tráfego, se


tornando um problema. Mas com a instalação de switches de Fast Ethernet
nesses chamados "gargalos" da rede, esses problemas acabam sendo aliviados.

Na Ethernet, pode-se chegar a ter 4 Hubs ou repetidores entre duas estações


quaisquer, mas na Fast Ethernet esse número é de somente um ou dois. Isso
faz com que o tráfego seja um pouco menor em determinados pontos e além da
velocidade faz com que as colisões não ocorram tão facilmente. Por outro lado,
em alguns casos esse número reduzido desses equipamentos pode ser
prejudicial.

ATM

ATM (abreviação de Asynchronous Transfer Mode) é uma tecnlogia de rede


baseada na transferência de pacotes relativamente pequenos chamados de
células de tamanho definido. O tamanho pequeno e constante da célula permite
a transmissão de áudio, vídeo e dados pela mesma rede.

Implementações mais recentes de redes ATM suportam uma taxa de


transferência de 25 até 622 Mbps, que quando comparado com a máxima taxa
de 100 Mbps da Ethernet mostra a eficiência do ATM.

O ATM cria canais fixos entre 2 pontos para que os dados possam ser
transmitidos. Esta filosofia difere da filosofia do TCP/IP no qual as mensagens
são divididas em pacotes e cada pacote pode tomar uma rota diferente para
alcançar o destino. Esta diferença, oferecida pelo ATM, facilita a monitoração e
a cobrança pelo serviço.

Pagando por um serviço ATM, normalmente pode-se escolher entre 4 tipos de


serviço:

CBR – Constant Bit Rate – especifica uma cota fixa de bits.

VBR – Variable Bit Rate – provê uma determinada capacidade de transferência


de bits porém os dados não são enviados regularmente. É o caso mais popular
para voz e vídeo conferência.
UBR – Unspecified Bit Rate – não garante nenhum tipo de reserva de recursos.
É o caso de transferência de arquivos que pode tolerar atrasos.

ABR – Available Bit Rate – garante uma capacidade mínima mas permite que se
utilize mais recursos caso a rede esteja disponível (vazia).

Conclusão

Podemos concluir que estas novas tecnologias para redes de alta velocidade
prometem solucionar a maior parte dos problemas que são enfrentados
atualmente nas redes.

A Ethernet com sua imensa base instalada promete continuar como a mais
usada, com o surgimento da Fast Ethernet e da Gigabit Ehernet. Elas tendem a
continuar assim pois são muitas as vantagens que elas oferecem.

A ATM, uma tecnologia nova que está surgindo e se desenvolvendo junto com
as tecnologias que nos últimos anos têm exigido muito das redes, como o Data
Warehouse que utiliza imensas quantidades de dados e principalmente dados
multimída (voz, imagem) nas videoconferência. Por isso a ATM aparece com um
novo conceito para suprir e tratar dessas grandes quantidades de dados e ainda
aumentando as velocidades de transmissão.

Portanto, podemos concluir que as tecnologias de redes de alta velocidade


tendem a se integrar, pelo menos inicialmente, passando a atuar juntas em uma
mesma rede. Talvez no futuro com a diminuição dos custos, a ATM se
sobressaia um pouco, dado que sua atende bem às tendências tecnológicas que
estão surgindo e que prometem se firmar cada vez mais.

Referências

Redes de Alta Velocidade. Inpe, 2020. Disponível em:


<[Link]
7%20LANs%20%3A%20LAN%20(Rede%20Local,100%20Kbps%20at%C3%
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High Speed Network. Cncstech, 2020. Disponível em:<


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Internet em redes de alta velocidade: concepções e fundamentos sobre banda


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Gigabit Ethernet. Ufrj, 2020. Disponível


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O que é ATM. Ufrj, 2020. Disponível em<


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15 de nov. de 2020.

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