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CAPITULO 8
Transigao para a Idade Moderna.
Renascenca e Reforma
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medievais. Valorizavam o pleno desenvolvimento do talento humano
expressaram um noVvo entusiasmo sobre as possibilidades de vida neste
o
mundo. Essa nova perspectiva marca a ruptura com a Idade Média e
surgimento da modernidade.
A Renascenca foi, portanto, uma idade de transigao, gue presenciou
, aba ndo no de cert os ele men tos da visi o med iev al, a ress urre igao das for-
mas Culturais cldssicas e o aparecimento de atitudes niridamente moder-
e ex-
nas. Esse renascimento teve inicio na Ir4lia durante o século XIV
nga,
pandiu-se gradualmente para o norte € o oeste, para Alemanha, Fra
Inglaterra e Espanha, em fins do século XV e no século XV.
A Renascenca foi um caminho para a modernidade; outro foi a Re-
forma. Dividindo a Europa em catélica € protestante, a Reforma acabou
com a unidade religiosa medieval. Também acentuou a imporrancia do
ndividuo. uma Caracterfstica distintiva do panorama moderno. Enfari-
sou a consciëncia individual em detrimento da autoridade clerical, insis-
tu na relacio pessoal entre cada homem ou mulher e Deus € chamou a
atenc3o para as capacidades religiosaas intrinsecas do individuo. %-
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realizac&o pessoal. O valor individual, gue para os senhores feudais estivera as”
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pessoa mulrifacetada gue n4o somente revelava maestria nos cldssicos antigos
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top fruic&o e mesmo talento para as artes visuais, bem como interesse pelos assuntos
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cotidianos da cidade, como também aspirava a fazer de sua vida uma obra de
if; arte. Menosprezando a humildade crista, os individuos da Renascenga se
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oo Ihavam de suas habilidades e realizag6es mundanas — “Posso operar milagre
disse o grande Leonardo da Vinci. Os artistas renascentistas retratraram 9 j
ter individual dos seres humanos, Captaram a rica diversidade da personalida
humana, produziram os primeiros retratos desde os tempos romanos € assinê
ram seus trabalhos. Os escritores do periodo devassaram seus préprios sen” ti
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mentos e evidenciaram uma AULOCONSCIËNCIa gue se tornou caracteristica
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sio moderna.
Nos séculos seguintes, a perspectiva secular se fortaleceria, passando 2 food
se ainda mais atentamente no individuo. Essa vis&o levou 3
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do Jugo das Pr€OcupacOes com o outro mundo,
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A ascensdo da modernidade 221
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Durante a Renascenga, o espirito secular e a preocupagio com o individuo en-
Hymanismo
O movimento intelectual mais caracteristico da Renascenca foi o humanismo,
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um programa educacional e cultural baseado no estudo da antiga literatura grega
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- romana. A atitude para com a Antiguidade diferia daguela dos eruditos da Ida-
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de Média, gue haviam se esmerado em adaptar o conhecimento cldssico a uma
concepcio de mundo crista. Os humanistas da Renascenga nao subordinavam os
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clssicos As exigências das doutrinas cristas; valorizavam a literatura antiga pelo
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gue era — por seu estilo claro e elegante e sua percepgao da natureza humana.
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Com os cldssicos da Antiguidade, os humanistas esperavam aprender tudo o gue
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no Ihes ensinavam os escritos medievais — por exemplo, como viver bem neste
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mundo e cumprir com os deveres civicos. Para os humanistas, os cldssicos eram
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um guia para a felicidade e a vida ativa. Para tornar-se culto, aprender a are de
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escrever, falar e viver, era necessdrio conhecer os cldssicos. Ao contrdrio dos filé-
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sofos escoldsticos, gue usaram a filosofia grega para provar a verdade das dourtri-
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nas cristas, os humanistas italianos usavam o conhecimento cldssico para alimen-
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rar seu novo interesse pela vida eterna. Enguanto os eruditos medievais conhece-
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ram apenas alguns dos antigos escritores larinos, os humanistas da Renascenga
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puseram em circulacio todas as obras romanas gue puderam encontrar. Do mes-
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mo modo, o estudo do grego, gue era muito raro na cristandade latina durante a
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ldade Média, foi cada vez mais cultivado pelos humanistas renascenristas, gue
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gueriam ler Homero, Demdéstenes, Platio e outros no original.
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Embora fosse um movimento predominantemente secular, o humanismo ita-
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liano nio era anticristao. Na verdade, os humanistas muitas vezes abordavam os
problemas de modo puramente secular mas, guando lidavam com problemas re-
ligiosos e teoldgicos, n&o contestavam a Crenca Cristê nem guestionavam a valida-
de da Biblia. Aracavam, entreranto, a escoldstica por seus argumentos muito mi- OE RE EE ER
nucIosos e sua preocupaio com guestêes triviais; davam mais valor a uma forma
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mais pura de cristianismo, baseada no estudo direto da Biblia e dos tratados dos
padres da Igreja.
, Um dos primeiros humanistas foi Petrarca (1304-1374), por vezes chamado de
pal do humanismo”. Petrarca € seus seguidores levaram mais longe a recupera-
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Sao dos cl#ssicos ao fazerem uma tentativa sistemdrica de descobrir as rafzes cl4s-
sicas da retrica italiana medieval. Embora seus préprios esforcos para aprender
eie aa tido muito sucesso, ao encorajar seus alunos a dominarem a
ae er etrarca promoveu o conhecimento humanista. Sentia-se particu-
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cangar a excelência mediante seus préprios esforcos. Estava
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por meio do esforgo pessoal, gue tinha por objetivo nio apenas a educacëo masa
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propria vida. Como os individuos eram capazes de atingir esse objetivo, seu prin-
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cipal dever era busc4-lo como a finalidade da vida. A busca nio era fdcil;
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a fazerem o esforgo. A ênfase nos poderes criativos humanos foi uma das dout-
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Pico della Mirandola (1463-1494). O homem, afirmava Pico, é livre para tracar
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sua vida. Segundo Pico Deus teria dito ao homem: “Fizemos de ti uma criatura”
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de modo gue “possas, como formador livre e orgulhoso do teu préprio ser, mo-
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mas seu cend4rio e suas caracteristicas eram totalmente diferentes. Nio mais um
véu, este mundo se torna o lugar onde as pessoas vivem, agem e cultuam. Predo-
mina a referência ao mundo terreno, e as pessoas $io tratadas como criaturas du€
encontram seu destino espiritual ao cumprirem seu destino humano. Em seu as”
pecto mas distinrivo, a arte renascentista representa uma revolta consciente COM”
tra a arte da Idade Média. Essa revolta levou a descobertas revoluciondriass dU€
constituiram o fundamento da arte ocidental aré o presente século.
Na arte, como na filosofia, os florentinos desempenharam um papel destac”
do nessa transformagao estética. Mais gue guaisguer outros, foram eles Os respon
séveis pelo modo como os artistas viram e desenharam durante séculos, € py
modo como a maioria dos ocidentais ainda vê ou guer ver. O primeiro ga i
contribuinte a pintura renascentista foi o pintor Alorentino Giotto (1276-1337):
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Inspirando-se na pintura bizantina, ele criou figuras delineadas por alceraGo€s
luz e sombra. Giotto também desenvolveu vdrias técnicas de perspecriva, repI€
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A ascensio da modernidade 225
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tomia e do desenho. Seu modelo na pintura teve origem na esculrura; suas pintu-
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ras sdo desenhos esculturais. Ele foi, sem divida, o maior génio da escultura; SU2
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arte rinha um enfogue poëtico e visiondrio. Em vez de tentar impor uma forma a9
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bém arguiteto; patrocinado pelo papa, projetou a abébada da nova bastlica de 540
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Pedro em Roma. Mas sua obra mais admirdvel talvez seja o teto da capela SiSUN”
no Vaticano, encomendada pelo papa Julio II. Durante guatro anos, trabalhan P
com pouca assistência, Michelangelo cobriu o espaco vazio com as mais noravels
pinturas esculturais j4 feitas, as guais resumem a histéria do Velho Testamento
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criagdo de Addo € o mais tamoso desses afrescos extraordindrios.
Rafael ficou parricularmente famoso pela docura das suas madonas. Mas ele cam”
bém pintou Outros temas, nos guais foi capaz de transmitir outros estados de es? '
5 HO, COMO revela o retrato gue fez de seu patrono, Papa Leio X com dos cardeak
A ascensêo da modernidade 227
A difusio da Renascenca
A invencio da imprensa contribuiu para gue a Renascenca chegasse até a Ale-
manha, Franga, Inglaterra e Espanha, no final do século XV e no século XVI.
Em sua migrag&o para o norte, a cultura renascentista adaptou-se a condicêes di-
ferentes daguelas encontradas na lrélia — sobretudo a forca da crenga leiga. Por
“xemplo, a Irmandade da Vida Comum era um movimento leigo
gue enfatizava
RE res devogao prêrica. Intensamente cristas e ao mesmo tempo anticle-
ee in id due participavam de tais movimenros encontraram na cultura
rumentos para agucar seu jufzo contra o dlero — nêo para enfra-
Doaesede TiO, para desenvolvê-la & sua pureza apostêlica. |
ie pedidaseese de norte da Europa, tal como os da Irdlia, dedica-
mo do none oe. ae ole antigo- No entanto, nada no humanis-
eds be d es €ncla nao cristê associada a Renascenca italiana,
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manistas interessavam-se, princip
j almente, pela gues-
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ansdo Crist'AnI$mo original. Buscavam um modeloa partir do gual pudessem re-
Ta lgreja corrupta de seu tempo
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ki 228 Civikzacdo ocidental
O bumanismo erasmiano
A Erasmo (c. 1466-1536) deve-se creditar a transformacio do human
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nascentista num movimento internacional. Educado na Holanda pela Irmands
de da Vida Comum — um dos mais ousados movimentos religiosos
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unia a devogao mistica 3 rigorosa pedagogia humanista —, Erasmo viaj
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toda a Europa como educador e estudioso da Biblia. Como outros bi
Cristaos, confiava no poder das palavras e usava sua pena para atacara teologia es-
coldstica e os abusos dlericais, e para promover sua filosofia de Cristo. Sua arm
era a sêrlra, e seus Elogio da loucura e Coléguios granjearam-lhe a reputacio de um
humor acre, gue ganhava expressio As custas da religiëo convencional.
A verdadeira religiso, afirmava Erasmo, nao depende do dogma, do ritual ou
do poder dlerical. Ao contrério, ela é revelada de modo simples e cdlaro na Biblia
e portanto é diretamente acessfvel a todas as pessoas, desde os sdbios e poderosos
até os pobres e humildes.
Fssa voz clara mas calma foi sufocada pelas tempestades da Reforma, ea ênfa-
se erasmiana nas capacidades naturais do indivfduo sucumbiu diante de uma re-
novada énfase na natureza pecaminosa dos seres humanos e na teologia dogmati
ca. Erasmo ficou entre dois fogos e foi atacado por todos os lados; para ele, a Re-
forma era uma tragédia pessoal e histérica. Lutara pela paz e pela uniëo e presen-
ciava agora um espetdculo de guerra e fragmentacio. Entretanto o humanismo
erasmiano sobreviveu a esses horrores como um ideal: durante os dois séculos se”
guintes, sempre gue os pensadores buscavam a tolerincia e a religio racional, vol-
tavam-se a Erasmo como fonte de inspiragao.
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vont ade e livre arbit rio”. Dor mia m e com iam guan do
do com a prépria
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ac” j “Jer, escrever, cantar, tocar instrumentos harmoniosos, $
como em pros a. 4
nelas comp or tant o em verso
n ou seis (...) linguas, € ” o
era: “Faz e o aue guise res.
res regra gue observavam foi Sir Tho mas More
nist a da Alca Rena scen ga ingl esa
O mais destacado huma
dou em Oxfo rd. Sua infl uênc ia se deve a seus escricos € sua
8-1535), gue estu se rv id or pu ib li co e co mo
Pormado em direito, foi be m- su ce di do co mo
od ia , o pr im ei ro € mais im-
liv ro ma is fa mo so é Ut op
membro do Parlamento. Seu de sd e A Repablica de Platao e umma
o es cr it o no Oc id en te
portante tratado utépic ha vi am €riti-
ais de cto da a Re na sc en ca . Mu it os hu ma ni st as
das obras mais origin e cru eld ade
mo a pri nci pal fon te de org ulh o, gan ênc ia
cado a rigueza pessoal co -
Mo re foi o dni co gue lev ou ess e pe ns am en to & sua con clu
humana. No entanto,
Uto pia , exi giu a eli min aca o da pro pri eda de pri vad a. Con hec ia mui-
sio légica: na
nar-se perfeitas,
to bem a fragueza humana para pensar due as pessoas podiam tor
opi a par a cha mar a ate ngé o par a os abu sos da épo ca e par a sug eri r
mas usou a (Ut
reformas radicais. Explorou o potencial satfrico e irênico das entio recentes des-
cobertas uitramarinas ao situar a Utopia como um povo nao cristêo, o gue tor”
nou sua censura mais ciustica € mas 4spera.
More sucedeu ao cardeal Wolsey como grande-chanceler no reinado de Hen-
rigue VINI. Mas guando o rei rompeu com a Igreja Carélica Romana, More de-
mitiu-se, incapaz de conciliar a sua consciëncia com a rejeigao da supremacia pa-
pal pelo rei. Trés anos mais tarde foi executado por traiGdo por se recusar a pres-
tar voto de fidelidade & supremacia eclesidstica do rel.
William Shakespeare (1564-1616), o maior teatrélogo gue o mundo j4 pro-
duziu, deu expressio aos valores renascentistas — honra, heroismo e luta entre o
destino ea sorte. No entanto, nio h4 nada convencional no tratamento dado por
Shakespeare a0$ personagens dotados com essas virtudes. Suas maiores pecas, as
ee ia Julio re outras), exploram um tema comum: os homens,
ORE mi Ke a virtude e assim mesmo nem sempre conseguem ven-
baaie as es is due encanra Shakespeare é a contradicao entre
heréie ao e no je gue muitas vezes é a prépria imagem dos
gede ee Pe capacidade humana para o mal e para a autodestrui-
intensamente humanas, a tal ponto gue o humanismo
recua P para 0 pa
ae no de fundo. Desse modo, a arte ultrapassa a doutri'na para apre-
ar a prépria vida.
guiados somente pelo exemplo do passado, pela forca das died desting,
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tese pelas tendências de sua prépria natureza interior. Libertos da teol se Presen-
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