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02 Raciocinio Logico

O documento aborda conceitos fundamentais de Raciocínio Lógico e Matemática, incluindo operações com números naturais, inteiros, racionais e suas propriedades. Ele explora temas como adição, subtração, multiplicação, divisão, conjuntos numéricos, e resolução de problemas matemáticos. Além disso, inclui exemplos práticos e questões para aplicação dos conceitos apresentados.

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02 Raciocinio Logico

O documento aborda conceitos fundamentais de Raciocínio Lógico e Matemática, incluindo operações com números naturais, inteiros, racionais e suas propriedades. Ele explora temas como adição, subtração, multiplicação, divisão, conjuntos numéricos, e resolução de problemas matemáticos. Além disso, inclui exemplos práticos e questões para aplicação dos conceitos apresentados.

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sumário

Prefeitura Municipal de Bom Jesus do Itabapoana - RJ

Raciocínio Lógico / Matemática

Raciocínio Lógico / Matemática


Números Naturais. Operações Fundamentais (adição, subtração, multiplicação e
divisão). Números Fracionários. Números Decimais. Multiplicação e divisão com 2
e 3 números no divisor com resolução de situações problemas. Números inteiros:
operações e propriedades. Números racionais, representação fracionária e decimal:
operações e propriedades. situações matemáticas com as quatro operações.
Números inteiros, racionais e reais e suas operações.................................................... 1
Números primos.............................................................................................................. 19
Mínimo múltiplo comum e máximo divisor comum.......................................................... 21
Proporcionalidade direta e inversa.................................................................................. 24
Regra de três simples..................................................................................................... 26
Porcentagem................................................................................................................... 28
Juros................................................................................................................................ 30
Unidades de medida, sistema métrico decimal. medidas de comprimento, massa,
capacidade e tempo. Medidas de comprimento, área, volume, massa e tempo............ 33
Resolução de situações-problemas de nível alfabetizado e fundamental. Problemas
de lógica e raciocínio....................................................................................................... 38
Sistema monetário brasileiro........................................................................................... 41
Lógica: proposições, conectivos, equivalências lógicas, quantificadores e predicados.
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos
fictícios; dedução de novas informações das relações fornecidas e avaliação das
condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Conjuntos e suas
operações, diagramas. formação de conceitos, discriminação de elementos................ 44
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais:
raciocínio verbal.............................................................................................................. 64
Raciocínio matemático.................................................................................................... 69
Raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal.................................................. 69
Compreensão de dados apresentados em gráficos e tabelas........................................ 74
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais............. 82
Problemas de contagem e noções de probabilidade...................................................... 86
Geometria básica: ângulos, triângulos, polígonos, distâncias, proporcionalidade,
relações métricas no triângulo retângulo, perímetro e área............................................ 94
Noções de estatística: média, moda, mediana e desvio padrão..................................... 106
Plano cartesiano: sistema de coordenadas, distância.................................................... 112
Questões......................................................................................................................... 114
Gabarito........................................................................................................................... 124
Números Naturais. Operações Fundamentais (adição, subtração, multiplicação e
divisão). Números Fracionários. Números Decimais. Multiplicação e divisão com 2
e 3 números no divisor com resolução de situações problemas. Números inteiros:
operações e propriedades. Números racionais, representação fracionária e decimal:
operações e propriedades. situações matemáticas com as quatro operações. Números
inteiros, racionais e reais e suas operações

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os núme-
ros são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos.
Exemplo: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.
Conjunto dos Números Naturais (ℕ)
O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para con-
tar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
▪ ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
▪ ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
▪ ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
▪ P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição
A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unida-
des de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

Subtração
É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.

1
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

Multiplicação
É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes:
3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15.
Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto “ . “, para indicar a multiplicação.

Divisão
Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primei-
ro. O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado de quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente e somarmos o resto,
obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural de forma exata. Quando a divisão não é exata, temos um resto diferente de
zero.

Princípios fundamentais da divisão de números naturais:


▪ Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. Exemplo:
45 : 9 = 5
▪ Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente.
Exemplo: 45 = 5 x 9
▪ A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente
fosse q, então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto!
Assim, a divisão de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação de Naturais


Para todo a, b e c em ℕ
▪ Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
▪ Comutativa da adição: a + b = b + a
▪ Elemento neutro da adição: a + 0 = a
▪ Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
▪ Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
▪ Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac

2
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
▪ Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural, conti-
nua como resultado um número natural.
Exemplo 1: Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defei-
to, e, após imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema.
Considerando que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o sexto
saiu com defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto dizer
que o número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
(D) 4 167.
(E) 4 256.
Resolução:
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.

Resposta: D.
Exemplo 2: João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas
zonas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resul-
tados da eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933
Resolução:
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933
Resposta: E.

3
Exemplo 3: Uma escola organizou um concurso de redação com a participação de 450 alunos. Cada aluno
que participou recebeu um lápis e uma caneta. Sabendo que cada caixa de lápis contém 30 unidades e cada
caixa de canetas contém 25 unidades, quantas caixas de lápis e de canetas foram necessárias para atender
todos os alunos?
(A) 15 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(B) 16 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(C) 15 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(D) 16 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(E) 17 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
Resolução:
Número de lápis: 450. Dividindo pelo número de lápis por caixa: 450 ÷ 30 = 15
Número de canetas: 450. Dividindo pelo número de canetas por caixa: 450 ÷ 25 = 18.
Resposta: A.

Exemplo 4. Em uma sala de aula com 32 alunos, todos participaram de uma brincadeira em que formaram
grupos de 6 pessoas. No final, sobrou uma quantidade de alunos que não conseguiram formar um grupo com-
pleto. Quantos alunos ficaram sem grupo completo?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

Resolução:
Divisão: 32÷6=5 grupos completos, com 32 − (6 × 5) = 2 alunos sobrando.
Resposta: B.
Conjunto dos Números Inteiros (ℤ)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros ne-
gativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


▪ ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
▪ ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
▪ ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
▪ ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

4
Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
▪ O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
▪ O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
▪ O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
▪ O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

Operações com Números Inteiros

Adição
Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Exemplos:
▪ Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
▪ Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
▪ Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
▪ Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número nega-
tivo nunca pode ser dispensado.

Subtração
A subtração é utilizada nos seguintes casos:
▪ Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
▪ Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
▪ Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.

5
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação
A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos. Podemos
entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade.
Exemplo: Ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 15 objetos, e essa repetição pode ser
indicada pelo símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

Divisão
Considere o cálculo: - 15/3 = q, então 3q = - 15 portanto q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro nú-
mero inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a proprieda-
de da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos
zero por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer
número inteiro por zero é igual a zero.

Regra de sinais:

Potenciação
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

▪ Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
▪ Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
▪ Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

6
Radiciação
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a.
Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à po-
tência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo qua-
drado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

7
Propriedades da Adição e da Multiplicação de Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ
▪ Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
▪ Comutativa da adição: a + b = b +a
▪ Elemento neutro da adição : a + 0 = a
▪ Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
▪ Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
▪ Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
▪ Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
▪ Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a–1 = a . (1/a) = 1
▪ Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural, conti-
nua como resultado um número natural.

8
Exemplo 1: Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais
em geral e dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se
uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo.
Solicitou-se que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada
atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
Resposta: A.
Exemplo 2: Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo
na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00
Resolução:
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais
Resposta: D.

Conjunto dos Números Racionais (ℚ)


Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tan-
to o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.

9
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números na-
turais e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros
podem ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também
fazem parte do conjunto dos números racionais.

Representação na reta

Também temos subconjuntos dos números racionais:


▪ ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
▪ ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
▪ ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
▪ ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o
zero.
▪ ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não
nulos.

Representação Decimal das Frações


Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador. Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

Decimal exato
O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos.
Exemplos:
▪ 2/5 = 0,4
▪ 1/4 = 0,25

10
Dízima periódica
O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente.
Exemplos:
▪ 1/3 = 0,333...
▪ 167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma com infinitos termos
deste tipo:

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplo 1: Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3/9.


Exemplo 2: Seja a dízima 1, 2343434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima perió-
dica composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo
dado, o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

Em temos uma fração mista, então transformando-a:

Simplificando por 2, obtemos x = , que é a fração geratriz da dízima 1, 23434...

11
Módulo ou valor absoluto
Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

Operações com números Racionais

Adição
Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”
são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a/b
e c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:

Subtração
A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

Multiplicação
O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

12
Divisão
A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação
A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação
Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
Exemplo: considere o número 1/9
Podemos dizer que 1/9 é o produto de dois fatores iguais:

Isso significa que 1/3 é a raiz quadrada de 1/9:

Propriedades da Adição e Multiplicação de Racionais


▪ Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a mul-
tiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
▪ Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
▪ Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a
▪ Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
▪ Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0
▪ Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
▪ Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a
▪ Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o pró-
prio q, isto é: q × 1 = q
▪ Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )
▪ Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a/b em ℚ, q≠0 , existe :

Satisfazendo a propriedade:

,ou seja,

13
Exemplo 1: Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20
têm a matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa
os alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Resolução:
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

Resposta: B.
Exemplo 2: Simplificando a expressão abaixo

obtém-se :
(A) 1/2
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Resolução:
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

Resposta: B.

Conjunto dos Números Irracionais (I)


O conceito de números irracionais está vinculado à definição de números racionais. Dessa forma, perten-
cem ao conjunto dos números irracionais aqueles que não fazem parte do conjunto dos racionais. Em outras
palavras, um número é ou racional ou irracional, não podendo pertencer a ambos os conjuntos simultanea-
mente. Portanto, o conjunto dos números irracionais é o complemento do conjunto dos números racionais no

14
universo dos números reais. Outra maneira de identificar os números que compõem o conjunto dos números
irracionais é observar que eles não podem ser expressos na forma de fração. Isso ocorre, por exemplo, com
decimais infinitos e raízes não exatas.
A combinação do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais forma um conjun-
to denominado conjunto dos números reais, representado por ℝ.
A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais não possui elemen-
tos em comum e, portanto, é igual ao conjunto vazio (Ø).
De maneira simbólica, temos:

▪ℚ∪I=ℝ
▪ℚ∩I=Ø

Classificação dos Números Irracionais


Os números irracionais podem ser classificados em dois tipos principais:

Números reais algébricos irracionais


Esses números são raízes de polinômios com coeficientes inteiros. Um número real é considerado algébrico
se puder ser expresso por uma quantidade finita de operações como soma, subtração, multiplicação, divisão e
raízes de grau inteiro, utilizando os números inteiros.
Exemplo:

É importante observar que a recíproca não é verdadeira; ou seja, nem todo número algébrico pode ser ex-
presso usando radicais, conforme afirmado pelo teorema de Abel-Ruffini.

Números reais transcendentes


Esses números não são raízes de polinômios com coeficientes inteiros. Constantes matemáticas como pi
(π) e o número de Euler (e) são exemplos de números transcendentes. Pode-se dizer que há mais números
transcendentes do que números algébricos, uma comparação feita na teoria dos conjuntos usando conjuntos
infinitos.
A definição mais abrangente de números algébricos e transcendentes envolve números complexos.

15
Identificação de números irracionais
Com base nas explicações anteriores, podemos afirmar que:
▪ Todas as dízimas periódicas são números racionais.
▪ Todos os números inteiros são racionais.
▪ Todas as frações ordinárias são números racionais.
▪ Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
▪ Todas as raízes inexatas são números irracionais.
▪ A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
▪ A diferença de dois números irracionais pode ser um número racional.
Exemplo 1: Considere as seguintes afirmações:

I. Para todo número inteiro x, tem-se

II.

III. Efetuando-se obtém-se um número maior que 5.


Relativamente a essas afirmações, é certo que
(A) I,II, e III são verdadeiras.
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
(E) I,II e III são falsas.
Resolução:

I.

II.
10x = 4,4444...
▪ x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9

III.
Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
Resposta: B.
Exemplo 2: Sejam os números irracionais: x = √3, y = √6, z = √12 e w = √24. Qual das expressões apresen-
ta como resultado um número natural?
(A) yw – xz.
(B) xw + yz.
(C) xy(w – z).
(D) xz(y + w).

16
Resolução:
Vamos testar as alternativas:
A)

Resposta: A.
Conjunto dos Números Reais (ℝ)
O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.
ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Entre os conjuntos números reais, temos:


▪ ℝ*= {x ∈ ℝ│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
▪ ℝ+ = {x ∈ ℝ│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
▪ ℝ*+ = {x ∈ ℝ│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
▪ ℝ- = {x ∈ ℝ│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
▪ ℝ*- = {x ∈ ℝ│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).

Representação na reta
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números re-
ais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem da
seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

17
Operações com Números Relativos

Adição e Subtração
▪ Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
▪ Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

Multiplicação e Divisão
▪ Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
▪ Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplo 1: Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.
Resolução:

Resposta: A.
Exemplo 2: Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.
Resolução:
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
Resposta: C.

18
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de desi-
gualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
▪ Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos: > ; < ou ] ; [
▪ Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos: ≥ ; ≤ ou
[;]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
▪ [a, b[ = (a, b);
▪ ]a, b] = (a, b];
▪ ]a, b[ = (a, b).

▪ Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,


ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou
em haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto
para o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
▪ O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.
▪ O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

Números primos

Números Primos
Os números primos1 pertencem ao conjunto dos números naturais e são caracterizados por possuir apenas
dois divisores: o número um e ele mesmo. Por exemplo, o número 2 é primo, pois é divisível apenas por 1 e 2.
Quando um número tem mais de dois divisores, é classificado como composto e pode ser expresso como
o produto de números primos. Por exemplo, o número 6 é composto, pois possui os divisores 1, 2 e 3, e pode
ser representado como o produto dos números primos 2 x 3 = 6.
Algumas considerações sobre os números primos incluem:
▪ O número 1 não é considerado primo, pois só é divisível por ele mesmo.
▪ O número 2 é o menor e único número primo par.
1 [Link]

19
▪ O número 5 é o único primo terminado em 5.
▪ Os demais números primos são ímpares e terminam nos algarismos 1, 3, 7 e 9.
Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando divisões com o número investigado. Para faci-
litar o processo fazemos uso dos critérios de divisibilidade:
Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divisões com os próximos números primos me-
nores que o número até que:
▪ Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número não é primo.
▪ Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for menor que o divisor, então o nú-
mero é primo.
▪ Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for igual ao divisor, então o número
é primo.
Exemplo: verificar se o número 113 é primo.
Sobre o número 113, temos:
▪ Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é divisível por 2;
▪ A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número divisível por 3;
▪ Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.
Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber se é divisível pelos números primos meno-
res que ele utilizando a operação de divisão.
Divisão pelo número primo 7:

Divisão pelo número primo 11:

Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente é menor que o divisor. Isso comprova que
o número 113 é primo.

Fatoração numérica
A fatoração numérica ocorre por meio da decomposição em fatores primos. Para decompor um número
natural em fatores primos, realizamos divisões sucessivas pelo menor divisor primo. Em seguida, repetimos o
processo com os quocientes obtidos até alcançar o quociente 1. O produto de todos os fatores primos resultan-
tes representa a fatoração do número.

20
Exemplo 1: Fatore o número 60.

60 2
30 2
15 3
5 5
1

Portanto, 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 22 . 3 . 5
Exemplo 2: Escreva três números diferentes cujos únicos fatores primos são os números 2 e 3.
A resposta pode ser muito variada. Para chegarmos a alguns números que possuem por fatores apenas os
números 2 e 3 não precisamos escolher um número e fatorá-lo. O meio mais rápido de encontrar um número
que possui por únicos fatores os números 2 e 3 é “criá-lo” multiplicando 2 e 3 quantas vezes quisermos.
2 x 2 x 3 = 12
3 x 3 x 2 = 18
2 x 2 x 3 x 3 x 3 = 108.
Resposta: Os três números podem ser 12, 18, 108.
Exemplo 3: Qual é o menor número primo com dois algarismos?
Resposta: número 11.

Mínimo múltiplo comum e máximo divisor comum

Máximo Divisor Comum


O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não nulos é o maior divisor comum desses
números. Esse conceito é útil em situações onde queremos dividir ou agrupar quantidades da maior forma
possível, sem deixar restos.
Passos para Calcular o MDC:
▪ Identifique todos os fatores primos comuns entre os números.
▪ Se houver mais de um fator comum, multiplique-os, usando o menor expoente de cada fator.
▪ Se houver apenas um fator comum, esse fator será o próprio MDC.
Exemplo 1: Calcule o MDC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1

então
15 = 3 . 5
24 = 23 . 3

21
O único fator comum entre eles é o 3, e ele aparece com o expoente 1 em ambos os números.
Portanto, o MDC(15,24) = 3
Exemplo 2: Calcule o MDC entre 36 e 60
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

36 3 60 2
12 3 30 2
4 2 15 3
2 2 5 5
1 1

então
36 = 22 . 32
60 = 22. 3. 5
Os fatores comuns entre eles são 2 e 3. Para o fator 2, o menor expoente é 2 e para o fator 3, o menor ex-
poente é 1.
Portanto, o MDC(36,60) = 22 . 31 = 4 . 3 = 12
Exemplo 3: (CEBRASPE)
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mesma
dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhidos
de modo que tenham a maior dimensão possível. Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
Resolução:
As respostas estão em centímetros, então vamos converter as dimensões dessa sala para centímetros:
3,52m = 3,52 × 100 = 352cm
4,16m = 4,16 × 100 = 416cm
Agora, para os ladrilhos quadrados se encaixarem perfeitamente nessa sala retangular, a medida do lado
do ladrilho quadrado deverá ser um divisor comum de 352 e 416, que são as dimensões dessa sala. Mas, como
queremos que os ladrilhos tenham a maior dimensão possível, a medida do seu lado deverá ser o maior divisor
comum (MDC) de 352 e 416

352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1

O único fator comum entre eles é o 2, e ele aparece com o expoente 5 em ambos os números.

22
Portanto, o MDC(352, 416) = 25 = 32.
Resposta: Alternativa A.

Mínimo Múltiplo Comum


O mínimo múltiplo comum (MMC) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero, que é múl-
tiplo comum desses números. Esse conceito é útil em situações onde queremos encontrar a menor quantidade
comum possível que possa ser dividida por ambos os números sem deixar restos.
Passos para Calcular o MMC:
▪ Decompor os números em fatores primos.
▪ Multiplicar os fatores comuns e não comuns, utilizando o maior expoente de cada fator.
Exemplo 1: Calcule o MMC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 , 24 2
15 , 12 2
15 , 6 2
15 , 3 3
5 , 1 5
1

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois números juntos, iniciando a divisão pelo menor número primo
e aplicando-o aos dois números, mesmo que apenas um seja divisível por ele. Observe que enquanto o 15 não
pode ser dividido, continua aparecendo.
Os fatores primos são: 23, 3 e 5.
Portanto, o MMC(15,24) = 23. 3 . 5 = 8 . 3 . 5 = 120
Exemplo 2: Calcule o MMC entre 6, 8 e 14.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

6 , 8 , 14 2
3 , 4 , 7 2
3 , 2 , 7 2
3 , 1 , 7 3
1 , 1 , 7 7
1

Os fatores primos são: 23, 3 e 7.


Portanto, o MMC(6, 8, 14) = 23. 3 . 7 = 8 . 3 . 7 = 168

23
Exemplo 3: VUNESP
No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aéreas. Os aviões da companhia
A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em
um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se
repetir, nesse mesmo dia, às
(A) 17h 30min.
(B) 16h 30min.
(C) 17 horas.
(D) 18 horas.
(E) 18h 30min.
Resolução:
Para encontrar o próximo momento em que os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos, preci-
samos calcular o mínimo múltiplo comum dos intervalos de chegada: 20, 30 e 44 minutos.

20 , 30 , 44 2
10 , 15 , 22 2
5 , 15 , 11 3
5 , 5 , 11 5
1 , 1 , 11 11
1

Os fatores primos são: 22, 3, 5 e 11.


Portanto, o MMC(20,30,44) = 2² . 3 . 5 . 11 = 660
Encontramos a resposta em minutos: 660 minutos. No entanto, como queremos saber o horário exato em
que os aviões voltarão a se encontrar, precisamos converter esse valor para horas. Sabemos que 1 hora equi-
vale a 60 minutos. Então
660 / 60 = 11 horas
Os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos após 11 horas. Como o primeiro encontro ocorreu
às 7 horas, basta somar 11 horas para encontrar o próximo horário de chegada conjunta:
11 + 7 = 18 horas
Resposta: Alternativa D.

Proporcionalidade direta e inversa

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessário comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

Razão
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

24
Exemplo: Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é
dada por . Portanto, a razão é 4:5.

Razões Especiais
Algumas razões, apresentadas abaixo, são usadas em situações práticas para expressar comparações
específicas.
▪ Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

▪ Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

▪ Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

Proporção
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B e C\D, dizemos que elas
estão em proporção se:

Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo 1: Suponha que 3/4​esteja em proporção com 6/8​. Verificamos se há proporção pelo produto dos
extremos e dos meios:
3 × 8 = 4 × 6. Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.
Exemplo 2: Determine o valor de X para que a razão x/3 esteja em proporção com 4/6​.
Montando a proporção temos:

Multiplicando os extremos e os meios:


6x = 3 × 4
6x = 12
x=2

Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:
▪ Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou
segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

25
▪ Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo
consequente:

Grandezas Proporcionais
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.
▪ Grandezas Diretamente Proporcionais: Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão
entre seus valores é constante, ou seja, quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta propor-
cionalmente. O exemplo clássico é a relação entre distância percorrida e combustível gasto:

Distância (km) Combustível (litros)


13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.
▪ Grandezas Inversamente Proporcionais: Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a
razão entre os valores da primeira grandeza é igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da
segunda. Um exemplo é a relação entre velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Regra de três simples

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

26
Regra de três simples
Usamos a regra de três simples quando lidamos com duas grandezas relacionadas, que podem ser:
▪ Diretamente proporcionais (aumenta uma, aumenta a outra)
▪ Inversamente proporcionais (aumenta uma, diminui a outra)

Como usar a regra de três simples


▪ Organize os dados em uma tabela, colocando grandezas da mesma espécie em colunas.
▪ Identifique o tipo de proporcionalidade (direta ou inversa).
▪ Monte a proporção, aplicando a lógica correta (direta ou inversa).
▪ Resolva a equação para encontrar o valor desconhecido.
Exemplo: Um trem viaja a 400 km/h e leva 3 horas para completar um percurso. Quanto tempo levaria para
fazer o mesmo percurso a 480 km/h?
Para resolver, primeiro montamos a tabela:

Velocidade (km/h) Tempo


400 ---- 3
480 ---- x

Agora identificamos o tipo de relação. Se a velocidade aumenta, o tempo diminui, então se trata de grande-
zas inversamente proporcionais.

Velocidade (km/h) Tempo


400 ↓ ---- 3↑
480 ↓ ---- x↑

Como as setas estão invertidas (proporcionalidade inversa), invertemos a segunda razão:

Velocidade (km/h) Tempo


400 ↓ ---- x
480 ↓ ---- 3

Montando a proporção e resolvendo, temos

Portanto, o trem levaria 2,5 horas para completar o percurso a 480 km/h.

27
Porcentagem

Porcentagem
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

Acréscimo
Quando há um acréscimo de determinada porcentagem, o novo valor é obtido multiplicando o valor original
por um fator de multiplicação:

Veja a tabela abaixo:

Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 1,10 = R$ 11,00

Desconto
Para calcular um desconto, usamos:

Veja a tabela abaixo:

Desconto Fator de Multiplicação


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

28
Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:

Onde:
▪ Vn é o valor após n períodos de desconto.
▪ V0 é o valor original.
▪ Taxa é o valor em forma decimal.
▪ n é o número de períodos.
Veja a tabela abaixo:

Desconto Fator do 1º Período Fator do 2 º Período Fator do 3º Período


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

▸ Lucro
O lucro em uma transação comercial é a diferença entre o preço de venda e o preço de custo:

ç ç
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

ç
Exemplo: (FCC)
Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala
estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
x--------60%
x = 27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

29
Resposta: C.

Juros

Juros simples
Os juros simples (ou capitalização simples) representam a compensação em dinheiro pelo empréstimo ou
aplicação de um capital, a uma taxa previamente combinada, durante um determinado período. Nesse regime,
os juros são calculados apenas sobre o capital inicial, permanecendo constantes em cada intervalo de tempo.
Em outras palavras, a remuneração é diretamente proporcional ao valor aplicado e ao tempo de aplicação.

Fórmula do Juros Simples

onde:
▪ J: juros
▪ C: capital inicial
▪ i: taxa de juros (em forma decimal)
▪ n: tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano etc.)

▸ Observações Importantes
▪ A taxa de juros e o tempo devem estar no mesmo período. Exemplo: se a taxa for ao mês, o tempo
também deve estar em meses.
▪ A fórmula é simples de memorizar, lembrando as iniciais de JUROS SIMPLES.
▪ A fórmula pode ser reorganizada para calcular qualquer uma das variáveis, pois ao conhecer três valores
é possível encontrar o quarto (J, C, i ou n)
Exemplo 1: Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85,00 à vista. Como não tinha essa quantia no
momento e não queria perder a oportunidade, aceitou a oferta da loja de pagar duas prestações de R$ 45,00,
uma no ato da compra e outra um mês depois. A taxa de juros mensal que a loja estava cobrando nessa
operação era de:
(A) 5,0%
(B) 5,9%
(C) 7,5%
(D) 10,0%
(E) 12,5%
Resolução:
O juro incide apenas sobre a segunda parcela, pois a primeira foi paga no ato. Sendo assim, o valor devido
seria R$40,00 (85 - 45) e a parcela a ser paga de R$45.
Aplicando a fórmula do montante:

30
Aplicando a fórmula dos juros simples:

Resposta: E
Exemplo 2: (FUNCAB)
Qual é o capital que, investido no sistema de juros simples e à taxa mensal de 2,5 %, produzirá um montante
de R$ 3.900,00 em oito meses?
(A) R$ 1.650,00
(B) R$ 2.225,00
(C) R$ 3.250,00
(D) R$ 3.460,00
(E) R$ 3.500,00
Resolução:
Temos M = 3900, i = 2,5% a.m. = 0,25 e i = 8 meses
Aplicando a fórmula do montante:

Agora substituímos (I) na fórmula do juros simples:

Resposta: C

Juros compostos
Nos juros compostos (ou capitalização composta), o cálculo é feito sobre o saldo acumulado a cada perí-
odo. Isso significa que os juros de um intervalo são incorporados ao capital e também passam a render juros,
originando o chamado “juros sobre juros”.

Quando Usar Juros Simples e Juros Compostos


▪ Juros compostos: são utilizados na maioria das operações financeiras do dia a dia (financiamentos, em-
préstimos bancários, compras parceladas, cartões de crédito e aplicações financeiras).
▪ Juros simples: são menos comuns e costumam aparecer apenas em operações de curto prazo (descon-
tos de duplicatas ou negociações pontuais).

▸ Fórmula dos Juros Compostos


Os juros compostos podem ser determinados pela diferença entre o montante final e o capital inicial:

Sabendo que o montante é calculado por M = C(1+i)n, obtemos a fórmula geral dos juros compostos:

onde:
▪ J: juros
▪ C: capital inicial
▪ i: taxa de juros (em forma decimal)

31
▪ n: tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano etc.)
Exemplo: Calcule o juro composto e o montante que será obtido na aplicação de R$25000,00 a 25% ao
ano, durante 72 meses
Temos C = 25000, i = 25% a.a. = 0,25 e i = 72 meses = 6 anos
Aplicando a fórmula do montante:

Portanto, os juros compostos acumulados são de R$ 70.367,43 e o montante final de R$ 95.367,43.

Juros Compostos utilizando Logaritmos


Algumas questões que envolvem juros compostos, precisam de conceitos de logaritmos, principalmente
aquelas as quais precisamos achar o tempo/prazo. Normalmente as questões informam os valores do logarit-
mo, então não é necessário decorar os valores da tabela.
Exemplo: (FGV-SP)
Uma aplicação financeira rende juros de 10% ao ano, compostos anualmente. Utilizando para cálculos
a aproximação de , pode-se estimar que uma aplicação de R$ 1.000,00 seria resgatada no montante de R$
1.000.000,00 após:
(A) Mais de um século.
(B) 1 século
(C) 4/5 de século
(D) 2/3 de século
(E) 3/4 de século
Resolução:
Temos M = 1.000.000, C = 1.000 e i = 10% = 0,1:
Aplicando a fórmula do montante:

que é equivalente a:

agora para calcular n temos que usar a propriedade:

então teremos:

Agora precisamos calcular os logs:


▪ log (1000) = 3, pois 1000 = 103
▪ log (1,1) ≈ 0,04

32
então:

Portanto, 3/4 de século.


Resposta: E

Unidades de medida, sistema métrico decimal. medidas de comprimento, massa,


capacidade e tempo. Medidas de comprimento, área, volume, massa e tempo

Sistema de medidas
O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e con-
sistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

Comprimento
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km

Exemplos de Transformação:
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.
Exemplo: (CETRO)
João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa forma, é correto afirmar que Marcos tem:
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.

33
(E) 17cm a menos do que João.
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm
Resposta:D

Superfície
A medida de superfície é a área, e sua unidade fundamental é o metro quadrado (m²). Para converter uma
unidade superior em uma inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade infe-
rior. Portanto, multiplicamos por cem para cada transição de uma unidade para a desejada.

Unidades de Área
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.

Exemplo:(CESGRANRIO)
Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes, todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m
Resposta:E

Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

34
Unidade de Volume
km 3
hm 3
dam 3
m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m 3
1000000m 3
1000m 3
1m 3
0,001m 3
0,000001m 3
0,000000001m3

Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³:
1L=1dm³

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo: (FCC)
Uma forma de gelo tem 21 compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente
com água três formas iguais a essa é necessário
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.
Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)
Resposta:D

Massa
As unidades de massa são utilizadas para medir a quantidade de matéria em um objeto ou substância.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Sempre que você avança uma casa para a direita, multiplique por 10; quando avança para a esquerda,
divida por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Exemplo: (FUNCAB)

35
Assinale a alternativa que contém a maior dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g
Resposta:B

Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos.

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s

Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
15h 66 minutos 25 segundos

Não podemos ter 66 minutos, então precisamos converter para horas. Sempre que fazemos essa conver-
são, devemos manter a consistência na unidade. Uma hora equivale a 60 minutos.
Portanto, teremos: 16 horas, 6 minutos e 25 segundos.
Agora, vamos usar o mesmo exemplo para realizar a operação inversa.

36
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16horas, 6 minutos e 25 segundos e saiu de casa às
15horas e 35 minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
- 15h 35 min

Não podemos subtrair 6 de 35, então precisamos fazer um empréstimo, da mesma forma que fazemos em
uma conta de subtração.
1 hora = 60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
0h 31 minutos 25 segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2horas e 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou
o estudo?

2h 40 minutos
x2
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos

Divisão
5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2
1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1 hora e 20 minutos, transformamos para minutos: 1 x 60 + 20 = 80 minutos.


Exemplo: (CONESUL)
Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde, em horas, minutos e segundos a
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s.
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos
Resposta: C

37
Resolução de situações-problemas de nível alfabetizado e fundamental. Problemas de
lógica e raciocínio.

Problemas Lógicos
Resolver problemas lógicos envolve interpretar informações, identificar relações e estruturar raciocínios que
levem a uma conclusão válida. Esse tipo de exercício exige atenção, organização e a aplicação de diferentes
estratégias para analisar padrões, estabelecer conexões e eliminar possibilidades incorretas. A lógica está pre-
sente em diversas situações do dia a dia, desde tomadas de decisão até a resolução de desafios matemáticos.
Com a prática, é possível aprimorar a capacidade de raciocínio e encontrar soluções de forma mais rápida e
eficiente.
Veja alguns exemplos:
1. (FGV)
Em um prédio há três caixas d’água chamadas de A, B e C e, em certo momento, as quantidades de água,
em litros, que cada uma contém aparecem na figura a seguir.

Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas foram interligadas e os níveis da água se
igualaram.
Considere as seguintes possibilidades:
1. A caixa A perdeu 300 litros.
2. A caixa B ganhou 350 litros.
3. A caixa C ganhou 50 litros.
É verdadeiro o que se afirma em:
(A) somente 1;
(B) somente 2;
(C) somente 1 e 3;
(D) somente 2 e 3;
(E) 1, 2 e 3.
Resolução:
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 + 350 = 1200, como o valor da caixa será
igualado temos: 1200/3 = 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades
corretas são: 1 e 3
Resposta: C.

38
2. (FGV)
Cada um dos 160 funcionários da prefeitura de certo município possui nível de escolaridade: fundamental,
médio ou superior. O quadro a seguir fornece algumas informações sobre a quantidade de funcionários em
cada nível:

Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm nível médio. Desses funcionários, o número
de homens com nível superior é:
(A) 30;
(B) 32;
(C) 34;
(D) 36;
(E) 38.
Resolução:
São 160 funcionários
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30 = 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34 + 36 = 128
160 – 128 = 32, que é o valor de homens com nível superior.
Resposta: B.
3. (FGV)
Abel, Bruno, Caio, Diogo e Elias ocupam, respectivamente, os bancos 1, 2, 3, 4 e 5, em volta da mesa re-
donda representada abaixo.

São feitas então três trocas de lugares: Abel e Bruno trocam de lugar entre si, em seguida Caio e Elias tro-
cam de lugar entre si e, finalmente, Diogo e Abel trocam de lugar entre si.
Considere as afirmativas ao final dessas trocas:
▪ Diogo é o vizinho à direita de Bruno.
▪ Abel e Bruno permaneceram vizinhos.
▪ Caio é o vizinho à esquerda de Abel.
▪ Elias e Abel não são vizinhos.
É/são verdadeira(s):
(A) nenhuma afirmativa;
(B) apenas uma;
(C) apenas duas;
(D) apenas três;
(E) todas as afirmativas.

39
Resolução:
Imaginem que isso é o círculo antes e depois:

Dessa forma podemos dizer que:


▪ Diogo é o vizinho à direita de Bruno. ERRADO: Diogo é o vizinho à direita de Elias
▪ Abel e Bruno permaneceram vizinhos. ERRADO: Abel e Bruno não são vizinhos

▪ Caio é o vizinho à esquerda de Abel. CERTO:


▪ Elias e Abel não são vizinhos. ERRADO: Elias e Abel são vizinhos
Resposta: B.
4. (FGV)
Francisca tem um saco com moedas de 1 real. Ela percebeu que, fazendo grupos de 4 moedas, sobrava
uma moeda, e, fazendo grupos de 3 moedas, ela conseguia 4 grupos a mais e sobravam 2 moedas.
O número de moedas no saco de Francisca é:
(A) 49;
(B) 53;
(C) 57;
(D) 61;
(E) 65.
Resolução:
Fazendo m = número de moedas e g = número de grupos temos:
Primeiramente temos: m = 4g + 1
Logo após ele informa: m = 3(g +4) + 2
Igualando m, temos: 4g + 1 = 3(g + 4) + 2 → 4g + 1 = 3g + 12 + 2 → 4g – 3g = 14 -1 → g = 13
Para sabermos a quantidade de moedas temos: m = 4.13 + 1 = 52 + 1 = 53.
Resposta: B.
5. (CESPE)
Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pista-
che. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
▪ quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10 bombons de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO

40
Resolução:
Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
▪ quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pistache comeu também bombom de cereja;
- CERTA.
Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. – ERRADA, pois esta contradizendo a informa-
ção anterior.
Resposta: Errado.
06. (CESPE)
Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pista-
che. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
▪ quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Quem comeu bombom de morango comeu somente um bombom de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Se a pessoa comer mais de um bombom de pistache ela obrigatoriamente comerá bombom de cereja, e
como quem come bombom de cereja NÃO come morango.
Resposta: Certo.

Sistema monetário brasileiro

Sistema monetário brasileiro


O sistema monetário brasileiro evoluiu ao longo dos séculos, refletindo os desafios econômicos e políticos
do país. Desde as trocas baseadas em moedas-mercadoria até a implantação do Real, cada mudança buscou
estabilizar a economia e controlar a inflação.

Principais moedas
A seguir, veremos as principais moedas que marcaram essa trajetória, suas características e os contextos
históricos que impulsionaram cada transformação.
▪ Réis (século XVI a 1942): Durante o período colonial, o Brasil utilizava o real português (plural: réis) como
unidade monetária. Essa moeda continuou em uso após a independência, atravessando o Império e parte
da República. As primeiras cédulas foram emitidas no século XIX, e as moedas de maior circulação incluíam
valores como 20, 40, 80, 100, 200, 400, 500, 1.000, 2.000 e 5.000 réis.

41
▪ Cruzeiro (1942 a 1967): Em 1º de novembro de 1942, o cruzeiro (Cr$) foi introduzido pelo Decreto-Lei nº
4.791, substituindo o réis na proporção de 1 cruzeiro para 1.000 réis. Essa mudança visava simplificar o
sistema monetário e facilitar as transações econômicas. O cruzeiro foi subdividido em 100 centavos, embora
as moedas fracionárias tenham sido pouco utilizadas.

▪ Cruzeiro Novo (1967 a 1970): Devido à inflação, em 13 de fevereiro de 1967, o cruzeiro novo (NCr$) foi
criado pelo Decreto-Lei nº 1, na proporção de 1 cruzeiro novo para 1.000 cruzeiros antigos. Essa moeda foi
uma medida temporária para estabilizar a economia, e as cédulas antigas foram carimbadas com o novo
valor.

▪ Cruzeiro (1970 a 1986): Em 15 de maio de 1970, o “novo” foi retirado, e a moeda voltou a ser chamada
apenas de cruzeiro (Cr$), mantendo a paridade com o cruzeiro novo. Essa denominação permaneceu até
1986, quando novas reformas monetárias foram implementadas.

▪ Cruzado (1986 a 1989): Em 28 de fevereiro de 1986, o cruzado (Cz$) foi introduzido pelo Plano Cruzado,
substituindo o cruzeiro na proporção de 1 cruzado para 1.000 cruzeiros. O cruzado foi subdividido em 100
centavos e buscava conter a hiperinflação por meio do congelamento de preços e salários.

▪ Cruzado Novo (1989 a 1990): Em 16 de janeiro de 1989, o cruzado novo (NCz$) substituiu o cruzado na
proporção de 1 cruzado novo para 1.000 cruzados, como parte do Plano Verão, que visava estabilizar a
economia diante da persistente inflação.

42
▪ Cruzeiro (1990 a 1993): Em 16 de março de 1990, o cruzeiro (Cr$) foi reintroduzido, substituindo o cruza-
do novo na paridade de 1 para 1, durante o Plano Collor, que implementou medidas drásticas para conter a
inflação, incluindo o confisco de depósitos bancários.

▪ Cruzeiro Real (1993 a 1994): Em 1º de agosto de 1993, o cruzeiro real (CR$) foi adotado como uma uni-
dade transitória, substituindo o cruzeiro na proporção de 1 cruzeiro real para 1.000 cruzeiros, preparando o
terreno para a implantação de uma nova moeda estável.

▪ Real (1994 - presente): Em 1º de julho de 1994, o real (R$) foi introduzido pelo Plano Real, substituindo o
cruzeiro real na proporção de 1 real para CR$ 2.750,00. O real é subdividido em 100 centavos e permanece
como a moeda oficial do Brasil, sendo a primeira a proporcionar estabilidade econômica após décadas de
inflação elevada.

Instituições Monetárias no Brasil


▪ Banco Central do Brasil (BCB): Fundado em 1964, o BCB é responsável pela emissão de moeda e pela
execução das políticas monetárias do governo.
▪ Casa da Moeda do Brasil: Fundada em 1694, é a instituição responsável pela produção de moedas e
cédulas no país.

43
Lógica: proposições, conectivos, equivalências lógicas, quantificadores e predicados.
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos
fictícios; dedução de novas informações das relações fornecidas e avaliação das
condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Conjuntos e suas
operações, diagramas. formação de conceitos, discriminação de elementos

A habilidade de discernir e construir relações lógicas entre entidades diversas é uma competência funda-
mental no pensamento analítico. Ela permite que um indivíduo percorra informações e estabeleça conexões
significativas, mesmo quando os elementos envolvidos são abstratos ou hipotéticos. Ao explorar este domínio,
desenvolve-se a capacidade de extrair conclusões válidas e verificar a solidez das premissas subjacentes. Tal
habilidade é crucial para a resolução de problemas complexos e para a tomada de decisões informadas em
uma variedade de contextos.
Agora, veremos os conteúdos necessários para aprimorar essa habilidade:

Lógica Proposicional
Uma proposição é um conjunto de palavras ou símbolos que expressa um pensamento ou uma ideia com-
pleta, transmitindo um juízo sobre algo. Uma proposição afirma fatos ou ideias que podemos classificar como
verdadeiros ou falsos. Esse é o ponto central do estudo lógico, onde analisamos e manipulamos proposições
para extrair conclusões.

Valores Lógicos
Os valores lógicos possíveis para uma proposição são:
▪ Verdadeiro (V), caso a proposição seja verdadeira.
▪ Falso (F), caso a proposição seja falsa.
Esse fato faz com que cada proposição seja considerada uma declaração monovalente, pois admite apenas
um valor lógico: verdadeiro ou falso.

Axiomas fundamentais
Os valores lógicos seguem três axiomas fundamentais:
▪ Princípio da Identidade: uma proposição é idêntica a si mesma. Em termos simples: p≡p. Exemplo: “Hoje
é segunda-feira” é a mesma proposição em qualquer contexto lógico.
▪ Princípio da Não Contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Exemplo: “O céu é azul e não azul” é uma contradição.
▪ Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição é ou verdadeira ou falsa, não existindo um terceiro caso
possível. Ou seja: “Toda proposição tem um, e somente um, dos valores lógicos: V ou F.” Exemplo: “Está cho-
vendo ou não está chovendo” é sempre verdadeiro, sem meio-termo.

Classificação das Proposições


Para entender melhor as proposições, é útil classificá-las em dois tipos principais:

Sentenças Abertas
São sentenças para as quais não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso, pois elas não expri-
mem um fato completo ou específico. São exemplos de sentenças abertas:
▪ Frases interrogativas: “Quando será a prova?”
▪ Frases exclamativas: “Que maravilhoso!”
▪ Frases imperativas: “Desligue a televisão.”

44
▪ Frases sem sentido lógico: “Esta frase é falsa.”

Sentenças Fechadas
Quando a proposição admite um único valor lógico, verdadeiro ou falso, ela é chamada de sentença fecha-
da. Exemplos:
▪ Sentença fechada e verdadeira: “2 + 2 = 4”
▪ Sentença fechada e falsa: “O Brasil é uma ilha”

Proposições Simples e Compostas


As proposições podem ainda ser classificadas em simples e compostas, dependendo da estrutura e do nú-
mero de ideias que expressam:

Proposições Simples (ou Atômicas)


São proposições que não contêm outras proposições como parte integrante de si mesmas. São representa-
das por letras minúsculas, como p, q, r, etc.
Exemplos:
▪ p: “João é engenheiro.”
▪ q: “Maria é professora.”

Proposições Compostas (ou Moleculares)


Formadas pela combinação de duas ou mais proposições simples. São representadas por letras maiúscu-
las, como P, Q, R, etc., e usam conectivos lógicos para relacionar as proposições simples.
Exemplo: P: “João é engenheiro e Maria é professora.”

Classificação de Frases
Ao classificarmos frases pela possibilidade de atribuir-lhes um valor lógico (verdadeiro ou falso), consegui-
mos distinguir entre aquelas que podem ser usadas em raciocínios lógicos e as que não podem. Vamos ver
alguns exemplos e suas classificações.
▪ “O céu é azul.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
▪ “Quantos anos você tem?” – Sentença aberta (é uma pergunta, sem valor lógico).
▪ “João é alto.” – Proposição lógica (podemos afirmar ou negar).
▪ “Seja bem-vindo!” – Não é proposição lógica (é uma saudação, sem valor lógico).
▪ “2 + 2 = 4.” – Sentença fechada (podemos atribuir valor lógico, é uma afirmação objetiva).
▪ “Ele é muito bom.” – Sentença aberta (não se sabe quem é “ele” e o que significa “bom”).
▪ “Choveu ontem.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
▪ “Esta frase é falsa.” – Não é proposição lógica (é um paradoxo, sem valor lógico).
▪ “Abra a janela, por favor.” – Não é proposição lógica (é uma instrução, sem valor lógico).
▪ “O número x é maior que 10.” – Sentença aberta (não se sabe o valor de x)
Exemplo: (CESPE)
Na lista de frases apresentadas a seguir:
▪ “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
▪ A expressão x + y é positiva.
▪ O valor de √4 + 3 = 7.

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▪ Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
▪ O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) A frase é um paradoxo, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.
(B) Não sabemos os valores de x e y, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. É uma sentença
aberta e não é uma proposição lógica.
(C) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa. É uma proposição lógica.
(D) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa, independente do número exato. É uma proposição lógica.
(E) É uma pergunta, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.
Resposta: B.

Conectivos Lógicos
Para formar proposições compostas a partir de proposições simples, utilizamos conectivos lógicos. Esses
conectivos estabelecem relações entre as proposições, criando novas sentenças com significados mais com-
plexos. São eles:

Exemplos
Operação Estrutura
Conectivo p q Resultado
Lógica
"Hoje é
Negação ~ ou ¬ Não p - ~p: "Hoje não é domingo"
domingo"
"Passei na
Conjunção ^ peq "Estudei" p ^ q: "Estudei e passei na prova"
prova"
Disjunção "Vou ao "Vou ao p v q: "Vou ao cinema ou vou ao
v p ou q
Inclusiva cinema" teatro" teatro"
"Recebi
Disjunção Ou p ou "Ganhei p ⊕ q: "Ou ganhei na loteria ou recebi
⊕ uma
Exclusiva q na loteria" uma herança"
herança"
"Levarei
Se p "Está p → q: "Se está chovendo, então
Condicional → o guarda-
então q chovendo" levarei o guarda-chuva"
chuva"
p se e "O "O número
p ↔ q: "O número é par se e somente
Bicondicional ↔ somente número é é divisível
se é divisível por 2"
se q par" por 2"

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Exemplo: (VUNESP)
Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da linguagem for-
mal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa
que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ^ q
(B) p ^ q, ¬ p, p → q
(C) p → q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p → q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
Precisamos identificar cada conectivo solicitado na ordem correta. A conjunção é o conectivo ^, como em p
^ q. A negação é representada pelo símbolo ¬, como em ¬p. A implicação é representada pelo símbolo →, como
em p → q.
Resposta: B.

Proposições Condicionais e suas Relações


▪ Condições Necessárias e Suficientes: As proposições condicionais podem ser interpretadas com base
nos conceitos de condição necessária e suficiente. p → q significa que:
p é uma condição suficiente para q: se p ocorre, q deve ocorrer.
q é uma condição necessária para p: q deve ocorrer para que p ocorra.
Exemplo:
“Se uma planta é uma rosa, então ela é uma flor”. Ser uma rosa é suficiente para ser uma flor. Ser uma flor
é necessário para ser uma rosa.
▪ Negação: Negar uma proposição significa trocar seu valor lógico. Exemplo: p: “Hoje é domingo.” → ¬p:
“Hoje não é domingo.”
▪ Negação da negação: Negar uma negação retorna a proposição inicial. Formalmente: ¬(¬p) ≡ p.
▪ Negação da Bicondicional: A negação de p ↔ q é equivalente a dizer que os valores de p e q são dife-
rentes. Formalmente: ¬(p ↔ q) ≡ (p ∧ ¬q) ∨ (¬p ∧ q).
▪ Contra-positiva: A contra-positiva de uma proposição p→q é ¬q → ¬p. Exemplo: “Se está chovendo, então
levarei o guarda-chuva.” → Contra-positiva: “Se não levo o guarda-chuva, então não está chovendo.”
▪ Recíproca: A recíproca de uma proposição p→q é q→p. Exemplo: “Se está chovendo, então levarei o
guarda-chuva.” → Recíproca: “Se levo o guarda-chuva, então está chovendo.”
▪ Contrária: A contrária de uma proposição p→q é ¬p→¬q. Exemplo:“Se está chovendo, então levarei o
guarda-chuva.” → Contrária: “Se não está chovendo, então não levarei o guarda-chuva.”

Tabela Verdade
A tabela verdade é uma ferramenta para analisar o valor lógico de proposições compostas. O número de
linhas em uma tabela depende da quantidade de proposições simples (n):
Número de Linhas = 2n

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Vamos agora ver as tabelas verdade para cada conectivo lógico:

p q ~p p^q pvq p⊕q p→q p↔q


V V F V V F V V
V F F F V V F F
F V V F V V V F
F F V F F F V V

Exemplo: (CESPE/UNB)
Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da
proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Temos 4 proposições simples (A, B, C e D), então aplicamos na fórmula 2n, onde n é o número de proposi-
ções. Assim, 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Tautologia, Contradição e Contingência


As proposições compostas podem ser classificadas de acordo com o seu valor lógico final, considerando
todas as possíveis combinações de valores lógicos das proposições simples que as compõem. Essa classifica-
ção é fundamental para entender a validade de argumentos lógicos:

Tautologia
Uma tautologia é uma proposição composta cujo valor lógico final é sempre verdadeiro, independentemente
dos valores das proposições simples que a compõem. Em outras palavras, não importa se as proposições sim-
ples são verdadeiras ou falsas; a proposição composta será sempre verdadeira. Tautologias ajudam a validar
raciocínios. Se uma proposição complexa é tautológica, então o argumento que a utiliza é logicamente consis-
tente e sempre válido.
Exemplo: A proposição “p ou não-p” (ou p v ~p) é uma tautologia porque, seja qual for o valor de p (verda-
deiro ou falso), a proposição composta sempre terá um resultado verdadeiro. Isso reflete o Princípio do Terceiro
Excluído, onde algo deve ser verdadeiro ou falso, sem meio-termo.

Contradição
Uma contradição é uma proposição composta que tem seu valor lógico final sempre falso, independente-
mente dos valores lógicos das proposições que a compõem. Assim, qualquer que seja o valor das proposições
simples, o resultado será falso. Identificar contradições em um argumento é essencial para determinar incon-
sistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento em questão
não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “p e não-p” (ou p ^ ~p) é uma contradição, pois uma proposição não pode ser
verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Esse exemplo reflete o Princípio da Não Contradição, que diz que uma
proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.

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Contingência
Uma contingência é uma proposição composta cujo valor lógico final pode ser tanto verdadeiro quanto falso,
dependendo dos valores das proposições simples que a compõem. Diferentemente das tautologias e contra-
dições, que são invariavelmente verdadeiras ou falsas, as contingências refletem casos em que o valor lógico
não é absoluto e depende das circunstâncias. Identificar contradições em um argumento é essencial para deter-
minar inconsistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento
em questão não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “se p então q” (ou p → q) é uma contingência, pois pode ser verdadeira ou falsa
dependendo dos valores de p e q. Caso p seja verdadeiro e q seja falso, a proposição composta será falsa. Em
qualquer outra combinação, a proposição será verdadeira.
Exemplo: (CESPE)
Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de
sentenças (proposições). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era ina-
fiançá[Link] como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q
como verdadeiras ou falsas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Temos a sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)).
Sabemos que (~Q)→(~P) é equivalente a P→Q, entao podemos substituir:
P→Q ↔ P→Q
Considerando P→Q = A, temos:
A↔A
Uma bicondicional (↔) é verdadeira quando ambos os lados têm o mesmo valor lógico.
Como ambos os lados são A, eles sempre terão o mesmo valor.
Logo a sentença é sempre verdadeira, independentemente dos valores de P e Q.
Resposta: Certo.

Equivalências
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes (≡), quando mesmo possuindo estruturas lógicas
diferentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições p(p,q,r,...) e q(p,q,r,...) São ambas tautologias, ou então, são contradições, então são
equivalentes.

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Propriedades da Relação de Equivalência Lógica
A equivalência lógica possui as seguintes propriedades fundamentais:
▪ Reflexiva: toda proposição é equivalente a ela mesma. Exemplo: P≡P.
▪ Simétrica: se uma proposição P é equivalente a Q, então Q também é equivalente a P. Exemplo: se ¬(p∨q)
≡ ¬p∧¬q, então ¬p∧¬q ≡ ¬(p∨q).
▪ Transitiva: se P≡Q e Q≡R, então P≡R.
Exemplo: (VUNESP)
Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para
tal, trocamos o conectivo por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

Resposta: B.

Princípio de Substituição
Se duas proposições são logicamente equivalentes, podemos substituir uma pela outra em qualquer ex-
pressão lógica sem alterar o valor final.
Formalmente: se P≡Q, então qualquer proposição composta que contenha P pode ter P trocado por Q,
resultando em uma proposição equivalente.

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Leis de De Morgan
Com as Leis de De Morgan:
▪ Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo
menos uma é falsa
▪ Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são
falsas.

ATENÇÃO
As Leis de De Morgan exprimem que a CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
negação transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

Implicações
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes
que P é verdadeira. Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
Atenção: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional,
que é um conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre
duas proposições.
Exemplo:

Observe:
▪ Toda proposição implica uma Tautologia:

▪ Somente uma contradição implica uma contradição:

Propriedades

Reflexiva
▪ P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
▪ Uma proposição complexa implica ela mesma.

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Transitiva
▪ Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
▪ Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R

Regras de Inferência
Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou decididamente
verdadeiras. Em outras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de proposições verdadeiras já
existentes.

Regras de Inferência obtidas da implicação lógica

Silogismo Disjuntivo

Modus Ponens

Modus Tollens

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Tautologias e Implicação Lógica

Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)

Observe que:
▪ “→” indica uma operação lógica entre as proposições. Exemplo: das proposições p e q, dá-se a nova
proposição p → q.
▪ “⇒” indica uma relação. Exemplo: estabelece que a condicional P → Q é tautológica.

Inferências

Regra do Silogismo Hipotético

Princípio da inconsistência
▪ Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica p ^ ~p ⇒ q
▪ Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer proposição q.
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.
Lógica de argumentação
Um argumento refere-se à declaração de que um conjunto de proposições iniciais leva a outra proposição
final, que é uma consequência das primeiras. Em outras palavras, um argumento é a relação que conecta um
conjunto de proposições, denotadas como P1, P2,... Pn, conhecidas como premissas do argumento, a uma pro-
posição Q, que é chamada de conclusão do argumento.

Exemplo:
▪ P1: Todos os cientistas são loucos.
▪ P2: Martiniano é cientista.

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▪ Q: Logo, Martiniano é louco.
O exemplo fornecido pode ser denominado de Silogismo, que é um argumento formado por duas premissas
e uma conclusão.
Quando se trata de argumentos lógicos, nosso interesse reside em determinar se eles são válidos ou invá-
lidos. Portanto, vamos entender o que significa um argumento válido e um argumento inválido.

▸ Argumentos Válidos
Um argumento é considerado válido, ou legítimo, quando a conclusão decorre necessariamente das pro-
postas apresentadas.
Exemplo de silogismo:
▪ P1: Todos os homens são pássaros.
▪ P2: Nenhum pássaro é animal.
▪ C: Logo, nenhum homem é animal.
Este exemplo demonstra um argumento logicamente estruturado e, por isso, válido. Entretanto, isso não
implica na verdade das premissas ou da conclusão.
Importante enfatizar que a classificação de avaliação de um argumento é a sua estrutura lógica, e não o
teor de suas propostas ou conclusões. Se a estrutura for formulada corretamente, o argumento é considerado
válido, independentemente da veracidade das propostas ou das conclusões.

▸ Como determinar se um argumento é válido?


A validade de um argumento pode ser verificada por meio de diagramas de Venn, uma ferramenta extre-
mamente útil para essa finalidade, frequentemente usada para analisar a lógica de argumentos. Vamos ilustrar
esse método com o exemplo mencionado acima. Ao afirmar na afirmação P1 que “todos os homens são pássa-
ros”, podemos representar esta afirmação da seguinte forma:

Note-se que todos os elementos do conjunto menor (homens) estão contidos no conjunto maior (pássaros),
diminuindo que todos os elementos do primeiro grupo pertencem também ao segundo. Esta é a forma padrão
de representar graficamente a afirmação “Todo A é B”: dois círculos, com o menor dentro do maior, onde o cír-
culo menor representa o grupo classificado após a expressão “Todo”.
Quanto à afirmação “Nenhum pássaro é animal”, a palavra-chave aqui é “Nenhum”, que transmite a ideia de
completa separação entre os dois conjuntos incluídos.

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A representação gráfica da afirmação “Nenhum A é B” sempre consistirá em dois conjuntos distintos, sem
sobreposição alguma entre eles.
Ao combinar as representações gráficas das duas indicações mencionadas acima e analisá-las, obteremos:

Ao analisar a conclusão de nosso argumento, que afirma “Nenhum homem é animal”, e compará-la com
as representações gráficas das metas, questionamos: essa conclusão decorre logicamente das metas?
Definitivamente, sim!
Percebemos que o conjunto dos homens está completamente separado do conjunto dos animais, diminuin-
do uma dissociação total entre os dois. Portanto, concluímos que este argumento é válido.

Argumentos Inválidos
Um argumento é considerado inválido, também chamado de ilegítimo, mal formulado, falacioso ou sofisma,
quando as propostas apresentadas não são capazes de garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
▪ P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
▪ P2: Patrícia não é criança.
▪ C: Logo, Patrícia não gosta de chocolate.
Este exemplo ilustra um argumento inválido ou falacioso, pois as premissas não estabelecem de maneira
conclusiva a veracidade da conclusão. É possível que Patrícia aprecie chocolate, mesmo não sendo criança,
uma vez que a proposta inicial não limite o gosto por chocolate exclusivamente para crianças.
Para demonstrar a invalidez do argumento supracitado, utilizaremos diagramas de conjuntos, tal como foi
feito para provar a validade de um argumento válido. Iniciaremos com as primeiras metas: “Todas as crianças
gostam de chocolate”.

Examinemos a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. Para obrigar, precisamos referenciar o diagrama
criado a partir da primeira localização e determinar a localização possível de Patrícia, levando em consideração
o que a segunda localização estabelece.
Fica claro que Patrícia não pode estar dentro do círculo que representa as crianças. Essa é a única restrição
imposta pela segunda colocação. Assim, podemos deduzir que existem duas posições possíveis para Patrícia
no diagrama:

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▪ Fora do círculo que representa o conjunto maior;
▪ Dentro do conjunto maior, mas fora do círculo das crianças.
Vamos analisar:

Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para
sabermos se este argumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é
necessariamente verdadeiro!
▪ É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima,
respondemos que não! Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também
pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o argumento é inválido, pois as premissas não
garantiram a veracidade da conclusão!

Métodos para validação de um argumento


Vamos explorar alguns métodos que nos ajudarão a determinar a validade de um argumento:
▪ Diagramas de conjuntos: ideal para argumentos que contenham as palavras “todo”, “algum” e “nenhum”
ou suas convenções como “cada”, “existe um”, etc. referências nas indicações.
▪ Tabela-verdade: recomendada quando o uso de diagramas de conjuntos não se aplica, especialmente em
argumentos que envolvem conectores lógicos como “ou”, “e”, “→” (implica) e “↔” (se e somente se) . O pro-
cesso inclui a criação de uma tabela que destaca uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão.
O principal desafio deste método é o aumento da complexidade com o acréscimo de proposições simples.
▪ Operações lógicas com conectivos: aqui, partimos do princípio de que as premissas são verdadeiras
e, através de operações lógicas com conectivos, buscamos determinar a veracidade da conclusão. Esse
método oferece um caminho rápido para demonstrar a validade de um argumento, mas é considerado uma
alternativa secundária à primeira opção.
▪ Operações lógicas: considerando propostas verdadeiras e conclusões falsas, este método é útil quando
o anterior não fornece uma maneira direta de avaliar o valor lógico da conclusão, solicitando, em vez disso,
uma análise mais profunda e, possivelmente, mais complexa.

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Em síntese, temos:

Não deve ser usado


Deve ser usado quando:
quando:
Utilização dos
O argumento apresentar as O argumento não
1 método
o
Diagramas
palavras todo, nenhum, ou algum apresentar tais palavras.
(circunferências).
Em qualquer caso, mas
O argumento não
Construção das preferencialmente quando o
2o método apresentar três ou mais
tabelas-verdade. argumento tiver no máximo duas
proposições simples.
proposições simples.
O 1o método não puder ser
Considerando as empregado, e houver uma
premissa que seja uma Nenhuma premissa for
premissas verdadeiras
3o método proposição simples; ou uma proposição simples
e testando a
ou uma conjunção.
conclusão verdadeira. que esteja na forma de uma
conjunção (e).
0 1o método ser empregado, e a
Verificar a existência A conclusão não for uma
conclusão tiver a forma de uma
de conclusão proposição simples, nem
4o método proposição simples; ou estiver na
falsa e premissas uma desjunção, nem uma
forma de uma condicional (se...
verdadeiras. condicional.
então...).

Exemplo: diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:


(p ∧ q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q
Vamos as perguntas:
▪ 1ª Pergunta: o argumento inclui as expressões “todo”, “algum”, ou “nenhum”? Se uma resposta negativa,
isso exclui a aplicação do primeiro método, levando-nos a considerar outras opções.
▪ 2ª Pergunta: o argumento é composto por, no máximo, duas proposições simples? Caso a resposta seja
negativa, o segundo método também é descartado da análise.
▪ 3ª Pergunta: alguma das propostas consiste em uma proposição simples ou em uma conjunção? Se
afirmativo, como no caso da segunda proposição ser (~r), podemos proceder com o terceiro método. Se
desejarmos explorar mais opções, temos obrigações com outra pergunta.
▪ 4ª Pergunta: a conclusão é formulada como uma proposição simples, uma disjunção, ou uma condicio-
nal? Se a resposta for positiva, e a conclusão para uma disjunção, por exemplo, temos a opção de aplicar o
método quarto, se assim escolhermos.
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º método.
Analise usando o Terceiro Método a partir do princípio de que as premissas são verdadeiras e avalie a ve-
racidade da conclusão, dessa forma, será obtido:
▪ 2ª Premissa: Se ~r é verdade, isso implica que r é falso.
▪ 1ª Premissa: se (p ∧ q) → r é verdade, e já estabelecemos que r é falso, isso nos leva a concluir que (p
∧ q) também deve ser falso. Uma conjunção é falsa quando pelo menos uma das proposições é falsa ou
ambas são. Portanto, não conseguimos determinar os valores específicos de p e q com esta abordagem.
Apesar da aparência inicial de adequação, o terceiro método não nos permite concluir definitivamente sobre
a validade do argumento.

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Analise usando o Quarto Método considerando a conclusão como falsa e as premissas como verdadeiras,
chegaremos a:
▪ Conclusão: Se ~pv ~q é falso, então tanto p quanto q são verdadeiros. Procedemos ao teste das propos-
tas sob a suposição de sua verdade:
▪ 1ª Premissa: Se (p∧q) → r é considerado verdadeiro, e p e q são verdadeiros, a situação condicional tam-
bém é verdadeira, o que nos leva a concluir que r deve ser verdadeiro.
▪ 2ª Premissa: Com r sendo verdadeiro, encontramos um conflito, pois isso tornaria ~r falso. Contudo, nesta
análise, o objetivo é verificar a coexistência de posições verdadeiras com uma conclusão falsa. A ausência
dessa coexistência indica que o argumento é válido. Portanto, concluímos que o argumento é válido sob o
método quarto.

(In)Coerência em Argumentos
▪ Significados de Falácias: As falácias são erros de raciocínio que aparecem frequentemente em argumen-
tos, mas que comprometem a sua validade ou veracidade. Elas podem ser sutis e muitas vezes persuasivas,
o que as torna perigosas em debates e discussões. Compreender e identificar falácias comuns, como a falá-
cia ad hominem (atacar a pessoa em vez do argumento), apelo à ignorância (afirmar que algo é verdadeiro
porque não foi provado falso), e a falácia do espantalho (distorcer o argumento do oponente para torná-lo
mais fácil de atacar) é crucial para manter a integridade e a força de um argumento.
▪ Contradições: Ocorrem quando duas afirmações mutuamente exclusivas são apresentadas como verda-
deiras, tornando o argumento logicamente inconsistente. Identificar contradições é fundamental para avaliar
a coesão de um argumento. Isso envolve examinar cuidadosamente as premissas e as conclusões para
garantir que elas se alinhem logicamente e não se oponham entre si.
▪ Lacunas em Argumentos: Lacunas em argumentos referem-se a omissões ou ausências de informa-
ções necessárias para que um argumento seja completo e convincente. A identificação de lacunas é uma
habilidade importante, pois permite ao avaliador do argumento questionar a integridade e a solidez das con-
clusões apresentadas. Reconhecer onde faltam dados, evidências ou conexões lógicas é essencial para a
análise crítica de argumentos.
▪ (In)Consistência de Argumentos: A consistência em argumentos é medida pela forma como suas várias
partes se encaixam de maneira lógica e coerente. Um argumento é consistente se todas as suas partes se
alinham e apoiam a conclusão sem contradições internas ou falácias lógicas. A inconsistência, por outro
lado, enfraquece um argumento e compromete sua credibilidade. Avaliar a consistência de um argumento
envolve uma análise detalhada de sua estrutura, conteúdo e a relação lógica entre suas diversas partes.
A compreensão desses conceitos de (in)coerência é fundamental para a análise e construção de argumen-
tos sólidos. Um argumento bem-estruturado e lógico é a espinha dorsal do raciocínio eficaz e persuasivo.
Quantificadores
Quantificador é um conceito empregado para quantificar uma expressão. Na lógica, os quantificadores são
utilizados para transformar uma sentença aberta ou proposição aberta em uma proposição lógica. Eles indicam
a extensão ou o escopo de uma afirmação em relação a um conjunto específico de elementos. Os dois princi-
pais quantificadores utilizados são o quantificador universal (∀), que indica que uma proposição é verdadeira
para todos os elementos de um conjunto, e o quantificador existencial (∃), que indica que pelo menos um ele-
mento de um conjunto satisfaz a proposição.

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Quantificador universal (∀)
O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:

Exemplo: Todo homem é mortal.


A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será mortal.
Na representação do diagrama lógico, seria:

Atenção: todo homem é mortal, mas nem todo mortal é homem.


Importante: A frase “todo homem é mortal” implica nas seguintes conclusões:
▪ Algum ser mortal é homem ou algum ser humano é mortal.
▪ Se José é um homem, então José é mortal.
A expressão “Todo A é B” pode ser representada na forma “Se A então B”.
A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é (∀x)(A(x) → B).
Observe que a palavra “todo” denota uma relação de inclusão de conjuntos, portanto está relacionada ao
operador da condicional.
Aplicando temos:
Ao escrevermos da forma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: “para todo x pertencente a N, temos x + 2 = 5”), atri-
buindo qualquer valor a x, a sentença não será necessariamente verdadeira. Isso ocorre porque, após adicionar
o quantificador, a frase passa a ter um sujeito e predicado definidos, e podemos avaliá-la logicamente. Portanto,
trata-se de uma proposição lógica, e nem todas as atribuições de valores a x resultarão em uma sentença
verdadeira.

Quantificador existencial (∃)


O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:

Exemplo: “Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase é:

O quantificador existencial tem a função de expressar a existência de pelo menos um elemento com deter-
minada característica. A palavra “algum”, do ponto de vista lógico, representa a presença de termos comuns.
Portanto, a frase “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃ (x)) (A (x) ∧ B).

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Aplicando esse conceito, considere a sentença aberta x + 2 = 5. Escrevendo-a na forma (∃ x) ∈ N / x + 2 =
5 (lê-se: “existe pelo menos um x pertencente a N tal que x + 2 = 5”), questionamos se existe algum valor que,
ao ser substituído por x, torne a sentença verdadeira.
A resposta é SIM. Após a adição do quantificador, a frase adquire sujeito e predicado definidos, permitindo
que seja julgada como uma proposição lógica. Dessa forma, existe pelo menos um valor para x que torna a
sentença verdadeira.
Esteja atento às seguintes observações:
▪ A palavra “todo” não permite a inversão dos termos: “Todo A é B” é diferente de “Todo B é A”.
▪ A palavra “algum” permite a inversão dos termos: “Algum A é B” é equivalente a “Algum B é A”.

Forma simbólica dos quantificadores


Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).
Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).
Exemplo: Todo cavalo é um animal. Logo,
(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.
(C) Todo animal é cavalo.
(D) Nenhum animal é cavalo.
Resolução:
A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclusões:
▪ Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.
▪ Se é cavalo, então é um animal.
Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça de animal, pois mantém a relação de “está
contido” (segunda forma de conclusão).
Resposta: B.

Diagramas lógicos
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. É uma ferramenta para resolvermos
problemas que envolvam argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas
por proposições categóricas.
Atenção: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que envolvam os
diagramas lógicos.

60
Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:

TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS

TODO
A
AéB

Se um elemento pertence ao conjunto A, então pertence também


a B.

NENHUM
E
AéB

Existe pelo menos um elemento que pertence a A, então não


pertence a B, e vice-versa.

ALGUM
I
AéB Existe pelo menos um elemento comum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguintes formas:

ALGUM
O
A NÃO é B
Perceba-se que, nesta sentença, a atenção está sobre o(s)
elemento (s) de A que não são B (enquanto que, no “Algum A é B”,
a atenção estava sobre os que eram B, ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a diferença entre conjuntos, que
forma o conjunto A - B

61
Exemplo: (IADES)
Considere as proposições: “todo cinema é uma casa de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e
“algum teatro é casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.
Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
▪ Todo cinema é uma casa de cultura

▪ Existem teatros que não são cinemas

▪ Algum teatro é casa de cultura

Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC

62
Segundo as afirmativas temos:
(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último diagrama vimos que não é uma verdade,
pois temos que existe pelo menos um dos cinemas é considerado teatro.

(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mesmo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado, a primeira proposição já nos afirma o con-
trário. O diagrama nos afirma isso

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justificativa é observada no diagrama da alternativa
anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Correta, que podemos observar no diagrama
abaixo, uma vez que todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também não é cinema.

Resposta: E

Princípio da regressão ou reversão


Princípio da regressão é uma abordagem que visa encontrar um valor inicial requerido pelo problema com
base em um valor final fornecido. Em outras palavras, é um método utilizado para resolver problemas de pri-
meiro grau, ou seja, problemas que podem ser expressos por equações lineares, trabalhando de forma inversa,
ou “de trás para frente”.
Esteja atento:
Você precisa saber transformar algumas operações:
▪ Soma: a regressão é feita pela subtração.
▪ Subtração: a regressão é feita pela soma.
▪ Multiplicação: a regressão é feita pela divisão.
▪ Divisão: a regressão é feita pela multiplicação

63
Exemplo: (SENAI)
O sr. Altair deu muita sorte em um programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele apresentava um
saldo devedor X no banco, mas resolveu depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou uma
certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha,
ficando então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair resolveu aplicar no programa, agora a quantia
B que possuía, e novamente saiu contente, ganhou três vezes o valor investido. Ao final, ele passou de devedor
para credor de um valor de R$ 3600,00 no banco. Qual era o saldo inicial X do sr. Altair?
(A) -R$ 350,00.
(B) -R$ 300,00.
(C) -R$ 200,00.
(D) -R$ 150,00.
(E) -R$ 100,00.
Resolução:
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última aplicação é 3B, logo:
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A → A = 1200/4 → A = 300
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com os 500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X →
▪ X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200.
Como o valor de X representa uma dívida representamos com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00.
Resposta: C.

Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais:


raciocínio verbal

Raciocínio Verbal
Raciocínio verbal avalia a capacidade de interpretar informações escritas e deduzir conclusões lógicas. É
um aspecto fundamental da cognição e inteligência geral, envolvendo a compreensão, organização e aplicação
do conhecimento por meio da linguagem.
Em testes de raciocínio verbal, os participantes são apresentados a um texto contendo informações e são
solicitados a avaliar um conjunto de afirmações, escolhendo uma das possíveis respostas:
A - Verdadeiro: a afirmação é uma conclusão lógica das informações ou opiniões contidas no texto.
B - Falso: a afirmação é logicamente contraditória com as informações ou opiniões apresentadas no texto.
C - Impossível dizer: não é possível determinar se a afirmação é verdadeira ou falsa com base apenas nas
informações fornecidas no texto; informações adicionais seriam necessárias para fazer uma conclusão.
Aqui veremos questões que envolvem correlação de elementos, pessoas e objetos fictícios, através de da-
dos fornecidos. Vejamos o passo a passo:
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem
ê casado com quem. Eles trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem
faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o nome de cada marido, a profissão de cada um e o
nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.

64
d) Carlos não é médico.
Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.
▪ 1º passo – Construir a tabela dos dados. Vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da
resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no enunciado, nas quais podem ser divi-
didas em três grupos: homens, esposas e profissões.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia
Patrícia
Maria

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.


▪ 2º passo – Construir a tabela gabarito. Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em alguns ca-
sos ela é fundamental para que você enxergue informações que ficam meio escondidas na tabela principal.
Uma tabela complementa a outra, podendo até mesmo que você chegue a conclusões acerca dos grupos
e elementos.

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos
Luís
Paulo

▪ 3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas
que não deixam margem a nenhuma dúvida. Em nosso exemplo:
O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e
“Maria”, e um “N” nas demais células referentes a esse “S”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

65
ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então co-
locamos “N” no cruzamento de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser
casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com
essas profissões).
Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar
a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S”
nesta célula. E preenchemos sua tabela gabarito.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro
Luís Médico
Paulo Advogado

▪ 4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações
que levem a novas conclusões, que serão marcadas nessas tabelas. Observe que Maria é esposa do mé-
dico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos fazer
agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é
muito simples. Vamos continuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que
Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado, podemos concluir que Patrícia não é casada
com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N

66
Lúcia N
Patrícia N N
Maria S N N

Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada
com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N N S
Patrícia N S N
Maria S N N

Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o enge-
nheiro (que e Carlos) e Maria é casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro Patrícia
Luís Médico Maria
Paulo Advogado Lúcia

Exemplo: (FCC)
Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos para diferentes cidades, que foram Fortaleza,
Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
▪ Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
▪ Mariana viajou para Curitiba;
▪ Paulo não viajou para Goiânia;
▪ Luiz não viajou para Fortaleza.
É correto concluir que, em janeiro,
(A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.

67
Resolução:
Vamos preencher a tabela:
▪ Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N
Arnaldo N
Mariana
Paulo

▪ Mariana viajou para Curitiba;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N

▪ Paulo não viajou para Goiânia;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N

▪ Luiz não viajou para Fortaleza.

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N

Agora, completando o restante:


▪ Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. Então, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz
para Goiânia

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N S N N
Arnaldo S N N N
Mariana N N S N
Paulo N N N S

Resposta: B

68
Raciocínio matemático

Prezado (a), o tema acima supracitado, já foi abordado em tópicos anteriores.


Bons estudos!

Raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal

Orientação espacial e temporal


A orientação espacial e temporal constitui um dos pilares fundamentais do nosso entendimento do mundo
ao nosso redor. Este tópico aborda a capacidade de compreender e se situar no espaço físico, bem como de
organizar e interpretar eventos no tempo.

Calendários
Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa atender, principalmente, às neces-
sidades civis e religiosas de uma cultura. As unidades principais de agrupamento são o mês e o ano.

Divisão do Ano
▪ O ano padrão possui 365 dias, dividido em semanas de 7 dias. Isto significa que um ano possui exatamen-
te 52 semanas + 1 dia. Isto faz com que, se um determinado ano começa na segunda-feira, o ano seguinte
inicia no dia da semana seguinte (terça-feira, neste caso), exceto para anos bissextos. Desta forma, se em
um ano uma data ([Link]. 05/Fevereiro) cai em um dia da semana específico ([Link]. na terça), no ano seguinte
cairá no dia da semana seguinte (na quarta, neste caso), exceto em anos bissextos.
▪ Uma semana inicia-se no Domingo (primeiro dia da semana) e encerra-se no Sábado (sétimo dia da sema-
na). Desta forma, a semana é constituída por Domingo, Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado.

▪ O Ano é dividido em 12 meses com as seguintes quantidades de dias:

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

31 31 30 31 30 31 31
28 dias 30 dias 31 dias 30 dias 31 dias
dias dias dias dias dias dias dias

Ano bissexto
Chama-se de ano bissexto ao acréscimo de 1 dia ao ano, fazendo com que o ano possua 366 dias (52
semanas + 2 dias). O ano bissexto é criado para ajustar nosso calendário ao ano natural. Como um ano não
possui exatamente 365 dias, mas cerca de 365 dias e 6 horas, a cada 4 anos as horas excedentes totalizam
um dia completo. “Excluir” estas horas adicionais faria com que, ao longo dos anos, as datas não caíssem nas
mesmas épocas e estações naturais do ano. Se a cada ano perdêssemos 6 horas, em 720 anos dia 01/01
cairia não no verão (no hemisfério sul) mas no inverno, por exemplo.
As regras de criação do ano bissexto são:
▪ De 4 em 4 anos é ano bissexto.
▪ De 100 em 100 anos não é ano bissexto.

69
▪ De 400 em 400 anos é ano bissexto.
▪ Prevalecem as últimas regras sobre as primeiras.

Calculando um dia específico da semana


Exemplo 1: Se considerarmos hoje como segunda-feira e contarmos 73 dias, qual dia da semana cairá?
Resolução:
Em primeiro lugar, calcular as semanas completas entre a data inicial e a data final. Logicamente, calcu-
lando as semanas completas iremos para o dia da semana mais próximo que é igual àquele do dia inicial que
estamos calculando. Se dividirmos 73 por 7 dias por semana, temos 10,48 ou 10 semanas completas. Assim, a
segunda-feira mais próxima da data que desejamos é igual a 7×10= 70 dias.
Na segunda etapa, subtraímos da quantidade de dias este valor e somamos ao dia da semana que alcança-
mos. Assim, 73 -70 = 3 dias. Então a partir da segunda-feira, somamos + 3 dias, o que equivale a quinta-feira,
que é nosso resultado final.
Exemplo 2: (UESPI)
Se 01/01/2013 foi uma terça-feira, qual dia da semana foi 19/09/2013?
(A) Quarta-feira.
(B) Quinta-feira.
(C) Sexta-feira.
(D) Sábado.
(E) Domingo.
Resolução:
Se 01/01/2013 foi uma terça feira, podemos determinar o dia da semana em que cairá 19/09/2013.
Basta fazermos as seguintes operações:

▪ determinar o número de dias entre estas datas:


Janeiro faltam mais 30 dias para acabar o mês.
Fevereiro 28
Março: 31
Abril 30
Maio 31
Junho 30
Julho 31
Agosto 31
Setembro 19
Logo, teremos um total de 261 dias.
Dividiremos este número por 7 e veremos quantas semanas inteiras teríamos neste intervalo de dias: 262/7
= 37 semanas e 2 dias.
Logo, 19/09/2013 cairá numa quinta-feira.
Resposta: B.

70
Sequências
As sequências seguem padrões lógicos que permitem prever seus próximos elementos. Elas podem ser
numéricas, alfabéticas, geométricas ou baseadas em outras estruturas. Identificar a lógica por trás de uma se-
quência é essencial para completar ou interpretar corretamente seu desenvolvimento. Para resolver questões
desse tipo, é importante observar como os elementos se relacionam entre si. O padrão pode envolver opera-
ções matemáticas, repetições cíclicas, alternâncias entre grupos ou mudanças progressivas em determinada
característica. Tipos Principais:

Progressão Aritmética (PA)


Adição constante:

Exemplo: se a sequência é 2, 4, 6, 8, o próximo número é 10 (somando sempre 2).

Progressão Geométrica (PG)


Multiplicação constante:

Exemplo: se começamos com 2 e multiplicamos sempre por 2, temos 2, 4, 8, 16 e assim por diante.

Sequências de Figuras
Podem seguir regras de rotação ou padrões de PA/PG. Para resolver basta observar a ordem de rotação ou
mudança entre as figuras para prever a próxima.
Exemplo 1: Analise a sequência a seguir:

Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a
figura que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:

Resolução:

A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A


figura de número 277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que representam número 5n + 2, com n N.
Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é representada pela letra “B”.
Resposta: B.
Exemplo 2: (IDECAN)

71
A sequência formada pelas figuras representa as posições, a cada 12 segundos, de uma das rodas de um
carro que mantém velocidade constante. Analise-a.

Após 25 minutos e 48 segundos, tempo no qual o carro permanece nessa mesma condição, a posição da
roda será:

Resolução:
A roda se mexe a cada 12 segundos. Percebe-se que ela volta ao seu estado inicial após 48 segundos.
O examinador quer saber, após 25 minutos e 48 segundos qual será a posição da roda. Vamos transformar
tudo para segundos:
25 minutos = 1500 segundos (60x25)
1500 + 48 (25m e 48s) = 1548
Agora é só dividir por 48 segundos (que é o tempo que levou para roda voltar à posição inicial)
1548 / 48 = vai ter o resto “12”.
Portanto, após 25 minutos e 48 segundos, a roda vai estar na posição dos 12 segundos.
Resposta: B.

Sequência de Pessoas
Na sequência apresentada, a cada grupo de três pessoas, encontramos um homem seguido por duas mu-
lheres. Consequentemente, as pessoas situadas nas posições que são múltiplos de três (3, 6, 9, 12,...) serão
sempre mulheres. Além disso, a posição dos braços varia, elevando-se nas posições que são múltiplos de dois
(2, 4, 6, 8,...). Desta forma, a sequência se repete a cada seis elementos, permitindo a previsão exata da dis-
posição de pessoas em qualquer ponto da sequência.

72
Dicas:
▪ Atenção aos detalhes: muitas vezes, a chave para resolver sequências lógicas está nos pequenos deta-
lhes. Não ignore variações mínimas entre elementos.
▪ Pratique com variedade: quanto mais você pratica com diferentes tipos de sequências, mais intuitivo se
torna o reconhecimento de padrões.
▪ Use a Matemática a Seu Favor: conhecimentos básicos em PA e PG são extremamente úteis.

Ordem temporal
A ordem temporal é um conceito importante para a compreensão de como os eventos se desenrolam e se
inter-relacionam ao longo do tempo. Ela é essencial para que os indivíduos possam se situar sobre aconteci-
mentos passados, presentes e futuros em uma sequência lógica e coerente.

Importância da Ordem Temporal


▪ Contextualização: A ordem temporal ajuda a situar eventos dentro de um contexto mais amplo, permitin-
do uma compreensão mais profunda das causas e consequências.
▪ Planejamento: É fundamental para o planejamento de ações e projetos, pois permite prever etapas e
organizar atividades de forma sequencial.
▪ Memória: Auxilia na retenção e recuperação de informações, pois a memória humana tende a organizar
as lembranças em uma sequência cronológica.

Estratégias
▪ Criação de Linhas do Tempo: Desenvolver linhas do tempo para visualizar a sequência de eventos his-
tóricos, literários ou científicos.
▪ Uso de Cronogramas: Utilizar cronogramas para planejar e acompanhar projetos, destacando inícios,
durações e términos de cada fase.
▪ Exercícios de Sequenciamento: Realizar atividades que envolvam a ordenação de eventos ou etapas
de um processo.
Exemplo: Linha do Tempo da Revolução Industrial
▪ Século XVIII: Invenção da máquina a vapor (1712).
▪ Século XIX: Desenvolvimento do telégrafo (1837), início da produção em massa (Fordismo, início do sé-
culo XX).
▪ Século XX: Avanço da automação e da informática.

Movimentação, Representação e Itinerários no Espaço


Esse conteúdo envolve a capacidade de entender e descrever deslocamentos no espaço, usando referên-
cias como direita/esquerda, frente/trás, cima/baixo e noções de sequência (primeiro, depois, antes, por último).

Habilidades trabalhadas
▪ Descrição de movimentos no espaço: indicar como uma pessoa ou objeto se desloca em uma malha,
mapa ou planta baixa; usar termos como direita, esquerda, frente, trás, subir, descer, acima, abaixo, ao lado
e entre.
▪ Interpretação de trajetos e mapas: ler e compreender itinerários representados por setas, linhas, cami-
nhos e legendas; identificar posições relativas, como antes/depois, próximo/longe e início/fim do percurso.
▪ Construção de itinerários: seguir uma sequência de comandos para chegar de um ponto a outro; plane-
jar um caminho para ir de um local a outro, registrando o trajeto em uma malha ou mapa.

73
▪ Orientação temporal ligada ao percurso: organizar os passos do itinerário em ordem (1º passo, 2º pas-
so, 3º passo…); compreender ideias como antes, depois, logo em seguida e por último.
Exemplo: Observe a seguinte construção:
▪ Coloque na malha, o ponto A.
▪ Partindo do ponto A, ande 5 casas para frente.
▪ Desça 3 casas e marque o ponto B.
▪ Siga em frente, ande 5 casas e marque o ponto C
▪ Desça mais 3 casas e marque o ponto D.

Compreensão de dados apresentados em gráficos e tabelas

Em nosso dia a dia, somos constantemente expostos a uma vasta gama de informações, muitas vezes
expressas de forma visual por meio de tabelas e gráficos. Esses recursos estão presentes nos noticiários
televisivos, em jornais, revistas e até em redes sociais. Tabelas e gráficos são ferramentas fundamentais da
linguagem matemática e desempenham um papel crucial na organização e apresentação de dados de maneira
clara e acessível.
A capacidade de ler e interpretar essas representações é essencial para compreender as informações ao
nosso redor. A área da Matemática que se dedica a coletar, organizar e apresentar dados numéricos, e que
permite tirar conclusões a partir deles, é conhecida como Estatística.

Tabelas
As tabelas apresentam informações organizadas em linhas e colunas, o que facilita a leitura e interpretação
de dados. Geralmente, são utilizadas quando há necessidade de comparar informações ou listar dados de ma-
neira ordenada.

Fonte: SEBRAE

74
Nas tabelas, é comum encontrarmos um título, que destaca a principal informação apresentada, e uma fon-
te, que identifica de onde os dados foram obtidos

Gráficos
Ao contrário das tabelas, que mostram os dados de forma mais textual e organizada, os gráficos oferecem
uma representação visual, facilitando a compreensão de padrões, tendências e comparações de maneira mais
rápida e intuitiva.

Tipos de Gráficos
Existem vários tipos de gráficos, e cada um é utilizado de acordo com o tipo de dado e o objetivo da
apresentação.
▪ Gráfico de linhas: são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza em certo pe-
ríodo de tempo. Os gráficos de linhas são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza
ao longo do tempo. São ideais para mostrar tendências e evoluções. Marcamos os pontos determinados pelos
pares ordenados (classe, frequência) e os conectamos por segmentos de reta.

▪ Gráfico de barras: Também conhecidos como gráficos de colunas, os gráficos de barras são utilizados
para comparar quantidades entre diferentes categorias. Eles são divididos em dois tipos:
Gráfico de barras verticais: As barras são desenhadas verticalmente, e a altura de cada uma repre-
senta o valor da frequência.

75
Gráfico de barras horizontais: As barras são desenhadas horizontalmente, sendo a largura de cada
barra proporcional ao valor representado.

Em um gráfico de colunas, cada barra deve ser proporcional à informação por ela representada.
▪ Gráfico de setores (ou Pizza): Gráficos de setores são utilizados para representar a relação entre as par-
tes e o todo. O círculo é dividido em setores, e a medida de cada setor é proporcional à frequência da categoria
representada. A fórmula para o ângulo central de um setor é dada por:

Onde:
▪ F é a frequência da classe
▪ Ft é a frequência total
▪ α é o ângulo central em graus
Exemplo:

Para encontrar a frequência relativa, podemos fazer uma regra de três simples:
400 --- 100%
160 --- x
x = 160 .100/ 400 = 40%, e assim sucessivamente.

76
Aplicando a fórmula teremos:

Como o gráfico é de setores, os dados percentuais serão distribuídos levando-se em conta a proporção da
área a ser representada relacionada aos valores das porcentagens. A área representativa no gráfico será de-
marcada da seguinte maneira:

Com as informações, traçamos os ângulos da circunferência e assim montamos o gráfico:

77
▪ Pictograma ou gráficos pictóricos: Os pictogramas utilizam imagens ilustrativas para representar da-
dos. São comuns em jornais e revistas, e têm a vantagem de tornar a leitura mais atraente e intuitiva.

▪ Histograma: O histograma é composto por retângulos contíguos, onde a base de cada retângulo re-
presenta uma faixa de valores da variável, e a área do retângulo corresponde à frequência dessa faixa. Ao
contrário dos gráficos de barras, o histograma é usado para dados contínuos.

▪ Polígono de Frequência: O polígono de frequência é semelhante ao histograma, mas é construído co-


nectando os pontos médios das classes com segmentos de reta. É utilizado para visualizar a distribuição dos
dados de forma contínua.

78
▪ Gráfico de Ogiva: A ogiva é utilizada para representar a distribuição de frequências acumuladas.
Geralmente, é uma curva ascendente que conecta os pontos extremos de cada classe, mostrando a evolução
cumulativa dos dados.

▪ Cartograma: O cartograma é uma representação gráfica sobre uma carta geográfica, utilizada para
correlacionar dados estatísticos com áreas geográficas ou políticas.

Interpretação de tabelas e gráficos


Para interpretar corretamente tabelas e gráficos, siga estas diretrizes:
▪ Identifique as informações nos eixos: No caso dos gráficos, observe os eixos vertical e horizontal para
entender quais variáveis estão sendo representadas.
▪ Analise os pontos ou barras isoladamente: Observe os valores específicos antes de tirar conclusões.
▪ Leia atentamente o enunciado: A leitura completa do enunciado ou legenda pode fornecer informações
cruciais para a interpretação correta.
▪ Cuidado com a escala: Verifique se os eixos utilizam a mesma escala, evitando distorções na análise.

79
Exemplo 1: (Enem)
O termo agronegócio não se refere apenas à agricultura e à pecuária, pois as atividades ligadas a essa pro-
dução incluem fornecedores de equipamentos, serviços para a zona rural, industrialização e comercialização
dos produtos.
O gráfico seguinte mostra a participação percentual do agronegócio no PIB brasileiro:

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Almanaque abril 2010. São Paulo: Abril,
ano 36 (adaptado)
Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da participação do agronegó-
cio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa participação, em termos percentuais. Segundo o gráfico,
o período de queda ocorreu entre os anos de:
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.

Resolução:
De acordo com o gráfico fornecido, a participação do agronegócio no PIB brasileiro apresentou uma queda
entre os anos de 2003 e 2006. Essa informação pode ser obtida por meio de uma análise detalhada dos valores
no gráfico: em 2003, a participação era de 28,28%, reduzindo-se para 27,79% em 2004. No ano seguinte, 2005,
essa queda continuou, com a participação caindo para 25,83%, até atingir seu ponto mais baixo em 2006, com
23,92%. Após esse período, observa-se uma recuperação, com a participação voltando a crescer nos anos
subsequentes.
Resposta: Alternativa C.
Exemplo 2: (Enem)
O gráfico mostra a variação da extensão média de gelo marítimo, em milhões de quilômetros quadrados,
comparando dados dos anos 1995, 1998, 2000, 2005 e 2007. Os dados correspondem aos meses de junho a
setembro. O Ártico começa a recobrar o gelo quando termina o verão, em meados de setembro. O gelo do mar
atua como o sistema de resfriamento da Terra, refletindo quase toda a luz solar de volta ao espaço. Águas de
oceanos escuros, por sua vez, absorvem a luz solar e reforçam o aquecimento do Ártico, ocasionando derreti-
mento crescente do gelo.

80
Com base no gráfico e nas informações do texto, é possível inferir que houve maior aquecimento global em:
(A)1995.
(B)1998.
(C) 2000.
(D)2005.
(E)2007.
Resolução:
O enunciado oferece uma informação crucial para a resolução da questão, ao associar a camada de gelo
marítimo à capacidade de refletir a luz solar e, assim, contribuir para o resfriamento da Terra. Portanto, quanto
menor a extensão do gelo marítimo, menor será a quantidade de luz refletida e, consequentemente, maior será
o aquecimento global. De acordo com o gráfico, o ano que apresenta a menor extensão de gelo marítimo é
2007, o que indica que esse foi o ano de maior aquecimento global no período analisado.
Resposta: Alternativa E.
Exemplo 3: No gráfico abaixo, encontra-se representada, em bilhões de reais, a arrecadação de impostos
federais no período de 2003 a 2006. Nesse período, a arrecadação anual de impostos federais:

(A) nunca ultrapassou os 400 bilhões de reais.


(B) sempre foi superior a 300 bilhões de reais.
(C) manteve-se constante nos quatro anos.
(D) foi maior em 2006 que nos outros anos.
(E) chegou a ser inferior a 200 bilhões de reais.

81
Resolução:
Analisando cada alternativa temos que a única resposta correta é a D.
Resposta: Alternativa D.

Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais

Problemas Geométricos, Aritméticos e Matriciais


Aritmética, geometria e matrizes são ferramentas essenciais para resolver problemas de raciocínio lógico.
Aqui, esses conceitos serão abordados de forma simples e direta, apenas no nível necessário para facilitar a
resolução de questões, sem aprofundamento teórico. Com esses fundamentos, será possível interpretar e re-
solver problemas lógicos de maneira rápida e prática.

Aritmética
A aritmética é a base de muitos cálculos e envolve operações fundamentais, como adição, subtração, multi-
plicação e divisão. No contexto do raciocínio lógico, conceitos aritméticos como pares, ímpares, números primos,
MMC, MDC e média são frequentemente aplicados para resolver problemas e identificar padrões numéricos.

Números Pares e Ímpares


▪ Números pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, resultam em um resto igual a zero. Em geral,
qualquer número que termina em 0, 2, 4, 6 ou 8 será par.
▪ Números ímpares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, deixam um resto igual a 1. Em geral, qual-
quer número que termina em 1, 3, 5, 7 ou 9 será ímpar.
Exemplos:
▪ O número 10 é par porque 10 ÷ 2 = 5 com resto 0.
▪ O número 7 é ímpar porque 7 ÷ 2 = 3 com resto 1.
▪ O número 752 é par pois seu último algarismo é 2.
▪ O número 35791 é ímpar pois seu último algarismo é 1
▪ O número 1189784356 é par pois seu último algarismo é 6.

Números primos
Os números primos são aqueles que possuem exatamente dois divisores: o número 1 e ele mesmo. Em
outras palavras, um número primo não pode ser dividido de forma exata por nenhum outro número além de 1
e dele próprio.
O número 1 possui apenas um divisor — ele mesmo — e, portanto, não atende a essa condição. Assim, o
menor número primo é o 2, que é o único número primo par, pois todos os outros números pares são divisíveis
por 2 e, portanto, possuem mais de dois divisores.
Exemplos de números primos: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79,
83, 89, 97, 101

Mínimo Múltiplo Comum (MMC)


MMC é o menor número que é múltiplo comum de dois ou mais números.
Passos para o cálculo do MMC:
▪ Decomponha cada número em fatores primos.

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▪ Multiplique os fatores comuns e não comuns de maior expoente.
Exemplo: Encontrar o MMC entre 8 e 242.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos:

8 , 242 2
4 , 121 2
2 , 121 2
1 , 121 11
1 , 11 11
1

Note que dividimos os números dados por fatores primos, sempre que possível. Na coluna da esquerda,
os números iniciais vão sendo divididos até chegarmos a 1. Na coluna da direita, utilizamos apenas números
primos para dividir. Quando um número não é divisível pelo primo atual (como 121 em relação ao 2), mantemos
o número sem dividí-lo. No final, multiplicamos todos os fatores primos usados para encontrar o MMC.
Portanto, MMC(8, 242) = 23 . 112 = 8 . 121 = 968

Máximo Divisor Comum (MDC)


MDC é o maior número que divide dois ou mais números.
Passos para o cálculo do MDC:
▪ Decomponha cada número em fatores primos.
▪ Multiplique apenas os fatores comuns aos dois números, utilizando o menor expoente de cada fator comum.
Exemplo: Encontrar o MDC entre 25 e 80.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

25 5
5 5
1

80 2
40 2
20 2
10 2
5 5
1

então
25 = 52
80 = 24 . 5
Nesse caso, o único fator comum é o 5, e o menor expoente de 5 nos dois números é 1.
Portanto, MDC(25, 80) = 51 = 5

83
Média
A média é uma medida que resume um conjunto de valores em um único número, representando uma “ten-
dência central” dos dados. Existem diferentes tipos de médias, como a média aritmética, a média ponderada e
a média geométrica. No entanto, a mais utilizada é a média aritmética, também chamada de “média comum”.
Passos para o cálculo da média:
▪ Some todos os valores do conjunto.
▪ Divida o resultado pela quantidade total de elementos no conjunto.
Exemplo: Calcule a média aritmética dos números 5, 7, 12 e 3.
Primeiro, somamos os valores: 5 + 7 + 12 + 3 = 27
Em seguida, dividimos pelo número de elementos, que nesse caso é 4:
27/4 = 6,75
Portanto, a média aritmética dos valores é 6,75.

Geometria
A geometria estuda as formas e as propriedades dos espaços. Os problemas geométricos costumam envol-
ver cálculos de perímetro, área e volume, além do conhecimento sobre diferentes figuras.

Polígonos
Os polígonos são figuras geométricas planas formadas por segmentos de reta que se fecham em uma única
linha. Eles são classificados de acordo com o número de lados, e cada tipo de polígono possui um nome espe-
cífico. Abaixo estão os nomes dos polígonos mais comuns, organizados pelo número de lados.

Nº de lados Nome
3 Triângulo
4 Quadrado (todos lados iguais) ou Retângulo (lados dois a dois iguais)
5 Pentágono
6 Hexágono
7 Heptágono
8 Octógono
9 Eneágono
10 Decágono
11 Undecágono
12 Dodecágono
13 Tridecágono
… …
20 Icoságono

Perímetro
O perímetro de uma figura geométrica é a soma de todos os seus lados. Esse conceito é importante porque
muitas questões envolvem calcular o contorno de uma forma, como cercas, fios ou margens.
Exemplo: Calcule o perímetro de um quadrado com lados de 3cm.
Um quadrado possui quatro lados iguais. Então, para calcular o perímetro, somamos todos os lados:
3 + 3 + 3 + 3 = 4 × 3 = 12
Portanto, o perímetro é 12 cm.

84
Área
A área é a medida da superfície interna de uma figura bidimensional. Cada figura possui uma fórmula es-
pecífica para calcular sua área, dependendo do formato. Saber calcular a área é útil para responder questões
sobre quantidades de materiais que cobrem superfícies, como pisos, paredes ou terrenos.

Nome Área
Quadrado (lado)²
Retângulo base × altura
Losango (Diagonal maior × diagonal menor)/2
Paralelogramo base × altura
Trapézio [(Base maior + base menor) × altura] / 2
Círculo π × raio²

Exemplo: Calcule a área de um retângulo com base de 5 cm e altura de 3 cm.


Um retângulo possui dois pares de lados iguais, e sua área é obtida multiplicando a base pela altura. Então,
para calcular a área, multiplicamos:
5cm (base) × 3cm (altura) = 15
Portanto, a área do retângulo é 15 cm².

Volume
O volume é a medida do espaço tridimensional que uma figura ocupa. Esse conceito é aplicado a objetos
com três dimensões, como caixas, cilindros e esferas. Assim como na área, cada figura possui uma fórmula
específica para o cálculo do volume.

Nome Volume
Cubo (lado)³
Paralelepípedo base × altura × largura
Pirâmide Área da base × altura/3
Cone Área da base × altura/3
Esfera 4/3 × π × raio3

Exemplo: Calcule o volume de um cubo com lados de 4 cm.


Um cubo possui seis faces iguais e todos os lados com o mesmo comprimento. O volume de um cubo é
obtido multiplicando o comprimento do lado por ele mesmo três vezes. Então, para calcular o volume, fazemos:
4cm (lado) × 4cm × 4cm = 64
Portanto, o volume do cubo é 64 cm³.

Matriz
Matrizes são tabelas organizadas em linhas e colunas que nos ajudam a organizar e manipular dados nu-
méricos de forma estruturada. Elas são usadas em diversas áreas para simplificar cálculos e comparações,
especialmente em problemas que envolvem organização e análise de dados

Estrutura de uma Matriz


Uma matriz é representada pelo número de linhas (horizontal) e colunas (vertical) que possui. Cada posição
na matriz contém um número chamado elemento. Costumamos designar uma matriz como m x n, onde:
▪ m é o número de linhas

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▪ n é o número de colunas
Exemplo: A matriz abaixo é uma matriz 3x2 (3 linhas e 2 colunas).

Notação dos Elementos


Cada elemento em uma matriz é identificado pela posição que ocupa, especificada pelo par de índices (i, j):
▪ i representa a linha
▪ j representa a coluna
Exemplo: Identifique os elementos a1,2 e a3,1 na matriz abaixo.

O elemento a1,2 fica na linha 1, coluna 2 que é o elemento 5.


O elemento a3,1 fica na linha 3, coluna 1, que é o elemento 4.

Problemas de contagem e noções de probabilidade

análise Combinatória
A análise combinatória é a parte da Matemática que desenvolve meios para trabalharmos com problemas
de contagem. Vejamos eles:

Princípio fundamental de contagem (PFC)


É o total de possibilidades de o evento ocorrer.
▪ Princípio multiplicativo: P1. P2. P3. ... .Pn.(regra do “e”). É um princípio utilizado em sucessão de escolha,
como ordem.
▪ Princípio aditivo: P1 + P2 + P3 + ... + Pn. (regra do “ou”). É o princípio utilizado quando podemos escolher
uma coisa ou outra.
Exemplo 1: (BNB)
Apesar de todos os caminhos levarem a Roma, eles passam por diversos lugares antes. Considerando-se
que existem três caminhos a seguir quando se deseja ir da cidade A para a cidade B, e que existem mais cinco
opções da cidade B para Roma, qual a quantidade de caminhos que se pode tomar para ir de A até Roma,
passando necessariamente por B?
(A) Oito.
(B) Dez.
(C) Quinze.
(D) Dezesseis.
(E) Vinte.

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Resolução:
Observe que temos uma sucessão de escolhas:
Primeiro, de A para B e depois de B para Roma.
1ª possibilidade: 3 (A para B).
Obs.: o número 3 representa a quantidade de escolhas para a primeira opção.
2ª possibilidade: 5 (B para Roma).
Temos duas possibilidades: A para B depois B para Roma, logo, uma sucessão de escolhas.
Resultado: 3 . 5 = 15 possibilidades.
Resposta: C.
Exemplo 2: (IOBV)
Em um restaurante os clientes têm a sua disposição, 6 tipos de carnes, 4 tipos de cereais, 4 tipos de sobre-
mesas e 5 tipos de sucos. Se o cliente quiser pedir 1 tipo carne, 1 tipo de cereal, 1 tipo de sobremesa e 1 tipo
de suco, então o número de opções diferentes com que ele poderia fazer o seu pedido, é:
(A) 19
(B) 480
(C) 420
(D) 90
Resolução:
A questão trata-se de princípio fundamental da contagem, logo vamos enumerar todas as possibilidades de
fazermos o pedido:
6 x 4 x 4 x 5 = 480 maneiras.
Resposta: B.

Fatorial
Sendo n um número natural, chama-se de n! (lê-se: n fatorial) a expressão:
n! = n (n - 1) (n - 2) (n - 3). ... .2 . 1, como n ≥ 2.
Exemplos:
5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120.
7! = 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 5.040.
Além disso, por definição:
▪ 0! = 1
▪ 1! = 1

Arranjo simples
Arranjo simples de n elementos tomados p a p, onde n>=1 e p é um número natural, é qualquer ordenação
de p elementos dentre os n elementos, em que cada maneira de tomar os elementos se diferenciam pela ordem
e natureza dos elementos.
Atenção: Observe que no grupo dos elementos: {1,2,3} um dos arranjos formados, com três elementos, 123
é DIFERENTE de 321, e assim sucessivamente.

87
Sem repetição
A fórmula para cálculo de arranjo simples é dada por:

Onde:
n = Quantidade total de elementos no conjunto.
P =Quantidade de elementos por arranjo
Exemplo: Uma escola possui 18 professores. Entre eles, serão escolhidos: um diretor, um vice-diretor e um
coordenador pedagógico. Quantas as possibilidades de escolha?
n = 18 (professores)
p = 3 (cargos de diretor, vice-diretor e coordenador pedagógico)

Portanto, 4896 possibilidades.

Com repetição
Os elementos que compõem o conjunto podem aparecer repetidos em um agrupamento, ou seja, ocorre a
repetição de um mesmo elemento em um agrupamento.
A fórmula geral para o arranjo com repetição é representada por:

Exemplo: Seja P um conjunto com elementos: P = {A,B,C,D}, tomando os agrupamentos de dois em dois,
considerando o arranjo com repetição quantos agrupamentos podemos obter em relação ao conjunto P.
Resolução:
P = {A, B, C, D}
n=4
p=2
A(n,p) = np
A(4,2) = 42 = 16

Permutação
É a troca de posição de elementos de uma sequência. Utilizamos todos os elementos.

Sem repetição

Atenção: Todas as questões de permutação simples podem ser resolvidas pelo princípio fundamental de
contagem (PFC).
Exemplo : (IDECAN)
Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão entre o número de anagramas de seus nomes repre-
senta a diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de Renato é
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.

88
(D) 27.
(E) 28.
Resolução:
Anagramas de RENATO
______
[Link].2.1 = 720
Anagramas de JORGE
_____
[Link].1 = 120
Razão dos anagramas: 720/120=6
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos.
Resposta: C.

Com repetição
Na permutação com elementos repetidos ocorrem permutações que não mudam o elemento, pois existe
troca de elementos iguais. Por isso, o uso da fórmula é fundamental.

Exemplo: (CESPE) Considere que um decorador deva usar 7 faixas coloridas de dimensões iguais, pendu-
rando-as verticalmente na vitrine de uma loja para produzir diversas formas. Nessa situação, se 3 faixas são
verdes e indistinguíveis, 3 faixas são amarelas e indistinguíveis e 1 faixa é branca, esse decorador conseguirá
produzir, no máximo, 140 formas diferentes com essas faixas.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Resolução:
Total: 7 faixas, sendo 3 verdes e 3 amarelas.

Resposta: Certo.

Circular
A permutação circular é formada por pessoas em um formato circular. A fórmula é necessária, pois existem
algumas permutações realizadas que são iguais. Usamos sempre quando:
▪ Pessoas estão em um formato circular.
▪ Pessoas estão sentadas em uma mesa quadrada (retangular) de 4 lugares.

89
Exemplo: (CESPE)
Uma mesa circular tem seus 6 lugares, que serão ocupados pelos 6 participantes de uma reunião. Nessa
situação, o número de formas diferentes para se ocupar esses lugares com os participantes da reunião é su-
perior a 102.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Resolução:
É um caso clássico de permutação circular.
Pc = (6 - 1) ! = 5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 possibilidades.

Resposta: CERTO.

Combinação
Combinação é uma escolha de um grupo, SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO a ordem dos elementos
envolvidos.

Sem repetição
Dados n elementos distintos, chama-se de combinação simples desses n elementos, tomados p a p, a qual-
quer agrupamento de p elementos distintos, escolhidos entre os n elementos dados e que diferem entre si pela
natureza de seus elementos.

Fórmula:

Exemplo: (FUNDEP)
Com 12 fiscais, deve-se fazer um grupo de trabalho com 3 deles. Como esse grupo deverá ter um coordena-
dor, que pode ser qualquer um deles, o número de maneiras distintas possíveis de se fazer esse grupo é:
(A) 4
(B) 660
(C) 1 320
(D) 3 960
Resolução:
Como trata-se de Combinação, usamos a fórmula:

Onde n = 12 e p = 3

Como cada um deles pode ser o coordenado, e no grupo tem 3 pessoas, logo temos 220 x 3 = 660.
Resposta: B.
As questões que envolvem combinação estão relacionadas a duas coisas:
▪ Escolha de um grupo ou comissões.
▪ Escolha de grupo de elementos, sem ordem, ou seja, escolha de grupo de pessoas, coisas, objetos ou
frutas.

90
Com repetição
É uma escolha de grupos, sem ordem, porém, podemos repetir elementos na hora de escolher.

Exemplo:
Em uma combinação com repetição classe 2 do conjunto {a, b, c}, quantas combinações obtemos?
Utilizando a fórmula da combinação com repetição, verificamos o mesmo resultado sem necessidade de
enumerar todas as possibilidades:
n=3ep=2

Portanto, existem 6 combinações possíveis: {aa,ab,ac,bb,bc,cc}.

probabilidade
A probabilidade é um ramo da Matemática que estuda e quantifica as chances de ocorrência de um evento
em um experimento ou fenômeno que envolva incerteza. Em outras palavras, ela busca medir o quão provável
é que determinado resultado aconteça quando lidamos com situações aleatórias. Por meio da teoria da proba-
bilidade, é possível analisar eventos incertos e calcular a chance de ocorrência de cada um deles, fornecendo
uma base matemática para a tomada de decisões em diversas áreas.

Elementos da teoria das probabilidades


▪ Experimentos aleatórios: São fenômenos que apresentam resultados imprevisíveis quando repetidos,
mesmo que as condições sejam semelhantes.
▪ Espaço amostral (U): É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
▪ Evento (E): É qualquer subconjunto do espaço amostral, ou seja, E⊆U, onde E é o evento e U é o espaço
amostral.

Experimento composto
Quando dois ou mais experimentos são realizados simultaneamente, o experimento é composto.
O número de elementos do espaço amostral total é dado por:

91
Probabilidade de um evento
Em um espaço amostral equiprovável (onde todos os resultados têm a mesma chance de ocorrer):

Onde:
▪ n(E) = número de elementos do evento E
▪ n(U) = número de elementos do espaço amostral
Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1

Formas de Expressar a Probabilidade


As probabilidades podem ser escritas em:
▪ Forma decimal: 0 ≤ P(E) ≤ 1
▪ Forma percentual: 0% ≤ P(E) ≤ 100%
onde:
▪ p(∅) = 0 ou 0% (evento impossível)
▪ p(U) = 1 ou 100% (evento certo)
Exemplo: (FGV)
O quadro a seguir mostra a distribuição das idades dos funcionários de certa repartição pública:

FAIXA DE IDADES (ANOS) NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS


20 ou menos 2
De 21 a 30 8
De 31 a 40 12
De 41 a 50 14
Mais de 50 4

Escolhendo ao acaso um desses funcionários, a probabilidade de que ele tenha mais de 40 anos é:
(A) 30%;
(B) 35%;
(C) 40%;
(D) 45%;
(E) 55%.
Resolução:
O espaço amostral é a soma de todos os funcionário:
2 + 8 + 12 + 14 + 4 = 40
O número de funcionário que tem mais de 40 anos é: 14 + 4 = 18
Logo a probabilidade é:

Resposta: D

92
Probabilidade da união de eventos
Para obtermos a probabilidade da união de eventos utilizamos a seguinte expressão:

Quando os eventos forem mutuamente exclusivos, tendo A ∩ B = Ø, utilizamos a seguinte equação:

Probabilidade de um evento complementar


A soma das probabilidades de ocorrer e de não ocorrer um evento é sempre igual a 1:

Probabilidade condicional
Quando se impõe uma condição que reduz o espaço amostral, temos a probabilidade condicional. Sejam A
e B dois eventos, com P(B) ≠0:

Lê-se: “probabilidade de A, dado que ocorreu B”.

Probabilidade de Eventos Simultâneos ou Sucessivos

Eventos Independentes
Dois eventos A e B são independentes se:

nesse caso:

93
Lei Binomial de probabilidade
A lei binomial é usada quando há n tentativas independentes, cada uma com apenas dois resultados possí-
veis: sucesso (E) ou fracasso (Ē).

Onde:
▪ n: número de tentativas independentes;
▪ p: probabilidade de ocorrer o evento em cada experimento (sucesso);
▪ q: probabilidade de não ocorrer o evento (fracasso); q = 1 - p
▪ k: número de sucessos.

Condições de Aplicação da Lei Binomial


A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:
▪ O experimento é repetido n vezes nas mesmas condições.
▪ Em cada tentativa podem ocorrer E e seu complementar Ē.
▪ A probabilidade de E é constante em todas as tentativas.
▪ Cada tentativa é independente das demais.
Exemplo: Lançando-se um dado 5 vezes, qual a probabilidade de ocorrerem três faces 6?
Temos:
n: número de tentativas → n = 5
k: número de sucessos → k = 3
p: probabilidade de ocorrer face 6 → p = 1/6
q: probabilidade de não ocorrer face 6 → q = 1- p → q = 5/6

Geometria básica: ângulos, triângulos, polígonos, distâncias, proporcionalidade,


relações métricas no triângulo retângulo, perímetro e área

Ângulos
Define-se um ângulo como a interseção de duas semirretas que compartilham uma origem comum. Os
ângulos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com suas medidas, suas posições ou suas
relações entre si.

Componentes de um ângulo
▪ Lados: referem-se às semirretas OA e OB.
▪ Vértice: corresponde ao ponto onde as semirretas se encontram, neste caso, o ponto O.

94
Classificação quanto à medida
▪ Ângulo Agudo: É um ângulo que possui uma medida inferior a 90 graus.

▪ Ângulo Reto: É um ângulo que possui uma medida de 90 graus. É formado por lados que se intersectam
de forma perpendicular.

▪ Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior que 90º e menor que 180º.

▪ Ângulo Raso: É o ângulo que mede exatamente 180º, formado por semirretas opostas.

95
Ângulos na Circunferência
▪ Ângulo Central: É o ângulo que tem seu vértice localizado no centro da circunferência.

▪ Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice está sobre a circunferência, sendo seus lados cordas que a
interceptam.

▪ Ângulo Circunscrito: É o ângulo formado por lados tangentes à circunferência, com o vértice localizado
fora dela.

Relações entre Ângulos


▪ Ângulos Complementares: São dois ângulos cuja soma das medidas é 90º.

▪ Ângulos Suplementares: São dois ângulos cuja soma das medidas é 180º.

96
▪ Ângulos Replementares: São dois ângulos cuja soma das medidas é 360º.

Posição relativa entre ângulos


▪ Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a mesma medida, independentemente de sua posição.

▪ Ângulos Opostos pelo Vértice: São formados pelo cruzamento de duas retas, e possuem medidas
iguais.

▪ Ângulos Consecutivos: São ângulos que possuem um lado em comum.


▪ Ângulos Adjacentes: São ângulos consecutivos que, além de compartilharem o mesmo vértice e um lado
comum, não possuem pontos internos em comum.

No exemplo acima, os ângulos AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, bem como BÔC e AÔC, formam pares de ângulos
consecutivos. Os ângulos AÔB e BÔC exemplificam ângulos adjacentes.
Polígonos
Polígonos são linhas fechadas formadas apenas por segmentos de reta que não se cruzam. Ou seja, são
figuras geométricas planas formadas por lados, que, por sua vez, são segmentos de reta.

97
Elementos de um polígono

▪ Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos.


▪ Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos.
▪ Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos
▪ Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos
▪ Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo.

Polígonos Convexos e Não Convexos


▪ Polígono convexo: é aquele em que todos os ângulos internos são menores que 180º e qualquer seg-
mento de reta ligando dois pontos do polígono permanece totalmente dentro dele.
▪ Polígono não convexo (ou côncavo): é aquele que possui pelo menos um ângulo interno maior que
180º, fazendo com que exista um segmento de reta ligando dois pontos do polígono que fique parcialmente
fora dele.

Classificação
Os polígonos são classificados de acordo com o número de lados, conforme a tabela.

Nº de lados Polígono Nº de lados Polígono


1 não existe 11 undecágono
2 não existe 12 dodecágono
3 triângulo 13 tridecágono
4 quadrilátero 14 tetradecágono
5 pentágono 15 pentadecágono
6 hexágono 16 hexadecágono
7 heptágono 17 heptadecágono
8 octógono 18 octadecágono
9 eneágono 19 eneadecágono
10 decágono 20 icoságono

98
Fórmulas

▪ Diagonais de um vértice:

▪ Total de diagonais:

▪ Soma dos ângulos internos:

▪ Soma dos ângulos externos:

Polígonos Regulares
Um polígono é chamado de regular quando possui todos os lados e ângulos congruentes (iguais). Para os
polígonos regulares, temos ainda:
▪ Ângulo interno:

▪ Ângulo externo:

Semelhança de Polígonos
Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são congruentes e os lados corres-
pondentes são proporcionais.

Exemplo: Um joalheiro recebe uma encomenda para uma joia poligonal. O comprador exige que o número
de diagonais seja igual ao número de lados. Sendo assim, o joalheiro deve produzir uma joia:
(A) Triangular
(B) Quadrangular
(C) Pentagonal
(D) Hexagonal
(E) Decagonal
Resolução:
Sendo d o número de diagonais e n o número de lados, devemos ter:

99
Como o polígono tem 5 lados, é Pentagonal.
Resposta: C

Triângulos
Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.

Cevianas
Uma ceviana é qualquer segmento de reta traçado de um vértice de um triângulo até um ponto no lado
oposto (ou no prolongamento deste lado). Vejamos os tipos principais de cevianas:
▪ Mediana: A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado
oposto. Todo triângulo tem três medianas. O ponto de encontro das medianas é chamado de baricentro, e
ele representa o centro de gravidade do triângulo. Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.

▪ Bissetriz interna: A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas
partes iguais e se estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triân-
gulo tem três bissetrizes internas. O ponto de encontro das bissetrizes internas é chamado de incentro, e é
o centro da circunferência inscrita no triângulo. Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.

▪ Altura: A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado opos-
to e é perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas. O ponto de encontro das alturas é chamado
de ortocentro. Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.

100
▪ Mediatriz: A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento que passa por seu
ponto médio. O ponto de encontro das mediatrizes de um triângulo é o circuncentro, centro da circunferência
circunscrita ao triângulo. Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.

Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes. Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.

Classificação quanto aos lados


▪ Triângulo escaleno: Três lados desiguais.

▪ Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

▪ Triângulo equilátero: Três lados iguais.

101
Classificação quanto aos ângulos
▪ Triângulo acutângulo: Possui os três ângulos agudos.

▪ Triângulo retângulo: Possui um ângulo reto (90º).

▪ Triângulo obtusângulo: Possui um ângulo obtuso.

Condição de Existência
Para que três segmentos formem um triângulo, é necessário que a soma de dois lados seja sempre maior
que o terceiro:

Desigualdade entre Lados e Ângulos


Em um triângulo:
▪ O comprimento de qualquer lado é menor que a soma e maior que a diferença dos outros dois lados.
▪ Ao maior ângulo se opõe o maior lado, e ao menor ângulo se opõe o menor lado.

102
Semelhança de Triângulos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais. Vejamos os casos de Semelhança:
▪ 1º Caso: AA(Ângulo–Ângulo): Se dois triângulos têm dois ângulos correspondentes congruentes, então
são semelhantes.

▪ 2º Caso: LAL(Lado–Ângulo–Lado): Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e o


ângulo compreendido entre eles congruente, então são semelhantes.

▪ 3º Caso: LLL (Lado–Lado–Lado): Se dois triângulos têm os três lados correspondentes proporcionais,
então são semelhantes.

Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Um triângulo é retângulo quando possui um ângulo reto (90º). O lado oposto a esse ângulo é o maior lado,
chamado hipotenusa, e os outros dois são os catetos. Considere o triângulo retângulo ABC, retângulo em A,
com:

103
▪ a: hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto)
▪ b e c: catetos
▪ h: altura relativa à hipotenusa
▪ m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa

Relações métricas
Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:
▪ b2 = a . n
▪ c2 = a . m
▪b.c=a.h
▪ h2 = m . n
▪ a2 = b2 + c2 (Teorema de Pitágoras)

Projeção ortogonal
A projeção ortogonal de um ponto (ou de um segmento) sobre uma reta é a “sombra” que ele forma nessa
reta quando traçamos uma perpendicular até ela.
▪ Projeção de um ponto P na reta r: É o ponto H em r tal que PH⊥r. Ou seja, H é o “pé da perpendicular”
de P em r.
▪ Projeção de um segmento AB na reta r: Marque as projeções A’ e B’ de A e B em r. O segmento A’B’ é a
projeção ortogonal de AB em r.

Áreas e Perímetros
O cálculo do perímetro e da área de figuras planas é um conceito essencial na geometria. Neste conteúdo,
veremos as fórmulas necessárias para determinar essas medidas em figuras como triângulos, quadrados, re-
tângulos, círculos e outros polígonos.

Perímetro
O perímetro é a medida do contorno de uma figura geométrica plana. Ele representa a soma de todos os
lados da figura, indicando a distância total ao redor dela. Essa medida é usada, por exemplo, para calcular o
comprimento de cercas, molduras ou bordas de superfícies.

Área
A área é a medida da superfície interna de uma figura geométrica plana. Ela mostra quanto espaço a figura
ocupa, sendo expressa em unidades de medida ao quadrado (como cm², m² ou km²). O cálculo da área é utiliza-
do em diversas situações, como determinar o tamanho de terrenos, pisos, paredes e outras superfícies planas.
Cada figura geométrica possui relações próprias entre seus lados e superfícies, o que resulta em fórmulas
específicas para o cálculo do perímetro e da área. Veja a tabela abaixo:

104
Exemplo 1: (Makiyama)
Um terreno retangular de perímetro 200m está à venda em uma imobiliária. Sabe-se que sua largura tem
28m a menos que o seu comprimento. Se o metro quadrado cobrado nesta região é de R$ 50,00, qual será o
valor pago por este terreno?
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 100.000,00.
(C) R$ 125.000,00.
(D) R$ 115.200,00.
(E) R$ 100.500,00.
Resolução:
O perímetro do retângulo é dado por = 2(a+b);
Pelo enunciado temos que: sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento, logo 2 (x + (x-28)) = 2 (2x
-28) = 4x – 56. Como ele já dá o perímetro que é 200, então
200 = 4x -56 • 4x = 200+56 • 4x = 256 • x = 64
Comprimento = 64, largura = 64 – 28 = 36
Área do retângulo = a.b = 64.36 = 2304 m2
Logo o valor da área é: 2304.50 = 115200
Resposta: D
Exemplo 2: (Vunesp)

105
A diferença entre o comprimento e a largura da base de uma peça retangular de porcelanato é de 15 cm.
Sabendo que a área dessa peça é de 5 200 cm², o comprimento da base dessa peça é igual a
(a) 60 cm.
(b) 68 cm.
(c) 72 cm.
(d) 78 cm.
(e) 80 cm.
Resolução:
Como o enunciado nos diz que a diferença entre o comprimento e a largura da base dessa peça é de 15
cm, então:
x − y = 15
Além disso, sabemos que a área da peça é de 5200 cm2, o que nos permite afirmar que: x⋅y = 5200
Nosso objetivo na questão é descobrir a medida do comprimento da peça, a qual chamamos de x.
Isolando y na primeira equação e substituindo na segunda ficamos com:
x − y = 15
y = x − 15
x(x − 15) = 5200
x2 −15x −5200 = 0
Chegamos em uma equação do 2º grau. Utilizando a fórmula de Bhaskara para encontrar sua solução
teremos:

Como x representa o comprimento da peça de porcelanato, sua medida deve ser positiva. Sendo assim,
dentre os dois possíveis valores de x, apenas o resultado positivo nos atende. Logo, o comprimento é de 80 cm.
Resposta: E

Noções de estatística: média, moda, mediana e desvio padrão

Medidas de Tendência Central


As medidas de tendência central são estatísticas que resumem um conjunto de dados, representando o
ponto central em torno do qual os dados estão distribuídos. Essas medidas são fundamentais na análise esta-
tística, pois fornecem uma visão concisa da informação contida em uma grande quantidade de dados. As três
medidas de tendência central mais comuns são a média aritmética, a mediana e a moda.

106
Média aritmética (x)
A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

Média simples
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.
Fórmula:

Onde:
▪ x é a média aritmética.
▪ ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
▪ n é o número total de elementos.
Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

Aluno Nota
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Primeiro somamos todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Agora dividimos a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.
Portanto, a média simples das notas é 7,5.

Média Ponderada
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
▪ xp é a média ponderada.
▪ xi são os valores do conjunto.
▪ pi são os pesos atribuídos a cada valor.
▪ ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
▪ ∑ pi é a soma dos pesos.

107
Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

Avaliação Nota peso


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,0 3
Avaliação 3 9,0 5

Primeiro multiplicamos cada nota pelo seu peso:


7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0
somamos os produtos obtidos:
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0
somamos todos os pesos:
2 + 3 + 5 = 10
agora dividimos a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3
Portanto, a média ponderada é 8,3.

Mediana (Md)
A mediana é um valor estatístico que representa o ponto médio de um conjunto de dados organizados em
ordem crescente ou decrescente. Ela divide o conjunto ao meio, de forma que metade dos elementos é menor
ou igual à mediana e a outra metade é maior ou igual à mediana. Existem duas situações a serem consideradas
ao determinar a mediana: quando o número de elementos (n) é ímpar e quando é par.
▪ Conjunto com n Ímpar: Quando o número de elementos do conjunto é ímpar, a mediana é o elemento
que se encontra no meio do conjunto, ou seja, aquele que tem o mesmo número de valores à sua frente e
atrás.
▪ Conjunto com n Par: Quando o número de elementos do conjunto é par, a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais do conjunto.
Exemplo 1: Determine a mediana do conjunto de dados {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Primeiro ordenamos os dados em ordem crescente:
3,7,10,12,18,21,23
agora determinamos a mediana:
Neste conjunto, temos 7 elementos (n = 7), que é um número ímpar. O valor que está no meio é 12.
Portanto, a mediana é Md = 12.
Exemplo 2: Determine a mediana do conjunto de dados {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Primeiro ordenamos os dados em ordem crescente:
3,7,10,12,18,21,23,25
agora determinamos a mediana:
Neste conjunto, temos 8 elementos (n = 8), que é um número par. Os valores centrais são 12 e 18.
Calculamos a média dos valores centrais

108
Md = ​= 15
Portanto, a mediana é 15.

Moda (Mo)
A moda é o valor que aparece com mais frequência em um conjunto de dados. Dependendo da distribuição
dos valores, um conjunto pode ter:
▪ Nenhuma moda: Quando todos os valores ocorrem com a mesma frequência.
▪ Uma moda: Quando um único valor se destaca por aparecer mais vezes que os demais.
▪ Múltiplas modas: Quando dois ou mais valores têm a mesma frequência máxima, caracterizando um
conjunto multimodal.
Exemplo 1: Considere o conjunto de dados {3, 8, 8, 8, 6, 9, 31}.
Aqui, o número 8 aparece três vezes, que é mais do que qualquer outro valor no conjunto.
Portanto, a moda é 8
Exemplo 2: Considere o conjunto de dados {1, 2, 9, 6, 3, 5}.
Neste caso, cada número aparece exatamente uma vez, sem nenhuma repetição.
Portanto, a moda não existe

medidas de dispersão
As medidas de dispersão são estatísticas que indicam o grau de variação ou espalhamento dos dados em
torno de uma medida de tendência central, como a média. Elas são fundamentais para a análise de conjuntos
de dados, uma vez que duas distribuições com médias idênticas podem apresentar dispersões muito diferen-
tes. As principais medidas de dispersão são: amplitude, variância, desvio padrão, desvio médio e coeficiente
de variação.

Amplitude Total
A amplitude é a medida mais simples de dispersão. Ela calcula a diferença entre o maior e o menor valor de
um conjunto de dados.
Fórmula:

Onde:
▪ A é a amplitude total.
▪ xmax ​é o maior valor do conjunto de dados.
▪ xmín​é o menor valor do conjunto de dados.
Exemplo: Considere o conjunto de dados: {3, 4, 5, 4, 7, 8, 8}.
A=8−3=5
Portanto, a amplitude total é 5.

109
Variância (σ² ou s²)
A variância quantifica o quão distantes os valores estão em relação à média. Ela calcula a média dos qua-
drados das diferenças entre cada valor e a média do conjunto.
Fórmulas

▪ Para uma população:

▪ Para uma amostra:

Onde:
▪ σ2 é a variância populacional.
▪ s2 é a variância amostral.
▪ xi são os valores individuais do conjunto de dados.
▪ x é a média aritmética dos dados (populacional ou amostral).
▪ n é o número total de elementos do conjunto (para a população).
▪ n−1 é o número de graus de liberdade (para a amostra).
Exemplo: Considere as pontuações de um jogador de basquete em 8 jogos, representadas pelo conjunto:
{22, 18, 13, 24, 26, 20, 19, 18}. Calcule a variância:
Primeiro calculamos a média:

Agora calculamos a variância:

Portanto, a variância é 14,25.

Desvio Padrão (σ ou s)
O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e expressa a dispersão dos dados em unidades do conjunto
original, tornando a interpretação mais fácil. Um desvio padrão alto indica que os dados estão espalhados em
torno da média, enquanto um desvio padrão baixo indica que estão mais concentrados.
Fórmulas:

▪ Para uma população:

110
▪ Para uma amostra:

Onde:
▪ σ é o desvio padrão populacional.
▪ s é o desvio padrão amostral.
▪ xi são os valores individuais do conjunto de dados.
▪ x é a média aritmética dos dados (populacional ou amostral).
▪ n é o número total de elementos do conjunto (para a população).
▪ n−1 é o número de graus de liberdade (para a amostra).
Exemplo: Considere o conjunto de estaturas: {2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m; 2,05 m}. Calcule o desvio
padrão:
Primeiro calculamos a média:

Agora calculamos o desvio padrão:

Portanto, o desvio padrão é 0,07 m.

Desvio Médio
O desvio médio é a média das distâncias absolutas de cada valor até a média. Ele é uma medida intuitiva
de dispersão, embora seja menos utilizada que o desvio padrão.
Fórmula:

Essa fórmula pode ser aplicada da mesma maneira que o desvio padrão, mas sem elevar as diferenças ao
quadrado.

Coeficiente de Variação (CV)


O coeficiente de variação é uma medida relativa de dispersão que expressa a variabilidade em termos per-
centuais em relação à média. Ele é especialmente útil para comparar a dispersão entre diferentes conjuntos de
dados com unidades ou escalas diferentes.
Fórmula:

Onde:
▪ σ é o desvio padrão.
▪ x é a média.
Exemplo: Considere um conjunto de dados com média x = 50 e desvio padrão σ = 10. Calcule o coeficiente
de variação:

111
Isso significa que os dados variam 20% em torno da média.

Intervalo Interquartil (IQR)


O intervalo interquartil mede a dispersão dos valores dentro do intervalo que contém os 50% centrais dos
dados. Ele é definido como a diferença entre o terceiro quartil (Q3) e o primeiro quartil (Q1) de um conjunto de
dados.
Fórmula:

Exemplo: Considere o conjunto de dados: {3, 7, 10, 15, 18, 21, 23, 27, 30}. O primeiro quartil Q1 = 10 e o
terceiro quartil Q3 = 23. Calcule o IQR:

Portanto, o intervalo interquartil é 13.

Plano cartesiano: sistema de coordenadas, distância

Sistema cartesiano ortogonal


O Plano Cartesiano criado por René Descartes consiste em dois eixos perpendiculares:
▪ Horizontal: denominado eixo das abscissas
▪ Vertical: denominado eixo das ordenadas.

Objetivo
Tem como objetivo localizarmos pontos determinados em um determinado espaço. Além do mais, o plano
cartesiano foi dividido em quadrantes aos quais apresentam as seguintes propriedades em relação ao par or-
denado (x, y) ou (a, b).

Par Ordenado
Quando representamos o conjunto (a, b) ou (b, a) estamos, na verdade, representando o mesmo conjunto,
sem nos preocuparmos com a ordem dos elementos. Porém, em alguns casos, é conveniente distinguir a or-
dem destes elementos.
Para isso, usamos a ideia de par ordenado que é conjunto de formado por dois elementos, onde o primeiro
é a ou x e o segundo é b ou y.

112
Propriedades
▪ Dois pares ordenados (a, b) = (c, d) são iguais se e somente se, a = c e b = d
▪ Dois pares ordenados (x, y) = (w, z) são iguais se e somente se, x = w e y = z
Exemplos:
▪ (a,b) = (2,5) → a = 2 e b = 5.
▪ (a + 1,6) = (5,2b) → a + 1 = 5 e 6 = 2b → a = 5 -1 e b = 6/2 → a = 4 e b = 3.

Gráfico cartesiano do par ordenado


Todo par ordenado de números reais pode ser representado por um ponto no plano cartesiano.

Temos que:
▪ P é o ponto de coordenadas a e b;
▪ O número a é chamado de abscissa de P;
▪ O número b é chamado ordenada de P;
▪ A origem do sistema é o ponto O (0,0).
Vejamos a representação dos pontos abaixo:

A (4,3)
B (1,2)
C (-2,4)
D (-3,-4)
E (3,-3)
F (-4,0)
G (0,-2)

Distância entre dois pontos de um plano


Por meio das coordenadas de dois pontos A e B, podemos localizar esses pontos em um sistema cartesiano
ortogonal e, com isso, determinar a distância d(A, B) entre eles. O triângulo formado é retângulo, então aplica-
mos o Teorema de Pitágoras.

113
QUESTÕES

1. MS CONCURSOS - 2025

Dois números naturais são “primos entre si”, se o único divisor comum desses dois números é 1, o que
equivale a dizer que o Máximo Divisor Comum, (MDC) , desses dois números é igual a 1.
Indique a alternativa, em que o par de números naturais são primos entre si.
(A) 54 e 123.
(B) 28 e 77.
(C) 44 e 63.
(D) 12 e 45.

2. MS CONCURSOS - 2024

Quantos números primos de dois algarismos podem ser formados utilizando os algarismos 2, 3, 5 e 7?
(A) 2.
(B) 3.
(C) 4.
(D) 5.

3. MS CONCURSOS - 2024

Sabemos que na Matemática existem várias siglas dentre elas, duas são bem conhecidas que são MDC
e MMC, a primeira significa Máximo Divisor Comum, que dados dois ou mais números é o maior número que
divide todos eles sem deixar resto, a segunda, Mínimo Múltiplo Comum, que dados dois ou mais números é o
menor número que é múltiplo de todos eles. Conhecendo-se isso, o produto de MMC pelo MDC de 96 e 44, é:
(A) 4.
(B) 1056.
(C) 2112.
(D) 4224.

4. MS CONCURSOS - 2024

O pesticida DDT, (dicloro-difenil-tricloretano) , está associado a um fenômeno chamado magnificação, que


corresponde ao aumento da concentração de uma substância em uma cadeia alimentar. Na figura, a concen-
tração do pesticida DDT em ppm, (partes por milhão) , aumenta na cadeia alimentar.

114
Fonte: AGUILAR, João Batista. Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ambiente e Ser Humano, 2020, p. 54.
Com base nas informações dadas, é correto afirmar que a razão entre a concentração de DDT nas águias
e a concentração de DDT no plâncton é igual a:
(A) 100.
(B) 250.
(C) 375.
(D) 625.

5. MS CONCURSOS - 2024

O valor de cento e cinquenta moedas de 10 centavos corresponde ao mesmo de quantas moedas de 25


centavos?
(A) 45.
(B) 50.
(C) 55.
(D) 60.

6. MS CONCURSOS - 2024

Numa fábrica, no processo de limpeza final dos produtos produzidos, temos que a cada 5h do processo de
limpeza, são limpos 3500 produtos. Se a fábrica trabalhar diariamente 12h, quantos produtos passarão pelo
processo de limpeza final?
(A) 7000.
(B) 7600.
(C) 8400.
(D) 9000.

115
7. MS CONCURSOS - 2024

Um aparelho de televisão está à venda com 15% de desconto sobre o preço original. Se o preço de venda
com desconto for R$ 3.400,00, qual era o preço original do aparelho de televisão?
(A) R$ 3.700,00.
(B) R$ 4.000,00.
(C) R$ 4.250,00.
(D) R$ 4.400,00.

8. MS CONCURSOS - 2024

Mencionando-se a existência de um índice chamado de IMC, Índice de Massa Corporal, que trata justamen-
te de um cálculo simples, que permite avaliar se a pessoa está dentro do peso, que é considerado ideal para a
sua altura, muitos médicos, nutricionistas, profissionais da Educação Física, utilizam tal índice para saber se a
pessoa está no peso adequado ou se precisa ajustar sua dieta. Entendendo-se que o IMC é calculado dividindo
o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros) , o IMC de uma pessoa que pesa 81kg e tem 1,8 metros
de altura, é:
(A) 23,8.
(B) 24,3.
(C) 24,8.
(D) 25.

9. MS CONCURSOS - 2024

João pegou emprestado R$ 1500,00 de um banco, que cobra uma taxa de juros simples de 3% ao mês.
Se ele pagar o empréstimo em 9 meses, qual será o valor total pago ao final desse período, incluindo os juros?
(A) R$ 1805,00.
(B) R$ 1850,00.
(C) R$ 1870,00.
(D) R$ 1900,00.
(E) R$ 1905,00.

10. MS CONCURSOS - 2024

Fiz uma compra em uma loja na minha cidade e a parcela vence todo dia 10, sendo cobrada uma taxa juros
simples de 2% ao dia, caso aconteça algum atraso no pagamento. No mês de janeiro estava viajando e atrasei
o pagamento em 10 dias. Sendo o valor da parcela R$180,00, quanto paguei por essa parcela?
(A) R$ 182,00.
(B) R$ 200,00.
(C) R$ 216,00.
(D) R$ 360,00.

116
1. MS CONCURSOS - 2024

O “Buraco Fundo”, de Restinga Seca, (RS) , é uma formação geológica de arenito criada pela erosão e
vento ao longo dos anos. A paisagem é formada por morros pontiagudos situados dentro de um grande buraco.
Possui uma extensão de 20.000 m², sua origem é ainda desconhecida.
Disponível em: [Link] Acesso em 26 de dez. 2023 (adaptado) .
O hectare, (ha) , é uma unidade de medida agrária muito utilizada para medir áreas de sítios, fazendas,
reservas florestais e áreas de conservação. Sabendo-se que 1 hectare corresponde a 100 ares e que 1 are
corresponde a 100 m², então a formação geológica “Buraco Fundo” possui:
(A) 2 hectares de extensão.
(B) 20 hectares de extensão.
(C) 200 hectares de extensão.
(D) 2.000 hectares de extensão.

12. MS CONCURSOS - 2024

Assinale a alternativa correta envolvendo unidades de medida.


(A) A unidade de medida mais adequada para medir a área de um terreno é milímetro quadrado.
(B) A unidade de medida mais adequada para medir a massa de uma pessoa é o quilograma.
(C) A unidade de medida mais adequada para medir o volume de uma piscina é o mililitro.
(D) A unidade de medida mais adequada para medir a distância entre dois países é o metro.

13. MS CONCURSOS - 2024

ara uma festa Ana irá fazer 4 receitas de amendoim doce; se para fazer uma receita ela usa 250g de amen-
doim, então no total, ela irá utilizar:
(A) 1000 kg de amendoim.
(B) 100 kg de amendoim.
(C) 10 kg de amendoim.
(D) 1 kg de amendoim.

14. MS CONCURSOS - 2025

A tabela a apresenta o salário mensal dos 5 jogadores de um time de basquete:

117
Com base nesses dados, qual é a média salarial dos jogadores desse time?
(A) R$ 9.200,00.
(B) R$ 9.600,00.
(C) R$ 9.400,00.
(D) R$ 9.800,00.

15. MS CONCURSOS - 2024

De acordo com o Climatempo, a previsão do tempo para Mirante da Serra, (RO) , em 23/04/2024 aponta
dia com “Sol e aumento de nuvens pela manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite”. A tabela registra a quan-
tidade de chuva, em milímetros, (mm) , para este dia, das 10 horas às 22 horas.

Obtido em: [Link] Acesso em:


23 abr. 2024.
De acordo com as informações, no dia 23/04/2024, a média de chuva em Mirante da Serra, (RO) , das 10
horas às 22 horas, foi de:
(A) 0,84mm.
(B) 0,86mm.
(C) 0,88mm.
(D) 1,02mm.

16. MS CONCURSOS - 2025

Uma pesquisadora precisa gerar códigos de identificação para catalogar documentos. Cada código deve
seguir as regras:

1- Começa com uma letra maiúscula (AZ) .

2- Em seguida, deve conter dois dígitos distintos de 0 a 9.

3- O primeiro dígito não pode ser 0.

4- Por fim, deve terminar com uma vogal maiúscula: A, E, I, O ou U.

118
Quantos códigos diferentes podem ser gerados seguindo todas as regras?
(A) 14.200.
(B) 10.530.
(C) 8.640.
(D) 12.150.

17. MS CONCURSOS - 2025

Joana e Vera estão brincando de um jogo, chamado “DUAS CARAS”, que consiste em lançar ao mesmo
tempo três moedas idênticas e depois observar as faces voltadas para cima. Marca 1 ponto quem conseguir
obter exatamente duas faces caras voltadas para cima. Vera inicia o jogo, lançando as três moedas ao mesmo
tempo.
Qual a probabilidade de Vera marcar 1 ponto no jogo?
(A) 1/8.
(B) 1/2.
(C) 1/4.
(D) 3/8.

18. MS CONCURSOS - 2025

Três setores de uma empresa enviam relatórios com as seguintes proporções e taxas de erro:
· Setor X: envia 50% dos relatórios; taxa de erro: 10%.
· Setor Y: envia 30% dos relatórios; taxa de erro: 20%.
· Setor Z: envia 20% dos relatórios; taxa de erro: 25%.
Se um relatório é selecionado ao acaso, qual é a probabilidade de que ele apresente erro?
(A) 16%.
(B) 18%.
(C) 14%.
(D) 12%.

19. MS CONCURSOS - 2024

A razão entre a área e o perímetro de um triângulo equilátero de lado a, é:


(A) a2√3 /4.
(B) a√3 /12.
(C) a√3 /4.
(D) 3a2.

119
20. MS CONCURSOS - 2024

Maria quer medir o comprimento de uma mesa retangular. Ela usou uma fita métrica e descobriu que a
mesa tem 2 metros de comprimento e 1 metro de largura. Se Maria quiser cobrir a mesa com uma toalha, qual
é a área que a toalha precisa cobrir?
(A) 2 metros.
(B) 3 metros.
(C) 4 metros.
(D) 5 metros.

21. MS CONCURSOS - 2025

Analise as proposições referentes ao funcionamento de um sistema automatizado de segurança:


· P: “O sensor principal está ativo.”
· Q: “O alarme sonoro dispara.”
· R: “O supervisor remoto é notificado.”
O sistema obedece às regras:

1. Se o sensor principal está ativo, então o alarme sonoro dispara.

2. Se o alarme sonoro dispara, então o supervisor remoto é notificado.

3. O supervisor remoto não foi notificado.

Diante dessas informações, conclui-se logicamente que:


(A) O alarme sonoro dispara.
(B) O sensor principal não está ativo.
(C) Se o supervisor remoto não foi notificado, então o sensor principal está ativo.
(D) O sensor principal está ativo.

22. MS CONCURSOS - 2025

Pondere o seguinte argumento:

1. Todos os relatórios produzidos pela equipe Alfa passam por revisão técnica.

2. O relatório entregue ontem não passou por revisão técnica.

3. O relatório entregue ontem, é semelhante em formato e estrutura, aos relatórios produzidos pela equipe
Alfa.

120
Com base nessas informações, é correto concluir que:
(A) Não é possível afirmar que o relatório entregue ontem foi produzido pela equipe Alfa.
(B) O relatório entregue ontem passou por revisão técnica, mas não pela equipe Alfa.
(C) A semelhança estrutural é suficiente para deduzir que o relatório entregue ontem pertence à equipe Alfa.
(D) O relatório entregue ontem foi produzido pela equipe Alfa, apesar de não ter sido revisado.

23. MS CONCURSOS - 2025

Considere a seguinte sentença condicional:


Se eu não puder ir ao cinema, então irei ao parque.
A contapositiva desse sentença está corretamente representada na alternativa:
(A) Eu não pude ir ao cinema e não fui ao parque.
(B) Se eu for ao parque, então eu não poderei ir ao cinema.
(C) Se eu não for ao parque, então eu poderei ir ao cinema.
(D) Se eu puder ir ao cinema, então não irei ao parque.

24. MS CONCURSOS - 2025

Considere a alegação:
— Todos os servidores que participam do Programa de Aperfeiçoamento recebem capacitação em gestão
de processos.
— Ana recebeu capacitação em gestão de processos.
— Portanto, Ana participa do Programa de Aperfeiçoamento. A partir dessas informações, avalie a estrutura
do argumento e assinale a alternativa correta.
(A) O argumento é válido, pois a presença do efeito (capacitação) confirma a causa (participação no pro-
grama) .
(B) O argumento é inválido, pois parte do efeito para concluir a causa, o que caracteriza uma inferência
formalmente incorreta.
(C) O argumento é sólido, pois as premissas garantem que todo servidor capacitado participa do Programa
de Aperfeiçoamento.
(D) O argumento é válido, já que nenhuma premissa foi contradita e a conclusão decorre naturalmente
delas.

25. MS CONCURSOS - 2025

Dadas as premissas:
Premissa 1: Se Scott é rápido, então ele é um astro do basquete.
Premissa 2: Scott não é um astro do basquete.
Indique a alternativa em que há uma conclusão válida que decorra dessas premissas.
(A) Se Scott não é rápido, então ele é um astro do basquete.
(B) Scott não é rápido ou é um astro do basquete.
(C) Scott não é rápido.
(D) Se Scott não é um astro do basquete, então ele é rápido.

121
26. MS CONCURSOS - 2025

A sequência de Fibonacci é definida como a sequência 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, ..., onde cada termo a partir
do terceiro é a soma dos dois termos anteriores.
Considere o seguinte padrão:

Utilizando a sequência de Fibonacci e o padrão apresentado, indique a alternativa com o resultado da se-
guinte soma:

1 + 1 + 2 + 3 + 5 + 8 + 13 + 21 + ... + 89.

(A) 376.
(B) 232.
(C) 144.
(D) 240.

27. MS CONCURSOS - 2025

Considere-se a seguinte sequência numérica de oito termos, em que são fornecidos os cinco primeiros
termos. 3, 7, 13, 21, 31, ___, ___, ___.
Essa sequência segue um padrão. Descubra o padrão utilizado na sequência e indique a alternativa que
contém o oitavo valor dessa sequência.
(A) 73.
(B) 91.
(C) 57.
(D) 61.

28. MS CONCURSOS - 2025

Em uma pesquisa com 30 alunos sobre esportes, observou-se o seguinte: 18 praticam futebol, 12 vôlei, 5
futebol e vôlei, 5 não praticam nenhum dos dois esportes. Com base nessas informações, determine quantos
alunos praticam apenas futebol.
(A) 13.
(B) 5.
(C) 18.
(D) 7.
(E) 10.

122
29. MS CONCURSOS - 2025

Se for verdade que: “Nenhum poeta é arrogante.” e “Alguns críticos são arrogantes.” Então, é necessaria-
mente verdade que:
(A) Nenhum crítico é poeta.
(B) Nenhum poeta é crítico.
(C) Alguns críticos não são poetas.
(D) Alguns críticos são poetas.

30. MS CONCURSOS - 2025

O dono de uma fábrica, que possui uma frota de veículos, deseja saber quantos de seus funcionários pos-
suem habilitação categoria D. Ao fazer o levantamento, constatou que, na fábrica B, há 5 funcionários a menos
com habilitação do que na fábrica A. Sabendo-se que o total de funcionários habilitados nas duas fábricas é 25,
qual é o número de funcionários habilitados na fábrica A?
(A) 20.
(B) 10.
(C) 15.
(D) 12.

123
Gabarito

1 C
2 C
3 D
4 D
5 D
6 C
7 B
8 D
9 E
10 C
11 A
12 B
13 D
14 C
15 B
16 B
17 D
18 A
19 B
20 A
21 B
22 A
23 C
24 B
25 C
26 B
27 A
28 A
29 C
30 C

124

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