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Textuais Inova Tech-1

O documento propõe o desenvolvimento de um sistema de gestão interativo para feiras da empresa Inova Tech, visando otimizar o controle de dados de feirantes e produtos. A pesquisa aborda a importância da tecnologia na automação de processos e na melhoria da gestão de eventos comerciais, destacando a necessidade de um sistema informático para facilitar a organização e armazenamento de informações. O trabalho é estruturado em três capítulos, abordando fundamentos teóricos, procedimentos de estudo e análise de resultados.

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Textuais Inova Tech-1

O documento propõe o desenvolvimento de um sistema de gestão interativo para feiras da empresa Inova Tech, visando otimizar o controle de dados de feirantes e produtos. A pesquisa aborda a importância da tecnologia na automação de processos e na melhoria da gestão de eventos comerciais, destacando a necessidade de um sistema informático para facilitar a organização e armazenamento de informações. O trabalho é estruturado em três capítulos, abordando fundamentos teóricos, procedimentos de estudo e análise de resultados.

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INTRODUÇÃO

O principal campo da utilização da multimídia é a criação de interfaces agradáveis


e interativas entre o utilizador e a informação e um dos maiores benefícios da utilização
de computadores é a automatização de processos realizados manualmente por pessoas.

Nas últimas décadas, testemunhamos uma rápida evolução nos padrões de


interação social e comercial, impulsionada pela revolução digital, neste cenário dinâmico,
eventos presencias, como feiras, tornaram-se cruciais para promoção de negócios,
networking e compartilhamento de conhecimentos.

As feiras são espaços de grande movimentação, tanto nas pequenas como nas
grandes cidades ou empresas, por possuir esse caráter a feira torna-se um excelente local
para observamos a dinâmica de uma cidade ou de determinada empresa, nesses casos,
uma grande quantidade de dados é gerada, dados estes que devem ser devidamente
armazenados.

O sistema proposto no presente trabalho de fim de curso refere-se à criação de um


sistema desktop interativo relacionado a gestão e ao suporte das feiras realizadas pela
empresa Inova Tech, este aplicativo, apresenta as informações de modo sofisticado,
permitindo a gestão eficaz das feiras e feirantes participantes das mesmas. O sistema
proposto não apenas endereça desafios imediatos, mas também molda o futuro das
interações comerciais e culturais, alinhando-se à demanda crescente por soluções digitais
inclusivas e eficazes.

1
Problemática
Já imaginaram na tamanha dificuldade que uma empresa tem ao realizar uma feira,
ter que organizar os dados dos seus funcionários, feirantes e produtos disponibilizados
pelos mesmos sem um sistema informático? Como os dados poderiam ser guardados e
como se poderia manter o controlo de todos feirantes sem perda de dados? Imaginem na
tamanha dor- de- cabeça e o imenso trabalho que a empresa tem ao fazer o controle de
cada feirante, cada empresa em cada feira de diferentes tipos que é realizada? Em que
medida um sistema informático pode melhorar a gestão dessas mesmas feiras?

Certamente fazer esse trabalho todo de gestão a nível de cada feira realizada é
cansativo ainda mais sem o apoio de um sistema informático que permita maximizar seu
aproveitamento.

Hipóteses
H1: O desenvolvimento deste sistema de gestão permitirá ter o controlo dos dados
de cada feirante, com acesso ao conteúdo e informações de forma mais rápida.

H2: O sistema proposto poderá facilitar a manipulação dos dados relacionados aos
funcionários da empresa, feiras e feirantes de maneira eficaz, agradável e de um modo
informatizado.

H3: A utilização do sistema desenvolvido poderá reduzir as dificuldades


apresentadas na gestão das diversas feiras realizadas.

Objectivos
Objectivo Geral

Desenvolver um sistema de gestão e controlo de feiras

Objectivos específicos

 Levantar os requisitos para análise dos processos;

 Criar a base de dados;


 Testar a aplicação;

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Justificativa
O interesse na escolha do Desenvolvimento de um sistema de gestão de Feira
imerge da percepção aguçada das transformações no modo como eventos comerciais e
culturais são conduzidos, ao longo da realização de diferentes feiras, a empresa precisa
manter uma organização impecável de todos os dados recebidos, antes e durante o
exercício das feiras em questão e sem o auxílio de um sistema informático os deixam
desgastados, causando dificuldades na execução do seu trabalho.

Em última análise, o interesse reside na busca de soluções que redefinam


positivamente a forma como as feiras são concebidas participadas e valorizadas na era
digital.

Tendo em conta a situação problemática, tornou-se necessário desenvolver um


sistema que armazena os dados e mostre as informações sobre as referidas feiras,
feirantes, produtos disponibilizados, e controle dos funcionários, auxiliando a execução
das suas tarefas e automatizando seus processos, um sistema que atenda a essas
necessidades e que possa auxiliá-lo nas suas tarefas é em suma de maior relevância.

Delimitação
No contexto geográfico o estudo foi realizado em Angola, na Província de
Luanda, limitado a empresa Inova Tech, O horizonte temporal que a pesquisa foi realizada
vai de Outubro de 2023 a Março de 2024.

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Estrutura do trabalho
Desenvolvimento de um sistema gestão de feiras, é o tema deste trabalho de fim
de curso e para facilitar a navegação e melhor entendimento, este trabalho foi subdividido
em 3 capítulos. Os quais foram estruturados da seguinte forma:

CAPÍTULO I- Fundamentação Teórica: foram abordadas noções básicas sobre


sistemas, sistemas de informação, programação, conceitos ligadas a Programação
Orientada a Objectos, linguagem de programação C#, Plataforma .NET e Base de dados.

Foi feita também uma abordagem sobre os recursos que permitem gerar interação
entre usuário e a aplicação e os conceitos básicos para sua implementação e compreensão,
é neste capítulo onde foi feita uma análise das bibliografias existentes sobre aspectos
importantes para o estudo, contém o que foi escrito por outros autores sobre o tema e os
principais conceitos e termos a serem empregues.

CAPÍTULO II- Procedimento do estudo: apresentar-se- á a aplicação do projecto,


as ferramentas e os padrões de desenvolvimento de projectos utilizadas na aplicação
desenvolvida, bem como as diversas técnicas utilizadas no presente trabalho de fim de
curso, com a aplicação do projeto a empresa terá uma mais valia, podendo gerir seus
dados de maneira eficaz maximizando sua produtividade e reduzindo desperdício de
tempo.

O CAPÍTULO III- Apresentação e análise dos resultados: espelhará todo


procedimento técnico e prático empregue para o desenvolvimento do sistema proposto e
uma análise dos resultados obtidos após os testes efectuados, possibilitando-nos assim,
responder as hipóteses levantadas e aferir o grau de alcance dos objectivos preconizados.

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CAPÍTULO I- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 Sistemas

Além do que, é fundamental nos dias atuais, ter o conhecimento de Sistemas de


Informação, e a própria tecnologia envolvida, contribuem para o sucesso de qualquer
profissional globalizado.

Segundo Chiavenato (2014, p. 207), Sistema é um conjunto de elementos


dinamicamente relacionados entre si, formando uma atividade para atingir um objetivo,
operando sobre entradas (informação, energia ou matéria) e fornecendo saídas
(informação, energia ou matéria).

Para Rosini e Palmisano (2012, apud Martins, 2014). O termo sistema pode ser
definido como um grupo de elementos independentes, que ao mesmo tempo se interligam,
visando atingir um objetivo comum. Teoricamente, há dois tipos de sistemas: abertos e
fechados.

Os autores continuam definindo cada um deles, sistema aberto é o que sofre


influências do meio e que, com suas ações, influencia o meio, já o sistema fechado não
sofre influências do meio, nem o altera com suas ações internas. Um sistema apresenta
entradas de dados (input), processamento, saída das informações (output) e feedback.

Baseando- se no pensamento dos autores Rosini e Palmisano (2012), podemos


dizer que um sistema é um conjunto de elementos interdependentes em interacção,
visando atingir um objectivo comum, isto significa que, qualquer conjunto de partes entre
si pode ser considerado um sistema, desde que as relações entre as partes e o
comportamento de todo sejam foco de atenção.

De acordo com O‘brien e James (2004, apud Martins, 2017), um sistema tem
três funções básicas, entrada, processamento e saída. A entrada envolve a captura e a
montagem dos elementos, o processamento abrange o processo de transformação da
entrada em resultado e por fim o resultado (ou saída), envolve a transferência dos
elementos produzidos ao seu destino final, ele cita também o feedback, dados sobre o
desempenho do sistema, e o controle, envolve monitorização e avaliação do feedback.

A palavra sistema pode ser mal aplicada, usada sem o devido conhecimento e
sem qualquer critério, originando, em especial nas organizações, a confusão de usá-la

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como definição; ou, ainda, ser empregada para expressar determinadas situações dentro
de um software.

Stair e Reynolds (2012), apontam que, para o sucesso de um negócio, a empresa


precisa ser capaz de fornecer a informação correta para a pessoa certa no tempo certo.
Isso significa que os tomadores de decisão podem ver a situação de cada aspecto do
negócio em tempo real.

Para que os processos decorram na ordem acertiva em uma organização e os


objetivos sejam alcançados, executar a troca de informação certa no momento certo é
crucial, porém, é importante que saibamos como surge a formação deste conhecimento
que pode ser compartilhado de modo a melhorar o ambiente empresarial.

Para Beal (2012), dados, informações e conhecimento não necessariamente


precisam ou representam um ao outro. Entretanto, há uma relação complexa entre eles,
pois transformando dados em informação, agrega-se valor a eles, e informação em
conhecimento, acrescenta-se a ela vários outros elementos.

Complementam, Stair e Reynolds (2012), que os dados são formados de


números, palavras ou imagens separadas, como: número de um pedido de venda, nome
de um determinado produto, ou ainda a figura de um símbolo; informação é o conjunto
dos dados tratados de tal maneira que gerem um valor adicional e conhecimento é o saber,
a compreensão e o relacionamento das informações trabalhadas, a fim de dar apoio às
decisões.

Baseando- se nos autores Stair e Reynolds (2012), podemos dizer que o processo
de construção de conhecimento envolve os dados, que representam a matéria-prima bruta,
a partir dos quais as operações lógicas criam informações e, finalmente, estas últimas são
interpretadas para gerar conhecimento.

Figura 1.1- Processo de construção do conhecimento

Dados Informações Conhecimento

Fonte: adaptada de Beal (2012)

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1.2 Sistemas de informação

Na atualidade, para qualquer empresa a maior dificuldade é manter seus dados de


modo que, tanto internamente e externamente, tenha-se os mesmos atualizados através de
sistemas confiáveis, utilizando-se as tecnologias de informação e comunicação. Para tanto
as empresas procuram com os sistemas de informação suprir a sua necessidade interna e
com as tecnologias e recursos de comunicação como a Internet, procuram disponibilizar
melhores serviços externamente aos seus clientes.

“Um sistema de informação pode ser definido como um conjunto de


componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa,
armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de
decisões, a coordenação e o controle de uma organização. Além de dar
suporte à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, esses
sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar
problemas, visualizar assuntos complexos e criar novos produtos.”
(LAUDON; LAUDON, 2004, p.7).
Cassaro (2003) define um SI (sistema de informação) como todo recurso utilizado
para prover informações e processamentos de dados destinados para qualquer que seja o
uso feito dessa informação, com a finalidade de atender a um dado objectivo no âmbito
organizacional.

Baseando- se no pensamento do autor Cassaro (2003) podemos dizer que a


introdução de um Sistema de Informação numa organização irá provocar um conjunto de
alterações, nomeadamente ao nível das relações da organização com o meio envolvente e
ao nível de impactos internos na organização.

Segundo Spinola e Pessôa (1998), um “S.I. é um sistema que cria um ambiente


integrado e consistente, capaz de fornecer as informações necessárias a todos os usuários”
ou ainda, como Schutzer e Pereira (1999, p.149) “é um sistema integrado homem-
máquina que fornece informações de suporte a operações, gerenciamento, análise e
funções de tomada de decisões em uma organização”.

A definição de sistemas de informação de acordo com (O’brien 2004, p.6) “é um


conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos
de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organização”. Para que
uma organização possa disseminar as informações, depende basicamente destes recursos.

Já para Laudon e Laudon (2004) sistema de informação é como um conjunto de


elementos que interagem e coletam, processam, guardam e difundem informações que
servem como base para a tomada de decisão.

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Stair (1998) define Sistema de Informação como sendo um subsistema da empresa
que possui dados de entrada, os quais são processados (ou transformados) para gerar
informações de saída com a finalidade de suprir as necessidades do tomador de decisão.

Figura 1.2- Representação genérica de um sistema de informação

Fonte: Adaptada de Stair (1998)

Uma das principais das contribuições dos SI é a melhoria da tomada de decisão,


cconforme dito por Rossini (2000) os SI podem de facto apoiar o processo decisório,
unindo a capacidade intelectual e a sensibilidade humana do tomador de decisões com a
capacidades de processamento, armazenar e a geração de informação gerada pelo
computador. O processamento de dados envolve uma série de atividades executadas de
maneira ordenada, resultando em um arranjo de informações úteis para determinados
objectivos.

A utilização de SI pode provocar, também, alterações nas condições


competitivas de determinado mercado, em termos de alteração do equilíbrio dentro do
sector de actividades, dissuasão e criação de barreiras à entrada de novos concorrentes.

“Uma empresa é tão boa quanto as pessoas que a formam. O mesmo se


aplica aos sistemas de informação: eles são inúteis sem pessoas
gabaritadas para desenvolvêlos e mantê-los, e sem pessoas que saibam
usar as informações de um sistema para atingir os objectivos
organizacionais “ (Laudon e Laudon, 2007, p.12)
‘‘O sistema de informação oferece aos gerentes, ferramentas para planear, fazer
previsões e monitorar os negócios com maior precisão” (CASTRO, 2007).

Em SI costuma-se dizer que a finalidade é obter as informações certas para as


pessoas certas, no momento certo, na quantidade certa e no formato certo (TURBAN., at
al 2007).

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Segundo Bazzotti e Garcia (2010 apud Martins, 2017), os SI têm por objectivo
gerar informações para a tomada de decisões. Os SI são partes integrantes das
organizações e embora nossa tendência seja pensar que as tecnologias estão alterando as
organizações e empresas, na verdade trata- se de uma visão de mão dupla, a história e a
cultura das empresas determinam como as tecnologias devem ser usadas.

Independentemente do tamanho de sua estrutura, os sistemas de informação têm


como maior objetivo auxiliar os processos de tomada de decisões na empresa. O foco dos
sistemas tem de estar direcionado ao segmento/ramo da empresa, caso contrário seus
esforços seriam somente para fatores secundários de apoio (REZENDE e ABREU, 2013).

O processo de tomada de decisão é essencial para o desempenho de qualquer


atividade na organização, seja ela relacionada à função planejamento, organização,
controle ou produção. De outro modo, a tomada de decisão pode ser compreendida como
o processo responsável por converter informações em ação.

Beuren (1998) afirma que, quando projetamos um SI “[...] faz-se necessário


analisar cuidadosamente o processo de decisão e o fluxo de informações existente”, isto
é, os gestores precisam de informações que estejam em consonância com seus modelos
de decisão.

1.2.1 Classificação dos sistemas de informação

De acordo com Rosini e Palmisano (2012), os sistemas de informação estão


segmentados em três níveis: operacional, tático e estratégico. O SPT(Sistema de
Processamento de Transações) enquadra-se no nível operacional; o SIG (Sistema de
Informação Gerencial) e o SAD (Sistema de Apoio à Decisão) estão no nível tático e, por
fim, no nível estratégico, enquadra-se o SIE (Sistema de Apoio ao Executivo).

Existe também o sistema integrado, conhecido como Enterprise Resource


Planning (ERP), que integra todas as áreas de uma organização em um único software
(SILVA e MENEZES, [s.d.]).

Rezende e Abreu (2013) enfatizam que é preciso maturidade por parte das
pessoas na utilização adequada dos sistemas de informação, alimentando-os corretamente
para que problemas com as informações não venham a ocorrer.

Para Rosini e Palmisano (2012, apud Martins, 2014), o Sistema de


Processamento de Transações (SPT): é o conjunto de sistemas operacionais que
costumam ser os primeiros sistemas de informação a serem utilizados na organização.

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Segundo Rezende e Abreu (2013, apud Martins, 2014). O SPT considera o
processamento de operações e transações rotineiras, controla os dados detalhados das
operações das funções empresariais indispensáveis ao funcionamento harmônico da
empresa, auxiliando na tomada de decisão dos gestores de cada departamento.

O SIG dá suporte ao nível gerencial da empresa, servindo como base para as


funções de planejamento, controle e tomada de decisão. Para trabalhar com o SIG, é
necessário primeiro ter o sistema SPT, que serve de base de dados para os relatórios
gerados no SIG (MARTINS, 2014).

De acordo com O’ Brien (2000), Os SIGs funcionam através das informações


coletadas nos sistemas transacionais, possibilitam fazer consultas e produzir relatório
para a gerencia, como , qual é a medida de idade de uma determinada turma, qual o
modelo mais vendido e para qual faixa etária.

Em geral, o SIG auxilia na resolução de problemas estruturados, cujos dados


podem ser quantificados, condensados e comparados, porém, na maioria das vezes, não
são flexíveis e apresentam reduzida capacidade analítica, visto que dão suporte às áreas
funcionais específicas de modo separado (ROSINI e PALMISANO, 2012, apud
MARTINS, 2014).

Segundo Silva (2008), o SAD é projetado de modo que os usuários possam trocar
suposições, fazer perguntas novas e incluir novos dados, trabalhando diretamente com
eles de maneira interativa.

O SAD também envolve o julgamento gerencial, oferecendo alternativas para


resolução de problemas, com a possibilidade de ajudar um gerente a tomar a decisão
certa. No entanto, a ênfase de um SAD é dar suporte e não substituir a tomada de decisão
gerencial (STAIR; REYNOLDS, 2012).

Para Silva (2008) o SIE também ajuda a monitorar o desempenho organizacional,


monitorar atividades de concorrentes, destacar problemas, identificar oportunidades e
prever tendências em longo prazo.

Para Rezende, Abreu (2013), o ERP é um software ou pacote comercial de gestão


que surgiu a partir da necessidade das empresas possuírem suas áreas funcionais ou
filiais totalmente integradas em uma única base de dados. Dentre as suas vantagens,
destaca-se a padronização dos dados e processos, bem como a mudança contínua da
organização.

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1.3 Sistema de gestão

A gestão é um conceito universal muito popular e amplamente utilizado. Como se


pode constatar, no nosso dia a dia todas as organizações, empresariais, políticas, culturais
ou sociais, utilizam a gestão para ajudar a dirigir os vários esforços envolvidos na
realização de um propósito definido.

De acordo com Koontz e O’Donnell (1972), a gestão “é a arte de fazer as coisas


através de pessoas em grupos organizados. É a arte de criar o ambiente ideal, no qual as
pessoas podem realizar e cooperar para a consecução dos objetivos do grupo”.

Kreitner (2009) define a gestão como um processo para alcançar objetivos


organizacionais, num ambiente em constante mudança, através do esforço dos outros,
usando eficaz e eficientemente recursos limitados.

Um sistema de gestão é um programa voltado para gerenciamento de tarefas


dentro de um negócio, é essencial para empresas de pequeno, médio e grande portes e
pode otimizar diferentes processos do dia a dia (SILVA, 2014).

Todavia, Fayol (1949, apud Silva, 2014) foi provavelmente o primeiro autor a
identificar e descrever os elementos ou funções da gestão, classificando-os como
planeamento, organização, direção, coordenação e controlo.

Fayol (1949), define os elementos ou funções da gestão da seguinte maneira:

Planeamento é a função básica de gestão, que consiste em decidir antecipadamente


o que fazer, quando e como fazer.

Organização é o processo de reunir recursos e de desenvolver relacionamento


entre eles de forma a alcançar os objetivos propostos.

A direção é a função da gestão que visa influenciar, orientar, supervisionar e


motivar os membros da organização para a persecução dos objetivos.

A coordenação é a harmonização de todas as atividades, de forma a facilitar a


persecução dos objetivos.

O controlo é a função que envolve a medição dos resultados para avaliar o


desempenho de uma organização em conformidade com aquilo que foi previamente
definido e apontar as eventuais ações corretivas.

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Através do software de gestão desenvolvido, é possível automatizar tarefas,
facilitando as ações do dia a dia, e se dedicar à parte estratégica da empresa, visando
assim expandir o negócio e, consequentemente, aumentar as vendas. O sistema também
centraliza os dados gerados pelos diferentes setores da empresa ,que posteriormente são
usados para a construção de relatórios.

O sistema de gestão é conhecido por ajudar a organizar todas as tarefas de uma


empresa e, por isso, ele é visto como um automatizador e otimizador de processos de
trabalho. Principalmente quando as tarefas são feitas por números enxutos de
funcionários.

Para Ramsborg et al. (2008), a gestão de eventos é a aplicação da gestão de


projetos para a criação e desenvolvimento de eventos de grande escala, tais como
festivais, conferências, feiras e exposições, cerimónias, festas, concertos ou convenções.

Segundo Silva (2014) os tipos de softwares de gestão são essenciais para


empresas, e é preciso distinguir entre dois principais: o ERP e o CRM (Customer
Relationship Management- - Gestão do Relacionamento com o Cliente).

O ERP, ou Planejamento de Recursos da Empresa, é projetado para organizar os


processos empresariais, concentrando-se em recursos financeiros. Suas funcionalidades
incluem:

 Gestão logística;
 Controle de estoque;
 Emissão de notas de pagamentos e facturas;
 Pagamento de tributos;
 Informações detalhadas sobre funcionários.

CRM, concentra-se em reunir informações do funil de vendas e oferecer suporte


à gestão comercial. Seus recursos abrangem:

 Previsão aprimorada de vendas;


 Melhoria na satisfação do cliente;
 Redução da taxa de cancelamento;
 Histórico completo do relacionamento com clientes;
 Campanhas de vendas baseadas em dados.

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1.4 Feira

O mercado de feiras e eventos influencia cada vez mais a vida econômica das
empresas, tornando-se protagonista na promoção de novos negócios. Ano a ano, ele
cresce em números, proporções e graus de sofisticação, tornando a organização uma
tarefa trabalhosa, especializada e de grande responsabilidade.

Black (1986), define feiras e exposições como eventos que reúnem, num único
local, num determinado período de tempo, um grupo de fornecedores, distribuidores e
serviços relacionados que colocam em exposições físicas os seus produtos e/ou serviços,
sob orientação de uma determinada entidade organizadora.

Para Silva (2014) uma feira é um modelo de evento que possui como principal
característica a exposição, geralmente de produtos e mercadorias, feito pelos chamados
expositores, onde um público variado pode visitar e ter contato com essas ações.

Baseando- se em Silva (2014), podemos afirmar que uma feira é uma exposição
comercial de produtos e mercadorias, feitos por expositores ou feirantes. Uma feira é
realmente um dos modelos de eventos mais conhecidos, principalmente pelo número de
pessoas que consegue captar ao longo de alguns dias de evento.

Rathmell (1954) designa uma “Exposição Comercial” como uma ação de


marketing periódica, que concentra no mesmo espaço vendedores concorrentes, com vista
a promoverem a venda dos seus bens aos compradores visitantes. Rathmell (1954) afirma
também que uma “Exposição Comercial” é um auxílio importante para o desempenho de
três funções do marketing: comprar, vender e recolher informações sobre o mercado.

Segundo a UFI (2011), a exposição é um termo semelhante ao conceito “feiras”;


no entanto, para a UFI persiste uma pequena diferença: as exposições podem ser apenas
uma mostra, ou seja, eventos mais numa ótica de demonstração e visualização pública de
produtos e/ou serviços

Uma feira é um evento que reúne expositores de diferentes setores da economia


para apresentar e comercializar seus produtos ou serviços. Geralmente, as feiras são
realizadas em espaços amplos, como centros de convenções ou pavilhões, e atraem um
grande número de visitantes interessados em conhecer as novidades e oportunidades
oferecidas pelos expositores (SILVA, 2014).

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[...] No período após a Segunda Guerra Mundial as feiras aparecem inicialmente
como eventos genéricos, com expositores e visitantes pertencentes a diferentes setores.
Mais tarde, as feiras sofrem uma alteração, passando à especialização, isto é, as feiras
genéricas começam a ser substituídas por eventos de setores especializados. Com esta
especialização conseguiram, na prática, atrair mais expositores e visitantes internacionais
(BATHELT e ZENG, 2015).

Segundo Silva (2014), as feiras têm uma longa história, remontando aos tempos
antigos. No passado, as feiras eram realizadas principalmente para fins comerciais,
permitindo que os comerciantes se encontrassem e trocassem mercadorias. Com o tempo,
as feiras evoluíram e se tornaram eventos mais complexos, incorporando não apenas a
venda de produtos, mas também atividades como palestras, workshops e apresentações
culturais.

Herbig, O’Hara e Palumb (1997), assumem as feiras e exposições como um


grande evento de marketing para as empresas e/ou setores de atividade. Mas para
Mendonça da Silva (2014) as feiras são mais do que uma mera ferramenta de marketing;
são, sobretudo, um sistema presencial, dinâmico e interativo de interesses, a montante e
a jusante, nos negócios dos participantes (quer dos expositores, quer dos visitantes). Isto
porque permite colocar no mesmo espaço e num curto período de tempo uma grande
variedade de stakeholders, sejam eles potenciais clientes, concorrentes, fornecedores,
parceiros e outros, que gravitam à volta dos mesmos interesses.

Figura 1.3- Tipicidade das feira

Fonte: Silva (2014)


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As feiras e exposições compreendem simultaneamente três partes interessadas:
visitantes, expositores e organizadores (LIN, KERSTETTER, HICKERSON, 2015). Se
pegarmos nesta afirmação dos autores, podemos criar o triângulo VEO (Visitor,
Exhibitor, Organizer) (SILVA, 2014).

Figura 1.4- Triângulo VEO

Fonte: Silva (2014)

Silva (2014) define o “organizador da feira como a entidade responsável pela


organização da feira, que, de forma coordenada e consciente, articula e operacionaliza os
recursos e processos necessários para a realização da feira”.

O autor define ainda expositores como sendo todas as empresas ou entidades


fisicamente presentes na feira, com o propósito de exibirem os seus produtos e/ou serviços
aos visitantes. Os visitantes, por sua vez, são todas as pessoas que entram no recinto da
feira e interagem com os expositores.

Zielińsk (2011, apud Silva, 2014) conclui que a atratividade das feiras depende
das interações entre compradores (visitantes) e vendedores (expositores), pelo que este
autor reforça o potencial interesse de organizadores de feiras em promover o intercâmbio
de informações entre os participantes da feira.

Ao organizador da feira cabe captar expositores e visitantes e ao mesmo tempo


criar as condições ideais para que haja interação entre expositores e visitantes, com vista
ao desenvolvimento de um processo de compra (LIN, KERSTETTER, 2015).

A falta de competências de um organizador de feiras ou exposições é facilmente


sancionada pelos clientes (expositores e visitantes). [...] algumas feiras são “ambientes
caóticos de vendas” e muitas empresas estavam dececionadas com seus resultados.
(BELLO E LOHTIA, 1993).

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1.5 Microsoft Visual Studio

No cotidiano do desenvolvimento de software, é comum querer aumentar a


produtividade. A produtividade pode ser analisada em diversos aspectos: qualidade do
software e velocidade de desenvolvimento são alguns deles. A criação de um software
envolve algumas etapas fundamentais, tais como: a documentação, codificação,
compilação, testes e debug. Em cada uma dessas etapas, uma ferramenta poderia auxiliar
o desenvolvedor a fim de melhorar a produtividade, daí surge o conceito de IDE ou
Ambiente de Desenvolvimento Integrado (K19 TREINAMENTOS, 2016).

IDE, é um programa de computador que reúne características e ferramentas de


apoio ao desenvolvimento de software com o objectivo de agilizar este processo. Uma
IDE é uma ferramenta que provê facilidades para o desenvolvedor realizar as principais
tarefas relacionadas ao desenvolvimento de um software (SANTOS, 2016).

Geralmente os IDEs facilitam a técnica de RAD ou Desenvolvimento Rápido de


Aplicações, que visa a maior produtividade dos desenvolvedores. Usar uma IDE pode
trazer diversos benefícios para as pessoas envolvidas no projeto, como os programadores,
empresas e clientes. O uso de uma IDE adequada pode aumentar a produtividade,
diminuindo gastos e aumentando o desempenho.

Segundo Redação Impacta (2017), Microsoft Visual Studio é um IDE da


Microsoft para desenvolvimento de software especialmente dedicado ao .Net framework
e as linguagens Visual Basic , C, C++, C# e F# . O Visual Studio é caracterizado por sua
capacidade de desenvolver aplicações sem a necessidade de digitar códigos em excesso,
ele dispõe de uma facilidade em acompanhar seu código com marcações de início de
código.

O IDE Visual Studio facilita o trabalho de escrever código e de desenvolve-lo


rapidamente, o IDE automatiza as instruções reduzindo uma grande quantidade de esforço
que poderia ser utilizado. O IDE é óptimo em gerar automaticamente algum código para
você, mas é só isso que ele pode fazer (STELLMAN e GREENE, 2008).

Embora o IDE do Visual Studio seja um dos ambientes de desenvolvimento mais


avançados, ele só pode ir até esse ponto. É você e não o IDE que escreve o código de
acção ou o código que faz o trabalho. Usando o Visual Studio é possível criar projetos de
software para as plataformas desktop e mobile, além do desenvolvimento para web
(STELLMAN e GREENE, 2008).

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1.6 Programação Orientada aos Objectos

A POO (Programação Orientada a Objectos) é um padrão de desenvolvimento


de softwares largamente utilizado em muitas linguagens de programação atuais, como
Java, C#, PHP, Python, Delphi. Nesse processo de programação, são criadas coleções de
objetos com estrutura e comportamentos próprios, tais objetos interagem entre si e
executam as acções solicitadas. Com isso é possível afirmar que um programa OO
(Orientado a Objectos) é um conjunto de objectos que colaboram entre si para a solução
de um problema.

Para Barreiro e Almeida (2011) “a POO é um paradigma de programação que se


centra na noção de objecto, ao contrário da programação tradicional que é centrada no
conceito de procedimento. A POO utiliza objectos e não algoritmos como bloco lógico
fundamental”.

Segundo o Instituto federal de educação, ciência e tecnologia (2013) a POO é um


modelo de análise, projeto e programação baseado na aproximação entre o mundo real e
o mundo virtual, através da criação e interação entre objetos, atributos, códigos, métodos,
entre outros. A grande maioria das linguagens modernas são OO.

“A POO é essencialmente um estilo de programação, de certa forma independente


da linguagem de programação […]. No entanto, muitos dos conceitos de POO só são
suportados por linguagens de programação orientadas por objectos” (Barreiro e Almeida,
2011, p.13), ou seja, a programação orientada a objectos utiliza objectos, porém nem
todas das técnicas e estruturas associadas são suportadas directamente em linguagens que
afirmam suportar a POO.

A POO surgiu com a finalidade de facilitar o desenvolvimento de software, pois


na POO o difícil não é desenvolver bem um software, mas sim desenvolver um software
que satisfaça o cliente, ou seja, garantir que o que será entregue será realmente o que foi
pedido.

Segundo Gunnerson (2001 apud Silva, 2005, p.22), existem dois conceitos
fundamentais em OO: classe e objeto, o que quer dizer que todos os outros conceitos,
igualmente importantes, são construídos em cima desses dois, um objecto é simplesmente
uma coleção de informações e funcionalidades correlatas, no qual são algo que tem uma
manifestação no mundo real. Possui uma descrição (atributos) e uma identidade. As

17
informações armazenadas em si podem ser qualquer tipo de informação. Já à classe, reúne
objetos que compartilham propriedades em comum.

Um objecto nesse contexto, representa entidades (por exemplo, pessoas, coisas ou


processos) do mundo real [...] enquanto nas linguagens procedimentais, como no caso da
linguagem C, desenvolvemos código e funções identificando as variáreis recorrendo
somente a um comportamento, numa linguagem orientada por objectos podemos ir mais
longe e representar qualquer objecto do dia- a- dia. (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

Esse objecto possui características próprias, as quais pertencem somente a ele,


como nome, idade, tipo sanguíneo, cor dos cabelos, altura, peso, etc. Essas características
são definidas como atributos (CORREIA, 2006).

Com a Programação Orientada por Objectos é possível desenvolver aplicações


mais robustas e permitem ao programados uma maior reutilização de código e
consequentemente baixa probabilidade de falha na produção do software (Barreiro e
Almeida, 2011). O ponto de vista humano se torna mais próximo do virtual. Assim, pensa-
se no problema geral, em vez de concentrar o foco em pormenores. NOLETO (2012).

Em linguagem C, para representar um objecto “Mesa” poderia se criar


uma estrutura e as variáveis “Tampo”, “Altura”, “Largura”,
Comprimento”. Não deixa de ser um conjunto de quatro variáveis que
identifica a “Mesa”. Por cada tipo de mesa em que o número de
variáveis fosse diferente, teríamos de definir uma nova estrutura e criar
tudo de novo. Numa abordagem de POO poderemos criar uma classe
que identifica a “Mesa” e reutiliza-la as vezes que entender no programa
e se a “Mesa” for diferente, basta herdar as propriedades da anterior e
criar uma nova classe BARREIRO e ALMEIDA (2011).
O processo de Análise Orientada a Objetos consiste em identificar os objetos que
fazem parte de um sistema e a maneira que se comportarão perante determinadas
situações. [...] uma das principais vantagens da orientação a objetos é reunir em uma
mesma estrutura os dados e processos que são executados sobre esses objetos, o que
permite melhor organização do programa (CORREIA, 2006).

Para Maia e Morelli (2004 apud Silva, 2005), a programação orientada a objetos
tem como principal objectivo reduzir a complexidade e atingir um desenvolvimento
interativo e incremental de criações rápidas de protótipos, códigos reutilizáveis
aumentando a sua produtividade através do encapsulamento dos dados e uma modelagem
do problema para identificar o melhor conjunto de objetos para descrever um sistema de
software. O funcionamento deste sistema se dá através do relacionamento e troca de
mensagens entre esses objetos.

18
1.6.1 Princípios da programação orientada aos objectos

A POO trabalha utilizando classes, ela é quem dá a vida ao objeto, pois nela é que
são criadas as funcionalidades através dos métodos, e suas especificidades através dos
atributos, a classe não é o objeto, ela é utilizada para construí-lo. A classe em si é um
conceito abstrato, como um molde, que se torna concreto e palpável através da criação de
um objeto.

Uma classe é uma estrutura de programação que descreve determinado


objecto, definindo propriedades e métodos. Uma classe é somente a
definição de onde serão armazenados os dados e como serão invocados
(que métodos vamos invocar). Podemos considerar que a classe é o
molde de dados, depois será instanciada por cada objecto que necessite
de armazenar. (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

Segundo Carlos (2013) um objecto é algo do mundo real Concreto ou Abstrato. A


percepção dos seres humanos é dada através dos objetos. Um objecto é uma entidade que
exibe algum comportamento bem definido.

A definição de atributos de objetos pode ser definida como as “variáveis” ou


“campos” que guardam diferentes valores conforme as características que esses objetos
podem possuir (CORREIA, 2006).

“As propriedades (ou variáveis membro) são as variáveis que permitirão guardar
os dados do objecto. Em geral, são privadas e acedidas pelos métodos” (BARREIRO e
ALMEIDA, 2011, p.15)

“Os métodos ou funções membro são procedimentos declarados na classe que


permitirá aos programadores alterar o estado do obejcto. São funções que executam todo
código necessário para a gestão do projecto e integração com outros componentes do
programa”. (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

Para uma linguagem de programação ser considerada orientada a objetos, deve


haver quatro comportamentos característicos, os chamados pilares da POO. São eles:
abstração, encapsulamento, herança e polimorfismo.

[Link] Abstração

Para Carlos (2013) abstração é uma das formas fundamentais que nós lidamos
com a complexidade. Quando queremos diminuir a complexidade de alguma coisa,
ignoramos detalhes sobre as partes para concentrar a atenção no nível mais alto de um
problema. Não se analisa o “todo”, em POO é importante analisar as partes para entender

19
o todo. Foca a característica essencial de alguns objetos relativo a perspectiva do
visualizador.

[Link] Encapsulamento

Distingue-se pela particularidade de colocar uma espécie de cápsula nas


propriedades dos objectos e somente deixar aceder aos mesmos através dos métodos.
Assim podemos definir que o encapsulamento será uma protecção que o objecto garante
ás propriedades e aos métodos impedindo que se aceda de forma directa e somente deixará
aceder ás propriedades através de métodos públicos. (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

Segundo Silva (2005) “encapsulamento consiste na separação de aspectos internos


e externos de um objeto. Este mecanismo é utilizado amplamente para impedir o acesso
direto ao estado de um objeto (seus atributos), disponibilizando externamente apenas os
métodos que alteram estes estados”

[Link] Herança

“Pode ser considerada como uma forma de reutilização de código. De uma forma
rápida, definimos como a possibilidade de particularizar algumas classes tendo a
definição de outras como base” (BARREIRO e ALMEIDA, 2011, p.16).

Para exemplificar a herança pode-se utilizar a genética (Correia, 2006). O filho


herda características genéticas dos pais e, por sua vez, repassa estas características aos seus
filhos. A partir destes conceitos, a herança também é aplicada em orientação a objetos, pois
uma classe pode herdar características, métodos e atributos de outras. Da mesma forma uma
classe pode repassar suas características para outras classes, fazendo com que as que
receberam suas características se tornem suas herdeiras. De forma resumida, herança
significa que todos os atributos programados no ancestral já estarão automaticamente
presentes em seus descendentes sem precisar reescrevê-los (COLLA, 2013).

[Link] Polimorfismo

Normalmente o polimorfismo está interligado com a herança da classe. Quando


existe a necessidade de criar uma classe herdada, podemos redefinir o método com o
mesmo nome da classe que se quer herdar, mas com resultados diferentes. O método tem
os mesmos nomes, mas com comportamentos diferentes, tem origem na própria
definição: “poli”- múltiplas e “morfos” – formas. (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

20
1.7 Linguagem C#

A partir do período em que se conseguiu diminuir o tamanho dos computadores


de laboratório, e eles passaram a ser comercializados para uso em aplicações empresariais
e pessoais, as linguagens de programação foram cada vez mais necessárias para poder
comunicar informações aos computadores e ao usuário de uma forma que o usuário
conseguisse entender; com isso foram surgindo novos tipos de linguagens cada vez mais
aprimoradas, as quais facilitam a vida do usuário na utilização de todos os sistemas
contidos nos computadores.

A Linguagem de programação é uma linguagem formal que, através de uma série


de instruções, permite que um programador escreva um conjunto de ordens, acções
consecutivas, dados e algoritmos para criar programas que controlam o comportamento
físico e lógico de uma máquina. Segundo Trigo e Henriques (2018), “um programa é uma
sequência de instruções, dirigidas a um computador, para que este execute uma
determinada função pretendida. A actividade de programar consiste na elaboração dessa
sequência de instruções numa determinada linguagem de programação, que satisfaz o que
é pretendido”.

Segundo Câmara (2000 apud Silva, 2005), nas últimas duas décadas, C e C++
foram as linguagens mais amplamente usadas para o desenvolvimento de software
comercial e de negócios. Embora ambas proporcionem ao programador uma quantidade
enorme de controle granular, pois demoram mais para serem desenvolvidas, esta
flexibilidade possui um custo para a produtividade. Com o intuito de unir
desenvolvimento rápido combinando com poder as funcionalidades básicas das
plataformas, a Microsoft lançou a linguagem chamada C# totalmente sincronizada com a
web.

O C# (C Sharp) ou Visual C# é uma linguagem de programação OO, criada pela


microsoft como parte da plataforma .Net. A linguagem C# aproveita conceitos de muitas
outras linguagens, Smalltalk, Delphi , mas especialmente de C++ e Java. Criada por
Anders Hejlsberg e Scott Wiltamuth, inicialmente chamada de Cool, foi renomeada em
2000 para C#. O C# é uma linguagem fortemente tipada e orientada a objetos projetada
para oferecer a melhor combinação de poder, simplicidade, expressividade e
performance. Na verdade, o C# é a reunião das principais vantagens dessas linguagens,
corrigindo seus defeitos e/ou limitações e acrescentando alguns outros recursos, o que faz
do C# uma linguagem muito poderosa e atrativa aos desenvolvedores que desejam migrar
21
para a plataforma Microsoft. NET, pois é fácil de assimilar pelos programadores que estão
iniciando agora o desenvolvimento de softwares e também proporciona um tempo
mínimo de aprendizagem para os mais experientes. (WILLE, 2001).

Hejlsberg el al. (2010) falam que o C# possui construções de linguagem que


apoiam directamente os conceitos de fornecer os componentes de software em forma de
pacotes autossuficientes e a autodescrição da funcionalidade, o que a torna muito natural
para usar e criar componentes do software e também possui várias características que
ajudam na construção de aplicativos robustos e duráveis.

O C# oferece poder, facilidade, flexibilidade e é a linguagem nativa para a


plataforma .NET. O C# resolve o abismo entre as linguagens de baixo nível e alto nível,
ela é considerada uma linguagem de alto nível, ou seja, uma linguagem com um nível de
abstração relativamente elevado longe do código de máquina e mais próxima da
linguagem humana, não necessitando o programador de conhecer a arquitetura do
processador (registos e instruções) para poder programar (TRIGO, HENRIQUES, 2018).

A linguagem C# é OO suporta os conceitos de abstração, encapsulamento,


herança, polimorfismo e inúmeras ferramentas que facilitam o desenvolvimento de
aplicações. Por ser OO que permitem aos programadores criar uma variedade de
aplicações seguras e robustas que são executadas na Framework .NET. Usando o C#
podemos criar aplicações de cliente tradicional do Windows, XML, Web Services,
componentes distribuídos, aplicações cliente- servidor, bases de dados, software
aplicacional, entre vários outros exemplos (BARREIRO e ALMEIDA, 2011).

Segundo Lima (2002), as características principais do C# são:

Clareza, simplicidade e facilidade: C# é clara, simples, fácil de aprender, mas


nem por isso é menos poderosa.

Completamente orientada a objetos: C#, diferentemente de muitas linguagens


existentes no mercado, é completamente orientada a objetos. Em C#, tudo é um objeto.

Suporta interfaces, sobrecarga, herança, polimorfismo, atributos, coleções, dentre


outras características essenciais numa linguagem que se diz orientada a objetos.

Código reutilizável: Todo programa desenvolvido em C# é passível de


reutilização a partir de qualquer outra linguagem de programação

Case Sensitive – Diferencia maiúsculas de minúsculas.

22
1.8 Conceitos de base de dados

É comum nos dias de hoje ouvir falar sobre informação, ou a sociedade do


conhecimento, porque tudo ao nosso redor se torna informação. Por essa razão sentimos
a necessidade de armazenar certos dados, por isso, as bases de dados adquiriram uma
grande importância em nosso meio, tornando-se indispensáveis para a organização, além
de ser um meio rápido e fácil de armazenar e de recuperar informações

“Uma base de dados é, basicamente, um sistema de armazenamento de dados


baseado em computador, cujo objectivo global é registrar e manter informações”.
(BUTZKE, 2000).

“Base de dados é o conjunto de dados integrados que tem por objectivo atender a
uma comunidade de usuários” (HEUSER, 1998).

O objectivo principal de um sistema de base de dados é prover um ambiente que


seja adequado e eficiente para uso na recuperação e armazenamento de informações. E
para seu gerenciamento precisa de um Sistema Gerenciador de Base de Dados (SGBD),
que é o software que permite a definição de estruturas para armazenamento das
informações e fornecimento de mecanismos para acessar e manipular as informações
contidas no mesmo.

Baseando- se nas definições dos autores Heuser (1998) e Ramalho (2002),


podemos dizer que de uma forma genérica uma base de dados é um conjunto de dados
relacionados entre si, girando em volta de um tópico e propósito específico, ou seja, um
repositório de dados sobre determinado assunto, tema ou solução, cujo o principal
objectivo é permitir guardar o histórico de dados e produzir informação após
processamento.

Segundo Franco (2013) um Base de Dados é projetada, construído e composto por


um conjunto de dados para um propósito específico. O autor ainda continua dizendo: uma
base de dados é uma coleção logicamente coerente de dados com um determinado
significado inerente. Isto significa que um conjunto aleatório de dados não pode ser
considerada uma base de dados.

Meira (2013), uma base de dados informatizada é usualmente mantida


e acessada por meio de um software conhecido como SGDB, muitas
vezes o termo base de dados é usado como sinônimo de SGDB. Um
SGBD é uma coleção de programas que permitem ao usuário definir,
construir e manipular Bases de Dados para as mais diversas finalidades.

23
Heuser (1998) afirma que “um sistema de gerência de base de dados é o software
que incorpora as funções de definição, recuperação e alteração de dados em uma base de
dados”. Os mais utilizados entre eles são: SQL Server, MySql, Oracle,PostegreSQL,
Firebird.

Segundo Butzke (2000) o Sistema Gerenciador de Base de Dados tem como


principais vantagens a utilização de recursos como Linguagem de Consulta SQL,
Segurança dos Dados e Controle de Níveis de Acesso de Usuários. Quanto ao aspecto
segurança dos dados vale ressaltar que perder dados pode comprometer qualquer processo
de informatização e num período de globalização a informação é indispensável e deve ser
imediata. Outras vantagens da utilização de um Sistema Gerenciador de Base de Dados
são os Relacionamentos e replicação (atualização dos dados em pontos diferentes da rede,
endereços lógicos, em tempo real ou em horários pré-determinados).

Para Heuser (1998) o projeto de uma base de dados usualmente ocorre em três
etapas. A primeira etapa, a modelagem conceitual, procura capturar formalmente os
requisitos de informação de uma base de dados. A segunda etapa, o projeto lógico,
objectiva definir, a nível de SGBD, as estruturas de dados que implementarão os
requisitos identificados na modelagem conceitual. A terceira etapa, o projeto físico,
define parâmetros físicos de acesso a BD, procurando otimizar a performance do sistema
como um todo.

1.8.1 Abordagem Entidade Relacionamento

Modelagem de sistemas, tanto a nível funcional quanto de dados, é um requisito


fundamental para a obtenção de produtos de software de maior qualidade e confiabilidade.

Para Heuser (1998), a técnica de modelagem de dados mais difundida e utilizada


é a abordagem entidade-relacionamento (ER). Nesta técnica, o modelo de dados é
representado através de um modelo ER. Usualmente, um modelo ER é representado
graficamente, através de um diagrama entidade relacionamento (DER).

De acordo com Takai, Italiano e Ferreira (2005), o modelo relacional apareceu


devido às necessidades de aumentar a independência de dados nos sistemas gerenciadores
de base de dados, proporcionando um conjunto de funcionalidades apoiadas em álgebra
relacional para armazenamento e recuperação de dados além de permitir processamento
dedicado.

24
O modelo relacional implementa estruturas de dados organizadas em relações ou
tabelas. Porém, para trabalhar com essas tabelas, algumas restrições precisaram ser
impostas para evitar aspectos indesejáveis, como: Repetição de informação, incapacidade
de representar parte da informação e perda de informação. Essas restrições são:
integridade referencial, chaves e integridade de junções de relações (MEIRA,2013, p.6).

Para Takai, Italiano E Ferreira (2005), a estrutura fundamental do modelo


relacional é a relação (tabela). Uma relação é constituída por um ou mais atributos
(campos) que traduzem o tipo de dados a armazenar. Cada instância do esquema (linha)
é chamada de tupla (registro) […] este modelo não possui caminhos pré-definidos para
se fazer acesso aos dados como nos modelos anteriores.

O modelo relacional implementa estruturas de dados organizadas em relações,


porém, para trabalhar com essas tabelas, algumas restrições precisaram ser impostas para
evitar redundância, perda de dados e incapacidade de representar parte da informação.
Essas restrições são: integridade referencial, chaves e integridade de junções de relações
(TAKAI, ITALIANO e FERREIRA, 2005).

Heuser (1998) o MER é um modelo de alto nível, independente do SGBD, que


representa o problema a ser modelado. Seus conceitos foram projetados para serem
compreensíveis a usuários, descartando detalhes de como os dados são armazenados. No
MER o elemento principal é a relação que é representada numa tabela ou entidade. Trata-
se de um modelo conceitual usado para descrever os objectos envolvidos no domínio de
um sistema a ser construído, incluindo seus atributos e relacionamentos.

“Entidade é conjunto de objetos (coisas) da realidade modelada sobre os quais


deseja-se manter informações na base de dados” (HEUSER, 1998, p.23).

Relacionamento é o conjunto de associações entre entidades Heuser (1998).


Baseando- se nas abordagens diversas, podemos definir relacionamento como: associação
entre as entidades conectadas por chaves primárias e estrangeiras.

Atributos são propriedades particulares que descrevem as entidades (TAKAI,


ITALIANO e FERREIRA, 2005).

Entre os atributos de uma entidade podemos encontrar:

Chave primária (Primary Key): atributo da tabela, que permite identificar


univocamente os registros, não podendo ter repetição de valores nem tão pouco valores
nulos (ARAÚJO, 2008)

25
Chave Estrangeira (Foreign Key): é um atributo de uma tabela que estabelece
um relacionamento com a PK de outra tabela. As chaves estrangeiras constituem um
conceito de vital importância no modelo relacional, são os elos entre as tabelas

Chave Composta: chave que é composta de dois ou mais atributos, geralmente é


empregada quando não é possível utilizar uma única coluna de uma tabela pra identificar
de forma exclusiva seus registros.

Chave substituída (chave substituta): valor numérico adicionado a uma relação


para servir como chave primária, não possui significado para o usuário e geralmente fica
escondida nas aplicações, são frequentemente utilizadas no lugar de uma PK.

Os relacionamentos no MER possuem uma outra característica, que é chamada


cardinalidade. A cardinalidade diz respeito ao número de itens que se relacionam nas
entidades, podendo ser máxima e mínima, significando respectivamente os números
mínimos e máximos de instâncias de cada entidade associadas ao relacionamento
(MENDONÇA, 2019).

Um relacionamento binário é aquele envolve duas ocorrências de entidade.


Podemos classificar os relacionamentos binários em:

1:1 (Um para um): esses relacionamentos indicam que um membro de uma
entidade só pode estar relacionado a no máximo um membro de outra entidade e vice-
versa (MENDONÇA, 2019).

1:n (um-para-muitos): um elemento da entidade A relaciona-se com muitos


elementos da entidade B, mas cada elemento da entidade B somente pode estar
relacionado a um elemento da entidade A.

M:N ou N:N (Muitos para muitos): quando para várias instâncias da entidade A
existem várias instâncias relacionados a ele na entidade B.

Segundo Franco (2013), no relacionamento unário os elementos de uma entidade


se relacionam a outros elementos dessa mesma entidade. De acordo com Heuser (1998)
um DER é um modelo formal, preciso, não ambíguo. Isto significa que diferentes leitores
de um mesmo DRE devem sempre entender exatamente o mesmo. (HEUSER,1998).

26
CAPÍTULO II- PROCEDIMENTO DO ESTUDO
2.1 Metodologia
O método científico é a forma encontrada pela sociedade para legitimar um
conhecimento adquirido empiricamente. O método científico é fundamental para validar
as pesquisas e seus resultados serem aceitos. Dessa forma, a pesquisa, para ser científica,
requer um procedimento formal, realizado de “modo sistematizado, utilizando para isto
método próprio e técnicas específicas” (RUDIO, 1980).

2.1.1 Classificações quanto à natureza da pesquisa

As pesquisas científicas podem ser classificadas, quanto à natureza, em dois


tipos básicos: qualitativa e quantitativa e um misto dos dois tipos.

2.1.2 Pesquisa qualitativa

Para Oliveira (2011), a pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte
directa de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. A pesquisa qualitativa
supõe o contacto directo e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que
está sendo investigada via de regra, por meio do trabalho intensivo de campo. Os dados
colectados são predominantemente descritivos. A preocupação com o processo é muito
maior que com o produto.

2.1.3 Pesquisa quantitativa

Na pesquisa quantitativa, a determinação da composição e do tamanho da


amostra é um processo no qual a estatística tornou-se o meio principal. Como, na pesquisa
quantitativa, as respostas de alguns problemas podem ser inferidas para o todo, então, a
amostra deve ser muito bem definida, caso contrário, podem surgir problemas ao se
utilizar a solução para o todo (MALHOTRA, 2001).

2.1.4. Pesquisa qualitativa-quantitativa

De acordo com Demo (2002), “a ciência prefere o tratamento quantitativo


porque ele é mais apto aos aperfeiçoamentos formais: a quantidade pode ser testada,
verificada, experimentada, mensurada”. Assim, para o pesquisador, “[...] não faz nenhum
sentido desprezar o lado da quantidade, desde que bem feito”. Em vez disso, “[...] só tem
a ganhar a avaliação qualitativa que souber se cercar inteligentemente de base empírica,
mesmo porque qualidade não é a contradição lógica da quantidade, mas a face contrária
da mesma moeda”.

27
2.1.5 Classificação quanto à técnica de coleta de dados

Durante a coleta de dados, diferentes técnicas podem ser empregadas, sendo os


mais utilizados: a entrevista, o questionário, a observação e a pesquisa documental.

[Link] Entrevista

Segundo Cervo e Bervian (2002), a entrevista “[…] pode ser definida como
conversa realizada face a face pelo pesquisador junto ao entrevistado, seguindo um
método para se obter informações sobre determinado assunto”. De acordo com Gil
(1999), algumas das vantagens na utilização da técnica de entrevista, são: maior
abrangência, eficiência na obtenção dos dados, classificação e quantificação. Além disso,
se comparada com os questionários, a pesquisa não restringe aspectos culturais do
entrevistado, possui maior número de respostas, oferece maior flexibilidade e possibilita
que o entrevistador capte outros tipos de comunicação não verbal.

[Link] Questionário

Marconi e Lakatos (1996) definem o questionário estruturado como uma “[...]


série ordenada de perguntas, respondidas por escrito sem a presença do pesquisador”.
Dentre as vantagens do questionário, destacam-se as seguintes: ele permite alcançar um
maior número de pessoas, é mais econômico, a padronização das questões possibilita uma
interpretação mais uniforme dos respondentes, o que facilita a compilação e comparação
das respostas escolhidas, além de assegurar o anonimato ao interrogado.

O questionário também possui alguns inconvenientes, dentre os quais podem ser


citados: o anonimato não assegura a sinceridade das respostas obtidas; ele envolve
aspectos como qualidade dos interrogados, sua competência, franqueza e boa vontade; os
interrogados podem interpretar as perguntas da sua maneira; alguns temas podem deixar
as pessoas incomodadas; há uma imposição das respostas que são predeterminadas, além
de poder ocorrer um baixo retorno de respostas (MALHOTRA, 2001).

[Link] Observação

Segundo Cervo e Bervian (2002), a observação é vital para o estudo da realidade


e de suas leis. Sem ela, o estudo seria reduzido a “[...] à simples conjetura e simples
adivinhação”.

A observação também é considerada uma coleta de dados para conseguir


informações sob determinados aspectos da realidade. Ela ajuda o pesquisador a “[...]
identificar e obter provas a respeito de objectivos sobre os quais os indivíduos não têm
28
consciência, mas que orientam seu comportamento”[…], a observação também obriga o
pesquisador a ter um contato mais direto com a realidade. Como a maioria das técnicas
de pesquisa, a observação sempre deve ser utilizada juntamente com outra técnica de
pesquisa, pois, do ponto de vista científico, essa técnica possui vantagens e limitações
que podem ser administradas com o uso concorrente de outras técnicas de pesquisa
(MARCONI e LAKATOS, 1996).

[Link] Pesquisa documental

A pesquisa documental, segundo Gil (1999), é muito semelhante à pesquisa


bibliográfica. A diferença essencial entre ambas está na natureza das fontes: enquanto a
bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições de diversos autores, a
documental vale-se de materiais que não receberam, ainda, um tratamento analítico,
podendo ser reelaboradas de acordo com os objetos da pesquisa.

Para Gil (1999) este tipo de pesquisa torna-se particularmente importante quando
o problema requer muitos dados dispersos pelo espaço. Porém, deve-se ter atenção à
qualidade das fontes utilizadas, pois a utilização de dados equivocados reproduz ou,
mesmo, amplia seus erros.

[Link] Pesquisa bibliográfica

De acordo com Cervo e Bervian (2002) com A pesquisa bibliográfica,


considerada uma fonte de coleta de dados secundária, pode ser definida como:
contribuições culturais ou científicas realizadas no passado sobre um determinado
assunto, tema ou problema que possa ser estudado. Para Lakatos E Marconi (2001), a
pesquisa bibliográfica, “[...] abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao
tema estudado, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas,
monografias, teses, materiais cartográficos, etc. [...] e sua finalidade é colocar o
pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre
determinado assunto [...]”.

Segundo Vergara (2000), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de


material já elaborado, constituído, principalmente, de livros e artigos científicos e é
importante para o levantamento de informações básicas sobre os aspectos directos e
indirectamente ligados à nossa temática.

Para Lakatos e Marconi (2001), todo trabalho científico, toda pesquisa, deve ter
o apoio e o embasamento na pesquisa bibliográfica, para que não se desperdice tempo
com um problema que já foi solucionado e possa chegar a conclusões inovadoras.
29
2.1.6 Metodologias utilizadas

Quanto às técnicas de coleta de dados utilizadas para o desenvolvimento do


presente trabalho, começamos por fazer a utilização da técnica de observação, que nos
permitiu verificar as dificuldades existentes nas actividades encontradas na realização de
feiras e assim formularmos a nossa questão de partida, seleccionar uma pequena
quantidade deste grandioso número que foi utilizado como amostra, esta técnica nos
permitiu também entrar em contacto directo com a realidade, permitindo- nos identificar
e obter provas a respeito do objecto em estudo, uma vez que passamos a fazer parte do
objecto de pesquisa usando a observação participante, foi possível envolvermo-nos com
o grupo, transformando-nos em um dos seus membros, sendo assim passamos a fazer
parte do objecto de pesquisa.

Quanto a natureza da pesquisa usamos foi viável fazermos a utilização do misto


dos dois tipos (qualitativa-quantitativa), a pesquisa qualitativa foi utilizada no contacto
directo com o meio ambiente em estudo por meio do trabalho intensivo de campo, uma
vez , que ela se preocupa em demostrar a qualidade do produto da pesquisa, fazendo o
uso da pesquisa quantitativa a amostra foi bem definida, a quantidade testada e
mensurada, caso contrário, podem surgir problemas ao se utilizar a solução para o todo

Em seguida usamos a pesquisa bibliográfica para o levantamento do conteúdo já


existente sobre a mesma temática, apesar da pesquisa bibliográfica ser considerada uma
fonte de coleta de dados secundária, ela permitiu entrar em contacto directo com tudo que
já foi escrito, dito ou filmado e publicado sobre o tema estudado.

Para o levantamento dos dados referentes as actividades dos feirantes da empresa


e dos processos existentes, foi utilizada aa técnica de entrevista que nos permitiu conhecer
as necessidades dos usuários em relação ao sistema proposto, após uma pesquisa de
soluções de mercado, para conhecimento de quais eram as ferramentas relevantes no
mercado, em relação a esta pesquisa foi dado o espaço finalmente para o desenvolvimento
prático do sistema que propomos aqui.

30
2.2 Inova Tech
A Inova Tech, foi Fundada em 2020, por um grupo de visionários em tecnologia,
impulsionados pela missão de criar soluções inovadoras para superar desafios
emergentes.

Com filiais em duas Províncias, Luanda e Cuanza Norte, ela é uma empresa
inovadora que surge em meio a desafios, globais, para transformar a forma como as
pessoas se conectam e colaboram. Especializada em soluções tecnológicas, e realização
de feiras de diversos tipos e alcanses.

Visão da “Inova Tech”

Ser a principal referencia global em tecnologia, conectividade e inovação


capacitando organizações e indivíduos a prosperar em um mundo digital.
Independentemente das barreiras físicas.

Missão da “Inova Tech”

Transformar a maneira coma as pessoas se conectam e colaboram por meio de


soluções tecnológicas, inovadoras. Capacitamos a realização de eventos virtuais, feiras
e interações empresariais superando desafios globais e promovendo um mundo mais
conectado e acessível. Nossa missão é impulsionar a excelência tecnológica,
proporcionar experiências impactantes e contribuir para o avanço da sociedade por meio
da inovação digital.

31
2.2.1 Organograma geral da Inova Tech

DIRECÇÃO GERAL

Gabinete Jurídico

Direcção Departamento de
Departamento de Administrativa Gestão de Feiras
TI

Departamento Sector de
Departamento Acompanhament
De Recursos De Finanças o de feirantes
Humanos
Sector de pesquisa,
Sector de inovação e extensão
Contabilidade

32
2.2.2 Estrutura Funcional do Organograma da Inova Tech

Direcção Geral
É o orgão que derige, planeja, organiza e controla as atividades das diversas areas
da instituição, fixando políticas de gestão dos recursos financeiros, administrativo,
estruturação, racionalização e adequação dos serviços diversos.

A Direcção Geral desenvolve planejamento estratégico, identifica oportunidade,


avalia a viabilidade sobre novos investimentos ou desenvolve novos negocios.

Gabinete jurídico
É o orgão que o representa judicialmente a instituição, cabendo-lhe também as
atividades de consultaria e assessoramento jurídico ao poder executivo e, especialmete
emissão de pareceres, elaboração de contratos, leis, decretos, execução de divida activa,
proposições, defesa e acompanhamento de ações judiciais.

Este Gabinete tem ainda funções de consultoria da administração. Tem por


finalidade auxiliar, controlar e executar tecnicamente, grascas a conhecimento em
legislação, as atividades jirídica .

Departamento de TI

Departamento responsável por gerenciar as informações em uma organização,


criando e distribuindo-as em redes de computadores, além de lidar com processamento
de dados, engenharia de software, informática, hardwares e softwares.

Direcção Administrativa
E a área que organiza, planeja e orienta o uso dos recursos financeiros, físicos,
tecnologicos e humanos da empresa, buscando soluçoes para todo tipo de problemas
administrativos.

Departamento de Recursos Humanos


Assegura a desponibilidade adequada de competência humana na empresa para a
realização eficaz das funções, assegurando condições de desenvolvimento humano e
valorização pessoal.

Departamento de Finanças
É aquele que administra os recursos da empresa. Ele faz o controle da tesouraria,
dos investimentos e dos riscos, além do planejamento financeiro da companhia e da
divulgação de seus resultados.

33
Sector de contabilidade
É a área dedicada à inovação e à criação de novos produtos, serviços ou processos.
Este setor é o motor que impulsiona o avanço tecnológico e a competitividade no mercado
global

Departamento de gestão de feiras

Planejar as feiras do início ao fim de acordo com as solicitações, público-alvo e


objetivos. Dar sugestões para aumentar o sucesso das feiras. Preparar orçamentos e
garantir o cumprimento.

Sector de acompanhamento de feirantes

Este sector tem a missão de fazer a estruturação, atribuição das barracas aos
feirante e montagem do cenário que será utilizado durante o evento, neste sector são
verificados a qualidade dos produtos apresentados pelos feirante de acordo com a
documentação apresentada no cadastro de feirantes.

Sector de pesquisa, inovação e extensão


é uma área crucial dentro das empresas, dedicada à inovação e à criação de novos
produtos, serviços ou processos. Este setor é o motor que impulsiona o avanço
tecnológico e a competitividade no mercado global.

34
2.3 Ferramentas utilizadas

Foram utilizadas diversas tecnologias, ferramentas incluindo alguns padrões de


desenvolvimentos de softwares para o desenvolvimento e a implementação prática do
sistema desenvolvido, tais como: Microsoft Visual Studio, Linguagem C#, Adobe
FireWorks, Framework Bunifu UI Tools, SQL Server, padrão de arquitetura em camadas.

2.3.1 Microsoft Visual Studio

Conhecida como uma IDE, o Visual Studio é uma ferramenta da Microsoft que
possibilita aos usuários escreverem seus códigos em uma determinada linguagem para
então, serem traduzidos em comandos para os computadores. Um dos componentes deste
pacote é o Windows Form, projectado para desenvolver aplicações windows baseadas em
formulários. Para o desenvolvimento do presente sistema foi utilizado o IDE do Visual
Studio na sua versão profissional 2019.

2.3.2 Linguagem C#

Tal como para comunicarmos uns com os outros utilizamos a linguagem,


traduzida no nosso caso na utilização da língua portuguesa, também para dar instruções
ao computador é preciso utilizar uma linguagem, no caso uma linguagem de
programação. No desenvolvimento da presente aplicação a linguagem C# foi utilizado
como linguagem de programação responsável pela implementação das funções, classes,
métodos e regras de negócio do sistema desenvolvido.

2.3.3 Bunifu UI Tools

São ferramentas baseadas em DLL para ajudar a construir incríveis interfaces de


aplicativos desktops. As DLLs são instaladas em seu ambiente .NET e são construídas
sobre WinForms, no desenvolvimento do aplicativo presente foi utilizado para melhorar
a interface visual da aplicação desenvolvida, deixando- a com um design moderno,
amigável.

2.3.4 Adobe FireWorks

O Fireworks é um editor de imagens de bitmap (possui ótima compressão de


imagens) e desenho vetorial desenvolvido pela Macromedia, posteriormente adquirido
pela Adobe. É uma ferramenta de design bastante útil, suas funcionalidades focam a
publicação gráfica na Internet, utilizado por designs diversos, dada sua flexibilidade foi
utilizado para criação e edição do design do projecto desenvolvido.

35
2.3.5 SQL Server 2016 Enterprise Edition

De acordo com a Microsoft, SQL Server é um servidor de base de dados


abrangente, pronto para as cargas de trabalho corporativas mais exigentes, com altos
níveis de desempenho, disponibilidade e segurança, o Sql Server Enterprise é a versão
completa com recursos a datacenter, virtualização ilimitada. Para o armazenamento dos
dados da aplicação desenvolvida utilizou-se SQL Server 2016 Enterprise Edition.

2.3.6 Padrões de Projectos em aplicações

A arquitetura de um sistema varia de acordo a complexidade do projecto e sua


necessidade, mas é importante utilizar as boas práticas de desenvolvimento de projetos.
Durante o desenvolvimento do presente aplicativo, foram utilizados os conceitos da POO
e o padrão de arquitetura em camadas, amplamente utilizados no desenvolvimento de
aplicações. O conceito de aplicação em camadas tem como objectivo separar a lógica de
negócio da interface e do acesso aos dados de forma a facilitar a manutenção e a
escalabilidade da aplicação. Com isso a aplicação foi organizada em camadas (Entidade,
Apresentação, Negócio e Acesso a Dados), que referenciam uma a outra de baixo para
cima, com exceção a Camada Entidade, que não referência as demais existentes, mas é
referenciada por todas, sendo assim a:

Camada Entidade: esta Camada contém as classes básicas (Ex: E_Feira,


E_Funcionario, E_Feirante...), para cada tabela da base de dados, teremos uma classe na
camada de entidades.

Camada de Apresentação ou Interface do usuário, a aplicação do design e


interação visual com o usuário ocorre nesta camada, nela encontram-se os formulários ou
as telas do sistema, que compõem a aplicação.

Camada de negócios, responsável pelas regras de negócio da aplicação. Ela que


irá fazer verificações e validações dos dados vindos e que ainda vão para a base, ela tem
o papel de acessar a camada de dados e é quem fará validações em cima da mesma.

Camada de dados, responsável por realizar o acesso e a persistência aos dados


fazendo a comunicação entre a Camada de negócio e a Camada de Interface do usuário,
é através desta camada que os dados são acessados e guardados na base de dados, ou seja,
na prática o retorno de informações como pesquisas, inserção de registros, atualização e
exclusão são realizadas a partir desta camada.

36
2.4 Diagramas
2.4.1 Diagrama de caso de uso

Figura 2.1 – diagrama de caso de uso

Fonte: elaborado pelos autores.

37
2.4.2 Modelo Lógico

Figura 2.2 – Modelo lógico

Fonte: elaborado pelos autores.

38
CAPITULO III - APRESENTAÇÃO E ANALISE DOS
RESULTADOS
3.1 Construção da Aplicação

O aplicativo foi construído de maneira a facilitar o utilizador, dando a


possibilidade de aceder um formulário através de outros, desde que estejam relacionados
com o formulário aberto, a utilização deste método permitiu melhorar a interface do
aplicativo e a redução do tempo de acesso a outros formulários.

3.1.1 Formulário de Splash

O Formulário de splash é a tela de abertura do aplicativo, será a primeira a ser


carregada ao inicializar a aplicação, o Formulário seguinte será automaticamente
carregado quando a barra de proguesso estiver completamente cheia, seu design foi criado
e editado utilizando a ferramenta de edição, adobe fireworks.

Figura 3.1 – Formulário de Splash

Fonte: elaborado pelos autores

3.1.2 Formulário de Login

O formulário de login permitirá ao usuário digitar o seu nome de usuário e a sua


senha para poder entrar no sistema caso os dados digitados estejam correctos. Uma vez
que o sistema desenvolvido é multiusuário usuário, houve a necessidade de implementar
restrições de acessos a usuários diversos, tal como demostra a figura abaixo.

39
Figura 3.2 – Formulário de Login

Fonte: elaborado pelos autores

3.1.3 Menu Principal

A janela denominada por menu principal, está constituída por inúmeras


ferramentas da Toolbox, esta janela contém o menu que possibilitará o usuário navegar
até o formulário desejado, é a partir do formulário principal que o usuário poderá navegar
pela aplicação em função da acção que o mesmo deseja realizar. O clique realizado em
cada um dos botões do menu levará a abertura de outros formulários, que por sua vez
poderão disponibilizar o acesso a outros formulários.

Figura 3.3 – Menu Principal

Fonte: elaborado pelos autores


40
3.1.4 Formulário de Feiras

Este botão do menu principal, permite visualizar as feiras na qual a empresa


realizou ou realiza, após a abertura deste formulário o usuário poderá visualizar as feiras
já cadastradas e caso desejar poderá fazer o cadastro de uma nova ou a alteração dos dados
da feira já existente por intermédio deste mesmo formulário, ccaso o utilizador desejar
eliminar a feira poderá fazê- lo utilizando o ícone de eliminação presente na datagridview
em cada linha de cada registro, caso a feira não esteja ligada a outra ocorrência na base
de dados os dados da feira serão eliminados.

Figura 3.4– Formulário de feira

Fonte: elaborado pelos autores

3.1.5 Formulário de visualização de funcionários

O formulário de visualização funcionários, permite visualizar todos os


funcionários cadastrados dentro do aplicativo, com seus referidos números de
funcionários, nomes, endereços, função e os dados restante pertencentes a ele.
Caso o usuário desejar poderá fazer a alteração dos dados do funcionário clicando
no ícone de edição direcionado no registro do funcionário cuja a alteração deverá ser feita,
o mesmo processo ocorre caso o mesmo deseja eliminar o registro do funcionário e a
eliminação dos dados do funcionário acontecerá.
41
Figura 3.5 – Formulário de visualização de funcionários

Fonte: elaborado pelos autores

3.1.6 Formulário de cadastro e edição de funcionários

O acesso ao formulário de adição e edição de um novo funcionário poderá ser


feito por meio do formulário de visualização do funcionário, utilizando o ícone de adição
ou edição, ao executar qualquer uma destas opções todos os campos deste novo
formulário que será aberto deverão ser preenchidos correctamente, assim que clicado o
botão de salvar, os dados das alterações feitas serão salvas na base de dados, que poderão
ser acessadas quando o usuário requisita- las.

Figura 3.6 – Formulário de Cadastro e edição de funcionários.

Fonte: elaborado pelo autor


42
3.2 Apresentação dos resultados

O presente trabalho apresentou o desenvolvimento de um software para


gerenciamento e controle dos dados de determinadas feiras realizadas pela empresa em
estudo. Conforme pesquisado, actualmente existem sistemas com prontuários eletrônicos,
que poderiam ajudar a alavancar a produtividade no exercício das actividades de
gerenciamento desses dados pertencentes aos feirantes, funcionários , entre outros, porém
determinados processos são manualmente executados pelos mesmos usuários, arquivados
manualmente de maneira inadequada.

O trabalho consistiu fundamentalmente na elaboração prática de um projecto


tecnológico, resultando na obtenção de uma aplicação desktop desenvolvida na
linguagem C# no modo Windows Form, com o objectivo de gerar uma aplicação que
permita gerenciar e controlar os dados das feiras realizadas pela empresa Inova Tech.

Desenvolvida baseando- se em sistemas multi usuários, o sistema apresenta


interface diferenciada, podendo ser utilizada e acessada por vários usuários no sistema,
dando a possibilidade de acesso ao sistema por diversos usuários através de dispositivos
de segundos ou terceiros, porém o desenvolvimento desta aplicação resulta no
cumprimento do objectivo geral do presente trabalho que é: Desenvolvimento de um
sistema de gestão de feiras.

Foram encontradas algumas dificuldades durante o desenvolvimento do sistema,


pois gerenciar feiras de tipos diferentes e com políticas diferentes não seria uma tarefa
fácil o que demandou muita pesquisa, a partir das quais foram possíveis encontrar os
meios necessários para a implementação das funcionalidades propostas neste trabalho.

A parte mais complexa foi a parte da sincronização, que demandou muito estudo
e pesquisa para encontrar uma maneira de sincronizar os dados, sem perder a consistência
dos mesmos e conseguir deixar a o usuário saber o que estava acontecendo, encontrar
uma lógica de negócio para poder conseguir fazer o usuário usufruir das mais variadas
aplicações do sistema sem comprometer os princípios aplicados no desenvolvimento de
softwares foi sem dúvida um grande desafio superado. Vários erros foram encontrados
durante todo o processo de desenvolvimento, sendo os mais comuns relacionados aos
dados que ficavam inconsistentes.

43
3.3 Avaliação do Impacto do Projecto

A Engenharia de Software tem o objectivo de apoiar o Desenvolvimento de


Software, ela foca em todos os aspectos da Produção de Software, desde os estágios
iniciais da especificação do sistema até sua manutenção quando o sistema está em uso.

Com o desenvolvimento deste trabalho de fim do curso, consubstanciado neste


projecto prático, nós obtivemos um leque de conhecimentos científicos que até ao
momento nos era desconhecido, aprimoramos os conhecimentos que já tínhamos e
aplicamos na prática tudo que estudamos durante os nossos longos anos de formação.

Em todo o projecto de desenvolvimento técnico é necessário se estudar o impacto


que o mesmo terá caso seja implementado, nesta fase faremos uma descrição das
vantagens que a empresa terá ao optarem pela implementação do projecto desenvolvido.

O desenvolvimento deste sistema apresenta uma grande vantagem no que


concerne ao auxílio do gerenciamento e controle dos dados das mais diferenciadas feiras
e feirantes, nas quais a empresa realiza, pode proporcionar melhorias na qualidade e
desempenho das suas atividades e melhor organização e armazenamento de informações
de extrema importância.

A utilização de equipamentos informáticos, vem se tornando parte das nossas


atividades diárias, auxiliando na resolução de tarefas que quando executadas
manualmente levariam mais tempo e esforço a ser empregado, sendo assim com base
nessas premissas, o sistema precisa ser instalado no computador do usuário a partir do
sistema operativo Windows. Após a instalação do aplicativo, o usuário tem acesso ao
mesmo podendo executar as tarefas oferecidas pelo sistema. Assim aconselhamos a
empresa Inova Tech a optarem na utilização do sistema desenvolvido, um sistema que
possa vir a reduzir as dificuldades que os mesmos vêm atravessando dia pós dia.

44
CONCLUSÃO
Portanto, no presente trabalho de fim de curso propusemo-nos em estudar o
desenvolvimento de um sistema de gestão e controlo de feiras, um sistema desktop que
armazena os dados das feiras realizadas, incluindo dados dos feirantes, funcionários e
participantes do mesmo. O Sistema desenvolvido possui as funções para poder apoiar os
gestores de feiras de forma eficaz, auxiliando na tomada de decisões, redução de esforços,
estresse e desperdício de tempo.

Este estudo teórico e prático realizado durante o desenvolvimento do trabalho


proposto atendeu aos requisitos que foram levantados com base na modelagem do
sistema, possibilitando o apuramento das hipóteses levantadas. Com a análise feita foi
desenvolvido o software, projectado de forma modular utilizando padrões de
desenvolvimento em camadas, conceitos de Programação Orientada a Objectos,
amplamente utilizados no desenvolvimento de softwares, faz com que o sistema
possibilita futuras adições de funções sem comprometer as actuais, a utilização do Visual
Studio foi de extrema importância, sendo uma IDE bastante flexível, a linguagem C# foi
utilizada para o desenvolvimento do código fonte, com a utilização do framework Bunifu
UI a implementação da parte visual foi feita e no modo Windows Form da linguagem C#
o que resultou em uma interface satisfatória e bastante amigável, para armazenamento
dos dados o Sql Server mostrou- se ser poderoso para tal tarefa, cumprindo com todas as
exigências que o software necessita, com ele foram criados os procedimentos
armazenados sendo chamados a partir do Visual Studio utilizando a camada de acesso a
dados.

A componente teórica estudada no primeiro capítulo foi de extrema importância,


servindo como base para o desenvolvimento do sistema proposto, neste capítulo a
utilização da análise bibliográfica dos conteúdos já escritos por outros autores serviu
como guia para maximização dos resultados de pesquisa, já no capítulo II é apresentado
as ferramentas utilizadas para o desenvolvimento do sistema proposto, das quais podemos
citar O VS que foi a IDE utilizada neste projecto e utilizando a linguagem C# o aplicativo
foi desenvolvido utilizando o modo Windows Form, permitindo- nos trabalhar com
janelas Windows para a construção do aplicativo, utilizando os padrões de arquiteturas
em camada e os conceitos da POO a construção do aplicativo tornou- se mais dinâmica e
produtiva, o terceiro capítulo espelhou os resultados obtidos após os testes efectuados

45
no sistema, com isto os objetivos previamente traçados com as hipóteses levantadas foram
parcialmente alcançados.

Com o sistema concluído, foi possível verificar que suas rotinas atendem às
funcionalidades que foram identificadas como sendo necessárias para que o controle dos
dados das feiras sejam optimizados. O sistema proposto será aprimorado em possíveis
trabalhos futuros, tendo em vista a realização de novas implementações ou correções.

46
SUGESTÕES
O principal fundamento desse projeto é o armazenamento de dados,
transformando-os em informações úteis na vida do usuário, depois da criação ou
elaboração deste trabalho de fim de curso, surge a necessidade de deixar que para além
dos problemas resolvidos, apresentamos sugestões, uma que vez que nenhum estudo é
concluído na primeira fase.

As ideias que foram pensadas, e não incluídas no sistema atual, mas que podem
ser implementados futuramente são:

Adaptação do sistema para dispositivos móveis: utilizando o padrão de


desenvolvimento em N camadas, onde a ideia básica é que se possa desenvolver uma
aplicação para “N” base de dados. É possível criar uma aplicação e utilizar a mesma, para
outras plataformas, sem a necessidade de recriar as regras de negócios e o acesso a dados;

Geração de gráficos que detalhem o aproveitamento das feiras cadastradas no


sistema e o aproveitamento percentual de cada feirante;

Alarme de notificações de aproximação de feiras marcadas e envio automático de


notificações aos respectivos feirantes, via email e sms;

Evolução do sistema desenvolvido para uma vertente de plataforma digital de


feira, onde as realizações das feiras seriam virtuais e os feirante poderiam fazer a
exposição de seus produtos Online;

Controle da aplicação por voz e capacidade de reconhecimento de linguagem


gestual.

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