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Prevenção e Sexo Seguro

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções causadas por agentes patogênicos transmitidos principalmente por contato sexual, representando um problema de saúde pública. A prevenção inclui o uso de preservativos, vacinação e testagem regular, enquanto o tratamento varia conforme a infecção, com a penicilina sendo o tratamento padrão para sífilis. O documento também aborda manifestações clínicas e diagnósticos de várias ISTs, como sífilis, herpes genital, linfogranuloma venéreo e condiloma acuminado.

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Leticia Parcero
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Prevenção e Sexo Seguro

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções causadas por agentes patogênicos transmitidos principalmente por contato sexual, representando um problema de saúde pública. A prevenção inclui o uso de preservativos, vacinação e testagem regular, enquanto o tratamento varia conforme a infecção, com a penicilina sendo o tratamento padrão para sífilis. O documento também aborda manifestações clínicas e diagnósticos de várias ISTs, como sífilis, herpes genital, linfogranuloma venéreo e condiloma acuminado.

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IST

Definição
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções causadas por
bactérias, vírus ou parasitas transmitidos principalmente por contato sexual,
podendo ocorrer também por transmissão vertical, transfusão sanguínea ou
contato com secreções contaminadas.
São consideradas importante problema de saúde pública, devido à alta
incidência, possibilidade de complicações reprodutivas e risco de transmissão
perinatal.

Prevenção e sexo seguro


A prevenção das ISTs envolve estratégias de redução de risco sexual.
Principais medidas:
Uso de preservativo masculino ou feminino
Vacinação contra HPV e hepatites (A e B)
Testagem regular para HIV e outras ISTs
Conhecer o status sorológico do parceiro
Tratamento de pessoas vivendo com HIV
Profilaxia pré-exposição (PrEP)
Profilaxia pós-exposição (PEP).

Abordagem clínica das ISTs


Ao diagnosticar uma IST, algumas medidas são essenciais:
Orientar uso de preservativo
Rastrear outras ISTs
Convocar e tratar os parceiros sexuais

IST 1
Oferecer vacinação quando indicada
Realizar tratamento específico para a doença.

Sífilis
Definição
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, crônica e de evolução variável,
causada pela bactéria Treponema pallidum.

Formas de transmissão
Contato sexual
Transmissão vertical
Transfusão sanguínea
Contato com objetos contaminados (raro).

Período de incubação
3 a 90 dias (média de 21 dias).

Manifestações clínicas
Sífilis primária
Caracteriza-se por:
Cancro duro
Úlcera única, indolor
Bordas regulares
Fundo limpo
Rica em treponemas.
Nas mulheres, pode passar despercebida devido à localização vaginal ou
cervical.

Sífilis secundária
Ocorre após desaparecimento do cancro.

IST 2
Manifestações principais:
Roséolas sifilíticas
Erupção macular eritematosa
Condiloma plano
Lesões em pele e mucosas.

Sífilis terciária
Pode surgir anos após a infecção.
Compromete principalmente:
Sistema nervoso central
Sistema cardiovascular
Sistema musculoesquelético.

Diagnóstico
Testes diretos
Pesquisa do T. pallidum nas lesões
Exame em campo escuro.

Testes sorológicos
Não treponêmicos:
VDRL
RPR
Servem para diagnóstico e acompanhamento do tratamento.
Treponêmicos:
FTA-Abs
ELISA
TPHA
Utilizados para confirmação diagnóstica.

Tratamento

IST 3
O tratamento de escolha é penicilina.
Esquemas principais:
Sífilis primária, secundária ou latente recente
→ Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI IM dose única

Sífilis tardia ou latente tardia


→ Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI IM por 3 semanas

Neurossífilis
→ Penicilina cristalina EV por 14 dias.

Gestantes devem obrigatoriamente receber penicilina, mesmo se alérgicas


(dessensibilização).

Herpes genital
Definição
Infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV-1 ou HSV-2), sendo o HSV-
2 responsável por 80–90% dos casos.

Manifestações clínicas
Características típicas:
Vesículas agrupadas
Evolução para úlceras dolorosas
Lesões múltiplas
Base limpa
Frequentemente precedidas por pródromos:
ardência
prurido
parestesia
dor.
A resolução ocorre espontaneamente em 15 a 21 dias.

IST 4
Diagnóstico
Clínico
PCR (alta sensibilidade, mas pouco disponível).

Tratamento
Antivirais utilizados:
Aciclovir
Valaciclovir
Fanciclovir
Exemplo:
Aciclovir 200 mg 8/8h por 7–10 dias no primeiro episódio.

Linfogranuloma venéreo
Agente etiológico
Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2 e L3).

Manifestações clínicas
O curso clínico ocorre em três fases:
1. Fase inicial
pápula ou pequena úlcera indolor
2. Fase linfática
linfadenite inguinal
formação de fístulas com saída de pus
3. Fase tardia
estenose retal
linfedema crônico.

Tratamento

IST 5
Doxiciclina 100 mg 12/12h por 21 dias
Alternativa:
Azitromicina semanal por 21 dias.

Cancro mole
Agente etiológico
Haemophilus ducreyi.

Manifestações clínicas
Características típicas:
Úlcera dolorosa
Fundo sujo ou necrótico
Bordas irregulares
linfadenite inguinal (bubão).

Tratamento
Azitromicina dose única
ou
Ceftriaxona IM dose única.

Condiloma acuminado (HPV)


Definição
Infecção causada pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelos
subtipos 6 e 11.

Manifestações clínicas
Verrugas anogenitais
Lesões papilomatosas

IST 6
Aspecto de couve-flor
Podem ser assintomáticas ou pruriginosas.

Tratamento
Pode incluir:

Métodos físicos
eletrocauterização
laser
crioterapia

Métodos químicos
ácido tricloroacético

Imunoterapia
Imiquimode tópico.

SIFILIS
penicilina venosa é cristalina
alguns testes não treponemicos podem demorar até 3 semanas para positivar
trata parceiros dos ultimos 60 dias
VDRL positivo quando ta acima de 1:8
dessenbilização
fazer doses baixas da medicação até ela conseguir aderir ao tratamento
teste rápido ou FTA-BS

IST 7
para monitoramento VDRL

LINFOGRANULOMA VENEREO
diagnostico: PCR
posso colher material do colo e fazer PCR

HERPES
mais facil transmissão quando tem lesão
transmissão pode ocorrermesmo na fase dos prodromos
Normalmente são precedidas por pródromos: ardência, parestesia, prurido e
dor
celulas de tizamc → celulas multinucleadas que podem indicar herpes

CERVICITE
para confirmar o diagnóstico de DIP mobilizar o colo e anexos

CONDILOMA
pode se apresentar de 3 formas:
clinica: condiloma
subclinica: precisa confirmar pelo coproscopio
lesão existe, mas é celular, histológica
latente

IST 8

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