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O documento aborda o conceito de sistemas de gestão de bases de dados, destacando a importância da estruturação e organização dos dados em tabelas. Ele descreve as camadas de um SGBD, suas funções e operações, além de explicar a normalização dos dados e a representação gráfica das entidades e relacionamentos. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar o uso de chaves primárias e a normalização em diferentes formas.

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Ivan Coutinho
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Sistemas de Gestão de Bases de Dados:

Introdução ao Microsoft Access.


 Uma base de dados é uma colecção de dados estruturados
de forma a permitir a sua consulta, actualização e
processamento.

 Ou seja, uma base de dados é um contentor de dados


agrupados.

BASE DE DADOS (I)

Ivan Sousa Coutinho


 Com uma base de dados digital podemos encontrar
rapidamente, qualquer informação relevante sobre
determinado assunto.

 O telemóvel é um exemplo de uma base de dados onde se


pode guardar informação sobre amigos.

BASE DE DADOS (II)

Ivan Sousa Coutinho


 Quefunções são importantes numa
base de dados?

 Ordenar os registos com base em um ou


mais critérios
 Consultar os dados, um registo de cada vez
 Aplicar critérios de consulta e de filtragem
para procurar e visualizar apenas os dados
que nos interessam
 Organizar relatórios a partir de
agrupamentos de dados com base num dos
campos
 Exemplo: relatório dos produtos mais vendidos;
relatório com os clientes que vivem em Lisboa;
etc.

OPERAÇÕES PRETENDIDAS

Ivan Sousa Coutinho


 Sistema de Gestão de Bases de Dados
 Software que gere e permite a utilização de uma
base de dados, isto é, serve de interface entre os
vários utilizadores e a BD

 Um Sistema de Gestão de Bases de Dados está


organizado em camadas
(como quase tudo em Informática)

SGBD

Ivan Sousa Coutinho


Camada de
Visualização

Camada SGBD
Conceptual

Camada Física

SGBD

Ivan Sousa Coutinho


 A Camada Física (ou Camada de Persistência)
trata do armazenamento dos dados em discos
rígidos. Esta camada é responsável por:
 Guardar os dados no disco de forma segura
 Evitar erros causados por falhas do software
 Gerir concorrência (utilização dos dados por dois
programas diferentes)

CAMADA FÍSICA

Ivan Sousa Coutinho


 A Camada Conceptual (ou Camada de
Negócio) trata da organização e estruturação
dos dados, e é responsável por:
 Gerir as tabelas e as relações entre tabelas
 Garantir a integridade (coerência) dos dados
 Permitir a organização dos dados em relatórios e
em consultas

CAMADA CONCEPTUAL

Ivan Sousa Coutinho


 A Camada de Visualização (ou Camada de
Interface) trata da apresentação dos dados aos
utilizadores e é responsável por:
 Disponibilizar interfaces gráficas que permitem aos
utilizadores inserir, alterar e consultar dados da
base de dados
 Tornar essas tarefas fáceis de executar para todo
o tipo de utilizadores

CAMADA DE VISUALIZAÇÃO

Ivan Sousa Coutinho


Camada de
Visualização

SGBD
Camada
Conceptual
Camada Física

SGBD

Ivan Sousa Coutinho


 Um SGBD fornece funções dos seguintes tipos:
 Segurança
 deve proteger a BD de utilizadores não autorizados;
 Integridade dos dados
 proteger a BD de utilizadores autorizados, evitando
que estes executem tarefas que ponham em risco a
integridade da informação (não permite, por
exemplo, que se apague dados de um sítio que são
necessários noutro sítio da BD)

TIPOS DE OPERAÇÕES (I)

Ivan Sousa Coutinho


 Um SGBD fornece funções dos seguintes tipos:
 Controlo e acesso aos dados
 num sistema com muitos utilizadores, a partilha de
dados tem de ser feita de modo a que cada
utilizador a use como se estivesse sozinho
 Recuperação e tolerância a falhas
 sempre que ocorram falhas, por exemplo do
disco, de hardware ou de software, o SGBD tem
de reconstruir a BD até ao momento em que
ocorreu a falha;

TIPOS DE OPERAÇÕES (II)

Ivan Sousa Coutinho


 Os dados podem estar agrupados de várias
formas, mas a mais comum é a organização em
Tabelas.

 Uma organização em Tabela permite separar os


dados segundo o tipo de entidades que
representam.

NOÇÕES DE BASE DE DADOS

Ivan Sousa Coutinho


TABELA

 Uma Tabela é uma estrutura de dados que


os organiza em registos e campos.

Tabela Campo

Nome Código Postal Telefone


Registo José Pedro 1100-346 91 123 45 67
José Rainho 1600-186 93 111 22 33
José Cid 3400-999 96 044 55 66

Ivan Sousa Coutinho


 Dados
 elementos que caracterizam uma entidade
(pessoas, objetos ou organização). Numa BD,
uma entidade corresponde a uma tabela
 Campo
 característica
ou atributo individual,
representado em colunas de uma tabela
 Registo
 linhade uma tabela com a informação de cada
elemento de uma entidade

NOÇÕES DE BASE DE DADOS (I)

Ivan Sousa Coutinho


 Tabela
 elemento suporte da BD, que se estrutura
segundo campos (colunas) e registos (linhas)
 Relação
 agrupamento de dados sem repetição,
armazenado como uma tabela num SGBD
relacional
 Associação
 representa a forma como duas ou mais
entidades se relacionam entre si
NOÇÕES DE BASE DE DADOS (II)

Ivan Sousa Coutinho


 Uma tabela cujos registos são contactos de uma
agenda
 Quais os campos apropriados?

 Uma tabela cujos registos são artigos


comercializados por uma loja
 Quais os campos apropriados?

EXEMPLOS

Ivan Sousa Coutinho


 Um dos campos de uma tabela será a
chave primária da tabela

 Chave primária: identifica univocamente um


registo
 Dois registos não podem ter a mesma chave
primária
 Recomenda-se que a chave primária seja um
número

 Exemplo: numa tabela cujos registos sejam


alunos de uma turma, a chave primária
poderá ser o número de aluno

CHAVE PRIMÁRIA

Ivan Sousa Coutinho


 Nos SGBD relacionais as unidades
fundamentais de uma BD são as tabelas, e
cada tabela representa um tipo de informação
independente que, relacionada com outras,
mediante um conjunto de associações
especificas, permite obter a finalidade
pretendida. Ou seja BD constituídas por
tabelas e relacionadas entre si.

MODELO RELACIONAL

Ivan Sousa Coutinho


Os relacionamentos entre tabelas
podem ser de 3 tipos:
1 – 1:1 (um –para-um)
2 – 1:∞ (um-para-muitos)
3 - ∞:∞ (muitos-para-muitos)
Nota: O relacionamento do tipo 3 é partido
em dois relacionamentos do tipo 2, criando
uma tabela de ligação

RELACIONAMENTOS

Ivan Sousa Coutinho


 Ao normalizarmos a informação estamos a
garantir:
 A não existência de redundâncias (cada dado
deve ser armazenado uma única vez e numa
única localização);
 Consistência da Informação - Qualquer operação
de manipulação da informação (Inserção,
Alteração, Destruição) deve afectar uma só
ocorrência de um dado;
 1ª, 2ª e 3ª Formas Normais

NORMALIZAÇÃO (I)

Ivan Sousa Coutinho


 1º Forma Normal:
 Visa eliminar a existência de grupos de
valores repetidos, isto é, a uma
ocorrência da chave, só pode
corresponder uma ocorrência dos outros
atributos não chave.
 Exemplo:
 Tabela Funcionário (Código, Nome, Sexo,
Categoria, AnosCat)
 Na 1FN:
 Tabela Funcionário (Código, Nome, Sexo)
 Tabela Categorias (Código, Categoria,
AnosCat)

NORMALIZAÇÃO (II)

Ivan Sousa Coutinho


 2º Forma Normal:
 Diz-se que um agrupamento está na 2ªFN se,
e só se, estiver na 1ªFN e se cada atributo
não chave depender funcionalmente da
totalidade da chave
 Exemplo:
 Tabela Fornecedor (CodForn, CodArt, NomeForn,
MoradaForn, PreçoArt)
 Na 2FN:
 Tabela Fornecedor (CodForn, NomeForn,
MoradaForn)
 Tabela Preços (CodForn, CodArt, PreçoArt)

NORMALIZAÇÃO (III)

Ivan Sousa Coutinho


 3º Forma Normal:
 Diz-se que um agrupamento esta na 3FN se
já estiver na 2FN e nenhum dos seus atributos
depender funcionalmente de atributos não
chave
 Exemplo:
 Tabela Funcionários (CodFunc, NomeFunc,
Vencimento, CodProjecto, DataEntrega)
 Na 3FN:
 Tabela Funcionários (CodFunc, NomeFunc,
Vencimento, CodProjecto)
 Tabela Projectos (CodProjecto, DataEntrega)

NORMALIZAÇÃO (IV)

Ivan Sousa Coutinho


O diagrama entidades-relacionamentos
assenta numa convenção gráfica que tem
como intuito apresentar rápida e claramente as
entidades envolvidas e como é que as mesmas
se relacionam entre si.
 Num Diagrama E-R as entidades são
representadas por retângulos e os
relacionamentos por linhas entre esses
retângulos. Nos retângulos colocam-se os
nomes das diferentes entidades. As linhas
apresentam setas que definem o sentido da
relação e cuja forma caracteriza o tipo de
relacionamento existente entre duas entidades.

DIAGRAMA ENTIDADE
RELACIONAMENTO (E/R) (I)

Ivan Sousa Coutinho


Professor Estágio Aluno [Link]
Nome
Cod. Docente Cod. Estágio
Morada
Nome Nome
Telefone
Morada Data Inicio
Cod. Estágio
Telefone Data Fim
Departamento Número de Alunos
Cod. Docente

Nº Requisição Requisição Material Referência


Cod. Aluno Designação
Data Qt. Mínima
Qt. Stock

Material
Requisitado

DIAGRAMA E/R (II) Nº Requisição


Referência
Qt. Requisitada

Ivan Sousa Coutinho

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