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A apostila aborda o planejamento de operações do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, destacando a importância da inteligência operacional e do processo decisório. Ela é dividida em seções que incluem conceitos fundamentais, parâmetros norteadores e fluxos de planejamento, além de legislações e diretrizes operacionais. O documento enfatiza a necessidade de um planejamento estruturado para garantir a eficácia e segurança nas operações de emergência.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A apostila aborda o planejamento de operações do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, destacando a importância da inteligência operacional e do processo decisório. Ela é dividida em seções que incluem conceitos fundamentais, parâmetros norteadores e fluxos de planejamento, além de legislações e diretrizes operacionais. O documento enfatiza a necessidade de um planejamento estruturado para garantir a eficácia e segurança nas operações de emergência.
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PLANEJAMENTO

DE OPERAÇÕES
BOMBEIRO
MILITAR
Esta apostila foi publicada pela primeira vez pela Seção Técnica de Ensino (STE), vinculada
a Divisão de Ensino (DE), subordinada ao comando da Academia Bombeiro Militar dos Guararapes
(ABMG), em nome do Corpo de Bombeiros Militar de Pernabuco (CBMPE), em outubro de 2024.
Questionamentos sobre o conteúdo e solicitações de cópias desta apostila devem ser encaminhados para
a ABMG.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida,
armazenada em um sistema de recuperação ou transmitida de qualquer forma por qualquer meio
eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou outro, sem a prévia permissão por escrito do Corpo de
Bombeiros Militar de Pernambuco.
FONTES
BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Manual de Campanha. Estado-Maior e Ordens. 1º Volume. Exército Brasileiro: 2003.
BRASIL. Manual de Campanha. Estado-Maior e Ordens. 2º Volume. Exército Brasileiro: 2003.
CBMPE. Procedimentos Operacionais Padrão, Determinações e Portarias Operacionais.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 5a ed. São Paulo:
Lexikon, 2009.
PERNAMBUCO. Decreto Nº 33.782, de 14 de agosto de 2009. Institui o Gabinete de
Gerenciamento de Crises - GCRISES, no âmbito da Secretaria de Defesa Social do Estado, e
dá outras providências. Recife, PE: 2009.
PERNAMBUCO. Lei Nº 14.133, de 30 de agosto de 2010. Dispõe sobre a regulamentação para
realização de shows e eventos artísticos acima de 1.000 expectadores no âmbito do Estado de
Pernambuco, e dá outras providências. Recife, PE: 2010.
BRASIL. Manual do Usuário do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Brasília: Ministério do
Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, 2015.
SOUZA, Caio Hercílio Oliveira de. Memento de Planejamento Operacional, 1ª edição, Diretoria
Integrada Metropolitana, CBMPE, Recife, PE, 2016.
BRASIL. Instruções Gerais para Avaliação de Documentos do Exército (EB10-IG-01.012). 3ª
Edição. Brasília, DF: 2019.
PERNAMBUCO. Portaria do Secretário de Defesa Social Nº 2138/2024. Dispõe sobre a criação
do Comitê de Segurança em Grandes Eventos (CSGE). Boletim Geral da Secretaria de Defesa
Social, PE: 2024.
SUMÁRIO
1. Inteligência Operacional.
2. Processo Decisório.
3. Parâmetros Norteadores do Planejamento Operacional.
4. Levantamento Estratégico de Área (LEA).
5. Planos de Emergência e Planos de Operações.
6. Simulados.
7. Documentos de Planejamento Operacional.
““Não se gerencia o que não se mede,
não se mede o que não se define,
não se define o que não se entende,
e não há sucesso no que não se gerencia.”

William Edwards Deming


01. INTELIGÊNCIA OPERACIONAL
Entende-se por INTELIGÊNCIA como toda informação que especula sobre
desdobramentos futuros. Desta forma, analogamente INTELIGÊNCIA OPERACIONAL o
conjunto de informações, referentes a capacidade operacional, a vulnerabilidades e a ameaças
existentes em determinada área, que possibilitam a visualização de probabilidade de danos e
sucessos decorrentes de operações de prevenção ou de resposta emergencial.

1.1 Dado
Para o planejamento de operações entende-se por DADO, todos os fatos, tabelas,
gráficos e imagens, que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou
interpretados. Na sua essência o DADO é a fonte crua de onde emanam as especulações de
desdobramentos de uma operação.

1.2 Informação
Para efeito do planejamento de operações, entende-se por INFORMAÇÃO os dados
avaliados, interpretados e integrados a uma operação passada.

1.3 Dano
Para melhor contextualizar a definição de INTELIGÊNCIA OPERACIONAL,
entende-se por DANO a intensidade das perdas humanas, materiais e ambientais ocasionadas
por ameaças.

1.4 Vulnerabilidade
Por VULNERABILIDADE entende-se como o ponto fraco do próprio sistema, ou
seja, as falhas de estrutura e de capacitação técnica dos serviços de prevenção e de resposta
emergencial. É um FATOR INTERNO, a FRAQUEZA.

1.5 Ameaça
Por AMEAÇA entende-se, ainda, como o agente ou ação, natural ou provocada, que
se aproveita das vulnerabilidades de um sistema para provocar dano. É um FATOR EXTERNO,
o INIMIGO.
1.6 Risco
RISCO é, resumidamente, a probabilidade de que uma AMEAÇA, utilizando-se da
VULNERABILIDADE de um sistema, possibilite que um evento adverso se concretize, causando
DANO.
O RISCO é classificado, observando-se a dimensão de uma VULNERABILIDADE e
de uma AMEAÇA, conforme tabela abaixo:

RISCO AMEAÇA VULNERABILIDADE

BAIXO BAIXA BAIXA

BAIXA ALTA
MÉDIO
ALTA BAIXA

ALTO ALTA ALTA

Tabela de classificação de risco.

AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Conceituar e diferenciar dado, informação, inteligência, ameaça, vulnerabilidade,
dano e risco nos processos de tomada de decisão e planejamento operacional; e
● Classificar o risco, face a intensidade de uma vulnerabilidade e uma ameaça.
02. PROCESSO DECISÓRIO
Segundo Lloyd Layman, antigo chefe do serviço de bombeiros da cidade americana de
Nova York:
“O sucesso ou o fracasso de um comandante depende de sua capacidade de avaliar a
situação, pesar os vários fatores existentes, aplicar os princípios táticos básicos, formular plano de
operações e zelar pelo seu cumprimento, rápido e eficientemente.”

Decidir vindo do grego DECIDERE, “determinar, definir”, formado por DE-, “fora”, +
CAEDERE, “cortar”, é uma das maiores responsabilidades de um encarregado pelo planejamento ou
comandamento de uma operação.
Decisões são cimentadas em cima de informações, quanto maior a quantidade de
informações, e melhor a sua qualidade, mais eficazes serão as decisões.

2.1 Coleta de dados e informações


Informações condutoras de um planejamento operacional:
• Natureza do evento e fator motivador;
• Ameaças presentes e vulnerabilidades;
• Área do evento e possibilidades de evolução negativa;
• Viabilidade de isolamento, evacuações rotas seguras e acesso e evacuação;
• Áreas para instalações de apoio e posto de comando;
• Ações sugeridas para os cenários adversos possíveis; e
• Meios necessários e existentes.

2.2 Regra de ouro da segurança aplicada ao


planejamento operacional

• Empregar o método de menor risco na operação;


• Empregar o risco considerável se houver sinais claros de sucesso;
• Equipes devem estar preparadas fisicamente, tecnicamente e psicologicamente
para:
➢ ASSEGURAR A SI PRÓPRIO;
➢ ASSEGURAR A EQUIPE; e
➢ ASSEGURAR A VÍTIMA.
2.3 Elementos constituintes para o sucesso da
operação

O sucesso de uma operação, em relação a eficiência, eficácia das ações e segurança


dos envolvidos, depende diretamente do fator humano, e assim sendo é influenciado por 04
(quatro) elementos de emprego de efetivo: conhecimento técnico, preparo físico, controle
emocional e trabalho em equipe.

Fig. Elementos humanos de sucesso em uma operação.

2.4 Prioridades operacionais no CBMPE


O manual do serviço operacional da Corporação estabelece a prioridade de
atendimento dos eventos e incidentes adversos como elemento norteador para o planejamento
e execução das operações. Segue, abaixo, em ordem de maior prioridade para a menor
prioridade, a classificação dos eventos e incidentes:

Prioridade 1: Ocorrências com múltiplas vítimas com risco de morte;


Prioridade 2: Ocorrências com vítima com risco de morte;
Prioridade 3: Ocorrências com múltiplas vítimas sem risco de morte;
Prioridade 4: Ocorrências com vítima sem risco de morte;
Prioridade 5: Ocorrências sem vítima e com risco iminente ao patrimônio e ao meio
ambiente;
Prioridade 6: Ocorrências sem vítima e sem risco iminente ao patrimônio e ao meio ambiente;
Prioridade 7: Eventos de caráter preventivo; e
Prioridade 8: Eventos de caráter sócio-assistencial.
2.5 Questionário tático aplicado ao planejamento
operacional

Todo documento de planejamento operacional deve, obrigatoriamente, responder a


08 (oito) questionamentos para obter um grau de eficácia aceitável.

Fig. Questões táticas básicas.

Reconhecimento do cenário: o que é?


Análise: o que fazer? O que é necessário? Tenho o necessário?
Planejamento: quem irá fazer? Como será feito? Quando será feito?
Reavaliação: está dando certo?

2.6 Fluxo de análise e tomada de decisão


Como já foi observado, colher informações de qualidade e analisá-las adequadamente é
crucial para uma tomada de decisão dentro de padrões aceitáveis de eficácia.
Fica claro, então, que tomadas de decisão inadequadas influenciam diretamente na
elaboração de planejamentos operacionais de baixíssima qualidade. Todas as fases estão interligadas
no ciclo de planejamento.
Fig. Ciclo de tomada de decisão.

O peso da decisão é solitário, indelegável, e SEMPRE recairá sobre os ombros do


comandante de uma operação. E dentro desta premissa, o processo de tomada de decisão inicia com
uma adequada avaliação de cenário, um julgamento eficiente, e é concluído com o comando claro e
objetivo, ou seja, ordens para o desenvolvimento das ações de atendimento a uma prevenção ou resposta
a um incidente adverso.

AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Identificar a finalidade, a conceituação e interação entre dados, informação e
inteligência nos processos de tomada de decisão e planejamento operacional; e
● Compreender a conceituação da coleta de dados e de informações, da regra de
ouro da segurança aplicados ao planejamento operacional, além dos elementos
constituintes para o sucesso de uma operação, das prioridades operacionais no CBMPE,
e das ferramentas, fluxo de análise e tomada de decisão.
03. PARÂMETROS NORTEADORES DO

PLANEJAMENTO OPERACIONAL

3.1 Doutrina de planejamento operacional


Planejar é o ato de decidir com antecedência o que fazer, como fazê-lo, quando
fazê-lo, e quem deve fazê-lo.

O planejamento adequado e objetivo é essencial à solução de qualquer problema


militar, permitindo o exame detalhado e sistemático de todos os fatores envolvidos em uma
operação.

Quanto maior o escalão, maior a necessidade de prever e planejar operações futuras


com maior amplitude no tempo.

O planejamento operacional é dividido em 06 (seis) fases, sendo elas:

(1) FASE PRELIMINAR - fundamenta-se em hipóteses lógicas concernentes às


futuras operações ou no conhecimento de planos provisórios que estejam disponíveis antes
do recebimento da missão;
(2) FASE INICIAL - após recebida a missão, os planejamentos são iniciados com
base em dados e conhecimentos de inteligência limitados e numa orientação do
planejamento. Inclui a elaboração de estudos de situação e planos provisórios;
(3) FASE DE ELABORAÇÃO - minutas de planos são elaboradas com base em
conhecimentos de inteligência mais completos, numa orientação mais precisa de
planejamento e em detalhados estudos de situação, resultando na decisão do Cmt e no seu
conceito da operação;
(4) FASE DE APROVAÇÃO - o Comandante faz a revisão, aperfeiçoa e aprova o
plano;
(5) FASE DA EXPEDIÇÃO - o plano é expedido e distribuído com todos os
envolvidos; e
(6) FASE DA EXECUÇÃO - o escalão responsável pela expedição do plano orienta
os escalões subordinados na execução e complementação de seus planos e na realização
de ensaios.
3.2 Fluxo do Planejamento Operacional
O Planejamento Operacional possui um fluxo a ser seguido, conforme a figura
abaixo:

Fig. Fluxo do Planejamento Operacional do CBMPE.

Resumidamente, cada fase do planejamento operacional na Corporação possui um


setor encarregado, desde a análise das demandas ao de-briefing de uma operação.
Os integrantes do planejamento operacional do CBMPE são:
• Comando Geral (DGO);
• Diretorias Integradas (DIM, DIEsp, Dinter 1 e 2);
• Unidades Operacionais (Grupamentos e CAT); e
• Guarnições de Serviço.

COMANDO GERAL (DGO)


Responsável pela emissão do Plano Anual de Operações (PLANOp) e das Diretrizes
de Operações (DtzOp).

DIRETORIAS INTEGRADAS
Responsável pela emissão das Ordens de Operações (OOp) e pela articulação e
supervisão da execução das ações previstas nas Ordens de Operações (OOp).

UNIDADES OPERACIONAIS
Responsável pela emissão das Ordens de Serviço (OS) e emissão do relatório de
execução da OS.
GUARNIÇÕES DE SERVIÇO
Responsável pela execução das ordens de serviço e emissão dos relatórios
operacionais relacionados ao atendimento do evento.

3.3 Legislação, normas e diretrizes operacionais


vigentes
O serviço operacional da Corporação possui uma cadeia de comandamento para
situações regulares e de operações de prevenção e de vulto.
Para Situações Regulares de Serviço, tem-se a seguinte cadeia de comando:
• Chefe de Grupo/Guarnição;
• Graduado de Dia;
• Adjunto de Dia;
• Oficiais de Operações (RMR) e de Área (Interior);
• Comandante da Prontidão;
• Supervisor de Operações;
• Comandante do Grupamento/CAT;
• Diretor Integrado;
• Diretor Geral de Operações;
• Subcomandante Geral; e
• Comandante Geral.

Para Situações em Locais de Emergência na RMR, tem-se a seguinte cadeia de


comando:

• Praça mais antigo, no local;


• Oficial de Operações;
• Comandante da Prontidão;
• Supervisor de Operações;
• Comandante do Grupamento;
• Diretor Integrado Metropolitano; e
• Diretor Geral de Operações.

Para Situações em Locais de Emergência no Interior, tem-se a seguinte cadeia de


comando:
• Praça mais antigo, no local;
• Oficial de Área;
• Supervisor de Operações;
• Comandante do Grupamento;
• Diretor Integrado do Interior; e
• Diretor Geral de Operações.
Um outro fator relevante no planejamento operacional é a caracterização do evento com
grande concentração de público ou da emergência de grande porte.
Desta forma, pode-se definir como grande evento ou emergência de grande porte
aquelas que ultrapassam a capacidade de resposta da estrutura regular de uma área de
atuação, havendo a necessidade de apoio de outras áreas.
São classificados como grande porte:
• Prevenções de eventos de grande público;
• Incêndios em parque de tancagens, Incêndios em zonas industriais, e Incêndios
em centros comerciais ou locais de reunião público de grande porte;
• Acidentes aeronáuticos;
• Incêndios em edificações elevadas, com mais de 10 (dez) pavimentos
atingidos, ou horizontalizadas de grande extensão;
• Acidentes ferroviários e metroviários massivos;
• Incêndio em embarcações de grande porte atracadas;
• Desabamento de edificações elevadas ou horizontalizadas de grande extensão;
• Atentados terroristas;
• Incêndio em múltiplas edificações de sítios históricos;
• Deslizamento de barreiras com múltiplas vítimas não localizadas; e
• Acidentes com produtos perigosos com vazamento e ou derramamento de
grande extensão.

Fig. Fluxo de informações operacionais.

O conhecimento de uma a área e a consequente responsabilização a um Grupamento de


Bombeiros e essencial para uma adequada gestão dos serviços operacionais de resposta emergencial
e de prevenção. Para tal, existem 02 (dois) documentos:

PLANO DE DESDOBRAMENTO – documento que define e divide territorialmente as


áreas de atuação das unidades operacionais de uma região (cidades e bairros), indicando riscos
existentes, designação dos Grupamentos e Seções de Bombeiro, e seus respectivos efetivos previstos;
PLANO DE ARTICULAÇÃO – documento que detalha o plano de desdobramento,
descrevendo as fronteiras de cada área de atuação das Seções e Grupamentos de Bombeiros.

O planejamento operacional, além de elementos doutrinários, é regido por parâmetros legais


e normativos internos. Em regra geral, o planejamento operacional do CBMPE segue aos seguintes
elementos legais e normativos:
• Determinações operacionais (01 a 25);
• Procedimentos Operacionais Padrão (procedimentos de gestão);
• Portarias Administrativas (operacionais);
• Decreto Estadual 37312, 25OUT11 (GCRISES); e
• Lei Estadual 14133, 30AGO10 (Grandes Eventos).

AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Compreender a doutrina de planejamento operacional, a legislação estadual
pertinente, as deliberações do Comitê de Segurança em Grandes Eventos, as normas e
as diretrizes operacionais vigentes.
04. LEVANTAMENTO ESTRATÉGICO DE

ÁREA (LEA)

4.1 Conceitos
Qualquer que seja o campo de investigação, há sempre várias formas de reunir,
classificar e organizar, para efeito de análise, os fenômenos que se pretende estudar.
De forma resumida, o Estudo Estratégico de Área ou Levantamento Estratégico
de Área (LEA) pode ser definido como o conjunto de procedimentos destinados a reunião,
classificação e organização de dados e informações relacionadas a uma determinada área de
interesse operacional.
O estudo estratégico de área, quer seja puramente estratégico ou operacional,
compreende 03 (três) fases: 1ª fase: levantamento estratégico; 2ª fase: avaliação
estratégica; e 3ª fase: exame estratégico.
Percorridas as 03 (três) fases do estudo estratégico pode-se resumi-las da seguinte
forma: o LEVANTAMENTO reúne dados objetivamente, quase em termos absolutos; a
AVALIAÇÃO estabelece juízos de valor, compara, entra no domínio da relatividade dos fatores
e eventos; o EXAME projeta as alternativas do comportamento para fazer frente a cada situação
numa determinada área.
Levantar uma área consiste, basicamente, na coleta de dados e informações que
produzem o conhecimento da área em seus aspectos positivos e negativos.

4.2 Ciclo do LEA


Como todo o processo o LEA, também, possui um ciclo de desenvolvimento que
deve ser seguido:
▪ Priorização dos pontos e áreas a levantar – Diretoria Integrada;
▪ Definição das localidades – GB;
▪ Levantamento de área – DOp ou SB/GB;
▪ Processamento das informações levantadas – GB; e
▪ Inserção no sistema de informações operacionais - Diretoria Integrada.

4.3 Elementos básicos


Existem 02 (dois) elementos de estudo que são alvos essenciais de um LEA: o ponto
de risco (ameaça) e o ponto de apoio (recurso amigo). Entende-se, ainda, por RECURSO
AMIGO aquelas instalações, áreas e meios operacionais e administrativos que podem ajudar o
desenvolvimento eficaz de uma operação.
Pontos de Risco são aquelas áreas ou edificações que podem desenvolver algum
incidente com risco potencial ao patrimônio, ao meio ambiente e a vida humana e animal, em
decorrência de suas características. São exemplos de pontos de risco: indústrias, favelas,
edificações elevadas, parques de tancagens, aeroportos, portos, reservas ecológicas de
conservação, locais de concentração de grande público, centros hospitalares, instalações
prisionais, áreas sujeitas a deslizamentos e inundações.
Pontos de Apoio são aquelas áreas ou edificações que podem oferecer alguma
forma de apoio no desenvolvimento de operações de resposta a emergências e desastres. São
exemplos de pontos de apoio: escolas, parques aquáticos, centros sociais, quartéis.
Rotas de Acesso são trajetos utilizados pelas equipes de resposta para que os
recursos de atendimento cheguem até a zona de emergência.
Rotas de Remoção são trajetos utilizados pelas equipes de resposta para que as
vítimas saiam da zona de emergência.

Fig. Exemplo de rota de acesso a um ponto de risco.

O local de qualquer emergência ou prevenção deve ser dividido em zonas de


emergência e áreas de trabalho, a fim de facilitar as ações de gerenciamento e resposta, bem
como a manutenção de um padrão aceitável de segurança.
Zonas de emergência são as áreas de interferência dos riscos relacionados com o
incidente ou evento. Enquanto áreas de trabalho são os locais onde serão desenvolvidas as
ações de resposta e de apoio da operação.
Fig. Exemplo de Zoneamento de Área de incidente/evento.

Como uma ferramenta essencial para a coleta e processamento dos dados e


informações para subsidiar um adequado planejamento operacional, o LEA é composto pelos
seguintes elementos básicos e respectivos detalhamentos:
• EVENTO – local onde será desenvolvido, tipificação do evento, datas e horários,
atrações para cada dia e horário (caso existam), tipificação e metragem da área/instalações,
localização da área/instalações, percurso (caso exista), classificação da natureza do público,
previsão de público fixo e flutuante para cada dia de evento, existência de sistemas contra-
incêndio e pânico, e existência e tipo de equipes de emergência.
• PONTOS DE RISCO – tipificação do ponto de risco, e descrição de sua
localização.
• PONTOS DE APOIO – tipificação do ponto de apoio, e descrição de sua
localização.
• HISTÓRICO ESTATÍSTICO – classificação da natureza de atendimentos (total,
por dia e por horário), e descrição da localização dos atendimentos realizados.
• PONTOS DE ABASTECIMENTO – tipificação do ponto de abastecimento,
descrição da localização do ponto de abastecimento, e vazão (vazão, horários e dias).
• ROTAS DE ACESSO E REMOÇÃO – descrição das características de cada rota,
e retenção de trânsito (localização, horários e dias).
• CENÁRIOS CRÍTICOS – tipificação e descrição de cenários críticos possíveis, e
tipificação e descrição de cenários críticos frequentes.
• ANEXOS – essencialmente são 08 (oito) anexos: LOCALIZAÇÃO DO EVENTO,
PLANTAS DA EDIFICAÇÃO/ÁREA, PONTOS DE ABASTECIMENTO, GEOREFERÊNCIA DO
HISTÓRICO ESTATÍSTICO, PONTOS DE RISCO, PONTOS DE APOIO, ROTAS DE ACESSO
e ROTAS DE REMOÇÃO.

4.4 Procedimentos de execução


Existem vários procedimentos que podem ser empregados na execução do LEA,
sendo eles:
• Levantamento documental – pesquisas em levantamentos anteriores, planos,
mapas temáticos;
• Levantamento de campo – coleta de informações e dados no local de um
incidente ou evento;
• Processamento das informações levantadas – contextualização dos dados e
informações levantadas com o evento ou incidente; e
• Processamento de mapas – inserção de todas as informações processadas em
representações gráficas e cartográficas.

AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Compreender os conceitos, o ciclo do Levantamento Estratégico de Área, seus
elementos básicos e procedimentos de execução.
05. PLANOS DE EMERGÊNCIA E PLANOS

DE OPERAÇÕES

PLANOS são documentos destinados a orientar a condução de operações de


prevenção e de resposta a cenários adversos, diante de informações prévias sobre os recursos
disponíveis, ameaças, vulnerabilidades da localidade, rotas de acesso e remoção, sugestão de
procedimentos operacionais e organização de áreas de trabalho, zoneamento de emergência e
setorização de área, além de contatos importantes.

5.1 Diferenças
Existem 02 (dois) tipos de planos que serão alvo desta disciplina: Planos de
Emergência e Planos de Operações.
Planos de Emergência (PLEM) são construídos previamente à eclosão do
incidente, enquanto os Planos de Operações (PLOP) – são adequações de planos de
operações às realidades dos cenários instalados nos eventos adversos.

5.2 Elementos básicos


Essencialmente, os planos (emergência ou operações)
• Caracterização do local;
• Cenários possíveis;
• Áreas da Emergência;
• Acessos;
• Organograma tático;
• Procedimentos; e
• Contatos (anexo A)
• Ferramentas de gerenciamento (anexo B)
• Mapas táticos (anexo C)

5.3 Ciclo de elaboração


Como todo documento de Estado-Maior um plano de emergência segue uma
sequência lógica para a sua elaboração, teste e homologação:
• Levantamento Estratégico de Área;
• Estabelecimento dos procedimentos, rotas de acesso e remoção, organização das
áreas e zonas, setorização, e atribuições dos elementos participantes do plano;
• Exercício tático de mesa;
• Divulgação prévia do plano e treinamento de equipes de teste;
• Exercício simulado parcial;
• Exercício simulado completo;
• Correção das inconformidades encontradas; e
• Homologação do plano.

5.4 Plano de Auxílio Mútuo (PAM)


Para os casos de cenários de múltipla e elevada complexidade, como normalmente
ocorrem em complexos industriais, zonas próximas a usinas nucleares e áreas sujeitas a
recorrentes desastres naturais, onde há a necessidade de uma cooperação de múltiplas
organizações para uma resposta adequada a incidentes adversos, existe um documento de
planejamento operacional chamado de Plano de Auxílio Mútuo (PAM).
O PAM é a formalização da cooperação de empresas, entes governamentais e
comunidades para formarem uma instituição sem fins lucrativos que visa auxiliar, de forma
complementar, no atendimento emergencial oferecido pelo governo, como SAMU (Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência), Defesa Civil e Corpos de Bombeiros, sempre que são
acionados para atenderem a uma ocorrência que ultrapassa a capacidade de resposta de um
dos participantes do plano.
O PAM possui uma composição semelhante a um PLEM, com alguns itens
específicos, conforme abaixo:
• INTRODUÇÃO – descrição das características da área de atuação do PAM;
• CENÁRIOS CRÍTICOS – definição, classificação e descrição dos cenários
críticos;
• ORGANIZAÇÃO E RESPONSABILIDADES – citação das organizações
envolvidas e suas respectivas responsabilidades dentro do PAM;
• PROCEDIMENTOS DE RESPOSTA – descrição dos procedimentos gerais de
intervenção, bem como procedimentos especializados para cada um dos cenários críticos
identificados;
• ATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO – descrição dos procedimentos e da
periodicidade da atualização, bem como as ferramentas de avaliação da eficácia do plano; e
• ANEXOS.
AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Compreender as diferenças entre o plano de emergências (PLEM) e o plano de
operações (PLOP), seus elementos básicos e o ciclo de elaboração.
06. SIMULADOS

6.1 Conceitos
Todo sistema ou planejamento precisa ser testado, a fim de que sejam homologados
para entrarem ou continuarem em execução, e para tal existe uma excelente ferramenta
chamada de SIMULADO.
Desta forma, entende-se por SIMULADO o conjunto de procedimentos que visa
reproduzir ou imitar de forma controlada certos aspectos de uma situação ou processo, o
mais aproximado da realidade, a fim de verificar a estrutura de funcionamento de um sistema.

6.2 Tipificação
Os simulados podem ser classificados em:
• Exercícios de notificação;
• Exercícios TABLETOP (exercícios táticos de mesa);
• Exercício de uso de equipamentos; e
• Manejo de acidentes.

Todos os tipos de simulados podem ser parciais, completos, programados e não


programados.
Simulados parciais não envolvem todos os integrantes do plano, enquanto os
simulados completos envolvem todos os integrantes do plano. Quanto aos simulados não
programados os organizadores não estabelecem uma data e horário certo, enquanto os
simulados programados há uma comunicação certa de data e horário.

EXERCÍCIOS DE NOTIFICAÇÃO
Nesse tipo de simulado, pratica-se os procedimentos de alerta e acionamento
predeterminados no Plano de Emergência.
Pode-se testar o sistema de comunicação, o tempo de resposta, a eficiência no
repasse de informação, a disponibilidade dos coordenadores e responsáveis, bem como dos
substitutos (back-up personal).
Avalia-se, também, os procedimentos de levantamento preliminar de informações,
planilhas e questionários.
Pode ser conduzido em qualquer dia ou hora, programado ou não.
EXERCÍCIOS TABLETOP (EXERCÍCIOS TÁTICOS DE MESA)
Os exercícios táticos de mesa são exercícios com base teórica, envolvendo
discussões sobre diferentes cenários possíveis ou previstos nos estudos de análise de
risco.
Neste tipo de exercício, após o informe do acidente, é desencadeado o fluxograma
de acionamento, e todas as etapas do exercício de notificação.
São, também, conduzidas as orientações das ações de resposta, liberação de
recursos, frentes de trabalho, estabelecimentos de prioridades. Todos os focos do plano de
contingência são abordados.

EXERCÍCIO DE USO DE EQUIPAMENTOS


Nestes simulados, ocorre o treinamento prático de emprego tático de
equipamentos das operações de resposta, nas fases de resposta.
É fundamental para o pessoal operacional estar familiarizado e bem treinado para o
lançamento de equipamentos e manejo dos mesmos durante a emergência.

MANEJO DE ACIDENTES
Este é um exercício mais completo e complexo, envolvendo todas as atividades
de um evento real, previstas no plano de contingência.
Nesta fase, os simulados realmente testam a habilidade do grupo de resposta em
atender adequadamente uma emergência.
Envolve complexa estrutura, inclusive com a participação de terceiros (meio
ambiente, prefeituras, etc), todos assumindo suas responsabilidades pré-definidas no plano.

6.3 Ciclo de elaboração


Os simulados são processos complexos, e como tal necessitam que certas etapas
sejam seguidas adequadamente:
• Estabelecimento dos objetivos;
• Identificação de participantes;
• Reconhecimento da área;
• Elaboração dos cenários;
• Identificação dos recursos necessários;
• Formatação da documentação;
• Revisão da documentação;
• Distribuição da documentação;
• Reuniões de preparação; e
• Reunião de nivelamento.
6.4 Elementos básicos
Os simulados devem ser planejados e seus procedimentos registrados em
documentação específica, ou seja, uma Nota de Serviço (NS), documento que será detalhado
posteriormente. O documento deverá conter os seguintes elementos:

◼ OBJETIVOS – serão especificados quais itens devem ser avaliados;


◼ CENÁRIOS – serão descritas detalhadamente todas situações que serão
testadas;
◼ AVALIADORES – serão especificadas a quantidade e as especializações dos
avaliadores;
◼ VÍTIMAS – serão especificadas a quantidade, localização, e tipologia de todas as
vítimas;
◼ RESPONDEDORES – serão definidas a quantidade, especialização, área de
atuação, organização, e canais de comunicação;
◼ FACILITADORES – serão definidas a quantidade e localização dos profissionais
que ajudarão o desenvolvimento dos cenários;
◼ RECURSOS OPERACIONAIS E DE APOIO – serão quantificados e
especificados os recursos das equipes de montagem, prevenção, avaliação e de resposta;
◼ ATRIBUIÇÕES – serão descritas as responsabilidades de todos os participantes;
e
◼ PREVENÇÃO E PROTOCOLOS DE SEGURANÇA – serão estabelecidos os
procedimentos de controle de risco e de atendimento emergencial.

6.5 Parâmetros norteadores


Existem alguns parâmetros que devem ser seguidos para o adequado
desenvolvimento de simulados:
• Garantir o gerenciamento em todos os níveis suporte as atividades do
exercício;
• Estabelecer objetivos claros, realísticos e mensuráveis para o exercício, tendo
como meta do exercício o melhoramento dos processos;
• Elaborar exercícios mais simples, e mais frequentes, a fim de favorecer a
melhorias mais rápidas. Exercícios complexos demandam pessoal experiente e competente;
• Utilizar uma quantidade exequível de atividades, locações e participantes, a
fim de viabilizar o exercício; e
• Definir à avaliação como tarefa tão importante quanto à condução dos
exercícios é essencial para o sucesso do simulado.
AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Compreender os conceitos, tipificação, ciclo de elaboração, elementos básicos, e
documentos norteadores para a preparação e execução de simulados.
07. DOCUMENTOS DE PLANEJAMENTO

OPERACIONAL

7.1 Finalidade
Textualizar organizadamente todas as informações para o desenvolvimento de um
planejamento é essencial para a eficácia de uma operação, através de planos, ordens e notas.
Neste capítulo, serão trabalhados os elementos, os envolvidos, a tipificação e o ciclo
de elaboração dos documentos de planejamento operacional.

7.2 Tipificação
Neste capítulo serão trabalhados, resumidamente, os seguintes documentos de
planejamento operacionais: Nota de Instrução (NI), Nota de Serviço (NS), Plano Anual de
Operações (PLANOP), Diretriz de Operações (Dtz Op), Ordem de Serviço (OS), Ordem de
Operações (OOp), e Relatório de Operações (ROp).
É muito comum ocorrer confusão de emprego e formatação entre NI, NS e OS, bem
como DTZ Op e OOp. Podemos diferenciá-los da seguinte forma:

• NOTA DE INSTRUÇÃO – É um documento estritamente normativo com


finalidade de estabelecer ou ajustar rotinas operacionais ou administrativas, orientando
procedimentos. Caracteriza-se, basicamente, por esclarecer a aplicação de leis, resoluções,
portarias, regulamentos, ou, ainda, definir matéria não constante desses atos, mas com relação
direta com esses instrumentos normativos. Exemplo: Regulação da passagem de serviço.

• NOTA DE SERVIÇO – É um documento expedido para determinar e regular o


cumprimento de determinadas missões e o desenvolvimento de atividades, serviços e eventos
não relacionados com a operacionalidade da Corporação, em um período pré-estabelecido.
Exemplo: Execução de uma palestra ou demonstração.

• ORDEM DE SERVIÇO – É um documento expedido para determinar e regular o


cumprimento de determinadas missões e desenvolvimento de atividades, serviços e eventos
relacionados com a operacionalidade da Corporação, em um período pré-estabelecido.
Exemplo: Prevenção de um pouso de decolagem de aeronave governamental.
• ORDEM DE OPERAÇÕES – É um documento que estabelece ações
coordenadas e atribuições de OBMs para o cumprimento das decisões contidas nas Diretrizes
para a condução de uma operação.

• PLANO ANUAL DE OPERAÇÕES – É um documento que estabelece quais as


grandes operações de prevenção, ou mesmo quais naturezas de prevenções serão
desenvolvidas pela Corporação, durante um ano.

• DIRETRIZ DE OPERAÇÕES – É um documento que estabelece os parâmetros


de execução e as áreas de abrangência operacional para o desenvolvimento das operações de
prevenção previstas no plano anual de operações.

7.3 Elementos

ORDEM DE OPERAÇÕES
Os elementos que compõem uma OOp são:

[Link]ÊNCIA – citação de todos os documentos da Corporação que motivaram a


operação, além daqueles que normatizam serviços específicos que serão empregados.

2. MISSÃO – descrição resumida dos serviços que a Corporação realizaria em a


operação.

3. FINALIDADE – indicação do motivo pelo qual o documento está sendo elaborado.

4. DEFINIÇÕES – descrição de todos os termos técnicos utilizados no texto do


documento.

5. EXECUÇÃO – descrição geral dos elementos relacionados ao desenvolvimento


da operação.

6. ATRIBUIÇÕES – descrição das responsabilidades das OBMs.

7. PRESCRIÇÕES DIVERSAS – citação de todos os assuntos importantes, mas que


não foram tratados nos outros itens do documento.

ANEXOS

DISTRIBUIÇÃO
ORDEM DE SERVIÇO
Os elementos que compõem uma OS são:

1. FINALIDADE – indicação do motivo pelo qual o documento está sendo elaborado.

2. SITUAÇÃO – detalha as características do evento.

3. OBJETIVOS – cita, antecipadamente, quais serviços serão desenvolvidos pela a


OBM dentro do evento.

4. MISSÃO – descrição resumida dos serviços que a Corporação realizaria em a


operação.

5. EXECUÇÃO – descrição geral dos elementos relacionados ao desenvolvimento


da operação.

• Conteituação: externar textualmente e resumidamente a missão da OBM


diante do evento.
• Organização: citação do período, recursos e cadeia de comando.
• Atribuições Específicas: descrição das responsabilidades dos setores da
OBM para o cumprimento da missão.
• Prescrições Diversas: citação de todos os assuntos importantes, mas que não
foram tratados nos outros itens do documento.

ANEXOS

DISTRIBUIÇÃO

RELATÓRIO DE OPERAÇÕES
Os elementos que compõem um RO são:

[Link]ÇÃO - Apresentação da situação tal como se encontrava ao fim do período,


incluindo certas particularidades que exijam a atenção do comando superior, tais como a
localização e a atuação das principais unidades. A maior parte dos detalhes deve ser indicada
genericamente, num calco da situação ou numa carta, em anexo, quando possível.

2. FORÇAS AMIGAS – Citação de todas as organizações que participaram da


operação, e como estavam estruturalmente organizadas.
3. DESENVOLVIMENTO – Descrição detalhada por período de tempo de como foi
realizado o atendimento ao evento ou incidente, ressaltando as ocorrências, logística,
localização dos recursos no terreno, sistema de comunicação e estatística de atendimentos
com a referência situacional.

4. SINCRONIZAÇÃO - Relato de como foi executada a articulação e coordenação


dos sistemas operacionais, dificuldades e aspectos positivos, tempo de resposta das unidades.
Pode incluir uma visualização das atividades que visem sincronizar ações e elementos nas
operações subsequentes.

5. EFICIÊNCIA - Relato da eficiência dos atendimentos realizados ou da estrutura


de prevenção disponibilizada pela OBM considerada, incluindo todas as alterações ocorridas
durante o período do evento. Quando for o caso, levar em consideração: moral, efetivos, estado
da instrução, estado físico, situação dos suprimentos e equipamentos e incidentes que a OBM
foi submetida.

6. RESULTADOS - Apresentação dos resultados da operação, e seus atendimentos


efetuados pela OBM como um todo e pelas seções subordinadas, incluindo, quando
conveniente, todos os resultados específicos que terão efeito na atribuição de missões futuras
para a OBM. Todos os detalhes, de sucesso ou insucesso, de interesse para o escalão superior
devem ser incluídos obrigatoriamente.

7. OBSERVAÇÕES DIVERSAS - Detalhes não aplicáveis nos itens anteriores, tais


como: condições meteorológicas, condições de acesso e quaisquer outros fatores que possam
influir nas operações da OBM.

ANEXOS

DISTRIBUIÇÃO

7.3 Ciclo de elaboração


A elaboração de documentos de Estado-Maior com foco no planejamento
operacional deve seguir um rito específico:

◼ Processamento de demanda;
◼ Levantamento estratégico de área;
◼ Priorização de atendimento e serviços;
◼ Estabelecimento de recursos que serão empregados;
◼ Detalhamento das ações e atribuições dos envolvidos;
◼ Formatação da documentação;
◼ Revisão da documentação; e
◼ Distribuição e divulgação.

7.4 Parâmetros de Avaliação de Eficácia


A verificação de eficácia dos documentos de planejamento operacional é realizada
empregando-se 02 (dois) conjuntos de avaliação: elementos de formatação e elementos de
eficácia.
Elementos de Formatação
➢ Cabeçalho;
➢ Numeração;
➢ Alinhamentos;
➢ Distribuição; e
➢ Correção textual.

Elementos de Eficácia
➢ Assertividade (responder os questionamentos fundamentais);
➢ Cobertura de pontos críticos;
➢ Distribuição eficiente de efetivo;
➢ Estabelecimento coerente de procedimentos;
➢ Estabelecimento de recursos materiais (equipamentos, viaturas e embarcações);
➢ Definição adequada de atribuições dos envolvidos; e
➢ Definição adequada do evento.

AUTO CHECAGEM
(Pontos Relevantes)
● Conhecer a finalidade, a tipificação (plano anual de operações, diretrizes de
operação, ordens de operações, ordens de serviço e relatórios de operações), os setores
envolvidos, o ciclo de elaboração, e os elementos básicos dos documentos de Estado-
Maior de planejamento de operações.
APOIO DE CONTEÚDO E EDIÇÃO
Cel RR QOC/BM Caio Hercílio Oliveira de Souza.

Recife-PE

2024

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