1.
CONCEITO E REQUISITOS CLÁSSICOS
Ocorre quando duas ou mais pessoas contribuem para a prática de
um mesmo fato punível.
* Pluralidade de agentes e condutas: Pelo menos duas pessoas
agindo.
* Relevância causal: A conduta deve ajudar efetivamente no
resultado.
* Liame subjetivo: Acordo de vontades (consciência de que estão
colaborando).
* Identidade de infração: Todos respondem pelo mesmo crime (Teoria
Monista).
* Punibilidade do fato principal: O crime deve ser passível de
punição.
2. COAUTORIA VS. PARTICIPAÇÃO
COAUTORIA (Domínio do Fato)
Quem executa a ação principal ou tem o controle da situação.
* Divisão de trabalho: Cada um faz uma parte essencial.
* Crimes Omissivos: Possível quando dois "garantidores" decidem
não agir juntos.
PARTICIPAÇÃO (Acessória)
Quem ajuda de fora, sem executar o "verbo" do crime.
* Moral: Induzimento (criar a ideia) ou Instigação (reforçar a ideia).
* Material: Auxílio (fornecer armas, ferramentas ou logística).
* Menor Importância: Redução de pena de 1/6 a 1/3 se a ajuda for
secundária.
3. SITUAÇÕES ESPECIAIS DE AUTORIA
* Autoria Mediata: O autor usa uma pessoa como "instrumento"
(alguém sem dolo, em erro ou sob coação). Quem manda responde
pelo crime.
* Autoria Colateral: Dois agentes agem ao mesmo tempo contra a
mesma vítima, mas SEM acordo entre eles.
* Autoria Incerta: Quando, na autoria colateral, não se descobre
quem deu o golpe fatal.
4. REGRAS DE COMUNICABILIDADE (ART. 30)
* Circunstâncias Pessoais: (Ex: ser reincidente) NÃO se comunicam
ao parceiro.
* Elementares do Crime: Se a característica pessoal define o crime
(Ex: ser Funcionário Público no Peculato), ELA SE COMUNICA se o
parceiro souber da condição.
5. DESVIO DE DOLO / PARTICIPAÇÃO DISTINTA (ART. 29, §2º)
Quando um dos envolvidos planeja um crime e o outro comete um
mais grave.
* Regra: O agente responde pela pena do crime menos grave que ele
quis cometer.
* Aumento: A pena aumenta até a METADE se o resultado mais grave
era previsível.