CAPÍTULO 22
VULNERABILIDADES DE NUVENS
COMPUTACIONAIS
Data de aceite: 01/09/2023
Jhoyce Kelly Bonfort Santos apresentar a vulnerabilidade de nuvens
Universidade de Vassouras computacionais. A metodologia é de
Vassouras-RJ referencial bibliográfico.
PALAVRA-CHAVE: Computação em
David Caravana de Castro Moraes Ricci
nuvem. Segurança cibernética. Provedor de
[Link]
nuvem.
RESUMO: A segurança na nuvem é COMPUTING CLOUD
uma disciplina de segurança cibernética
VULNERABILITIES
dedicada a proteger sistemas de ABSTRACT: Cloud security is a
computação em nuvem. Isso inclui manter cybersecurity discipline dedicated to
os dados privados e seguros em toda a protecting cloud computing systems. This
infraestrutura, aplicativos e plataformas includes keeping data private and secure
online. Proteger esses sistemas envolve across infrastructure, applications and
os esforços dos provedores de nuvem e online platforms. Securing these systems
dos clientes que os utilizam. Os provedores involves the efforts of cloud providers and
de serviços em nuvem hospedam os the customers who use them. Cloud service
serviços em seus servidores por meio providers host the services on their servers
de conexões de Internet sempre ativas. over always-on internet connections. As
Como sua empresa depende da confiança your business depends on customer trust,
do cliente, os métodos de segurança na cloud security methods are used to keep
nuvem são usados para manter os dados customer data private and securely stored.
do cliente privados e armazenados com However, cloud security is also partly in
segurança. No entanto, a segurança na the hands of the customer. Understanding
nuvem também está parcialmente nas both facets are critical to a healthy cloud
mãos do cliente. Compreender ambas as security solution. Therefore, the objective
facetas são fundamentais para uma solução of this work is to present the vulnerability of
de segurança em nuvem saudável. Sendo computational clouds. The methodology is
assim, o objetivo do presente trabalho é based on a bibliographic reference.
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KEYWORDS: Cloud computing. Cyber security. Cloud provider
1 | INTRODUÇÃO
A segurança na nuvem é o conjunto de estratégias e práticas para proteger dados
e aplicativos hospedados na nuvem. Assim como a segurança cibernética, a segurança na
nuvem é uma área muito ampla e é impossível evitar todos os tipos de ataques. No entanto,
uma estratégia de segurança em nuvem bem projetada reduz muito o risco de ataques
cibernéticos.
A computação em nuvem normalmente, diante de tanto risco ainda é considerada
mais segura quando comparada a computação local, visto que, os provedores de nuvem
possui mais recursos de segurança e é capaz de manter os dados mais seguros, o que
de fato obriga os provedores de nuvem a manter uma infraestrutura mais atualizada, com
constante correção de possíveis vulnerabilidade de maneira mais rápida.
A segurança na nuvem é toda a tecnologia, protocolos e práticas recomendadas que
protegem os ambientes de computação em nuvem, os aplicativos executados na nuvem
e os dados armazenados na nuvem. A segurança na nuvem começa com a compreensão
exata do que está sendo protegido, bem como quais aspectos do sistema precisam ser
gerenciados.
O desenvolvimento do suporte contra vulnerabilidades de segurança está, em
grande parte, nas mãos dos provedores de serviços em nuvem. Além de escolher um
provedor preocupado com a segurança, os clientes precisam se concentrar acima de tudo
na configuração adequada do serviço e nos hábitos de uso seguro, devem garantir que o
hardware e as redes do usuário final estejam devidamente protegidos.
Uma segurança de nuvem fraca pode expor usuários e provedores a todos os
tipos de ameaças de segurança cibernética. Algumas ameaças comuns à segurança na
nuvem incluem: riscos de infraestrutura baseados em nuvem, incluindo plataformas de
computação herdadas incompatíveis e interrupções em serviços de armazenamento de
dados de terceiros; ameaças internas devido a erro humano, como configuração incorreta
dos controles de acesso do usuário; e ameaças externas causadas quase exclusivamente
por agentes mal-intencionados, como malware, phishing e ataques DDoS.
Diante disso surge a seguinte questão: Quais são os problemas de segurança
na nuvem? Para responder à questão o objetivo do presente trabalho é apresentar a
vulnerabilidade de nuvens computacionais. A metodologia é referencial bibliográfico.
2 | DESENVOLVIMENTO
As principais tecnologias voltadas para a segurança na nuvem, possui estratégias
tecnológicas como a criptografia, cujo sistema embaralha todos os dados para que somente
as partes autorizadas podem entender as informações que estão guardadas. Sendo assim,
se invasor tentar invadir a nuvem de um cliente ou empresa e não encontrar a criptografia,
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terá a oportunidade de fazer qualquer tipo de ação maliciosa com esses dados, como
vende-los, vaza-los, ou usar os mesmos para um ataque, entre outras coisas. (MELO,
2022).
Contudo, se esses dados estiverem criptografados o invasor somente encontrará os
dados protegidos, ou seja, criptografados e não poderá fazer nada, exceto se de alguma
maneira encontrar a chave da criptografia, o que praticamente é impossível. Por isso a
criptografia ajuda a prevenir ataques de invasores evitando divulgação ou vazamento dos
dados, mesmo diante de falhas de outras medidas de segurança. (SILVA, 2019).
A criptografia dos dados pode ocorrer de duas formas, ou seja, em trânsito – que
seria no mesmo tempo que estiver sendo enviado a outro lugar e em repouso, que seria
o momento que está sendo armazenado. É importante que a criptografia seja realizada
dessas duas maneiras, pois isso evitará que possíveis invasores possam intercepta-los e
ainda realizar a leitura. (PETER; CHRISTIAN, 2019).
A modalidade da criptografia em trânsito precisa abordar os dados que trafegam
entre um usuário e em nuvem. Esses dados que trafegam de uma nuvem para outra é
como uma nuvem híbrida ou ambiente multicloud. Sendo assim, os dados tem que ser
criptografados quando estão sendo armazenados dentro de um banco de dados ou ainda a
partir de serviços de armazenamento de nuvem. (MELO, 2022).
Vale mencionar que, se as nuvens multicloud ou híbrida estiverem conectadas
diretamente na camada de rede, a criptografia pode acorrer em trafego por VPN. E se a
conexão for por camada de aplicativo, essa criptografia ocorre em SSL/TLS, pois o mesmo
precisa criptografas o tráfego entre nuvem e usuário. (SILVA, 2019).
De acordo com Peter e Christian (2019), no Gerenciamento de Identidade e Acesso
(GIA) o rastreamento é na identificação do usuário e o que o mesmo pode fazer, como
também ocorre a autorização e negação do acesso para aqueles que não são autorizados.
O GIA é de grande importância na computação da nuvem devido a identificação do usuário
e o privilégio de acesso aos dados, e não permite que a localização e ou dispositivo do
usuário.
Sendo assim, o GIA reduz a ameaça de usuários que não estão autorizados em
acessar ativos internos ou ainda de não fazer uso de forma excessiva aos privilégios. Para
Peter e Christian (2019), o GIA de certa forma ajuda a mitigar diversas modalidades de
ataques, como ataques internos e principalmente invasões de contas, podendo incluir
diversos serviços de diferentes modalidades ou ainda pode ser um único serviço, mas que
combina como seguintes recursos:
- Os serviços de logon único (SSO), o qual autentica identidades dos usuários
para diferentes aplicativos, de forma que os usuários somente precisam fazer seu login e
acessar os serviços em nuvem;
- Provedor de identidade (IdPs) o qual somente realiza a identidade do usuário;
- O serviço de Firewall, o qual controla o acesso, restringindo ou permitindo o acesso
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do usuário firewall, já que o mesmo fornece na nuvem uma camada de proteção em volta
dos ativos, bloqueando diretamente o tráfego de qualquer web malicioso e;
- O serviço de autenticação multifator, o qual fortalece diretamente a autenticação
do usuário.
No entendimento de Silva (2019), os firewalls tradicionais são hospedados de forma
local e apenas defendem o perímetro da rede, mas o firewall em nuvem se hospeda na
própria nuvem e com isso forma uma forte barreira de segurança em toda a infraestrutura
da nuvem.
Lembrando que a maioria do firewall relacionado a aplicativo também se encaixa nesta
categoria. Os firewall de nuvem é capaz de bloquear os ataques do DDoS, cuja atividade
de bot é maliciosa e possui alto grau de exploração de vulnerabilidade, e isso proporciona
uma redução nos ataques cibernéticos que prejudica diretamente a infraestrutura da nuvem
de qualquer organização. (SILVA, 2019).
As mais importante práticas para manter em segurança todos os dados de uma
nuvem, além de todas as mencionada acima ou quaisquer produto que for adicionado
na segurança, ainda não é suficiente para proteger de forma completa a nuvem, pois as
melhores práticas voltadas para a segurança cibernética ainda precisa alguns requisitos.
(SOUZA; MIERS, 2019).
Um desses requisitos seria a correta configuração da segurança do próprio servidor
da nuvem, isto é, a partir do momento que uma organização não é capaz de configurar
corretamente a segurança, poderá acontecer um vazamento dos dados, por isso, servidores
em nuvem que não foi corretamente configurado tem a chance de ter seus dados públicos
na internet. (THOMAZ et al., 2022).
Contudo, para definir de forma correta as configurações de segurança na nuvem
é necessário ter um especialista em segurança na nuvem, já que existe a possibilidade
de uma colaboração próxima diretamente com o provedor da nuvem. Desta forma, Souza
e Miers (2019) afirmam que políticas de segurança que sejam consistentes em nuvem e
principalmente em data centers, são de fatos medidas de segurança que deve ser aplicada
em qualquer e toda infraestrutura das empresas, em especial quando se tratar de nuvens
públicas, local e privada. (SOUZA; MIERS, 2019).
Melo (2022) afirma que se qualquer aspecto da infraestrutura de nuvem de uma
organização – com o serviço de nuvem de caráter público com o processamento de big data
não for protegido com uma boa criptografia de autenticação do usuário, é bem provável que
ocorra invasão atacando diretamente o elo mais fraco. (MELO, 2022).
Em planos de backup, conforme qualquer outro tipo de segurança, precisa existir um
plano para ser usado quando as coisas derem errado e sair do controle e der tudo errado.
É muito importante que todos os dados sejam copiados para evitar perde-los mediante uma
adulteração ou mesmo por perde-los. Devendo sempre existir um plano failover vigorando
para que jamais haja interrupção dos processos de negócios caso a segurança da nuvem
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falhar. (THOMAZ et al., 2022).
Conforme afirma Thomaz et al., (2022) as vantagens da nuvem híbridas ou
multicloud é que diferentes nuvens podem permite fazer bachup de forma simultânea, ou
seja, o armazenamento de dados na nuvem também pode ser realizado em um banco de
dados local.
Por isso, é muito importante a capacitação de funcionários e usuários, pois a
porcentagem mais de violação dos dados acontece devido um ataque de phishing, que
acabou sendo instalado um malware sem saber, ou seja, a partir do uso de um dispositivo
que esteja desatualizado e totalmente vulnerável. Após a capacitação, certamente existe
uma redução do risco de sofrer um ataque de malware. (THOMAZ et al., 2022).
O maior risco representado pela nuvem é que não há perímetro. A segurança
cibernética tradicional se concentra na proteção do perímetro, mas os ambientes de nuvem
são altamente conectados, o que significa interfaces de programação de aplicativos (APIs)
inseguras e sequestros de contas podem representar problemas reais. (SOUZA; MIERS,
2019).
Diante dos riscos de segurança que afetam a computação em nuvem, os profissionais
de segurança cibernética devem adotar uma abordagem mais centrada nos dados. A
interconexão também apresenta problemas para as redes. Atores mal-intencionados
geralmente acessam redes devido a credenciais comprometidas ou fracas. (MELO, 2022).
Depois que um hacker obtém acesso a uma rede, ele pode facilmente se espalhar
e usar as interfaces mal protegidas da nuvem para localizar dados em diferentes bancos
de dados. Pode até usar seus próprios servidores em nuvem como destino para exportar
e armazenar os dados roubados. A segurança tem que estar na nuvem e não servir como
elemento exclusivo de proteção contra o acesso aos dados ali armazenados. (THOMAZ et
al., 2022).
O armazenamento de dados por terceiros e o acesso via Internet também representam
suas próprias ameaças. Se, por qualquer motivo, esses serviços forem interrompidos, o
acesso aos dados poderá ser perdido. Por exemplo, uma interrupção na rede telefônica
pode significar que a nuvem não pode ser acessada em um momento essencial. (SOUZA;
MIERS, 2019).
Como alternativa, uma queda de energia pode afetar o data center onde os dados
são armazenados, o que pode levar à perda permanente de dados. Tais interrupções
podem ter repercussões de longo prazo. Uma queda de energia em uma instalação de
dados em nuvem da Amazon resultou na perda de alguns dados do cliente devido a falhas
de hardware do servidor. Este é um bom exemplo de por que deve ter backups locais de
pelo menos alguns dados e aplicativos. (THOMAZ et al., 2022).
O que torna a segurança na nuvem diferente é que a segurança tradicional do
computador passou por uma imensa evolução devido à mudança para a computação
baseada em nuvem. Embora os modelos de nuvem permitam maior conveniência, a
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conectividade sempre ativa requer novas considerações para mantê-la segura. A segurança
na nuvem, como uma solução de segurança cibernética modernizada, difere dos modelos
de computação herdados de algumas maneiras. (MELO, 2022).
A Data Warehousing – A maior distinção é que os modelos de TI mais antigos
dependiam fortemente do data warehousing local. As empresas há muito descobriram que
criar todas as plataformas de computação internas para controles de segurança granulares
e personalizados é caro e rígido. As plataformas baseadas em nuvem ajudaram a transferir
os custos de desenvolvimento e manutenção de sistemas, mas também a remover algum
controle dos usuários. (THOMAZ et al., 2022).
A velocidade de dimensionamento, da mesma forma, a segurança na nuvem
exige atenção exclusiva ao dimensionar os sistemas corporativos de TI. A infraestrutura e
os aplicativos centrados na nuvem são altamente modulares e rapidamente mobilizados.
Embora essa capacidade mantenha os sistemas consistentemente ajustados às mudanças
nos negócios, ela também apresenta problemas quando a necessidade de melhorias
e conveniência de uma empresa supera sua capacidade de acompanhar a segurança.
(SOUZA; MIERS, 2019).
Em relação a interface do sistema do usuário final, para empresas e usuários
individuais, os sistemas em nuvem também se conectam a muitos outros sistemas e
serviços que precisam ser protegidos. As permissões de acesso devem ser mantidas desde
o nível do dispositivo do usuário final até o nível do software e até mesmo o nível da
rede. Além disso, fornecedores e usuários devem estar cientes das vulnerabilidades que
podem causar por meio de acesso inseguro ao sistema e comportamentos de configuração.
(MELO, 2022).
Quanto a proximidade com outros dados e sistemas em rede, como os sistemas
em nuvem são uma conexão persistente entre os provedores de nuvem e todos os seus
usuários, essa importante rede pode comprometer até o próprio provedor. Em ambientes
de rede, um único dispositivo ou componente fraco pode ser explorado para infectar o
restante. (THOMAZ et al., 2022).
Os provedores de nuvem se expõem a ameaças dos muitos usuários finais com os
quais interagem, estejam eles fornecendo armazenamento de dados ou outros serviços.
Responsabilidades adicionais pela segurança da rede recaem sobre os fornecedores cujos
produtos entregues, de outra forma, dependeriam apenas dos sistemas dos usuários finais
e não dos seus próprios. (MELO, 2022).
3 | CONCLUSÃO
Resolver a maioria dos problemas de segurança na nuvem significa que tanto
os usuários quanto os provedores de nuvem, tanto em ambientes pessoais quanto
empresariais, devem ser proativos em relação às suas próprias funções de segurança
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cibernética.
Essa abordagem em duas frentes significa que usuários e provedores precisam
abordar o seguinte: configuração e manutenção segura do sistema; educação em segurança
do usuário, tanto no nível comportamental quanto no nível técnico. Sendo assim, conclui
que os provedores e usuários de nuvem devem ter transparência e responsabilidade para
garantir que ambas as partes estejam seguras.
REFERÊNCIAS
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infraestrutura da Google. São Luís: Centro Universitário UNDB, 2022.
MELO, A O. As fake news e seu potencial risco para a segurança de ativos informacionais
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Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022.
PETER, L. N; CHRISTIAN, M. C. Caracterização do tráfego de rede de nuvens computacionais
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THOMAZ, G. A.; et al., CACIC: Controle de Acesso Confiável Usando Enclaves a Dados em Nuvem
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