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1.1 Evolução Histórica Da Ludoterapia

O documento aborda a evolução histórica e a definição da ludoterapia, destacando a importância do brincar como meio de expressão e autoconhecimento na infância. Discute a aplicação de teorias psicológicas que fundamentam a ludoterapia e a relevância do vínculo terapêutico na prática. Além disso, menciona a utilização de contos e brincadeiras como ferramentas terapêuticas para facilitar a comunicação e o tratamento de conflitos emocionais.
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1.1 Evolução Histórica Da Ludoterapia

O documento aborda a evolução histórica e a definição da ludoterapia, destacando a importância do brincar como meio de expressão e autoconhecimento na infância. Discute a aplicação de teorias psicológicas que fundamentam a ludoterapia e a relevância do vínculo terapêutico na prática. Além disso, menciona a utilização de contos e brincadeiras como ferramentas terapêuticas para facilitar a comunicação e o tratamento de conflitos emocionais.
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PSICOLOGIA E INTERVENÇÕES LÚDICAS e começando a falar, pondo em fala o que estava

TEXTO I – A PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE nos desenhos.


EDUCAÇÃO ESPECIAL FACE Á LUDOTERAPIA EM
CONTEXTO EDUCATIVO.
• Para Melanie Klein (1882-1960) que deu a
continuidade as investigações de Freud quanto ao
CAP 01
significado simbólico dos jogos, o jogo sempre
1.1 Evolução histórica da ludoterapia. teve um sentido, o brincar é a linguagem típica da
• Sigmund Freud (1856-1939) foi o precursor da criança para expressar o que ainda não pode ser
psicologia infantil. O seu trabalho com adultos o colocado em palavras, é a forma de revelar a
ajudou a investigar fatos ocorridos com crianças na situação interna. Ela analisa a atividade lúdica
infância através da observação do jogo infantil, e através da interpretação dos sonhos: deslocamento,
assim descobriu mecanismos psicológicos da
condensação, representação verbal, visual e
atividade lúdica.
simbolização. Foi a partir de seu trabalho que
• Freud iniciou a interpretação lúdica por meio da muitos terapeutas se interessaram em aplicar sua
observação do jogo de um menino de dezoito técnica da terapia pelo brincar e ludoterapia.
meses, atribuindo um significado, ou seja, o brincar
simbólico representava uma vivencia interna da • Anna Freud, aprofundou-se nos mecanismos da
criança. defesa da mente, utilizando em sua analise a

• Assim, as primeiras experiências refere-se a interpretação de sonhos, fantasias e desenhos.


observação lúdica e do jogo da criança em seu “É no brincar, e somente no brincar, que o
ambiente, aos estudos dos contos infantis e a
indivíduo, criança ou adulto pode ser criativo e
tentativa de compreender os seus desenhos.
utilizar sua personalidade integral: e é somente
• Hirmine Hug-Hellmuth (1871-1924) foi uma das criativo que o individuo descobre o eu (self)”
primeiras psicanalistas de crianças e também uma Winnicott (1975).
das primeiras ludo terapeutas, utilizando
• As consultas terapêuticas de Donald Woods
brinquedos em seus atendimentos, observando e
Winnicott, psicanalista e pediatra, são marcadas
brincando com as crianças. E assim, escreveu um
por duas áreas do brincar, a do terapeuta e a do
trabalho, onde demonstrou a importância do
paciente, para permitir as comunicações
brincar e da ação simbólica como forma de permitir
emocionais de conteúdo inconsciente. Além disso,
desvelamento dos sintomas e da problemática da
ele descobriu a relevância da relação mãe-bebe, em
criança.
sua obra defendia a ideia do analista oferecer ao
• Sophie Morgenstern (1875-1940), procurava paciente um ambiente que simbolicamente
compreender o conteúdo latente dos contos de contivesse aspectos dessa relação e assim haveria a
fadas, sonhos, fantasias, desenhos e jogos dos seus possibilidade de reparação de falha provocada pelo
pacientes. Ela usou um método, com um menino ambiente precoce.
que sofria mutismo total, usou o desenho como
• O brincar é o caminho para o autoconhecimento,
instrumento de analise, a escuta através dos olhos,
não apenas uma necessidade biológica destinada a
aos poucos ele foi se libertando de seu sofrimento
descarregar energia e dar prazer “Brincar facilita o
crescimento e, portanto conduz aos experiências,comportamentos) através do seu meio
relacionamentos grupais, é uma forma de natural de comunicação: o brincar.” (p.16)
comunicação consigo mesmo e com os outros” (
• Segundo Pregnolato (2006), o objetivo desta
Winnicott, 1975).
psicoterapia é ajudar a criança, através de
• Em 1900, utilizava-se uma abordagem diretiva e brincadeiras, a expressar com maior facilidade os
não-diretiva da ludoterapia. David Levy e Gove seus conflitos e dificuldades , no sentido de ajudar
Hambidge apoiavam a “ludoterapia estruturada”, a conseguir uma melhor integração e adaptação
que era um método direto e estruturado de utilizar social, tanto na família quanto na sociedade em
as técnicas da terapia através do brincar. Por outro geral.
lado, Jess Taft, Frederick Allen, Carl Rogers e
• Atualmente, a ludoterapia é destinada a todas as
Virginia Axline acreditavam na abordagem não-
idades, crianças, jovens, adultos ou idosos, e o seu
diretiva, que se concentrava na pessoa e na relação
uso pode ser tanto individual quanto terapia grupal.
emocional entre o terapeuta e criança, o brincar era
o modo indireto de ir onde a criança se encontra, • No contexto do desenvolvimento social da
afim de ajuda-la no autorreconhecimento. criança, o lúdico faz parte do seu repertório e
integra dimensões de interação necessárias na
•Na década de 1960, a terapia Filial (desenvolvida
análise psicológica, tais como regras, simulações
por Bernard e Louise Guerney), tornou-se popular
ou faz de conta, aprendizagem observacional,
no mundo da ludoterapia. Esse método permitiu
cadeias comportamentais e modelagem.
aos pais ou responsáveis participarem ativamente
das sessões de terapia, através do jogo, em casa, 1.3 Ludodiagnóstico
sendo orientados de como brincar com os filhos, • O ludodiagnóstico ocorre em diversos momentos
observando e ouvindo-os de forma reflexiva. como: hora do jogo, observação lúdica, hora lúdica,
1.2 Definição do conceito de Ludoterapia. entrevista inicial ou entrevista clinica com a
criança. É um instrumento de investigação clínica
• Lúdico tem origem na palavra latina “ludos”, que
que utiliza o lúdico para estabelecer um vinculo
quer dizer jogo. A atividade lúdica é o momento
terapêutico, visando o diagnostico de sua
vivido que possibilita experimentar momentos de
personalidade.
autoconhecimento. Ludoterapia é o nome cientifico
dado a terapia através do brincar. • O vinculo terapêutico é um facilitador para o
processo de mudança, o que exige o terapeuta
• Landreth (2002) define o conceito como “uma
infantil um amplo repertorio lúdico que lhe permita
relação interpessoal dinâmica entre a criança e um
favorecer a ligação terapêutica, que é fundamental
terapeuta treinado em Ludoterapia que
nos resultados do tratamento.
providencia a esta um conjunto variado de
brinquedos e uma relação terapêutica segura de • Para Klein e Aberastury, a primeira hora do jogo
forma que possa expressar e explorar plenamente é interpretada simbolicamente, a criança comunica
o seu self (sentimentos, pensamentos, conflitos e emoções através da brincadeira, o jogo
é a base da ludoterapia.
• Winnicott propõe a consulta terapêutica, as •Teoria do Exercício Complementar – Konrad
primeiras entrevistas já possuem valor terapêutico, Lange (1901) O jogo ajuda a desenvolver e
e Maud Mannoni defende introduzir material completar o “Eu”, despertando capacidades e
lúdico desde a entrevista diagnosticas, além de ser tendências ainda não utilizadas.
importante observar a criança enquanto os pais
•Teoria do Estímulo – Harvey Carr (1903)
conservam com o terapeuta, já que as relações
familiares são fundamentais para o diagnóstico. O jogo estimula o sistema nervoso e contribui para
o desenvolvimento das funções mentais.
• O ludodiagnóstico é uma técnica projetiva
expressiva baseada em associação livre, permitindo •Teoria da Rivalidade – William McDougall
diagnóstico mesmo sem expressão verbal da (1904) O jogo satisfaz o instinto humano de
criança. competição e rivalidade.

• É importante um ambiente adequado para a •Teoria da Descarga Emocional – Sigmund


ludoterapia, sala simples, materiais para brincar, Freud (1922) O brincar permite reviver e superar
tempo de sessão definido, privacidade e mínima experiências traumáticas, reduzindo a angústia por
interferência dos pais. O diagnostico considera meio da repetição simbólica.
passado, presente e prognóstico futuro, algumas •Teoria Catártica ou de Compensação – Harvey
informações necessárias são: anamnese, Carr e outros (1916-1925)
desempenho escolar, relações familiares e sociais e
O jogo funciona como catarse, permitindo liberar
comportamento da criança. Alguns dos testes
emoções e transformar impulsos negativos em
utilizados são: WISC, Raven, R-2, Blender.
comportamentos aceitáveis.

•Teoria da Integração no Meio – Lehman, Witty


1.4 Teorias das atividades lúdicas e Whitley (1927-1929) O conteúdo das
•Teoria do Pré-Exercício – Karl Groos (1896- brincadeiras reflete o ambiente social e físico em
1899) O jogo prepara a criança para atividades da que a criança vive.
vida adulta. As brincadeiras funcionam como •Teoria do Prazer – Karl Bühler (1929)
treino de comportamentos futuros (luta, família,
O jogo proporciona prazer pela própria atividade,
papéis sociais).
não apenas pelo resultado.
•Teoria da Recapitulação – G. Stanley Hall
•Teoria da Supramotivação – Taylor e Curti
(1893) Os jogos reproduzem fases da evolução da
(1930) O jogo é uma forma de satisfação livre, onde
humanidade. A criança revive estágios da
a criança resolve conflitos e expressa desejos
civilização por meio das brincadeiras.
através do “faz-de-conta”.
•Teoria do Excesso de Energia – Herbert
•Teoria da Expressão de Tendências – Édouard
Spencer (1900) O jogo surge porque a criança
Claparède (1931) O jogo expressa necessidades e
possui energia excedente que precisa ser liberada.
tendências naturais da criança.
•Teoria Dinâmica e Estrutural – F. J. J. Formas terapêuticas de utilizar o brincar:
Buytendijk (1934) O jogo reflete a estrutura
[Link] com relação interpessoal:
mental da criança e seu desenvolvimento
psicológico. A criança aprende comportamentos e relações
sociais através da brincadeira. Pode ser usado para:
•Teoria do Descanso ou Recreio – Guth Muths,
reduzir a resistência ou timidez, ensinar habilidades
Lazarus e Schaller (1935)
sociais, desenvolver autocontrole, atenção e
O jogo serve como descanso físico e mental. tolerância a frustração, aprender a ouvir, seguir
regras e responder adequadamente em situações
•Teoria da Necessidade Biológica – Appleton
sociais.
(1948) O tipo de jogo depende das necessidades
biológicas e do estágio de desenvolvimento da 2. Brincar estruturado:
criança.
Possui regras, instruções e objetivos definidos. Por
•Teoria da Transfiguração – Inezil Penna exemplo: jogos terapêutico (criados para trabalhar
Marinho (1967) Os jogos evoluem conforme os emoções, autoestima, trauma, atenção e relações
interesses da criança e sua necessidade de sociais), jogos comuns (xadrez, dominó, cartas, que
transformar a realidade. ajudam a desenvolver estratégias, autocontrole,
memória e tolerância à frustração), Jogos de salão
•Teoria da Assimilação-Acomodação – Jean
ou campo (futebol, estimulam cooperação, regras e
Piaget (1964) O jogo é uma forma de a criança
sociabilidade), Jogos de computador (desenvolvem
assimilar a realidade ao seu pensamento,
habilidades cognitivas, espaciais e motoras
contribuindo para o desenvolvimento cognitivo.
3. Brincar não estruturado
Classificação dos jogos segundo Piaget:
Não possui regras rígidas. Exemplos:
•Jogos de exercício (sensório-motores e do
pensamento). •Não estruturado e não diretivo: a criança escolhe
livremente a brincadeira; útil para observação e
•Jogos simbólicos (faz-de-conta).
diagnóstico.
•Jogos de regras (regras sociais transmitidas ou
•Não estruturado e diretivo: o terapeuta orienta a
criadas pelas crianças).
brincadeira para trabalhar conflitos e ensinar
habilidades (ex.: relaxamento ou competências

1.5 A brincadeira como terapia psicológica: sociais).


ludoterapia cognitiva comportamental. •Brincadeira espontânea: estimula criatividade,

• Nas terapias cognitivo-comportamental, o brincar expressão emocional e pode revelar conflitos


é utilizado para identificar pensamentos, emoções, internos.

comportamentos, modificar cognições, 4. Uso terapêutico dos contos


comportamentos disfuncionais e estimular
Os contos criam um contexto imaginário para
comportamentos mais adaptativos.
trabalhar emoções e comportamentos.
Exemplos: valor estruturante, permitindo elaborar e
ressignificar situações traumáticas.
•Contos estruturados terapêuticos: criados para
ajudar crianças a lidar com problemas (medo, •A atividade lúdica deve ser instrumento nas
morte, divórcio, doença). abordagens em saúde mental, ela possibilita um
deslocamento de onde só se ver doença para um
•Contos infantis tradicionais: podem ser usados
lugar estruturante.
para ensinar valores e trabalhar pensamentos e
emoções. “O homem joga somente quando é um homem no
pleno sentido da palavra, e só se torna homem
•Contos semiestruturados e interativos: terapeuta e
plenamente quando joga.” A possibilidade de
criança criam a história juntos, favorecendo
brincar é um ato seríssimo: para as crianças
resolução de problemas e pensamento positivo.
condição de crescimento, para os adultos, ligação á
Texto II infância e fonte de experiencias culturais.
Brincar não é brincadeira Texto III

• O brincar é uma forma privilegiada para a criança O sintoma no diagnóstico infantil


habitar e lidar com o mundo, as crianças que são
•‘Sintoma” se diz a respeito a um fenômeno que
saudáveis brincam a todo instante, afirmando que
revela perturbação funcional ou algum tipo de
esta é sua maneira de existir, de aprender a se
lesão; qualquer mudança provocada no organismo
relacionar. Elas tem uma forma particular de
por uma doença que estabelecem um diagnóstico.
perceber, organizar e interpretar o ambiente a partir
de um registro lúdico. •Segundo Kaplan e Sadock (1999), os sintomas
representam variações de diferentes graus de um
•O brincar está presente desde os primeiros
continuum entre saúde mental e psicopatologia. É
momentos de vida de uma criança. Os primeiros
necessário considerar as variações entre o que é
contatos da mãe com seu bebe se dão de forma
normal e o que é patológico, determinadas pela
lúdica.
cultura, pela sociedade, pelos costumes, por uma
•O bebe ainda não fala, mas precisa de um outro família ou por um indivíduo. Dependendo do
que se coloque como interlecutor. É necessário que ambiente, um comportamento pode parecer
alguém crie um lugar amoroso e haja investimento sintomático ou não.
familiar para reconhece-lo, esse lugar garante um
•Poderíamos considerar algo como sintoma quando
nome um discurso e um corpo reconhecido como
os limites da variabilidade normal são
seu.
ultrapassados. O normal pode ser entendido como
•O brincar não é uma técnica usada ou aprendida oposição ao doente, como média estatística, como
para se trabalhar com as crianças, elas já chegam ideal a realizar-se ou como processo dinâmico de
no tratamento trazendo seu potencial lúdico. adaptação.
•Há crianças que não brincam, que se isolam ou •O referencial da saúde e do desenvolvimento
tem dificuldade em jogos grupais. O brincar possui humano está presente nos diagnósticos.
Consideram-se os fenômenos psicofisiológicos •O termo diagnóstico significa reconhecimento.
observáveis e os fenômenos psicológicos Trata-se do reconhecimento de um fenômeno ou
manifestos ou não. A conjunção desses dois patologia em um indivíduo supostamente em
pressupostos é utilizada especialmente na sofrimento ou em estado de risco.
psiquiatria. No DSM-IV TR, os sintomas são
•Em crianças o diagnóstico é mais difícil porque
analisados sob o enfoque global do
estão em pleno estado de desenvolvimento. Alguns
desenvolvimento e das influências psicossociais e
preferem utilizar os termos dificuldades ou
ambientais.
distúrbios do desenvolvimento. Não basta analisar
•Segundo Marcelli (1998), o normal e o patológico o histórico do desenvolvimento e do sintoma.É
não devem ser considerados como dois estados necessário estudar as condições externas
distintos. Os dois termos são indissociáveis e educacionais, culturais ou sociais.
pertencem a um mesmo par antitético. O
•A identificação de um distúrbio coloca o
desenvolvimento e a maturação da criança podem
profissional em um contexto preventivo em relação
levar ao aparecimento de sintomas.
ao desenvolvimento.
•O objetivo não é compreender os quadros clínicos
•O diagnóstico dos sintomas infantis faz parte da
segundo um único referencial. Devem ser
análise de um sujeito em construção. Analisa-se o
considerados referenciais orgânico, descritivo,
funcionamento da estrutura mental e as condições
ambiental, diferencial, psicodinâmico e preventivo.
necessárias para desenvolvê-la.
• Segundo Popper (1991) há três campos:
•É comum questionar as relações entre afeto e
-campo físico (biologia e química), cognição no estudo dos sintomas. Afeto e cognição
estão imbricados nas vivências do ser humano.
-campo das experiências -psicológicas conscientes
Nenhuma teoria conseguiu explicar completamente
e inconscientes,
como afeto e cognição se relacionam. Piaget deu
-campo da linguagem e das teorias das pouca importância ao fator afetivo. Freud falou
argumentações. pouco sobre o processo de cognição.

-A atuação do psicólogo diz respeito •As pesquisas indicam que a organização da


principalmente aos dois últimos campos. experiência vivida supõe relações espaço-
•O estudo do sintoma vai além do que é normal e temporais e causais. As Crianças que não

patológico. Requer investigações e cuidados constroem essas noções representam o mundo de


especiais para análise e compreensão. O raciocínio forma caótica.
clínico pressupõe inferências clínicas complexas. •A representação caótica do mundo pode originar

•No caso infantil, muitas vezes a criança não tem medos, ansiedades e sentimentos de culpa. Assim

uma queixa própria. A conduta é julgada pela surge o elo entre afetividade e cognição.

família ou pelo ambiente. O terapeuta não deve se •O real é o mundo dos objetos e dos acontecimentos
apressar numa decodificação sintomática. estruturado pela criança através de seus esquemas
de ação. É pela ação sobre o meio que a criança se
insere no espaço, no tempo e nas relações causais.

•A fantasia e a personificação estão relacionadas à


capacidade simbólica. A atribuição de papéis
pressupõe distinção entre eu e não eu. Uma criança
que não brinca pode estar sob grande inibição de
suas fantasias ou não ter ainda capacidade
simbólica. A tarefa do pesquisador é formular
perguntas a partir da observação lúdica.

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