O perigo é fixo. O risco é gestão.
PERIGO X RISCO
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
Conceito fundamental de Segurança do
Trabalho:
o Prevenção de acidentes consiste em:
o Identificação de Perigos (P)
o Avaliação de Riscos (R)
o Implementação de Medidas de Controle (C)
Essa abordagem está alinhada com o artigo 4º da
NR-01 (Disposições Gerais), que orienta a gestão
de segurança e saúde ocupacional baseada em
riscos.
Prevenção efetiva depende da correta distinção
entre Perigo e Risco, bem como da aplicação
rigorosa dos controles.
O QUE É PERIGO?
Definição conforme a NR-01 e NR-09 (PPRA):
Perigo é toda fonte, situação ou ato com potencial
inerente para causar dano à saúde do trabalhador
ou ao patrimônio, independentemente das
condições de execução.
Características do Perigo:
o É estático, inerente à fonte ou condição.
o Não depende do comportamento humano, mas
suas consequências podem ser potencializadas
por ele.
EXEMPLOS TÍPICOS DE
PERIGOS (P)
o Trabalho em altura acima de 2 metros (NR-35)
o Energia elétrica energizada (NR-10)
oMáquinas com partes móveis expostas (NR-12)
o Produtos químicos inflamáveis, corrosivos (NR-
20, NBR 14725)
o Ruído contínuo acima dos limites de tolerância
(NR-15)
o Pisos molhados sem antiderrapante
o Bordas e arestas cortantes
o Cargas suspensas sem proteção (NR-11)
O QUE É RISCO?
Definição técnica:
Risco é a probabilidade combinada com a
severidade de um evento adverso, resultante da
exposição a um perigo, considerando o tempo,
frequência, condições e medidas de controle
existentes.
Em termos matemáticos básicos, refere-se a:
Risco = Probabilidade × Severidade ×
Exposição
(Fonte: NR-01 e NR-09)
FATORES QUE INFLUENCIAM
O RISCO
o Frequência e tempo de exposição ao perigo
o Condições inseguras do ambiente e do
equipamento
o Ações e comportamentos inseguros (Erros
Humanos)
o Falhas nos procedimentos operacionais (POP)
o Existência e eficácia dos meios de proteção
coletiva (EPC) e individual (EPI)
RELAÇÃO PERIGO X RISCO
Elemento Definição Exemplo Prático
Fonte ou situação
Trabalho em altura
Perigo com potencial de
(acima de 2m)
dano
Queda de altura
Probabilidade de
Risco resultando em
ocorrência do dano
lesão grave
CASOS PRÁTICOS
INTEGRADOS (CONFORME
NR’S ESPECÍFICAS)
o Trabalho em altura (NR-35):
Perigo: Altura elevada
Risco: Queda com lesões severas ou fatais
Controle eficaz: uso de cinto de segurança
com ancoragem certificada, sistemas de linha de
vida, análise preliminar de risco (APR)
o Manuseio de produto químico corrosivo (NR-
20):
Perigo: Substâncias químicas corrosivas
Risco: Queimaduras químicas na pele e
mucosas
Controle: uso de EPIs adequados (luvas,
óculos), ventilação local exaustora, consulta à
FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de
Produto Químico)
CASOS PRÁTICOS
INTEGRADOS (CONFORME
NR’S ESPECÍFICAS)
o Operação de máquinas industriais (NR-12):
Perigo: Partes móveis desprotegidas
Risco: Amputação ou lesões graves
Controle: enclausuramento mecânico,
dispositivos de bloqueio e travamento (LOTO),
manutenção preventiva
IMPORTÂNCIA NO PGR
A NR-01, capítulo VIII, estabelece que o Programa
de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve
obrigatoriamente contemplar:
1. Identificação sistemática de perigos;
2. Avaliação criteriosa de riscos;
3. Definição e implementação de medidas de
controle;
4. Monitoramento e revisão contínua das ações.
Diferenciar claramente Perigo (P) de Risco (R) é
fundamental para respeitar os critérios técnicos do
PGR e garantir a conformidade legal.
COMO IDENTIFICAR PERIGOS
Check-list fundamental de inspeção no
ambiente de trabalho (NR-01, NR-09):
o Ambiente: Iluminação adequada, níveis de
ruído, temperaturas, ventilação, alturas e desníveis
o Materiais: Produtos químicos inflamáveis,
poeiras combustíveis, agentes corrosivos
o Equipamentos: Máquinas com partes móveis,
ferramentas manuais, vibratórios
o Atividades: Posturas mantidas, repetitividade,
esforço físico, trabalho isolado
COMO AVALIAR RISCOS
Componentes do risco:
Risco = Probabilidade × Severidade ×
Exposição
Classificação usual de riscos (base NR-09):
Grau do Risco Significado
Baixo Impacto e probabilidade reduzidos
Moderado Potencial significativo, requer controle
Alto Alta severidade ou probabilidade
Pode causar fatalidade ou danos
Crítico
permanentes
HIERARQUIA DE CONTROLES
(CONFORME NR-01)
Ordem preferencial para controle de riscos:
1. Eliminação do perigo
2. Substituição por agentes menos perigosos
3. Controles de engenharia (EPC)
4. Controles administrativos
5. Equipamentos de proteção individual (EPI) –
última linha de defesa
TABELA PRÁTICA: PERIGO X
RISCO X CONTROLE
Atividade Perigo Risco Controle
Linha de vida,
Trabalho em cinto tipo
Desnível Queda
altura paraquedista,
inspeção
Luvas anticorte,
Corte de
Aresta cortante Corte profundo ferramentas
chapas
com proteção
Bloqueio e
Manutenção Tagout (TAT,
Energia elétrica Choque elétrico
elétrica NR-10),
desligamento
Talhas,
Movimentação isolamento da
Peso elevado Esmagamento
de carga área,
sinalização
RESUMO TÉCNICO
o Perigo é a fonte com potencial de dano (fixo e
imutável).
o Risco é a probabilidade que esse dano ocorra,
modulada por fatores ambientais, comportamentais
e controles aplicados.
o Medidas de controle atenuam risco, nunca
eliminam o perigo totalmente.
o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
conforme NR-01 e NR-09 deve tratar ambos os
conceitos para eficácia.
o Capacitação dos trabalhadores em conceitos de
perigo e risco é essencial para cultura de
segurança efetiva.
DA IDENTIFICAÇÃO AO
CONTROLE: ENTENDENDO
PERIGO X RISCO
“O perigo está no ambiente; o risco está na forma
como você executa o trabalho.”
“O perigo é constante; o risco pode e deve ser
controlado.”
@ds1984-41
@ds1981-41
DS Saúde e Segurança do Trabalho
Conectar, orientar e proteger.