LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS
DIENE CRISTINA PRADO
MODELAGEM
RIVERSUL - SP
2026
ROTEIRO 1 — Materiais Tradicionais
(Argila)
Introdução
A modelagem em argila é uma das práticas mais tradicionais da escultura,
permitindo a exploração direta da forma, do volume e da expressividade
tridimensional. Artistas como Henry Moore, Barbara Hepworth e Constantin
Brancusi revolucionaram a escultura ao priorizar a simplificação das formas e a
valorização do volume em detrimento do realismo detalhado. Nesse contexto, a
atividade proposta teve como objetivo desenvolver uma escultura a partir da
observação de um modelo real, enfatizando suas formas essenciais.
Desenvolvimento
O processo iniciou-se com a preparação da argila, que foi amassada para
garantir uma textura homogênea e eliminar bolhas de ar. Em seguida, foi
escolhida uma pessoa como modelo, permitindo a observação direta de
volumes e proporções.
Durante a modelagem, buscou-se representar as formas principais do corpo,
como curvas, saliências e estrutura geral, evitando o excesso de detalhes. A
proposta foi interpretar o corpo como um conjunto de volumes no espaço,
seguindo a linha de pensamento dos artistas estudados.
Após a finalização da forma, a escultura foi coberta com um pano úmido e
protegida com plástico para garantir uma secagem lenta e uniforme. No ponto
de couro, foram realizados acabamentos com ferramentas, suavizando a
superfície e corrigindo imperfeições.
Conclusão
A atividade permitiu compreender a importância da observação e da síntese
das formas na escultura. Foi possível perceber que a expressividade não
depende do realismo, mas da forma como os volumes são organizados no
espaço. Além disso, o trabalho contribuiu para o desenvolvimento de
habilidades manuais e sensibilidade artística, fundamentais na prática
escultórica.
ROTEIRO 2 — Materiais Moldáveis
Introdução
Os materiais moldáveis desempenham um papel fundamental na produção
artística tridimensional, pois influenciam diretamente o processo criativo e o
resultado final. Cada material possui características específicas, como textura,
peso e tempo de secagem, que impactam a construção da forma. Esta
atividade teve como objetivo explorar diferentes materiais moldáveis e
compreender suas potencialidades expressivas.
Desenvolvimento
Foram escolhidos os materiais papel machê e cimento, com o intuito de
comparar suas propriedades. O papel machê foi preparado a partir da mistura
de papel e cola, resultando em um material leve e fácil de moldar, ideal para
formas orgânicas e volumosas.
Já o cimento apresentou um processo mais técnico, exigindo mistura adequada
e maior controle durante a aplicação. Sua textura final é mais rígida e rústica,
proporcionando um efeito visual distinto.
Durante a produção dos estudos tridimensionais, foi possível observar
diferenças significativas entre os materiais, como o tempo de secagem, a
resistência e a capacidade de detalhamento. Além disso, a atividade foi
influenciada por artistas contemporâneos que exploram materiais alternativos.
Conclusão
A experiência evidenciou que o material escolhido interfere diretamente no
resultado artístico. O papel machê possibilita maior liberdade criativa, enquanto
o cimento oferece resistência e impacto visual mais sólido. A atividade
contribuiu para o desenvolvimento do pensamento crítico e da experimentação,
ampliando o repertório artístico do estudante.
ROTEIRO 3 — Instalação (Maquete)
Introdução
A arte contemporânea ampliou o conceito de escultura, incorporando o espaço
e a participação do público como elementos essenciais da obra. Hélio Oiticica é
um dos principais artistas brasileiros que exploraram essa relação, criando
obras imersivas que envolvem o espectador. A proposta desta atividade foi
desenvolver um projeto de instalação artística por meio de desenho e maquete.
Desenvolvimento
O projeto foi inicialmente elaborado por meio de um desenho, no qual foram
definidos os elementos principais da instalação, como formas, cores e
organização do espaço. A proposta buscou criar um ambiente interativo,
estimulando sensações no público.
A maquete foi construída utilizando papelão e outros materiais simples,
representando as estruturas do ambiente. Foram adicionados elementos como
cores vibrantes e texturas no chão, com o objetivo de enriquecer a experiência
sensorial.
A organização espacial foi pensada de forma a criar um percurso, permitindo
que o espectador interaja com a obra. Assim, a instalação deixa de ser apenas
visual e passa a ser uma experiência corporal.
Conclusão
A atividade permitiu compreender a importância do espaço e da interação na
arte contemporânea. Foi possível perceber que a obra não se limita ao objeto,
mas envolve a experiência do público. O desenvolvimento da maquete
contribuiu para a criatividade e a capacidade de planejamento artístico.
ROTEIRO 4 — Máscara de Papelão
Introdução
A produção de máscaras é uma prática artística presente em diversas culturas,
sendo utilizada tanto em contextos rituais quanto expressivos. O uso de
materiais simples, como o papelão, permite explorar a criatividade e
desenvolver habilidades manuais. Esta atividade teve como objetivo criar uma
máscara, valorizando o processo de construção e expressão visual.
Desenvolvimento
O trabalho iniciou-se com a elaboração de um desenho da máscara, definindo
formato e características visuais. Em seguida, o desenho foi transferido para o
papelão e recortado com cuidado.
A estrutura da máscara foi reforçada com camadas adicionais de papelão,
garantindo maior resistência. Para melhorar o acabamento, foi utilizada a
técnica de papietagem, aplicando tiras de papel com cola, o que proporcionou
uma superfície mais uniforme.
Após a secagem, a máscara foi pintada e decorada, explorando cores, texturas
e elementos criativos. Ajustes finais foram realizados para garantir conforto e
funcionalidade.
Conclusão
A atividade possibilitou o desenvolvimento da criatividade e da coordenação
motora, além de demonstrar o potencial de materiais simples na produção
artística. A construção da máscara evidenciou a importância do planejamento e
da experimentação no processo criativo.
ROTEIRO 5 — Materiais Modernos
Introdução
A escultura contemporânea ampliou significativamente o uso de materiais,
incorporando elementos industriais e sintéticos ao processo artístico.
Diferentemente dos materiais tradicionais, como pedra e argila, os materiais
modernos — como plastilina, isopor e massas sintéticas — oferecem novas
possibilidades de experimentação, permitindo maior liberdade criativa e
diversidade de resultados. Nesse contexto, esta atividade teve como objetivo
explorar diferentes materiais modernos e compreender como suas
características influenciam o processo e o resultado final da modelagem.
Desenvolvimento
Inicialmente, foi realizada uma pesquisa sobre as propriedades dos materiais
escolhidos: plastilina, isopor e massa sintética. A plastilina se destacou por sua
alta maleabilidade, sendo ideal para a criação de formas orgânicas e
detalhadas, além de permitir correções constantes por não secar.
O isopor, por sua vez, apresentou características opostas, sendo um material
leve e rígido, adequado para processos de talha e construção de volumes
maiores. Sua manipulação exigiu cortes e desgastes, explorando formas mais
geométricas e estruturais.
Já a massa sintética possibilitou a criação de superfícies mais resistentes e
acabamentos mais refinados. Seu processo envolveu a aplicação em camadas
e a observação do tempo de secagem, o que influenciou diretamente o
resultado final.
Durante a produção dos três estudos tridimensionais, foram explorados
aspectos como textura, volume, resistência e marcas das ferramentas. Além
disso, o trabalho foi inspirado em artistas contemporâneos que utilizam
materiais modernos, ampliando a compreensão sobre a diversidade de
linguagens na escultura.
Conclusão
A atividade evidenciou que os materiais modernos possuem grande influência
no processo criativo e no resultado estético das obras. Cada material apresenta
características únicas que direcionam as escolhas do artista, desde a forma até
o acabamento.
Foi possível desenvolver habilidades práticas e ampliar o repertório artístico,
compreendendo melhor a relação entre materialidade e expressão. Dessa
forma, a experiência contribuiu para uma visão mais ampla da escultura
contemporânea e suas possibilidades.
ROTEIRO 6 — Reprodução
Tridimensional
Introdução
A reprodução tridimensional é um processo fundamental na modelagem, pois
permite compreender como formas podem ser copiadas e transferidas entre
diferentes materiais. Essa prática é amplamente utilizada em áreas como
escultura, design de produto, restauro e efeitos especiais, sendo essencial para
a produção em série e para a preservação de formas.
Nesse sentido, esta atividade teve como objetivo explorar os princípios básicos
da reprodução tridimensional, por meio da criação de um modelo e da
realização de seu molde e reprodução. Além disso, buscou-se compreender as
etapas de negativação e positivação da forma, bem como suas aplicações no
campo profissional.
Desenvolvimento
Inicialmente, foi realizada uma pesquisa sobre os processos de modelagem e
moldagem, com foco no uso de materiais como clay e gesso. A modelagem em
clay permitiu a criação da forma inicial (modelo positivo), possibilitando
liberdade criativa e facilidade de manipulação.
Em seguida, foi desenvolvido o molde em gesso, etapa que exigiu atenção ao
uso de desmoldantes e à aplicação do material de forma uniforme. Esse
processo possibilitou a criação do molde negativo, responsável por registrar os
detalhes da forma original.
Após a secagem do molde, foi realizada a reprodução da peça por meio do
preenchimento com gesso, originando a forma positiva final. Durante essa
etapa, foi possível observar a fidelidade da reprodução e identificar pequenas
imperfeições, que posteriormente foram corrigidas com acabamento manual.
Ao longo do processo, foram explorados conceitos como volume, textura e
precisão técnica. Também foram enfrentadas dificuldades relacionadas ao
tempo de secagem do gesso e à retirada da peça do molde, o que contribuiu
para o desenvolvimento de habilidades práticas e resolução de problemas.
Conclusão
A atividade permitiu compreender de forma prática os processos de reprodução
tridimensional, evidenciando a importância das etapas de molde e reprodução.
Além disso, possibilitou o desenvolvimento de habilidades técnicas e maior
entendimento sobre a aplicação desses processos em diferentes áreas
profissionais.
Dessa forma, conclui-se que a reprodução tridimensional é uma técnica
essencial na modelagem, contribuindo tanto para a produção artística quanto
para aplicações industriais e comerciais.
ROTEIRO 7 — Moldagem em Areia
Introdução
A moldagem em areia é uma técnica tradicional amplamente utilizada na
produção de peças tridimensionais, especialmente na fundição e na fabricação
de objetos em série. Esse processo baseia-se na criação de um molde a partir
da compactação da areia, permitindo a reprodução de formas com relativa
precisão.
O objetivo desta atividade foi compreender o funcionamento dessa técnica por
meio da construção de um molde em areia e da produção de uma peça em
gesso, analisando suas etapas e desafios.
Desenvolvimento
Inicialmente, foi realizada a preparação da areia moldável, garantindo sua
consistência adequada para a compactação. Em seguida, foi construída a base
do molde em uma caixa, onde o modelo escolhido foi pressionado para formar
a cavidade.
Após a retirada do modelo, observou-se a importância da firmeza da areia para
manter os detalhes da forma. Em seguida, o gesso foi preparado e despejado
na cavidade, sendo necessário eliminar bolhas de ar para garantir um melhor
acabamento.
Após o tempo de secagem, a peça foi retirada do molde, revelando a forma
final. Durante esse processo, foram identificadas pequenas imperfeições, que
foram corrigidas com acabamento manual.
A atividade permitiu compreender aspectos importantes como precisão,
controle de materiais e planejamento das etapas, além de desenvolver
habilidades relacionadas à percepção espacial.
Conclusão
A prática de moldagem em areia possibilitou a compreensão de uma técnica
tradicional de reprodução tridimensional, evidenciando sua eficiência e
aplicabilidade. Além disso, contribuiu para o desenvolvimento de habilidades
técnicas e maior entendimento dos processos de fabricação.
Conclui-se que essa técnica, apesar de simples, exige atenção e controle,
sendo fundamental para diversas áreas da produção artística e industrial.
ROTEIRO 8 — Áreas de Atuação
Profissional
Introdução
A modelagem tridimensional está presente em diversas áreas profissionais,
abrangendo desde a produção artística até aplicações comerciais e industriais.
Compreender essas possibilidades é essencial para ampliar o campo de
atuação e desenvolver projetos com intencionalidade estética e funcional.
Nesse contexto, esta atividade teve como objetivo explorar uma área específica
da modelagem, desenvolvendo uma peça tridimensional inspirada em suas
características e demandas.
Desenvolvimento
Inicialmente, foi realizada uma pesquisa sobre diferentes áreas de atuação,
como escultura, toy art, ilustração tridimensional e produção de peças
comerciais. A partir dessa análise, foi escolhida uma área como referência para
o desenvolvimento da peça.
Em seguida, foram elaborados esboços para planejar a forma, proporção e
características da peça. Esse planejamento foi fundamental para orientar o
processo de criação.
A produção foi realizada utilizando materiais acessíveis, como massa de
modelar e estruturas simples. Durante a execução, foram explorados aspectos
como volume, textura e acabamento, buscando coerência com a área
escolhida.
O processo também envolveu desafios, como a adaptação dos materiais e a
obtenção de detalhes mais precisos, exigindo soluções criativas e ajustes
constantes.
Conclusão
A atividade possibilitou compreender a diversidade de áreas profissionais
relacionadas à modelagem, destacando suas especificidades e demandas.
Além disso, contribuiu para o desenvolvimento da criatividade e da capacidade
de planejamento.
Dessa forma, conclui-se que a modelagem tridimensional é uma área ampla e
versátil, oferecendo diversas possibilidades de atuação profissional.
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