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Titulo

O estudo analisa o sistema logístico de uma cooperativa agropecuária no sudeste goiano, focando nas atividades de transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos. A pesquisa identificou pontos fortes e falhas na logística do laticínio, propondo melhorias para otimizar custos e desempenho. A metodologia incluiu entrevistas e análise qualitativa, destacando a importância da logística na eficiência operacional da cooperativa.
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Titulo

O estudo analisa o sistema logístico de uma cooperativa agropecuária no sudeste goiano, focando nas atividades de transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos. A pesquisa identificou pontos fortes e falhas na logística do laticínio, propondo melhorias para otimizar custos e desempenho. A metodologia incluiu entrevistas e análise qualitativa, destacando a importância da logística na eficiência operacional da cooperativa.
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XXXVI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCÃO

Contribuições da Engenharia de Produção para Melhores Práticas de Gestão e Modernização do Brasil


João Pessoa/PB, Brasil, de 03 a 06 de outubro de 2016.

ANÁLISE DO SISTEMA LOGÍSTICO DE


UM LATICÍNIO: ESTUDO DE CASO EM
UMA COOPERATIVA AGROPECUÁRIA
DO SUDESTE GOIANO
Ana Luiza Ferreira Mamede (UFG )
analuiza_mamede@[Link]
GABRIELA MATOS DA SILVA (UFG )
gabrielamattosjp@[Link]
Gabriel Freitas Vieira (UFG )
[Link]@[Link]
MARIANY EMILY RAMOS PACHECO (UFG )
marianyemily@[Link]
Naiara Faiad Sebba Calife (UFG )
naiaracalife@[Link]

Os sistemas logísticos se tornaram imprescindíveis em todos os setores


e a busca pela otimização desses sistemas a fim de minimizar seus
custos é constante, uma vez que representam uma grande parte dos
custos das empresas. O presente artigoo demonstra um estudo
realizado em uma cooperativa agropecuária situada no sudeste goiano
que atua em vários setores, como laticínio, posto de combustível, loja
agropecuária, fábrica de ração, misturador de suplemento mineral,
assistência técnica agrícola, veterinária e em refrigeração. O trabalho
foi realizado com o objetivo de analisar o sistema logístico do laticínio,
descrever sua estrutura e o funcionamento de tais procedimentos. Para
análise da estrutura logística da empresa, conforme conceitos
envolvendo logística e tendo como base as três atividades primárias,
que são transporte, manutenção de estoque e processamento de
pedidos, foram possíveis caracterizar todo o funcionamento da
captação de leite, processamento dos pedidos, armazenagem desses
produtos por meio de embalagens de proteção e exposição e também
de distribuição dos produtos de acordo com pedidos. Assim, buscou-se
a determinação de uma estrutura logística adequada, levantando
pontos positivos e falhas da empresa. Por fim, foram sugeridas
algumas modificações que possam melhorar o desempenho da
cooperativa e reduzir seus custos.

Palavras-chave: Cooperativa, laticínio, logística, Milk Run


XXXVI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCÃO
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João_Pessoa/PB, Brasil, de 03 a 06 de outubro de 2016.
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1. Introdução

A logística no Brasil está em constante evolução e tomando grandes proporções em todos os


setores industriais. No setor de alimentos, bebidas e materiais de construção estima-se que os
custos logísticos atinjam R$ 160 bilhões por ano. Fica evidente que as operações logísticas
tem grande impacto na lucratividade das empresas. Apesar de logística ir muito além do
transporte, essa é uma das operações que necessitam de maior cuidado, pois representa a
maior parte dos custos logísticos dentro da empresa, em média 64% do custo logístico total.
(FIGUEIREDO; FLEURY; WANKE, 2012).

O agronegócio leiteiro vem passando por transformações significativas desde os anos de


1990. No âmbito macroeconômico, a estabilização econômica permitiu um crescimento
considerável da demanda por lácteos.

No setor industrial os avanços tecnológicos impulsionaram o processo de aquisições,


resultando na reestruturação da produção e reorganização dos canais de comércio, no nível da
produção, da logística e da embalagem, aumentando assim a capacidade de processamento e
racionalização da distribuição.

No âmbito operacional, as mudanças foram focadas na qualidade da matéria prima, realizada


na granelização da coleta e do resfriamento do leite na propriedade e no transporte. Até a
metade dos anos noventa, a coleta do leite era realizada da fazenda diretamente para as usinas
de beneficiamento, utilizando caminhões comuns e armazenando em latões. Já depois da
segunda metade da década essa coleta passou a ser a granel, por meio de caminhões com
tanques isotérmicos.

Esse novo método de coleta é um conceito de logística de transporte, favoreceu para


minimizar os custos na captação e no transporte da matéria prima, excluir postos de
resfriamento, aumentar a produtividade, qualidade do leite e a quantidade de carga por
veículo.

Diante deste contexto, o objetivo principal deste estudo é descrever a estrutura e os


procedimentos logísticos da cooperativa, focando nas três atividades de importância primária,
que são o transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos, e em algumas
atividades de apoio. Além disso, buscou-se determinar se a função logística está adequada,

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identificar as principais qualidades e deficiências da área de logística da empresa e sugerir


possíveis melhorias.

2. Metodologia

Este estudo foi realizado em uma cooperativa agropecuária do sudeste goiano. Se caracteriza
como sendo uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório e descritivo – onde o método
escolhido foi o estudo de caso. Além disso, foi realizado um levantamento bibliográfico,
entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e
análise de exemplos que estimulem a compreensão.

De acordo com Figueiredo (2008), esse tipo de pesquisa tem como objetivos proporcionar
maiores informações sobre o assunto que vai ser investigado, facilitar a delimitação do tema a
ser pesquisado, orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir
uma nova.

A coleta de dados se deu através de visitas in loco e entrevistas. O tipo de entrevista escolhido
para o estudo de caso foi o de entrevistas semiestruturadas, onde foi organizado um conjunto
de questões (roteiro) a fim de conseguir as informações mais importantes, porém sendo
permitido, e incentivado, que o entrevistado falasse livremente sobre a empresa, permitindo
assim obter maiores informações.

A entrevista foi realizada com um dos gerentes da cooperativa que é responsável pelo
laticínio. Para a melhor análise dos dados a entrevista foi gravada e, posteriormente, transcrita
respondendo a todas as questões inicialmente propostas na entrevista e destacando também
assuntos de relevância que não tinham sido considerados inicialmente no roteiro.

3. Referencial teórico

O termo Logística, em sua origem, estava ligado às operações militares nas quais a equipe
precisava se deslocar. O mesmo ocorre nas empresas, Novaes (2007) diz que uma indústria
precisa movimentar seus produtos da fábrica para os depósitos ou para centros de distribuição
até chegar ao cliente; precisa também adquirir e armazenar matéria prima suficiente para
garantir a quantidade de fabricação planejada. Entretanto, devido às descontinuidades entre o
ritmo de distribuição e demanda, tem-se que manter produtos acabados estocados.

Fleury, Wanke e Figueiredo (2012) diz que as mudanças tecnológicas e econômicas fazem da
Logística um conceito gerencial mais moderno, e que esta possui três importantes funções,

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sendo elas estoque, armazenagem e transporte. Essas características fazem da Logística uma
atividade estratégica, ferramenta gerencial e uma fonte potencial de vantagem competitiva.

Sendo assim Novaes (2007) adota como principal conceito de Logística, a definição de
Council of Supply Chain Management Professionals norte-americano que diz que a Logística
é um processo de implementação, planejamento e controle eficiente de fluxo e armazenagem
de produtos, associando informações e níveis de serviço. Visto que a Logística tem um papel
fundamental na disseminação da informação que vai desde a matéria prima até o consumidor
final, dando condições para que o produto seja adquirido no momento desejado.

3.1. Logistica Integrada

Entende-se, segundo os conceitos de Fleury, Wanke e Figueiredo (2012), que a Logística


Integrada deve ser vista como um instrumento de marketing, uma ferramenta gerencial, na
qual é possível agregar valor por meio de serviços prestados. A estratégia logística é
considerada uma importante ferramenta para garantir o sucesso no mercado. O objetivo da
logística é disponibilizar produtos e serviços onde são exigidos e no momento solicitado,
tendo como responsabilidade operacional a disponibilidade de matérias primas, estoque de
produtos semiacabados e acabados, ao menor custo possível.

Fleury, Wanke e Figueiredo (2012) aponta como dimensões da excelência logística, a


integração interna e externa. A primeira consiste no gerenciamento dos diversos componentes
do sistema logístico, sendo uma condição necessária para que a empresa atinja excelência
operacional com custo baixo, para isso precisa-se de sistemas e organização adequados para
tomada de decisão integrada. A segunda implica o desenvolvimento de relações cooperativas
com integrantes da cadeia de suprimento, por meio da troca de informações e capacitação
técnica, reduzindo custos e customizando serviços.

A Logística abrange a integração de informações, transportes, estoque, armazenamento,


manuseio de matérias e embalagem, como dito por Bowersox e Closs (2007), tais áreas
envolvem o trabalho logístico e oferece ampla variedade de tarefas. Associando essas tarefas
tornam o gerenciamento integrado da logística uma área árdua e compensadora. O
desempenho logístico tem uma importância estratégica que resulta em um crescente número
de executivos de sucesso na área da logística.

Com base no que é exposto por Bowersox e Closs (2007), a Logística é vista como uma
competência que exerce um vínculo da empresa a seus clientes e seus fornecedores, onde a

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empresa recebe informações dos clientes fluindo na forma de vendas, previsões e pedidos,
resultando na transferência de produtos acabados a esses clientes. Com isso, Bowersox e
Closs (2007) dizem que a integração logística consiste da relação entre o fluxo de materiais e
fluxo de informações, onde nessa relação da empresa com clientes e fornecedores tem como
alicerce a distribuição física, o apoio à manufatura e o suprimento.

Sendo assim, Novaes (2007) diz que a rede logística é constituída por armazéns, centros de
distribuição, estoque de mercadorias, modais de transporte e estrutura de serviços
complementares. Os objetivos dos canais de distribuição dependem principalmente da
empresa, da forma de competitividade no mercado e da estrutura geral da cadeia de
suprimentos.

3.2. Transporte

O transporte é uma atividade necessária para realizar a movimentação dos produtos de uma
fase a outra do processo, ou até o local de distribuição ao cliente. De acordo com o que é
exposto por Bowersox e Closs (2007), o transporte utiliza de recursos financeiros, pois são
gerados gastos internos para contratação de frotas ou manutenção de frotas próprias e demais
gastos com a distribuição. Com isso é necessário determinar um percurso e escolher o melhor
meio de transporte de modo a obter melhor eficiência, menor tempo e menor custo.

Devido à estratégia competitiva assumida pela empresa, um esquema específico de


distribuição é escolhido. Novaes (2007) ressalta que as atividades logísticas que dizem
respeito à distribuição física são definidas por meio da estrutura planejada com finalidade os
canais de distribuição. Esses canais escolhidos são de difícil alteração, se mantendo fixos por
um longo tempo, por envolver outras empresas, acordo comerciais, entre outros.

Para se realizar o transporte, Novaes (2007) propõe que se conheçam as localizações precisas
dos clientes e, em alguns casos, dos fornecedores. Com isso precisa-se de uma roteirização
dos veículos, que se define por três fatores fundamentais: decisões, que diz respeito a
alocação dos clientes e veículos; objetivos da roteirização, a fim de elevar os níveis de serviço
aos clientes; por fim as restrições, buscando minimizar os custos operacionais, respeitando as
rotas eficientes e a capacidade do veiculo utilizado.

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3.3. Manutenção de estoques

Bowersox e Closs (2007) afirma que a manutenção de estoque é essencial para evitar perdas
de investimentos e obsolescência, e que a política de estoque ideal seria aquela na qual a
fabricação do produto é realizada conforme as especificações dos clientes e mediante pedidos,
com o intuito de reduzir estoque de materiais e de produto acabado, reduzindo de certa forma
os custos de estoque em excesso. Sendo assim, é necessário um equilíbrio entre a produção e
a demanda, efetuando-se uma previsão de demanda de acordo com sazonalidades ou outros
fatores, de modo que não falte produto para o cliente, desta forma a regulação do estoque
concilia aspectos econômicos da produção com as variações de consumo.

Como proposto por Fleury, Wanke e Figueiredo (2012), definir o posicionamento e a função
das instalações de armazenagem é uma decisão estratégica, visa prover um fluxo eficiente de
matéria prima e produtos acabados, reduzindo o tempo entre o recebimento e a entrega dos
pedidos, reduzindo os investimentos em estoque. Sendo assim o papel da armazenagem é
prover uma capacidade de resposta rápida reduzindo a necessidade de estoque, porém, sempre
tendo produto onde e quando forem necessários.

3.4. Processamento de pedidos

Trata-se de uma atividade primária da logística por ser considerada de relevante importância
para conseguir cumprir a missão da organização, já que está vinculada com o tempo e é um
fator crítico para a tomada de decisões. As atividades referentes ao processamento de pedidos
são: a preparação, a transmissão, o recebimento e expedição do pedido e o relatório da
situação do pedido.

Segundo Figueiredo, Fleury e Wanke (2012), o sistema de processamento de pedidos e de


informações, em uma empresa avançada em logística, faz uso intensivo de tecnologias de
informação, e é considerado a base para a coordenação/integração.

3.5. Embalagens

A partir da Segunda Guerra Mundial percebeu-se que as embalagens teriam que transportar os
produtos, principalmente alimentos, desde a sua produção, até os pontos de distribuição e
venda, garantindo que permaneceriam em boas condições por causa do tempo de estocagem.
Com o passar do tempo, os produtores perceberam que ao exaltar as qualidades do produto

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em suas embalagens, aumentava a procura pelos produtos pois criava uma imagem positiva à
empresa (SCHIMMELFENIG; SANTOS; BERNIERI, 2009).

As embalagens são de fundamental importância para facilitar o transporte e a armazenagem,


proteger e conservar, se adequar as formas de exposição, facilitar o uso do produto e seduzir o
consumidor ao ser exposta no mercado. Alinhando todas essas funções é possível obter
menores custos de distribuição, menor risco de perdas de produtos e maior valorização do
mesmo no mercado.

3.6. Cooperativas

As cooperativas devem atuar seguindo os sete princípios internacionais do cooperativismo


que são definidos pela Associação Cooperativa Internacional (ACI), são eles: adesão
voluntária livre; gestão democrática livre; participação econômica dos membros; autonomia e
independência; educação, formação e informação; intercooperação e por fim interesse pela
comunidade.

Sobre a estrutura de uma cooperativa, deve-se saber que além das responsabilidades
individuais dos cooperados, eles têm responsabilidade coletiva que se expressa pela reunião
de todos ou da maioria, discussões e nas deliberações, onde um órgão da cooperativa toma
toda e qualquer decisão de interesse da sociedade.

4. Estudo de caso

A cooperativa estudada foi fundada em 1964 dando início ao polo industrial da cidade com o
objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico tanto de seus cooperados quanto da
região. Com constantes investimentos em estruturas, tecnologias e treinamentos, consegue
proporcionar agilidade e qualidade nos serviços prestados aos seus cooperados.

Além do laticínio a cooperativa se expandiu e passou a atuar em outros mercados a fim de


facilitar a vida do produtor. Entre as atividades realizadas destaca-se o posto de
beneficiamento de leite, posto de combustível, loja agropecuária, fábrica de ração, misturador
de suplemento mineral, assistência técnica agrícola, veterinária e em refrigeração, entre
outros.

Para a realização do presente estudo de caso, optou-se por focar nas atividades logísticas do
laticínio, dividindo entre as atividades primárias, que são aquelas de importância primária
para atingir os objetivos logísticos, sendo o transporte, manutenção de estoques e

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processamento de pedidos, e de algumas das atividades de apoio, que são a armazenagem e


embalagens de proteção.

4.1. Transporte

A cooperativa em questão utiliza um sistema de captação de leite muito estruturado, conta


com três empresas terceirizadas para desempenhar a coleta do leite. Utilizando o método de
Milk Run, ou seja, a empresa que busca a matéria prima necessária em cada fornecedor para
chegar ao destino final, entregando toda a matéria prima de uma vez só, no caso o leite.

A roteirização da empresa estudada é preparada por um supervisor que analisa a melhor


maneira de colocar os cinco caminhões disponíveis trabalhando de forma que minimize os
trajetos e que consigam coletar o leite de toda a região, incluindo cidades circunvizinhas,
sendo aproximadamente 250 produtores por mês. Leva-se em conta principalmente a
capacidade dos caminhões, que é de 9.000 litros em tanques isotérmicos, e a capacidade de
armazenamento nos tanques dos produtores.

Há dois tipos de coletas, as que são diárias e as que são de dois em dois dias, são analisadas
qual o tipo de coleta a ser feita dependendo da produção diária em litros de leite que o
produtor entrega, juntamente com a capacidade do tanque de resfriamento e sua distância até a
fábrica. Buscando sempre o melhor custo benefício para a empresa.

Para escolher as melhores rotas um banco de dados sobre os clientes foi criado, onde é
possível conhecer algumas informações essências como: posicionamento geográfico,
capacidade dos tanques e volume diário produzido, horário das ordenhas e as condições de
acesso de veículos. O GPS TrakeMaker é um programa que auxilia na montagem e
atualização destas rotas.

A entrega do produto acabado é de responsabilidade fracionada, ou seja, é feita por um


veículo próprio e um terceirizado. Com destinos bastante regulares, devido à presença de
contratos que garantem determinadas quantidades a serem entregues em datas pré-
estabelecidas. Porém, existem vendas eventuais a clientes não regulares, tornando a rota para
a entrega destes produtos mais irregular. Ao contrário da captação do leite, para a distribuição
dos produtos acabados ainda não se utiliza a roteirização com o GPS TrakeMaker. Ao todo
são aproximadamente 220 clientes no sudeste goiano.

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4. 2. Manutenção de estoques e armazenagem

O estoque é uma questão que merece uma maior atenção dos profissionais de logística,
principalmente no setor analisado, pois o foco principal é deixar o estoque com menor nível
possível de forma que os produtos não fiquem muito tempo armazenados, já que são
perecíveis, e ao mesmo tempo garantindo que tenha sempre quantidade suficiente para atender
aos clientes.

No caso do sistema logístico da cooperativa o estoque é constante, a empresa busca manter


sempre a mesma quantidade em estoque, pois, dessa forma consegue minimizar os custos. A
cooperativa possui a maioria de seus processos internos mecanizados, o que faz dela bastante
eficiente neste quesito.

A armazenagem é a administração certa do espaço para manter estoques. Esta envolve uma
ligação entre tempo de produção até a venda ao cliente, não podendo ser vistas de forma
isolada, pois tudo se entende por um contexto. Precisa-se de um planejamento de qualidade
para a armazenagem não ser um problema, por isso, a cooperativa mantem rigoroso controle
de entrada e saída de estoque e baseia a quantidade que devem produzir para estocar na média
de saídas mensais.

Os produtos são armazenados em caixas de papelão e outros em caixas plásticas, prontas para
serem destinadas para o comércio. São divididas em caixas de 12 ou 24 peças, sejam elas de
iogurte, manteiga, doce de leite, somente o queijo é separado por quilo.

4.3. Processamento de pedidos

A cooperativa tem uma base de dados de clientes e sabe, portanto, a quantidade média de
vendas de cada produto por mês. Assim, o laticínio mantem sempre em estoque uma
quantidade superior à demandada, pois acontece de vez ou outra um cliente necessitar de
quantidade superior ao normal e, quando isso acontece, é possível atender ao cliente com o
menor tempo de ciclo do pedido possível.

Apesar de ter o controle de pedidos dos clientes a cooperativa não possui um sistema de
gerenciamento de pedidos, o que pode ocasionar falhas nesse processo já que é feito quase
que manualmente.

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4.4. Embalagens de proteção

A principal função das embalagens de produtos é, sem dúvidas, a exposição dos produtos no
mercado, porém elas também são uma das atividades de apoio da logística, pois facilitam a
movimentação e estocagem dos produtos e podem evitar avarias operacionais.

No desenvolvimento de embalagens da cooperativa o foco principal é a conservação dos


produtos, já que se trata de alimentos perecíveis, e a sua exposição no mercado. Também é
pensado na facilidade de manuseio, porém não é tratado como essencial ao se definir as
mesmas.

As embalagens primárias do produto, que são aquelas que serão expostas nas gôndolas, são
pensadas de forma a serem atraentes ao público e trazem todas as informações necessárias
sobre o mesmo, como data de fabricação e validade, composições nutricionais, fabricante,
agência reguladora, entre outros.

A cooperativa utiliza também as embalagens secundárias que protegem as primárias, servem


para consolidar um montante de produtos, protege-los de avarias e facilitar a movimentação e
a armazenagem. Alguns produtos são armazenados em caixas de papelão e outros em caixas
de plástico, sendo caixas de quantidades variadas, pois, da mesma forma como são estocados
são também comercializados. Como os clientes são locais ou de cidades circunvizinhas e o
produto é perecível a distribuição não necessita de embalagens maiores.

5. Propostas envolvendo o estudo de caso

Analisando o sistema logístico da cooperativa perceberam-se algumas oportunidades de


melhoria no processo que, se aplicadas, poderiam minimizar os custos envolvidos no
transporte de captação do leite e distribuição dos produtos acabados. Além disso, poderia
conquistar novos fornecedores e clientes.

Quanto ao processo de captação do leite, poderiam ser alocados estrategicamente tanques de


resfriamento com a capacidade de armazenar a produção de dois em dois dias nas
propriedades, onde a própria empresa forneceria esses tanques e poderia realoca-los sempre
que necessário, dessa forma, os produtores não precisariam investir na compra de novos
tanques.

Com essa ação a cooperativa ganharia com a diminuição dos custos de transporte, uma vez
que se paga por quilometro rodado. De forma simples, se os produtores conseguirem estocar

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a produção de dois dias consequentemente a coleta que antes era diária passaria a ser de dois
em dois dias e, assim, os custos de transporte cairiam cerca de 50%.

A cooperativa coleta apenas o leite in natura que fica armazenado nos tanques de
resfriamento, pois ficam em temperaturas controladas e sua qualidade é preservada. Dessa
forma, ao realocar os tanques, aqueles de pouca capacidade de armazenagem que poderiam
ser um problema passam a ser uma oportunidade de novos fornecedores de leite. Produtores
pequenos que não tinham condições para a compra de um novo tanque, mesmo que pequeno,
poderão estocar seu leite nos tanques oferecidos pela empresa.

O único ponto citado pela empresa como motivo de reclamações eventuais foi referente à
distribuição dos produtos acabados, pois como acontecem pedidos de clientes não regulares
pode acontecer de desorganizar a rota de entrega, ocasionando assim as reclamações.
Seguindo o exemplo do processo de captação de leite poderiam utilizar o GPS TrakeMaker
também na distribuição, diminuindo consideravelmente as chances de escolher uma rota
inadequada.

Por fim, sugere-se a implementação de um sistema de gerenciamento de pedidos, pois ao usar


um sistema bem projetado a cooperativa possuirá um comando centralizado dos fluxos de
produtos e informação. O uso de tecnologias de informação poderá melhorar diretamente o
custo e a qualidade das operações logísticas.

6. Considerações finais

O objetivo deste estudo foi a análise da estrutura logística desde a captação de leite até a
distribuição de produtos processados de uma cooperativa agropecuária do sudeste goiano.
Houve um destaque no processo de transporte devido à forma de roteirização utilizada tanto
para coleta da matéria prima, quanto para a distribuição dos produtos acabados, a
armazenagem e embalagens.

Pode-se perceber que as atividades logísticas influenciam diretamente na redução de custos da


empresa e que o principal problema identificado diz respeito às chuvas e também a
capacidade de armazenamento dos caminhões, pois, às vezes é preciso deslocar um caminhão
para buscar a matéria prima em uma única propriedade, o que torna inviável.

Percebe-se que o processo logístico da empresa é eficiente, visto que esta atinge seus
objetivos de minimizar custos através da terceirização do transporte, pelo fato de não ter

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perdas durante o processo de captação e também por não receber reclamações dos
fornecedores e dos clientes.

6. Referências
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística Empresarial: O processo de integração da cadeia de
suprimentos. Tradução da Equipe do Centro de Estudos em Logística, Adalberto Ferreira das Neves;
coordenação da revisão técnica Paulo Fernando Fleury, Cesar Lavalle. [Link].-[Link]. – São Paulo: Atlas, 2007.
FIGUEIREDO, Kleber Fossati; FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter (Org.). Logística e gerenciamento
da cadeia de suprimentos: Planejamento do fluxo de produtos e dos recursos. São Paulo: Editora Atlas S.A.,
2012.
FIGUEIREDO, Nébia Maria Almeida. Método e Metodologia na Pesquisa Cietífica. ISBN 978-85-7728-085-
8. - 3. ed. Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2008.
FLEURY, Paulo F.; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber F. Logística Empresarial: A perspectiva
Brasileira. – [Link]. – [Link]. – São Paulo: Atlas, 2012.
GERHARD, Tatiana Engel. Métodos de Pesquisa. Porto Alegre: Editora da Ufrgs, 2009. 120 p. (Educação a
Distância) (Org.). Disponível em: <[Link] Acesso em:
18 dez. 2015.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do Trabalho Científico. [Link]. –
[Link]. – São Paulo: Atlas, 2012.
NOVAES, Antonio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição: Estratégia, Operação e
Avaliação. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 10ª reimpressão.
SCHIMMELFENIG, Carla; SANTOS, Denise Michael dos; BERNIERI, Elias. Inovação de embalagens. Raci:
Revista de Administração e Ciências Contábeis do IDEAU, Alto Uruguai, v. 4, n. 9, jul. 2009. Semestral.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 06
mar. 2016.

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