PDM RMC Capitulo7
PDM RMC Capitulo7
Capítulo 7
DNPM - Rua Des. Otávio do Amaral, 279 – CEP 80.730-400 – Curitiba-PR - Fone: (XX41) 335-3970 – [Link] 239
MINEROPAR -Rua Máximo João Kopp, 274-Bloco 3/M – CEP 82630-900 – Curitiba-PR - Fone: (XX41) 351-6900 - [Link]/mineropar
CONVÊNIO DNPM / MINEROPAR
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CONVÊNIO DNPM / MINEROPAR
O Plano Diretor de Mineração para a Região Metropolitana de Curitiba tem como objetivo realizar
um diagnóstico da atividade mineral no contexto metropolitano, considerando as principais
condicionantes regionais de uso do solo e meio ambiente, a localização das minas, o arcabouço
geológico, os direitos minerários e o potencial mineral. A consolidação do diagnóstico encontra-se
no macrozoneamento da mineração, apresentado no mapa em anexo, em escala 1:250.000
(volume II), ressaltando-se que grande parte dos dados é compatível com a escala 1:50.000.
Parâmetros Gerais
O princípio básico do zoneamento é de que não existindo sobreposição de áreas de interesse para
conservação ou de perímetro urbano restritivo, a atividade mineral pode vir a ser desenvolvi da
normalmente, cumpridas as exigências legais do Código de Minas e a legislação ambiental
pertinente. O empreendimento mineiro tem, obrigatoriamente, de contemplar planos adequados de
aproveitamento e beneficiamento do bem mineral em questão, a disposição de rejeitos e a
recuperação das áreas degradadas, seguindo todos os trâmites legais junto ao DNPM e os
relativos ao licenciamento ambiental.
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CONVÊNIO DNPM / MINEROPAR
49° 45'
48° 45' 48° 30'
24° 30'
24° 45'
Adrianópolis
Cerro Azul
Tunas do
50°
Par aná
25°
Rio Br anco
do Sul
Itaper uç u
Campo Bocaiúva do Sul
Largo Campina Grande
Campo
Magro do Sul
25° 15'
Almirante 48° 30 '
Tamandaré
Colombo
Quatro
Barr as
Pinhais
Curitiba
50° 15' Piraquar a
25° 30'
Bals a Nova
Ar auc ária
São José
Fazenda dos Pinhais
Rio Grande
Contenda
25° 45'
Lapa
Quitandinha Mandirituba
Tijucas
do Sul
26°
Agudos 48° 45'
do Sul
26° 15'
Zoneamento da Mineração
ZBM - Zona B loqueada para Mineração
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Podem ocorrer no interior da Zona Preferencial para Mineração áreas de preservação permanente
(Código Florestal, lei 4.771/65), não indicadas no mapa de macrozoneamento do PDM, que devem
ser objeto de identificação e análise na escala dos empreendimentos por ocasião dos respectivos
licenciamentos ambientais, incluindo as áreas de proteção nas margens dos rios, os topos de
morros e áreas de alta declividade.
Podem ocorrer, ainda, cavernas em áreas kársticas de interesse para preservação, sendo
indicadas no mapa de macrozoneamento as principais ocorrências cadastradas pelo GEEP -
Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná - Açungui. Estas e outras cavernas também devem
ser consideradas na escala do empreendimento, por ocasião dos licenciamentos ambientais.
Parâmetros Gerais
O aproveitamento de depósitos minerais muitas vezes representa um interesse social, que deve
ser pesado com outros usos potenciais da área em questão. Muitas vezes um empreendimento
pode ser flexível, adotando técnicas alternativas para contornar restrições externas. A questão
chave é permitir uma adequada análise das solicitações de concessões, pelos organismos e
instituições governamentais, sem criar uma teia de indefinições sobre o empreendimento.
Dentro da ZCM coexistem vários polígonos legais, eventualmente superpostos, como as APAs, os
perímetros urbanos, as florestas nacionais ou estaduais, e também as áreas aluvionares, definidas
como de preservação permanente de acordo com o Código Florestal. Não foram delimitadas
outras zonas de preservação permanente, pela ausência de dados cartográficos adequados para
delimitação das áreas de alta declividade e topos de morros. Estes aspectos devem ser avaliados
na escala do empreendimento, conforme referido na descrição da ZPM.
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São as APAs de jurisdição federal, estadual e municipal. A mineração pode ser desenvolvida em
conformidade com os planos de manejo de cada unidade. Estão representadas na carta todas as
unidades estabelecidas legalmente, embora nem todas disponham de planos de manejo: APA
Federal de Guaraqueçaba, APAs Estaduais de Guaratuba, da Escarpa Devoniana, do Rio
Piraquara, do Passaúna, do Iraí (esta sobrepõe-se à APA Municipal de Pinhais), do Pequeno, do
Rio Verde, APA Municipal do Iguaçu (Curitiba), APA Municipal do Rio Despique (Fazenda Rio
Grande) e a Área de Especial Interesse Turístico do Marumbi (AEIT), que deverá constituir a APA
da Serra do Mar. A instância de encaminhamento dos licenciamentos é o IAP. Quando o
empreendimento encontra-se inserido nas unidades de conservação, o processo é encaminhado
para análise especial na alçada da Diretoria de Biodiversidade do IAP. Quando existe plano de
manejo e Comitê Gestor da unidade de conservação, este define o encaminhamento do processo.
A área do distrito mineiro de Quatro Barras encontra-se sobreposta pela APA do Iraí, que conta
com zoneamento estabelecido. Nesta APA, a ZEMC (Zona de Extração Mineral Controlada)
engloba a quase totalidade das áreas de mineração nesta região, sendo vetada a concessão de
novas lavras, além das áreas delimitadas.
Perímetros Urbanos
Os perímetros estão definidos nas respectivas leis municipais. As zonas urbanas podem trazer
restrições às atividades industriais ou poluidoras, embora a mineração raramente seja citada nas
definições legais. A atividade mineral teoricamente pode ser realizada a partir de uma análise das
circunstâncias específicas, considerando projetos de lavra, beneficiamento e recuperação das
áreas mineradas, utilizando-se técnicas condizentes com a proximidade da ocupação urbana.
Conforme se verificou na integração dos dados de cadastro do PDM, as minas em atividade
raramente estão inseridas nestes perímetros, mas em vários casos, a proximidade atual e a
expansão dos assentamentos indicam futuros conflitos. Esta situação é mais premente na região
do distrito mineiro Capiru, envolvendo a proximidade com os perímetros de Rio Branco do Sul,
Itaperuçu, Colombo e Almirante Tamandaré. Na área adjacente de interesse para as lavras está
sendo proposta uma avaliação detalhada da questão de planejamento regional (ver a descrição da
ZPM). A tramitação adicional passa pelos municípios e pelo IAP, no processo de licenciamento.
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parte da Zona Bloqueada para Mineração, em função de alguns aspectos decisivos. A construção
civil nas áreas metropolitanas tem grande dependência destes insumos minerais básicos. Em
muitos casos, a proibição da atividade extrativa geraria graves problemas de desabastecimento,
notadamente na construção civil. Assim, a questão é de grande relevância para a sociedade, o
que justificaria a mineração em condições controladas. Na RMC esta tendência se manifesta com
a exigência pelo Ministério Público de elaboração de um termo de ajuste de conduta para os
mineradores, em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná. Neste plano deverão ser
estabelecidas as condições de lavra das áreas aluvionares, justificando sua inserção na ZCM
(Zona Controlada para Mineração).
Parâmetros Gerais
Refere-se aos terrenos onde existem unidades de conservação definidas como de proteção
integral. A mineração não será permitida, correspondendo à Zona de Mineração Bloqueada (ZMB)
no macrozoneamento do PDM. O bloqueio pode ser reconsiderado em condições excepcionais,
muitas vezes subjetivas, como a existência de uma jazida de grande interesse estratégico, ou de
valor e dimensão também extraordinários, ou de relevante interesse social. No entanto, não se
recomenda a concessão de direitos de pesquisa mineral sobre a ZBM.
Esta região abrange os parques estaduais relacionados na tabela 71. Pela definição legal, estas
unidades de conservação são exclusivas para preservação da natureza, não sendo permitida a
mineração. No decorrer do PDM, nenhuma mina ativa ou desativada foi cadastrada no interior das
áreas de proteção integral, no levantamento da atividade mineral. Existem, no entanto, 19
processos do DNPM, conforme os dados de novembro de 2003, em diversas fases de tramitação,
sendo 10 autorizações de pesquisa, 2 licenciamentos, 1 requerimento de lavra e 6 concessões de
lavra, alguns totalmente inserido nas unidades de conservação, que terão de ser revistos pelo
DNPM.
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Parque Estadual Decreto 4.267 de 24.11.94. Localizado nos municípios de Sem plano de manejo
Roberto Ribas Morretes e Antonina com área total
Lange de 2.698,6886 ha.
Parque Estadual Decreto estadual 5.766 de Localizado no município de Sem plano de manejo
Professor José 05.06.02. Araucária com área de 119,05 ha.
Wachowicz
Tabela 71 – Resumo da tabela 70 (p. 233), com a relação dos parques estaduais na RMC
(unidades de conservação de proteção integral), constituintes da ZBM – Zona Bloqueada para
Mineração.
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O Plano Diretor de Mineração para a Região Metropolitana de Curitiba tem como finalidade, além
do macrozoneamento da mineração na RMC, apresentar a situação focada por município, para
subsidiar as políticas de desenvolvimento regional e local. A base de dados foi constituída na
escala 1:50.000, pensando nessa visão municipal, e será repassada aos municípios para utilização
na elaboração ou revisão dos respectivos planos diretores, entre outros usos. A síntese
apresentada a seguir por ordem alfabética resume algumas características de cada município, os
dados obtidos de geologia, potencial mineral, atividade mineral e direitos minerários, além da
posição no macrozoneamento da mineração.
2
Município População Área (Km )
Adrianópolis 7.007 1.342
Agudos do Sul 7.221 191
Almirante Tamandaré 88.277 191
Araucária 94.258 471
Balsa Nova 10.153 393
Bocaiúva do Sul 9.050 826
Campina Grande do Sul 34.566 541
Campo Largo 92.782 1.252
Campo Magro 20.409 278
Cerro Azul 16.352 1.341
Colombo 183.329 198
Contenda 13.241 301
Curitiba 1.587.315 436
Doutor Ulysses 6.003 787
Fazenda Rio Grande 62.877 115
Itaperuçu 19.344 350
Lapa 41.838 2.048
Mandirituba 17.540 381
Pinhais 102.985 61
Piraquara 72.886 225
Quatro Barras 16.161 182
Quitandinha 15.272 446
Rio Branco do Sul 29.341 817
São José dos Pinhais 204.316 944
Tijucas do Sul 12.260 672
Tunas do Paraná 3.611 672
Total 2 768 394 15.461
ADRIANÓPOLIS
Características - Situado na região norte da RMC, na divisa com São Paulo, Adrianópolis tem
2
uma extensão territorial de 1.342 km . Apresenta relevo montanhoso, rede hidrográfica encaixada
e condicionada ao rio Ribeira. A infra-estrutura é precária, incluindo até mesmo a principal ligação
da sede municipal com Curitiba, pela BR-476, rodovia federal não pavimentada, que chega a ser
interrompida em épocas chuvosas. A população registrada pelo censo de 2000 (IBGE), atinge
7.007 habitantes, a maior parte na área rural.
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Atividade mineral – Neste município está situado o distrito mineiro do Vale do Ribeira (Pb, Zn, Ag,
F), na maior parte paralisado desde meados dos anos 90. O cadastro da mineração realizado pelo
PDM não revelou minas em atividade no território deste município, identificando-se 12 minas
paralisadas, de Pb/Zn (5), granito (2), fluorita (2), calcita (2) e anfibolito (1).
AGUDOS DO SUL
Características - Situado na porção sul da RMC, na divisa com Santa Catarina, Agudos do Sul
2
tem uma extensão territorial de 191 km . Apresenta relevo montanhoso, rede hidrográfica
encaixada e condicionada ao rio Negro, na divisa com Santa Catarina e ao rio da Várzea, na divisa
norte do município, ambos formadores do rio Iguaçu. A infra-estrutura é deficitária, sendo a PR-419
a principal ligação da sede municipal com o restante da RMC.
Potencial mineral - O potencial mineral é representado em grande parte do território pelas rochas
granitóides (Granito Agudos), podendo ser enquadrado no grupo B (rochas para brita,
paralelepípedo, rocha ornamental, saibro e areia impura). Também existem corpos subordinados
de gnaisses, migmatitos e serpentinitos. O grupo A (aluviões) está presente nos aluviões do rio da
Várzea e do rio Negro.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Agudos do Sul não apresenta restrições de
desenvolvimento mineral, estando situada na ZPM (Zona Preferencial para Mineração), com
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algumas partes isoladas na ZCM (Zona Controlada para Mineração), representada por ocorrências
isoladas de aluviões, principalmente nos rios da Várzea e Negro, e pela área urbana de Agudos do
Sul.
ALMIRANTE TAMANDARÉ
ARAUCÁRIA
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pelo ramal ferroviário Engenheiro Bley - Pinhais, e tem no seu território parte dos reservatórios do
rio Verde (PETROBRAS) e Passaúna (SANEPAR). A população atinge 94.258 habitantes, com
predominância da população urbana sobre a população rural (IBGE, 2000).
Direitos minerários – Conforme os dados do DNPM de novembro de 2003, são registrados 103
processos na região de Araucária, sendo alguns compartilhados com os municípios vizinhos. A
maior parte é de requerimentos e autorizações de pesquisa (95 processos), 1 licenciamento, 5
requerimentos de lavra e 2 concessões de lavra. As substâncias consideradas nos processos são
areia, água mineral, argila, caulim, dolomito, feldspato e ouro.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Araucária encontra-se sobre a ZPM (Zona
Preferencial para Mineração). A porção norte-nordeste apresenta restrições, e faz parte da ZCM
(Zona Controlada para Mineração), pela ocorrência das APAs do rio Verde e do Passaúna, pelas
áreas urbanizadas de A raucária e áreas de preservação municipais. As extensas planícies
aluvionares do Iguaçu também são áreas restritivas, pela legislação ambiental.
BALSA NOVA
Características - Situado na porção oeste da RMC, o município de Balsa Nova tem uma extensão
2
territorial de 393 km . O relevo é plano na parte oeste, após a escarpa de São Luís do Purunã,
sustentado pelos sedimentos paleozóicos da Bacia do Paraná (formações Furnas e Itararé). Na
região leste, o relevo é ondulado, desenvolvido sobre rochas dos complexos do embasamento do
primeiro planalto (rochas granitóides e gnáissico-migmatíticas), além da planície aluvionar do rio
Iguaçu, que atravessa o território na porção centro-sul. A BR-277 passa pela parte norte do
município. Balsa Nova tem uma população predominantemente rural, num total de 10.153
habitantes em 2000, segundo o IBGE.
Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 4 minas em atividade no território de Balsa
Nova, sendo 2 de granito, 1 de argila e 1 de caulim. Além destes registros, há a extração de areia
no Iguaçu, não cadastrada individualmente no PDM. Uma parte significativa está paralisada, pelos
problemas ambientais referidos. As minas desativadas, cadastradas pelo PDM, são de arenito,
argila caulinítica, granito, quartzito e gnaisse-migmatito.
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Zoneamento mineral – A maior parte do município de Balsa Nova encontra-se sobre a ZCM
(Zona Controlada para Mineração), em função da cobertura na maior parte do território pela APA
da Escarpa Devoniana. Além dessa área, ainda existem as extensas planícies aluvionares, onde a
mineração também deve ser controlada. A porção leste concentra áreas classificadas como ZPM
(Zona Preferencial para Mineração), principalmente nas áreas do embasamento.
BOCAIÚVA DO SUL
Características - Situado no centro-leste da RMC, Bocaiúva do Sul tem uma extensão territorial
2
de 826 km . A configuração do território é alongada, desde a divisa com o município de Colombo,
até a Serra do Mar. O relevo é ondulado a montanhoso na maior parte, estendendo-se desde a
Serra da Bocaina (Anticlinal do Setuva), até a Serra do Mar, a leste.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Bocaiúva do Sul encontra-se sobre a ZPM
(Zona Preferencial para Mineração). Pequenas porções do território pertencem à ZCM (Zona
Controlada para Mineração), em função do zoneamento urbano da sede municipal, áreas
aluvionares isoladas e a área de influência do karst, proposta para manancial subterrâneo.
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Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 7 minas em atividade no território de Campina
Grande do Sul, cujas substâncias lavradas, em 5 delas, granito e gnaisse-migmatito. Duas lavras
são de quartzito. Outros sete cadastros de minas desativadas referem-se a lavra de rocha
alterada, solo, cascalho, quartzito, granito e gnaisse-migmatito.
Zoneamento mineral – O município de Campina Grande do Sul divide-s e entre a ZPM (Zona
Preferencial para Mineração), e a ZCM (Zona Controlada para Mineração), na porção limítrofe com
a Serra do Mar, pela existência da Área de Especial Interesse Turístico do Marumbi (futura APA da
Serra do Mar) e parte da APA federal de Guaraqueçaba. Outras porções da ZCM estão no sul,
como o perímetro urbano, zonas de preservação municipais e a APA Estadual do Iraí. A ZBM
(Zona Bloqueada para Mineração) está representada pelo Parque Estadual do Pico Paraná na
Serra do Mar, situado na região leste de Campina Grande do Sul.
CAMPO LARGO
Características - Situado no centro-oeste da RMC, Campo Largo tem uma extensão territorial de
2
1.252 km , e uma população de 92.782 habitantes (IBGE, 2000). O relevo é ondulado nas áreas do
embasamento e do Grupo Açungui, e plano sobre os sedimentos da Formação Guabirotuba e os
sedimentos paleozóicos do segundo Planalto. A escarpa de São Luís do Purunã, marcando o limite
do Primeiro e do Segundo Planaltos, encontra-se na porção sudoeste do território municipal. Além
da BR-277, que atravessa a área urbana, a rodovia estadual PR-090 liga à região noroeste, até
Castro.
Potencial mineral – Este município apresenta um alto potencial mineral, sendo um dos mais
diversificados da RMC. Tem potencial mineral para todos os grupos considerados: grupo A –
areias e argilas, grupo B – rochas ornamentais, brita, saibro e areias impuras; grupo C - rochas
carbonáticas, com calcários calcíticos, dolomíticos e mármores; grupo D – siltitos, filitos,
metassiltitos e xistos. Além destes grupos de minerais não metálicos, há potencial expressivo para
água mineral nas rochas carbonáticas (karst) e também para minerais metálicos, como o ouro na
região de Povinho de São João.
Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 22 minas em atividade no território de Campo
Largo, cujas substâncias lavradas são quartzito (8), calcário calcítico (2), calcário dolomítico (2),
ouro (2), granito e gnaisse-migmatito (3), filito, arenito, água mineral e argila. Outros 22 registros
de minas desativadas referem-se também a lavras de ouro, calcário, argila, quartzito, rocha
alterada/solo, arenito, filito, granito e gnaisse-migmatito. Algumas das mais expressivas minas da
RMC encontram-se em Campo Largo, como a Mineração Tabiporã (ouro), Ouro Fino (água
mineral) e a Mineração Itambé (calcário calcítico para cimento).
Direitos minerários – Conforme os dados do DNPM de novembro de 2003, são registrados 209
processos no município de Campo Largo, sendo alguns compartilhados com os municípios
vizinhos. A maior parte é de requerimentos e autorizações de pesquisa (128 processos), 2
licenciamentos, 1 área em disponibilidade, 27 requerimentos de lavra e 51 concessões de lavra. As
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substâncias consideradas nos processos de requerimentos de lavra são água mineral, areia,
arenito, argila, calcário calcítico e dolomítico, caulim, filito gnaisse-migmatito, granito, ouro,
quartzito e siltito.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Campo Largo encontra-se sobre a ZPM
(Zona Preferencial para Mineração). No restante, encontra-se a ZCM (Zona Controlada para
Mineração), em função da APA da Escarpa Devoniana, a sudoeste, a APA do Rio Verde a sudeste
e a Floresta Nacional do Açungui, a norte da área urbana de Campo Largo. Outras porções da
ZCM estão representadas pelo perímetro urbano, por zonas de preservação municipais, pela
RPPN Tarumã, sobreposta à escarpa devoniana, e pelas áreas aluvionares.
CAMPO MAGRO
Características - Situado na divisa oeste de Curitiba, Campo Magro tem uma extensão territorial
2
de 278 km , e uma população de 20.409 habitantes, sendo 85% na área rural, conforme os dados
do censo do IBGE (2000). O relevo é ondulado nas áreas do Grupo Açungui e mais suavizado na
porção sul, sobre metassedimentos e rochas do embasamento gnáissico-migmatítico. A área
urbana municipal é atravessada pela Rodovia do Cerne (PR-090), que liga Curitiba a Castro. Uma
expressiva parte do município encontra-se na área de influência do aqüífero karst, inclusive a sede
urbana. Nestes compartimentos, as rochas carbonáticas encontram-se recobertas por expressivas
camadas de sedimentos coluvionares inconsolidados.
Potencial mineral – Este município apresenta um potencial mineral médio, com tipos litológicos
que podem ser enquadrados em todos os grupos considerados: grupo A (aluviões) – areias e
argilas; grupo B (granitos, granitóides, gnaisses-migmatitos, diabásios) – rochas ornamentais, brita,
saibro e areias impuras; grupo C (rochas carbonáticas) - com calcários calcíticos, dolomíticos e
mármores; grupo D – siltitos, filitos, metassiltitos e xistos. De modo geral, predominam as rochas
dos grupos D e B. Além destes grupos de minerais não metálicos, há potencial expressivo para
água mineral nas rochas carbonáticas do karst.
Atividade mineral – Foram cadastradas 9 minas em atividade no território de Campo Magro, cujas
substâncias lavradas são calcário dolomítico (5), granito (2) e gnaisse-migmatito (2). Outros 9
registros de minas desativadas referem-se a calcário dolomítico (7), gnaisse-migmatito e areia.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Campo Magro encontra-se sobre a ZPM
(Zona Preferencial para Mineração). Na parte sul ocorre a ZCM (Zona Controlada para Mineração),
em função da APA Estadual do Passaúna, o perímetro urbano, e o manancial subterrâneo do
karst. Estas áreas se superpõem parcialmente. Parte do território está dentro do distrito mineiro
Capiru, para o qual está sendo proposta uma avaliação de detalhe do planejamento regional (ver
Capítulo 8).
CERRO AZUL
Características - Situado na porção noroeste da RMC, Cerro Azul tem uma extensão territorial de
2
1.341 km . O relevo é fortemente ondulado, predominando os terrenos dos cinturões metamórficos
proterozóicos e graníticos do Complexo Três Córregos e Granito Morro Grande. A área urbana
municipal é atingida pela Rodovia dos Minérios (PR-092), desde Rio Branco do Sul, sendo um
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município com características rurais predominantes, com apenas 24% da população na área
urbana, num total de 16.352 habitantes (IBGE, 2000).
Potencial mineral – O potencial mineral de Cerro Azul é representado principalmente por rochas
dos grupos B e D (rochas granitóides, xistos e filitos), e subordinadamente rochas carbonáticas
(grupo C). Em Cerro Azul também estão situadas as jazidas de fluorita de Mato Preto e Volta
Grande. A fluorita está ligada a rochas alcalinas e carbonatitos, além de ocorrências em restos de
teto de rochas carbonáticas em intrusões graníticas. O Paraná tinha grande importância na
produção brasileira, além de Santa Catarina e Rio de Janeiro, podendo retomar a posição a partir
da reativação destas minas. Também há ocorrências e depósitos de barita, relacionada às
seqüências da Formação Perau (Grupo Setuva), atualmente com todas as lavras desativadas.
Uma parte do município de Cerro Azul atinge o Sienito Tunas, onde há intensa mineração para fins
ornamentais nos municípios vizinhos.
Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 5 minas em atividade em Cerro Azul, cujas
substâncias lavradas são mármore (2) quartzito (1) e fluorita (Mato Preto e Volta Grande). Outros
22 registros de minas desativadas referem-se também a lavras de calcário dolomítico/mármore
(12), barita (6), chumbo/zinco (3) e quartzito (1).
Zoneamento mineral – A quase totalidade do município de Cerro Azul encontra-se sobre a ZPM
(Zona Preferencial para Mineração), devendo esta atividade ser considerada como uma das
alternativas econômicas mais importantes.
COLOMBO
Características - Situado na parte central da RMC, Colombo tem uma extensão territorial de 198
2
km . O relevo varia de ondulado a plano, desde as rochas metamórficas da Formação Capiru, até
as zonas de sedimentos terciários e rochas gnáissico-migmatíticas na parte sul. Colombo está na
influência direta de Curitiba, com vastas áreas urbanizadas em ligação direta com a capital. A
população municipal atinge cerca de 183.329 habitantes (IBGE, 2000), sendo mais de 95% na
área urbana.
Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 15 minas em atividade em Colombo, a maioria
lavrando calcário dolomítico (12 registros), e as demais de granito, gnaisse-migmatito e argila
vermelha. Trinta minas desativadas cadastradas referem-se também a calcário dolomítico (10),
quartzito (11), gnaisse-migmatito (5), e as demais filito, argila e diabásio.
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Zoneamento mineral – Embora uma parte expressiva do território esteja sob áreas classificadas
como ZCM (Zona Controlada para Mineração), em função das áreas urbanas, de áreas de
preservação municipais, da APA Estadual do Iraí e da zona de influência do karst, que deve
constituir em breve um manancial subterrâneo delimitado oficialmente, a porção norte do município
pode ser classificada como ZPM (Zona Preferencial para Mineração). As atividades de mineração
de calcário dolomítico se desenvolvem nas zonas topograficamente mais favoráveis à implantação
da mina, nas zonas com maiores declividades. As áreas onde se assenta a urbanização, e onde se
concentra a exploração de água para abastecimento público (karst), são as zonas mais planas.
Sendo assim, já existe uma espécie de zoneamento estabelecido pelas condicionantes naturais, o
que permite um gerenciamento do território de forma a minimizar os conflitos com a mineração,
embora persistam os problemas relativos ao aproveitamento da água subterrânea nas
proximidades de zonas urbanas. Dada a grande importância da mineração e a expansão urbana,
em conflito, esta área está sendo indicada para uma avaliação de detalhe no planejamento
regional (ver capítulo 8 – diretrizes do PDM).
CONTENDA
Atividade mineral – No decorrer do PDM foi cadastrada apenas 1 mina em atividade, de quartzito,
além das áreas de extração de areia, não consideradas individualmente no cadastramento
realizado neste projeto, mas identificadas no levantamento do Alto Iguaçu (RIBAS e SILVA, 2000).
Em termos de minas paralisadas, foram identificadas 3 áreas de lavra, de gnaisse-migmatito e
quartzito.
CURITIBA
Características - Situado no centro da RMC, o município de Curitiba tem uma extensão territorial
2
de 436 km , sendo urbanizado na sua quase totalidade. O relevo é plano onde dominam os
sedimentos da Formação Guabirotuba na região central, e também nas zonas mais a sul, onde
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DOUTOR ULYSSES
Potencial mineral – O município de Doutor Ulysses é constituído na maior parte por rochas
granitóides (complexos Três Córregos e Cunhaporanga), com um cinturão de rochas
metassedimentares da faixa Itaiacoca, no sentido SW-NE. O potencial é predominantemente do
grupo B (rochas granitóides), grupo C (faixas carbonáticas, dolomíticas e calcíticas), e grupo D
(metassedimentos, filitos, xistos). Ainda são registradas ocorrências restritas de sedimentos
aluvionares (grupo A). Além das rochas calcárias, a Faixa Itaiacoca encaixa mineralizações de
talco, cujas minas principais estão situadas fora da RMC, principalmente nas proximidades de
Socavão, Abapã e Itaiacoca, a sudoeste de Doutor Ulysses.
Atividade mineral – No levantamento realizado no decorrer do PDM não foram detectadas minas
em atividade ou paralisadas no território de Doutor Ulysses.
Direitos minerários – Apesar de não ter sido constatada atividade mineral, o território de Doutor
Ulysses apresenta 50 processos do DNPM, conforme os dados de novembro de 2003, na maior
parte compartilhados com municípios vizinhos. Dos 50 processos, 35 estão na fase de
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Características - Situado a sul do município de Curitiba, Fazenda Rio Grande tem uma extensão
2
territorial de 115 km . O relevo é plano, posicionado sobre os sedimentos aluvionares do Vale do
Iguaçu e os sedimentos da Formação Guabirotuba. A cidade é atravessada pela BR-116, com uma
população de 62.877 habitantes, com grande predominância da população urbana sobre a
população rural (IBGE, 2000).
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Fazenda Rio Grande encontra-se sobre a
ZCM (Zona Controlada para Mineração). A extensa área urbana, a amplitude da planície aluvionar
e a existência da APA Municipal do Rio Despique (limite leste), cobrem a maior parte do território.
Além disso, sobre a área aluvionar o zoneamento urbano delimitou um Setor Especial de
Preservação.
ITAPERUÇU
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LAPA
Características - Situado no extremo sudoeste da RMC, o município da Lapa se estende por mais
2
de 2.048 km . O relevo é plano na maior parte do território, predominando como substrato os
sedimentos paleozóicos do Grupo Itararé (Bacia do Paraná). Uma pequena parte do território, junto
ao limite leste, está situada sobre os complexos do embasamento. O município da Lapa tem uma
população de 41.838 habitantes e mais de 57% da população na área urbana, segundo os dados
do IBGE (2000).
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MANDIRITUBA
Características - Situado na parte sul da RMC, o município da Mandirituba se estende por mais
2
de 381 km . O relevo é ondulado, apresentado como substrato os complexos do embasamento e
parte do Granito Agudos. Este corpo granítico apresenta as maiores elevações, chegando a 1.160
m. O município da Mandirituba tem uma população de 17.540 habitantes e mais de 64% da
população na área rural, segundo os dados do IBGE (2000). A sede urbana de Mandirituba fica no
eixo rodoviário sul da BR-116.
PINHAIS
Características - Situado na parte central da RMC, o município de Pinhais se estende por cerca
2
de 61 km . O relevo é plano, apresentando como substrato os sedimentos recentes da Formação
Guabirotuba e os aluviões do Alto Iguaçu, além de raras exposições do embasamento gnáissico-
migmatítico. O município de Pinhais tem uma população de 102.985 habitantes, urbana na quase
totalidade (IBGE, 2000). O município de Pinhais faz parte da área conurbada central da RMC,
atravessado pela rodovia PR-415 e pela Rodovia da Graciosa na divisa norte. No limite leste do
território municipal encontra-se o reservatório da represa do Iraí, para captação de água para
abastecimento público.
Potencial mineral – O município de Pinhais tem essencialmente um potencial mineral para areias
e argilas (grupo A).
Atividade mineral – No levantamento realizado no decorrer do PDM não foi cadastrada nenhuma
mina em atividade ou paralisada. No tocante aos depósitos aluvionares, parte expressiva já foi
lavrada, gerando grandes concentrações de cavas abandonadas, principalmente junto à rodovia
estadual PR-415.
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PIRAQUARA
Características - Situado na parte leste da RMC, o município da Piraquara se estende por cerca
2
de 225 km . O relevo é plano a montanhoso, desde os sedimentos da Bacia de Curitiba até os
maciços graníticos da Serra do Mar, no limite leste, chegando a mais de 1.400 m de altitude. O
município de Piraquara tem uma população de 72.886 habitantes, com cerca de 53% na área rural
(IBGE, 2000). O município liga-se a Curitiba pela PR-415, e no território municipal encontram-se
importantes mananciais, incluindo os reservatórios das represas do Iraí e do Piraquara, para
captação de água para abastecimento público.
Potencial mineral – O município de Piraquara tem potencial mineral para areias e argilas (grupo
A), gnaisses-migmatitos e granitos, para brita, rocha ornamental e paralelepípedo (grupo B), além
de saibro e solo/rocha alterada.
QUATRO BARRAS
Características – Situado no leste da RMC, o município da Quatro Barras se estende por cerca de
2
182 km . O Condicionamento é semelhante a Piraquara, com relevo plano a montanhoso, desde
os sedimentos da Bacia de Curitiba até os maciços graníticos da Serra do Mar (Granitos
Anhangava e Graciosa), com mais de 1.400 m de altitude. O município de Quatro Barras tem uma
população de 16.161 habitantes, com predominância de população na área urbana (IBGE, 2000).
O município liga-se a Curitiba pela BR-116 e pela Rodovia da Graciosa e também é importante em
termos de mananciais, com parte do reservatório da represa do Iraí, para abastecimento público.
Potencial mineral – O município de Quatro Barras, de forma similar a Piraquara, tem potencial
mineral para areias e argilas (grupo A), gnaisses-migmatitos e granitos, para brita, rocha
ornamental e paralelepípedo (grupo B), além de saibro e solo/rocha alterada.
Atividade mineral – A concentração de lavras de granito na Serra do Mar define o distrito mineiro
de Quatro Barras, um dos centros tradicionais de extração mineral no entorno de Curitiba. No
decorrer do PDM foram cadastradas 19 minas em atividade e 12 minas paralisadas, na face oeste
do Granito Anhangava e encaixantes gnáissico-migmatíticas. O minério tem uso como brita, rocha
ornamental, paralelepípedos, etc.
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QUITANDINHA
2
Características – Situado no sul da RMC, o município da Quitandinha abrange cerca de 446 km ,
com relevo ondulado, característico da região do embasamento gnáissico-migmatítico. Além
destas rochas, uma pequena porção a oeste está posicionada sobre os sedimentos da Bacia do
Paraná (Grupo Itararé), além de restritas ocorrências de sedimentos aluvionares, ao longo do rio
da Várzea, que atravessa o município de leste para oeste, e uma pequena porção do Granito
Agudos, no extremo sul. O município da Quitandinha tem uma população de 15.272 habitantes,
com grande predominância de população na área rural segundo o IBGE (2000). O município liga-
se a Curitiba pela BR-116.
Zoneamento mineral – A maior parte do município está situada na ZPM (Zona Preferencial para
Mineração). Áreas restritas se enquadram na ZCM (Zona Controlada para Mineração), no
perímetro urbano e ao longo das zonas aluvionares, principalmente ao longo do rio da Várzea.
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habitantes, segundo o IBGE (2000). Apresenta relevo acidentado, situado na maior parte sobre os
cinturões metamórficos do Grupo Açungui. O território de Rio Branco do Sul se situa em grande
parte sobre unidades geológicas de metassiltitos e filitos, intercalados por rochas calcárias. O
município é cortado pela Rodovia dos Minérios (PR-092), que faz ligação com Curitiba e demanda
a norte a cidade de Cerro Azul.
Potencial mineral - O potencial mineral é muito alto, representado principalmente pelas rochas
carbonáticas dolomíticas e calcíticas (grupo C), das formações Capiru e Votuverava/Antinha.
Também há grandes extensões de rochas granitóides e gnáissicas (grupo B), metassedimentos e
xistos (grupo D), além de restritas ocorrências de aluviões (areias e argilas do grupo A).
Atividade mineral – Foram cadastradas pelo PDM 34 minas em atividade no território de Rio
Branco do Sul, sendo 25 de calcário dolomítico, todas no entorno do perímetro urbano, do lado
sudeste, 4 de calcário calcítico, 4 de quartzito, 1 de granito e e 3 de quartzito. Foram cadastradas
127 minas paralisadas, das quais 106 de calcário dolomítico, 7 de mármore, 9 de calcário calcítico,
6 de quartzito, 4 de argila vermelha, 1 de laterita e 1 de granito.
As minas de calcário calcítico em atividade também estão situadas nas proximidades de Rio
Branco do Sul, no lado noroeste, incluindo a mina Saivá da Votorantim. A mina de Itaretama, da
mesma empresa, se posiciona a cerca de 12 km a noroeste da sede municipal. A grande
concentração das minas de calcário dolomítico no entorno da sede municipal faz parte do Distrito
Mineiro Capiru, a sudeste, com continuidade em Itaperuçu, Almirante Tamandaré e Colombo, já
mencionado anteriormente. No caso de Rio Branco do Sul, há uma grande proximidade do
perímetro urbano com as áreas de extração. Pelo menos 15 lavras abandonadas estão dentro
deste perímetro.
A grande importância econômica da mineração em Rio Branco do Sul foi discutida no capítulo 3
(Perfil dos Insumos Minerais), tanto em quantidades quanto em valores.
Direitos minerários – Conforme os dados do DNPM de novembro de 2003, são registrados 230
processos na região de Rio Branco do Sul, cobrindo grande parte do seu território. As substâncias
em foco compreendem as rochas calcárias, água mineral, argilas, barita, limonita, quartzito, caulim,
feldspato, filito e saibro.
Dos 230 processos, 123 estão na fase de requerimento e autorização de pesquisa. Existem 2
áreas em disponibilidade, 5 licenciamentos e 34 áreas na fase de requerimento de lavra. As
concessões de lavra são 66, mostrando a dimensão da atividade mineral neste município. As
concessões são para dolomito, calcário dolomítico ou mármore (36), calcário calcítico (24), e 3 de
argila.
Zoneamento mineral – A quase totalidade do município de Rio Branco do Sul encontra-se sobre a
ZPM (Zona Preferencial para Mineração), que é a grande vocação econômica deste município.
Apenas áreas restritas se classificam como ZCM (Zona Controlada para Mineração), pela
existência do perímetro urbano e de restritas ocorrências de aluviões. Embora parcialmente fora da
área de interesse imediato para o karst, este aqüífero também abrange parte do território, devendo
ser considerado na questão do aproveitamento de água subterrânea, além da extração de água
mineral. Dada a grande importância da mineração e o conflito com a expansão urbana, esta área
está sendo proposta para um detalhamento do zoneamento regional visando a preservação de
áreas para mineração (ver capítulo 8 – diretrizes do PDM).
Características – Situado na zona central da RMC, a sudeste de Curitiba, São José dos Pinhais é
um dos municípios mais importantes em população e do ponto de vista econômico. A cidade tem
sua área urbana contígua a Curitiba, separada pelo Vale do Iguaçu, ligando-se à capital pela BR-
376 em direção a Santa Catarina. A população de São José dos Pinhais é de 204.316 habitantes,
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com cerca de 90% da população na área urbana (IBGE, 2000), distribuída em 944 km . O relevo é
plano, posicionado sobre os sedimentos aluvionares do Vale do Iguaçu e os sedimentos da
Formação Guabirotuba, além das litologias do Complexo Gnáissico-Migmatítico. Para sudeste, os
terrenos são mais acidentados, chegando a um relevo montanhoso sobre as rochas vulcânicas da
Formação Guaratubinha, parte das elevações da Serra do Mar, com altitudes de mais de 1.200 m.
Esta formação também marca o limite da bacia hidrográfica do Iguaçu com o litoral. Assim, parte
da região sudeste do município de São José dos Pinhais drena para a bacia do rio Cubatão, em
direção ao Oceano Atlântico. São José dos Pinhais apresenta um perfil econômico desenvolvido,
com montadoras e indústrias de autopeças. Neste território também está situado o aeroporto
internacional Afonso Pena.
Atividade mineral – Um número expressivo de 46 minas ativas foi cadastrado em São José dos
Pinhais, sendo 15 de areia (e eventualmente argila como subproduto), 12 de argila vermelha, 2 de
caulim, 7 de rocha granitóide, 7 de gnaisse-migmatito, 1 de quartzito e 2 de solo/rocha alterada.
Também foram cadastradas 22 minas paralisadas no seu território, principalmente de gnaisse-
migmatito, granito, argila caulim e areia. Também nesse caso, no cadastro da mineração realizado
no Alto Iguaçu (RIBAS e SILVA, 2000), muitas áreas estavam em lavra nesta planície aluvionar, de
forma similar aos municípios vizinhos.
Direitos minerários – Conforme os dados do DNPM de novembro de 2003, são registrados 151
processos na região de São José dos Pinhais, sendo alguns compartilhados com os municípios
vizinhos. A maior parte é de requerimentos e autorizações de pesquisa (113 processos), 5 áreas
em disponibilidade, 3 licenciamentos e 9 requerimentos de lavra e 21 concessões de lavra. As
concessões, licenciamentos e requerimentos de lavra estão focadas em areia, argila, argila branca,
caulim, migmatito, riolito, feldspato e saibro.
Zoneamento mineral – O município de São José dos Pinhais se divide em ZCM (Zona Controlada
para Mineração) e ZPM (Zona Preferencial para Mineração). Na ZCM estão as APAs Estaduais do
Pequeno e de Guaratuba, o extenso perímetro urbano e as áreas aluvionares, além de zonas
especiais de preservação, estabelecidas no zoneamento municipal.
TIJUCAS DO SUL
Características - Situado no limite sudeste da RMC, na divisa com Santa Catarina, o município de
2
Tijucas do Sul tem uma extensão territorial de 672 km , com 12.260 habitantes (IBGE, 2000). O
relevo é plano a montanhoso, desde a planície de sedimentos terciário-quaternários até as
elevações de mais de 1.600 m da Serra do Mar.
Potencial mineral - O potencial mineral é representado pelo grupo A (argilas e areias, em aluviões
e na Formação Guabirotuba), onde estão situadas as lavras de argila caulinítica, configurando o
distrito mineiro de Tijucas do Sul. Aluviões estão presentes nos rios da Várzea e Negro. A maior
parte do território é representada pelas rochas granitóides e gnáissico-migmatíticas dos complexos
do embasamento e dos granitos Agudos e Morro Redondo, podendo ser enquadrado no grupo B
(rochas para brita, paralelepípedo, rocha ornamental, saibro e areia impura). Também existem
corpos subordinados de gnaisses-migmatitos e serpentinitos.
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Zoneamento mineral – A maior parte do município de Tijucas do Sul não apresenta restrições de
desenvolvimento mineral, estando situada na ZPM (Zona Preferencial para Mineração), com
algumas partes isoladas na ZCM (Zona Controlada para Mineração). Estas áreas são
representadas pela APA Estadual de Guaratuba, o perímetro urbano e as planícies aluvionares.
TUNAS DO PARANÁ
Características - Situado no setor nordeste da RMC, Tunas do Paraná tem uma extensão
2
territorial de 672 km e uma população de 3.611 habitantes, predominantemente na área rural. O
relevo é ondulado a montanhoso, na maior parte sobre complexos metamórficos (Açungui e
Setuva), e também parcialmente sobre o embasamento gnáissico-migmatítico.
Zoneamento mineral – A maior parte do município de Tunas do Paraná não apresenta restrições
de desenvolvimento mineral, estando situada na ZPM (Zona Preferencial para Mineração). O
extremo leste do município é coberto pelo Parque Estadual das Lauráceas, que corresponde à
ZBM (Zona Bloqueada para Mineração). A ZCM (Zona Controlada para Mineração) é bastante
subordinada, representada pelo pequeno perímetro urbano de Tunas do Paraná e áreas isoladas
de sedimentos aluvionares.
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