Capitulo 1
Capitulo 1
Capítulo 1
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1.1 – Localização
2
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) abrange uma área de 15.461 km , correspondente a
2
7,7% da superfície do Paraná, cujo território tem 199.709 km (IBGE, 2000). Situa-se no leste do
estado, na maior parte sobre o primeiro planalto, estendendo-se desde a fronteira com São Paulo
até a divisa com Santa Catarina (figura 1). O território da RMC encontra-se entre as latitudes de
24°24’ e 26°8’ sul, e as longitudes de 48°30’ e 50°14’ oeste.
48°30'
24°30'
54° 53° 52° 51° 50°
23°
Ferrovi as
49°
24°
Campo Mourão
° 1 5
9
4 '
Paraguai ° 5
4
2 '
° 4 5
4
2 '
Ponta Grossa
55° Cascavel ° 5
5
2 °
0
°
5
2
25°
Guarapuava ° 1 5
5
2 '
Curitiba ° 3
8
4 ° 0
5
2 '1 5
'
Foz do Iguaçu 5
2
° 1 5
0
5
° 3 0
'
'
° 3 0
5
2 '
° 4 5
5
2 ' ° 4 5
5
2 '
Paranaguá
Argentina Oceano
°
6
2
Atlântico
26°
° 1 5
0
5 '
° 4
8
4 ° 5
6
2 '
Santa
Catarina
100 0 100 Km
27°
A RMC foi criada em 1973 com outras regiões metropolitanas brasileiras pela lei complementar 14,
conforme o artigo 164° da Constituição Federal. Desde os 14 municípios de sua composição
original, as incorporações e emancipações municipais e a urbanização acelerada levaram ao
conjunto atual de 26 municípios, agrupados em torno de um núcleo urbano central. Em
conseqüência à lei federal, o Paraná criou a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba –
COMEC, em 1974 (lei estadual 6.517), cuja atribuição principal é promover o planejamento
integrado desta unidade territorial (COMEC, 1999).
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2
Município Área (Km )
Adrianópolis 1.342
Agudos do Sul 191
Almirante Tamandaré 191
Araucária 471
Balsa Nova 393
Bocaiúva do Sul 826
Campina Grande do Sul 541
Cam po Largo 1.252
Campo Magro 278
Cerro Azul 1.341
Colombo 198
Contenda 301
Curitiba 436
Doutor Ulysses 787
Fazenda Rio Grande 115
Itaperuçu 350
Lapa 2.048
Mandirituba 381
Pinhais 61
Piraquara 225
Quatro Barras 182
Quitandinha 446
Rio Branco do Sul 817
São José dos Pinhais 944
Tijucas do Sul 672
Tunas do Paraná 672
Total 15.461
Tabela 1 – Municípios da RMC e respectivas áreas em km 2.
24° 15'
Doutor
Ulysses
Adrianópolis
Cerro Azul
Tunas do Paraná
25°
Campo Campina
Campo Magro Almirante Grande
Tamandaré do Sul 48° 30'
Largo Colombo Quatro
Barras
Pinhais
Curitiba
Piraquara
Balsa Nova
Araucária São José
dos Pinhais
Fazenda
Rio Grande
Lapa Contenda
Mandirituba
Quitandinha
Tijucas do Sul
Agudos 26°
50° 15'
do Sul
20 0 20 Km
49° 30'
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1.2 – População
Paraná (total) 9.563.458 4.737.420 4.826.038 7.786.084 1.777.374 7.752.774 7.088.061 664.713 91,4
Adrianópolis 7.007 3.611 3.396 1.613 5.394 5.476 4.224 1.252 77,1
Agudos do Sul 7.221 3.800 3.421 1.466 5.755 5.630 4.983 647 88,5
Alm. Tamandaré 88.277 44.112 44.165 84.755 3.522 67.535 61.481 6.054 91,0
Araucária 94.258 47.504 46.754 86.111 8.147 74.209 70.344 3.865 94,8
Balsa Nova 10.153 5.184 4.969 3.186 6.967 8.183 7.647 536 93,4
Bocaiúva do Sul 9.050 4.766 4.284 3.562 5.488 7.092 6.251 841 88,1
Campina G. do Sul 34.566 17.570 16.996 25.973 8.593 26.907 25.033 1.874 93,0
Campo Largo 92.782 46.466 46.316 77.223 15.559 74.617 70.058 4.559 93,9
Campo Magro 20.409 10.376 10.033 2.501 17.908 15.891 14.521 1.370 91,4
Cerro Azul 16.352 8.483 7.869 3.916 12.436 12.564 9.863 2.701 78,5
Colombo 183.329 91.236 92.093 174.962 8.367 142.891 133.646 9.245 93,5
Contenda 13.241 6.698 6.543 6.320 6.921 10.654 9.940 714 93,3
Curitiba 1.587.315 760.848 826.467 1.587.315 1.328.398 1.286.711 41.687 96,9
Doutor Ulysses 6.003 3.169 2.834 701 5.302 4.464 3.534 930 79,2
Faz. Rio Grande 62.877 31.785 31.092 59.196 3.681 47.745 44.677 3.068 93,6
Itaperuçu 19.344 9.769 9.575 16.234 3.110 14.542 12.512 2.030 86,0
Lapa 41.838 21.180 20.658 24.070 17.768 33.776 31.167 2.609 92,3
Mandirituba 17.540 9.009 8.531 6.268 11.272 13.764 12.500 1.264 90,8
Pinhais 102.985 50.822 52.163 100.726 2.259 82.793 78.434 4.359 94,7
Piraquara 72.886 37.662 35.224 33.829 39.057 55.875 51.526 4.349 92,2
Quatro Barras 16.161 8.140 8.021 14.520 1.641 12.774 11.951 823 93,6
Quitandinha 15.272 7.989 7.283 3.046 12.226 12.221 10.982 1.239 89,9
Rio Branco do Sul 29.341 15.143 14.198 20.049 9.292 22.676 19.324 3.352 85,2
São J. dos Pinhais 204.316 102.412 101.904 183.366 20.950 162.033 153.663 8.370 94,8
Tijucas do Sul 12.260 6.466 5.794 1.846 10.414 9.583 8.446 1.137 88,1
Tunas do Paraná 3.611 1.920 1.691 1.421 2.190 2.690 2.036 654 75,7
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6 000 000
5 000 000
4 000 000
Habitantes
3 000 000
2 000 000
1 000 000
-
1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040
Anos
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O Estado do Paraná apresentou uma evolução positiva no seu índice de desenvolvimento humano
e ocupa hoje a sexta posição no ranking brasileiro do IDH-M 2000 (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal), conforme o diagnóstico econômico e social elaborado pelo IPARDES (2003a).
Numa visão geral, porém, os índices são inferiores aos dos municípios de estados vizinhos (São
Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). No Paraná concentra-se um grande número de
municípios no recorte inferior ao IDH-M do Brasil (0,764), enquanto nos demais estados há
grandes concentrações com índices superiores a 0,800, particularmente nas áreas metropolitanas.
A distribuição espacial dos índices de desenvolvimento humano na RMC, segundo o levantamento
do IPARDES (2003a), está grafada na figura 3.
24° 15'
24° 30'
Doutor Ulysses
Adri anó po li s
Cer ro Azul
Tuna s d o Pa ran á
25°
Itap eru çu
Rio Bran co do Sul
Boca iúv a do S ul
Cam pina
Gra nd e do Sul
A.
48° 30'
Ta man da ré
Campo L arg o Cam po Colomb o
Magr o
Quatro Ba rras
Pinh ai s
Cur itiba N
Piraqua ra
25° 30'
Balsa No va
Araucári a
São José d os Pin ha is
Fazen da R io Gra nde Articulaçã o 1 :50.00 0
Con tend a Divisas municipa is
Lap a
IDH -M 2000
>= 0 .85 0 A 1.0 00
Quitan dinha
Mandiri tuba >=0. 800 A < 0 .850
Ti jucas do Sul >=0. 764 A < 0 .800
>=0. 700 A < 0 .764
Agud os
26° >=0. 620 A < 0 .700
50° 15' do Su l 48° 45'
20 0 20 Km
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Em termos de distribuição da população, 33% dos paranaenses vivem em municípios com IDH-M
inferior ao do Brasil. Nos estados vizinhos mencionados, os municípios nessa condição abrigam
menos de 10% da sua população. Inversamente, no Paraná apenas 36% da população vive em
municípios com alto desenvolvimento humano. Nos outros estados essa proporção é superior a
60%, chegando a 72% em Santa Catarina e São Paulo. A evolução do índice nas duas últimas
décadas está relacionada ao desempenho da educação e da saúde, entre os elementos que o
compõem. No entanto, a renda da população é o fator que melhor espelha os resultados finais do
IDH-M, identificando situações de maior heterogeneidade entre os municípios e maior
precariedade nas condições de desenvolvimento humano (IPARDES, 2003a).
Na Região Metropolitana de Curitiba, cuja capital apresenta uma projeção nacional e mesmo
internacional de alta qualidade de vida, os indicadores do IDH-M 2000 refletem flagrante
heterogeneidade e precariedade sócio-econômica. Os municípios com baixo IDH-M estão
concentrados a norte, englobando Doutor Ulysses, Adrianópolis, Cerro Azul, Tunas do Paraná e
Itaperuçu (na faixa de 0,620 a 0,700). Na faixa de 0,700 a 0,764, ainda abaixo do IDH médio do
Brasil (0,764), estão outros 14 municípios. Considerando a faixa da média brasileira para cima,
encontra-se Curitiba, isolada com IDH-M > 0,850, Araucária e Pinhais entre 0,800 e 0,850, e
depois Campo Largo, Balsa Nova, São José dos Pinhais e Quatro Barras (0,764 - 0.800). Além
das disparidades, o quadro é mais preocupante se levarmos em conta que o IDH médio do Brasil
a
não é um fator de comparação favorável, pois situa o país na 74 posição no mundo (ver figura 3).
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Este item foi baseado na resenha econômica que faz parte do diagnóstico do PDI – Plano de
Desenvolvimento Integrado da RMC, realizado pela COMEC e executado pelo consórcio
COBRAPE – SOGREAH – HULT (COMEC, 2002). Neste resumo são discutidos aspectos do
desenvolvimento metropolitano, a situação atual e as tendências econômicas da RMC.
A economia da erva mate, de base extrativista e rural, tornou-se a principal atividade econômica
do Paraná na segunda metade do século XIX e início do século XX. Possibilitou a emancipação do
Paraná de São Paulo em 1853 e o desenvolvimento e a consolidação de Curitiba como centro
regional. Este ciclo econômico viabilizou a ligação ferroviária e a rodovia da Graciosa, entre
Curitiba e Paranaguá, e financiou os fluxos migratórios desde o século XIX, principalmente de
italianos, poloneses e ucranianos, cujas colônias ao redor da capital começaram a adensar o
futuro território da região metropolitana.
O Paraná nesse período estava mais desenvolvido na região centro-sul, estendendo-se ao exterior
por Paranaguá e para sudoeste pelo rio Iguaçu, em direção às regiões produtoras de erva mate do
interior. No início do século XX Curitiba firmou-se como centro econômico regional. Em 1939 o
município já respondia por 26,4% dos estabelecimentos industriais do Paraná, empregava 42,4%
das pessoas, pagava 46,7% dos salários da indústria e gerava quase 50% do valor da
transformação industrial paranaense.
Uma das bases desse modelo foi a modernização da agricultura, a partir da crescente
industrialização de seus produtos e da mudança do padrão tecnológico, com a incorporação de
tratores, colheitadeiras e insumos industriais. O vetor do processo foi a expansão da produção de
soja e um de seus principais impactos consistiu na geração de fortes fluxos migratórios rurais,
para outros estados e para a Região Metropolitana de Curitiba.
Outra base do modelo foi a diversificação da estrutura industrial do Paraná, com a incorporação de
novos gêneros (ex.: a indústria metal mecânica) e a modernização dos gêneros tradicionais (ex.:
produtos alimentares e madeira), através do avanço para estágios tecnologicamente mais
sofisticados de processamento de matérias-primas e da ampliação das margens de valor
agregado. Na caracterização dessa nova indústria merece destaque o caráter complementar em
relação à estrutura industrial do país e a existência de empresas de grande porte voltadas para os
mercados nacional e internacional, com tecnologia moderna e grandes escalas de produção.
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O perfil dos investimentos automotivos na região, diferente do que aconteceu nos anos 1970,
promoveu a vinda de cerca de 46 empresas fornecedoras de primeira camada (sistemistas). Tal
característica aumentou as relações interindustriais, abrindo maior possibilidade de interação com
os fornecedores locais em condições de atenderem aos novos requisitos de suprimentos
(qualidade, produtividade, just-in-time, inovação). Estima-se que no período de janeiro de 1996 a
janeiro de 2001 os investimentos realizados no segmento automotivo da RMC tenham criado
cerca de 12.000 empregos diretos e aproximadamente 30.000 empregos indiretos.
A importância do setor terciário (comércio e serviços) na economia da RMC é destacada pela sua
participação na renda e no emprego, além do elevado potencial de criação de novos negócios,
sobretudo de suporte à atividade produtiva e de atendimento à crescente demanda populacional.
Entre 1994 e 1999, apesar do intenso crescimento industrial, o valor adicionado nas atividades de
comércio e serviços na RMC passou de 34,7% para 39,5% do total. No município de Curitiba esse
aumento foi bem maior: de 42,7% para 52,0%.
Na nova dinâmica regional, a Região Metropolitana de Curitiba está se afirmando como um dos
núcleos dinâmicos da economia brasileira, da região sul e do MERCOSUL, com tendências de
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A quase totalidade dos investimentos de natureza estruturante, modeladores das trans formações
que vão forjar o futuro do estado, está ocorrendo nessa região ou na sua área de influência direta
(Ponta Grossa, Irati e Paranaguá, por exemplo). Entre 1996 e 2000, a participação do Produto
Interno Bruto – PIB da RMC no total do estado cresceu de 39,3% para 41,8%.
Espacialmente, no interior da RMC novos investimentos estão se concentrando nos contornos sul
(Cidade Industrial de Araucária – CIAR e Cidade Industrial de Curitiba - CIC), incluindo Fazenda
Rio Grande e Mandirituba, e principalmente no leste, perpassando os municípios de São José dos
Pinhais, Curitiba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e Campina Grande do Sul. A oeste merece
destaque a instalação de indústrias em Campo Largo.
Diferentemente dos anos 1970-80, o crescimento industrial recente extrapolou o âmbito da CIC e
da CIAR e vem ocupando alguns eixos de forma intensa, cujos nichos fundamentais estão sendo
ligados pelo contorno rodoviário: BR-277 (em direção a São José dos Pinhais - Paranaguá e
Campo Largo); BR-376 (em direção a São José dos Pinhais e Joinville); BR-476 (Araucária); BR-
116 (de Curitiba em direção ao sul para Fazenda Rio Grande e na direção nordeste para Pinhais,
Quatro Barras e Campina Grande do Sul), além da Avenida Juscelino Kubitschek, na CIC, ligando
a BR-277 - Oeste à BR-116 - Sul.
Verifica-se atualmente uma tendência de ocupação de indústrias e serviços de apoio logístico não
somente nesses eixos, mas principalmente nos seus contornos, a exemplo do padrão atual de
ocupação da avenida JK, e no futuro cada vez mais no contorno leste, que deve se afirmar como
uma nova fronteira para a localização de atividades econômicas, reforçando os eixos já existentes.
A constatação mais relevante sobre a RMC é a persistente tendência de forte concentração das
atividades econômicas, dos postos de trabalho e da população em relação ao estado, já
verificadas desde os anos 1970. Vários indicadores confirmam essa tendência:
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Quando comparada com outras regiões metropolitanas brasileiras é preciso realçar que a RMC é
muito heterogênea, pois engloba municípios cujas taxas de urbanização não superam 50% e são
caracterizados como eminentemente rurais, a exemplo de Adrianópolis, Agudos do Sul, Bocaiúva
do Sul, Cerro Azul, Mandirituba, Quitandinha, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná. A população rural
da RMC em 2000 alcançou cerca de 244 mil habitantes, e estima-se que o pessoal ocupado nas
atividades agropecuárias situa-se entre 80 e 90 mil pessoas.
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1.5 – Infra-Estrutura
O Paraná possui uma capacidade instalada de 19.628 MW, sendo 4.528 MW gerados pela
COPEL, 2.500 MW pela GERASUL, e 12.600 MW pela ITAIPU BINACIONAL (Brasil – Paraguai).
Esta usina deverá ter sua capacidade ampliada para 14.000 MW em 2004, quando o número de
turbinas chegar a 20. A COPEL GERAÇÃO SA conta com 18 usinas, sendo 17 hidrelétricas e uma
termelétrica (situada em Figueira). A COPEL TRANSMISSÃO SA coordena um sistema composto
por subestações e linhas nas tensões de 69 KV a 500 KV, com mais de 6.763 km de linhas e 122
subestações. A COPEL DISTRIBUIÇÃO SA atende 392 dos 399 municípios do Paraná, com
2.937.575 clientes em 2001 (COPEL, 2001).
O consumo de energia elétrica na RMC atinge cerca de 6.221.479 MWH, na maior parte destinado
ao consumo industrial. Curitiba, com 3.386.910 MWH, representa 54,43% do consumo. As outras
municipalidades com alto consumo de energia elétrica incluem São José dos Pinhais, com 9,89%
da RMC, Araucária com 9,75% da RMC e Rio Branco do Sul com 6,92% da RMC (COPEL, 2001,
in IPARDES, 2003b).
1.5.2 - COMBUSTÍVEIS
No município de Araucária está situada a refinaria Getúlio Vargas da PETROBRAS, com uma
capacidade de processamento de 196.000 barris de petróleo/dia, o que perfaz 12% do total
nacional. A refinaria iniciou as operações em 1977, com a produção concentrada em Gás
Liquefeito de Petróleo - GLP, gasolina, diesel, querosene, asfalto e nafta. A importância
econômica do pólo de refino fica evidente no montante anual de R$ 1,3 bilhões em impostos
recolhidos (PETROBRAS, 2003). Além da refinaria e dos oleodutos interligando Araucária com
Paranaguá e São Francisco do Sul (SC), a RMC conta desde 2000 com a COMPAGÁS, empresa
especializada na distribuição de gás natural canalizado proveniente da Bolívia. Atualmente esta
empresa possui 250 km de dutos, servindo na RMC às regiões de Curitiba, Araucária, Campo
Largo e São José dos Pinhais (COMPAGAS, 2003).
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1.5.3 - TRANSPORTES
A Região Metropolitana de Curitiba está integrada ao sistema de transportes nacional com base
em quatro rodovias federais e diversas rodovias estaduais (figura 4). A BR-116 representa a
principal via de ligação com São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No sentido leste –
oeste, a região é atravessada pela BR-277, que demanda Paranaguá a leste e Foz do Iguaçu a
oeste, na fronteira com o Paraguai. Outras rodovias federais são a BR-376, que faz ligação com a
BR-101 em Santa Catarina, e a BR-476, no sentido sudoeste-nordeste (IPEA, 2002).
Figura 4 - Configuração da rede viária no entorno de Curitiba, com as principais rodovias federais
e estaduais que interligam as sedes municipais da RMC ao sistema viário nacional (Fonte: IPEA,
2002).
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Na região de Curitiba está em fase de conclusão o sistema de contorno rodoviário (contornos sul,
leste e norte), interligando as rodovias e circundando as principais áreas urbanas para desvio do
tráfego pesado. As rodovias federais representaram um fator de indução de crescimento urbano,
mas acabaram por criar barreiras físicas que dificultam a expansão das sedes municipais (IPEA,
2002).
Além das rodovias federais, o sistema de transportes é dependente das rodovias estaduais entre
as sedes urbanas, como a Rodovia do Cerne (PR-090) ligando Curitiba a Campo Magro, a
Rodovia dos Minérios (PR-092) entre Curitiba, Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Cerro
Azul, e a PR-415 entre Curitiba, Pinhais e Piraquara. A PR-423 interliga Campo Largo e Araucária
(ver figura 4). As rodovias estaduais podem ser classificadas como regulares, de modo geral
sucateadas, na maior parte com pistas simples e altos volumes de tráfego. O índice de rodovias
pavimentadas é relativamente baixo, se comparado com estados como São Paulo e Rio de
Janeiro (IPARDES, 2003a).
A RMC é cortada por um corredor ferroviário que permite o escoamento de grande parte da
produção agroindustrial do terceiro planalto pelo porto de Paranaguá (desde o oeste em Cascavel
e desde o norte em Apucarana, passando por Ponta Grossa). Parte deste trajeto está
materializado pela histórica ligação Curitiba – Paranaguá, construída no século XIX. Na RMC
existe ainda um ramal que liga Pinhais a Rio Branco do Sul, grande produtor de rochas calcárias e
um dos maiores pólos cimenteiros nacionais (IPARDES, 2003a). A malha ferroviária paranaense
está integralmente concessionada à iniciativa privada e apresentou uma melhoria de
produtividade, sem qualquer aumento na extensão da rede. Os ganhos se deram por
investimentos em gestão, em logística operacional e em equipamentos de tração (PELLENZ, E.
com. verbal, 2003).
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disponibilidade hídrica da bacia do Alto Iguaçu, se não houver uma degradação destes
mananciais, o que lamentavelmente vem ocorrendo. Outras possibilidades futuras incluem os rios
da Várzea e Açungui. O consumo de água per capita na RMC é calculado em 200 l/hab/dia,
devendo declinar até 2020 para cerca de 180 l/hab/dia. A estimativa de demanda total na RMC,
projetada até 2020, encontra-se na tabela 3.
Atualmente o sistema do Alto Iguaçu tem dois locais de captação. A captação Iraí com capacidade
de 800 l/s e a captação Iguaçu, com capacidade de 3.000 l/s. Situado na região oeste de Curitiba
existe o reservatório do Passaúna, com capacidade de 2.000 l/s. Além destes sistemas, as águas
subterrâneas do aqüífero karst estão em regime de aproveitamento com capacidade nominal de
600 l/s (SANEPAR, 2003).
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A Região Metropolitana de Curitiba está situada na maior parte sobre o primeiro planalto do
Paraná, entre a Serra do Mar a leste e a escarpa devoniana a oeste (MAACK, 1968). A região de
maior urbanização situa-se principalmente sobre a bacia de Curitiba (constituída de sedimentos
recentes) e sobre os terrenos gnáissico-migmatíticos do sul do primeiro planalto, com relevo plano,
suavemente ondulado, onde predominam altitudes em torno de 900 m. Na figura 5 observa-se um
modelo digital de elevação da RMC, mostrando os grandes compartimentos geomorfológicos.
24° 30'
Ribeira N
25°
10 0 10 20 Km
50° 49°
Figura 5 – Modelo digital de elevação da RMC, obtido a partir das curvas de nível e pontos
cotados das cartas topográficas na escala 1:50.000. Observa-se a dominância de relevo suave no
centro-sul, onde estão as áreas urbanizadas, e o relevo montanhoso a norte, na direção do Vale
do Ribeira. A leste encontram -se as maiores elevações da Serra do Mar. No limite oeste estão as
áreas mais planas correspondentes ao domínio das rochas sedimentares da Bacia do Paraná.
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A escarpa de São Luís do Purunã, a oeste, é formada pelos sedimentos paleozóicos da Bacia do
Paraná, cujas altitudes alcançam cerca de 1.200 m, declinando suavemente para oeste. A norte
de Curitiba o relevo é montanhoso e com vales encaixados, desenvolvidos sobre os cinturões
metamórficos altamente deformados dos grupos Setuva e Açungui, reduzindo-se as altitudes
gradativamente até cerca de 140 m no Vale do Ribeira. Na Serra do Mar as maiores altitudes
correspondem aos maciços graníticos (Anhangava, Graciosa, Marumbi e Agudos). Em Campina
Grande do Sul encontra-se o ponto mais elevado, o Pico Paraná, no maciço da Graciosa (cerca de
1.850 m de altitude).
O clima da região do planalto pode ser classificado como Cfb – chuvoso, temperado quente,
sempre úmido. A norte, no Vale do Ribeira, a situação climática é compatível com Cfa - chuvoso
tropical, sempre úmido. A Serra do Mar constitui uma barreira para os ventos de sudeste e sobre
esta feição de relevo a temperatura média anual é de 14°C, chegando no planalto a 16°C. Tanto
no planalto como na Serra do Mar ocorrem geadas (MAACK, 1968).
A cobertura vegetal original do Paraná era representada na RMC pela floresta de araucárias, na
porção do primeiro planalto, ocorrendo em média entre 800 e 1.200 m de altitude. Esta cobertura
vegetal tem nas geadas um componente climático determinante para a florística. Sobre as
encostas da Serra do Mar e parte do Vale do Ribeira encontra-se a floresta atlântica, subdividida
em diversas formações florestais (PRÓ-ATLÂNTICA, 2002). Além das áreas de florestas, a RMC
abrange os terrenos de campos naturais da bacia de Curitiba e da escarpa devoniana. Na figura 6,
observa-se a distribuição das unidades fitogeográficas mais representativas do Paraná.
Figura 6 – Abrangência das unidades fitogeográficas originais do Paraná (MAACK, 1950, in PRÓ-
ATLÂNTICA, 2002).
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