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A derivada direcional permite calcular a taxa de variação de uma função de várias variáveis em qualquer direção. A definição e interpretação geométrica são apresentadas, destacando a relação entre a derivada direcional e o gradiente da função. Exemplos práticos ilustram como encontrar a derivada direcional e identificar direções de maior variação.

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A derivada direcional permite calcular a taxa de variação de uma função de várias variáveis em qualquer direção. A definição e interpretação geométrica são apresentadas, destacando a relação entre a derivada direcional e o gradiente da função. Exemplos práticos ilustram como encontrar a derivada direcional e identificar direções de maior variação.

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Derivada Direcional

A derivada direcional nos permite encontrar a


taxa de variação de uma função de duas ou mais
variáveis em qualquer direção.

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 2 / 17


Seja f : A ⊆ R2 → R, P0 = (x0, y0) ∈ A.

∂f f (x0 + t, y0) − f (x0, y0)


∂x (x0 , y0 ) := lim
t→0 t

f (P0 + t(1, 0)) − f (P0)


= lim .
t→0 t

∂f f (x0, y0 + k) − f (x0, y0)


∂y (x0 , y0 ) := lim
k→0 k

f (P0 + k(0, 1)) − f (P0)


= lim .
k→0 k
Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 3 / 17
Definição
Seja →

v = (v1, v2), com ||→

v || = 1.
A derivada direcional de f , no ponto P0 na
direção do vetor →

v é definida por

f (P + t →

v ) − f (P0)
∂f 0
∂→

v
(P 0 ) := lim ,
t→0 t
se esse limite existir.

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 4 / 17


∂f
Portanto, ∂x (x0, y0) nos dá a taxa de variação de
f na direção do eixo x, isto é, na direção do


vetor i = (1, 0).
∂f ∂f
∂→

x
(P0) = − (P0 )

∂i

∂f
e ∂y (x0, y0) nos dá a taxa de variação de f na
direção do eixo y , isto é, na direção do vetor


j = (0, 1).
∂f ∂f
∂y (P0 ) = − (P0 )

∂j

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 5 / 17


Interpretação Geométrica
Seja f : A ⊆ R2 → R. Considere:
1) →−v : vetor unitário
2) s: reta passando por P0 = (x0, y0) na
direção do vetor →
−v
3) π: plano gerado por s e pela direção do eixo
z
4) C = G (f ) ∩ π
5) r : reta tangente à C em (P0, f (P0))
6) α: ângulo entre as retas r a reta s na
direção de →

v.
Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 6 / 17
Portanto,
∂f
∂→

v
(P0)= coeficiente angular da reta tangente r
no ponto (P0, f (x0)) = tg α
Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 7 / 17
Caso Geral


Em geral, se →
−v ̸= 0 , definimos a derivada
dorecional de f , em P0, na direção de →

v como

∂f f (P0 + t →

v ) − f (P0)
(P0) := lim ,
∂→ t||→


v t→0 v ||
se o limite existir.

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 8 / 17


Teorema


Se f diferenciável em P0 e →−
v = ̸ 0 , então
∂f →

v
(P ) = ∇f (P ) ·
∂→− ||→

0 0
v v ||
Prova:
Como f é diferenciável em P0 temos

f (x, y ) − [f (x0 , y0 ) + fx (x0 , y0 )(x − x0 ) + fy (x0 , y0 )(y − y0 )]


lim =0
(x,y )→(x0 ,y0 ) ||(x, y ) − (x0 , y0 )||

⇓ (x = x0 + t −

v 1 , y = y0 + t −

v 2)

f (P0 + t −

v ) − f (P0 ) − ∇f (P0 ) · t −

v
lim −
→ =0
t→0 t|| v ||

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 9 / 17


f (P0 + t −

v ) − f (P0 ) −

v
lim −
→ − ∇f (P0 ) · − =0
t→0 t|| v || ||→
v ||

f (P0 + t −

v ) − f (P0 ) −

v
lim −→ = ∇f (P0 ) · −
t→0 t|| v || ||→
v ||

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 10 / 17


Exemplos
∂f
Encontre ∂→

v
(P0), onde:

a) f (x, y ) = x 2 + y 2 + 1, →

v = (1, 2) e
P0 = (1, 1).

,→

2 +y 2
b) f (x, y ) = e x v = (2, 1) e P0 = (1, 0).

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 11 / 17


Observação

Problema: Qual a direção de maior variação da


função f na vizinhança de P0?

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 12 / 17


Sabemos
∂f f (P0 + t →

v ) − f (P0)
(P0) := lim
∂→ t||→


v t→0 v ||
• ↑ f - maior crescimento ⇒ ∆f - máxima
positiva ⇒ ∂∂f→

v
(P0) - máxima positiva

• ↓ f - maior decrescimento ⇒ ∆f - máxima


negativa ⇒ ∂∂f→
−v
(P0) - máxima negativa
∂f
• f - constante ⇒ ∆f = 0 ⇒ ∂→

v
(P0) =0

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 13 / 17


Se f diferenciável então
∂f →

v cos(θ)||∇f (P0 )|| ||→

v ||
∂→

v
(P0) = ∇f (P0) · ||−

v ||
= ||→

v ||

∂f
∂→

v
(P0) = cos(θ)||∇f (P0)||



 ||∇f (P0)||, se θ = 0



= 0, se θ = π2




 −||∇f (P )||, se θ = π

0

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 14 / 17


Conclusão:

1) →
−v := ∇f (P0) ⇒ f tem maior crescimento
com taxa ||∇f (P0)||

2) →

v ⊥∇f (P0) ⇒ f permanece inalterada

3) →

v := −∇f (P0) ⇒ f tem maior
decrescimento com taxa −||∇f (P0)||

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 15 / 17


Exemplo
1) Calcule a derivada direcional da função
f (x, y , z) = 2x 2 + 3y 2 + z 2, no ponto
P = (2, 1, 3), na direção do vetor

− →
− →

v = i − 2 k . O que podemos concluir
sobre o crescimento da função?

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 16 / 17


2) A temperatura em um ponto (x, y ) da placa
circular D : x 2 + y 2 ≤ 4 é dada por
T (x, y ) = x 3 + xy 2.
a) Qual a direção a partir do ponto P = (1, 1)
da placa em que a temperatura cresce mais
rápido?
b) Qual a taxa máxima de crescimento?

Ilma Marques/ Ercı́lio Silva (UFABC) FVV March 5, 2025 17 / 17

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