0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações3 páginas

DCX

Os plutons Norte e Sul do Maciço Lagoa Preta foram intrudidos em momentos distintos, com o Pluton Sul apresentando foliação e metamorfismo que indicam um caráter sin-colisional, enquanto o Pluton Norte é posterior e possivelmente formado em um contexto extensional. O Pluton Sul é composto por rochas mais evoluídas e aluminosas, sugerindo uma maior influência da crosta na formação do magma. A estrutura complexa do Pluton Sul é resultado de sucessivos pulsos na câmara magmática, evidenciada pela presença de veios pegmatíticos e xenólitos.

Enviado por

Vasni Mateus
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações3 páginas

DCX

Os plutons Norte e Sul do Maciço Lagoa Preta foram intrudidos em momentos distintos, com o Pluton Sul apresentando foliação e metamorfismo que indicam um caráter sin-colisional, enquanto o Pluton Norte é posterior e possivelmente formado em um contexto extensional. O Pluton Sul é composto por rochas mais evoluídas e aluminosas, sugerindo uma maior influência da crosta na formação do magma. A estrutura complexa do Pluton Sul é resultado de sucessivos pulsos na câmara magmática, evidenciada pela presença de veios pegmatíticos e xenólitos.

Enviado por

Vasni Mateus
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

luton.

Os dados geológicos disponíveis para o Maciço

Lagoa Preta indicam que os plutons Norte e Sul foram

intrudidos em momentos distintos relativamente à

principal fase orogênica brasiliana. Este fato fica

evidente pelo contraste entre a deformação e o

metamorfismo dos dois plutons. O Pluton Sul mostra

foliação concordante com a estruturação das

encaixantes: uma foliação 120/30 marcada por

orientação mineral preferencial de biotita e hornblenda

e metamorfismo da fácies xisto verde. Resultados

geocronológicos disponíveis para o charnockito

indicam para este Pluton idades de cristalização de 585

Ma (Pb/Pb em zircões, Dussin et al. 1998). Estes dados,

em consonância com os dados geológicos e

geocronológicos regionais, indicam para o Pluton Sul

um caráter sin-colisional. A intrusão do magma que

originou o Pluton Norte, por outro lado, é certamente

posterior à intrusão do Pluton Sul e, portanto, ao estágio

colisional. Esta idéia é suportada pela ausência de

deformação e metamorfismo nestas rochas, em nítido

contraste com as características do Pluton Sul. É

possível que este episódio tenha ocorrido já em contexto

extensional, o qual caracteriza os estágios orogenéticos

finais. Tal contexto pode ter facilitado uma subida

relativamente rápida do magma, diminuindo as

possibilidades de interação com as encaixantes e


permitindo que ele guardasse um caráter mais primitivo.

A falha direcional de orientação N60-70E que corta

o maciço, afeta litotipos dos plutons Norte e Sul. Esta

estrutura está possivelmente ligada aos estágios finais

da tectônica brasiliana e relacionada à expansão das

áreas orogênicas em direção a sul. Esta expansão está

registrada pelos sistemas de transcorrências dextrais do

leste de Minas Gerais e Espírito Santo, cujo

prolongamento sul constitui a própria faixa Ribeira.

(Alkmin et al. 2003)

Comparativamente ao Pluton Norte, as rochas

constituintes do Pluton Sul indicam derivação a partir

de magmas de características mais evoluídas com uma

composição marcadamente mais aluminosa e com

menores concentrações de Mg. Estas características são

sugestivas de formação de magmas nos quais a

participação da crosta é relativamente mais importante.

As relações de campo entre os diferentes litotipos

constituintes do Pluton Sul sugerem que a complexa


estruturação do pluton em zonas concêntricas de

diferentes composições, é o resultado de sucessivos

pulsos na câmara magmática durante a cristalização.

Esta interpretação tem como base a ocorrência de veios

pegmatíticos e aplíticos de composição charnockítica

cortando o olivina-gabro e a ocorrência de xenólitos

do gabro no charnockito. Segundo Vieira (1997b), a

Você também pode gostar