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Ssa 12

O documento apresenta um projeto de gestão de segurança em máquinas ferramentas e equipamentos mecânicos da empresa TRI-M, destacando a importância da higiene, segurança e saúde no ambiente de trabalho. A TRI-M, uma referência na indústria metalomecânica em Moçambique, enfrenta diversos riscos ocupacionais e ambientais, e busca implementar práticas rigorosas para garantir a segurança dos trabalhadores e a preservação ambiental. O estudo visa identificar riscos, elaborar planos de manutenção e gestão de riscos, e melhorar as condições de trabalho na empresa.

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O documento apresenta um projeto de gestão de segurança em máquinas ferramentas e equipamentos mecânicos da empresa TRI-M, destacando a importância da higiene, segurança e saúde no ambiente de trabalho. A TRI-M, uma referência na indústria metalomecânica em Moçambique, enfrenta diversos riscos ocupacionais e ambientais, e busca implementar práticas rigorosas para garantir a segurança dos trabalhadores e a preservação ambiental. O estudo visa identificar riscos, elaborar planos de manutenção e gestão de riscos, e melhorar as condições de trabalho na empresa.

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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

SAÚDE, SEGURANÇA E AMBIENTE

Tema nº2 - Projecto de Gestão de Segurança em Máquinas Ferramentas e


Equipamentos Mecânicos das Oficinas da Empresa TRI M

Discentes: Docentes:

Cuetule, Bilson Isaias Eng° Viandro Andaque

Tinga, Carlos Domingos Msc Jaime Matavel

Torero, William Muhirwa

Maputo, Novembro de 2025


Índice
[Link]ÇÃO ........................................................................................................................... 3
[Link] FUNDAMENTAIS.............................................................................................. 5
[Link] do Trabalho ............................................................................................................. 5
[Link]ça do Trabalho ......................................................................................................... 5
[Link]úde no Trabalho ................................................................................................................ 7
[Link] Ambientais e sua Preservação ........................................................................... 7
3. NORMAS REGULAMENTARES DE HIGIENE E SEGURANÇA APLICADAS ............. 7
4. MOTIVAÇÃO NO PROJECTO DE ESTUDO ........................................................................ 8
5. PROBLEMA DO ESTUDO DO PROJETO............................................................................. 8
6. A PROBLEMÁTICA DO ESTUDO DE HIGIENE E SEGURANÇA .................................. 9
7. OBJECTIVOS GERAIS DO TRABALHO.............................................................................. 9
DESENVOLVIMENTO DOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DEFINIDOS...................... 10
8. RESULTADOS ESPERADOS DO ESTUDO DE HIGIENE E SEGURANÇA ................. 17
9. ANALISE DOS RESULTADOS DO ESTUDO DE HIGIENE SEGURANÇA.................. 20
[Link]ÃO DOS RESULTADOS ...................................................................................... 22
11. METODOLOGIA USADA NA EXECUÇÃO DO TRABALHO....................................... 24
12. PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES ................................................................................ 24
13. CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 27
15. ANEXOS ................................................................................................................................. 28

2
[Link]ÇÃO

A TRI-M, Mecano Metal de Moçambique, localizada na Rua de Palma, nº 406, Cidade da


Matola, província de Maputo, é uma empresa nacional fundada em 1994 que actua no sector
de mecano-metalurgia e metalomecânica. Ao longo dos anos consolidou-se como uma das
referências do sector industrial em Moçambique, oferecendo soluções completas que vão desde
a transformação de matérias-primas metálicas até à produção, montagem e manutenção de
equipamentos e estruturas.

O processo produtivo da TRI-M inicia-se com a aquisição e recepção das matérias-primas, que
incluem chapas de aço, barras redondas e reforçadas, perfis metálicos, vigas, tubos (pretos,
galvanizados e sem costura), malhas soldadas, chapas expandidas e acessórios para tubagens.

Na fase de transformação primária, os insumos metálicos passam por operações de corte,


furação, torneamento, fresagem, dobra e conformação mecânica, realizadas com recurso a
máquinas-ferramentas de média e grande capacidade.

Posteriormente, ocorre a fase de união e montagem, em que diferentes componentes são


integrados através de processos de soldadura, aparafusamento ou encaixe mecânico.

A etapa seguinte é a de acabamento e inspecção, que envolve trabalhos de limpeza, tratamento


de superfícies e aplicação de revestimentos quando necessário, assegurando não só a estética,
mas também a durabilidade e resistência à corrosão. Os produtos passam ainda por um rigoroso
controlo de qualidade para garantir que cumpram as normas de segurança e os padrões técnicos
exigidos.

Como resultado desse processo integrado, a TRI-M fornece uma ampla gama de produtos
finais, incluindo estruturas metálicas para construção civil, equipamentos industriais, sistemas
completos de armazenamento e distribuição de combustíveis (tanques, tubagens e estruturas de
suporte), além de peças mecânicas e componentes destinados aos sectores da energia,
transportes, manutenção industrial e infra-estrutura.

A empresa dispõe de serviços de instalação e montagem em campo, transportando e integrando


os equipamentos fabricados nas obras dos clientes. Também oferece manutenção preventiva e
correctiva, garantindo a longevidade e eficiência das estruturas e máquinas fornecidas.

3
Os principais consumidores dos produtos e serviços da TRI-M situam-se nos sectores da
construção civil, energia, transportes, manutenção industrial e infra-estruturas públicas e
privadas. A empresa fornece estruturas metálicas, componentes e equipamentos para
construtoras nacionais, empresas de energia eléctrica e de hidrocarbonetos, oficinas de
manutenção e indústrias transformadoras. Além disso, os sistemas de armazenamento e
distribuição de combustíveis são adquiridos por companhias petrolíferas e postos de
abastecimento. No segmento de serviços, a TRI-M atende tanto clientes corporativos de grande
porte como pequenas e médias empresas que recorrem à manutenção, instalação e montagem
de estruturas. A diversidade da sua carteira de clientes reflecte a importância estratégica da
TRI-M no apoio ao desenvolvimento industrial e de infra-estruturas em Moçambique.

4
[Link] FUNDAMENTAIS

[Link] do Trabalho

As actividades realizadas nas oficinas da TRI-M apresentam vários riscos para a manutenção
da higiene. Na usinagem, surgem aparas metálicas, poeiras e óleos de corte; no corte de chapas
e perfis, partículas finas acumulam-se no chão e mesas de trabalho; e na soldadura, os fumos
metálicos e respingos sólidos espalham-se pelo ambiente. A pintura e o acabamento libertam
vapores químicos e respingos que contaminam superfícies, enquanto a montagem de estruturas
metálicas gera restos de consumíveis e embalagens que dificultam a organização. Já a
manutenção de equipamentos expõe o ambiente a derrames de óleos e lubrificantes, e a
movimentação de materiais aumenta a presença de poeiras e sucatas em áreas de circulação.

Para enfrentar esses riscos, a empresa implementa as medidas preventivas de carácter


organizacional, destacando-se:

 Formação contínua dos trabalhadores em boas práticas de higiene industrial, reforçando


a importância da limpeza e da organização no desempenho das suas funções;
 Actividades de consciencialização que incentivam os colaboradores a reconhecer os
riscos de higiene e a adoptar hábitos de trabalho mais responsáveis;
 Indução dos procedimentos de higiene para funcionários envolvidos no processo
produtivo;
 Treinamentos periódicos para actualizar práticas, padronizar procedimentos e corrigir
falhas observadas no dia a dia.

[Link]ça do Trabalho

Na TRI-M, diversas actividades expõem os trabalhadores a riscos da protecção da integridade


física em actividades tais como:

 Na usinagem, o contacto com ferramentas rotativas e peças em movimento oferece risco


de cortes, projecção de partículas e aprisionamento.
 O corte de chapas e perfis metálicos aumenta a probabilidade de acidentes por contacto
directo. A soldadura acarreta queimaduras e exposição à radiação luminosa.

5
 A montagem de estruturas metálicas envolve manipulação de cargas pesadas, trabalho
em altura e queda de objectos.
 Pintura e acabamento podem causar incêndios se os solventes forem mal manuseados,
enquanto a manutenção de equipamentos apresenta riscos de accionamento acidental e
esmagamentos.
 A movimentação de materiais, por gruas, empilhadores ou transporte manual, gera
riscos de colisão, atropelamento e queda de cargas.

Para minimizar esses riscos, a TRI-M implementa medidas de prevenção de carácter geral, das
quais se destacam:

 Utilização obrigatória de Equipamentos de Protecção Colectiva (EPC) e Individual


(EPI), como óculos, luvas, capacetes, protectores auriculares e calçado de segurança.
 Sinalização adequada das áreas de risco, delimitando zonas de corte, soldadura,
movimentação de cargas e trabalhos em altura.
 Treinamentos regulares em segurança operacional, garantindo que os trabalhadores
conheçam os procedimentos correctos de manuseio das máquinas e ferramentas.
 Controlo do cumprimento das normas de segurança, com supervisão contínua nas
oficinas.
 Bloqueio e etiquetagem de máquinas em manutenção, prevenindo accionamentos
acidentais durante reparações.
 Organização das áreas de circulação, assegurando caminhos livres para o transporte
interno de materiais.
 Disponibilização de extintores, conjunto de primeiros socorros, e saídas de evacuação
devidamente sinalizadas.

6
[Link]úde no Trabalho
As actividades realizadas na TRI-M expõem aos trabalhadores a diferentes riscos que podem
afectar a sua saúde durante o processo produtivo e podem ser de origem tais como:

 A inalação de poeiras metálicas e partículas finas pode provocar irritações respiratórias


e problemas pulmonares a longo prazo.
 O contacto frequente com óleos lubrificantes e solventes aumenta o risco de irritações
na pele e dermatites.
 A exposição a fumos metálicos e gases tóxicos, que podem causar doenças respiratórias,
irritação nos olhos e na pele.
 A radiação ultravioleta gerada pelas tochas também representa risco ocular e cutâneo.
 A inalação de vapores de solventes e tintas é um perigo constante, podendo levar a
intoxicações, vertigens, cefaleias e problemas respiratórios crónicos.
 O contacto directo com produtos químicos pode causar irritações cutâneas e alergias.

[Link] Ambientais e sua Preservação

Durante o processo produtivo da TRI-M é visível a geração dos seguintes impactos:

 Fumos, gases e vapores;


 Resíduos metálicos
 Resíduos de lubrificantes e óleos, que, quando descartados correctamente, oferecem
baixo risco de contaminação.
 Poluição sonora (ruído das máquinas)

3. NORMAS REGULAMENTARES DE HIGIENE E SEGURANÇA APLICADAS


São vários os dispositivos legais usados na gestão de riscos em industriais metalomecânicas
dos quais se aplicam neste projecto os seguintes:

 Lei do Trabalho (Lei nº 23/2007, de 1 de agosto);


 Decreto nº 62/2013, de 4 de dezembro;
 Decreto nº 61/2006, de 26 de dezembro;
 Lei nº 5/89, de 18 de setembro;
 Decreto-Lei nº 48/1973, de 15 de fevereiro;
 Decreto nº 11/99, de 25 de maio.

7
A descrição com detalhes das normas regulamentares de higiene e segurança aplicadas
encontram-se no (anexo 14).

4. MOTIVAÇÃO NO PROJECTO DE ESTUDO


A TRI-M é uma das principais referências na indústria metalomecânica desde 1994,
desempenhando um papel estratégico no fornecimento de soluções industriais para áreas como
construção civil, energia, transportes, manutenção industrial e infra-estrutura.

A amplitude das suas operações, que vão desde a transformação de matérias-primas metálicas
até à produção, montagem, instalação e manutenção de equipamentos, torna-a um exemplo
representativo da complexidade e dos desafios de segurança em ambientes industriais. O
carácter diversificado da empresa, que abrange desde oficinas de usinagem até serviços de
campo, aumenta a exposição a riscos ocupacionais e ambientais, justificando a implementação
de práticas rigorosas de higiene, saúde e segurança.

A motivação deste projecto de estudo assenta não apenas na necessidade de criar um ambiente
laboral seguro, saudável e equitativo, mas também na relevância da empresa TRI-M no sector
industrial moçambicano.

5. PROBLEMA DO ESTUDO DO PROJETO

Apesar de desempenhar as suas actividades de forma regular, a TRI-M enfrenta diversos


problemas que afectam a segurança, a higiene, a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente.
Estes problemas estão associados tanto ao processo produtivo como às condições gerais de
trabalho e de preservação ambiental. Entre eles destacam-se:

 Cortes durante a usinagem e corte de metais;


 Aprisionamento de membros em máquinas;
 Projecção de partículas;
 Queimaduras nas operações de soldadura;
 Radiação e projecção de fagulhas na soldadura;
 Exposição a poeiras e partículas metálicas;
 Contacto directo com óleos, lubrificantes e solventes;
 Irritações na pele e vias respiratórias;
 Inalação de fumos metálicos;
 Exposição a vapores de solventes e tintas;

8
 Emissão de fumos e vapores para o ambiente;
 Desperdício de materiais no processo produtivo;
 Geração de resíduos sólidos industriais.

6. A PROBLEMÁTICA DO ESTUDO DE HIGIENE E SEGURANÇA


Com base no estudo feito no (ponto 5) surgem as seguinte perguntas:

 Quais são as principais causas dos acidentes de trabalho na TRI?


 De que forma os trabalhadores estão expostos a riscos ocupacionais?
 Como melhorar as condições de segurança no processo produtivo?
 Como melhorar as condições de higiene no processo produtivo?
 Existe uma política de gestão de resíduos na empresa?
 Como reduzir os impactos ambientais no processo produtivo?
 Como são feitos os procedimentos de higiene e segurança na planificação e execução
das actividades?
 Quais os mecanismos de monitorização e avaliação dos procedimentos de HST mais
eficazes na TRI-M?

7. OBJECTIVOS GERAIS DO TRABALHO

Estudar um plano de gestão de segurança para máquinas-ferramentas e equipamentos


mecânicos.

7.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO TRABALHO

7.1.1. Identificar os riscos ocupacionais na planificação e execução das obras na TRI


M;

[Link] as fontes de geração de riscos e qual e o seu grau de perigosidade;

7.1.3. Elaborar um plano de manutenção adequado ao tipo de equipamento;

7.1.4. Elaborar um plano de gestão de riscos adequados ao processo produtivo.

9
DESENVOLVIMENTO DOS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DEFINIDOS

7.1.1. Identificar os riscos ocupacionais na planificação e execução das obras na TRI-M

Os riscos ocupacionais podem surgir tanto na fase de planificação, através de falhas no projecto
e organização, como na fase de execução, onde os trabalhadores estão expostos a actividades
de maior perigosidade. A seguir apresentam-se as principais actividades e os riscos associados
em cada etapa.

 Riscos Ocupacionais na Planificação

Para uma melhor compreensão dos riscos presentes nas diferentes etapas do processo
produtivo, analisaram-se as actividades realizadas durante a fase de planificação. Após estudo
dos riscos envolvidos nas actividades de planificação, os dados culminaram na seguinte tabela.
(veja Tab. Nº1 - Riscos Ocupacionais na Planificação)

N/o Tipo de actividade Tipos de risco


01 Análise das condições do local RPA
02 Definição do plano de trabalhos e cronograma Comunicação
03 Selecção e organização da equipa de trabalho
Social e Organizacional
04 Aprovisionamento e logística de materiais Comunicação e Organizacional
05 Planeamento da segurança no trabalho Organizacional
06 Definição da equipe técnica Organizacional
07 Organização do espaço ocupacional Organizacional
Tabela 1: Riscos Ocupacionais na Planificação

10
 Riscos Ocupacionais na Execução

Após análise dos riscos envolvidos nas actividades correspondentes à fase de execução, o
estudo culminou com a produção da tabela Nº2 – (Riscos Ocupacionais na Execução)

N/o Tipo de actividade Tipos de risco


01 Recepção de matérias-primas Comunicação/Doc.
02 Transporte e movimentação de materiais e equipamentos RPA
03 Usinagem e corte de materiais RPA
04 Soldadura e brasagem RPA
05 Acabamentos e ajustes finais RPA
06 Montagem e instalação de estruturas RPA
07 Manutenção de ferramentas e equipamentos RPA
Tabela 2: Riscos Ocupacionais na Execução

[Link] as fontes de geração de riscos e qual é o seu grau de perigosidade

 Na planificação

Após a identificação dos riscos envolvidos nas actividades de planificação, fez-se o estudo das
fontes de geração dos riscos e avaliação do grau de perigosidade, e culminou com a produção
da tabela Nº3 – (Fontes de geração de riscos e o seu grau de perigosidade na planificação)

N/o Tipo de actividade Tipo de risco Fontes de geração Grau de


dos riscos perigosidade
Perigoso Não
Perigoso
01 Análise das RPA Má organização do
condições do local espaço
X
02 Definição do plano Comunicação Pressão de prazos e
de trabalhos e complexidade das X
cronograma tarefas
03 Selecção e Conflitos X
Social e
organização da interpessoais e
Organizacional
equipa de trabalho carga de trabalho
desbalanceada
04 Aprovisionamento e Comunicação e Levantamento de X
logística de Organizacional cargas,
materiais armazenamento e

11
movimentação de
materiais
05 Planeamento da Organizacional Avaliação de riscos X
segurança no e responsabilidade
trabalho sobre medidas
preventivas
06 Organização do Organizacional Espaço X
espaço ocupacional desordenado
Tabela 3: Fontes de geração de riscos e o seu grau de perigosidade na planificação

 Na Execução

O estudo dos riscos envolvidos nas actividades correspondentes à fase de execução, culminou
com a identificação das fontes de geração dos riscos e avaliação do grau de perigosidade, que
culminou com a produção da tabela Nº4 – (Fontes de geração de riscos e o seu grau de
perigosidade na execução)

N/o Tipo de Tipo de risco Fontes de geração Grau de


actividade dos riscos perigosidade
Perigoso Não
Perigoso
01 Recepção de Comunicação/Doc. Carga pesada, X
matérias-primas armazenamento
inadequado e pisos
irregulares
02 Transporte e RPA Movimentação de X
movimentação de cargas, colisões e
materiais e espaço limitado
equipamentos
03 Usinagem e corte RPA Contacto com X
de materiais lâminas, partes em
movimento e
projecção de
fragmentos
04 Soldadura e RPA Faíscas, calor, X
brasagem respingos e
fumaça/gases
tóxicos
05 Acabamentos e RPA Cortes, impactos X
ajustes finais leves e fadiga
muscular
06 Montagem e RPA Manipulação de X
instalação de peças pesadas e
estruturas risco de
esmagamento

12
07 Manutenção de RPA Contacto com peças X
ferramentas e em movimento,
equipamentos cortes e falha de
ferramentas
Tabela 4: Fontes de geração de riscos e o seu grau de perigosidade na execução

7.1.3. Elaborar um plano de manutenção adequado ao tipo de equipamento

Na TRI-M, a manutenção das máquinas e equipamentos deve ser organizada de forma a


garantir segurança, desempenho e durabilidade, combinando diferentes estratégias conforme o
tipo de equipamento e a criticidade de cada operação.

Tornos e fresadoras são máquinas de precisão utilizadas constantemente na oficina, sendo


recomendável aplicar manutenção preventiva e preditiva. A manutenção preventiva inclui
lubrificação periódica, limpeza, ajuste de fusos e guias, e verificação de ferramentas de corte,
enquanto a manutenção preditiva envolve monitoramento de vibração, temperatura e ruído para
identificar desgastes antes de ocorrerem falhas graves.

Serras eléctricas e manuais devem ser submetidas a manutenção preventiva e correctiva, com
inspecção periódica de lâminas, sistemas de corte e protecções. Trocas de lâminas ou ajustes
de tensão devem ser realizadas conforme o uso e a observação de sinais de desgaste, evitando
acidentes e garantindo cortes precisos.

Equipamentos de soldaduras eléctricas e a gás, por lidarem com altas temperaturas e gases,
requerem manutenção preventiva e TPM (Total Productive Maintenance). A manutenção
preventiva inclui verificação de cabos, conexões, regulagem de voltagem e limpeza de bicos
de solda. A aplicação do TPM incentiva os operadores a realizar inspecções diárias e pequenas
intervenções antes da operação, promovendo maior segurança e responsabilização pelo
equipamento.

Carrinhos de transporte, empilhadeiras e guindastes devem ser mantidos principalmente por


manutenção preventiva e baseada na fiabilidade. Isso inclui inspecção de rodas, sistemas
hidráulicos, freios e controles, substituição de peças críticas antes de falharem e monitoramento
do histórico de falhas para programar intervenções. A manutenção baseada na fiabilidade ajuda
a prevenir paragens inesperadas, garantindo o fluxo de materiais no estaleiro.

13
Ferramentas manuais e eléctricas menores, como parafusadoras, alicates e martelos, recebem
manutenção correctiva e preventiva simples, consistindo em limpeza, lubrificação e
substituição de peças danificadas, assegurando que estejam sempre prontas para uso e evitando
acidentes por falha mecânica.

Gabaritos, paliteiras e equipamentos auxiliares requerem manutenção preventiva, com


inspecção visual, lubrificação e ajustes periódicos, garantindo que os auxiliares de produção
funcionem de forma segura e eficaz.

Em todos os equipamentos, é fundamental manter registos detalhados de cada intervenção, com


datas, tarefas realizadas, responsáveis e observações sobre desgaste ou falhas, permitindo a
revisão contínua do plano de manutenção e a adaptação das estratégias conforme o histórico
de utilização e criticidade de cada máquina.

14
7.1.4. Elaborar um plano de gestão de riscos adequados ao processo produtivo

 Lista de actividades perigosas da TRI-M

A seguir apresenta-se a tabela que lista as actividades perigosas identificadas na TRI M,


organizadas com base nos pontos analisados anteriormente no trabalho, que culminaram com
a produção da tabela Nº5 – (Actividades Perigosas da TRI-M)

N/o Tipo de actividade Tipo de risco


01 Selecção e organização da equipa de trabalho Social e Organizacional
02 Usinagem e corte de materiais RPA
03 Soldadura e brasagem RPA
04 Acabamentos e ajustes finais RPA
05 Montagem e instalação de estruturas RPA
06 Manutenção de ferramentas e equipamentos RPA
Tabela 5. Actividades Perigosas da TRI-M

7.4.1. Plano de Gestão dos Riscos Envolvidos nas Actividades Perigosas da TRI-M

 Selecção e organização da equipa de trabalho

Durante a selecção e organização da equipa, os trabalhadores e supervisores estão expostos a


riscos mentais e sociais, como stress devido à carga de trabalho, conflitos interpessoais e
comunicação deficiente. O plano de gestão de riscos envolve:

 Distribuir tarefas de forma equilibrada, definir responsabilidades claras


 Realizar reuniões de alinhamento e capacitação em trabalho em equipa, além de criar
canais de comunicação eficazes para resolução de conflitos;
 Implementação de pausas e acompanhamento psicológico podem ser implementados
quando necessário.
 Usinagem e corte de materiais

As operações de corte e usinagem apresentam risco físico elevado devido ao contacto com
lâminas, partes móveis e projecção de fragmentos. O plano de gestão de riscos inclui:

15
 A instalação de protecções nas máquinas, manutenção preventiva regular, e o
fornecimento de EPIs adequados, como óculos de protecção, protectores auditivos e
luvas;
 Os operadores devem ser treinados para operar as máquinas de forma segura e seguir
procedimentos padronizados, garantindo inspecções diárias antes do início das
actividades.
 Soldadura e brasagem

As actividades de soldadura combinam riscos físicos e químicos, com exposição a faíscas,


calor, respingos de metal fundido e fumaças ou gases tóxicos. O plano recomenda:

 Delimitar áreas de soldadura, instalar barreiras de protecção, garantir ventilação


adequada e fornecer EPIs completos, incluindo máscaras, luvas, aventais e óculos de
protecção.
 Treinamento sobre técnicas seguras de soldadura e manutenção preventiva das
máquinas contribuem para reduzir acidentes e exposição química.

 Acabamentos e ajustes finais

Durante lixamento, polimento, pintura e ajustes mecânicos, os trabalhadores estão sujeitos a


cortes, impactos leves e fadiga muscular. Para prevenir o risco de acidentes deve-se:

 Organizar o espaço de trabalho, manter ferramentas em bom estado, fornecer EPIs


como luvas, óculos e máscaras, e orientar os trabalhadores sobre técnicas correctas de
acabamento.
 Pausas periódicas ajudam a reduzir fadiga e aumentar a atenção.

 Montagem e instalação de estruturas

A manipulação de peças pesadas e a instalação de componentes estruturais expõem os


trabalhadores a riscos físicos como esmagamento e quedas. O plano de gestão de riscos
envolve:

16
 Planeamento detalhado da sequência de montagem;
 Utilização de equipamentos auxiliares para levantamento de cargas;
 Organização do espaço de trabalho;
 Supervisão constante;
 Uso obrigatório de EPIs, incluindo capacete, luvas, calçado de segurança e cintos de
protecção quando houver trabalho em altura.

 Manutenção de ferramentas e equipamentos

Durante a manutenção, há risco físico de contacto com peças em movimento, cortes e falha de
ferramentas. Para minimizar esses riscos, deve-se

 Desligar máquinas antes de qualquer intervenção;


 Utilizar ferramentas adequadas;
 Treinar os operadores e técnicos em procedimentos de segurança, e exigir o uso de
EPIs;
 Efectuar manutenção preventiva regular, acompanhada de registros detalhados de cada
intervenção.

8. RESULTADOS ESPERADOS DO ESTUDO DE HIGIENE E SEGURANÇA

Com a implementação do plano de gestão de riscos delineado para as actividades das oficinas
da TRI-M, espera-se uma redução significativa nos níveis de perigosidade e exposição dos
trabalhadores, assim como melhorias nas condições de higiene e segurança no a mbiente
laboral.

 Situação actual

Após a análise das condições observadas nas diferentes áreas de trabalho da empresa,
procedeu-se à avaliação das práticas actuais de Higiene e Segurança no Trabalho, o que
culminou com a produção da tabela Nº6 – (situação actual)

17
N/o Aspectos Situação de HST Descrição
Existe Não
existe
01 Selecção e organização de E. Boa A empresa realiza selecção de
equipa de trabalho pessoal com base em competências
técnicas e experiência. Há divisão
clara de funções e supervisão
directa durante as operações, o que
contribui para a segurança e
eficiência no trabalho.
02 Usinagem e corte de E. Má Os equipamentos de corte e
materiais usinagem possuem protecções,
porém, observa-se falta de uso
consistente de EPI’s (óculos, luvas
e protectores auriculares). O ruído e
as partículas metálicas representam
riscos ainda pouco controlados.
03 Soldadura e brasagem E. A zona de soldadura é isolada, com
Suficiente ventilação adequada e sinalização
de risco. Os operadores utilizam
máscaras de solda e luvas.
04 Acabamentos e ajustes finais E. O sector de acabamentos segue
Suficiente procedimentos adequados, com uso
de lixadeiras e ferramentas
manuais. O ambiente é limpo e o
uso de EPI’s é quase total, mas falta
um sistema eficaz de extracção de
poeiras metálicas.
05 Montagem e instalação de E. Boa O trabalho é feito com o auxílio de
estruturas ferramentas manuais e eléctricas
em ambiente controlado. A
empresa exige o uso de capacete,
luvas e botas de segurança. Há

18
supervisão e cumprimento das
normas básicas de segurança.
06 Manutenção de ferramentas Não Não há um plano formal de
e equipamentos existe manutenção preventiva. As
reparações são feitas apenas quando
ocorre avaria, o que pode
comprometer a segurança e
durabilidade dos equipamentos.
Tabela 6:situação actual

 Situação esperada

De modo geral, constatou-se que as condições actuais de Higiene e Segurança no Trabalho na


TRI-M são satisfatórias, mostrando que a empresa já possui práticas consolidadas de
prevenção de riscos. No entanto, com a implementação do plano de gestão de riscos, deve-se
reforçar e aperfeiçoar essas medidas, assegurando a melhoria contínua das condições de
trabalho e a segurança dos colaboradores, o que culminou com a produção da Tabela Nº7 -
(situação esperada).

N/o Aspecto Descrição da Situação Esperada


01 Selecção e Deve-se manter uma equipa bem estruturada, com funções
organização da claramente definidas e colaboradores capacitados, reforçando
equipa de trabalho a formação em segurança e a comunicação eficaz entre os
sectores.
02 Usinagem e corte de Deve-se garantir o uso constante de EPI’s, a instalação de
materiais protecções adequadas nas máquinas e a manutenção regular
dos equipamentos, promovendo um ambiente de trabalho
seguro e controlado.
03 Soldadura e Deve-se assegurar a correcta manutenção dos cabos e botijas,
brasagem a ventilação adequada e o cumprimento das normas de
segurança, garantindo condições seguras para todos os
operadores.
04 Acabamentos e Deve-se reforçar a limpeza e a organização do espaço,
ajustes finais implementar sistemas de extracção de poeiras e assegurar o

19
uso contínuo de EPI’s, proporcionando um ambiente de
trabalho mais higiénico e seguro.
05 Montagem e Deve-se manter a supervisão constante das actividades,
instalação de garantir o uso correcto de EPI’s e verificar periodicamente as
estruturas ferramentas, assegurando a continuidade das boas práticas de
segurança.
06 Manutenção de Deve-se implementar um plano formal de manutenção
ferramentas e preventiva e correctiva, com registos actualizados e
equipamentos verificações periódicas, garantindo a fiabilidade dos
equipamentos e a segurança dos trabalhadores.
Tabela 7: Situação esperada

9. ANALISE DOS RESULTADOS DO ESTUDO DE HIGIENE SEGURANÇA


Com base nas tabelas do ponto 8, que apresentam a situação actual e a situação esperada nas
oficinas da empresa TRI-M, é possível observar melhorias significativas nas condições de
Higiene e Segurança no Trabalho (HST) após a implementação das medidas propostas no plano
de gestão de riscos. As mudanças verificam-se em diferentes sectores da empresa, reflectindo
avanços tanto na organização como na prevenção e controlo dos riscos ocupacionais.

 Selecção e Organização da Equipa de Trabalho

A empresa já realiza a selecção de pessoal com base em competências e experiência, possuindo


divisão clara de funções e supervisão directa, o que contribui para um bom nível de segurança
e eficiência. Com a implementação das novas medidas, espera-se o reforço da formação em
segurança, melhor comunicação entre os sectores e fortalecimento da coesão da equipa. A
definição clara de responsabilidades e a capacitação contínua promoverão melhor integração e
menor ocorrência de falhas organizacionais. A principal mudança é a evolução de uma
estrutura organizacional funcional para uma estrutura preventiva e participativa, onde a
segurança e o trabalho em equipa tornam-se pilares fundamentais da gestão de pessoal.

20
 Usinagem e Corte de Materiais

Os equipamentos possuem protecções, mas há uso inconsistente de EPIs, ruído elevado e


exposição a partículas metálicas, sendo o controle e a limpeza ainda insuficientes. Prevê-se o
uso constante e obrigatório dos EPIs, instalação de protecções adicionais nas máquinas,
manutenção preventiva regular e melhor controle de ruído e poeiras. A mudança é significativa,
o sector passa de um ambiente com riscos elevados e medidas correctivas pontuais para um
ambiente controlado, seguro e bem supervisionado, reduzindo o risco de acidentes e doenças
ocupacionais.

 Soldadura e Brasagem

A zona de soldadura é isolada e ventilada, com uso de máscaras e luvas, mas há deficiências
na manutenção dos cabos e botijas e falhas ocasionais na ventilação. Com a aplicação das novas
medidas, será garantida manutenção regular dos equipamentos, ventilação adequada e
contínua, e cumprimento rigoroso das normas de segurança e operação. O processo passa de
um sistema parcialmente seguro para um ambiente de soldadura mais controlado, com menor
exposição a fumos e gases tóxicos, resultando em melhor saúde ocupacional e menos riscos de
incêndio ou queimaduras.

 Acabamentos e Ajustes Finais

O ambiente é limpo e o uso de EPIs é quase total, mas não há sistema eficaz de extracção de
poeiras metálicas e o controlo da fadiga ainda é limitado. Com a implementação das medidas,
prevê-se a instalação de sistemas de extracção de poeiras, reforço da limpeza e organização do
espaço e uso constante dos EPIs. O sector de acabamentos evolui de um ambiente apenas
adequado para um espaço higiénico e seguro, com melhores condições ergonómicas e menor
exposição a partículas e poeiras, elevando o conforto e a produtividade dos trabalhadores.

 Montagem e Instalação de Estruturas

O trabalho é realizado com supervisão, uso de capacete, luvas e botas de segurança em


ambiente controlado, contudo, a verificação das ferramentas nem sempre é sistemática. As

21
medidas implementadas reforçarão a supervisão constante, o uso correcto dos EPIs e a
verificação periódica de ferramentas e equipamentos. O sector passa de um nível bom de
segurança para um nível de excelência, consolidando práticas preventivas que reduzem
acidentes por esmagamento, quedas e falhas mecânicas.

 Manutenção de Ferramentas e Equipamentos

Não existe plano formal de manutenção preventiva; as reparações são feitas apenas em caso de
avaria, o que compromete a segurança e a durabilidade dos equipamentos. Será implementado
um plano formal de manutenção preventiva e correctiva, com registos actualizados, inspecções
periódicas e monitorização da fiabilidade das máquinas. Há uma transição clara de um sistema
reactivo para um modelo preventivo e organizado, garantindo maior segurança operacional,
redução de falhas e aumento da vida útil dos equipamentos.

[Link]ÃO DOS RESULTADOS

 Análise dos Riscos: Os riscos identificados nas diferentes etapas do processo produtivo
variam conforme a natureza das actividades realizadas. Na fase de selecção e organização
da equipa de trabalho, destaca-se o risco social e organizacional, resultante de possíveis
falhas na comunicação, má distribuição de tarefas e conflitos interpessoais, que podem
afectar o desempenho e a harmonia do grupo. Já nas etapas de usinagem e corte de
materiais, soldadura e brasagem, acabamentos e ajustes finais, montagem e instalação de
estruturas e manutenção de ferramentas e equipamentos, predominam os riscos de patologia
de acidentes (RPA). Durante a usinagem e o corte, há perigo de cortes, projecção de
partículas e exposição ao ruído; na soldadura, o risco está relacionado às altas temperaturas,
radiações e fumos metálicos; nos acabamentos e ajustes, os trabalhadores podem sofrer
com inalação de poeiras e esforços repetitivos; na montagem e instalação, há possibilidade
de quedas, esmagamentos e sobrecarga física; e na manutenção, os riscos incluem choques
eléctricos, cortes e aprisionamento em partes móveis. Cada uma dessas actividades requer
medidas preventivas adequadas e uso rigoroso de Equipamentos de Protecção Individual

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para garantir a segurança e o bem-estar dos trabalhadores. Veja tabela Nº5 -(Actividades
perigosas da TRI-M)

 N/o Tipo de actividade Tipo de risco


01 Selecção e organização da equipa de trabalho Social e Organizacional
02 Usinagem e corte de materiais RPA
03 Soldadura e brasagem RPA
04 Acabamentos e ajustes finais RPA
05 Montagem e instalação de estruturas RPA
06 Manutenção de ferramentas e equipamentos RPA
Tabela Nº5. Actividades Perigosas da TRI-M

 Análise da Situação Actual: De acordo com a tabela Nº6 – (Situação actual), verifica-se
que as condições de Higiene e Segurança no Trabalho (HST) da empresa são satisfatórias,
apresentando pontos positivos e outros que exigem melhorias.

 Pontos Fortes e Fracos

Pontos Fortes

 Consciência geral dos trabalhadores sobre a importância do uso dos Equipamentos de


Protecção Individual (EPIs);
 Existência de sinalização adequada nas áreas de risco;
 Implementação parcial de um plano de formação em segurança;
 Estrutura organizacional da TRI-M demonstra empenho em manter padrões básicos
de segurança;
 Presença de práticas que contribuem positivamente para a prevenção de acidentes.

Pontos Fracos

 Ausência de um sistema integrado de gestão de riscos;


 Falta de fiscalização constante no uso de EPIs;
 Disposição inadequada de resíduos;

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 Armazenamento irregular de materiais;
 Ausência de manutenção preventiva regular em algumas máquinas, o que
compromete a segurança operacional.

11. METODOLOGIA USADA NA EXECUÇÃO DO TRABALHO

A execução deste trabalho seguiu uma abordagem metodológica baseada predominantemente


em fontes secundárias de informação e análise documental, uma vez que não foi possível
realizar uma visita de campo ou recolha de dados primários directamente nas oficinas da TRI-
M.

A metodologia foi estruturada para garantir uma análise rigorosa, crítica e contextualizada,
utilizando os seguintes métodos de recolha e análise de dados:

 Consulta bibliográfica;
 Interacção entre colegas em relação ao processo produtivo da TRI-M;
 Consultas a docentes.

12. PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES

Com base na análise dos riscos observados nas oficinas da TRI-M e na comparação com as
boas práticas adoptadas em indústrias metalomecânicas de referência, foram delineadas acções
preventivas, correctivas e medidas de melhoria contínua destinadas ao reforço do sistema de
Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST) da empresa.

Ações Preventivas na situação actual

As acções preventivas visam reduzir os riscos de ocorrência de acidentes, através de medidas


estruturadas de médio e longo prazo, tais como:

 Criar rotinas de inspecções preventivas de segurança em todos os sectores, com registo


das ocorrências e monitorização mensal das acções correctivas.
 Desenvolver e aplicar um programa de manutenção preventiva baseado no risco e
calendarizado, abrangendo todas as máquinas-ferramentas e equipamentos das oficinas.
 Estabelecer um plano de formação contínua e obrigatória para todos os colaboradores,
abordando riscos específicos de usinagem, corte, soldadura e montagem, bem como
boas práticas no uso de EPI e EPC.
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Ações Correctivas na situação actual

As acções correctivas são voltadas à resolução imediata de situações de risco identificadas


durante a análise, e incluem:

 Promover uma campanha de fiscalização e sensibilização sobre o uso correcto e


obrigatório de Equipamentos de Protecção Individual.
 Actualizar e padronizar todos os procedimentos de HSST aplicáveis às equipas de
manutenção, produção e às empresas subcontratadas.
 Exigir a aprovação prévia dos planos de segurança antes do início de qualquer
actividade nas oficinas, especialmente para trabalhos com risco elevado.

Medidas Sugeridas na situação actual

As medidas sugeridas centram-se na melhoria contínua do desempenho em segurança e saúde


ocupacional, com destaque para:

 Criar pontos fixos para a entrega e controlo de EPI, com registos de distribuição e
rastreabilidade.
 Actualizar toda a sinalização de segurança e emergência nas áreas produtivas,
utilizando símbolos universais e linguagem simples e objectiva.
 Implementar um canal interno, para a comunicação de condições inseguras e com alto
risco de acidentes.
 Valorizar e responder de forma proactiva às notificações de risco reportadas pelos
colaboradores.

RECOMENDAÇÕES

Com base na análise realizada, propõem-se acções preventivas, correctivas e de melhoria


contínua para o suporte dos procedimentos de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST)
na TRI-M.

As medidas preventivas incluem a criação de rotinas de inspecções periódicas, a


implementação de um programa de manutenção preventiva e um plano de formação contínua
para todos os colaboradores sobre riscos específicos e uso adequado de EPI e EPC. As acções
correctivas visam eliminar riscos imediatos, promovendo campanhas de sensibilização sobre

25
segurança, actualização de procedimentos e exigência de planos de segurança antes de iniciar
actividades de maior risco.

Recomenda-se ainda a criação de pontos fixos para controlo de EPI, actualização da


sinalização de segurança, implementação de um canal interno de comunicação de riscos e
valorização das notificações dos trabalhadores. Sugere-se a adopção de uma política interna
alinhada à norma ISO 45001 e a criação de um Comité de Higiene e Segurança, responsável
por acompanhar e avaliar as práticas implementadas.

Por fim, recomenda-se o investimento em equipamentos modernos, melhoria da


ventilação, iluminação e armazenamento, bem como a adopção de auditorias internas
periódicas para avaliar a eficácia das medidas. Com estas acções, a TRI-M consolidará um
ambiente laboral mais seguro, produtivo e sustentável, promovendo uma cultura organizacional
baseada na prevenção e no bem-estar colectivo.

26
13. CONCLUSÃO

Do trabalho feito por nós concluímos que:

Quanto ao objectivo de identificar os principais riscos, conclui-se que as oficinas da


TRI-M apresentam riscos físicos e organizacionais, principalmente relacionados ao ruído,
calor, poeiras metálicas, cortes e má organização, exigindo maior rigor nas medidas de
prevenção e controlo.
Quanto ao objectivo de determinar as principais fontes geradoras de risco, verificou-se
que a falta de protecções nas máquinas, a ausência de manutenção regular, a ventilação
deficiente e o uso inadequado de EPI são as principais causas de acidentes, agravadas pela
acumulação de resíduos e desorganização dos postos de trabalho.
Quanto ao objectivo de elaborar um plano de manutenção dos equipamentos, foi
desenvolvido um modelo preventivo e correctivo que inclui inspecções periódicas e registos
de avarias, contribuindo para aumentar a durabilidade das máquinas e reduzir falhas mecânicas
que possam gerar acidentes.
Quanto ao objectivo de desenvolver um plano de gestão de riscos, propôs-se um
conjunto de medidas preventivas e correctivas, com foco na formação contínua, melhoria da
sinalização, controlo do uso de EPI e criação de um canal interno de comunicação, o que
permitirá reduzir significativamente os riscos ocupacionais e melhorar as condições gerais de
segurança e saúde no trabalho.

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14. ANEXOS

 Lei n.º 23/2007, de 1 de Agosto (Lei do Trabalho)

Estabelece o regime jurídico das relações laborais em Moçambique, definindo os direitos e


deveres de empregadores e trabalhadores. Esta lei garante condições seguras e saudáveis no
trabalho, impondo ao empregador a responsabilidade de prevenir acidentes e doenças
profissionais. Determina ainda que o trabalhador tem direito à informação e formação sobre
segurança e saúde, à assistência médica em caso de acidente e à protecção através de inspecções
laborais regulares.

 Decreto n.º 62/2013, de 4 de Dezembro

Regula o regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, definindo o


conceito de acidente laboral, as doenças relacionadas com a profissão e as formas de reparação
e indemnização. Obriga as entidades patronais a contratar seguros de acidentes de trabalho e
estabelece o direito do trabalhador à assistência médica, reabilitação e compensação financeira.
Este decreto também fixa as normas para a participação e investigação dos acidentes, bem
como as responsabilidades do empregador e das seguradoras.

 Decreto n.º 61/2006, de 26 de Dezembro

Aprova o Regulamento de Segurança e Saúde no Trabalho em Estaleiros, aplicável


principalmente ao sector da construção civil. Este diploma obriga à elaboração de um Plano de
Segurança e Saúde antes do início das obras, à sinalização adequada, à utilização de
equipamentos de protecção individual e à presença de técnicos de segurança. Define ainda
medidas para prevenir quedas, desabamentos e outros riscos específicos dos estaleiros,
impondo inspecções periódicas e a comunicação obrigatória de acidentes.

 Lei n.º 5/89, de 18 de Setembro

Trata da Prevenção de Riscos Industriais, estabelecendo princípios e medidas para proteger os


trabalhadores e o meio ambiente contra riscos decorrentes das actividades industriais.
Determina que todas as empresas devem adoptar medidas preventivas, efectuar avaliações
periódicas dos riscos e implementar planos de emergência e evacuação. A lei define também

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as responsabilidades das entidades patronais e do Estado no controlo e fiscalização das
condições de segurança.

 Decreto-Lei n.º 48/1973, de 15 de Fevereiro

Contém o Regulamento Geral de Higiene e Segurança no Trabalho nas Indústrias, sendo um


dos diplomas mais antigos mas ainda aplicado subsidiariamente. Define normas básicas sobre
iluminação, ventilação, ruído, limpeza, utilização de máquinas e manutenção preventiva. Prevê
ainda a necessidade de primeiros socorros, instalações sanitárias adequadas e sinalização de
segurança, além de impor a obrigação de inspecções e penalizações pelo incumprimento das
normas.

 Decreto n.º 11/99, de 25 de Maio

Estabelece as Normas de Prevenção de Riscos Industriais, complementando a Lei n.º 5/89. Este
regulamento define medidas técnicas e organizacionais para prevenir acidentes em indústrias
que utilizam substâncias perigosas, impondo a criação de planos de segurança, sistemas de
detecção e combate a incêndios, e a formação obrigatória dos trabalhadores. Também
determina que qualquer nova instalação industrial deve ser precedida por uma avaliação de
riscos e por medidas de prevenção adequadas.

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Figura 1: Decreto n.º 62/2013, de 4 de Dezembro

30
Figura 2: Decreto n.º 61/2006, de 26 de Dezembro

31
Figura 3:Lei n.º 5/89, de 18 de Setembro

32
Figura 4:Decreto-Lei n.º 48/1973, de 15 de Fevereiro

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