0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações4 páginas

Rinite e Rinossinusite

O documento aborda a rinite alérgica e rinossinusite, detalhando suas causas, sintomas, classificação e diagnóstico. A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal mediada por IgE, enquanto a rinossinusite envolve a inflamação da mucosa nasal e seios paranasais, frequentemente resultante de infecções virais ou bacterianas. O tratamento inclui medidas preventivas, medicamentos como anti-histamínicos e corticoides, e, em casos bacterianos, antibióticos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações4 páginas

Rinite e Rinossinusite

O documento aborda a rinite alérgica e rinossinusite, detalhando suas causas, sintomas, classificação e diagnóstico. A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal mediada por IgE, enquanto a rinossinusite envolve a inflamação da mucosa nasal e seios paranasais, frequentemente resultante de infecções virais ou bacterianas. O tratamento inclui medidas preventivas, medicamentos como anti-histamínicos e corticoides, e, em casos bacterianos, antibióticos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

RINITE E RINOSSINUSITE

Criada em @20 de novembro de 2025 18:11

Matéria MFC

RINITE ALERGICA
inflamação da mucosa da cavidade nasal decorrente da exposição a alérgenos,
sendo mediada pela imunoglobulina E (IgE)
ocorre reação de hipersensibilidade tipo 1 (reexposição a alérgenos), toda vez
que ocorrer exposição ao antígeno, o mastócito liberará histamina, protease e
triptase
a resposta alérgica nasal apresenta 2 fases:

imediata → atinge o pico 15-30 min após a exposição ao alérgeno e


corresponde a degranulação dos mastócitos e liberação de histamina

tardia → atinge o pico 6-12h após a exposição e corresponde a infiltração


dos tecidos nasais por basófilos, eosinófilos e outras cel. inflamatórias

fatores desencadeantes:

ácaros, baratas e fungos

pelos de gato e cavalo

pólens

fatores associados:

agentes ocupacionais, poluentes externos, produtos de combustão veicular


e industrial

fumaça de cigarro

substâncias químicas, perfumes, cloro e cosméticos

mudanças climáticas e ar condicionado

classificação segundo a gravidade - escala visual analógica:

sintomas leves/controlados: 0-2cm na EVA

moderados/parcialmente controlados: >2 e <5 cm

RINITE E RINOSSINUSITE 1
intensos/não controlados: >5cm

classificação segundo a frequência:

persistente: ocorre >4 dias/semana por pelo menos 4 semanas


consecutivas

intermitente: ocorre <4 dias/semana e por período <4 semanas


consecutivas

classificação segundo o fenótipo:

sistêmica: produção local e sérica de igE específica para determinados


alérgenos no indivíduo sensibilizado

local: somente produção local de ige

dual: reação alergica local para alguns alérgenos e sensibilidade sistêmica


para outros

mista: associação de RA cm rinites não alérgicas. principais gatilhos


inespecíficos: mudança de temperatura, fumaça de cigarro, perfumes e
produtos de limpeza

clínica: congestão e obstrução nasal, crises paroxísticas de espirros, prurido


nasal, rinorreia anterior e posterior (gotejamento pós-nasal), hiperemia
conjuntival, prurido ocular, lacrimejamento (rinoconjuntivite)

avaliar gatilhos, identificar comorbidades frequentes: asma, conjuntivite,


dermatite atópica

EF: prega nasal horizontal → causada pela saudação do alérgico, dupla linha
infrapalpebral de dennie-morgan, hiperemia e edema conjuntival, olheiras,
lacrimejamento e alterações músculo-esqueléticas decorrentes de respiração
bucal. durante a rinoscopia anterior, é possível verificar a palidez da mucosa
nasal (quadros crônicos) ou até mesmo hiperemia dessa mucosa (quadros
agudos), hipertrofia de cornetos inferiores e rinorreia clara e fluida

dx: clínico. exames complementares:

teste de contato alérgico (testes cutâneos de hipersensibilidade imediata -


skin prick test): realizado por uma puntura na pele em contato com porções
de antígenos. o médico deve avaliar os principais alérgenos a serem
testados com base na história de exposição do paciente; pode ser falso
negativo em pacientes que usaram anti-histamínicos, <5 anos de idade.

RINITE E RINOSSINUSITE 2
tc de seios paranasais → na suspeita de rinossinusite crônica,
complicações locais ou outras sinusopatias

endoscopia nasal → indicação de rotina, permite avaliação detalhada da


cavidade nasal e pode evidenciar alterações como pólipos nasais,
hipertrofia adenoideana

na aps → nas unidades em que a luz frontal e o espéculo nasal não estão
disponíveis, o otoscópio com o maior otocone auxilia na
tto na aps:

orientar paciente a evitar possíveis fatores ambientais desencadeantes

tto medicamentoso: loratadina

estímulo a realizar atividades físicas e lavagem nasal com salina isotônica

RINOSSINUSITE
inflamação da mucosa da cavidade nasal e seios paranasais. entidades clínicas
relacionadas a rinossinusite: resfriado comum (rinossinusite aguda viral),
rinossinusite aguda pós-viral e rinossinusite aguda bacteriana

o processo inflamatório afeta o clearance mucociliar da mucosa nasal que,


associado normalmente à obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face
por edema na mucosa ou por causas anatômicas (desvio septal), produz
estase de secreção no interior dos seios da face e diminuição do ph e
oxigenação, criando ambiente propício para proliferação bacteriana
agentes etiológicos bacterianos: streptococcus pneumoniae, haemophilus
influenzae, moraxella catarrhalis

agentes virais: rinovírus, coronavírus


clínica - 2 ou + :

obstrução/congestão nasal ou rinorreia purulenta anterior/posterior

dor/pressão facial

perda ou redução do olfato

1 ou + achados endoscópicos, como: edema de mucosa; secreção


purulenta em meato médio ou recesso esfenoetmoidal

geralmente começa como resfriado comum que evolui para infecção


bacteriana; sugere por duração >10 dias ou piora dos sintomas a partir do 5º
dia

RINITE E RINOSSINUSITE 3
para se definir rinossinusite aguda bacteriana, são necessários pelo menos 3:
muco com coloração alterada, dor local intensa, febre >38º, PCR/VHS elevados
e dupla piora dos sintomas

marcadores de gravidade: alteração na acuidade visual, alteração na


mobilidade ocular, proptose ocular, edema e hiperemia periorbitários, sinais
meníngeos, sinais de sepse, confusão mental

ef: raramente se observa edema de região maxilar; a palpação do seio


acometido pode revelar dor que piora à inclinação da cabeça para a frente

dx: clínico

classificação:

aguda: sintomas <12 semanas (podendo haver intervalos livres de


sintomas)

crônicas: >12 semanas

aguda recorrente: 4 ou + episódios por ano, com resolução completa no


período intercrises

viral (resfriado comum) : duração de sintomas <10 dias

pós-viral: sintomas aumentam após 5 dias ou são persistentes por >10 dias
mas menos de 12 semanas

tto:

resfriado comum: anti-histaminicos e descongestionantes orais + analgesia


comum ou aines

rinossinusite aguda pós-viral: corticoides nasais e sistêmicos

bacteriana → atb e sintomáticos, corticoides nasais

amoxicilina por 7 dias.

se fez uso de atb recente ou esteve em local com alta prevalência de h.


influenzae resistente a penicilina → amoxicilina + clavulanato

lavagem nasal com sf 0,9%

RINITE E RINOSSINUSITE 4

Você também pode gostar