RINITE E RINOSSINUSITE
Criada em @20 de novembro de 2025 18:11
Matéria MFC
RINITE ALERGICA
inflamação da mucosa da cavidade nasal decorrente da exposição a alérgenos,
sendo mediada pela imunoglobulina E (IgE)
ocorre reação de hipersensibilidade tipo 1 (reexposição a alérgenos), toda vez
que ocorrer exposição ao antígeno, o mastócito liberará histamina, protease e
triptase
a resposta alérgica nasal apresenta 2 fases:
imediata → atinge o pico 15-30 min após a exposição ao alérgeno e
corresponde a degranulação dos mastócitos e liberação de histamina
tardia → atinge o pico 6-12h após a exposição e corresponde a infiltração
dos tecidos nasais por basófilos, eosinófilos e outras cel. inflamatórias
fatores desencadeantes:
ácaros, baratas e fungos
pelos de gato e cavalo
pólens
fatores associados:
agentes ocupacionais, poluentes externos, produtos de combustão veicular
e industrial
fumaça de cigarro
substâncias químicas, perfumes, cloro e cosméticos
mudanças climáticas e ar condicionado
classificação segundo a gravidade - escala visual analógica:
sintomas leves/controlados: 0-2cm na EVA
moderados/parcialmente controlados: >2 e <5 cm
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intensos/não controlados: >5cm
classificação segundo a frequência:
persistente: ocorre >4 dias/semana por pelo menos 4 semanas
consecutivas
intermitente: ocorre <4 dias/semana e por período <4 semanas
consecutivas
classificação segundo o fenótipo:
sistêmica: produção local e sérica de igE específica para determinados
alérgenos no indivíduo sensibilizado
local: somente produção local de ige
dual: reação alergica local para alguns alérgenos e sensibilidade sistêmica
para outros
mista: associação de RA cm rinites não alérgicas. principais gatilhos
inespecíficos: mudança de temperatura, fumaça de cigarro, perfumes e
produtos de limpeza
clínica: congestão e obstrução nasal, crises paroxísticas de espirros, prurido
nasal, rinorreia anterior e posterior (gotejamento pós-nasal), hiperemia
conjuntival, prurido ocular, lacrimejamento (rinoconjuntivite)
avaliar gatilhos, identificar comorbidades frequentes: asma, conjuntivite,
dermatite atópica
EF: prega nasal horizontal → causada pela saudação do alérgico, dupla linha
infrapalpebral de dennie-morgan, hiperemia e edema conjuntival, olheiras,
lacrimejamento e alterações músculo-esqueléticas decorrentes de respiração
bucal. durante a rinoscopia anterior, é possível verificar a palidez da mucosa
nasal (quadros crônicos) ou até mesmo hiperemia dessa mucosa (quadros
agudos), hipertrofia de cornetos inferiores e rinorreia clara e fluida
dx: clínico. exames complementares:
teste de contato alérgico (testes cutâneos de hipersensibilidade imediata -
skin prick test): realizado por uma puntura na pele em contato com porções
de antígenos. o médico deve avaliar os principais alérgenos a serem
testados com base na história de exposição do paciente; pode ser falso
negativo em pacientes que usaram anti-histamínicos, <5 anos de idade.
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tc de seios paranasais → na suspeita de rinossinusite crônica,
complicações locais ou outras sinusopatias
endoscopia nasal → indicação de rotina, permite avaliação detalhada da
cavidade nasal e pode evidenciar alterações como pólipos nasais,
hipertrofia adenoideana
na aps → nas unidades em que a luz frontal e o espéculo nasal não estão
disponíveis, o otoscópio com o maior otocone auxilia na
tto na aps:
orientar paciente a evitar possíveis fatores ambientais desencadeantes
tto medicamentoso: loratadina
estímulo a realizar atividades físicas e lavagem nasal com salina isotônica
RINOSSINUSITE
inflamação da mucosa da cavidade nasal e seios paranasais. entidades clínicas
relacionadas a rinossinusite: resfriado comum (rinossinusite aguda viral),
rinossinusite aguda pós-viral e rinossinusite aguda bacteriana
o processo inflamatório afeta o clearance mucociliar da mucosa nasal que,
associado normalmente à obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face
por edema na mucosa ou por causas anatômicas (desvio septal), produz
estase de secreção no interior dos seios da face e diminuição do ph e
oxigenação, criando ambiente propício para proliferação bacteriana
agentes etiológicos bacterianos: streptococcus pneumoniae, haemophilus
influenzae, moraxella catarrhalis
agentes virais: rinovírus, coronavírus
clínica - 2 ou + :
obstrução/congestão nasal ou rinorreia purulenta anterior/posterior
dor/pressão facial
perda ou redução do olfato
1 ou + achados endoscópicos, como: edema de mucosa; secreção
purulenta em meato médio ou recesso esfenoetmoidal
geralmente começa como resfriado comum que evolui para infecção
bacteriana; sugere por duração >10 dias ou piora dos sintomas a partir do 5º
dia
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para se definir rinossinusite aguda bacteriana, são necessários pelo menos 3:
muco com coloração alterada, dor local intensa, febre >38º, PCR/VHS elevados
e dupla piora dos sintomas
marcadores de gravidade: alteração na acuidade visual, alteração na
mobilidade ocular, proptose ocular, edema e hiperemia periorbitários, sinais
meníngeos, sinais de sepse, confusão mental
ef: raramente se observa edema de região maxilar; a palpação do seio
acometido pode revelar dor que piora à inclinação da cabeça para a frente
dx: clínico
classificação:
aguda: sintomas <12 semanas (podendo haver intervalos livres de
sintomas)
crônicas: >12 semanas
aguda recorrente: 4 ou + episódios por ano, com resolução completa no
período intercrises
viral (resfriado comum) : duração de sintomas <10 dias
pós-viral: sintomas aumentam após 5 dias ou são persistentes por >10 dias
mas menos de 12 semanas
tto:
resfriado comum: anti-histaminicos e descongestionantes orais + analgesia
comum ou aines
rinossinusite aguda pós-viral: corticoides nasais e sistêmicos
bacteriana → atb e sintomáticos, corticoides nasais
amoxicilina por 7 dias.
se fez uso de atb recente ou esteve em local com alta prevalência de h.
influenzae resistente a penicilina → amoxicilina + clavulanato
lavagem nasal com sf 0,9%
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