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Dms

Otto Hummels, um jovem prisioneiro, acorda em uma cela de uma instalação secreta da FaymerCorp após um desmaio misterioso. Ele experimenta uma série de eventos estranhos, incluindo a habilidade de se colar às paredes, enquanto tenta escapar de guardas e robôs em uma fortaleza isolada. Durante sua fuga, ele descobre segredos sobre a instalação e se depara com um diário que revela informações sobre experimentos e a necessidade de escapar antes que seja tarde demais.

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Otto Hummels, um jovem prisioneiro, acorda em uma cela de uma instalação secreta da FaymerCorp após um desmaio misterioso. Ele experimenta uma série de eventos estranhos, incluindo a habilidade de se colar às paredes, enquanto tenta escapar de guardas e robôs em uma fortaleza isolada. Durante sua fuga, ele descobre segredos sobre a instalação e se depara com um diário que revela informações sobre experimentos e a necessidade de escapar antes que seja tarde demais.

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RB11

Ontem eu sonhei que estava em Moscou, foi apenas um sonho, mas quando me dei conta
estava aqui nesse lugar, que coisa estranha, antes, meses antes eu estava em um campo de
testes em uma das ilhas secretas da FaymerCorp, eu me lembro que de uma hora pra outra
eles me desmaiaram e quando recobrei a consciência eu estava em um caminhão escoltado
por três blindados, estávamos atravessando um túnel, eu conseguia ver bem pouco a luz de
fora, depois que cheguei a minha cela foi conduzida por um robô cargueiro escoltado por três
homens mascarados que portavam fuzis, todos mascarados com um olhar sinistro e eles se
comunicavam em uma língua que lembrava o alemão, era alemão, eu entendia pouco ou
quase nada. Não consigo me lembrar de nada antes disso.

Chegando em uma espécie de subterrâneo eu consegui ouvir um homem com voz rouca talvez
fosse um velho dar instruções aos soldados, minha cela então foi posta sobre uma plataforma
que se revelou ser um elevador, na subida a minha cela foi acoplada a uma espécie de trilhos e
seguiu até uma zona aberta, não parecia ter nada ao redor, eu presumi que se tratava de uma
ilha;

"Otto Hummels, 16 anos, estado de enclausuração completa, dar início aos testes"

Ouvi essa frase antes da cela se abrir, era dia, um sol quente, talvez estivesse no hemisfério sul
pelo calor, eu me movimentei para fora da zona e notei vários pontos vermelhos apontados
para o meu coração, eram franco atiradores, eu estava em uma viela, sem saída, ouvi uma voz
saindo de um de um comunicador, senti uma forte dor de cabeça e nesse momento olhei pra
baixo e meus pés estavam... colados ao chão?

Depois disso não lembro de mais nada e quando acordei eu já estava nessa cela, esse lugar
parece uma prisão cinza, ela é guardada por homens mascarados que portam metralhadoras.
Talvez eu esteja na ilha da Faymercorp. Eu tentei me aproximar das grades mas sempre que eu
fazia isso uma espécie de alarme apitava e esses homens apareciam me ameaçando com suas
metralhadoras apontadas para mim, eles possuem voz robótica aguda e grave e falam alemão,
não lembro quem sou ou de onde eu vim, Otto Hummels, esse é meu nome?

Eu vivi assim por alguns meses ou pelo menos eu acho que era já que eu não tinha nenhuma
noção de quanto tempo se passava, até que certo dia eu ouvi alarmes tocando, eu ouvi
disparos e quando me dei conta as celas se abriram e a luz que iluminava a prisão e a minha
cela se apagou e a cela se abriu, todas as celas se abriram e eu consegui sair, me aproximei pra
ver o que era, não entendi nada e quando me dei conta vários como eu sairam das celas, ouvi
gritos e mais tiros e me recolhi para a cela, algo estava acontecendo, eu estava muito
assustado com tudo aquilo mas não resisti a curiosidade de olhar, era um homem gigante, de
mais ou menos quatro metros com uma musculatura monstruosa vestido como prisioneiro

ele estava atacando os guardas e os guardas estavam atirando nele, o restante dos prisioneiros
estavam fugindo enquanto os guardas tentavam abater o homem gigante, aproveitei a deixa e
tomei o caminho oposto, o lugar estava sem luz mas era possível ver que estava de dia, talvez
meio dia, corri entre alguns corredores quando dei de cara com dois guardas, eu sabia que
seria abatido, o susto foi tão grande que meus nervos saltaram... Era para eu estar morto mas
não, o que houve? Eu estava... Colado a parede? Eles passaram por mim e não me notaram, eu
estava como que colado a parede? Eu conseguia ouvir os sons das paredes, haviam mais três
vindo, me movi para o teto e percebi que havia uma saída ali, me expremi entre as dobras, eu
era como uma pintura na parede, não conseguia ver meu próprio corpo mas conseguia ouvir
as paredes.

Aparentemente estava tudo tranquilo mas não queria voltar a forma normal, fui deslizando até
uma das janelas que levavam a uma varanda pequena, Deslizei até ela, não senti nenhuma
aproximação mas ouvia sons de tiro e gritos, voltei a forma normal e finalmente olhei para fora
da varanda, tomei um susto ainda maior, eu não estava em uma prisão comum, aquilo era
uma fortaleza... Não, era uma torre, se eu fosse calcular diria que aquela torre tinha mais de
dois mil metros, era absurdamente alto, ao olhar ao redor eu só conseguia ver o mar, por onde
eu olhasse era mar, ao que parece a torre estava sobre uma ilha. Era uma das ilhas de Faymer?
O que tudo isso significa? Eu pensei nisso quando ouvi passos na sala, me escondi na parede.

Eu consegui ouvir, eram três pessoas, eram guardas pelo barulho das botas, algo do lado de
fora da sala explodiu ele e eles foram correndo ver e ouvi os corpos dos três caindo no chão.

Parte 2: Fuga

Correndo pelos corredores da instalação, passando pelos corredores que Otto nunca havia
passado ele acaba encontrando uma parede quebrada, na sala dessa parede haviam várias
cápsulas fechadas todas bem empoeiradas, entrando pela parede quebrada ele encontra uma
espécie de sala sem revestimento feita em cima de concreto, tudo muito sujo e insalubre,
caminhando pelo corredor ele encontra alguns desenhos, rabiscos e fórmulas, essas fórmulas
deviam significar alguma coisa, talvez tivesse sido escrita por um ser humano, tentando
entender os desenhos Otto ouve uma transmissão de voz ;
-código laranja! Código Laranja! De pressa! Eles estão libertos droga! Merda! Código 12 celar
todas as portas manualmente! Droga ele está vindo pra cá, fecha! Fecha!!! Nã..... - a
transmissão é cortada

Otto sabia que se fosse pego seria executado, é então que ele decide andar pelo corredor
olhando para os cantos em busca de alguma câmera que possa revelar a sua posição, ele tinha
a desconfiança de que a energia ainda estava funcionando, caminhando pelo corredor ele se
assusta ao encontrar um cadáver, uma ossada sentada em uma parede vestido com uma roupa
rasgada manchada de sangue, se tratava de um cientista, na mão do cadáver tinha um
revolver, Otto não quis mecher no cadáver, a sua direita havia um diario, se aproximando ela
retira com cuidado o diario e é quando ela ouve passos mecânicos e vozes robóticas;

-talvez esse diário tenha alguma pista

Otto então decide tentar escalar até o teto do corredor se colando a parede, através de
algumas arestas na parede, lá em cima ela consegue através de uma brecha ver o que o estava
seguindo, uma espécie de robô, de cor branca, andando em quatro pernas, com uma espécie
de cabeça mecânica que lembrava um computador, o robô para por um minuto e ao olhar
para cima ele dispara tiros de verdade, ferindo Otto no braço, o susto faz com que ele deslize
para o lado e caia em outro corredor nesse meio tempo Otto escuta vozes robóticas;

-alvo não neutralizado, inciar limpeza

Enquanto a mão de Otto sangrava ele tem a ideia de improvisar um curativo com a parte de
baixo de sua calça;

-é isso, acho que vou morrer antes de sair daqui

Quando Otto percebe, o diário que ele tinha encontrado do cadáver havia sido queimado no
tiroteio;

-maldição! maldição!

Folheando o diário ele percebe que duas páginas sobreviveram, ele arranca a página e
procurando um lugar seguro de baixo de uma caixa ele começa a ler, a caixa tinha apenas uma
brecha que permitia olhar ao redor, o texto das duas primeiras páginas era o que parece ser
um manual de instrução, com um mapa incompleto e alguns textos que pareciam estar em
outra língua, a segunda página tinha uma espécie de confissão escrita toda em inglês, o texto
começa com;

Faymer, Os protótipos RB09 e DK20 entraram em estado de combustão e tiveram que ser
abatidos, eu sinto muito por isso mas tivemos que sacrifica-los, Rummenigge e Boenisch
querem falar com você em Hannover, você precisa aparecer por lá, não tem como enviar essa
mensagem por email porque a CIA já grampeou todas as nossas contas, eu vou enviar isso
junto as cartas da empresa, não mande mensagem via texto, acho que eles já descobriram
sobre os DM's

O resto da confissão estava queimada, sem entender nada do que estava se passando,
olhando pelas janelas ele percebe que está anoitecendo, ele teria que ficar alguns dias sem
comer nem beber água, caminhando pelo corredor escuro ele encontra algumas notas na
parede, Otto caminhou até a porta, estava aberta e quando Ele entra o mesmo encontra o que
parece ser uma sala que levava ao esgoto da instalação, tudo bem tecnológco mas
abandonado, enferrujado, nesse lugar havia uma sala, a porta estava trancada mas com uma
janela que conectava a sala. Aria tem a ideia de quebrar a janela, a sala estava vazia, com
papéis por todos os lados, como se tivesse ocorrido um terremoto ali, ainda havia água nos
bebedouros, um cabide em uma estante segurava um jaleco e uma roupa que lembrava a de
um guarda ou segurança, vasculhando a roupa Otto encontra o que parece ser um cartão, uma
identidade. Otto percebeu que o local que estava provavelmente distante de qualquer
civilização, no cartão, Arnold Müller, da divisão de segurança da Securitatic, na estante e no
chão também haviam alguns livros, manuais de segurança, Como Otto não tinha tempo de
revisar nenhum ele apenas pegou o cartão e seguiu para a porta de saída, quando um medo
repentino trava seus passos, ele ouve de novo passos mecânicos, dessa vez mais forte e mais
perto, olhando pela brecha da porta ele descobre que a porta levaria ele de volta para os
corredores aonde estavam as celas;

-esse é o meu fim, não tem como passar por aqui, só tenho uma chance, ir pelo esgoto ou
arriscar a sorte e voltar

Otto pensou na possibilidade de tentar sair pelas laterais da torre mas era provavel que fosse
capturado o morto, sua única chance era fugir pelo esgoto, tomando a inciativa de ir ele leva a
roupa e o cartão do segurança, pelo esgoto ela encontra ratos, insetos e outro cadáver, dessa
vez apenas o crânio resistiu, ele ignora o mau cheiro e prossegue até encontrar uma parte do
esgoto quebrada, parcialmente destruído e que levava a uma zona radioativa, Otto tinha lido
em algum lugar que a radiação era fatal para os seres humanos, mas sem tempo para pensar
ele escuta passos, passos que faziam eco, eco de metal, eram os robôs procurando-o por todos
os cantos da instalação, Otto tem apenas o impulso de escalar o cano quebrado e subir em
cima despistando a mira dos robôs, em cima ele apenas viu as lanternas piscando e rondando
a zona, ficando muito perto da radiação Otto sabia que poderia morrer mas resistiu ali até que
os passos cessaram e ele voltou para a tubulação, caminhou e caminhou até encontrar um
túnel que levava a um compartimento, uma sala repleta de câmeras, apenas uma delas ainda
funcionava e era ligada justamente a uma sala repleta de cápsulas onde alguns robôs
passeavam fazendo rondas, quando Otto olhou para trás tomou um susto ao ver um cadáver
de um segurança da instalação, se assustou e acabou tombando pra trás e ativando o alarme
de segurança da sala, Os robôs recebem o sinal vindo dessa sala e redirecionam suas máquinas
para cercar a sala, Otto sabia que estava em perigo e tratou de correr dali entrando em vários
túneis usando os poderes que ele havia acabado de aprender, porém eis que os túneis não
davam a lugar nenhum, entrando em desespero ele se abaixa e começa a entrar em colapso,
pânico e desesperança rondava a sua cabeça, escondendo-se no túnel apenas esperando que
os robôs chegassem e o matassem, era quase que inevitável, porém ele não ouviu nenhum
passo, depois de um tempo presumiu que não haviam encontrado os túneis, caminhando pela
zona ele encontrou um túnel que levava a saída da instalação, porém estava revestido de
grades impenetráveis, ali Otto conseguiu ver o lado de fora, o sol se pondo, apenas uma grade
o separava de escapar do compartimento da prisão. Com pouca energia e sem muita
esperança Otto se deitou ali mesmo e dormiu a noite inteira;

-se me encontrarem pelo menos vou morrer dormindo

O dia amanhece, o Sol atinge o rosto de Otto, quando acordado ele consegue sentir o Sol
esquentando sua pele, ele olha ao redor, o mar infinito, distante, impenetrável e hostil com
alguma vegetação lá embaixo. Seu medo era morrer ali como os outros cadáveres, sem
encontrar a saída, estava claro que precisava comer, caminhando pelos túneis ele encontra a
saída em uma das tubulações quebradas que levava até uma sala, nessa sala Otto tomou
cuidado para não aparecer nas câmeras, para a sua sorte nenhuma delas funcionava, ele
estava em uma zona morta da instalação onde nada mais funcionava, o apagão afetou tudo,
Otto conseguia ouvir passos de soldados ao fundo, ele seguiu o caminho. Andando ele ouve
um barulho, era uma sentinela, uma arma que dispara quando o alarme de segurança é
acionado, ainda havia energia na torre, ao tentar espionar Otto quase foi morto, seria
impossível passar por ali, ele fez alguns testes de movimento, muito provavelmente o
sentinela reagia ao calor produzido pelo corpo, já perdendo um pouco o medo ele atravessou
o corredor da sala sem ser atingido usando seus poderes, indo para a próxima sala ela
encontra o que parece ser um depósito com uma porta fechada, nela havia uma entrada de
cartão, isso poderia chamar a atenção dos robôs, sua mão estava matando-o de dor, estava
faminto e a sensação de estar sendo seguido não lhe dava trégua de descansar em nenhum
momento, o complexo onde estava aparentava ser arcaico, uma região já abandonada pelo
computador, estava escuro, a poeira tomou de conta daquele lugar não tinha nada ali além de
computadores velhos dos quais nenhum funcionava e foi quando Aria encontrou um mapa da
instalação desenhado forma de plana na parede, de acordo com o mapa a instalação
terminava ali e apenas uma rota poderia leva-lo até a saída.

Observando melhor Aria descobriu que havia uma sala que levava a outro compartimento,
nessa sala uma porta de aço com uma enorme expessura encontrava-se ali derrubada no chão,
que conectava a outra sala, essa sala igual como a outra não tinha nada além de quatro
colunas metálicas já enferrujadas que erguiam um computador, em baixo um rádio antigo,
Otto recolhe o rádio e olhando de um lado ao outro ele tenta liga-lo, ele não escuta nada além
de um ruído inaudível, é quando ele escuta passos da outra sala, assustado ele desliga o rádio
e corre para se esconder atrás de uma parede quebrada, sua adrenalina estava muito alta, seu
coração palpitava e os passos se faziam mais barulhentos até o que parece ser outro dos robôs
se revela ser uma pessoa, sim, outro ser humano, era um espírito de uma criança jovem de
cabelos curtos, uma menina clara como ele, ela avança até Otto e diz;

-achei você!
Otto estava tão nervoso que não conseguiu ter nenhuma reação;

-quem é você e onde estamos? - perguntou Otto, ela então sorriu e em um piscar de olhos a
menina some de sua vista, Otto tenta olhar ao redor mas não encontra nada, ele estava
sozinha, de onde vinha aquela criança? A sua ideia de que estava sendo seguido e vigiado não
era mais uma ideia e sim uma certeza, ele seria pego em algum momento, era inevitável, o
Ráidio tocou e ele podia ouvir militares ordenando a evacuação completa do local.

Otto da sala e foi até uma das janelas, estava de dia ainda, provavelmente meio dia ou menos
e nesse momento ele viu um jato militar cruzando o espaço aéreo, caminhando pelas salas ele
descobriu outro cadáver, esse cadáver estava de jaleco e parecia ter sido atingido por algo, em
sua mão havia uma lanterna e uma arma de fogo e quando retirou a lanterna a mão do
cadáver agarrou o seu pescoço, Otto tentou revidar o ataque mas já estava perdendo suas
forças e os dedos do cadáver cravaram um buraco em seu pescoço, essa briga durou quase
dois minutos quando Otto começou a se afogar com o próprio sangue quando subitamente o
cadáver sumiu, Otto estava no chão com as mãos no pescoço e o cadáver no mesmo lugar. Ele
tinha passado por outra alucinação? Um indício de paranoia? Ele ouviu uma explosão, depois
outra e outra;

-você está vivo?

-quem é?! merda! - Otto acaba batendo a cabeça

-não, espere, sou eu

-quem?

-você é um DM?

-DM?

-você fugiu de lá, ainda não te pegaram?

-o que você é? - Otto olhou e era um robô preso a uma mesa

-escute, eu preciso sair daqui, pode trazer o meu corpo de volta?

-o que? Não eu tenho que sair daqui

-se me ajudar a pegar meu corpo eu posso te ajudar a fugir

-o que está dizendo e porque você está funcionando? A energia desse lugar está funcionando?

-estou ligado a bateria do meu sistema, tenho mais três horas antes de desligar

-o que é esse lugar? Por que estou aqui?

-você é um DM criado pelo Faymer, Faymer é o seu pai


-quem é Faymer? - outra explosão pode ser ouvida de fora

-ele é criador disso tudo, não atire! Vai fazer barulho, además eu sei que você provavelmente
está tentando fugir, eu posso te ajudar, vou fazer assim, que tal um acordo?

-acordo?

-eu te ajudo antes, te levo pra saída desse lugar, te conto tudo e você me liberta, eu não posso
te machucar, minhas engrenagens e sistemas me forçam a não machucar ninguém

-então por que está preso?

-você não sabe? Esse lugar foi pro buraco a muitos anos

-por que?

-antes prometa que vai me libertar

-não!

-por favor

Otto pensou e pensou;

O que eu teria a perder? Se ele for hostil? Se eu ajuda-lo e ele me matar na primeira
oportunidade? Que chance eu tenho?

-escute, eu vou te ajudar, mas antes eu quero que me explique tudo, sem negar nenhum
detalhe

-sério mesmo?

-sim, comece pelo início

-basicamente estamos em uma ilha, uma ilha distante de toda e qualquer civilização

-uma ilha?

-sim, são grandes pedaços de terra que flutuam no mar, estamos no que você pode chamar de
arquipélago, esse lugar foi criado para armazenar os futuros humanos que vão viver depois
que a terra seja destruída pelas armas nucleares

-destruída?

Antes de terminar a explicação os dois ouvem passos mecânicos;

-escute, esconda-se no compartimento a sua esquerda, ele tem uma porta, pode abri-la que
está aberta
-e você?

-vou me fingir de morto

Otto entra no compartimento, os passos ficam cada vez mais próximos, mais altos, eram os
robôs, um deles entra na sala, o android para de mover e finge estar estático, os robôs
ignoram o lugar e seguem para o próximo complexo sem inpencionar o compartimento;

-acho que já está seguro, pode vim

-certo

Ao sairem o Android tenta convencer Otto a conecta-lo ao seu corpo original;

-eu preciso que você me conecte ao meu corpo, ele está bem ali, próximo do armário

-está falando sério?

-é claro Rapaz, eu posso te ajudar, mas preciso conseguir me mover

-acho melhor não, você pode me ser útil imóvel, eu nem sei qual a sua intenção, nem ao
menos sei se você está do lado deles, até porque esses robôs me encontraram rápido

-é por conta da transmissão de rádio que eu fiz, eles devem ter detectado, você não pode
subestimar a inteligência deles

-você os conhece?

-é uma longa história

-pode começar pelo início

-antes me ajude a entrar no meu corpo

-você vai me matar não é? Na primeira oportunidade que tiver

-por que pensa assim?

-eu não sei, mas sinto que vou ser morto na primeira oportunidade que você tiver

-o que você tem a perder?

-talvez você esteja certo, contudo eu tenho seis tiros e uma arma de choque apontada para o
seu cpu central, qualquer coisa que você fizer eu vou retribuir com uma descarga

-você tem a minha palavra, não vou tentar te matar, agora me ajude

Otto recolhe o traje, ou melhor o corpo do Android, ele demonstra estar um tanto irritado;
-com um pouco mais de cuidado

Posicionando o traje/corpo do android o mesmo pediu;

-agora acione a alavanca a sua direita

-essa?

-sim

Girando a alavanca o tronco do android é conectado ao seu corpo robótico;

-muito obrigado, qual o seu nome?

-Otto... Otto Hummels

-Otto Hummels, muito obrigado Otto

As luzes então passam a piscar como se estivesse em estado de alarme de incêndio, o olhar do
android mudou e fitou com ódio Otto extendendo seu braço para agarra-lo e mata-lo ali
mesmo, seus olhos contiam um ódio extremo contra ele, Otto sacou o revolver e disparou
contra o androide na cabeça mas sem surtir nenhum efeito, disparou três tiros, um deles
atingiu um produto químico altamente inflamável explodindo parte do laboratório, o android
começa a pegar fogo, Otto aproveita essa distração para fugir, correndo pelos corredores ele
acaba tropeçando e se ralando no vidro o seu rosto e seu cotovelo, ele ouve os passos do
androide e corre em direção a uma das salas de escritório do complexo, lá sentou-se

em baixo da mesa, os passos do androide se aproximavam e aumentava a cada segundo, ele


estava caçando Otto que tentava retirar os pedaços de vidro do seu cotovelo e rosto, seu rosto
estava ensanguentado, suas mãos estavam todas cortadas e calejadas de passar tanto tempo
se arrastando por aí, os passos do android se tornavam cada vez mais altos;

-apareça, quero agradece-lo, por me libertar, você está escondido não é?

Otto ouvia com atenção procurando não fazer barulho onde estava;

-sim, sim, você está escondido, você é resistente, qualquer outra pessoa já teria sucumbido,
mas você resistiu, você é um autêntico DM, sua mãe, eu conheci ela, você gostaria de ouvir? Se
fosse experto como pensa ser você poderia usar seus poderes pra fugir, talvez você não saiba
controlar direito... Sabe esse lugar? Faymer tem um plano, ele pretende salvar a raça humana
– Otto consegue fugir usando seus poderes
O Raio Atômico

Em uma sala escura em um prédio misterioso um homem de terno preto aguardava uma
pessoa em seu misterioso escritório, estava tudo escuro, as luzes apagadas e apenas a luz da
janela emanava no ambiente, o misterioso homem escrevia em um papel quando sua
secretária entrou para avisa-lo;

-seu convidado chegou senhor

-mande ele entrar

Na recepção aguardava um homem vestindo um terno escuro parecido ao homem do


escritório, na recepção não havia ninguém e o homem olhava constantemente ao redor com
um olhar desconfiado, devido a pouca iluminação parte de seu rosto permanecia nas sombras;

-pode me acompanhar senhor – disse a moça, o homem a seguiu até o elevador no último
andar, tudo parecia bem suspeito, na subida o homem conseguiu vislumbrar melhor a vista
sobre Nova York, era um prédio da Faymercorp;

-quantos andares tem esse lugar? – perguntou o homem

-o suficiente – respondeu a moça

-o que quer dizer?

-chegamos

Caminhando ainda por um corredor finalmente chegou-se a sala;

-que bom que chegou senhor Kahn, esperei o dia inteiro para poder conversar com o senhor,
como está a noite?

-muito boa apesar do atraso

-bom, podemos esquecer isso e ir direto ao assunto

-pois não – o homem misterioso arrasta um papel para Kahn e este toma em suas mãos

-outro experimento que saiu do controle?

-são os mesmos erros de sempre, infelizmente acho que deve saber são erros necessários ao
progresso da raça humana

-me chamou aqui apenas para ir atrás de um mutante?

-não é apenas um mutante comum


-pulando a parte objetiva, vamos falar de valores

-então o senhor aceita a nossa proposta?

-não sem antes saber o quanto estão dispostos a me pagar

-estava pensando nisso – o homem misterioso entrega a Kahn um papel

-só isso? Não tenho como pagar os equipamentos com uma cifra tão pequena

-nós da faymercorp estamos disposto a pagar o dobro, isso é se o senhor tiver êxito

-como está a situação lá?

-o país está em guerra civil, acabou de sofrer um golpe de estado e o nosso produto, quer dizer
o nosso projeto particular acabou caindo nas mãos de tiranos, tentamos de tudo antes de
avaliar a contratação dos seus serviços

-todos falharam?

-miseravelmente, então como último recurso estamos aqui

-bem acho que vai sair um pouco caro porque os meus serviços não são nada baratos

-estamos totalmente cientes disso e estamos dispostos a pagar tudo o que pedir sabe, nossas
instalações sofreram um ataque recente, se é que me entende mas estamos sofrendo um
pouco de pressão

-entendo...

No dia seguinte Kahn acordou e se despediu de sua família e embarcou em um helicóptero


rumo a uma ilha onde planejaria a missão, a missão era uma só, eliminar KRB-10, o décimo
DM, o Raio Atômico que foi capturado pelo exército sérvio e usado como arma química para
atacar a região do Kosovo, o pequeno país entrou em estado de guerra civil e vários levantes
armados ascenderão o caos na região. A missão de Kahn era uma só, matar O Raio atômico se
infiltrando em zonas perigosas, se sabia que o Raio Atômico estava na região realizando
ataques, sua aparência era a de um mergulhador com máscara de gás, seu rosto era um
mistério e apenas Kahn com a ajuda da FaymerCorp sabia a real identidade do misterioso
mascarado;

-essa cidade está em minhas mãos, ou melhor na ponta de meus dedos – o raio atômico do
alto de um prédio espalha através de seus dedos o gás sarim, produzido pela bio energia

-Cosmos Vlahovic, o décimo Humano artificial, suas fraquezas? É curioso, ele não é afetado
pelos gases que dispara – disse um dos oficiais da blackops para Kahn, que organizavam o
ataque em uma zona que segundo o satélite da faymercorp era o local onde Vlahovic se
escondia, tropas foram dispersas na região, os blackops não eram um exército convencional,
eram mercenários e atuavam em conflitos pequenos do leste europeu e oriente médio. A Black
agia sobe camuflagem e espionagem, alguns membros se disfarçaram de soldados sérvios para
conseguir informações.
A noite caiu e a Black ops deu início as operações de combate urbano, Kahn estava em um
Black Bird sobrevoando bem alto, o suficiente para não ser detectado pela artilharia antiaérea;

-segundo o que a Faymercorp diz estamos a poucos quilômetros de Vlahovic

-aqui pelo céu nunca seremos pegmos – disse o acessor de Kahn e nesse momento um alvo é
detectado perseguindo o avião

-quem é? É um caça rival?

-não senhor é... Um homem? – nesse momento o avião é atingido e uma figura preta aparece
ao lado, Kahn se prepara para saltar e nesse momento o avião é explodido, a figura escura
desaparece no ar, o único sobrevivente da explosão é Kahn que abre seu pára-quedas
sobrevivendo a queda, perdido em um mar de escombros, ele se mantém vivo e consciente
mas percebe que estava em uma zona perigosa, uma zona inimiga, ao fundo ele consegue
ouvir disparos e explosões, eram os rebeldes enfrentando o exército sérvio, Kahn se recupera
e com sua pistola ele prossegue em busca de escapar, no caminho ele acaba tendo que passar
pela tubulação da cidade para não ser apanhado pelos sérvios, a cidade estava em chamas. Ele
escuta em um dos rádios que a Otan pretende atacar a servia.

Kahn usando suas armas consegue abater um soldado sérvio e roubou suas roupas para se
infiltrar entre os outros soldados, como soldado sérvio ele se mistura e consegue entrar no
quartel general deles, reunido com o restante dos soldados ele avista Vlahovic a distância
executando outro soldado sérvio;

-não foi minha culpa senhor eu juro!

-eu não posso contar com a ajuda de um servo tão incompetente

-eu imploro não!!! – o rosto do homem derrete e Vlahovic o lança em uma vala – Vlahovic era
um homem eslavo de cabelos negros e rosto como de um ator de cinema com sobrancelhas
grossas como a de um latino e um cabelo penteado para o lado, Kahn o observou de longe, se
ele o atacasse ele seria morto pelos outros soldados, ele apenas desviou o caminho de sua
atenção mas de alguma forma Vlahovic sentiu a presença de Kahn;

-ei você, você de chapéu! – Após dizer isso uma explosão ocorre e desvia a atenção de
Vlahovic, era a força aérea da Otan atacando o exército sérvio

-malditos! Vou ter que elimina-los de um por um – Vlahovic ergue vôo contra os caças, Kahn
não esperou e fugiu antes que as bombas caíssem, Kahn se isolou em um túnel e esperou que
a guerra acabasse, ele não tinha apenas uma arma em mãos, ele também tinha a única coisa
que poderia matar Vlahovic um disparo com a bala de prata produzida pela faymercorp que
poderia neutralizar os super humanos. Após Vlahovic destruir os jatos da Otan ele retornou
para a base, o restante dos soldados haviam fugido, Vlahovic estava furioso;

-malditos! Ratos, me deixaram aqui – Kahn se aproximou para eliminar Vlahovic mas este
antecipou
-ah você aí, que ótimo hã? Seus malditos soldados me deixaram aqui! Eu vou ter a
oportunidade de aniquilar cada um, cada traidor, Savic irá me pagar, vou mata-lo e tomar o
lugar dele como líder da sérvia, vou gaseificar todo o hemisfério norte e escravizar o sul

-eu presumo que não – Kahn saca a pistola

-quem é você? Um espião?

-Holmer Kahn, mãos ao alto você está detido

-jura? – Kahn dispara mas o tiro não surte nenhum efeito em Vlahovic que até para a bala com
a mão mostrando que de fato era um super humano

-era isso? Não existe nenhuma arma na terra que possa me parar

-não era a arma real – Vlahovic percebe que seus dedos ficaram manchados com um líquido
roxo que começa a consumir e se transformar em uma massa cinza que cobre suas mãos e pés
deixando apenas sua cabeça livre, Kahn retira uma escopeta automática

-se o seu cérebro for destruído você morre, fique parado

-sabe, acho que você se precipitou

-não se mecha

-sabe... Raio atômico não é um nome muito intuitivo, você sabe por que me chamam assim? –
Kahn mirava fixo em Vlahovic quando viu seus olhos brilharem, o disparo de raio de Vlahovic
atravessou a arma e o corpo de Kahn

-maldição não consigo sair! – vários soldados vestidos de preto mascarados surgem apontando
seus fuzis para Vlahovic

-todos vocês! Vão morr... – Vlahovic é atingido na cabeça por uma arma especial , no fim da
operação Kahn terminou morrendo e Vlahovic foi capturado e seu projeto foi cancelado.
KRP-14

Em um café durante uma noite chuvosa dois investigadores discutiam um caso de suicídio
coletivo praticado por adolescentes;

-mais um caso de suicídio? É o oitava essa semana, isso não é natural – disse o detetive

-você acha que pode ser uma seita?

-não sei ao certo mas me parece que estamos lidando com algo sobrenatural

-você ainda tem o relatório do psicanalista

-sim, ao que parece uma jovem de 16 anos relatou ter insônia e sonhos com um homem de
máscara e uma semana depois ela cometeu suicídio

-então estamos lidando com...

-o sobrenatural?

-talvez, andei investigando para saber o que os jovens andam fazendo

-talvez possa ser uma droga nova... De qualquer forma temos que descobrir logo isso, está
virando epidemia – disse o investigador após ascender um cigarro

Por volta de 5 e 10 da manhã de 20 de julho de 20xx, Thomas Tuchel, que recentemente foi
diagnosticado como esquizofrênico, segura seu ursinho de pelúcia e tenta adormecer horas
antes de sua festa de aniversário no restaurante pago pelo seu pai...

-Toddy é você? Ok não consigo dormir... estou com medo de Tonny tentar me assustar

ou talvez fazer aquilo de novo... você sabe... o monstro na sala se eu voltar a dormir, ele vai
tentar me matar... o papai pode ir ver eu assoprar as velas e cantar parabéns no meu
aniversário... bom, vou ligar a câmera, então... posso ver a escuridão... Toddy, fique quieto...
você não quer que os monstros nos ouçam não é? cara o que é que foi isso... você o matou?
Toddy? onde está a lanterna? ah, aqui está... eu vejo alguma coisa, Freddy? Espera –

Na porta de Thomas ele ligou a lanterna e não viu nada, estava amanhecendo, Thomas
desligou a lanterna e pela janela ele viu uma sombra, era o homem do sonho, vestido com
uma máscara de marionete ele então fez o sinal de silêncio...
No dia seguinte Thomas foi encontrado morto na cama, sinais claros de um suicídio, o filho do
investigador Tuchel estava morto, Tuchel se retirou do caso... A onda de suicídio de jovens
alcançou uma marca assustadora, mais de 60 jovens entre 10 e 17 anos amanheceram mortos,
os religiosos culparam os video games, os psiquiatras diziam se tratar de uma histeria coletiva
e os políticos acusavam as nações inimigas de estar usando armas mentai, a polícia suspeitava
de ser uma seita, era um caso extraordinário, o único que sabia do que se tratava era Faymer,
o criador do DM-14;

-essa onda de suicídios em Atalaia do sul – Faymer para o seu amigo

-eles dizem que é uma onda de histeria entre os jovens, eles começam a ter visões de um
homem de máscara e logo desenvolvem insônia e por fim aparecem mortos

-isso está me cheirando a...

-ao DM-14

-como tudo que eu criei acabou dando errado

-o governo está suspeitando da hipótese de ser uma arma psicológica

-as vezes eu penso que tenho o toque de Midas ao contrário –disse Faymer desanimado

-o que pensa em fazer senhor?

-o de sempre... Vou mandar uma equipe especializada

Em Atalaia durante uma festa de aniversário duas meninas conversam sobre a onda de
mortes;

-feliz aniversário, Beatrice, você está animada? Hoje você faz 11 anos

-acho que sim, Gene, obrigado por ter vindo no meu aniversário

-você foi a única que apareceu

-isso não é verdade, tem um monte de gente aqui

-não, essas são algumas pessoas que vieram porque meu pai pediu, não conheço eles

-ah, eu vim e estou feliz por estar aqui, esse e é um lugar tão legal

-muito bem, eu não

-o que? eu pensei que você gostasse daqui, veja tem vários jogos novos tipo... aquele jogo que
você caça aliens

-doom?

-eu acho
-não gosto de jogos violentos, só os meninos gostam e minha mãe disse que jogos são do
demônio

-falando nisso você viu que vários estão morrendo por causa de jogos?

-jogos? Você fala das mortes?

-sim, mamãe disse que os meninos maus estão morrendo porque jogam jogos violentos

-ah sim, bem eu não sei se é verdade porque Ronny joga esses jogos o dia inteiro e não
aconteceu nada com ele

-é estranho os jornais dizem que é um homem de máscara... Sabe as máscaras me dão medo

-que medo – Beatrice olha pela janela e avista o que parece ser um homem de casaco e um
chapéu que escondia parte do rosto, era difícil ver pois a chuva estava caindo e já era noite

-ei você está bem? você nem tocou na sua pizza

-eu não consegui dormir, meu pai me levou para o hospital hoje e eles me deram remédio para
alguma coisa

-que remédio eles te deram?

-eu não sei, é um nome grande ultimamente eu tenho visto monstros no meu quarto, mas eles
não me atacam

-isso não é bom... eu quase esqueci, eu comprei um presente pra você

-você comprou?

-sim eu comprei uma fita do seu desenho favorito, a gente pode ver amanhã

-wow, obrigado Gene, você é minha melhor amiga, eu acho que vamos ser melhores amigas
para sempre... – Beatrice dá sinais de desmaio mas Gene a segura

-você está bem?

-estou sim mas acho que... – Beatrice desmaia e é levada as pressas para o hospital

Durante um sonho de uma jovem de 11 anos o DM 14 dá as caras, o sonho era em um jardim


de flores com vários relevos e casas coloridas com parques de diversão e brinquedos
espalhados, KRP surge entre um urso de pelúcia gigante, a menina estava brincando com uma
boneca, em uma das casas desse mundo surreal agentes da FaymerCorp conseguem
identificar o DM-14, KRP se aproxima da jovem e essa diz;

-olá senhor marionete, gostaria de tomar chá com o senhor urso? – KRP demonstra irritação e
faz um movimento para agarrar a criança mas nesse momento ele percebe um ponto
vermelho em seu peito e nesse momento ele é atingido e acaba sangrando, no desespero o
KRP foge do lugar e entrar por uma das portas, os agentes perseguem o homem mascarado,
KRP entrar em uma espécie de corredor falso que levava para uma casa, essa casa era de outra
criança, O DM 14 se esconde em um dos armários, os agentes chegam na casa, era outro
sonho de outra criança, os agentes começaram a atirar pro alto, verificaram toda a casa até
que perceberam um rastro de sangue levando a um armário, os dois agentes miram no
armário e disparam, logo em seguida eles abrem o armário e não havia nada lá, o homem por
trás das mortes estava acordado e sangrando em um hospital psiquiátrico, de alguma maneira
ele era afetado no mundo real, os agentes voltaram a realidade.

No hospital psiquiátrico o DM14 acorda sangrando muito, ele é levado a um médico, no


hospital de Atalaia ele observa alguns agentes passando e conversando com médicos, ele sabe
que estava na mira de Faymer, mas não seria o fim, ele dormiu e no sonho ele invadiu a mente
do paciente ao lado, esse paciente era um doutor que havia sofrido um acidente, ele mata a
entidade que estava lá e abandona o seu primeiro corpo. O DM 14 estava fora do radar. Ele se
disfarçou de um médico recuperado de um acidente. DM 14 pensou que estava livre das mãos
de Faymer mas o que ele não sabia é que o doutor com quem ele trocou de corpo estava
sendo investigado por prática ilegal da medicina e fraude, motivo pelo qual os agentes
estavam no hospital, DM 14 foi preso mas liberto.

O Invasor

Eram seis e quinze, no entardecer, estava assistindo a televisão depois de um dia de trabalho
exaustivo, parei para tomar uma cerveja, fui até a cozinha, o rádio estava ligado e do lado de
fora não se via uma alma viva, total escuridão, sem nada para fazer e sozinho em casa quando
ouvi algum barulho no quintal, não fui averiguar porque presumi que era algum gato ou bicho
do tipo, estava tomado pela tranquilidade e sensação de descanso, comecei a beber ainda
mais, até que ouvi uma notícia no rádio, tinha acabado de desligar a televisão quando ouvi que
um suspeito estava sendo caçado pela polícia, ele tinha fugido de um hospital psiquiátrico, ele
fora retratado como um sujeito altamente perigoso, o rádio emitiu os detalhes do sujeito,
descreveu como um homem de estatura mediana de roupas pretas, capuz e mãos cinzas,
cinzas? Como poderia alguém ter mãos cinzas? abri a geladeira, atrás de algo pra comer,
continuei ouvindo o rádio e o jornal dizer que o tal assassino estava nas redondezas, ignorei
até que voltei a ouvir barulho no meu quintal, percebi que eram passos, minha adrenalina
subiu instantaneamente, era alguém, uma pessoa, olhei pela janela cuidadosamente afastando
de vagar as cortinas, não tinha ninguém, percebi uma movimentação estranha do outro lado
da casa, o rádio ainda estava ligado, o locutor disse alguma coisa sobre não olhar nos olhos
dele antes da transmissão cortar e ser substituída por uma música estranha, uma melodia
infernal que parecia ser de outro mundo até que foi susbmergido pelo ruído branco, era como
se alguém estivesse alterando a transmissão, desliguei da tomada, apaguei as luzes, peguei
meu celular, estava sem rede, as luzes então começaram a piscar até que desligaram, eu ouvi
mecherem na porta de baixo, como se tentassem abrir, corri para me esconder no guarda-
roupas do andar de cima, o que eu poderia fazer? me esconder no banheiro? na cozinha? Não
consegui pensar em nada concreto, apenas escolhi o guarda-roupas de cima, estava na mira do
assassino, era o que se passava na minha cabeça, estava tremendo e minha visão começou a
ficar turva, eu iria morrer, morrer sem mais... Fiquei em silêncio, ouvia passos, passos que
ficavam cada vez mais distantes, até que não ouvi mais nada, tive receio de sair e encontrar
alguma coisa, não consegui dormir e fiquei a noite no guarda-roupas até que amanheceu e o
sinal do telefone voltou, liguei para a polícia mas sequer era necessário, a mesma estva
vasculhando a área em busca do suspeito, saí do guarda-roupas e fui atender a porta, o polícial
perguntou se em minha casa estava tudo em ordem, disse que tinha ouvido barulhos mas ele
meio que ignorou e pediu para que eu preenchesse um documento, assinei e perguntei se o
assassino havia sido pego, ele fez não com a cabeça e disse que estavam na procura desde seis
horas da noite passada e me recomendou que eu trancasse a porta e as janelas.

Liguei a televisão e ainda estava passando a notícia do assassino, comecei a jogar xadrez
comigo mesmo e foi quando eu ouvi a janela bater, meu coração começou a palpitar
rapidamente mas quando fui ver era apenas o vento forte, estava uma ventania absurda e o
mais estranho era que o Sol brilhava como uma tarde de domingo, a televisão e o rádio
informaram para que ninguém saísse sem autorização, que ordem estranha, por que diabos
não podemos mais sair? Apenas por causa de um assassino? O que esse homem tem de
especial? É um exército? O clima estava estranho e os meus vizinhos não esboçavam nenhum
som, foi quando olhei novamente para fora e não vi ninguém, recebi no rádio a informação de
que o exército estava nas ruas e que poderiam abrir fogo contra quem violasse as ordens de
ficar em casa, aquilo era um absurdo, nunca havia acontecido isso aqui, por que estavam tão
nervosos por causa de um único assassino? Fui para o meu quintal e ouvi disparos, me agachei
pra ver o que estava acontecendo e vi por uma brecha dois homens vestidos de preto, com
uniforme militar, cuturno e metralhadora abrindo fogo contra uma mulher desarmada, atingi o
pico da adrenalina e foi quando percebi que eles estavam matando todo mundo que estivesse
fora de casa e isso incluía o quintal, quando eles terminaram olharam para a minha casa e
caminharam, rapidamente corri de volta abaixado para que não me notassem, tranquei a
porta de trás e corri para o quarto, uma música altíssima começou a tocar na casa ao lado, a
música era alta mas era possível ouvir os disparos, ouvi passos próximos da minha casa, tentei
olhar pela janela, eram quatro militares dando ordens enquanto um blindado do exército
passava próximo, um dos militares olhou pra minha janela e deu um sinal para o soldado do
lado, tranquei a porta do quarto e entrei no guarda-roupas de novo, joguei o máximo de
roupas que eu consegui em cima de mim, ouvi baterem na porta, mil coisas se passaram pela
minha cabeça, eu seria morto, ali mesmo? Estava abafado e quente, arrombaram a porta, eles
vasculharam o subsolo e toda a minha sala, até que ouvi passos, eram eles, eles estavam
subindo para o andar de cima e bateram na porta apenas uma vez antes de derrubarem,
começaram vasculhando a cama, depois os armários e por fim o guarda roupa, abriram, eu
estava coberto por lençois, um deles chegou a tocar nos lençóis mas por alguma razão não
sentiu meu braço, o que demônios estava acontecendo? Um assassino surge do nada e o
exército decide sair matando pessoas aleatórias? O que diabos aconteceu? Eles perceberam
que tinha uma porta que levava ao sótão e ao banheiro, todos seguiram, eu estava perdido,
iriam me encontrar e iriam me matar, eu não tinha escolha, os três que entraram foram para o
banheiro e para o sótão, aproveitei a deixa e pulei pela janela, não tinha ninguém na rua, tudo
vazio, o que estava acontecendo? Uma guerra? Eu pulei do segundo andar e caí na grama do
jardim, pensei que eles tivessem escutado, eu pulei para o quintal do vizinho e tentei me
esconder na moita, me machuquei com os espinhos e insetos, consegui distância e cheguei em
uma rua que levava a um mercado próximo ali, não tinha ninguém, as casas estavam fechadas,
os meus passos ecoavam na rua e a minha adrenalina foi a mil, um blindado do exército surge,
me escondo atrás em um muro de uma casa e observo de longe, os militares saem do blindado
e abrem fogo contra o mercadinho, os sons da metralhadora ecoava dentro dos meus ouvidos
e apenas tampei e fiquei em posição fetal, os militares pareciam tensos, nervosos, andavam
para um lado e para o outro, pra mim era o fim, eu iria ser pego, não tinha escapatória, vi que
a casa onde eu estava escondido tinha uma cobertura por baixo, rasguei com os dentes e
entrei nela, esperei e esperei, estava quente ao mesmo tempo ventando como nunca, me
encolhi e comecei a rezar, não tinha a mais mínima ideia do que estava passando, aquilo era
um sonho? Minha imaginação? Foi quando um deles chegou onde eu estava, caminharam em
volta da casa, consegui ouvir os passos deles entrando na casa, tentei ir para o centro, ouvi os
passos em cima, ele caminhou e caminhou até que parou bem em cima de mim, ouvi uma voz
bem baixa dizendo "ele está aqui" quando ouvi isso entrei em desespero total, me arrastei
como nunca até o final da casa e antes que eles viessem eu pulei para a outra casa. Diabos,
como estava quente, vento quente no meu rosto, ouvi disparos na rua ao lado, estava sem
escapatória, se eu fosse morrer de qualquer jeito pelo menos seria rápido, era isso, eu iria
pular e seria fuzilado por razões que eu não sabia, que escolha eu tinha? O que eu poderia
fazer? Iriam me ver, iriam me matar, me torturar, não pensei e apenas fui e quando cai não
tinha ninguém na rua, nada, absolutamente nenhuma alma viva, percebi que eles tinham
aberto a porta dos fundos e com isso corri como nunca para o outro quintal, dessa vez eu não
iria parar para me abrigar, corri passando de casa em casa e não ouvi mais nada, nem
ninguém, foi quando vi, um homem vestido de preto no meio da rua, quando o vi me ajoelhei,
pedi misericórdia, compaixão, ele estava lá, no meio da rua, não espere, não era um homem
normal, não era um militar, era um homem de capuz preto e rosto cinza, era ele? O homem
que haviam anunciado no jornal? Ele aqui? Frente a frente, o que eu deveria fazer? correr?
Implorar pela ajuda dos militares?

Eu tentei me mover, mas nem tive tempo, ele me alcançou, era como se ele tivesse pulado o
espaço entre mim e ele, em questão de segundos, ele estava em minha frente, eu vi seu rosto,
era assimétrico, era estranho, seus olhos escondiam uma intenção sombria, pertubadora, era
como se tivessem colado um rosto em um manequim, seus dentes eram estranhos ele se
aproximou e me agarrou, estava em prantos, suando e machucado, não tinha nem como
reagir, já tinha perdido, foi quando ele perguntou "o mestre das marionetes nunca será pego"

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