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Cap 2

No reino de Mittelheim, em decadência política e moral, a rainha Katya enfrenta a urgência da guerra enquanto o líder militar Werner decide lutar para resgatar soldados presos em Vernhaken. A situação se complica com a chegada de Sigurd ferido, resultado de um ataque de um bruxo, e a revelação de um novo aliado, Højlund, que busca recuperar seu reino. Em meio a intrigas e batalhas, Hassel, um antagonista, propõe a construção de um novo império, revelando suas ambições malignas.

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Cap 2

No reino de Mittelheim, em decadência política e moral, a rainha Katya enfrenta a urgência da guerra enquanto o líder militar Werner decide lutar para resgatar soldados presos em Vernhaken. A situação se complica com a chegada de Sigurd ferido, resultado de um ataque de um bruxo, e a revelação de um novo aliado, Højlund, que busca recuperar seu reino. Em meio a intrigas e batalhas, Hassel, um antagonista, propõe a construção de um novo império, revelando suas ambições malignas.

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No reino de Mittelheim um reino cercado por uma faixa

extensa de muros feitos de concreto negro adornados com


estandartes com o símbolo do império pintado em
dourado, o símbolo do sol em raios, parecido a uma
suástica onde habitava um povo originário do leste, que
ocupou a zona e estabeleceu ali um novo reino, no gelo
das estepes.
Esse reino já em fase de decadência moral e política
aguardava pelo retorno místico de um dos seus herdeiros
diretos, o rei Heine que desapareceu durante a grande
guerra dos reinos irmãos que destruiu a estabilidade do
reino.
Nesse reino governado provisoriamente pela rainha Katya
a guarda real conhecida como a guarda negra era um
grupo conhecidamente como truculento e violento,
formado por militares de alta e baixa patente, cobradores
de imposto e beberrões aposentados. Dentre eles e um
dos poucos guerreiros valorosos estavam Werner, um dos
estrategistas do reino e líder militar da ordem negra.
Werner era um homem de cabelos vermelhos lisos, bem
jovem e com uma barba volumosa, mas não exagerada
como o restante dos comandantes, ele caminhava próximo
ao castelo, foi cumprimentado pelo guardião do castelo,
um golem de dois metros que fechava a entrada;
-onde está a conselheira? - Werner

O golem sem dizer uma palavra apontou para o campo,


Werner seguiu conforme apontado e encontrou a
conselheira, que era uma vidente, vestida de preto, o
rosto era coberto por um pano, deixando amostra apenas
o nariz e a boca, era uma das figuras mais controversas do
reino;
-senhor Werner, quanto tempo não o vejo por aqui
-senhorita Rai, quanto tempo - Werner
-eu vim conversar com a rainha, ela está disponível?
Rai mudou o tom;
-ah a rainha está meio ocupada agora, está alimentando o
seu dragão
-a rainha agora cria dragões? - Werner
-é o passa tempo dela quando não está cuidando do filho
-eu juro que não vai durar muito tempo, é sobre
Vernhaken
-ela realmente não pode falar agora, sabe como ela é, não
gosta que incomodem ela nos seus momentos particulares
- Rai
-Rai, é só um minuto... É urgente
Rai ficou profundamente incomodada e só deixou porque a
própria rainha veio até ele com o seu filho, Ivan, um
menino novo, loiro e de olhos azuis, tal como sua mãe, a
diferença apenas no formato do cabelo, que em Ivan era
liso e em Katya era ondulado, ela vestia um vestido
vermelho, com um lenço amarrado na cintura, uma coroa
de ouro bem simples e um cordão de seu marido;
-Rainha, meus cumprimentos - Werner
-senhor Werner, quanto tempo! Como o senhor está?
Notícias de Heine? - Katya apesar de não se apresentar
muito ao povo era uma mulher profundamente caridosa e
amigável, o que contrastava com os reinados anteriores
-notícias de Vernhaken, infelizmente não muito boas -
Werner
-nosso exército ainda está preso lá? - Katya, Ivan confuso
ficou atrás de sua mãe tímido
-os bárbaros não querem soltar de jeito nenhum - Werner
Katya ao escutar a notícia se entristeceu, ela odiava
profundamente a guerra tal como seu pai que também era
um pacifista;
-entendo... Então retroceda as tropas - Katya
-na verdade é sobre isso que venho falar com a senhora -
Werner
Rai se intrometeu;
-a rainha está meio exausta de conversar, acho melhor
uma outra hora - Rai
-eu vim dizer que vou lutar em Vernhaken
Os olhos de Katya se abriram num sinal de espanto;
-hã? Você é louco? Não faz sentido voltar pra lá - Katya
-pra resgatar precisamos decretar guerra total aos Elísios
- Werner
-nosso reino não precisa de mais uma guerra - Rai
-a conversa é reta - Werner
Rai ficou irritada com a atitude de Werner;
-podemos negociar com eles os soldados - Katya
-receio que não - Werner
-não é o que eu quero dizer - Katya
-eu vim anunciar que vou lutar e vou decretar a derrota
dos bárbaros
-você não entende mesmo né? Só sabe falar nesses
termos! Eu não quero você no campo de batalha, você é
mais importante aqui! Eu não quero te perder... Já perdi o
Heine... Já perdi tantos...
-eu sei que a senhora odeia a guerra, mas isso não é só
por mim, nossos irmãos estão presos lá... Eu não consigo
ficar aqui, não é do feitio de um herói agir assim
-a rainha já deu sua resposta, agora saia daqui - Rai
-estou esperando a resposta da rainha - Werner
-a resposta é não, não tem minha autorização - Katya
-suma daqui Werner - Rai

Nesse momento Sigurd acompanhado de seus soldados


entraram no jardim real carregando ele ferido e com
sangue escorrendo da boca, ao ver a cena Katya correu
para socorrê-lo;
-o que houve com Sigurd? - Katya
-o que aconteceu? - Werner se intrometeu
-foi Hassel, o bruxo! - um soldado
-Hassel? Aquele bruxo golpista? - Werner
-ele mesmo! Ele e outro! Atacaram o comandante!

Katya ficou em volta de uma áurea brilhante e tocou no


ferimento de Sigurd, cortando a ferida de morte causada
por Højlund, restabelecendo sua vida ao normal, pagando
um alto preço por isso, era o poder de cura real dos
Viryas. Quando restabelecido Sigurd piscou algumas vezes
antes de ser repreendido por Werner;
-que vergonha hein!!! Quase mortos por um bruxo de
classe baixa! Como explicam isso?! - Werner
-então... Como eu posso explicar... - soldado
-Hassel não é só um senhorzinho? - Katya
-ele está armado! - Sigurd
-foi aquela anomalia que derrotou vocês? Isso é ridículo -
Werner
-não... Foi outro... Foi um... Guerreiro... Enfim... Ele era
muito forte - Sigurd
-que besteira, não existe nessa parte do reino ninguém
mais forte que você - Werner
-o senhor não está entendendo...
Ivan observava de longe curioso.

Do outro lado da floresta Hassel testava o limite dos


poderes de Højlund, inicialmente ele instigou Albuim a
atacá-lo, o servo se recusava com medo do que o
misterioso guerreiro poderia fazer;
-me diga Rodlund, de onde você veio mesmo? Eu nunca vi
ninguém peitar a guarda negra, me diga você veio do
inferno? - Hassel
-eu já disse, vim de Totelheim, estive no mundo dos
mortos, barganhei com a morte - Højlund
-o tártaro... Você esteve no tártaro, provavelmente foi pro
inferno
-inferno? O que é isso? Você me disse que ia me dar um
banquete, eu preciso comer antes de voltar ao meu reino -
Højlund
-ah o seu... Banquete... Vejamos... Eh, eu tenho algumas
notícias ruins pra te contar
-seja breve... - Højlund pegou uma maçã, a congelou e
comeu amassando ela, ele percebeu que ela tinha um
gosto diferente do habitual, não apenas isso como a Lua
parecia diferente, estava mais próxima da Terra do que da
última vez que ele esteve vivo, não apenas isso, como só
havia uma Lua
-meu reino foi dominado por uma orda malígna chamada...
Ordem... Eles conquistaram o meu reino! E me expulsaram
-isso é um ultraje, deveria corta a cabeça deles - Højlund
engoliu outra maçã
-você acha que eu não faria isso se não pudesse? Eu fui
tirado, fui traído, aqueles... Guardas imundos armaram
pra mim, um traidor se escondeu na floresta - Hassel
-vamos... Fazer um acordo - Højlund limpou as mãos e se
levantou encarando Hassel com seus olhos brilhantes - eu
devolvo o seu reino, se você me prometer custear uma
viagem pra minha terra natal em Totelheim, o que acha? -
Højlund
-(quem é esse cara? De onde ele veio? Esse capacete, não
parece com a guarda real, também não é dos bárbaros,
nem dos piratas, nem dos bruxos... Será que ele é um
lunático?) ah... Parece um bom negócio, mas eu quero te
pedir uma coisa
-o que? - Højlund
-que arranque a cabeça dos meus inimigos e as coloque
em estacas para que todos vejam
-parece justo... Então... Pra que lado fica o seu reino? -
Højlund
-meu reino... Ele fica ao norte... Não espera... Eu tive uma
ideia melhor - Hassel sorriu e esfregou as mãos
Em uma masmorra antiga um morto vivo em carne e osso
entregava o cadáver de um bezerro a uma criatura mística
que parecia controlá-lo, essa criatura tinha o corpo de
cobra, escamas como de um dragão, um rosto de felino e
três olhos sendo o terceiro no centro e brilhava, o
esqueleto se ajoelhou e de repente ocorreu uma explosão;
-mas que diabos?!
-Greengot! Seu verme! - Hassel
-Hassel! O que faz aqui?! Não cansa de apanhar pra mim?!
Ainda vem na minha casa profanar o meu santuário?! Seu
velho decrépito! - Greengot
-é esse o ladrão da jóia? -
-argh! Eu vou explodir vocês em pedaços!
-como se sente sendo uma víbora fracassada que tem que
se esconder dos guardas pra não ser transformado em um
belo vestido pra rainha? Como se sente? - Hassel
-bem melhor que sua mamãe depois de tomar um chá -
Greengot
-você vai pagar com a língua por ter caçoado de mamãe!
Rodlundo! Mate essa víbora imprestável! - Hassel

Højlund pulou da escada e caiu com um joelho apoiando


socando o chão e se levantando caminhando lentamente
até Greengot que ordenou ao seu exército de esqueletos
para matarem Højlund. Vários esqueletos surgiram do
nada e armados de arco e flecha começaram a atacar
Højlund que parou os primeiros cinco disparos com a mão
até que foi atingido na perna;
-HEHEHEHE! VOCÊ PERDEU! - Greengot

Højlund removeu a flecha;


-acho que deixou sua flecha - Højlund devolveu a flecha de
punho fechado destruindo o esqueleto - opa
-foquem nele!

Um dos esqueletos puxou o braço de Højlund e tentou


morder, ele então endureceu o músculo e quebrou a
mandíbula afastando e congelando o esqueleto destruindo
ele com um soco, o restante foi rapidamente destruído de
forma quase automática, Greengot vendo que estava
encurralado usou o seu terceiro olho para tentar controlar
Højlund, Hassel ficou inquieto ao lado de Albuim que
repelia os ataques das caveiras;
-oh não... - Hassel

Højlund se ajoelhou;
-isso! Agora você é meu! Meu! Sua mente me pertence!
Ou... Por que não consigo entrar na sua mente? - Greengot
Højlund apontou para o capacete e sorriu;
-não, não tem como você... - Greengot foi congelado pela
magia de Højlund e em seguida disparou uma energia
branca que fez o gelo explodir em mil pedaços

Hassel desceu as escadas correndo até o baú do tesouro;


-hahahahahaha! Chupa! Seu lixo imundo! Quem é que ri
agora hã? Está em pedacinhos! Seu bosta! Seu bosta! Eu
conquistei o seu moquifo! chora! Como se sente?! Ah é
mesmo você não tem mais boca! HAHAHAHA!!! - Hassel
pegou a jóia do baú e amarrou numa cordinha em volta do
pescoço - hehehehehe, ah... - ele respirou fundo fechando
os olhos
-se odiavam muito? - Højlund
-ele era um verme, mais asqueroso que os lixos do
império... Mas isso é passado... Sabe Roldlun
-hã? - Højlund espoliava os esqueletos a procura de algo
interessante
-eu quero fazer uma contraproposta para você... Que tal
se em vez de voltar pra sua terra natal... Por que não
constrói comigo um novo reino? Um novo império - Hassel
-mas você já tem um império
-isso mesmo, recuperar o meu antigo império, o que acha?
Não o reino fracassado de Mittelheim, eu quero algo
melhor, mais refinado... - Hassel
-está falando de invadir outro reino? Não acho justo, acho
mais jogo recuperar o seu reino
-e quem disse que Mittelheim não é meu? - Hassel sorriu
de forma malígna

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