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Relatorio Do LAB

O documento aborda a obtenção de hidrogênio e cloro em laboratório, destacando métodos de produção e verificação de suas propriedades. O hidrogênio é obtido através da reação de zinco com ácido clorídrico, enquanto o cloro é produzido a partir da reação de permanganato de potássio com ácido clorídrico. Ambos os processos são fundamentais para estudos em química, com ênfase na segurança e controle das reações.

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Relatorio Do LAB

O documento aborda a obtenção de hidrogênio e cloro em laboratório, destacando métodos de produção e verificação de suas propriedades. O hidrogênio é obtido através da reação de zinco com ácido clorídrico, enquanto o cloro é produzido a partir da reação de permanganato de potássio com ácido clorídrico. Ambos os processos são fundamentais para estudos em química, com ênfase na segurança e controle das reações.

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0

Abel
André
Pedro

OBTENÇÃO DE HIDROGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
1

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

OBTENÇÃO DE HIDROGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2

2024
3

OBTENÇÃO DE HIDROGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES

Introdução

A obtenção de hidrogénio tem-se tornado um tema central nas discussões sobre energia
sustentável e mitigação das mudanças climáticas. Como um vector energético versátil, o
hidrogénio pode ser produzido a partir de diversas fontes, incluindo a electrólise da água,
reforma de gás natural e biomassa. Cada método apresenta suas próprias vantagens e desafios,
influenciando suas prioridades no contexto da sustentabilidade ambiental, viabilidade económica
e infra-estrutura tecnológica.

Objectivo:

 Obter Hidrogénio no Laboratório e verificar suas propriedades.

Fundamentação Teórica

Hidrogénio é o mais leve dos elementos naturais. Na sua forma estável, ele existe sob a forma de
moléculas diatómicas (H2), que é a mais leve das moléculas conhecidas. Como só existem em
quantidades mínimas na natureza, o hidrogénio deve ser preparado por reacções químicas dos
compostos que o contenham, como água, alguns ácidos, algumas bases, além dos hidrocarbonetos.
Para a preparação de Hidrogénio a partir de ácidos em laboratório, inicialmente requer a escolha
correcta dos ácidos, onde os mais convenientes são os ácidos não-oxidantes como o H2SO4 diluído
e o HCI diluído ou concentrado, que reagem rápida e calmamente com muitos metais sem oxidar o
hidrogénio formado. A escolha do metal é importante e deve-se levar em consideração a relação
de electropositividade do metal (Série Electromotriz dos metais), onde a electropositividade do
metal deve ser inversamente proporcional a concentração do ácido.

Materiais Necessários

5 Suportes, 5 Provetas de 100 e 25 ml, 10 Tubos de ensaio, 5 Esguichos, Rolhas de borracha,


Tampas, 10 Seringas, 5 Tinas pneumáticas, 5 Espátulas, 5 Micropipetas, 5 Mangueiras, 5
Béqueres de 50 ml, 1 Pacote de fósforos
4

Substâncias Necessárias

Zinco em pó (Zn (s));


Ácido sulfúrico concentrado (H2SO4 ) substitui-se com ácido clorídrico (HCl), magnésio
(conc)

(Mg) e Água da torneira.

Procedimentos

 Montou-se o sistema abaixo;


 Preparou-se uma solução de 0,50 [Link] solução de Ácido clorídrico, 5,5 M.
 Colocou-se duas espátulas de Zinco em pó no tubo de ensaio.
 Em seguida deitou-se lentamente 0,25 mL de solução de Ácido clorídrico, 5,5 M.
 Adaptou-se rapidamente ao tubo de ensaio uma mangueira dobrada e introduzida numa
proveta totalmente cheio de água tapada com a ponta de dedos e vertida sobre uma tina
pneumática contendo água até ao meio assegurando-se que não ficam bolhas de ar dentro
da proveta.
 Mantendo-se o dedo a tapar a proveta, mergulhou-se dentro da água da tina pneumática.
 Introduziu-se a mangueira dentro da tina pneumática. A ponta dobrada assentou no fundo
da tina, próxima da boca da proveta.
 Esperou-se que algumas bolhas de gás apareçam na água contida na tina. Colocou-se
depois, cuidadosamente, a proveta por cima da saída dobrada da mangueira.
 Adicionou-se os restantes 0,25 mL de solução de Ácido clorídrico, 5,5 M ao Zinco e
recolheu-se o gás formado na proveta.
 Quando já não houve água na proveta, levantou-se um pouco, cuidadosamente, acima da
ponta da mangueira. Empurrou-se suavemente de modo a ajustá-lo no fundo do tubo de
ensaio, não se levantando a boca da proveta acima do nível da água.
 Retirou-se a proveta da tina e fechou-se rapidamente com uma rolha e depois pôs- se ao
lado, invertido, na mesa.
 Acendeu-se um palito de fósforos. Esperou-se até a chama tivesse pouca intensidade e
então, rapidamente tirou-se a rolha da proveta.
5

 Segurou-se a proveta horizontalmente e rapidamente aproximou-se a chama da boca da


proveta.

Fonte: Autores, 2024

Observações
Depois de se colocar o magnésio, no tubo de ensaio por onde continha o HCl, observou-se que a
mistura estava fervendo, criando bolhas na proveta depois de depois de se retirar a proveta da
água acendendo se o palito de fósforo aproximando-o ocorreu uma explosão confirmando a
presença de gás Hidrogénio.

Discussão de resultados

Conversão da C% para CM.


m
ꝭ= ↔ m=¿ ꝭ.V → m = 1,11.1000 = m = 1190g.
V
m → 100%
X → C%
m. C % 1190.32 %
X= = = 380,8g.
100 % 100 %
n m. C 380 ,8.32 12185 ,6
C= = =C= = = 3,3 M.
V 100 % . M . V 100.36 ,5.1 3650
5,5M → 2 Espátulas de Zinco
3,3M → X
6

2.3 ,3 6,6
X= =¿ = 1,2 Espátulas de zinco.
5 ,5 5 ,5
1, 2
= 0,6 Espátulas.
2

Conclusão

Após os experimentos concluímos que o Hidrogénio inflamável, na presença de uma chama.


Explosão confirma a inflamabilidade de hidrogénio.
2Mg + 2HCl → 2MgCl + H2

Referências bibliográficas
AMÁLIA. Cândido e SILVA, Maria. Trabalhos práticos de química 2º ano complementar.
Porto. Volume II. Porto editora, 1975.
BARROS, J. A. P. Manual de práticas laboratoriais. Uma introdução a química geral e
inorgânica. Maputo. Universidade Pedagógica. 1996.
7

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

OBTENÇÃO DE CLORO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
8

2024
9

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

OBTENÇÃO DE CLORO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES


Relatório de carácter avaliativo a ser entregue
no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː
dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
10

OBTENÇÃO DE CLORO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES

Introdução
A obtenção de cloro no laboratório é um processo fundamental para estudos e experimentos em
química, proporcionando um ambiente controlado para a produção e análise desse elemento
químico. Cloro é um gás altamente reactivo e venenoso, utilizado em diversas reacções químicas
e sínteses, e sua produção laboratorial é geralmente realizada em pequenas quantidades devido
aos riscos associados.

No ambiente laboratorial, o cloro pode ser obtido através de vários métodos, como a reacção
entre permanganato de potássio (KMnO₄) e ácido clorídrico (HCl) ou a electrólise de uma
solução de cloreto de sódio (NaCl). Estes métodos permitem a geração de cloro gasoso de forma
relativamente segura e controlada, adequada para uso em experimentos e pesquisas.

Objectivos:

Gerais:

 Obter o cloro e verificar as suas propriedades;

Fundamentação Teórica.

O cloro (Cl) é um elemento químico pertencente ao grupo dos halogénios, situado no grupo 17
da tabela periódica. Com número atómico 17 e massa atómica aproximadamente 35,5, o cloro é
um gás amarelo-esverdeado à temperatura ambiente, altamente reactivo e tóxico. Ele tem uma
ampla gama de aplicações industriais e laboratoriais, sendo um componente essencial em muitas
reacções químicas e processos de produção.

Propriedades Físicas e Químicas:

Estado Físico: Gás à temperatura ambiente.

Cor: Amarelo-esverdeado.

Odor: Forte e irritante.


11

Solubilidade: Solúvel em água, formando ácido clorídrico (HCl) e ácido hipocloroso (HClO).

Reactividade: Altamente reactivo, formandos compostos com a maioria dos elementos,


especialmente metais e hidrogénio.

Métodos de Obtenção:

Electrólise de Salmoura: Processo industrial mais comum, onde uma solução aquosa de cloreto
de sódio (NaCl) é electrolisada para produzir cloro gasoso, hidróxido de sódio (NaOH) e
hidrogénio (H₂).

Reacção com Permanganato de Potássio e Ácido Clorídrico: Um método laboratorial em que


permanganato de potássio (KMnO₄) reage com ácido clorídrico (HCl) para liberar cloro gasoso.

Reacção de Ácido Clorídrico com Hipoclorito: Outra técnica laboratorial, onde ácido clorídrico
(HCl) reage com hipoclorito de sódio (NaClO), liberando cloro gasoso.

Aplicações:

Tratamento de Água: Utilizado para desinfectar água potável e piscinas, eliminando bactérias e
outros patógenos.

Indústria Química: Produção de compostos orgânicos e inorgânicos, como PVC (policloreto de


vinila), solventes clorados e agentes branqueadores.

Sanitização: Cloro e seus derivados, como hipoclorito de sódio, são amplamente utilizados em
produtos de limpeza e desinfectantes.

Material necessário
1 Suportes, 1 Provetas de 100, 4 Tubos de ensaio, 2 Esguichos, Rolhas de borracha, Tampas, 2
Seringas, 2 Tinas pneumáticas, 2 Espátulas, 2 Micropipetas, 2 Mangueiras, 5 Bécqueres de 50
ml, Papel indicador, Papel branco, 1 Caneta.

Substância necessária
Permanganato de potássio em pó (KMnO4 (s));
Ácido clorídrico concentrado (HCl (conc))
Água da torneira
12

Procedimentos
 Preparou-se uma solução de 1,0 mL de Ácido clorídrico 5,5 M.
 Colocou-se uma espátula de Permanganato de potássio em pó no tubo de ensaio 1.
 Encheu-se até ¾ o tubo de ensaio 2 com água da torneira. Testou-se o efeito da água num
pedaço de papel indicador.
 Tampou-se bem o tubo de ensaio 2 com a tampa.
 Adaptou-se o tubo de ensaio 1 á tubo de ensaio 2 por meio de uma mangueira.
 Injectou-se, com a seringa, a solução de HCl 2,75 M, gota a gota, no tubo de ensaio1
 Depois de cerca de 7-8 minutos, removeu-se a tampa do tubo de ensaio 2. Usando outro
pedaço de papel indicador, testou-se o efeito da solução do tubo de ensaio 2 sobre o
papel.
 Escreveu-se sobre o papel branco com uma caneta de filtro. Colocou-se o papel na
solução do tubo de ensaio 2.

Fonte: Autor, 2024

Discussão de resultados
C1.V1 = C1.V2
0,3.V1 = 5,5.1,0 ml
5 ,5.1
V1 = = 18,3ml.
0 ,3

Observações
Durante a reacção de HCl com KMnO 4 observou-se a formação de bolhas, depois a água mudou
da sua coloração passando a ser amarela-esverdeada.
13

Quando colocou-se um papel indicador escrito na solução as escrituras desapareceram com o


andar do tempo formando uma mancha. O que confirma existência do cloro.
2KMnO4 + 16HCl → 2KCl + 2MnCl +8H2O +5Cl
Amane Carlitos
Conclusão Charifa Saide Jumbe
O Cloro é um gás extremamente reactivo eEzequiel
oxidante,Elias
e possui
Abelum cheiro forte e irritante.
Osvaldo André
Referências Bibliográficas
Valdimiro Jorge Pedro
Seider, W. D. et all, in Principles of Chemical Engineering Practice (2016).
ULLMANN, F., et all, "Chlorine" In Industrial Inorganic Chemistry (2011).

DETERMINAÇÃO VOLUMÉTRICA DA CONCENTRAÇÃO DE UM ÁCIDO


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
14

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

DETERMINAÇÃO VOLUMÉTRICA DA CONCENTRAÇÃO DE UM ÁCIDO

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
15

2024
DETERMINAÇÃO VOLUMÉTRICA DA CONCENTRAÇÃO DE UM ÁCIDO

ACÇÃO DOS ÁCIDOS E BASES SOBRE INDICADORES


Introdução
A acção dos ácidos e bases sobre indicadores é um fenómeno crucial na química analítica,
permitindo a determinação qualitativa e quantitativa do pH de soluções. Indicadores são
substâncias que exibem uma mudança de cor distinta quando expostos a ambientes ácidos ou
básicos, facilitando a visualização das propriedades ácido-base de uma solução. Esses compostos
são geralmente ácidos ou bases fracas que apresentam diferentes cores em suas formas
protonadas e desprotonadas. Ao serem introduzidos em uma solução, eles reagem com os iões de
hidrogénio (H⁺) ou iões hidróxido (OH⁻) presentes, promovendo uma mudança de cor que
indica a acidez ou alcalinidade do meio. A utilização de indicadores é fundamental em diversas
aplicações laboratoriais, como titulações, testes de pH e monitoramento de processos químicos,
proporcionando uma ferramenta simples e eficaz para a análise química.

Objectivos:

 Examinar os produtos da reacção de soda cáustica com ácido clorídrico;


 Identificar a mudança de cores dos indicadores;
 Descrever as propriedades físicas dos indicadores.

Fundamentação Teórica

Quando os ácidos reagem com bases ocorre uma reacção de neutralização, pois os iões
hidrogénio H+ do ácido e os iões hidroxilo (OH-) da base combinam, formando água (H2O).
A solução resultante não apresenta nem propriedades ácidas nem básicas, sendo uma solução
neutra. Quando se põe em contacto uma solução ácida com uma solução básica ocorre sempre
uma reacção química. É assim que se consegue alterar a acidez das soluções ácidas e a
basicidade das soluções básicas. A acidez de uma solução diminui quando se lhe adiciona uma
solução básica, a basicidade de uma solução diminui quando se lhe adiciona uma solução ácida,
alterando o pH.
Os ácidos e as bases são identificados através de substâncias denominadas indicadoras.
16

O indicador é uma espécie química que muda de cor conforme o pH do meio onde se encontra,
meio ácido ou básico.

Material necessário
Quatro (4) tubos de ensaio; Quatro (4) pipetas; Conta-gotas; Suporte para tubos de ensaio.

Substância necessária
10 ml de acido nítrico diluído(HNO3); 10 ml de hidróxido de sódio diluído (NaOH); 10 ml de
vinagre (CH3-COOH); 10 ml de uma solução de sabão (solução básica); Água destilada.

Indicadores
Solução alcoólica de fenolftaleina; Tintura azul de tornesol.

Procedimentos
 Coloca-se os quatro (4) tubos de ensaio num suporte de tubos de ensaio;
 Introduziu-se em cada tubo de ensaio cerca de 5 ml de cada reagente (em tubos
diferentes);
 Em seguida, introduziu-se em cada tubo de ensaio 2 a 3 gotas da solução alcoólica de
fenolftaleína
 Anotou-se as observações e comparou-se os resultados obtidos.
Tabela. Soluções reagentes e Indicadores

No do tubo Soluções Indicador fenolftaleína Indicador tornesol


I Ácido nítrico diluído (HNO3) Incolor (acido) Vermelho
II Hidróxido de sódio diluído Rosa (base) Azul
(NaOH)
III Vinagre (CH3-COOH) Vermelha (acido) Vermelho
IV Solução de sabão Azul (base) Azul
17

Observações

Com Fenolftaleína:
Ácido Nítrico: Incolor, pois o pH é ácido.
Hidróxido de Sódio: Rosa, pois o pH é básico.
Vinagre: Incolor, pois o pH é ácido.
Solução de Sabão: Rosa, pois o pH é básico.
Água Destilada: Incolor, indicando pH neutro ou ligeiramente ácido (fenolftaleína não muda de
cor em pH neutro).

Com Azul de Tornesol:


Ácido Nítrico: Vermelho, pois o tornesol vira vermelho em soluções ácidas.
Hidróxido de Sódio: Azul, pois o tornesol permanece azul em soluções básicas.
Vinagre: Vermelho, pois o tornesol vira vermelho em soluções ácidas.
Solução de Sabão: Azul, pois o tornesol permanece azul em soluções básicas.
Água Destilada: Azul, indicando pH neutro (o tornesol pode ser ligeiramente azul em água
neutra).

Conclusões

Fenolftaleína:
Ácido Nítrico e Vinagre: Permanecem incolores, confirmando que são soluções ácidas.
Hidróxido de Sódio e Solução de Sabão: Mudaram para rosa, confirmando que são soluções
básicas.
Água Destilada: Permaneceram incolor, confirmando pH neutro ou ligeiramente ácido.

Azul de Tornesol:
Ácido Nítrico e Vinagre: Tornam-se vermelhos, indicando ambiente ácido.
Hidróxido de Sódio e Solução de Sabão: Permanecem azuis, indicando ambiente básico.
Água Destilada: Permanece azul, indicando pH neutro.
Com essas observações permitem concluir que os indicadores são úteis para identificar a
natureza ácida ou básica das soluções. A fenolftaleína é incolor em ácidos e rosa em bases,
enquanto o azul de tornesol é vermelho em ácidos e azul em bases. A água destilada, sendo
18

neutra, não altera a cor da fenolftaleína e apenas ligeiramente afecta a cor do azul de tornesol,
dependendo do seu pH exacto.
Esta experiência demonstra a eficácia dos indicadores na identificação do pH das soluções. A
fenolftaleína é um indicador adequado para detectar soluções básicas, enquanto o azul de
tornesol pode ser utilizado para identificar tanto soluções ácidas quanto básicas. Essas
observações são fundamentais para diversas aplicações em química analítica e educativa.

Referências Bibliográficas
Atkins, P., & de Paula, J. Atkins' Physical Chemistry 10 ed. Oxford University Press. Puri, B. R.,
(2014).
Sharma, L. R., & Kaila, K. C. Principles of Inorganic Chemistry. Vishal Publishing Co. (2009).
19

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

OBTENÇÃO DE OXIGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
20

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

OBTENÇÃO DE OXIGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
21

2024
OBTENÇÃO DE OXIGÉNIO E VERIFICAÇÃO DAS SUAS PROPRIEDADES

Introdução

A obtenção de oxigénio é um processo fundamental em diversas áreas da ciência e da tecnologia,


particularmente nos campos da química, biologia e medicina. Em um ambiente laboratorial, a
produção e a verificação da pureza do oxigénio são essenciais para garantir a precisão e a
segurança dos experimentos. Este trabalho visa explorar os métodos de obtenção de oxigénio em
laboratório, como a electrólise da água e a decomposição térmica de compostos como o clorato
de potássio, além de abordar as técnicas utilizadas para verificar a pureza do oxigénio produzido.
A análise das propriedades do oxigénio, incluindo sua reactividade e comportamento em
diferentes condições, será discutida, destacando sua importância em experimentos químicos e
aplicações industriais. Por fim, serão apresentados os procedimentos experimentais, os resultados
obtidos e a interpretação desses resultados, enfatizando a importância da correta obtenção e
verificação da pureza do oxigénio para a condução de pesquisas científicas rigorosas.

Objectivos:

Gerais:

 Obter o oxigénio e verificar as suas propriedades.

Específicos:

 Conhecer as propriedades de oxigénio;

Fundamentação teórica

O oxigénio é o elemento mais abundante da crosta terrestre: e o elemento livre representa 23%
da massa atmosférica, onde se encontra fundamentalmente na forma de compostos como sílica,
silicatos, carbonatos, sulfatos, nitratos, fosfatos, boratos, etc. Também está presente no ar e na
água. Existem duas formas alotrópicas do oxigénio, sendo mais vulgar a que tem o nome do
elemento, O2. É um gás incolor a temperatura ambiente. O outro alótropo é o ozono, O3, um gás
muito reactivo, com forte odor. As fases sólidas e líquidas do ozono são muito instáveis e
decompõe-se explosivamente. Nas camadas inferiores da atmosfera o ozono é um poluente,
22

porém, nas camadas superiores é muito importante. Pois absorve raios ultravioletas emitidos pelo
sol. O oxigénio é muito mais reactivo do que o nitrogénio, o outro componente principal da
atmosfera. A combustão de todos os organismos vivos em oxigénio é termodinamicamente
espontânea.

Material necessário

1 Suportes, 2 Provetas de 100 e 25 ml, 2 Tubos de ensaio, 1 Tubos de combustão de vidro, 1


Esguicho, Rolhas de borracha, Tampas, 2 Seringas, 2 espátulas, 5 Micropipetas, 2 Mangueiras, 2
Béqueres de 50 ml, 1 Pacote de fósforos, 5 Micro-lamparinas

Substância necessária

Dióxido de manganês em pó (MnO2 (s));


Peróxido de hidrogénio (H2O2 (aq));
Água (H2O)

Procedimentos

 Montou-se o sistema;
 Colocou-se uma espátula de Dióxido de manganês em pó no tubo de ensaio;
 Fechou-se bem o tubo de ensaio;
 Ligou-se a mangueira ao tubo de ensaio de modo que ficasse dobrada;
 Ligou-se a extremidade livre da mangueira ao tubo de combustão de vidro;
 Encheu-se a seringa com 0,5 ml de solução recém preparada de Peróxido de hidrogénio a
10 %;
 Adaptou-se a seringa ao tubo de ensaio, mas não adicione ainda a solução de Peróxido de
hidrogénio;
 Acendeu-se a micro lamparina e colocou-se afastada do tubo de ensaio;
 Retirou-se um palito do seu kit, leve á chama do micro lamparina a extremidade mais fina
do palito, até que comece a arder;
 Enquanto a ponta do palito de fósforo está arder, adicionou-se lentamente o Peróxido de
hidrogénio ao MnO2 no tubo;
23

 Após a ponta do palito estava vermelha, em brasa, estingou-se a chama cuidadosamente,


soprando devagar ou abanando o palito com cuidado.
 Colocou-se a porção incandescente do palito mesmo para cima da extremidade aberta do
tubo de vidro.

Fonte: Autores, 2024

Observações

Observou-se que houve formação de bolhas.


Quando levou-se o palito de fósforo em brasa aproximando a boca do tubo de ensaio por onde
tinha bolhas a chama continuava acesa aumentando o seu volume.

Conclusão
Após a realização desta experiencia concluiu-se que a presença de oxigénio, permite que a
combustão continue a decorrer, fornecendo mais oxigénio numa reacção de queima a reacção
poderá decorrer ou ira aumentar a seu volume, pois o oxigénio alimenta a combustão.
MnO 2
H2O2 → H2O O2

Referências Bibliográficas
ATKINS, Peter, PRINCÍPIOS DE QUÍMICA Questionando a vida moderna e o meio ambiente,
7T ed, Bookman Editora Ltda, 2018
24

ANONIMO, grupo do nitrogénio (grupo 15) E grupo do oxigénio (grupo 16) aula 7, link
[Link] ufm ou [Link]

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

VERIFICAÇÃO DAS LEIS DOS GASES (EXPANSÃO ISOBÁRICA)


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
25

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

VERIFICAÇÃO DAS LEIS DOS GASES (EXPANSÃO ISOBÁRICA)

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
26

2024
PRÁTICAS DE QUÍMICA FÍSICA I

VERIFICAÇÃO DAS LEIS DOS GASES

EXPANSÃO ISOBÁRICA

Introdução

O presente relatório tem como tema experiencia química sobre: Verificação da Lei dos Gases. A
lei dos gases foi criada por físicos-químicos com o intuito de entender o comportamento
macroscópico dos gases. Existem três leis dos gases que são denominadas como Lei de Boyle
(transformação isotérmica), Lei de Gay-Lussac (transformação isovolumétrica) e a Lei de
Charles (transformação isobáricas).

A prática experimental realizada, baseou-se na comprovação dessas leis, nomeadamente as leis


de Boyle e Charles.

Objectivo Geral:

 Estudar o comportamento macroscópico dos gases através da variação das propriedades


físicas como pressão, temperatura e volume.

Objectivos específicos

 Verificar a validade da lei de Boyle;


 Verificar a validade da lei de Charles;
 Traçar os gráficos correspondentes a lei de Boyle e a lei de Charles;

Fundamentos Teóricos

Os estados dos gases

O estado físico de uma amostra de uma substância, sua condição física, é definido por suas
propriedades físicas. Duas amostras de uma substância que têm as mesmas propriedades físicas
estão no mesmo estado. O estado de um gás puro, por exemplo, fica definido pelos valores do
27

volume que ele ocupa, V, da quantidade de substância (número de moles), n, da pressão, P, e da


temperatura, T. É um facto experimental que cada substância é descrita.

Materiais

 Três garrafas
 3 Copos de bequer;
 3 Balões;
 1 Espátula

Substâncias necessárias

 Vinagre;
 Bicarbonato de sódio;
 Água (a temperatura ambiente, gelada e 100º C).

Fonte: autor 2024.

Procedimentos

 Colocou-se o vinagre nas três garrafas;


 Colocou-se 2 espátulas de bicarbonato de sódio para cada balão e conectou-se nas
garrafas;
28

Fonte: autor 2024.


 Introduziu-se água (H2O) fria para um bequer;
 Introduziu-se água (H2O) morna para um bequer;
 Introduziu-se água (H2O) quente para um bequer;

Fonte: autor 2024.


 Embutiu-se um balão para cada bequer; que continha H2O.

Esquema de Montagem e legenda dos aparelhos


Recolha do ar para cada balão.

Fonte: autor 2024.


29

Observações

Depois de embutir-se os balões para cada garrafa e colocou-se nos seus devidos bequeres que
tinham água quente (100ºC), morna e H 2O a temperatura ambiente observou-se que para o
recipiente que colocou-se na água quente, isto, é a 100ºC o balão aumentava cada vez mais o
volume com tendência de explodir, na água morna o balão não tinha tanto volume enquanto na
água fria o balão se comprimia e não tinha volume.

Interpretação

A Lei dos Gases foi criada por físico-químicos entre os séculos XVII e XIX. As três leis dos
gases são denominadas:
 Lei de Boyle (transformação isotérmica);
 Lei de Gay-Lussac (transformação isobárica);
 Lei de Charles (transformação isométrica).

Cada uma delas contribuiu para os estudos sobre os gases e suas propriedades, a saber: volume,
pressão e temperatura.

Gases

Os gases são fluidos que não possuem forma, nem volume próprio, ou seja, a forma e o volume
dos gases dependem directamente do recipiente no qual estão inseridos.
Isso ocorre porque as moléculas dos gases, diferente dos sólidos, estão separadas umas das
outras.

Lei de Charles
O cientista francês Jacques Charles elucidou outra importante propriedade dos gases, ao estudar
o efeito da temperatura sobre o volume de uma amostra mantida à pressão constante. O cientista
descobriu que o volume varia linearmente com temperatura qualquer que seja a natureza do gás,
desde que a pressão seja baixa. Assim, estabeleceu que;
V = constante * T
Quanto maior a temperatura, maior o grau de agitação das moléculas do gás, o que torna as
colisões quase que completamente elásticas.
30

Em condições de maiores pressões, ou de temperaturas próximas da


temperatura de liquefacção do gás, o volume das moléculas de um gás já não
é desprezível, tal como acontecia nos gases ideais.

Conclusão

Ao colocar a mão em volta do experimento, percebeu-se que os balões tomavam cada volume.
Ao observar-se esse facto, concluiu-se que, devido à várias temperaturas dos recipientes, os
balões tinham diferentes volumes, e nesse processo, o recipiente que continha água a temperatura
ambiente, o volume era constante, o recipiente B que continha água morna, o volume tendia
aumentar pouco, enquanto o recipiente C que continha água quente, isto, é a 100ºC o volume
aumentava e com tendência do balão estourar.

Referências bibliográficas
Theodore L. Brown, H. Eugene LeMay, Bruce E. Bursten, Catherine Murphy e Patrick
Woodward
The Molecular Theory of Gases and Liquids" de Joseph O. Hirschfelder, Charles F. Curtiss e R.
Byron Bird.
31

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

DENSIDADE DOS GASES


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
32

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

DENSIDADE DOS GASES

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
33

DENSIDADE DOS GASES


Pressão, temperatura, volume e quantidade de matéria é tudo que se precisa especificar para
definir o estado de um sistema gasoso de um único componente. A relação entre essas variáveis
pode ser expressa em termos de uma equação conhecida como equação de estado. Para um gás
ideal, a equação de estado é: PV= nRT onde P é a pressão, V é o volume, n é o número de
moléculas, e T é a temperatura do gás. A constante R possui valor de 8,314 [Link]-1.K-1 no S.I. O
gás perfeito (ideal) não existe, mas em condições de baixas pressões ou elevadas temperaturas, a
maioria dos gases apresenta comportamento de gás perfeito (ideal).
A equação de J.D. Van de Waals (VdW) é uma equação de estado para gases compostos de
partículas que têm um volume diferente de zero e forças de interacção (atractivas e repulsivas). A
equação foi desenvolvida por Johanner Diderik Van der Waals em 1873, baseado em uma
modificação da lei dos gases ideais. A equação tem uma aproximação melhor para
comportamento de gases em condições onde as interacções que ocorrem entre as partículas não
podem ser desprezadas.
(P + a / Vm2) (Vm – b) = RT
Onde: P é a pressão do gás, a é a medida da atracção entre as partículas,Vm é o volume molar do
gás (Vm = V/n), b representa o volume excluído pelas partículas, R é a constante universal dos
gases e T é a temperatura absoluta (em Kelvin). O valor de b está ligado ao raio atómico da
partícula considerada, pois trata do volume excluído.
Nesse experimento iremos determinar a densidade do gás CO 2 e discutir sobre o comportamento
deste gás nas condições do laboratório (ideal versus real).
O gás será gerado através da reacção que ocorre ao colocar um sonrisal em água. Observar que a
composição de cada comprimido (4 gramas) de sonrisal é a seguinte: carbonato de sódio 400 mg,
carbonato ácido de bicarbonato de sódio 1,700 g ; ácido acetilsalicílico 0,325 g; ácido cítrico
1.575 mg.
A massa do gás CO2 gerado será determinada pela estequiometria da reacção e da consideração
de que a reacção está completamente deslocada para os produtos.

Material necessário

1 Tubo de ensaio grande; 1 Proveta de 100,0 mL; 1 Mangueira com rolha; 1 Cuba transparente;1
Copo plástico; Sonrisal
34

Procedimentos

 Observou-se a montagem da aparelhagem na Figura 2.


 Encheu-se uma proveta de 100 mL com água até a borda e introduzir-se-á rapidamente
com a abertura para baixo dentro da cuba contendo água. Não se deixando que entrem
bolhas de ar. Para isso tampou-se a proveta com a mão antes de virá-la.
 Colocou-se a extremidade livre da mangueira dentro da proveta.
 Pesou-se 0,5 g de sonrisal. Anote a massa exactamente pesada:
 Colocou-se água no tubo de vidro até aproximadamente a metade. Pese esse conjunto.
 Colocou-se o sonrisal no conjunto tubo + água e feche o mais rápido possível de modo
que todo o gás CO2 gerado seja recolhido na proveta.
 Igualou-se o nível de água na proveta com o nível de água na cuba e leu-se o volume de gás
recolhido

A massa do gás carbónico

m = ρ .V
m = 2,5 * 10-3 . 0,05 L
m = 0,125 . 10-3 g

Observações

A precisão das medições de massa e volume é crucial para a precisão dos resultados.
Controlar a entrada de ar e garantir a estanqueidade do sistema é essencial para evitar perda de
gás.

Discussão de Resultados:

Massa exacta do Sonrisal: 0.501 g


Volume de gás recolhido: 45 mL
Massa do gás formado: 0.22 g
Densidade experimental (ρexp): 4.89 g/L
Temperatura ambiente: 298 K
Pressão ambiente: 760 mmHg
35

Densidade ideal (ρideal): 4.87 g/L


Massa do Gás Formado na Reacção:
A massa do gás formado pode ser calculada pela diferença de massa do tubo com e sem o
Sonrisal após a reacção.

Densidade Experimental (ρexp)


A densidade experimental do gás é determinada pela razão entre a massa do gás e o volume
recolhido.

Densidade Ideal (ρideal):


A densidade ideal pode ser calculada usando a equação dos gases ideais:

P . R .T
ρ=
M
P. M
ρ=
RT
1 atm . 44 g
ρ=
62,3637. 273 K
44 g
ρ= = 2,5 * 10-3
17025

Precisão e Exactidão

Comparando a densidade experimental (ρexp) com a densidade ideal (ρideal), podemos avaliar a
precisão do experimento. Discrepâncias podem ser atribuídas a factores como perda de gás
durante a transferência ou medição imprecisa dos volumes.

Comportamento do Gás

Se a densidade experimental estiver próxima da densidade ideal, podemos concluir que o gás se
comporta aproximadamente como um gás ideal nas condições experimentais. Divergências
significativas sugerem que efeitos como interacções intermoleculares ou não idealidades devem
ser considerados.
36

Erros Experimentais:

Possíveis fontes de erro incluem a entrada de bolhas de ar na proveta, perda de gás durante a
transferência, e imprecisões na medição de massa e volume.

Conclusão

Os resultados experimentais obtidos são consistentes com a teoria dos gases ideais, considerando
pequenas discrepâncias que podem ser atribuídas a erros experimentais. Este experimento
demonstra eficazmente como a densidade dos gases pode ser determinada e comparada com
valores teóricos, proporcionando uma compreensão prática das propriedades dos gases e a
aplicação da equação dos gases ideais.

Referências Bibliográficas

Theodore L. Brown, H. Eugene LeMay, Bruce E. Bursten, Catherine Murphy e Patrick


Woodward
Robert Resnick, David Halliday e Jearl Walker: Cobertura abrangente sobre termodinâmica e
propriedades dos gases.
David Halliday, Robert Resnick e Jearl Walker
Raymond Chang, Química AMGH, Editora Ltda, 2013.
37
38

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA E A DILATAÇÃO DOS GASES


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
39

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA E A DILATAÇÃO DOS GASES

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
40

2024

VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA E A DILATAÇÃO DOS GASES

Objectivo:
 Verificar a Pressão Atmosférica e a Dilatação dos Gases

Material necessário
1 Prato fundo;
1 Vela;
1 Isqueiro;
1 Recipiente de Vidro

Fonte: Autores, 2024

Substância necessárias
Corante
Água (H2O)
Procedimentos

1. Colocou-se o prato fundo, a vela, a água, o recipiente de vidro, a corante e o isqueiro em


cima da mesa e começa a usar o material segundo os seguintes procedimentos:
2. Colocou-se a vela no centro do prato e deitou-se a água com corante no fundo do prato.
Acendeu-se a vela e colocou-se a garrafa/recipiente de vidro com a boca virada para baixo,
deixando a vela dentro da garrafa.
41

Observações:
Quando introduziu-se o recipiente de vidro no prato onde tinha a vela e o corante observou-se a
subida da corante e a vela se apagou.

Fonte: Autores, 2024

Conclusões:
Segundo a lei de Charles o volume e proporcional a temperatura. A vela aquece o ar dentro do
recipiente fazendo com que se expanda e saia, deslocando a água para dentro do recipiente.
Quando o ar dentro do recipiente esfria a expansão diminui, fazendo com que a pressão
atmosférica externa empurre a água para dentro do recipiente.

Referências Bibliográficas.
Livros Didácticos e Manuais de Química/Física:
Robert Resnick, David Halliday e Jearl Walke
Theodore L. Brown, H. Eugene LeMay, Bruce E. Bursten, Catherine Murphy e Patrick
Woodward
42

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

DETERMINAÇÃO DAS ENTALPIAS DE COMBUSTÃO DE ALGUNS ÁLCOOIS


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
43

Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente


2024
44

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

DETERMINAÇÃO DAS ENTALPIAS DE COMBUSTÃO DE ALGUNS ÁLCOOIS

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
45

2024

DETERMINAÇÃO DAS ENTALPIAS DE COMBUSTÃO DE ALGUNS ÁLCOOIS

Introdução

Para este relatório debruça acerca de Determinação das Entalpias de Combustão de Alguns
Álcoois, pretende-se determinar, experimentalmente, a entalpia de combustão do etanol,
utilizando um calorímetro de chama rudimentar.

O aumento de temperatura do sistema calorimétrico, durante a combustão de uma dada massa de


álcool, é medido com um termómetro e a quantidade de calor envolvido na combustão é
calculada a partir da capacidade calorífica do sistema, isto é, do seu equivalente energético. Este
pode ser determinado queimando uma determinada massa de etanol, cuja entalpia molar de
combustão padrão, a 298 K, é -1367.6 kJ mol-1. Sendo as condições experimentais durante os
ensaios de combustão das amostras de metanol às do ensaio de calibração com etanol,
nomeadamente, a reprodutibilidade dos valores das temperaturas inicial e final em todos os
ensaios, tendo em conta a precisão das determinações.

Objectivo Geral:

 Determinar as entalpias de combustão do etanol.

Objectivos específicos:

 Apresentar o teor em volume;


 Identificar as marcações das percentagens de cada composição.

Materiais

1- Termómetro-100o C; 1- Balança (analítica); 1- Erlemmeyer; Palitos de fósforo; 1- tubo. 1-


Copo Becker, 1- tampa. 1- Pipeta de Pasteur, Pavio, vela, 1- proveta.
46

Substância

 Etanol e água simples.

Procedimentos
1. Na falta da água desionizada, utilizou-se água simples medindo numa proveta 550 cm 3,
que depois colocou-se no interior de tubo de ensaio na falta do vaso calorimétrico e
fechou-se com uma borracha branca e no meio colocou-se o termómetro.

Fonte: autor 2024.

2. Introduziu-se etanol na lamparina com auxílio de uma pipeta. Na falta da lamparina


adaptamos o erlemmeyer como lamparina, ajustou-se o pavio e acendemos de modo a
obter uma chama de cerca de 5 a 10 mm de altura.

Fonte: autor 2024.


3. Apagou-se a chama colocando a Becker na falta da campânula e pesamos o conjunto na
balança analítica.
47

Fonte: autor 2024.


4. Agitou-se a água a combustão até a temperatura aumentar cerca de 12 °C.

Fonte: autor 2024.


5. Extingamos a chama colocando o tubo de ensaio e continuamos a agitar a água até a
temperatura atingir um valor máximo que deverá registar como final.

Fonte: autor 2024.

Observações:

Observou-se apois a aproximação do tubo de ensaio 12 ºC, e fizemos o mesmo processo a


combustão novamente e constatou-se o valor final, foi de 40 ºC.

HF = HP – HR
HF = 40 – 12
48

HF = 28 J

Interpretação de resultados

Depois de ter feito a experiência não constatou-se resultado esperado, a combustao de entalpia
do etanol, devido a água que usamos ter sido água simples.

Conclusão

Entalpia de combustão completa do etanol (C2H6O)


C2H6O + 3 O2 → 2 CO2 + 3 H2O
Pela equação química balanceada da combustão completa do etanol, observou-se que foram
gerados 2 mol de dióxido de carbono e 3 mol de água, além de ter sido liberada certa quantidade
de energia, já que o seu ΔH é menor do que 0.

Combustão incompleta
Ocorre uma entalpia de combustão incompleta quando a substância combustível (substâncias
orgânicas, por exemplo, hidrocarbonetos, álcoois, cetonas, etc.), ao reagir com o comburente,
forma necessariamente monóxido de carbono (CO) e água (H2O).
Portanto, concluiu-se que a experiencia não decorreu da forma que esperavamos porque a água
que usamos é água simples ao invés da água desionizada.
ΔH água = m CP ΔT
ΔH água = 32*1*28
ΔH água = 896.
Eficiência = calor absorvido /calor produzido.
Referências Bibliográficas
David P. Shoemaker, Carl W. Experimental Physical Chemistry Garland e Joseph W. Nibler
Química: A Ciência Central" de Theodore L. Brown, H. Eugene LeMay, Bruce E. Bursten,
Catherine Murphy e Patrick Woodward.
49

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

ESTUDO DA ADSORÇÃO DO ÁCIDO ACÉTICO PELO CARVÃO ACTIVADO


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
50

2024

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

ESTUDO DA ADSORÇÃO DO ÁCIDO ACÉTICO PELO CARVÃO ACTIVADO

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue no


departamento de Ciências Naturais, Engenharia,
Tecnologia e Matemática na cadeira de
Laboratório de Química II, 2º Ano, 1º Semestre,
leccionado peloː

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
51

Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente


2024

ESTUDO DA ADSORÇÃO DO ÁCIDO ACÉTICO PELO CARVÃO ACTIVADO


Introdução
A adsorção é um processo amplamente utilizado em diversas aplicações industriais e ambientais
devido à sua eficácia na remoção de substâncias contaminantes de líquidos e gases. Entre os
inúmeros adsorventes disponíveis, o carvão activado destaca-se por sua elevada área superficial e
capacidade adsorvente, tornando-se uma escolha preferencial em muitos processos de
purificação e tratamento. Este trabalho tem como objectivo investigar a eficiência do carvão
activado na adsorção do ácido acético, um composto orgânico comumente encontrado em
efluentes industriais e agrícolas. A compreensão dos mecanismos envolvidos na adsorção do
ácido acético pelo carvão activado, assim como a avaliação das condições operacionais óptimas,
é essencial para aprimorar processos de tratamento de água e efluentes, contribuindo para a
redução do impacto ambiental e para a promoção de práticas sustentáveis. Ao longo deste estudo,
serão abordados aspectos teóricos e práticos, incluindo a caracterização do carvão activado, a
cinética e a isoterma de adsorção, além da análise dos parâmetros que influenciam a eficiência do
processo
Fundamentação Teórica
A adsorção é um processo físico ou químico no qual átomos, iões ou moléculas de um gás,
líquido ou sólido aderem à superfície de um adsorvente. Diferente da absorção, onde a substância
é distribuída por todo o volume do material absorvente, na adsorção a substância se concentra na
superfície do material adsorvente.
Esse fenómeno ocorre devido a forças intermoleculares, como forças de Van der Waals e
ligações químicas. A adsorção pode ser classificada em dois tipos principais: adsorção física
(físico-sorção) e adsorção química (químico-sorção). Na físico-sorção, as interacções são
fracas e reversíveis, enquanto na químico-sorção, as interacções são mais fortes e geralmente
envolvem a formação de ligações químicas.
A adsorção é amplamente utilizada em processos industriais para purificação e separação de
substâncias, controle de poluição, e em aplicações como catalisadores e sensores. Um exemplo
comum é o uso de carvão activado para remover impurezas de líquidos e gases devido à sua alta
área superficial e capacidade adsorvente.
52

Materiais

 Tubos de ensaio, pipeta, funil, copo de Becker, algodão, espátula, seringa, almofariz,
pistilo

Substâncias

 Vinagre (Ácido Acético) e Carvão Activado

Procedimentos

 Preparou-se a coluna de filtração,


 Deitou-se num tubo de ensaio 20 gotas de solução de Vinagre (Ácido Acético) e uma
microespátula de Carvão Activado, depois agitou-se energicamente o conteúdo do tubo
de ensaio e filtrou-se a mistura.

Observação

Após adicionar o carvão activado a solução de vinagre e agitar, a solução mudou de cor.

Após a filtração, observou-se que o filtrado (liquido resultante) foi menos turvo e claro.

Fonte: Autores, 2024


53

Explicações: o carvão activado possui uma grande área de superfície devido a sua estrutura
porosa, permitindo a adsorção de moléculas de ácido acético da solução.

Durante a agitação, as moléculas do ácido acético aderem a superfície do carvão activado, sendo
removidas da solução.

Conclusão

A adsorção é um processo pelo qual os contaminantes orgânicos presentes no ácido acético


(vinagre) são retidos na superfície do carvão activado.

Adsorção – processo pelo qual os contaminantes orgânicos presentes numa certa substância são
retidos na superfície do carvão.

O agente adsorvente é carvão activado.

Referencias Bibliográficas

FELTRE, Ricardo, 2004. Química Geral vol. 1, 6ª ed. S. Paulo.

MIGUEL, A. Dias "Adsorption Engineering".


54

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

REACÇÃO DE MAGNÉSIO METÁLICO COM UMA SOLUÇÃO AQUOSA DE UM


ÁCIDO
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
55

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

REACÇÃO DE MAGNÉSIO METÁLICO COM UMA SOLUÇÃO AQUOSA DE UM


ÁCIDO

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
56

2024
CINÉTICA QUÍMICA

A Cinética Química é o estudo das velocidades das reacções. A cinética considera a variável =
tempo‘ nas transformações físico-químicas. Dessa forma, é estabelecido o tempo necessário para
que ocorra uma transformação química. Porém, é a termodinâmica que determina a variação das
propriedades de um sistema quando esse muda de um estado de equilíbrio para outro. Ou ainda, a
termodinâmica que irá determinar se um processo ocorrerá espontaneamente ou não.
A partir do momento em que a termodinâmica determina a possibilidade de uma reacção ocorrer,
a velocidade em que ela ocorrerá irá depender de factores como, por exemplo, a natureza, a
concentração e a temperatura dos reagentes e a presença de catalisador.

Um exemplo de reacção que se observa a influência desses factores é a redução do ião permanganato,
MnO4-.
MnO4- (aq) + 8 H+ + 5 e- Mn2+ (aq) + 4 H2O E°red = + 1,512 V
(violeta) (incolor)

Em termos clássicos a cinética química compreende simplesmente a determinação das velocidades


das reacções.
O conhecimento quer da velocidade de uma reacção quer da sua dependência das concentrações das
diferentes espécies intervenientes na reacção, de espécies adicionais, do pH, da temperatura, da
pressão ou do solvente pode ser aplicado de diferentes formas.
Assim, os estudos cinéticos podem realizar-se com vista ao estabelecimento do mecanismo da
reacção, à determinação da estabilidade cinética de uma espécie ou ainda à determinação da
maior ou menor facilidade com que se pode produzir uma dada substância quer no laboratório
quer na indústria.

O mecanismo reaccional é uma hipótese frequentemente sujeita a revisão sempre que novos
resultados experimentais e/ou novas teorias assim o exijam. Raramente um único mecanismo se
ajusta às observações, pelo que o experimentalista deve ser cauteloso na concepção das suas
experiências e nas conclusões a retirar.
57

O mecanismo de uma reacção estabelece o progresso da transformação de reagentes em


produtos. Mostra se a reacção química ocorre num único processo molecular (nesse caso é
chamada reacção elementar) ou em vários. Nesta última situação as experiências definirão se
esses passos moleculares ocorrem sequencialmente ou em competição. O mecanismo de uma
reacção é pois traduzido por um conjunto de reacções elementares. Estas são geralmente
unimoleculares ou bimoleculares e mais raramente trimoleculares.

A ordem da reacção é a soma dos expoentes que afectam as concentrações das diferentes
espécies intervenientes na lei de velocidade. A “constante” de proporcionalidade entre a
velocidade e as concentrações depende da temperatura e por vezes da pressão, ou se a reacção
ocorre em solução, pode depender ainda do próprio solvente e força iónica do meio, sendo em
qualquer caso designada por velocidade específica.

A ordem de uma reacção é estabelecida com base em observações experimentais da


dependência da velocidade com a concentração. É uma quantidade empírica e por si só não diz
nada acerca do mecanismo da reacção. A molecularidade (de uma reacção elementar) é deduzida
com base em determinações experimentais da ordem da reacção, mas depende do
estabelecimento de um mecanismo consistente.

A lei de velocidade de uma reacção pode envolver concentrações de um ou de todos os


reagentes e mesmo produtos, não tendo em muitos casos qualquer relação com a equação
estequiométrica, ou melhor as ordens parciais não coincidem com os coeficientes
estequiométricos das espécies envolvidas.

Realizar-se-ão dois trabalhos de cinética química:

A determinação da velocidade específica da reacção entre o peróxido de hidrogénio e o anião


iodeto a diferentes temperaturas permite estabelecer os parâmetros da equação de Arrhenius,
factor pré-exponencial e energia de activação; adicionalmente comprova-se que a lei de
velocidade apresenta ordem um quer relativamente ao peróxido quer ao iodeto;
estudo da cinética da reacção do anião hexacianoferrato com o ácido ascórbico, ao evidenciar a
dependência da velocidade específica da reacção com a força iónica do meio, permite confirmar
que o passo determinante da reacção envolve espécies iónicas e ainda determinar o valor da
58

carga global das duas espécies envolvidas nesse passo elementar. No primeiro trabalho segue-
se a evolução da reacção titulando volumetricamente uma das espécies envolvidas na reacção,
em tempos sucessivos: método directo. No estudo da reacção do anião hexacianoferrato com
ácido ascórbico mede-se a absorvência da solução a uma frequência de radiação em que apenas o
anião hexacianoferrato absorve. Utiliza-se pois uma propriedade física de uma espécie reaccional
para seguir a conversão de reagentes em produtos, ou seja usa-se um método indirecto.

REACÇÃO DE MAGNÉSIO METÁLICO COM UMA SOLUÇÃO AQUOSA DE UM


ÁCIDO

Introdução

A reacção entre magnésio metálico e uma solução aquosa de ácido clorídrico é um exemplo
clássico de reacção de deslocamento simples, frequentemente utilizada em experimentos
laboratoriais para ilustrar conceitos fundamentais de química, como reactividade de metais,
cinética química e termodinâmica. Esta reacção envolve a conversão do magnésio sólido em
cloreto de magnésio dissolvido e gás hidrogénio, conforme descrito pela equação química:

Mg(s) + 2HCl(aq) → MgCl2(aq) + H2(g)

O estudo desta reacção não apenas facilita a compreensão dos processos reaccionais e dos
factores que influenciam a velocidade das reacções químicas, mas também destaca a importância
das condições experimentais, como a concentração do ácido e a temperatura, na determinação da
eficiência e da taxa da reacção. A observação das mudanças físicas e a medição dos parâmetros
durante a reacção proporcionam uma base prática para a aplicação de princípios teóricos da
química.

Neste experimento, vamos investigar como diferentes concentrações de ácido clorídrico afectam
a velocidade de reacção com magnésio metálico. Espera-se que concentrações mais elevadas de
HCl resultem em uma reacção mais rápida, evidenciando a relação entre a concentração dos
reagentes e a cinética da reacção. Além disso, a variação de temperatura durante a reacção será
monitorada para entender a transferência de energia no sistema reaccional.

Objectivo:
59

 Estudar Reacção de Magnésio Metálico com uma Solução Aquosa de um Ácido

Fundamentação Teórica

A reacção entre magnésio metálico (Mg) e uma solução aquosa de ácido clorídrico (HCl) é uma
reacção de deslocamento simples, onde o magnésio desloca o hidrogénio do ácido, resultando na
formação de cloreto de magnésio (MgCl₂) e gás hidrogénio (H₂). A equação balanceada da
reacção é:

Mg (s) + 2HCl (aq) → MgCl2 (aq) + H2 (g)

Esta reacção é exotérmica, liberando calor no processo. A taxa de reacção pode ser influenciada
por vários factores, incluindo a concentração do ácido, a superfície de contacto do magnésio, a
temperatura e a agitação da mistura.

Material necessário

1 Cronómetro; 1 Proveta de 100 ml. 1 Proveta de 25 ml; 1 Vareta de vidro; 6 tubos de ensaio.
Substância necessária
15 Pedaços da fita de Magnésio, cuja massa é ± 15 mg (comprimento =1 mm); HCl(aq) de várias
Concentrações
Procedimentos
 Recolheu-se 7 pedaços de fita de Magnésio, todos com a mesma massa (± 15 mg).
Encheu-se 6 tubos de ensaio á metade com ácido clorídrico das seguintes molaridades:
0,25; 0,50; 0,75; 1,00; 11,50; 2,00.
 Um tubo de ensaio extra com 1,00 M HCl serviu para a primeira tentativa.
 Foi necessário medir quanto tempo cada reacção demorou a partir do momento de juntar
os reagentes até ao desaparecer de um dos mesmos; para realizar-se isso precisou de um
cronómetro ou um relógio com indicação de segundos.
 Durante a reacção o contacto entre o Mg e o HCl controlou-se; foi necessário agitar de
vez em quando.
 Mediu-se no início e no fim de cada medição a temperatura: anotou-se os valores.
60

 Deixou-se reagir, no tubo de ensaio extra com 1,0 M HCl, um pedaço de Mg, medindo a
temperatura e tempo da reacção.

Observações

 Observou-se que no tubo de ensaio 1 a mudança de cor foi mais rápida em relação ao
tubo 2.

Fonte: Autores, 2024

Discussão dos Resultados

A velocidade da reacção aumentar com o aumento da concentração de HCl, devido à maior


disponibilidade de iões H⁺ para reagir com o magnésio. Comparar os tempos de reacção e a
variação de temperatura entre as diferentes concentrações permitiu entender melhor a cinética da
reacção e os efeitos das variáveis envolvidas.

∆[ ] 0 ,22
32% Tubo 1: V= = = 0,02mol/l/s
∆V 15 S

∆[ ] 0 ,28
28% Tubo 2: V= = = 0,018mol/l/s
∆V 29 S

∆[ ] 0 ,20
20% Tubo 3: V= = = 0,013mol/l/s
∆V 38 S

Conclusão
61

Esta experiência ilustra a relação entre a concentração do reagente e a velocidade da reacção


química. Com concentrações mais altas de HCl, a reacção foi muito rápida e uma maior
liberação de calor, demonstrando o princípio de que a velocidade da reacção aumentou com a
concentração dos reagentes. Ou por outra podemos afirmar que quanto maior é a concentração
maior e a velocidade da reacção.

Referências bibliográficas

Atkins, P., & de Paula, J. Physical Chemistry. Oxford University Press. 2010.

- Brown, T. L., LeMay, H. E., Bursten, B. E., & Murphy, C. J. (2012). Chemistry: The Central
Science. Pearson.
62

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CONCENTRAÇÃO DOS REAGENTES NA VELOCIDADE DE UMA


REACÇÃO QUÍMICA
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial
63

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
64

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CONCENTRAÇÃO DOS REAGENTES NA VELOCIDADE DE UMA


REACÇÃO QUÍMICA

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
65

CONCENTRAÇÃO DOS REAGENTES NA VELOCIDADE DE UMA REACÇÃO QUÍMICA

Objectivo
 Estudar o efeito da concentração dos reagentes na velocidade de uma reacção química

Fundamentação Teórica
A lei da acção das massas, para uma reacção genérica:
aA + bB + cC M + nN + oO
m

Estabelece que:
V = K [A]a [B]b[C]c
Onde:
V → velocidade da reacção
K →constante, específica para cada reacção
[ ] → concentração = número de moles de soluto por litro de solução
A equação proposta por Guldberg e Waage mostra que um aumento na molaridade de qualquer
um dos reagentes provoca um aumento na velocidade da reacção.
Escolhemos a reacção entre o tiossulfato de sódio e o ácido sulfúrico porque produz enxofre:
H2SO4 + Na2S2O3 Na2SO4 + H2O + SO2 + S
O enxofre formado, sendo insolúvel em água, provoca uma turvação que permite ver quando a
reacção ocorre. Assim poderemos medir o tempo de duração da reacção. Mantendo fixa a
concentração de ácido e adicionando água à solução de tiossulfato de sódio, verificaremos como a
diminuição da concentração de um dos reagentes influi no tempo da reacção, isto é na velocidade
da reacção.
Dadas as variáveis:
Δn = número de mols que reagiram = V x M
Δt = tempo (em segundos) de duração da reacção
Podemos calcular a velocidade da reacção com a fórmula:
∆n
V=
∆t
Parte Experimental
Material
 Bureta de 25 mL (3)
66

 Suporte universal (3)


 Cronómetro
 Béquer de 100 mL(3)
 Estante para tubo de ensaio
 Tubos de ensaio (10)
Reagentes
 Solução 0,3 M de ácido sulfúrico, H2SO4
 Solução 0,3 M de tiossulfato de sódio, Na2SO3
Procedimento
 Rotulou-se três buretas e três béqueres de 100 mL: água, ácido sulfúrico e tiossulfato de
sódio.
 Carregou-se correctamente cada bureta com o respectivo líquido e deixe sob cada uma o
béquer identificado.
 Pegou-se quatro tubos de ensaio e, utilizando a bureta, colocou-se, em cada um, 4 mL da
solução 0,3 M de ácido sulfúrico.
 Numerou-se outros quatro tubos de ensaio: 1, 2, 3 e 4.
 Utilizando as buretas, colocou-se nos tubos numerados a solução 0,3 M de Na 2S2O3 e
H2O segundo a tabela:
Volume em mL
Tubo
Na2S2O3 0,3 M H2O Total
1 6 mL 0 mL 6 mL
2 4 mL 2 mL 6 mL
3 3 mL 3 mL 6 mL
4 2 mL 4 mL 6 mL
67

Resultados
A equação da reacção que mostra o ocorrido é a seguinte:
Volume em mL Δn = número de Velocidade
[M] da mistura Tempo de
Tubo Na2S2O3 moles de Na2S2O3 Δn
H2O Total M1.V1 = M2.V2 reacção (s) V= mol/s
0,3M que reagiram v, m, ∆t
−4
6 x 0,3 = 6 M2 Δn = 0,006 x 0,30 18 × 10 9 mol
1 6 mL 0 mL 6 mL
M2 = 0,30 Δn = 18 x 10-4
2s v= = /s
2 l
−4
2 4 x 0,3 = 6 M2 Δn = 0,006 x 0,20 12 ×1 0 2.4 mol
4 mL 2 mL 6 mL
M2 = 0,20 Δn = 12 x 10-4
5s v= = /
5 l
−4
3 3 x 0,3 = 6 M2 Δn = 0,006 x 0,15 9× 1 0 0.9 mol
3 mL 3 mL 6 mL
M2 = 0,15 Δn = 9 x 10-4
10s v= = /s
10 l
−4
4 2 x 0,3 = 6 M2 Δn = 0,006 x 0,10 6× 1 0 0.4 mol
2 mL 4 mL 6 mL
M2 = 0,10 Δn = 6 x 10-4
15s v= = /s
15 l
2HCl (aq) + Na2S2O3 (aq) → 2NaCl (aq) + H2O (l) + S (s) + SO2 (g)

Observações

Observou-se a mudança de cor em cada um dos tubos de ensaio e o tempo da mudança da cor varia.

Conclusão

Quanto maior for a concentração maior e a velocidade da reacção.

Referencias Bibliográficas

Petrucci, R. H., General Chemistry: Principles and Modern Applications. (2017).


Atkins, P., & de Paula, J. Physical Chemistry. Oxford University Press. (2010).
68

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

FACTORES QUE AFECTAM A VELOCIDADE DE UMA REACÇÃO QUÍMICA


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
69

2024
70

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

FACTORES QUE AFECTAM A VELOCIDADE DE UMA REACÇÃO QUÍMICA

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
71

FACTORES QUE AFECTAM A VELOCIDADE DE UMA REACÇÃO QUÍMICA

Introdução
Uma reacção química é um rearranjo de átomos provocado pelas colisões (choques) entre as partículas dos
reagentes.

Objectivos
 Determinar os factores que afectam a velocidade de uma reacção química.
 (Verificar a influência da concentração dos reagentes, temperatura e catalisador na velocidade das
reacções químicas.)

Fundamentação Teórica

Para que ocorra uma reacção química duas condições são necessárias:
 Haver afinidade química entre as substâncias
 Haver colisões entre as moléculas dos reagentes que levem a quebra de suas ligações para formação
de novas ligações (rearranjo dos átomos dos reagentes para formação dos produtos)
Alguns factores alteram a frequência de colisões entre os reagentes de uma reacção química aumentando
ou diminuindo a velocidade com que ela ocorre. Tais factores podem ser:
 Temperatura
 Pressão
 Concentração dos reagentes
 Superfície de contacto
 Catalisadores ou inibidores
Assim, algumas reacções são extremamente rápidas como a reacção de combustão instantânea entre os gases
oxigénio e hidrogénio, na propulsão dos ônibus espaciais enquanto que outras extremamente lentas como
Fermentação do suco de uva na produção do vinho, podendo demorar meses para ocorrer.
Nesta unidade serão analisados factores que alteram a velocidade da reacção do ião permanganato (MnO 4-
(aq)) em meio ácido com o ião oxalato (C2O4-2).
5C2O4-2 (aq) + 2 MnO4- (aq) + 16 H+ (aq) --------›10 CO2- (aq) + 2Mn2+ (aq) + H2O (l)
Das espécies envolvidas na reacção apenas a solução de iões permanganato apresenta coloração violeta, que
lhe é característica, as demais soluções são incolores. Desta maneira, a velocidade da reacção pode ser
observada em função do tempo necessário para que se dê o tempo de descoloração do permanganato.
72

[Link] Experimental

Materiais:

 H2SO4 2,5 mol/L


 Erlenmeyers de 100 mL
 Ácido oxálico 0,20 mol/L
 1 Proveta de 50 mL e de 10 mL
 KMnO4 0,04 mol/L
 1 Pipetas de 5 mL e 10 mL
 Solução de MnSO4 0,05 mol/L
 Cronómetro
 Água destilada
 Fósforos
 Buretas

Procedimento

Influência da concentração dos reagentes:

 Adicionou-se em um erlenmeyer de 250,0 mL limpo e secou-se 2,00 mL de solução 0,04


mol/L de KMnO4, com pipeta graduada.
 Adicionou-se a outro erlenmeyer de 250,0 mL, com uma proveta, 5,0 mL de solução de
ácido clorídrico 2,5 mol/L e 2,50 mL de solução 0,20 mol/L de ácido oxálico com uma
pipeta graduada.
 Transferiu-se o volume de solução de erlenmeyer que contem a mistura dos ácidos
clorídrico e oxálico para o erlenmeyer que contem a solução de permanganato, agitou-se e
deixou-se em repouso. Marcou-se o tempo imediatamente após a mistura das soluções até o
instante que a mistura se tornou incolor.
 Anotou-se o tempo de descoloração na tabela a seguir.
 Repetiu-se os procedimentos acima para os erlenmeyers 2, 3 e 4, adicionando água ao
erlenmeyer que contém permanganato antes da mistura.
73

 Guardou-se o resultado do erlenmeyer 4 para utilizar no item 2.3.


 Traçou-se um gráfico de [MnO4-] versus tempo de descoloração.
 Calculou-se a velocidade média e um dado intervalo de tempo.
 Calculou-se a velocidade instantâneo num instante determinado pelo professor.

Fonte: Autores, 2024

Influência da concentração dos reagentes:

Erlenmeyer HCl HAC H2O KMnO4 t(s) [MnO4-] Velocidade


[5.5] 1.8 mol −1
1 5ml 2.5ml 2ml 3s 5.5M v= = ∗s
3s L
[2.2] 0.36 mol −1
2 5ml 2.5ml 5ml 2ml 6s 2.2M v= = ∗s
6s L
[1.1] 0.12 mol −1
3 5ml 2.5ml 10ml 2ml 9s 1.1M v= = ∗s
9s L
[0.73] 0.06 mol −1
4 5ml 2.5ml 15ml 2ml 12s 0.73M v= = ∗s
12 s L

Observações: após a mistura das soluções, observou-se uma mudança na coloração da solução
que passou de roxo escuro para incolor. O tempo necessário para que essa mudança ocorresse foi
74

registado em cada experimento, e foi observado que a medida que o tempo aumentava do copo 1
à 4.

Cálculos:
Preparação de soluções
[MnO4-] =5.5M
Erlenmeyer 2 Erlenmeyer 3 Erlenmeyer 3
C1*V1=C2*V2 C1*V1=C2*V2 C1*V1=C2*V2
5.5M * 2ml = C2 * 5ml 5.5M*2ml=2M*V2 5.5M*2ml=C2*15ml
11 = 5*C2 C2 = (5.5M*2ml) / 10ml C2 = (5.5M * 2ml) / 15ml
C2 = 11 / 5 = 2.2M C2 = 1.1M C2 = 0.73M

Explicações dos resultados


A reacção entre o permanganato de potássio (KMnO 4) e os ácidos clorídricos e acético é uma
reacção redox, onde o permanganato é reduzido e os ácidos são oxidados. A mudança de cor da
solução ocorre devido à formação de iões incolores no final da reacção, indicando o término da
mesma. Nisso para uma maior concentração de ácidos, o tempo necessário para a solução tornar-
se incolor foi menor, indicando uma reacção mais rápida. Além disso, a adição de água ao
erlenmeyer que contém o permanganato resultou em uma reacção mais lenta, demonstrando que
a diluição dos reagentes afecta a velocidade da reacção.

Conclusão
A concentração dos reagentes influencia directamente na velocidade da reacção. Assim, pode-se
concluir que a concentração dos reagentes é um factor importante a ser considerado na
velocidade das reacções químicas.

Influência da temperatura
 Foi adicionado a outro erlenmeyer 5,0 mL de solução 2,5 mol/L de ácido clorídrico e
2,50 mL de solução de ácido acético, e a temperatura da mistura foi determinada.
 O erlenmeyer contendo a mistura foi aquecido 20ºC acima da temperatura do ambiente.
 As soluções dos ácidos foram misturadas com a de permanganato, agitadas e deixadas em
repouso. O tempo de descoramento da solução foi marcado imediatamente após a
mistura.
75

 O procedimento foi repetido para o erlenmeyer 3, aquecendo a mistura dos ácidos 30ºC
acima da temperatura do ambiente. Os resultados obtidos foram anotados na tabela.

Resultados

Erlenmeyer HCl HAC H2O KMnO4 T ºC t(s) [MnO4-] Velocidade


Amb. [0.73] 0.06 mol −1
1 5ml 5ml 2.5ml 15ml 12s 0.73M v= = ∗s
12 s L
+20ºC [0.73] 0.14 mol −1
2 5ml 5ml 2.5ml 15ml 5s 0.73M v= = ∗s
5s L
+30ºC [0.73] 0.36 mol −1
3 5ml 5ml 2.5nml 15ml 2s 0.73M v= = ∗s
2s L

Observações

O tempo da mudança de cor aumentava à medida que aumentava a temperatura, ou seja, a


temperatura da mistura influenciou no tempo de descoramento da solução de permanganato.
Quanto maior a temperatura da mistura dos ácidos, mais rápido foi o descoramento da solução de
permanganato.

Explicações dos resultados


A variação da temperatura afecta a velocidade das reacções químicas. Aumentando a
temperatura, as moléculas dos reagentes ganham mais energia cinética, aumentando a frequência
e a energia das colisões entre elas. Isso faz com que a reacção ocorra mais rapidamente. Neste
caso, o aumento da temperatura favoreceu a reacção de oxidação do permanganato pelos ácidos
clorídrico e acético, fazendo com que o tempo de descoramento da solução fosse menor com o
aumento da temperatura.

Conclusão
A temperatura exerce influência na velocidade das reacções químicas. Ao aumentar a
temperatura da mistura dos ácidos, observou-se uma diminuição no tempo de descoramento da
solução de permanganato, indicando que a reacção ocorreu mais rapidamente. Assim, podemos
concluir que a temperatura é um factor que influencia na velocidade das reacções químicas.
76

Feito do Catalisador
 Adicionou-se em um erlenmeyer 2,00 mL de solução 0,04 mol/L de permanganato de
potássio e 15 mL de água destilada.
 Adicionou-se em outro erlenmeyer de 250 mL, 5,0 mL de solução 2,5 mol/L de ácido
clorídrico 2,5 mol/L e 2,50 mL de solução de ácido acético 0,20 mol/L. Acrescentou-se a
esse mesmo erlenmeyer 5 gotas de solução de sulfato de manganês (MnSO4).
 Transferiu-se a solução ácida resultante para o erlenmeyer que continha a solução de
permanganato de potássio. Marcou-se o tempo de descoramento imediatamente após a
mistura.

Resultados
Erlenmeyer HCl HAC H2O KMnO4 MnSO4 t(s) [MnO4-] Velocidade
-- [2.2] 0.36 mol −1
1 5ml 2.5ml 15ml 2ml 6s 2.2M v= = ∗s
6s L
5 gotas [2.2] 1.1 mol −1
2 5ml 2.5ml 15ml 2ml 2s 2.2M v= = ∗s
2s L

Observações: o tempo de mudança de cor ente a solução com catalisador foi maior em relação a
da sem catalisador, ou seja, ao misturar as soluções, foi observada uma rápida mudança de cor,
passando de roxo (devido ao permanganato de potássio) para incolor. A adição de sulfato de
manganês teve um papel catalisador, acelerando a reacção de descoramento do permanganato de
potássio. O tempo de descoramento foi medido imediatamente após a mistura das soluções.

Explicações dos resultados


O permanganato de potássio (KMnO4) reage com o ácido clorídrico (HCl) e o ácido acético
(CH3COOH) para formar dióxido de manganês (MnO2), que é incolor. O sulfato de manganês
atua como catalisador nessa reacção, acelerando a conversão do permanganato de potássio em
dióxido de manganês. A velocidade de reacção foi calculada com base no tempo de
descoramento, mostrando a influência do catalisador na aceleração da reacção.

Conclusão
O experimento demonstrou a influência do catalisador sulfato de manganês na velocidade de
reacção entre o permanganato de potássio e os ácidos clorídricos e acético. A presença do
77

catalisador permitiu uma reacção mais rápida e eficiente, evidenciando a importância dos
catalisadores na aceleração de reacções químicas.

Referencias Bibliográficas
Atkins, P. W., & de Paula, J. Physical Chemistry (9a ed.). Oxford University Press, (2010).
Laidler, K. J. Chemical Kinetics (3a ed.). Harper & Row, (1987).
Chang, R. Chemistry (10a ed.). McGraw-Hill, (2010).
Silberberg, M. S. Chemistry: The Molecular Nature of Matter and Change (6a ed.). McGraw-
Hill, (2012).
Mortimer, C. E. Química (6ª ed.). Guanabara Koogan, (1986).
78

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CINÉTICA DA REDUÇÃO DO PERMANGANATO


Licenciatura em Ensino de Quimica com Habilitacoes em Gestao Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
79

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CINÉTICA DA REDUÇÃO DO PERMANGANATO

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
80

CINÉTICA DA REDUÇÃO DO PERMANGANATO


Introdução
A cinética da redução do permanganato de potássio (KMnO₄) em meio ácido é um tópico de
interesse tanto no ensino de química quanto na pesquisa devido à complexidade e importância
dessa reacção redox. Este experimento tem como objectivo estudar a velocidade da reacção de
redução do permanganato de potássio na presença de diferentes reagentes, como ácido oxálico,
iões Fe²⁺ e iões Mn²⁺. Especificamente, pretende-se:

Objectivos

 Determinar a influência da concentração dos reagentes na velocidade da reacção.


 Compreender os mecanismos de reacção envolvidos na redução do permanganato em
meio ácido.

Fundamentação Teórica

A reacção de redução do permanganato de potássio em meio ácido é uma reacção redox que
pode ser representada da seguinte forma:

2MnO4- + 5H2C2O4 + 6H+ → 2Mn + 2+ + 10CO2 +8H2O

Nesta reacção, o ião permanganato (MnO₄⁻) é reduzido a ião manganês (II) (Mn² ⁺) e o ácido
oxálico (H₂C₂O₄) é oxidado a dióxido de carbono (CO₂).

Materiais: Tubos de ensaio, Cronómetro

Substâncias: Etanol, Solução KMnO4 (aq) 0,005 mol/L, Solução de ácido oxálico 0,5 mol/L em
H2SO4, 1 mol/L, Solução de um sal de Fe2+ e solução de um sal de Mn2+

Procedimentos

 Efeito da natureza dos reagentes:


No tubo 1 foram adicionados 3mL de solução de KMnO 4 e, em seguida, 3mL de solução
contendo iões Fe2+. Observou-se que a reacção ocorreu de forma rápida, resultando em uma
mudança de cor imediata.
81

 Efeito da concentração dos reagentes:

No tubo 3 foi adicionada a solução de ácido acético à solução de KMnO 4. Ao comparar com o
tubo 2, onde foi utilizada a solução de ácido acético pura, notou-se que a reação no tubo 2
ocorreu mais rapidamente devido à maior concentração de ácido acético.

 Efeito da temperatura:

No tubo 4, a solução de KMnO4 foi aquecida antes de adicionar a solução de ácido acético.
Verificou-se que a reacção ocorreu mais rapidamente do que no tubo 2 (temperatura ambiente),
indicando que o aumento da temperatura favorece a velocidade da reacção.

 Efeito do catalisador:
No tubo 5, foram adicionadas algumas gotas de solução contendo iões Mn 2+ à mistura de KMnO4
e ácido acético. Observou-se que a presença do catalisador acelerou significativamente a reacção,
resultando em uma mudança de cor mais rápida do que nos outros tubos.

Conclusão
Em geral, foi possível observar que a natureza dos reagentes, a concentração, a temperatura e a
presença de um catalisador influenciam directamente na velocidade da reacção química. Cada
um desses factores pode acelerar ou retardar o processo, resultando em diferentes tempos de
reacção e mudanças de cor.

Referências Bibliográficas
Atkins, P. W., & de Paula, J. Physical Chemistry (9a ed.). Oxford University Press, (2010).
Silberberg, M. S. Chemistry: The Molecular Nature of Matter and Change (6a ed.). McGraw-
Hill, (2012).
Chang, R. Chemistry (10a ed.). McGraw-Hill, (2010).
82
83

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

EFEITO DA SUPERFÍCIE DE CONTACTO NA VELOCIDADE DA REACÇÃO

DO MAGNÉSIO COM ÁCIDO CLORÍDRICO


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
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EFEITO DA SUPERFÍCIE DE CONTACTO NA VELOCIDADE DA REACÇÃO

DO MAGNÉSIO COM ÁCIDO CLORÍDRICO


Relatório de carácter avaliativo a ser entregue
no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

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EFEITO DA SUPERFÍCIE DE CONTACTO NA VELOCIDADE DA REACÇÃO DO MAGNÉSIO


COM ÁCIDO CLORÍDRICO
Introdução

A velocidade de uma reacção química pode ser influenciada por vários factores, incluindo a
concentração dos reagentes, a temperatura e a presença de catalisadores. Um factor
frequentemente estudado é a superfície de contacto dos reagentes sólidos. Este experimento visa
investigar o efeito da superfície de contacto na velocidade da reacção entre magnésio (Mg) e
ácido clorídrico (HCl). A reacção entre Mg e HCl é uma reacção típica de metal com ácido,
produzindo cloreto de magnésio (MgCl₂) e hidrogénio gasoso (H₂).

Objectivo

O objectivo é comparar a velocidade de reacção de magnésio em pedaços grandes e em pó fino,


analisando a influência da área de superfície exposta à reacção.

Fundamentação Teórica

A velocidade de uma reacção química depende da frequência e da energia das colisões entre as
partículas dos reagentes. Para reacções que envolvem sólidos, a superfície de contacto entre o
sólido e o reagente líquido ou gasoso é um factor crítico. Quanto maior a área de superfície do
sólido exposta, maior é a frequência das colisões entre as partículas reactivas, aumentando a
velocidade da reacção. A equação que descreve a velocidade de uma reacção de primeira ordem
é:

Velocidade = k [A]

Onde: K é a constante de velocidade e [A] é a concentração do reagente. No caso de um sólido, a


concentração de superfície disponível é proporcional à área de superfície exposta .
86

Material

 2 Tubos de ensaio, 1 Almofariz; 1 Cadinho, 1 Seringa.

Fonte: Autores, 2024


Substâncias

 Magnésio, HCl (ácido clorídrico)

Procedimentos

 Triturou-se o pedaço de Magnésio, em partículas colocou-se no tubo de ensaio e triturou-se mais


para mais pequeno e partículas um pouco grande introduziu-se nos tubos de ensaios.
 Fez-se a experiência e anotou-se os valores.
Observações
Observou-se que a no primeiro tubo de ensaio onde tinha o magnésio triturado a mudança de cor
foi muito rápida em relação ao tubo dois por onde tinha o magnésio não triturado. Neste segundo
tubo a mudança de cor foi muito lenta.

Fonte: Autores, 2024


87

Discussão de Resultado

O magnésio em pó reagiu mais rapidamente do que o magnésio em pedaços maiores devido à


maior área de superfície exposta ao ácido clorídrico. A maior área de superfície facilita uma
maior frequência de colisões efectivas entre as partículas de H ⁺ do ácido e os átomos de
magnésio, resultando em uma velocidade de reacção mais alta.

Velocidade de Reacção:

Magnésio em pó: A reacção deve ser visivelmente mais rápida, com um tempo de reacção
menor.
Magnésio em pedaços maiores: A reacção deve ser mais lenta, com um tempo de reacção maior.
Observações Qualitativas

Quantidade de gás hidrogénio liberado pode ser semelhante, mas a taxa de liberação deve ser
mais alta no caso do magnésio em pó.

Conclusão

O experimento demonstra que a superfície de contacto é um factor significativo que afecta a


velocidade das reacções químicas. O magnésio em pó, com uma área de superfície maior, reage
mais rapidamente com o ácido clorídrico do que os pedaços maiores de magnésio. Esses
resultados são consistentes com a teoria da cinética química que afirma que uma maior área de
superfície exposta aumenta a frequência das colisões entre as partículas reactivas, acelerando a
reacção.

Referências Bibliográficas

Atkins, P. W, & de Paula, J. Physical Chemistry 9a ed. Oxford University Press, (2010).
Silberberg, M. S. Chemistry: The Molecular Nature of Matter and Change 6a ed. McGraw-Hill,
(2012).
Chang, R. Chemistry 10a ed. McGraw-Hill4, (2010).
Mortimer, C. E. Química (6ª ed.). Guanabara Koogan, (1986).
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Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HOMOGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
89

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HOMOGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL


Relatório de carácter avaliativo a ser entregue
no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː
dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
90

CATÁLISE HOMOGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL

Introdução

A produção de biodiesel tem-se tornado uma alternativa promissora aos combustíveis fósseis
devido à sua sustentabilidade e menor impacto ambiental. Entre os diversos métodos de
produção de biodiesel, a transesterificação catalisada por bases homogéneas é uma das mais
utilizadas devido à sua eficiência e relativa simplicidade operacional.

Objectivo
Explorar os fundamentos e as condições operacionais da catálise homogénea básica na produção
de biodiesel;
Compreender os factores que influenciam a eficiência e a qualidade do produto final.
Fundamentação Teórica
Biodiesel é um combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais
por meio da reacção de transesterificação. Nessa reacção, triglicerídeos (presentes nos óleos e
gorduras) reagem com um álcool de cadeia curta (geralmente metanol ou etanol) na presença de
um catalisador para formar ésteres de ácidos graxos (biodiesel) e glicerol como subproduto.

Catálise Homogénea Básica

Na catálise homogénea básica, o catalisador está na mesma fase que os reagentes, tipicamente
dissolvido no álcool. Os catalisadores mais comuns para essa reacção são hidróxidos (como
NaOH ou KOH) e alcoóxidos (como metóxido de sódio ou potássio).

Materiais necessários: 2 Beckeres, 1 vela, 1 suporte, 1 tubo de ensaio.

Substâncias necessárias: Óleo alimentar usado; Metanol (95 – 99% Merck); Catalisador
(Hidróxido de Sódio (95 – 99 % Merck).

Fonte: Autores, 2024


91

Procedimentos
 Colocou-se 5ml de óleo no tubo de ensaio;
 Colocou-se 5ml de solução do indicador NaOH no Metanol; e agitou-se;
 Montou-se o seguinte sistema:
 Acendeu-se a vela e aqueceu se o óleo;
 Depois adicionou-se a solução do metanol junto com o catalisador;
 Fazer teste de chama acendendo uma vela e passando o que se formou.

Fonte: Autores, 2024

Resultados
Observação: durante a experiencia observou-se a formação de bolhas ao aquecer o óleo, e
quando se adicionou o metanol no óleo houve efervescência, e quando se passou ao fogo da vela
queimou.

Explicação de resultados
A formação de bolhas ao aquecer o óleo ocorre devido ao fato de que quando um líquido é
aquecido, seus componentes se expandem e gases que estavam dissolvidos são liberados. A
efervescência ao adicionar metanol no óleo ocorre devido à reacção química entre os dois
componentes, que resulta na liberação de gases. Por fim, a queima do óleo ao passar a vela acesa
demonstra a inflamabilidade do líquido.
A adição do catalisador básico reage com os ácidos graxos presentes no óleo alimentar,
formando ésteres metílicos de ácidos graxos (biodiesel) e glicerina.
C36H74O2 + CH3OH + NaOH (catalisador) → C19H38O2 + C3H8O3 + H2O
92

Conclusão
A catálise homogénea básica é uma técnica eficaz e económica para a produção de biodiesel a
partir de óleo alimentar usado. É importante ressaltar a importância da utilização de catalisadores
de alta qualidade e da correta manipulação dos reagentes para garantir a eficiência e a pureza do
biodiesel produzido. Este método contribui para a redução do impacto ambiental causado pela
queima de combustíveis fósseis, promovendo a sustentabilidade e a preservação do meio
ambiente.

Referencia Bibliográfica
Maher Technical aspects of biodiesel production by transesterification, (2006).
Butterfield, et all Transesterification kinetics of soybean oil. Journal of the American Oil
Chemists' Society, 63(10), 1375-1380. (1986).
Ma, F., & Hanna, M. A. Biodiesel production: a review. Bioresource technology, 70(1), 1-15,
(1999).
93

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HETEROGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
94

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HETEROGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
95

CATÁLISE HETEROGÉNEA BÁSICA-PRODUÇÃO DE BIODIESEL

Introdução
A busca por fontes de energia renovável tem impulsionado o desenvolvimento de
biocombustíveis, entre eles o biodiesel, que se destaca por suas vantagens ambientais e por ser
uma alternativa aos combustíveis fósseis. A produção de biodiesel por catálise heterogénea
básica é uma área de pesquisa em crescimento devido às suas vantagens sobre a catálise
homogénea, incluindo a facilidade de separação do catalisador e a redução de resíduos .

Objectivo:

 Analisar a aplicação da catálise heterogénea básica na produção de biodiesel;

Fundamentação teórica

Biodiesel é um combustível renovável derivado de óleos vegetais ou gorduras animais através da


reacção de transesterificação. Nessa reacção, triglicerídeos reagem com um álcool de cadeia
curta (geralmente metanol ou etanol) para formar ésteres de ácidos graxos (biodiesel) e glicerol
como subproduto.

Catálise Heterogénea Básica

Na catálise heterogénea, o catalisador está em uma fase diferente dos reagentes, geralmente
sólido, enquanto os reagentes são líquidos. Isso facilita a separação e a reutilização do
catalisador, além de minimizar a formação de sabão.

A eficiência da catálise heterogénea básica depende de factores como a natureza do catalisador, a


sua área de superfície, a acessibilidade dos sítios activos, a concentração do álcool e do óleo, a
temperatura, e o tempo de reacção.

Materiais necessários: 2 Beckeres, 1 vela, 1 suporte, 1 tubo de ensaio.

Substâncias necessárias: Óleo alimentar usado; Metanol (95 – 99% Merck); Catalisador
(Hidróxido de cálcio (sólido) (95 – 99 % Merck).
96

Procedimentos
 Montou-se o seguinte sistema;
 Colocou-se 5ml de óleo no tubo de ensaio;
 Colocou-se 5ml de solução do indicador Ca(OH)2 no Metanol; e agitou-se;
 Acendeu-se a vela e aqueceu se o óleo;
 Depois adicionou-se a solução do metanol junto com o catalisador;
 Fez-se teste de chama acendendo uma vela e passando o que se formou.

Observações: durante o aquecimento do óleo observou-se a formação de bolhas, e quando se


adicionou o metanol com o catalisador ouve efervescência e libertação de gás. E quando se fez o
teste de chamas.

Fonte: Autores, 2024

Explicação dos resultados

A formação de bolhas durante o aquecimento do óleo ocorre devido à vaporização dos


compostos presentes nele. A adição da solução do metanol com o catalisador, provocou uma
reacção de saponificação, na qual os ésteres presentes no óleo reagem com a base, formando
sabão e liberando gás carbónico. A efervescência observada é resultado da liberação desse gás.
Ao fazer o teste de chama, foi observada uma chama mais intensa e duradoura.

Conclusão
A catálise heterogénea básica se mostrou um método eficiente para a produção de biodiesel,
permitindo a formação dos ésteres metílicos de forma mais rápida e reactiva. A utilização de
catalisadores sólidos alcalinos se mostrou uma escolha acertada, pois promoveu uma reacção
mais eficiente e com um melhor rendimento. Portanto, a catálise heterogénea básica é uma
alternativa promissora para a produção de biodiesel em escala industrial.
97

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HETEROGÉNEA: REACÇÃO DA DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE


HIDROGÉNIO
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
98

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE HETEROGÉNEA: REACÇÃO DA DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE


HIDROGÉNIO

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
99

2024
CATÁLISE HETEROGÉNEA: REACÇÃO DA DECOMPOSIÇÃO DO PERÓXIDO DE
HIDROGÉNIO

Introdução

A catálise é um fenómeno central em diversas reacções químicas, onde a presença de um catalisador


acelera a reacção sem ser consumido no processo. Este experimento tem como objectivo demonstrar
a decomposição do peróxido de hidrogénio (H₂O₂) utilizando dióxido de manganês (MnO₂) como
catalisador. A reacção de decomposição do H₂O₂ é uma reacção de importância prática e teórica,
sendo um exemplo clássico de catálise heterogénea. Neste tipo de catálise, o catalisador e os
reagentes estão em diferentes fases. O experimento visa observar a diferença na taxa de
decomposição do H₂O₂ com e sem a presença do MnO₂, ilustrando a eficácia do catalisador em
acelerar a reacção. Este estudo não só destaca o conceito de catálise, mas também sua aplicação
prática em processos químicos e industriais.

Objectivos
 Demonstrar a catálise heterogénea na decomposição do peróxido de hidrogénio (H₂O₂).

Fundamentação Teórica
A catálise heterogénea é um processo onde o catalisador está em uma fase diferente dos reagentes.
No caso deste experimento, MnO₂ (sólido) atua como catalisador na decomposição de H₂O₂
(líquido). A decomposição do peróxido de hidrogénio ocorre de acordo com a equação química:
2H2O2 (aq) →2H2O (l) + O2 (g)
Sem um catalisador, esta reacção ocorre lentamente à temperatura ambiente. O MnO₂ serve como
um catalisador heterogéneo que aumenta a taxa de reacção sem ser consumido no processo.
Catalisadores fornecem um caminho de reacção alternativo com menor energia de activação,
permitindo que a decomposição ocorra mais rapidamente.

Material Necessário:
1 Proveta de 100 ml; 1 Proveta de 25 ml; 1 Vareta de vidro; 2 Tubos de ensaio de 5 ml; 1 Espátula

Substâncias Necessárias
- H₂O₂ (aq) 3%
100

- MnO₂ (s)

Procedimentos
Mediu-se aproximadamente 5 ml de H₂O₂ 3% usando a proveta de 25 ml e transfira para dois tubos
de ensaio separados.
No primeiro tubo de ensaio, não se adicionou nada. Este tubo serviu como controlo.
No segundo tubo de ensaio, adicionou-se uma pequena quantidade (uma ponta de espátula) de
MnO₂.
Observou-se e comparou-se a formação de bolhas gasosas (indicando a produção de O₂) nos dois
tubos.

Observações
No tubo de ensaio sem MnO₂ (controle), a decomposição do H₂O₂ é muito lenta e não foi visível
durante o tempo do experimento.
No tubo de ensaio com MnO₂, a reacção é visivelmente mais rápida, com a formação abundante de
bolhas de oxigénio.

Fonte: Autores, 2024


101

Conclusões
O experimento demonstra a eficácia de MnO₂ como um catalisador na decomposição do peróxido
de hidrogénio. A presença do catalisador aumenta significativamente a taxa de reacção,
confirmando o papel dos catalisadores em fornecer um caminho de reacção com menor energia de
activação. Este experimento ilustra a importância dos catalisadores na química e suas aplicações em
processos industriais e biológicos.

Referências Bibliográficas
Atkins, P., & de Paula, J. Physical Chemistry. Oxford University Press, (2010).
Mortimer, C. E. Química. Guanabara Koogan, (1993).
Housecroft, C. E., & Constable, E. C. Chemistry: An Introduction to Organic, Inorganic and
Physical Chemistry Pearson Education, (2006).
Hill, J. W., & Kolb, D. K. Chemistry for Changing Times. Prentice Hall, (1998).
102

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE ENZIMÁTICA: REACÇÃO DA DESNATURAÇÃO DE BATATA


(Solanum tuberosum L.)
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
103

Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente


2024

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

CATÁLISE ENZIMÁTICA: REACÇÃO DA DESNATURAÇÃO DE BATATA


(Solanum tuberosum L.)

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː
dr ː Pedro António Francisco
104

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
CATÁLISE ENZIMÁTICA: REACÇÃO DA DESNATURAÇÃO DE BATATA (Solanum
tuberosum L.)

Introdução

A catálise enzimática é um processo fundamental em muitas reacções biológicas, onde enzimas


aceleram as reacções químicas vitais para a vida. Um exemplo clássico de catálise enzimática
pode ser observado na reacção de desnaturação em batatas (Solanum tuberosum L.). Este
fenómeno pode ser explorado para entender a actividade de enzimas, como a catálase, que está
presente nas batatas e desempenha um papel crucial na decomposição do peróxido de hidrogénio
(H₂O₂).

Objectivo:

 Fazer estudo da Reacção da Desnaturação de Batata (Solanum tuberosum L.)

Fundamentação Teórica

Catálise Enzimática

Enzimas são proteínas que atuam como catalisadores biológicos, aumentando a velocidade das
reacções químicas sem serem consumidas no processo. A acção das enzimas é específica para
substratos particulares, com os quais formam complexos enzima-substrato, diminuindo a energia
de activação necessária para a reacção.

Desnaturação
A desnaturação refere-se à alteração da estrutura tridimensional de uma enzima, resultando na
perda de sua função biológica. Factores como temperatura, pH, e agentes químicos podem causar
desnaturação.

Experimento 1
105

Matérias:

 Uma faca;
 Um copo transparente de vidro ou plástico de 500 mL.

Fonte: Autores, 2024

Substâncias:
 300 mL de água em temperatura ambiente (~25°C);
 Uma batata inglesa lavada;

Procedimentos:
 No copo, adicionou-se 300 mL de água à temperatura ambiente.
 Descascou-se a batata e divida-a em quatro pedaços.
 Adicionou-se um dos pedaços dentro do copo com água e mantenha um segundo pedaço
exposto ao ar. Acompanhou-se a coloração da batata por 40 minutos nas duas situações.

Condições da batata

 Batata exposta ao ar livre;


 Água a temperatura ambiente.

Observações

Após o experimento observou-se que a batata exposta ao ar livre e à água a temperatura ambiente
não apresentou mudanças significativas em sua textura, cor ou sabor.

Conclusões:

A exposição da batata ao ar livre e à água a temperatura ambiente não resultou em desnaturação


das proteínas presentes na batata.
106

Experimento 2

Material
 Sistema para aquecimento de água (fogão a gás ou resistência eléctrica);
 Recipiente de metal para aquecimento de água (panela ou leiteira);
 Xícara de vidro;
 Prato de vidro;
 Freezer.

Substâncias
 200 mL de água;
 Uma batata inglesa;

Procedimento
Aqueceu-se 250 mL de água até ebulição. Enquanto esta é aquecida, corte uma batata descascada
em três pedaços.
Em um prato, deixou-se um dos pedaços à temperatura do laboratório; levou-se o segundo ao
freezer, mantendo-se por 5 a 10 minutos; e colocou-se o terceiro na água fervente e deixou-se
por 5 a 10 minutos. Em seguida, cessou-se o aquecimento e, com auxílio de um garfo, retirou-se
o tubérculo e o expôs-se sobre o prato junto com aquele exposto à temperatura do laboratório.
Fez-se o mesmo com o tubérculo exposto ao freezer. Aguardou-se cerca de 30 minutos para tirar
as observações acerca das colorações dos pedaços de batata.
Condições:

 Batata exposta a água gelada;


 Água quente;
 Água a temperatura ambiente.
107

Observações:

Feito a experiencia, observou-se que a batata exposta à água gelada não apresentou alterações
visíveis. A exposição à água quente resultou em uma mudança na textura da batata. A batata
exposta à água a temperatura ambiente também não mostrou mudanças significativas.

Fonte: Autores, 2024

Conclusões:

A água na quente acelerou a desnaturação das proteínas da batata, enquanto a água gelada e a
água a temperatura ambiente tiveram um impacto mínimo não houve, nenhuma alteração.

Experimento 3:

Material
 Um frasco novo de 100 mL de peróxido de hidrogénio (H2O2) a 3% m/m (10 volumes);
 Três copos de vidro transparentes de 300 mL;
 Faca;
 Sistema para aquecimento de água (fogão a gás ou resistência eléctrica);
 Recipiente de metal para aquecimento de água (panela ou leiteira);
Substâncias
108

 250 mL de água;
 Uma batata inglesa.

Procedimento
 Descascou-se uma batata e a cortou-se em cubos iguais de aproximadamente 1 cm3.
Aqueceu-se 250 mL de água até
 Ebulição. Colocou-se 50 % dos cubos na água fervente e deixou-se por 5-10 minutos.
 Nos três copos de vidro transparentes, adicionou-se volume suficiente de solução de H2O2
de modo a formar uma coluna de líquido de aproximadamente 5cm de altura. Adicionou-
se os cubos de batata mantidos a temperatura do laboratório em um dos copos e, em um
segundo copo, os cubos que foram colocados na água fervente.
 O terceiro copo (H2O2 sozinha) será tomado como referência. Observou-se as
transformações ocorridas nos três recipientes.

Condições:

 Batata exposta ao peróxido de hidrogénio;


 Água quente;
 Água a temperatura ambiente.

Observações:

Observou-se que houve efervescência na batata exposta ao peróxido de hidrogénio e apresentou


uma mudança na cor e textura. A batata exposta à água quente também resultou em uma
alteração na textura. Enquanto a batata exposta à água a temperatura ambiente não mostrou
mudanças significativas.
109

Fonte: Autores, 2024

Conclusões:

O peróxido de hidrogénio causou uma desnaturação mais significativa das proteínas da batata em
comparação com a água quente e a água a temperatura ambiente.

Experimento 4.

Condição

 Batata na geladeira
 Batata no fogão
 Batata exposta a temperatura ambiente.

Observações

 Material
 Sistema para aquecimento (forno eléctrico ou a gás);
 Sistema para resfriamento (geleira);
 Três pratos de vidro;
 Faca.

Substâncias
 Uma batata inglesa;
Procedimento
110

 Descascou-se e cortou-se a batata em três pedaços de mesmo tamanho. Colocou-se cada


um deles sobre um pires e expôs-se aos diferentes ambientes: ambiente do laboratório,
geleira (± 4 °C) e forno aquecido a 50-60 °C, Aguardou-se cerca de 40 minutos para
concluir-se a respeito da coloração dos pedaços de batata.

Fonte: Autores, 2024


Observação
 Observou-se que a batata que estava no fogão mostrou certas mudanças enquanto a que
estava no freezer ou seja na geladeira e a exposta a temperatura ambiente não mostrou
nenhuma mudança.

Fonte: Autores, 2024

Conclusões

Feito a experiencia concluiu-se que a água quente contribui para a desnaturação da batata.

Conclusões gerais:

A temperatura e agentes oxidantes como o peróxido de hidrogénio (H 2O2) podem catalisar a


desnaturação das proteínas da batata.

A água quente teve um impacto maior na desnaturação da batata, ou nas proteínas da batata em
comparação com a água gelada e a água a temperatura ambiente.
111

Os resultados dos experimentos demonstram como diferentes condições podem influenciar a


desnaturação das proteínas da batata e afectar suas propriedades físicas e químicas.

Referências Bibliográficas
Lehninger, A. L., Nelson, D. L., & Cox, M. M. Principles of Biochemistry. W.H. Freeman,
(2013).
Berg, J. M., Tymoczko, J. L., & Stryer, L. Biochemistry. W.H. Freeman, (2015).
Voet, D., Voet, J. G., & Pratt, C. W. Fundamentals of Biochemistry: Life at the Molecular Level.
Wiley, (2016).

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

SÉRIE DE REACTIVIDADE DOS METAIS


Licencia em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial
112

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024

Amane Carlitos
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SÉRIE DE REACTIVIDADE DOS METAIS


Relatório de carácter avaliativo a ser entregue
no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
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1º Semestre, leccionado peloː
dr ː Pedro António Francisco
113

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024

SÉRIE DE REACTIVIDADE DOS METAIS

Introdução
A série de reactividade dos metais é uma ferramenta fundamental na química, permitindo prever
a capacidade relativa dos metais de actuar como agentes redutores. Quando um metal reage com
um ácido, como o ácido clorídrico (HCl), ele pode deslocar o hidrogénio do ácido, liberando gás
hidrogénio e formando um sal metálico. Este experimento visa determinar a ordem crescente de
força dos metais como agentes redutores do ião hidrogénio em HCl, usando seis metais
diferentes: chumbo (Pb), ferro (Fe), zinco (Zn), alumínio (Al), magnésio (Mg) e sódio (Na).

Objectivo Geral:
 Estudar a Série de reactividade dos metais

Fundamentação Teórica
A série de reactividade dos metais é uma sequência que ordena os metais de acordo com a sua
capacidade de perder electrões e actuar como agentes redutores. A posição de um metal na série
de reactividade pode ser determinada pela sua tendência a oxidar-se (perder electrões) em
comparação com outros metais. Metais mais reactivos deslocam metais menos reactivos de suas
soluções salinas e também reagem mais vigorosamente com ácidos.

Materiais
114

6 tubos de ensaio, 1 espátula, 1 suporte universal.

Fonte: Autores, 2024

Substâncias

HCl, metais (Fe, Zn, Al, Mg, Cu)

Procedimentos
Levou-se 6 tubos de ensaio, adicionou-se os seguintes metais Fe, Zn, Al, Mg, Cu cada um dos
tubos, todos com a mesma massa (± 15 mg).
NB.: Os metais Pb e Na não têm no laboratório.
Encheu-se os tubos de ensaio á metade com HCl a 2,0 M e determinou-se a ordem crescente de
força dos metais como agentes redutores do ião hidrogénio do HCl.
2HCl + Al = AlCl2 + H2
2HCl +Fe = FeCl2 +H2
2HCl+Zn=ZnCl2+H2
2HCl+Mg=MgCl2+H2
2HCl+Cu=CuCl2+H2

Observação

Observou-se que o tubo do alumínio é que foi mais rápido na mudança de coloração,
comparando com os demais metais, seguido de magnésio, zinco, ferro e cobre, criando bolhas
(gás hidrogénio).
115

Fonte: Autores, 2024

Conclusões

O alumínio é o mais reactivo com HCl porque possui maior capacidade redutora comparado com
os metais Mg, Zn, Fe e Cu.
Cu ¿Fe¿Zn¿ Mg¿Al.

Referências Bibliográficas

Atkins, P., & de Paula, J. Physical Chemistry. Oxford University Press, (2010).
Brown, T. L., LeMay, H. E., Bursten, B. E., & Murphy, C. J. Chemistry: The Central Science.
Pearson, (2012).
Petrucci, R. H. General Chemistry: Principles and Modern Applications, (2017).
116

Amane Carlitos
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Ezequiel Elias Abel
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PILHA DE DANIEL

Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

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117

2024
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PILHA DE DANIEL

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


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cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
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118

2024

ELECTROQUÍMICA

PILHA DE DANIEL

Introdução

Uma pilha fácil de ser construída e que permite a observação do fenómeno descrito é a pilha de
Daniel. Uma pilha de Daniel é formada por um sistema Cu / Zn, quando estes materiais são
postos em contacto eléctrico as reacções que se processam são a redução do cobre e a oxidação
do zinco.
Uma pilha Cu / Zn, em cada meia célula há um eléctrodo (de Zn ou Cu) e um electrólito (ZnSO 4
e CuSO4 dissolvidos). Os eléctrodos são ligados por meio de um fio eléctrico a um voltímetro.
As soluções se mantêm ligadas electricamente por meio de uma ponte salina (feita de NaCl e
H2O), que deixa passar apenas os iões da solução. Quando a concentração de ambos os
electrólitos encontra-se a 1 mol / L e a temperatura a 25°C, esta pilha produz uma diferença de
potencial padrão (E°célula) de 1,1 V. A modificação da concentração dos iões Cu 2+ e Zn2+
interferem no potencial da pilha, esta mudança pode ser calculada através da Equação de Nernst.

Objectivo geral:

 Compreender do funcionamento da pilha.

Objectivos específicos:

 Medir o potencial de uma pilha de Daniel


 Montar de uma pilha
 Aplicar os conceitos de oxi-redução ao experimento comparando os dados teóricos com
os experimentais

Material necessário

2 Béqueres de 50 mL cada; 1 mangueira; algodão;1- Multímetro; 1 placa de Zn; 1 placa de


Cobre.
119

Substância necessária

Solução de Sulfato de cobre II (CuSO4) 0,1 mol / l; Solução de Sulfato de zinco (ZnSO 4) 0,1
mol / l; Lâminas de zinco metálico e de cobre metálico; Solução de NaCl.

Procedimentos

1. Colocou-se 50 mL de solução de CuSO4 0,1 mol / L em um béquer e preparamos uma


solução de ZnSO4 0,1 mol / L em outro béquer.

Fonte: autor 2024.


2. Preparou-se a ponte salina da seguinte maneira: preencheu-se o tubo em U com solução
de NaCl, e para que não houvesse espaços vazios no interior do tubo, fechou-se com uma
pequena quantidade de algodão em cada ponta. Encaixou-se esta ponte salina no béquer
contendo CuSO4 e no outro que contém ZnSO4.

Fonte: autor 2024.


120

3. Encaixou-se a lâmina de cobre no becquer com solução de sulfato de cobre. A lâmina de


zinco encaixou-se no becquer com sulfato de zinco.

Fonte: autor 2024.

4. Calibrou-se o multímetro em 20 V. O fio vermelho do multímetro ligou-se à lâmina de


cobre, e o fio preto ligou-se à lâmina de zinco. O multímetro indicou o potencial da pilha
que era de 0,3V.

Fonte: autor 2024.

Observação

Viu-se que a lâmina de zinco no copo de becquer que continha solução de ZnSO 4, sofreu
corrosão, ao passo que a lâmina de cobre no becquer que continha a solução de CuSO 4 continuou
no mesmo estado inicial.
121

Interpretação de resultados

No princípio da experiência, pesou-se as duas placas, no fim também pesamos e constatamos que
o peso da lâmina cobre não sofreu nenhuma alteração, mas a lâmina de zinco no fim tinha um
peso menor que o inicial.

Conclusão

Concluímos que a lâmina de zinco era ânodo porque ele oxidava e a lâmina de cobre era o cátodo
porque ele reduzia. Desta feita podemos alegar que o agente redutor é o zinco e o agente
oxidante é o cobre. Os electrões saiam da direcção da lâmina do zinco para a lâmina de cobre.

Referências Bibliográficas

Keith B. Oldham, Jan C. Myland, e Alan M. Bond, Electrochemical Science and Technology:
Fundamentals and Applications
Christopher M. A. Brett e Ana Maria Oliveira Brett, Electrochemistry: Principles, Methods, and
Applications
Allen J. Bard e Larry R. Faulkner, Electrochemical Methods: Fundamentals and Applications
122

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

PILHA DE LIMÃO
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
123

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

PILHA DE LIMÃO

dr.ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
124

PILHA DE LIMÃO

1 Copo bécquer de 50 ml; 1 placas de cobre (Cu); 1 placas de zinco (Zn); 1 Multímetro; 1 Faca.

Substância necessária

 Limões.
Procedimentos
1. Cortou-se os limões e exprimiu-se o suco de limão (contém electrólito "ácido cítrico")
num copo bécquer e quase atingia a metade do volume do copo bécquer.

Fonte: autor 2024.


2. Em seguida mergulhou-se as duas placas de metal diferente no copo (Zn e Cu), daí
associou-se em série as placas através dos fios condutores. Por último ligou-se as
extremidades dos fios ao multímetro para medir a d.d.p sabendo que na extremidade da
placa de cobre encontrase o pólo positivo e da placa de zinco o pólo negativo.
125

Fonte: autores,2024.

Observações

Observou-se que quando colocou-se em contacto as placas de zinco e cobre com os fios de
multímetro, a marcação foi de 0,05V.

Interpretação dos resultados

A placa de zinco libera os iões ao passo que placa de cobre atrai os mesmos iões, sendo o zinco
agente oxidante e o cobre agente redutor, isso ocorreu pelo facto de que as duas placas
encontravam-se em contacto através dum fio metálico porque estabelecia-se uma corrente
eléctrica.

Conclusão

O limão é ácido e, portanto, em seu meio existem catiões H+ e também aniões, formando assim
uma solução condutora de electrões.
A corrente gerada é pequena, mas o suficiente para fazer certos objectos funcionarem como o
que usamos, nesse caso o multímetro e também relógio e maquina calculadora.
O potencial do eléctrodo de cobre é maior que o do eléctrodo de zinco.
126

Referências Bibliográficas
The Lemon Battery" por Brian Rohrig (artigo científico disponível em revistas científicas)
Michael J. Karweit, The Lemon Battery: A Hands-On Experience in Electrochemistry
Robert H. Electricity from a Lemon
127

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

ELECTRÓLISE DUMA SOLUÇÃO AQUOSA DE CLORETO DE SÓDIO


Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão Laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
128

Amane Carlitos
Charifa Saide Jumbe
Ezequiel Elias Abel
Osvaldo André
Valdimiro Jorge Pedro

ELECTRÓLISE DUMA SOLUÇÃO AQUOSA DE CLORETO DE SÓDIO

Relatório de carácter avaliativo a ser entregue


no departamento de Ciências Naturais,
Engenharia, Tecnologia e Matemática na
cadeira de Laboratório de Química II, 2º Ano,
1º Semestre, leccionado peloː

dr ː Pedro António Francisco

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
129

ELECTRÓLISE DUMA SOLUÇÃO AQUOSA DE CLORETO DE SÓDIO

Introdução

Nessa experiencia aborda-se sobre a Electrólise duma solução aquosa de cloreto de sódio. É uma
reacção redox, indirecta e não espontânea portanto, exotérmica; há fornecimento de energia de
uma fonte externa.
Ânodo: 2 Cl- Cl2 (g) + 2e-
Cátodo: 2 Na+ (aq) + 2e- 2 NaCl
_______________________________
2 Na+ (aq) + 2 Cl- (aq) Cl2 (g) + 2 NaCl
Material necessário

1 Copo de bécquer de 100 ml; 1 placa de cobre (Cu); 1 placas de zinco (Zn); 1

Multímetro.

Substância necessária
Cloreto de sódio (NaCl (aq)).

Fonte: Autor 2024.


130

Procedimentos

 Introduziu-se a solução aquosa de Cloreto de sódio (NaCl (aq) ) 1,0 M até a metade do
volume do copo bécquer.

Fonte: autor 2024.


Em seguida mergulhou-se as duas placas de metais diferentes no copo (Zn e Cu), daí
associou-se em série as placam através dos fios condutores. Por último ligue as extremidades
desses fios ao multímetro para medir a d.d.p tendo em conta que na extremidade da placa de
cobre encontrase o pólo positivo e da placa de zinco o pólo negativo.

Fonte: autor 2024.


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Não
Energia Química → Energia Eléctrica
Espontánea
 Electrólise ígnea (ausência de H2O)
 Electrólise (presença de H2O)

Observações

Quando colocou-se as placas de zinco e de cobre dentro do copo de bécquer que contem o
cloreto de sódio, observou-se que o multímetro estava apresentar marcação de 0,4 V.

Interpretação dos resultados

A placa de zinco libera os iões ao passo que placa de cobre atrai os mesmos iões, sendo o zinco
agente oxidante e o cobre agente redutor, isso ocorreu pelo facto de que a placa de zinco ser
agente oxidante e o cobre ser agente redutor ser agente redutor.

Conclusão

Electrólise é um processo em que se passa uma corrente eléctrica sobre uma substância e, por
meio de reacção de oxirredução, o composto decompõe-se.
Portanto, a dissociação iónica do NaCl, formando os iões Na + e Cl-, existem também a reacção de
Auto ionização da água.

Referências bibliográficas

Raymond Chang, Quimica-11ª edição AMGH Editora Ltda. 2013.


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ANEXOS
133
134

APÊNDICES
135
136

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