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Extensao Rural Aluno

O documento apresenta o curso de Extensão Rural do Instituto Médio Politécnico da Frelimo, abordando objetivos, metodologias e métodos de avaliação. A extensão rural é definida como um processo de educação contínua que visa melhorar a produção e o bem-estar das comunidades rurais. O papel do extensionista é crucial, envolvendo a transferência de tecnologia e a promoção de práticas sustentáveis entre os produtores.

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tonitodinainacio
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Extensao Rural Aluno

O documento apresenta o curso de Extensão Rural do Instituto Médio Politécnico da Frelimo, abordando objetivos, metodologias e métodos de avaliação. A extensão rural é definida como um processo de educação contínua que visa melhorar a produção e o bem-estar das comunidades rurais. O papel do extensionista é crucial, envolvendo a transferência de tecnologia e a promoção de práticas sustentáveis entre os produtores.

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INSTITUTO MÉDIO POLITECNICO DA FRELIMO

CURSO DE AGRO-PECUÁRIA
CADEIRA: EXTENSÃO RURAL 2023

Conteúdo
Objectivos gerais do curso ............................................................................................................ 1
Metodologias ................................................................................................................................ 1
Métodos de avaliação ................................................................................................................... 1
I Contextualização ............................................................................................................................ 2
1. Definição, conceitos básicos sobre Extensão Rural ............................................................... 2
1. Objectivos da extensão ............................................................................................................. 2
2. Princípios básicos de extensão .................................................................................................. 2
1.2. O papel do extensionista ................................................................................................ 3
1.3. Classificação das tarefas do Extensionista..................................................................... 3
1.4. Factores que determinam para o sucesso do extensionista............................................ 4
1.5. Oque um extensionista deve fazer .................................................................................. 4
2. Sistemas de Extensão ............................................................................................................ 5
2.1. Sistema de treinamentos e Visitas .................................................................................. 5
3. Métodos de Extensão ............................................................................................................. 6
3.1. Métodos individuais ....................................................................................................... 6
3.2. Métodos de grupos ou Grupais ...................................................................................... 7
3.3. Métodos em Massas ou Massais .................................................................................... 8
4. Metodologias de Extensão...................................................................................................... 9
4.1. Metodologia Escolas na Machamba do Camponês ......................................................... 9
4.1.1. Características de uma Escola na Machamba de Camponês ................................... 9
4.1.2. Objectivos duma EMC ............................................................................................ 9
4.1.3. Princípios das EMC .............................................................................................. 10
4.2. Metodologia Camponês a Camponês............................................................................ 11
4.3. Metodologias do dia de Campo ou do Agricultor .......................................................... 11
5. Disgnóstico Rápido Participativo.......................................................................................... 11
5.1. O Diagnóstico Rápido Participativo (DRRP ou DRP)/Diagnóstico Rápido Rural DRR .... 11
5.2. Objectivos do DRP ....................................................................................................... 11
6.1. Valorização dos Calendários ........................................................................................ 12
6.2. Análise por Diagrama ................................................................................................... 12
7. Monitoria e Avaliação ........................................................................................................... 13
7.1. Importância de M&A ..................................................................................................... 13
7.2. Modelos para fazer a M&A ............................................................................................ 15

1
IPF 2025 Curso de Agro-Pecuária Cadeira de Extensão Rural Formador: MSC Barnete Caetano Gimo
Objectivos gerais do curso

No fim da disciplina, os estudantes deve ser capazes de:

− Possuir conhecimentos básicos sobre a Extensão Rural; (princípios gerais e conceitos de Extensão
Rural em comparação com os outros instrumentos de investigação)
− Conhecer a importância da extensão rural como instrumento de desenvolvimento rural
− Utilizar os meios de comunicação na extensão rural
− Analisar a função da extensão rural no desenvolvimento rural (dominar as técnicas e práticas de
divulgação agrícola, nas áreas de comunicação)
− Compreender os métodos/ técnicas básicas de extensão rural mais importantes no desenvolvimento
− Analisar as ligações entre extensão, investigação, os produtores e outros parceiros para o
desenvolvimento rural
− Conhecer as etapas principais na planificação, implementação e avaliação dos programas de
extensão.

Metodologias

− Aulas teóricas de extensão rural


− Aulas práticas de aprender e usar métodos diferentes de comunicação e planificação
− Um relatório do grupo sobre a implementação do programa do campo
− Uma apresentação e ou seminário do relatório
− Visita de campo

Métodos de avaliação

− 2 testes – 50%
− Relatório em grupo
− Seminário do relatório
− Participação nas aulas e praticas nos seminários

Tabela 1: Programa temático de extensão rural


Total
Unidade Tema
Teoria Demonst Campo
1 Introdução 4 4
2 Comunidade rural 6 4 10
3 Comunicação em extensão 12 6 18
4 Métodos de extensão rural 14 12 26
5 Metodologia de investigação social, económico e cultural 6 6 12
6 Planeamento em extensão 20 8 28
7 Sistema de produção e modernização na agricultura 6 4 10
8 Economia familiar 8 8
9 Supervisão 4 4
10 Avaliação 6 6
Total 86 40 126

1
IPF 2025 Curso de Agro-Pecuária Cadeira de Extensão Rural Formador: MSC Barnete Caetano Gimo
Contextualização
Extensão rural é um dos ramos de ciências agrárias que se ocupa em fornecer serviços de Educação formal de
carácter continuo para o meio rural. Apoia, promove processos de gestão, produção e comercialização das
actividades bem como dos diferentes serviços como sejam: Agro-extrativa, florestais e artesanais. O grupo alvo de
extensão são os produtores (camponeses, agricultores, criadores de animais, pescadores, comerciantes, artesãos,
apicultores, etc…) Este grupo alvo é assistido para fazer o uso sustentável dos recursos naturais biológicos
(vegetais, animais, florestas), hídricos (lagos, rios, mares, oceanos) minerais (rochas, areia, argila, carvão) e
energéticos (luz solar, vento, água, etc).

1. Definição, conceitos básicos sobre Extensão Rural


Extensão Agrária é um processo de educação não formal, através do qual, extensionista inter-relaciona-se com os
produtores com vista a melhora a produção para o bem-estar de toda a comunidade e este processo muita das
vezes é organizado fora das salas de aulas formais.

A assistência técnica fornecida aos agricultores familiares é de extrema importância no processo de comunicação
e de difusão de novas tecnologias geradas pela pesquisa (e eventualmente pelos próprios produtores ou pelo
serviço de extensão) que são essenciais para o desenvolvimento rural no seu mais amplo sentido, ou seja, no
desenvolvimento das actividades agro-pecuárias, florestais ou extractiva, etc.

Na extensão, é necessário que tenha uma ligação entre a pesquisa e o sector produtivo (produtor). O foco da
extensão rural é elevar á comunidade rural um conhecimento desde conhecimento básico (como pegar
empréstimos bancários, cooperativismo, associativismo, etc…) até aos conhecimentos técnicos na área de
agricultura, incluindo a tecnologia (materialização de ciência estudada). Consiste em criar mecanismo de tal forma
a que um produtor esteja dotado de conhecimentos para resolver sozinho os seus problemas como, administrar a
sua terra, fazer o seu empréstimo, etc….

1. Objectivos da extensão
− Contribuir para segurança alimentar e nutricional
− Promover uma agricultura sustentável
− Influenciar para uma boa mudança de atitude
− Induzir para o desenvolvimento e incrementar a qualidades de vida no meio rural

2. Princípios básicos de extensão


− A Extensão trabalha com as pessoas e não para as pessoas (apresenta factos, fornece informações úteis
com possíveis soluções e encoraja a tomada de decisões)
− A Extensão satisfaz as necessidades dos produtores e da organização (segue as políticas da
organização e satisfaz as necessidades do público alvo)
− A Extensão é o elo de ligação ( apta para dar tanto para receber e faz a ponte entre a investigação e o
produtor)
− A Extensão coopera com outros parceiros (fornece informação sobre outros serviços ajudando o produtor
a tomar decisões acertadas. Deve trabalhar em estreita ligação com outras organizações que prestam
serviços essenciais aos agricultores e suas famílias).
− A Extensão é um sistema integrado de desenvolvimento (trabalha com todos problemas que existem na
comunidades, sem destacar a saúde, educação, a juventude dentro de um gradualismo correcto e
realista).
− A Extensão trabalha sempre com problemas existentes no meio rural (não deve imaginar problemas que
não existe)
− A Extensão trabalha junto de diferentes grupos de beneficiários (reconhece que nem todos os
agricultores duma comunidade tem o mesmo tipo de problema).
− O que um Extensionista faz pelas pessoas é mais importante que o que faz para as pessoas.
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1.1. O Papel da Extensão

Influenciar a natureza e a velocidade das mudanças sociais, rumo ao desenvolvimento através de mudanças de
atitude. O processo de desenvolvimento pode ter formas e objectivos diferentes mas obedece três padrões chaves
que são:

− Económico – é o nível de capacidade produtiva (bens e materiais para melhorar a vida


− Social – A provisão de serviços sociais (saúde, educação, e outros) acção psico-motoras
− Humano – Habilidades, capacidades, talentos em desenvolver acções.

Portanto, o equilíbrio para o desenvolvimento está nas formulações dos objectivos e sempre há uma
interdependência das zonas rurais e urbanas (aliança operária e camponesa)

1.2. O papel do extensionista

− Na transferência de tecnologia o extensionista deve:


− Desenvolver/programar programas para a mudança
− Estabelecer uma relação de troca de informações
− Diagnosticar os problemas dos produtores e da comunidade
− Criar desejo, intenções, vontades para uma mudança no seio dos produtores
− Traduzir intenções para acções reais
− Estabelecer adopção e prevenir as desistências
− Atingir uma relação terminal

1.3. Classificação das tarefas do Extensionista

O Extensionista como agente de mudança nas comunidades, as suas tarefas deve estar de acordo com as
necessidades dos produtores em desenvolver as comunidades, por isso, existe as tarefas especificas que são
Essenciais, as Complementares e Incompatíveis

1.1. Tarefas essenciais – São as que correspondem aos seus termos de referência como:
− Motivar/animar o produtor na realização das suas actividades
− Disseminar informações úteis (tecnologias, mercados, organização e outras)
− Apoiar produtores na solução dos seus problemas
− Avaliar programas de extensão

1.2. Tarefas Complementares – São as que em condições normais não devia executar mas dadas as
circunstâncias da natureza da sua actividade, acaba fazendo, ex:
− Fornecer insumos agrários
− Em coordenação com a investigação, implementar as experimentações agrárias.

1.3. Tarefas Incompatíveis – São aquelas que o extensionista não deve executar sob pena de por em risco a sua
carreira profissional, com:
− Exercer o papel do fiscalizador
− Conceder e ou dar crédito
− Exercer o papel de um político nas horas normais do seu trabalho

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1.4. Factores que determinam para o sucesso do extensionista

Muitas vezes o sucesso do extensionista depende de:


− Esforço ou frequência em contactar o produtor
− Orientação das suas actividades para a necessidade dos produtores
− Compatibilidade dos seus programas com as dos produtores (sistema centralizado/descentralizado)
− Homogeneidade na identificação com os produtores
− Capacidade crescente que os produtores vão ganhando na avaliação das inovações entre outros factores

1.5. Oque um extensionista deve fazer

i. Conhecer e dominar a sua profissão na teoria e na prática e ísto requere uma concentração. No entanto,
deve evitar espalhar-se, pois, ninguém sabe tudo. Saber não significa necessariamente saber tudo mas saber
quem sabe.
ii. Estudar as condições e práticas locais (Cultura, modo de vida, etc.),Conhecendo a situação, é fácil
desenhar um programa que responda á realidade numa extensão de resposta.
iii. Manter os compromissos marcados e assumidos com os produtores, salvo por força maior e nessa altura,
deves providenciar acções para cobrir as lacunas
iv. Apresentar-se e explicar os motivos da visita ao visitar as comunidades, principalmente nos primeiros
contactos onde deve fazer o possível de fixar caras e nomes.
v. Cumprimentar todas as pessoas sobretudo as que conhece esteja onde estiver, faz parte de boas
maneiras de convivência
vi. Amar e estar sinceramente interessado para o bem-estar da comunidade amar ë a língua que não
precisa de tradução. Identificar-se com as pessoas tanto quanto possível
vii. Ser informal e delicado e não ser demasiado efusivo nem demasiado reservado mas sim equilibrado.
viii. Desenvolver a arte de saber ouvir (rápido em ouvir, lendo em opinar). Não é um exercício fácil mas uma vez
tornado hábito, é um investimento que só dá lucro.
ix. Usar a língua local e linguagem simples, isto facilita a comunicação. O importante não é falar a língua
estranha ou difícil mas sim é o resultado que se obtém.
x. Começar com as necessidades simples e comuns que pode ser facilmente satisfeita (para ganhar
confiança). Pensar grande é bom mas se não der bem é um desastre.
xi. Se descobrir que errou, admita o erro e se for a ignorância, aceite a sua ignorância
xii. Insistir que os representantes das comunidades ou grupos tomem parte no processo de decisão de
elaboração, execução e avaliação dos planos sob pena de dar errado assume todos
xiii. Usar os líderes locais a cooperar com todas as pessoas e organizações que trabalham para o
desenvolvimento da comunidade.
xiv. Procurar estender os benefícios da extensão a todos os grupos e indivíduos (não só a amigos mas
também aos desfavorecidos mulheres, jovens, antigos combatentes, etc,,). O que importa é para cada caso
definir muito bem o seu grupo alvo.
xv. Saber acomodar novas ideias, ou introduzir correcções no programa (diálogo): Sentar e conversar não
para vencer mas para convencer.
xvi. Ter um sistema de valor muito forte (assinar um memorando de entendimento CONSIGO MESMO) “a
ocasião faz o ladrão, bebida mata, HIV/SIDA Mata, o amig0 (?)..mata
xvii. Manter o registo das visitas logo e depois enquanto a memória estiver fresca.

1.6. O que um Extensionista não deve fazer

i. Começar com promessas de falsos benefícios ou sem segurança de as satisfazer


ii. Criticar, queixar-se, lamentar ou condenar (um profissional apenas trabalha, antes, deve cumprir as
obrigações)
iii. Evitar argumentos negativos, não mostrar que as ideias são tuas mas sim da comunidade
iv. Não Corrigir/criticar/manipular colegas na presença dos camponeses e no grupo (não aproveitar a fragilidade
do outro para tirar beneficio próprio em detrimento do que foi conjuntamente estabelecido). Notar que a
manipulação é uma das grandes causas dos problemas no mundo.
v. Não Procurar levar o protagonismo (esteja por detrás assessorando)
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vi. Não Deixar coisas a meio ou despachadas (faça as coisas com dedicação da melhor forma possível, porque
isto inspira a confiança do grupo alvo).
vii. Não Usar métodos compulsivos (autoritarismo puro não resolve problemas e para o efeito, deve usar métodos
educativos, induzir demostrando a virtude)
viii. Não Dar Nada De Graça, excepto os serviços (reduz o hábito de estender as mãos porque pedindo gera
dependência)
ix. Nunca mostrar insegurança diante dos camponeses que assiste (insegurança não é o mesmo que ignorância,
se não tem assunto, não invente.
x. Nunca estar a margem da lei ou pretender por a lei nas costas se não ficas sufocado
xi. Não tentar resolver os problemas dos produtores mas somente ajuda-los a resolver (não dar peixe mas
ensinar a pescar.
xii. Portanto, a extensão é um trabalho com e nunca para (o que se pressupõe que so há quem recebe, só há
quem sabe e por isso só dá quem não sabem).

2. Sistemas de Extensão

Em geral os Sistemas de extensão são baseados nos Ministérios, nas Universidades, em Projectos de
desenvolvimentos e em animação rural.
Sistemas para produtores específicos é controlado pelo cliente como negócio e ocorre em empresas de fomentos
de culturas específicas como por exemplo, a Companhia de Sena, que se dedica na produção da cana sacarina
para a produção do açúcar

2.1. Sistema de treinamentos e Visitas

Este sistema respeita duas exigências fundamentais: (i) treinamento permanente de extensionista e (ii) visitas
periódicas e regulares destes aos agricultores num esquema fixo. Na metodologia deste, é caracterizado rígido e
com regras fixas, possui supervisão apertada dos agentes de intervenção, apoio preferencial aos camponeses de
contacto, organização dos recursos disponíveis e concentração dos esforços

Tabela 2: Características de Sistemas de T&V


Principais atributos T&V Original T&V Modificado
Grupos por extensionistas 8 fixo 16 Flexível
Camponeses por grupo 25 a 30 12 a 15
Formação Quinzenal Flexível
Comunicação Top down Participativa
Prioridade de intervenção Produção de culturas Sistema de produção

O serviço de extensão apoia-se nos resultados de investigação depois de comprovado nas condições reais e
específicas do grupo alvo.

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3. Métodos de Extensão

Para fazer chegar informações aos produtores e ou aos beneficiários de serviço de extensão, em geral usa-se os
métodos individuais, contactos de grupos e de massas ou massais.

3.1. Métodos individuais

São usados para atender pessoas individualmente. Embora seja de menor abrangência, são importantes porque o
extensionista cria confiança por estar em contacto permanente com o produtor aumentando a eficiência no
aprendizado.

A influência vital do extensionista é vital para assegurar cooperação, participação nas actividades de extensão na
adopção e melhoramento na propriedade e no domicílio. As pessoas podem ouvir conselhos e sugestões de um
extensionista de quem eles conhecem, gostam e de quem eles respeitam pelo conhecimento técnico.

Este método também permite através da troca de ideias com o produtor conhecer as condições reais da
população e das próprias comunidades

Entretanto, este método apresenta custos bastantes elevados, por isso, o seu uso deve ser bastante objectivo.
São definidos neste, a visita, o contacto, a entrevista, o atendimento de escritório e o telefone.

A Visita é importante por fornecer um meio de comunicação pessoal entre a família rural e o extensionista em um
ambiente onde eles podem discutir assuntos e trocar informações em privacidade, sem distracções e interrupções.
A visita envolve uma acção planificada, visando a execução da programação do trabalho.

Objectivo:
− Obter e ou dar informação em primeira mão de assuntos relacionados com agricultura ou domésticos;
− Dar conselho ou ajudar a resolver um problema específico ou ensinar habilidades, outros;
− Criar interesse naqueles não atingidos por outros métodos;
− Seleccionar líderes locais, demonstradores ou os que possam cooperar;
− Promover boas relações públicas;

Como prepara uma visita a machamba/casa


1. Planificar
2. Determinar os resultados 1. Estimular e não influenciar
3. Preparar e reunir o material 2. Interessar-se pelo trabalho visitado
4. Analisar e colher informações Cuidados a ter 3. Interpretar as perguntas feitas
5. Combinar hora e data 4. Tentar solucionar os problemas postos
6. Elaborar o guião 5. Auto avaliar-se

Princípios e procedimentos a seguir


1. Planificar onde visitar (considera métodos alternativos que podem ser usados), decide se as visitas são principalmente
para ensino directo ou são para aumentar a eficiência dos métodos de grupo ou de massas.
2. Clarifica o objectivo da visita e a pergunta Quais dos citados acima se espera atingir com a visita.
3. Planeia a visita revê os contactos anteriores com os membros da família se vai precisar de folhetos, boletins e outros
meios.
4. Faz a visita Seja amistoso, simpático e complementar. Deixa para os camponeses toda a explicação e só pode falar os
termos do seu interesse. Não prolonga argumentos, seja sinceiro no aprender como no ensinar e deixa a machamba ou
casa como um amigo.
5. Regista a visita tenha a certeza que o seguimento no tempo apropriado não é esquecido e faz o seguimento

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3.2. Métodos de grupos ou Grupais

Este método visa atingir grupos de pessoas, proporcionando a troca de ideias entre os extensionistas e o público.
A sua vantagem é de poder atingir duma só vez um número maior de pessoas. São especialmente efectivos no
avanço dos agricultores em estágio inicial de interesse para o estágio de teste/exame de determinada tecnologia
ou orientação. Este método possibilita a troca de experiencia e são os que proporciona menores custos.

Fazem parte dos métodos grupais (reunião técnica, reunião prática com demonstrações, conferencia, seminários,
fórum, simpósio, palestra, painel, etc.

Reunião.
É o método de trabalho planificado, realizado junto a um público que possui interesse e objectivo
comum. Tem a finalidade de introduzir ou melhorar técnicas, transmitir informações a um grande
número de pessoas ao mesmo tempo, planificar o trabalho, proporcionar troca de conhecimentos e
experiências, promover a organização comunitária e ou motivar o público a ser trabalhado.
A reunião pode ser também com ênfase na dinamização e articulação do grupo de trabalho. É um tipo
de reunião onde o extensionista procura estimular a criatividade de um grupo de pessoas para a
identificação de problemas e necessidades, buscando soluções e a tomada de decisão para acção,
incluindo necessariamente a troca de informações e debate.

Demonstrações de técnica DT
As demonstrações promovem o desenvolvimento adequado de uma técnica conhecida e comprovada
pela pesquisa, dado em forma objectiva pelo agente de extensão ou técnico especificamente
preparado, para um grupo de pessoas com a finalidade de desenvolver directrizes e habilidades,
procurando que os beneficiários de acção aprendam ´fazer fazendo´

Demonstrações dos resultados DR


É uma aplicação prática já comprovada e vantajosa sobre a prática tradicional. Pode demonstrar o
nível de fertilidade dos solos, Sistemas de Agricultura de Conservação, combinação de 2 ou mais
parâmetros ou ainda de princípios que enfatizam este método (oque o produtor faz, vê e ou acredita)

Objectivos da DR
Mostrar a utilidade e a viabilidade de uma prática recomendada sob condições locais.

Procedimento para montar DR


1. Analisar a situação local
2. Definir objectivos específicos
3. Planificar a DR
4. Seleccionar os parceiros
5. Seleccionar a parcela
6. Montar a Demonstração
7. Supervisionar a Demonstração
8. Completar a Demonstração e definir acções de seguimento

[Link] a situação local e determina: -Se é necessário melhorar a confiança dos resultados da investigação ou
dos ensaios on farm. Se é possível encontrar localmente ilustrações desta prática para evitar a necessidade de
estabelecer a DR
[Link] a objectivos específicos : Público alvo, outros fins., Quais??
[Link] a DR: Consulta o técnico ramal. Decide sobre as evidências e localiza a fonte do material (insumos e
equipamentos).
[Link] os parceiros: (i)Consulta os líderes locais e escolhe um produtor que seja confiado e respeitado pelos
seus vizinhos e que esteja interessado em melhorar as suas práticas. (ii)O produtor deve estar consciente da sua
responsabilidade em completar com sucesso a Demo e o seu efeito na comunidade. (iii) O produtor deve estar pronto

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para a Demo de forma a ser usada como material de propaganda, publicidade, foto, reuniões de campo, estudo e
perguntas. Explica e chega a um acordo com o produtor sobre o procedimento e deixa instruções por escrito se
possível.
[Link] a parcela. A parcela para a DR deve estar de preferência num local visível e de fácil acesso
[Link] a Demonstração (i) Antes faz uma publicidade. (ii) Começa a Demo na presença dos produtores. (iii)
Organiza uma reunião sobre a Demo para envolver os produtores
[Link] a Demo (i) visita a Demo com frequência para manter o interesse do produtor (ii) Mantém registos e
ajuda o produtor a registar todas as operações e observações que ocorrem na Demo (iii) faz a publicidade da Demo e
do produtor oportunamente e (iv) deixa o produtor a explicar aos visitantes sobre a Demo.
[Link] a Demo (i) faz com que as pessoas finais para completar a Demo são dados (ii) faz reunião no local da
Demo e (iii) faz o relatório da Demo.
[Link]ções de seguimento (i) faz grande publicidade dos resultados (ii) programa material audiovisual baseado nos
resultados da Demo.

3.3. Métodos em Massas ou Massais

São ferramentas de apoio a extensão e são classificados em sonoros (telefone e rádio), escritos (jornais e
revistas), audiovisuais (televisão, cinema, internet) onde em uso múltiplo constitui a multimídia e a Hipermídia.

Campanha Multimídia é a utilização de diversos meios simultaneamente ex: Rádio, jornal, teatros, Televisão, etc.
E a campanha Hipermidia quando se trata de reunião de vários meios em um único equipamento. Ex: site de
MADER. Portanto, estes meios de comunicação, visam atingir pessoas em massa. Não permitem o contacto
directo entre extensionista e o seu grupo alvo mas apresentam um custo bastante baixo para grande número de
pessoas atingidas e pela rapidez com que as mensagens chegam até ao público. Prestam-se para estimular
interesses, criar ansiedade e atrair atenção.

Radio é o meio usado como método massal que atinge todos destinatários, até mesmo as pessoas que não
sabem ler e escrever, chegando aos lugares longícuos, onde outros meios de extensão não chegam. A Rádio é
menos dispendiosa, tanto para o agricultor como para quem faz o programa de extensão e é mais susceptível para
os agricultores captarem e assimilarem a informação.

Televisão é o meio de comunicação audiovisual de massa por excelência mas pode ser usada em grupos de
todos tamanhos. A junção do poder de imagem e das palavras transmite informação com mais forca e com maior
autensidade.

Factores a considerar na selecção de Métodos de Extensão

(i)Objectivos da organização, (ii)tamanho de audiência, (iii)disponibilidade de recursos para o programa,


(iv)habilidade e interesse, competência e experiencia do extensionista e por fim a eficácia do método do ensino.

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Vantagens e desvantagens dos métodos de extensão

Tabela 3: Vantagens e desvantagens dos Métodos de Extensão


Métodos Vantagens Desvantagens
− Personalização dos contactos.
− Numero reduzido de indivíduos atingidos.
− Eficácia elevada no relacionamento entre o
− Alto custo de contacto’
Individuais extensionista e o produtor.
− Mais tempo necessário para contactar os produtores.
− Garantia na transmissão ao destinatário.
− Maior profundidade e mais rápido feedback
− Eficácia ainda elevada no relacionamento
− Dificuldade de formação de colectivos homogenios
entre técnico e o produtor
Grupais − Risco de não compreender os agricultores mais tímidos
− Motivação para o trabalho colectivo
− Motivação para a troca de experiência
− Numero maior de indivíduos atingidos − Baixa eficácia no relacionamento entre técnicos e
Massais − Baixa relação informador/informados produtores
− Baixo custo − Descentralização dos contactos

4. Metodologias de Extensão

Em geral, usa-se as metodologias de Escolas na Machamba do Camponês, Camponês a Camponês, Dia do


Campo e Clubes dos Agricultores.

4.1. Metodologia Escolas na Machamba do Camponês

É participativa de capacitação baseada nos princípios de educação de adultos (aprendizagem por descoberta).
São escolas sem parede onde os produtores aprendem fazendo, observam, analisam, troca experiencias e tomam
decisão para resolver os seus problemas.

É um processo e não uma meta, constituída por 25 a 30 membros sem distinção de sexo e de idade.

4.1.1. Características de uma Escola na Machamba de Camponês

1. Processo de aprendizagem que ocorre nas próprias machambas/campos dos camponeses


2. Abordagem baseada na descoberta e troca de experiencia e aplicação de ciência básica (aspectos básicos de
agro-ecologia e gestão)
3. A EMC típica tem 25 a 30 membros e tem um facilitador (extensionista ou produtor graduado)

4.1.2. Objectivos duma EMC

1. Criar capacidades nos camponeses através do fortalecimento dos seus conhecimentos para que sejam
conhecedores dos processos ecológicos que ocorrem nas suas machambas
2. Fortalecer as capacidades dos camponeses na tomada de decisão que resulte em melhorias significativas e
sustentáveis nos seus campos.
3. Mostrar os camponeses as vantagens de trabalhar em grupo e anima-los para que se organizem entre eles e
na sua comunidade
4. Melhorar a relação entre camponeses, pesquisadores e extensionistas para que possam trabalhar juntos na
elaboração de opções técnicas adaptadas ás soluções locais específicas

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4.1.3. Princípios das EMC

Princípios que caracterizam uma EMC são:

Aprender fazendo. Os adultos aprendem melhor através de experiencia prática. Aprender fazendo permite aos
camponeses chegar ás suas próprias conclusões sobre uma nova tecnologia, ganhar a autoconfiança necessária
para as produzir nas próprias machambas e continuar inovando.

Os temas de formação são seleccionados pelos próprios camponeses. Com apoio do facilitador decidem o
que é relevante e mais urgente estudar no âmbito de uma EMC. Desta maneira, assegura-se o interesse do grupo
porque o tema responde á uma realidade identificada pelo grupo.

A machamba como um local de experimentação e aprendizagem cada EMC tem uma pequena parcela de
estudo de 1000 a 1500 m2 que é uma ferramenta principal de aprendizagem. Ë um laboratório de aprendizagem,
estudam e ensaiam novas técnicas durante o ciclo completo de produção de cultura ou criação de animais onde
eles mesmos avaliam os resultados antes de aplica-los nos campos individuais.

Facilitadores e não professores nas EMC os técnicos são facilitadores porque o seu papel é de facilitar o
processo de aprendizagem e não ensinar. Nas EMC não existe uma relação de hierarquia entre o técnico e
produtor, portanto, o técnico é o membro do grupo. Uma EMC pode também ser facilitada por um produtor desde
que tenha diploma de graduação

Aprender e aprender. Os produtores aprendem e melhoram as capacidades necessárias para observar e analisar
os seus próprios problemas e tomar uma decisão informada. Aprender é um processo caracterizado por uma
comunicação aberta, discussão construtiva, respeito pela opinião de outros e direito de errar.

Processo sistemático de Capacitação. Todas EMV seguem um processo sistémico de formação, cujos os
passos são a observação, experimentação, discussão de grupo, análise, tomada de decisão e aplicação das
decisões. Problemas colocados, problemas solucionados. Os problemas são considerados como desafios e não
como constrangimentos. Nas EMC os camponeses aprendem instrumentos metodológicos que contribuem para
melhorar as suas capacidades de identificar e resolver qualquer problema que possa surgir na sua
machamba/campo

Tomada de decisão guia o processo de aprendizagem os camponeses tomam todas as decisões na EMC
através da tomada de decisão com base na escolha e análise de dados do sistema agro-ecológico e da chegada a
um consenso entre os membros do grupo e desenvolvem uma confiança nas suas capacidades e no seu
conhecimento.

A União faz a força a criação de capacidades através das acções de grupos é a base das EMC. Os produtores
unidos em grupos tem mais poder e força que cada individuo e sobretudo tem mais capacidade para procurar
soluções para os seus problemas. É importante que as acções do grupo seja o resultado de um acordo de muitas
vozes, derivadas da reflexão do espírito crítico e da responsabilidades individual e colectiva.

Conhecimento proporciona ciência básica a aprendizagem está baseada em observações do sistema de


produção nas machambas/campos. Tem-se verificado que quando os camponeses manejam os princípios agro-
ecológicos básicos e os combinam com as suas experiências e conhecimentos, a decisões tomadas são mais
correctas.

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4.2. Metodologia Camponês a Camponês

Característica (i) é participativa. (ii)Usa camponês promotores, (iii) Possibilita encontrar soluções para problemas
locais comuns

4.3. Metodologias do dia de Campo ou do Agricultor

Características é organizado uma vez por semestre ou por ano por nível. Nesta, convida-se parceiros
(Ministérios, ONG’s, comerciantes, provedores de insumos, produtores em geral para testemunhar acções.

5. Disgnóstico Rápido Participativo

O diagnóstico é a fase mais importante de uma intervenção, dele depende das formulações das acções
subsequentes para um dado grupo alvo.

5.1. O Diagnóstico Rápido Participativo (DRRP ou DRP)/Diagnóstico Rápido Rural DRR

São conjunto de técnicas para a recolha de informação que pode ser usada para descobrir as principais
características e problemas que afectam a uma determinada comunidade e as possíveis soluções. O DRP é mais
profundo porque começa no planeamento do diagnóstico, a recolha e análise dos dados. Valoriza muito o poder
local.

− Porquê “Rápido”- Produz informação mais rapidamente e a baixo custo comparativamente a outras
metodologias de pesquisa
− Porquê “Rural” decorre no meio rural. Também pode ser Urbano se decorrer em ambiente Urbano

5.2. Objectivos do DRP

− Estudar e entender os sistemas de produção (SP) correntes sua forma de funcionamento.


− Identificar e priorizar as fases de desenvolvimento de um SP
− Identificar os problemas que afectam a produção e entender sua razão de existência
− Explorar a exiguidade de possíveis soluções em discussão com o grupo alvo
− Identificar colaboradores (produtores e outros parceiros)
Providência de uma DR Técnicas do DRP
1. O que está sendo feito no terreno 1. Revisão de dados secundários
2. Como é que está sendo feito 2. Entrevista semi-estruturada
3. Porquê está sendo feito 3. Observação directa
4. Quem faz o quê 4. Discussões em grupos
5. Quando é feito o quê 5. Elaboração dos diagramas
6. Mapeamento participativo pode se incluir visão futura
7. Fotografias
8. Ordenamento/priorização
Factores que determinam o tamanho do grupo alvo 9. Jogos e representações
1. Disponibilidade de recursos do pesquisador 10. Histórias da vida
2. Heterogeneidade do grupo alvo 11. Calendários sazonais
3. Nível de precisão das recomendações 12. Transectos/caminhadas
13. Restituição de informação (Relatórios) a Comunidade
N,B. O comportamento e a postura do pesquisador no relacionamento com o grupo alvo são uma base para a
qualidade dos resultados e o Sucesso da pesquisa A entrevista semi-estruturada é a mais usada e importante.

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Aplicação do DR
1. Identificação da equipa de pesquisadores
2. Preparação do diagnostico
3. Trabalho de campo
4. Síntese dos resultados
5. Avaliação dos resultados com os produtores
6. Desenho de um plano de acção
7. Implementação
8. Relatório de progresso final

6. Construção do Mapa e Maquete

Os mapas Maquete servem para discutir e analisar informação visualizada que pode ser elaborada sobre o papel
ou com qualquer tipo de material sobre o solo. Permitem a participação de todos os membros da comunidade e
constituem um dos instrumentos mais variáveis e comuns do DRP.

Como toda a informação, é gerada em grupos, apresenta-se o resultado, mais tarde a toda a comunidade.

O Mapa de Recursos Naturais Mostra graficamente os diferentes elementos do uso do espaço e principalmente
os RN (flora e fauna),zonas de cultivo, construção de infra-estrutura social, áreas problemáticas e em conflito.

O Mapa Social levanta informações sobre as condições de vida tais como o acesso a água potável, energia
eléctrica, qualidade de moradia, e visualiza a estrutura socia da comunidade, de seus habitante.

O mapa da Comunidade visualiza as condições de vida, acesso a água potável, energia, e em geral a situação
da comunidade.

O Mapa de propriedade Mostra os detalhes produtivos e de infra-estrutura social de uma propriedade típica da
zona, para ter a visão típica global da organização produtiva em nível de propriedade

O mapa do fluxo económico apresenta as relações entre os diferentes elementos dos sistemas dentro e fora da
comunidade. Ele objectiva representar como se inter-relaciona-se os diferentes elementos do sistema produtivo
(agrícola, pecuária, pesca, florestal, irrigação, serviços, comercialização, etc.

6.1. Valorização dos Calendários

Os calendários permitem perceber no tempo a distribuição das actividades, operações e rotinas

O calendário agrícola mostra informações sobre as estações agrícolas e actividades produtivas da comunidade e
tem objectivo de identificar os produtos que são cultivados na comunidade e que tempos são realizados. Permite
revisar se os produtos estão sendo cultivados no tempo adequado ou se é necessário identificar

6.2. Análise por Diagrama

O diagrama de causa e efeito ou arvore de problemas é geralmente aplicado depois de ter sido seleccionados
os assuntos ou problemas prioritários da comunidade. O diagrama de Vem ou de Torta é utilizado no final da
primeira fase quando chega a fase de confiança com a comunidade e já foram desenvolvidas outras ferramentas
menos complicadas.

A árvore é uma técnica que trata de analisar a relação causa e efeito de vários aspectos de um problema
previamente identificado, por ex: o Mapa da comunidade. As raízes da arvore simbolizam as causas do problema

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e o próprio problema se encontra no tronco e os galhos representam os efeitos. A intenção é identificar e analisar
um problema.

A análise FOFA é uma técnica de avaliação da matriz que identifica os principais pontos fortes, Oportunidades,
Fracos e Ameaças. Os aspectos levantados pelos participantes são dispostos num diagrama com quatro
quadrantes de fácil visualização

A matriz de priorização de problema permite de maneira fácil, produzir os problemas identificados durante o
diagnóstico segundo a sua importância e ou urgência. Como resultado de aplicação deste método, se estabelece
uma hierarquia dos problemas identificados o que permite á comunidade se encontrar naquele que se considera
mais importante.

O calendário de actividade Inclui actividades não relacionadas á agricultura, visualizando o emprego do tempo,
segundo sectores de intervenção como agrícola social, outras fontes de receita e trabalho. Também permite
comparar distribuição disponível e as possibilidades de melhorar ou muda-las.

7. Monitoria e Avaliação

Monitoria é um processo de recolher informação sistematicamente usando métodos formais e informais. Método
formal envolve a recolha de dados sobre indicadores já identificados. Método informal envolve observações
contínuas dos aspectos do projecto e discussões regulares com os parceiros.

Avaliação é análise de informação ou de dados. Na prática, este significa que avaliadores precisam duma atitude
questionante para ver a eficácia a actividade ou o valor do objecto de avaliação.

Portanto, a Monitoria e Avaliação (M&A) são dois aspectos muito ligados que se usa para melhorar e avaliar um
processo.

Indicadores são variáveis que podem ser medidas para ajudar no processo de avaliação. Os indicadores devem
ser mensuráveis para comparar valor de informação recolhida. O processo de fazer perguntas criticas sobre todas
fases dum projecto, a sessão de perguntas e recolha de informação , reflexão das respostas para melhorar o
projecto ou avaliar é M&A. Portanto, para cada aspecto de avaliação precisamos ver comparando quais são as
diferenças antes e depois e quias destas mudanças podem ser atribuídas ao projecto.

Avaliação então envolve mais do que ver o que aconteceu. Precisa usar esta informação para fazer perguntas
críticas do projecto. Por exemplo, o projecto foi útil?,. Foi melhor ou pior do que esperamos? Podia ser feito
melhor?

7.1. Importância de M&A

M&A muitas vezes é vista como um processo chato que envolve muitos recursos, ocupa tempo de pessoas que
estão a fazer coisas importantes no campo e não é muito necessário. Pessoas têm medo que avaliação vai mudar
muitos aspectos de trabalho o que vai mostrar erros que fizeram. Mas sem M&A não íamos saber se o nosso
trabalho vale a pena ou não ou se nós estamos no caminho certo. É um processo muito importante em todas
actividades que fazemos e se for bem organizado, não devia ser visto como uma imposição.

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Avaliação é a base usada para fazer decisões e fazer avaliação constantemente na nossa vida. Se nós
entendermos melhor a situação podemos assim fazer melhores decisões sobre aquela situação. Portanto,
fazemos a M&A para ajudar os processos de decisões.

Então, M&A devia ser organizado para as pessoas que fazem as decisões. Mas há vários grupos que precisam
fazer decisões e que praticam informações.

Objectivos de M&A
− Melhorar o projecto
− Avaliar o seu desempenho
− Justificar o dinheiro gasto
− Ajudar parceiros a implementar projectos
− Usar recursos eficientemente o projecto
− Promover aprendizagem
− Ver as mudanças atingidas

Método para fazer a M&A

1. Relatórios de extensionistas ou implementadores


2. Relatórios dos implementadores
3. Fichas de monitoria
4. Discussões com os participantes
5. Observações no campo
6. Análise dos documentos
7. Entrevista (com pessoas chaves com grupos etc)
8. Inquéritos (antes para bases de dados para a revisão depois para avaliação
9. Questionários simples e complexos quantitativos e qualitativos
10. Teatros, histórias e anedotas
11. Estudo de casos
12. Outros técnicos descritos nas aulas práticas

Recursos disponíveis e necessários


− Orçamento – para implementar actividades de avaliação, analisar e
disseminar
− Pessoal – Interno e externo
− Treinamento-Para todas pessoas envolvidas no projecto
− Equipamento – Computadores, meios de fazer avaliação

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7.2. Modelos para fazer a M&A

Processos que ajudam a organizar e sistematizar o processo de avaliação, por ex: O quadro lógico. Hierarquia de
Bennet e modelo geral de processo.

Tabela 4: Quadro lógico


Objectivos Indicadores Meios de verificação Pressupostos
Objectivos gerais
Objectivos específicos
Resultados
Actividades

Insumos Processos Produtos

Objectivos a curto prazo

Indicadores para cada fase


Objectivos a longo prazo

Avaliação da informação

Resultados
− O que aconteceu, como resultado do projecto
− Estes resultados foram desejados ou não desejados
− Os resultados foram planificados ou não planificados
− Porquê?
− Quais eram as opiniões dos camponeses sobre o projecto?
− Qual foi a nível de participação dos camponeses nas
actividades?
− O que eles aprenderam?
− Quais mudanças que fizeram

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