Extensao Rural Aluno
Extensao Rural Aluno
CURSO DE AGRO-PECUÁRIA
CADEIRA: EXTENSÃO RURAL 2023
Conteúdo
Objectivos gerais do curso ............................................................................................................ 1
Metodologias ................................................................................................................................ 1
Métodos de avaliação ................................................................................................................... 1
I Contextualização ............................................................................................................................ 2
1. Definição, conceitos básicos sobre Extensão Rural ............................................................... 2
1. Objectivos da extensão ............................................................................................................. 2
2. Princípios básicos de extensão .................................................................................................. 2
1.2. O papel do extensionista ................................................................................................ 3
1.3. Classificação das tarefas do Extensionista..................................................................... 3
1.4. Factores que determinam para o sucesso do extensionista............................................ 4
1.5. Oque um extensionista deve fazer .................................................................................. 4
2. Sistemas de Extensão ............................................................................................................ 5
2.1. Sistema de treinamentos e Visitas .................................................................................. 5
3. Métodos de Extensão ............................................................................................................. 6
3.1. Métodos individuais ....................................................................................................... 6
3.2. Métodos de grupos ou Grupais ...................................................................................... 7
3.3. Métodos em Massas ou Massais .................................................................................... 8
4. Metodologias de Extensão...................................................................................................... 9
4.1. Metodologia Escolas na Machamba do Camponês ......................................................... 9
4.1.1. Características de uma Escola na Machamba de Camponês ................................... 9
4.1.2. Objectivos duma EMC ............................................................................................ 9
4.1.3. Princípios das EMC .............................................................................................. 10
4.2. Metodologia Camponês a Camponês............................................................................ 11
4.3. Metodologias do dia de Campo ou do Agricultor .......................................................... 11
5. Disgnóstico Rápido Participativo.......................................................................................... 11
5.1. O Diagnóstico Rápido Participativo (DRRP ou DRP)/Diagnóstico Rápido Rural DRR .... 11
5.2. Objectivos do DRP ....................................................................................................... 11
6.1. Valorização dos Calendários ........................................................................................ 12
6.2. Análise por Diagrama ................................................................................................... 12
7. Monitoria e Avaliação ........................................................................................................... 13
7.1. Importância de M&A ..................................................................................................... 13
7.2. Modelos para fazer a M&A ............................................................................................ 15
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IPF 2025 Curso de Agro-Pecuária Cadeira de Extensão Rural Formador: MSC Barnete Caetano Gimo
Objectivos gerais do curso
− Possuir conhecimentos básicos sobre a Extensão Rural; (princípios gerais e conceitos de Extensão
Rural em comparação com os outros instrumentos de investigação)
− Conhecer a importância da extensão rural como instrumento de desenvolvimento rural
− Utilizar os meios de comunicação na extensão rural
− Analisar a função da extensão rural no desenvolvimento rural (dominar as técnicas e práticas de
divulgação agrícola, nas áreas de comunicação)
− Compreender os métodos/ técnicas básicas de extensão rural mais importantes no desenvolvimento
− Analisar as ligações entre extensão, investigação, os produtores e outros parceiros para o
desenvolvimento rural
− Conhecer as etapas principais na planificação, implementação e avaliação dos programas de
extensão.
Metodologias
Métodos de avaliação
− 2 testes – 50%
− Relatório em grupo
− Seminário do relatório
− Participação nas aulas e praticas nos seminários
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Contextualização
Extensão rural é um dos ramos de ciências agrárias que se ocupa em fornecer serviços de Educação formal de
carácter continuo para o meio rural. Apoia, promove processos de gestão, produção e comercialização das
actividades bem como dos diferentes serviços como sejam: Agro-extrativa, florestais e artesanais. O grupo alvo de
extensão são os produtores (camponeses, agricultores, criadores de animais, pescadores, comerciantes, artesãos,
apicultores, etc…) Este grupo alvo é assistido para fazer o uso sustentável dos recursos naturais biológicos
(vegetais, animais, florestas), hídricos (lagos, rios, mares, oceanos) minerais (rochas, areia, argila, carvão) e
energéticos (luz solar, vento, água, etc).
A assistência técnica fornecida aos agricultores familiares é de extrema importância no processo de comunicação
e de difusão de novas tecnologias geradas pela pesquisa (e eventualmente pelos próprios produtores ou pelo
serviço de extensão) que são essenciais para o desenvolvimento rural no seu mais amplo sentido, ou seja, no
desenvolvimento das actividades agro-pecuárias, florestais ou extractiva, etc.
Na extensão, é necessário que tenha uma ligação entre a pesquisa e o sector produtivo (produtor). O foco da
extensão rural é elevar á comunidade rural um conhecimento desde conhecimento básico (como pegar
empréstimos bancários, cooperativismo, associativismo, etc…) até aos conhecimentos técnicos na área de
agricultura, incluindo a tecnologia (materialização de ciência estudada). Consiste em criar mecanismo de tal forma
a que um produtor esteja dotado de conhecimentos para resolver sozinho os seus problemas como, administrar a
sua terra, fazer o seu empréstimo, etc….
1. Objectivos da extensão
− Contribuir para segurança alimentar e nutricional
− Promover uma agricultura sustentável
− Influenciar para uma boa mudança de atitude
− Induzir para o desenvolvimento e incrementar a qualidades de vida no meio rural
Influenciar a natureza e a velocidade das mudanças sociais, rumo ao desenvolvimento através de mudanças de
atitude. O processo de desenvolvimento pode ter formas e objectivos diferentes mas obedece três padrões chaves
que são:
Portanto, o equilíbrio para o desenvolvimento está nas formulações dos objectivos e sempre há uma
interdependência das zonas rurais e urbanas (aliança operária e camponesa)
O Extensionista como agente de mudança nas comunidades, as suas tarefas deve estar de acordo com as
necessidades dos produtores em desenvolver as comunidades, por isso, existe as tarefas especificas que são
Essenciais, as Complementares e Incompatíveis
1.1. Tarefas essenciais – São as que correspondem aos seus termos de referência como:
− Motivar/animar o produtor na realização das suas actividades
− Disseminar informações úteis (tecnologias, mercados, organização e outras)
− Apoiar produtores na solução dos seus problemas
− Avaliar programas de extensão
1.2. Tarefas Complementares – São as que em condições normais não devia executar mas dadas as
circunstâncias da natureza da sua actividade, acaba fazendo, ex:
− Fornecer insumos agrários
− Em coordenação com a investigação, implementar as experimentações agrárias.
1.3. Tarefas Incompatíveis – São aquelas que o extensionista não deve executar sob pena de por em risco a sua
carreira profissional, com:
− Exercer o papel do fiscalizador
− Conceder e ou dar crédito
− Exercer o papel de um político nas horas normais do seu trabalho
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1.4. Factores que determinam para o sucesso do extensionista
i. Conhecer e dominar a sua profissão na teoria e na prática e ísto requere uma concentração. No entanto,
deve evitar espalhar-se, pois, ninguém sabe tudo. Saber não significa necessariamente saber tudo mas saber
quem sabe.
ii. Estudar as condições e práticas locais (Cultura, modo de vida, etc.),Conhecendo a situação, é fácil
desenhar um programa que responda á realidade numa extensão de resposta.
iii. Manter os compromissos marcados e assumidos com os produtores, salvo por força maior e nessa altura,
deves providenciar acções para cobrir as lacunas
iv. Apresentar-se e explicar os motivos da visita ao visitar as comunidades, principalmente nos primeiros
contactos onde deve fazer o possível de fixar caras e nomes.
v. Cumprimentar todas as pessoas sobretudo as que conhece esteja onde estiver, faz parte de boas
maneiras de convivência
vi. Amar e estar sinceramente interessado para o bem-estar da comunidade amar ë a língua que não
precisa de tradução. Identificar-se com as pessoas tanto quanto possível
vii. Ser informal e delicado e não ser demasiado efusivo nem demasiado reservado mas sim equilibrado.
viii. Desenvolver a arte de saber ouvir (rápido em ouvir, lendo em opinar). Não é um exercício fácil mas uma vez
tornado hábito, é um investimento que só dá lucro.
ix. Usar a língua local e linguagem simples, isto facilita a comunicação. O importante não é falar a língua
estranha ou difícil mas sim é o resultado que se obtém.
x. Começar com as necessidades simples e comuns que pode ser facilmente satisfeita (para ganhar
confiança). Pensar grande é bom mas se não der bem é um desastre.
xi. Se descobrir que errou, admita o erro e se for a ignorância, aceite a sua ignorância
xii. Insistir que os representantes das comunidades ou grupos tomem parte no processo de decisão de
elaboração, execução e avaliação dos planos sob pena de dar errado assume todos
xiii. Usar os líderes locais a cooperar com todas as pessoas e organizações que trabalham para o
desenvolvimento da comunidade.
xiv. Procurar estender os benefícios da extensão a todos os grupos e indivíduos (não só a amigos mas
também aos desfavorecidos mulheres, jovens, antigos combatentes, etc,,). O que importa é para cada caso
definir muito bem o seu grupo alvo.
xv. Saber acomodar novas ideias, ou introduzir correcções no programa (diálogo): Sentar e conversar não
para vencer mas para convencer.
xvi. Ter um sistema de valor muito forte (assinar um memorando de entendimento CONSIGO MESMO) “a
ocasião faz o ladrão, bebida mata, HIV/SIDA Mata, o amig0 (?)..mata
xvii. Manter o registo das visitas logo e depois enquanto a memória estiver fresca.
2. Sistemas de Extensão
Em geral os Sistemas de extensão são baseados nos Ministérios, nas Universidades, em Projectos de
desenvolvimentos e em animação rural.
Sistemas para produtores específicos é controlado pelo cliente como negócio e ocorre em empresas de fomentos
de culturas específicas como por exemplo, a Companhia de Sena, que se dedica na produção da cana sacarina
para a produção do açúcar
Este sistema respeita duas exigências fundamentais: (i) treinamento permanente de extensionista e (ii) visitas
periódicas e regulares destes aos agricultores num esquema fixo. Na metodologia deste, é caracterizado rígido e
com regras fixas, possui supervisão apertada dos agentes de intervenção, apoio preferencial aos camponeses de
contacto, organização dos recursos disponíveis e concentração dos esforços
O serviço de extensão apoia-se nos resultados de investigação depois de comprovado nas condições reais e
específicas do grupo alvo.
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3. Métodos de Extensão
Para fazer chegar informações aos produtores e ou aos beneficiários de serviço de extensão, em geral usa-se os
métodos individuais, contactos de grupos e de massas ou massais.
São usados para atender pessoas individualmente. Embora seja de menor abrangência, são importantes porque o
extensionista cria confiança por estar em contacto permanente com o produtor aumentando a eficiência no
aprendizado.
A influência vital do extensionista é vital para assegurar cooperação, participação nas actividades de extensão na
adopção e melhoramento na propriedade e no domicílio. As pessoas podem ouvir conselhos e sugestões de um
extensionista de quem eles conhecem, gostam e de quem eles respeitam pelo conhecimento técnico.
Este método também permite através da troca de ideias com o produtor conhecer as condições reais da
população e das próprias comunidades
Entretanto, este método apresenta custos bastantes elevados, por isso, o seu uso deve ser bastante objectivo.
São definidos neste, a visita, o contacto, a entrevista, o atendimento de escritório e o telefone.
A Visita é importante por fornecer um meio de comunicação pessoal entre a família rural e o extensionista em um
ambiente onde eles podem discutir assuntos e trocar informações em privacidade, sem distracções e interrupções.
A visita envolve uma acção planificada, visando a execução da programação do trabalho.
Objectivo:
− Obter e ou dar informação em primeira mão de assuntos relacionados com agricultura ou domésticos;
− Dar conselho ou ajudar a resolver um problema específico ou ensinar habilidades, outros;
− Criar interesse naqueles não atingidos por outros métodos;
− Seleccionar líderes locais, demonstradores ou os que possam cooperar;
− Promover boas relações públicas;
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3.2. Métodos de grupos ou Grupais
Este método visa atingir grupos de pessoas, proporcionando a troca de ideias entre os extensionistas e o público.
A sua vantagem é de poder atingir duma só vez um número maior de pessoas. São especialmente efectivos no
avanço dos agricultores em estágio inicial de interesse para o estágio de teste/exame de determinada tecnologia
ou orientação. Este método possibilita a troca de experiencia e são os que proporciona menores custos.
Fazem parte dos métodos grupais (reunião técnica, reunião prática com demonstrações, conferencia, seminários,
fórum, simpósio, palestra, painel, etc.
Reunião.
É o método de trabalho planificado, realizado junto a um público que possui interesse e objectivo
comum. Tem a finalidade de introduzir ou melhorar técnicas, transmitir informações a um grande
número de pessoas ao mesmo tempo, planificar o trabalho, proporcionar troca de conhecimentos e
experiências, promover a organização comunitária e ou motivar o público a ser trabalhado.
A reunião pode ser também com ênfase na dinamização e articulação do grupo de trabalho. É um tipo
de reunião onde o extensionista procura estimular a criatividade de um grupo de pessoas para a
identificação de problemas e necessidades, buscando soluções e a tomada de decisão para acção,
incluindo necessariamente a troca de informações e debate.
Demonstrações de técnica DT
As demonstrações promovem o desenvolvimento adequado de uma técnica conhecida e comprovada
pela pesquisa, dado em forma objectiva pelo agente de extensão ou técnico especificamente
preparado, para um grupo de pessoas com a finalidade de desenvolver directrizes e habilidades,
procurando que os beneficiários de acção aprendam ´fazer fazendo´
Objectivos da DR
Mostrar a utilidade e a viabilidade de uma prática recomendada sob condições locais.
[Link] a situação local e determina: -Se é necessário melhorar a confiança dos resultados da investigação ou
dos ensaios on farm. Se é possível encontrar localmente ilustrações desta prática para evitar a necessidade de
estabelecer a DR
[Link] a objectivos específicos : Público alvo, outros fins., Quais??
[Link] a DR: Consulta o técnico ramal. Decide sobre as evidências e localiza a fonte do material (insumos e
equipamentos).
[Link] os parceiros: (i)Consulta os líderes locais e escolhe um produtor que seja confiado e respeitado pelos
seus vizinhos e que esteja interessado em melhorar as suas práticas. (ii)O produtor deve estar consciente da sua
responsabilidade em completar com sucesso a Demo e o seu efeito na comunidade. (iii) O produtor deve estar pronto
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para a Demo de forma a ser usada como material de propaganda, publicidade, foto, reuniões de campo, estudo e
perguntas. Explica e chega a um acordo com o produtor sobre o procedimento e deixa instruções por escrito se
possível.
[Link] a parcela. A parcela para a DR deve estar de preferência num local visível e de fácil acesso
[Link] a Demonstração (i) Antes faz uma publicidade. (ii) Começa a Demo na presença dos produtores. (iii)
Organiza uma reunião sobre a Demo para envolver os produtores
[Link] a Demo (i) visita a Demo com frequência para manter o interesse do produtor (ii) Mantém registos e
ajuda o produtor a registar todas as operações e observações que ocorrem na Demo (iii) faz a publicidade da Demo e
do produtor oportunamente e (iv) deixa o produtor a explicar aos visitantes sobre a Demo.
[Link] a Demo (i) faz com que as pessoas finais para completar a Demo são dados (ii) faz reunião no local da
Demo e (iii) faz o relatório da Demo.
[Link]ções de seguimento (i) faz grande publicidade dos resultados (ii) programa material audiovisual baseado nos
resultados da Demo.
São ferramentas de apoio a extensão e são classificados em sonoros (telefone e rádio), escritos (jornais e
revistas), audiovisuais (televisão, cinema, internet) onde em uso múltiplo constitui a multimídia e a Hipermídia.
Campanha Multimídia é a utilização de diversos meios simultaneamente ex: Rádio, jornal, teatros, Televisão, etc.
E a campanha Hipermidia quando se trata de reunião de vários meios em um único equipamento. Ex: site de
MADER. Portanto, estes meios de comunicação, visam atingir pessoas em massa. Não permitem o contacto
directo entre extensionista e o seu grupo alvo mas apresentam um custo bastante baixo para grande número de
pessoas atingidas e pela rapidez com que as mensagens chegam até ao público. Prestam-se para estimular
interesses, criar ansiedade e atrair atenção.
Radio é o meio usado como método massal que atinge todos destinatários, até mesmo as pessoas que não
sabem ler e escrever, chegando aos lugares longícuos, onde outros meios de extensão não chegam. A Rádio é
menos dispendiosa, tanto para o agricultor como para quem faz o programa de extensão e é mais susceptível para
os agricultores captarem e assimilarem a informação.
Televisão é o meio de comunicação audiovisual de massa por excelência mas pode ser usada em grupos de
todos tamanhos. A junção do poder de imagem e das palavras transmite informação com mais forca e com maior
autensidade.
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Vantagens e desvantagens dos métodos de extensão
4. Metodologias de Extensão
É participativa de capacitação baseada nos princípios de educação de adultos (aprendizagem por descoberta).
São escolas sem parede onde os produtores aprendem fazendo, observam, analisam, troca experiencias e tomam
decisão para resolver os seus problemas.
É um processo e não uma meta, constituída por 25 a 30 membros sem distinção de sexo e de idade.
1. Criar capacidades nos camponeses através do fortalecimento dos seus conhecimentos para que sejam
conhecedores dos processos ecológicos que ocorrem nas suas machambas
2. Fortalecer as capacidades dos camponeses na tomada de decisão que resulte em melhorias significativas e
sustentáveis nos seus campos.
3. Mostrar os camponeses as vantagens de trabalhar em grupo e anima-los para que se organizem entre eles e
na sua comunidade
4. Melhorar a relação entre camponeses, pesquisadores e extensionistas para que possam trabalhar juntos na
elaboração de opções técnicas adaptadas ás soluções locais específicas
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4.1.3. Princípios das EMC
Aprender fazendo. Os adultos aprendem melhor através de experiencia prática. Aprender fazendo permite aos
camponeses chegar ás suas próprias conclusões sobre uma nova tecnologia, ganhar a autoconfiança necessária
para as produzir nas próprias machambas e continuar inovando.
Os temas de formação são seleccionados pelos próprios camponeses. Com apoio do facilitador decidem o
que é relevante e mais urgente estudar no âmbito de uma EMC. Desta maneira, assegura-se o interesse do grupo
porque o tema responde á uma realidade identificada pelo grupo.
A machamba como um local de experimentação e aprendizagem cada EMC tem uma pequena parcela de
estudo de 1000 a 1500 m2 que é uma ferramenta principal de aprendizagem. Ë um laboratório de aprendizagem,
estudam e ensaiam novas técnicas durante o ciclo completo de produção de cultura ou criação de animais onde
eles mesmos avaliam os resultados antes de aplica-los nos campos individuais.
Facilitadores e não professores nas EMC os técnicos são facilitadores porque o seu papel é de facilitar o
processo de aprendizagem e não ensinar. Nas EMC não existe uma relação de hierarquia entre o técnico e
produtor, portanto, o técnico é o membro do grupo. Uma EMC pode também ser facilitada por um produtor desde
que tenha diploma de graduação
Aprender e aprender. Os produtores aprendem e melhoram as capacidades necessárias para observar e analisar
os seus próprios problemas e tomar uma decisão informada. Aprender é um processo caracterizado por uma
comunicação aberta, discussão construtiva, respeito pela opinião de outros e direito de errar.
Processo sistemático de Capacitação. Todas EMV seguem um processo sistémico de formação, cujos os
passos são a observação, experimentação, discussão de grupo, análise, tomada de decisão e aplicação das
decisões. Problemas colocados, problemas solucionados. Os problemas são considerados como desafios e não
como constrangimentos. Nas EMC os camponeses aprendem instrumentos metodológicos que contribuem para
melhorar as suas capacidades de identificar e resolver qualquer problema que possa surgir na sua
machamba/campo
Tomada de decisão guia o processo de aprendizagem os camponeses tomam todas as decisões na EMC
através da tomada de decisão com base na escolha e análise de dados do sistema agro-ecológico e da chegada a
um consenso entre os membros do grupo e desenvolvem uma confiança nas suas capacidades e no seu
conhecimento.
A União faz a força a criação de capacidades através das acções de grupos é a base das EMC. Os produtores
unidos em grupos tem mais poder e força que cada individuo e sobretudo tem mais capacidade para procurar
soluções para os seus problemas. É importante que as acções do grupo seja o resultado de um acordo de muitas
vozes, derivadas da reflexão do espírito crítico e da responsabilidades individual e colectiva.
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4.2. Metodologia Camponês a Camponês
Característica (i) é participativa. (ii)Usa camponês promotores, (iii) Possibilita encontrar soluções para problemas
locais comuns
Características é organizado uma vez por semestre ou por ano por nível. Nesta, convida-se parceiros
(Ministérios, ONG’s, comerciantes, provedores de insumos, produtores em geral para testemunhar acções.
O diagnóstico é a fase mais importante de uma intervenção, dele depende das formulações das acções
subsequentes para um dado grupo alvo.
São conjunto de técnicas para a recolha de informação que pode ser usada para descobrir as principais
características e problemas que afectam a uma determinada comunidade e as possíveis soluções. O DRP é mais
profundo porque começa no planeamento do diagnóstico, a recolha e análise dos dados. Valoriza muito o poder
local.
− Porquê “Rápido”- Produz informação mais rapidamente e a baixo custo comparativamente a outras
metodologias de pesquisa
− Porquê “Rural” decorre no meio rural. Também pode ser Urbano se decorrer em ambiente Urbano
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Aplicação do DR
1. Identificação da equipa de pesquisadores
2. Preparação do diagnostico
3. Trabalho de campo
4. Síntese dos resultados
5. Avaliação dos resultados com os produtores
6. Desenho de um plano de acção
7. Implementação
8. Relatório de progresso final
Os mapas Maquete servem para discutir e analisar informação visualizada que pode ser elaborada sobre o papel
ou com qualquer tipo de material sobre o solo. Permitem a participação de todos os membros da comunidade e
constituem um dos instrumentos mais variáveis e comuns do DRP.
Como toda a informação, é gerada em grupos, apresenta-se o resultado, mais tarde a toda a comunidade.
O Mapa de Recursos Naturais Mostra graficamente os diferentes elementos do uso do espaço e principalmente
os RN (flora e fauna),zonas de cultivo, construção de infra-estrutura social, áreas problemáticas e em conflito.
O Mapa Social levanta informações sobre as condições de vida tais como o acesso a água potável, energia
eléctrica, qualidade de moradia, e visualiza a estrutura socia da comunidade, de seus habitante.
O mapa da Comunidade visualiza as condições de vida, acesso a água potável, energia, e em geral a situação
da comunidade.
O Mapa de propriedade Mostra os detalhes produtivos e de infra-estrutura social de uma propriedade típica da
zona, para ter a visão típica global da organização produtiva em nível de propriedade
O mapa do fluxo económico apresenta as relações entre os diferentes elementos dos sistemas dentro e fora da
comunidade. Ele objectiva representar como se inter-relaciona-se os diferentes elementos do sistema produtivo
(agrícola, pecuária, pesca, florestal, irrigação, serviços, comercialização, etc.
O calendário agrícola mostra informações sobre as estações agrícolas e actividades produtivas da comunidade e
tem objectivo de identificar os produtos que são cultivados na comunidade e que tempos são realizados. Permite
revisar se os produtos estão sendo cultivados no tempo adequado ou se é necessário identificar
O diagrama de causa e efeito ou arvore de problemas é geralmente aplicado depois de ter sido seleccionados
os assuntos ou problemas prioritários da comunidade. O diagrama de Vem ou de Torta é utilizado no final da
primeira fase quando chega a fase de confiança com a comunidade e já foram desenvolvidas outras ferramentas
menos complicadas.
A árvore é uma técnica que trata de analisar a relação causa e efeito de vários aspectos de um problema
previamente identificado, por ex: o Mapa da comunidade. As raízes da arvore simbolizam as causas do problema
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e o próprio problema se encontra no tronco e os galhos representam os efeitos. A intenção é identificar e analisar
um problema.
A análise FOFA é uma técnica de avaliação da matriz que identifica os principais pontos fortes, Oportunidades,
Fracos e Ameaças. Os aspectos levantados pelos participantes são dispostos num diagrama com quatro
quadrantes de fácil visualização
A matriz de priorização de problema permite de maneira fácil, produzir os problemas identificados durante o
diagnóstico segundo a sua importância e ou urgência. Como resultado de aplicação deste método, se estabelece
uma hierarquia dos problemas identificados o que permite á comunidade se encontrar naquele que se considera
mais importante.
O calendário de actividade Inclui actividades não relacionadas á agricultura, visualizando o emprego do tempo,
segundo sectores de intervenção como agrícola social, outras fontes de receita e trabalho. Também permite
comparar distribuição disponível e as possibilidades de melhorar ou muda-las.
7. Monitoria e Avaliação
Monitoria é um processo de recolher informação sistematicamente usando métodos formais e informais. Método
formal envolve a recolha de dados sobre indicadores já identificados. Método informal envolve observações
contínuas dos aspectos do projecto e discussões regulares com os parceiros.
Avaliação é análise de informação ou de dados. Na prática, este significa que avaliadores precisam duma atitude
questionante para ver a eficácia a actividade ou o valor do objecto de avaliação.
Portanto, a Monitoria e Avaliação (M&A) são dois aspectos muito ligados que se usa para melhorar e avaliar um
processo.
Indicadores são variáveis que podem ser medidas para ajudar no processo de avaliação. Os indicadores devem
ser mensuráveis para comparar valor de informação recolhida. O processo de fazer perguntas criticas sobre todas
fases dum projecto, a sessão de perguntas e recolha de informação , reflexão das respostas para melhorar o
projecto ou avaliar é M&A. Portanto, para cada aspecto de avaliação precisamos ver comparando quais são as
diferenças antes e depois e quias destas mudanças podem ser atribuídas ao projecto.
Avaliação então envolve mais do que ver o que aconteceu. Precisa usar esta informação para fazer perguntas
críticas do projecto. Por exemplo, o projecto foi útil?,. Foi melhor ou pior do que esperamos? Podia ser feito
melhor?
M&A muitas vezes é vista como um processo chato que envolve muitos recursos, ocupa tempo de pessoas que
estão a fazer coisas importantes no campo e não é muito necessário. Pessoas têm medo que avaliação vai mudar
muitos aspectos de trabalho o que vai mostrar erros que fizeram. Mas sem M&A não íamos saber se o nosso
trabalho vale a pena ou não ou se nós estamos no caminho certo. É um processo muito importante em todas
actividades que fazemos e se for bem organizado, não devia ser visto como uma imposição.
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Avaliação é a base usada para fazer decisões e fazer avaliação constantemente na nossa vida. Se nós
entendermos melhor a situação podemos assim fazer melhores decisões sobre aquela situação. Portanto,
fazemos a M&A para ajudar os processos de decisões.
Então, M&A devia ser organizado para as pessoas que fazem as decisões. Mas há vários grupos que precisam
fazer decisões e que praticam informações.
Objectivos de M&A
− Melhorar o projecto
− Avaliar o seu desempenho
− Justificar o dinheiro gasto
− Ajudar parceiros a implementar projectos
− Usar recursos eficientemente o projecto
− Promover aprendizagem
− Ver as mudanças atingidas
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7.2. Modelos para fazer a M&A
Processos que ajudam a organizar e sistematizar o processo de avaliação, por ex: O quadro lógico. Hierarquia de
Bennet e modelo geral de processo.
Avaliação da informação
Resultados
− O que aconteceu, como resultado do projecto
− Estes resultados foram desejados ou não desejados
− Os resultados foram planificados ou não planificados
− Porquê?
− Quais eram as opiniões dos camponeses sobre o projecto?
− Qual foi a nível de participação dos camponeses nas
actividades?
− O que eles aprenderam?
− Quais mudanças que fizeram
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