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6 - Unidade 2 T1 - Riscos Ambientais

ESSE ARQUIVO FALA DE RISCOS LEGAIS EM BIOSSEGURANÇA

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 Unidade 2 - Tópico 1 

UNIDADE 2

BIOSSEGURANÇA EM SERVIÇOS DE
SAÚDE

TTÓ
ÓPPIICCO
O 11

RISCOS AMBIENTAIS

11 IIN
NTTR
ROOD
DUUÇ
ÇÃÃO
O

Você sabia que os serviços de saúde podem apresentar riscos para


trabalhadores e pacientes? Os  
ambientes de saúde, além de prevenir ou
Risco…
Reproduzir
tratar doenças,na SoundCloud
podem, também, representar perigo a seus trabalhadores e
às pessoas que usam seus serviços.
Ouvir no navegador 0,5x 1x 1,5x
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O ambiente de saúde é contrário ao que muitas pessoas pensam, pois é um
lugar que abriga diferentes microrganismos causadores de doenças,
caracterizados pelo risco de contato com materiais e objetos contaminados;
manuseio ou descarte inadequado de substâncias contaminantes (como o
lixo hospitalar); limpeza realizada de forma incorreta e até mesmo a falta de
equipamentos de proteção, os quais servem para prevenir riscos e
acidentes.

Esses riscos que os ambientes de saúde podem trazer aos trabalhadores e


:
usuários são classificados em: riscos de acidentes, riscos físicos, riscos
químicos, riscos biológicos e riscos ergonômicos.

Então, convidamos você para estudar cada um deles. Será muito


interessante!

22 C
COON
NCCEEIITTO
O

A produção de bens de consumo através das mais distintas tecnologias e


formas de manufatura pode lançar, no local de trabalho, substâncias
causadoras de moléstias ou danos à saúde do trabalhador, quando em
contato com o mesmo. As condições físicas que podem oferecer danos ao
trabalhador são denominadas de riscos ambientais (MARTINS, 2010).

Portanto, riscos ambientais são agentes presentes nos ambientes de


trabalho que podem afetar diretamente a saúde do trabalhador, causando
doenças. Conforme a NR-9, item 9.1.5, consideram-se riscos ambientais os
agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho
que, em função da sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de
exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.
(SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO, 2012)

Além dos três agentes citados pela NR 9, é conveniente a consideração de


mais dois, ergonômicos e de acidentes, que completam a divisão tradicional
das cinco classes de riscos, detalhadas a seguir (ZOCCHIO, 1996).

33 C
CLLA
ASSSSIIFFIIC
CAAÇ
ÇÃÃO
ODDO
OSS R
RIISSC
COOSS A
AMMB
BIIEEN
NTTA
AIISS

Para Martins (2010) a classificação dos riscos é dividida em cinco categorias,


as quais veremos a seguir.

33..11 RRIISSC
COOSS FFÍÍSSIIC
COOSS
:
Os agentes físicos apresentam diversas maneiras em que o trabalhador
pode estar exposto, tais como: ruídos, vibrações mecânicas, pressões
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e não ionizantes,
bem como ultrassom e infrassom.

33..11..11 RRuuííddoo

O ruído elevado poderá produzir uma redução na capacidade auditiva do


trabalhador, afetar o cérebro e o sistema nervoso.

Devido à exposição do trabalhador frente a diferentes níveis de ruído


durante a jornada de trabalho, a quantificação do som é realizada por
medidores de nível de pressão sonora, decibelímetros ou audiodosímetros.

Para avaliação do ambiente de trabalho devem ser considerados fatores


como nível de pressão sonora em decibéis e por frequências, tipo de ruído,
tipo de exposição e características do local, duração da exposição,
suscetibilidade individual e número de vezes em que a exposição se repete
durante o dia.

A avaliação do ruído tem como objetivo fazer a aferição da exposição


individual, a descrição do campo acústico, o estudo das condições de
comunicação e o projeto de métodos de controle.

Os valores limite de exposição ao ruído contínuo ou intermitente, conforme


a legislação vigente, estão descritos na tabela 1 do Anexo I da NR 15,
regulamentada pela Portaria GM n° 3.214, de 8 de junho de 1978, definindo
como sendo todo aquele que não seja ruído de impacto.

Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder aos limites
de tolerância fixados pela NR 15, sendo que para uma carga horária de
trabalho de oito horas o valor limite de exposição é de até 85 decibéis –
dB(A). O limite de tolerância para o ruído de impacto será de 130 dB(A).
:
Em muitas empresas, fábricas onde o trabalho operacional produz ruídos
agudos, intermitentes, com exposição de duração acima do permitido e que
operam acima da intensidade, conforme a legislação já especificada,
provocam vários desconfortos sensoriais, como irritabilidade e zumbido no
ouvido.

A consequência desta operação insalubre será refletida gradativamente na


saúde do trabalhador que permanece exposto ao ruído. Como exemplo,
podemos citar sinais de surdez: aumento do tom da fala, repetição da fala,
esforço em ouvir melhor. Outros problemas podem acontecer num grau
mais elevado, como: patologias gastrointestinais, taquicardia, aumento da
pressão arterial sistêmica, insônia e ansiedade.

Esses problemas levantados podem ocasionar complicações no dia a dia de


trabalho, causando acidentes, em função de o trabalhador não se comunicar
com eficiência e segurança, além de apresentar dispersão na concentração,
diminuição no rendimento e cansaço.

Assim como muitos nadadores apresentam rompimento do tímpano em


função da pressão negativa na água, da mesma forma pode ocorrer com o
trabalhador exposto a sons insalubres, pois caso aconteça um deslocamento
repentino e forte de ar, no caso de uma explosão, pode caracterizar essa
sintomatologia.

Diante dessas consequências, o trabalhador deve ser monitorado, pois


poderá levar à patologia grave que é a surdez, total ou irreversível,
dependendo do tempo e permanência de exposição.

Para evitar ou até mesmo corrigir os problemas sensoriais ou patológicos


provocados pelo ruído, é necessário monitoramento do ambiente e das
condições de trabalho que envolvem o trabalhador, com inserção de
medidas de segurança.

Falamos especificamente dos aparelhos de proteção individual e


equipamentos de proteção coletiva que devem ser fornecidos pela empresa.
:
Em caso de omissão desses equipamentos, a fiscalização do trabalho
autuará a empresa, notificará e, por fim, aplicará uma multa, por negligência
à legislação.

Algumas soluções podem ser previstas desde o início, no sentido de reduzir


ou atenuar as nuances dos problemas de trabalhado causados pela
exposição, como: verificar a substituição do aparelho utilizado por outro
mais silencioso, planejamento de manutenções preventivas ao invés de
serem corretivas, elaborar e construir medidas que possibilitem enclausurar
o equipamento, no sentido de reduzir o ruído, evitar utilizar várias máquinas
ao mesmo tempo, mas sim otimizá-las para a produção em larga escala,
solicitar a chamada de um técnico no sentido de possibilitar a troca de peças
para amenizar o ruído.

Os cuidados acima dizem respeito às máquinas, porém algumas medidas de


controle podem ser adotadas pelo homem para controlar o ruído, como, por
exemplo: distribuir equipamentos de proteção individual tipo fone de ouvido
modelo concha ou inserção, reduzir a exposição, fazer rodízio das
atividades, aumentar o período de pausa, como também a distância entre o
operador e a fonte ruidosa, sem falar da realização de exames
audiométricos periodicamente. Esta medida deve estar prevista por meio
dos exames médicos de saúde ocupacional, mas para isso é necessário
comprometimento da empresa em seguir a legislação trabalhista.

33..11..22 VViibbrraaççõõeess m
meeccâânniiccaass

Vibração é um agente prejudicial, sendo percebida em várias atividades que


envolvem nosso dia a dia e também no trabalho. Para entendermos sobre
essa questão, podemos citar algumas atividades, como a florestal, na
indústria química, na fabricação de móveis e carros, produção de carne e
demais atividades que submetem os trabalhadores às vibrações nas mãos,
braços ou extremidades e vibrações de corpo inteiro. As frequências
sentidas pelo corpo humano vibram numa determinada frequência.
:
As vibrações são emitidas aos braços mais comumente, através da utilização
de ferramentas manuais, portáteis ou não, como: serras, motosserras,
furadeiras, britadeiras, martelos pneumáticos e prensas, ligadas ao modo de
funcionamento das máquinas e materiais, provavelmente decorrentes de
irregularidade de solo a que as máquinas estão dispostas.

Agentes das mãos e braços causam alguns sintomas iniciais, como:


branqueamento em um ou mais dedos de qualquer mão, dor, paralisia,
formigamento, perda da coordenação, falta de delicadeza e dificuldade para
realizar tarefas que exijam a motricidade fina, como dificuldade em pegar
um alfinete numa superfície plana, abotoar a roupa ou virar uma página de
um livro. A gravidade dos sintomas é diretamente proporcional à exposição
das vibrações e intensidade.

FONTE:
FONTE: Disponível
Disponível em:
em: <<[Link]
[Link]
[Link]
>. Acesso
Acesso em:
em: 33 abr.
abr. 2015.
2015.

Vale explanar que existem medidas preventivas cujas ações objetivam


diminuir as exposições à vibração do trabalhador ao agente e evitar que o
limite de exposição seja ultrapassado, nesse caso podemos citar o
monitoramento periódico da exposição, informação juntamente com
orientação aos trabalhadores, controle médico, manutenção dos aparelhos,
além de evitar o contato entre o trabalhador e a ferramenta. (CUNHA;
FREITAS, 2011).

33..11..33 TTeem
mppeerraattuurraass eexxttrreem
maass

O frio é um risco físico que apresenta processos de liberação de calor. Um


ambiente considerado frio, para Ponzetto (2010), é quando a temperatura
permanece inferior ao que o corpo humano está acostumado a sentir,
porém cada pessoa sente variações de temperatura diferentes. Uma pessoa
que mora há anos em uma região quente e se muda para uma região fria
sentirá o clima como sendo bem inferior, se comparado com um morador
antigo da região.
:
Esse modo de adaptação é característica do ser humano, entretanto, há uma
necessidade de ajuste das condições circulatórias do indivíduo à região em
que foi submetido. Essa condição muda nos ambientes profissionais, porque
a temperatura é controlada, bem como a exposição do trabalhador nesta
situação. Como exemplo podemos citar uma câmara frigorífica, onde os
termômetros marcam uma temperatura inferior a 25ºC. (PONZETTO, 2010).
A exposição ao frio pode causar efeitos danosos ao organismo, pois causará
prejuízo aos tecidos corporais, com consequente redução interna do corpo
humano, interessante lembrar que a temperatura corporal varia em média
de 36ºC.

Podemos associar algumas doenças ligadas ao frio intenso, com


consequências neurológicas; no caso de desmaio e convulsões, associações
a problemas dermatológicos como urticária; irritação cutânea; hipóxia
celular, além de perdas de membro pela falta de oxigenação, ou seja,
estamos falando de amputações.

A fim de evitar complicações com temperaturas extremas, há necessidade


de introduzir aparelhos de proteção individual ao trabalhador, como: roupas
térmicas, óculos de proteção, luvas, gorros, botas, além de aparelhos de
proteção coletiva, como anteparos térmicos. Não podemos esquecer o
revezamento de função, menores permanências no ambiente frio e maiores
pausas associadas às medidas já descritas.

33..11..44 PPrreessssõõeess aattm


moossfféérriiccaass

Conforme Ponzetto (2010), pressões atmosféricas são aquelas que possuem


pressão menor que a existente ao nível do mar, dentre elas as atividades
submarinas e mergulhos. Podemos também relacionar atividades de
reabilitação, como as câmaras hiperbáricas, nas quais se efetuam atividades
médicas e outros trabalhos sob elevadas pressões atmosféricas.

Quando a pessoa está num ambiente de baixa pressão, ocorre diminuição


do transporte de oxigênio, afetando o metabolismo das células, levando à
:
hipóxia (falta de oxigênio). Um dos primeiros efeitos a serem percebidos é a
perda da visão noturna, começando sua manifestação a partir de uma altura
de 1.800 metros. Acima desta, começa a perda parcial de memória,
coordenação, euforia, confusão e morte (PONZETTO, 2010). Portanto,
cuidados com despressurização devem ser tomados, a fim de manter a
pressão parcial do oxigênio o mais perto possível do valor normal ao nível do
mar, a fim de haver precaução com sequelas associadas às pressões
atmosféricas.

33..11..55 RRaaddiiaaççõõeess

Segundo Schneider (2004), são formas de energia que se transmitem por


ondas eletromagnéticas e sua absorção pelo organismo pode ocasionar o
aparecimento de lesões. É classificada em radiação ionizante (radioterapia e
raios X) e radiação não ionizante (radiação infravermelha, ultravioleta, laser,
micro-ondas, entre outras).

Para Ponzetto (2010), as fontes de radiação ionizante são de dois tipos:

a) radiação natural: é encontrada em terrenos que emitem radiações gama e


cósmicas. Alguns produtos utilizados na construção civil podem gerar algum
tipo de radiação. Existe também a radiação em determinados alimentos, na
água e no ar.

b) radiação artificial: é encontrada em aparelhos de televisão, monitores de


computador, diais luminosos de relógio e sinais luminosos. Fazem parte
desse grupo os raios X, gama e beta, que são usados para diagnósticos de
tratamentos.

Para Schneider (2004), há vários efeitos nocivos no ser humano causados


pela radiação ionizante, a exemplo podemos citar: retardamento do
crescimento, problemas de tireoide, câncer, dentre outros.

Com relação às radiações não ionizantes, esta exposição do ser humano a


elas está diretamente relacionada às patologias cancerígenas, quando de
:
forma intensa pode causar alguns efeitos biológicos danosos, como
cataratas, queimaduras na pele, queimaduras de segundo e terceiro graus,
exaustão e insolação causada pelo calor excessivo (SCHNEIDER, 2004).

Dentre as radiações não ionizantes citam-se: ultravioleta, infravermelho,


radiofrequência, como também ondas de rádio, micro-ondas (telefone
celular, forno doméstico) e luz (PONZETTO, 2010).

Infelizmente, no Brasil não há uma legislação específica sobre o assunto e os


estudos existentes são considerados inacabados ou sem embasamento
prático, mas sugerem que exista um efeito maléfico oriundo da exposição à
radiação não ionizante de baixa frequência (PONZETTO, 2010).

33..11..66 U
Ummiiddaaddee

O Anexo nº 10 da NR 15 aborda sobre a umidade, classificando-a como


atividades executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade
excessiva, capazes de produzir prejuízos à saúde dos trabalhadores. Antes
da determinação do perigo que um ambiente pode apresentar, deve ser
realizada uma inspeção através de um laudo, a fim de ser comprovado que o
ambiente é úmido. De qualquer maneira, a exposição excessiva do
trabalhador à umidade pode gerar doenças respiratórias, de pele, no
aparelho circulatório, dentre outras, além de traumatismos por quedas
devido a escorregões e desequilíbrio (PONZETTO, 2010).

33..11..77 IIlluum
miinnaaççããoo

Conforme Bidoni (2001), a iluminação é importante para que o ser humano


possa desenvolver suas atividades de maneira eficaz, principalmente no
ambiente de trabalho. Vários problemas estão relacionados com a baixa
luminosidade, como: visão distorcida, baixa estima, falta de disposição para
o trabalho, resultando em atividades mal executadas, erros e acidentes de
trabalho.
:
Já que a baixa luminosidade está relacionada diretamente com a queda da
produtividade e consequentemente na qualidade da produção, o ideal seria
a instalação de uma luminária adequada, a fim de diminuir a fadiga visual e
proporcionar um ambiente adequado para o desenvolvimento laboral,
melhorando, por conseguinte, a qualidade de vida do trabalhador. Há dois
tipos de iluminação, uma natural e outra artificial. Fácil deduzir que a natural
é originária do Sol (luz solar), enquanto que a artificial é disposta por meio
de lâmpadas elétricas, sendo que atualmente no mercado há vários tipos e
modelos (BIDONI, 2001).

Conforme Schneider (2004), as causas sentidas pelos trabalhadores, como


cansaço, ofuscamento ocular e dor de cabeça podem estar relacionadas à
luminosidade precária, portanto deve-se dar prioridade à iluminação
natural. Entretanto, a incidência de luz solar não deve se dar diretamente no
setor de desenvolvimento do trabalho, pois poderá causar desconforto,
como: aumento da temperatura ambiente, desconforto térmico, queda da
pressão arterial, dentre outros. É imprescindível o estudo e avaliação
preliminares para o posicionamento de áreas de ventilação, janelas, telhas
transparentes etc.

FIGURA 14 – REPRESENTAÇÃO DE RISCOS FÍSICOS

FONTE: Disponível em: <[Link]


[Link]
[Link]
[Link]>. Acesso em: 20 fev. 2015.
:
33..22 RRIISSC
COOSS Q
QUUÍÍM
MIIC
COOSS

Conforme Ponzetto (2010), os riscos químicos estão relacionados à


toxicologia advindos de substâncias químicas que atuam negativamente
sobre o homem. É importante destacar que agente químico é todo elemento
ou substância química nociva que pode ser absorvido por alguma via pelo
ser humano, através da pele (via cutânea), boca e estômago (via digestiva),
por meio do nariz e pulmões (via respiratória).

Para Cunha e Freitas (2011), o sistema respiratório é a principal via de


absorção em relação aos compostos químicos, em virtude da suspensão dos
gases e vapores no ambiente de trabalho. Já a pele acaba tornando-se uma
barreira protetora natural, contra a absorção dos agentes químicos. Todavia,
alguns compostos químicos, como fenóis e diversos inseticidas, acabam
sendo incorporados pela via cutânea, podendo ocasionar intoxicações e
alergias graves.

Cunha e Freitas (2011) acreditam que a via digestiva é a via de penetração


menos comum para a entrada no organismo humano, pois nenhum
trabalhador ingere esses agentes químicos de maneira consciente.

Em relação ao grau de toxicidade de uma determinada substância, para


Ponzetto (2010) isso depende de alguns fatores, como:

concentração: quanto maior a concentração do produto, mais


rapidamente seus efeitos nocivos se manifestarão no organismo.

índice respiratório: representa a quantidade de ar inalado pelo


trabalhador durante a jornada de trabalho.

sensibilidade individual: é o nível de resistência de cada um, e de certa


forma pode variar de pessoa para pessoa, podendo determinada
exposição ser extremamente prejudicial para um indivíduo e para
outro não haver consequências mais graves.
:
Ponzetto (2010) ainda ressalta que o potencial tóxico da substância no
organismo é determinado pelo grau de nocividade para o ser humano, pois
cada substância age de maneira diferente, para isso é importante
determinar a quantidade ou concentração da mesma, devido ao caráter de
algumas substâncias terem um efeito positivo sobre o organismo em
pequena quantidade, porém se tornam fatais em grandes concentrações.

Ponzetto (2010) relaciona algumas substâncias químicas e consequentes


patologias ou mesmo reações adversas ao organismo, dentre elas:

antimônio: é empregado nas ligas com chumbo, fabricação de baterias,


soldagens, fabricação de tinta etc. Seus compostos podem irritar os
olhos, pele e mucosas das vias respiratórias e os sintomas da ingestão
são: vômito, diarreia, tontura, dor muscular e lesões nos músculos
cardíacos.

chumbo: é empregado em vernizes, latas, fabricação de automóveis,


inseticidas etc. Seus compostos podem provocar lesões cerebrais,
alterações mentais, ansiedade, delírio e morte. Quando o homem é
exposto a vapores de chumbo, pode apresentar cansaço, cólica
intestinal, anemia e problemas de visão.

metanol: é um álcool retirado da madeira e do gás natural, utilizado


como combustível de veículos. Os efeitos no organismo ocorrem
através da respiração, ingestão e contato com a pele. Se ingerido, pode
provocar cegueira e morte.

As intoxicações por via digestiva podem ser classificadas de dois tipos:


agudas ou crônicas. As intoxicações agudas são aquelas que provocam
alterações em larga escala no organismo humano em curto espaço de
tempo. Já as intoxicações crônicas ocorrem por um prazo grande e
:
podem gerar problemas consideráveis no organismo.

33..33 RRIISSC
COOSS B
BIIO
OLLÓ
ÓGGIIC
COOSS

Risco biológico é a probabilidade de exposição ao agente biológico. Agente


biológico nada mais é que micro-organismos, geneticamente modificados ou
não; as culturas de células, os parasitas, as toxinas e os príons. O contato do
trabalhador no exercício de sua função com os agentes biológicos pode
causar sérios danos à saúde do mesmo.

São classificados em quatro grupos, a saber:

Classe de risco 1 (um), que abrange os agentes biológicos de baixo


risco para o trabalhador e para a coletividade, com baixa probabilidade
de causar doença ao ser humano.

Classe de risco 2 (dois) são aqueles de risco individual moderado para o


trabalhador e com baixa probabilidade de disseminação para a
coletividade; podem causar doenças ao ser humano, para as quais
existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

Classe de Risco 3 (três) são os que apresentam risco individual elevado


para o trabalhador e com probabilidade de disseminação para a
coletividade; podem causar doenças e infecções graves ao ser humano,
para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia ou
tratamento.

Classe de risco 4 (quatro) são aqueles cujo risco individual é elevado


para o trabalhador e com a probabilidade elevada de disseminação
para a coletividade; apresentam grande poder de transmissibilidade de
um indivíduo a outro; podem causar doenças graves ao ser humano,
para as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.
:
Os riscos biológicos são mais comumente encontrados em setores de
trabalho da área da saúde; nas atividades de coleta e industrialização de lixo
urbano; açougueiros; lavradores; tratadores de gado (estábulos e
cavalariças); trabalhadores de curtume; estações de tratamento de esgotos
(galerias e tanques) e trabalhadores que executam serviços em cemitérios
(exumação de corpos).

As vias de contaminação podem ocorrer através do sistema


respiratório, digestivo, derme, epiderme e contato com mucosas.
Podem causar várias doenças profissionais, entre as quais podem ser
citadas a tuberculose, a brucelose, o tétano, a malária, a febre tifoide,
a febre amarela e o carbúnculo.

33..44 RRIISSC
COOSS EERRG
GOON
NÔÔM
MIIC
COOSS

Conforme Cunha e Freitas (2011), ergonomia tem origem no grego e vem da


palavra ergon, que significa trabalho; já a palavra nomos, também de origem
grega, significa normas, regras, leis. É considerada uma ciência que estuda,
desenvolve e aplica normas e regras objetivando organizar o trabalho
relacionado aos aspectos da atividade humana.

Ainda para os mesmos autores, é considerada uma ciência multidisciplinar,


pois envolve ideias e conceitos das áreas de psicologia, biomecânica e
fisiologia, e requer a análise de características com a finalidade de adaptar
as tarefas e as ferramentas de trabalho às necessidades do trabalhador.

As doenças de origem muscular diretamente ligadas ao trabalho que mais se


destacam são a Lesão por Esforço Repetitivo e o Distúrbio Osteomuscular
Relacionado ao Trabalho - LER/DORT, sendo uma consequência de
:
atividades caracterizadas pela parcialização, rotina diariamente igual e
permanência do trabalhador em seu posto de trabalho durante toda a
jornada, e com ritmo acelerado (CUNHA e FREITAS, 2011).

As LER/DORT são doenças ocupacionais resultantes do trabalho mal


distribuído e produção acelerada, associadas a fatores de riscos
biomecânicos (esforço físico, posturas inadequadas, gestos acelerados e
repetitividade de movimentos) e psicossociais (trabalho intenso, pressão
psicológica para atingir metas estipuladas e cansaço). Diante do afastamento
com essas lesões e posteriormente retorno ao trabalho, essa questão
deverá ser avaliada, pois o retorno ao trabalho poderá ser fator de
agravamento caso as condições não se alterem, implicando no adoecimento
(PONZETTO, 2010).

Os riscos ergonômicos que podemos exemplificar, como: esforço físico,


postura inadequada, estresse, longas jornadas de trabalho, inclusive
noturno, esforços repetitivos e falta de pausa durante a jornada, podem
produzir problemas patológicos, incluindo doenças psicológicas e
fisiológicas, provocando traumas na saúde do trabalhador, além de
comprometer a produtividade no desempenho do trabalhador (CUNHA e
FREITAS, 2011).

Conforme Ponzetto (2010), a finalidade da Ergonomia não se limita a fatores


determinados pelas atividades, pois o objetivo é de evitar danos à saúde do
trabalhador, adequando a empresa ergonomicamente às condições de
trabalho (alteração do ritmo de trabalho, posturas adequadas,
modernização dos equipamentos), proporcionando bem-estar e conforto
físico e psíquico.

33..55 RRIISSC
COOSS D
DEE A
ACCIID
DEEN
NTTEESS

Consideram-se riscos de acidentes todos os fatores que colocam em perigo


o trabalhador ou afetam sua integridade física ou moral. São considerados
como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente, máquinas e
:
equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas,
eletricidade, incêndio ou explosão, armazenamento inadequado de
materiais e ferramentas.

a) Acidentes

Os soldadores estão sujeitos a sofrer acidentes de diversas naturezas, por


exemplo, o choque elétrico, como também a intoxicação por fumos de
soldagem, causando dores de cabeça, tonturas e estresse.

b) Queimaduras

Podemos citar um frentista que trabalha com combustíveis, que pode sofrer
queimaduras, caso não trabalhe adequadamente e não tenha cuidados no
dia a dia. Sem contar com o risco de explosão que ocasionalmente pode
ocorrer, pois os combustíveis são inflamáveis.

c) Visão

Enfermeiros que trabalham com quimioterápicos devem sempre usar


equipamentos de proteção individual e coletiva, a fim de evitar exposição
dos olhos, por exemplo, diante do contato com estes medicamentos.

RESUMO DO TÓPICO

Chegamos
Chegamos ao
ao final
final do
do tópico
tópico de
de estudos
estudos que
que aborda
aborda oo assunto
assunto
riscos
riscos ambientais.
ambientais. Portanto,
Portanto, agora
agora você
você já
já éé capaz
capaz de
de:

Conceituar riscos ambientais.

Identificar os riscos ambientais.

Entender qual a finalidade de trabalhar num ambiente seguro.


:
Compreender a classificação dos riscos ambientais.

Entender quais são os agravantes para a saúde quando o trabalhador


fica exposto aos riscos ambientais.

AUTOATIVIDADES

UNIDADE 2 - TÓPICO 1

11 Descreva
Descreva oo conceito
conceito para
para riscos
riscos ambientais.
ambientais.

Responder

22 A
A classificação
classificação dos
dos riscos
riscos éé dividida
dividida em
em cinco
cinco categorias,
categorias,
portanto,
portanto, cite
cite quais
quais são
são essas
essas classificações.
classificações.
:
Responder

33 Qual
Qual éé aa importância
importância da
da prevenção
prevenção contra
contra os
os riscos
riscos ergonômicos
ergonômicos
para
para oo trabalhador?
trabalhador?

Responder

44 Dentre
Dentre os
os riscos
riscos ambientais
ambientais já
já estudados,
estudados, escolha
escolha um
um deles,
deles, cite
cite
ee explique.
explique.
:
Responder

Unidade 1  Tópico 2

Conteúdo escrito por:


Todos os direitos reservados © Prof.ª Paula Dittrich Corrêa
:

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