Exames Complementares
Exames Complementares
♥ Horário da coleta;
♥ Tempo de envio da amostra para o laboratório;
♥ Identificação do paciente corretamente;
♥ Tempo de jejum adequado para o
processamento;
♥ Volume adequado;
♥ Fase pré-analítica: nessa fase há a ♥ Tubos adequados para o tipo de exame –
participação ativa da equipe de enfermagem no armazenamento adequado;
contexto da coleta dos materiais, identificação
♥ Biossegurança.
do material e encaminhamento ao laboratório.
Atender a esses requisitos proporcionará que a
♥ Fase analítica: envolve a participação dos amostra seja adequada e o resultado do exame seja
técnicos de laboratório e outros profissionais confiável para tomada de condutas.
da biomedicina e farmácia no processamento CAUSAS DE ERRO NA FASE PRÉ-
das amostras. ANALÍTICA
♥ Fase pós-analítica: inclui o resultado dos
♥ Tempo de jejum inadequado;
laudos e a entrega deles ao paciente.
♥ Estase venosa prolongada;
FASE PRÉ ANALÍTICA ♥ Remoção de sangue inadequada;
Essa fase consiste em: ♥ Uso de conservantes inadequado;
♥ Solicitação do exame correto para o ♥ Orientação ao paciente inadequada;
diagnóstico e com posterior coleta;
CAUSAS DE ERROS NA FASE ANALÍTICA
♥ Falha do equipamento; Obs.: as etiquetas devem ser colocadas de forma a
♥ Troca da identificação das amostras; não ocultar o nível do volume da amostra contida,
♥ Proteínas ( nenhuma ou até 8 mg/100 ml): ♥ Eritrócitos (até 2): A lesão aos glomérulos ou
Normalmente não estão presentes na urina. aos túbulos permite que eritrócitos entrem na
Elas são comuns na doença renal porque a urina. Trauma, doença ou cirurgia do trato
lesão nos glomérulos ou nos túbulos permite urinário inferior também fazem o sangue estar
que proteínas entrem na urina. presente.
limpa e seca;
MATERIAL:
2. Colher as fezes com espátula e colocá-la no
♥ Comadre ou outro recipiente limpo e seco;
recipiente (coletor);
♥ Swab estéril em meio de cultura.
3. Lacrar o recipiente (coletor) com fita adesiva
PROCEDIMENTO:
ou esparadrapo comum e colocá-lo em saco
1. Explicar o procedimento e sua finalidade ao (a)
plástico, fechando-o bem;
paciente;
4. Registrar no prontuário características do
2. Pedir ao paciente para evacuar em comadre ou
material coletado
outro recipiente limpo e seco;
OBSERVAÇÕES:
3. Calçar luvas de procedimento;
♥ O material poderá ser conservado em geladeira
4. Usando o swab, coletar partes da amostra de
por até 12 horas após coleta;
fezes que estão na comadre ou outro recipiente
♥ Não refrigere amostras coletadas para
(de preferência nas partes das amostras
confirmar presença de ovos de parasitas,
contendo muco e/ou sangue;
alguns parasitas são mortos pelo frio;
5. Introduzir o swab no meio de cultura
♥ O exame a fresco deve ser encaminhado especifico para transporte sem deixar sobras de
imediatamente após a coleta, pois proporciona material na superfície e fechar corretamente
resultados mais precisos;
para que material não extravase ou contamine.
♥ Cuidar para não contaminar o recipiente; A quantidade excessiva de fezes presente no
♥ Quando solicitado 3 amostras ou mais, colher swab, resulta em conservação inadequada da
em dias alternados, numerando-as e enviar ao amostra.
laboratório; 6. Retirar as luvas de procedimento;
♥ Quando criança, colher o material da própria 7. Lavar as mãos;
fralda; 8. Enviar a amostra coletada ao laboratório com
a requisição médica;
9. Anotar no prontuário, registrando o volume e dor e sensibilidade aumentada ou inesperada
características do material coletado; ou contagem de leucócitos elevada.
OBS: ♥ Diversos métodos podem ser utilizados para
• Não utilizar papel higiênico para coletar as cultivar uma ferida: biópsia do líquido, biópsia
fezes, pois podem estar impregnados de sais de da ferida (tecidual) e cultura de superfície
bário, inibidores de alguns patógenos fecais. (swab de cultura).
• No caso de crianças que usem fraldas, utilizar ♥ Em geral, em primeiro lugar, realiza-se uma
uma fralda descartável nova, do lado contrário cultura de superfície.
(parte plástica em contato com a amostra de ♥ Uma contagem de colônia de 100.000
fezes), a amostra deve ser transferida da fralda organismos/ml indica uma infecção que
para o recipiente apropriado (swab estéril em precisa ser tratada com o antibiótico
meio de cultura especifico para transporte) apropriado.
imediatamente após evacuação, pois assim ♥ Feridas que não respondem ao tratamento com
como o papel higiênico, a parte absorvente da antibiótico devem ser novamente cultivadas. A
fralda é impregnada com sais de bário. forma mais apropriada é a biópsia da ferida.
• A amostra não pode ser contaminada com a PROCEDIMENTO:
urina. 1. Remover curativo oclusivo conforme técnica
• Em pacientes altamente debilitados a amostra indicada;
pode ser feita através de swab retal. 2. Limpar a área perilesão com SF 0,9%;
• Swab retal: umedecer o swab em SF 0,9% e 3. Irrigar o leito da ferida com jatos de SF 0,9%,
introduzir o swab na ampola retal removendo tecidos desvitalizados, pomada
comprimindo-o, em movimentos rotatórios e/ou outros produtos, e o excesso de exsudato;
suaves, em toda a extensão. Retirar o swab, 4. Abrir o swab estéril, expondo a haste somente
certificando-se de que existe coloração fecal no momento da coleta;
no algodão. Introduzir o swab estéril em meio 5. Umedecer sua extremidade com soro
de cultura específico para transporte. fisiológico 0,9% sem contaminar;
6. Deslizar o swab pelo leito da ferida, fazendo
CULTURA DE EXSUDATOS (FERIDAS)
movimentos em “Z” (ziguezague) e tocando
FINALIDADE: identificar agentes patogênicos em pontos diferentes;
com antibiograma específico. 7. Recolocar a haste no frasco de origem,
♥ Não se recomendam as culturas rotineiras de fechando adequadamente;
feridas, a menos que existem sinais e sintomas 8. Identificar e encaminhar imediatamente ao
de infecção, como: Febre, eritema, induração, laboratório;
odor fétido, exsudatos purulentos e em 9. Atentar para uso de EPI’s.
quantidade aumentada, abscesso, celulite, 10. Após a coleta, efetua-se o curativo.
descoloração do tecido de granulação, tecido OBS:
de granulação friável (sangra com facilidade),
♥ A coleta da secreção pode ser feita com uma ♥ Período de jejum habitual para a coleta de
seringa estéril (aspiração da secreção), após a sangue nos exames laboratoriais de rotina é de
limpeza da ferida com SF 0,9% (sob irrigação). 8 horas, podendo ser reduzido a 4 horas para a
A secreção é colocada em frasco contendo maioria dos exames, situações especiais de
meio de cultura, fornecido pelo laboratório. crianças de baixa idade, pode ser limitado a 1
♥ Se houver necrose, a coleta deve ser feita ou 2 horas.
abaixo deste tecido, ou após a remoção do ♥ Dosagem de triglicérides para avaliação de
tecido necrótico. risco de doença aterosclerótica, o tempo de
♥ As feridas que contém tecido necrótico ou jejum deve ser de 12 a 16 horas.
formação de túnel precisam de culturas O sangue é um material biológico altamente
aeróbicas e anaeróbicas. infectante e, ao se coletar o sangue venoso, deve-
que sugerem infecção por anaeróbios, seguir regras que minimizam a ocorrência de
aspiração com agulha (13x4,5) e seringa O profissional deve estar paramentado com:
♥ O material não pode exceder a 10 min. para a mangas longas e luvas descartáveis;
semeadura, em caso de infecção por • As luvas devem ser trocadas a cada novo
menos que o swab esteja em meio de cultura. contaminadas ou perfuradas; as unhas devem
ser curtas, e o cabelo, curto ou mantido preso;
CULTURA DE EXSUDATOS (CAVIDADES
• Deve-se evitar o uso de anéis, pulseiras e
NATURAIS) relógio, pois eles podem ficar presos em algum
1. Passar o swab, em movimento circular, na equipamento da coleta ou do local de trabalho;
região indicada, colhendo amostra • As mãos devem ser lavadas em água corrente,
significativa do material solicitado; com sabão antisséptico, e secas com toalha de
2. Recolocar o swab no frasco, tendo cuidado papel descartável;
para não contaminar, tampá-lo devidamente. • Os materiais perfurocortantes utilizados nunca
devem ser quebrados ou reencapados e devem
EXAME DE SANGUE
ser descartados em caixas apropriadas para
FINALIDADE: auxiliar no diagnóstico e esse fim, sempre respeitando sua capacidade
tratamento do paciente com os mais diversos máxima;
problemas de saúde e distúrbios sanguíneos. • Pedaços de algodão e gaze contaminados
OBS: As amostras são obtidas por punções devem ser descartados em recipientes com a
cutâneas (polpa digital, pododáctilos, calcanhar, identificação de risco biológico.
lóbulo da orelha), coleta arterial, venosa ou PROCEDIMENTO: coleta de sangue venoso
aspiração da medula óssea.
1. Verifique que exames estão solicitados e 10. Faça a antissepsia do local da punção com
prepare todo o material, identificando todos álcool etílico a 70% (com gaze ou algodão),
os tubos que serão utilizados; em movimento circular do centro para a
2. Identifique o paciente, perguntando o nome periferia. Pode-se também usar álcool etílico
completo. em gel 70%, álcool isopropílico 70% ou
3. Verifique se o paciente está em condições álcool etílico iodado 10%;
adequadas para a coleta, no que se refere ao 11. Retirar embalagens, rosquear a agulha no
jejum e ao uso de eventuais medicações; adaptador (coleta a vácuo) ou acoplar
4. Informe ao paciente sobre o tipo de coleta seringa/agulha;
que vai ser realizada; 12. Procure fixar a veia com os dedos polegar e
5. Higienizar as mãos em lavatório com água e indicador ou esticando a pele com a outra
sabão ou por meio de fricção com soluções mão abaixo do local da punção, sem tocar o
alcoólicas a 70% (álcool etílico líquido ou local onde foi feita a antissepsia;
gel), pois possuem maior eficácia germicida 13. Faça a venopunção, penetrando a agulha na
in vitro; posteriormente, calçar luvas de pele em um ângulo de 15º, com o bisel da
procedimento; agulha para cima;
6. Posicione o paciente de forma confortável e 14. Insira a agulha na veia, de forma suave,
segura para a realização da coleta, colocando rápida, a fim de amenizar o desconforto. Se
corretamente o braço do paciente, estiver usando seringa, puxe o êmbolo
inclinando-o para baixo, na altura do ombro; lentamente, à medida que o sangue estiver
7. Peça ao paciente para abrir e fechar a mão preenchendo o espaço deixado. Se estiver
para que as veias se tornem mais palpáveis; usando sistema de coleta à vácuo, posicione
8. Escolha a veia mais adequada, observando o tubo e aguarde seu enchimento e caso haja
calibre e mobilidade. Se o paciente estiver outros exames além do hemograma, inserir
com equipo de soro em um dos braços, tubo a tubo na sequência recomendada;
COLHA A AMOSTRA DO OUTRO 15. Depois de obtido o volume de amostra
BRAÇO. As veias da fossa antecubital ou necessário, libere o garrote. NUNCA
cubital mediana são adequadas à punção; RETIRE A AGULHA SEM REMOVER O
9. Aplique o garrote alguns centímetros acima GARROTE;
do local da punção. NUNCA DEIXE O 16. Antes de retirar a agulha, coloque algodão no
GARROTE APLICADO POR MUITO local da punção. Retire a agulha e exerça
TEMPO. Garrotear o braço do paciente por pressão no local por alguns minutos. Peça ao
não mais de um minuto (idealmente até 30 paciente para continuar fazendo pressão
segundos). Isso evita hemoconcentração e moderada no local e para auxiliar a oclusão
falsos resultados nos parâmetros do local da venopunção, usar curativos ou
hematológicos; depois calce a luva de adesivos hipoalergênicos;
procedimento.
17. Se a coleta foi realizada com seringa, 4. Fazer antissepsia com algodão e álcool a 70%
transfira o sangue para os tubos apropriados; na polpa digital escolhida;
18. Misture por inversão o material colhido em 5. Fazer leve massagem e compressão do local
tubos com anticoagulante. NUNCA AGITE escolhido, e puncionar com a agulha de
VIGOROSAMENTE OS TUBOS, APENAS insulina, lanceta ou caneta lancetadora de uso
INVERTA-OS REPETIDAS VEZES; individual;
19. Mantenha-se atento ao estado do paciente, 6. Colocar a gota de sangue na fita que já estará
pois pode ocorrer mal-estar; conectada ao glicosímetro;
20. Descarte adequadamente o material 7. Selar o local puncionado com algodão e álcool
contaminado; a 70%;
21. Os tubos devidamente identificados (é ideal 8. Aguardar alguns segundos o resultado na tela
que se faça na frente do paciente) devem ser do glicosímetro;
enviados ao setor analítico do laboratório, 9. Anotar no prontuário o resultado encontrado e
sempre que possível acompanhados do administrar insulina se necessário;
pedido médico e no menor tempo possível;