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Exames Complementares

O documento aborda os objetivos e fases dos exames laboratoriais, destacando a importância da qualidade das amostras e os requisitos para coleta, transporte e armazenamento. Também menciona as causas de erro nas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica, além de descrever procedimentos específicos para coleta de urina e exames comuns. Por fim, discute a análise de urina tipo I e o exame de urina de 24 horas, incluindo cuidados e valores normais de creatinina.

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Exames Complementares

O documento aborda os objetivos e fases dos exames laboratoriais, destacando a importância da qualidade das amostras e os requisitos para coleta, transporte e armazenamento. Também menciona as causas de erro nas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica, além de descrever procedimentos específicos para coleta de urina e exames comuns. Por fim, discute a análise de urina tipo I e o exame de urina de 24 horas, incluindo cuidados e valores normais de creatinina.

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Exames complementares

Os objetivos dos exames laboratoriais são: ♥ Conservação e transporte dos materiais


♥ Diagnóstico fidedigno de doenças; biológicos.
♥ Monitoramento de tratamento; Todas essas etapas precisam ser realizadas de

♥ Prognóstico; acordo com as normas que almejam garantir a

♥ Mostrar fatores de riscos evolutivo; qualidade das amostras. Se a coleta, identificação


e encaminhamento forem inadequados, pode
♥ Estabelecer parâmetros de normalidade;
influenciar em resultados alterados e, como
FASES DOS EXAMES LABORATORIAIS consequência, haverá tratamento em excesso ou
falta de tratamento da situação.

REQUISITOS PARA QUALIDADE DA


AMOSTRA

♥ Horário da coleta;
♥ Tempo de envio da amostra para o laboratório;
♥ Identificação do paciente corretamente;
♥ Tempo de jejum adequado para o
processamento;
♥ Volume adequado;
♥ Fase pré-analítica: nessa fase há a ♥ Tubos adequados para o tipo de exame –
participação ativa da equipe de enfermagem no armazenamento adequado;
contexto da coleta dos materiais, identificação
♥ Biossegurança.
do material e encaminhamento ao laboratório.
Atender a esses requisitos proporcionará que a
♥ Fase analítica: envolve a participação dos amostra seja adequada e o resultado do exame seja
técnicos de laboratório e outros profissionais confiável para tomada de condutas.
da biomedicina e farmácia no processamento CAUSAS DE ERRO NA FASE PRÉ-
das amostras. ANALÍTICA
♥ Fase pós-analítica: inclui o resultado dos
♥ Tempo de jejum inadequado;
laudos e a entrega deles ao paciente.
♥ Estase venosa prolongada;
FASE PRÉ ANALÍTICA ♥ Remoção de sangue inadequada;
Essa fase consiste em: ♥ Uso de conservantes inadequado;
♥ Solicitação do exame correto para o ♥ Orientação ao paciente inadequada;
diagnóstico e com posterior coleta;
CAUSAS DE ERROS NA FASE ANALÍTICA
♥ Falha do equipamento; Obs.: as etiquetas devem ser colocadas de forma a

♥ Troca da identificação das amostras; não ocultar o nível do volume da amostra contida,

♥ Contaminação das amostras; e não cobrir o código de barras da etiqueta.


ARMAZENAMENTO
CAUSAS DE ERROS NA FASE PÓS- ♥ Respeitar o tempo de armazenamento e as
ANALÍTICA condições de temperatura para preservar a

♥ Perda do resultado; integridade e estabilidade da amostra;

♥ Interpretação errada; ♥ Evitar congelamentos e descongelamentos


consecutivos.
♥ Erro na transcrição do resultado;
EMBALAGEM E ACONDICIONAMENTO
FASE PRÉ-ANALÍTICA ♥ Preservar a integridade;

COLETA ♥ Preservar a estabilidade;

♥ Fornecer informações necessárias para que o ♥ Segurança pessoal dos trabalhadores;


paciente se prepare para coleta de acordo com
NOÇÕES GERAIS
os exames solicitados.
♥ Coleta da amostra, segundo técnica ou método ♥ Todo o material coletado deve seguir
indicado; imediatamente para o laboratório,

♥ Separar os materiais adequados para realização acompanhado da requisição médica.

da coleta; ♥ Efetuar registro no prontuário do paciente,

♥ Realizar a coleta utilizando os equipamentos constando: tipo de material colhido, exame a

de proteção individual necessários; ser efetuado, horário e assinar.

♥ Descartar os materiais contaminados em lixo EXAMES MAIS COMUNS


apropriado e de maneira segura;
♥ Urina tipo I (Sumário de Urina);
♥ Centrifugar o sangue quando necessário e
separar o soro ou plasma adequadamente; ♥ Urina de 24 horas;

♥ Identificação (nome do paciente; número ♥ Urocultura;

registro geral; número da enfermaria, leito, ♥ Exame de Escarro;

quarto ou apartamento; exame solicitado; data ♥ Parasitológico de Fezes;


e hora da coleta; médico requisitante; pessoa ♥ Coprocultura;
responsável pela coleta); ♥ Exame de Sangue;
♥ As amostras deverão ser identificadas
ANÁLISE DE URINA TIPO I OU DE
adequada e individualmente;
ROTINA
♥ Amostras com identificação inadequada não
devem ser processadas. CONCEITO: é a observação e avaliação de
transparência da urina, medição da acidez e
densidade, teste para presença de proteína e açúcar antidiurético) – (EX: náuseas e vômitos,
e exame microscópico do sedimento urinário. hipoglicemia e outros) elevam a densidade. A
♥ pH (4,6 – 8,0): O pH da urina indicará o super-hidratação, doença renal precoce, e
equilíbrio ácido básico. Um pH ácido ajuda a inadequada secreção de ADH (EX: doenças do
proteger contra o crescimento bacteriano. A SNC, doenças pulmonares – infecções, certos
urina que permanece intocada por várias horas tipos de câncer, alguns fármacos) reduzem a
torna se alcalina; densidade.

♥ Proteínas ( nenhuma ou até 8 mg/100 ml): ♥ Eritrócitos (até 2): A lesão aos glomérulos ou
Normalmente não estão presentes na urina. aos túbulos permite que eritrócitos entrem na
Elas são comuns na doença renal porque a urina. Trauma, doença ou cirurgia do trato
lesão nos glomérulos ou nos túbulos permite urinário inferior também fazem o sangue estar
que proteínas entrem na urina. presente.

♥ Glicose (nenhuma): Clientes com DM ♥ Leucócitos (0,4 por campo em pequeno


frequentemente tem glicose na urina como aumento): Grandes números indicam ITU.
resultado da incapacidade dos túbulos em ♥ Bactérias (nenhuma): As bactérias indicam
reabsorver altas concentrações de glicose infecção no trato urinário. (O cliente nem
(>180 mg/ 100 ml). A ingestão de altas sempre tem sintomas).
concentrações de glicose faz com que alguma ♥ Cálculos (nenhum): Os cálculos são
glicose apareça na urina de pessoas saudáveis. estruturas cilíndricas cujos formatos assumem
♥ Cetonas (nenhuma): Indivíduos com DM mal a conformação de objetos dentro dos túbulos
controlada experimentam a quebra de ácidos renais. Os tipos incluem os hialinos, de
graxos. Os produtos finais do metabolismo leucócitos, de eritrócitos, células granulares e
lipídico são as cetonas. Alguns pacientes com células epiteliais. Sua presença aumentada é
desidratação, jejum, ou uso excessivo de sempre um achado anormal e indica alterações
aspirina também apresentam cetonúria. renais.
♥ Sangue: Um teste positivo para sangue oculto ♥ Cristais (nenhum): Os cristais são o resultado
ocorre quando eritrócitos intactos ou do metabolismo de alimentos. Cristais em
hemoglobina estão presentes. Em mulheres, excesso como o ácido úrico ou o fosfato de
sangue em uma amostra de urina de rotina cálcio resultam na formação de cálculos renais.
pode ser o resultado de contaminação com
A análise da urina tem dois propósitos:
fluxo menstrual.
1º detectar anormalidades nas quais os rins
♥ Densidade específica (1.053 – 1.030): Mede a
funcionam normalmente, mas excretam
concentração de partículas na urina. Alta
quantidades anormais de produtos finais
densidade reflete uma urina concentrada, e
metabólicos de uma determinada doença.
baixa densidade reflete uma urina diluída.
2º detectar condições que podem afetar
Desidratação, fluxo sanguíneo renal reduzido
adversamente a função dos rins ou do trato
e secreção aumentada de ADH (hormônio
urinário. EX: nefrite (inflamação do rim), ♥ Usar aparelhos especiais para coleta de bebês
pielonefrite (infecção bacteriana). ou crianças que não estiverem acostumadas a
PROCEDIMENTO: usar o banheiro;
♥ Fazer o paciente urinar na comadre ou ♥ Afixar bolsas plásticas claras descartáveis com
papagaio limpo e seco; material autoaderente sobre o meato uretral da
♥ Transferir a urina para o coletor previamente criança, após diurese, transferir a urina para o
rotulado; coletor;
♥ Anotar no prontuário, registrando o volume e ♥ Não obter amostras espremendo urina do
características da urina. material da fralda porque os resultados serão
OBS: o paciente pode urinar diretamente no pouco precisos.
coletor sem contaminá-lo.
COLETA DE URINA PARA TESTE
CUIDADOS IMPORTANTES:
IMUNOLÓGICO DE GRAVIDEZ (TIG)
♥ Nos exames de rotina, o ideal é colher a
primeira urina da manhã, desprezando o Desde o estágio inicial do desenvolvimento (7 a 10
primeiro jato e coletando o jato médio, após dias após concepção) a placenta produz o hormônio
limpeza do local. gonadotrofina coriônica humana (hCG) que é

♥ Pode-se utilizar amostra recente, sem adição excretado pela urina.

de conservantes, volume mínimo de 12 ml, ♥ Colher a 1ª urina da manhã (contém maior


coletada após período mínimo de 2h sem concentração do hCG).
urinar. ♥ Proceder de acordo com a técnica de colheita
♥ Em pacientes com sonda vesical de demora do exame anterior.
(FOLLEY = 2 VIAS OU OWENS = 3 VIAS):
COLETA DE URINA PARA GLICOSÚRIA
pinçar a sonda por uma hora e coletar com
auxílio de seringa e agulha, após desinfecção FINALIDADE: Detectar presença de glicose na
com algodão e álcool a 70%, do local urina.
específico (orifício em silicone no PROCEDIMENTO: GLICOFITA
intermediário da bolsa coletora - sistema ♥ Entregar ao paciente uma comadre ou
fechado), transferindo imediatamente para o papagaio limpo e seco e pedir que avise tão
coletor. logo urinar;
♥ Se necessário coletar urina de mulheres com ♥ Colocar a glicofita com pinça ou dedos
corrimento vaginal abundante ou menstruadas, protegidos com luva;
providenciar a colocação de tampão vaginal. ♥ Mergulhar de acordo orientação do fabricante,
♥ A coleta de amostras de bebês e crianças é a fita na urina, comparando com a cor padrão
frequentemente difícil; normal;
♥ Tomar medidas prevista, caso paciente 6. Anotar o volume e características da urina no
necessite de insulina, de acordo com a glicofita prontuário.
apresentada; CUIDADOS IMPORTANTES
♥ As discrepâncias observadas em amostras de
EXAME DE URINA 24 HORAS
urina de 24 horas são decorrentes de problemas
♥ Algumas doenças ou condições exigem relacionados com a coleta e /ou preservação da
amostra de urina no período de 24 horas para amostra, ou seja, da fase pré-analítica. Dentre
avaliar função renal. os problemas cita-se: perda de volume,
♥ As substâncias excretadas pelo rim não são marcação incorreta de tempo de coleta e a
excretadas na mesma velocidade ou preservação inadequada (temperatura e/ou
quantidade nas 24 horas. pH).

♥ Amostras coletadas por períodos de 24 horas, ♥ De acordo critério médico, o uso de


são preferidas às isoladas, especialmente por medicamentos deve ser descontinuado por um
obter informações quantitativas com período variável de 48 a 72 horas antes do
resultados mais consistentes. início da coleta.

♥ O exame de urina de 24 horas auxilia no ♥ O laboratório deve fornecer por escrito,


diagnóstico de doenças metabólicas; medida instruções claras e detalhadas de como deve
da proteína total (proteinúria - albumina na ser feita a coleta e de como o material (frascos
urina); creatinina (urinária e sanguínea); e urina) deve ser manuseado e guardado antes,
eletrólitos e outros durante e após a coleta.
PROCEDIMENTO ♥ A urina deve ser mantida em frasco fechado na
1. Colocar identificação no leito, registrando data geladeira, durante as 24 horas, ou caso utilize
e hora do início e término da coleta; conservante específico (forma líquida – 20 ml)
2. Esvaziar a bexiga às 07:00 horas da manhã (ou disponibilizado pelo laboratório, pode ficar em
em algum horário específico, pré- temperatura ambiente.
determinado); ♥ Paciente do sexo masculino orientar a urinar
3. Coletar todo o volume das urinas posteriores diretamente no frasco (de plástico, com boca
até às 07:00 horas do dia seguinte (ou até o larga e adequados para conter 3 litros,
horário especificado), nos frascos fornecidos facilitando a coleta e homogeneização das
pelo laboratório; amostras).
4. Encaminhar todo o volume de urina ao ♥ Ao término da coleta de urina para clearance
laboratório imediatamente após o término da de creatinina (TFG – taxa de filtração
coleta, identificando todos os frascos; glomerular), enviar ao laboratório uma
5. Manter o frasco fechado durante os intervalos amostra de sangue.
de coleta, sem expô-lo à luz e ao calor
O que é clearance? Volume imaginário (ml/min.)
excessivos.
de plasma do qual a substância teria que ser
completamente extraída para que o rim excretasse ♥ Exercício físico, falhas na obtenção de
aquela quantidade em um minuto. amostras de urina e erros na sua conservação.

O teste de clearance é usado para: avaliar função EXAME DE URINA 24 HORAS


renal, acompanhar resposta ao tratamento, FRACIONADA
progressão da doença renal e ajustar dose da
PROCEDIMENTO:
medicação.
♥ Identificar os frascos;
VALORES NORMAIS DE CREATININA:
♥ Esvaziar a bexiga às 07:00 horas da manhã (ou
♥ Creatinina urinária: homens: <0,8 - 1,8g/24h;
em algum horário específico, pré-
mulheres: 0,6 - 1,6g/24h.
determinado);
♥ Creatinina sanguínea: 0,4 – 1,5mg/dl.
♥ Coletar todo o volume das urinas posteriores
até às 07:00 horas do dia seguinte (ou até o
• Valores diminuídos (clearance de creatinina):
horário especificado), nos frascos fornecidos
podem indicar necrose tubular aguda do rim,
pelo laboratório;
insuficiência cardíaca congestiva (ICC),
♥ Atentar para as mesmas medidas de
tuberculose renal, desidratação, tumores
conservação do exame de urina de 24 horas;
malignos renais, rim policístico bilateral, e
♥ Trocar o frasco a cada seis horas, medir o
outras.
volume e enviar o material ao laboratório, à
• Valores aumentados (clearance de creatinina):
medida que for colhido;
podem indicar gravidez, queimaduras,
♥ Anotar no prontuário volume e características
envenenamento por monóxido de carbono.
da urina;
• Níveis diminuídos de creatinina urinária:
podem indicar hipertireoidismo, anemia, EXAME DE URINA PARA UROCULTURA
doença renal avançada, leucemia e outras.
É o exame de urina para detectar a presença de
• Níveis aumentados de creatinina urinária:
microorganismos.
podem indicar diabetes mellitus,
♥ Finalidade: confirmar a presença de ITU e
hipotireoidismo e outras.
detectar o agente etiológico e o antibiograma
MEDICAMENTOS QUE PODEM ALTERAR
específico.
OS RESULTADOS:
♥ Sintomas da ITU: ardor e dor ao urinar
Aumentar o clearance de creatinina:
(disúria), sensação de bexiga cheia mesmo
♥ Diuréticos (furosemida)
após urinar, urinar várias vezes e pouco de
♥ Antibióticos (Anfotericina B)
cada vez (poliquiúria), urina fétida,
FATORES QUE PODEM ALTERAR O
concentrada ou com sangue.
RESULTADO:
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
♥ Ingestão excessiva de proteínas na dieta antes
♥ A maior parte das infecções urinárias é
do exame.
provocada por bactérias, sendo mais freqüente
a echerichia coli. Na maioria dos casos OBS: A urina deve ser encaminhada dentro de 1
proveniente do trato intestinal. hora ao laboratório, ou refrigerada na geladeira por
♥ Se a infecção não for diagnosticada e tratada, a até 12 horas, se necessário.
bactéria pode invadir o aparelho urinário,
EXAME DE ESCARRO
causar lesões nos rins e uma septicemia
(sepse), em casos mais graves. FINALIDADE:

♥ As mulheres têm mais infecções do que os ♥ Auxiliar no diagnóstico de doenças


homens porque a uretra é mais curta e o espaço pulmonares;
entre o meato urinário e o ânus é menor ♥ Diagnosticar infecções das vias aéreas e
PROCEDIMENTO células cancerígenas;
PACIENTE MASCULINO ♥ Identificar agentes patogênicos respiratórios;
1- Solicitar ao paciente que retraia o prepúcio e PROCEDIMENTO
lave a área do meato e glande com gaze ♥ Colher amostra pela manhã em jejum, depois
embebida em sabão líquido. do paciente ter enxaguado a boca com água
2- Retirar excesso do sabão com água. simples, para retirar resto alimentar;
3- Orientar a desprezar o primeiro jato urinário e ♥ Orientar o paciente para esforçar-se
proceder a coleta do jato médio na cuba rim profundamente para tossir e escarrar no
estéril ou direto no coletor estéril. recipiente (coletor), sem deixar escorrer pela
4- Solicitar que despreze o último jato de urina, borda, e não coletar saliva ou secreção nasal;
para evitar contaminação da urina com
♥ Registrar no prontuário características do
secreções prostáticas.
material;
5- Identificar o recipiente.
♥ A amostra é enviada para o laboratório, dentro
6- Encaminhar amostra para o laboratório.
de 2 horas. Permitir que a amostra fique
aguardando por várias horas em um ambiente
PACIENTE FEMININO
quente resulta no crescimento excessivo de
1- Orientar para lavagem da área ao redor do
organismos contaminantes e pode dificultar a
meato urinário com gaze embebida em sabão
identificação dos organismos patogênicos (
líquido.
principalmente a Mycobacterium
2- Retirar excesso do sabão com água.
tuberculosis);
3- Orientar a desprezar o primeiro jato de urina e
♥ O exame deve ser colhido em duas amostras ou
proceder a colheita do jato médio; solicitar que
conforme rotina do laboratório.
afaste os pequenos lábios para expor orifício
uretral. Coletar na cuba rim estéril ou direto no EXAME DE FEZES
coletor estéril.
FINALIDADE:
4- Identificar o recipiente.
5- Encaminhar amostra para o laboratório.
♥ Auxiliar no diagnóstico de doenças EXAME DE FEZES PARA CULTURA
parasitárias ou infecções intestinais, distúrbios (COPROCULTURA)
e doenças do fígado e pâncreas;
FINALIDADE:
♥ Determinar presença de sangue, ovos de
♥ Identificar patógenos como os
parasitas, bile, gordura, agentes patogênicos e
microorganismos enteropatogênicos
outras substâncias, como remédios ingeridos;
causadores de infecções gastrointestinais, por
♥ Pesquisa de câncer de colo e ulcerações meio do agente etiológico específico com
assintomáticas ou massas do trato GI; antibiograma;
♥ Avaliar doenças GI na presença de diarreia e ♥ Auxiliar no tratamento de doenças.
constipação.
PROCEDIMENTO: DOENÇAS RELACIONADAS: gastroenterite,

1. Orientar o paciente para evacuar na comadre Colite, Shiguelose, Salmonelose.

limpa e seca;
MATERIAL:
2. Colher as fezes com espátula e colocá-la no
♥ Comadre ou outro recipiente limpo e seco;
recipiente (coletor);
♥ Swab estéril em meio de cultura.
3. Lacrar o recipiente (coletor) com fita adesiva
PROCEDIMENTO:
ou esparadrapo comum e colocá-lo em saco
1. Explicar o procedimento e sua finalidade ao (a)
plástico, fechando-o bem;
paciente;
4. Registrar no prontuário características do
2. Pedir ao paciente para evacuar em comadre ou
material coletado
outro recipiente limpo e seco;
OBSERVAÇÕES:
3. Calçar luvas de procedimento;
♥ O material poderá ser conservado em geladeira
4. Usando o swab, coletar partes da amostra de
por até 12 horas após coleta;
fezes que estão na comadre ou outro recipiente
♥ Não refrigere amostras coletadas para
(de preferência nas partes das amostras
confirmar presença de ovos de parasitas,
contendo muco e/ou sangue;
alguns parasitas são mortos pelo frio;
5. Introduzir o swab no meio de cultura
♥ O exame a fresco deve ser encaminhado especifico para transporte sem deixar sobras de
imediatamente após a coleta, pois proporciona material na superfície e fechar corretamente
resultados mais precisos;
para que material não extravase ou contamine.
♥ Cuidar para não contaminar o recipiente; A quantidade excessiva de fezes presente no
♥ Quando solicitado 3 amostras ou mais, colher swab, resulta em conservação inadequada da
em dias alternados, numerando-as e enviar ao amostra.
laboratório; 6. Retirar as luvas de procedimento;
♥ Quando criança, colher o material da própria 7. Lavar as mãos;
fralda; 8. Enviar a amostra coletada ao laboratório com
a requisição médica;
9. Anotar no prontuário, registrando o volume e dor e sensibilidade aumentada ou inesperada
características do material coletado; ou contagem de leucócitos elevada.
OBS: ♥ Diversos métodos podem ser utilizados para
• Não utilizar papel higiênico para coletar as cultivar uma ferida: biópsia do líquido, biópsia
fezes, pois podem estar impregnados de sais de da ferida (tecidual) e cultura de superfície
bário, inibidores de alguns patógenos fecais. (swab de cultura).
• No caso de crianças que usem fraldas, utilizar ♥ Em geral, em primeiro lugar, realiza-se uma
uma fralda descartável nova, do lado contrário cultura de superfície.
(parte plástica em contato com a amostra de ♥ Uma contagem de colônia de 100.000
fezes), a amostra deve ser transferida da fralda organismos/ml indica uma infecção que
para o recipiente apropriado (swab estéril em precisa ser tratada com o antibiótico
meio de cultura especifico para transporte) apropriado.
imediatamente após evacuação, pois assim ♥ Feridas que não respondem ao tratamento com
como o papel higiênico, a parte absorvente da antibiótico devem ser novamente cultivadas. A
fralda é impregnada com sais de bário. forma mais apropriada é a biópsia da ferida.
• A amostra não pode ser contaminada com a PROCEDIMENTO:
urina. 1. Remover curativo oclusivo conforme técnica
• Em pacientes altamente debilitados a amostra indicada;
pode ser feita através de swab retal. 2. Limpar a área perilesão com SF 0,9%;
• Swab retal: umedecer o swab em SF 0,9% e 3. Irrigar o leito da ferida com jatos de SF 0,9%,
introduzir o swab na ampola retal removendo tecidos desvitalizados, pomada
comprimindo-o, em movimentos rotatórios e/ou outros produtos, e o excesso de exsudato;
suaves, em toda a extensão. Retirar o swab, 4. Abrir o swab estéril, expondo a haste somente
certificando-se de que existe coloração fecal no momento da coleta;
no algodão. Introduzir o swab estéril em meio 5. Umedecer sua extremidade com soro
de cultura específico para transporte. fisiológico 0,9% sem contaminar;
6. Deslizar o swab pelo leito da ferida, fazendo
CULTURA DE EXSUDATOS (FERIDAS)
movimentos em “Z” (ziguezague) e tocando
FINALIDADE: identificar agentes patogênicos em pontos diferentes;
com antibiograma específico. 7. Recolocar a haste no frasco de origem,
♥ Não se recomendam as culturas rotineiras de fechando adequadamente;
feridas, a menos que existem sinais e sintomas 8. Identificar e encaminhar imediatamente ao
de infecção, como: Febre, eritema, induração, laboratório;
odor fétido, exsudatos purulentos e em 9. Atentar para uso de EPI’s.
quantidade aumentada, abscesso, celulite, 10. Após a coleta, efetua-se o curativo.
descoloração do tecido de granulação, tecido OBS:
de granulação friável (sangra com facilidade),
♥ A coleta da secreção pode ser feita com uma ♥ Período de jejum habitual para a coleta de
seringa estéril (aspiração da secreção), após a sangue nos exames laboratoriais de rotina é de
limpeza da ferida com SF 0,9% (sob irrigação). 8 horas, podendo ser reduzido a 4 horas para a
A secreção é colocada em frasco contendo maioria dos exames, situações especiais de
meio de cultura, fornecido pelo laboratório. crianças de baixa idade, pode ser limitado a 1
♥ Se houver necrose, a coleta deve ser feita ou 2 horas.
abaixo deste tecido, ou após a remoção do ♥ Dosagem de triglicérides para avaliação de
tecido necrótico. risco de doença aterosclerótica, o tempo de
♥ As feridas que contém tecido necrótico ou jejum deve ser de 12 a 16 horas.
formação de túnel precisam de culturas O sangue é um material biológico altamente
aeróbicas e anaeróbicas. infectante e, ao se coletar o sangue venoso, deve-

♥ Em caso de presença de bolhas ou abscessos se ter cuidado com a biossegurança. É importante

que sugerem infecção por anaeróbios, seguir regras que minimizam a ocorrência de

recomenda-se a coleta de material por acidentes.

aspiração com agulha (13x4,5) e seringa O profissional deve estar paramentado com:

estéreis. • Sapatos fechados, calças compridas, avental de

♥ O material não pode exceder a 10 min. para a mangas longas e luvas descartáveis;

semeadura, em caso de infecção por • As luvas devem ser trocadas a cada novo

anaeróbios, ou a 30 min. para aeróbios, a paciente ou quando estiverem visivelmente

menos que o swab esteja em meio de cultura. contaminadas ou perfuradas; as unhas devem
ser curtas, e o cabelo, curto ou mantido preso;
CULTURA DE EXSUDATOS (CAVIDADES
• Deve-se evitar o uso de anéis, pulseiras e
NATURAIS) relógio, pois eles podem ficar presos em algum
1. Passar o swab, em movimento circular, na equipamento da coleta ou do local de trabalho;
região indicada, colhendo amostra • As mãos devem ser lavadas em água corrente,
significativa do material solicitado; com sabão antisséptico, e secas com toalha de
2. Recolocar o swab no frasco, tendo cuidado papel descartável;
para não contaminar, tampá-lo devidamente. • Os materiais perfurocortantes utilizados nunca
devem ser quebrados ou reencapados e devem
EXAME DE SANGUE
ser descartados em caixas apropriadas para
FINALIDADE: auxiliar no diagnóstico e esse fim, sempre respeitando sua capacidade
tratamento do paciente com os mais diversos máxima;
problemas de saúde e distúrbios sanguíneos. • Pedaços de algodão e gaze contaminados
OBS: As amostras são obtidas por punções devem ser descartados em recipientes com a
cutâneas (polpa digital, pododáctilos, calcanhar, identificação de risco biológico.
lóbulo da orelha), coleta arterial, venosa ou PROCEDIMENTO: coleta de sangue venoso
aspiração da medula óssea.
1. Verifique que exames estão solicitados e 10. Faça a antissepsia do local da punção com
prepare todo o material, identificando todos álcool etílico a 70% (com gaze ou algodão),
os tubos que serão utilizados; em movimento circular do centro para a
2. Identifique o paciente, perguntando o nome periferia. Pode-se também usar álcool etílico
completo. em gel 70%, álcool isopropílico 70% ou
3. Verifique se o paciente está em condições álcool etílico iodado 10%;
adequadas para a coleta, no que se refere ao 11. Retirar embalagens, rosquear a agulha no
jejum e ao uso de eventuais medicações; adaptador (coleta a vácuo) ou acoplar
4. Informe ao paciente sobre o tipo de coleta seringa/agulha;
que vai ser realizada; 12. Procure fixar a veia com os dedos polegar e
5. Higienizar as mãos em lavatório com água e indicador ou esticando a pele com a outra
sabão ou por meio de fricção com soluções mão abaixo do local da punção, sem tocar o
alcoólicas a 70% (álcool etílico líquido ou local onde foi feita a antissepsia;
gel), pois possuem maior eficácia germicida 13. Faça a venopunção, penetrando a agulha na
in vitro; posteriormente, calçar luvas de pele em um ângulo de 15º, com o bisel da
procedimento; agulha para cima;
6. Posicione o paciente de forma confortável e 14. Insira a agulha na veia, de forma suave,
segura para a realização da coleta, colocando rápida, a fim de amenizar o desconforto. Se
corretamente o braço do paciente, estiver usando seringa, puxe o êmbolo
inclinando-o para baixo, na altura do ombro; lentamente, à medida que o sangue estiver
7. Peça ao paciente para abrir e fechar a mão preenchendo o espaço deixado. Se estiver
para que as veias se tornem mais palpáveis; usando sistema de coleta à vácuo, posicione
8. Escolha a veia mais adequada, observando o tubo e aguarde seu enchimento e caso haja
calibre e mobilidade. Se o paciente estiver outros exames além do hemograma, inserir
com equipo de soro em um dos braços, tubo a tubo na sequência recomendada;
COLHA A AMOSTRA DO OUTRO 15. Depois de obtido o volume de amostra
BRAÇO. As veias da fossa antecubital ou necessário, libere o garrote. NUNCA
cubital mediana são adequadas à punção; RETIRE A AGULHA SEM REMOVER O
9. Aplique o garrote alguns centímetros acima GARROTE;
do local da punção. NUNCA DEIXE O 16. Antes de retirar a agulha, coloque algodão no
GARROTE APLICADO POR MUITO local da punção. Retire a agulha e exerça
TEMPO. Garrotear o braço do paciente por pressão no local por alguns minutos. Peça ao
não mais de um minuto (idealmente até 30 paciente para continuar fazendo pressão
segundos). Isso evita hemoconcentração e moderada no local e para auxiliar a oclusão
falsos resultados nos parâmetros do local da venopunção, usar curativos ou
hematológicos; depois calce a luva de adesivos hipoalergênicos;
procedimento.
17. Se a coleta foi realizada com seringa, 4. Fazer antissepsia com algodão e álcool a 70%
transfira o sangue para os tubos apropriados; na polpa digital escolhida;
18. Misture por inversão o material colhido em 5. Fazer leve massagem e compressão do local
tubos com anticoagulante. NUNCA AGITE escolhido, e puncionar com a agulha de
VIGOROSAMENTE OS TUBOS, APENAS insulina, lanceta ou caneta lancetadora de uso
INVERTA-OS REPETIDAS VEZES; individual;
19. Mantenha-se atento ao estado do paciente, 6. Colocar a gota de sangue na fita que já estará
pois pode ocorrer mal-estar; conectada ao glicosímetro;
20. Descarte adequadamente o material 7. Selar o local puncionado com algodão e álcool
contaminado; a 70%;
21. Os tubos devidamente identificados (é ideal 8. Aguardar alguns segundos o resultado na tela
que se faça na frente do paciente) devem ser do glicosímetro;
enviados ao setor analítico do laboratório, 9. Anotar no prontuário o resultado encontrado e
sempre que possível acompanhados do administrar insulina se necessário;
pedido médico e no menor tempo possível;

COLETA DE SANGUE POLPA DIGITAL –


GLICEMIA CAPILAR

FINALIDADE: conhecer os níveis de glicemia


durante o dia, para acompanhar e avaliar e
eficiência do plano alimentar, da medicação oral e
da administração de insulina, assim como orientar
as mudanças no tratamento.
MATERIAL:
♥ Glicosímetro;
♥ Fita para glicemia capilar específica para cada
aparelho;
♥ Agulha de insulina, lanceta ou caneta
lancetadora de uso individual;
♥ Álcool a 70% e bolas de algodão;
♥ Luvas de procedimento.
PROCEDIMENTO:
1. Comunicar ao paciente o procedimento;
2. Lavar as mãos e calçar luvas de procedimento;
3. Escolher polpa digital do dedo indicador,
médio ou anelar;

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