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CARTILHA

A Cartilha do Pré-Natal de Risco Habitual na APS é um guia prático para enfermeiros da Atenção Básica, abordando direitos das gestantes, calendário de consultas, exames, suplementação e estratificação de risco. O documento enfatiza a importância do cuidado contínuo e da escuta qualificada para garantir a saúde da gestante e do bebê. A cartilha visa fortalecer a assistência e a autonomia profissional no contexto do SUS.

Enviado por

Gerzi Barreto
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CARTILHA

A Cartilha do Pré-Natal de Risco Habitual na APS é um guia prático para enfermeiros da Atenção Básica, abordando direitos das gestantes, calendário de consultas, exames, suplementação e estratificação de risco. O documento enfatiza a importância do cuidado contínuo e da escuta qualificada para garantir a saúde da gestante e do bebê. A cartilha visa fortalecer a assistência e a autonomia profissional no contexto do SUS.

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CARTILHA DO PRÉ-NATAL

DE RISCO HABITUAL NA APS


UM GUIA PARA FACILITAR SUA PRÁTICA

GUAJERU
2025
SUMÁRIO

1 Apresentação

2 Direitos das Gestantes

3 Diagnóstico de gravidez

4 Calendário de Consultas

5 Exames no Pré-Natal

6 Idade Gestacional e Data provável de Parto

7 Exame físico

8 Suplementação

9 Imunização

10 Estratificação de risco
Apresentação

O cuidado pré-natal é uma das ações mais


importantes da Atenção Primária à Saúde. É nesse
acompanhamento que a saúde da gestante e do
bebê começa a ser protegida — não apenas com
exames e consultas, mas com vínculo, escuta e
orientação.
Este guia foi criado especialmente para você,
enfermeiro(a) da Atenção Básica de Guajeru, como
uma ferramenta de bolso para uso no dia a dia.
Reunimos aqui os principais pontos do pré-natal
de baixo risco com base nas diretrizes do
Ministério da Saúde e na prática clínica
qualificada.
Mais do que um resumo técnico, esta cartilha é um
lembrete da importância do seu papel: identificar
riscos precocemente, acolher com empatia,
registrar com responsabilidade e garantir o
cuidado contínuo da pessoa gestante, sua parceria
e do bebê.
Esperamos que este material contribua para o
fortalecimento da assistência, da autonomia
profissional e do SUS que defendemos todos os
dias.

Gerzi Barreto Acolher bem é o


ENFERMEIRA OBSTETRA
primeiro cuidado!
Direitos da Pessoa Gestante

O período gestacional é marcado por transformações profundas na vida de quem gesta,


envolvendo não apenas mudanças físicas e emocionais, mas também o acesso a uma série de
direitos assegurados por legislações específicas. No Brasil, esses direitos têm como objetivo
garantir o bem-estar da pessoa gestante e do bebê, promovendo condições adequadas para a
saúde, a segurança e a experiência da maternidade.

Entre os direitos garantidos estão a licença-maternidade e paternidade, a estabilidade no


emprego, o acesso aos cuidados pré-natais e benefícios sociais como o Bolsa Família. Esses
mecanismos legais são fundamentais para assegurar dignidade, saúde e proteção às pessoas
gestantes, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento familiar e para o exercício
pleno da cidadania.
Diagnóstico de gravidez
Calendário de consultas

1. Mínimo de 7 consultas
De acordo com a Portaria GM/MS nº 5.350, de 12 de setembro de 2024, o protocolo
estipula que o número mínimo de consultas seja sete, distribuídas entre
atendimentos médicos e de enfermagem.

2. Captação precoce
É essencial que a captação sejarealizada de forma oportuna, preferencialmente até
a 12ª semana

3. Parametrização

É importante ressaltar que o intervalo e a quantidade de consultas


devem ser definidos conforme a condição clínica da paciente e as
necessidades observadas durante o acompanhamento. A colaboração
interdisciplinar é incentivada por meio da discussão de casos, apoio
mútuo nas ações de cuidado e planejamento conjunto das intervenções.

Não basta atender, é


preciso acompanhar.
Exames recomendados de acordo
com o trimestre da gestação
Idade Gestacional e
Data Provável de Parto

Aplicativo
Exame Físico
Suplementação

1. Se uma pessoa for diagnosticada com anemia durante a


gravidez, seu ferro elementar diário deve ser aumentado para 160
mg a 200 mg/dia até que sua concentração de Hb suba ao
normal (Hb 11 g/L ou mais). A partir daí ela pode retomar a dose
diária padrão de ferro pré-natal para prevenir a recorrência da
anemia.
2. Nas populações de alto risco, para defeitos de fechamento de
tubo neural
(cirurgia bariátrica; antecedentes de malformações neurológicas;
uso concomitante de antagonistas de ácido fólico, como o ácido
valpróico), a dose recomendada é de 5mg/dia.
3. Em populações com baixa ingesta de cálcio, é recomendada
suplementação diária para reduzir o risco de pré-eclâmpsia
durante a gestação, não havendo no momento presente
evidências científicas suficientes para início no contexto pré-
concepcional.
Imunização
Imunização

Cada consulta é uma oportunidade


de proteger duas vidas.
Estratificação de risco

A estratificação de risco é fundamental na organização da


rede de atenção à saúde da pessoa com útero e das
crianças, possibilitando uma atenção dessemelhante às
necessidades de saúde, com o cuidado certo, no lugar
certo e com a qualidade certa. Os critérios utilizados para
a estratificação de risco gestacional se referem às
características individuais
Description Phone da pessoa Email
gestante, como a
idade, estatura, peso, suas condições socioeconômicas,
grau de escolaridade, atividade laboral, uso de
substâncias psicoativas, história reprodutiva e intervalo
interpartal, prematuridade e abortamento. Assim como,
intercorrências clínicas e obstétricas na gravidez atual,
como gestação múltipla, ganho ponderal, patologias
controladas ou não e fatores de risco fetais.
Estratificação de risco
ATENÇÃO

Condições que requerem assistência


imediata em nível hospitalar
Agradecimentos

Ao final desta cartilha, quero deixar não apenas palavras, mas um abraço simbólico
em cada participante desta capacitação. Vocês são a porta de entrada do cuidado,
o olhar que acolhe antes mesmo do exame, a mão que toca com gentileza, o ouvido
que escuta o medo e a esperança de cada gestante. É na rotina, no dia a dia, nos
detalhes muitas vezes invisíveis que se constrói a diferença entre um atendimento
comum e um cuidado transformador.
A assistência pré-natal vai muito além de protocolos. Ela é feita de vínculo, escuta
qualificada, orientação clara e, acima de tudo, presença. E isso, vocês fazem com
maestria.
Esta cartilha nasceu da vivência, da escuta das necessidades reais e da vontade de
apoiar o trabalho de quem está na linha de frente, garantindo que nenhuma
gestante se sinta só. Espero que ela seja útil, prática e, acima de tudo, que caminhe
com vocês em cada atendimento.
Agradeço à gestão municipal de saúde por acreditar na educação permanente como
pilar da qualidade, e à toda equipe de profissionais que, com ética e empatia,
fazem da Atenção Primária à saúde um lugar de cuidado genuíno.
Sigamos juntos, com ciência, coração e compromisso.

Com carinho e respeito,

Gerzi Barreto

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