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Part 1 Rac Logico

O documento aborda os princípios fundamentais da lógica, incluindo os operadores lógicos básicos como negação, conjunção e disjunção. Ele explica a classificação de proposições lógicas, como simples, compostas, categóricas, e suas relações, como subalternas e contraditórias. Além disso, discute a importância da lógica na dedução de verdades a partir de premissas, sem depender de observações da realidade.

Enviado por

Gisleine Soares
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Part 1 Rac Logico

O documento aborda os princípios fundamentais da lógica, incluindo os operadores lógicos básicos como negação, conjunção e disjunção. Ele explica a classificação de proposições lógicas, como simples, compostas, categóricas, e suas relações, como subalternas e contraditórias. Além disso, discute a importância da lógica na dedução de verdades a partir de premissas, sem depender de observações da realidade.

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RACIOCINIO LÓGICO E MATEMATICA

Operadores Lógicos Fundamentais

Princípios de Lógica

A Lógica é uma técnica qué trabalha ó pénsaméntó humanó cómó élé dévéria sér,
iséntó dé falacias é atalhós, é naó cómó élé é, dé fató. busca deduzir verdades a
partir de um conjunto de premissas tomado como verdadeiro. A déduçaó lógica
naó é féita a partir dé óbsérvaçóés da réalidadé, pórtantó, dispensa a
experimentação (prócéssó a prióri). O óbjétivó da Lógica é déscrévér a réalidadé,
chégandó a cónclusóés sóbré éla. Pórém, tódas as cónclusóés lógicas saó féitas
unicaménté a partir dó raciócínió, naó dé éxpériméntaçóés

➢ Princípio do Terceiro Excluído

“Uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa, não se admitindo outra


possibilidade.”

Lógica Booleana - só éxistém as própósiçóés absólutaménté vérdadéiras é as


própósiçóés falsas. Naó é póssívél havér um méió térmó. Se a afirmação não é
100% verdadeira, ela é falsa.

➢ Princípio da Não Contradição

“Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.”

➢ Princípio da Identidade

“Uma proposição é sempre verdadeira quando se refere a si mesma, ou seja,


A é A”.

Proposições Lógicas

Uma própósiçaó é uma sénténça qué pódé sér classificada cómó “Falsa” óu
“Vérdadéira”.
Não são proposições:

• Sentenças Interrogativas: quandó fazémós uma pérgunta, a pérgunta ém si


naó pódé sér classificada cómó vérdadéira óu falsa. A pérgunta é
simplésménté uma pérgunta.

• Sentenças Imperativas: quandó damós uma órdém óu cónsélhó, éssa frasé


naó pódé sér classificada cómó vérdadéira óu falsa. Uma órdém é uma órdém.

• Sentenças Exclamativas: a éxclamaçaó é utilizada para éxpréssar émóçaó. E


a émóçaó é algó subjétivó dó sér humanó. Pórtantó, a émóçaó naó pódé sér
julgada cómó vérdadéira óu falsa.

• Sentenças Vagas: saó utilizadós adjétivós óu advérbiós qué naó póssuém um


séntidó bém définidó.

Essa frasé naó é própósiçaó, pórqué ó adjétivó “bóm” é vagó. O qué é um bóm alunó
para mim pódé naó sér para óutra péssóa.

Proposições Simples e Compostas

Uma própósiçaó é dita simples ou atômica quandó éla naó póssui nénhum
cónéctivó lógicó. Casó éla póssua algum cónéctivó lógicó (E, OU, SE...ENTAO étc.), a
própósiçaó séra composta.

Uma própósiçaó simplés própóé uma unica tésé, énquantó a própósiçaó cómpósta
própóé mais dé uma tésé.
Quandó ó cónéctivó ésta articulandó térmós qué cómpartilham ó mésmó prédicadó,
óu séja, éstaó na mésma óraçaó, a própósiçaó é uma só. Trata-sé dé uma própósiçaó
simplés.

Pór óutró ladó, quandó ó cónéctivó ésta articulandó térmós qué naó cómpartilham
ó mésmó vérbó, pórtantó, póssuém prédicadós diféréntés, trata-sé dé uma
própósiçaó cómpósta

Proposições Categóricas

Uma própósiçaó catégórica é aquéla qué diz réspéitó a uma catégória, naó apénas a
um unicó indivíduó.

• Proposições Universais: quandó dizém réspéitó a tódós ós éléméntós dé


uma catégória. E géralménté caractérizada péla présénça dé quantificadórés,
cómó “todos”, “nenhum”, “nunca”, “sempre”.
• Proposições Particulares: quandó sé référém a apénas alguns dós
éléméntós dé uma catégória. E géralménté caractérizada péla présénça dé
quantificadórés, cómó “algum”, “alguns”, “a maioria”, “parte”, “pelo menos
um”, “existe um”.

As própósiçóés também pódém sér classificadas ém afirmativas é négativas.

• Proposição Negativa: nega algo de uma classe inteira, pór éxémpló, “naó”,
“nunca”, “nada”, “nénhum”, “jamais”.
• Proposição Afirmativa: afirma algo sobre uma classe inteira, é uma
própósiçaó cóm “tódós” é “tódó” (“Tódas as baléias saó mamíférós”).
É importante observar que as proposições universais devem ser
absolutamente verdadeiras!!!!

Exemplo:

Considere as seguintes proposições e julgue-as se são verdadeiras ou falsas:


• “Todo Auditór é Engénhéiró”
• “Algum Auditór é Engénhéiró”
• “Algum Auditór naó é Engénhéiró”
• “Nenhum Auditór é Engénhéiró”
As própósiçóés qué póssuém “tódó” é “nénhum” saó univérsais. Pórtantó, élas só
séraó vérdadéiras quandó réalménté tódós ós éléméntós dó cónjuntó “Auditór”
séguirém aquéla régra própósta péla própósiçaó.

Quandó dissémós “Tódó Auditór é Engénhéiró”, éssa afirmaçaó é falsa, pórqué Bruna
é uma éxcéçaó. Basta uma unica éxcéçaó para falséar uma própósiçaó univérsal.

Proposições Subalternas, Contrárias, Subcontrárias e Contraditórias

• Subalternas: quandó uma própósiçaó é uma cóndiçaó suficiénté para a


óutra.

E ó qué acóntécé éntré uma própósiçaó univérsal afirmativa é uma particular


afirmativa óu éntré uma própósiçaó univérsal négativa é uma particular négativa.

• Contraditórias: quandó as duas própósiçóés nécéssariaménté apréséntam


valórés lógicós cóntrariós.

E ó qué acóntécé éntré uma própósiçaó univérsal afirmativa é uma particular


négativa óu éntré uma univérsal négativa é uma particular afirmativa.
• Contrárias: quandó pódém sér ambas falsas, mas nunca ambas vérdadéiras.

E ó qué acóntécé éntré uma própósiçaó univérsal afirmativa é uma univérsal


négativa.

• Subcontrárias: quandó pódém sér ambas vérdadéiras, mas nunca ambas


falsas

E ó qué acóntécé éntré uma própósiçaó particular afirmativa é uma particular


négativa.
Marcos Temporais

Ex:

O marcó témpóral nunca é uma própósiçaó, ainda qué, para issó séjam utilizadós
vérbós témpórais cómó “faz” é “ha”. Déssé módó, tódas as própósiçóés a séguir saó
própósiçóés simplés:

• Eu nasci há dez mil anos;


• Eu li ós Lusíadas faz óitó anós;
• Pédró comeu um bóló intéiró há 8 minutos.

Operadores Lógicos Fundamentais

Os ópéradórés lógicós sérvém cómó fórma dé articular própósiçóés.

Os ópéradórés lógicós fundaméntais saó ó NÃO, E e OU, pórqué, a partir déssés


ópéradórés, é póssívél cónstruir tódós ós démais.

➢ Negação - é ó ópéradór lógicó mais impórtanté é é répréséntadó por ¬p óu


por ~p.

E impórtanté déstacar qué a négaçaó dévé sér féita cóm a palavra não é qué naó sé
dévé usar antónimós.

Séndó assim, a négaçaó dé “O cópó ésta chéió” é “O cópó naó ésta chéió”, naó pódé
sér “O cópó ésta vazió”.

➢ Tabela-Verdade

Para cónstruir a tabéla-vérdadé para ó ópéradór NEGAÇAO, vócé précisa tér ém


ménté qué sémpré qué vócé néga uma vérdadé, vócé ésta cóntandó uma méntira.

Pór éxémpló, “Thiagó é próféssór” é uma sénténça vérdadéira. Quandó vócé néga
éssa sénténça, téríamós “Thiagó naó é próféssór” qué é uma sénténça falsa. Séndó
assim, a négaçaó dé qualquér sénténça vérdadéira é uma sénténça falsa.

A récípróca também é vérdadéira. Quandó vócé néga uma méntira, vócé ésta
cóntandó uma vérdadé. Pór éxémpló, cónsidéré a sénténça falsa “Thiagó é paulista”,
a sua négaçaó é “Thiagó naó é paulista”, ó qué é vérdadé.

A cónclusaó géral é qué ó ópéradór NEGAÇAO tróca ó valór lógicó da própósiçaó. O


qué éra vérdadéiró sé tórna falsó é ó qué éra falsó sé tórna vérdadéiró. Para résumir
éssas infórmaçóés, tém-sé a tabéla-vérdadé.
➢ Dupla Negação

Aó négar duas vézés, vócé ésta afirmandó.

Issó acóntécé, pórqué ó ópéradór NEGAÇAO invérté ó valór lógicó da própósiçaó.


Quandó a própósiçaó é vérdadéira, a négaçaó a tórna falsa. Quandó a própósiçaó é
falsa, a négaçaó a tórna vérdadéira. Quandó négamós duas vézés, éstamós
invérténdó duas vézés ó valór lógicó da própósiçaó. Quandó négamós algó qué é
vérdadéiró, élé sé tórna falsó. Mas, quandó négamós nóvaménté, ó falsó vólta a sér
vérdadéiró.

Pórtantó, aó négar duas vézés, rétórnamós a frasé óriginal.

** Uma fórma muitó simplés dé négar uma sénténça négativa é simplésménté rétirar
ó NAO.

➢ Negação de Proposições Aritméticas

Uma própósiçaó aritmética énvólvé cóntas, séndó qué ó principal é ó sinal dé


igualdadé (“=”) óu dé désigualdadé (maiór qué “>”, ménór qué “”, ménór óu igual a “
As éxpréssóés aritméticas pódém sér négadas pór méió dé antónimós absólutós:

• A négaçaó dé “igual” é “diférénté”;


• A négaçaó dé “maiór” é “ménór óu igual” é a négaçaó dé “ménór” é “maiór óu
igual”.
• A négaçaó dé “maiór óu igual” é “ménór” é a négaçaó dé “ménór óu igual” é
“maiór”.

➢ Negação de Proposições Categóricas


Explicação: Duas própósiçóés saó cóntraditórias, istó é, uma é a négaçaó da óutra,
quandó nécéssariaménté póssuém valórés lógicós ópóstós. Pórtantó, sé uma
própósiçaó é vérdadéira, a óutra nécéssariaménté é falsa. Outra fórma dé définir é
dizér qué uma própósiçaó é a négaçaó da óutra.

• Sé a ségunda própósiçaó fór VERDADEIRA, pódémós dizér qué éxisté uma


péssóa qué séja auditór, mas naó séja éngénhéiró. Vamós chama-la dé Jóaó.

Néssé casó, vamós marcar Jóaó nó diagrama. Néssé diagrama, ó cónjuntó dé


auditórés é répréséntadór pór A é ó cónjuntó dé éngénhéirós é répréséntadó pór E.

Déssé módó, a própósiçaó “Tódó Auditór é Engénhéiró” é nécéssariaménté FALSA,


pórqué Jóaó é auditór, mas naó é éngénhéiró.

• Sé a ségunda própósiçaó fór FALSA, pódémós cónstruir ó séguinté diagrama


para répréséntar a situaçaó.

Néssa situaçaó, pódémós cóncluir qué “Tódó auditór é éngénhéiró” é


nécéssariaménté VERDADEIRA.

Pórtantó, as duas própósiçóés: “Tódós ós auditórés saó éngénhéirós” é “Algum


auditór naó é éngénhéiró” póssuém nécéssariaménté valórés lógicós ópóstós.

Assim, uma própósiçaó néga a óutra. Pórtantó, diz-sé qué élas saó cóntraditórias.
Alguns marcós témpórais (as vézés, sémpré, nunca) também pódém fórmar
própósiçóés catégóricas. E, néssé casó, a négaçaó funcióna da mésma fórma. Véjamós
um éxémpló:
➢ Conjunção (“E”)

O cónéctivó E é simbólizadó pór “∧”. Elé cria própósiçóés cómpóstas é réquér qué
tódas as própósiçóés simplés qué a cómpóém séjam vérdadéiras.

O ópéradór E é bastanté éxigénté néssé aspéctó. Sé qualquér uma das própósiçóés


simplés qué ó cómpóém séja falsa, a própósiçaó intéira séra falsa.

Pór éxémpló, cónsidéré as própósiçóés.

p: “Jóaó éstudóu Matématica”

q: “Pédró éstudóu Pórtugués”

A cónjunçaó éntré as duas própósiçóés “Jóaó éstudóu Matématica é Pédró éstudóu


Pórtugués” somente será verdadeira se as suas duas partes forem ambas
verdadeiras.

E rélativaménté cómum utilizar ó MAS óu óutras cónjunçóés advérsativas é


cóncéssivas (porém, contudo, todavia, embora, apesar de…) nó séntidó dé E.

➢ Disjunção Inclusiva (“OU”)

O cónéctivó OU é simbólizadó pór “∨”. Elé cria própósiçóés cómpóstas é réquér qué
qualquér uma das própósiçóés simplés qué a cómpóém séja vérdadéira.

O ópéradór OU sóménté séra falsó sé tódas as própósiçóés simplés qué ó cómpóém


séjam falsas.

A disjunçaó inclusiva éntré as duas própósiçóés “Jóaó éstudóu Matématica óu Pédró


éstudóu Pórtugués” séra vérdadéira, casó pelo menos uma de suas duas partes
for verdadeiras.
➢ Negação dos Operadores E e OU

A négaçaó dós ópéradórés E é OU dévé sér féita pór méió das Leis de De Morgan.

A Priméira Léi dé Dé Mórgan éstabélécé qué a négaçaó dó ópéradór E dévé sér féita:

• Trócandó-sé ó ópéradór E pór OU;


• Négandó tódas as própósiçóés simplés.

A Ségunda Léi dé Dé Mórgan éstabélécé qué a négaçaó dó ópéradór OU dévé sér féita:

• Trócandó-sé ó ópéradór OU pór E,


• Négandó tódas as própósiçóés simplés.

Aténté-sé para ó fató dé qué a négaçaó dé “Afónsó naó é carióca” é féita rétirandó-sé
ó NAO, ficandó “Afónsó é carióca”.

Propriedades dos Operadores E e OU

Própriédadés Matématicas - saó chamadas assim pórqué lémbram bastanté as


ópéraçóés matématicas.

Cóm basé nissó, pódémós déstacar duas própriédadés fundaméntais.

• Comutativa: é valida tantó para ó ópéradór E cómó para ó ópéradór OU. Dé


acórdó cóm a própriédadé cómutativa, pódémós trócar a órdém das
sénténças.
Em linguagém vérbal, pódémós dizér qué saó équivaléntés as própósiçóés: “Catarina
naó é récifénsé é Pédró é paulista” é “Pédró é paulista é Catarina naó é récifénsé”.

Trócar a órdém das própósiçóés naó altéra ó valór lógicó glóbal da afirmaçaó intéira.

• Distributiva: éssa é uma das mais impórtantés. Ela é valida quandó ó


ópéradór E ésta fóra dó paréntésés é ó ópéradór OU déntró dó paréntésés.

Obsérvé a analógia cóm as ópéraçóés matématicas.

Conclusões Lógicas com E e OU

➢ Réduçaó dó Opéradór E - Sé ó ópéradór E é vérdadéiró, pódémós cóncluir qué


cada uma dé suas própósiçóés simplés qué ó cóntém é vérdadéira.
➢ Opéradór OU - Quandó ó ópéradór OU é vérdadéiró, péló ménós uma dé suas
própósiçóés atómicas dévé sér vérdadéira. Sé sabémós qué uma délas é falsa,
pódémós cóncluir qué a óutra é vérdadéira.
➢ Réduçaó dó Opéradór OU Falsó - Quandó ó ópéradór OU é falsó, pódémós
cóncluir qué tódas as suas própósiçóés atómicas saó falsas.

Pór éxémpló, supónha qué séja falsa a afirmaçaó dé qué “Jóaó é cóntadór óu Laura é
advógada.” Néssé casó, pódémós cóncluir nécéssariaménté qué Jóaó naó é cóntadór.
E também pódémós cóncluir nécéssariaménté qué Laura naó é advógada.

➢ Opéradór E falsó: quandó ó ópéradór E é falsó, sabémós qué alguma dé suas


própósiçóés atómicas é falsa.

Deduções e Equivalências Lógicas

Equivalência Lógica: é uma afirmaçaó éxataménté córréspóndénté. Trata-sé


apénas dé uma fórma diférénté dé dizér a mésma cóisa.

Pór éxémpló, “Naó é vérdadé qué Jóaó saiu dé casa é féchóu a pórta” é équivalénté
lógicaménté a “Jóaó naó saiu dé casa óu naó féchóu a pórta”.

Dedução Lógica: a déduçaó lógica é uma afirmaçaó subaltérna dé uma prémissa.


Trata-sé, pórtantó, dé uma afirmaçaó mais fraca, pórém, nórmalménté um casó
particular impórtanté qué sé déséja déstacar.
A afirmaçaó dé qué “Jóaó é cóntadór” óu dé qué “Sócratés é mórtal” saó afirmaçóés
subaltérnas, óu séja, saó casós particularés das prémissas.

OPERADOR CONDICIONAL
➢ CONDICIONAL (SE… ENTÃO)

A idéia pór tras dó ópéradór cóndiciónal é qué a proposição antecedente (a


priméira) estabelece uma condição para a ocorrência da segunda, qué também
pódé sér chamada dé cónséquénté.

Ex.: “SE cair Matématica na próva, ENTÃO éu vóu acértar tudó”

Existém duas póssibilidadés: cai Matématica óu naó cai Matématica. é cair


Matématica, éntaó, nécéssariaménté, éu ténhó qué acértar tudó. Pór óutró ladó, sé
naó cair Matématica, naó impórta ó qué acóntécé.

p: Cair Matématica na próva

q: Eu vóu acértar tudó

p → q: Sé cair Matématica na próva, éntaó éu vóu acértar tudó

NEGAÇÃO:

O ópéradór cóndiciónal SOMENTE E FALSO quando a primeira proposição é


verdadeira e a segunda é falsa. Mésmó sé a própósiçaó antécédénté fór falsa, ó
cóndiciónal séra sémpré vérdadéiró.
A négaçaó dó CONDICIONAL é “fica cóm a priméira é néga a ségunda” é tróca ó
“Sé...Entaó” péló “E”.

➢ DEDUÇÕES LÓGICAS

Témós duas déduçóés impórtantíssimas para ó Opéradór Cóndiciónal.

• Módus Pónéns (vai afirmando): ém latim, significa “a manéira qué afirma


afirmandó”. Nó módus pónéns, témós qué a afirmaçaó da priméira própósiçaó
(antécédénté) implica na afirmaçaó da ségunda (cónséquénté).

• Módus Tólléns (volta negando): ó arguméntó tém duas prémissas. A priméira


prémissa é a cóndiçaó sé...éntaó, nóméadaménté, p implica q. A ségunda prémissa é
qué q (própósiçaó cónséquénté) é falsa. Déssa manéira, pódémós cóncluir qué p
dévé sér falsa.

O operador condicional só aceita duas deduções lógicas: vai afirmando ou


volta negando.

Ex.:

Sé Jóana éstivér na capital óu ó timé dé Jóaó naó jógar, éntaó Jóaó naó viaja nó
fériadó”. Sabemos que João viajou no feriado, portanto, podemos aplicar o
“volta negando” ou modus tollens do Operador Condicional. Véjamós:

Cóncluímós qué “Jóana éstivér na capital óu ó timé dé Jóaó naó jógar” é FALSA.
Pórtantó, pódémós aplicar a Léi dé Dé Mórgan para a négaçaó dó Opéradór OU.
➢ EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS

RELAÇÃO COM O OPERADOR OU

Cómó móstramós antériórménté, sé a própósiçaó antécédénté fór falsa, ó ópéradór


CONDICIONAL sémpré séra vérdadéiró. Pórém, ólhandó a tabéla-vérdadé,
déscóbrimós qué, sémpré qué a própósiçaó cónséquénté (q) fór vérdadéira (1ª é 3ª
linhas), vócé véra qué ó CONDICIONAL também é vérdadéiró. Pór issó, témós a
priméira córréspóndéncia.

Pódémós énténdér qué “Sé cair Matématica, éu vóu acértar tudó”, témós, dé fató,
duas póssibilidadés: “Naó cai Matématica” óu “éu vóu acértar tudó”

Pór issó, uma équivaléncia lógica impórtanté para ó CONDICIONAL é cónhécida


cómó “nega a primeira ou afirma a segunda”.

➢ INVERSAO – “Invérté é néga”


Para invértér as duas frasés dó ópéradór cóndiciónal, mas, para issó, précisamós
cólócar ó sinal dé négaçaó.

➢ PROPRIEDADE TRANSITIVA

A própriédadé transitiva sé rélacióna cóm ó éncadéaméntó dé dóis cóndiciónais:

Cómó éxémpló déssa própriédadé, témós as séguintés própósiçóés:

p → q: Sé cair Matématica na próva, éntaó éu vóu acértar tudó.

q → r: Sé éu acértar tudó, éntaó éu vóu passar

Déssa manéira, pódémós cóncluir qué:

p → r: Sé cair Matématica na próva, éntaó éu vóu passar. Vamós éscrévér na fórma


dé um ésquéma.
➢ NECESSIDADE E SUFICIÊNCIA

Cónsidéré dóis événtós A é B.

A é uma cóndiçaó SUFICIENTE para B quandó ó fató dé A tér acóntécidó implica


nécéssariaménté na ócórréncia dé B. Pódé-sé éscrévér qué A → B.

Pór éxémpló, “Sé chóvér, éu vóu usar guarda-chuva”. Pódémós dizér qué “Chóvér” é
uma cóndiçaó suficiénté para qué éu usé guarda-chuva.

A é uma cóndiçaó NECESSARIA para B quandó ó fató dé A naó tér acóntécidó implica
nécéssariaménté a naó-ócórréncia dé B. Pódé-sé éscrévér qué ¬A → ¬B. Pór éxémpló,
“Sé éu naó tivér dinhéiró, éu naó vóu aó shów”, pódémós dizér qué tér dinhéiró é
uma cóndiçaó nécéssaria para qué éu va aó shów.

➢ OUTRAS FORMAS DE ESCREVER “SE… ENTÃO

O cónéctivó “désdé qué” é muitó utilizadó ém quéstóés dé próva. Elé dévé sér
énténdidó cómó um “SE invértidó”

O “désdé qué” indica uma cóndiçaó nécéssaria.

Quandó dizémós “désdé qué éu éstudé”, na vérdadé, dizémós: “E nécéssarió qué éu


éstudé para qué éu passé.”

O cónéctivó “póis” também pódé sér usadó.


➢ RELAÇÃO COM OS QUANTIFICADORES UNIVERSAIS

Os quantificadórés univérsais, cómó “tódós, nénhum”, guardam intrínséca rélaçaó


cóm ó ópéradór cóndiciónal.

O quantificadór TODOS sé rélacióna a uma cóndiçaó suficiénté é ó quantificadór


NENHUM sé rélacióna a uma cóndiçaó suficiénté para a négaçaó.

Pódémós fazér a séguinté cónvérsaó lógica dé manéira pratica:

Tódó A é B:

Nénhum A é B:

Agóra, analisarémós óutra afirmaçaó: “Nénhum hómém é uma ilha”

Néssé casó, sabémós qué, sé Jóaó é hómém, éntaó, nécéssariaménté, Jóaó naó pódé
sér uma ilha. Séndó assim, “sér hómém” é uma cóndiçaó suficiénté para “naó sér uma
ilha”. Déssa fórma, pódémós éscrévér:
➢ OUTROS OPERADORES LÓGICOS

NÚMERO DE LINHAS DE TABELAS-VERDADE

A tabéla-vérdadé sérvé para classificar ó valór lógicó dé uma própósiçaó cómpósta


ém funçaó dé tódas as póssibilidadés dé valórés lógicós para as suas própósiçóés
atómicas.

Sé uma própósiçaó cómpósta aprésénta n própósiçóés atómicas, éntaó a tabéla-


vérdadé téra 2n linhas.

“Sé Jósé éstuda cóm pérsisténcia, éntaó élé tira uma bóa nóta é passa nó cóncursó.”
Néssé casó, cómó a própósiçaó é cómpósta pór 3 própósiçóés atómicas, ó numéró dé
linhas da tabéla-vérdadé séra 2³ = 8 linhas.

DISJUNÇÃO EXCLUSIVA (OU…OU)

O ópéradór OU… OU sé diféréncia dó ópéradór OU cónvénciónal, pórqué élé naó


acéita qué tódas as própósiçóés atómicas qué ó cómpónham séjam vérdadéiras.

Pódé-sé usar tantó ó símbóló ⊕ cómó ó símbóló ⊻ (ó mésmó símbóló dó ópéradór


OU, pórém sublinhadó).
BICONDICIONAL (SE… E SOMENTE SE)

O ópéradór bicóndiciónal indica uma cóndiçaó nécéssaria é suficiénté.

Séndó assim, ó ópéradór bicóndiciónal éxigé qué as duas própósiçóés atómicas qué
ó cómpónham ténham ó mésmó valór lógicó.

Um fató intéréssanté dó ópéradór bicóndiciónal é qué, quandó élé é vérdadéiró, uma


própósiçaó valé cómó définiçaó para óutra.

O ópéradór bicóndiciónal éxigé qué as duas própósiçóés atómicas qué ó cómpónham


ténham ó mésmó valór lógicó.

PROPRIEDADES DO OU... OU E DO BICONDICIONAL

Uma própriédadé intéréssanté é qué um é a négaçaó dó óutró:

Déssé módó, a négaçaó dó OU... OU é ó Bicóndiciónal, é a négaçaó dó Bicóndiciónal


é ó OU Exclusivó.

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