Enfrentar Um Ambiente Global em Transformação
Enfrentar Um Ambiente Global em Transformação
consequente aumento da incerteza (Figura 1.1), Fontes: Ahir, Bloom e Furceri (2022); Caldara et al. (2020); Davis
(2016) e Haver Analytics.
poderiam afetar os países da América Latina e do Nota: Os indicadores de incerteza são índices dos veículos de notícias
Caribe (ALC) por meio de vários canais (Quadro 1.1). e meios de comunicação que quantificam a atenção da mídia às
notícias globais relacionadas à incerteza. EPU = incerteza da política
Os principais mercados mundiais permaneceram econômica; TPU = incerteza da política comercial; WUI = índice de
relativamente estáveis e o crescimento global foi incerteza mundial.
1
Elaborado por Camila Casas (co-líder), Eric Huang, Gevenieve Lindow e Juan Treviño (co-líder).
ativos caíram, o dólar americano se desvalorizou e os preços das principais commodities recuaram inicialmente,
mas as condições financeiras se suavizaram, as bolsas globais se recuperaram e os preços das commodities
permaneceram estáveis de modo geral, em torno dos níveis do fim de 2024. Embora a incerteza em torno das
políticas comerciais tenha permanecido alta e as tensões geopolíticas se mantenham, a atividade econômica global
mostrou uma força notável no primeiro semestre do ano, em meio a condições financeiras acomodatícias, alguma
antecipação do comércio na expectativa de tarifas mais altas, tarifas mais baixas do que as anunciadas originalmente
e políticas fiscais mais flexíveis em algumas das principais economias.
Apesar desses desdobramentos, prevê-se que o crescimento dos principais parceiros comerciais da ALC perca
impulso em 2025. Nos Estados Unidos, o corpo técnico do FMI prevê que o crescimento do PIB desacelere para
2,0% em 2025 e permaneça estável em 2,1% em 2026, frente a 2,8% em 2024. A desaceleração prevista se explica
pelo enfraquecimento dos gastos do consumidor e pela desaceleração do investimento. Na China, o crescimento
em 2025 está projetado em 4,8% — próximo dos 5,0% de 2024 — com outra desaceleração, para 4,2%, em 2026.
A atividade da China foi sustentada graças às exportações para destinos além dos Estados Unidos e bem como
pela demanda interna, possivelmente impulsionada por estímulos de políticas públicas. O crescimento da atividade
econômica na zona do euro deve registrar um ligeiro aumento de 0,9% em 2024 para 1,2% neste ano, e de cerca de
1,1% no próximo, refletindo, em parte, um aumento historicamente alto nas exportações farmacêuticas da Irlanda
para os Estados Unidos neste ano e o provável impacto do aumento dos gastos com defesa nos anos seguintes.
Prevê-se que as outras economias avançadas desacelerem, em parte devido ao impacto das tarifas. A inflação global
deve recuar em meio ao arrefecimento da demanda global e à queda dos preços da energia. Já no caso dos países
onde as tarifas representam um choque negativo na demanda, espera-se um alívio das pressões inflacionárias.
Tarifas oficiais baixas na ALC em relação às dos seus pares. Após um pico de curta duração, os spreads soberanos
caíram abaixo dos níveis do fim de 2024.
1. Tarifas oficiais e parcela das exportações para 2. Spreads soberanos do EMBIG2
os Estados Unidos1 (Índice: 1º de janeiro de 2025 = 100)
(Porcentagem)
Tarifas após 2 de abril BRA CHL COL
90 Tarifas a partir de 1 de setembro MEX PRY PER 145
Parcela das exportações de bens URY AL-7
75 para os EUA, 2024
130
40
115
30
100
20
85
10
0 70
CAN MEX ALC AL-8 ACPRD EMDEs EMDEs AEs Jan. Mar. Mai. Jul. Set. Nov. Jan. Mar. Mai. Jul. Set.
Ásia Europa 2024 24 24 24 24 24 25 25 25 25 25
Fontes: Bloomberg Finance L.P.; FMI, base de dados Direction of Trade Statistics; FMI, base de dados World Economic Outlook; e cálculos do
corpo técnico do FMI.
Nota: Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países da Organização Internacional de Normalização (ISO). ACPRD = América Central,
Panamá e República Dominicana; ALC = América Latina e Caribe; AL-7 = América Latina 7 (Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e
Uruguai); AL-8 = América Latina 8 (AL-7 mais Argentina); EAs = economias avançadas; EMBIG = índice JP Morgan Emerging Market Bond Global;
EMEDs = economias de mercados emergentes e em desenvolvimento.
1
Os agregados das alíquotas tarifárias são médias simples. ALC e AL-8 excluem o México.
2
AL-7 é a mediana.
em comparação com as de outras economias de Figura 1.3. ALC: Valorização das moedas e
mercados emergentes (Figura 1.2, painel 1). A evolução macroeconômica
conjuntura externa permaneceu de modo geral (Porcentagem)
favorável para a América Latina e o Caribe no A valorização das moedas está associada a uma inflação
primeiro semestre do ano. Após o período inicial de mais baixa.
volatilidade em meados do primeiro semestre, os
spreads soberanos caíram abaixo dos níveis do fim Consumo
de 2024 (Figura 1.2, painel 2), as moedas regionais
se recuperaram após uma desvalorização inicial, os
rendimentos dos títulos recuaram e apresentaram Investimento
maior diferenciação entre os países, e os preços
das commodities se estabilizaram. Além disso,
evidências empíricas apontam para a defasagem no Conta corrente
efeito da incerteza global sobre o crescimento na
região (Anexo online 1), e a atividade surpreendeu
positivamente em vários países da ALC no início Inflação
do ano.
−10 −5 0 5 10
A recente desvalorização do dólar americano
também pode estar atenuando os efeitos dos Fonte: Cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: A valorização ou desvalorização da moeda é avaliada com base
choques, por exemplo, ao reduzir as pressões na movimentação anual das taxas de câmbio efetivas nominais. As
inflacionárias. As flutuações cambiais podem estimativas são derivadas de projeções locais para o período de 1990
a 2023, e a abertura comercial, o tipo de regime cambial e os preços
afetar a ALC por meio da variação dos preços das das commodities são controlados. As barras representam estimativas
importações, da competitividade das exportações pontuais do impacto no primeiro ano de uma valorização de um
e das condições financeiras (FMI 2023a, Obstfeld e desvio-padrão, e as barras de erro indicam intervalos de confiança de
90%. ALC = América Latina e Caribe.
Zhou 2023). A valorização das moedas na ALC pode
reduzir os preços dos produtos importados, aliviando as pressões inflacionárias e possivelmente abrindo espaço para
a política econômica. Por sua vez, isso pode sustentar a renda real e impulsionar o consumo privado (Figura 1.3). Uma
moeda local mais forte pode abrandar as condições financeiras e fomentar o investimento, embora as evidências
não sejam conclusivas. Trabalhos anteriores também sugerem que a valorização real pode reduzir a dívida.2
Nesse contexto, o crescimento econômico durante o primeiro semestre de 2025 permaneceu relativamente
estável na ALC. A contribuição das exportações para o crescimento foi maior, pois os volumes de exportação
aumentaram em paralelo às tendências globais (Figura 1.4, painéis 1 e 2). Isso reflete as fortes exportações de
cobre e manufaturados (Chile, México) e o aumento das exportações associado à sólida produção agrícola em
vários países (Argentina, Brasil, Colômbia, Uruguai). Por outro lado, a contribuição do consumo privado para o
crescimento diminuiu em algumas grandes economias (Brasil, México), embora ainda tenha se mostrado forte em
alguns países (Argentina, Colômbia, Paraguai, Uruguai), pois os mercados de trabalho e a expansão do crédito
ao consumidor permaneceram relativamente fortes (Figura 1.4, painéis 3 e 4). O crédito empresarial mostrou
sinais de moderação em linha com a contribuição contínua e moderada do investimento para o crescimento
nos últimos anos (FMI 2024b). Na América Central, Panamá e República Dominicana (ACPRD), a atividade foi
sustentada por uma recuperação das remessas durante o primeiro semestre de 2025 (Quadro 1.2), enquanto o
crescimento no Caribe permaneceu sólido graças à expansão das atividades do turismo e construção civil em
alguns países e ao aumento da produção de energia em outros (Quadro 1.3).
2
Um choque de um desvio-padrão na taxa de câmbio real poderia reduzir a dívida em cerca de quatro pontos percentuais do PIB nos
próximos cinco anos (FMI 2024a).
A contribuição das exportações para o crescimento …refletindo a expansão dos volumes ocorrida no início
aumentou… de 2025.
Consumo privado Consumo público Investimento Volume do comércio Exportações reais do AL-7
Estoques Exportações Importações internacional
8 Exportações reais 10
Crescimento do AL-8
6 do PIB real Crescimento do PIB 8
do AL-7 real do AL-8
6
4
4
2
2
0
0
−2 −2
−4 −4
2021:T4
22:T1
22:T2
22:T3
22:T4
23:T1
23:T2
23:T3
23:T4
24:T1
24:T2
24:T3
24:T4
25:T1
25:T2
2023:T1
23:T2
23:T3
23:T4
24:T1
24:T2
24:T3
24:T4
25:T1
25:T2
Os mercados de trabalho mantiveram a solidez… …enquanto a expansão do crédito privado se moderou.
3. Taxa de desemprego 4. Crescimento do PIB real3
(Porcentagem) (Variação percentual em 12 meses)
20 Percentil 10 a 90 (2000–19) 8
Média (2000–19) Crescimento real do crédito
16 Dados mais recentes 6
4
12
2
8
0
4 Crédito corporativo
Crédito ao consumidor/das famílias −2
Crédito hipotecário
0 −4
ARG BRA CHL COL MEX PRY PER URY Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan.
2019 20 21 22 23 24 25
Fontes: CPB Netherlands Bureau for Economic Policy Analysis; Haver Analytics; FMI, base de dados World Economic Outlook; autoridades
nacionais; e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: Os agregados são médias ponderadas pelo PIB-PPC, salvo outra indicação. Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países
da Organização Internacional de Normalização (ISO). AL-7 = América Latina 7 (Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai);
AL-8 = América Latina 8 (AL-7 mais Argentina).
1
Dessazonalizadas. Os estoques incluem discrepâncias estatísticas.
2 O crescimento das exportações real é a média ponderada pelo PIB-PPC. O volume do comércio mundial corresponde ao fim do período.
3
Abrange Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.
Contudo, a inflação no Brasil e no México acelerou no início de 2025 devido à demanda ainda forte e/ou ao
repasse residual da taxa de câmbio decorrente de desvalorizações anteriores (revertido parcialmente nos
primeiros meses do ano); já na Colômbia, a inflação teve ligeira alta após um declínio no primeiro semestre de
2025. A Argentina continuou a avançar no contexto do seu programa de estabilização. Após cair rapidamente
do seu pico em 2022, o núcleo da inflação dos bens e dos serviços essenciais subiu ligeiramente em 2025
(Figura 1.5, painel 2), refletindo hiatos do produto positivos, aumentos nos custos da mão de obra e/ou
expectativas de inflação acima da meta em alguns países. A pressão exercida pela inflação importada está
diminuindo gradualmente, refletindo em grande parte a dinâmica cambial — as desvalorizações cambiais em
2024 impulsionaram a inflação importada no final daquele ano, mas as pressões inflacionárias estão diminuindo
à medida que as moedas se fortalecem (Figura 1.5, painel 3).
―4 0 ―20
Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan. Jan.
2020 21 22 23 24 25 2018 19 20 21 22 23 24 25 2020 21 22 23 24 25
Fontes: Haver Analytics; FMI, base de dados World Economic Outlook; autoridades nacionais; e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: Os agregados são médias ponderadas pelo PIB-PPC. Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países da Organização
Internacional de Normalização (ISO). AL-7 = América Latina 7 (Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai); IPP = índice de preços
ao produtor; ML = moeda local.
1 Os produtos básicos excluem rubricas de alimentação, transporte e moradia. Os serviços básicos excluem rubricas de transporte e moradia.
2 AL-7 exclui o Chile e o Paraguai devido a limitações de dados.
1.3. Políticas
Os esforços de consolidação fiscal não estão alterando a trajetória da dívida
A previsão é que a maioria dos países fortaleça suas posições fiscais em 2025, mas os índices da dívida pública
continuam a subir e atingiram ou ultrapassaram os picos da pandemia em alguns casos (Figura 1.6, painéis 1 e
2; Tabela 1.2 do apêndice). Isso gera uma preocupação especial, pois o diferencial entre as taxas de juros e o
crescimento na região é desfavorável, sobretudo porque os custos de financiamento aumentam com a dívida.3
As melhorias no saldo primário refletem uma combinação de elevação da receita, também devido a melhorias
na administração tributária (Paraguai) e contenção de gastos. Alguns países estão planejando ajustes fiscais
ambiciosos, embora continuem enfrentando desafios para identificar e promulgar medidas de médio prazo
(Brasil, México). Outros países estão buscando reduções mais graduais do déficit e enfrentam incertezas acerca
do desempenho das receitas e/ou da aprovação das medidas necessárias pelo legislativo (Chile, Peru). Supondo
que os custos de financiamento mantenham as tendências de longo prazo, os saldos primários necessários para
estabilizar a dívida do AL-7 nos níveis (elevados) atuais são, em média, cerca de 1,50 ponto percentual do PIB
superiores aos resultados de 2024 (Figura 1.6, painel 3).
3
Uma análise detalhada da dinâmica da dívida na ALC desde 2003 e dos fatores determinantes, como o aumento dos custos de
financiamento em moeda local e estrangeira em FMI 2024a.
Os saldos primários devem melhorar na maioria dos países …mas a dívida pública continua em alta e deve atingir
do AL-8… picos vistos na pandemia.
1. Saldo primário do governo geral 2. Dívida bruta do governo geral1
(Porcentagem do PIB) (Porcentagem do PIB)
2,4 ARG BRA CHL COL MEX PRY 160
1,8 PER URY AL-7
MEX ARG 100
1,2
PRY 80
0,6
AL-8 (ponderado)
0
2025
AL-8 (simples) 60
−0,6 PER BRA
URY
−1,2 AL-8 40
CHL (mediano)
−1,8
20
−2,4 COL
−3,0 0
-3,0 −2,4 −1,8 −1,2 −0,6 0 0,6 1,2 1,8 2,4 2014 16 18 20 22 24 26 28 30
2024
Saldos primários mais altos são necessários para estabilizar A política monetária tem sido, em geral, oportuna e bem
a dívida. calibrada…
3. AL-7: Saldo primário estabilizador da dívida, 4. Taxas básicas de juros
dívida pública bruta e taxa de juro nominal2 (Taxas nominais; porcentagem)
2,4 Dívida = 56 Brasil Chile 16
Saldo primário estabilizador
0,8 Unidos
0,4 8
0
−0,4
Saldo primário (2024) 4
−0,8
−1,2
−1,6 0
4 5 6 7 8 9 10
Jan. 2019
Set. 19
Maio 20
Jan. 21
Set. 21
Maio 22
Jan. 23
Set. 23
Maio 24
Jan. 25
Set. 25
Taxa de juros nominal
(percentagem)
…contendo as expectativas de inflação. A previsão é que as taxas terminais sejam mais altas.
5. AL-7: Distribuição das expectativas de inflação de 6. Expectativas para as taxas básicas de juros3
dois anos à frente pelos analistas3,4 (Porcentagem)
(Pontos percentuais; desvio em relação à meta) Final de out. de 2024
Final de abr. de 2025 9
Julho 2025 Final de set. de 2025
Abr. 25 8
Jan. 25
Dez. 24 7
Julho 24 AL-7 (média simples)
Dez. 23
Julho 23 6
Dez. 22
Julho 22 5
Dez. 21
Julho 21
Dez. 20 Estados Unidos 4
Julho 20
Dez. 19 3
Julho 19
2024:T4
25:T1
25:T2
25:T3
25:T4
26:T1
26:T2
26:T3
26:T4
Dez. 18
Julho 18
−2 −1 0 1 2 3
Fontes: Bloomberg Finance L.P.; Consensus Economics; Haver Analytics; FMI, base de dados World Economic Outlook; e cálculos do corpo
técnico do FMI.
Nota: Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países da Organização Internacional de Normalização (ISO). AL-7 = América Latina 7
(Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai); AL-8 = América Latina 8 (AL-7 mais Argentina).
1 AL-7 é a média simples. No caso da dívida bruta, a quebra no eixo y se aplica apenas à Argentina.
2 Os pontos azuis são calculados aumentando ou diminuindo a taxa nominal média da dívida em moeda local e estrangeira em 100 pontos-base,
mantendo-se o crescimento e a relação dívida/PIB fixos.
3 AL-7 exclui o Paraguai e o Uruguai devido a limitações de dados.
4 Gráfico de densidade do desvio da previsão da inflação de dois anos à frente (de dezembro a dezembro) em relação às metas de inflação por
conjunto de dados da Consensus Forecasts.
Inflação
AL-8
ACPRD
CARIBE
AL-8
ACPRD
CARIBE
Riscos para o crescimento pendem para o lado negativo, riscos para a inflação
estão equilibrados
Os riscos para o crescimento continuam a pender para o lado negativo (Figura 1.8). No nível global, o crescimento
mais lento do que o previsto nas principais economias, o aumento da incerteza sobre a política econômica global,
as condições financeiras mais restritivas e as barreiras comerciais e custos de transporte mais altos podem pesar
sobre o crescimento. No plano interno, políticas macroeconômicas mais restritivas do que o esperado e desastres
naturais mais frequentes ou intensos representam riscos de deterioração da conjuntura para vários países. O
possível desvio dos fluxos comerciais, o progresso mais forte em reformas de longa data e os preços mais elevados
das commodities indicam que os riscos para o crescimento pendem para o lado positivo em alguns países.
Já os riscos para a inflação estão mais equilibrados. A inflação persistente dos serviços, os custos de mão de obra
mais elevados e os atrasos na consolidação fiscal poderiam ocasionar um aumento da inflação, enquanto um choque
negativo mais forte na demanda devido às políticas comerciais e à elevada incerteza poderiam pressionar para
baixo os preços. A movimentação das taxas de câmbio e as flutuações dos preços das commodities representam
riscos em ambas as direções.
A política fiscal tem sido expansionista em meio a uma …com a consolidação adiada mais uma vez.
política monetária restritiva…
1. AL-7: Políticas monetária e fiscal 2. AL-7: Saldo primário estrutural do governo geral
(Porcentagem do PIB potencial)
6 PF exp. PF con.
Diferencial da taxa básica
PM con. PM con.
(pontos percentuais)
0,5
de juros real ex ante
4 2022
2023
0
2
2024 −0,5
0 −1,0
2021
−1,5
−2 2020
PF exp. PF con.
PM exp. WEO, outubro 2025 −2,0
PM exp.
−4 WEO, outubro 2024 −2,5
−4 −2 0 2 4 WEO, outubro 2023
−3,0
Variação no saldo primário estrutural
(pontos percentuais do PIB potencial) −3,5
2021 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Fontes: Calderon, Dhungana e Wales (no prelo); Consensus Economics; Haver Analytics; FMI, base de dados World Economic Outlook; e cálculos
do corpo técnico do FMI.
Nota: AL-7 é a média simples. O saldo primário estrutural no caso do Chile se refere ao saldo primário estrutural do governo central, excluída a
mineração; no caso da Colômbia, ao saldo primário estrutural do setor público consolidado, excluído o petróleo; no caso do Peru, ao saldo
primário estrutural do setor público não financeiro. AL-7 = América Latina 7 (Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai);
con. = contracionista; exp. = expansionista; PF = política fiscal; PM = política monetária.
metas fiscais devem ser respaldadas por ações concretas, pois dependem de medidas que ainda precisam ser
identificadas em alguns países. A consolidação fiscal é crucial para reconstruir as reservas e também ajudaria na
convergência da inflação para as metas, por exemplo, com o seu impacto sobre a inflação e as expectativas de
inflação (Capítulo 3). Atacar as ineficiências dos gastos e implementar uma mobilização de receitas favorável ao
crescimento devem ajudar a proteger os investimentos e os gastos sociais (FMI 2021). Ancorar a política fiscal em
quadros plurianuais confiáveis, sustentados por regras claras, é fundamental para reduzir a dívida e os custos de
financiamento, apoiando o crescimento ao longo do tempo por meio da melhoria do clima de investimento.
A política monetária deve continuar a ser orientada por quadros de política sólidos
A conjuntura global complexa exige uma abordagem cautelosa e baseada em dados para a política monetária,
a fim de trazer a inflação de volta às metas e evitar pressões indevidas sobre a atividade econômica. Nesse
contexto, as autoridades monetárias devem se manter atentas à evolução do comércio mundial e às condições
financeiras, às expectativas de inflação e às posturas da política fiscal. Também devem buscar preservar os
sólidos quadros de política monetária estabelecidos nas últimas décadas, sustentados por reformas que
reforçaram a independência dos bancos centrais. Essas reformas foram úteis para a região na tarefa de reduzir
a inflação e ancorar melhor as expectativas, sobretudo em contextos de dívida pública baixa (Figura 1.10). Mais
medidas para continuar fortalecendo a autonomia, a capitalização e a governança dos bancos centrais serão
fundamentais para manter a estabilidade de preços e gerir choques externos (Capítulo 3). Sempre que possível,
convém deixar que as taxas de câmbio absorvam os choques e, quando necessário, o Quadro Integrado de
Políticas do FMI pode orientar as intervenções no mercado de câmbio para lidar com os riscos para a estabilidade
financeira decorrentes de condições de mercado desordenadas.
0 9
0
−1 6
−2 3
−100 −3 0
−4 −3
−200 EMDEs −5 −6
ALC
Inflação
de infl.
Taxa de
câmbio
Inflação
de infl.
Taxa de
câmbio
Rend. LP
Rend. LP
Exp.
Exp.
−300
0 2 4 6 8 10
Horizonte (anos futuros) Endividamento baixo Endividamento elevado
Fontes: Romelli (2024); e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: ALC = América Latina e Caribe; EMEDs = economias de mercados emergentes e em desenvolvimento; IBC = independência do banco
central; IPC = índice de preços ao consumidor; Exp. de infl. = expectativa de inflação; LP = longo prazo.
1 Projeção local da variação acumulada de 100 vezes o log do IPC no país i entre o ano t+h e o ano t sobre o índice IBC, em um horizonte de 10
anos. As variáveis de controle são uma defasagem do hiato do produto, a inflação do IPC transformada, o regime cambial, a dívida bruta do
governo geral, um indicador das regras fiscais e a inflação nos EUA. A linha sólida é a estimativa pontual; as áreas sombreadas em cor escura e
clara são os intervalos de confiança de 90% e 95%, respectivamente.
2 Variação no nível de cada uma das variáveis em um horizonte de 18 meses a partir de uma projeção local em choques de política monetária de Checo,
Grigoli, e Sandri (2024). A especificação das projeções locais é calculada da seguinte forma: Υc,t+h − Υc,t = αch + δth + βΙhΙt + γhΙ Interaçãoit × Ιt + uit.
A interação é um indicador para cada país de que a dívida é superior ao percentil 80. Os gráficos representam a resposta a um choque de 100
pontos-base. Painel à esq.: βhΙ . Painel à dir.: βhΙ + γΙh. Inflação, expectativas de inflação e rendimentos de longo prazo denotam a variação no nível
da variável (medido em porcentagem). As taxas de câmbio são medidas em logs e um aumento denota depreciação. Frequência mensal.
Amostra: África do Sul, Brasil, Chile, Colômbia, Egito, Filipinas, Hungria, Índia, Indonésia, Malásia, México, Nigéria, Peru, Polônia, Romênia,
Rússia, Tailândia, Türkiye.
−10
−10
+
−20
−20 ** **
−30
−30
*** −40
***
−40 −50
2005–09 2010–14 2015–21
***
−50 −60
América Latina Economias Ásia Europa Bens Serviços Bens Serviços Bens Serviços Bens
avançadas emergente emergente ALC ALC (excl. MEX) Intra−ALC Intra+ISX
Fontes: Moody’s, Orbis; World Bank Enterprise Survey (WBES); e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: ALC = América Latina e Caribe; ISX = índice de similaridade das exportações; MEX = México; PTF = produtividade total dos fatores.
1
As estimativas para toda a economia vão de 2005 a 2021. As observações são reponderadas de modo a corresponder à distribuição de
tamanho na World Bank Enterprise Survey. As economias avançadas são Alemanha, Espanha, Estônia e França. As economias de mercados
emergentes da Ásia são Malásia, Tailândia e Vietnã. As economias de mercados emergentes da Europa são Eslovênia, Letônia, Lituânia, Polônia,
República Eslovaca e Romênia. América Latina abrange Brasil, Colômbia e México.
2
Diferença percentual nos fluxos comerciais de cada região em relação aos fluxos comerciais fora da ALC, condicionada pela população, PIB,
distância, fronteira, idioma comum e ausência de saída. O índice de similaridade das exportações é o índice de Spearman para o comércio de
bens no nível dos produtos. *p < 10%, **p < 5%, ***p < 1%, +p < 20%.
provavelmente estão por trás do fraco dinamismo das empresas e da prevalência de empresas pequenas e
ineficientes na região. Para elevar a produtividade, é preciso eliminar as barreiras à realocação de fatores e as
fricções financeiras que impedem a expansão das empresas. Eliminar distorções na política econômica, como
subsídios e o tratamento tributário diferenciado, também poderia fortalecer os incentivos para o crescimento
das empresas.
A baixa integração comercial, mesmo dentro da Figura 1.12. Incerteza e efeitos no PIB real por
região, também está restringindo o crescimento vulnerabilidades internas, dois anos após o choque
na ALC (FMI 2023b). As recentes mudanças no Os efeitos da incerteza são mais contidos com instituições
cenário do comércio internacional ressaltam mais fortes e dívida menor.
a necessidade de a região aproveitar as
oportunidades para aprofundar a integração
Volatilidade
global e promover a diversificação comercial. da inflação
Salvo poucas exceções, as exportações regionais
dependem fortemente de produtos relacionados
a commodities, e a maioria dos países não está Dívida
integrada às cadeias globais de valor (quadro 1.1).
O baixo nível de integração é particularmente
marcante quando se analisa o comércio
intrarregional: ele é entre 40% e 50% menor do Controle
da corrupção Elevado
que em regiões com características econômicas Baixo
e geográficas semelhantes (Figura 1.11, painel
−3 −2 −1 0 1
2). Isso se explica, em parte, pelas deficiências
Fonte: Cálculos do corpo técnico do FMI.
na infraestrutura de transportes e alfândegas e, Nota: As estimativas são derivadas das respostas de impulso do
em alguns casos, pela governança fraca e pelas crescimento real do PIB a um aumento de um desvio-padrão no
limitações de capacidade. Assim, os possíveis Índice de Incerteza Mundial usando projeções locais. Detalhes sobre
a estimação podem ser consultados no Anexo online 1.
ganhos com a melhoria da infraestrutura na
região são consideráveis. Simplificar os quadros
regulatórios e celebrar acordos comerciais
poderiam ajudar a impulsionar a integração, o
investimento e o crescimento.
Uma governança mais forte, uma inflação menos volátil e uma dívida menor são essenciais para promover
o crescimento, por exemplo, ao atenuar o impacto negativo da incerteza (Figura 1.12). Nos últimos anos, as
melhorias nos quadros de políticas vêm sendo cruciais para a capacidade dos mercados emergentes de
suportar choques decorrentes da aversão ao risco (FMI 2025a). Além disso, melhorar a segurança e reduzir a
criminalidade na região, o que passa pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo,
ajudaria ainda mais a impulsionar o investimento, a produtividade e o crescimento de longo prazo (FMI 2023c,
2025b).
Ano
5. Resposta do spread soberano a um aumento 6. Importações dos Estados Unidos e da China por origem:
de um desvio-padrão na incerteza4 Principais produtos de exportação do AL-8, 2022–243
(Porcentagem) (Porcentagem das importações de bens)
2,0 ARG BRA CHL COL MEX PER
1,5 PRY URY USA CHN ROW
100
1,0 80
60
0,5
40
0 20
0
−0,5
Carne congelada
Café
Soja
Minério de ferro
Minério de cobre
Petróleo bruto
Carbonatos
Cobre refinado
Veículos pessoais
Veículos de transp. de carga
Peças para veículos
Carne congelada
Café
Soja
Minério de ferro
Minério de cobre
Petróleo bruto
Carbonatos
Cobre refinado
Veículos pessoais
Veículos de transp. de carga
Peças para veículos
Fontes: Base de dados EORA Global Supply Chain; FMI, base de dados Direction of Trade Statistics; FMI, base de dados World Economic Outlook;
Trade Data Monitor; ONU, Comtrade (SITC Rev.4); Banco Mundial, base de dados World Integrated Trade Solution; e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países da Organização Internacional de Normalização (ISO). ACPRD = América Central,
Panamá e República Dominicana; ALC = América Latina e Caribe; AL-8 = América Latina 8 (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru e
Uruguai); CGVs = cadeias globais de valor; EMEDs = economias de mercados emergentes e em desenvolvimento; RDM = resto do mundo; transp. =
transportes.
1 Participação a jusante se refere à exportação de insumos empregados nas exportações do país importador. A participação a montante, ao uso de
insumos importados nas exportações.
2 As exportações de commodities abarcam os códigos 0–4 da Classificação Uniforme para o Comércio Internacional (CUCI), Revisão 4, para
commodities tradicionais (não manufaturadas).
3 Os agregados dos países são calculados como o total das importações nominais em dólares americanos no nível de 4 dígitos do SH. Os principais
produtos de exportação selecionados do AL-8 são itens de 4 dígitos do SH que representam mais de 10% das exportações para os Estados Unidos ou a
China. Os carbonatos abrangem os percarbonatos.
Os autores desta caixa são Juan Pablo Celis e Alexander Culiuc, com análise de pesquisa de Manuel Escobar e Alfredo Alvarado.
Bas Bakker, Alina Carare e Varapat Chensavasdijai contribuíram com alterações e sugestões úteis.
1
Uma melhoria nas condições econômicas do país anfitrião (medida pela taxa de desemprego dos hispânicos nos Estados
Unidos ou pelos salários reais nos Estados Unidos) está associada a um aumento das remessas e explica uma parte significativa
da dinâmica das remessas na região. Por exemplo, ver Babii et al. (2022).
O crescimento das remessas indica a transferência ...e os dados mais recentes sugerem que
de uma poupança preventiva em 2025, e não as repatriações estão em alta, embora
mudanças no mercado de trabalho dos EUA... ainda estejam abaixo do pico de 2022.
2 6 10
1 3
0 0 0
Jan. 2003
Jan. 05
Jan. 07
Jan. 09
Jan. 11
Jan. 13
Jan. 15
Jan. 17
Jan. 19
Jan. 21
Jan. 23
Jan. 25
Jan. 2022
Abr. 22
Jul. 22
Out. 22
Jan. 23
Abr. 23
Jul. 23
Out. 23
Jan. 24
Abr. 24
Jul. 24
Out. 24
Jan. 25
Abr. 25
Jul. 25
Fontes: Autoridades nacionais; Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA; Departamento de Segurança Interna dos
EUA; Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE); e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: Inclui a República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. ACPRD = América Central, Panamá e
República Dominicana.
1
Dessazonalizadas. Para a Nicarágua, os dados de maio são estimados pelo corpo técnico do FMI. Os dados de remessas de
junho a agosto de 2025 excluem a Nicarágua.
2
As repatriações abrangem retornos administrativos e coercitivos, remoções e expulsões ao abrigo do Título 42. Desde
dezembro de 2024, as repatriações são estimadas com base no número de pessoas postas sob custódia do ICE. A relação
entre repatriações e esses processos de custódia foi calculada até novembro de 2024 e projetada para permanecer constante.
Como os dados dessas custódias foram publicados até agosto de 2025, é possível estimar as repatriações em 2025.
A maior parte do ACPRD está sujeita a tarifas de importação dos EUA relativamente baixas, mas a
dependência da região em relação ao mercado americano, combinada com uma cesta de exportações que
se sobrepõe fortemente à do México, constitui um risco. Os Estados Unidos são o maior mercado para o
ACPRD: as exportações representam entre um terço e metade do total das exportações, respondendo por
4% a 21% do PIB (exceto no Panamá, onde as exportações de bens são uma pequena parcela do PIB).
Os riscos associados a essa dependência são atenuados parcialmente pelo fato de que os países do
ACPRD (exceto a Costa Rica e a Nicarágua)2 arcam com a tarifa básica de 10% no mercado dos Estados
Unidos, comparativamente mais baixa do que a aplicada a outros mercados emergentes. Contudo,
conforme mostrado na Figura 1.2.4 do Quadro, uma parcela significativa dos produtos que os países
do ACPRD exportam para os Estados Unidos também é exportada pelo México, e praticamente todos
esses produtos são cobertos pelo Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA). Atualmente,
o México não enfrenta tarifas sobre esses produtos no mercado dos Estados Unidos, o que deixa o
ACPRD em desvantagem competitiva.3
2
Em 7 de agosto de 2025, as tarifas anunciadas eram de 15% para a Costa Rica e 18% para a Nicarágua, de modo geral alinhadas
com a média mundial ponderada pelo comércio da Organização Mundial do Comércio, de cerca de 18%.
3
A direção do desvio do comércio, influenciada pelas diferentes tarifas impostas aos países no mercado dos Estados Unidos,
apresenta incertezas devido à rápida evolução do panorama das tarifas. Além disso, a análise não leva em conta possíveis vantagens
criadas pelas tarifas em relação a outras regiões ou países que poderiam resultar em um desvio do comércio para o ACPRD.
Figura 1.2.4 do Quadro. Exportações de bens do ACPRD para os Estados Unidos e sua sobreposição com
as exportações de bens do México
1. ACPRD: Exportações para os Estados Unidos, 2023 2. ACPRD: Sobreposição com as exportações do México
(Porcentagem do PIB) para os Estados Unidos
(Porcentagem das exportações para os Estados Unidos)
25 Sem sobreposição com as exportações do México
para os Estados Unidos
Com sobreposição com as exportações do México,
20 cobertas pelo USMCA
100
15 80
10 60
40
5
20
0 0
NIC CRI SLV HND DOM GTM PAN CRI SLV GTM HND DOM NIC PAN
Fontes: FMI, base de dados Direction of Trade Statistics; ONU, Comtrade; e cálculos do corpo técnico do FMI.
Nota: Os rótulos dos dados na figura usam os códigos de países da Organização Internacional de Normalização (ISO). ACPRD = América Central,
Panamá e República Dominicana; USMCA = Acordo Estados Unidos–México–Canadá.
Os autores deste quadro são Junghwan Mok, Peter Nagle e Jongsoon Shin, com análise de pesquisa de Spencer Siegel.
1
A Guiana e o Haiti estão excluídos das taxas de crescimento médias do Caribe, pois os dois são casos atípicos em termos de
desempenho econômico: (i) a Guiana teve uma das taxas de crescimento mais altas do mundo em 2024 (43,6%) graças ao
aumento da produção de petróleo e (ii) o Haiti enfrenta uma crise multidimensional causada por choques globais e específicos
do país, o que resultou em taxas de crescimento negativas durante o período.
Fev.
Mar.
Abr.
Mai.
Jun.
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.
Figura 1.3.3 do Quadro. Dívida bruta do Figura 1.3.4 do Quadro. Hiato tributário
governo geral médio: diferença média entre a receita
tributária e seu potencial
(Porcentagem do PIB)
(Média 2014–18; porcentagem do PIB)
120
2024
2025 (projeção) 14
100
12
80 10
60 8
6
40
4
20 2
0 0
Caribe ECCU ALC, excl. EMEDs,
BHS
VCT
KNA
GRD
DMA
EMEDEs
HTI
GUY
JAM
TTO
BLZ
ATG
ABW
LCA
SUR
BRB
CARIBE
EMEDAs
PEDs
AL-7
Os autores deste quadro são as equipes encarregadas do América Latina 8 (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai,
Peru e Uruguai) e dos outros países sul-americanos.
1
Consulte o Quadro 5 (FMI 2025f) para uma análise dos ganhos potenciais de produção decorrentes das reformas estruturais.