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Aulas

O documento aborda a historiografia e a teoria da história, destacando a relação entre história e memória, e a influência do nacionalismo na construção de identidades. Discute como as transformações históricas são moldadas pelo homem e como a memória coletiva afeta a percepção histórica. Além disso, analisa o papel da historiografia na legitimação de violências e na formação de identidades nacionais, enfatizando a necessidade de imparcialidade dos historiadores.

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O documento aborda a historiografia e a teoria da história, destacando a relação entre história e memória, e a influência do nacionalismo na construção de identidades. Discute como as transformações históricas são moldadas pelo homem e como a memória coletiva afeta a percepção histórica. Além disso, analisa o papel da historiografia na legitimação de violências e na formação de identidades nacionais, enfatizando a necessidade de imparcialidade dos historiadores.

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Historiografia e Teoria da História

Aula 1

1ª frq: 18 de março
2ª frq: 13 de maio

Aula 3

Modos de Mudança

Em primeiro lugar, importa estabelecer que a evolução histórica, apesar de ter introduzido novos meios de
informação, não eliminou necessáriamente os que vigoravam anteriormente. O tempo toma, por isto, um
impotância de destaque e divide-se, por consequência, em tempos históricos, cuja transição registou revoluções
sejam elas sociais, geográficas, políticas ou económicas. Esta questão tem maior relevância nos dias de hoje, em que
o progresso tecnológico é extremamente rápido. Nesse sentido, um exemplo a ter em conta pode ser o do facto de o
suporte digital não ter substituido integralmente o suporte em papel, aliás, a conservação de documentos físicos é
alvo de estudo e de processamento. Por sumário, isto significa que o que existiu não é eliminado pela inovação.

No que toca às as transformações características das transições entre épocas, o protagonista é o Homem, que muda,
então, o curso da História.

As novas conceções políticas (comunismo, liberalismo, …), na sua raiz, são baseadas naquilo que foi o Mundo
Medieval. Se as configurações dessas sociedades – e de outras primordiais – fossem diferentes, provavelmente
também o seriam, em certa medida, estas conceções. Estas conceções também se referem ao futuro, sendo disso
exemplo o socialismo/comunismo, que visa um sociedade igualitária, só concretizável após anos de transformação
anticapitalista. Apesar de contornos diferentes, o mesmo se aplica à fé, cujo interesse prático, nomeadamente no
catolicismo, é alcançar o céu.

Aula 7

História e Memória

A relação entre estes dois aspetos nunca foi resolvido na sua complexidade. A história, por vezes, apresenta um
caráter semelhante ao da memória, nomeadamente na questão da parcialidade, ou seja, a historiografia nem
sempre foi imparcial. Mesmo assim, é preciso ter em conta que a Memória é uma “filha” da História. A história tem
igualmente um caráter subjetivo, como a memória, sendo que a memória coletiva, relativa no espaço e no tempo,
atribui significados à história, com efeitos na ciência em si. Da mesma forma se verifica a mudança da abordagem
histórica ao longo do tempo. Assim, a apuração do conhecimento é dificultada.

Mais recentemente, a identificação, sustentada pela memória, adquiriu uma configuração mais vasta, isto é, a
democratização da informação reconheceu a possibilidade de um maior número de identidades. Além da identidade,
outro conceito trabalhado na ligação entre a história e a memória é a nação.

Podemos apontar 3 níveis de memória: a protomemória (memórias implicitas e básicas, usadas


inconscimentemente), a memória propriamente dita (menos implícita, do qual o ato/processo de memorar é
imprescindível, com usos mais conscientes) e a metamemória (não apenas recordação, mas referência direta à
memória e ao seu papel, refletindo o seu efeito). Com isto em conta, podemos constatar que a memória, no fundo, é
trabalhada pela história.

Aula 8

História e Nacionalismo

Como se configura uma linha entre a violência e a civilidade?

Para o autor o séc. XX é marcado pela revolução. Eric Hobsbawn diz 1914-1990 as vítimas de guerra foram 180
milhões de pessoas foram mortas pela violência. Para ele os ideais iluministas não resolveram a situação. O séc. XX
foi um século de regressão histórica. Hobsbawn diz que a modernidade e os seus ideais motivaram esta situação no
século XX.
As violências do nazismo não pode ser visto como um retorno à barbaridade da natureza humana, mas sim
como um retrocesso na modernidade. O fascismo é uma negação do racionalismo e da modernidade
consequentemente. A ideia de barbaridade está inserida na ideia de civilização.

Todas as inovações e ideias assentam na ideia de violência, estas ideias materializaram-se na primeira guerra
mundial (primeira vez a ideia de guerra total). Total pois interfere com todos os setores da sociedade. Até à forma de
fazer guerra mudou.

O campo de batalha tornou-se num triunfo da Morte em Massa, ao contrário de antigamente onde o campo
de combate era um lugar de honra.

O socialismo é uma forma de razão. O fascismo é uma racionalização dos meios para a irracionalização do
fim (a exterminação de uma categoria da população). O nazismo usa a modernidade para matar.

A historiografia tenta descobrir a razão pelo qual há uma enorme adesão aos fascismos. Os campos de
concentração são a materialização de uma exterminação planificada que evidencia o controlo sobre a razão (meios
racionais para fins irracionais). A ética é abandonada a favor da técnica.

A historiografia teve um papel importante na construção de identidade nacional. Nacionalismo historiográfico, que
contribui para genocídio, guerra, terrorismo, etc. não sendo ele benigno, mas sim maligno, de base étnica,
autoritário, no que diz respeito à exclusão e violência, sendo assim pode resultar num mau uso.

Identidade de género, de classe e de raça fazem frente a violência e discriminação resultante do


nacionalismo historiográfico.

Vários historiadores ao fazerem história tornam-se filhos do nacionalismo historiográfico. O político tem se apoiado
muito no nacionalismo historiográfico. O historiador deve ser neutro e ser imparcial. Os historiadores legitimaram
inúmeras vezes o radicalismo e violência, tendo como exemplo o estado dos Balcãs, em nome da identidade
nacional. Para formação de novos países e para se tornarem independentes, usavam o nacionalismo historiográfico,
a identidade nacional, para que a história afirmasse e legitimasse a independência de determinado território.

Aula 12

Revisões

A frequência pode ser em formato digital.

Estrutura do teste (dominar a resposta e o assunto):


1 - Tema, problema, fontes, pergunta
2 - Estrutura da resposta (pontos a seguir na resposta)
3 - Desenvolvimento (perceber a mudança de assunto para cada parágrafo – onde estou na resposta?)
4 - Materiais: exemplos concretos e fontes e autores, que servem o ponto 3
5 - Conclusão (faltaria ainda isto ou aquilo; verificámos a e b; consequências da problemática)

Temas de interesse para 2ª frequência:


- Aula 15: 03-04-2024: Futuro, Previsibilidade e Responsabilidade
- Aula 16: 08-04-2024: História e Justiça
- Aula 17: 10-04-2024: As Políticas da Memória
- Aula 18: 15-04-2024: O “Lugar de Fala” e a Pluralidade dos Sujeitos Históricos
- Aula 22: 29-04-2024: Aceleração e Tempo Histórico

Aula 16

História e Justiça

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