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Língua Portuguesa - Questões Filtradas Conforme o Edital

O documento apresenta um material de estudo para o concurso de Técnico Administrativo em Nível Médio da SEC-BA, contendo questões filtradas de Língua Portuguesa, organizadas por tópicos do edital e com gabaritos e comentários. Foram mantidas 480 questões, abrangendo temas como leitura, semântica e pontuação, com exclusão de itens não compatíveis ou duplicados. O material é resultado de uma triagem rigorosa, garantindo a representatividade dos tópicos do edital.

Enviado por

michelroderr
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Língua Portuguesa - Questões Filtradas Conforme o Edital

O documento apresenta um material de estudo para o concurso de Técnico Administrativo em Nível Médio da SEC-BA, contendo questões filtradas de Língua Portuguesa, organizadas por tópicos do edital e com gabaritos e comentários. Foram mantidas 480 questões, abrangendo temas como leitura, semântica e pontuação, com exclusão de itens não compatíveis ou duplicados. O material é resultado de uma triagem rigorosa, garantindo a representatividade dos tópicos do edital.

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Língua Portuguesa – Questões filtradas

conforme o edital
SEC-BA • Edital SEC/SUDEPE nº 004/2026 • Cargo: Técnico Administrativo em Nível Médio •
Banca: IBFC

Material consolidado em PDF com triagem rigorosa das questões dos arquivos enviados, organizado por
tópico do edital e com gabarito e comentário abaixo de cada item.
Critério aplicado: manutenção apenas de questões compatíveis com o recorte programático de Língua
Portuguesa, com exclusão de itens fora do edital, duplicados exatos ou incompletos para estudo.
Questões complementares inéditas: não foram necessárias, porque todos os tópicos do edital já ficaram
suficientemente representados após a triagem.

Tópico do edital Quantidade

Leitura e atribuição de sentidos de textos verbais e não verbais 182

Textos mistos: verbais e não verbais, inclusive imagéticos 65

Semântica e sentido das palavras 99

Pontuação e seus recursos sintático-semânticos 134

Total de questões mantidas 480

Arquivos analisados: [Link], portugues [Link], simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf,


simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf e simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf.
Leitura e atribuição de sentidos de textos verbais e não verbais
Tópico do edital 1. Questões mantidas nesta seção: 182.

Questão 1
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 61
Analise o texto e responda a questão seguinte. Texto I O que é o “caxangá”, que os escravos de Jó jogavam? (Artur
Louback) Caxangá tem vários significados, mas nada de jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um
chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de
Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caáçangá, que significa “mata extensa”. Mas nada disso tem a ver
com o jogo e menos ainda com Jó, o personagem bíblico que perdeu tudo o que tinha (inclusive os escravos),
menos a fé. Isso deixa os especialistas intrigados. “Já procurei caxangá, caxengá e caxingá, com “x” e “ch”, e não
encontrei nada que fizesse sentido como um jogo”, diz o etimologista Claudio Moreno. “Se esse jogo existisse, seria
quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam
nossas tradições populares”. O que pode ter ocorrido é uma espécie de “telefone sem fio”: se originalmente o verso
fosse “juntavam caxangá” ao invés de “jogavam”, poderiam pensar em escravos pegando siris em vez de em um
jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como “a Tonga da mironga do kabuletê”, da
canção de Toquinho e Vinicius – as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o
significado que elas têm na música. (Disponível em Considere o período “Isso deixa os especialistas intrigados.”
para responder a questão seguinte. O vocábulo “Isso”, destacado na passagem, é um pronome demonstrativo
empregado para retomar a seguinte ideia no texto:
A) o personagem bíblico ter perdido tudo o que tinha.
B) o fato de a palavra “caxangá” ter vários significados distintos.
C) o sentido da palavra não ter a ver com jogo, nem com Jó.
D) o personagem bíblico não ter perdido a fé.
E) a informação de que Jó possuía escravos também.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “o sentido da
palavra não ter a ver com jogo, nem com Jó.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 2
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 62
Analise o texto e responda à questão abaixo. Texto I Bordado em branco (fragmento) Querida tia Liduína, Hoje é
um dia péssimo, como a senhora sabe. Setembro é, invariavelmente, um mês em que sinto meu corpo doer. Em
meus pés, tenho dores que, imagino, parecem dores de quando pregos são martelados contra a carne. Minha
cabeça lateja e, se o seu interior pudesse ser visto, certamente pareceria com o asfalto quente que se mexe e
dança em contato com as altas temperaturas. Esse mês é tão ruim. Estou sentada no alpendre, esperando pelo
vento. Mamãe diz que é perda de tempo esse meu sentimentalismo com as cartas, mas não há outra maneira de
falar com a senhora, então eu trouxe a mesa do meu quarto para fora e também um tamborete que papai arranjou.
Todos andam afastados de mim nos últimos meses. Ando pela casa com meu caderno muito junto ao corpo,
protegendo suas folhas, porque sei que me julgam. Querem ler o que lhe conto ou querem que eu pare de uma vez
por todas, mas não posso. A senhora é a única que compreende, o que é a maior ironia de todas. [...] (ARRAES,
Jarid. Redemoinho em dia quente. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019, p. 49) O pronome possessivo destacado, em
“Minha cabeça lateja e, se o seu interior pudesse ser visto,”, aponta para a terceira pessoa do discurso. É correto
afirmar que seu referente, no texto, é:
A) tia Liduína.
B) o leitor.
C) cabeça.
D) a emissora.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “cabeça.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 3

Página 1
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 63
Texto: Anúncio e publicidade “Desde o início da década de 1950, as empresas privadas (I. têm tem – têm) investido
cada vez mais em publicidade para ampliar suas atuações nos meios de comunicação de massa. Embora alguns
anúncios forneçam informações de interesse público, é evidente que a maioria visa à (II. a – à) promoção de
vendas. Em alguns casos, produtos rivais quase idênticos são anunciados com diferença significativa de preços.
Muitos consumidores se queixam de que essa publicidade promocional é um desperdício financeiro, pois, causa
aumento dos preços. Os executivos da publicidade, no entanto, sustentam que, através da publicidade, as vendas
podem aumentar e, assim, obtém-se (III- obtém-se – obtêm-se) valor suficiente para a produção dos produtos em
grande escala. Esse ciclo econômico se fecha no repasse do valor aos consumidores, quando eles compram os
produtos. No entanto, mesmo que estas despesas possam ser justificadas do ponto de vista da iniciativa privada, é
certamente notável que em muitos países se gaste mais dinheiro em publicidade do que em escolas ou hospitais”.
(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em Peaty, D. Discovery, New
York, OUP, 1984, p.24) Analise o fragmento: “Esse ciclo econômico se fecha no repasse do valor aos
consumidores, quando eles compram os produtos”, assinale a alternativa correta.
A) eles – refere-se a “ciclo econômico”.
B) eles – refere-se a “consumidores”.
C) eles – refere-se a ”produtos”.
D) eles – refere-se a “repasse do valor”.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “eles –
refere-se a “consumidores”.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 4
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 64
Texto I O incendiador de caminhos Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique
destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento:
trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos. Contudo, eu receio que seja mais
uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa
ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo,
não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar
que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência. Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das
razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e
queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado
que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste
breve depoimento. Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre
a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse
mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do
homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique. O homem
passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito
prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só
venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia
que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade. Os visitadores
gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer
entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os
homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim.
A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do
atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam
claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o
piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...] (COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia
das Letras. 2011) Ao longo do texto, a expressão “Na realidade” cumpre papel coesivo e é empregada no
parágrafos. Essa expressão equivale, semanticamente, a:
A) No entanto.
B) Por enquanto.
C) De fato.

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D) Às vezes.
E) Ainda assim.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “De fato.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 5
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 65
A Patagônia Localizada majoritariamente na Argentina, a Patagônia é um território de 1.043.000 km² no continente
sul americano com uma pequena extensão além da fronteira com o Chile. A Cordilheira dos Andes delimita a
fronteira entre os dois países e ambos os lados possuem atrações incríveis, com paisagens que parecem pinturas
com glaciares, rios de cores surpreendentes, lagoas, picos nevados e também estepes áridas. Sem contar com a
presença de diversos animais como os adoráveis e simpáticos guanacos, uma espécie de lhama, que vivem na
região, os pinguins, lobos marinhos e aves peculiares. Para deixar claro: a Patagônia é um espetáculo que aquece
a alma de um viajante. Juliana Venturi Tahamtani, 2022. De acordo com o texto, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) “..Entre os dois países e ambos os lados...”; ambos retoma dois países. ( )
“... E também estepes áridas.”; áridas retoma estepes. ( ) “...Com paisagens que parecem pinturas...”; que retoma
paisagens. ( ) “...Guanacos, uma espécie de lhama, que vivem na região...”; que retoma guanacos, uma espécie de
lhama. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A) V - F - V - V
B) V - V - F - F
C) F - F - V - V
D) F - V - F - F
E) V - V - V - V
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “V - F - V -
V”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 6
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 66
Os incríveis anos 60. Parece incrível, mas os anos 60 exercem um fascínio até sobre as gerações de hoje. Não é
raro assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou sons
daquela época. Ou, ao folhear uma revista de moda atual, encontramos vestidos tubinhos, calças de boca larga,
túnicas indianas, maiôs de crochê, mochilas e sapatos inspirados nas cores valorizadas pelas tendências da moda
daqueles anos. Isso tudo talvez se explique pelo fato dos anos 60 serem identificados como a década da rebeldia,
da revolução sexual e dos costumes e, principalmente, da participação dos jovens na política e em todas as
mudanças. (CEREJA & MAGALHÃES. Português. Linguagens. Atual: São Paulo, 2006. Pág. 76.) Assinale a
alternativa correta, de acordo com a leitura do texto. No trecho: Isso tudo talvez se explique pelo fato..., a
expressão “Isso tudo” se refere:
A) Aos shows de música.
B) Ao incrível fascínio dos anos 60: música e tendências de moda.
C) À não participação dos jovens nas mudanças.
D) A todas as revistas de moda da época.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Ao incrível
fascínio dos anos 60: música e tendências de moda.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 7
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 67
Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa
limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra
estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos,
implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só
em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas

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pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino,
risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E
morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o
outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje
briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele
também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio
jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no
gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem
ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de
cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o
pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN,
Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67) A análise morfológica e semântica do título
“Faroeste” permite concluir seu caráter:
A) adverbial, indicando a localização precisa de onde se desenrola uma sequência de ações.
B) adjetivo, cumprindo sua função qualificadora de atribuir características a pessoas e aos lugares.
C) pronominal, substituindo os nomes dos lugares que apresentam pessoas com determinado comportamento.
D) substantivo, nomeando uma referência espacial, bem como um conjunto de comportamentos.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “substantivo,
nomeando uma referência espacial, bem como um conjunto de comportamentos.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 8
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 68
Texto II Padre António estava acabado, afirma Pereira. As olheiras cavavam-lhe as faces, e tinha um ar esgotado,
como de quem não dormiu. Pereira perguntou o que acontecera, e Padre António disse: como pode, você não ficou
sabendo? Massacraram um alentejano* em sua carroça, há greves aqui, na cidade e em outros lugares, afinal em
que mundo vive, você trabalha num jornal?, ouça Pereira, vá se informar. Pereira afirma ter saído perturbado por
essa breve conversa e pelo modo como fora despachado. Perguntou-se: em que mundo eu vivo? E veio-lhe a
estranha ideia de que ele, talvez, não vivesse, era como se já estivesse morto. Desde que sua mulher falecera, ele
vivia como se estivesse morto. Ou melhor: só fazia pensar na morte, na ressurreição da carne, em que não
acreditava, e em bobagens desse gênero, sua vida não passava de sobrevivência, de uma ficção de vida. E
sentiu-se esgotado, afirma Pereira. (TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação
Liberdade, 2011, p.17-18) * relativo ao Alentejo (região de Portugal) ou o que é seu natural ou habitante Em “As
olheiras cavavam-lhe as faces” (1º§), o pronome destacado faz referência a:
A) Pereira.
B) faces.
C) olheiras.
D) Padre António.
E) cavavam.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Padre
António.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 9
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 69
Gol descalço. Você consegue imaginar que, em uma partida de futebol de um campeonato tão importante como a
Copa do Mundo, um jogador fez um gol descalço? Não? Pois acredite: isso aconteceu de verdade! Foi na Copa do
Mundo de 1938. O Brasil jogava contra a Polônia debaixo de forte temporal, quando de repente o jogador brasileiro
Leônidas Silva perdeu uma de suas chuteiras e, com o pé descalço, fez um golaço! Atualmente, esse gol
certamente seria anulado, mas na época foi aceito. (autor desconhecido. No trecho “Atualmente, esse gol
certamente seria anulado, mas na época foi aceito”, a palavra grifada se refere ao:
A) ano atual.
B) ano de 1938.
C) ano passado.

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D) ano de 2021.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ano de
1938.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 10
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 70
Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula
Calçade, para responder a questão. Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)
Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder
chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos
debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que
eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena
para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado
à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares. Segundo Marcelo Hailer, pesquisador
do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC-SP, “A narrativa
social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o
pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões
sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto
não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque
não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”. “A
maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara
de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive”
(2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível,
mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos.
“Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando
está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito
grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica
Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015. (Fonte: Nova
Escola) Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as
afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Na expressão “Muito cedo se aprende”, é correto dizer que
há dois advérbios: um se liga ao verbo “aprender”, modificando-o e outro se liga ao advérbio “cedo”,
intensificando-lhe o sentido. ( ) Se, no trecho “associado à feminilidade”, substituíssemos a palavra “feminilidade”
pela palavra “masculinidade”, esse trecho deveria ser reescrito como “associado a masculinidade”, sem o acento
grave, indicador de crase, já que se trata de palavra masculina. ( ) O uso do acento gráfico no trecho “Os homens
têm dificuldade” justifica-se pela mesma razão do que o uso na palavra “também”, ou seja, são oxítonas terminadas
em “em”. ( ) No trecho “geral, isso se dá por meio da violência”, a palavra destacada é um pronome demonstrativo
que tem função anafórica, já que retoma uma ideia já enunciada no texto. Assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta de cima para baixo.
A) V, F, F, V.
B) F, V, V, V.
C) V, V, V, F.
D) F, F, F, F.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “V, F, F, V.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 11
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 71
Texto Santinho (Luiz Fernando Veríssimo) Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro
de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo
de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro
nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas
decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de
passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera. Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não
aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória,

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procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu
devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num
canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade
Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”. Ser
bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu
temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um
falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho
imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco
passam a vida se questionando. Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à
originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que
era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio,
em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre
um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua
decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora
chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza
pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau
oco. Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca que
algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas
histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. Considere as duas passagens
destacadas abaixo para responder à questão seguinte. “Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um
pequeno passarinho loiro. E uma fera. “ “não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil
de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido” A relação coesiva que se estabelece entre as três
frases do primeiro trecho em destaque evidencia-se pelo seguinte mecanismo linguístico:
A) Repetição reiterada de pronomes indefinidos.
B) Ausência de pontuação entre as orações.
C) Omissão de verbo anteriormente explicitado.
D) Pronominalização de um sujeito simples.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Omissão de
verbo anteriormente explicitado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 12
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 72
Texto Sobre o morrer (Rubem Alves) Odeio a ideia de morte repentina, embora todos achem que é a melhor.
Discordo. Tremo ao pensar que o jaguar negro possa estar à espreita na próxima esquina. Não quero que seja
súbita. Quero tempo para escrever o meu haikai. Mallarmé tinha o sonho de escrever um livro com uma palavra só.
Achei-o louco. Depois compreendi. Para escrever um livro assim, de uma palavra só, seria preciso ter-se tornado
sábio, infinitamente sábio. Tão sábio que soubesse qual é a última palavra, aquela que permanece solitária depois
que todas as outras se calaram. Mas isso é coisa que só a Morte ensina. Mallarmé certamente era seu discípulo. O
último haikai é isto: o esforço supremo para dizer a beleza simples da vida que se vai. Tenho terror de ser
enganado. Se estiver para morrer, que me digam. Se me disserem que ainda me restam dez anos, continuarei a
ser tolo, mosca agitada na teia das medíocres, mesquinhas rotinas do cotidiano. Mas se só me restam seis meses,
então tudo se torna repentinamente puro e luminoso. Os não essenciais se despregam do corpo, como escamas
inúteis. A Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem
conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse. Perante a morte tudo é desculpável… [...] Curioso que a
Morte nada tenha a dizer sobre si mesma. Quem sabe sobre a Morte são os vivos. A Morte, ao contrário, só fala
sobre a Vida, e depois do seu olhar tudo fica com aquele ar de “ausência que se demora, uma despedida pronta a
cumprirse” (Cecília Meireles). E ela nos faz sempre a mesma pergunta: “Afinal, que é que você está esperando?”
Como dizia o bruxo D. Juan ao seu aprendiz: “A morte é a única conselheira sábia que temos. Sempre que você
sentir que tudo vai de mal a pior e que você está a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua Morte e
pergunte-lhe se isso é verdade. Sua Morte lhe dirá que você está errado. Nada realmente importa fora do seu
toque… Sua Morte o encarará e lhe dirá: ‘Ainda não o toquei…’” E o feiticeiro concluiu: “Um de nós tem de mudar, e
rápido. Um de nós tem de aprender que a Morte é caçadora, e está sempre à nossa esquerda. Um de nós tem de
aceitar o conselho da Morte e abandonar a maldita mesquinharia que acompanha os homens que vivem suas vidas
como se a Morte não os fosse tocar nunca”. Às vezes ela chega perto demais, o susto é infinito, e até deixa no
corpo marcas de sua passagem. Mas se tivermos coragem para a olharmos de frente é certo que ficaremos sábios

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e a vida ganhará simplicidade e a beleza de um haikai. Vocabulário: Haikai – forma curta de poema japonês
Mallarmé – poeta e crítico literário francês do século XIX Considere o trecho abaixo para responder à questão. “A
Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E
poderia ficar em silêncio, se o desejasse.” (4º§) A última oração do trecho apresenta, em relação à anterior, um
valor semântico de:
A) finalidade.
B) causa.
C) condição.
D) consequência.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “condição.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 13
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 73
Texto O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse.
[...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa,
outro diagrama. Seus pontos de referência são outros. Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande
playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre”
as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de
impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões
históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira,
colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na
hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”[...] Se não sentir fome ou
dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se
acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença. (JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O
Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2, p. D 10) Considere o fragmento abaixo para responder
à questão. “ Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro
mapa, outro diagrama.” (1º§) O autor estabelece, argumentativamente, uma distinção inicial que é marcada pelo
uso dos pronomes possessivos e revela um posicionamento discursivo. Com esses pronomes, o autor:
A) insere-se na realidade do menino de rua, sendo solidário a ele.
B) aproxima-se do leitor que teria uma realidade semelhante a dele.
C) desloca o menino de rua para a realidade dos leitores.
D) afasta-se da realidade dos leitores aos quais faz referência.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “aproxima-se
do leitor que teria uma realidade semelhante a dele.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 14
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 74
A Rua (Fragmento) EU AMO A RUA. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se
não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por
todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não
porque soframos, com a dor e os desprazeres[...], mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. (...) a rua é
um fator da vida das cidades, a rua tem alma! (...) a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se
sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua (...). A rua
nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que
se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as
pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante
soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais
niveladora das obras humanas. (...) A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite,
treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o
despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é (...) tão modesta, tão
lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos... A rua faz as celebridades e as revoltas, a
rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico

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que tem, dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de
crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de
navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade
é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse
natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade,
poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira – a rua criou o garoto! RIO, João do. A alma encantadora das
ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 28–31. Vocabulário Agremia: do verbo agremiar; juntar num
mesmo grupo. Canteiros: pedreiros responsáveis pelas construções com pedra. Frontarias: fachada principal;
frente. Melopeia: melodia; canção melodiosa. Silfos: seres mágicos do ar presente em mitologias europeias.
Proteiforme: que muda de forma frequentemente. Potentados: majestades; maiorais; pessoas de grande poder.
“Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim.” A expressão “Esse sentimento”, que
inicia o trecho, faz referência:
A) a algo que será dito só posteriormente.
B) ao desejo da rua, representado no texto.
C) ao amor apresentado na frase anterior.
D) a um sentimento exclusivo do leitor.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ao amor
apresentado na frase anterior.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 15
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 75
A Rua (Fragmento) EU AMO A RUA. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se
não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por
todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não
porque soframos, com a dor e os desprazeres[...], mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. (...) a rua é
um fator da vida das cidades, a rua tem alma! (...) a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se
sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua (...). A rua
nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que
se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as
pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante
soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais
niveladora das obras humanas. (...) A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite,
treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o
despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é (...) tão modesta, tão
lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos... A rua faz as celebridades e as revoltas, a
rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico
que tem, dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de
crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de
navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade
é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse
natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade,
poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira – a rua criou o garoto! RIO, João do. A alma encantadora das
ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 28–31. Vocabulário Agremia: do verbo agremiar; juntar num
mesmo grupo. Canteiros: pedreiros responsáveis pelas construções com pedra. Frontarias: fachada principal;
frente. Melopeia: melodia; canção melodiosa. Silfos: seres mágicos do ar presente em mitologias europeias.
Proteiforme: que muda de forma frequentemente. Potentados: majestades; maiorais; pessoas de grande poder.
“tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos...” A conjunção destacada
na passagem relaciona ideias e possui valor semântico de:
A) causa.
B) consequência.
C) conformidade.
D) finalidade.
Gabarito: B

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Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“consequência.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 16
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 76
Texto Primeira classe (Moacyr Scliar) Durante anos, o homem teve um sonho: queria viajar de avião na primeira
classe. Na classe econômica, ele, executivo de uma empresa multinacional, era um passageiro habitual; e, quando
via a aeromoça fechar a cortina da primeira classe, quando ficava imaginando os pratos e as bebidas que lá
serviam, mordia-se de inveja. Talvez por causa disso trabalhava incansavelmente; subiu na vida, chegou a um
cargo de chefia que, entre outras coisas, dava-lhe o direito à primeira classe nos voos. E assim, um dia, ele
embarcou de Nova Délhi, onde acabara de concluir um importante negócio, para Londres. E seu lugar era na
primeira classe. Seu sonho estava se realizando. Tudo era exatamente como ele imaginava: coquetéis de
excelente quantidade, um jantar que em qualquer lugar seria considerado um banquete. Para cúmulo da sorte, o
lugar a seu lado estava vazio. Ou pelo menos estava no começo do voo. No meio da noite acordou e, para sua
surpresa, viu que o lugar estava ocupado. Achou que se tratava de um intruso; mas, em seguida, deu-se conta de
que algo anormal ocorria: várias pessoas estavam ali, no corredor, chorando e se lamentando. Explicável: a
passageira a seu lado estava morta. A tripulação optara por colocá-la na primeira classe exatamente porque,
naquela parte do avião, havia menos gente. Sua primeira reação foi exigir que removessem o cadáver. Mas não
podia fazer uma coisa dessas, seria muita [Link] outro lado, ter um corpo morto a seu lado horrorizava-o.
Não havendo outros lugares vagos na primeira classe, só lhe restava uma alternativa: levantou-se e foi para a
classe econômica, para o lugar que a morta, havia pouco, ocupara. Ou seja, ao invés de um upgrade, ele tinha
recebido, ainda que por acaso, um downgrade. Ali ficou, sem poder dormir, claro. Porque, depois que se
experimenta a primeira classe, nada mais serve. Finalmente, o avião pousou, e ele, arrasado, dirigiu-se para a
saída, onde o esperavam os parentes da falecida para agradecer-lhe. Disse um deles, que se identificou como filho
da senhora: “Minha mãe sempre quis viajar de primeira classe. Só conseguiu morta graças à sua compreensão.
Deus lhe recompensará”. Que tem seu lugar garantido no céu, isso ele sabe. Só espera chegar lá viajando de
primeira classe. E sem óbitos durante o voo. Considere o fragmento transcrito abaixo para responder à questão
seguinte. Ali ficou, sem poder dormir, claro. Porque, depois que se experimenta a primeira classe, nada mais serve.
As palavras ganham sentido no contexto em que estão inseridas. Desse modo, pode-se concluir que o advérbio
“Ali” é uma expressão locativa que faz referência:
A) à primeira classe.
B) ao avião.
C) à classe econômica.
D) a Nova Délhi.
E) ao aeroporto.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “à classe
econômica.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 17
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 77
Texto O retrato (Ivan Angelo) O homem, de barba grisalha mal-aparada, vestindo jeans azuis, camisa xadrez e
jaqueta de couro, sentou-se no banquinho alto do balcão do botequim e ficou esperando sem pressa que o rapaz
viesse atendê-lo. O rapaz fazia um suco de laranjas para o mecânico que comia uma coxa de frango fria. O homem
tirou uma caderneta do bolso, extraiu de dentro dela uma fotografia e pôs-se a olhá-la. Olhou-a tanto e tão
fixamente que seus olhos ficaram vermelhos. Contraiu os lábios, segurando-se para não chorar; a cara contraiu-se
como uma máscara de teatro trágico. O rapaz serviu o suco e perguntou ao homem o que ele queria. O homem
disse “nada não, obrigado”, guardou a foto, saiu do botequim e desapareceu. Considere o fragmento abaixo para
responder à questão seguinte. “O homem, de barba grisalha mal-aparada, vestindo jeans azuis, camisa xadrez e
jaqueta de couro, sentou-se no banquinho alto do balcão do botequim e ficou esperando sem pressa que o rapaz
viesse atendê-lo.” O pronome pessoal destacado no trecho faz referência à seguinte palavra:
A) homem.
B) banquinho.
C) balcão.
D) botequim.

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Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “homem.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 18
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 78
Quando era novo, em Pringles, havia donos de automóveis que se gabavam, sem mentir, de tê-los desmontado
“até o último parafuso” e depois montá-los novamente. Era uma proeza bem comum, e tal como eram os carros,
então, bastante necessária para manter uma relação boa e confiável com o veículo. Numa viagem longa era
preciso levantar o capô várias vezes, sempre que o carro falhava, para ver o que estava errado. Antes, na era
heroica do automobilismo, ao lado do piloto ia mecânico, depois rebaixado a copiloto. [...] Na realidade, os
brícoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam aos carros, trabalhavam com qualquer tipo de máquinas: relógios,
rádios, bombas d'água, cofres. [...] Desnecessário dizer, assim, que desde que os carros vêm com circuitos
eletrônicos, o famoso “até o último parafuso” perdeu vigência. Houve um momento, neste último meio século, em
que a humanidade deixou de saber como funcionavam as máquinas que utiliza. De forma parcial e fragmentária,
sabem apenas alguns engenheiros dos laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento de algumas grandes
empresas, mas o cidadão comum, por mais hábil e entendido que seja, perdeu a pista há muito. Hoje em dia
usamos os artefatos tal como as damas de antigamente usavam os automóveis: como “caixas pretas”, com um
Input (apertar um botão) e um Output (desliga se o motor), na mais completa ignorância do que acontece entre
esses dois polos. O exemplo do carro não é por acaso, acredito ter sido a máquina de maior complexidade até
onde chegou o saber do cidadão comum. Até a década de 1950, antes do grande salto, quando ainda se
desmontavam carros e geladeiras no pátio, circulava uma profusa bibliografia com tentativas patéticas de seguir o
rastro do progresso. [...] Hoje vivemos num mundo de caixas-pretas. Ninguém se assusta por não saber o que
acontece dentro do mais simples dos aparelhos de que nos servimos para viver. [...] O que aconteceu com as
máquinas é apenas um indício concreto do que aconteceu com tudo. A sociedade inteira virou uma caixa-preta. A
complicação da economia, os deslocamentos populacionais, os fluxos de informação traçando caprichosas espirais
num mundo de estatísticas contraditórias, acabaram por produzir uma cegueira resignada cuja única moral é a de
que ninguém sabe “o que pode acontecer”; ninguém acerta os prognósticos, ou acerta só por casualidade. Antes
isso acontecia apenas com o clima, mas à imprevisibilidade do clima o homem respondeu com civilização. Agora a
própria civilização, dando toda a volta, se tornou imprevisível. (César Aira. In: Marco M. Chaga, org. Pequeno
manual de procedimentos. Tradução: Eduardo Marquardt. Cuuritiba: Arte & Letra, 2007, p.49-51) * bricoleur: aquele
que faz qualquer espécie de trabalho Em “desde que os carros vêm com circuitos eletrônicos, o famoso “até o
último parafuso” perdeu vigência.” (2°§), a expressão destacada cumpre papel coesivo e introduz um valor
semântico de:
A) causa.
B) condição.
C) consequência.
D) tempo.
E) concessão.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “tempo.”. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 19
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 79
Mundo interior (Martha Medeiros) A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do
nosso mundo interior. Li esta frase outro dia e achei perfeito. Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser
como nosso jeito de morar. Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua, que têm como teto um viaduto,
ainda que eu não duvide que até eles sejam capazes de ter seus códigos secretos de instalação. No entanto,
estamos falando de quem pode ter um endereço digno, seja seu ou de aluguel. Pode ser um daqueles
apartamentos amplos, com pé direito alto e preço mais alto ainda, ou um quarto-e-sala tão compacto quanto seu
salário: na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo, não revela seu mundo interior, que se manifesta
por meio de outros valores. Da porta da rua pra dentro, pouco importa a quantidade de metros quadrados e, sim, a
maneira como você os ocupa. Se é uma casa colorida ou monocrática. Se tem objetos obtidos com afeto ou se foi
tudo escolhido por um decorador profissional. Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta-retratos
ou se há paredes nuas. Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania

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de deixar as janelas sempre fechadas, se há muitas coisas por consertar. Isso também é estilo de vida. Luz direta
ou indireta? Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável na junção das coisas? Tudo de grife ou tudo de
brinque? É um jogo lúdico tentar descobrir o quanto há de granito e o quanto há de madeira na nossa
personalidade. Qual o grau de importância das plantas no nosso habitat, que nota daríamos para o quesito vista
panorâmica? Quadros tortos nos enervam? Tapetes rotos nos comovem? Há casas em que tudo o que é aparente
está em ordem, mas reina a confusão dentro dos armários. Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que
parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto. Há casas escuras. Há casas feitas
por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e os amigos, há casas com lareira que
se mantêm frias. Há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida. Há casas com escadas,
casas com desníveis, casas divertidamente irregulares. Pode aparecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e
vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nosso castelo, o esconderijo secreto
onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes. O conectivo que introduz o segundo parágrafo expressa uma
oposição entre:
A) a casa da gente e a casa dos outros.
B) os que não têm casa e os que a possuem.
C) o mundo interior e o mundo exterior.
D) o nosso jeito de ser e o jeito de morar.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “os que não
têm casa e os que a possuem.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 20
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 80
Texto 1 Estojo escolar (Carlos Heitor Cony) Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras
oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um
navio, uma estação espacial. Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico,
contemporâneo das cavernas da informática. E um laptop da mesma época que começa a me deixar na mão.
Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em
matéria de computador portátil. No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de
instruções para ser aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de
isopor o novo notebook e coloquei-o em cima da mesa. De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos,
houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha cinco anos e ia para o jardim
de infância. Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal.
Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e
uma borracha para apagar meus erros. Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que
tonteava de prazer. Fechei o estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me
economizá-lo. Com avareza, só o cheirava em momentos especiais. Na tampa que protegia estojo e cheiro havia
gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete - olhava
aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito. O notebook que agora abro é negro, não tem rosas na
tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de
ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida. Em
"Fechei o estojo para proteger aquele cheiro" (5°§), o termo em destaque relaciona duas orações introduzindo, na
segunda, um sentido de:
A) causa
B) finalidade
C) consequência
D) condição
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “finalidade”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 21
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 81
Texto Férias – cuidados com crianças O verão começou no dia 21 de dezembro e a estação é sinônimo de férias
escolares para crianças. Mas elas precisam de cuidados redobrados para curtir o sol, praia, piscinas e parques com

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segurança. Por isso, os pais devem se informar para evitarem doenças e acidentes comuns nesta época do ano.
Durante o verão, os passeios à praia, piscinas e parques são mais frequentes, o que significa que é preciso estar
atento à exposição ao sol, alimentação e vestuário. Quando se fala em crianças, o assunto fica ainda mais sério.
Como as crianças são mais sensíveis que adultos, é preciso atenção para exposição a raios solares e a adoção de
cuidados especiais. [...] Roupas adequadas Devido ao calor e ao aumento da sudorese (suor), as roupas devem
ser de algodão, finas e folgadas de modo a permitir uma maior ventilação, facilitando a evaporação do suor.
Roupas íntimas também devem ser de algodão, evitando-se tecidos sintéticos. Na praia, sungas e biquínis são os
trajes ideais, porém deve-se tomar cuidado com o hábito de ficar com a roupa molhada após sair da praia, isso
favorece o surgimento de micoses da pele. As roupas podem proporcionar uma barreira contra a radiação
ultravioleta. Para a prática de esportes ao ar livre, situações que dificultem a aplicação do filtro solar com frequência
ou, no caso das crianças com menos de 6 meses, as roupas podem ser uma boa opção para a proteção da pele.
[...] E nada de deixar os pequenos sem roupa. O contato com a areia ou cadeiras sujas pode levar a problemas de
pele. () No primeiro parágrafo, ao dizer “Por isso, os pais devem se informar”, com a palavra em destaque o texto
faz referência:
A) apenas aos homens que são pais.
B) a mulheres e homens que possuem filhos.
C) a homens que pretendem ter filhos.
D) a todas as pessoas, pois possuem pais.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a mulheres
e homens que possuem filhos.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 22
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 82
Texto I O noticiário da TV Brasil do dia 14 de janeiro colocou no ar matéria que estimula algumas reflexões
interessantes sobre o que é o trânsito em nossas cidades, e qual é o nosso comportamento dentro dele. O fato
principal tratado na matéria é a condenação da administração do estacionamento do aeroporto internacional de
Brasília num processo movido por um usuário que ficou horas sem conseguir retirar seu carro da vaga. Isso porque
o veículo foi fechado por outro, estacionado em fila dupla, sem que a administração tivesse tomado qualquer
providência, fosse para evitar o cometimento da infração, fosse para desobstruir o caminho dos demais clientes.
Sem dúvida, um completo absurdo, corretamente punido pelo poder judiciário. Mas outras questões merecem
nossa atenção. Um ponto, levantado logo na abertura da reportagem, diz respeito à dificuldade que motoristas
enfrentam para encontrar vagas de estacionamento. São mostradas ali áreas críticas de Brasília, mas podiam
aparecer muitas outras de nossas cidades. O déficit de vagas assume contornos ainda mais dramáticos se
considerarmos o potencial de crescimento da frota de veículos. Com efeito, comparando os índices de motorização
no Brasil (o Distrito Federal tem cerca de 50 veículos para cada 100 habitantes, uma das taxas mais altas do pais)
com os de cidades europeias e norte-americanas (Los Angeles tem mais de 75), dir-se-ia que ainda há uma
margem considerável de crescimento da frota. O que precisa ser debatido é se o problema é mesmo a falta de
vagas ou excesso de dependência do uso de carros. Já tive oportunidade de comentar aqui que Curitiba, uma das
cidades com maior taxa de motorização do Brasil, é muito mais conhecida pelos méritos de seu sistema de
transporte público do que pelos níveis de saturação de seu sistema viário. Mas não resta dúvida de que o fato mais
bizarro trazido pela matéria é mesmo a atitude do motorista que estacionou seu carro irregularmente, bloqueando
outros. De acordo com o que apurou a repórter Thais Antonio, a vitima que acionou a justiça teve que esperar
quatro horas para sair do estacionamento. E não saiu porque o infrator chegou — saiu porque os carros vizinhos
foram retirados e ele conseguiu manobrar o seu e contornar o bloqueio. Não há nada, rigorosamente nada, que
justifique tal abuso. O raciocínio de que certas pessoas podem fazer de tudo para estacionar, mesmo em
detrimento do direito de outras, não tem explicação fora do conceito de barbárie. Infelizmente, parece que essa
barbárie vem tendendo a crescer entre aqueles que se sentem superiores só porque tiveram condições de comprar
uma tonelada de aço. (Paulo Cesar Marques da Silva, IN: http:/[Link]/artigos/
noticia/2015/01/[Link], acesso dia 04/02/2015). No fragmento “isso porque o veículo foi
fechado por outro, estacionado em fila dupla, sem que a administração tivesse tomado qualquer providência (...)”, o
termo em destaque tem como referente textual:
A) A informação anterior, que trata da condenação da administração do aeroporto.
B) A informação posterior, que explica em detalhes o transtorno do qual o motorista foi vítima.
C) A informação anterior, que fala do usuário que não conseguiu tirar seu carro da vaga.

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D) A informação posterior, que fala da ineficiência do aeroporto.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A
informação anterior, que fala do usuário que não conseguiu tirar seu carro da vaga.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 23
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 83
Emoções mapeadas Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por sentimentos como raiva e felicidade e
conclui que sensações têm caráter universal (Monique Oliveira) Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente.
Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção? A sabedoria popular já sabe que emoções
causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região
do cérebro que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico. Faltava saber exatamente onde essas
mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por
elas. No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade
de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações
quando sentiam uma determinada emoção. Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e
filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem - dor e calor, por exemplo. Com os dados, um
software montou um único circuito para cada emoção - raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa
(chamadas de básicas) e ansiedade, amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas). “Tanto o
computador como outras pessoas reconheceram as emoções descritas, o que denota o seu aspecto universal”,
disse à Folha Riitta Hari, professora da Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da
Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”. Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram
associadas com ativações e calor dos membros superiores. Já as emoções que indicam estado depressivo ou de
tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única
emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro. O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre
distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...] () No segundo parágrafo, o fragmento “[região do cérebro que a
processa]” corresponde a um comentário acessório no qual o pronome “a” resgata o seguinte termo:
A) “afeta”
B) “emoção”
C) “sistema límbico”
D) “região”
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““emoção””.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 24
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 84
A mulher sem medo Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão,
começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto
secreto, que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a mulher sem Medo', uma obra que, imaginava,
poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a
acontecer. Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertência: senão eu grito com você, senão eu bato em você, se não eu
deixo você sem comida. Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às
gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu
queria ficar assustada com as suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher
transformou-se para ele em questão de hona. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. Como fazê-lo?
Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou rato. Resolveu optar pela
barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de
baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga. Voltou para casa e ficou
esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria
numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor. Foi neste momento que o rato apareceu.

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Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei do
Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as
baratas, gritando histericamente. Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às
gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores
problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com
as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobre insetos? Ou aquilo era um
novo tipo de perversão? Aquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque
para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas,
assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo
era uma coisa no mínimo amedrontadora. (SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. [Link], 17 jan.2011. ) No
fragmento "Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam', o pronome possessivo
estabelece uma relação entre o possuidor e a "coisa" possuída. Sobre essa afirmação e o trecho em análise,
assinale a opção correta.
A) o "homem" é o possuidor.
B) a "mulher" é a coisa possuída.
C) "ordens" é o possuidor.
D) "casa" é a coisa possuída.
E) a "mulher" é o possuidor.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “o "homem"
é o possuidor.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 25
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 85
A mulher sem medo Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão,
começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto
secreto, que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a mulher sem Medo', uma obra que, imaginava,
poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a
acontecer. Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertência: senão eu grito com você, senão eu bato em você, se não eu
deixo você sem comida. Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às
gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu
queria ficar assustada com as suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher
transformou-se para ele em questão de hona. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. Como fazê-lo?
Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou rato. Resolveu optar pela
barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de
baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga. Voltou para casa e ficou
esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria
numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor. Foi neste momento que o rato apareceu.
Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei do
Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as
baratas, gritando histericamente. Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às
gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores
problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com
as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobre insetos? Ou aquilo era um
novo tipo de perversão? Aquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque
para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas,
assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo
era uma coisa no mínimo amedrontadora. (SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. [Link], 17 jan.2011. ) Em
todas as opções abaixo, destacam-se termos que cumprem o papel de conectivos na Língua (preposições ou
conjunções); exceto em uma. Assinale-a.
A) "Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão."
B) "Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra."
C) "Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga."

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D) "Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse."
E) "ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente."
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “"Foi até lá e
conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga."”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 26
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 86
Ao relacionar as orações "Não beber!" e "Cerveja engorda!" poderia ser empregado o seguinte conectivo:
A) contudo.
B) caso.
C) porque.
D) à medida que.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “porque.”. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 27
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 87
Texto I Casos de sengue diminuem 97% no Rio de Janeiro (Por Ajemi Nitahara da Agência Brasil, no Rio de
Janeiro) De janeiro a julho deste ano, o número de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro diminuiu 97% na
comparação com igual período de 2013. Até o dia 12 de julho, foram 6.035 casos suspeitos da doença e cinco
mortes. No ano anterior foram 212.231 casos e 39 mortes. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, várias
iniciativas - implementadas desde 2008, quando o Estado registrou a maior epidemia de dengue - levaram a essa
queda. Também contribuíram para a redução, o período de seca prolongado e a imunização da população ao tipo
de vírus circulante. Em 2013 foram identificados os vírus, 1, 3 e 4 e em 2014 circularam os tipo 1 e 4. Um dos
projetis implantados permite o georreferenciamento, em tempo real dos locais visitados pelos agentes municipais
de saúde, que preenchem os dados sobre os focos do mosquito em um smartphone. Outra iniciativa é o prontuário
eletrônico, que auxilia os profissionais das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) no atendimento aos casos
suspeitos de dengue, com a inserção dos dados no sistema, que indica o melhor tratamento de acordo com os
sintomas. Além disso, foi assina convênio, no ano passado, com o Instituto de Microbiologia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro e o governo da Alemanha, por meio do Bernhard Nocht Institute, para pesquisar o
mosquito Aedes aegypti e impedir sua proliferação. O trabalho consiste na captura dos insetos para análise e
catalogação em laboratório, com separação por gênero e caracterização viral. A ideia é criar modelos matemáticos
para antecipar os riscos e auxiliar os gestores e profissionais de saúde na tomada de decisão para prevenir surtos.
O instituto alemão investirá 350 mil euros na pesquisa, que também vai auxiliar no rastreamento antecipado da
entrada do vírus Chikungunya no Estado. O vírus também é transmitido pelo Aedes aegypti, e os sintomas são
parecidos com os da dengue, mas causa também dores nos músculos e articulações, que podem durar meses.
Desde janeiro, foram notificados 20 casos de febre Chikungunya no Brasil, sendo dois no Rio de Janeiro, em
pessoas que viajaram para fora do país. A expressão "Além disso"', que inicia o quarto parágrafo, serve para:
A) apresentar uma informação contrária à anterior.
B) acrescentar uma informação nova.
C) encerrar o assunto.
D) interromper a ideia apresentada.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “acrescentar
uma informação nova.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 28
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 88
Texto I Nos laços (fracos) da internet (Diogo Schelp) As redes sociais na internet congregam 29 milhões de
brasileiros por mês. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil têm o seu perfil estampado
em algum site de relacionamentos. Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer pessoas
– e paquerar, é claro, ou bem mais que isso. (...) Os brasileiros já dominaram o Orkut e, agora, avançam sobre o

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Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou neste ano e a do segundo dobrou. Juntos, esses dois
sites foram visitados por 6 milhões de usuários em maio, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro
minutos na rede, os brasileiros dedicam um a atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do
Ibope Nielsen Online. (...) Qual é o impacto desses sites na maneira como as pessoas se relacionam? Eles, de fato,
diminuem a solidão? Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para
essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais
profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do
que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles, (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos: “Eles precisam de
tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade
necessária de sal”. (...) Os sites de relacionamentos, como qualquer tecnologia, são neutros. São bons ou ruins
dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. Os sites podem
ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses
comuns. (...) Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamentos pode ter um efeito negativo: as pessoas se
isolam e tornam-se dependentes de um mundo de faz de conta, em que só se sentem à vontade para interagir com
os outros protegidas pelo véu da impessoalidade. (...) (Veja, 8 de julho de 2009, ed. 2120 – ano 42 – nº 27) No
fragmento “E nem todo mundo aprendeu a usá-los”, o termo em destaque faz referência ao seguinte núcleo:
A) “relacionamentos”
B) “bons”
C) “ruins”
D) “sites”
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““sites””. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 29
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 89
Texto A vida no lixão de Gramacho – RJ Considerado o maior aterro sanitário da América Latina, o Lixão de
Gramacho é conhecido pelos seus diversos catadores e pelas histórias que ali com eles vivem. Histórias das Ruas
foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade e poder trazer para vocês alguns fatos que não apenas chocam
mas incomodam até mesmo os mais desinteressados. O Lixão se localiza no bairro do Jardim Gramacho, no
município de Duque de Caxias. O local recebe mais de 7 mil toneladas de lixo por dia. O bairro possui 20 mil
habitantes que vivem na miséria e mais de 50% da população tiram sua renda da reciclagem de lixo que catam no
aterro. As pessoas que vivem trabalhando com a reciclagem moram ao redor do aterro, em barracos de madeiras e
papelão, em meio a muita lama e lixo, muito lixo. [...] Adentramos a favela e, tudo o que eu via, me impressionava
muito. Mesmo não sendo a rampa (nome dado à montanha de lixo que é localizada dentro do aterro), a quantidade
de lixo diante dos meus olhos era extremamente exagerada. Ficava difícil até ver o chão, forrado de lixo. Durante a
nossa caminhada, João [um dos catadores] me explicou como era a vida no Lixão. “Aqui nós trabalhamos para
duas empresas que são donas de todo esse lixo. Não podemos trabalhar por conta própria. Enquanto eles se
enriquecem com esse lixo que nós catamos e reciclamos, nós vivemos assim, nessa situação.” O cenário daquela
comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e
crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam
no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam. Além disso,
percebi que não havia saneamento no local. Perguntei ao Sr. João se ele fazia ideia de quantas crianças viviam lá e
ele me respondeu: “Não tem como ter ideia disso. São realmente muitas crianças que vivem no meio desse lixo e
cada vez mais aumenta o número delas.”[...] Conversei com muitas pessoas e pude perceber que a maioria não
queria contar a sua história de vida. Percebi que quase ninguém gostava de tocar no assunto de como foi parar ali;
era um assunto que incomodava a todos e espalhava certa tristeza no ar, tristeza muito mais nítida do que a
pobreza em que eles vivem. O Lixão será desativado até o dia 03/06. Para mim, ficou evidente que aquelas
pessoas que vivem lá dependem daquele lixo para sobreviver, pois é de onde tiram o próprio sustento. Com todos
os moradores que eu consegui conversar, perguntei o que eles iriam fazer e para onde pensarão ir depois que o
Lixão fosse desativado. A resposta era sempre a mesma: “Não sabemos, estamos esperando o governo decidir o
que vai fazer com todo mundo que mora aqui.” Alguns até disseram estar tristes devido ao fato de que o lixão iria
fechar.[...] No dia seguinte, voltando para São Paulo, vi algumas notícias em jornais de grande circulação em todo o
país dizendo que o fim do Lixão de Gramacho marca um novo começo, uma nova vida para os moradores de lá.
Fiquei chocado! Como a imprensa, que tem como principal missão reportar a verdade dos fatos com espírito crítico,
pode manipulá-los a ponto de “sugerir” que o mal é um bem? (Fonte: “Histórias das Ruas foi até lá para conhecer
um pouco dessa realidade” O pronome em destaque presente no trecho acima, foi usado em uma referência:

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A) Temporal uma vez que revela uma realidade futura.
B) Espacial apontando para uma realidade próxima ao interlocutor.
C) Textual retomando uma ideia que já foi expressa.
D) Textual antecipando uma ideia que será expressa.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Textual
retomando uma ideia que já foi expressa.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 30
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 90
A lição do menino milionário Um garoto inglês fez um trabalho escolar para resolver um problema comum: saber
quem está tocando a campainha aciona o celular (o detalhamento está no A invenção ganhou vida, o produto vai
ser comercializado em setembro próximo - e garoto até o próximo ano, a julgar pelas encomendas, será um dos
milionários mais novos do mundo. Esse é um bom jeito de se encarar o futuro da educação. Há cada vez mais
acesso a informação fora da escola, que não consegue acompanhar o ritmo das descobertas. A maioria dos
professores se sente intimidada com o ritmo do conhecimento, distanciando-se dos seus alunos. Além disso, as
novas gerações aprendem coisas na base da tentativa e erro. Uma experiência na Índia (também detalhada no
Catraca Livre) mostra bem isso: deixaram o computador livre numa área da escola, sem nenhum professor ou tutor.
Logo se viu como os meninos e meninas aprendiam sozinhas. Vejo aqui em Havard, uma usina de quase
adolescentes que viram milionários com seus projetos(pessoal do Facebook, por exemplo). Muita gente nem
espera acabar o curso porque já está criando uma empresa. Dois exemplos: Bill Gates e Steve Jobs. Saber como
responder a essa velocidade é um dos maiores desafios da educação. A resposta para mim passa pelo seguinte: a
escola é parte da resposta. O essencial é que o jovem viva numa comunidade de aprendizagem em que possa
experimentar e aprender em diferentes lugares. Portanto, um dos mais importantes papéis da escola, além de
ajudar o estudante a se guiar pelas possibilidades de aprendizagem nos mais diferentes lugares ( a começar dos
virtuais) é desenvolver o prazer do empreendedorismo. No trecho "uma experiência na Índia (também detalhada no
Catraca Livre) mostra bem isso", o pronome destacado refere-se:
A) ao aprendizado na base de tentativa e erro por parte dos jovens.
B) à importância do uso do computador na escola.
C) à intimação sofrida pelos professores.
D) à inteligência dos jovens indianos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ao
aprendizado na base de tentativa e erro por parte dos jovens.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 31
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 121
Leia o texto abaixo e responda as questões. Texto – Detalhes: O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo.
Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele
nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atira-se na sua poltrona
perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo. – Helmuth, o que foi? – Espera Helga. Deixa eu me
controlar primeiro. Toma outro gole de aguardente. – Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma
coisa no baile? – Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo
direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega
a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões!
Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela
porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante,
que eu não digo nada e deixo ela entrar. – Bom, Helmuth. Até aí... – Espera. O baile continua. Tudo normal. Às
vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do
palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E
o príncipe atrás dela. – O príncipe? – Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”!
Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e... - E o quê,
meu Deus? O porteiro esvazia a garrafa com um último gole. – Você não vai acreditar. – Conta! – A tal carruagem.
A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora. – Numa o quê?! – Eu disse que você não ia acreditar. – Uma

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abóbora? – E os cavalos em ratos. – Helmuth... – Não tem mais aguardente? – Acho que você já bebeu demais por
hoje. – Juro que não bebi nada! – Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser
transferido para o almoxarifado. (Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117). Em
relação ao texto apresentado, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ). “Atira-se
na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de café, pelo gargalo." ( ). “Como sempre que tem baile no
palácio, sua mulher raramente o espera com café da manhã reforçado.” ( ). “Toma outro gole de aguardente.” ( ). “O
porteiro esvazia a garrafa com um último gole.” Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima
para baixo.
A) V - V - V - V
B) F - F - V - V
C) F - F - F - F
D) V - V - F - F
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “F - F - V -
V”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 32
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 122
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade) Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema:
praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com
um programa diferente. – Se a gente desse uma de pescador? – Falou. Muniram-se do necessário, desde o caniço
até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional. Lá estavam
felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais,
também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar. – Tem importância não. Daqui a pouco aparecem.
De qualquer modo, estamos curtindo. – É. Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou,
saltaram uns barbudos: – Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa
legal. Saúde. Esporte. Alegria. – Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com
problemas. – Ótimo. – Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da
televisão, estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar? – Que programa é esse? – Aprenda a
Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem. Gostaríamos que vocês fossem
filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em benefício do corpo e da mente. – Pois não. O
grilo* é que não pescamos nada ainda. – Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma
caldeirada logo mais. Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã
cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da
TV ficou radiante: – Um barato*. Vocês estavam ótimos. – Quando é que passa o programa? – Quinta-feira, horário
nobre. Já está sendo anunciado. Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos
reuniram-se no apartamento de um deles – o que tivera a ideia da pescaria. – Vocês vão ver os maiores
pescadores da paróquia* em plena ação. O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da
manhã carioca, trens superlotados da Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas,
enfermeiras, bancários, tudo no batente ou correndo para. O apresentador fez uma pausa, mudou de tom: “–
Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir riqueza e
desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses quatro folgados,
esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada reduz o produto
nacional bruto...” – Canalhas! – Pai, você é um barato*! – E eu que não sabia que você, em vez de ir para o
escritório, vai pescar com a patota*, Roberto! – Se eu pego aqueles safados mato eles. – E o peixe, pai, você não
trouxe o peixe para casa! – Não admito gozação! – Que é que vão dizer amanhã no escritório! – Desliga! Desliga
logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos. (Carlos
Drummond de Andrade.70 Historinhas) Vocabulário Acaba em charuta = Acaba da mesma forma. cuca = cabeça;
mente bossas = novidades grilo = problema um barato = coisa legal, simpática, interessante patota = grupo de
amigos os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias. (Texto adaptado de
“Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14) No texto, há um momento em que a intenção do
escritor é surpreender o leitor. Assinale a alternativa abaixo responsável por essa situação inesperada e
surpreendente.
A) “Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta,
mais piscosa, mais sensacional!”

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B) “Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de um
deles – o que tivera a ideia da pescaria.”
C) “Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos.”
D) “– Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““– Aí estão
esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada
reduz o produto nacional bruto...””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 33
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 123
Automóvel: Sociedade Anônima (Paulo Mendes Campos) Se você quiser, compre um carro; é um conforto
admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está
praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso
quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma
conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro
passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo. Com o carro, você está ampliando seriamente a
economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não
para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do
Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc. Já na
compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos
seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no
que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as
fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de
rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...] Você já pode ir
vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você
estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente
transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma
sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você. Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa
constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores,
olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma
das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim
deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de
francopuxadores. [...] O pronome “você” que ocorre, implícita ou explicitamente, ao longo do texto, faz referência:
A) a um leitor específico que tenha comprado um carro recentemente.
B) aos leitores em geral que pretendam comprar um carro ou não.
C) a um interlocutor conhecido do autor, indicando intimidade.
D) aos leitores que compraram ou pretendem comprar um carro.
E) apenas às pessoas jovens que compraram carros porque gostam.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “aos leitores
que compraram ou pretendem comprar um carro.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 34
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 124
Qual foi o primeiro canal de televisão do mundo? Foi a BBC, da Inglaterra, que começou a funcionar em 1930 e
passou a ter programas regularmente em 1936. No início, a transmissão era em preto e branco e só foi possível
depois de uma evolução tecnológica que contou com a ajuda de pesquisadores de vários países. Já o primeiro
canal de televisão do Brasil e da América do Sul foi a TV Tupi, que entrou no ar pela primeira vez em 1950 e deixou
de funcionar em 1980. (Recreio, nº 275) A partir da leitura do texto acima, assinale a alternativa correta.
A) O primeiro canal mundial foi a TV Tupi, em 1930.
B) Em 1936, primeiro canal de TV mundial não tinha programas regularmente.
C) Somente na Inglaterra houve evolução tecnológica na transmissão de TV.

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D) O primeiro canal de TV brasileiro saiu do ar em 1980.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O primeiro
canal de TV brasileiro saiu do ar em 1980.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 35
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 125
Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa
limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra
estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos,
implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só
em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas
pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino,
risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E
morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o
outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje
briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele
também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio
jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no
gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem
ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de
cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o
pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN,
Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67) O texto propõe uma reflexão acerca dos
comportamentos por meio de uma percepção temporal. Entendendo que as personagens apresentadas são tipos,
ou estereótipos de determinados perfis, de acordo com o texto, pode-se afirmar que:
A) no passado, as caracterizações excluíam os aspectos físicos em prol do caráter.
B) atualmente, o caráter desses “tipos” não é mais considerado, nem suas ações.
C) no passado, as cores das roupas não possuíam qualquer significado simbólico.
D) atualmente, a percepção desses “tipos” é mais fluida, menos categórica.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “atualmente,
a percepção desses “tipos” é mais fluida, menos categórica.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 36
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 126
Leia o texto abaixo e responda a questão. As palavras e as coisas Guimarães Rosa, possivelmente o maior escritor
brasileiro depois de Machado de Assis, dizia que seu sonho era escrever um dicionário. Ignoro se Rosa gostava de
futebol (até onde eu sei, nunca escreveu nada a respeito), mas certamente ele se encantaria com a riqueza
vocabular associada ao esporte mais popular do mundo. Poliglota, cultor dos neologismos formados a partir de
diversos idiomas, o autor de “Sagarana” devia se deliciar com as palavras de origem inglesa aclimatadas ao
português do Brasil por obra e graça do jogo da bola. Trecho retirado de COUTO, José Geraldo, Folha de São
Paulo, 17/07/02. Analise as afirmativas abaixo, sobre Guimarães Rosa, e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( )
Poliglota. ( ) Possivelmente o maior escritor brasileiro. ( ) Inglês. ( ) Jogava futebol. Assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A) V - V - V - F.
B) V - V - F - F.
C) F - V - F - V.
D) F - V - V - V.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “V - V - F -
F.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Página 20
Questão 37
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 127
Reflita sobre a afirmação que está sublinhada. Atualmente, o agricultor conta com inúmeras ferramentas para
realizar o trabalho no campo. Os instrumentos mais simples são: enxada, enxadão, rastelo, foice, ancinho e
carrinho de mão. Assinale a alternativa incorreta sobre as afirmações sublinhadas.
A) A enxada é um instrumento agrícola.
B) O enxadão é considerado um instrumento agrícola simples.
C) O carrinho de mão não pode ser considerado um instrumento agrícola.
D) O rastelo e a foice são instrumentos agrícolas simples.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O carrinho
de mão não pode ser considerado um instrumento agrícola.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 38
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 128
Leia atentamente a afirmação sublinhada: “As bananas são fáceis de se cultivar”. Segundo a afirmação, pode-se
concluir que:
A) Não é difícil cultivar bananas.
B) Não é fácil cultivar bananas.
C) Cultivar frutas é muito difícil.
D) Cultivar frutas é razoavelmente fácil.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Não é difícil
cultivar bananas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 39
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 129
Texto O pavão Esses dias, limpando os armários empoeirados do tempo, encontrei um exemplar do Jornal “O
Globo”, de primeiro de agosto de 1960, eu nem tinha nascido ainda, era coisa do meu pai. Comecei a folhear e
bater os olhos em notícias antigas, eis que me deparei com uma crônica de Rubem Braga! Que grata
surpresa...reconheci nela o maestro das palavras. Resolvi trazê-la para lermos, como uma singela homenagem a
um grande escritor que nos deixou a exatos 23 anos. Coloquei uma foto do texto original e, logo abaixo, o
transcrevi. Assim começa a crônica: “Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é
um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não
há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é
um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o
mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade”. Ainda Rubem
Braga, notado pelo lirismo com que abordava o cotidiano, a simplicidade, a vida diária em suas crônicas, vai nos
abarcando quando une o pavão ao amor, isso é genialidade! Vejam: “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh!
minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos
recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico”. Perceberam como um assunto tão
comum se torna poesia no trato dado por uma mente perspicaz, um discurso plausível e uma alma sensível? Então,
esses são os qualificativos encontrados na maioria de seus textos, pelo menos é assim que os senti... Isso mesmo:
texto é sentido. Fonte/Autor: BRAGA, Rubem. O pavão. O Globo. Rio de Janeiro, 1 ago. 1960. Acervo da Fundação
Casa de Rui Barbosa; Portal da Crônica Brasileira.
A) Segundo o autor, um pavão só ostentava o seu esplendor na época do império.
B) O autor pesquisou sobre pavão em alguns livros.
C) O autor afirma que nem todas as cores nas penas do pavão existem, pois, nelas, não há pigmentos para tantas
cores.
D) Segundo o autor, na pena de um pavão, há minúsculas bolhas d'água, as quais fragmentam a luz como em um
prisma.
Gabarito: A

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Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Segundo o
autor, um pavão só ostentava o seu esplendor na época do império.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 40
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 130
Texto 02 A Feiticeira A Feiticeira (Bewitched) é uma série de televisão norte-americana transmitida de 1964 a 1972
pela rede de televisão norte-americana ABC. Sucesso internacional em dezenas de países, nos quais foi exibida,
foi estrelada por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York (1964–1969) e, posteriormente, por Dick
Sargent (1969- 1972). A série conta a história de uma feiticeira (Samantha) que se casa com um homem mortal
(James) e promete levar a vida de uma típica dona de casa suburbana americana. Entretanto, esse desejo vai por
água abaixo, devido às constantes interferências da família de Samantha, principalmente, de sua mãe Endora.
Sucesso nos Estados Unidos, a série se tornou a segunda atração mais vista no país em seu ano de estreia e a
mais longa série televisiva com temática sobrenatural durante os anos 60 e 70. Ao longo de suas oito temporadas,
a série foi indicada aos prêmios mais respeitados da TV, entre eles, 4 Globos de Ouro e 22 Prêmios Emmy. Sendo
que o momento mais memorável foi quando a atriz Marion Lorne ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em
comédia pela performance de Tia Clara. Lorne faleceu apenas dez dias antes da cerimônia e Elizabeth
Montgomery recebeu o prêmio em nome da atriz. (Texto adaptado da revista Época “Saiba mais sobre a série de
TV A Feiticeira – Luciana Borges – . No que se refere à compreensão e à interpretação do texto 02, assinale, dentre
as alternativas abaixo, a que não está em concordância com as informações apresentadas.
A) A Feiticeira é uma série de televisão norte- americana.
B) A série obteve sucesso internacional em vários países.
C) A série foi exibida pela rede de televisão ABC no período de 1964 a 1972.
D) A série foi estrelada por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York (1969-1972) e, posteriormente,
por Dick Sargent (1964–1969).
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A série foi
estrelada por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York (1969-1972) e, posteriormente, por Dick Sargent
(1964–1969).”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 41
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 131
A Beleza do Alce Eliseu Antonio A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho. Todos os animais que
foram beber água viram suas imagens refletidas no lago. O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora.
O alce continuou admirando a sua imagem: - Mas que bela cabeça eu tenho. De repente, observando as próprias
pernas, ficou desapontado e disse: “Nunca tinha reparado nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda
a minha beleza!” Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um
bando de lobos que afugentara todos os seus companheiros. Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce
correu assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase
ao alcance dos lobos. Por fim, o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras.
Ao perceber que já estava a salvo, o alce exclamou aliviado: “Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase
me fizeram morrer! Ah, se não fossem as minhas pernas!” ( Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro
(V) ou Falso (F). ( ) O alce não percebeu quando os lobos apareceram porque estava distraído à beira do lago. ( ) A
parte do corpo que o alce mais admirava não foi capaz de salvar a sua vida. ( ) Nem todos os animais que foram
beber água no lago foram afugentados pelo bando de lobos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de cima para baixo.
A) V, F, F.
B) V, V, F.
C) F, V, V.
D) F, F, V.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “V, V, F.”. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 42
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 132

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A partir da leitura da tirinha abaixo, responda a questão. Assinale a alternativa que preencha corretamente a
lacuna. O texto afirma, no primeiro quadrinho, que a mulher não será uma esposa mandona. No entanto, ela age de
forma contrária quando:
A) afirma que não tentará mudar o marido.
B) diz que ele pode ler todos os livros que quiser.
C) deixa claro sobre as tarefas de casa que ele terá que fazer.
D) fala em casamento.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “deixa claro
sobre as tarefas de casa que ele terá que fazer.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 43
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 133
O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. E os dados sobre essa doença são contrastantes:
enquanto ela é uma das principais causas de morte de mulheres, também é o tipo de câncer com a maior taxa de
cura. O que separa um resultado de outro é, naturalmente, o diagnóstico precoce. Hoje, o autoexame das mamas e
a mamografia são prevenções efetivas, que buscam pequenos nódulos indicativos do início do problema. Agora,
porém, médicos querem tornar o diagnóstico mais simples, prático e preciso: segundo um estudo da Faculdade de
Medicina da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, um exame de sangue poderia detectar um câncer de
mama 5 anos antes de aparecerem os sinais detectados pelos exames atuais. A lógica do estudo foi não focar nas
concentrações de células cancerígenas, que são justamente o que causam o nódulo, mas sim nos antígenos
produzidos por elas. Antígeno, vale lembrar, é toda substância que desencadeia uma resposta imune do
organismo, ativando nosso sistema de defesa. A hipótese dos pesquisadores era a de que as células cancerígenas,
desde quando são muito poucas, já produzem proteínas que agem como antígenos. Detectar no sangue os
anticorpos desencadeados por esses antígenos seria uma forma mais prática de detectar o câncer de mama em
estágio inicial. Para testar essa hipótese, a equipe coletou amostras de sangue de 90 pacientes
recém-diagnosticados com câncer de mama e 90 amostras de pacientes sem o problema, para servir como grupo
de controle. Fonte: por-exame-de-sangue-ate-5-anos-antes-de-sinais-aparecerem/ De acordo com a interpretação
do texto, assinale a alternativa correta.
A) A estratégia de iniciar o texto apresentando o câncer de mama como o segundo mais comum do mundo, para
logo em seguida apresentar o tipo de câncer mais comum do mundo, tem a intenção de informar e, ao mesmo
tempo, chocar o leitor.
B) Ao gerar curiosidade no leitor sobre qual é o tipo de câncer mais fatal na população mundial, o texto expõe o
contraste entre esses dois tipos de câncer.
C) O texto gera uma relação de proporção necessária: quanto maior a chance de cura da doença maior o número
de vítimas fatais.
D) O diagnóstico precoce separa o câncer de mama - segundo tipo de câncer mais comum no mundo - do tipo de
câncer mais comum no mundo.
E) Os antígenos produzidos pelo organismo poderiam, segundo um estudo, ser identificados por exames de
sangue, otimizando o diagnóstico do câncer em relação a outros exames existentes.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Os
antígenos produzidos pelo organismo poderiam, segundo um estudo, ser identificados por exames de sangue,
otimizando o diagnóstico do câncer em relação a outros exames existentes.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 44
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 135
Texto I Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava
as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam-se
às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira. Como não sabia
falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o
barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma
palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e

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à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso. - Inferno, inferno. Não acreditava
que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse
dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito
menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um
cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,
pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o
desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela
estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. (RAMOS, Graciliano. Vidas
Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60) A partir de um entendimento global do texto, nota-se que
a relação entre pais e filhos era marcada por:
A) admiração recíproca.
B) violência revidada.
C) agressões naturalizadas.
D) afetos silenciados.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “agressões
naturalizadas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 45
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 136
Leia o trecho a seguir para responder a questão. Trem Bala - Ana Vilela [...] A gente não pode ter tudo Qual seria a
graça do mundo se fosse assim? Por isso eu prefiro sorrisos E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim [...]
Segura teu filho no colo Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui Que a vida é trem-bala parceiro E a gente
é só passageiro prestes a partir [...] Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: I. A música
apresenta uma encadeação de pareceres de como se ter um viver mais jucundo II. Há a presença de uma
indagação sobre os haveres humanos e uma posição convergente ao processo de busca por estes ideais. III.
Amparar os filhos e dar atenção e apreço aos pais é algo vultoso. Estão corretas as afirmativas:
A) I e II apenas.
B) II e III apenas.
C) I apenas.
D) I e III apenas.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “I e III
apenas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 46
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 137
Analise o poema abaixo para responder a questão. “O deus verme” Fator universal do transformismo. Filho da
teleológica matéria, Na superabundância ou na miséria, Verme - é o seu nome obscuro de batismo. Jamais
emprega o acérrimo exorcismo Em sua diária ocupação funérea, E vive em contubérnio com a bactéria, Livre das
roupas do antropomorfismo. Almoça a podridão das drupas agras, Janta hidrópicos, rói vísceras magras E dos
defuntos novos incha a mão... Ah! Para ele é que a carne podre fica, E no inventário da matéria rica Cabe aos seus
filhos a maior porção! (Augusto dos Anjos) O trecho a seguir apresenta ações da personagem. Observe: “Janta
Hidrópicos, rói vísceras magras”. Assinale a alternativa que apresenta a correta explicação do trecho destacado.
A) Se alimenta da parte hídrica, sangues e líquidos do cérebro, mastiga as carnes secas.
B) Degusta das partes cartilaginosas, rói os olhos primeiro, pois não possuem gordura.
C) Prefere alimentos naturais, principalmente carne da parede do estômago e intestino.
D) Come a acumulação mórbida de serosidade em qualquer parte do corpo, corta com os dentes os órgãos sem
gordura.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Come a
acumulação mórbida de serosidade em qualquer parte do corpo, corta com os dentes os órgãos sem gordura.”. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 47

Página 24
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 138
Leia com atenção um trecho de uma reportagem sobre “Mães solo” para responder à questão a seguir. (Adaptado)
É muito comum escutarmos por aí as pessoas utilizando a expressão “mãe solteira” para se referir àquelas
mulheres que criam sozinhas os seus filhos. E por que não é adequado utilizarmos essa expressão? O termo “mãe
solo” surgiu como uma forma de dar enfoque ao compromisso assumido pela mãe em se responsabilizar pelos
cuidados da criança por ela gerada ou adotada. Mas é importante entendermos a maternidade como algo muito
complexo, que se dá para além do estado civil da mulher. Se o pai não divide a criação com a mãe igualitariamente,
50 a 50% do tempo, ela ainda será considerada uma mãe solo – mesmo que ele coloque seu nome na certidão do
filho(a), pague a pensão que deve e veja a criança algumas vezes durante a semana. (...) Infelizmente ainda existe
uma cultura que viabiliza esse comportamento masculino de isenção perante a paternidade, mas o contrário parece
impensável paraas mulheres, que ainda são alvo de críticas, caso não cumpram suas funções maternas de
maneira esperada. Segundo dados colhidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2005,
10,5 milhões de famílias já eram compostas por mulheres sem cônjuge e com filhos, sendo elas as principais
responsáveis pela criação dos mesmos. Nos últimos 10 anos, o número de “mães solo” no Brasil aumentou em
mais de um milhão. Ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade caiu de 2,38 filhos por mulher para 1,9, em 2010.
Esse decréscimo está ligado ao aumento da escolaridade feminina, que teve sua presença intensificada tanto no
ensino médio como nas universidades, superando os números masculinos neste mesmo processo. A partir da
leitura e interpretação do texto, assinale a alternativa incorreta.
A) De acordo com o texto, o termo “mãe solo” faz referência a mulheres que assumiram completamente ou
majoritariamente os cuidados e a responsabilidade por seus filhos.
B) O termo “mãe solo” não discrimina a maternidade adotiva podendo ser empregado para referir-se tanto a mães
de filhos biológicos como de filhos adotivos.
C) A diferença de uso das expressões “mãe solteira” e “mãe solo” reside no fato de deslocar a compreensão da
maternidade para além do estado civil da mulher.
D) O decréscimo do número de “mães solo” no Brasil se deve, entre outros fatores, ao aumento da escolaridade
feminina.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O
decréscimo do número de “mães solo” no Brasil se deve, entre outros fatores, ao aumento da escolaridade feminina.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 48
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 139
Leia a tirinha de Mauricio de Sousa para responder a questão. De acordo com o texto, é correto afirmar que:
A) O Cascão deu um nó nas orelhas do coelho.
B) O Cebolinha ficou suando de nervoso com as ameaças da Mônica.
C) A Mônica não tinha certeza do verdadeiro culpado.
D) O Cebolinha não estava inocente na história.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O
Cebolinha não estava inocente na história.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 49
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 140
De acordo com a charge, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. O humor da charge
resulta da conclusão que a personagem chega sobre as empresas que anunciam produtos na TV. II. O pensamento
da personagem, no último quadrinho, é irrelevante para a mensagem da charge. III. O uso de aspas sobre algumas
palavras, no primeiro quadrinho, foi utilizado para destacar a fala de alguém, ou seja, é exemplo de discurso
indireto. IV. A expressão “Os malditos”, presente no último quadrinho, funciona como sujeito composto porque
representa muitas pessoas e está no plural.
A) I, II e III estão corretas.
B) I, III e IV estão corretas.
C) Apenas a IV está correta.
D) Apenas a I está correta.

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Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Apenas a I
está correta.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 50
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 141
Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula
Calçade, para responder a questão. Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)
Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder
chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos
debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que
eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena
para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado
à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares. “A maneira como os garotos são
criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o
psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível
atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa
construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm
dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com
raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos
uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César
Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015. (Fonte: Nova Escola) Leia
atentamente o texto e assinale a alternativa correta.
A) Por não serem escritas, as regras que definem o conceito de masculinidades geram dúvidas, impedindo que
todos os meninos as sigam.
B) Os homens e meninos que não seguem os códigos da masculinidade tradicional tornam-se vulneráveis à
violência, por serem considerados “femininos”, ao se unirem afetivamente a pessoas do mesmo sexo, formando
entre si pares afetivos.
C) Na frase ”Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina.”, o
pesquisador defende que a escola é um espaço onde se pode permitir o comportamento masculino tradicional,
estimulando a competição e performance, para obter, assim, melhores resultados pedagógicos.
D) A fala de Caio Cesar Santos vai ao encontro da fala de William Pollack, já que ambas discorrem sobre a
dificuldade masculina de expressar sentimentos e emoções.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A fala de
Caio Cesar Santos vai ao encontro da fala de William Pollack, já que ambas discorrem sobre a dificuldade masculina
de expressar sentimentos e emoções.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 51
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 142
Leia o texto abaixo para responder a questão. Proibidos, lixões ainda são utilizados para descarte de resíduos no
Brasil Uma das soluções é a transferência dos trabalhadores para cooperativas de reciclagem, experiência pela
qual passou a cearense Lúcia. A cearense Lúcia Fernandes do Nascimento é uma entre milhões de brasileiros que
não tiveram infância. A vida era dura em Reriutaba, interior do Estado, onde ela nasceu e de onde saiu aos 10
anos, com os pais e 13 irmãos, para ir morar em Brasília. O trabalho duro a ajudou a forjar sua identidade. Mas sua
essência natural, de cearense típica, já estava presente na fala direta, expansiva e na personalidade forte.
Começou a trabalhar uma semana após ter chegado ao Planalto Central. Aos 10 anos, em uma casa de família.
Ironicamente, tinha de cuidar dos filhos dos patrões. Justamente ela, uma criança.[...] “Comecei a trabalhar no lixão
sem saber muito dos perigos. De repente fui me dando conta. A lembrança mais forte foi no dia que perdi minha
amiga Glaice. Trabalhávamos juntas, conversávamos, dividíamos sonhos e frustrações. Ela morreu no chão da
Estrutural, depois que uma carreta tombou em cima dela”, conta. [...] O objetivo de Lúcia de se transferir do lixão
ficou facilitado em 2010, com a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Houve então
enquadramento jurídico que permitiu que cooperativas relacionadas à coleta de lixo fossem contratadas
formalmente como prestadoras de serviço. A transferência para galpões veio depois de muita luta e reivindicação.
Mas ela destaca ainda que o processo de convencimento dos catadores, de que eles não perderiam seu
ganha-pão, também foi muito difícil. [...] “No lixão não tinha INSS, não tinha segurança, não tinha refeitório digno,

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não tinha um banheiro, não tinha local de trabalho digno. Hoje temos tudo isso. Nunca deixei de lutar.” Com o fim
do lixão em 2018, os resíduos passaram a ser depositados, e tratados, no Aterro Sanitário de Brasília. O Distrito
Federal tem cerca de 1,3 mil catadores de materiais recicláveis, com o governo cedendo cinco espaços, dois deles
só para a recuperação de resíduos.[...] Eugenio Goussinsky, do R7. No texto, há vários trechos em que aparece a
fala direta de Lúcia Fernandes. Assinale a alternativa em que aparece uma expressão não dita por Lúcia.
A) Ela morreu no chão da Estrutural, depois que uma carreta tombou em cima dela.
B) No lixão não tinha INSS, não tinha segurança, não tinha refeitório digno.
C) Mas sua essência natural, de cearense típica, já estava presente na fala direta.
D) Comecei a trabalhar no lixão sem saber muito dos perigos.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Mas sua
essência natural, de cearense típica, já estava presente na fala direta.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 52
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 143
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. “e nem adianta seu pai, do outro lado da porta
trancada pelo menino emburrado, dizer que sua mãe já volta” Nesse trecho, percebe-se uma característica do
comportamento do menino, que permite classificá-lo como:
A) disciplinado.
B) mimado.
C) organizado.
D) fragilizado.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “mimado.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 53
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 144
Texto I Após a guerra (Lima Barreto) Decididamente, os homens não tomam juízo e mesmo a Morte, que deve ser
a soberana de todos nós, é impotente para nos pôr na cachola um pouco de bom senso elementar. Há um ano que
as hostilidades entre povos de diversos feitios e estágios de civilização foram suspensas, após uma carnificina
nunca vista nos anais da história escrita. As mais cruéis campanhas da antiguidade, com os seus massacres
subsequentes, nada são comparadas com essa guerra que se desdobrou por todo o antigo continente. Cidades,
aldeias, monumentos insubstituíveis do passado foram destruídos, sem dó nem piedade, à bala de canhões
descomunais e pelo fogo implacável. Aquela região da Europa que, depois da Itália, é das mais interessantes sob o
ponto de vista artístico, além de outros, foi calcada aos pés pelos exércitos alemães, arrasada, queimada. Quero
falar da Flandres, tanto a belga como a francesa. O espetáculo após a guerra é de uma tristeza sem limites. Não é
daquela grandiosa tristeza do Oceano que nos leva a grandes pensamentos; é o de uma tristeza que nos arrasta a
pensar na imensa maldade da espécie humana. Não se sente isso só no que se vê ou se tem notícia por aqueles
que viram; mas também na fome, na miséria que lavra nas populações dos países vencidos e vencedores. Coisas
mais invisíveis ainda enchem-nos dessa tristeza inqualificável que nos faz maldizer a espécie humana, a sua
inteligência, a sua capacidade de aproveitar as forças naturais, de aprender um pouco do mistério das coisas, para
fazer tanto mal. Os nascimentos, se não diminuíram aqui e ali, a mortalidade infantil aumentou e as crianças
defeituosas ou sem peso normal surgiram à luz em número maior que nos transatos anos de paz. A atividade
intelectual toda ela se orientou para os malefícios da guerra; e foi um nunca acabar de inventar engenhos
mortíferos ou aumentar o poder dos já existentes. Os químicos, os maiores, trataram de combinar nos seus
laboratórios corpos de modo a obter gases que fossem portadores da morte e misturas incendiárias que o mesmo
fizessem. [...] Texto II A Rosa de Hiroshima (Vinicius de Moraes) Pensem nas crianças Mudas, Telepáticas Pensem
nas meninas Cegas, inexatas Pensem nas mulheres Rotas, Alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálida Mas
oh! Não se esqueçam Da rosa, da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e
inválida A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor, sem perfume Sem rosa, sem nada O texto I e o texto II
dialogam entre si. Sobre esse diálogo é correto afirmar que:
A) possuem apenas o tema em comum uma vez que os autores apresentam avaliações antagônicas sobre os
efeitos da guerra.

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B) aproximam quanto à abordagem do tema já que priorizam tratar dos resultados da guerra e não de suas causas.
C) a diferenciação de suas estruturas faz com que, embora tratem do mesmo tema, o primeiro texto seja
essencialmente objetivo e o segundo, não.
D) os dois textos explicitam o tema que abordam evidenciando tratar-se de posicionamentos acerca da guerra.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “aproximam
quanto à abordagem do tema já que priorizam tratar dos resultados da guerra e não de suas causas.”. As demais
extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 54
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 145
Texto Estranhas Gentilezas (Ivan Angelo) Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as pessoas nas
grandes cidades não têm o hábito da gentileza. Não é por ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos
ônibus, no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de espera, nos embates familiares, e depois economizam
com a gente. Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns dias para cá. Tratam-me com inquietante
delicadeza. Já captava aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de asas de borboleta, quase nada. A
impressão de que há algo estranho tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um vizinho que já fora meu
amigo telefonou- me desfazendo o engano que nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e que afinal
resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a amizade, mas a inimizade morria ali. Como disse, eu vinha
desconfiando tenuemente de algumas amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em meu espírito a hipótese de
uma trama, que já mobilizava até pessoas distantes. E as próximas? Tenho reparado. As próximas telefonam
amáveis, sem motivo. Durante o telefonema fico aguardando o assunto que estaria embrulhado nos enfeites da
conversa, e ele não sai. Um número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com acenos de cabeça.
Mulheres, antes esquivas, sorriem transitáveis nas ruas dos Jardins¹. Num restaurante caro, o maître², com uma
piscadela, fura a demorada fila de executivos à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um homem de
pasta que parecia impaciente à minha frente me cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca na
avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da
noite. [...] Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é este? Que vão pedir em troca de tanta gentileza?
Aguardo, meio apreensivo, meio feliz. Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco, desço pelas
escadas porque alguém segura o elevador lá em cima, o segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de
entrar na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam meus cheques para pagar contas em nome de minha
mulher, saio mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando a vida entre bólidos³, um caminhão joga-me
água suja de uma poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no apartamento, sento-me ao
computador e ponho-me de novo a sonhar com gentilezas. Vocabulário: ¹bairro Jardim Paulista, um dos mais
requintados de São Paulo ²funcionário que coordena agendamentos entre outras coisas nos restaurantes ³carros
muito velozes As frases interrogativas que formam o quinto parágrafo indicam questionamentos:
A) das pessoas em geral.
B) do narrador.
C) do leitor.
D) do vizinho do narrador.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “do
narrador.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 55
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 146
Texto O retrato (Ivan Angelo) O homem, de barba grisalha mal-aparada, vestindo jeans azuis, camisa xadrez e
jaqueta de couro, sentou-se no banquinho alto do balcão do botequim e ficou esperando sem pressa que o rapaz
viesse atendê-lo. O rapaz fazia um suco de laranjas para o mecânico que comia uma coxa de frango fria. O homem
tirou uma caderneta do bolso, extraiu de dentro dela uma fotografia e pôs-se a olhá-la. Olhou-a tanto e tão
fixamente que seus olhos ficaram vermelhos. Contraiu os lábios, segurando-se para não chorar; a cara contraiu-se
como uma máscara de teatro trágico. O rapaz serviu o suco e perguntou ao homem o que ele queria. O homem
disse “nada não, obrigado”, guardou a foto, saiu do botequim e desapareceu. Considere o fragmento abaixo para
responder à questão seguinte. “O homem, de barba grisalha mal-aparada, vestindo jeans azuis, camisa xadrez e
jaqueta de couro, sentou-se no banquinho alto do balcão do botequim e ficou esperando sem pressa que o rapaz
viesse atendê-lo.” No fragmento em análise, o narrador busca dar destaque à caracterização:

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A) de um possível cliente.
B) do botequim.
C) do funcionário do botequim.
D) dos velhos em geral.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “de um
possível cliente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 56
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 147
Texto Diálogos Ele telefonou aflitíssimo. - Preciso marcar um horário, não é para mim, é para minha filha. - Que
idade tem sua filha? - Quinze anos. - Ela quer vir? - Quer, quer... Chegam na consulta antes da hora. Agitado, ele
fala muito, essa é minha filha, desejo que fale com ela, que a convença a não viajar. A garota, adolescente,
mal-humorada, queixo projetado pra cima, boca cerrada com determinação. - Vamos entrar? Ana convida os dois. -
Não, não, ela entra sozinha. A menina levanta-se e dirige-se para a sala de consulta. - O que trouxe vocês aqui? -
Nada, não tenho o que falar, não tenho o que discutir, não queria vir, não preciso vir aqui. Já falei para o meu pai. -
Mas já que veio, não poderia contar do que se trata? - Quero viajar, encontrar minha mãe que mora fora, quero ir
morar com ela. Meus pais são separados, ele não quer me deixar, mas vou assim mesmo. - Você tentou falar com
ele? - Não adianta, ele não quer ouvir, e por isso que minha mãe foi embora e eu não quero mais falar disso.
(Estaria repetindo o gesto da mãe, indo embora sem conversa, sem explicação?) - Parece que o diálogo não é
bem-vindo em sua casa. - Não, levanta-se para sair, não é isso. - Talvez quisesse que seu pai conversasse com
você, em vez de lhe trazer para falar com uma psicóloga que não conhece nem pediu pra conhecer. Esse é o único
momento em que Maria olha de fato para Ana. - É isso mesmo, diz e dirige-se à porta. Na sala de espera, Ana diz
ao pai: - Sua filha quer que você fale com ela, quer ser ouvida por você, não por mim. Ela não tem o que falar para
mim, mas tem muito a dizer a você. - Não, não, não sei falar com ela, não entendo o que ela diz, é igual à mãe, por
isso a trouxe aqui, para que você fale com ela. - Vamos então falar juntos? - Não, não posso. Levantam-se e saem
para nunca mais voltar. (LOEB, Sylvia. Diálogos. In: ____. Contos do divã. Cotia: Ateliê Editorial, 2007. P. 73)
Assinale a alternativa correta. É possível perceber uma relação entre a estrutura e o tema do texto acima,
sobretudo porque o texto é organizado por falas, o que:
A) combina com uma prática comum na casa da menina Maia.
B) indica a vontade de Maria de conversar com a psicóloga.
C) mostra o hábito de conversar, típico das famílias.
D) contrasta-se com a incapacidade dialógica do pai.
E) revela os diálogos realizados entre o marido e a ex-mulher.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“contrasta-se com a incapacidade dialógica do pai.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 57
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 148
Texto Diálogos Ele telefonou aflitíssimo. - Preciso marcar um horário, não é para mim, é para minha filha. - Que
idade tem sua filha? - Quinze anos. - Ela quer vir? - Quer, quer... Chegam na consulta antes da hora. Agitado, ele
fala muito, essa é minha filha, desejo que fale com ela, que a convença a não viajar. A garota, adolescente,
mal-humorada, queixo projetado pra cima, boca cerrada com determinação. - Vamos entrar? Ana convida os dois. -
Não, não, ela entra sozinha. A menina levanta-se e dirige-se para a sala de consulta. - O que trouxe vocês aqui? -
Nada, não tenho o que falar, não tenho o que discutir, não queria vir, não preciso vir aqui. Já falei para o meu pai. -
Mas já que veio, não poderia contar do que se trata? - Quero viajar, encontrar minha mãe que mora fora, quero ir
morar com ela. Meus pais são separados, ele não quer me deixar, mas vou assim mesmo. - Você tentou falar com
ele? - Não adianta, ele não quer ouvir, e por isso que minha mãe foi embora e eu não quero mais falar disso.
(Estaria repetindo o gesto da mãe, indo embora sem conversa, sem explicação?) - Parece que o diálogo não é
bem-vindo em sua casa. - Não, levanta-se para sair, não é isso. - Talvez quisesse que seu pai conversasse com
você, em vez de lhe trazer para falar com uma psicóloga que não conhece nem pediu pra conhecer. Esse é o único
momento em que Maria olha de fato para Ana. - É isso mesmo, diz e dirige-se à porta. Na sala de espera, Ana diz
ao pai: - Sua filha quer que você fale com ela, quer ser ouvida por você, não por mim. Ela não tem o que falar para
mim, mas tem muito a dizer a você. - Não, não, não sei falar com ela, não entendo o que ela diz, é igual à mãe, por

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isso a trouxe aqui, para que você fale com ela. - Vamos então falar juntos? - Não, não posso. Levantam-se e saem
para nunca mais voltar. (LOEB, Sylvia. Diálogos. In: ____. Contos do divã. Cotia: Ateliê Editorial, 2007. P. 73)
Assinale a alternativa correta. Em relação ao texto, pode-se perceber que:
A) após inúmeras tentativas, o pai não conseguiu conversar com a filha.
B) o pai procurou uma psicóloga para reforçar o desejo da filha.
C) a psicóloga já conhecia a ex-mulher do homem que foi à consulta.
D) a filha procurou uma psicóloga, pois precisava muito conversar com alguém.
E) o pai não dialogava com a filha, semelhantemente, ao que fazia com sua ex.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “o pai não
dialogava com a filha, semelhantemente, ao que fazia com sua ex.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 58
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 149
Texto O vencedor: uma visão alternativa Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente castigado. Não era de
espantar: estava inteiramente fora de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham produzido seus
efeitos. O combativo boxeador de outrora, o homem que, para muitos, fora estrela do pugilismo mundial, estava
reduzido a um verdadeiro trapo. O público não tinha a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os
palavrões. De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de ter recebido um cruzado devastador, Raul ergueu
a cabeça e viu, sentada na primeira fila, sua sobrinha Dóris, filha do falecido Alberto. A menina fitava-o com o olhos
cheios de lágrimas. Um olhar que trespassou Raul como uma punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu
renascer em si a energia que fizera dele a fera do ringue. De um salto, pôs-se de pé e partiu como um touro para
cima do adversário. A princípio o público não se deu conta do que estava acontecendo. Mas quando os fãs
perceberam que uma verdadeira ressurreição se tinha operado, passaram a incentivá-lo. Depois de uma saraivada
de golpes certeiros e violentíssimos, o adversário foi ao chão. O juiz procedeu à contagem regulamentar e
proclamou Raul o vencedor. Todos aplaudiram. Todos deliraram de alegria. Menos este que conta a história. Este
que conta a história era o adversário. Este que conta a história era o que estava caído. Este que conta a história era
o derrotado. Ai, Deus. (SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.58-59) De
acordo com o entendimento do texto, pode se afirmar que a expressão “uma visão alternativa”, presente no título,
justifica-se:
A) pela descrição da superação das adversidades enfrentadas pelo vencedor.
B) por sugerir ao leitor que vencer nem sempre é o mais importante em uma luta.
C) pelo fato de a narrativa ter sido apresentada a partir da perspectiva do vencido.
D) por evidenciar que as pessoas sempre compreendem as fraquezas dos lutadores.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “pelo fato de
a narrativa ter sido apresentada a partir da perspectiva do vencido.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 59
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 150
Texto Camelos e beija-flores... (Rubem Alves) A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que
todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos
dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’.
Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e
beija-flores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário,
corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confiando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era
para falar de camelos e beija-flores, só falou de camelos. Foram-se os beija-flores engolidos pelos camelos...
Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afirmação: “A estória não quer ser história. A
estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha filha era pequena eu lhe
inventava estórias. Ela, ao final, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu ficava sem lhe poder
responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória
não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no
tempo, e que estão definitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não

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aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por
sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que
me reflete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”,
tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma
vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma.
Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e
beija-flores... Ao confrontar “estórias” e “histórias”, o texto estabelece pares antitéticos com palavras ou
expressões. Assinale a opção em que, respectivamente, essa oposição NÃO se evidencia.
A) “beija-flores” / “camelos”.
B) “coisas que não aconteceram nunca” / “coisas que aconteceram de verdade”.
C) “tempo do nunca mais” / “era uma vez, há muito tempo”.
D) “tempo da ressurreição”/ “tempo da morte”.
E) “mito de Narciso” / “referência a Guimarães Rosa e ao Tutameia ”.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““mito de
Narciso” / “referência a Guimarães Rosa e ao Tutameia ”.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 60
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 151
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Chuva e Educação Sobe o nível da água e baixa o da educação.
Pego um táxi para vir trabalhar e, na primeira esquina, Juscelino Kubitschek com Bandeira Paulista, uma moça
muito bonita baixa o vidro de seu super BMW, olha de um lado e de outro e joga um saco plástico no chão. De
repente a moça ficou feia. Desci do táxi, peguei o saco e coloquei-o na lixeira mais próxima. Ela viu. E foi embora
rindo como uma hiena (as hienas que me desculpem). Ficou ainda mais feia aquela moça. Já entrando na rua
Joaquim Floriano, vi voar da janela de um ônibus uma garrafa pet que rolou direto para o bueiro. Aí não deu para
parar o táxi e pegar a garrafa. Continuei minha viagem pensando em como deve ser duro administrar uma cidade
tão grande e com gente tão mal- educada. É por culpa de gente assim, de tão baixo nível, que estamos debaixo
d´água. (H. M. Folha de S. Paulo, 31/01/2010) Considerando o período “Sobe o nível da água e baixa o da
educação.” (1º§) e as ideias apresentadas no texto, percebe-se que o autor sugere:
A) a primeira ação motiva a segunda.
B) não há relação entre as duas ações.
C) a primeira ação anula a segunda.
D) as duas ações são irrelevantes.
E) a segunda ação explica a primeira.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a segunda
ação explica a primeira.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 61
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 152
Texto I A janta A pior hora era a do jantar. Despois da escola, todo mundo chegava a mil. Tinha o banho, a mãe
atormentada com aquele tanto de criança fazendo algazarra, molhando tudo, bagunçando a casa limpa que tanto
trabalho devia ter dado pra limpar. Ela era a mais velha. A mais levada também. Atordoava a mãe, hoje ela sabe.
As brigas pela televisão, o lugar no sofá... Era também a mais mandona. Sempre querendo que os irmãos fizessem
assim, fizessem assado. Depois tudo ia se acalmando, uns cochilavam no sofá, outros no chão. Vez por outra saía
um arranca-rabo. Ela impunha respeito, senão a mãe vinha brigar. Afinal, ela era a mais velha. Ela ficava
esperando o bife. Era um sinal. Demorava sempre. A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando
do outro, ficava brava, voltava pra cozinha. Depois voltava a passar pela sala, ignorando a reclamação dos irmãos.
Tinham fome. Ia até a porta e ficava lá. Às vezes pegava de prosa com uma vizinha. Demorando... E ela ali,
fingindo prestar atenção na televisão, preocupada com o bife. De repente, a mãe passava de volta, sumindo pra
dentro. Então vinha o chiado da frigideira, o cheirinho da carne na chapa. Os irmãos se exercitavam. A mãe
começava a trazer as travessas pra sala. Vinha, voltava, vinha e voltava. Demorava. Finalmente trazia a travessa
dos bifes, a criançada já sentada em volta da mesa. A mãe não deixava ninguém comer enquanto ela não se
sentasse. E ela sempre parecia que não ia sentar nunca. Então, quando não tinha mais jeito, sentava. Começava a

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servir o arroz, o feijão, o bife já esfriando, filho por filho, prato por prato. A criançada se acalmava, boca cheia. Só o
mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podiam ser ouvidos. Ninguém olhava pra ninguém, todos
concentrados na comida. Ninguém olhava o lugar vazio do pai assombrando todo mundo. (AMARAL, Tata. A janta.
In: ____. Hollywood: depois do terreno baldio. São Paulo: O nome da rosa, 2007. p 59) Embora seja narrado em
terceira pessoa, nota-se que o texto acompanha a perspectiva:
A) da mãe, caracterizada como uma figura omissa.
B) da filha mais velha ao lembrar-se de si no passado.
C) dos irmãos marcados pelas brigas ao longo do dia.
D) de um vizinho que não participava das ações.
E) do pai representado pela sua figura assombrada.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “da filha
mais velha ao lembrar-se de si no passado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 62
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 153
Texto Setenta anos, por que não? Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com
a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então
viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença
crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura? [...] Pois se
minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com
vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas
coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar
uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente
namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo
isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer
sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga. [...] Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar
tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da
própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o
amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar
uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções
para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos.
Precisa acreditar em alguma coisa. (LUFT, Lya. In: No segundo parágrafo do texto a autora sugere que:
A) o hábito da leitura indica que a pessoa está envelhecendo
B) as pessoas idosas, atualmente, têm mais ânimo que as jovens
C) a noção de velhice não se altera independente da época
D) os idosos de hoje ocupam-se a ponto de esquecer a família
E) as pessoas idosas, atualmente, aproveitam melhor a vida
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “as pessoas
idosas, atualmente, aproveitam melhor a vida”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 63
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 154
( Na tirinha, a associação entre as linguagens verbal e não-verbal sugere que a personagem Mafalda:
A) convida o amigo para vivenciar experiências decorrentes da passagem do tempo.
B) questiona a real necessidade da marcação da passagem do tempo.
C) critica a rapidez na passagem do tempo por culpa dos relógios.
D) sugere novas possibilidades de marcação do tempo em função de experiências pessoais.
E) espanta-se diante da constatação de que ainda há muito tempo pela frente.
Gabarito: E

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Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “espanta-se
diante da constatação de que ainda há muito tempo pela frente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 64
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 155
Texto I O que é filosofia? Querida Sofia, Muitas pessoas têm hobbies diferentes. Algumas colecionam moedas e
selos antigos, outras gostam de trabalhos manuais, outras ainda dedicam quase todo o seu tempo livre a uma
determinada modalidade de esporte. Também há os que gostam de ler. Mas os tipos de leitura também são muito
diferentes. Alguns leem apenas jornais ou gibis, outros gostam de romances, outros ainda preferem livros sobre
temas diversos como astronomia, a vida dos animais ou as novas descobertas da tecnologia. Se me interesso por
cavalos ou pedras preciosas, não posso querer que todos os outros tenham o mesmo interesse. Se fico grudado na
televisão assistindo a todas as transmissões de esporte, tenho que aceitar que outras pessoas achem o esporte
uma chatice. Mas será que alguma coisa interessa a todos? Será que existe alguma coisa que concerne a todos,
não importando quem são ou onde se encontram? Sim, querida Sofia, existem questões que deveriam interessar a
todas as pessoas. E é sobre tais questões que trata este curso. Qual é a coisa mais importante da vida? Se
fazemos esta pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, a resposta será: a comida. Se fazemos a
mesma pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta será: o calor. E quando perguntamos a alguém
que se sente sozinho e isolado, então certamente a resposta será: a companhia de outras pessoas. Mas, uma vez
satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise? Os filósofos
acham que sim. Eles acham que o ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer. E
precisa também de amor e cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos. Nós temos a
necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos. Portanto, interessar-se em saber por que vivemos não é
um interesse “casual” como colecionar selos por exemplo. Quem se interessa por tais questões toca um problema
que vem sendo discutido pelo homem praticamente desde quando passamos a habitar este planeta. A questão de
saber como surgiu o universo, a Terra e a vida por aqui é uma questão maior e mais importante do que saber quem
ganhou mais medalhas de ouro nos últimos Jogos Olímpicos. (GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995. p.24-25) Ao questionar uma pessoa sobre o que ela considera a “coisa mais
importante da vida”, o autor revela que:
A) as necessidades essenciais são sempre de ordem material.
B) o que diferencia as necessidades é a situação em que a pessoa está.
C) a necessidade de entender a si e ao mundo sobrepõe-se a todas as outras.
D) as necessidades estão relacionadas ao gosto pessoal do indivíduo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “o que
diferencia as necessidades é a situação em que a pessoa está.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 65
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 156
O direito à privacidade como elo da cidadania Quando o STF vier a julgar a ação de inconstitucionalidade movida
pela Associação Nacional dos Editores de Livros contra o artigo do Código Civil que prevê a autorização para
biografias comercializadas, os juizes estarão, mais uma vez, diante do dilema da Justiça, dos dois pratos da
balança e qual deles fazer pesar mais com sua força. A liberdade de expressão de um lado e o direito à privacidade
do outro, e cada juiz, ainda uma vez, diante do ato de decidir pela garantia de ambos estabelecida na Carta Magna.
Ora, se preferirem dar ganho de causa à Adin dos editores, fortemente apoiada pelos meios de comunicação (TVs
em especial), estarão contrariando os que, do outro lado, clamam pela garantia do seu direito à privacidade. Se a
estes contemplarem com seu voto, estarão contrariando os primeiros, os grandes interessados em que vidas
pessoais sejam livremente retratadas, transformadas em ativos comerciais de grande valor para a montagem do
espetáculo midiático que está, hoje em dia, para muito além do interesse público na circulação da informação, o
jornalismo. Independentemente do que venha a decidir o STF em relação à questão, nós da associação Procure
Saber, no âmbito do nosso pequeno foro e em que pesem as tantas dúvidas e posições entre nós, resolvemos
exercer o nosso direito democrático de associação, de opinião e de manifestação, levando a público o nosso
propósito de defender o direito à privacidade como elo importante da cadeia da cidadania soberana, chamando a
atenção de toda a sociedade para a necessidade de amplo e profundo debate em torno desse tema, da delicada
situação em que se encontra esse prato da balança do direito civil em nosso tempo, a privacidade, o que ela
significa, o que ainda é possível fazer para que ela tenha sentido, para que os que ainda nela creem e confiam

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possam encontrar nas regras, nas normas e nas leis alguma garantia. O debate afinal toma corpo, podendo
contribuir para posicionamentos mais conscientes, mais maduros e mais equilibrados sobre que tipo de vida
queremos e podemos viver, se os indivíduos nos confins de suas vidas privadas ainda devem ser levados em
conta, ainda reconhecidos e respeitados em seus direitos ou se já não importam mais. Temos tido sempre
justificado apreço pelos que, ao longo da História, se mostram capazes de compreender os dilemas e contradições
da vida em sociedade e que, apesar da dor e do sofrimento dessa condição trágica, estão dispostos a reconhecer
de que lado estão. Como disse Francisco Bosco referindo-se ao dilema entre o interesse público e o privado, em
seu escrito neste jornal, semana passada, é o princípio da soberania decisória sobre a vida privada que deve
prevalecer. É a mesma, nossa opinião. (Gilberto Gil, O Globo, 15/10/2013) Em seu artigo, já no primeiro parágrafo,
Gilberto Gil procura estabelecer os limites de sua abordagem, apresentando-nos o tema que será desenvolvido. A
alternativa em que isso está corretamente indicado é:
A) O texto de Gilberto Gil falará sobre a necessidade de respeitar, sempre, todas as decisões do STF,
independente da questão, embora também abra espaço para apresentar visões opostas a sua.
B) O texto fala sobre a livre comercialização das autobiografias, temática cuja discussão envolve argumentos de
ordem financeira e emocional.
C) O texto falará sobre alguns problemas encontrados no Código Civil, e a polêmica das biografias servirá como
exemplo para Gil embasar suas críticas.
D) O texto falará sobre a polêmica da liberação das biografias não autorizadas evidenciando os distintos
posicionamentos a respeito, inclusive o do autor.
E) O texto falará sobre os dilemas vivenciados pela justiça em várias esferas, seja nas propostas da Carta Magna
seja nos entraves do Código Civil.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O texto
falará sobre a polêmica da liberação das biografias não autorizadas evidenciando os distintos posicionamentos a
respeito, inclusive o do autor.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 66
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 157
A arte de escrever “Há, portanto, uma arte de escrever - que é a redação. Não é uma prerrogativa dos literatos,
senão uma atividade social indispensável, para a qual falta, não obstante, muitas vezes, uma preparação
preliminar. A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da
fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio. O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e
a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
Impõe-se igualmente a visualização de um objetivo definido. Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem
o que vai escrever. Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou
no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos
dizer, a importância que há em dizê-lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter
negativo de mero exercício formal, como tem na escola. Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio,
capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há
apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem. Por outro lado, a arte de escrever, na
medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na
nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade
por este ângulo. [...] A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino
escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma
disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado,
escreveram." (JOAQUIM MATTOSO CÂMARA JR. Manual de expressão oral & escrita. 7a. Edição, Vozes,
Petrópolís, 1983.) No segundo e no terceiro parágrafos, o autor compara a arte de escrever à arte de falar. Assinale
a alternativa que apresenta uma análise correta da proposta feita pelo autor:
A) A fala é superior à escrita, independente do contexto.
B) A escrita beneficia-se do improviso tanto quanto a fala.
C) A organização das ideias é um aspecto essencial na fala e na escrita.
D) A linguagem do dia a dia é determinante para uma boa redação.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A
organização das ideias é um aspecto essencial na fala e na escrita.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente

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ou contradizem informações do enunciado.

Questão 67
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 158
A arte de escrever “Há, portanto, uma arte de escrever - que é a redação. Não é uma prerrogativa dos literatos,
senão uma atividade social indispensável, para a qual falta, não obstante, muitas vezes, uma preparação
preliminar. A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da
fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio. O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e
a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
Impõe-se igualmente a visualização de um objetivo definido. Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem
o que vai escrever. Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou
no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos
dizer, a importância que há em dizê-lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter
negativo de mero exercício formal, como tem na escola. Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio,
capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há
apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem. Por outro lado, a arte de escrever, na
medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na
nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade
por este ângulo. [...] A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino
escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma
disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado,
escreveram." (JOAQUIM MATTOSO CÂMARA JR. Manual de expressão oral & escrita. 7a. Edição, Vozes,
Petrópolís, 1983.) No texto, a palavra “redação" assume dois significados: a arte de escrever e as produções
escritas restritas ao universo escolar. Nesse sentido, segundo o texto, pode-se inferir que:
A) As produções escolares auxiliam na tarefa de escrever bem porque estimulam a reflexão dos alunos.
B) A escrita, na escola, é apenas o cumprimento de uma formalidade, dificultando o desenvolvimento das
habilidades necessárias para escrever bem.
C) A arte de escrever é inata ao aluno, e independente dos estímulos, quem domina a língua portuguesa escreverá
bem sempre.
D) A arte de escrever seria a capacidade de criar bons textos escolares, pois esse é o único reduto da vida em
sociedade onde a escrita está atrelada ao sucesso.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A escrita, na
escola, é apenas o cumprimento de uma formalidade, dificultando o desenvolvimento das habilidades necessárias para
escrever bem.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 68
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 159
Também tem de ser verdade (Jennifer ann Thomas) A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas
levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar
com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas
de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de
possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se
toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a
humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade,
da indústria e de consumidores, para implantá-la. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo. A
Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser
acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias
absorve energia suficiente para produzir 16 watts-hora, o suficiente para recarregar a bateria de um smartphone
duas vezes no dia. Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser
sustentáveis - e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso
pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com
fontes sujas). [...] A fundadora da Changers, Daniela Schieffer, afirma: "Todos adoram falar da necessidade de
cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum
lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes". (Revista Veja, de 15/04/15 - adaptado)
Considerando o sentido global do texto, pode-se afirmar que a referência à startup alemã Changers cumpre o
seguinte papel:

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A) revelar a superioridade da tecnologia alemã em relação às demais encontradas em outros países.
B) fragilizar a ideia de que é possível a implantação gradativa de energia solar como alternativa para o consumo.
C) ilustrar que, havendo vontade por parte da indústria e dos consumidores, vislumbram-se novas alternativas de
energia.
D) demonstrar o interesse internacional em atingir mercados consumidores como o brasileiro.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ilustrar que,
havendo vontade por parte da indústria e dos consumidores, vislumbram-se novas alternativas de energia.”. As demais
extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 69
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 160
Fuga (Fernando Sabino) Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela
sala, fazendo um barulho infernal. - Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar. Com três anos já sabia
reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só
empurrando uma cadeira. - Pois então para de empurrar a cadeira. - Eu vou embora – foi a resposta. Distraído, o
pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão as suas coisinhas, enrolandoas num
pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma
chave (onde diabo meteram a chave da despensa? - a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha
enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante. A calma que baixou então
na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua
aberta, correu até o portão: - Viu um menino saindo desta casa? – gritou para o operário que descansava diante da
obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio. - Saiu agora mesmo com a trouxinha – informou ele. Correu até a
esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia
deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e – saíra de casa prevenido – uma
moeda de 1 cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à Avenida, como disposto a
atirar-se diante do ônibus que surgia a distância. - Meu filho, cuidado! O ônibus deu uma freada brusca, uma
guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai
precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho: - Que susto você me passou, meu filho – e
apertava-o contra o peito, comovido. - Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai
pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas: - Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu
pai. - Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de
fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa. - Fique aí quietinho, está ouvindo?
Papai está trabalhando. - Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou. A fala do menino em “-
Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.” deve ser compreendida no texto como uma atitude:
A) de revolta diante da bronca que recebeu do pai.
B) de carinho ao reconhecer o quanto o pai se importava com ele.
C) de inocência sem ter ciência da gravidade do que poderia ocorrer.
D) de inconformismo já que ele queria continuar seu projeto de fuga.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “de
inocência sem ter ciência da gravidade do que poderia ocorrer.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 70
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 161
Texto Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se à medida que vive. Se "ler livros" geralmente se aprende nos
bancos da cola, outras leituras se aprendem por aí, na chamada escola da vida: a leitura do voo das arribações que
indicam a seca [...] independe da aprendizagem formal e se perfaz na interação cotidiana como o mundo das
coisas e dos outros. Como entre tais coisas e tais outros incluem-se também livros e leitores, fecha-se o círculo:
lê-se para entender o mundo, para viver melhor. em nossa cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo
e de vida, mais intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar na escola, mas não
pode (nem costuma) encerrar-se nela. Do mundo da leitura à leitura do mundo, o trajeto se cumpre sempre
refazendo-se, inclusive, por um vice-versa que transforma a leitura em prática circular e infinita. Como fonte de
saber e de sabedoria, a leitura não esgota seu poder de sedução nos estreitos círculos da escola. (Marisa Lajolo.
Do mundo da Leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993. p.7) No primeiro parágrafo do texto, a autora

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fala em "outras leituras" que podem ser entendidas como:
A) os livros adotados nas escolas, mas que também podem ser lidos em casa.
B) a leitura de experiências das ações e dos objetos que formam a realidade o indivíduo.
C) os manuais que orientam na execução de tarefas como tratar da seca.
D) as leituras feitas nos bancos das escolas, frequentados pela maioria das pessoas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a leitura de
experiências das ações e dos objetos que formam a realidade o indivíduo.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 71
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 162
Texto Cidadão (Zé Ramalho) Compositor: Lúcio Barbosa Tá vendo aquele edifício moço Ajudei a levantar Foi um
tempo de aflição, era quatro condução Duas pra ir, duas pra voltar Hoje depois dele pronto Olho pra cima e fico
tonto Mas me vem um cidadão E me diz desconfiado "Tu tá aí admirado? Ou tá querendo roubar?" Meu domingo tá
perdido Vou pra casa entristecido Dá vontade de beber E pra aumentar meu tédio Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer Tá vendo aquele colégio moço? Eu também trabalhei lá Lá eu quase me arrebento Fiz a
massa, pus cimento Ajudei a rebocar Minha filha inocente Vem pra mim toda contente "Pai vou me matricular" Mas
me diz um cidadão: "Criança de pé no chão Aqui não pode estudar" Essa dor doeu mais forte Porque que é que eu
deixei o norte? Eu me pus a me dizer Lá a seca castigava Mas o pouco que eu plantava Tinha direito a comer Tá
vendo aquela igreja moço? Onde o padre diz amém Pus o sino e o badalo Enchi minha mão de calo Lá eu trabalhei
também Lá foi que valeu a pena Tem quermesse, tem novena E o padre me deixa entrar Foi lá que Cristo me disse
"Rapaz deixe de tolice Não se deixe amedrontar Fui eu quem criou a terra Enchi o rio, fiz a serra Não deixei nada
faltar Hoje o homem criou asas E na maioria das casas Eu também não posso entrar Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra Não deixei nada faltar Hoje o homem criou asas E na maioria das casas Eu também não
posso entrar" Na última parte do texto, estabelece-se uma importante comparação entre:
A) o operário e Cristo
B) o padre e Cristo
C) o operário e a Igreja
D) o padre e a Igreja
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “o operário e
Cristo”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 72
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 163
Texto II Por dentro do seguro residencial E, se acidentes inevitáveis, o mesmo não se pode dizer da surpresa ao
descobrir que o contrato não previa a cobertura para aquele infortúnio que acaba de acontecer. Embora a Susep
determine coberturas mínimas para essa categoria de seguro, elas podem não atender às necessidades do
morador. "Consumidores tendem a acreditar que o seguro residencial é garantia para todo tipo de ocorrência, mas
a indenização só ocorre se o sinistro estiver descrito no contrato", afirma Mariana Alves Tomero, advogada do
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec ). (Veja, 06/08/14) A citação da advogada, ao final do texto,
cumpre melhor o papel de:
A) negar o que foi exposto anteriormente.
B) exemplificar as informações apresentadas.
C) reforçar a ideia defendida.
D) questionar o que foi dito anteriormente.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “reforçar a
ideia defendida.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 73
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 164

Página 37
Ao final do texto, percebe-se que haverá investimento para pesquisas de uma outra doença: a febre Chikungunya.
Sobre essa febre, é correto afirmar que:
A) não provoca dores.
B) apresenta sintomas bem diferentes dos da dengue.
C) não ocorreu ainda no Brasil.
D) seu vírus também transmitido pelo Aedes aegypti.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “seu vírus
também transmitido pelo Aedes aegypti.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 74
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 165
Texto I Nos laços (fracos) da internet (Diogo Schelp) As redes sociais na internet congregam 29 milhões de
brasileiros por mês. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil têm o seu perfil estampado
em algum site de relacionamentos. Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer pessoas
– e paquerar, é claro, ou bem mais que isso. (...) Os brasileiros já dominaram o Orkut e, agora, avançam sobre o
Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou neste ano e a do segundo dobrou. Juntos, esses dois
sites foram visitados por 6 milhões de usuários em maio, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro
minutos na rede, os brasileiros dedicam um a atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do
Ibope Nielsen Online. (...) Qual é o impacto desses sites na maneira como as pessoas se relacionam? Eles, de fato,
diminuem a solidão? Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para
essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais
profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do
que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles, (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos: “Eles precisam de
tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade
necessária de sal”. (...) Os sites de relacionamentos, como qualquer tecnologia, são neutros. São bons ou ruins
dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. Os sites podem
ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses
comuns. (...) Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamentos pode ter um efeito negativo: as pessoas se
isolam e tornam-se dependentes de um mundo de faz de conta, em que só se sentem à vontade para interagir com
os outros protegidas pelo véu da impessoalidade. (...) (Veja, 8 de julho de 2009, ed. 2120 – ano 42 – nº 27) A ideia
apresentada no título é melhor retomada por meio do seguinte fragmento:
A) “A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais”
B) “Eles, de fato, diminuem a solidão?”
C) “Os sites de relacionamentos, como qualquer tecnologia, são neutros.”
D) “Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamentos pode ter um efeito negativo:”
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““A internet
tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 75
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 166
Para responder à questão, leia o texto abaixo, de Zeca Baleiro. Sucesso e fracasso O sucesso tornou-se um valor
em si, não a consequência de um empreendimento Zeca Baleiro Nas viradas de ano, costuma-se fazer muitos
votos. De felicidade, saúde, amor, harmonia e paz. Costuma-se fazer votos de sucesso também. A propósito, o
sucesso nunca esteve tão na moda quanto hoje. Nossos dicionários dizem que a palavra vem do latim successus e
significa “aquilo que sucede, acontecimento, fato, ocorrência; qualquer resultado de um negócio; entrada, abertura;
aproximação, chegada; bom êxito, triunfo, bom resultado; pessoa ou coisa vitoriosa de grande prestígio e/ou
popularidade (livro, filme, peça teatral, autor, artista, etc.)”. Na nossa era, porém, “sucesso” tem sentido mais banal
e comezinho. Ainda significa êxito e triunfo, mas nem sempre com mérito. O sujeito pode fazer uma música
ordinária e ser um “artista de sucesso”; o anônimo pode vencer um game ridículo e patético na tevê e ser um
“homem de sucesso”; a moça bonita pode ter feito uma única coisa na vida: mostrou tripas e útero na revista
masculina, e isso basta para que ela seja imediatamente alçada à condição de “mulher de sucesso”; o jogador
mediano, longe de ser um gênio, teve um dia inspirado (ou um empresário de gênio) e se tornou assim, em

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minutos, um “atleta de sucesso”... O sucesso tornou-se um valor em si, não a consequência de um
empreendimento, necessariamente, e hoje está quase que inevitavelmente associado à fama. Andam de braços
dados. Se tem fama, tem sucesso. Ledo engano. Conheço famosos que vivem a pão e água – logo, sem “triunfo” –,
e outros que fazem uma ginástica danada para manter o circo de aparências. Mas o que me interessa agora é falar
sobre o “fracasso”, primo-irmão do “sucesso”. Na canção “Velho bode”, letra do genial poeta Sergio Natureza, um e
outro são postos lado a lado: “Você foi um sucesso / na minha vida o meu lado do avesso... / você é um fracasso /
do meu lado esquerdo do peito...” A música, parceria com o compositor Sérgio Sampaio, não foi um grande
sucesso popular, mas tornou-se um hit cult, “maldito”, como quase toda a obra de Sampaio, ele próprio dono de
uma biografia intrigante, uma história clássica de ascensão e declínio. Em 1973, o artista capixaba emplacou o
mega-hit “Eu Quero É botar Meu bloco na Rua”, cujo compacto (para os com menos de 30 anos, “pequeno single
de vinil”) vendeu 500 mil cópias, cifra astronômica para a época. A marcha-rancho lírica e de refrão poderoso
tornou-se um hino contra a repressão política e social daqueles tempos de domínio militar. Depois desse grande
sucesso pontual, Sergio gravaria três álbuns antológicos que passaram despercebidos pelo grande público, o que o
fez amargar um ostracismo cruel que o levaria à morte prematura em 1994, vitimado por uma pancreatite. Hoje,
começa a ser descoberto e gravado por novos artistas e bandas e a ter o seu tamanho artístico justamente
avaliado. O baiano Tom Zé, um dos fundadores do tropicalismo e hoje uma lenda viva da música brasileira, já disse
ao que veio na chegada, quando se apresentou nos anos 60 no programa de calouros “Escada para o Sucesso”
cantando a sátira explícita “Rampa para o fracasso”. Contam que, no final dos anos 80,Tom Zé estaria desiludido
com a carreira por conta dos “fracassos” de seus discos e sem o espaço devido na mídia e nos palcos. Estava de
malas prontas para voltar à sua natal Irará, onde iria administrar o posto de gasolina de um parente, quando
recebeu o telefonema de David byrne, bandleader da icônica banda Talking Heads e caçador de pérolas musicais.
byrne teria descoberto seu disco “Estudando o Samba” num sebo e desejava lançá-lo pelo Luakabop, selo de sua
propriedade e destinado a lançar suas descobertas mundo afora. Daí por diante a história com final feliz é
conhecida de quase todos. “Mantenha-se forte diante do fracasso e livre diante do sucesso”, diz frase atribuída ao
gênio francês Jean Cocteau. Pode soar como um disparate esta outra frase do mesmo autorque transcrevo a
seguir, mas a meu ver ela trata do mesmo assunto: “Deus não teria alcançado o grande público sem a ajuda do
diabo.” Assinale a alternativa em que a citação não está de acordo com a ideia defendida pelo autor do texto:
A) “A diferença entre pessoas comuns e pessoas bemsucedidas é a percepção e resposta ao fracasso." (John
Maxwell)
B) A maioria dos sucessos brotam de um obstáculo ou fracasso. Eu me tornei um desenhista porque falhei em
minha meta de me tornar um executivo de sucesso." (Scott Adams, sobre a fama de "Dilbert).
C) “Por trás de toda pessoa bem sucedida existe um monte de anos mal sucedidos." (bob brown).
D) "A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso." (Ralph Waldo Emerson)
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “"A
confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso." (Ralph Waldo Emerson)”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 76
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 167
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço
da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou-se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e
digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se
suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo." Levantou-se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca
no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no
fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois
acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O
suicidio substitui o final. O suicídio é o final." Levantou-se, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou
pensando. Lembrou-se de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da
cadeira e voltando ao computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrar-se deles,
senão passaria o resto da vida reescrevendo-os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No
caso, o livro livra-se do escritor." Levantou-se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no
pescoço. Lembrara-se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há
escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem
escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas
esqueceram-se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantou-se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou-se de novo.

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Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao
final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua
experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota." Desta vez não se
levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia.
Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de
borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e
sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso ? Ele releu o que tinha escrito.
Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia
seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere as afirmações abaixo. I.O fato de o personagem do texto ser escritor é
irrelevante para a história. II.O personagem queria se suicidar porque não conseguia publicar seu livro. De acordo
com o texto, está correto o que se afirma em
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “nenhuma”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 77
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 168
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA,
ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada,
Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um e-mail assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei
ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois
filhos e dois netos, entristece-me pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que
tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo
as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado
com o e-mail e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você.
Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira
emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu
senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o
silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade
insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou
olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo
que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem
mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida:
"casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva"
e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo-me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca
lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha,
sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum
modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a
mim... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que
você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com
desdém sorridente para minha tentativa de alcançá-la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a
bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que
me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou-se em me espezinhar, tendo eu sofrido
muito vendo-a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da
música "Four-leaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half-back do
time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo-a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes,
não eu, debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. Devo dizer também que fui crescendo e
enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina,
alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo
mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você
certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dando-me revistinhas de mulher
nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época
eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá

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no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me
impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas
terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado
do Catete, os famosos rendez-vous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas
como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram
intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. Não conversamos
nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos
diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu
tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e
sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um
orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada,
casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor-de-corno e de
desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas
quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira
sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: "... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão... "
Beijo tardio, do Jabor. Considere as afirmações que seguem. I. A expressão "minhas incursões pelo mundo do
pecado" faz referência à sua descoberta do sexo enquanto adolescente. II. Ao dizer que sempre sentiu atração por
meninas que lhe causavam medo, o autor afirma que gosta de mulheres bravas e pouco simpáticas. III. O autor
lembra-se da "namorada secreta" com ternura, pois ela foi a única a despertar nele o amor. Está correto o que se
afirma em
A) somente I
B) somente II
C) somente III
D) I e III
E) I e II
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “somente I”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 78
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 169
Oração Ao Tempo Caetano Veloso És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo
tempo Vou te fazer um pedido Tempo tempo tempo tempo... Compositor de destinos Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo Entro num acordo contigo Tempo tempo tempo tempo... Por seres tão inventivo E
pareceres contínuo Tempo tempo tempo tempo És um dos deuses mais lindos Tempo tempo tempo tempo... Que
sejas ainda mais vivo No som do meu estribilho Tempo tempo tempo tempo Considere as afirmações que seguem.
I. Predomina, na letra, o sentido figurado das palavras. II. O autor faz do tempo seu interlocutor, dirigindo-se a ele
nos versos. Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “I e II”. As
demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 79
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 170
Para a questão leia o texto abaixo, de Zeca Baleiro. Máquinas voadoras O sonhos de voar nasce com o primeiro
homem, assim como a ambição da arte O sonhos de voar não começa com o compositor e cantor Biafra ("voar,
voar, subir, subir, ir por onde for..."). Nem com Santos ¬Dumont ou os irmãos Wright. Tampouco com o padre
Bartolomeu de Gusmão, pioneiro que deu os primeiros passos - digo, voos - no projeto de balão a gás, bem lá
atrás, ainda no comecinho do século XVIII. Nem teve início com Ícaro, personagem da mitologia grega que voou

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com as asas de cera, mas não resistiu à tentação infantil (e demasiadamente humana) de se aproximar do Sol, e
por isso teve as asas derretidas. O sonho de voar nasce com o primeiro homem, assim como a surgidos da
insatisfação inerente a raça humana, do desejo de ir além de nosso pequeno destino. Heróis que voam há às
centenas no imaginário pop - do Super-Homem ao Homem-Aranha (ok, não voa, mas se pendura em teias do ar);
do Homem-Pássaro ao Surfista Prateado (tá bem, não voa, mas surfa no éter). Há ainda os personagens que não
voam, mas usam apetrechos para tal empreitada, e aqui é quase impossível não lembrar - com inevitável ternura -
da família futurista criada nos anos 60 pelos gênios da animação William Hanna e Joseph Barbera: "Os Jetsons".
Sucesso no Brasil entre os anos 60 e 80, o desenho da simpática família foi certeiro em suas despretensiosas
"profecias". Pois os Jetsons locomoviam-se em esteiras rolantes, tinham uma robô como empregada doméstica e
andavam em veículos que voavam a uma razoável altura. Todas, ideias hoje plausíveis e não tão absurdas assim.
Também em "De Volta para o Futuro", Michael J. Fox subiu aos ares no seu Delorean, varando as eras num voo
delirante - outra fantasia recorrente do homem, esta de se teletransportar de uma época a outra. Não duvido que
estejamos chegando perto de realizar algumas dessas antigas fantasias humanas. E o anúncio do projeto
Matternet, um carro que voa, é a prova inconteste do avanço científico nesse departamento. O projeto surge com
destinação assistencialista e começa a ser formatado - pasmem! - no Haiti, com apoio da vizinha República
Dominicana. Segundo seus idealizadores, o propósito é ter acesso a áreas inóspita como a área rural africana e
lugares devastados por catástrofes (como o próprio Haiti) para levar medicamentos e mantimentos aos
necessitados. Prometem para 2012 uma versão aperfeiçoados do atual protótipo, que já tem experimentado seus
primeiros rasantes. Apesar do objetivo nobre, temo que a sanha industrial e consumista absorva o projeto. Já
vislumbro assim - não eu exatamente, mas minha porção mais pessimista - um pequeno inferno congestionado a
meia altura do solo, com motoristas voadores estressados querendo sair no braço sem pisar o chão. Imagino a
cena de cinema americano de quinta: a Marginal Tietê tomada por carros planando a alguns palmos de nossa
cabeça, pra lá e pra cá, num caos de arrepiar, ruidoso e ameaçador. Claro que não precisarão disputar espaço com
helicópteros e aviões, que ocuparão faixas mais altas do espaço aéreo. E pensar que há cerca de 150 anos o poeta
romântico baiano Castro Alves decretara que "a praça é do povo como o céu é do condor". A praça há tempos não
é mais do povo. E o céu já parece ter outros donos. Considere as afirmações que seguem. I. Ao comparar a arte ao
desejo de voar, o autor afirma que a criação artística é uma atividade a que se aspira, mas não é realizável. II. Ao
dizer que o desejo de voar é inerente ao homem, o autor afirma que se trata de uma aspiração presente em
qualquer época da humanidade. Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “somente II”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 80
Origem: portugues [Link] • questão original 6
Texto II “Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo assim... Estávamos rodeados
pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela nos
rodeava e cercava bem de perto, mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira veio fazer
reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava amanhecendo, ela se retirou, e
começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra. Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão matar você’, os
soldados não me deixavam ir, ‘não vê que já está clareando?” Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e
arrastei-o por oito horas, usando um cinto que amarrei na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e,
de cabeça quente, me deu cinco dias de prisão pela ausência sem autorização. Mas o comandante substituto do
regimento reagiu de outra forma: ‘Merece uma medalha’. Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos
dezenove anos meus cabelos ficaram brancos. Aos dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus dois
pulmões, a segunda bala passou no meio de duas vértebras. Minhas pernas ficaram paralisadas... E fui dada como
morta... Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não acredito. É uma criança!
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham me enterrado...” (Nadiéjda
Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão de metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de
mulher, de Svetlana Aleksiévitch, 2016, p. 77-78) 4 No primeiro parágrafo, um tempo verbal é empregado para
referir-se a ações que apresentavam certo prolongamento e continuidade, que não eram apenas pontuais. Trata-se
do:
A) presente do Indicativo.

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B) pretérito imperfeito do Indicativo.
C) pretérito perfeito do Indicativo.
D) futuro do pretérito do Indicativo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “pretérito
imperfeito do Indicativo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 81
Origem: portugues [Link] • questão original 7
TEXTO 01 Dez entre dez americanos preferem hambúrguer O hambúrguer foi introduzido pelos alemães na Feira
Mundial de St. Louis, Missouri, em 1904, recebeu o nome do porto de Hamburgo, na Alemanha. O nome
“hambúrguer” vem de “carne no pão”, ao contrário do que se acredita, não há presunto (presuntu / prezunto /
presunto) nele. Hoje o hambúrguer é o fast-food mais popular do mundo e doze mil pessoas pedem um a cada
minuto nos Estados Unidos! Há diversos estilos de hambúrgueres (hambúrgueris / hambúrgueres / hambúrgeres)
ou se pode pedir outras coisas em um pão. Da próxima vez, experimente um hambúrguer de peixe, um hambúrguer
de frango ou até mesmo um hambúrguer vegetariano. O sucesso do hambúrguer tradicional servido em fast-foods
foi tão grande que a moda agora é o hambúrguer gourmet, que é feito artesanalmente com ingredientes
(ingredientes / ingredrientes / ingridientes) simples, porém muito mais saborosos. Quando já dominar o preparo do
hambúrguer tradicional, experimente variar com cordeiro, carne de caça, peixes e até mesmo com cogumelos.
Adaptado de ês%20Ens-%[Link] e guer-gourmet- preparar-casa/.
A) Modo imperativo.
B) Modo subjuntivo.
C) Modo indicativo.
D) Modo superlativo.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Modo
imperativo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 82
Origem: portugues [Link] • questão original 10
Analise o texto abaixo e responda à questão Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados
de petróleo Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma
alternativa competitiva a outras formas de plástico [...] Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera
ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de
ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis,
conhecidos propulsores da crise climática no mundo. Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State
University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de
petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material
baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera. A descoberta, publicada na Science
Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os
resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais
limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...] [Link] 6
No trecho: “...conhecidos propulsores da crise climática no mundo”. A palavra sublinhada é sinônima de:
A) impulsionadores.
B) inibidores.
C) bloqueadores.
D) mecanismos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“impulsionadores.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 83
Origem: portugues [Link] • questão original 16

Página 43
Amor com cabeça de oito Seu Manéu era o carroceiro da nossa rua e também o único carroceiro que eu conhecia.
Quando eu tinha oito, não entendia que quando um pai de família é carroceiro isso quer dizer que ele não tem
muita escolha de sustento. Na minha cabeça de oito, ser carroceiro era algo incrível, uma profissão de controle, um
ser dono de uma carruagem própria, mas é claro que eu também não pensava na malvadeza que era pro coitado
do jumento, que puxava no espinhaço um monte de tijolo, de mudança, de terra, de qualquer coisa empilhada que
obrigassem o jumento a puxar. Feito um pai de família sem opção de sustento, o jumento era condenado a
sustentar um peso que não era seu. Mas eu, com minha cabeça de oito, achava a carroça maravilhosa, rangendo
rua acima e rua abaixo, contando histórias de onde vinha. [...] (ARRAES, Jarid. Redemoinho em dia quente. 1ª ed.
Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019 Ao afirmar que “ele não tem muita escolha de sustento”, assinale a alternativa que
apresenta a percepção acerca da situação do carroceiro.
A) Limitação.
B) Fraqueza.
C) Indecisão.
D) Imparcialidade.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Limitação.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 84
Origem: portugues [Link] • questão original 27
Texto I Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não
conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na garganta, pois
sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada história que escutava.
Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas tristezas para Maria-Nova. Mas a
menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia, mas naquela que ela traz no peito. Na
ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó, do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que
tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha.
Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca
vivera. Entretanto o que doía mesmo em Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no
fundo, a miséria era a mesma. O seu povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram
os vencedores, e sim, quase sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito.
(EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017 1 para os escravizados, era como se
chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de aversão à privação da liberdade Em “por mais
que quisesse conter a emoção, não conseguia.”, a construção destacada, possui um valor semântico de:
A) causa.
B) consequência.
C) proporcionalidade.
D) concessão.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“concessão.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 85
Origem: portugues [Link] • questão original 36
Analise o excerto a seguir, para responder a questão. As estruturas que formam os cometas estão divididas em três
partes: cabeleira, cauda e núcleo. A formação dessas estruturas está diretamente ligada com o aquecimento do
gelo e dos demais materiais que constituem o corpo celeste. Isso acontece, justamente, quando os cometas se
encontram no ponto elíptico de sua órbita que é mais próximo do Sol: o periélio. Observe o uso do sinal de dois
pontos na sentença: “Os cometas são formados por três partes: cabeleira, cauda e núcleo”. Assinale a alternativa
que justifique seu uso.
A) É usado para finalizar uma declaração simples ou compostas, mas deve ter o sentido completo.
B) É sempre usado para separar orações coordenadas de sentidos contrários.
C) Só pode ser usado para expressão de admiração, espanto ou surpresa.
D) É empregado antes de uma enumeração de termos.
Gabarito: D

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Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “É
empregado antes de uma enumeração de termos.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 86
Origem: portugues [Link] • questão original 45
Considere o texto a seguir para responder a questão Texto I visitantes na mina Terno, gravata, colete, camisa.
Cinto combinado com o sapato, e a meia. Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo. São todos iguais
e somam bem uns dez, talvez mais. Engenheiros, na época em que engenheiro era importante. Mas, chiques de
morrer, estão numa mina de carvão. Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria. É muito engraçada a
cena. Kafka pode ser muito engraçado. Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.
Arrumadíssimos e tentando não se sujar. Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes. À
medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir. Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a
cara de nojo. É também o que eles fazem ou fingem fazer. [...] (VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia,
2018, p. 44) No início do texto, ocorre uma enumeração de substantivos. Analise o efeito expressivo dessa
sequência e assinale a alternativa que melhor caracteriza sua função.
A) Ilustrar a indiferença dos mineiros em relação ao trabalho.
B) Conferir um ritmo mais lento à apresentação da descrição.
C) Contribuir para a caracterização precisa do ambiente.
D) Enfatizar o formalismo e a rigidez dos engenheiros.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Enfatizar o
formalismo e a rigidez dos engenheiros.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 87
Origem: portugues [Link] • questão original 46
Analise o texto abaixo e responda à questão Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados
de petróleo Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma
alternativa competitiva a outras formas de plástico [...] Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera
ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de
ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis,
conhecidos propulsores da crise climática no mundo. Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State
University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de
petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material
baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera. A descoberta, publicada na Science
Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os
resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais
limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...] [Link]
Conforme leitura do texto acima, assinale a alternativa correta.
A) O plástico PECA é produzido com derivados de petróleo e poderá ser substituído.
B) Está sendo criado um novo material plástico a partir de combustíveis fósseis.
C) O novo plástico, que não é derivado do petróleo, pode ser mais facilmente reciclado.
D) Os combustíveis fósseis diminuem a crise climática.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O novo
plástico, que não é derivado do petróleo, pode ser mais facilmente reciclado.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 88
Origem: portugues [Link] • questão original 48
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade) Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema:
praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com
um programa diferente. –Se a gente desse uma de pescador? –Falou. Muniram-se do necessário, desde o caniço
até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional. Lá estavam

Página 45
felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais,
também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar. –Tem importância não. Daqui a pouco aparecem.
De qualquer modo, estamos curtindo. –É. Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou,
saltaram uns barbudos: –Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa
legal. Saúde. Esporte. Alegria. –Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com
problemas. –Ótimo. –Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da
televisão, estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar? –Que programa é esse? –Aprenda a
Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem. Gostaríamos que vocês fossem
filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em benefício do corpo e da mente. –Pois não. O
grilo* é que não pescamos nada ainda. –Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma
caldeirada logo mais. Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã
cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da
TV ficou radiante: –Um barato*. Vocês estavam ótimos. –Quando é que passa o programa? –Quinta-feira, horário
nobre. Já está sendo anunciado. Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos
reuniram-se no apartamento de um deles – o que tivera a ideia da pescaria. –Vocês vão ver os maiores pescadores
da paróquia* em plena ação. O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca,
trens superlotados da Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários,
tudo no batente ou correndo para. 28 O apresentador fez uma pausa, mudou de tom: “– Agora, o contraste. Em
pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir riqueza e desenvolvimento, os
inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a
Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada reduz o produto nacional bruto...” –Canalhas!
– Pai, você é um barato*! –E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*,
Roberto! –Se eu pego aqueles safados mato eles. –E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa! –Não admito
gozação! –Que é que vão dizer amanhã no escritório! –Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão,
serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos. (Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário Acaba em charuta = Acaba da mesma forma. cuca = cabeça; mente bossas = novidades grilo =
problema um barato = coisa legal, simpática, interessante patota = grupo de amigos os maiores pescadores da
paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias. (Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de
Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta historinhas”, Companhia das Letras, São
Paulo, 2016, p.14) Assinale a alternativa que retrata a rotina na vida dos personagens:
A) “Semana inteira no escritório, lidando com problemas.”
B) “ (...) retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados.”
C) “(...) ver os maiores pescadores da paróquia em plena ação.”
D) “Trocavam a poluição pela natureza, vida ao ar livre.”
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““Semana
inteira no escritório, lidando com problemas.””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 89
Origem: portugues [Link] • questão original 49
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade) Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema:
praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com
um programa diferente. –Se a gente desse uma de pescador? –Falou. Muniram-se do necessário, desde o caniço
até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional. Lá estavam
felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais,
também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar. –Tem importância não. Daqui a pouco aparecem.
De qualquer modo, estamos curtindo. 29 –É. Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou,
saltaram uns barbudos: –Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa
legal. Saúde. Esporte. Alegria. –Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com
problemas. –Ótimo. –Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da
televisão, estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar? –Que programa é esse? –Aprenda a
Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem. Gostaríamos que vocês fossem
filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em benefício do corpo e da mente. –Pois não. O
grilo* é que não pescamos nada ainda. –Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma
caldeirada logo mais. Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã
cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da

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TV ficou radiante: –Um barato*. Vocês estavam ótimos. –Quando é que passa o programa? –Quinta-feira, horário
nobre. Já está sendo anunciado. Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos
reuniram-se no apartamento de um deles – o que tivera a ideia da pescaria. –Vocês vão ver os maiores pescadores
da paróquia* em plena ação. O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca,
trens superlotados da Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários,
tudo no batente ou correndo para. O apresentador fez uma pausa, mudou de tom: “– Agora, o contraste. Em pleno
dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir riqueza e desenvolvimento, os inocentes
do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara
enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada reduz o produto nacional bruto...” –Canalhas! – Pai, você
é um barato*! –E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto! –Se
eu pego aqueles safados mato eles. –E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa! –Não admito gozação!
–Que é que vão dizer amanhã no escritório! –Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se
uísque aos adultos e refrigerante aos garotos. (Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas) 30 Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma. cuca = cabeça; mente bossas = novidades grilo = problema um
barato = coisa legal, simpática, interessante patota = grupo de amigos os maiores pescadores da paróquia = os
maiores pescadores que se tem notícias. (Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O
Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016,
p.14) O texto apresenta um momento culminante do conflito na narrativa – o ‘clímax’ – assinale a alternativa que
apresenta esse momento no texto:
A) “Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.”
B) “O programa, badaladíssimo, começou.”
C) “E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!”
D) “Se eu pego aqueles safados mato eles.”
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““O
programa, badaladíssimo, começou.””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 90
Origem: portugues [Link] • questão original 50
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade) Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema:
praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com
um programa diferente. –Se a gente desse uma de pescador? –Falou. Muniram-se do necessário, desde o caniço
até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional. Lá estavam
felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais,
também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar. –Tem importância não. Daqui a pouco aparecem.
De qualquer modo, estamos curtindo. –É. Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou,
saltaram uns barbudos: –Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa
legal. Saúde. Esporte. Alegria. –Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com
problemas. –Ótimo. –Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da
televisão, estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar? –Que programa é esse? –Aprenda a
Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem. Gostaríamos que vocês fossem
filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em benefício do corpo e da mente. –Pois não. O
grilo* é que não pescamos nada ainda. 31 –Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma
caldeirada logo mais. Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã
cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da
TV ficou radiante: –Um barato*. Vocês estavam ótimos. –Quando é que passa o programa? –Quinta-feira, horário
nobre. Já está sendo anunciado. Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos
reuniram-se no apartamento de um deles – o que tivera a ideia da pescaria. –Vocês vão ver os maiores pescadores
da paróquia* em plena ação. O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca,
trens superlotados da Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários,
tudo no batente ou correndo para. O apresentador fez uma pausa, mudou de tom: “– Agora, o contraste. Em pleno
dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir riqueza e desenvolvimento, os inocentes
do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara
enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada reduz o produto nacional bruto...” –Canalhas! – Pai, você
é um barato*! –E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto! –Se
eu pego aqueles safados mato eles. –E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa! –Não admito gozação!

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–Que é que vão dizer amanhã no escritório! –Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se
uísque aos adultos e refrigerante aos garotos. (Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas) Vocabulário Acaba
em charuta = Acaba da mesma forma. cuca = cabeça; mente bossas = novidades grilo = problema um barato =
coisa legal, simpática, interessante patota = grupo de amigos os maiores pescadores da paróquia = os maiores
pescadores que se tem notícias. (Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto
original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14) No
texto, há um momento em que a intenção do escritor é surpreender o leitor. Assinale a alternativa abaixo
responsável por essa situação inesperada e surpreendente.
A) “Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta,
mais piscosa, mais sensacional!”
B) “Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de um
deles – o que tivera a ideia da pescaria.”
C) “Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos.”
D) “– Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““– Aí estão
esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada
reduz o produto nacional bruto...””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 91
Origem: portugues [Link] • questão original 52
Parece que ninguém está nem aí para você? É a tecnologia da desescutação? (Christian Dunker) Tendemos a
interpretar palavras como “arte” ou “tecnologia” com um sentido positivo. No entanto, existem artes que prosperam
de forma silenciosa ou indireta, que nos levam a técnicas de si, que em um contexto social podem ser produtivas ou
de acordo com ideais e em outro se tornam profundamente contraproducentes. Pensemos em Dom Quixote, que se
apega a valores como honra, coragem e nobreza, mas se torna um personagem anacrônico a ponto de ser tomado
por louco. Por exemplo em uma cultura de altíssimo engajamento atencional, contra a oferta digital de dispersão,
produzirá um sentimento genérico de que estamos todos desatentos, desconcentrados e sem foco. Assim também
a arte de deixar de escutar o outro pode ser desenvolvida no contexto de excesso de foco em outras coisas.
Tecnologias de desescutação podem ser descritas, assim como qualidades do tipo “fidelidade a objetivos”,
aderência à disciplina”, “foco em resultados” podem concorrer para a desescutação. [...] 33 A sensação é de que
está cada vez mais difícil escutar o outro. Assumir a sua perspectiva, refletir, reposicionar-se e fazer convergir
diferenças está cada vez mais difícil de ser praticada. Isso se aplica tanto ao espaço público com suas novas e
inesperadas conformações digitais quanto ao espaço privado das relações amorosas ou amistosas, passando
pelas relações laborais e institucionalizadas. Uma descrição resumida desta situação costuma salientar que nossa
vida está cada vez mais acelerada, icônica e funcionalizada. A aceleração é um fenômeno da cultura da
performance generalizada, derivada do universo da produção e da soberania do resultado. Vivemos hoje com um
acervo de instrumentos e meios que excedem o limite de nossas faculdades mentais “em estado natural”. Isso afeta
brutalmente a situação de fala, que de certa forma se torna um pouco anacrônica. Não é por acaso que novas
síndromes envolvendo mutismo seletivo (como o do personagem Rajesh Koothrappali do seriado “The Big Bang
Theory”) e o mutismo generalizado em crianças sejam cada vez mais frequentes. Neste ponto, não há exatamente
uma novidade, mas o exagero e aprofundamento deste princípio que define a modernidade desde Baudelaire e
Benjamin. [...] () O título do texto é construído por frases interrogativas que cumprem o seguinte efeito linguístico:
A) indicar as dúvidas do enunciador em relação ao tema desenvolvido.
B) apontar a insuficiência de resultados sobre as pesquisas tecnológicas.
C) provocar a reflexão do leitor acerca do assunto que será discutido.
D) reafirmar que não há certezas definitivas sobre as questões relacionais.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “provocar a
reflexão do leitor acerca do assunto que será discutido.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 92
Origem: portugues [Link] • questão original 53

Página 48
Amor com cabeça de oito Seu Manéu era o carroceiro da nossa rua e também o único carroceiro que eu conhecia.
Quando eu tinha oito, não entendia que quando um pai de família é carroceiro isso quer dizer que ele não tem
muita escolha de sustento. Na minha cabeça de oito, ser carroceiro era algo incrível, uma profissão de controle, um
ser dono de uma carruagem própria, mas é claro que eu também não pensava na malvadeza que era pro coitado
do jumento, que puxava no espinhaço um monte de tijolo, de mudança, de terra, de qualquer coisa empilhada que
obrigassem o jumento a puxar. Feito um pai de família sem opção de sustento, o jumento era condenado a
sustentar um peso que não era seu. Mas eu, com minha cabeça de oito, achava a carroça maravilhosa, rangendo
rua acima e rua abaixo, contando histórias de onde vinha. [...] (ARRAES, Jarid. Redemoinho em dia quente. 1ª ed.
Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019 No primeiro parágrafo do texto, o narrador:
A) expressa uma preocupação bem maior com o jumento do que com os humanos.
B) aponta percepções distintas, em razão da idade, sobre uma mesma situação.
C) revela que todas as profissões são dignas embora algumas sejam desvalorizadas.
D) mostra que a situação de um carroceiro não se compara a de todos os demais.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “aponta
percepções distintas, em razão da idade, sobre uma mesma situação.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 93
Origem: portugues [Link] • questão original 54
Texto: Medo: como superar esse empecilho (I- empecilho - impecilho) para a vida. O medo é um sentimento natural
e necessário para a sobrevivência humana, ou seja, não devemos fugir dele. No entanto, tal sensação pode se
tornar debilitante quando passa a governar a nossa vida. Psicólogos explicam que a ansiedade tem forte ligação
com o medo, posto que ela transforma momentos corriqueiros em verdadeiros cenários de filmes de terror. Assim,
pessoas ansiosas têm mais propensão a temer situações, indivíduos e até certos sentimentos, especialmente os de
caráter negativo. Por que (II- Por quê – Por que) sentimos medo? É da natureza humana se afastar de situações,
pessoas e sentimentos potencialmente desagradáveis. Ninguém quer ter uma experiência ruim e carregar o
mal-estar (III. mal-estar – mau- estar) proveniente dela pelo restante do dia, semana ou até anos. As pessoas
também se distanciam de ocasiões que não acreditam estar preparadas para enfrentar. Por exemplo, falar em
público. Um indivíduo com medo de exposição foge de quaisquer possibilidades de conduzir uma apresentação
diante de uma plateia (IV- plateia – platéia). Como enfrentar o MEDO: 7 dicas É a decisão mais lógica: para se
preservar, ele evita o objeto do seu medo. Esse sentimento é, de fato, o que mantém as pessoas longe de
ameaças, sejam reais ou imaginárias. Ele foi essencial para a sobrevivência de nossos ancestrais, principalmente
diante do desconhecido. Sendo assim, sentir medo é uma forma de conservar a sua segurança e saúde. A questão
é que as pessoas não temem somente o que podem lhes ferir física ou psicologicamente. Interações sociais,
experiências de vida e conceitos abstratos também podem deixa-las temerosas. Neste caso, o medo se torna um
aprisionador e impede que tudo o que a vida tem a oferecer seja aproveitado. É o caso de quem teme dirigir, sair da
casa dos pais, mudar de profissão, se relacionar, fazer escolhas, perseguir seus sonhos, entre outros. O fator
estressor não é enfrentado, então continua a causar desconforto emocional e opressão ao indivíduo. Ligação entre
medo e ansiedade O medo pode se manifestar na forma de ansiedade. Uma pessoa com medo de se envolver
romanticamente com outra, por exemplo, fica nervosa durante primeiros encontros, apreensiva ao pensar no futuro
da relação e ansiosa ao considerar a possibilidade de um rompimento. Ela fica temerosa em relação ao futuro e
cenários cuja possibilidade de acontecer é quase inexistente. Dessa forma, começa a nutrir a ansiedade no dia a
dia, o que dificulta a superação do medo, consequentemente prolongando o sofrimento emocional. Um estudo da
École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) descobriu que o cérebro precisa reviver um medo para poder
combatê-lo. Basicamente, as pessoas se acostumam com o fator estressor quando apresentadas a ele múltiplas e,
em algum momento, conseguem agir com calma diante dele. Essa exposição contínua e controlada também reduz
a ansiedade desencadeada não apenas quando se está cara a cara com o que desperta medo, como também
quando se pensa ou fala sobre isso. Uma técnica psicoterapêutica para o tratamento de fobias – medo excessivo –
é baseada nesse conceito. A terapia de exposição consiste em expor o paciente de maneira gradativa ao objeto
causador do pânico. Ela é feita através de exercícios de visualização. Sendo assim, a conclusão que podemos
chegar é óbvia: para vivermos bem, precisamos enfrentar o que nos causa medo. (Texto adaptado especificamente
para este concurso. O texto original está disponível em 35 Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro
(V) ou Falso (F). ( ) O medo sempre foi um sentimento que causa insegurança, portanto, não deveria existir. ( ) O
medo reside em situações que ultrapassam algo que pode nos ferir, até em interações sociais, experiências de vida
e conceitos abstratos podem causá-lo. ( ) A falta de enfrentamento do medo não permite que o indivíduo aproveite
a vida, pois ele se sente emocionalmente oprimido. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de

Página 49
cima para baixo.
A) V - F - F.
B) F - V - V.
C) V - V - V.
D) V - V - F.
E) F - F - F.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “F - V - V.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 94
Origem: portugues [Link] • questão original 55
“Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida
foi assistir a um típico casamento (I ) ______ (norte americano / norte-americano). ( II) ______ (A – Há)
algumtempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo
era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaramaté que ambos estivessem bem empregados antes
de se casarem. De qualquer forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional
nessepaís. “Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um
cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao)convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e
familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito.
Os paisdo casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na
parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar aMarcha Nupcial e as damas de honra começam a
marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparece e caminha
pelocorredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um buquê de flores
nas mãos. Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de
casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, ooficial religioso diz: “Eu os declaro marido e
mulher” e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços dados. Os convidados
jogamarroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma
grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saemcom a
casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas
lanches e coquetéis. Geralmente é servidochampanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas
horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam darecepção. Segundo a
tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmente nem todos nos Estados Unidos
têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com os custos. A pergunta refere-se a
interpretação do texto. Retorne ao texto, ainda tendo como foco à compreensão e à interpretação, identifique a
alternativa incorreta segundo as informações apresentadas.
A) O narrador expõe que o último grande evento é a recepção de casamento.
B) A recepção de casamento é uma grande festa após a cerimônia.
C) O narrador afirma que todos trazem ou enviam presentes, portanto, muitos casais saem com a casa
praticamente montada.
D) O narrador afirma que existe um consenso sobre a recepção do casamento, ela deve ser um jantar à noite, ou
apenas coquetéis não alcóolicos à tarde.
E) Segundo o narrador, geralmente, é servido champanhe.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O narrador
afirma que existe um consenso sobre a recepção do casamento, ela deve ser um jantar à noite, ou apenas coquetéis
não alcóolicos à tarde.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 95
Origem: portugues [Link] • questão original 56
Leia o texto abaixo e responda a questão. Fundação diz que não há risco na polpa industrializada. O açaí que é
consumido em boa parte do Brasil não corre o risco de estar contaminado. É o que afirma a Funed (Fundação
Ezequiel Dias), referência nacional no diagnóstico de doença de Chagas. “O que é consumido (fora do Norte e
Nordeste) é a polpa industrializada, que sofre o processo de pasteurização”, diz a chefe do serviço de doenças
parasitárias da fundação, Eliana Furtado Moreira. No processo de pasteurização, a polpa do açaí é aquecida

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durante alguns segundos a temperaturas entre 80ºC e 90ºC, e depois é imediatamente resfriada. Esse processo
elimina o agente causador da doença de Chagas. Além disso, a polpa vendida é congelada, o que elimina a
possibilidade de o protozoário Trypanosoma cruzi estar presente na fruta. O Pará é o principal produtor da fruta no
país. Além de abastecer o mercado interno, exporta parte da produção. Folha de S. Paulo, 18 ago, 2007 De acordo
com a leitura do texto, assinale a alternativa correta.
A) A Fundação Ezequiel Dias pasteuriza o açaí consumido em boa parte do Brasil.
B) A chefe do serviço da Funed explica que a polpa industrializada não deve ser consumida.
C) A polpa do açaí é aquecida e não deve ser vendida congelada.
D) O protozoário da doença de Chagas é encontrado após a pasteurização da fruta.
E) A pasteurização é um processo de aquecimento e resfriamento da polpa.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A
pasteurização é um processo de aquecimento e resfriamento da polpa.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 96
Origem: portugues [Link] • questão original 60
Os incríveis anos 60. Parece incrível, mas os anos 60 exercem um fascínio até sobre as gerações de hoje. Não é
raro assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou sons
daquela época. Ou, ao folhear uma revista de moda atual, encontramos vestidos tubinhos, calças de boca larga,
túnicas indianas, maiôs de crochê, mochilas e sapatos inspirados nas cores valorizadas pelas tendências da moda
daqueles anos. Isso tudo talvez se explique pelo fato dos anos 60 serem identificados como a década da rebeldia,
da revolução sexual e dos costumes e, principalmente, da participação dos jovens na política e em todas as
mudanças. (CEREJA & MAGALHÃES. Português. Linguagens. Atual: São Paulo, 2006. Pág. 76.) 39 De acordo
com a leitura, assinale a alternativa incorreta.
A) As gerações de hoje são fascinadas pelos anos 60.
B) As túnicas indianas são tendências da moda dos anos 60.
C) Os jovens não participavam da política nos anos 60.
D) A moda atual valoriza as cores de mochilas e sapatos dos anos 60.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Os jovens
não participavam da política nos anos 60.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 97
Origem: portugues [Link] • questão original 62
Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou
melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí
vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado
ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à
‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. Mas não é só no país de
Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema
cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das
tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros
de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas
disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum
momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que
“a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e
baixa capacidade de autocontrole”. Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de
1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos
sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam
procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e
resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no
cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um
trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e

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resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às questão Leia atentamente o
fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, como é comum em produções textuais, vários aspectos são abordados no
seu desenvolvimento. Assim, dentre as alternativas abaixo, a que expõe o assunto geral tratado no texto.
A) A falta de tempo.
B) A falha nos hábitos humanos.
C) A procrastinação.
D) A hereditariedade da preguiça.
E) A proatividade.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A
procrastinação.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 98
Origem: portugues [Link] • questão original 64
Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou
melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí
vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado
ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à
‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. Mas não é só no país de
Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema
cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das
tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros
de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas
disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum
momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que
“a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e
baixa capacidade de autocontrole”. 42 Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de
1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos
sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam
procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e
resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no
cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um
trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e
resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às questão A partir da leitura do
fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, identifique, dentre as afirmativas abaixo, aquelas que estão em congruência
com o assunto e com os fatos sobre a procrastinação. [Link] a maioria das pessoas, pouco do que foi planejado
será efetivamente concretizado. II.A procrastinação é objeto de estudo da psicologia, entretanto não é aceita em
livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho. III.A América do Norte é o berço da cultura de
procrastinação. IV.A procrastinação ocorre devido ao uso de substância ilícitas. [Link] realizados indicam que
os procrastinadores têm um nível maior de estresse, gripes e resfriados frequentes.
A) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B) Apenas as afirmativas II e V estão corretas.
C) Apenas a afirmativa IV está correta.
D) Apenas as afirmativas I e V estão corretas.
E) Apenas a afirmativa III está correta.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Apenas as
afirmativas I e V estão corretas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 99
Origem: portugues [Link] • questão original 65
É proibido chorar Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo
tempo, de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta. Nenhuma
surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho. E a briga pelo leite, o choro, já era

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o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados. Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até
hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer. Sei de vários que estão na luta e merecem o
meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia. Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no
centro do esquecimento da humanidade, quer seja artista (?), ou não. Aliás, ser artista neste país não é um
privilégio, e sim um castigo, não sei por que tem tanta gente metida a besta só por conta disso. Tristes figuras. Às
vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles, sou um deles também,
nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e me identifico com a luta, outras
vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na
maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles
comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns
poemas numas folhas de sulfite amareladas e sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros
passa a vida lutando e não se importa com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente,
que nasce sem as chaves certas e programadas. A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a
ousadia, a perseverança e a teimosia. [...] (VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e
inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39-40) 43 O texto apresenta um posicionamento sobre o trabalho
artístico. A esse respeito, é correto afirmar que o autor:
A) detalha as particularidades dessa categoria exigindo privilégios que cabem só a ela.
B) parte de uma experiência pessoal para denunciar uma desvalorização coletiva da profissão.
C) defende que as dificuldades dos artistas contribuem como inspiração para os trabalhos.
D) aceita as lutas da profissão, com passividade, ciente de que o reconhecimento será obtido.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “parte de
uma experiência pessoal para denunciar uma desvalorização coletiva da profissão.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 100
Origem: portugues [Link] • questão original 68
Texto Meu reino por um pente (Paulo Mendes Campos) Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor
Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação
alguma, mas, filhos, era melhor tê-los. A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida,
e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute,
fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras
corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Filhos,
melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se
não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para
sabê-lo; logo, melhor tê-los. 45 Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de
procurar em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de
conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo. Sobretudo
instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu
lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a
tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar...
Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com
relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a
repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode
seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...] 1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás
Cubas, publicado em 1881. ² desastre, catástrofe O título da crônica dialoga com a frase “Meu reino por um cavalo”,
atribuída a Ricardo III, em uma obra produzida por William Shakespeare. Embora o texto não esteja completo, com
base nessa informação, pode-se inferir que o enunciador:
A) confere mais valor às coisas materiais do que às experiências afetivas.
B) indica seu senso de organização a partir da identificação de objetos perdidos.
C) revela o desapego em relação aos pertences, metaforizados pelo vocábulo “reino”.
D) expressa que elementos vistos como corriqueiros podem ser indispensáveis.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “expressa
que elementos vistos como corriqueiros podem ser indispensáveis.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente

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ou contradizem informações do enunciado.

Questão 101
Origem: portugues [Link] • questão original 70
Leia o texto abaixo e responda a questão. As palavras e as coisas Guimarães Rosa, possivelmente o maior escritor
brasileiro depois de Machado de Assis, dizia que seu sonho era escrever um dicionário. Ignoro se Rosa gostava de
futebol (até onde eu sei, nunca escreveu nada a respeito), mas certamente ele se encantaria com a riqueza
vocabular associada ao esporte mais popular do mundo. Poliglota, cultor dos neologismos formados a partir de
diversos idiomas, o autor de “Sagarana” devia se deliciar com as palavras de origem inglesa aclimatadas ao
português do Brasil por obra e graça do jogo da bola. Trecho retirado de COUTO, José Geraldo, Folha de São
Paulo, 17/07/02. De acordo com o trecho do texto, assinale a alternativa correta:
A) O sonho de Machado de Assis era escrever um dicionário.
B) O autor do trecho sabia que Guimarães Rosa gostava de futebol.
C) Segundo o autor, o vocabulário do futebol é pobre.
D) O livro “Sagarana” foi escrito por Guimarães Rosa.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O livro
“Sagarana” foi escrito por Guimarães Rosa.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 102
Origem: portugues [Link] • questão original 72
Texto I Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não
conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na garganta, pois
sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada história que escutava.
Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas tristezas para Maria-Nova. Mas a
menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia, mas naquela que ela traz no peito. Na
ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó, do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que
tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha.
Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca
vivera. Entretanto o que doía mesmo em Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no
fundo, a miséria era a mesma. O seu povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram
os vencedores, e sim, quase sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito.
(EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017 1 para os escravizados, era como se
chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de aversão à privação da liberdade O caráter
narrativo do texto pode ser percebido pelo modo com que foi estruturado. Quanto a essa estrutura, pode-se afirmar
que:
A) os personagens Bondade e Maria-Nova apresentam argumentos para a defesa de teses distintas.
B) o emprego excessivo de adjetivos permite ao leitor uma maior objetividade na descrição de Maria-Nova.
C) o uso de verbos no passado revelam o tom imperativo voltado ao convencimento dos leitores.
D) a sequência de ações constrói uma representação acerca do modo pelo qual Bondade e Maria-Nova
conversavam.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a sequência
de ações constrói uma representação acerca do modo pelo qual Bondade e Maria-Nova conversavam.”. As demais
extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 103
Origem: portugues [Link] • questão original 73
Analise o excerto a seguir, para responder a questão. As estruturas que formam os cometas estão divididas em três
partes: cabeleira, cauda e núcleo. A formação dessas estruturas está diretamente ligada com oaquecimento do
gelo e dos demais materiais que constituem o corpo celeste. Isso acontece, justamente, quando os cometas se
encontram no ponto elíptico de sua órbitaque é mais próximo do Sol: o periélio. Analise as afirmativas a seguir e
assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. O parágrafo dado se refere à____________.
[Link]ência dos cometas na atmosfera terrestre. [Link]ção dos cometas. [Link]ção da cauda do cometa quando

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de frente para o Sol. 48 Assinale a alternativa correta.
A) Apenas a afirmativa I está correta.
B) Apenas a afirmativa II está correta.
C) Apenas a afirmativa III está correta.
D) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Apenas a
afirmativa II está correta.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 104
Origem: portugues [Link] • questão original 75
Texto 01 - Higiene ou bons modos? Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos
crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o
banho!”, “Lave as mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos. Um dia
desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma amiga, que se
atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo, comecei a notar as pessoas
ao meu redor. 49 Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado.
Ele me chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio dental,
detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser, naquele momento, um
exemplo de boa conduta e higiene. A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar
de censura, continuou a higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus
pensamentos... será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou
vendo isso? E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao
meu filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso). Com enfoque na compreensão do
texto, ou seja, na análise do que realmente está escrito (Bechara, 2019), atenha-se à oração “Será que só eu estou
vendo isso?” Essa sentença se refere àquilo que é: [Link], horroroso, asqueroso. [Link] comumente,
justificado pelo emprego do termo ‘isso’. [Link] e adequado à situação em que a história se passa, no
Shopping Center. Estão corretas as afirmativas:
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) II e III apenas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “I apenas.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 105
Origem: portugues [Link] • questão original 76
Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe
fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia
Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia
o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou,
esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido
de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava
aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas. - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai
mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia
descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta,
quem é essa tal de Inês? Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço.
Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela
pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama. [...]
(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória. Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9) “E Tia Laura, a viúva eterna que
foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável.” (1º§) A referência à tia como “a viúva
eterna” expõe uma caracterização subjetiva da personagem e permite ao leitor inferir a:

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A) situação momentânea em que a tia se colocou.
B) condição duradoura de um estado adquirido.
C) insatisfação da tia com seu estado natural.
D) apreciação do narrador pela condição da tia.
E) percepção de que a tia pretende deixar a viuvez.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “condição
duradoura de um estado adquirido.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 106
Origem: portugues [Link] • questão original 78
Seriam onze horas da manhã. O Campos, segundo o costume, acabava de descer do almoço e, a pena atrás da
orelha, o lenço por dentro do colarinho, dispunha-se a prosseguir no trabalho interrompido pouco antes. Entrou no
seu escritório e foi sentar-se à secretária. Defronte dele, com uma gravidade oficial, empilhavam-se grandes livros
de escrituração mercantil. Ao lado, uma prensa de copiar, um copo d’água, sujo de pó, e um pincel chato; mais
adiante, sobre um mocho de madeira preta, muito alto, via-se o Diário deitado de costas e aberto de par em par. 51
Tratava-se de fazer a correspondência para o Norte. Mal, porém, dava começo a uma nova carta, lançando
cuidadosamente no papel a sua bonita letra, desenhada e grande, quando foi interrompido por um rapaz, que da
porta do escritório lhe perguntou se podia falar com o Sr. Luís Batista de Campos. [...] Casa de Pensão/Aluízio de
Azevedo De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
A) Luís Batista de Campos foi até o escritório para falar com o rapaz que lá trabalhava.
B) O rapaz que foi até o escritório possuía uma letra bonita, desenhada e grande.
C) Campos foi interrompido, em seu trabalho, por um rapaz que precisava falar com ele.
D) O relógio marcava pontualmente onze horas quando o rapaz chegou ao escritório.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Campos foi
interrompido, em seu trabalho, por um rapaz que precisava falar com ele.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 107
Origem: portugues [Link] • questão original 80
Texto I Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto. -Abre, menina – ordenou Luciana do lado
de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia
pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo,
bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha
roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga. -Virgínia, eu não estou brincando, menina.
Abre logo, anda! -Agora não posso. -Não pode por quê? 52 -Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente.
Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era
o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho
também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar
angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto. -Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que
você quer, é isto? Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser
borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão.
Ergueu a cabeça num desafio: -Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai,
ouviu? Meu pai. Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais.
Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.”
Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo
quando eu falo naquilo.” Riu baixinho. (Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998,
p.9-10 Segundo Marcuschi (2003), “um elemento central na organização dos textos narrativos é a sequência
temporal”. Nesse sentido, em relação à estrutura do texto acima, é correto afirmar que tal sequência estabelece-se
por meio:
A) do emprego bastante recorrente de expressões adverbiais que indicam valor de tempo.
B) da relação de sentido entre as ações estabelecendo uma ordem coerente para os fatos.
C) da exclusividade do emprego de apenas um tempo verbal ao longo de toda a narrativa.

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D) do uso de orações subordinadas adverbiais temporais no início de cada parágrafo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “da relação
de sentido entre as ações estabelecendo uma ordem coerente para os fatos.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 108
Origem: portugues [Link] • questão original 84
O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. E os dados sobre essa doença são contrastantes:
enquanto ela é uma das principais causas de morte de mulheres, também é o tipo de câncer com a maior taxa de
cura. O que separa um resultado de outro é, naturalmente, o diagnóstico precoce. Hoje, o autoexame das mamas e
a mamografia são prevenções efetivas, que buscam pequenos nódulos indicativos do início do problema. Agora,
porém, médicos querem tornar o diagnóstico mais simples, prático e preciso: segundo um estudo da Faculdade de
Medicina da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, um exame de sangue poderia detectar um câncer de
mama 5 anos antes de aparecerem os sinais detectados pelos exames atuais. A lógica do estudo foi não focar nas
concentrações de células cancerígenas, que são justamente o que causam o nódulo, mas sim nos antígenos
produzidos por elas. Antígeno, vale lembrar, é toda substância que desencadeia uma resposta imune do
organismo, ativando nosso sistema de defesa. A hipótese dos pesquisadores era a de que as células cancerígenas,
desde quando são muito poucas, já produzem proteínas que agem como antígenos. Detectar no sangue os
anticorpos desencadeados por esses antígenos seria uma forma mais prática de detectar o câncer de mama em
estágio inicial. Para testar essa hipótese, a equipe coletou amostras de sangue de 90 pacientes
recém-diagnosticados com câncer de mama e 90 amostras de pacientes sem o problema, para servir como grupo
de controle. Fonte: por-exame-de-sangue-ate-5-anos-antes-de-sinais-aparecerem 55 De acordo com a
interpretação do texto, assinale a alternativa correta.
A) A estratégia de iniciar o texto apresentando o câncer de mama como o segundo mais comum do mundo, para
logo em seguida apresentar o tipo de câncer mais comum do mundo, tem a intenção de informar e, ao mesmo
tempo, chocar o leitor.
B) Ao gerar curiosidade no leitor sobre qual é o tipo de câncer mais fatal na população mundial, o texto expõe o
contraste entre esses dois tipos de câncer.
C) O texto gera uma relação de proporção necessária: quanto maior a chance de cura da doença maior o número
de vítimas fatais.
D) O diagnóstico precoce separa o câncer de mama - segundo tipo de câncer mais comum no mundo - do tipo de
câncer mais comum no mundo.
E) Os antígenos produzidos pelo organismo poderiam, segundo um estudo, ser identificados por exames de
sangue, otimizando o diagnóstico do câncer em relação a outros exames existentes.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Os
antígenos produzidos pelo organismo poderiam, segundo um estudo, ser identificados por exames de sangue,
otimizando o diagnóstico do câncer em relação a outros exames existentes.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 109
Origem: portugues [Link] • questão original 86
Texto I Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava
as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam- -se
às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira. Como não sabia
falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o
barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma
palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e
à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso. - Inferno, inferno. Não acreditava
que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse
dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito
menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um
cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,
pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o

Página 57
desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela
estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. (RAMOS, Graciliano. Vidas
Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60 A partir de um entendimento global do texto, nota-se que
a relação entre pais e filhos era marcada por:
A) admiração recíproca.
B) violência revidada.
C) agressões naturalizadas.
D) afetos silenciados.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “agressões
naturalizadas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 110
Origem: portugues [Link] • questão original 87
Analise o texto e responda à questão abaixo. Querida tia Liduína, Texto I Bordado em branco (fragmento) Hoje é
um dia péssimo, como a senhora sabe. Setembro é, invariavelmente, um mês em que sinto meu corpo doer. Em
meus pés, tenho dores que, imagino, parecem dores de quando pregos são martelados contra a carne. Minha
cabeça lateja e, se o seu interior pudesse ser visto, certamente pareceria com o asfalto quente que se mexe e
dança em contato com as altas temperaturas. Esse mês é tão ruim. Estou sentada no alpendre, esperando pelo
vento. Mamãe diz que é perda de tempo esse meu sentimentalismo com as cartas, mas não há outra maneira de
falar com a senhora, então eu trouxe a mesa do meu quarto para fora e também um tamborete que papai arranjou.
Todos andam afastados de mim nos últimos meses. Ando pela casa com meu caderno muito junto ao corpo,
protegendo suas folhas, porque sei que me julgam. Querem ler o que lhe conto ou querem que eu pare de uma vez
por todas, mas não posso. A senhora é a única que compreende, o que é a maior ironia de todas. [...] (ARRAES,
Jarid. Redemoinho em dia quente. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019, p. 49) No primeiro parágrafo, para representar
como se sente, a emissora da carta faz uso de uma linguagem predominantemente:
A) objetiva, destacando os sintomas por meio da descrição de partes do corpo.
B) afetiva, buscando suavizar o real estado de saúde que está sendo apresentado.
C) imperativa, explorando a interlocução direta na representação das dores.
D) simbólica, indicando comparações que tornam as dores mais expressivas.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “simbólica,
indicando comparações que tornam as dores mais expressivas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 111
Origem: portugues [Link] • questão original 88
Analise o texto abaixo e responda à questão A responsabilidade dos robôs cirurgiões está nas mãos do médico. O
século XXI tem suas peculiaridades. Muitas delas extremamente ligadas ao desenvolvimento tecnológico que
engoliu todos os mercados e indústrias. Na medicina isso não é diferente e um dos exemplos mais claros é a
cirurgia robótica. Décadas atrás, a possibilidade de um robô operar o corpo de um ser humano era mera ficção
científica. Hoje é uma realidade presente até nos mais simples hospitais mundo afora. Todavia, ainda estamos
falando de sistemas operacionais que não têm consciência e é aqui que fica a grande dúvida acerca do tema: de
quem é a responsabilidade pelos robôs em centros cirúrgicos? [...] O tipo do texto acima é predominantemente:
A) injuntivo, pois instrui uma operação robótica.
B) descritivo, em que se elencam muitos acontecimentos do século.
C) narrativo, pois apresenta um fato de ficção científica.
D) dissertativo, em que se discute um tema ligado ao desenvolvimento tecnológico.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “dissertativo,
em que se discute um tema ligado ao desenvolvimento tecnológico.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 112
Origem: portugues [Link] • questão original 92

Página 58
Noruega... “...Em maio e junho a área do Dalsnibba é coberta de neve e do alto as pessoas veem as montanhas
brancas e se deparam com o famoso inverno Norueguês. Já em agosto e setembro, quando os dias são mais
longos, o céu estrelado é uma visão maravilhosa daqui. Muitas pessoas visitam o lugar para observar as estrelas
com telescópios. A simplicidade do lugar com construções de madeira vermelha e branca emolduradas por grama
verde esmeralda convidam o visitante a apreciar a beleza do lugar como a tela de um belo quadro: sem pressa....
Pelo vilarejo, locais e turistas se misturam andando sem pressa, distraidamente pelas ruazinhas. Num charmoso
café de cerca branca, com uma floreira carregada de flores cor de rosa, as pessoas conversam animadas enquanto
na padaria, um delicioso aroma de pão fresquinho atrai mais e mais fregueses. Noruegueses possuem uma incrível
habilidade de fazer pães deliciosos, portanto vá preparado para se esbaldar...” Trecho retirado de Tuka Pereira.
Catraca [Link]. Janeiro 2018 Assinale a alternativa correta. No trecho: “A simplicidade do lugar com
construções de madeira vermelha e branca emolduradas por grama verde esmeralda convidam o visitante a
apreciar a beleza do lugar como a tela de um belo quadro: sem pressa.”, temos um parágrafo predominantemente:
A) Injuntivo.
B) Narrativo.
C) Descritivo.
D) Dissertativo.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Descritivo.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 113
Origem: portugues [Link] • questão original 93
Brasil pode ter onda de calor mais forte em outubro; como fica o tempo? A onda de calor que atingiu boa parte do
Brasil pode ter uma “nova edição” em outubro —e pode ser ainda mais forte. A informação é da Climatempo e da
Metsul. Segundo a Climatempo, há possibilidade de temperaturas ainda mais altas do que as registradas na última
onda de calor, no fim de setembro. A previsão é de atuação de sistemas de alta pressão atmosférica, gerando mais
calor para um mês que, naturalmente, é quente no Brasil, segundo a Climatempo. A presença do El Niño ajuda a
manter o ar mais quente do que o normal sobre o país. Como ficam as temperaturas? 60 As temperaturas em
outubro vão ficar acima do normal para o mês na maior parte do país. Os termômetros podem registrar de 2°C a
3°C a mais do que a média normal em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio, Goiás, Mato Grosso e na
maior parte de São Paulo. Um pouco acima da média. Em boa parte do litoral do Nordeste e em toda a região Sul,
as temperaturas ficam até 1°C mais altas do que o normal para o mês... Disponível em
noticias/2023/10/01/mais-calor-veja-previsao-do-tempo-para-o-mes- [Link]?cmpid=co- piaecola –
A) Injuntivo.
B) Expositivo.
C) Descritivo.
D) Narrativo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Expositivo.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 114
Origem: portugues [Link] • questão original 95
Texto Meu reino por um pente (Paulo Mendes Campos) Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor
Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação
alguma, mas, filhos, era melhor tê-los. A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida,
e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute,
fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras
corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Filhos,
melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se
não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para
sabê-lo; logo, melhor tê-los. Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar
em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por
um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo. Sobretudo instrumentos de

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trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel,
minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do
emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar... Ridículo? Sim, ridículo, mas nada
posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe2
que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento
desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de
resolver primeiro. [...] 1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881. 2 desastre,
catástrofe A crônica é um gênero textual que faz uso de estratégias que buscam a aproximação com o leitor. A
interlocução é uma delas. Nesse sentido, assinale a passagem em que essa estratégia não é observada.
A) “Você vai se rir de mim ao saber” (5º§)
B) “Pois se ria a valer” (5º§)
C) “Quando isso acontece (sempre)” (6º§)
D) “Ridículo? Sim, ridículo” (7º§)
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““Quando
isso acontece (sempre)” (6º§)”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 115
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 1
Texto 1 “Depois de ampliar o horário de atendimento, a biblioteca municipal passou a receber também
trabalhadores que saem do expediente e estudantes de cursos noturnos. O movimento cresce, sobretudo, entre
18h e 20h, quando a procura por mesas, tomadas e silêncio disputado se torna mais intensa.” De acordo com o
texto, assinale a alternativa correta.
A) A biblioteca reduziu o público após mudar o horário.
B) A ampliação do horário permitiu a chegada de novos frequentadores.
C) O maior movimento da biblioteca ocorre pela manhã.
D) Os estudantes de cursos noturnos deixaram de frequentar a biblioteca.
E) A biblioteca passou a funcionar apenas no período noturno.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A ampliação
do horário permitiu a chegada de novos frequentadores.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 116
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 2
Texto 1 “Depois de ampliar o horário de atendimento, a biblioteca municipal passou a receber também
trabalhadores que saem do expediente e estudantes de cursos noturnos. O movimento cresce, sobretudo, entre
18h e 20h, quando a procura por mesas, tomadas e silêncio disputado se torna mais intensa.” A ideia central do
texto é:
A) a falta de mesas na biblioteca.
B) a disputa por silêncio em ambientes públicos.
C) a mudança no perfil e no horário de maior movimento da biblioteca.
D) o fechamento antecipado da biblioteca municipal.
E) a substituição da leitura pelo uso de aparelhos eletrônicos.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a mudança
no perfil e no horário de maior movimento da biblioteca.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 117
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 3
Texto 1 “Depois de ampliar o horário de atendimento, a biblioteca municipal passou a receber também
trabalhadores que saem do expediente e estudantes de cursos noturnos. O movimento cresce, sobretudo, entre

Página 60
18h e 20h, quando a procura por mesas, tomadas e silêncio disputado se torna mais intensa.” No contexto, a
expressão “silêncio disputado” indica que:
A) o silêncio foi proibido no local.
B) há grande procura por um ambiente silencioso.
C) os usuários discutem em voz alta dentro da biblioteca.
D) o silêncio deixou de ser necessário para estudar.
E) os funcionários competem entre si pelo controle do ambiente.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “há grande
procura por um ambiente silencioso.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 118
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 4
Texto 1 “Depois de ampliar o horário de atendimento, a biblioteca municipal passou a receber também
trabalhadores que saem do expediente e estudantes de cursos noturnos. O movimento cresce, sobretudo, entre
18h e 20h, quando a procura por mesas, tomadas e silêncio disputado se torna mais intensa.” Infere-se do texto
que a ampliação do horário:
A) atendeu a um público que antes tinha menos acesso ao espaço.
B) prejudicou os estudantes de cursos noturnos.
C) eliminou a necessidade de mesas e tomadas.
D) esvaziou a biblioteca no início da noite.
E) teve efeito apenas entre trabalhadores.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “atendeu a
um público que antes tinha menos acesso ao espaço.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 119
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 5
Texto 1 “Depois de ampliar o horário de atendimento, a biblioteca municipal passou a receber também
trabalhadores que saem do expediente e estudantes de cursos noturnos. O movimento cresce, sobretudo, entre
18h e 20h, quando a procura por mesas, tomadas e silêncio disputado se torna mais intensa.” A finalidade
predominante do texto é:
A) narrar uma experiência pessoal.
B) defender o fim das bibliotecas públicas.
C) informar uma mudança observada na rotina do espaço.
D) criticar o uso de tecnologia pelos estudantes.
E) instruir o leitor sobre regras de silêncio.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “informar
uma mudança observada na rotina do espaço.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 120
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 6
Texto 2 “Desligar notificações por uma hora não elimina o volume de mensagens, mas devolve ao usuário a chance
de terminar uma tarefa sem ser interrompido a cada minuto. No fim do dia, o celular continua cheio; a mente, nem
tanto.” A tese defendida no texto é a de que:
A) o celular deve ser abandonado durante todo o dia.
B) as notificações são sempre mais importantes que a tarefa em execução.
C) a interrupção constante compromete a concentração.
D) as mensagens desaparecem quando o aparelho é silenciado.

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E) o usuário produtivo não utiliza aplicativos.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a
interrupção constante compromete a concentração.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 121
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 7
Texto 2 “Desligar notificações por uma hora não elimina o volume de mensagens, mas devolve ao usuário a chance
de terminar uma tarefa sem ser interrompido a cada minuto. No fim do dia, o celular continua cheio; a mente, nem
tanto.” No último período, a oposição entre “o celular continua cheio” e “a mente, nem tanto” sugere que:
A) o aparelho perde memória ao longo do dia.
B) o excesso de mensagens reduz automaticamente.
C) a pessoa fica menos sobrecarregada mentalmente.
D) o usuário passa a responder todas as mensagens.
E) o celular deixa de receber notificações permanentemente.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a pessoa
fica menos sobrecarregada mentalmente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 122
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 8
Texto 2 “Desligar notificações por uma hora não elimina o volume de mensagens, mas devolve ao usuário a chance
de terminar uma tarefa sem ser interrompido a cada minuto. No fim do dia, o celular continua cheio; a mente, nem
tanto.” O conectivo “mas”, no primeiro período, introduz ideia de:
A) conclusão.
B) oposição.
C) explicação.
D) adição.
E) condição.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “oposição.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 123
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 9
Texto 2 “Desligar notificações por uma hora não elimina o volume de mensagens, mas devolve ao usuário a chance
de terminar uma tarefa sem ser interrompido a cada minuto. No fim do dia, o celular continua cheio; a mente, nem
tanto.” Um título adequado para o texto seria:
A) “Como zerar as mensagens do celular”
B) “A inutilidade das pausas no trabalho”
C) “Uma hora sem interrupções”
D) “A proibição do uso do celular”
E) “O fim dos aplicativos de mensagens”
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: ““Uma hora
sem interrupções””. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 124
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 10
Texto 2 “Desligar notificações por uma hora não elimina o volume de mensagens, mas devolve ao usuário a chance
de terminar uma tarefa sem ser interrompido a cada minuto. No fim do dia, o celular continua cheio; a mente, nem

Página 62
tanto.” Assinale a alternativa que apresenta inferência correta.
A) O texto afirma que notificações devem ser desligadas para sempre.
B) O texto sugere que pequenas medidas podem favorecer o foco.
C) O texto condena qualquer uso de tecnologia.
D) O texto comprova cientificamente que celulares causam ansiedade.
E) O texto trata exclusivamente de ambiente escolar.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O texto
sugere que pequenas medidas podem favorecer o foco.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 125
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 11
Texto 3 “A feira do bairro trocou os sacos plásticos por embalagens de papel e pontos de coleta de vidro.
Comerciantes reclamaram do custo inicial, mas, após dois meses, disseram que o número de clientes interessados
na mudança surpreendeu.” De acordo com o texto, é correto afirmar que:
A) os comerciantes aprovaram imediatamente a mudança.
B) a feira aboliu qualquer tipo de embalagem.
C) houve resistência inicial por causa dos custos.
D) os clientes rejeitaram as novas medidas.
E) o vidro deixou de ser aceito na feira.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “houve
resistência inicial por causa dos custos.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 126
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 12
Texto 3 “A feira do bairro trocou os sacos plásticos por embalagens de papel e pontos de coleta de vidro.
Comerciantes reclamaram do custo inicial, mas, após dois meses, disseram que o número de clientes interessados
na mudança surpreendeu.” A palavra “mas” estabelece, entre as ideias do texto, uma relação de:
A) alternância.
B) oposição.
C) explicação.
D) conclusão.
E) finalidade.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “oposição.”.
As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 127
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 13
Texto 3 “A feira do bairro trocou os sacos plásticos por embalagens de papel e pontos de coleta de vidro.
Comerciantes reclamaram do custo inicial, mas, após dois meses, disseram que o número de clientes interessados
na mudança surpreendeu.” O texto sugere que:
A) mudanças sustentáveis podem gerar retorno positivo de imagem ou adesão.
B) toda mudança ambiental reduz custos imediatamente.
C) consumidores não observam práticas sustentáveis.
D) feiras de bairro não conseguem alterar hábitos antigos.
E) o papel é sempre mais barato que o plástico.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “mudanças
sustentáveis podem gerar retorno positivo de imagem ou adesão.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente

Página 63
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 128
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 14
Texto 3 “A feira do bairro trocou os sacos plásticos por embalagens de papel e pontos de coleta de vidro.
Comerciantes reclamaram do custo inicial, mas, após dois meses, disseram que o número de clientes interessados
na mudança surpreendeu.” No contexto, o termo “surpreendeu” indica que o interesse dos clientes:
A) já era totalmente esperado.
B) foi menor do que se previa.
C) ultrapassou a expectativa dos comerciantes.
D) foi considerado irrelevante.
E) ocorreu apenas no primeiro dia.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ultrapassou
a expectativa dos comerciantes.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 129
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 15
Texto 3 “A feira do bairro trocou os sacos plásticos por embalagens de papel e pontos de coleta de vidro.
Comerciantes reclamaram do custo inicial, mas, após dois meses, disseram que o número de clientes interessados
na mudança surpreendeu.” A finalidade principal do texto é:
A) relatar uma mudança e suas repercussões.
B) instruir o leitor a abrir uma feira.
C) defender o fim das embalagens de papel.
D) descrever tecnicamente a produção do vidro.
E) criticar os comerciantes do bairro.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “relatar uma
mudança e suas repercussões.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 130
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 16
Texto 4 “No prédio ao lado, a reforma começa cedo. O martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo.
Já eu, que não tenho nenhum dos três antes das sete, aprendi a identificar o humor da obra pelo ritmo das
pancadas.” O tom predominante do texto é:
A) científico.
B) burocrático.
C) irônico e bem-humorado.
D) trágico e solene.
E) técnico e instrucional.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “irônico e
bem-humorado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 131
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 17
Texto 4 “No prédio ao lado, a reforma começa cedo. O martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo.
Já eu, que não tenho nenhum dos três antes das sete, aprendi a identificar o humor da obra pelo ritmo das
pancadas.” Ao afirmar que “o martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo”, o narrador:
A) descreve literalmente um equipamento eletrônico.
B) emprega linguagem figurada ao atribuir características humanas ao martelo.

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C) informa o horário exato de início da obra.
D) comprova a eficiência dos trabalhadores.
E) critica a qualidade do material usado na reforma.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “emprega
linguagem figurada ao atribuir características humanas ao martelo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 132
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 18
Texto 4 “No prédio ao lado, a reforma começa cedo. O martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo.
Já eu, que não tenho nenhum dos três antes das sete, aprendi a identificar o humor da obra pelo ritmo das
pancadas.” Infere-se do texto que o narrador:
A) gosta de acordar antes das sete.
B) participa da reforma diariamente.
C) não se incomoda com o barulho da obra.
D) preferiria que a reforma começasse mais tarde.
E) trabalha na construção civil.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “preferiria
que a reforma começasse mais tarde.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 133
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 19
Texto 4 “No prédio ao lado, a reforma começa cedo. O martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo.
Já eu, que não tenho nenhum dos três antes das sete, aprendi a identificar o humor da obra pelo ritmo das
pancadas.” O humor do texto decorre principalmente:
A) da descrição técnica da reforma.
B) da comparação entre o narrador e os operários.
C) da atribuição de intenções humanas ao barulho da obra.
D) da crítica direta aos vizinhos.
E) do uso de linguagem formal.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “da
atribuição de intenções humanas ao barulho da obra.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 134
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 20
Texto 4 “No prédio ao lado, a reforma começa cedo. O martelo parece ter despertador, compromisso e entusiasmo.
Já eu, que não tenho nenhum dos três antes das sete, aprendi a identificar o humor da obra pelo ritmo das
pancadas.” Assinale a alternativa que melhor sintetiza o texto.
A) A obra foi cancelada pelo condomínio.
B) O narrador relata, com ironia, o incômodo de ser acordado cedo pela reforma vizinha.
C) O texto defende o início antecipado de reformas.
D) O narrador elogia o silêncio do prédio ao lado.
E) A crônica trata da compra de ferramentas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O narrador
relata, com ironia, o incômodo de ser acordado cedo pela reforma vizinha.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 135

Página 65
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 1
Leia o trecho a seguir. “Nas últimas semanas, a biblioteca do bairro passou a abrir também aos domingos. Desde
então, o movimento de estudantes cresceu, sobretudo no período da tarde.” De acordo com o texto, assinale a
alternativa correta.
A) O funcionamento aos domingos ocorreu por causa do aumento do número de estudantes.
B) O aumento do movimento foi observado após a ampliação dos dias de funcionamento.
C) A biblioteca passou a funcionar somente aos domingos.
D) O texto afirma que o maior movimento ocorre no turno da manhã.
E) Os estudantes deixaram de frequentar a biblioteca durante a semana.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O aumento
do movimento foi observado após a ampliação dos dias de funcionamento.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 136
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 2
Leia o excerto. “Embora o aplicativo tenha simplificado o acesso aos serviços públicos, muitos usuários ainda
encontram dificuldade para localizar funções específicas.” A partir do trecho, conclui-se que:
A) o aplicativo é inútil para a prestação de serviços públicos.
B) todos os usuários dominam plenamente as funções do aplicativo.
C) a simplificação do acesso não eliminou todas as dificuldades de uso.
D) as funções específicas foram retiradas do aplicativo.
E) os serviços públicos deixaram de ser oferecidos presencialmente.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a
simplificação do acesso não eliminou todas as dificuldades de uso.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 137
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 3
Leia a frase. “O banco fechou mais cedo.” Assinale a alternativa que apresenta uma leitura adequada para a
palavra “banco” nesse contexto.
A) instituição financeira.
B) assento de praça.
C) conjunto de dados digitais.
D) reserva de areia à beira-mar.
E) fileira de peixes.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “instituição
financeira.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 138
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 3
Leia o texto. “Na crônica, o autor descreve a pressa das pessoas na cidade e, ao final, afirma que ninguém parece
ter tempo para perceber o pôr do sol.” Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do trecho.
A) A cidade oferece muitos espaços para contemplação.
B) O autor defende a extinção da vida urbana.
C) A rotina apressada afasta as pessoas da percepção de momentos simples.
D) O pôr do sol é um fenômeno raro nas cidades grandes.
E) A crônica trata exclusivamente de mobilidade urbana.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A rotina
apressada afasta as pessoas da percepção de momentos simples.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente

Página 66
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 139
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 4
Assinale a alternativa em que há relação correta entre hiperônimo e hipônimo.
A) fruta - alimento.
B) veículo - automóvel.
C) rosa - floricultura.
D) árvore - natureza.
E) metal - matéria.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “veículo -
automóvel.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 140
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 4
Em “Que excelente notícia!”, o ponto de exclamação indica, principalmente:
A) dúvida.
B) enumeração.
C) ênfase emotiva.
D) continuidade do pensamento.
E) citação alheia.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ênfase
emotiva.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 141
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 5
Leia o trecho. “Os moradores pediam mais iluminação na praça. Três meses depois da instalação dos novos
postes, o espaço voltou a receber crianças e idosos no início da noite.” Assinale a alternativa que apresenta uma
inferência adequada ao texto.
A) A praça foi demolida e reconstruída.
B) A falta de iluminação afastava parte dos frequentadores.
C) Os moradores eram contrários à presença de idosos na praça.
D) As crianças passaram a frequentar a praça apenas durante a madrugada.
E) A instalação dos postes ocorreu no mesmo dia do pedido dos moradores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A falta de
iluminação afastava parte dos frequentadores.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 142
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 6
Leia o texto. “Quando a reportagem foi publicada, a obra ainda não havia começado. Mesmo assim, o texto já
tratava dos impactos esperados na mobilidade da região.” É correto afirmar que a reportagem:
A) descreve somente efeitos já comprovados pela obra concluída.
B) aborda projeções relacionadas a uma intervenção ainda não iniciada.
C) nega a existência de qualquer impacto futuro.
D) informa que a obra já havia sido inaugurada.
E) trata exclusivamente do custo da construção.
Gabarito: B

Página 67
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “aborda
projeções relacionadas a uma intervenção ainda não iniciada.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 143
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 8
Assinale a alternativa em que a ambiguidade decorre do posicionamento de termo na frase.
A) Cheguei cedo ao trabalho.
B) Vendem-se livros usados para estudantes.
C) A palestra começou às nove horas.
D) Os alunos fizeram a prova hoje.
E) A diretora elogiou a equipe.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Vendem-se
livros usados para estudantes.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 144
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 8
Leia a passagem. “Não faltavam avisos. Ainda assim, muitos insistiam em estacionar sobre a calçada.” A
expressão “Ainda assim” introduz ideia de:
A) causa.
B) tempo.
C) concessão/contraste.
D) finalidade.
E) conclusão.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“concessão/contraste.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 145
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 9
Em “A palavra ‘ponte’ funciona, no texto, como símbolo de diálogo”, o termo “símbolo” indica que “ponte” foi
empregada:
A) apenas em sentido literal de construção física.
B) como representação de aproximação ou ligação.
C) como sinônimo exato de estrada.
D) em sentido técnico da engenharia civil ■■■■■■.
E) sem qualquer ampliação semântica.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “como
representação de aproximação ou ligação.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 146
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 9
Leia o trecho. “O editorial reconhece os avanços da tecnologia na educação, mas alerta para o risco de se
confundir inovação com mera substituição de ferramentas.” Assinale a alternativa que melhor resume o
posicionamento do editorial.
A) A tecnologia deve ser totalmente rejeitada no ambiente escolar.
B) Qualquer uso de ferramenta digital já garante inovação pedagógica.
C) Há benefícios na tecnologia, mas seu uso exige reflexão crítica.
D) O texto afirma que a educação não mudou com a tecnologia.

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E) O editorial trata apenas do preço dos equipamentos digitais.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Há
benefícios na tecnologia, mas seu uso exige reflexão crítica.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 147
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 10
Em uma embalagem, vê-se um selo verde com uma folha e a inscrição “100% reciclável”. A função do elemento
visual associado ao texto verbal é:
A) desvincular o produto de qualquer valor ambiental.
B) sinalizar, de forma rápida, atributo ecológico do produto.
C) substituir completamente a necessidade do texto escrito.
D) introduzir ambiguidade sobre a composição da embalagem.
E) informar a data de validade do produto.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “sinalizar, de
forma rápida, atributo ecológico do produto.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 148
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 10
Leia o texto. “Segundo a matéria, a coleta seletiva foi ampliada para novos bairros. No entanto, a adesão da
população ainda está abaixo do esperado.” De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
A) A ampliação da coleta seletiva garantiu adesão total dos moradores.
B) A matéria afirma que o serviço foi encerrado nos novos bairros.
C) Apesar da ampliação do serviço, a participação popular segue insuficiente.
D) A população recusou completamente a existência da coleta seletiva.
E) O texto informa que não houve expectativa anterior sobre a adesão.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Apesar da
ampliação do serviço, a participação popular segue insuficiente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 149
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 11
Leia o excerto. “Quando o museu decidiu disponibilizar visitas virtuais, não pretendia substituir a experiência
presencial, mas ampliá-la.” Assinale a alternativa correta.
A) As visitas virtuais foram criadas para extinguir as visitas presenciais.
B) A decisão do museu teve caráter complementar, e não excludente.
C) O museu passou a atender apenas visitantes de outras cidades.
D) A experiência presencial foi considerada desnecessária pelo museu.
E) O texto afirma que as visitas virtuais fracassaram.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A decisão
do museu teve caráter complementar, e não excludente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 150
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 12
Em um aviso interno, há o desenho de uma lixeira dividido em cores e, abaixo, as expressões “papel”, “plástico”,
“metal” e “vidro”. Nesse caso, o componente não verbal:
A) apenas repete inutilmente o texto verbal.

Página 69
B) organiza visualmente a informação e facilita a identificação das categorias.
C) prejudica a compreensão do aviso.
D) substitui a necessidade de separação dos resíduos.
E) transforma o aviso em texto literário.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “organiza
visualmente a informação e facilita a identificação das categorias.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente
ou contradizem informações do enunciado.

Questão 151
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 12
Leia a frase do texto jornalístico: “Os números impressionam, mas, isoladamente, não explicam a realidade.” A
partir da frase, é correto afirmar que o texto defende:
A) a inutilidade total dos dados estatísticos.
B) a análise dos números em conjunto com outros elementos.
C) a exclusão da realidade na interpretação de dados.
D) a substituição de pesquisas por opiniões individuais.
E) o abandono de qualquer estudo quantitativo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a análise
dos números em conjunto com outros elementos.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 152
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 13
Leia o trecho. “‘Foi um grande avanço’, disse a pesquisadora, antes de destacar que os resultados ainda são
preliminares.” Assinale a alternativa correta.
A) A pesquisadora considera os resultados definitivos.
B) O trecho revela entusiasmo sem qualquer ressalva.
C) O avanço reconhecido não elimina a necessidade de cautela.
D) A pesquisadora nega a existência de resultados.
E) O texto informa que a pesquisa foi cancelada.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “O avanço
reconhecido não elimina a necessidade de cautela.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 153
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 14
Leia o período. “Enquanto parte dos comerciantes comemorava o aumento das vendas, outra parte demonstrava
preocupação com a falta de estacionamento.” O período evidencia:
A) uniformidade de opinião entre os comerciantes.
B) supressão de qualquer conflito de interesses.
C) duas reações distintas diante da mesma situação.
D) certeza de que o problema do estacionamento foi resolvido.
E) a inexistência de aumento nas vendas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “duas
reações distintas diante da mesma situação.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 154
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 15

Página 70
Leia o fragmento. “A autora enumera lembranças da infância para construir, aos poucos, uma atmosfera de
saudade.” Assinale a alternativa que expressa adequadamente o efeito produzido por essa estratégia.
A) Quebra brusca da coerência do texto.
B) Construção gradual de um sentimento evocativo.
C) Anulação da subjetividade da narrativa.
D) Transformação do texto em manual técnico.
E) Redução do valor afetivo das lembranças.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Construção
gradual de um sentimento evocativo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 155
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 16
Assinale a alternativa em que o ponto de interrogação foi usado corretamente.
A) A reunião começou cedo?
B) Quem autorizou a mudança no cronograma?
C) Talvez ele compareça?
D) O relatório foi enviado ontem?
E) Ficamos satisfeitos com o resultado?
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Quem
autorizou a mudança no cronograma?”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 156
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 16
Leia o texto. “A nota oficial evitou mencionar nomes, mas deixou claro que houve falha no procedimento interno.”
Pode-se concluir que a nota oficial:
A) identificou nominalmente todos os envolvidos.
B) reconheceu a ocorrência de erro sem personalizar a responsabilização.
C) negou a existência de qualquer falha.
D) foi escrita para elogiar o procedimento interno.
E) informou que o problema ocorreu fora da instituição.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “reconheceu
a ocorrência de erro sem personalizar a responsabilização.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 157
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 17
Leia o excerto. “Se a cidade pretende reduzir alagamentos, não basta ampliar galerias; é indispensável rever a
ocupação do solo.” Assinale a alternativa correta.
A) O texto sustenta que a ampliação de galerias é medida suficiente.
B) A revisão da ocupação do solo é apresentada como medida dispensável.
C) O trecho defende uma solução única e simples para o problema.
D) A redução de alagamentos exige medidas estruturais e de planejamento urbano.
E) O texto afirma que os alagamentos independem da ocupação do solo.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “A redução
de alagamentos exige medidas estruturais e de planejamento urbano.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Página 71
Questão 158
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 18
Leia o trecho. “Em vez de proibir imediatamente o uso dos aparelhos, a escola optou por estabelecer regras claras
para sua utilização pedagógica.” A escolha da escola indica:
A) recusa total de qualquer tecnologia em sala.
B) adoção de solução intermediária e regulatória.
C) abandono do uso pedagógico dos aparelhos.
D) falta de posicionamento institucional.
E) aceitação irrestrita do uso dos aparelhos.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “adoção de
solução intermediária e regulatória.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 159
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 19
Na expressão “frases afiadas”, o adjetivo “afiadas” foi empregado para sugerir:
A) objetos metálicos cortantes.
B) enunciados agressivos ou contundentes.
C) frases gramaticalmente longas.
D) discursos tecnicamente imprecisos.
E) orações sem sujeito.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “enunciados
agressivos ou contundentes.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 160
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 20
Leia o fragmento. “O repórter descreve o bairro com dados objetivos, mas escolhe encerrar a matéria com a fala
emocionada de uma moradora antiga.” O efeito dessa escolha é:
A) eliminar toda marca de subjetividade da matéria.
B) substituir a informação factual por ficção.
C) articular informação objetiva e dimensão humana do tema.
D) romper totalmente com o assunto tratado.
E) invalidar os dados apresentados anteriormente.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “articular
informação objetiva e dimensão humana do tema.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 161
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 1
Leia o texto: "Com a chuva intensa da madrugada, o aplicativo de entrega informou atraso medio de 40 minutos.
Ainda assim, os pedidos continuaram chegando." A ideia central do texto e:
A) defender o fim dos aplicativos de entrega.
B) informar que a chuva afetou o servico, sem impedir totalmente seu funcionamento.
C) provar que os entregadores trabalharam normalmente.
D) criticar os clientes que mantiveram seus pedidos.
E) mostrar que nao houve qualquer impacto da chuva.
Gabarito: B

Página 72
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “informar
que a chuva afetou o servico, sem impedir totalmente seu funcionamento.”. As demais extrapolam, restringem
indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 162
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 2
Leia o aviso: "Curso gratuito de redacao. Inscricoes ate sexta-feira. Vagas limitadas." O leitor pode inferir
corretamente que:
A) nao ha prazo para se inscrever.
B) qualquer pessoa sera automaticamente matriculada.
C) a gratuidade elimina a necessidade de inscricao.
D) as vagas podem se esgotar antes do fim do prazo.
E) o curso sera oferecido apenas para professores.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “as vagas
podem se esgotar antes do fim do prazo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 163
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 5
Leia a manchete: "Preco do cafe sobe pelo terceiro mes consecutivo." A palavra "consecutivo" indica que o
aumento ocorreu:
A) de forma eventual.
B) com interrupcoes frequentes.
C) sem intervalo entre os meses citados.
D) somente no ultimo mes.
E) de modo imprevisivel.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “sem
intervalo entre os meses citados.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 164
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 8
Leia: "O bairro ganhou uma nova praca. Com bancos, arvores e brinquedos, o espaco passou a receber familias
todas as noites." O trecho permite concluir que a nova praca:
A) reduziu a circulacao de moradores.
B) nao foi utilizada pela comunidade.
C) favoreceu a ocupacao do espaco publico.
D) foi construida apenas para eventos oficiais.
E) substituiu integralmente a escola do bairro.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “favoreceu a
ocupacao do espaco publico.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 165
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 9
Leia o texto: "Ninguem contestou a necessidade da reforma. O debate surgiu quando se discutiu quem pagaria a
conta." O foco do segundo periodo esta em:
A) negar a importancia da reforma.
B) deslocar a discussao para o custeio da medida.
C) informar que a reforma foi cancelada.

Página 73
D) afirmar que nao houve debate algum.
E) explicar detalhes tecnicos da obra.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “deslocar a
discussao para o custeio da medida.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações
do enunciado.

Questão 166
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 10
Leia: "A escola nao recebeu tablets novos. Recebeu, porem, acesso a internet mais estavel." O termo "porem"
introduz ideia de:
A) retificacao.
B) explicacao.
C) adicao sem contraste.
D) oposicao parcial.
E) causa.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “oposicao
parcial.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 167
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 12
Leia o trecho de reportagem: "Especialistas apontam que a vacinacao elevou a cobertura de grupos antes
desassistidos." A funcao da referencia aos especialistas e:
A) enfraquecer a informacao.
B) introduzir opiniao sem fundamento.
C) dar credibilidade ao dado apresentado.
D) substituir os dados por boatos.
E) desviar o tema da reportagem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “dar
credibilidade ao dado apresentado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 168
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 13
Leia: "No papel, o projeto parecia simples. Na pratica, exigiu meses de negociacao." O texto contrapoe:
A) teoria e execucao.
B) cidade e campo.
C) passado e futuro.
D) causa e efeito identicos.
E) fala e escrita sem diferenca.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “teoria e
execucao.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 169
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 14
Leia o texto: "A fila andou pouco, mas andou. Para quem esperava havia horas, isso ja era noticia." O trecho indica
um ponto de vista:
A) indiferente.
B) totalmente pessimista.
C) otimista diante de um avanc■o minimo.

Página 74
D) tecnico e matematico.
E) agressivo em relacao aos usuarios.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “otimista
diante de um avanc■o minimo.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 170
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 16
Leia o texto: "A reportagem ouviu moradores, comerciantes e especialistas. Mesmo assim, o problema segue sem
solucao imediata." O segmento "Mesmo assim" indica que:
A) a escuta dos grupos resolveu o problema.
B) a multiplicidade de vozes nao garantiu solucao rapida.
C) somente especialistas foram ouvidos.
D) o problema era imaginario.
E) a reportagem deixou de apurar o fato.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a
multiplicidade de vozes nao garantiu solucao rapida.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 171
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 17
Leia: "Quando faltou energia, o silencio ocupou o predio. So entao se percebeu o barulho constante das maquinas."
O texto sugere que:
A) o silencio era habitual no local.
B) a ausencia de som tornou perceptivel um ruido antes naturalizado.
C) as maquinas eram novas e silenciosas.
D) o predio foi abandonado.
E) o barulho aumentou durante a queda de energia.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “a ausencia
de som tornou perceptivel um ruido antes naturalizado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 172
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 18
Leia o comentario: "Nao reclamo do calor; reclamo da falta de sombra." A relacao entre os termos destacados
mostra que o autor:
A) nega a existencia de calor.
B) desloca a critica do clima para a infraestrutura urbana.
C) afirma preferir o frio.
D) discute apenas questao meteorologica.
E) abandona completamente o tema inicial.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “desloca a
critica do clima para a infraestrutura urbana.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 173
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 20
Leia o trecho: "A cidade voltou a olhar para o rio que sempre esteve ali." O sentido mais adequado e que a cidade:
A) descobriu recentemente a existencia do rio.

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B) passou a valorizar um elemento antes negligenciado.
C) mudou o curso do rio.
D) deixou de ter contato com a agua.
E) substituiu o rio por um parque.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “passou a
valorizar um elemento antes negligenciado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Questão 174
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 21
Leia a frase de opiniao: "Nenhuma tecnologia substitui o cuidado de um bom professor." O ponto de vista do
enunciador e de:
A) desprezo pela educacao.
B) defesa da centralidade da atuacao docente.
C) rejeicao a qualquer recurso tecnologico.
D) indiferenca ao papel da escola.
E) negacao do uso pedagogico de ferramentas digitais.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “defesa da
centralidade da atuacao docente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 175
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 22
Leia: "A manchete prometia respostas. O texto entregou perguntas melhores." Nesse contexto, a segunda frase
sugere que o texto:
A) foi ruim porque nao respondeu nada.
B) fracassou em qualquer aspecto.
C) ampliou a reflexao, ainda que sem oferecer conclusoes fechadas.
D) era incoerente com a manchete e inutil.
E) tratava de tema sem importancia.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “ampliou a
reflexao, ainda que sem oferecer conclusoes fechadas.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou
contradizem informações do enunciado.

Questão 176
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 55
Na expressao "gastar saliva", o sentido e de:
A) falar inutilmente.
B) ficar com sede.
C) adoecer.
D) economizar palavras.
E) beber agua em excesso.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “falar
inutilmente.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 177
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 57
Em "A escola e a ponte para novos caminhos", a palavra "ponte" foi empregada em sentido:
A) literal.

Página 76
B) metonimico estrito.
C) metaforico.
D) tecnico.
E) juridico.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“metaforico.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 178
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 61
Na frase "O bairro renasceu apos a revitalizacao", o verbo "renasceu" sugere:
A) nascimento biologico literal.
B) recuperacao, renovacao.
C) desaparecimento.
D) abandono completo.
E) falta de moradores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto:
“recuperacao, renovacao.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 179
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 67
Assinale a alternativa em que a substituicao preserva o sentido da frase "Ele recusou a proposta por prudencia":
A) por impulso
B) por cautela
C) por vaidade
D) por pressa
E) por desleixo
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “por
cautela”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do enunciado.

Questão 180
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 71
No enunciado "O aluno foi brilhante", a palavra "brilhante" pode ser entendida como:
A) feito de metal.
B) muito inteligente ou destacado.
C) escorregadio.
D) muito silencioso.
E) sem cor.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “muito
inteligente ou destacado.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 181
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 73
Assinale a alternativa em que o mesmo termo muda de sentido conforme o contexto:
A) mesa / cadeira
B) livro / caderno
C) cabeca da turma / cabeca do parafuso

Página 77
D) escola / professor
E) janela / porta
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “cabeca da
turma / cabeca do parafuso”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem informações do
enunciado.

Questão 182
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 98
Assinale a alternativa em que a enumeracao foi pontuada corretamente:
A) Na pasta havia atas, relatorios, memorandos e oficios.
B) Na pasta havia, atas relatorios, memorandos e oficios.
C) Na pasta havia atas relatorios, memorandos, e oficios.
D) Na pasta, havia atas relatorios memorandos e, oficios.
E) Na pasta havia atas; relatorios e, memorandos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque corresponde à leitura ou inferência sustentada pelo texto: “Na pasta
havia atas, relatorios, memorandos e oficios.”. As demais extrapolam, restringem indevidamente ou contradizem
informações do enunciado.

Página 78
Textos mistos: verbais e não verbais, inclusive imagéticos
Tópico do edital 2. Questões mantidas nesta seção: 65.

Questão 183
Origem: portugues [Link] • questão original 1
Texto I A passagem por Budapeste se dissipara no meu cérebro. Quando a recordava, era como um rápido
acidente, um fotograma que trepidasse na fita da memória. Um lance ilusório, talvez, que me dispensei de referir à
Vanda ou a quem quer que fosse. É verdade que a Vanda tampouco se preocupava em saber que grandes
escritores eram esses que eu encontrava todo ano, em congressos que ninguém noticiava. Talvez se defendesse
de fantasiar aventuras do marido mundo afora, poetisas, dramaturgas, antropólogas que me fizessem perder o
juízo e o avião de volta. Portanto, seria estúpido relatar, sem convicção, a uma Vanda que não queria ouvir, a
minha madrugada solitária de Budapeste. E hoje aquela Budapeste estaria morta e sepultada, não fosse o menino
levantá-la do meu sonho. Uma tentativa de se aproximar do pai, compreendi logo mais, que eu a rechaçara com
uma brutalidade inexplicável. Às seis e meia em ponto das manhãs seguintes, quando mãe e filho acordavam com
o despertador, me obriguei a também me por de pé. Passei a dedicar ao menino o tempo que me sobrava antes do
trabalho, usado em geral para me espreguiçar, pensar na vida e ler jornais no banheiro. Agora, quando a Vanda
saía para a televisão, eu ficava na copa tomando café com o meu filho. Observando-o às voltas com os sorvetes e
coca-colas, procurava restaurar as feições perdidas em seu rosto flácido, e admiti que eram as de um menino muito
bonito. Com a ponta do guardanapo, limpava-lhe a boca dos sucrilhos e encontrava os lábios carnudos da mãe,
como da mãe eram seus olhos negros. [...] (BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras,
2003, p.31-32 O emprego de um verbo flexionado no pretérito mais-que-perfeito no primeiro período do texto pode
ser explicado por indicar uma ação, assinale a alternativa correta.
A) Passada que não foi concluída.
B) Futura que se relaciona com um fato passado.
C) Presente que foi iniciada no passado.
D) Passada que se repete no presente.
E) Passada anterior à outra também passada.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “Passada anterior à outra também passada.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 184
Origem: portugues [Link] • questão original 3
Texto I O incendiador de caminhos Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique
destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento:
trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos. Contudo, eu receio que seja mais
uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa
ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo,
não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar
que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência. Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das
razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e
queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado
que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste
breve depoimento. Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre
a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse
mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do
homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique. 2 O homem
passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito
prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só
venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia
que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade. Os visitadores
gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer
entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os

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homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim.
A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do
atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam
claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o
piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...] (COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia
das Letras. 2011 No parágrafo do texto, há o predomínio de um tempo verbal que encerra um valor expressivo.
Trata-se do:
A) Pretérito Perfeito, expressando ações concluídas.
B) Presente do Subjuntivo, indicando possibilidades.
C) Futuro do Presente, marcando ações frustradas.
D) Pretérito Imperfeito, revelando práticas interrompidas.
E) Presente do Indicativo, indicando ações habituais.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “Presente do Indicativo, indicando ações habituais.”. As demais ignoram ou distorcem
a relação entre texto e imagem.

Questão 185
Origem: portugues [Link] • questão original 18
Leia o texto a seguir para responder à questão. Lion Park e Lujan Um exemplo de turismo cruel com animais em
cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul. O Lion Park permite aos visitantes entrar nos
ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para fazer carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade
de visitas, os filhotes são trocados de ambiente, e outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no
lugar, como um rodízio de leões. Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias
desde muito cedo e são obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para
interagir com esses filhotes. Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os
visitantes entrem em jaulas para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto
aos cuidados dos animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais
sejam seriamente dopados. Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e
fiscalização dos governos, que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além
disso, depende das decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa
indústria. Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/ Assinale a alternativa correta. No trecho “Um exemplo de
turismo cruel com animais em cativeiro”, a palavra assinalada significa:
A) Pátio, área.
B) Liberdade, visitação.
C) Encarcerado, saudável.
D) Prisão, clausura.
E) Rodízio, visita.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “Prisão, clausura.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 186
Origem: portugues [Link] • questão original 26
Texto I O conto do vigário (Joseli Dias) Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho
pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas
do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por
maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para
comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por
comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha
esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas,
ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto,
terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para
progredir na vida. Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e
assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca,

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iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo
mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a
mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho. Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo
amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de
lado por alguns. “Isso tem que acabar”, disse consigo. Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do
confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia
prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha
necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante. O Padre, cujo único defeito era
interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na
verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam
milhares de contos de réis. [...] Em “Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia”,
a construção destacada contribui para o sentido do texto, exprimindo um valor semântico:
A) temporal.
B) explicativo.
C) concessivo.
D) conclusivo.
E) causal.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “concessivo.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 187
Origem: portugues [Link] • questão original 47
Texto I A passagem por Budapeste se dissipara no meu cérebro. Quando a recordava, era como um rápido
acidente, um fotograma que trepidasse na fita da memória. Um lance ilusório, talvez, que me dispensei de referir à
Vanda ou a quem quer que fosse. É verdade que a Vanda tampouco se preocupava em saber que grandes
escritores eram esses que eu encontrava todo ano, em congressos que ninguém noticiava. Talvez se defendesse
de fantasiar aventuras do marido mundo afora, poetisas, dramaturgas, antropólogas que me fizessem perder o
juízo e o avião de volta. Portanto, seria estúpido relatar, sem convicção, a uma Vanda que não queria ouvir, a
minha madrugada solitária de Budapeste. E hoje aquela Budapeste estaria morta e sepultada, não fosse o menino
levantá-la do meu sonho. Uma tentativa de se aproximar do pai, compreendi logo mais, que eu a rechaçara com
uma brutalidade inexplicável. Às seis e meia em ponto das manhãs seguintes, quando mãe e filho acordavam com
o despertador, me obriguei a também me por de pé. Passei a dedicar ao menino o tempo que me sobrava antes do
trabalho, usado em geral para me espreguiçar, pensar na vida e ler jornais no banheiro. Agora, quando a Vanda
saía para a televisão, eu ficava na copa tomando café com o meu filho. Observando-o às voltas com os sorvetes e
coca-colas, procurava restaurar as feições perdidas em seu rosto flácido, e admiti que eram as de um menino muito
bonito. Com a ponta do guardanapo, limpava-lhe a boca dos sucrilhos e encontrava os lábios carnudos da mãe,
como da mãe eram seus olhos negros. [...] (BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras,
2003, p.31-32 O texto tem um caráter memorialístico. A partir de uma leitura atenta, assinale a alternativa correta.
A) Há um narrador observador que apresenta as lembranças de outra pessoa.
B) O narrador personagem mostra uma mudança no tratamento que dava ao seu filho.
C) Com foco narrativo em terceira pessoa, é apresentado o ciúme da esposa Vanda.
D) Se nota uma Budapeste que sempre esteve viva na memória do narrador.
E) Não é possível perceber o motivo pelo qual o narrador viajara a Budapeste.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “O narrador personagem mostra uma mudança no tratamento que dava ao seu filho.”.
As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 188
Origem: portugues [Link] • questão original 58
Texto I O incendiador de caminhos Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique
destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento:
trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos. Contudo, eu receio que seja mais
uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa

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ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo,
não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar
que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência. Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das
razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e
queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado
que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste
breve depoimento. Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre
a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse
mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do
homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique. O homem
passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito
prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só
venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia
que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade. Os visitadores
gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer
entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os
homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim.
A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se 38 e desfalece pelas imediações
do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam
claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o
piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...] (COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia
das Letras. 2011 A partir da leitura atenta do texto, pode-se perceber que o enunciador enfatiza o seguinte aspecto
das queimadas em Moçambique:
A) as dificuldades climáticas nas savanas africanas.
B) a sobrecarga das tarefas atribuídas à mulher camponesa.
C) a importância de proteger e de conservar os ecossistemas.
D) a complexa relação entre ações e seus agentes nessas savanas.
E) a falta de garantias estatais para a necessária estabilidade do país.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a complexa relação entre ações e seus agentes nessas savanas.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 189
Origem: portugues [Link] • questão original 66
Texto Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi
assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em estúdio,
iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade. Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de
rua com três cães. Abordou-os e, no fim dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida
Paulista. “Vão fazer o que lá?”, perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de
lá”, contou a dupla, que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus
bichinhos. Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste
universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto que
nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista. Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas
redes sociais de Leporo, gerando imenso interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do
clique, havia quem quisesse saber mais sobre os bastidores daquela imagem. Era isso! Para dar visibilidade
àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso narrar as suas histórias. E foi assim,
de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e
companheirismo. “Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade.
É com ele que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu
José, morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14
deles ao lado do pequeno Duque. [...] (Revista Ocas, edição nº119, 2019) A partir da leitura do texto, é possível
afirmar, a respeito do projeto Moradores de Rua e seus Cães (MRSC), que:
A) foi concebido a partir da experiência individual de um fotógrafo com uma dupla de moradores de rua.

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B) busca, apenas, amparar os cães de moradores de rua visto que estes não conseguem alimentá-los
adequadamente.
C) o fotógrafo pode observar que a mesma indiferença que a população tem com os moradores de rua
apresentou-se em relação às fotos nas redes.
D) as fotos revelam o quanto a desumanização que a sociedade promove nos moradores de rua impede qualquer
possibilidade de relação afetuosa.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “foi concebido a partir da experiência individual de um fotógrafo com uma dupla de
moradores de rua.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 190
Origem: portugues [Link] • questão original 67
Texto Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi
assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em estúdio,
iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade. 44 Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores
de rua com três cães. Abordou-os e, no fim dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida
Paulista. “Vão fazer o que lá?”, perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de
lá”, contou a dupla, que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus
bichinhos. Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste
universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto que
nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista. Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas
redes sociais de Leporo, gerando imenso interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do
clique, havia quem quisesse saber mais sobre os bastidores daquela imagem. Era isso! Para dar visibilidade
àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso narrar as suas histórias. E foi assim,
de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e
companheirismo. “Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade.
É com ele que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu
José, morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14
deles ao lado do pequeno Duque. [...] (Revista Ocas, edição nº119, 2019) Considere o fragmento abaixo. “onde
falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo” (5º§) “comida/cobertor” e
“amor/companheirismo” formam pares de substantivos que, respectivamente, classificam-se como concretos e
abstratos. No texto, revelam uma oposição que é mais bem representada pelas seguintes ideias:
A) materialidade e afetividade.
B) pobreza e riqueza.
C) saúde e doença.
D) essencial e supérfluo.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “materialidade e afetividade.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e
imagem.

Questão 191
Origem: portugues [Link] • questão original 79
A Beleza do Alce A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho. Todos os animais que foram beber
água viram suas imagens refletidas no lago. O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora. O alce
continuou admirando a sua imagem: - Mas que bela cabeça eu tenho. De repente, observando as próprias pernas,
ficou desapontado e disse: “Nunca tinha reparado nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha
beleza!” Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um bando de
lobos que afugentara todos os seus companheiros. Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu
assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao
alcance dos lobos. Por fim, o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras. Ao
perceber que já estava a salvo, o alce exclamou aliviado: “Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me
fizeram morrer! Ah, se não fossem as minhas pernas!” Toda fábula carrega uma moral, também chamada de
reflexão ou mensagem. Esta leva em conta o todo do texto e apresenta o que é o mais importante. Quanto à moral
do texto “A beleza do Alce”, assinale a alternativa correta.

Página 83
A) Valorize o que lhe é mais útil.
B) Seja mais atento ao que acontece a sua volta.
C) O perigo anda sempre em bando.
D) Não perca tempo com coisas belas e passageiras.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “Valorize o que lhe é mais útil.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto
e imagem.

Questão 192
Origem: portugues [Link] • questão original 81
Texto II Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao
lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar, não
sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava a fome.
Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede. (Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média Em relação ao
texto II, é correto afirmar que:
A) se refere à apresentação de uma situação restrita ao universo dos animais irracionais.
B) parte de um exemplo concreto para propor uma reflexão acerca do tema da indecisão.
C) busca ensinar como se deve agir apenas em situações exageradas de fome e de sede.
D) pretende relativizar aspectos positivos e negativos no tocante ao sentimento de indecisão.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “parte de um exemplo concreto para propor uma reflexão acerca do tema da
indecisão.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 193
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 21
em: uma bateria quase vazia, desenhada em forma de árvore. Frase: “Se a cidade descarrega, ninguém fica
ligado.” A relação entre imagem e frase produz o sentido de que:
A) árvores e baterias são objetos equivalentes.
B) o descarte de baterias urbanas é o único problema ambiental.
C) o esgotamento dos recursos da cidade afeta a todos.
D) a cidade deve investir apenas em tecnologia.
E) a campanha trata exclusivamente de poda de árvores.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “o esgotamento dos recursos da cidade afeta a todos.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 194
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 22
em: uma bateria quase vazia, desenhada em forma de árvore. Frase: “Se a cidade descarrega, ninguém fica
ligado.” No slogan, a palavra “ligado” foi empregada com efeito de:
A) repetição sem mudança de sentido.
B) ambiguidade intencional, associando energia e atenção/consciência.
C) sentido exclusivamente técnico.
D) erro de linguagem publicitária.
E) oposição entre campo e cidade.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “ambiguidade intencional, associando energia e atenção/consciência.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 195

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Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 23
em: uma bateria quase vazia, desenhada em forma de árvore. Frase: “Se a cidade descarrega, ninguém fica
ligado.” A finalidade principal da peça é:
A) vender baterias recarregáveis.
B) promover um aplicativo de energia.
C) conscientizar sobre sustentabilidade urbana.
D) criticar o uso de árvores em campanhas.
E) informar o leitor sobre eletricidade residencial.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “conscientizar sobre sustentabilidade urbana.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 196
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 24
em: uma bateria quase vazia, desenhada em forma de árvore. Frase: “Se a cidade descarrega, ninguém fica
ligado.” Infere-se da peça que:
A) os problemas ambientais atingem apenas quem trabalha com energia.
B) a degradação urbana tem efeitos coletivos.
C) a frase contradiz completamente a imagem.
D) a cidade está literalmente sem bateria.
E) o texto nega a importância da natureza.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a degradação urbana tem efeitos coletivos.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 197
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 25
em: uma pessoa tira selfie em uma rua alagada. Legenda da postagem: “Gratidão pelo passeio radical.” O efeito de
sentido predominante é de:
A) elogio literal às chuvas intensas.
B) ironia diante de um problema urbano.
C) orientação turística para esportes radicais.
D) comemoração de obra pública concluída.
E) defesa do uso de redes sociais no trânsito.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “ironia diante de um problema urbano.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 198
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 26
em: uma pessoa tira selfie em uma rua alagada. Legenda da postagem: “Gratidão pelo passeio radical.” A leitura
conjunta da imagem e da legenda permite concluir que:
A) a situação retratada é confortável e planejada.
B) a legenda reforça, de modo literal, o sentimento de gratidão.
C) há contraste entre o tom da legenda e o problema mostrado na imagem.
D) a imagem não interfere no sentido da legenda.
E) a legenda descreve um passeio realmente voluntário.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “há contraste entre o tom da legenda e o problema mostrado na imagem.”. As demais

Página 85
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 199
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 27
em: uma pessoa tira selfie em uma rua alagada. Legenda da postagem: “Gratidão pelo passeio radical.” A crítica
presente na charge dirige-se principalmente:
A) ao excesso de leitura nas redes sociais.
B) à banalização ou normalização de situações problemáticas.
C) à prática de atividades físicas.
D) ao uso de guarda-chuvas.
E) à circulação de carros em áreas centrais.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “à banalização ou normalização de situações problemáticas.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 200
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 28
em: uma pessoa tira selfie em uma rua alagada. Legenda da postagem: “Gratidão pelo passeio radical.” A
expressão “passeio radical”, nesse contexto, significa:
A) esporte aquático praticado conscientemente.
B) deslocamento involuntário em situação adversa.
C) viagem de lazer em período chuvoso.
D) excursão escolar temática.
E) campanha de incentivo ao turismo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “deslocamento involuntário em situação adversa.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 201
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 29
em telas: 6h; Tempo de leitura: 20min. Pelo título do infográfico, entende-se que:
A) o dia é capaz de emitir sons.
B) a rotina da pessoa se revela pelos números apresentados.
C) o infográfico trata apenas de agenda escolar.
D) a leitura ocupa a maior parte do tempo diário.
E) os dados são irrelevantes para qualquer reflexão.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a rotina da pessoa se revela pelos números apresentados.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 202
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 30
em telas: 6h; Tempo de leitura: 20min. A comparação entre os dados sugere que:
A) a leitura já supera o uso de telas.
B) o uso de telas é insignificante.
C) há desequilíbrio entre os hábitos apresentados.
D) o leitor deve abandonar totalmente as telas.
E) o infográfico comprova queda geral da educação.
Gabarito: C

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Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “há desequilíbrio entre os hábitos apresentados.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 203
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 31
em telas: 6h; Tempo de leitura: 20min. A função principal dos dados numéricos no infográfico é:
A) ornamentar visualmente o texto.
B) comparar quantitativamente dois hábitos.
C) dificultar a interpretação do leitor.
D) eliminar o valor do título.
E) substituir a necessidade de reflexão.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “comparar quantitativamente dois hábitos.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 204
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 32
em telas: 6h; Tempo de leitura: 20min. Assinale a alternativa correta.
A) O título e os números se contradizem.
B) O infográfico trabalha com oposição entre imagem e texto.
C) O conjunto busca provocar reflexão sobre o uso do tempo.
D) Os dados impedem qualquer interpretação crítica.
E) O foco exclusivo do infográfico é o ambiente profissional.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “O conjunto busca provocar reflexão sobre o uso do tempo.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 205
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 33
em uma biblioteca. Imagem: ícone de alto-falante riscado. Frase: “Volume alto só para as ideias.” A relação entre
símbolo e frase permite concluir que:
A) a biblioteca incentiva música em volume elevado.
B) o silêncio físico é esperado, embora a atividade intelectual seja valorizada.
C) a placa autoriza debates em voz alta.
D) a imagem anula o sentido da frase.
E) a frase desautoriza qualquer pensamento crítico.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “o silêncio físico é esperado, embora a atividade intelectual seja valorizada.”. As
demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 206
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 34
em uma biblioteca. Imagem: ícone de alto-falante riscado. Frase: “Volume alto só para as ideias.” Na frase, o termo
“volume” contribui para um efeito de:
A) repetição exata de sentido.
B) duplo sentido entre som e intensidade das ideias.
C) uso exclusivamente matemático.
D) negação do símbolo visual.
E) ambiguidade indevida.

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Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “duplo sentido entre som e intensidade das ideias.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 207
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 35
em uma biblioteca. Imagem: ícone de alto-falante riscado. Frase: “Volume alto só para as ideias.” A finalidade
principal da placa é:
A) proibir permanentemente qualquer conversa.
B) instruir o comportamento do público com linguagem criativa.
C) informar o horário de funcionamento.
D) divulgar evento cultural.
E) substituir os funcionários da biblioteca.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “instruir o comportamento do público com linguagem criativa.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 208
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 36
em uma biblioteca. Imagem: ícone de alto-falante riscado. Frase: “Volume alto só para as ideias.” Infere-se da placa
que a biblioteca:
A) recusa atividades intelectuais intensas.
B) aceita barulho quando o assunto é relevante.
C) valoriza concentração e reflexão.
D) permite uso irrestrito de caixas de som.
E) critica a leitura silenciosa.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “valoriza concentração e reflexão.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre
texto e imagem.

Questão 209
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 37
em: uma folha de papel amassada se transforma, no quadro seguinte, em um pássaro de papel. Frase: “Recicle o
erro. Ele ainda pode voar.” O efeito de sentido predominante do anúncio é:
A) literal, sobre aviação.
B) instrucional, sobre origami apenas.
C) metafórico, associando reaproveitamento a nova possibilidade.
D) técnico, sobre produção industrial de papel.
E) jurídico, sobre descarte de resíduos.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “metafórico, associando reaproveitamento a nova possibilidade.”. As demais ignoram
ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 210
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 38
em: uma folha de papel amassada se transforma, no quadro seguinte, em um pássaro de papel. Frase: “Recicle o
erro. Ele ainda pode voar.” A transformação visual do papel em pássaro reforça a ideia de:
A) destruição definitiva.
B) inutilidade do papel amassado.

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C) reaproveitamento criativo.
D) proibição do erro.
E) substituição da escrita por imagens.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “reaproveitamento criativo.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e
imagem.

Questão 211
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 39
em: uma folha de papel amassada se transforma, no quadro seguinte, em um pássaro de papel. Frase: “Recicle o
erro. Ele ainda pode voar.” A frase “Ele ainda pode voar” sugere que o erro:
A) deve ser escondido.
B) pode gerar aprendizado ou nova utilidade.
C) sempre produz sucesso imediato.
D) é melhor que o acerto.
E) impede qualquer recomeço.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “pode gerar aprendizado ou nova utilidade.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 212
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 40
em: uma folha de papel amassada se transforma, no quadro seguinte, em um pássaro de papel. Frase: “Recicle o
erro. Ele ainda pode voar.” A finalidade do anúncio é:
A) incentivar descarte rápido de papel.
B) defender que errar é irrelevante.
C) promover reflexão sobre reciclagem e reaproveitamento.
D) anunciar venda de brinquedos de papel.
E) criticar atividades escolares com escrita.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “promover reflexão sobre reciclagem e reaproveitamento.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 213
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 1
Considere o seguinte cartaz de campanha: Imagem: uma torneira pingando sobre o desenho do planeta Terra.
Frase: “Cada gota conta.” Nesse texto misto, a imagem e a frase se articulam para:
A) sugerir que o planeta possui água em excesso.
B) estimular o desperdício de água em escala doméstica.
C) reforçar a ideia de preservação por meio de recurso verbal e visual.
D) apresentar uma informação exclusivamente científica, sem apelo persuasivo.
E) indicar que apenas a água da chuva deve ser consumida.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “reforçar a ideia de preservação por meio de recurso verbal e visual.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 214
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 2

Página 89
Em uma placa de trânsito aparece o desenho de uma buzina riscada por uma faixa vermelha diagonal. Nesse caso,
o sentido principal é construído:
A) somente por palavras, pois a imagem é decorativa.
B) apenas pelo contexto urbano, sem participação do símbolo.
C) pela linguagem não verbal, que comunica proibição.
D) por ambiguidade intencional da faixa vermelha.
E) pela ausência de qualquer convenção visual.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “pela linguagem não verbal, que comunica proibição.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 215
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 3
Considere a seguinte peça publicitária: Imagem: uma lâmpada acesa formada por pequenas folhas verdes. Slogan:
“Ideias que economizam energia.” Assinale a alternativa correta.
A) A imagem contradiz o slogan, pois folhas e lâmpada não se relacionam.
B) O texto verbal é suficiente, e a imagem não acrescenta sentido.
C) A combinação sugere associação entre inovação e sustentabilidade.
D) A peça trata de jardinagem doméstica, e não de energia.
E) O slogan invalida a leitura ecológica da imagem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “A combinação sugere associação entre inovação e sustentabilidade.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 216
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 4
Em um meme, vê-se a foto de uma mesa cheia de livros e a legenda: “Só vou revisar um tópico rapidinho”, seguida,
abaixo, por outra imagem do céu amanhecendo. O humor do texto misto decorre, principalmente:
A) da relação de equivalência entre tempo curto e amanhecer.
B) do contraste entre a intenção inicial e o tempo efetivamente gasto.
C) da neutralidade entre as duas imagens.
D) da ausência de linguagem verbal.
E) do sentido literal da expressão “rapidinho”.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “do contraste entre a intenção inicial e o tempo efetivamente gasto.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 217
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 4
Leia a manchete e o subtítulo. “Consumo de água cai 18% em escolas estaduais” “Campanha de conscientização e
reparos na rede interna contribuíram para o resultado.” A relação lógica predominante entre os dois enunciados é
de:
A) oposição.
B) causa.
C) conclusão.
D) condição.
E) comparação.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “causa.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Página 90
Questão 218
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 5
Uma campanha de vacinação apresenta: - fundo amarelo; - desenho de um escudo; - frase: “Proteção começa com
uma dose”. No conjunto, o escudo funciona como:
A) elemento aleatório, sem vínculo com a frase.
B) símbolo visual de defesa, que reforça a ideia de proteção.
C) recurso usado para indicar fragilidade do organismo.
D) sinal de advertência contra a vacina.
E) ornamento que enfraquece a mensagem principal.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “símbolo visual de defesa, que reforça a ideia de proteção.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 219
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 6
Considere a descrição de uma charge: um aluno segura o celular diante do caderno em branco; acima dele, lê-se:
“Pronto para estudar”. Na tela do aparelho, aparecem ícones de jogos e redes sociais. Assinale a alternativa que
melhor interpreta a charge.
A) A charge elogia a concentração do aluno.
B) A imagem sugere incompatibilidade entre celular e qualquer forma de estudo.
C) Há crítica à distância entre a intenção declarada e a prática efetiva.
D) O caderno em branco comprova que o aluno já concluiu a tarefa.
E) O humor depende apenas da frase, sem participação da imagem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “Há crítica à distância entre a intenção declarada e a prática efetiva.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 220
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 7
Em um infográfico sobre mobilidade urbana, um gráfico de barras mostra redução no tempo médio de
deslocamento, enquanto o texto destaca a ampliação de faixas exclusivas de ônibus. A relação entre gráfico e texto
é de:
A) contradição.
B) exclusão mútua.
C) complementação informativa.
D) ironia.
E) redundância absoluta, sem função textual.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “complementação informativa.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre texto
e imagem.

Questão 221
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 7
Leia o trecho. “Alguns leitores reclamaram do excesso de anúncios no portal. A direção respondeu que a
publicidade financia o acesso gratuito ao conteúdo.” Nesse contexto, a resposta da direção funciona como:
A) retificação de erro material.
B) explicação para a presença dos anúncios.
C) negação de que haja publicidade no portal.
D) proibição do acesso gratuito ao conteúdo.

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E) elogio à reclamação dos leitores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “explicação para a presença dos anúncios.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 222
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 8
Em determinado anúncio, aparece a imagem de um celular com a bateria em vermelho e a frase “Seu dia também
trava sem pausa”. O recurso visual da bateria em vermelho contribui para:
A) indicar descanso e tranquilidade.
B) sugerir energia abundante.
C) associar cansaço humano a esgotamento de carga.
D) anular o sentido metafórico da frase.
E) transformar o anúncio em texto exclusivamente técnico.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “associar cansaço humano a esgotamento de carga.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 223
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 11
Uma campanha contra o bullying apresenta a frase “Palavras machucam” ao lado da imagem de um balão de fala
em forma de punho. Assinale a alternativa correta.
A) A imagem enfraquece a ideia de agressão verbal.
B) O balão de fala transforma a agressão em fato exclusivamente físico.
C) O texto visualiza, metaforicamente, o impacto violento das palavras.
D) A peça trata de lutas esportivas dentro da escola.
E) A frase contradiz a imagem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “O texto visualiza, metaforicamente, o impacto violento das palavras.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 224
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 13
Considere a descrição de um anúncio: ao centro, um relógio cujos números foram substituídos por ícones de
mensagens; abaixo, lê-se: “Nem todo toque merece sua atenção”. A articulação entre verbal e não verbal sugere:
A) necessidade de responder a todas as mensagens imediatamente.
B) crítica à dispersão causada pelo excesso de notificações.
C) valorização do atraso constante.
D) elogio ao uso contínuo do celular.
E) descrição neutra do funcionamento de relógios digitais.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “crítica à dispersão causada pelo excesso de notificações.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 225
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 14
Uma charge apresenta duas cenas lado a lado: na primeira, uma pessoa planta uma árvore para tirar foto; na
segunda, a muda aparece caída, e a pessoa já foi embora. Semelhança com o texto verbal “Consciência ambiental
de vitrine”, a charge critica:

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A) o plantio de árvores em espaços públicos.
B) a fotografia como registro histórico.
C) ações feitas apenas para exposição social, sem continuidade real.
D) o abandono completo de campanhas ambientais.
E) a proibição de divulgar boas práticas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “ações feitas apenas para exposição social, sem continuidade real.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 226
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 16
Uma campanha de trânsito exibe a imagem de um celular rachado como se fosse um para-brisa, acompanhada da
frase “Uma mensagem pode mudar o trajeto”. Assinale a alternativa correta.
A) O texto faz apologia ao uso do celular ao volante.
B) A imagem apenas ilustra defeito de fabricação do aparelho.
C) O conjunto sugere risco de acidente associado à distração no trânsito.
D) A frase trata de mudança de endereço por aplicativos.
E) Não há relação entre celular e deslocamento.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “O conjunto sugere risco de acidente associado à distração no trânsito.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 227
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 17
Num cartaz escolar, aparece o desenho de várias mãos de cores diferentes formando um círculo, acompanhado da
frase “Convivência se aprende”. A função principal das mãos coloridas é:
A) sugerir exclusão entre grupos.
B) representar diversidade e cooperação.
C) indicar competição esportiva.
D) eliminar a ideia de aprendizagem.
E) gerar efeito de medo no leitor.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “representar diversidade e cooperação.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 228
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 18
Uma tirinha mostra: 1º quadro: personagem diz “Só um minuto”. 2º quadro: ele começa a usar o celular. 3º quadro:
ao fundo, o calendário mostra vários dias passando. 4º quadro: outro personagem responde “Claro...”. O efeito de
humor decorre:
A) da correspondência exata entre “um minuto” e o tempo transcorrido.
B) do emprego de linguagem exclusivamente não verbal.
C) da quebra de expectativa entre a fala inicial e a duração sugerida pelas imagens.
D) da ausência de crítica social.
E) da impossibilidade de interpretar o calendário.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “da quebra de expectativa entre a fala inicial e a duração sugerida pelas imagens.”. As
demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

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Questão 229
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 19
Em uma campanha de doação de sangue, um coração aparece desenhado como se fosse uma bolsa de
transfusão, ao lado do enunciado “Compartilhe vida”. Assinale a alternativa que melhor expressa o funcionamento
do texto misto.
A) A imagem e a frase operam de modo independente.
B) O recurso visual reforça a associação entre doação e preservação da vida.
C) O enunciado verbal reduz o alcance da imagem.
D) A peça trata apenas de cardiologia clínica.
E) O texto não apresenta finalidade persuasiva.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “O recurso visual reforça a associação entre doação e preservação da vida.”. As
demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 230
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 20
Num aviso em elevador, aparece o ícone de uma escada e a frase “Para pequenos trajetos, experimente outro
caminho”. A relação entre texto verbal e ícone permite concluir que o aviso:
A) proíbe o uso da escada em qualquer situação.
B) sugere alternativa ao elevador em percursos curtos.
C) indica defeito permanente no elevador.
D) apresenta somente orientação arquitetônica sem intenção comportamental.
E) defende a retirada das escadas do prédio.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “sugere alternativa ao elevador em percursos curtos.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 231
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 4
Leia o texto: "A prefeitura anunciou novas ciclovias. Parte da populacao comemorou; outra parte cobrou
manutencao das vias ja existentes." O texto mostra principalmente:
A) consenso total da populacao.
B) duas reacoes diferentes diante da mesma medida.
C) rejeicao completa ao projeto.
D) falta de interesse pelo tema mobilidade.
E) apenas apoio tecnico de especialistas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “duas reacoes diferentes diante da mesma medida.”. As demais ignoram ou distorcem
a relação entre texto e imagem.

Questão 232
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 24
Leia: "Nao faltam avisos. Falta transforma-los em habito." O texto indica que o problema principal e:
A) a inexistencia de informacoes.
B) o excesso de fiscalizacao.
C) a dificuldade de converter orientacoes em pratica cotidiana.
D) a falta de cartazes nas ruas.
E) o desconhecimento absoluto do tema.
Gabarito: C

Página 94
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a dificuldade de converter orientacoes em pratica cotidiana.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 233
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 26
Em um cartaz de campanha de doacao de sangue, aparece a imagem de uma bolsa de sangue em forma de
coracao e o slogan: "Uma bolsa pode encher muitas vidas." O principal efeito da combinacao entre imagem e frase
e:
A) reduzir o tema a uma questao estetica.
B) associar o ato de doar a cuidado e preservacao da vida.
C) informar apenas o formato da bolsa.
D) criticar os hospitais publicos.
E) desestimular a doacao por apelo emocional.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “associar o ato de doar a cuidado e preservacao da vida.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 234
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 27
Numa postagem sobre economia de agua, a foto mostra uma torneira pingando sobre um copo vazio. Ao lado,
le-se: "Cada gota faz falta." A leitura adequada do conjunto e:
A) a imagem contradiz a frase.
B) a frase trata de excesso, e a imagem trata de abundancia.
C) o texto verbal reforca visualmente a ideia de escassez representada na foto.
D) o copo vazio nao tem relacao com a mensagem.
E) a postagem fala apenas de consumo industrial.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “o texto verbal reforca visualmente a ideia de escassez representada na foto.”. As
demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 235
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 29
Uma placa em elevador traz o icone de uma escada ao lado da frase: "Para um andar, seu corpo agradece." O
sentido predominante do texto misto e:
A) proibir o uso do elevador.
B) incentivar habito mais saudavel de modo persuasivo.
C) informar defeito no equipamento.
D) obrigar pessoas idosas a usar escadas.
E) substituir normas de acessibilidade.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “incentivar habito mais saudavel de modo persuasivo.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 236
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 30
Em um infografico, barras maiores aparecem para os anos recentes e o titulo informa: "Reciclagem domiciliar
cresce na cidade." Nesse caso, o elemento nao verbal serve para:
A) tornar a informacao menos clara.
B) visualizar comparativamente a evolucao dos dados.

Página 95
C) substituir completamente a necessidade de titulo.
D) impedir qualquer interpretacao.
E) apresentar apenas opiniao dos autores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “visualizar comparativamente a evolucao dos dados.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 237
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 31
Em um anuncio de leitura, a imagem mostra um celular com a bateria vazia e, abaixo, um livro aberto. A frase diz:
"Desligue um pouco. Ligue outras ideias." O anuncio constrói sentido por meio de:
A) contraste entre conexao digital e leitura.
B) defesa do descarte de celulares.
C) equivalencia entre bateria e paginas.
D) informacao tecnica sobre carregadores.
E) recusa ao uso da internet em qualquer circunstancia.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “contraste entre conexao digital e leitura.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 238
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 33
Em um folder escolar, ha o desenho de varias maos erguidas ao redor da palavra "participacao". O recurso visual
sugere:
A) isolamento da comunidade.
B) silenciamento dos estudantes.
C) envolvimento coletivo nas decisoes.
D) hierarquia rigida e centralizada.
E) desinteresse pelo ambiente escolar.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “envolvimento coletivo nas decisoes.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 239
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 34
Num cartaz de combate ao racismo, duas portas aparecem lado a lado: uma fechada, com a palavra "preconceito",
e outra aberta, com a palavra "respeito". A relacao entre o verbal e o nao verbal sugere:
A) que respeito e preconceito sao equivalentes.
B) que a imagem nao interfere na interpretacao.
C) uma escolha etica entre exclusao e convivencia.
D) apenas decoracao grafica sem funcao argumentativa.
E) critica ao formato das portas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “uma escolha etica entre exclusao e convivencia.”. As demais ignoram ou distorcem a
relação entre texto e imagem.

Questão 240
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 35

Página 96
Uma campanha de transito mostra pegadas infantis pintadas na faixa de pedestres e a frase: "Quem desacelera
protege futuros." O efeito do texto misto e:
A) falar apenas de sinalizacao urbana.
B) aproximar a ideia de velocidade do cuidado com criancas e vidas futuras.
C) defender a retirada das faixas.
D) reduzir o transito a problema estetico.
E) substituir a educacao por punicao imediata.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “aproximar a ideia de velocidade do cuidado com criancas e vidas futuras.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 241
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 37
Num anuncio de coleta seletiva, as lixeiras coloridas aparecem em tamanho maior que o texto. Isso tende a
favorecer:
A) a memorizacao visual da classificacao dos residuos.
B) a exclusao da linguagem verbal.
C) a perda de informacao pelo excesso de imagem.
D) a neutralizacao da mensagem educativa.
E) a leitura apenas por especialistas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a memorizacao visual da classificacao dos residuos.”. As demais ignoram ou
distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 242
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 38
Uma noticia digital traz a chamada: "Calor recorde lota parques" e, logo abaixo, uma foto de familias sob sombras
de arvores. A imagem:
A) nega a informacao verbal.
B) expande a noticia ao mostrar um efeito social do calor mencionado.
C) traz tema sem relacao com a chamada.
D) prova que nao havia calor.
E) serve apenas como ornamento irrelevante.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “expande a noticia ao mostrar um efeito social do calor mencionado.”. As demais
ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 243
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 39
Em um cartum, um personagem segura um cartaz escrito "Menos pressa" enquanto corre desesperadamente. A
critica presente no texto misto dirige-se:
A) ao uso de cartazes nas ruas.
B) a incoerencia entre discurso e pratica.
C) a proibicao de correr.
D) ao humor sem funcao social.
E) ao excesso de exercicios fisicos.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a incoerencia entre discurso e pratica.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Página 97
Questão 244
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 41
Em um aviso escolar, um desenho de celular cortado por uma faixa vermelha acompanha o texto: "Silencie seu
aparelho." Nesse contexto, a imagem tem funcao de:
A) contradizer o aviso.
B) reforcar a orientacao verbal por meio de um simbolo de proibicao/restricao.
C) explicar o funcionamento do celular.
D) substituir toda leitura do texto.
E) autorizar o uso do aparelho em aula.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “reforcar a orientacao verbal por meio de um simbolo de proibicao/restricao.”. As
demais ignoram ou distorcem a relação entre texto e imagem.

Questão 245
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 42
Numa postagem ambiental, ve-se metade de uma arvore verde e metade seca, com a frase: "O futuro tambem
depende da sombra que plantamos hoje." A construcao de sentido baseia-se em:
A) oposicao entre presente e futuro.
B) mera descricao botanica.
C) explicacao cientifica sobre fotossintese.
D) equivalencia entre seca e preservacao.
E) humor sem intencao reflexiva.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “oposicao entre presente e futuro.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre
texto e imagem.

Questão 246
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 43
Um grafico em pizza mostra maior fatia destinada a "despesas com transporte", acompanhado do titulo:
"Orcamento das familias aperta". O grafico auxilia a compreender:
A) a distribuicao proporcional dos gastos.
B) a identidade de cada familia pesquisada.
C) a localizacao geografica do transporte.
D) somente a opiniao do redator.
E) a cor favorita dos entrevistados.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “a distribuicao proporcional dos gastos.”. As demais ignoram ou distorcem a relação
entre texto e imagem.

Questão 247
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 74
Em "A noticia incendiou as redes", o verbo "incendiou" sugere:
A) que houve fogo literal.
B) grande repercussao e agitacao.
C) apagamento de comentarios.
D) reducao de acessos.
E) falha eletrica em servidores.
Gabarito: B

Página 98
Comentário: A alternativa B está correta porque integra adequadamente os elementos verbais e não verbais do
enunciado, conduzindo à leitura “grande repercussao e agitacao.”. As demais ignoram ou distorcem a relação entre
texto e imagem.

Página 99
Semântica e sentido das palavras
Tópico do edital 3. Questões mantidas nesta seção: 99.

Questão 248
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 1
Leia o texto abaixo e responda à questão seguinte. Cusco Cusco, que na linguagem quéchua (língua indígena
local) significa "umbigo do mundo", é uma pequena cidade do Peru situada no vale sagrado dos Incas, no alto da
cordilheira dos Andes. O local, que atrai turistas de todas as partes, está localizado em uma região de clima seco e
frio o que ajuda a preservar construções dos antigos povos incas que se misturam com prédios de estilo colonial.
As ruínas de Cusco - cidade que foi nomeada pela Unesco em 1983 Patrimônio Cultural da Humanidade -, são o
que mais chamam a atenção de turistas. Vários templos, palácios e fortalezas centenárias estão espalhadas pela
cidade (...). Os incas acreditavam que quanto mais perto do céu e do sol, mais feliz o povo seria, por isso, as casas
e os vilarejos da cidade são perto das montanhas. Juliana Venturi Tahamtani / [Link]. 2015. No trecho: “Vários
templos, palácios e fortalezas centenárias estão espalhadas pela cidade...”, a palavra sublinhada pode ser
substituída por:
A) Energias, vigorosas.
B) Forças morais, resistências.
C) Fortes, construções fortificadas.
D) Corpulentas, musculosas.
E) Sólidas, saudáveis.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Fortes, construções fortificadas.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 249
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 2
Texto Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo. A data perdeu sua origem reivindicativa para se
tornar um negócio com grande carga sentimental. (David Bernal) Um colar feito com macarrões coloridos, uma
moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer
o presente do Dia das Mães era todo um acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o
entusiasmo com que fazíamos na escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos
flores, ligamos com um “amo você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão. Ao contrário
do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo comemora o Dia das Mães.
O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa data existem algumas falsas crenças.
O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países tão
diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo de maio.
Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro lado estão a
Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro. O segundo mito é a crença de que se trata
de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada
Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que em 1965 houve mudança. Os primeiros sinais desta
festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a deusa Ísis, mãe de todos os faraós,
e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram
essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias a deusa Cibele em um festival chamado Hilária. Mas para
encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento chamado Domingo
das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída da Missa, acabou como um
dia de folga no trabalho. Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia
das Mães. “Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a
conhecemos hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das
Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não
só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em 1914, o
presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para o resto do
mundo. Até hoje. Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se
perdido ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam. [Texto adaptado
de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em Leia o excerto e assinale o antônimo da palavra
destacada entre aspas duplas, ‘(...) foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907

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organizou um Dia das Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu
“inestimável” trabalho’.
A) vão.
B) imenso.
C) expressivo.
D) gigantesco.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“vão.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 250
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 3
O açúcar O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema não foi produzido por mim nem surgiu
dentro do açucareiro por milagre.[...] Este açúcar era cana e veio dos canaviais extensos que não nascem por
acaso no regaço do vale. Em lugares distantes, onde não há hospital nem escola, homens que não sabem ler e
morrem de fome aos 27 anos plantaram e colheram a cana que viraria açúcar. Em usinas escuras, homens de vida
amarga e dura produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. Ferreira
Gullar Observe as palavras em destaque no texto. A seguir, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente,
as expressões que podem substituí-las, sem alterar o sentido.
A) encontrado, grandes, jocosa.
B) criado, concisos, difícil.
C) elaborado, efêmeros, aprazível.
D) fabricado, vastos, penosa.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“fabricado, vastos, penosa.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 251
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 4
Texto II ) Na fala do paciente, observam-se os vocábulos “nada” e “tudo”, que devem ser entendidos como termos
semanticamente:
A) opostos.
B) complementares.
C) equivalentes.
D) incoerentes.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“opostos.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 252
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 5
Texto I Após a guerra (Lima Barreto) Decididamente, os homens não tomam juízo e mesmo a Morte, que deve ser
a soberana de todos nós, é impotente para nos pôr na cachola um pouco de bom senso elementar. Há um ano que
as hostilidades entre povos de diversos feitios e estágios de civilização foram suspensas, após uma carnificina
nunca vista nos anais da história escrita. As mais cruéis campanhas da antiguidade, com os seus massacres
subsequentes, nada são comparadas com essa guerra que se desdobrou por todo o antigo continente. Cidades,
aldeias, monumentos insubstituíveis do passado foram destruídos, sem dó nem piedade, à bala de canhões
descomunais e pelo fogo implacável. Aquela região da Europa que, depois da Itália, é das mais interessantes sob o
ponto de vista artístico, além de outros, foi calcada aos pés pelos exércitos alemães, arrasada, queimada. Quero
falar da Flandres, tanto a belga como a francesa. O espetáculo após a guerra é de uma tristeza sem limites. Não é
daquela grandiosa tristeza do Oceano que nos leva a grandes pensamentos; é o de uma tristeza que nos arrasta a
pensar na imensa maldade da espécie humana. Não se sente isso só no que se vê ou se tem notícia por aqueles
que viram; mas também na fome, na miséria que lavra nas populações dos países vencidos e vencedores. Coisas
mais invisíveis ainda enchem-nos dessa tristeza inqualificável que nos faz maldizer a espécie humana, a sua

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inteligência, a sua capacidade de aproveitar as forças naturais, de aprender um pouco do mistério das coisas, para
fazer tanto mal. Os nascimentos, se não diminuíram aqui e ali, a mortalidade infantil aumentou e as crianças
defeituosas ou sem peso normal surgiram à luz em número maior que nos transatos anos de paz. A atividade
intelectual toda ela se orientou para os malefícios da guerra; e foi um nunca acabar de inventar engenhos
mortíferos ou aumentar o poder dos já existentes. Os químicos, os maiores, trataram de combinar nos seus
laboratórios corpos de modo a obter gases que fossem portadores da morte e misturas incendiárias que o mesmo
fizessem. [...] Embora não seja de uso corriqueiro, o significado da palavra destacada em “surgiram à luz em
número maior que nos transatos anos de paz." deve ser entendido como sinônimo de:
A) passados.
B) desejados.
C) novos.
D) movimentados.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“passados.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 253
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 6
Texto I Os bolsos do morto (Luis Fernando Veríssimo) O morto não é exatamente um amigo. Mais um conhecido,
mas daqueles que você não pode deixar de ir ao velório. E lá está ele, estendido dentro do caixão forrado de cetim,
de terno azul-marinho e gravata grená, esperando para ser enterrado. Se fosse um amigo você ficaria em silêncio,
compungido, lembrando o morto em vida e lamentando sua perda. Como é apenas um conhecido, você comenta
com o homem ao seu lado - que também não parece ser íntimo do morto: - Poderiam ter escolhido outra gravata... -
É. Essa está brava. - Já pensou ele chegando lá com essa gravata? - “Lá” onde? - Não sei. Onde a gente vai
depois de morto. Onde vai a nossa alma. - Eu acho que a alma não vai de gravata. - Será que não? E de fatiota? -
Também não. - Bom. Pelo menos esse vexame ele não vai passar. - Você é da família? - Não. Apenas um
conhecido. Você examina o morto. Engraçado: ele vai partir para a viagem mais importante, e mais distante, da sua
vida, mas não precisa carregar nada. Identidade, passaporte, nada. Nem dinheiro, o que dirá cheques de viagem
ou cartões de crédito. Nem carteira! Você diz para o outro: - A coisa mais triste de um defunto são os bolsos. O
outro estranha. - Como assim? - Os bolsos existem para carregar coisas. Coisas importantes, que definem sua
vida. CPF, licença para dirigir, bloco de notas, caneta, talão de cheques, remédio para pressão... - Pepsamar... -
Pepsamar, cartão perfurado da Sena, recortes de artigos sobre a situação econômica, fio dental... Isso sem falar
em coisas com importância apenas sentimental. Por exemplo: um desenho rabiscado por uma possível neta que
parece, vagamente, um gato, e que ele achou genial e guardou. Entende? - Sei. - E aí está ele. Com os bolsos
vazios. Despido da vida e de tudo que levava nos seus bolsos, e que o definia. O homem é o homem e o que ele
leva nos bolsos. Poderiam ter deixado, sei lá, pelo menos um chaveiro - Você acha? - Claro. As chaves da casa. As
chaves do carro. Qualquer coisa pessoal, que pelo menos fizesse barulho num bolso da fatiota, pô! Você se dá
conta de que está gritando. As pessoas se viram para reprová-lo. “Mais respeito” dizem as caras viradas. Você faz
um gesto, pedindo perdão. Sou apenas um conhecido, desculpem. Mas continua, falando mais baixo: - A morte é
um assaltante. Nos mata e nos esvazia os bolsos. - Sem piedade. - Nenhuma. Vocabulário: Fatiota - roupa de
melhor qualidade, usada em situações mais formais Pepsamar - tipo de medicamento Em “Se fosse um amigo você
ficaria em silêncio, compungido.” (2°§), a palavra em destaque tem como sinônimo:
A) indiferente
B) aflito
C) calado
D) reflexivo
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“aflito”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 254
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 7
Texto: A origem dos nomes dos alimentos Nossa alimentação diz muito sobre quem somos, tanto é verdade que
muitos nomes de comidas carregam um pouco da história de famílias e situações passadas, assim como detalhes
sobre aparência, sabores e lugares. Uma das mais emblemáticas, acreditamos que todos já a provaram um dia: a

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pizza. Pesquisas indicam que a palavra não tem origem italiana; por meio de historiadores, soube-se que a palavra
é oriunda do antigo alemão bizzo, que significa “pequenos pedaços para morder”. Assim, foi transformada em um
alimento que pegamos com as mãos e o dobramos para comer, interessante notar que hoje, ainda, a comem
assim. Do bizzo alemão para pizza dos italianos, ela entrou em diversas culturas, espalhou- se e se modificou, mas
não perdeu sua essência – a da união. Sushi é outra iguaria disseminada para o mundo, mas essa teve sua origem
no oriente, mais especificamente do Japão. O termo sushi vem do japonês arcaico e significa azedo. Dessa forma,
sua receita é preparada a partir de uma técnica de conservação de peixes em arroz avinagrado e fermentado, que
traz essas características azedinhas. Os árabes imigraram para o Brasil em fins do século XIX e início do XX. Esse
fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar relevante para a cultura, economia e sociedade do nosso país. A
maioria desses imigrantes era de libaneses e outros de origem síria, palestina e jordaniana. Como ocorre com
todos os imigrantes, trouxeram para cá: força de vontade, sonhos, música e comida, desta última, a mais conhecida
é a esfiha, aportuguesada para esfirra, com dois erres, ocorreu o surgimento dessa variação escrita no século XX,
mas ela nos agrada aos olhos e paladar desde sua primeira aparição em terras brasileiras, mesmo com ‘h’. Uma
das iguarias mais representativas e versáveis que temos de terça a domingo, nas feiras livres é o pastel. Originário
da italiano pastello, significa “massa reduzida”. Historiadores acreditam que a origem é ancestral, remonta a ideia
de pasta que, para os gregos, consistia numa mistura salgada de alimentos. O tempo passou, fomos nos
adequando e especializando, assim, originou-se nosso adorado pastelzinho. Bateu aquela fome? Então, vamos
aplacá-la com um sanduíche de cachorro-quente! A história contada relata um cozinheiro de Frankfurt que tinha um
cachorro da raça Dachshund. Esse cozinheiro fazia uma salsicha deliciosa que ficou conhecida como hot
Dachshund – em homenagem a seu pet, um “salsichinha”. Mas, como hot Dachshund passou a se chamar
Hot-dog? Nos EUA, Tad Dorgan era um cartunista que não conseguia pronunciar o nome hot Dachshund e, como
acontece com palavras grandes e muito usadas, elas vão “perdendo partes” no momento da fala, a isso dá-se um
nome específico: bleaching ou apagamento, daí sugeriu o sanduíche hot dog. O mais reconhecido sanduíche é o
de hambúrguer. Essa iguaria tem sua origem marcada pelo nome do porto de Hamburgo, na Alemanha. Esse
sanduíche também foi chamado de beefburguer ou apenas burger, evitando assim confusões com o termo em
inglês ham que significa pernil ou presunto. Historicamente, o hambúrguer foi apresentado pelos alemães na Feira
Mundial de St. Louis, Missouri (EUA), em 1904. Alguns pesquisadores inferem que o nome "hambúrguer" venha da
junção de “carne com pão”. Ainda hoje, o hambúrguer é o fast food mais popular do mundo! Só para ter uma ideia,
a CNN Brasil informou sobre seu consumo. “Os números, que são apenas do primeiro semestre de 2022 (Brasil),
indicam que 3.499.900 de hambúrgueres de carne ou frango foram consumidos, numa média mensal de 583.317
pedidos. Na sequência, em respectivo, estão o frango frito (com média de pedidos por mês de 62.114), a batata
frita (média de pedidos por mês de 60.527), sorvete (média de pedidos por mês de 58.765), e só em sexto lugar
aparecem as pizzas, com média de pedidos por mês de 56.329”. O termo sanduíche data do século XVIII, havia um
nobre inglês, sujeito malvisto em relação à ética e à conduta social, sua vida era jogar baralho. Certa vez, após um
dia inteiro diante das cartas, a fome bateu forte, entretanto, ele não queria interromper a jogatina. Disse a seu
cozinheiro que colocasse um pedaço de carne entre duas torradas ou dois pedaços de pão. Assim surgiu esse tipo
de iguaria: do condado inglês ao Conde homônimo, Sandwich. Na nossa terra, há uma cidade que tem nome de
sanduíche! Reza a lenda que nos idos de 1930, um estudante de Direito em São Paulo foi apelidado com o nome
de sua cidade natal, Bauru. Ele frequentava um determinado bar e lá sempre pedia um sanduíche que criara. Os
colegas estudantes também começaram a pedi-lo, mas diziam “o sanduíche igual ao do Bauru”. Essa é a história
do surgimento do sanduíche bauru, que não tem nada a ver com o atual. Originalmente: pão francês com rosbife,
queijo derretido na água, picles de pepino, rodelas de tomate e orégano. Há diversas outras iguarias que podemos
citar e aprofundar histórica, cultural e socialmente. Deu água na boca para mais leitura? (Texto adaptado e
modificado parcial e especificamente para este concurso. Os textos originais estão disponíveis em:
a-chegada-ao-brasil-hamburguer- ultrapassa-pizza-nosdeliveries/; 20Ens-%[Link];
maionese-a-origem-destas-e-outras-palavras) Analise “(...) aportuguesada para esfirra, com dois erres (...)”,
assinale a alternativa correta em referência à significação da palavra em destaque.
A) Homônimos.
B) Parônimos.
C) Sinônimos.
D) Antônimos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Homônimos.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 255
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 8

Página 103
A respeito das normas de ortografia, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. Em Língua
Portuguesa, há os vocábulos “viagem” e “viajem”, ambos corretamente escritos, porém com classificações distintas.
O primeiro é um substantivo e o segundo, uma forma verbal. II. Os vocábulos “mecha” e “mexa” existem na Língua
Portuguesa, no entanto possuem classificações distintas. O primeiro é uma forma verbal e o segundo é um
substantivo. III. “Há um perigo eminente, nesta rodovia, por conta dos vários buracos no asfalto.” O vocábulo em
destaque está corretamente grafado e traz como significado algo próximo de acontecer.
A) Apenas a afirmativa I está correta.
B) Apenas a afirmativa III está correta.
C) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Apenas a afirmativa I está correta.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 256
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 9
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo. “Na de vendas da empresa,
houve o crime de. A polícia participou da das 15:00, com os funcionários, e a delação dos criminosos.”
A) sessão, extorção, seção, incentivou.
B) seção, extorsão, cessão, insentivou.
C) seção, extorsão, sessão, incentivou.
D) sessão, extorção, cessão, insentivou.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“seção, extorsão, sessão, incentivou.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 257
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 10
Palavras homônimas são aquelas que podem ser pronunciadas da mesma forma, contudo, têm significados
diferentes. Assinale a alternativa que preencha correta e, respectivamente, as lacunas. “Nas últimas eleições, votei
na ________ 123. Ao sair, olhei para ________ e vi que havia esquecido o título sobre a mesa. Voltei para
guardá-lo em minha carteira, _______ os olhos por um segundo e pensei: - sei que cumpri meu papel de cidadão
com bom _______, fiz minha parte.”
A) Seção / trás / cerrei / senso.
B) Sessão / traz / cerrei / senso.
C) Seção / trás / serrei / censo.
D) Seção / traz / cerrei / senso.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Seção / trás / cerrei / senso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 258
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 11
Assinale a alternativa que foi grafada incorretamente, ou seja, àquela em que há palavras com erros ortográficos.
A) O produto será encontrado na seção que está indicada pela placa.
B) O herdeiro recebeu a cessão de direitos hereditários.
C) A sessão das terras foi autorizada e assinada pela autoridade local.
D) A multidão chegou cedo para votar na seção eleitoral de sua cidade.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
sessão das terras foi autorizada e assinada pela autoridade local.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 259

Página 104
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 12
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. A ____________ da Câmara dos
Deputados durou mais de 10 horas. Foi aprovada a ____________da área aos índios.
A) sessão - seção.
B) seção - sessão.
C) sessão - cessão.
D) seção - cessão.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“sessão - cessão.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 260
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 13
Texto I Sobre coisas que acontecem (Martha Medeiros) Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que
seria o dia que mudaria a minha vida. Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O
dia que eu me enxergaria no espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que
encontraria um envelope lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes. (Que dia foi esse? Quem está
falando?) É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os
desdobramentos que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada,
que pode ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita. Convém que a
primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico: “Todas as famílias felizes
se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna Karenina, de Tolstói. Arrebatador.
Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é puxado para um local em que nunca esteve,
é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas certamente fascinante, pois novo. Talvez não se
identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado
neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma sonolência contínua. A crônica tem o mesmo dever: o de
jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido (literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua
pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria, para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da
leitura de jornal um hábito não só informativo, mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que
admiro, teria que me estender por meia dúzia de páginas, mas só tenho essa. A crônica é um gênero livre por
excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode
ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso
cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da
mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é. Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária.
Hoje, antes de adormecer, você já estará um pouco transformado. (Revista ELA, O Globo, 24/07/2022) A
linguagem figurada é uma importante ferramenta na construção de sentidos no texto. Considerando o contexto,
dentre as alternativas abaixo, esse recurso só não é observado em:
A) “A partir dela, o leitor será fisgado ou não” (5º§).
B) “Uma vez aberta a janela do pensamento” (5º§).
C) “o leitor é puxado para um local em que nunca esteve” (5º§).
D) “é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano” (7º§).
E) “Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos” (7º§).
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
““Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos” (7º§).”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 261
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 14
Texto A vocação dos novos computadores é funcionar com todo o aparato técnico fornecido pela informática, só
que numa relação tão visual e emocionante quanto um jogo de videogame. Já existem máquinas que cruzam essa
fronteira, produzindo imagens em três dimensões nas quais o usuário tem a sensação de penetrar. Imagine um
visor que pode ser preso na frente dos olhos, como uma máscara de mergulho. Acoplado a um computador, esse
visor cria imagens baseadas num programa e dá à pessoa a ilusão de que está no ambiente projetado na tela. Há
mais. Usando uma luva cheia de sensores, todos ligados ao mesmo computador, o operador do equipamento pode
“tocar” objetos que só existem na tela aberta diante de seus olhos. É possível, por exemplo, operar os comandos

Página 105
de um caça-bombardeiro com a mão enluvada e ver na tela os instrumentos sendo manobrados enquanto o avião
se move com toda a aparência de uma situação real. Quem vê a brincadeira de fora vai enxergar apenas uma
pessoa com os olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão enluvada e nada mais. Veja, 21 out. 1992.
No trecho “Já existem máquinas que cruzam essa fronteira...”. A expressão sublinhada está no sentido:
A) próprio e significa que as máquinas ultrapassam as fronteiras dos países.
B) figurado e significa que as máquinas ultrapassam os limites de uso anteriores.
C) figurado e significa que a sua utilização é ampla, para o mundo todo.
D) próprio e significa que as máquinas possibilitaram o voo e o mergulho.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“figurado e significa que as máquinas ultrapassam os limites de uso anteriores.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 262
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 15
Texto O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse.
[...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa,
outro diagrama. Seus pontos de referência são outros. Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande
playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre”
as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de
impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões
históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira,
colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na
hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”[...] Se não sentir fome ou
dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se
acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença. (JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O
Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2, p. D 10) Assinale a opção em que se indica uma
passagem do texto que NÃO pode ser entendida de modo literal.
A) “O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola.” (1º§)
B) “Seus pontos de referência são outros.” (1º§)
C) “Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante.” (2º§)
D) “Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro.” (3º§)
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
““Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro.” (3º§)”. As demais não
mantêm esse valor semântico.

Questão 263
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 16
Texto Família (Titãs, fragmento) Família, família Papai, mamãe, titia, Família, família Almoça junto todo dia, Nunca
perde essa mania Mas quando a filha quer fugir de casa Precisa descolar um ganha-pão Filha de família se não
casa Papai, mamãe, não dão nenhum tostão Família êh! Família áh! No sétimo verso, a palavra “ganha-pão”
pertence a uma modalidade mais informal da língua e deve ser entendida como sinônimo de:
A) refeição.
B) educação.
C) trabalho.
D) diversão.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“trabalho.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 264
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 17

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Texto Setenta anos, por que não? Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com
a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então
viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença
crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura? [...] Pois se
minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com
vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas
coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar
uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente
namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo
isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer
sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga. [...] Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar
tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da
própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o
amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar
uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções
para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos.
Precisa acreditar em alguma coisa. (LUFT, Lya. In: Para ampliar a expressividade de seu texto, a autora faz uso
reiterado da linguagem figurada. Assinale a opção em que NÃO se percebe um exemplo desse recurso linguístico.
A) “Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga” (1º§)
B) “a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio.” (1º§)
C) “Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão” (2º§)
D) “acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos.” (3º§)
E) “ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas” (3º§)
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
““Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão” (2º§)”. As demais não mantêm esse
valor semântico.

Questão 265
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 18
Também tem de ser verdade (Jennifer ann Thomas) A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas
levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar
com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas
de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de
possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se
toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a
humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade,
da indústria e de consumidores, para implantá-la. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo. A
Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser
acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias
absorve energia suficiente para produzir 16 watts-hora, o suficiente para recarregar a bateria de um smartphone
duas vezes no dia. Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser
sustentáveis - e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso
pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com
fontes sujas). [...] A fundadora da Changers, Daniela Schieffer, afirma: "Todos adoram falar da necessidade de
cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum
lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes". (Revista Veja, de 15/04/15 - adaptado) Embora
seja um texto informativo, é possível perceber a presença da linguagem figurada em algumas passagens da notícia
acima. Assinale a única opção em que NÃO se perceba um exemplo de figura de linguagem.
A) "A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas" (1º§)
B) "a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes" (1º§)
C) "Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas" (2º§)
D) "Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar" (3º§)
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“"Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas" (2º§)”. As demais não mantêm esse valor

Página 107
semântico.

Questão 266
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 19
Analise o texto abaixo para responder à questão seguinte. As posições do observador e a paisagem A posição do
observador influencia a maneira como ele vê a paisagem. Isso quer dizer que uma pessoa no alto de um edifício,
por exemplo, vê a paisagem de forma diferente de outra pessoa que esteja na rua. No primeiro caso, a paisagem
observada será bem mais extensa do que aquela vista pela pessoa que está no plano da rua. Portanto, ao observar
determinada paisagem, é importante considerar sua posição em relação a ela. ( No texto acima, o trecho “a
paisagem observada será bem mais extensa” refere-se ao fato de que a paisagem observada será mais:
A) Intensa, viva.
B) Próxima, pormenorizada.
C) Longa, ampla.
D) Curta, menor.
E) Pormenorizada, menor.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Longa, ampla.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 267
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 20
O balão Um homem está voando num balão, quando, de repente, percebeu que estava completamente perdido.
Desceu lentamente sobre uma rodovia, onde um motorista o estava observando ao lado de seu carro. Quando a
altura era suficiente para se comunicar com ele, disse-lhe: — Desculpe! Marquei um encontro com uns amigos e já
estou atrasado, porque não sei onde estou. Poderia ajudar-me? — Pois não! Você está num balão de ar quente, a
uns 30 metros de altura, entre os 40 e 45 graus de latitude norte e entre os 58 e 60 graus de longitude oeste. —
Você é engenheiro, não é verdade? - perguntou-lhe o passageiro do balão. — Sou, sim! - respondeu o motorista. –
Como soube? — Muito simples. Tudo o que você me disse é tecnicamente correto, mas praticamente inútil.
Continuo perdido e vou chegar tarde ao meu encontro porque não sei o que fazer com a sua informação. — E você
é um chefe, certo? — Certo - respondeu o homem do balão. – Como adivinhou? — Muito fácil. Não sabe onde está
nem para onde vai. Fez uma promessa que não pode cumprir e espera que outra pessoa resolva seu problema. Na
realidade encontra- se exatamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, só que, agora,
por uma estranha razão... a culpa é minha!
A) Apropriado.
B) Coerente.
C) Impróprio.
D) Errado.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Impróprio.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 268
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 21
A dissertação escolar e o texto argumentativo Nas escolas tradicionalmente tem-se desenvolvido o trabalho com a
dissertação, um tipo de texto que costuma ser exigido em exames de seleção, como os concursos públicos, os
vestibulinhos e os vestibulares. A rigor, dissertar significa explanar um tema, isto é, desenvolver
pormenorizadamente um assunto. Em princípio não é obrigatório tomar posição diante do tema. Porém, como os
temas propostos quase sempre são polêmicos, o candidato geralmente é orientado para se posicionar e defender
um ponto de vista. Em outras palavras, ele deve argumentar. Por essa razão, estamos chamando esse tipo de texto
de dissertativo-argumentativo. CEREJA, W.R; MAGALHÃES, T.C. Português Linguagens. São Paulo: Atual, 2007.
No trecho “...desenvolver pormenorizadamente um assunto.”, a palavra sublinhada significa:
A) Generalizadamente.
B) Resumidamente.
C) Minimamente.

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D) Detalhadamente.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Detalhadamente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 269
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 22
Texto 01 - Higiene ou bons modos? Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos
crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o
banho!”, “Lave as mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos. Um dia
desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma amiga, que se
atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo, comecei a notar as pessoas
ao meu redor. Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele
me chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio dental,
detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser, naquele momento, um
exemplo de boa conduta e higiene. A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar
de censura, continuou a higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus
pensamentos... será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou
vendo isso? E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao
meu filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso). No item significação de palavras,
observe essa passagem: “sem muito o que fazer e olhando a esmo”, o termo grifado significa:
A) ao acaso.
B) fixamente.
C) notoriamente.
D) criteriosamente.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“ao acaso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 270
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 23
Rio Severino Um tísico à míngua espera a tarde inteira Pela assistência que não vem Mas vem de tudo n`água
suja, escura e espessa deste Rio Severino, morte e vida vêm Mas quem não tem abc não pode entender HIV Nem
cobrir, evitar ou ferver O rio é um rosário cujas contas são cidades À espera de um Deus que dê Quem possa lhes
dizer [...] Os Paralamas do Sucesso “Um tísico à míngua espera a tarde inteira”. Assinale a alternativa que
apresenta o correto significado literal da palavra em destaque.
A) idoso.
B) pobre.
C) tuberculoso.
D) aidético.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“tuberculoso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 271
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 24
Para a questão leia o texto abaixo, de Zeca Baleiro. Máquinas voadoras O sonhos de voar nasce com o primeiro
homem, assim como a ambição da arte O sonhos de voar não começa com o compositor e cantor Biafra ("voar,
voar, subir, subir, ir por onde for..."). Nem com Santos ¬Dumont ou os irmãos Wright. Tampouco com o padre
Bartolomeu de Gusmão, pioneiro que deu os primeiros passos - digo, voos - no projeto de balão a gás, bem lá
atrás, ainda no comecinho do século XVIII. Nem teve início com Ícaro, personagem da mitologia grega que voou
com as asas de cera, mas não resistiu à tentação infantil (e demasiadamente humana) de se aproximar do Sol, e
por isso teve as asas derretidas. O sonho de voar nasce com o primeiro homem, assim como a surgidos da
insatisfação inerente a raça humana, do desejo de ir além de nosso pequeno destino. Heróis que voam há às

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centenas no imaginário pop - do Super-Homem ao Homem-Aranha (ok, não voa, mas se pendura em teias do ar);
do Homem-Pássaro ao Surfista Prateado (tá bem, não voa, mas surfa no éter). Há ainda os personagens que não
voam, mas usam apetrechos para tal empreitada, e aqui é quase impossível não lembrar - com inevitável ternura -
da família futurista criada nos anos 60 pelos gênios da animação William Hanna e Joseph Barbera: "Os Jetsons".
Sucesso no Brasil entre os anos 60 e 80, o desenho da simpática família foi certeiro em suas despretensiosas
"profecias". Pois os Jetsons locomoviam-se em esteiras rolantes, tinham uma robô como empregada doméstica e
andavam em veículos que voavam a uma razoável altura. Todas, ideias hoje plausíveis e não tão absurdas assim.
Também em "De Volta para o Futuro", Michael J. Fox subiu aos ares no seu Delorean, varando as eras num voo
delirante - outra fantasia recorrente do homem, esta de se teletransportar de uma época a outra. Não duvido que
estejamos chegando perto de realizar algumas dessas antigas fantasias humanas. E o anúncio do projeto
Matternet, um carro que voa, é a prova inconteste do avanço científico nesse departamento. O projeto surge com
destinação assistencialista e começa a ser formatado - pasmem! - no Haiti, com apoio da vizinha República
Dominicana. Segundo seus idealizadores, o propósito é ter acesso a áreas inóspita como a área rural africana e
lugares devastados por catástrofes (como o próprio Haiti) para levar medicamentos e mantimentos aos
necessitados. Prometem para 2012 uma versão aperfeiçoados do atual protótipo, que já tem experimentado seus
primeiros rasantes. Apesar do objetivo nobre, temo que a sanha industrial e consumista absorva o projeto. Já
vislumbro assim - não eu exatamente, mas minha porção mais pessimista - um pequeno inferno congestionado a
meia altura do solo, com motoristas voadores estressados querendo sair no braço sem pisar o chão. Imagino a
cena de cinema americano de quinta: a Marginal Tietê tomada por carros planando a alguns palmos de nossa
cabeça, pra lá e pra cá, num caos de arrepiar, ruidoso e ameaçador. Claro que não precisarão disputar espaço com
helicópteros e aviões, que ocuparão faixas mais altas do espaço aéreo. E pensar que há cerca de 150 anos o poeta
romântico baiano Castro Alves decretara que "a praça é do povo como o céu é do condor". A praça há tempos não
é mais do povo. E o céu já parece ter outros donos. Considere as afirmações que seguem. I. Ao dizer que as ideias
são plausíveis, o autor quis dizer que elas são utópicas. II. Ao mencionar "sanha", o autor refere-se aos desejos
impossíveis. Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“nenhuma”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 272
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 25
Analise o texto abaixo e responda à questão Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados
de petróleo Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma
alternativa competitiva a outras formas de plástico [...] Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera
ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de
ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis,
conhecidos propulsores da crise climática no mundo. Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State
University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de
petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material
baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera. A descoberta, publicada na Science
Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os
resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais
limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...] [Link]
No trecho: “Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State University, nos EUA, desenvolveram um novo
tipo de plástico...”, a preposição sublinhada “para” introduz a ideia de:
A) causa.
B) finalidade.
C) consequência.
D) condição.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“finalidade.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

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Questão 273
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 26
Observe: “Cuido que ele ia falar, mas reprimiu-se. Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e
ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos
desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como
tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação
total. Camilo não acreditava em nada.” Assinale a alternativa que apresenta a sequência de expressões que podem
substituir as palavras destacadas sem modificar o sentido do texto.
A) comediu-se, conjunto, insuflou, lição improfícua.
B) refreou-se, armamento, infundiu, carga desnecessária.
C) restringiu-se, depósito, inquinou, ideologia inútil.
D) conteve-se, arcabouço, infundiu, plantação com bichos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“comediu-se, conjunto, insuflou, lição improfícua.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 274
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 27
Texto Santinho (Luiz Fernando Veríssimo) Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro
de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo
de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro
nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas
decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de
passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera. Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não
aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória,
procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu
devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num
canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade
Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”. Ser
bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu
temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um
falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho
imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco
passam a vida se questionando. Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à
originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que
era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio,
em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre
um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua
decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora
chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza
pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau
oco. Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca que
algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas
histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. Considere as duas passagens
destacadas abaixo para responder à questão seguinte. “Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um
pequeno passarinho loiro. E uma fera. “ “não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil
de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido” Nota-se que a ação descrita no segundo trecho em
destaque corresponde, em relação ao primeiro, a uma ideia de:
A) finalidade.
B) consequência.
C) concessão.
D) causa.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“consequência.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

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Questão 275
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 28
Cace a liberdade (Martha Medeiros) Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos
faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a
dieta da alma? Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou
melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma
abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um
pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se
alimentar? Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra
dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos
interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório
sair de casa. Sair à caça. Perseguir. Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue
uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito neste
época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente. Cace o afeto, procure quem você gosta de
verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que o cacem também. Cace a liberdade que
anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regra, patrulha, horários.
Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é
surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa
galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para a sua cidade com olhos de
estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas. Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé,
mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, se torna repetitiva, monótona,
entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero
engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é tão intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar
direito. Ao empregar a referência "Outro dia, no meio da tarde" (2º §), a autora confere à sua experiência relatada
um caráter que é MELHOR entendido como:
A) casual
B) didático
C) cerimonioso
D) factual
E) atemporal
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“casual”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 276
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 29
Texto I Rito de Passagem Um dia seu filho se aproxima e diz, assim como quem não quer nada: “Pai, fiz a barba”.
E, a menos que se trate de um pai desnaturado ou de um barbeiro cansado da profissão, a emoção do pai será
inevitável. E será uma complexa emoção essa, um misto de assombro, de orgulho, mas também de melancolia. O
seu filho, o filhinho que o pai carregou nos braços, é um homem. O tempo passou. Barba é importante. Sempre foi.
Patriarca bíblico que se prezasse usava barba. Rei também. E um fio de barba, ou de bigode, tradicionalmente se
constitui numa garantia de honra, talvez não aceita pelos cartórios, mas prezada como tal. Fazer a barba é um rito
de passagem. Como rito de passagem, ele não dura muito. Fazer a barba. No início, é uma revelação; logo passa à
condição de rotina, e às vezes de rotina aborrecida. Muitos, aliás, deixam crescer a barba por causa disto, para se
ver livre do barbeador ou da lâmina de barbear. Mas, quando seu filho se olha no espelho, e constata que uns
poucos e esparsos pelos exigem — OU permitem — o ato de barbear-se, ele seguramente vibra de satisfação.
Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou pra trás. E, no entanto, é
exatamente isto: o rosto que nos mira do espelho já não é mais o rosto da criança que fomos. E o rosto do adulto
que seremos. E os pelos que a água carrega para o ralo da pia levam consigo sonhos e fantasias que não mais
voltarão. E bom ter barba? Essa pergunta não tem resposta. Esta pergunta é como a própria barba: surge
implacavelmente, cresce não importa o que façamos. Cresce mesmo depois que expiramos. E muitos de nós
expiramos lembrando certamente o rosto da criança que, do fundo do espelho, nos olha sem entender. (SCLIAR,
Moacyr et al. Histórias de grandeza e de miséria. Porto Alegre: L&PM, 2003) Em “E, a menos que se trate de um
pai desnaturado ou de um barbeiro cansado da profissão, a emoção do pai será inevitável.”, o fragmento em
destaque sugere uma relação de sentido com a oração que encerra o período. Desse modo, tal fragmento introduz
um sentido de:

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A) ratificação
B) conclusão
C) comparação
D) exclusão
E) indefinição
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“exclusão”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 277
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 30
- Liza, você conhece o significado da palavra “férias”? - Já disse que não gosto de gracejos de manhã. - Conhece
ou não, Liza? - Claro que conheço. Não me tome por uma tola. - E o que significa? - Afastar-se para descansar no
mar e na praia. E agora suma daqui com as suas tolices, Samuel. - Não posso imaginar como conhece a palavra. -
Não quer dizer logo o que está pensando? Por que eu não deveria conhecê-la? - Alguma vez já tirou férias, Liza? -
Ora, eu... Ela parou de falar. - Em cinquenta anos, alguma vez já teve férias, minha pequena e tola esposa? (John
Steinbeck. A leste do éden. São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p. 309-10) A presença do vocábulo “já” em “- Já disse
que não gosto de gracejos de manhã.”, permite concluir que:
A) a mulher mostra uma postura típica.
B) se percebe um comportamento incomum do marido.
C) há uma reação diferente da mulher a uma atitude comum do marido.
D) a reação da mulher surpreendeu o marido.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “a
mulher mostra uma postura típica.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 278
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 93
Fuga (Fernando Sabino) Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela
sala, fazendo um barulho infernal. - Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar. Com três anos já sabia
reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só
empurrando uma cadeira. - Pois então para de empurrar a cadeira. - Eu vou embora – foi a resposta. Distraído, o
pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão as suas coisinhas, enrolandoas num
pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma
chave (onde diabo meteram a chave da despensa? - a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha
enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante. A calma que baixou então
na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua
aberta, correu até o portão: - Viu um menino saindo desta casa? – gritou para o operário que descansava diante da
obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio. - Saiu agora mesmo com a trouxinha – informou ele. Correu até a
esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia
deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e – saíra de casa prevenido – uma
moeda de 1 cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à Avenida, como disposto a
atirar-se diante do ônibus que surgia a distância. - Meu filho, cuidado! O ônibus deu uma freada brusca, uma
guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai
precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho: - Que susto você me passou, meu filho – e
apertava-o contra o peito, comovido. - Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai
pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas: - Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu
pai. - Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de
fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa. - Fique aí quietinho, está ouvindo?
Papai está trabalhando. - Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou. Considere o fragmento
abaixo para responder à questão. “O menino, assustado, arrepiou carreira.” (12º§) A expressão destacada
corresponde a um exemplo de variante da língua. Contudo, seu sentido pode ser inferido pelo contexto. Assinale a
opção que, adequadamente, indica-o.
A) gritou em tom malcriado
B) chorou sem parar

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C) ficou com medo
D) correu bem rápido
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“correu bem rápido”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 279
Origem: portugues [Link] • questão original 2
Vênus (Caio Fernando Abreu) Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos
problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais.
Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece
que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais
para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras. Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não
vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não
conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem
cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão
perdidamente, apaixonou-se por Beatriz. Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não
saberia dizer de quem. Dessas festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara
que depois empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da 1 mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os outros,
os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do balão de gás que
segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava mais bonita. Sem precisar
pensar, respondeu: -Beatriz. A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a
luz de verão – e disse assim: -Credo, aquele estrelete? Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado
da palavra estrelete. Mas naquele momento, ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos
fincados no veludo (seria azul-marinho?) da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do
movimento dos cabelos da mãe, quando tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela
magrinha, meio nervosa. Beatriz tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas,
e um jeito lindo de brilhar quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta. Estrelete estrelete estrelete
estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a faíscas, saísse voando junto com o
balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o sol sumia e uma primeira estrela apareceu.
Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas que ele ainda não entendia. No fragmento “E não
conseguia. Não conseguiria, claramente.” (2º§), a ideia de incapacidade é realçada pela repetição de um verbo
que:
A) na segunda ocorrência, aponta uma ação futura relacionada com o passado.
B) na primeira ocorrência, indica uma ação do presente da enunciação.
C) na segunda ocorrência, revela uma ação passada anterior à outra.
D) na primeira ocorrência, mostra a única ocorrência de uma ação no passado.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“na segunda ocorrência, aponta uma ação futura relacionada com o passado.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 280
Origem: portugues [Link] • questão original 5
Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa
limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra
estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos,
implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só
em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. 3 Ah, o vilão todo de preto, duas
pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino,
risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E
morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o
outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje
briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele
também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio

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jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no
gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem
ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de
cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o
pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN,
Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67 A transitividade de um verbo é dada pela relação
sintática que estabelece na oração. Considerando o conceito de complemento verbal, em “E morre, bem feito!, na
forca”, nota-se que o verbo em destaque:
A) possui um complemento preposicionado que indica o local da morte.
B) apresenta dois complementos, um em registro formal e o outro, informal.
C) é seguido por uma expressão informal, mas não apresenta complemento.
D) tem como complemento apenas uma expressão típica da oralidade.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “é
seguido por uma expressão informal, mas não apresenta complemento.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 281
Origem: portugues [Link] • questão original 12
Leia o texto abaixo para responder a questão. Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e
trabalhadores Por Paulo Ribeiro Neres Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e
segurança do trabalho são as inspeções de segurança. Estas podem ser específicas, como por exemplo, em
equipamentos de combate a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza. Normalmente, alguns de seus
objetivos são: reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se encontram abaixo dos padrões de
segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações perigosas que possam acarretar perdas materiais ou
pessoais no ambiente ocupacional. Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de
extrema relevância que o próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas atividades e que
sua opinião seja considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma, espera-se aumentar o interesse e
motivação dos trabalhadores com as questões de saúde e segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a isso,
desenvolver uma cultura que promova a ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de todos e não
apenas uma responsabilidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas organizações. [...] O
melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experiência prática de quem
realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais ocorrem naquele ambiente de trabalho.
Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica.
Precisamos quebrar esse paradigma. [...] Não será demérito para os profissionais do Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os trabalhadores nas suas inspeções de
segurança. Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e orientá-los para que sejam capazes de auxiliar na
identificação e avaliação dos perigos. [...] Se realizarmos inspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é
bem provável que as medidas de controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais
coerentes e próximas da realidade do dia a dia. Assim, o bom resultado prático virá pela união do conhecimento
técnico do profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente fica exposto, que são os
trabalhadores. Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) “Precisamos quebrar
esse paradigma”. O vocábulo em destaque tem o mesmo sentido de padrão. ( ) “Não será demérito para os
profissionais.” O vocábulo em destaque tem o mesmo sentido de deferência. ( ) [...] “sem a participação dos
trabalhadores do chão de fábrica”. A expressão em destaque faz referência àqueles que trabalham com a limpeza e
manutenção. ( ) [...] “que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados”. O vocábulo em destaque tem o
mesmo sentido de lenificar. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A) V, V, F, V.
B) F, V, F, V.
C) V, F, V, F.
D) V, F, F, V.
E) F, F, V, F.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“V, F, F, V.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Página 115
Questão 282
Origem: portugues [Link] • questão original 14
Assinale a alternativa em que NÃO há o sentido figurado, conotativo, no termo sublinhado:
A) Meu coração se alegra quando te encontra.
B) O tempo voa, e não nos damos conta.
C) O pássaro cantou lindamente nesta manhã de primavera.
D) As palavras são armas poderosas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “O
pássaro cantou lindamente nesta manhã de primavera.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 283
Origem: portugues [Link] • questão original 15
Texto I Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava
as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam- -se
às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira. Como não sabia
falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o
barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma
palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e
à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso. - Inferno, inferno. Não acreditava
que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse
dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito
menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um
cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,
pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o
desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela
estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. (RAMOS, Graciliano. Vidas
Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60 9 No texto, o vocábulo “Inferno” promove leituras
distintas. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
A) a conotação negativa apresentada por sinha Vitória condiz com o senso comum.
B) para o menino, a importância das palavras independe de quem as pronuncia.
C) a admiração do irmão seria resultante da compreensão do sentido da palavra.
D) a beleza atribuída à palavra, pelo menino, referia-se ao seu valor semântico.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “a
conotação negativa apresentada por sinha Vitória condiz com o senso comum.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 284
Origem: portugues [Link] • questão original 17
Leia o texto abaixo e responda a questão. Fundação diz que não há risco na polpa industrializada. O açaí que é
consumido em boa parte do Brasil não corre o risco de estar contaminado. É o que afirma a Funed (Fundação
Ezequiel Dias), referência nacional no diagnóstico de doença de Chagas. “O que é consumido (fora do Norte e
Nordeste) é a polpa industrializada, que sofre o processo de pasteurização”, diz a chefe do serviço de doenças
parasitárias da fundação, Eliana Furtado Moreira. No processo de pasteurização, a polpa do açaí é aquecida
durante alguns segundos a temperaturas entre 80ºC e 90ºC, e depois é imediatamente resfriada. Esse processo
elimina o agente causador da doença de Chagas. Além disso, a polpa vendida é congelada, o que elimina a
possibilidade de o protozoário Trypanosoma cruzi estar presente na fruta. O Pará é o principal produtor da fruta no
país. Além de abastecer o mercado interno, exporta parte da produção. Folha de S. Paulo, 18 ago, 2007 Assinale a
alternativa correta. No trecho “Funed (Fundação Ezequiel Dias), referência nacional no diagnóstico de doença de
Chagas”, a palavra diagnóstico significa:
A) Qualificação/identificação.
B) Cura/tratamento.

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C) Prevenção/cura.
D) Acompanhamento.
E) Solução.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Qualificação/identificação.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 285
Origem: portugues [Link] • questão original 19
O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas mãos, uma
história policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense numa noite de
ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa àquelas páginas. O som do telefone era uma
intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto. (Heloisa Seixas. Contos minimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
p.43.) No trecho: “Atendeu a contragosto”, a palavra sublinhada não significa:
A) Contra a vontade.
B) Com aversão.
C) Com satisfação.
D) Com repulsa.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Com satisfação.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 286
Origem: portugues [Link] • questão original 20
A memória da velhice “Para o pesquisador Robert Friedland, não apenas a leitura, mas simples passatempos como
a montagem de quebra-cabeças ou a prática de palavras cruzadas são atividades capazes de proteger o cérebro.
Também vários trabalhos demonstram que assistir à televisão está associado ao efeito contrário: aumenta a
probabilidade de Alzheimer...”. “Vários estudos também reforçam a ideia de que nem só de intelecto vive o cérebro:
o exercício físico também é capaz de torná-lo mais resistente...” “Trabalhos experimentais confirmam que o
exercício físico melhora o fluxo sanguíneo cerebral...” (Trechos retirados da Folha de S. Paulo, 3/09/2005 No
trecho: “...o exercício físico melhora o fluxo sanguíneo cerebral...”, em relação ao significado da palavra sublinhada
acima, assinale a alternativa incorreta.
A) Movimento contínuo de algo que segue um curso.
B) Curso, escoamento.
C) Movimento em modo descontínuo.
D) Corrente, corrimento.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Movimento em modo descontínuo.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 287
Origem: portugues [Link] • questão original 21
Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa
limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra
estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos,
implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só
em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas
pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino,
risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E
morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o
outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje
briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele
também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio
jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no

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gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem
ele. 12 E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de
cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o
pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN,
Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67 Considerando a estrutura sintática da oração “Com
os brutos, implacável porém justo”, é correto afirmar que o vocábulo em destaque:
A) indica o modo como a ação era desenvolvida.
B) aponta uma característica atribuída ao agente da ação.
C) mostra um traço específico atribuído aos “brutos”.
D) nomeia o interlocutor da ação descrita.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“aponta uma característica atribuída ao agente da ação.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 288
Origem: portugues [Link] • questão original 24
Texto I Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava
as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam- -se
às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira. Como não sabia
falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o
barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma
palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e
à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso. - Inferno, inferno. Não acreditava
que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse
dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito
menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um
cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,
pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o
desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animarase a interrogar sinha Vitória porque ela
estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. (RAMOS, Graciliano. Vidas
Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60 O sentido das palavras deve ser apreendido no contexto
em que estão inseridas. Desse modo, em “Mas tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia
absurdo.”, embora o termo destacado seja uma expressão regional, é possível notar que significa:
A) uma pancada.
B) uma lição de moral.
C) um falso argumento.
D) um argumento emocional.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“uma pancada.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 289
Origem: portugues [Link] • questão original 51
Virtudes da Preguiça (por Catherine Halpern) A questão do lugar do trabalho na sociedade é hoje mais viva do que
nunca. O desenvolvimento das tecnologias permitiu um aumento significativo da produtividade e aliviou os homens
de muitas tarefas ingratas. Entretanto, o trabalho ainda ocupa um lugar muito importante em nossas vidas. Embora
seja ainda sobre ele que repousa a distribuição da riqueza, esta não é igualmente distribuída. Uma parte da
população se encontra excluída e sofre tanto pelas condições materiais à que está reduzida como pela forma como
é vista. Para o economista Jeremy Rifkin, cujo livro The End of Labor (O fim do Trabalho,1996) suscita um amplo
debate, o trabalho está em um inexorável declínio. Por causa da automatização e da informatização, uma grande
parte dos empregos em todos os setores de atividade está prestes a desaparecer e inutilizar grande parte da
população trabalhadora ativa. Diante desse problema social, o autor defende a redução do tempo de trabalho, de
repensar a distribuição da riqueza de uma outra maneira que não seja baseada na produção e de desenvolver
ainda mais o que chama de “terceiro setor”, ou seja, a economia social e a esfera associativa que trabalham para o

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bem-estar do outro. [...] A vida humana não se resume à produção. ((Texto adaptado para este concurso- tradução
nossa. O texto original em Siences humaines, Mensal N° 196 - 2008, está disponível em Segundo Jeremy Rifkin,
podemos ‘repensar a distribuição de riquezas’ de outra forma que não sobre a base de produção. Identifique a
alternativa que completa corretamente o trecho apresentado.
A) Reduzindo a carga horária de trabalho e investindo em produção.
B) Apenas desenvolvendo o terceiro setor e aumentando de produção.
C) Repensando melhor a distribuição de riquezas e a não redução do tempo de trabalho.
D) Redução do tempo de trabalho, repensar o modo de distribuição de riqueza, desenvolver o terceiro setor.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Redução do tempo de trabalho, repensar o modo de distribuição de riqueza, desenvolver o terceiro setor.”. As demais
não mantêm esse valor semântico.

Questão 290
Origem: portugues [Link] • questão original 57
Vênus (Caio Fernando Abreu) Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos
problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais.
Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece
que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais
para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras. Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não
vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não
conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem
cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão
perdidamente, apaixonou-se por Beatriz. Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não
saberia dizer de quem. Dessas festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara
que depois empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os outros, os
da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do balão de gás que
segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava mais bonita. Sem precisar
pensar, respondeu: -Beatriz. 37 A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná
e a luz de verão – e disse assim: -Credo, aquele estrelete? Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o
significado da palavra estrelete. Mas naquele momento, ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra,
cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?) da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa
do movimento dos cabelos da mãe, quando tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela
magrinha, meio nervosa. Beatriz tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas,
e um jeito lindo de brilhar quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta. Estrelete estrelete estrelete
estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a faíscas, saísse voando junto com o
balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o sol sumia e uma primeira estrela apareceu.
Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas que ele ainda não entendia. Ao comparar a percepção
da mãe e a do filho em relação à personagem Beatriz, nota-se que correspondem a visões:
A) divergentes.
B) complementares.
C) similares.
D) correspondentes.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“divergentes.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 291
Origem: portugues [Link] • questão original 59
Leia o texto abaixo e responda à questão seguinte. Cusco Cusco, que na linguagem quéchua (língua indígena
local) significa “umbigo do mundo”, é uma pequena cidade do Peru situada no vale sagrado dos Incas, no alto
dacordilheira dos Andes. O local, que atrai turistas de todas as partes, está localizado em uma região de clima seco
e frio o que ajuda a preservar construções dos antigospovos incas que se misturam com prédios de estilo colonial.
As ruínas de Cusco - cidade que foi nomeada pela Unesco em 1983 Patrimônio Cultural da Humanidade -, sãoo
que mais chamam a atenção de turistas. Vários templos, palácios e fortalezas centenárias estão espalhadas pela

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cidade (...). Os incas acreditavam que quanto maisperto do céu e do sol, mais feliz o povo seria, por isso, as casas
e os vilarejos da cidade são perto das montanhas. Juliana Venturi Tahamtani / [Link]. 2015. Assinale a alternativa
incorreta.
A) Cusco foi nomeada Patrimônio Cultural da Humanidade.
B) A pequena cidade do Peru fica situada em região de clima frio.
C) Para os incas, quanto maior a altura, mais a felicidade é proporcionada.
D) As construções são preservadas pelos antigos incas.
E) O “umbigo do mundo” fica no alto das Cordilheiras dos Andes.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“As construções são preservadas pelos antigos incas.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 292
Origem: portugues [Link] • questão original 63
Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou
melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí
vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado
ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à
‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. 41 Mas não é só no país
de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um
problema cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse
adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos
desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação.
As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão
procrastinadoras em algum momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um
estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas,
marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”. Nesse estudo, publicado na revista
“Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes
universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele
período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior
estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do
ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra
óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar
o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às
questão Segundo o dicionário Oxford Languages, procrastinar é um verbo transitivo direto e intransitivo que
significa transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar, protrair. Tendo como base a
definição do dicionário e o desenvolvimento do fragmento do texto, assinale a alteranativa que melhor define
procrastinação.
A) O excesso de afazeres no século XXI.
B) A falta de tempo que assola os seres humanos.
C) A falta de organização do tempo para os afazeres.
D) O excesso de organização atemporal.
E) A falta de responsabilidade dos jovens.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
falta de organização do tempo para os afazeres.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 293
Origem: portugues [Link] • questão original 69
Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa
limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra
estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos,
implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só
em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas
pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino,

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risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E
morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o
outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje
briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele
também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio
jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no
gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem
ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! 46 Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de
cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o
pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN,
Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67 Ao afirmar “Começa que moça direita nunca foi.”, o
narrador:
A) revela a preocupação em defender o comportamento mais livre das moças em geral.
B) apresenta uma avaliação objetiva mais centrada na faixa etária do que no comportamento.
C) compartilha com o leitor um significado, comumente, atribuído ao adjetivo na expressão “moça direita”.
D) revela certa idealização acerca da caracterização do comportamento da moça representada.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“compartilha com o leitor um significado, comumente, atribuído ao adjetivo na expressão “moça direita”.”. As demais
não mantêm esse valor semântico.

Questão 294
Origem: portugues [Link] • questão original 71
Texto II Padre António estava acabado, afirma Pereira. As olheiras cavavam-lhe as faces, e tinha um ar esgotado,
como de quem não dormiu. Pereira perguntou o que acontecera, e Padre António disse: como pode, você não ficou
sabendo? Massacraram um alentejano* em sua carroça, há greves aqui, na cidade e em outros lugares, afinal em
que mundo vive, você trabalha num jornal?, ouça Pereira, vá se informar. Pereira afirma ter saído perturbado por
essa breve conversa e pelo modo como fora despachado. Perguntouse: em que mundo eu vivo? E veio-lhe a
estranha ideia de que ele, talvez, não vivesse, era como se já estivesse morto. Desde que sua mulher falecera, ele
vivia como se estivesse morto. Ou melhor: só fazia pensar na morte, na ressurreição da carne, em que não
acreditava, e em bobagens desse gênero, sua vida não passava de sobrevivência, de uma ficção de vida. E
sentiu-se esgotado, afirma Pereira. (TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação
Liberdade, 2011, p.17-18 * relativo ao Alentejo (região de Portugal) ou o que é seu natural ou habitante De acordo
com o texto, nota-se que a reação de Padre António e o modo com que trata Pereira deve-se: 47
A) à postura alienada de Pereira em relação à realidade social.
B) à forma pouco cordial com que Pereira descreve o Padre.
C) ao abatimento de Pereira em função da morte de sua esposa.
D) à impaciência do Padre em relação aos jornalistas em geral.
E) ao fato de o Padre atribuir à Pereira a responsabilidade da crise.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “à
postura alienada de Pereira em relação à realidade social.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 295
Origem: portugues [Link] • questão original 74
Texto 01 - Higiene ou bons modos? Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos
crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o
banho!”, “Lave as mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos. Um dia
desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma amiga, que se
atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo, comecei a notar as pessoas
ao meu redor. Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele
me chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio dental,
detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser, naquele momento, um
exemplo de boa conduta e higiene. A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar
de censura, continuou a higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus

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pensamentos... será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou
vendo isso? E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao
meu filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso). Observe o fragmento do texto “A
pergunta é retórica”, nessa passagem, significa: [Link] afirmações retóricas do narrador para com seu filho e as
indagações que devem ser explicadas. [Link] afirmações retóricas do leitor para com o texto, no que se refere ao
senhor à mesa ao lado. [Link] questões retóricas são utilizadas para transmitir qualquer estado de espírito, seja de
indignação, dúvida, medo, dor ou espanto e não para se ter uma resposta. Estão corretas as afirmativas:
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e II apenas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“III apenas.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 296
Origem: portugues [Link] • questão original 98
Texto I Sobre coisas que acontecem (Martha Medeiros) Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que
seria o dia que mudaria a minha vida. Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O
dia que eu me enxergaria no espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que
encontraria um envelope lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes. (Que dia foi esse? Quem está
falando?) É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os
desdobramentos que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada,
que pode ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita. Convém que a
primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico: “Todas as famílias felizes
se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna Karenina, de Tolstói. Arrebatador.
Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é puxado para um local em que nunca esteve,
é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas certamente fascinante, pois novo. Talvez não se
identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado
neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma sonolência contínua. A crônica tem o mesmo dever: o de
jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido (literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua
pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria, para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da
leitura de jornal um hábito não só informativo, mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que
admiro, teria que me estender por meia dúzia de páginas, mas só tenho essa. A crônica é um gênero livre por
excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode
ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso
cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da
mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é. Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária.
Hoje, antes de adormecer, você já estará um pouco transformado. (Revista ELA, O Globo, 24/07/2022 Ao fazer uso
da comparação e afirmar que a crônica “é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano” (7º§), entende-se que a autora
atribui aos dois elementos da comparação a seguinte característica:
A) incoerência.
B) simplicidade.
C) fragilidade.
D) dificuldade.
E) variabilidade.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“variabilidade.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 297
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 41
No trecho “Com o orçamento apertado, a escola adiou a pintura do prédio”, a palavra “apertado” significa:
A) rasgado.

Página 122
B) estreito fisicamente.
C) limitado financeiramente.
D) preso por cordas.
E) comprimido por máquinas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“limitado financeiramente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 298
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 42
Em “A notícia correu pela cidade em poucas horas”, o verbo “correu” foi empregado em sentido:
A) literal, indicando corrida atlética.
B) figurado, significando espalhou-se rapidamente.
C) técnico, ligado ao trânsito.
D) jurídico, ligado à tramitação.
E) biológico, ligado à circulação sanguínea.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“figurado, significando espalhou-se rapidamente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 299
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 43
No enunciado “Não cabe mais desculpa”, o verbo “cabe” equivale a:
A) encaixa fisicamente.
B) transporta.
C) é admissível.
D) está quebrado.
E) ocupa espaço amplo.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “é
admissível.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 300
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 44
no com o binóculo” é ambígua porque:
A) não apresenta verbo.
B) não indica se quem usava o binóculo era o observador ou o aluno.
C) contém linguagem figurada.
D) o sujeito está oculto indevidamente.
E) possui erro de concordância.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“não indica se quem usava o binóculo era o observador ou o aluno.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 301
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 45
Em “O clima da reunião ficou pesado após a discussão”, a palavra “pesado” significa:
A) fisicamente denso.
B) difícil ou tenso.
C) muito caro.
D) muito demorado.
E) silencioso.

Página 123
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“difícil ou tenso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 302
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 46
TÓPICO 3 — Semântica e o sentido das palavras: relação entre significantes A expressão “quebrar o galho”
significa, nesse uso consagrado:
A) derrubar uma árvore.
B) atrapalhar uma tarefa.
C) improvisar ajuda para resolver uma situação.
D) causar dano irreparável.
E) cortar caminhos em trilhas.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“improvisar ajuda para resolver uma situação.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 303
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 47
TÓPICO 3 — Semântica e o sentido das palavras: relação entre significantes Na frase “Antes da apresentação,
senti um frio na barriga”, a expressão destacada indica:
A) doença infecciosa.
B) reação corporal a baixa temperatura.
C) nervosismo ou ansiedade.
D) fome intensa.
E) mal-estar alimentar.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“nervosismo ou ansiedade.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 304
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 48
Assinale a alternativa em que a palavra “barato” foi empregada com sentido de baixo preço.
A) O produto estava barato e acabou rapidamente.
B) O barato da festa era ver as fantasias.
C) Ele falou barato para convencer o grupo.
D) O rapaz saiu atrás do barato da noite.
E) O efeito do barato passou cedo.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “O
produto estava barato e acabou rapidamente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 305
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 49
em que você avisou”, a expressão “ainda bem” transmite ideia de:
A) ameaça.
B) censura.
C) alívio.
D) dúvida.
E) arrependimento.
Gabarito: C

Página 124
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“alívio.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 306
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 50
Em “O ‘especialista’ esqueceu o arquivo em casa”, as aspas em “especialista” indicam:
A) citação técnica neutra.
B) ironia ou questionamento do título atribuído.
C) pluralidade de profissionais.
D) elogio explícito.
E) tradução de termo estrangeiro.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“ironia ou questionamento do título atribuído.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 307
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 51
em sentido:
A) apenas literal.
B) de abertura ou ocasião favorável.
C) arquitetônico exclusivo.
D) decorativo.
E) oposto a possibilidade.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“de abertura ou ocasião favorável.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 308
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 52
em geralmente sinaliza:
A) convite festivo.
B) neutralidade.
C) alerta ou atenção.
D) aprovação final.
E) dúvida gramatical.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“alerta ou atenção.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 309
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 53
No enunciado “Ele é econômico nas palavras”, entende-se que a pessoa:
A) compra muitas palavras.
B) fala pouco.
C) usa sempre linguagem técnica.
D) evita gastos financeiros ao escrever.
E) fala alto em reuniões.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“fala pouco.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 310

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Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 54
Em um relatório, lê-se: “Após o aumento dos gastos, a empresa decidiu puxar o freio.” A expressão destacada
significa:
A) comprar veículos.
B) aumentar a velocidade do processo.
C) reduzir ou conter ações/gastos.
D) encerrar o setor automotivo.
E) transferir responsabilidades.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“reduzir ou conter ações/gastos.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 311
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 55
Assinale a alternativa em que há uso figurado da palavra destacada.
A) O relógio caiu da parede.
B) A parede da sala precisa de pintura.
C) A cidade acordou triste com a notícia.
D) A porta estava aberta desde cedo.
E) O telhado foi reformado em janeiro.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
cidade acordou triste com a notícia.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 312
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 56
TÓPICO 3 — Semântica e o sentido das palavras: relação entre significantes Na frase “Mariana contou a Ana que
sua inscrição havia sido aceita”, a ambiguidade decorre de:
A) inexistência de verbo principal.
B) ausência de referência clara para o pronome “sua”.
C) uso incorreto do nome próprio.
D) erro no tempo verbal.
E) falta de concordância nominal.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“ausência de referência clara para o pronome “sua”.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 313
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 57
No contexto “Foi um evento raro naquele bairro”, o antônimo mais adequado de “raro” é:
A) simples.
B) distante.
C) frequente.
D) rápido.
E) delicado.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“frequente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 314
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 58
Em “A fala do diretor acendeu a discussão”, o verbo “acendeu” indica que a fala:

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A) iluminou fisicamente a sala.
B) iniciou ou intensificou o debate.
C) apagou um conflito.
D) interrompeu a reunião.
E) encerrou o problema.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“iniciou ou intensificou o debate.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 315
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 59
TÓPICO 3 — Semântica e o sentido das palavras: relação entre significantes Na expressão “levantar bandeira
branca”, o sentido é de:
A) decorar um ambiente.
B) comemorar vitória.
C) pedir trégua ou cessar conflito.
D) iniciar protesto barulhento.
E) divulgar campanha esportiva.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“pedir trégua ou cessar conflito.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 316
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 60
No enunciado “O relatório acendeu sinal vermelho na equipe”, a expressão destacada indica:
A) decoração do ambiente de trabalho.
B) alerta para situação preocupante.
C) mudança de turno.
D) desligamento da empresa.
E) autorização para prosseguir sem cautela.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“alerta para situação preocupante.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 317
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 1
No trecho “Os resultados da pesquisa foram animadores”, a palavra “animadores” pode ser substituída, sem
prejuízo relevante de sentido, por:
A) desalentadores.
B) estimulantes.
C) imprecisos.
D) provisórios.
E) incompatíveis.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“estimulantes.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 318
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 2
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está empregada em sentido conotativo.
A) O relógio parou às oito horas.
B) A criança quebrou o copo de vidro.

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C) A cidade acordou assustada com a notícia.
D) O livro está sobre a mesa.
E) Os alunos entraram na sala.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
cidade acordou assustada com a notícia.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 319
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 5
Na frase “O diretor foi claro em sua decisão”, o antônimo mais adequado para a palavra “claro”, no contexto, é:
A) luminoso.
B) branco.
C) objetivo.
D) ambíguo.
E) suave.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“ambíguo.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 320
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 6
Assinale a alternativa em que o significante muda, mas o significado básico se mantém próximo no contexto
apresentado.
A) alegre / triste
B) subir / descer
C) casa / lar
D) perder / ganhar
E) abrir / fechar
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“casa / lar”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 321
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 7
Leia o enunciado: “Depois da reunião, o clima ficou pesado.” A palavra “pesado” está empregada com sentido:
A) literal, indicando grande massa física.
B) figurado, indicando tensão no ambiente.
C) técnico, ligado à meteorologia.
D) numérico, ligado à medição.
E) jurídico, ligado à sanção.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“figurado, indicando tensão no ambiente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 322
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 10
Assinale a alternativa em que o uso do termo destacado revela polissemia.
A) A folha caiu da árvore. / A folha do caderno rasgou.
B) O aluno estudou. / O aluno respondeu.
C) A janela abriu. / A porta fechou.
D) O atleta correu. / O carro freou.
E) A menina sorriu. / O menino chorou.

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Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
folha caiu da árvore. / A folha do caderno rasgou.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 323
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 11
Leia a frase. “O sinal abriu.” Nesse contexto, a palavra “sinal” refere-se, mais adequadamente, a:
A) assinatura.
B) marca no corpo.
C) semáforo.
D) ruído eletrônico.
E) gesto de despedida.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“semáforo.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 324
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 12
Assinale a alternativa em que o par de palavras é formado por antônimos.
A) largo / amplo
B) cautela / prudência
C) início / começo
D) ascensão / queda
E) firme / estável
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“ascensão / queda”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 325
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 13
No enunciado “A empresa navegou bem na crise”, o verbo “navegou” produz efeito de sentido por:
A) uso estritamente literal.
B) emprego técnico náutico obrigatório.
C) metáfora que sugere condução eficiente em situação difícil.
D) erro de regência verbal.
E) antítese sem valor semântico.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“metáfora que sugere condução eficiente em situação difícil.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 326
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 14
Assinale a alternativa em que a palavra destacada apresenta sentido denotativo.
A) Ele tem um coração de pedra.
B) A notícia caiu como bomba.
C) A raiz da planta apodreceu.
D) A rua acordou nervosa.
E) A esperança floresceu no bairro.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
raiz da planta apodreceu.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Página 129
Questão 327
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 15
Em um banner de biblioteca, a palavra “LEITURA” aparece formada por lombadas de livros. O efeito de sentido
produzido por essa composição gráfica é:
A) separar completamente forma visual e conteúdo temático.
B) enfraquecer o apelo ao público leitor.
C) integrar visualmente o tema da mensagem ao próprio modo de escrevê-la.
D) substituir o valor semântico da palavra por mero desenho.
E) impedir a identificação da palavra.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“integrar visualmente o tema da mensagem ao próprio modo de escrevê-la.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 328
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 15
Em “O atleta queimou a largada”, o sentido da expressão é:
A) ateou fogo ao local da prova.
B) abandonou a competição por exaustão.
C) partiu antes do momento permitido.
D) venceu a corrida com folga.
E) treinou em horário noturno.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“partiu antes do momento permitido.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 329
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 16
Assinale a alternativa em que a troca da palavra destacada compromete o sentido original do enunciado.
A) medida urgente / medida imediata
B) erro grave / erro sério
C) resultado parcial / resultado definitivo
D) resposta breve / resposta curta
E) atitude gentil / atitude cortês
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“resultado parcial / resultado definitivo”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 330
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 17
Leia o trecho. “O vermelho do aviso não foi escolhido por acaso.” No contexto, a cor vermelha tende a significar:
A) neutralidade.
B) advertência ou atenção.
C) silêncio.
D) alegria obrigatória.
E) indiferença.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“advertência ou atenção.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 331
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 18

Página 130
Assinale a alternativa em que o sentido da palavra depende fortemente do contexto de uso.
A) triângulo
B) ontem
C) manga
D) dez
E) azul
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“manga”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 332
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 19
Leia o trecho. “O articulista afirma que o silêncio, em certos debates públicos, não significa neutralidade, mas
concordância tácita.” De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
A) Silêncio e neutralidade são sempre equivalentes.
B) A ausência de fala impede qualquer interpretação.
C) Em determinados contextos, o silêncio pode ser entendido como anuência.
D) O articulista defende que todos os debates públicos sejam encerrados.
E) A concordância tácita depende apenas do volume da voz.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Em determinados contextos, o silêncio pode ser entendido como anuência.”. As demais não mantêm esse valor
semântico.

Questão 333
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 46
Na frase "A cidade acordou cedo para a maratona", a expressao destacada constitui exemplo de:
A) sentido denotativo absoluto.
B) personificacao, atribuindo acao humana a algo nao humano.
C) antonomasia.
D) eufemismo.
E) pleonasmo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“personificacao, atribuindo acao humana a algo nao humano.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 334
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 47
Em "Depois da reuniao, o clima pesou", a expressao "clima pesou" significa que:
A) a temperatura aumentou.
B) o ambiente se tornou tenso.
C) o ar ficou mais umido.
D) a sala ficou escura.
E) houve queda de energia.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “o
ambiente se tornou tenso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 335
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 50
Em "A noticia correu pela cidade", o verbo "correu" expressa que a noticia:
A) foi impressa em papel.

Página 131
B) se espalhou rapidamente.
C) foi apagada.
D) demorou a circular.
E) era falsa.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“se espalhou rapidamente.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 336
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 51
Assinale a alternativa em que ocorre relacao de sinonimia adequada no contexto formal:
A) adiar / antecipar
B) escasso / raro
C) hostil / amigavel
D) economizar / desperdiçar
E) elevado / diminuto
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“escasso / raro”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 337
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 53
Em "A fala do aluno iluminou o debate", a palavra "iluminou" significa:
A) apagou as duvidas por meio de reflexao relevante.
B) acendeu as luzes da sala.
C) causou queda de energia.
D) decorou o ambiente.
E) encerrou o debate sem argumentos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“apagou as duvidas por meio de reflexao relevante.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 338
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 54
Assinale a frase em que a palavra destacada foi usada em sentido denotativo:
A) A cidade engoliu o viajante.
B) O tempo voou nesta semana.
C) A rua estava coberta de folhas secas.
D) O problema explodiu na internet.
E) A saudade apertou o peito.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
rua estava coberta de folhas secas.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 339
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 58
A expressao "virar a chave" em "Depois do curso, ele virou a chave" significa:
A) fechar a porta.
B) mudar de atitude ou perspectiva.
C) perder um objeto.
D) ligar um aparelho antigo.
E) sair de casa.

Página 132
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“mudar de atitude ou perspectiva.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 340
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 59
Em "O texto e pesado", a palavra "pesado" pode significar:
A) apenas que o papel tem muita massa.
B) que o conteudo e dificil, duro ou denso.
C) somente que a fonte e escura.
D) que o texto e curto.
E) que o texto foi apagado.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“que o conteudo e dificil, duro ou denso.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 341
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 62
Em "Essa decisao caiu mal", a expressao destacada indica que a decisao:
A) foi derrubada fisicamente.
B) foi bem recebida.
C) produziu efeito negativo ou desagradou.
D) nao teve efeito algum.
E) foi publicada com atraso.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“produziu efeito negativo ou desagradou.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 342
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 63
Assinale a alternativa em que ha uso conotativo da palavra "janela":
A) A janela da sala estava aberta.
B) A vidraca da janela quebrou.
C) Temos uma janela de oportunidade neste semestre.
D) A janela foi trocada ontem.
E) Feche a janela por causa da chuva.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“Temos uma janela de oportunidade neste semestre.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 343
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 65
Em "O professor cortou o assunto", o verbo "cortar" foi empregado com o sentido de:
A) ferir com objeto afiado.
B) interromper.
C) dividir em partes.
D) adornar.
E) medir com precisao.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“interromper.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Página 133
Questão 344
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 66
A expressao "linha dura" em contexto politico-social tende a significar:
A) fio resistente.
B) postura rigida e inflexivel.
C) mecanismo eletrico.
D) tecido espesso.
E) rota de transporte urbano.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“postura rigida e inflexivel.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 345
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 69
Em "A escola abracou o projeto", o verbo "abracar" revela ideia de:
A) carregar nos bracos literalmente.
B) aceitar e apoiar com entusiasmo.
C) rejeitar publicamente.
D) adiar sem motivo.
E) arquivar o documento.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto:
“aceitar e apoiar com entusiasmo.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Questão 346
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 70
Assinale a frase em que o sentido da palavra depende fortemente do contexto:
A) A cadeira tem quatro pes.
B) O teto e branco.
C) A prova foi pesada.
D) A porta esta aberta.
E) O quadro caiu.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque preserva o sentido construído pelo termo ou expressão no contexto: “A
prova foi pesada.”. As demais não mantêm esse valor semântico.

Página 134
Pontuação e seus recursos sintático-semânticos
Tópico do edital 4. Questões mantidas nesta seção: 134.

Questão 347
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 31
Analise o texto a seguir e responda à questão abaixo. Texto II "As dores são muito interessantes porque sabemos
muito pouco sobre elas. Faz 30 anos que trabalho na área e ainda aprendo algo novo todo dia", diz a médica Anne
MacGregor, pesquisadora especialista nos efeitos hormonais das cefaleias. Ela explica que a dor funciona como
um sistema de advertência: ela avisa que estamos fazendo algo prejudicial ao nosso corpo, e espera uma reação
para solucionar o problema. Nesse sentido, a dor de cabeça não é diferente das outras. Pode ser mais ou menos
aguda, pode diminuir com um analgésico ou nos obrigar a ficar em um quarto escuro, no caso de uma enxaqueca,
mas o mecanismo é o mesmo. No entanto, embora o cérebro seja o órgão que recebe os sinais de dor captados
pelo corpo, ele mesmo não tem terminações nervosas que captam a dor. [...] () No último parágrafo, a oração entre
vírgulas possui um valor semântico:
A) conclusivo.
B) concessivo.
C) conformativo.
D) consecutivo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “concessivo.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 348
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 32
Texto 1- O que nos mantém vivos? (por Ricardo Viveiros) “Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos
‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e
velhos problemas. É verdade que em termos de Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço
concentrado para reparar danos do passado. Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo,
surge uma pergunta: o que nos mantém vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter
saúde, responderão outras. Várias dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem.
Algumas afirmarão que é ter sonhos. Tudo isso é verdadeiro. Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras
necessidades que passam pela paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio
econômico com crescimento sustentável. Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e
direitos humanos. Nesse âmbito está a Política – desde que assim, com maiúscula. Temos visto tantos
desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção, violência. Tudo nos faz
correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)” (Texto modificado especificamente para este concurso. O texto
original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24) Sobre pontuação, tem-se que a vírgula, entre os termos de
uma oração, é empregada para “(...) separar os termos coordenados assindéticos, ou seja, os termos que não são
unidos por conectivo. Esses termos devem ter mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações”
(Bezerra, 2015, p. 671). A partir dos fragmentos do texto 1 distribuídos entre as alternativas, assinale a alternativa
que exemplifique o conceito apresentado.
A) Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos.
B) Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo.
C) Para o mundo como um todo, surge uma pergunta.
D) Ter saúde, responderão outras.
E) Nesse âmbito está a Política - desde que assim, com maiúscula.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Soberania,
independência, liberdade, democracia e direitos humanos.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 349
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 33

Página 135
Texto - “Negócio de Ocasião”. (por Fernando Sabino) Quando mandou colocar mármore no chão de seu
apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore
mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses! – Está bem – concordou ele, acalmando o
vizinho: - Vou mandar começar mais tarde. Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove
horas. Dois dias depois tornava o vizinho: – Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho
continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência... E mandou que os trabalhos só
se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o
homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver: – Ou o senhor para com esse
barulho ou faço um estrago louco. Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar: – Não precisa se
exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor
quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre? – Trinta e dois. –
Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom... Que marca? – Smith-Wesson. – Ah! Então deve ser muito
bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele? – Cinco mil cruzeiros. – Não foi caro. Sempre tive
vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia? – Não vim aqui para vender revólver –
explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho... – Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora,
quanto ao revólver... Quer vender? – O senhor está brincando... Não estou não: pela vida de minha mãezinha.
Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O
homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em
vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver: – Toma, é seu – decidiu-se. Antes de entrar na posse
da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e
chegou-lhe aos peitos: – Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e
quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.
Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186. Indique a única oração em que a
vírgula foi empregada corretamente:
A) “Vence quem é, mais forte.”
B) “Sempre é melhor não se meter na vida, dos outros.”
C) “A esperteza, vence a força.”
D) “O vizinho de baixo acalmou o vizinho de cima, depois tomou uma decisão.”
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em ““O vizinho de
baixo acalmou o vizinho de cima, depois tomou uma decisão.””. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 350
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 34
Leia o texto abaixo. Viva o Povo Brasileiro Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça
francesa, mas ela era muito frágil e eu preferia brincar com as bruxas de pano: esse foi meu primeiro contato com o
artesanato do meu povo. Para se compreender a obra de arte é preciso primeiro vivenciá-la e, depois, permitir-se a
necessária distância crítica. Vivi em meio aos objetos da criatividade popular; sonhava em trocar a moringa por
uma geladeira. Mas o tempo foi me mostrando a beleza da sua forma singela e, através da elaboração intelectual
deixei de ser apenas consumidora para transformar-me em observadora cultural, não apenas catalogando o
universo popular mas buscando, também, valorizar e respeitar os criadores coerentes com o seu mundo e o seu
cotidiano. O que define o artista é a capacidade de atrelar seu capital cultural ao seu universo social. Os artistas
populares são aqueles que têm a necessidade de criar e abrir novos caminhos à produção artesanal mais
comprometida com as tradições, condição que acaba por definir seu principal caráter. Por isso, se não devemos
interferir na produção do artista, podemos definir alguns pontos de ação e de orientação na produção artesanal,
visando, inclusive, preservar a sua qualidade e colaborando na formação de um público consumidor mais sensível,
disposto a compreender toda a complexa engrenagem sociocultural que qualquer obra artesanal carrega. (Este
texto foi adaptado especificamente para este concurso. O texto original é de Costa, Janete F. in Arte Popular,
Mostra do Redescobrimento Brasil 500 é Mais Fundação Bienal de São Paulo, Ano 2000, p.172) Em relação à
pontuação da sentença: "Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça francesa, mas ela
era muito frágil" analise as afirmativas abaixo. I. Usa-se o ponto final como indicativo de final de frase declarativa.
"Eu nasci em Garanhus." II. Usam-se aspas no início e no final de citações textuais. III A vírgula isola o aposto
"Garanhuns". Estão corretas as afirmativas:
A) I apenas.
B) II apenas.

Página 136
C) III apenas.
D) I e II apenas.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “I e II apenas.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 351
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 35
Texto: A origem dos nomes dos alimentos Nossa alimentação diz muito sobre quem somos, tanto é verdade que
muitos nomes de comidas carregam um pouco da história de famílias e situações passadas, assim como detalhes
sobre aparência, sabores e lugares. Uma das mais emblemáticas, acreditamos que todos já a provaram um dia: a
pizza. Pesquisas indicam que a palavra não tem origem italiana; por meio de historiadores, soube-se que a palavra
é oriunda do antigo alemão bizzo, que significa “pequenos pedaços para morder”. Assim, foi transformada em um
alimento que pegamos com as mãos e o dobramos para comer, interessante notar que hoje, ainda, a comem
assim. Do bizzo alemão para pizza dos italianos, ela entrou em diversas culturas, espalhou- se e se modificou, mas
não perdeu sua essência – a da união. Sushi é outra iguaria disseminada para o mundo, mas essa teve sua origem
no oriente, mais especificamente do Japão. O termo sushi vem do japonês arcaico e significa azedo. Dessa forma,
sua receita é preparada a partir de uma técnica de conservação de peixes em arroz avinagrado e fermentado, que
traz essas características azedinhas. Os árabes imigraram para o Brasil em fins do século XIX e início do XX. Esse
fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar relevante para a cultura, economia e sociedade do nosso país. A
maioria desses imigrantes era de libaneses e outros de origem síria, palestina e jordaniana. Como ocorre com
todos os imigrantes, trouxeram para cá: força de vontade, sonhos, música e comida, desta última, a mais conhecida
é a esfiha, aportuguesada para esfirra, com dois erres, ocorreu o surgimento dessa variação escrita no século XX,
mas ela nos agrada aos olhos e paladar desde sua primeira aparição em terras brasileiras, mesmo com ‘h’. Uma
das iguarias mais representativas e versáveis que temos de terça a domingo, nas feiras livres é o pastel. Originário
da italiano pastello, significa “massa reduzida”. Historiadores acreditam que a origem é ancestral, remonta a ideia
de pasta que, para os gregos, consistia numa mistura salgada de alimentos. O tempo passou, fomos nos
adequando e especializando, assim, originou-se nosso adorado pastelzinho. Bateu aquela fome? Então, vamos
aplacá-la com um sanduíche de cachorro-quente! A história contada relata um cozinheiro de Frankfurt que tinha um
cachorro da raça Dachshund. Esse cozinheiro fazia uma salsicha deliciosa que ficou conhecida como hot
Dachshund – em homenagem a seu pet, um “salsichinha”. Mas, como hot Dachshund passou a se chamar
Hot-dog? Nos EUA, Tad Dorgan era um cartunista que não conseguia pronunciar o nome hot Dachshund e, como
acontece com palavras grandes e muito usadas, elas vão “perdendo partes” no momento da fala, a isso dá-se um
nome específico: bleaching ou apagamento, daí sugeriu o sanduíche hot dog. O mais reconhecido sanduíche é o
de hambúrguer. Essa iguaria tem sua origem marcada pelo nome do porto de Hamburgo, na Alemanha. Esse
sanduíche também foi chamado de beefburguer ou apenas burger, evitando assim confusões com o termo em
inglês ham que significa pernil ou presunto. Historicamente, o hambúrguer foi apresentado pelos alemães na Feira
Mundial de St. Louis, Missouri (EUA), em 1904. Alguns pesquisadores inferem que o nome "hambúrguer" venha da
junção de “carne com pão”. Ainda hoje, o hambúrguer é o fast food mais popular do mundo! Só para ter uma ideia,
a CNN Brasil informou sobre seu consumo. “Os números, que são apenas do primeiro semestre de 2022 (Brasil),
indicam que 3.499.900 de hambúrgueres de carne ou frango foram consumidos, numa média mensal de 583.317
pedidos. Na sequência, em respectivo, estão o frango frito (com média de pedidos por mês de 62.114), a batata
frita (média de pedidos por mês de 60.527), sorvete (média de pedidos por mês de 58.765), e só em sexto lugar
aparecem as pizzas, com média de pedidos por mês de 56.329”. O termo sanduíche data do século XVIII, havia um
nobre inglês, sujeito malvisto em relação à ética e à conduta social, sua vida era jogar baralho. Certa vez, após um
dia inteiro diante das cartas, a fome bateu forte, entretanto, ele não queria interromper a jogatina. Disse a seu
cozinheiro que colocasse um pedaço de carne entre duas torradas ou dois pedaços de pão. Assim surgiu esse tipo
de iguaria: do condado inglês ao Conde homônimo, Sandwich. Na nossa terra, há uma cidade que tem nome de
sanduíche! Reza a lenda que nos idos de 1930, um estudante de Direito em São Paulo foi apelidado com o nome
de sua cidade natal, Bauru. Ele frequentava um determinado bar e lá sempre pedia um sanduíche que criara. Os
colegas estudantes também começaram a pedi-lo, mas diziam “o sanduíche igual ao do Bauru”. Essa é a história
do surgimento do sanduíche bauru, que não tem nada a ver com o atual. Originalmente: pão francês com rosbife,
queijo derretido na água, picles de pepino, rodelas de tomate e orégano. Há diversas outras iguarias que podemos
citar e aprofundar histórica, cultural e socialmente. Deu água na boca para mais leitura? (Texto adaptado e
modificado parcial e especificamente para este concurso. Os textos originais estão disponíveis em:
a-chegada-ao-brasil-hamburguer- ultrapassa-pizza-nosdeliveries/; 20Ens-%[Link];
maionese-a-origem-destas-e-outras-palavras) Sobre pontuação: “______ é usado para finalizar as proposições

Página 137
declarativas de sentido completo”. Assinale a alternativa correta em relação ao conceito apresentado.
A) “Deu água na boca para mais leitura?” – ponto de interrogação
B) “(...) a batata frita (média de pedidos por mês de 60.527)” – parênteses
C) “(...) daí sugeriu o sanduíche hot dog. (...)” – ponto final
D) “Na nossa terra, (...)” – vírgula
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em ““(...) daí
sugeriu o sanduíche hot dog. (...)” – ponto final”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 352
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 36
Texto: A origem dos nomes dos alimentos Nossa alimentação diz muito sobre quem somos, tanto é verdade que
muitos nomes de comidas carregam um pouco da história de famílias e situações passadas, assim como detalhes
sobre aparência, sabores e lugares. Uma das mais emblemáticas, acreditamos que todos já a provaram um dia: a
pizza. Pesquisas indicam que a palavra não tem origem italiana; por meio de historiadores, soube-se que a palavra
é oriunda do antigo alemão bizzo, que significa “pequenos pedaços para morder”. Assim, foi transformada em um
alimento que pegamos com as mãos e o dobramos para comer, interessante notar que hoje, ainda, a comem
assim. Do bizzo alemão para pizza dos italianos, ela entrou em diversas culturas, espalhou- se e se modificou, mas
não perdeu sua essência – a da união. Sushi é outra iguaria disseminada para o mundo, mas essa teve sua origem
no oriente, mais especificamente do Japão. O termo sushi vem do japonês arcaico e significa azedo. Dessa forma,
sua receita é preparada a partir de uma técnica de conservação de peixes em arroz avinagrado e fermentado, que
traz essas características azedinhas. Os árabes imigraram para o Brasil em fins do século XIX e início do XX. Esse
fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar relevante para a cultura, economia e sociedade do nosso país. A
maioria desses imigrantes era de libaneses e outros de origem síria, palestina e jordaniana. Como ocorre com
todos os imigrantes, trouxeram para cá: força de vontade, sonhos, música e comida, desta última, a mais conhecida
é a esfiha, aportuguesada para esfirra, com dois erres, ocorreu o surgimento dessa variação escrita no século XX,
mas ela nos agrada aos olhos e paladar desde sua primeira aparição em terras brasileiras, mesmo com ‘h’. Uma
das iguarias mais representativas e versáveis que temos de terça a domingo, nas feiras livres é o pastel. Originário
da italiano pastello, significa “massa reduzida”. Historiadores acreditam que a origem é ancestral, remonta a ideia
de pasta que, para os gregos, consistia numa mistura salgada de alimentos. O tempo passou, fomos nos
adequando e especializando, assim, originou-se nosso adorado pastelzinho. Bateu aquela fome? Então, vamos
aplacá-la com um sanduíche de cachorro-quente! A história contada relata um cozinheiro de Frankfurt que tinha um
cachorro da raça Dachshund. Esse cozinheiro fazia uma salsicha deliciosa que ficou conhecida como hot
Dachshund – em homenagem a seu pet, um “salsichinha”. Mas, como hot Dachshund passou a se chamar
Hot-dog? Nos EUA, Tad Dorgan era um cartunista que não conseguia pronunciar o nome hot Dachshund e, como
acontece com palavras grandes e muito usadas, elas vão “perdendo partes” no momento da fala, a isso dá-se um
nome específico: bleaching ou apagamento, daí sugeriu o sanduíche hot dog. O mais reconhecido sanduíche é o
de hambúrguer. Essa iguaria tem sua origem marcada pelo nome do porto de Hamburgo, na Alemanha. Esse
sanduíche também foi chamado de beefburguer ou apenas burger, evitando assim confusões com o termo em
inglês ham que significa pernil ou presunto. Historicamente, o hambúrguer foi apresentado pelos alemães na Feira
Mundial de St. Louis, Missouri (EUA), em 1904. Alguns pesquisadores inferem que o nome "hambúrguer" venha da
junção de “carne com pão”. Ainda hoje, o hambúrguer é o fast food mais popular do mundo! Só para ter uma ideia,
a CNN Brasil informou sobre seu consumo. “Os números, que são apenas do primeiro semestre de 2022 (Brasil),
indicam que 3.499.900 de hambúrgueres de carne ou frango foram consumidos, numa média mensal de 583.317
pedidos. Na sequência, em respectivo, estão o frango frito (com média de pedidos por mês de 62.114), a batata
frita (média de pedidos por mês de 60.527), sorvete (média de pedidos por mês de 58.765), e só em sexto lugar
aparecem as pizzas, com média de pedidos por mês de 56.329”. O termo sanduíche data do século XVIII, havia um
nobre inglês, sujeito malvisto em relação à ética e à conduta social, sua vida era jogar baralho. Certa vez, após um
dia inteiro diante das cartas, a fome bateu forte, entretanto, ele não queria interromper a jogatina. Disse a seu
cozinheiro que colocasse um pedaço de carne entre duas torradas ou dois pedaços de pão. Assim surgiu esse tipo
de iguaria: do condado inglês ao Conde homônimo, Sandwich. Na nossa terra, há uma cidade que tem nome de
sanduíche! Reza a lenda que nos idos de 1930, um estudante de Direito em São Paulo foi apelidado com o nome
de sua cidade natal, Bauru. Ele frequentava um determinado bar e lá sempre pedia um sanduíche que criara. Os
colegas estudantes também começaram a pedi-lo, mas diziam “o sanduíche igual ao do Bauru”. Essa é a história
do surgimento do sanduíche bauru, que não tem nada a ver com o atual. Originalmente: pão francês com rosbife,
queijo derretido na água, picles de pepino, rodelas de tomate e orégano. Há diversas outras iguarias que podemos

Página 138
citar e aprofundar histórica, cultural e socialmente. Deu água na boca para mais leitura? (Texto adaptado e
modificado parcial e especificamente para este concurso. Os textos originais estão disponíveis em:
a-chegada-ao-brasil-hamburguer- ultrapassa-pizza-nosdeliveries/; 20Ens-%[Link];
maionese-a-origem-destas-e-outras-palavras) Em “(...) pão francês com rosbife, queijo derretido na água, picles de
pepino, rodelas de tomate e orégano” assinale a alternativa correta quanto à vírgula.
A) isola termos sintáticos que não estão relacionados.
B) separa palavras de classes gramaticais diferentes.
C) une orações coordenadas assindéticas adversativas.
D) separa termos coordenados assindéticos de mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separa termos
coordenados assindéticos de mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações.”. As demais
alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 353
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 37
“Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida
foi assistir a um típico casamento (norte americano / norte-americano). (A – Há) algum tempo, fui convidado para a
cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por
vários anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma,
acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país. “Inicialmente chegam os
convidados, assim que alguém adentra (a / à) igreja, um cerimonialista vai (ao encontro do / de encontro ao)
convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja,
já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e
o seu padrinho entram e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha
Nupcial e as damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja.
Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu
e sempre carrega um buquê de flores nas mãos. Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O
noivo sempre dá à noiva um anel de casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial
religioso diz: "Eu os declaro marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da
igreja de braços dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a
recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim
sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou
uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis. Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem,
dançam e comemoram por muitas horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido
saiam da recepção. Segundo a tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmente
nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com
os custos. A pergunta refere-se a interpretação do texto. Observe o excerto: “Geralmente é servido champanhe e
todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas”. Agora aponte a alternativa correta em relação ao
uso das vírgulas na estrutura entre aspas.
A) Tem por finalidade marcar a oração adjetiva restritiva: “Geralmente é servido champanhe”.
B) Para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de mesma função sintática, que
formam, muitas vezes, enumerações: comem, bebem, dançam e comemoram.
C) Tem por objetivo isolar os vocativos: “bebem”, “dançam” e “comemoram”.
D) A fim de separar o sujeito “todos” do verbo “comem”.
E) Para o leitor ter tempo de respirar entre as sequências de palavras apresentadas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Para separar
termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de mesma função sintática, que formam, muitas vezes,
enumerações: comem, bebem, dançam e comemoram.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 354
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 38
Analise o texto abaixo: No poema acima a primeira frase termina com o sinal que indica uma pergunta (?), este
sinal é:

Página 139
A) um ponto de interrogação.
B) um ponto de exclamação.
C) um ponto final.
D) uma vírgula.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “um ponto de
interrogação.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 355
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 39
Leia atentamente as orações abaixo. Todas elas fazem alusão ao cantor e compositor Gilberto Gil e seu local de
nascimento. Assinale a alternativa, na qual a vírgula foi empregada corretamente.
A) Gilberto Gil, um dos grandes nomes da MPB nasceu em Salvador.
B) Gilberto Gil um dos, grandes nomes, da MPB nasceu em Salvador.
C) Gilberto Gil um dos grandes nomes, da MPB, nasceu em Salvador.
D) Gilberto Gil, um dos grandes nomes da MPB, nasceu em Salvador.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Gilberto Gil,
um dos grandes nomes da MPB, nasceu em Salvador.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 356
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 40
Texto Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo. A data perdeu sua origem reivindicativa para se
tornar um negócio com grande carga sentimental. (David Bernal) Um colar feito com macarrões coloridos, uma
moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer
o presente do Dia das Mães era todo um acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o
entusiasmo com que fazíamos na escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos
flores, ligamos com um “amo você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão. Ao contrário
do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo comemora o Dia das Mães.
O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa data existem algumas falsas crenças.
O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países tão
diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo de maio.
Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro lado estão a
Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro. O segundo mito é a crença de que se trata
de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada
Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que em 1965 houve mudança. Os primeiros sinais desta
festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a deusa Ísis, mãe de todos os faraós,
e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram
essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias a deusa Cibele em um festival chamado Hilária. Mas para
encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento chamado Domingo
das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída da Missa, acabou como um
dia de folga no trabalho. Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia
das Mães. “Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a
conhecemos hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das
Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não
só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em 1914, o
presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para o resto do
mundo. Até hoje. Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se
perdido ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam. [Texto adaptado
de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em O excerto do texto “Um colar feito com macarrões
coloridos, uma moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão.” Esse excerto
está correto em referência à pontuação, pois, separam-se: I. Termos coordenados, ainda quando ligados por
conjunção. II. Elementos principais de uma oração. III. Datas e nomes de lugar. Estão corretas as afirmativas:
A) I apenas.

Página 140
B) II apenas.
C) III apenas.
D) II e III apenas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “I apenas.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 357
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 41
Texto O pavão Esses dias, limpando os armários empoeirados do tempo, encontrei um exemplar do Jornal “O
Globo”, de primeiro de agosto de 1960, eu nem tinha nascido ainda, era coisa do meu pai. Comecei a folhear e
bater os olhos em notícias antigas, eis que me deparei com uma crônica de Rubem Braga! Que grata
surpresa...reconheci nela o maestro das palavras. Resolvi trazê-la para lermos, como uma singela homenagem a
um grande escritor que nos deixou a exatos 23 anos. Coloquei uma foto do texto original e, logo abaixo, o
transcrevi. Assim começa a crônica: “Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é
um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não
há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é
um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o
mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade”. Ainda Rubem
Braga, notado pelo lirismo com que abordava o cotidiano, a simplicidade, a vida diária em suas crônicas, vai nos
abarcando quando une o pavão ao amor, isso é genialidade! Vejam: “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh!
minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos
recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico”. Perceberam como um assunto tão
comum se torna poesia no trato dado por uma mente perspicaz, um discurso plausível e uma alma sensível? Então,
esses são os qualificativos encontrados na maioria de seus textos, pelo menos é assim que os senti... Isso mesmo:
texto é sentido. Fonte/Autor: BRAGA, Rubem. O pavão. O Globo. Rio de Janeiro, 1 ago. 1960. Acervo da Fundação
Casa de Rui Barbosa; Portal da Crônica Brasileira. )”. Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego
da pontuação de exclamação da expressão fornecida.
A) A exclamação foi utilizada para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de
mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações.
B) Empregada para finalizar quaisquer proposições declarativas, simples ou compostas, de sentido completo.
C) A pontuação exclamativa foi utilizada para indicar a supressão de um pensamento, de uma ideia. Essa
acentuação procura aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante.
D) A pontuação exclamativa foi utilizada para expressar admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou seja,
estados emotivos.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A pontuação
exclamativa foi utilizada para expressar admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou seja, estados emotivos.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 358
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 42
Texto I Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto. - Abre, menina – ordenou Luciana do lado
de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia
pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo,
bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha
roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga. - Virgínia, eu não estou brincando, menina.
Abre logo, anda! - Agora não posso. - Não pode por quê? - Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente.
Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era
o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho
também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar
angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto. - Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que
você quer, é isto? Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser
borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão.
Ergueu a cabeça num desafio: - Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai,
ouviu? Meu pai. Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais.

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Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.”
Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo
quando eu falo naquilo.” Riu baixinho. (Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998,
p.9-10) Considere a frase “Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne.”, presente no segundo parágrafo.
Em sua construção, a autora não empregou nenhuma vírgula. No entanto, ao ser reescrita abaixo, percebe-se o
emprego adequado da vírgula em apenas uma opção. Assinale-a.
A) Nesse instante fixou, o olhar, na unha roída até a carne.
B) Nesse instante fixou, o olhar na unha roída até a carne.
C) Nesse instante, fixou o olhar na unha roída até a carne.
D) Nesse instante fixou o olhar na, unha roída, até a carne.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Nesse
instante, fixou o olhar na unha roída até a carne.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 359
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 43
Leia o texto abaixo para responder a questão. Segurança O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua
segurança. Havia as mais belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo,
segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que
controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes
devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Os ladrões pulavam os muros.
Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. [...] Agora não só
os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo
portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram
eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem
tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um
batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. Grades nas janelas de todas
as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, [...] não conseguiriam entrar nas casas.
Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas
saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de
um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado,
com crachás roubados. [...] Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses,
com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada
uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela
guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora, a segurança é completa. Não
tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só
conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da
sua casa, olhando melancolicamente para a rua. [...] Luis Fernando Veríssimo A vírgula exerce inúmeras funções
na comunicação escrita. Analise as justificativas para o seu uso, nas alternativas abaixo, e assinale a incorreta.
A) “Havia as mais belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas,” [...] É obrigatório o uso da vírgula para
separar termos com funções semelhantes.
B) “Agora, a segurança é completa”. É facultativo o uso da vírgula para separar adjuntos adverbiais, de pouca
extensão, antepostos.
C) “Houve protestos, mas no fim todos concordaram”. É obrigatório o uso da vírgula para separar orações
coordenadas sindéticas adversativas.
D) “Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, não conseguiriam entrar nas casas”. É recomendável o
uso da vírgula para separar orações subordinadas adverbiais condicionais quando vierem antes da principal.
E) “Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas”. É obrigatório o uso da vírgula para separar
verbos com tempos e modos diferentes.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em ““Se não
morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas”. É obrigatório o uso da vírgula para separar verbos com
tempos e modos diferentes.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 360

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Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 44
Leia os enunciados nas alternativas abaixo e assinale o que não possui erro de pontuação.
A) O atleta driblou, correu, fintou, chutou e, enfim, finalizou com um belíssimo gol.
B) D. Leopoldina vizinha do 10º andar, esteve sumida por dois meses. Apareceu calada e com semblante triste.
C) Ele gritou. – Ganhei na loteria! Todos da rua o ouviram e, houve festa o dia inteiro.
D) Maria venha logo, o almoço está esfriando e, não é justo todos ficarem aqui te esperando.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O atleta
driblou, correu, fintou, chutou e, enfim, finalizou com um belíssimo gol.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 361
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 45
Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula
Calçade, para responder a questão. Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)
Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder
chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos
debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que
eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena
para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado
à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares. “A maneira como os garotos são
criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o
psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível
atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa
construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm
dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com
raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos
uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César
Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015. (Fonte: Nova Escola) Leia
os trechos abaixo, reescritos a partir do texto lido, e, de acordo com as regras de pontuação presentes na
Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.
A) (...) essas são algumas das regras, para muitos meninos, não escritas das masculinidades.
B) (...) a escola para o pesquisador, pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina.
C) A ausência de discussões, sobre o impacto disso para meninos e meninas, pode resultar em violência dentro do
ambiente escolar.
D) (...) isso se dá, em geral, por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou
insegurança; em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “(...) a escola
para o pesquisador, pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina.”. As demais alternativas
atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 362
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 46
Leia o texto abaixo para responder a questão. MEMES, É PRA ISSO QUE EU PAGO INTERNET! Por Jaider
Morais É indiscutível que a internet revolucionou nossas vidas com os serviços, redes sociais e informações em
tempo real e sem barreiras geográficas. O tempo, em que ficamos conectados, aumenta a cada dia e sempre nos
deparamos com coisas engraçadas, que de repente todo mundo está compartilhando e muitas vezes nem sabemos
de onde veio ou qual a referência. Estamos falando dos memes, uma indústria acelerada que não brinca em
serviço. Pra quem gosta desse tipo de conteúdo (quase todo mundo), é motivo de orgulho morar no país que é
considerado um grande e bem sucedido polo industrial desses maravilhosos conteúdos. Quem nunca leu por aí que
o Brasil é uma fábrica de memes ou o país deles, ou ainda que brasileiro faz piada com tudo? Pois é, gente. Vamos
ver um pouco de como isso surgiu e relembrar alguns clássicos. Em poucas palavras, memes podem ser
fotos/desenhos, em muitas vezes com frases em letras garrafais; gifs ou vídeos curtos; sons ou músicas e textos
que quase sempre usam de uma boa dose de humor e se espalham rapidamente pela internet. A palavra meme

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vem de um termo grego e significa “imitação”. Foi usado pela primeira vez, em 1976, pelo escritor britânico Richard
Dawkins em seu bestseller “O Gene Egoísta”. O conceito é bem amplo, mas em resumo ele descreveu meme como
uma informação que se multiplica de cérebro em cérebro ou em locais onde a informação é armazenada (como
livros). [...] A gente adora fazer piada de tudo, né? Seja do entrevistador que cometeu uma gafe ao vivo; da
celebridade que fez uma cara estranha; do jogador de futebol que caiu; do gatinho engraçado, dentre muitas
outras. Em minha opinião, o surgimento dos memes para o brasileiro é a ilustração daquela frase: “essa arma”é
poderosa e não pode cair em mãos erradas”. Não que eu seja velho, mas eu me lembro dos memes que fizeram
sucesso em vídeos e animações postadas nos primórdios das redes sociais ou que eram compartilhados por e-mail
ou no infravermelho do celular. “Bebê dançarino”, “Vaca louca” e “A baratinha” são exemplos dos primeiros memes
que eclodiram no meio tecnológico. (Fonte: Design com Café) Analise os enunciados e assinale a alternativa
correta.
A) “Pra quem gosta desse tipo de conteúdo (quase todo mundo),”[...] O uso do sinal de parênteses, no enunciado
anterior, serve para separar uma informação acessória.
B) As expressões: “A baratinha”, “Vaca louca” e “imitação” estão entre aspas porque são nomes que representam
títulos de memes.
C) “O tempo, em que ficamos conectados, aumenta a cada dia”. A expressão destacada está entre vírgulas porque
é uma oração coordenada adverbial causal.
D) [...] “essa arma é poderosa e não pode cair em mãos erradas”. O enunciado anterior está entre aspas porque o
autor quis destacar o poder que a arma tem.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em ““Pra quem
gosta desse tipo de conteúdo (quase todo mundo),”[...] O uso do sinal de parênteses, no enunciado anterior, serve para
separar uma informação acessória.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 363
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 47
Leia o texto abaixo para responder a questão. Qual a importância da qualidade dos equipamentos na cozinha
industrial? A cozinha industrial tem como principal funcionalidade o preparo e fornecimento de refeições para
estabelecimentos que atuam com produção e comercialização de alimentos, aind principal, como em hotéis,
hospitais, restaurantes em empresas, entre outras possibilidades de atendimento. A estrutura é essencial para
assegurar um ambiente funcional e seguro. Todos os componentes devem ser analisados com cautela antes da
instalação, desde o piso, até forros, portas, janelas e iluminação, que devem ter a proteção (Fonte: Intermercados)
Assinale a alternativa que apresenta a regra correta para o uso da vírgula, utilizada no trecho extraído do texto. [...]
“ainda que não seja o segmento principal, como em hotéis, hospitais, restaurantes em empresas, entre outras
possibilidades de atendimento”.
A) Usamos a vírgula para separar palavras com funções semelhantes.
B) Usamos vírgula para separar o sujeito do predicado.
C) Usamos vírgula para expressar uma indignação ou sentimentos.
D) Usamos vírgula para indicar uma pausa entre dois verbos.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Usamos a
vírgula para separar palavras com funções semelhantes.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 364
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 48
Vigia e porteiro De acordo com o Ministério do Trabalho, as funções de Porteiros e Vigias Noturnos são descritas
como: “Zelar pela guarda do patrimônio e exercer a observação de estabeleciment de estabelecimentos,
inspecionando-os sistematicamente e fiscalizando suas dependências para evitar incêndios, roubos, entrada de
pessoas estranhas e outras anormalidades. Os porteiros controlam o fluxo de pessoas, identificando, orientando e
encaminhando-as para os lugares desejados. São também responsáveis por receber hóspedes em hotéis,
acompanham pessoas e mercadorias; além de realizar manutenções simples nos locais de trabalho”. A função de
porteiro e vigia de condomínio são bem similares. Os próprios empregadores já restringem o trabalho de porteiro ao
ambiente da portaria e o vigia fica sendo responsável pela ronda. Ambos tomam conta do estabelecimento,
controlam a entrada de pessoas e veículos. Exercem funções básicas de orientações, não sendo responsáveis por

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intervenções de segurança, já que nenhuma dessas funções requer treiname categoria precisa ter a capacidade de
reconhecer as situações ou condições que possam configurar riscos ao patrimônio público ou privado e,
principalmente, resguardar a segurança das pessoas. No primeiro parágrafo, há um trecho escrito entre aspas (“”).
Este recurso é utilizado, entre outras funções, para indicar uma citação. Assinale a alternativa que apresenta
corretamente a quem pertence a citação do trecho.
A) Aos Porteiros.
B) Aos Vigias Noturnos.
C) Aos Porteiros e Vigias.
D) Ao Ministério do Trabalho.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Ao Ministério
do Trabalho.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 365
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 49
Há algum tempo, o software para hospital tinha uma única função principal, a gestão do negócio. O que se via eram
módulos de faturamento, contas a pagar e receber, cálculo de folha e tarefas administrativas sendo geridas através
dele. O corpo clínico e os computadores, portanto, viviam em mundos diferentes dentro da mesma instituição.
Como muito da prática médica é sobre coletar e analisar informações, a Tecnologia da Informação passou a ter um
papel crítico também na assistência à saúde. O surgimento de softwares especializados para o corpo clínico criou a
necessidade de um novo olhar sobre os provedores de saúde no que diz respeito à tecnologia, agora onipresente
na organização. Os benefícios da informatização na assistência à saúde são inúmeros e o Prontuário Eletrônico do
Paciente (PEP) é uma ferramenta tecnológica crucial para extrair plenamente esses benefícios. Além de
centralizador da informação dos pacientes, ele se tornou um aliado do médico na prática diária. Hoje, esses
sistemas geralmente são equipados com ferramentas de apoio a decisão clínica, que indicam possíveis interações
medicamentosas e até auxiliam no diagnóstico através de referências de casos similares. Sem contar no acesso
fácil a resultados de exames e imagens, evitando, inclusive, solicitações desnecessárias. Assim, o que antes
estava amontoado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) em pastas e papeis embolorados, agora é
largamente disponível de forma informatizada. Essa aproximação do corpo clínico e da TI é irreversível e muito
proveitosa para todo o sistema de saúde, o que, no final das contas, significa melhoria nos cuidados dos seres
humanos. (Fonte: Saúde Business) Leia com atenção as frases reescritas a partir de um trecho do texto, considere
as regras de pontuação previstas na Gramática Normativa da Língua Portuguesa e assinale a alternativa incorreta.
A) Portanto, viviam, em mundos diferentes dentro da mesma instituição, o corpo clínico e os computadores.
B) Viviam, portanto, o corpo clínico e os computadores em mundos diferentes dentro da mesma instituição.
C) Dentro da mesma instituição, em mundos diferentes, viviam, portanto, o corpo clínico e os computadores.
D) Em mundos diferentes dentro da mesma instituição, portanto, viviam, o corpo clínico e os computadores.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Em mundos
diferentes dentro da mesma instituição, portanto, viviam, o corpo clínico e os computadores.”. As demais alternativas
atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 366
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 50
Os sinais de pontuação são usados na linguagem escrita e servem para representar pausas, destaques,
entonações, transmissão de sentimentos e intenções existentes na linguagem oral. Nesse sentido, analise as
afirmativas abaixo e dê valor Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) O ponto final é usado no final das frases declarativas e
imperativas para marcar uma pausa parcial. ( ) O ponto de exclamação é usado em frases exclamativas para
indicar admiração, alegria, raiva. É também usado em frases imperativas para indicar uma dúvida. ( ) O ponto e
vírgula é usado para indicar uma pausa num período frásico que ainda não acabou, sendo usado principalmente
em itens enumerados, orações extensas, conjunções adversativas e orações sindéticas. ( ) O travessão é usado,
principalmente, para introduzir uma fala no discurso direto. Pode ser usado também para separar uma oração
intercalada da oração principal. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A) V, F, V, F.
B) F, V, F, V.
C) F, F, V, V.

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D) F, V, V, F.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “F, F, V, V.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 367
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 51
Os sinais de pontuação servem para marcar pausas na fala, entonação ou ainda, representar graficamente as
emoções e anseios. Assinale alternativa pontuada de modo incorreto.
A) Tenho fé, mas, sem chuva, não teremos grandes coisas.
B) Com a escassez de funcionários, o acúmulo de serviço, aumentará e muito.
C) Os alunos apreensivos esperavam o resultado do teste, sentados.
D) A tempestade derrubou postes, e árvores, e pontes, e pessoas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Com a
escassez de funcionários, o acúmulo de serviço, aumentará e muito.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 368
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 52
Texto Camelos e beija-flores... (Rubem Alves) A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que
todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos
dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’.
Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e
beija-flores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário,
corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confiando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era
para falar de camelos e beija-flores, só falou de camelos. Foram-se os beija-flores engolidos pelos camelos...
Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afirmação: “A estória não quer ser história. A
estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha filha era pequena eu lhe
inventava estórias. Ela, ao final, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu ficava sem lhe poder
responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória
não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no
tempo, e que estão definitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não
aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por
sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que
me reflete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”,
tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma
vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma.
Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e
beija-flores... Em “Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer
‘história’.” (2º§), ocorrem dois períodos. Quanto ao correto emprego da pontuação, de acordo com a Norma, faz-se
um comentário adequado em:
A) O primeiro ponto final deveria ser substituído por uma vírgula.
B) Deveria haver uma vírgula antes de cada uma das duas ocorrências do pronome “eu”.
C) Seria obrigatório o emprego de um ponto e vírgula no lugar do primeiro ponto final.
D) Depois de cada uma das duas ocorrências do verbo “dizer” deveria ser empregada uma vírgula.
E) Caso o primeiro ponto fosse suprimido, não haveria prejuízo para a estrutura sintática do período.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Deveria haver
uma vírgula antes de cada uma das duas ocorrências do pronome “eu”.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 369
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 53
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.

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A) As pessoas que desejarem se inscrever devem acessar o site até dia 15.
B) Pedi a meu amigo José, que me envie seu currículo.
C) O rapaz chegou a tempo porém, não embarcou no trem.
D) Assustado o garoto negou à professora, sua travessura.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “As pessoas
que desejarem se inscrever devem acessar o site até dia 15.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 370
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 54
Cace a liberdade (Martha Medeiros) Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos
faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a
dieta da alma? Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou
melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma
abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um
pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se
alimentar? Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra
dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos
interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório
sair de casa. Sair à caça. Perseguir. Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue
uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito neste
época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente. Cace o afeto, procure quem você gosta de
verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que o cacem também. Cace a liberdade que
anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regra, patrulha, horários.
Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é
surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa
galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para a sua cidade com olhos de
estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas. Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé,
mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, se torna repetitiva, monótona,
entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero
engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é tão intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar
direito. Considerando o contexto, percebe-se que, em todas as alternativas abaixo, a vírgula foi empregada pela
mesma razão, EXCETO em:
A) "estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas" (2º §)
B) "Revista, jornal, internet" (3º §)
C) "abrace forte, sorria, permita que o cacem também." (5º §)
D) "Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa." (3º §)
E) "Arroz, feijão, bife, ovo." (7º §)
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “"Para
alimentar a alma, é obrigatório sair de casa." (3º §)”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 371
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 55
Analise a afirmativa abaixo e assinale a alternativa que não apresenta erro de pontuação.
A) A casa nova, está muito distante de ficar pronta.
B) As orientações, aparentemente, estão muito bem elaboradas.
C) O resultado da decisão foi, hoje clara para os envolvidos.
D) Fale, Senhora porque está triste.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “As
orientações, aparentemente, estão muito bem elaboradas.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

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Questão 372
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 56
Texto II ) No segundo quadrinho, em "Alô, querido?", a vírgula foi empregada para isolar o:
A) sujeito
B) aposto
C) vocativo
D) predicativo
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “vocativo”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 373
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 57
Aí pelas Três da Tarde Raduan Nassar Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis
escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em idéias claras apesar do ruído e do
mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você,
milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta,
componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos,
dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com
sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não
sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por
instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto,
libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas,
pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e
aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista
incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto,
silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa,
degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a
mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse
numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com
cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se
larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não
importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo. Em "Desça, sem pressa, degrau por
degrau, sendo tolerante com o espanto", além de um papel sintático a pontuação cumpre um efeito importante,
pois:
A) impede duplas interpretações.
B) isola o aposto.
C) reforça a ideia de lentidão.
D) indica uma enumeração de termos de mesma função.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “reforça a ideia
de lentidão.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 374
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 58
A mulher sem medo Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão,
começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto
secreto, que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a mulher sem Medo', uma obra que, imaginava,
poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a
acontecer. Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertência: senão eu grito com você, senão eu bato em você, se não eu
deixo você sem comida. Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às
gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu
queria ficar assustada com as suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."

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Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher
transformou-se para ele em questão de hona. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. Como fazê-lo?
Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou rato. Resolveu optar pela
barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de
baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga. Voltou para casa e ficou
esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria
numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor. Foi neste momento que o rato apareceu.
Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei do
Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as
baratas, gritando histericamente. Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às
gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores
problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com
as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobre insetos? Ou aquilo era um
novo tipo de perversão? Aquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque
para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas,
assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo
era uma coisa no mínimo amedrontadora. (SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. [Link], 17 jan.2011. ) Ao
observar a relação entre as orações em "Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor;", nota-se que
deveria haver uma vírgula entre elas. Isso porque:
A) são duas orações coordenadas.
B) apenas a primeira oração é independente da segunda
C) apenas a segunda oração é coordenada.
D) as duas orações são subordinadas sem a presença de uma principal.
E) a primeira oração é subordinada e antecede a principal.
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “a primeira
oração é subordinada e antecede a principal.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 375
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 59
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. Informei ao Pedro, o rapaz que trabalha na secretaria
sobre o novo horário das provas. l. A pontuação está correta. II. Há um problema de regência verbal. III. Se o termo
"ao Pedro" fosse substituído por "o Pedro" e colocada uma vírgula após "secretaria", o período ficaria correto. Está
correto o que se afirma em
A) somente l
B) somente II
C) somente III
D) I e II
E) II e III
Gabarito: E
Comentário: A alternativa E está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “II e III”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 376
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 60
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. O seu comportamento inadequado, implica a demissão
com justa causa. I. Há um erro de regência verbal. II. Há um erro na pontuação, a vírgula está empregada
incorretamente. Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
Gabarito: B

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Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “somente II”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 377
Origem: [Link] (Tec Concursos) • questão original 92
Texto II Polícia Militar Ambiental faz um intenso trabalho de controle e combate aos grupos de criminosos adeptos
da prática em todo o Estado de São Paulo O trabalho da Polícia Militar Ambiental em combater os grupos
criminosos que soltam balões é incessante em todo o Estado de São Paulo. A árdua missão tem trazido números
expressivos de prisões, apreensões e multas em 2017. De acordo com os números levantados pela Polícia Militar
Ambiental, apenas nos primeiros cinco meses de 2017 foram realizadas 41 prisões em flagrante, enquanto em todo
o ano de 2016, esse número de detenções por soltura de balões foi de apenas 5. Ainda segundo a PM, 39 balões
foram apreendidos até junho deste ano, enquanto, em todo o ano de 2016, esse número ficou em 26. A multa por
balão apreendido é de R$ 5 mil. A polícia acredita que muitos criminosos saem da capital do estado para praticar
esse tipo de crime na região de Campinas e Circuito das Águas. “A gente já teve denúncias e realizou operações
em locais que as pessoas alugam sítios na região e lá eles realizam eventos com balões no final de semana. Nesse
meio tempo, eles soltam balão e fazem confraternizações com churrascos e festas. É uma situação que tem se
repetido, pois as chácaras são fechadas e eles acham que ninguém vai atrapalhar. São locais que ficam
escondidos por árvores, que cabem bastante pessoas. Um balão grande demanda muita gente para soltura. Eles
acham que isso vai viabilizar o crime, mas estamos na cola das pessoas que praticam esse tipo de ação”, afirmou o
Tenente Nóbrega. [...] Fonte: Último Segundo - iG @ 2017-06-07/[Link].
Considerando o nível de linguagem que deve ser empregado nesse gênero textual, a expressão “estamos na cola
das pessoas” (3º§) justifica-se por:
A) ilustrar a inserção da fala de outro.
B) adequar-se ao nível de escolaridade dos leitores.
C) ser um descuido do jornalista.
D) estar no final do parágrafo e do texto.
E) possuir sentido apenas literal.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “ilustrar a
inserção da fala de outro.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 378
Origem: portugues [Link] • questão original 11
Texto Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo. A data perdeu sua origem reivindicativa para se
tornar um negócio com grande carga sentimental. (David Bernal) Um colar feito com macarrões coloridos, uma
moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer
o presente do Dia das Mães era todo um acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o
entusiasmo com que fazíamos na escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos
flores, ligamos com um “amo você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão. Ao contrário
do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo comemora o Dia das Mães.
O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa data existem algumas falsas crenças.
O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países tão
diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo de maio.
Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro lado estão a
Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro. O segundo mito é a crença de que se trata
de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada
Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que em 1965 houve mudança. Os primeiros sinais desta
festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a deusa Ísis, mãe de todos os faraós,
e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram
essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias a deusa Cibele em um festival chamado Hilária. Mas para
encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento chamado Domingo
das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída da Missa, acabou como um
dia de folga no trabalho. Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia
das Mães. “Levantemse, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a
conhecemos hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das
Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não

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só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em 1914, o
presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para o resto do
mundo. Até hoje. Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se
perdido ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam. [Texto adaptado
de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em 7 Leia o excerto e assinale o antônimo da palavra
destacada entre aspas duplas, ‘(...) foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907
organizou um Dia das Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu
“inestimável” trabalho’.
A) vão.
B) imenso.
C) expressivo.
D) gigantesco.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “vão.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 379
Origem: portugues [Link] • questão original 28
Analise o texto abaixo e responda à questão Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados
de petróleo Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma
alternativa competitiva a outras formas de plástico [...] Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera
ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de
ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis,
conhecidos propulsores da crise climática no mundo. Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State
University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de
petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material
baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera. A descoberta, publicada na Science
Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os
resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais
limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...] [Link] 17
No trecho: “A descoberta, publicada na Science Advances, apresenta experimentos de laboratório...”, as vírgulas
são empregadas para:
A) separar sujeito e predicado.
B) destacar uma enumeração.
C) isolar informação adicional.
D) separar o verbo e seu complemento.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “isolar
informação adicional.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 380
Origem: portugues [Link] • questão original 30
Leia o texto abaixo. Viva o Povo Brasileiro Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça
francesa, mas ela era muito frágil e eu preferia brincar com as bruxas de pano: esse foi meu primeiro contato com o
artesanato do meu povo. Para se compreender a obra de arte é preciso primeiro vivenciá-la e, depois, permitir-se a
necessária distância crítica. Vivi em meio aos objetos da criatividade popular; sonhava em trocar a moringa por
uma geladeira. Mas o tempo foi me mostrando a beleza da sua forma singela e, através da elaboração intelectual
18 deixei de ser apenas consumidora para transformar-me em observadora cultural, não apenas catalogando o
universo popular mas buscando, também, valorizar e respeitar os criadores coerentes com o seu mundo e o seu
cotidiano. O que define o artista é a capacidade de atrelar seu capital cultural ao seu universo social. Os artistas
populares são aqueles que têm a necessidade de criar e abrir novos caminhos à produção artesanal mais
comprometida com as tradições, condição que acaba por definir seu principal caráter. Por isso, se não devemos
interferir na produção do artista, podemos definir alguns pontos de ação e de orientação na produção artesanal,
visando, inclusive, preservar a sua qualidade e colaborando na formação de um público consumidor mais sensível,
disposto a compreender toda a complexa engrenagem sociocultural que qualquer obra artesanal carrega. (Este

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texto foi adaptado especificamente para este concurso. O texto original é de Costa, Janete F. in Arte Popular,
Mostra do Redescobrimento Brasil 500 é Mais Fundação Bienal de São Paulo, Ano 2000, p.172) Em relação à
pontuação da sentença: “Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça francesa, mas ela
era muito frágil” analise as afirmativas abaixo. [Link]-se o ponto final como indicativo de final de frase declarativa.
“Eu nasci em Garanhus.” [Link]-se aspas no início e no final de citações textuais. III A vírgula isola o aposto
“Garanhuns”. Estão corretas as afirmativas:
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e II apenas.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “I e II apenas.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 381
Origem: portugues [Link] • questão original 31
Em relação ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta.
A) O menino, que está usando um boné, foi o que faltou à aula hoje.
B) Hoje, à tarde iremos passear, no centro da cidade a pé.
C) Já te falei Maria que não poderei chegar, no horário marcado.
D) Em 1987 o piloto ganhou uma corrida, espetacular.
E) Se eu soubesse, falar inglês, conseguiria o emprego.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O menino,
que está usando um boné, foi o que faltou à aula hoje.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 382
Origem: portugues [Link] • questão original 32
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada incorretamente.
A) Itu, cidade paulista, é um importante polo turístico.
B) Pedro foi para a cozinha, preparou a mesa, sentou-se, mas não almoçou.
C) Não foi nada, filha. Não se preocupe.
D) Quando amanheceu os irmãos, saíram para trabalhar.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Quando
amanheceu os irmãos, saíram para trabalhar.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 383
Origem: portugues [Link] • questão original 33
De acordo com as regras normativas pertinentes à Língua Portuguesa do Brasil, observe a explicação dada sobre
uma das pontuações utilizadas na representação do discurso. __________ representa uma maior pausa do que a
marcada pela vírgula, comumente utilizada. Seu uso ocorre para separar orações coordenadas quanto muito
[Link] função é a de conceder clareza em uma frase, principalmente a fim de organizar os itens apresentados.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
A) Ponto e vírgula.
B) Ponto final.
C) Trema.
D) Dois pontos.
E) Hífen.
Gabarito: A

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Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Ponto e
vírgula.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 384
Origem: portugues [Link] • questão original 35
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada INCORRETAMENTE:
A) Ele, que nunca fala nada, rebateu todas as acusações.
B) Os grupos, se reuniram nesta semana.
C) Trata-se, portanto, de um erro de interpretação.
D) Em 1964, o presidente era João Goulart.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Os grupos, se
reuniram nesta semana.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 385
Origem: portugues [Link] • questão original 37
Texto 01 - Higiene ou bons modos? Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos
crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o
banho!”, “Lave as mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos. Um dia
desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma amiga, que se
atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo, comecei a notar as pessoas
ao meu redor. Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele
me chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio dental,
detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser, naquele momento, um
exemplo de boa conduta e higiene. A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar
de censura, continuou a higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus
pensamentos... será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou
vendo isso? E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao
meu filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso). Em relação ao texto lido, veja esse
excerto: “Desde que somos crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: ‘Vá escovar os dentes’, ‘Chega de rua, entre
em casa e vá direto para o banho!’, ‘Lave as mãos antes das refeições’, assim, aquelas ordens transformaram
obrigações em hábitos”. “Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus pensamentos... será que isso não vai
terminar?”. No que se refere à pontuação, assinale a alternativa correta.
A) O uso do ponto final no excerto ocorre para se ter uma pausa para respirar antes de continuar a falar ou a
escrever, assim sendo, não há regras de pontuação.
B) A vírgula é usada para separar o sujeito do verbo em uma mesma oração, além disso, ela deve ser omi- tida nos
demais casos.
C) A exclamação é o sinal de pontuação empregado apenas em orações afirmativas, depois de palavras ou frases
que expressam admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou seja, nos estados racionais.
D) As reticências formam o sinal de pontuação usado para indicar a supressão de um pensamento, ou de uma
ideia. O seu emprego busca aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante / escritor.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “As reticências
formam o sinal de pontuação usado para indicar a supressão de um pensamento, ou de uma ideia. O seu emprego
busca aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante / escritor.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 386
Origem: portugues [Link] • questão original 38
TEXTO 01 Dez entre dez americanos preferem hambúrguer O hambúrguer foi introduzido pelos alemães na Feira
Mundial de St. Louis, Missouri, em 1904, recebeu o nome do porto de Hamburgo, na Alemanha. O nome
“hambúrguer” vem de “carne no pão”, ao contrário do que se acredita, não há presunto (presuntu / prezunto /
presunto) nele. Hoje o hambúrguer é o fast-food mais popular do mundo e doze mil pessoas pedem um a cada
minuto nos Estados Unidos! Há diversos estilos de hambúrgueres (hambúrgueris / hambúrgueres / hambúrgeres)

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ou se pode pedir outras coisas em um pão. Da próxima vez, experimente um hambúrguer de peixe, um hambúrguer
de frango ou até mesmo um hambúrguer vegetariano. O sucesso do hambúrguer tradicional servido em fast-foods
foi tão grande que a moda agora é o hambúrguer gourmet, que é feito artesanalmente com ingredientes
(ingredientes / ingredrientes / ingridientes) simples, porém muito mais saborosos. Quando já dominar o preparo do
hambúrguer tradicional, experimente variar com cordeiro, carne de caça, peixes e até mesmo com cogumelos.
Adaptado de ês%20Ens-%[Link] e guer-gourmet- preparar-casa/.
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I, II e III.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “III apenas.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 387
Origem: portugues [Link] • questão original 39
Annabel Lee Edgar Allan Poe (tradução de Fernando Pessoa) Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé
do mar. Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar; E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu
a adorar. Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar; Mas o nosso amor era mais que amor/ - O
meu e o dela a amar; Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar. E foi esta a razão por que, há
muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar, Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar; E o seu
parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar, Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar. E os anjos,
menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar... Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. *barras marcam divisão dos versos
do poema 22 A respeito das normas de pontuação utilizadas no texto, analise as afirmativas abaixo e assinale a
alternativa correta. I.“Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.” No enunciado anterior, a vírgula
foi utilizada para separar um adjunto adverbial. II.“Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a
amar;”[...] No enunciado anterior, o travessão foi utilizado para indicar a fala da personagem (discurso direto). III.“E
os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...” A expressão em destaque está entre vírgulas porque é um
aposto.
A) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B) As afirmativas I, II e III estão corretas.
C) Apenas as afirmativas II e III apenas estão corretas.
D) Apenas as afirmativas I e II apenas estão corretas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Apenas as
afirmativas I e III estão corretas.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 388
Origem: portugues [Link] • questão original 40
Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa incorreta quanto ao uso da vírgula.
A) “Ao longo dos anos, Juninho participou de inúmeras feiras de adoção, mas sem sucesso. A boa notícia só veio
no começo de 2020 quando uma família entrou em contato ao ver a foto do pequeno, no site da ONG”.
B) “A jovem de 25 anos, da Florida, Estados Unidos, deu à luz aos gêmeos Kaylen e Kayleb em 27 de dezembro
de 2019, aproximadamente 10 meses depois que os outros filhos, Malakhi e Mark, vieram ao mundo, em 13 de
março”.
C) “Passear por um mercado municipal não custa nada, além de ser delicioso! Por lá você, pode degustar frutas,
provar iguarias e fazer um lanche investindo pouco”.
D) “Para ela, que também é mãe de uma menina de 2 anos, não foi surpresa alguma quando os batimentos
cardíacos dos filhos surgiram no ultrassom”.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em ““Passear por
um mercado municipal não custa nada, além de ser delicioso! Por lá você, pode degustar frutas, provar iguarias e fazer
um lanche investindo pouco”.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

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Questão 389
Origem: portugues [Link] • questão original 41
Seriam onze horas da manhã. O Campos, segundo o costume, acabava de descer do almoço e, a pena atrás da
orelha, o lenço por dentro do colarinho, dispunha-se a prosseguir no trabalho interrompido pouco antes. Entrou no
seu escritório e foi sentar-se à secretária. Defronte dele, com uma gravidade oficial, empilhavam-se grandes livros
de escrituração mercantil. Ao lado, uma prensa de copiar, um copo d’água, sujo de pó, e um pincel chato; mais
adiante, sobre um mocho de madeira preta, muito alto, via-se o Diário deitado de costas e aberto de par em par.
Tratava-se de fazer a correspondência para o Norte. Mal, porém, dava começo a uma nova carta, lançando
cuidadosamente no papel a sua bonita letra, desenhada e grande, quando foi interrompido por um rapaz, que da
porta do escritório lhe perguntou se podia falar com o Sr. Luís Batista de Campos. [...] Casa de Pensão/Aluízio de
Azevedo “Ao lado, uma prensa de copiar, um copo d’água, sujo de pó, e um pincel chato; mais adiante, sobre um
mocho de madeira preta, muito alto, via-se o Diário deitado de costas e aberto de par em par.” Sobre as
pontuações utilizadas no trecho anterior, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta. I.Há o uso da
vírgula após a expressão “ao lado” porque é um adjunto adverbial de lugar. II.A expressão “muito alto” está entre
vírgulas porque é um complemento nominal. III.A expressão “sujo de pó” está entre vírgulas porque é um aposto.
23
A) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B) Apenas a afirmativa I está correta.
C) Apenas a afirmativa III está correta.
D) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Apenas as
afirmativas I e III estão corretas.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 390
Origem: portugues [Link] • questão original 42
Texto A vocação dos novos computadores é funcionar com todo o aparato técnico fornecido pela informática, só
que numa relação tão visual e emocionante quanto um jogo de videogame. Já existem máquinas que cruzam essa
fronteira, produzindo imagens em três dimensões nas quais o usuário tem a sensação de penetrar. Imagine um
visor que pode ser preso na frente dos olhos, como uma máscara de mergulho. Acoplado a um computador, esse
visor cria imagens baseadas num programa e dá à pessoa a ilusão de que está no ambiente projetado na tela. Há
mais. Usando uma luva cheia de sensores, todos ligados ao mesmo computador, o operador do equipamento pode
“tocar” objetos que só existem na tela aberta diante de seus olhos. É possível, por exemplo, operar os comandos
de um caça-bombardeiro com a mão enluvada e ver na tela os instrumentos sendo manobrados enquanto o avião
se move com toda a aparência de uma situação real. Quem vê a brincadeira de fora vai enxergar apenas uma
pessoa com os olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão enluvada e nada mais. Veja, 21 out. 1992.
No trecho “...o operador do equipamento pode “tocar” objetos que só existem na tela aberta diante de seus olhos”,
as aspas usadas no trecho destacado, foram usadas para expressar:
A) uma admiração, já que realmente os objetos são tocados.
B) citação retirada do manual do computador.
C) a fala admirada do operador do equipamento.
D) um sentido não literal da palavra, já que realmente nada é tocado.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “um sentido
não literal da palavra, já que realmente nada é tocado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 391
Origem: portugues [Link] • questão original 43
Texto I Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto. -Abre, menina – ordenou Luciana do lado
de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia
pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo,
bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha
roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga. -Virgínia, eu não estou brincando, menina.

Página 155
Abre logo, anda! -Agora não posso. -Não pode por quê? -Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente.
Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era
o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho
também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar
angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto. -Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que
você quer, é isto? 24 Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia
ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no
chão. Ergueu a cabeça num desafio: -Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai,
ouviu? Meu pai. Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais.
Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.”
Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo
quando eu falo naquilo.” Riu baixinho. (Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998,
p.9-10 Considere a frase “Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne.”, presente no segundo parágrafo.
Em sua construção, a autora não empregou nenhuma vírgula. No entanto, ao ser reescrita abaixo, percebe-se o
emprego adequado da vírgula em apenas uma opção. Assinale-a.
A) Nesse instante fixou, o olhar, na unha roída até a carne.
B) Nesse instante fixou, o olhar na unha roída até a carne.
C) Nesse instante, fixou o olhar na unha roída até a carne.
D) Nesse instante fixou o olhar na, unha roída, até a carne.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Nesse
instante, fixou o olhar na unha roída até a carne.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 392
Origem: portugues [Link] • questão original 44
Leia o texto abaixo para responder a questão. Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e
trabalhadores Por Paulo Ribeiro Neres Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e
segurança do trabalho são as inspeções de segurança. Estas podem ser específicas, como por exemplo, em
equipamentos de combate a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza. Normalmente, alguns de seus
objetivos são: reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se encontram abaixo dos padrões de
segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações perigosas que possam acarretar perdas materiais ou
pessoais no ambiente ocupacional. Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de
extrema relevância que o próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas atividades e que
sua opinião seja considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma, espera-se aumentar o interesse e
motivação dos trabalhadores com as questões de saúde e segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a isso,
desenvolver uma cultura que promova a ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de todos e não
apenas uma responsabilidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas organizações. [...] O
melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experiência prática de quem
realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais ocorrem naquele ambiente de trabalho.
Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica.
Precisamos quebrar esse paradigma. [...] Não será demérito para os profissionais do Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os trabalhadores nas suas inspeções de
segurança. Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e orientá-los para que sejam capazes de auxiliar na
identificação e avaliação dos perigos. [...] Se realizarmos inspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é
bem provável que as medidas de controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais
coerentes e próximas da realidade do dia a dia. Assim, o bom resultado prático virá pela união do conhecimento
técnico do profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente fica exposto, que são os
trabalhadores. 25 Assinale a alternativa que apresenta a correta regra para o uso de aspas na expressão: “aquele
que põe a mão na massa”, extraída do texto.
A) As aspas são utilizadas para indicar um discurso direto.
B) As aspas são utilizadas para indicar uma citação ou comentário.
C) As aspas são utilizadas para destacar uma expressão empregada fora do contexto habitual.
D) As aspas são utilizadas para separar um aposto em orações com mais de um verbo.
E) As aspas são utilizadas para separar o vocativo.
Gabarito: C

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Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “As aspas são
utilizadas para destacar uma expressão empregada fora do contexto habitual.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 393
Origem: portugues [Link] • questão original 77
Annabel Lee Edgar Allan Poe (tradução de Fernando Pessoa) Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé
do mar. Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar; E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu
a adorar. Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar; Mas o nosso amor era mais que amor/ - O
meu e o dela a amar; Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar. E foi esta a razão por que, há
muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar, Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar; E o seu
parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar, Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar. E os anjos,
menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar... Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. *barras marcam divisão dos versos
do poema De acordo com o texto, assinale alternativa correta.
A) É um poema escrito em prosa e possui rimas e estrofes.
B) Há um cenário litorâneo e discorre sobre um amor que teve um mavioso final.
C) O texto apresenta um relacionamento amoroso pueril com interferência de seres espirituais.
D) Os anjos e o vento participam do enredo e se entristecem com a morte da moça.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O texto
apresenta um relacionamento amoroso pueril com interferência de seres espirituais.”. As demais alternativas atribuem
valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 394
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 61
Assinale a alternativa correta.
A) Nos dois casos, o sentido é idêntico.
B) Em I, nega-se a espera; em II, afirma-se a espera.
C) Em I, o “não” responde a uma hipótese anterior; em II, ele nega a ação de esperar.
D) Em II, há vocativo implícito.
E) Em I, a vírgula é obrigatória por separar sujeito e verbo.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Em I, o “não”
responde a uma hipótese anterior; em II, ele nega a ação de esperar.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 395
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 62
Em “João, diretor da escola, falou primeiro”, as vírgulas foram empregadas para:
A) separar sujeito do verbo.
B) indicar enumeração.
C) isolar expressão explicativa/apositiva.
D) marcar pergunta indireta.
E) introduzir discurso direto.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “isolar
expressão explicativa/apositiva.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 396
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 63
No enunciado “Houve um motivo para o atraso: o ônibus quebrou”, os dois-pontos introduzem:

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A) vocativo.
B) enumeração extensa.
C) explicação da informação anterior.
D) ironia.
E) oposição entre ideias.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “explicação da
informação anterior.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 397
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 64
Em “Os alunos estudaram; os resultados apareceram”, o ponto e vírgula indica:
A) ausência total de relação entre as orações.
B) relação entre ideias próximas, com separação mais forte que a vírgula.
C) discurso direto.
D) enumeração de nomes próprios.
E) erro de pontuação.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “relação entre
ideias próximas, com separação mais forte que a vírgula.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 398
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 65
No trecho “A coordenadora — cansada, mas firme — retomou a reunião”, os travessões isolam:
A) uma fala reproduzida literalmente.
B) uma explicação intercalada.
C) o sujeito da oração.
D) uma enumeração obrigatória.
E) um vocativo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “uma
explicação intercalada.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 399
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 66
Em “O ‘gênio’ esqueceu a senha”, as aspas produzem efeito de:
A) elogio literal.
B) marcação de fala direta.
C) ironia.
D) explicação técnica.
E) enumeração.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “ironia.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 400
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 67
Assinale a alternativa correta.
A) Em I e II, o sentido é rigorosamente o mesmo.
B) Em I, a oração é explicativa; em II, é restritiva.
C) Em I, apenas alguns professores chegaram cedo.

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D) Em II, todos os professores chegaram cedo.
E) Em I, as vírgulas são facultativas e não alteram o sentido.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Em I, a
oração é explicativa; em II, é restritiva.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 401
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 68
No enunciado “Traga três itens: caderno, caneta e documento”, os dois-pontos foram usados para:
A) introduzir uma fala.
B) separar o vocativo.
C) anunciar enumeração.
D) indicar pausa emocional.
E) isolar adjunto adverbial.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “anunciar
enumeração.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 402
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 69
Em “Pais, aguardem o aviso na entrada”, a vírgula marca:
A) aposto.
B) elipse verbal.
C) vocativo.
D) sujeito composto.
E) oração intercalada.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “vocativo.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 403
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 70
Assinale a alternativa correta.
A) A vírgula, em I, é facultativa e não interfere no sentido.
B) Em II, a ausência da vírgula pode gerar alteração drástica de sentido.
C) Em I, “pessoal” é sujeito da oração.
D) Em II, a frase está mais formal.
E) Em ambos os casos, há vocativo corretamente marcado.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Em II, a
ausência da vírgula pode gerar alteração drástica de sentido.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 404
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 71
No período “Estudou muito, porém não conseguiu vaga”, a vírgula antes de “porém” se justifica porque:
A) separa sujeito e verbo.
B) isola aposto explicativo.
C) antecede conjunção adversativa em contexto de oposição.
D) introduz oração subordinada substantiva.
E) marca enumeração.

Página 159
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “antecede
conjunção adversativa em contexto de oposição.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 405
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 72
Em “Se chover, a atividade será interna”, a vírgula indica:
A) separação indevida entre verbo e complemento.
B) destaque da oração que expressa condição.
C) interrupção emocional do enunciado.
D) presença de vocativo oculto.
E) fala de personagem.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “destaque da
oração que expressa condição.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 406
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 73
No trecho “Ele disse: ‘Volto amanhã’”, os dois-pontos foram empregados para:
A) separar termos enumerados.
B) introduzir discurso direto.
C) marcar ironia.
D) isolar adjunto adverbial.
E) corrigir erro sintático.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “introduzir
discurso direto.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 407
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 74
Em “A verdade é uma só: faltou planejamento”, os dois-pontos introduzem:
A) citação bibliográfica.
B) explicação/conclusão enfática da afirmação anterior.
C) sujeito posposto.
D) apelo ao leitor.
E) enumeração de etapas.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em
“explicação/conclusão enfática da afirmação anterior.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 408
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 75
No período “Não sei se rio, se respondo, se vou embora”, as vírgulas contribuem para:
A) separar orações de estrutura paralela, reforçando hesitação.
B) marcar aposto explicativo.
C) introduzir fala de personagem.
D) separar sujeito composto.
E) indicar oposição entre as ações.
Gabarito: A

Página 160
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separar
orações de estrutura paralela, reforçando hesitação.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 409
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 76
Assinale a alternativa em que o ponto e vírgula está adequadamente empregado.
A) Trouxe; caderno, caneta e lápis.
B) A reunião começou; porque todos chegaram cedo.
C) O setor financeiro revisou os contratos; o jurídico, os aditivos.
D) Saí cedo; e voltei tarde.
E) Entreguei o relatório; ontem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O setor
financeiro revisou os contratos; o jurídico, os aditivos.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 410
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 77
Em “A resposta, segundo a diretora, será enviada amanhã”, as vírgulas isolam:
A) expressão intercalada.
B) sujeito oculto.
C) objeto direto preposicionado.
D) vocativo.
E) enumeração.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “expressão
intercalada.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 411
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 78
No enunciado “Eu até queria responder, mas...”, as reticências sugerem:
A) enumeração de itens.
B) conclusão definitiva e objetiva.
C) suspensão ou continuidade implícita do pensamento.
D) explicação completa da ideia.
E) obrigatoriedade de discurso direto.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “suspensão ou
continuidade implícita do pensamento.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 412
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 79
Assinale a alternativa em que a pontuação produz efeito de contraste.
A) A escola comprou mesas, cadeiras e armários.
B) O aluno chegou cedo: sentou e aguardou.
C) Ela queria sair; ele, ficar.
D) Biblioteca, sala, pátio e corredor foram limpos.
E) Os livros novos chegaram hoje.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Ela queria
sair; ele, ficar.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Página 161
Questão 413
Origem: simulado_sec_ba_portugues_80_questoes_v2.pdf • questão original 80
Em “Depois da chuva, silêncio.”, a vírgula separa:
A) sujeito e predicado.
B) adjunto adverbial deslocado, contribuindo para a organização do enunciado.
C) aposto explicativo.
D) vocativo posposto.
E) oração subordinada substantiva.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “adjunto
adverbial deslocado, contribuindo para a organização do enunciado.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 414
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 1
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada corretamente.
A) Os candidatos, chegaram cedo ao local da prova.
B) Quando terminou a reunião os servidores saíram em silêncio.
C) Os relatórios, foram enviados ontem à tarde.
D) Se houver necessidade, a direção convocará nova assembleia.
E) A equipe técnica apresentou, o resultado final.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Se houver
necessidade, a direção convocará nova assembleia.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 415
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 2
Leia o período. “Não faltou empenho; faltou planejamento.” O ponto e vírgula foi empregado para:
A) introduzir uma citação direta.
B) separar orações coordenadas de certa autonomia.
C) marcar vocativo deslocado.
D) substituir obrigatoriamente dois-pontos.
E) indicar interrupção da fala.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separar
orações coordenadas de certa autonomia.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 416
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 3
Assinale a alternativa em que os dois-pontos foram empregados adequadamente.
A) O relatório: foi entregue sem assinatura.
B) Ela afirmou: que voltaria no dia seguinte.
C) Havia apenas uma saída: reorganizar o cronograma.
D) Os alunos: saíram cedo da escola.
E) Pediu: silêncio imediatamente.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Havia apenas
uma saída: reorganizar o cronograma.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Página 162
Questão 417
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 5
Assinale a alternativa em que a ausência da vírgula altera o sentido da frase.
A) Os professores entregaram as notas ontem.
B) Vamos estudar agora pessoal.
C) João trouxe os livros para a aula.
D) A diretora visitou a escola cedo.
E) Os alunos chegaram cedo hoje.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Vamos
estudar agora pessoal.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 418
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 6
Leia o período. “Os servidores analisaram o pedido, elaboraram o parecer e encaminharam o processo.” As
vírgulas foram utilizadas para:
A) isolar aposto explicativo.
B) separar orações coordenadas em sequência.
C) marcar oração subordinada adjetiva restritiva.
D) indicar supressão obrigatória do verbo.
E) separar sujeito do predicado.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separar
orações coordenadas em sequência.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 419
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 7
Assinale a alternativa em que o emprego das aspas é adequado.
A) A professora explicou “que a prova ocorreria em março”.
B) O aluno afirmou: “Estudei para a avaliação.”
C) “Os candidatos” chegaram cedo ao auditório.
D) A reunião tratou do tema “com urgência”.
E) Ela disse “ontem” que retornaria hoje.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O aluno
afirmou: “Estudei para a avaliação.””. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 420
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 8
No período “A decisão - tomada em caráter emergencial - será revista”, os travessões exercem a função de:
A) indicar fala de personagem.
B) isolar informação intercalada.
C) marcar pergunta direta.
D) substituir obrigatoriamente ponto final.
E) separar sujeito de verbo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “isolar
informação intercalada.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 421

Página 163
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 9
Assinale a alternativa em que a vírgula está inadequadamente empregada.
A) Maria, venha aqui por favor.
B) Ao final da palestra, houve perguntas do público.
C) Os alunos, estudaram para a prova.
D) Se chover, a atividade será adiada.
E) O diretor, cansado, encerrou a reunião.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Os alunos,
estudaram para a prova.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 422
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 9
Considere um cartum em que um homem rega uma planta de plástico, enquanto a legenda diz: “Alguns insistem
em parecer sustentáveis”. Nesse texto misto, a crítica recai sobre:
A) o excesso de água nas cidades.
B) a jardinagem doméstica.
C) a aparência de compromisso ambiental sem prática real.
D) a produção industrial de vasos.
E) o cultivo de plantas ornamentais.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “a aparência
de compromisso ambiental sem prática real.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 423
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 10
Em “Talvez eu vá... ainda não decidi”, as reticências sugerem:
A) ordem enfática.
B) dado estatístico omitido.
C) hesitação ou suspensão do pensamento.
D) fechamento categórico da ideia.
E) discurso indireto livre obrigatório.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “hesitação ou
suspensão do pensamento.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 424
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 11
Assinale a alternativa em que a pontuação contribui para desfazer ambiguidade.
A) Vamos comer crianças.
B) Os diretores, professores e alunos participaram.
C) Vamos comer, crianças.
D) A noite chegou silenciosa.
E) O edital foi publicado ontem.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Vamos
comer, crianças.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 425
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 12

Página 164
Leia o período. “Ela estudou muito; portanto, esperava bom desempenho.” A expressão destacada e a pontuação
indicam relação de:
A) adição.
B) explicação.
C) conclusão.
D) oposição.
E) concessão.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “conclusão.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 426
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 13
Assinale a alternativa em que os parênteses foram empregados para inserir informação acessória.
A) Ele perguntou (onde estão os documentos?
B) A reunião ocorrerá em Salvador (BA) na próxima semana.
C) (Os servidores chegaram cedo.)
D) A diretora disse ( que voltaria amanhã ).
E) Os alunos ( estudaram muito para a prova.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A reunião
ocorrerá em Salvador (BA) na próxima semana.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 427
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 14
Assinale a alternativa em que a vírgula é obrigatória por isolar expressão explicativa intercalada.
A) Os candidatos chegaram cedo ao local da prova.
B) O edital no entanto sofreu retificação posterior.
C) A escola ampliou o atendimento neste semestre.
D) Precisamos revisar os documentos amanhã.
E) Os servidores protocolaram o pedido ontem.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O edital no
entanto sofreu retificação posterior.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 428
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 15
No enunciado “Atenção: piso molhado”, os dois-pontos introduzem:
A) uma consequência inesperada.
B) um esclarecimento do aviso inicial.
C) uma enumeração extensa.
D) uma fala de personagem.
E) uma oposição semântica.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “um
esclarecimento do aviso inicial.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 429
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 17

Página 165
Observe os dois enunciados. I. “Não, espere.” II. “Não espere.” A diferença de pontuação produz, respectivamente,
os sentidos de:
A) ordem e negação da ordem.
B) negação seguida de pedido de espera; e ordem para não esperar.
C) dúvida e certeza.
D) enumeração e explicação.
E) interrogação e exclamação.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “negação
seguida de pedido de espera; e ordem para não esperar.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 430
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 18
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula para isolar adjunto adverbial antecipado é aceitável e adequado.
A) Em 2026 a seleção será realizada pelo IBFC.
B) No dia da prova os portões serão fechados cedo.
C) Após a conferência dos documentos, o candidato assinará o termo.
D) A banca divulgará o gabarito preliminar no site oficial.
E) Os resultados sairão conforme o cronograma.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Após a
conferência dos documentos, o candidato assinará o termo.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 431
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 19
No período “O coordenador pediu silêncio, concentração e agilidade”, a vírgula foi usada para:
A) separar itens de uma enumeração.
B) indicar elipse do verbo.
C) isolar aposto nominal.
D) marcar vocativo.
E) introduzir citação direta.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separar itens
de uma enumeração.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 432
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 20
Assinale a alternativa em que a pontuação está de acordo com a norma-padrão e com o efeito sintático-semântico
pretendido.
A) Se o candidato faltar, será eliminado do certame.
B) Se o candidato, faltar será eliminado do certame.
C) Se o candidato faltar será, eliminado do certame.
D) Se, o candidato faltar será eliminado do certame.
E) Se o candidato faltar será eliminado, do certame.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Se o
candidato faltar, será eliminado do certame.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 433
Origem: simulado_sec_ba_portugues_ibfc_2026.pdf • questão original 20

Página 166
Assinale a alternativa em que há correspondência adequada entre sinal, símbolo e sentido socialmente
convencionado.
A) bandeira branca - perigo iminente
B) coração vermelho - indiferença
C) seta para a direita - direção/opção de deslocamento
D) luz verde - impedimento absoluto
E) corrente quebrada - permanência da prisão
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “seta para a
direita - direção/opção de deslocamento”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 434
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 3
Leia o trecho: "A biblioteca do bairro voltou a abrir aos domingos. Pequena no tamanho, enorme no impacto."
Nesse contexto, a segunda frase pretende:
A) contradizer a informacao anterior.
B) quantificar exatamente o acervo.
C) valorizar a relevancia da biblioteca para a comunidade.
D) indicar que o predio foi ampliado.
E) informar que a biblioteca e provisoria.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “valorizar a
relevancia da biblioteca para a comunidade.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 435
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 6
Leia o trecho de cronica: "Ele dizia que ia comecar a caminhar na segunda. Nao dizia de qual semana." O efeito de
humor decorre:
A) da repeticao desnecessaria da palavra "segunda".
B) da ambiguidade ironica criada pela adiacao indefinida do plano.
C) do uso inadequado da pontuacao.
D) de um erro de concordancia.
E) de uma informacao tecnica sobre saude.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “da
ambiguidade ironica criada pela adiacao indefinida do plano.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 436
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 7
No texto "A reuniao foi longa, mas produtiva", o conectivo "mas" estabelece relacao de:
A) soma.
B) alternancia.
C) explicacao.
D) oposicao.
E) conclusao.
Gabarito: D
Comentário: A alternativa D está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “oposicao.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 437

Página 167
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 11
Leia o microtexto: "Nao foi a cidade que encolheu. Foi o meu tempo que passou a caber em trajetos cada vez
menores." Nesse contexto, a frase sugere:
A) mudanca geografica do municipio.
B) reflexao subjetiva sobre rotina e percepcao do cotidiano.
C) erro de medicao do espaco urbano.
D) proposta de ampliacao viaria.
E) descricao objetiva de um mapa.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “reflexao
subjetiva sobre rotina e percepcao do cotidiano.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 438
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 15
Leia: "Mais do que vender livros, a feira aproxima leitores." A expressao inicial "Mais do que" serve para:
A) diminuir a importancia da feira.
B) corrigir erro do periodo anterior.
C) ampliar o sentido atribuido ao evento.
D) negar a existencia de vendas.
E) indicar tempo decorrido.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “ampliar o
sentido atribuido ao evento.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 439
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 19
Leia o texto: "A campanha arrecadou pouco dinheiro, mas mobilizou muita gente." A afirmacao final valoriza:
A) apenas o resultado financeiro.
B) a participacao social produzida pela campanha.
C) a inutilidade da campanha.
D) o fracasso da mobilizacao.
E) a falta de planejamento dos organizadores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “a participacao
social produzida pela campanha.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 440
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 23
Leia o trecho: "Os dados cresceram; a compreensao deles, nem tanto." O efeito produzido pela segunda oracao e
de:
A) confirmar que os dados foram bem interpretados.
B) sugerir contraste entre quantidade de informacao e capacidade de analise.
C) explicar tecnicamente uma planilha.
D) repetir a mesma informacao com outras palavras.
E) indicar erro de digitacao.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “sugerir
contraste entre quantidade de informacao e capacidade de analise.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 441

Página 168
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 25
Leia o comentario: "Ele falava baixo, mas a ideia chegava longe." O sentido figurado da frase indica que a ideia:
A) nao podia ser ouvida.
B) teve grande alcance ou repercussao.
C) foi esquecida rapidamente.
D) dependia de equipamento de som.
E) circulou apenas entre vizinhos.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “teve grande
alcance ou repercussao.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 442
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 28
Em um meme, ve-se um relogio marcando 23h58 e a legenda: "Eu, organizando a semana na segunda-feira a
noite." O humor resulta principalmente:
A) da precisao cientifica do horario.
B) da incompatibilidade entre planejamento e adiacao da tarefa para o ultimo instante.
C) da critica aos relogios analogicos.
D) de uma informacao objetiva sobre agenda.
E) de um erro de concordancia na legenda.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “da
incompatibilidade entre planejamento e adiacao da tarefa para o ultimo instante.”. As demais alternativas atribuem
valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 443
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 32
Uma postagem de conscientizacao traz a foto de uma rua alagada e o texto: "Nao e so chuva. E falta de cuidado
com a cidade." A funcao da imagem e:
A) amenizar o problema urbano.
B) apresentar visualmente a consequencia do problema citado no texto.
C) desviar a atencao da mensagem.
D) substituir a necessidade do enunciado verbal.
E) indicar que alagamentos sao naturais e inevitaveis.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “apresentar
visualmente a consequencia do problema citado no texto.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 444
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 36
Em um story de rede social, aparece a foto de uma mesa de estudos desorganizada com a legenda: "Meu metodo
e confiar no caos." O humor se apoia:
A) na coerencia entre imagem e legenda.
B) na contradicao ironica entre desorganizacao e a ideia de metodo.
C) na defesa tecnica da bagunca.
D) na prova cientifica de produtividade.
E) na ausencia de qualquer sentido.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “na
contradicao ironica entre desorganizacao e a ideia de metodo.”. As demais alternativas atribuem valor
sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Página 169
Questão 445
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 40
Uma campanha sobre alimentacao saudavel mostra um prato colorido e a frase "Comer bem tambem e variedade".
O elemento visual contribui porque:
A) dificulta a compreensao da frase.
B) exemplifica concretamente a ideia de variedade citada.
C) substitui o sentido do texto verbal por completo.
D) trata de assunto diferente do slogan.
E) nega a nocao de equilibrio alimentar.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “exemplifica
concretamente a ideia de variedade citada.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 446
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 44
Em um cartaz sobre leitura, a imagem de uma porta aberta para o ceu aparece junto da frase: "Todo livro abre um
lugar novo." O sentido predominante da imagem e:
A) literal, pois livros sao portas fisicas.
B) metaforico, pois representa novas experiencias e imaginacoes.
C) tecnico, por explicar a fabricacao de livros.
D) juridico, por tratar de propriedade.
E) negativo, por sugerir fuga da realidade.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “metaforico,
pois representa novas experiencias e imaginacoes.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 447
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 45
Uma noticia online sobre desemprego vem acompanhada da imagem de cadeiras vazias em uma sala de reuniao.
Esse recurso visual tende a:
A) aliviar o impacto da noticia.
B) simbolizar ausencia e incerteza ligadas ao tema.
C) desviar a noticia para decoracao de interiores.
D) provar que nao existe desemprego.
E) representar uma festa corporativa.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “simbolizar
ausencia e incerteza ligadas ao tema.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 448
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 48
Assinale a alternativa em que a palavra "banco" foi empregada com o sentido de assento:
A) O banco aprovou a linha de credito.
B) Ela guardou o dinheiro no banco.
C) Sentamos no banco da praca.
D) O banco divulgou nova taxa.
E) Trabalha em um banco digital.
Gabarito: C

Página 170
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Sentamos no
banco da praca.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 449
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 49
Na frase "O diretor foi claro", o termo "claro" tem sentido de:
A) luminoso.
B) objetivo, compreensivel.
C) sem cor.
D) fino.
E) transparente fisico.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “objetivo,
compreensivel.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 450
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 52
Na frase "Ele tem uma postura firme", o adjetivo "firme" indica, nesse contexto:
A) consistencia moral ou decisao.
B) textura rigida apenas.
C) temperatura elevada.
D) cor intensa.
E) movimento acelerado.
Gabarito: A
Comentário: A alternativa A está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “consistencia
moral ou decisao.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 451
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 56
A palavra "manga" apresenta polissemia. Assinale a alternativa em que seu sentido e o de parte da roupa:
A) A manga estava madura.
B) A manga do rio alagou.
C) A manga da camisa rasgou.
D) Comprei suco de manga.
E) A manga caiu do pe.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A manga da
camisa rasgou.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 452
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 60
Assinale a alternativa em que ocorre antonimia:
A) amplo / vasto
B) calmo / sereno
C) subir / descer
D) gentil / cordial
E) breve / rapido
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “subir /
descer”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 453

Página 171
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 64
Na frase "A voz da rua entrou no debate", "voz da rua" significa:
A) som automotivo.
B) opiniao popular.
C) grito de vendedor.
D) barulho de construcao.
E) eco do bairro.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “opiniao
popular.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 454
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 68
Na frase "A internet caiu durante a aula", o verbo "caiu" significa:
A) despencou fisicamente.
B) foi interrompida ou ficou indisponivel.
C) ganhou velocidade.
D) foi atualizada.
E) foi desligada apenas no celular.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “foi
interrompida ou ficou indisponivel.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 455
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 72
Na frase "Aquela resposta foi seca", o adjetivo "seca" indica resposta:
A) sem agua.
B) curta, fria ou pouco acolhedora.
C) escrita a lapis.
D) bem fundamentada.
E) rica em detalhes.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “curta, fria ou
pouco acolhedora.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 456
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 75
No contexto de uma campanha educativa, a palavra "acolhimento" associa-se mais diretamente a:
A) expulsao.
B) escuta, recepcao e cuidado.
C) frieza institucional.
D) distanciamento social.
E) exclusao de grupos.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “escuta,
recepcao e cuidado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 457
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 76
Assinale a alternativa em que a virgula esta empregada corretamente:
A) Os alunos que estudaram, passaram no exame.

Página 172
B) Quando o portao abriu, os candidatos entraram em silencio.
C) A diretora informou que, a prova sera adiada.
D) Os servidores organizaram, os arquivos digitais.
E) Chegaram cedo os fiscais, e os monitores.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Quando o
portao abriu, os candidatos entraram em silencio.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente
ao sinal empregado.

Questão 458
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 77
Em "Nao, diretor, o documento nao foi enviado", as virgulas isolam:
A) aposto.
B) vocativo.
C) adjunto adverbial.
D) sujeito.
E) objeto direto.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “vocativo.”. As
demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 459
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 78
Assinale a alternativa em que a retirada da virgula altera o sentido do enunciado:
A) Os alunos chegaram cedo.
B) Vamos estudar hoje.
C) Os professores, preocupados, pediram reuniao.
D) A escola abriu as portas.
E) O mural foi atualizado.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Os
professores, preocupados, pediram reuniao.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 460
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 79
Na frase "Maria, a coordenadora, apresentara o projeto", as virgulas servem para isolar:
A) objeto indireto.
B) aposto explicativo.
C) predicativo.
D) vocativo.
E) adjunto adnominal restritivo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “aposto
explicativo.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 461
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 80
Assinale a alternativa corretamente pontuada:
A) A proposta, segundo a equipe tecnica foi aprovada.
B) A proposta segundo a equipe tecnica, foi aprovada.
C) A proposta, segundo a equipe tecnica, foi aprovada.

Página 173
D) A proposta segundo, a equipe tecnica foi aprovada.
E) A proposta segundo a equipe, tecnica foi aprovada.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A proposta,
segundo a equipe tecnica, foi aprovada.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 462
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 81
No periodo "Se chover, cancelaremos a atividade", a virgula foi usada para:
A) separar sujeito e verbo.
B) isolar oracao subordinada adverbial anteposta.
C) marcar enumeração.
D) introduzir discurso direto.
E) destacar aposto nominal.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “isolar oracao
subordinada adverbial anteposta.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 463
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 82
Assinale a frase em que os dois-pontos foram empregados adequadamente:
A) Trouxe: os documentos e entreguei.
B) Ha um objetivo claro: ampliar o acesso.
C) A equipe: chegou cedo para a prova.
D) Os alunos sairam: porque chovia.
E) Maria falou: baixinho ontem.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Ha um
objetivo claro: ampliar o acesso.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 464
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 83
Em "A regra e simples: todos devem assinar a lista", os dois-pontos introduzem:
A) uma citacao obrigatoria.
B) uma explicacao/especificacao da regra.
C) um vocativo.
D) uma oposicao.
E) um erro de segmentacao.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “uma
explicacao/especificacao da regra.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 465
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 84
Assinale a alternativa em que o ponto e virgula foi usado de modo adequado:
A) Os alunos estudaram; e descansaram cedo.
B) A secretaria enviou os oficios; a direcao, as respostas.
C) A prova foi dificil; porque exigia atencao.
D) Chegou cedo; ontem.

Página 174
E) A pauta; foi encerrada rapidamente.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A secretaria
enviou os oficios; a direcao, as respostas.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 466
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 85
Em "Alguns queriam adiar; outros, manter a data", o ponto e virgula indica:
A) erro gramatical.
B) separacao entre estruturas contrastivas relacionadas.
C) fim definitivo do texto.
D) introducao de citação literal.
E) separacao entre sujeito e predicado.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separacao
entre estruturas contrastivas relacionadas.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao
sinal empregado.

Questão 467
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 86
Assinale a alternativa em que as aspas foram empregadas para marcar uso nao literal ou destacado de uma
palavra:
A) Ela perguntou: "Que horas sao?"
B) O aluno disse "bom dia" ao entrar.
C) O projeto vendeu a ideia de "modernizacao" sem detalhar custos.
D) Li o conto "A Cartomante".
E) A placa dizia "Silencio".
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O projeto
vendeu a ideia de "modernizacao" sem detalhar custos.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 468
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 87
No enunciado "O servidor - muito atento aos prazos - revisou o processo", os travessoes isolam:
A) vocativo.
B) comentario intercalado.
C) discurso direto.
D) enumeracao.
E) conclusao do texto.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “comentario
intercalado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 469
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 88
Assinale a alternativa em que os parenteses foram usados corretamente:
A) A reuniao (foi longa, mas objetiva.
B) A reuniao foi longa, mas objetiva) ontem.
C) A reuniao foi longa (mas objetiva) segundo a ata.
D) A reuniao foi (longa mas) objetiva.

Página 175
E) A reuniao )foi longa( mas objetiva.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A reuniao foi
longa (mas objetiva) segundo a ata.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 470
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 89
Em "Os candidatos ausentes - dois ao todo - justificaram-se depois", o trecho entre travessoes tem valor de:
A) restricao indispensavel.
B) comentario explicativo acessorio.
C) sujeito da oracao.
D) predicado nominal.
E) objeto direto.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “comentario
explicativo acessorio.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 471
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 90
Assinale a alternativa em que a virgula foi usada inadequadamente por separar sujeito e verbo:
A) Os alunos da noite chegaram cedo.
B) Os documentos assinados pelo diretor foram arquivados.
C) A equipe responsavel pela inscricao, chegou antes do horario.
D) Quando a chuva passou, saimos.
E) Se necessario, retornaremos amanha.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “A equipe
responsavel pela inscricao, chegou antes do horario.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico
diferente ao sinal empregado.

Questão 472
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 91
Em "Nao estudou, portanto nao passou", o termo "portanto" poderia ficar entre virgulas porque expressa ideia de:
A) tempo.
B) causa.
C) conclusao.
D) condicao.
E) finalidade.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “conclusao.”.
As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 473
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 92
Assinale a frase corretamente pontuada:
A) Joao disse que, voltaria cedo.
B) Joao disse que voltaria cedo.
C) Joao, disse que voltaria cedo.
D) Joao disse, que voltaria cedo.
E) Joao disse que voltaria, cedo.
Gabarito: B

Página 176
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Joao disse
que voltaria cedo.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 474
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 93
Em "Leiam atentamente, alunos, o enunciado", as virgulas marcam:
A) objeto direto deslocado.
B) vocativo intercalado.
C) aposto enumerativo.
D) adjunto adnominal.
E) predicativo do sujeito.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “vocativo
intercalado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 475
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 94
Assinale a alternativa em que a pontuacao contribui para evitar ambiguidade:
A) Vamos comer alunos.
B) Vamos comer, alunos.
C) Vamos alunos comer.
D) Vamos, comer alunos.
E) Vamos comer alunos?
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Vamos comer,
alunos.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 476
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 95
No periodo "A coordenadora afirmou, com tranquilidade, que tudo seria resolvido", as virgulas isolam:
A) aposto.
B) adjunto adverbial intercalado.
C) sujeito.
D) objeto indireto.
E) predicativo.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “adjunto
adverbial intercalado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

Questão 477
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 96
Assinale a alternativa em que a pontuacao esta adequada ao discurso direto:
A) O diretor disse, "a prova comeca as oito".
B) O diretor disse: "A prova comeca as oito."
C) O diretor, disse: "A prova comeca as oito"
D) O diretor disse "A prova comeca as oito".
E) O diretor disse: A prova comeca as oito.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “O diretor
disse: "A prova comeca as oito."”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Página 177
Questão 478
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 97
Em "A cidade cansada, pedia sombra", a virgula e inadequada porque:
A) deveria ser ponto final.
B) separa sujeito simples de verbo sem justificativa.
C) faltou um travessao.
D) o adjetivo exige dois-pontos.
E) ha discurso direto oculto.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “separa sujeito
simples de verbo sem justificativa.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 479
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 99
No trecho "Estudou muito; ainda assim, nao foi aprovado", a expressao "ainda assim" indica relacao de:
A) conclusao.
B) concessao/oposicao ao esperado.
C) explicacao.
D) tempo cronologico.
E) enumeracao.
Gabarito: B
Comentário: A alternativa B está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em
“concessao/oposicao ao esperado.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal
empregado.

Questão 480
Origem: simulado_portugues_sec_ba_ibfc.pdf • questão original 100
Assinale a alternativa em que a pontuacao valoriza uma explicacao final:
A) Ele nao foi a aula, porque chovia muito.
B) Ele nao foi a aula porque, chovia muito.
C) Ele nao foi a aula: chovia muito.
D) Ele, nao foi a aula porque chovia muito.
E) Ele nao foi, a aula porque chovia muito.
Gabarito: C
Comentário: A alternativa C está correta porque a pontuação exerce, no contexto, a função indicada em “Ele nao foi a
aula: chovia muito.”. As demais alternativas atribuem valor sintático-semântico diferente ao sinal empregado.

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