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Definição

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição prolongada e frequentemente assintomática que afeta a função renal, com grupos de risco incluindo diabéticos, hipertensos e idosos. O diagnóstico é baseado em parâmetros como a taxa de filtração glomerular (TFG) e marcadores de dano renal, enquanto o manejo clínico foca na prevenção e controle de fatores de risco. Pacientes em estágios avançados devem ser considerados para terapia de substituição renal, incluindo hemodiálise ou transplante renal.

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A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição prolongada e frequentemente assintomática que afeta a função renal, com grupos de risco incluindo diabéticos, hipertensos e idosos. O diagnóstico é baseado em parâmetros como a taxa de filtração glomerular (TFG) e marcadores de dano renal, enquanto o manejo clínico foca na prevenção e controle de fatores de risco. Pacientes em estágios avançados devem ser considerados para terapia de substituição renal, incluindo hemodiálise ou transplante renal.

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DRC

Definição

Doença renal crônica é um termo geral para alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura, quanto a
função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de prognóstico. Tratase de uma doença de curso
prolongado, insidioso e que, na maior parte do tempo de sua evolução, é assintomática.

Grupos de risco

●​ Diabéticos
●​ Hipertensos
●​ Idosos
●​ Obesidade IMC>30
●​ Doenças cardiovasculares
●​ Histórico familiar de DRC
●​ Tabagista
●​ Uso de agentes nefrotoxicos

Critérios diagnósticos
Para o diagnóstico da DRC são utilizados os seguintes parâmetros:
●​ TFG alterada;
●​ TFG normal ou próxima do normal, mas com evidência de dano renal parenquimatoso ou alteração
no exame de imagem.

Dessa forma, é portador de DRC qualquer indivíduo que, independente da causa, apresente por pelo menos
três meses consecutivos uma TFG < 60

Nos casos de pacientes com TFG ≥ 60, considerar DRC se associada a pelo menos um marcador de dano
renal parenquimatoso ou alteração no exame de imagem.
●​ Albuminúria > 30 mg/24 horas ou Relação Albuminúria Creatininúria (RAC) > 30 mg/g;
●​ Hematúria de origem glomerular, definida pela presença de cilindros hemáticos ou dismorfismo
eritrocitário no exame de urina (EAS);
●​ Alterações eletrolíticas ou outras anormalidades tubulares. (pacientes portadores de acidose
metabólica de origem tubular (acidose tubular renal), alterações persistentes dos níveis séricos de
potássio, alterações na dosagem de eletrólitos urinários)
●​ Alterações detectadas por histologia, através de biópsia renal.

As alterações em qualquer exame de imagem como raios-X simples de abdome, ultrassonografia dos rins e
vias urinárias ou tomografia, podem ser utilizadas para identificar pacientes com DRC. São consideradas
alterações nos exames de imagem:
●​ rins policísticos
●​ hidronefrose
●​ cicatrizes corticais ou alterações da textura cortical;
●​ Sinais de doença infiltrativa;
As alterações parenquimatosas devem ser pesquisadas através do exame sumário de urina (EAS) ou da
pesquisa de albuminúria, que é a presença de albumina na urina.

Classificação
Manejo clínico

Prevenção é tratar e controlar os fatores de risco modificáveis: diabetes, hipertensão,dislipidemia,


obesidade, doença cardiovascular e tabagismo,

A linha de cuidado para a DRC visa à manutenção da função renal, e quando a progressão é inexorável, a
lentificação na velocidade de perda da função renal.

Medidas gerais: controle da glicemia, da hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, doenças


cardiovasculares, tabagismo e adequação do estilo de vida. A avaliação da TFG e do EAS deverá ser realizada
anualmente.
●​ Diminuir a ingestão de sódio (menor que 2 g/dia)
●​ Atividade física compatível com a saúde cardiovascular e tolerância: caminhada de 30 minutos 5x
por semana para manter IMC < 25;3.
●​ Abandono do tabagismo.
●​ Correção da dose de medicações como antibióticos e antivirais de acordo com a TFG.
●​ Para o controle da hipertensão os alvos devem ser os seguintes:
○​ Não diabéticos e com RAC < 30: PA < 140/90 mmHg.
○​ Diabéticos e com RAC > 30: PA ≤ 130/80 mmHg
●​ Todos os pacientes diabéticos e/ou com RAC ≥ 30 devem utilizar IECA ou BRA.
●​ Para pacientes diabéticos, deve-se manter a hemoglobina glicada em torno de 7%.

Terapia de substituição renal


A partir do estágio 4, a avaliação nefrológica deverá ser realizada trimestralmente, ou de acordo com
indicação clínica.

Caso o paciente opte pela hemodiálise como TRS, pode-se encaminhá-lo, após avaliação criteriosa pelo
Médico Nefrologista, para confecção de fístula arteriovenosa em serviço de referência quando a TFG for
menor do que 20 ml/min.

Os exames mínimos realizados devem seguir a seguinte programação:


●​ Trimestralmente: creatinina, úreia, cálcio, fósforo, hematócrito e hemoglobina, ferritina eíndice de
saturação de transferrina (IST) nos pacientes com anemia e potássio.
●​ Semestralmente: PTH, fosfatase alcalina, gasometria venosa ou reserva alcalina,Proteínas totais e
frações e RAC.
●​ Anualmente: Anti-HBs.

Estágio 5
●​ Mensalmente: creatinina, ureia, cálcio, fósforo, hematócrito e hemoglobina, potássio.
●​ Trimestralmente: Proteínas totais e frações, ferritina, índice de saturação de transferrina (IST),
fosfatase alcalina, PTH e gasometria venosa ou reserva alcalina.
●​ Semestralmente: vitamina D.
●​ Anualmente: anti-Hbs, anti-Hcv, HBsAg, HIV.

Esquemas de TSR: hemodiálise ou diálise peritoneal

Os pacientes com DRC devem ser encaminhados para os serviços especializados em transplante, desde o
estágio 5

Duas modalidades de transplante de rim podem ser consideradas, de acordo com o tipo de doador, em
transplante com doador vivo ou doador falecido. Pode-se considerar o transplante preemptivo, que é
aquele realizado antes do paciente iniciar TRS.

Drogas nefroprotetoras na doença renal diabética

IECA OU BRA
Captopril
-​ Captosen ® 25 ou 50mg - dose: 50mg/dia (1-2x/dia)

Enalapril
-​ Renitec ® 5 ou 10 ou 20mg - dose máx: 40 mg/dia (1x por dia)

Ramipril
-​ Naprix ® 2,5 ou 5 mg- dose máx: 5mg (1x/dia)

Valsartana
-​ Entresto ® 50 ou 100 ou 200mg (2x/dia) dose alvo: 200mg

Olmesartana
-​ Benicar ® 20 ou 40 mg (1x/dia) máx:40mg

Losartana
-​ Corus ® 25 mg (1x/dia) máx:100mg
-​ Aradois 25 ou 50 ou 100mg 1 a 2x/ dia máx: 100mg

Inibidor de SGLT2

Dapaglifozina
-​ Forxiga ® 10mg 1x/dia
-​ Edistride 10mg 1x/dia

Empagliflozina
-​ Jardiance 10 e 25mg 1x/dia máx 25mg

Canaglifozina
-​ Invokana- 100 e 300mg 1x/dia

Finerenona
-​ Firialta ® 10 ou 20mg 1x/dia máx: 20mg

Análogos do GLP1
Liraglutida
-​ Saxenda 6mg/ml - dose inicial:0,6mg, podendo aumentar a 1,2 ou 1,8 ou 2,4 até o máximo de 3mg
por dia com intervalo de 1 semana
-​ Victoza - 6mg/ml - dose inicial: 0,6mg podendo ser 1,2 ou 1,8 mg

Dulaglutida
-​ Trulicity - 0,75mg/0,5ml e 1,5mg/ml - 0,75 ou 1,5mg: 1 caneta 1x/semana

Semaglutida
-​ Ozempic 0,5 ou 1mg/dose- aplicar 0,5 ou 1mg 1x/ semana
-​ Wegovy 0,25 ou 0,5 ou 1 ou 1,7 ou 2,4mg- aplicar 1x/semana ( evoluir dose por mês)

Semaglutida oral
-​ Rybelsus - 3 ou 7 ou 14 mg - 1x/dia

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