CIÊNCIA E A FILOSOFIA
E o mundo conhecia Patão........
Platão (427-347 aC), aluno de Sócrates, sua filo-
sofia é a crença num mundo idealizado. Ele viu o mun-
do real como decadente e em constantes mudanças. Ele
acreditava que o verdadeiro conhecimento não pode ser
encontrado num lugar onde a corrupção prevaleça. As-
sim, sendo formado o mundo tão perfeito quanto pos-
sível dentro das limitações que tinha para trabalhar. Esta
perfeição envolve o uso do círculo, que ele considerava
a forma mais perfeita, para descrever o movimento dos
corpos celestes.
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Eudoxo (400-347 aC), foi um astrônomo, mate-
mático e filósofo grego. Viajou para o Egito trazendo o
cálculo mais exato do ano solar que posteriormente in-
troduziu na Grécia, era um associado de Platão. Ele criou
um complexo de astronomia muito em termos de sua
descrição do movimento dos corpos celestes. Seus estu-
dos basearam-se por meio de esferas concêntricas (esfe-
ras de mesmo centro, mas raios diferentes). Por exemplo,
a Lua foi explicada por três esferas concêntricas. A esfera
mais exterior movia-se de leste para oeste a cada 24 ho-
ras. A segunda esfera passa a Lua através de uma revo-
lução completa a cada 223 meses sinódicos (período de
revolução do planeta). A terceira esfera da Lua utilizava o
movimento do meio do zodíaco. Esse tipo de imaginação
mental chega perto de descrever uma possível explicação
para o movimento aparente dos objetos no céu. Mas, in-
felizmente, não têm qualquer ligação com a verdade, isto
é, o que realmente está acontecendo, como se observa o
movimento dos objetos celestes.
Aristóteles viu a esfera como a forma perfeita.
Ele adotou as ideias de Eudoxo sobre esferas concêntri-
cas, e ainda foi mais longe, ele disse que o sistema des-
crito por Eudoxo envolve fisicamente esferas reais. Ele
relacionou esta ideia com o modelo que ele criou para o
mundo físico, disse que os corpos celestiais acima da Lua
eram parte de um perfeito quinto elemento, chamado
Éter. Tudo que estava abaixo da Lua era feito de quatro
elementos constituídos de terra, fogo, água e ar, e que
todos eles produziam algum tipo de movimento.
O centro da Terra (o centro do universo) era o
lugar onde todas as coisas podiam se mover, como disse
anteriormente, ela era esférica e por esse motivo todas
as coisas eram “puxadas” para baixo em direção ao seu
centro.
Ptolomeu (90-168 dC), elogiou a física de Aris-
tóteles, pois acreditava que os objetos poderiam se mover
tanto para cima, como para baixo ou em um círculo, de
acordo com sua natureza. Ele acrescentou mais esferas
neste complicado sistema.
Seu modelo foi mais preciso do que o de Eudo-
xo. Na verdade, embora o seu modelo não fora basea-
do no que realmente estava acontecendo em termos do
movimento dos planetas, ele fez um trabalho muito bom
com uma ferramenta para fazer “previsões”, o astrolábio,
instrumento utilizado para tomar as alturas dos astros.
Copérnico (1473-1543 dC), publicou a sua teo-
ria heliocêntrica em 1543. Seu modelo disse que o Sol era
o centro das coisas e não a Terra. Ele disse que os cinco
planetas conhecidos, bem como a Terra, estavam todos
viajando ao redor do Sol , fazendo dele o centro de toda
a ação.
Na época, os planetas conhecidos além do sol
eram:
1. Mercúrio
2. Vênus
3. Terra
4. Marte
5. Júpiter
6. Saturno
Mesmo dando um grande passo no esquema dos
movimentos dos astros, produzindo uma teoria de he-
liocentrismo, ele não abandonou o uso de epiciclos. Um
epiciclo é um caminho circular pequeno, cujo centro se
mudou ao longo da circunferência de um círculo maior,
cujo centro era a Terra. Manteve-se a ideia de epiciclos,
porque acreditava que as trajetórias dos planetas eram cír-
culos, o único modelo que poderia explicar o movimento
visto no céu com círculos exige que os planetas seguem
epiciclos ao invés de círculos à volta da Terra.
Tycho Brahe (1546-1601 dC), era um homem
que na juventude teve um forte interesse em astronomia
e algumas conexões na corte. Ele ficou muito chateado
que as atuais tabelas de informações astronômicas eram
visivelmente fora de suas medições.
O rei da Dinamarca, Frederico II , deu-lhe a pe-
quena ilha de Hven ao largo da costa da Dinamarca. Ele
ergueu um observatório nesta ilha. Junto com a ajuda de
assistentes, mas, sem o uso de telescópios (ainda não ti-
nham sido inventados), ele realizou observações astronô-
micas jamais feitas até aquele momento.
Em 1577, ele testemunhou um cometa que, de-
vido à sua precisão, mostrava que ele era seis vezes maior
do que a lua terrestre. Isto não era nada bom para o mo-
delo aristotélico do universo popular, que diz que os céus
eram imutáveis. Esse fato também foi ruim para o mode-
lo de esfera sólida. Antes deste tempo, os cometas eram
apenas considerados como sendo "estrelas cadentes" que
se deslocam acima da Terra.
Johannes Kepler (1571-1630) se perguntou:
"por que estavam ali seis planetas?" e "por que eles se
movem mais devagar longe do Sol?" Kepler estudou e
ensinou astronomia. Enquanto ensinava, ele chegou
à conclusão de que Copérnico estava correto, mas não
houve necessidade de epiciclos. Ele começou a estabele-
cerr uma relação entre as órbitas planetárias. Ele partiu e
determinou as formas geométricas que se encaixam den-
tro de um círculo íntimo, relação exterior, de cada par de
raios planetários.
Como base na suas observações ele escreveu as
seguintes leis:
1. Os planetas viajam em trajetórias elípticas
(suas órbitas são elipses com o Sol em um dos dois focos).
2. A varredura planetas fora a mesma quantida-
de de área em quantidades iguais de tempo. Esta lei diz
que um planeta como a Terra acelera e desacelera durante
uma rotação, onde ele acelera quando está perto do Sol e
desacelera quando está longe do Sol.
3. A relação entre o período (o tempo para uma
volta em torno do Sol) e o raio médio de um planeta é
constante.
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Galileo Galilei (1564-1642) era um homem
brilhante. Ele nos deu a ideia de fazer experimentos de
pensamento, bem como reforçado o conceito de fazer
experiências físicas. Ele também nos deu a ideia de usar a
matemática para descrever as relações entre as variáveis e
descrever os fenômenos .
Galileo também ouviu falar sobre o desenvol-
vimento do telescópio óptico do flamengo Hans Li-
pperhey. Em 1609 ele fez um dos seus próprios. Embora
não tenha inventado o telescópio, fez melhorias significa-
tivas no instrumento. Galileo estudou a superfície da Lua,
fazendo alguns esboços do que viu.
Galileu não quis dar o seu apoio ao modelo helio-
cêntrico de Copérnico até 1613. A descoberta das quatro
luas de Júpiter parece ser a peça do puzzle que realmente
o convenceu da visão heliocêntrica do céu como sendo
correta. Derrubou o modelo geocêntrico (centrado na
Terra) de exibição. Claro que isso trouxe-lhe problemas
com a Igreja Católica Romana, que tinha dominado a ci-
vilização ocidental desde a época do império romano.
A igreja tinha garantido e preservado milhares
e milhares de documentos, não apenas no Vaticano, mas
em muitos mosteiros espalhados em toda a Europa Oci-
dental, mesmo tão distantes como a Irlanda. Junto com o
renascimento veio da Reforma da Igreja, ela estava sendo
atacada por uma série de grupos que estavam tentando
mudar o cristianismo e/ou aboli-lo completamente. Eles
foram muito céticos em relação às ideias de Galileu, por-
que iam contra o que tinha sido acreditado como verdade
sobre o universo por cerca de 2.000 anos.
A cautela é compreensível do ponto de vista de que
eles tinham conservado a civilização ocidental e da fé a par-
tir do momento da queda do Império Romano, por meio
dos tempos escuros, até o início do Renascimento, quando
Galileu saiu com o resultado de sua pesquisa. Foi colocado
sob prisão domiciliar. Ele continuou a escrever e seu material
contrabandeado para a Holanda para a publicação.
Antiguidade
Desde a Antiguidade, pessoas têm curiosidade
em compreender o comportamento da matéria: porque
os corpos sem apoio caem ao chão?
Porque diferentes materiais, possuem comporta-
mentos atômicos diferentes, consequentemente, diferen-
tes propriedades, e assim por diante?
Para humanidade, ainda era um certo mistério,
alguns aspectos do Universo, tais como a forma da Terra,
diferentes estações do ano, as fases da Lua e o comporta-
mento dos objetos celestiais, tais como o Sol e os outros
planetas.
Várias teorias foram propostas, a maioria delas
estavam erradas, mas isto faz parte da natureza do em-
preendimento científico, e mesmo as teorias modernas,
da mecânica quântica e da relatividade, podem eventual-
mente ser invalidadas.
Teorias físicas na Antiguidade eram largamente
formuladas em termos filosóficos, e raramente verifica-
das por testes experimentais sistemáticos. E, por incrível
que pareça, essas teorias perduraram por muito tempo.
Contribuições gregas para a Física
Tipicamente, o comportamento e características
do mundo foram justificadas pelas teorias divinas. Em
meados do século VII a.C., muitos filósofos gregos co-
meçaram a propor que o mundo poderia ser explicado
como resultado de processos naturais. Os atomistas ten-
tavam caracterizar a natureza da matéria, a qual antecipa
o trabalho dos dias de hoje. Devido à falta de equipa-
mentos experimentais avançados, tais como telescópios
e mecanismos acurados de marcação do tempo, testes
experimentais de muitas destas ideias era impossíveis ou
impraticáveis.
Houveram exceções e o anacronismos se fez
prevalecer: por exemplo, o pensador grego Arquimedes,
físico e matemático, deduziu muitas teorias no campo
da hidrostática, quando, como a história conta, ele no-
tou que seu próprio corpo deslocava um volume de água
enquanto ele estava tomando um banho numa banheira.
Dizem que ele saiu tão entusiasmado que foi para rua
sem roupa dizendo: “EUREKA”, que significa, descobri
ou encontrei dependendo da tradução.
Uma das invenções mais populares ficou conhe-
cida como o parafuso de Arquimedes. Esse mecanismo
foi muito utilizado nas irrigações, não só em Siracusa,
mas também em outras cidades, para elevar a água de um
lugar para outro. Arquimedes foi o primeiro a construir
e utilizar um sistema de roldanas, por meio do qual ele
podia movimentar corpos pesados como, por exemplo,
um navio. A pedido do rei de Siracusa, ele ainda projetou
e construiu dispositivos de guerra para defender a cida-
de de Siracusa contra os ataques das invasões das tropas
romanas. Entre os dispositivos que ele construiu está o
uso dos espelhos côncavos, os quais eram utilizados para
fazer os raios solares convergirem sobre os povos inva-
sores. Antes de continuarmos com as contribuições de
vários cientistas, veja a reportagem a seguir:
Arquimedes e a coroa do rei
A grande sacada do matemático para descobrir as malan-
dragens do ourives da corte de Siracusa no século III a.C.
Às portas de uma escola na qual se realizava o
vestibular, em novembro, encontrei um amigo, professor
de História. Ele aguardava a filha, que estava prestando o
exame e, ao ver-me, fez um comentário: "De que adianta
exigir tanta matemática aos alunos, principalmente se eles
querem ser historiadores e não engenheiros?" É claro
que estava me provocando. Ou então revelava o nervo-
sismo que naturalmente invade toda família quando um
dos filhos tem de enfrentar a seleção para a universidade.
Fosse qual fosse o motivo, achei interessante entrar na
brincadeira e ajudá-lo a passar o tempo. Comecei, então,
a contar um episódio que une história e matemática.
Ele gostou tanto que pensei ser boa ideia relatar
o caso também para os leitores da SUPER. Conta-se que
Heron, rei da cidade grega Siracusa no século III a.C.,
mandou ao ourives da corte certa quantidade de ouro,
para que ele lhe fizesse uma nova coroa. Quando recebeu
a encomenda pronta, o rei desconfiou que parte do ouro
fora substituída por prata, cujo valor já era bem menor
naquela época.
Heron tinha grande respeito por um dos maiores
matemáticos que o mundo conheceu, Arquimedes, que
provavelmente nasceu em 287 a.C., pois consta que mor-
reu em Siracusa, em 212 a.C., aos 75 anos, durante um
saque da cidade feito por soldados romanos. Sobre essa
batalha, aliás, há relatos de que, apesar da superioridade
romana, Siracusa conseguiu resistir longamente graças ao
uso de máquinas de guerra idealizadas por Arquimedes.
Bem, foi a esse sábio que o rei pediu para verifi-
car sua desconfiança em relação ao ourives. Diz a histó-
ria que Aquimedes descobriu como resolver o problema
no banho. Ao submergir na banheira, pensando na tarefa
que o rei lhe confiara, sentiu-se mais leve e deduziu o
que ficou conhecido como o princípio de Arquimedes:
"Quando um corpo é mergulhado na água ele perde, em
peso, uma quantidade que corresponde ao peso do vo-
lume de água que foi deslocado pela imersão do corpo".
Emocionado com a descoberta, Arquimedes teria salta-
do da banheira, saindo nu pelas ruas de Siracusa a gritar:
"Eureka, eureka!", que significa "encontrei, encontrei!".
Vamos ver agora como a utilização desse princípio per-
mitiu verificar que o ourives realmente estava embolsan-
do parte do ouro do rei. Suponhamos que a coroa pesas-
se P gramas e que nela existissem A gramas de ouro e B
gramas de prata. Isto é, P = A + B.
Agora imaginemos que A gramas de ouro pe-
sem, dentro da água, "a" gramas e que uma coroa pesan-
do P gramas, se fosse feita só de ouro, pesaria, dentro da
água, A* gramas. Levando em conta que materiais ho-
mogêneos como o ouro e a prata têm, na água, um peso
proporcional ao de fora, teremos:
a/A = A*/P ou a = AA*/P
O "a" que a porção de ouro da coroa pesa quan-
do submersa dividido pelo A que a mesma porção pesa
fora da água é igual ao quociente entre o A* que pesaria
uma coroa inteiramente de ouro dentro da água e o P, que
representa o peso da mesma coroa fora d'água.
É claro que se pode fazer as mesmas considera-
ções para a porção B, de prata, da coroa e chegar a algo
como b = BB* / P
Exercícios
Desafio para responder em grupo.
Suponha que a coroa pesasse 920 gramas fora
e 858,3 gramas dentro da água. Se fosse inteiramente de
ouro pesaria, submersa, 872,4 gramas. Se fosse feita só
de prata, na mesma situação teria um peso de 832,5 gra-
mas. Ou seja, A* = 872,4 g e B* = 832,5 g. Use, como
deve ter feito Arquimedes, esses dados e as fórmulas já
citadas para descobrir as quantidades de prata e de ouro
que o ourives aplicou na coroa. Quando chegar a uma
conclusão pode festejar, mas antes de sair por ai gritando
Eureka, tome o cuidado de verificar se está devidamente
vestido.
Boa Atividade!!!!
Fonte: [Link]/superarquivo/1996/conteudo_31288.
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