FÍSICA MODERNA 6
FÍSICA MODERNA
Para começar a discutir o nosso último capítu-
lo, Física Moderna, não poderíamos começar de um jeito
melhor, observando essa foto antológica:
Os participantes na Conferência de 1927 Quinta Solvay
de Física, incluindo Albert Einstein, Niels Bohr, Max Planck, e
Marie Curie. (Imagem cortesia do Instituto Internacional de Física
e Química, fundada por E. Solvay. Copyright Institut de Physique
et Internationaux de Chimie, em Bruxelas.)
Nesta foto, podemos perceber os mais ilustres personagens
da Física Moderna.
Até o final do século XIX, os grandes físicos julgavam,
com certa tristeza e muito desânimo, que tudo o que poderia saber a
respeito dessa ciência já havia sido descoberto.
O conhecimento desenvolvido até esse período era chamado
de Física Clássica.
No final do século XIX e início do XX, existiu uma
grande revolução nestes conceitos, que se originaram pelos trabalhos
de Albert Einstein. Seus conhecimentos são considerados um ponto
de partida de um grande segmento científico da humanidade, o da
Física Moderna. É bom salientar que muitos assuntos tratados pela
Física Clássica são apenas casos particulares da Física Moderna.
Começaremos agora a discussão sobre alguns temas ine-
rentes a Física Moderna.
Segundo a Física Quântica, as partículas macros-
cópicas também têm propriedades de onda. No entanto
os físicos são incapazes de observar experimentalmente
as propriedades de onda, como por exemplo, numa bola
de beisebol. À medida que aumenta a energia e dinâmica
das partículas, o comprimento de onda diminui. As partí-
culas subatômicas, como elétrons, têm comprimentos de
onda experimentalmente mensurável. Os comprimentos
de onda de bolas de beisebol e outras partículas macros-
cópicas, no entanto, são demasiadamente pequenas para
medir experimentalmente.
Para grandes partículas a mecânica quântica é
desnecessária, pois a Física Newtoniana funciona muito
bem.
Relatividade Especial
A Teoria da Relatividade Especial, discutida
por Einstein, prevê muitos efeitos, tais como dilatação
do tempo e contração de Lorentz, que violam o senso
comum. Efeitos da relatividade especial só se tornam
facilmente mensuráveis a velocidades superiores a cerca
de 10% da velocidade da luz. Os físicos de partículas ele-
mentares, no entanto, frequentemente aceleraram partí-
culas elementares a velocidades próximas da velocidade
da luz. Nas velocidades muito altas, as leis de Newton
não funcionam. Os físicos devem usar a relatividade es-
pecial para prever como as partículas irão se comportar.
Relatividade Geral
Einstein, e sua relatividade geral, explica a teoria
da gravidade; a lei da gravitação de Newton descreve os
efeitos gravitacionais, mas não explica por que as forças
gravitacionais ocorrem. A teoria da relatividade geral su-
gere que as massas curvam quatro dimensões do espaço-
-tempo para produzir forças gravitacionais.
Para campos gravitacionais fracos, como na
Terra, a gravidade de Newton e a relatividade geral de
Einstein são indistinguíveis. Para campos gravitacionais
fortes, muito próximo do Sol ou um buraco negro, a lei
da gravitação de Newton fornece resultados incorretos.
A relatividade geral, porém, concorda com dados experi-
mentais.
Por exemplo, mais próximo do periélio (ponto
da órbita do Sol) de Mercúrio, migra um pouco como o
Mercúrio orbita o Sol. A quantidade de migração, cha-
mado de precessão do periélio, é corretamente previsto
pela teoria da relatividade geral, mas não pela Física de
Newton. A força gravitacional é tão grande que a gravi-
dade newtoniana é menos precisa.
Física de Newton, a física moderna
e o Método Científico
Estas limitações à Física de Newton são um bom
exemplo de como funciona o método científico. Se os
dados experimentais não podem refutar uma teoria, os
cientistas aceitam provisoriamente a teoria como correta.
Se os dados experimentais discordam com a teoria, os
cientistas rejeitam ou modificam a teoria. Todas as teo-
rias científicas estão sujeitas a alterações ditadas por da-
dos experimentais. Os cientistas aceitam a Física Clássica
de Newton, pois concorda com os dados experimentais
e não foi provado, até o presente momento, se há algo
errado ou não em sua teoria.
Ao final do século 19 e início do século 20, no
entanto, os cientistas encontraram dados experimentais
que discordaram da Física Clássica de Newton, sob cer-
tas condições, relatividade especial, relatividade geral e
a mecânica quântica são modificações para a Física de
Newton, em alguma situações Física Clássica é impreci-
sa. Quando as condições não exigem estas alterações,
a Física de Newton é uma aproximação suficientemente
precisa.
A Relatividade e a mecânica quântica não são
provavelmente as teorias da física definitiva.
A mecânica quântica é um método de estudo do
mundo natural baseada no conceito de que a energia da
onda também têm certas propriedades associados com
a matéria. Por exemplo, os físicos normalmente falam
sobre a luz como se fosse algum tipo de onda que viaja
(se propaga) pelo espaço.
Mas alguns fenômenos ópticos (como a luz) não
pode ser explicado pela luz ter viajado em ondas. Só se
pode entender esses fenômenos, imaginando minúscu-
las partículas discretas de luz um pouco semelhante aos
átomos. Essas pequenas partículas de luz são conheci-
das como fótons. Fótons são frequentemente descritos
como quanta (plural de quantum) de luz. O quantum ter-
mo vem da palavra latina para "quanto". Um quantum,
ou fóton de luz, então, diz quanta luz da energia que há
em um "pacote" ou "átomos" de luz. Ideia defendida do
Eisntein.
O fato da luz se comportar ora como onda, ora
como matéria, é conhecido como o princípio da dua-
lidade da luz. O termo dualidade significa que muitos
fenômenos tem duas faces diferentes, dependendo das
circunstâncias em que estão sendo estudados.
Propriedades macroscópicas e
submicroscópicas
Até a década de 1920, os físicos pensavam en-
tender as propriedades macroscópicas da natureza muito
bem. O termo macroscópico refere-se a propriedades
que podem ser observadas com os cinco sentidos huma-
nos, assistida ou não assistida. Por exemplo, o caminho
seguido por uma bala enquanto ela viaja atravessando o
ar pode ser descrito com grande precisão usando apenas
as leis da Física Clássica, o tipo de física originalmente de-
senvolvido pelo cientista italiano Galileu Galilei e o físico
Inglês Isaac Newton.
Mas os métodos da Física Clássica não funciona
tão bem quando entramos no mundo subatômico. O ní-
vel subatômico envolve objetos e eventos que são dema-
siado pequenas para serem vistas, mesmo com os micros-
cópios muito potente. O movimento de um elétron em
um átomo é um exemplo de um fenômeno subatômico.
Veja a reportagem a seguir:
Os átomos mostram a cara no microscópio
Dá para enxergar um átomo?
Sim, mas não com os olhos, e sim com uma en-
genhoca muito especial, o microscópio de força atômica.
Inventado em 1989, esse aparelho funciona da seguinte
forma: uma espécie de agulha passa a uma pequena distân-
cia da superfície onde estão os átomos, mas sem tocá-los.
A agulha funciona como o pólo positivo de uma
pilha e a superfície como o pólo negativo. Conforme ela
vai se deslocando, um eletronzinho de cada átomo salta
da superfície para a ponta da agulha. Um computador
"anota" esses dados e faz um tipo de mapa (veja as fotos
ao lado). Cada calombo que aparece no mapeamento é
um átomo.
Existe também uma outra tecnologia, um pou-
co mais antiga, que faz um serviço semelhante, embora
menos preciso: a varredura tunelante. Trata-se de uma
agulha microscópica e supersensível que vai passando
sobre a superfície analisada. Só que, neste caso, ela en-
costa — como se fosse uma agulha de toca-discos em
cima de um LP. A agulha está presa a um braço flexível
e sobe e desce à medida que percorre a superfície de um
átomo. O computador gera um mapa parecido com o do
microscópio de força atômica. Esses dois microscópios
têm a precisão de meio ângströn, que é o tamanho de um
átomo de hidrogênio, o menor que existe.
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Princípio da Incerteza de Heisenberg
Alguns dos conceitos envolvidos na mecânica
quântica são muito surpreendentes, e muitas vezes vai de
encontro ao nosso senso comum. Um deles é um outro
conceito revolucionário que agitou os conhecimentos na
Física em sua época, o Princípio da Incerteza.
Em 1927, o físico alemão Werner Heisenberg
fez uma descoberta maravilhosal sobre o caminho per-
corrido por um elétron dentro do átomo. No mundo
macroscópico, sempre vemos os objetos brilhando a luz
sobre eles. Por que não direcionar a luz ao elétron para
que possamos ver seu movimento?
Mas o mundo subatômico apresenta novos pro-
blemas, Heisenberg disse. O elétron é muito pequeno que
o simples ato de brilhar nele já desviaria sua trajetória.
O que um cientista vê, então, não é o elétron
como ele realmente existe em um átomo, mas como ele
existe quando movido por uma luz que brilha sobre ele,
estranho não é? Heisenberg continua, afirmando que o
simples ato de medir pequenos objetos muda muito os
objetos de lugar. O que vemos não é o que eles são, mas
que se tornaram como resultado de olhar para eles. Hei-
senberg chamou sua teoria de o Princípio da Incerteza.
O termo significa que a pessoa nunca pode ter certeza
quanto ao estado de coisas para qualquer objeto ou even-
to a nível subatômico.
A luz é geralmente definida como aquela por-
ção do espectro eletromagnético com comprimentos de
onda entre 400 e 700 nanômetros (bilionésimos de me-
tro). Como todas as formas de radiação eletromagnética,
a luz viaja a uma velocidade de 300.000 km/s, no vácuo.
É talvez a mais delicada e mais rápida forma de energia
encontrada na natureza.
Para termos uma base desta velocidade, veja a reportagem a
seguir:
Por que não dá para ir mais rápido que a veloci-
dade da luz?
Porque, quanto mais você corre, mais gordo
você fica. Isso mesmo. E, antes de a velocidade do seu
corpo chegar a 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz),
ele já terá mais massa que o Universo inteiro. Aí não há,
nem nunca haverá, um motor forte o bastante para ace-
lerá-lo. É o que a Teoria da Relatividade ensina: quanto
mais um objeto é acelerado, mais massa ele ganha. Isso
porque energia e massa são duas faces da mesma moeda
– podem ser convertidas uma na outra. Bom, conforme
um objeto vai aumentando de velocidade, a energia con-
tida no movimento dele vai se transformando em massa.
Você não percebe, mas isso acontece o tempo todo com
tudo o que existe. Inclusive com o seu corpo, quando
você dá um sprint na pista de cooper. Mas calma: o au-
mento de massa que a relatividade proporciona nessas
condições não vai ameaçar sua dieta, já que ele é menor
que 1 bilionésimo de grama. Se você correr a 1,07 bilhão
de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz, aí,
sim, a situação fica preocupante: um homem com 80 kg
passa a ter 2 toneladas. A exatamente 99,99999999%, a
massa desse sujeito chegaria a 5 600 toneladas. E por aí
vai: se desse para chegar a 100% da velocidade da luz, sua
massa ficaria infinita. E tem outro problema: a relativi-
dade mostra que, quanto mais rápido um corpo estiver,
mais devagar ele envelhece. Aí, quando você chega perto
do 1,08 bilhão de km/h, acontece um absurdo lógico: o
tempo passa tão lentamente para você que, quando seu
relógio tiver marcado um segundo, o fim dos tempos já
terá chegado. Quer dizer: não existe tempo disponível no
Universo para que você chegue à velocidade da luz. Nem
nunca vai existir.
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Conceitos históricos dentro da Física Moderna
Considerando o quão importante é a luz em nos-
sas vidas diárias, não é de surpreender que os filósofos e
cientistas vêm tentando compreender a sua natureza du-
rante séculos e séculos. Os antigos gregos, por exemplo,
elaboraram algumas das leis básicas que envolvem a luz,
inclusive as leis da reflexão e de refração. Fizeram-no
apesar do fato de que eles começaram com apenas um
conceito incorreto de luz. Eles acreditavam que feixes
de luz começavam no olho humano e viajavam para um
objeto: era dos olhos que a luz provinha.
Com o surgimento da Física Moderna no sécu-
lo XVII, os cientistas discutiram sobre duas explicações
fundamentais sobre a natureza da luz: onda X partículas.
De acordo com a teoria das partículas de luz, a luz consis-
te de um fluxo de partículas que vêm de uma fonte (como
o Sol ou uma lâmpada), vir em direção a um objeto, e
depois são refletidas para um observador. Este ponto
de vista da luz foi proposto pela primeira vez por Isaac
Newton. A teoria de Newton é conhecida como a teoria
corpuscular da luz.
Na mesma época, a teoria ondulatória da luz
estava sendo desenvolvido. Segundo a teoria das ondas,
a luz viaja através do espaço sob a forma de uma onda
semelhante em algumas formas de ondas de água. O por-
ta-voz principal para este conceito foi o físico holandês
Christiaan Huygens.
Ao longo do tempo, a teoria das ondas se tornou
mais popular entre os físicos. Uma das principais razões
para o triunfo da teoria ondulatória foi que muitas pro-
priedades típicas de ondas foram detectados para a luz.
Por exemplo, quando a luz passa através de um orifício
minúsculo ou em torno de uma borda afiada, ele exibe
uma propriedade conhecida como difração.
A difração é um fenômeno tipicamente ondu-
latório. As ondas na água, ao passar pelo orifício de um
anteparo, abrem-se ou difratam-se, formando um feixe
divergente.
Em 1803, Young realizou uma experiência de-
monstrando que a luz possuía natureza ondulatória. Ele a
fez passar por uma abertura estreita e constatou que, num
anteparo instalado do outro lado, não surgia simplesmen-
te uma linha nítida, mas sim um conjunto de faixas lumi-
nosas de diferentes intensidades. Isso mostrava que a luz
sofria difração, tal como ocorria com as ondas sonoras
ou as de um lago.
Se ela fosse constituída de partículas, esse com-
portamento seria impossível.
Quase ninguém pode testemunhar a difração de
ondas de água, eles entram em uma baía ou porto, por
exemplo. Se difração exibe luz, os cientistas pensaram,
então ela deve ser transmitida por ondas.
Hoje, os cientistas geralmente falam sobre a luz
como se fosse transmitida por ondas. Eles falam sobre
o comprimento de onda e a frequência da luz, ambas as
propriedades das ondas, não partículas.
Retorno da teoria corpuscular
Até o início de 1900, a maioria dos físicos acei-
tou a ideia de que a luz é uma forma de movimento de
onda. Mas fizeram-no com alguma relutância, porque
alguns fatos sobre a luz não poderiam realmente ser ex-
plicado pela teoria das ondas. O mais importante deles
foi o efeito fotoelétrico.
O efeito fotoelétrico foi observado pela primeira
vez pelo físico alemão Heinrich Hertz. Ele notou que,
quando a luz brilha em um pedaço de metal, uma cor-
rente elétrica (um fluxo de elétrons) é produzida. Não
faz qualquer diferença o quão intensa é a luz que é brilhar
no metal. A luz brilhante e uma luz fraca produzem a
mesma corrente. O que faz diferença é a cor da luz. A
luz vermelha, por exemplo, produz mais corrente que a
luz azul.
Infelizmente, não há caminho para a teoria on-
dulatória da luz para explicar esse efeito. Na verdade,
não foi até 1905 que uma explicação satisfatória sobre o
efeito fotoelétrico foi anunciada. Esta explicação veio do
alemão-americano físico Albert Einstein. Ele mostrou
que o efeito fotoelétrico pode ser explicado, desde que
a luz não seja pensada como uma onda, mas como um
feixe de partículas minúsculas.
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Mas o conceito de luz como de partículas é exa-
tamente o que Isaac Newton propôs mais de 200 anos
antes e que os físicos rejeitaram amplamente. O ponto
importante sobre a explicação de Einstein, no entanto,
foi no que ele trabalhou. Ele explicou uma propriedade
da luz que a teoria de onda não pode explicar.
Dualidade da luz e da matéria
O conflito entre a luz como ondas e de luz como
partícula tem tido uma solução interessante. Hoje, os fí-
sicos dizem que a luz às vezes age como uma onda, e às
vezes age como uma coleção de partículas. Talvez seja
uma onda composta de minúsculas partículas. Essas par-
tículas são agora chamadas de fótons. Eles são diferentes
de outros tipos de partículas que conhecemos, uma vez
que não têm massa. Eles são apenas pequenos pacotes
de energia que atuam como partículas de matéria.
Dois conjuntos de leis são usadas para descrever
a luz. Um jogo é baseado na ideia de que a luz é uma
onda. Essas leis são usadas quando eles trabalham. O
segundo jogo é baseado na ideia de que a luz consiste de
partículas.
A filosofia de utilizar onda ou partícula para ex-
plicar a luz é um exemplo da dualidade. O termo du-
alidade significa que algum fenômeno natural pode ser
entendido de duas maneiras muito diferentes.
Curiosamente, outras formas de dualidade foram
descobertas. Por exemplo, os cientistas têm, tradicional-
mente, o pensamento dos elétrons como uma forma de
matéria. Eles têm massa e carga, que são características
da matéria. Mas acontece que algumas propriedades dos
elétrons pode ser melhor explicada se forem considera-
das como ondas. Assim, como a luz, os elétrons também
têm um caráter dual, corpuscular e ondulatório.
Efeito Cerenkov
O efeito Cerenkov é a emissão de luz a partir de
algo transparente quando uma partícula carregada atra-
vessa o material com uma velocidade mais rápida que a
velocidade da luz nesse meio. O nome do efeito é em
homenagem ao russo Pavel A. Cerenkov, que observou
este fenômeno pela primeira vez em 1934.
Muitas pessoas viram o efeito Cerenkov sem
perceber. Nas fotografias de uma usina nuclear, a água
ao redor do núcleo do reator muitas vezes parece brilhar
com uma luz azul misteriosa. Essa luz é produzida quan-
do a radiação Cerenkov, partículas movendo-se rapida-
mente, é produzida no núcleo, e viaja através da água, se
resfriando em torno dele.
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tor_portal.jpg
A definição do efeito Cerenkov, muitas vezes os
alunos confundem porque inclui referências a partículas
carregadas que viajam mais rápido que a velocidade da luz.
É claro que nada pode viajar mais rápido que a velocidade
da luz no vácuo. Em um fluido como o ar, água, plástico
ou vidro, no entanto, é possível que objetos de viagem
mais rápido que a velocidade da luz. Ao fazê-lo, eles pro-
duzem o brilho azulado visto em um reator nuclear.
Teoria Fotoelétrica
O efeito fotoelétrico é importante na história
porque fez com que os cientistas pensassem sobre a natu-
reza e o comportamento da luz e outras formas de radia-
ção eletromagnética de uma maneira diferente. O curioso
sobre o efeito fotoelétrico é a relação entre a intensidade
da luz que brilhou em um pedaço de metal e da quantida-
de de corrente elétrica produzida por esse “brilho”.
Para os cientistas, parece razoável que você po-
deria criar uma forte corrente, se jogasse uma luz mais
clara sobre o metal. Mas isso não é o caso. Por exemplo,
direcionar uma luz muito fraca e uma luz muito forte so-
bre um pedaço de metal produz os mesmos resultados.
O que faz uma diferença, porém, é a cor da luz utilizada.
Lembrando que cada cor possui um comprimento e uma
frequência associada a ela.
A frequência de luz e outras formas de radiação
eletromagnética é o número de vezes por segundo que
a luz (ou radiação) completa um período. Os cientistas
descobriram que algumas frequências da luz podem pro-
duzir uma corrente elétrica, enquanto a luz de outras fre-
quências não possuem esta propriedade.
Esta observação estranha foi explicada em 1905
por Einstein. Ele levantou a hipótese de que a luz via-
ja na forma de pequenos pacotes de energia (fótons). A
quantidade de energia de cada fóton é igual à frequência
da luz multiplicada por uma constante conhecida como
constante de Planck.
Einstein sugeriu ainda que os elétrons podem
ser ejetados de um material, se absorver exatamente um
fóton de luz, e não metade de um fóton, um terço de
fóton, ou algum outro valor fracionário. A luz verde
não pode ser eficaz em causar o efeito fotoelétrico em
alguns metais. Mas um fóton de luz vermelha pode ter
energia suficientemente grande para fazê-lo. A explicação
de Einstein do efeito fotoelétrico foi muito importante,
porque ofereceu aos cientistas um método alternativo de
descrever o comportamento da luz. Durante séculos, os
cientistas tinham pensado que a luz viajava no espaço em
forma de onda. E essa explicação funciona para mui-
tos fenômenos. Mas isso não funciona para fenômenos
como o efeito fotoelétrico e certas propriedades de luz.
Aplicações
Duas das mais importantes aplicações do efei-
to fotoelétrico são a célula fotoelétrica (ou fotocélula) e
células solares. A fotocélula geralmente consiste de um
tubo de vácuo com dois eletrodos. Um tubo de vácuo
é um tubo de vidro a partir da qual quase todo o ar foi
removido. Os eletrodos são duas placas de metal ou fios.
Um eletrodo em uma célula fotoelétrica consiste de um
metal (o cátodo) que emitem elétrons quando expostos à
luz. O outro eletrodo (anodo) é dado uma carga elétrica
positiva em relação ao cátodo. Quando a luz brilha no
cátodo, os elétrons são emitidos e, em seguida, atraídos
para o ânodo. Um elétron corrente flui no tubo do cá-
todo ao ânodo. A corrente pode ser usado para ligar um
motor, para abrir uma porta, ou para tocar um sino em
um sistema de alarme.
Fotocélulas são comumente utilizados em fábri-
cas. Quando algum objeto é transportado em uma cor-
reia, ao passar entre um feixe de luz e uma célula fotoelé-
trica, ele interrompe a luz, a corrente na fotocélula para e
um contador é ligado. Com este método, o número exato
de itens que saem da fábrica pode ser contado. Fotocélu-
las também são instalados em postes de luz para acender
as luzes da rua e fora, ao entardecer e amanhecer. Além
disso, fotocélulas são usadas como medidores de expo-
sição nas câmaras. Eles medem a quantidade exata de
luz que entra uma câmera, permitindo que um fotógrafo
ajuste a lente da câmera.
As células solares são dispositivos utilizados para
converter a energia radiante (luz) em energia elétrica.
Eles são geralmente feitos de silício preparado especial-
mente para emitir elétrons quando exposto à luz.
Células solares individuais podem produzir ten-
sões de cerca de 0,6 volts cada. Na maioria das aplicações
práticas, altas tensões e grandes correntes podem ser ob-
tidas ligando muitas células solares em conjunto. Eletri-
cidade a partir de células solares ainda é muito caro, mas
essas células continuam a ser muito útil para fornecer
pequenas quantidades de eletricidade em locais remotos,
onde outras fontes não estão disponíveis.
Exercícios
Texto 01
Nagasaki lembra 65 anos do bombardeio atômico
09 de agosto de 2010 | 19h 02
AE-AP - Agência Estado
A cidade japonesa de Nagasaki lembrou hoje o 65º ani-
versário do ataque nuclear dos Estados Unidos, no final
da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com uma ceri-
mônia à qual compareceram representantes de 32 países,
embora os EUA não tenham enviado nenhum funcioná-
rio ao evento.
Os participantes da cerimônia observaram um minuto de
silêncio às 11h02 da manhã, horário em que um bombar-
deiro B-29 lançou a bomba atômica contra Nagasaki, três
dias depois do ataque nuclear à Hiroshima. Cerca de 80
mil pessoas foram mortas no ataque a Nagasaki, enquan-
to que em Hiroshima o número de mortes é estimado
em 140 mil.
O embaixador dos EUA no Japão, John Roos, esteve em
Hiroshima nas cerimônias que marcaram os 65 anos de
bombardeio, em 6 de agosto, mas não foi a Nagasaki.
A Embaixada dos EUA em Tóquio disse que Roos não
compareceu por problemas de agenda.
Texto 02
Rosa de Hiroshima
Secos & Molhados
Composição: Gerson Conrad / Vinícius de Moraes
Pensem nas crianças mudas,
telepáticas.
Pensem nas meninas cegas,
inexatas.
Pensem nas mulheres, rotas
alteradas.
Pensem nas feridas como rosas
cálidas.
Mas! Oh! não se esqueçam da
rosa, da rosa.
Da rosa de Hiroshima, a rosa
hereditária.
A rosa radioativa, estúpida
inválida.
A rosa com cirrose a anti-rosa
atômica.
Sem cor, sem perfume, sem rosa
Sem nada.
Com base nos dois textos faça um comentário
sobre a energia nuclear no Brasil.
Referências
▪ AGUIRRE, J. M.; HAGGERTY, S. M.; LINDER, C.
J. Student-teachers conceptions of science, teaching and
learning: a case study in preservice Science Education.
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v. 12, nº 4, p. 381-390, jan. 1990.
▪ CARNEIRO, M. H. S. Projeto de ensino como trabalho
final. In: ESCOLA DE VERÃO PARA PROFESSORES
DE PRÁTICA DE ENSINO DE BIOLOGIA, FÍSICA
E QUÍMICA, IV, 1998, Uberlândia. Anais... Uberlândia:
UFU, 1998. p. 233-236.
▪ CASTRO, C. M. A hora da sala de aula. Veja, São Paulo,
p. 67, 08 mai. 2002.
▪ DAMPLIER, Willian C., História da Ciência. São
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▪ HART-DAVIS, Adam, 160 Séculos de Ciências. São
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▪ MATTHEWS, M. R. História, Filosofia e Ensino de
Ciências: a tendência atual de reaproximação. Caderno
Catarinense de Ensino de Física, Florianópolis, v. 12,
nº 3, jun. 1995.
▪ Manual Pedagógico: Guia do Professor. São Paulo:
Scipione, 1997
▪ PERRENOUD, P. A prática reflexiva no ofício de
professor: profissionalização e razão pedagógica. São
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▪ PERRENOUD, P. Dez Novas Competências para
Ensinar. Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2000
▪ Cad. Bras. Ens. Física., v. 24, nº 2: p. 261-280, ago.
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▪ RONAN, Colin A., História Ilustrada da Ciência,
Volume I ao IV, São Paulo, Companhia do Livro S.A.
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