0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Edmilson

O documento analisa o papel do Lobolo na construção de alianças familiares em Moçambique, destacando sua importância sociocultural e histórica. O estudo de caso no bairro Malalane 1 busca entender como essa prática tradicional é percebida pelas novas gerações e suas implicações nas relações sociais. Além disso, propõe recomendações para a preservação cultural e a adaptação do Lobolo às mudanças contemporâneas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Edmilson

O documento analisa o papel do Lobolo na construção de alianças familiares em Moçambique, destacando sua importância sociocultural e histórica. O estudo de caso no bairro Malalane 1 busca entender como essa prática tradicional é percebida pelas novas gerações e suas implicações nas relações sociais. Além disso, propõe recomendações para a preservação cultural e a adaptação do Lobolo às mudanças contemporâneas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1.

Temasː O papel do Lobolo na Construção das Alianças Familiares em Moçambique, no


âmbito sociocultural, estudo de caso bairro Malalane 1;

1.1Objectivos
Geral
 Analisar o papel do Lobolo na construção das Alianças familiar em Moçambique;

Específicos
 Explicar a evolução histórica do Lobolo ;
 Investigar as perspectivas das novas gerações;
 Propor recomendações para a perseverança social e cultural;

1.2Justificativa
O Lobolo constitui uma das práticas socioculturais mas relevantes em Moçambique,
especialmente em processos tradicionais de união matrimonial mas do que simples troca de
bens ou valores materiais, contudo o Lobolo representa um mecanismo simbólico de
reconhecimento, legitimação do casamento e fortalecimento das relações entre famílias.
Neste sentido esta prática assume um papel fundamental na construção e consolidação das
alianças familiares, promovendo vínculos sociais, respeito mútuo e cooperação entre os
grupos envolvidos.
A escolha do bairro Malalane1 como estudo de caso justifica-se pela necessidade de
compreender em contexto local, como o Lobolo continua a contribuir para a formação e
manutenção das alianças familiares. Este bairro representa uma diversidade sociocultural que
permite observar de que forma os valores tradicionais são preservados, adaptados ou
reinterpretados pelas famílias, contudo deste modo a realização deste estudo torna-se
relevante ao ponto de vista académico quanto social, pois permite aprofundar o conhecimento
sobre a importância do Lobolo na organização familiar e nas relações da sociedade. Além
disso a pesquisa contribuirá para a valorização das práticas culturais moçambicanas para a
reflexão sobre o papel das tradições na construção da identidade sociocultural no contexto
contemporâneo.

1.3Problematização
O Lobolo constitui uma das práticas culturais mais relevantes em Moçambique,
desempenhando um papel fundamental na organização social, e cultural das comunidades,
contudo, mais do que um simples processo associado ao casamento, o Lobolo representa um
mecanismo tradicional de construção e fortalecimento de alianças entre famílias, promovendo
laços de solidariedade, respeito e cooperação entre os grupos envolvidos. No contexto
sociocultural moçambicano está prática tem sido transmitida de geração em geração,
preservando valores, normas e identidades culturais na comunidade.
Portanto, nesse sentido torna-se relevante desenvolver um estudo sobre o papel do Lobolo na
construção das alianças familiares em Moçambique, particularmente no bairro Malalane1,
pois esta comunidade representa um espaço onde tradições culturais ainda exercem forte
influência na vida social. A investigação permitirá compreender como o Lobolo contribui
para o crescimento e fortalecimento das relações entre famílias, bem como analisar os
valores socioculturais associados a está prática.
Alem disso, este estudo justifica-se pela necessidade de produzir conhecimentos académicos
que valorize as práticas do Lobolo contribuindo melhor para uma compreensão das dinâmicas
sócias e familiares no contexto Moçambicano, assim, espera-se que os resultados da pesquisa
possam enriquecer o debate académico, apoiar futuras investigações e servir de referencia
para a preservação e valorização da cultura tradicional.

1.4Hióteses
Para responder as questões da problematização deste tema, podemos sustentar o problema
através da seguinte hipótese, a percepção social, onde a percepção do Lobolo varia
significativamente em diferentes grupos sociais em Moçambique, onde os jovens tendem a
ver o Lobolo como uma prática desactualizada da modernização, enquanto as gerações mais
velhas o consideram essencial para preservação da identidade social e cultural. A
reinterpretação cultural contribui a medida em que esta prática em processo de
reinterpretação nas comunidades moçambicanas como as novas gerações buscando equilibrar
a valorização das tradições culturais com a promoção da igualdade de género, pôs resultando
em adaptações que respeitem os direitos da mulher, Portanto, as mudanças nas leis e politicas
de direitos humanos em Moçambique tem um impacto direito nas praticas de Lobolo, levando
a uma maior consciencialização sobre a igualdade de género e resultando em ajustes nas
expectativas sócias em relação ao pagamento do Lobolo.

1.5. Revisão da Literatura


Práticas do Lobolo entre os Tsonga
As comunidades Tsonga, predominantemente localizadas na região sul de Moçambique,
possuem uma rica tradição em torno do Lobolo. De acordo com Rocha (1991), o Lobolo entre
os Tsonga é caracterizado por um sistema complexo que envolve negociação entre as famílias
dos noivos e noivas. O autor destaca que o valor do dote pode variar significativamente
dependendo do status social da família da noiva e das circunstâncias econômicas.
O Lobolo é uma prática tradicional de pagamento de dote que ocorre em várias culturas
africanas, incluindo as comunidades Tsonga e Shona em Moçambique. Segundo Oliveira
(2010), o Lobolo é visto não apenas como uma transacção económica, mas também como um
símbolo de respeito e valorização da mulher dentro da sociedade. As comunidades Tsonga,
predominantemente localizadas na região sul de Moçambique, possuem uma rica tradição em
torno do Lobolo. De acordo com Loforte (2003), o Lobolo entre os Tsonga é caracterizado
por um sistema complexo que envolve negociação entre as famílias dos noivos e noivas. O
autor destaca que o valor do dote pode variar significativamente dependendo do status social
da família da noiva e das circunstâncias económicas.
Além disso, a pesquisa de Silva (1999) revela que, para os Tsonga, o Lobolo tem um papel
crucial na formação de alianças familiares e na manutenção das relações sociais. A prática é
vista como um investimento na união matrimonial, reforçando laços entre as famílias
Henri Junod explica até que ponto o sistema do Lobolo e da poligamia são organizadores do
parentesco. De acordo com este autor, para casar, a família do noivo deve dar bois para a
família da noiva. Segundo Junod (1996), o lobolo é assunto dos grupos, pois o casamento se
dá entre estes. Assim o lobolo nunca é uma compra feita pelo marido, e ainda menos um
presente oferecido aos pais. É, na verdade, uma compensação. “O primeiro grupo adquire um
novo membro e o segundo sente-se diminuído e reclama alguma coisa que lhe permita
reconstituir-se por sua vez, pela aquisição de outra mulher” (Junod, 1996: 256-257).

[Link] de conceitos
Etimologicamente, o termo lobolo deriva do Bantu mais especificamente no povo shona da
região da África Austral (rurimi ou cu lobola) que se refere ao pagamento ou dote pago pelo
noivo à família da noiva
Lobolo era considerado como uma troca de serviços entre duas famílias pertencentes a clãs
diferentes; uma delas cedia à outra, a capacidade procriadora de uns dos seus membros, e
para ser compensada pela perda, recebia determinados bens (lobolo) que, normalmente, eram
destinados a aquisição de uma noiva para um dos irmãos da recém-casada. (pinho,1971).

O lobolo também é visto como um mecanismo protector da mulher e dos seus filhos em casa
de um marido, passa a ser um encargo da povoação onde vive, isto é, sente-se protegida para
ela a situação do lobolo é um amparo nas contragencias de vida.

Lobolo é o equilíbrio entre diferentes unidades colectivas, em que o primeiro grupo obtém
um novo membro e o Segundo se sente diminuído. Assim, o grupo que perdeu a mulher
reclama alguma coisa que lhe permita reconstituir-se pela aquisição doutra mulher. (Junod,
1974, pg.268).

Cerimónia de Kuphalha

O kuphalha, um culto realizado para os antepassados, para sua invocação e, posteriormente, o


diálogo com eles para que o lobolo ocorra bem. Ao chegarem à casa do pai da noiva, os
familiares do homem são recepcionados e ambos os lados iniciam cantos e danças. As bolsas
e malas trazidas pela família do noivo com os presentes são colocados na sala em cima das
esteiras de palha e, adiante, apresentados à família da noiva para o início da cerimonia.
Durante o lobolo, há troca de presentes de acordo com os pedidos, a lista é revista e as
negociações entre os parentes do noivo e os parentes da noiva se inicia. Todos os itens são
verificados, além de situações lúdicas que são criadas (Granjo 2003:17).

1.7. Estruturação dos conteúdos

A estruturação dos conteúdos deste trabalho obedece a seguinte sequencia: os elementos pré
textuais, onde na capa temos; o nome do estudante, título da Monografia, e o título
académico e o nome da instituição.

Contudo o Primeiro Capitulo deste trabalho é constituído pela contextualização do tema, os


objectivos, a justificativa, a problematização. No referente teórico deste trabalho temos a
definição de conceitos, o historial do Lobolo em Moçambique, as teorias socioculturais
relevantes sobre o tema onde por sua vez descute-se teorias que sustentam a analise das
praticas culturais.

No entanto, o segundo Capitulo deste trabalho é constituído pela, definição dos conceitos,
revisão da literatura, definição dos conceitos, e a revisão da literatura. Onde por sua vez na
definição aborda-se como se realiza o lobolo entre os Tsongas, assim como os shonas,
portanto nessa abordagem apresenta-se as assimetrias e simetrias das ambas regiões. De frisar
que nesta abordagem analisa-se a estrutura familiar, rituais específicos, os desafios
contemporâneos que estas práticas enfrentam com a modernidade. Não obstante faz-se uma
comparação entre as práticas Tsongas, e os Shonas, desde as semelhanças, diferenças
culturais, impactos sócias e legais do Lobolo.

1.8. Metodologias

O presente trabalho se caracteriza por uma abordagem qualitativa, pois requer um contacto
directo com o fenómeno estudado, e busca, no decorrer da investigação, construir seu
objecto, baseando-se em uma literatura científica pertinente. A pesquisa qualitativa preocupa-
se, portanto, com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na
compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais, contudo O delineamento na
condução desta pesquisa se faz pela pesquisa bibliográfica.
A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas,
e publicadas por meios escritos e electrónicos, como livros, artigos científicos, páginas de
web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite
ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem, porém, pesquisas
científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências
teóricas publicadas com o objectivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre
o problema a respeito do qual se procura a resposta

[Link] das Actividades


Preparação do projecto

Elaboração do projecto
Actividades Previsão
Ord A escolha titular A escolha titular foi feita num período que
correspondeu num prazo de uma semana,
desde o inicio das aulas de TCC
1. Definir os objectivos da pesquisa. O formulação dos objectivos foi feito num
2. período que corresponde há duas semanas

3. Apresentacao da Justificativa A elaboração desta etapa compreendia


quatro dias
4. Apresentação da problematização Compreendeu respectivamente o prazo de
uma semana
5. Apresentação das Hipóteses ao docente Compreendeu o prazo de uma semana
6. Revisão da Literatura Compreendeu o prazo de uma semana
7. Definição dos conteúdos Compreendeu o prazo de uma semana
8. Estruturação dos conteúdos Compreendeu o prazo de duas semanas

9. Metodologias Para elaborar este item foi usado uma


cronologia de um mes desde o inicio da
escolha titular do projecto
10. Cronograma dos conteúdos Prazo de uma semana
11 Referencias Bibliográficas Prazo de uma semana

Observação: Este cronograma obedece um período estabelecido pelo docente da cadeira do


trabalho de culminação do curso, contudo, todas etapas vistas nesta tabela, seguiram uma
sequencia lógica desde o primeiro dia inicial do semestre e por sua vez ela possuía um prazo
de ser entregue a ultima versão até Dezembro do corrente ano, para fins avaliativos, portanto
ela obedeceu etapas premiliares na sua constituição, de salientar que o primeiro trabalho se
deu pelo ataque do titulo ate as hipóteses, e por conseguinte das hipóteses ate a estruturação
dos conteúdos e por fim ate as referencias bibliográficas.

1.10. Referências bibliográficas


Silva, M. (1999). “Linguagem e parentesco”. Revista de Antropologia, 42 (1-2): 133-161.
Granjo, P. (2003). Lobolo em Maputo. Um velho idioma para novas vivências conjugais.
Porto: Campo de Letras.
Junod, H. A. (1974). Usos e Costumes dos Bantu. Maputo: Editora do Arquivo Histórico de
Moçambique, Tomo I.
Pinho, O. (2011). A Antropologia na África e o Lobolo no Sul de Moçambique. Afro-Ásia,
núm. 43, 2011. Bahia: Universidade Federal da Bahia, pp. 9-41.
Rocha, E. (1991). O que é mito? São Paulo: Brasiliense.

Oliveira, S. M. & Lima, Antónia Silva. (2001). O Mito na Formação da Identidade. Lisboa:
Edições 70.

Você também pode gostar