Ifro 5
Ifro 5
Autor:
Ricardo Torques
05 de Dezembro de 2021
Sumário
O nosso estudo do ECA será distribuído em 3 aulas, sendo que esta é uma das mais importantes para a prova.
É importante destacar, também, que essa parte da matéria teve diversos dispositivos alterados
recentemente pelas Leis n. 13.509, de 2017 e n. 13.715, de 2018, os quais, com certeza, poderão ser objeto
de cobrança na sua prova. Portanto, fiquem atentos!
O art. 1º traz a finalidade do Estatuto, que é dispor sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.
Que o ECA trata a respeito dos direitos das crianças e dos adolescentes todos sabíamos. Para a prova,
entretanto, você deve saber que a ideia de “proteção integral” remete a algo a mais!
O ECA, que substituiu o Código de Menores, vem justamente no sentido de regulamentar as orientações
gerais conferidas pela Constituição, sendo integralmente constituído à luz da proteção integral da criança e
do adolescente, estatuídos no art. 227, caput, da CF.
doutrina da proteção
ECA
integral
Afirma a doutrina que, ao superar o Código de Menores, a nova disciplina presente no ECA retrata o conjunto
de regras internacionais de proteção à criança e ao adolescente, notadamente a Convenção sobre os Direitos
das Crianças.
(...) além de todos os direitos assegurados aos adultos, afora todas as garantias colocadas
à disposição dos maiores de 18 anos, as crianças e os adolescentes disporão de um plus,
simbolizado pela completa e indisponível tutela estatal para lhes afirmar a vida digna e
próspera, ao menos durante a fase de seu amadurecimento.
Esse fundamento evidencia o reconhecimento de que tanto a criança como o adolescente são sujeitos de
direitos que recebem tratamento especial devido à condição de pessoa em desenvolvimento.
Em frente!
O art. 2º do ECA estabelece os conceitos de criança e de adolescente. O ECA não adota o critério psicológico
para distinguir criança de adolescente, mas critério de idade: Criança é a pessoa até 12 anos de idade
incompletos e adolescente é a pessoa entre 12 e 18 anos incompletos.
Assim...
CRIANÇA ADOLESCENTE
• de 0 a 12 anos • de 12 a 18 anos
incompletos incompletos
Completados 18 anos, o adolescente passa a ser um adulto, regido pela legislação civil, não mais merecendo
proteção do ECA. Essa é a regra!
Pergunta-se:
Pela literalidade do ECA, a resposta ao questionamento acima é positiva. Conforme o art. 2º, parágrafo único,
“aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”. Por exemplo,
1 NUCCI, Guilherme. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, versão eletrônica.
o art. 121, §5º, do ECA, ao disciplinar a medida socioeducativa de internação prevê a possibilidade de o
jovem, já maior de idade, permanecer custodiado até os 21 anos. Apenas aos 21 anos ocorre a liberação
compulsória.
Se determinado adolescente, às vésperas de atingir a maioridade, pratica um ato infracional grave, sujeito à
medida de internação, poderá permanecer, caso seja aplicada a medida pela via judicial, internado para além
dos 18 anos. Ao 21, a liberação será compulsória.
1. A teor do que dispõe o art. 104, parágrafo único, da Lei 8.069/90, considera-se a idade
do menor à época da prática do ato infracional.
2 BARROS, Guilherme Freire de Melo Barros. Estatuto da Criança e do Adolescente. 6ª edição, Salvador:
Editora JusPodivm, 2012, p. 23.
3 HC 38.019/RJ, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, SEXTA TURMA, julgado em 19/05/2005, DJ
27/06/2005, p. 453.
4. Ordem denegada.
2ª CORRENTE: o art. 2º, parágrafo único, do ECA, foi derrogado pelo Código Civil, que prevê a
maioridade civil aos 18, momento em que cessam quaisquer possibilidades de aplicação do
ECA.
O entendimento dessa segunda corrente é bem interessante, na medida em que até 2002,
tínhamos a vigência do CC/16, que fixava a maioridade civil a partir dos 21 anos de idade.
O ECA, por sua vez, foi editado para tutelar menores de 18 anos. Em face disso, durante
anos, permaneceu um vácuo em termos de tutela jurídica para quem tivesse entre 18 e 21
anos de idade. Assim, a segunda corrente firmou entendimento no sentido de que o art.
2º, parágrafo único, do ECA, foi editado para atender a essa situação, à excepcionalidade
de não haver norma para atender jovens entre 18 e 21 anos de idade. Com a superveniência
do CC/02, e a redução da maioridade civil para os 18 anos, a norma do ECA perdeu sentido,
ficando derrogada.
3º CORRENTE: o art. 2º, parágrafo único, do ECA, não se aplica às relações civis, em face do
regramento posterior pelo Código Civil de 2002, que reduziu a maioridade civil para os 18
anos.
Essa terceira corrente, a prevalecer nas provas de concurso público, sugere a distinção
entre as esferas cíveis e penais. Em relação aos aspectos cíveis, com a superveniência do
CC/02, não mais se aplica o ECA aos maiores de 18. Contudo, em relação aos aspectos
infracionais, aplica-se o art. 2º, parágrafo único, entre cujos exemplos o mais claro é o art.
121, §5º, do ECA, que prevê liberação compulsória aos 21 anos de idade.
Reforçando! A terceira e última corrente – QUE ESTÁ DE ACORDO COM O STJ – deve ser adotada por nós
nas provas objetivas de concurso.
3 - Princípios Basilares
Vimos no início que a doutrina da proteção constitui o fundamento do ECA. É o valor supremo de toda a
legislação. Soma-se a esse fundamento três princípios fundamentais:
princípio da princípio da
não discriminação
prioridade absoluta dignidade
O princípio da prioridade absoluta está previsto tanto na Constituição, no art. 227, caput, como no ECA, no
art. 1º, caput.
Segundo o referido princípio, constitui dever da família, da sociedade e do Estado em ação conjunta
assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência
familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.
Em síntese, o princípio enuncia que “à frente dos adultos, estão as crianças e adolescentes”4.
Em face disso, o art. 4º, do ECA, parágrafo único, traz exemplos de como realizar o princípio da prioridade
absoluta. Vejamos:
4 NUCCI, Guilherme. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Rio de Janeiro: Editora Forense,
2014, versão eletrônica.
Notem que todas as atividades acima declinadas devem ser asseguradas às pessoas em geral. O Estado deve
prover a proteção e o socorro da população, bem como deve desenvolver políticas sociais e destinar recursos
públicos às necessidades das pessoas. Contudo, em relação às crianças e aos adolescentes deve conferir
absoluta prioridade de tratamento.
(FCC - 2016) NÃO é dever da comunidade e da sociedade em geral assegurar ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito
a) à convivência familiar.
b) ao esporte.
c) ao lazer.
d) à cultura.
e) ao ensino superior.
Comentários
Observe como a questão é simples!
O art. 4º, em seu caput, traz as garantias conferidas à criança e ao adolescente com absoluta prioridade.
Desta forma, a alternativa E é o gabarito da questão, pois não revela um direito mencionado no ECA. Note
que o dispositivo fala em direito à educação, mas não específica os níveis escolares.
O referido princípio caminha junto com o princípio da prioridade absoluta e informa o respeito que se deve
ter em relação aos direitos fundamentais das crianças e adolescentes. Ademais, esse princípio é qualificado
pela necessidade de mínima assistência ao menor.
Nesse contexto, o art. 3º, do ECA, reforça que crianças e adolescentes gozam de todos os direitos
fundamentais inerentes à pessoa humana, com a obrigação de que sejam asseguradas oportunidades e
facilidades para lhes propiciar o desenvolvimento físico, moral, espiritual e social, em condições de liberdade
e de dignidade.
Essa regra é relevante, pois destaca a necessidade de se conferir uma proteção especial pelo fato de serem
pessoas em desenvolvimento e, portanto, encontrarem-se numa situação de vulnerabilidade.
Em razão disso, asseguram-se vários direitos. Nesse aspecto, o art. 4º, do ECA, reproduz o art. 227, caput, da
CF, e prevê os seguintes direitos:
convivência
dignidade respeito, à liberdade familiar e
comunitária.
Além disso, em respeito à dignidade das crianças e adolescentes, estabelece o art. 5º algumas vedações
importantes, a fim de que eles não sejam submetidos à negligência, à discriminação, à exploração, à
violência, à crueldade e à opressão. Como forma de evitar tais atos, há a previsão de crimes e sanções civis
e administrativas para quem violar, por ação ou omissão, a dignidade das crianças e adolescentes.
Cumpre destacar, ainda, que a Lei nº 13.257/2016 acrescentou o parágrafo único ao art. 3º, do ECA, para
prever que os direitos que serão estudados ao longo do Estatuto são aplicados a todas as crianças e
adolescentes sem qualquer discriminação. Desse modo, são vedadas as discriminações entre os protegidos
pelo ECA em razão do nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, étnica entre outros.
4 - Interpretação do ECA
O artigo 6º traz uma regra de interpretação do Estatuto: a interpretação deve levar em conta os fins sociais
a que se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição
peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Em relação a esse dispositivo podemos fazer um contraponto com a Lei 4.657/1942, Lei de Introdução às
normas do Direito Brasileiro (LINDB). O art. 5º da norma prevê que na interpretação das normas jurídicas em
geral devem ser levados em consideração os fins sociais e as exigências do bem comum. Em relação ao ECA,
esses dois parâmetros são mantidos e acrescidos a outros, específicos desse ramo jurídico.
DIREITOS FUNDAMENTAIS
Em relação aos Direitos Fundamentais, o ECA distribui o assunto em 5 pontos:
direito à
direito à educação, à
profissionalização e à
cultura e ao lazer
proteção no trabalho
A fim de tornar nosso estudo dinâmico, vamos trazer a legislação, destacando os direitos elencados, contudo,
sem deixar de abordar as principais normas para a prova.
Vamos lá!
O direito à vida e à saúde são inerentes à condição humana. Em relação às crianças e aos adolescentes
confere-se um tratamento privilegiado, em razão das peculiaridades da fase de sua existência.
A efetivação desses direitos, de acordo com o art. 7º, do ECA, deve ocorrer por intermédio de políticas
públicas para o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas.
Nesse contexto, o ECA assegura o atendimento à gestação. Em relação a esse aspecto, tivemos várias
alterações promovidas pela Lei nº 13.257/2016. Devido ao fato de serem alterações recentes no ECA, vamos
dar a devida atenção ao assunto.
O Poder Público deve também assegurar assistência psicológica à gestante e à mãe no período pré e pós-
natal. A assistência se aplica também às gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seus filhos
para adoção, bem como às gestantes e mães em situação de privação de liberdade.
A Lei nº 13257/2016 recebeu a denominação de Marco Legislativo da Primeira Infância, com a fixação de
princípios e diretrizes.
De acordo com a Lei, a primeira infância compreende o período entre os primeiros 6 anos completos ou 72
meses de vida da criança.
Assim, a primeira informação que você deve levar para a prova é a seguinte:
Essa nova lei trouxe diversas alterações. Temos alterações no ECA, na CLT, na Lei nº 11.770/2008 (Programa
Empresa Cidadã) e até mesmo no CPP. Para o nosso estudo importa analisar as alterações promovidas no
ECA!
Em relação ao ECA e dentro do tópico pertinente ao estudo do direito à vida e à saúde nós tivemos uma
completa reformulação dos dispositivos.
Para fins de prova, nos interessa algumas informações específicas. Nota-se um esforço da legislação em
desenvolver programas e políticas de atendimento adequadas à proteção da gestação. Lembre-se:
A mãe terá direito de escolher, nos últimos 3 MESES da gestação, o local onde será
realizado o parto.
O Poder Público deverá atuar a fim de garantir os direitos das gestantes perante a rede
pública de saúde, atuará também em posição interventiva nos contratos de emprego,
preservará o direito das gestantes que estiverem em restrição de liberdade.
Vejamos, na sequência, o art. 8º-A, que foi introduzido no ECA por força da Lei 13.798/2019. O dispositivo
instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada na semana que incluir o
dia 1º de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que
contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. As ações da Semana são atribuídas ao
poder público em conjunto com organizações da sociedade civil e são dirigidas prioritariamente ao público
adolescente.
A Semana foi instituída com o propósito de executar uma série de atividades preventivas e educativas para
minimizar índices de gravidez precoces.
O art. 9, ainda dentro do tema da proteção dos direitos das crianças na primeira infância, reporta-se ao
aleitamento materno. De acordo com o dispositivo, cabe ao Poder Público, juntamente com as empresas,
criar condições adequadas às mães durante a fase de lactação. Os profissionais das unidades primárias de
saúde desenvolverão ações sistemáticas, individuais ou coletivas, visando ao planejamento, à
implementação e à avaliação de ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à
alimentação complementar saudável, de forma contínua. Além disso, os serviços de unidade de terapia
intensiva neonatal deverão dispor de banco de leite humano ou unidade de coleta de leite humano.
Quanto à primeira infância e às medidas a serem desenvolvidas nos hospitais temos o art. 10. O dispositivo
prevê obrigações dos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde da gestante. Veja quais são
as obrigações:
Como você deve notar, não há como memorizar a maioria desses dispositivos para a prova. Temos que ler
essas obrigações para que possamos compreendê-los. Como é um tema recente, há a perspectiva de que
possa ser exigido em provas. Assim, a forma mais segura de não cair em questões como essa é manter a
atenção à leitura dos dispositivos que são autoexplicativos.
Dando continuidade, o art. 11, do ECA atendimento integral à saúde da criança e do adolescente pelo SUS,
por intermédio de atendimento especializado, abrangendo:
O art. 12 do ECA prevê uma regra importante. Caso a criança ou adolescente necessitarem de internação
médica, por exemplo, terá direito a permanecer internada acompanhada e aís ou responsável. Fique atento
que essa regra não se aplica apenas à criança na primeira infância (nos primeiros 6 anos de vida), mas a todos
os tutelados pelo ECA (ou seja, menores de 18 anos).
O art. 13 confere um dever às entidades de atendimento a crianças e adolescentes. Caso encontrem crianças
ou adolescentes em situação de castigo físico, tratamento cruel, degradante ou maus tratos, DEVEM
comunicar o Conselho Tutelar.
Há mais: as gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.
Vamos explorar adiante, com maiores detalhes, a questão da entrega de filhos para a adoção. O ECA sofreu
algumas mudanças com a Lei 13.509/2017, justamente para agilizar a adoção nesses casos. Contudo, desde
já fique atento à redação do §1º acima citado.
Se uma grávida comparecer à unidade de saúde relatando o desejo de entregar o filho para a adoção, é
responsabilidade do estabelecimento (por intermédio da pessoa responsável ou dirigente) encaminhar a
grávida à Justiça da Infância e Juventude.
Para encerrar a parte relativa ao direito à vida e à saúde, vamos analisar o art. 14, segundo o qual o SUS deve
promover programas de assistência médica e odontológica à população infantil. De acordo com o Estatuto,
é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
Em relação aos primeiros 18 meses de vida, é obrigatória a aplicação a todas as crianças de protocolo ou
outro instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de
acompanhamento da criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico
Vamos estudar, nesse tópico, os arts. 15 a 18-B do ECA. Novamente temos um rol de direitos que são
assegurados em razão da condição de pessoa em desenvolvimento.
Vamos iniciar com o art. 15, que é enunciativo de vários direitos, particularmente à liberdade, ao respeito e
à dignidade como pessoa humana em processo de desenvolvimento, bem como sujeitos de direitos civis,
humanos e sociais.
participar da vida
familiar e participar da vida buscar refúgio,
comunitária, sem política auxílio e orientação
discriminação
O artigo 17 traz o direito ao respeito, que consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos
valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Sobre o dever de velar pela dignidade das crianças e adolescentes, isso é dever de todos, pondo crianças e
adolescentes a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou
constrangedor.
O ECA trata do direito à educação de crianças e adolescentes, com destaque para a vedação ao uso do castigo
físico ou de tratamento cruel ou degradante, em termos de correção e disciplina.
Esse tema está disciplinado nos arts. 18-A e 18-B do ECA, que foram inseridos no Estatuto pela Lei nº
13.010/2014, denominada de Lei da Palmada. Esse diploma estabelece o direito da criança e do adolescente
de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante. A Lei fixou
alguns conceitos, os quais devemos conhecer para a nossa prova.
• humilhe
• ameace gravemente
• ridicularize
A partir desses conceitos, o ECA criou um sistema voltado para orientação e tratamento de situações de
castigo físico e tratamento cruel ou degradantes. Caso seja identificada a prática de algumas das situações
acima contra crianças ou adolescentes será determinado:
Aqui teremos o encaminhamento dos próprios responsáveis pelas pelo castigo físico ou
pelo tratamento cruel ou degradante. A finalidade é romper com a prática por intermédio
de um processo de conscientização.
advertência
Essas medidas estão fixadas, por sua vez, no art. 18-B, do ECA.
Por fim, vejamos uma questão que trata do tema aqui abordado:
O direito à convivência familiar e comunitária abrange os arts. 19 a 52 do ECA e trata de uma parte relevante
da matéria. A relevância decorre não apenas do fato de que o conteúdo é mais extenso, mas também em
razão dos assuntos que são estudados nesta parte da matéria.
Para situá-lo, ao se falar em direito à convivência familiar vamos abranger a análise das famílias e,
principalmente, da questão que envolve a colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas por
intermédio da guarda, tutela e adoção!
A Lei nº 12.010/2009, conhecida como Lei de Convivência Familiar, trouxe diversas alterações no ECA,
tratando sobre o direito à convivência familiar e sobre a adoção.
Essa lei parte do princípio de que a família é o lugar natural em que deve permanecer a criança.
Assim, a retirada da criança ou adolescente de sua família natural ocorrerá unicamente em situações
excepcionais, por decisão judicial devidamente motivada, garantindo-se o contraditório e a ampla defesa. A
retirada se dá para entidade de acolhimento familiar ou institucional, e deve ter caráter provisório e com
brevidade. Com o ECA, abandona-se a ideia de acolhimento em abrigo, para se falar em acolhimento
institucional.
Quando criança ou adolescente for inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional, essa
situação deve reavaliada a, no máximo, cada 3 meses. O Juiz da Infância e da Juventude deve decidir sobre
a situação com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar pela
reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, nas modalidades que veremos adiante.
A retirada da criança ou adolescente da família natural decorre de medida protetiva aplicada pelo juiz, a
qual ocorre por meio da emissão de uma guia de acolhimento (individualizada), diante da qual a entidade
produzirá um plano individualizado de ações, com a indicação das necessidades da criança e das ações
previstas para viabilizar o retorno da criança à família natural e enviará relatórios regulares, no prazo e três
meses, relatando a evolução do acolhimento.
Com base nesses relatórios interdisciplinares, o juiz decide se a criança deve continuar na entidade, retornar
à família natural ou extensa. Além disso, caso verifique tratar-se de situação na qual o retorno é impossível
procederá à colocação em família substituta.
Assim...
O ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
SERÁ
Aqui cabem três observações. Primeira,,,,,, esse prazo de três meses, a que se refere o § 1º, do art. 19, na
redação anterior à vigência da Lei 13.509, de 2017, era de seis meses, e não de três. Isso já foi objeto de
inúmeras questões de prova e, provavelmente, vai continuar aparecendo durante algum tempo. Sendo
assim, fique atento: toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar
ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.
Segunda, essa alteração, em um primeiro momento, foi vetada pelo Presidente da República. Quer dizer, a
Lei n. 13.509/17, com a intenção de alterar o prazo de seis meses para três, foi vetada no dispositivo que,
justamente, fazia essa alteração. Ocorre que o veto foi derrubado e, por fim, a alteração foi promulgada.
Esse “vai e vem” gerou muita confusão e muita discussão na época, razão que torna o dispositivo ainda mais
passível de aparecer em provas.
Terceira, você não pode confundir esse prazo, que se refere aos programas de acolhimento familiar ou
institucional, com o prazo lá do art. 94, XIV, que nós ainda vamos ver. O prazo do art. 94, que é de seis meses,
se refere à reavaliação periódica dos casos dos adolescentes sujeitos à programa de internação.
Fique tranquilo, ainda vamos ver isso tudo. Por enquanto, o importante é você não confundir a reavaliação
que se opera nos programas de acolhimento familiar ou institucional, que é de três meses, com a reavaliação
que se opera nos programas de internação, que é de seis meses. Ok?
(FCC - 2018) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o prazo máximo para
reavaliação da situação da criança ou do adolescente que estiver em programa de
acolhimento familiar ou institucional é de.
a) 06 meses.
b) 03 meses.
c) 02 meses.
d) 04 meses.
e) 05 meses.
Comentários
Como vocês podem perceber, o examinador colocou bem na alternativa A a redação antiga do
art. 19, § 1º, do ECA, mas, como nós sabemos, o prazo será de 3 (três) meses.
Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão.
Sigamos!
O acolhimento institucional, por sua vez, consiste em deixar as crianças sob o cuidado do Estado, nas
unidades institucionais de acolhimento.
Fique atento, pois o prazo foi reduzido de dois anos para 18 meses. A ideia é evitar, ao máximo, o
prolongamento do acolhimento institucional, que é prejudicial ao exercício dos direitos de convivência
familiar e comunitária.
Por fim, a colocação em família envolve as modalidades de adoção, que serão estudadas adiante.
Ainda em relação à convivência familiar, em alteração recente no ECA, foi conferido o direito de conviver
com os pais caso estejam privados de liberdade. Essa convivência será promovida por intermédio de visitas
periódicas a serem promovidas por quem detiver a responsabilidade direta pela criança.
O §3º, do art. 19, destaca que a manutenção ou reintegração à própria família da criança ou adolescente
tem prioridade em relação a qualquer outra medida. Mesmo nos casos de mãe ou pai privado de liberdade,
a criança e o adolescente devem ter garantida a convivência por meio de visitas periódicas promovidas
pelo responsável; no caso de acolhimento institucional, a convivência é garantida pela entidade responsável,
independentemente de autorização judicial.
Pela Lei 13.509/2017, tratando da situação das mães adolescentes. A situação retratada aqui é específica.
Muitas pessoas, ainda adolescentes, têm filhos. Caso estejam acolhidas institucionalmente, aos filhos será
assegurado o direito à convivência familiar com a mãe durante o período do acolhimento. A mãe
adolescente, em qualquer caso, deve ser assistida por equipe especializada multidisciplinar.
2
Ainda no âmbito das novidades, precisamos dar atenção ao art. 19-A e art. 19-B, que foram acrescidos ao
ECA pela Lei 13.509/2017.
O artigo 19-A trata da gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção, antes
ou logo após o nascimento. A mãe deve ser encaminha à Justiça da Infância e da Juventude, onde será ouvida
pela equipe interprofissional, a qual emite relatório à autoridade judiciária.
Assim, quando a mãe demonstrar interesse em entregar o filho para adoção, haverá encaminhamento da
mãe para a Vara de Infância e Juventude para que seja acompanhada e ouvida pela equipe técnica auxiliar.
Essa equipe, formada por profissionais de diversas áreas, elaborará um relatório que irá subsidiar a decisão
judicial de destituição do poder familiar.
Antes, entretanto, de decidir pela destituição, é necessário buscar por familiares da criança, que tenham
interesse e condições de cuidar dela. Em primeiro lugar, busca-se a possibilidade de deixar a criança sob os
cuidados do pai. Caso não haja pai registral ou esse também não tenha interesses ou condições, serão
buscados familiares próximos, como tios, avós etc.
De todo modo, como a ordem é simplificar o procedimento de colocação em família substituta, a busca pela
família extensa deverá ser empreendida pelo prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias.
Averiguada a impossibilidade de colocação da criança rejeitada pela mãe, sob os cuidados do pai ou sob os
cuidados de familiares, o juiz decreta a perda do poder familiar, de acordo com o § 4º do artigo 19-A.
Concomitantemente, o Juiz determina a colocação da criança sob guarda provisória de quem estiver
habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar ou institucional.
Não obstante todo esse procedimento célere que se desenvolve com o intuito de preservar ao máximo o
direito à convivência familiar e comunitária, nascido a criança, a mãe será chamada a ratificar a sua vontade
em juízo, em uma audiência. Na hipótese de não comparecerem à audiência nem o genitor nem
representante da família extensa para confirmar a intenção de exercer o poder familiar ou a guarda, a
autoridade judiciária suspenderá o poder familiar da mãe, e a criança será colocada sob a guarda provisória
de quem esteja habilitado a adotá-la.
Determinada a decretação da perda do poder familiar, a criança será o quanto breve possível inserida no
convívio com os pretensos adotantes (estágio de convivência). A contar do término do estágio de
convivência, inicia-se o prazo de 15 dias para que o pedido de adoção seja formalizado perante a Vara da
Infância e Juventude.
A desistência é admitida até a publicação da sentença que decreta a perda do poder familiar. Nesse caso,
em razão das circunstâncias, a família será acompanhada pelo prazo de 180 dias.
A mãe que entrega a criança para adoção tem direito ao sigilo sobre o nascimento. No caso de recém-
nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 dias, a partir do dia do
acolhimento, há colocação em cadastro para adoção.
No art. 19-B temos a figura do “programa de apadrinhamento”. Esse programa tem por objetivo viabilizar,
0
na medida do possível, a convivência familiar e comunitária de criança ou de adolescentes que estejam
acolhidos. Coloca-se o menor de 18 anos, em uma família externa ao acolhimento, a fim de propiciar um
relacionamento familiar.
Compete ao padrinho conviver com a criança ou adolescente em vários aspectos. Será o responsável
pelo seu desenvolvimento social e moral. Deverá cuidar da saúde e da educação do menos de 18
anos. Terá, inclusiva, responsabilidade financeira.
Os programas e serviços de apadrinhamento podem ser executados por órgãos públicos ou por
organizações da sociedade civil.
Como podemos perceber, o apadrinhamento envolve a formação de um referencial afetivo na vida da criança
e do adolescente.
Sigamos!
Os arts. 20 a 23 do ECA arrolam algumas regras muito importantes que, com frequência, são cobradas em
prova. Assim, antes de ler os artigos, vamos destacar aquilo que você não pode esquecer para a prova!
• Os filhos tidos dentro ou fora do casamento ou por adoção têm os mesmos direitos.
• O poder familiar é exercício em igualdade de condições pelos pais.
• Ambos os pais têm o dever de sustento, guarda e educação.
• Ambos os pais possuem direitos, deveres e responsabilidades iguais no cuidado e na
educação dos filhos.
• A falta de recursos, por si só, não é impeditivo para o exercício do poder familiar.
• Se não houver outro motivo que por si só autorize a decretação da medida, a criança ou
adolescente deve ser mantido em sua família de origem, a qual deve ser incluída em
serviços e programas oficiais de proteção, apoio e promoção.
• A condenação criminal não gera perda automática do poder familiar, a não ser que o
crime praticado esteja sujeito à pena de reclusão e seja contra outrem igualmente titular
do mesmo poder familiar ou contra filho, afilha ou outro descendente.
O art. 23, § 2º, tem redação dada pela Lei 13.715, de 2018. Na redação anterior, o ECA se limitava a dizer
que a condenação criminal do pai ou da mãe não implicaria a destituição do poder familiar, exceto na
hipótese de condenação por crime doloso, sujeito à pena de reclusão, contra o próprio filho ou filha. Agora,
essa hipótese foi expandida, também, para os casos em que o crime for cometido contra outrem igualmente
titular do mesmo poder familiar (ex.: pai comete crime contra a mãe ou mãe comete crime contra o pai) e
contra descendente, que não seja filho ou filha (ex.: netos ou netas). Ou seja, hoje, perde o poder familiar
aquele que comete crime:
• (i) Doloso
• (ii) Sujeito à pena de reclusão
• (iii) Contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar OU contra filho ou filha OU
contra outro descendente.
Imagine a seguinte situação: João e Maria são casados e possuem um filho, Pedro, de 10 anos. Certo dia,
João chega em casa bêbado e, na frente de Pedro, agride Maria, dolosamente, vindo a causar lesões de
natureza grave. Nesse caso, João poderia ser destituído do seu poder familiar em relação a Pedro, caso fosse
condenado pelo crime de lesão corporal de natureza grave, previsto no art. 129, § 1º, do Código Penal, e
apenado com pena de reclusão? Sim. Isso porque, João cometeu crime doloso (i), sujeito à pena de reclusão
(i), contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar.
Vale apontar que a mesma Lei n. 13.715/18, também alterou o Código Penal, que passa a trazer um
dispositivo um pouco mais completo.
Para encerrar as regras gerais, confira o art. 24 que anuncia a ação de destituição do poder familiar (ADPF),
que será estudada adiante. A perda e a suspensão do poder familiar só podem ser decretadas judicialmente,
em procedimento contraditório, nas hipóteses previstas na lei civil ou no caso de descumprimento dos
deveres dos pais, que nós vimos logo acima.
3.2 - Famílias
Os tipos de famílias tuteladas pelo ECA podem ser divididos em três grupos pela chamada “classificação
trinária”. Assim, existe a família natural, a família extensa ou ampliada e a família substituta.
Vejamos um esquema:
Família extensa ou
Família natural Família substituta
ampliada
A colocação em família substituta ocorre por meio de guarda, tutela ou adoção, independentemente da
situação jurídica da criança ou adolescente.
Na colocação da criança em família substituta, deve-se levar em consideração opinião de criança, sempre
que possível. Já em relação aos adolescentes é necessário o consentimento.
3
Esse direito está previsto, inclusive, no art. 12, da Convenção sobre Direitos da Criança da ONU.
ARTIGO 12
1. Os Estados Partes assegurarão à criança que estiver capacitada a formular seus próprios
juízos o direito de expressar suas opiniões livremente sobre todos os assuntos relacionados
com a criança, levando-se devidamente em consideração essas opiniões, em função da
idade e maturidade da criança.
As regras sobre a oitiva da criança e consentimento do adolescente estão previstas nos parágrafos 1º e 2º
do artigo 28 do ECA.
A regra em relação aos irmãos somente não será observada caso haja comprovada existência de risco de
abuso ou outra situação que justifique a excepcionalidade de solução diversa. De todo modo, procura-se
evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.
O Estatuto prevê também uma etapa de preparação gradativa antes da colocação em família substituta, bem
como o acompanhamento posterior, o que é realizado pela equipe interprofissional.
comunidade ou junto a membros da mesma etnia. Além disso, é necessária a intervenção e oitiva de
representantes do órgão federal responsável pela política indigenista e de antropólogos.
NÃO se deferirá colocação em família substituta a pessoa que revele, por qualquer modo,
incompatibilidade com a natureza da medida ou não ofereça ambiente familiar adequado.
A colocação em família substituta depende de decisão judicial, de modo que o Conselho Tutelar não poderá
alterar a família na qual a criança está inserida.
Na sequência, vamos analisar cada uma das espécies de colocação em família substituta.
Guarda
É a primeira forma de colocação em família substituta prevista no ECA. No entanto, é importante lembrar
que a guarda também está regulamentada no Código Civil. A diferença é que a guarda tratada no Código
aplica-se ao término do casamento, ou seja, nas hipóteses de divórcio e de anulação. Por exemplo, o CC
disciplina a denominada guarda compartilhada.
A guarda que estudaremos aqui é provisória e constitui uma das modalidades de colocação em família
substituta e ocorrerá para a regularização de uma situação de fato, exercida sem controle judicial. Além
disso, ela poderá ser deferida também, excepcionalmente, para atender a situações peculiares ou suprir a
falta eventual dos pais ou responsáveis, conforme prevê o ECA:
De acordo com o ECA, a guarda traz o dever de assistência material, moral e educacional à criança ou
adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
Em face disso, o protegido terá a condição de dependente dos detentores da guarda, com validade, inclusive,
para fins previdenciários.
De acordo com o §4º, art. 33, do ECA, a guarda será concedida, em regra, no bojo das ações de tutela de
adoção. Excepcionalmente, a guarda - que ora estudamos - será deferida para atender a situações
peculiares ou para suprir a falta momentânea dos pais.
Além disso, a concessão da guarda não impede, em regra, o direito de visita dos pais e não elide a
responsabilidade por prestar alimentos. Assim, se a criança estiver sob guarda poderá receber a visita dos
genitores. Contudo, a visita poderá ser evitada em duas situações:
A guarda constitui um ato precário, revogável a qualquer tempo mediante decisão fundamentada do Juiz da
Infância e Juventude, após ouvir o Ministério Público.
Em síntese...
GUARDA
• provisória
• destina-se a regularizar um situação de fato
• dever de assistência material, moral e educacional à criança ou ao adolescente
• quem está sob a proteção da guarda será considerado dependente, inclusive, para fins
previdenciários
• deferida para atender a situações peculiares ou para suprir a falta momentânea dos pais.
• revogável por decisão fundamentada
O art. 34, do ECA, trata do acolhimento familiar, que é uma espécie de colocação da criança ou do
adolescente em família substituta. Em termos simples, o acolhimento familiar constitui modalidade na qual
a criança ou adolescente que está em acolhimento institucional é inserido em famílias que perfazem um rol
de requisitos e desejam receber crianças em situação de vulnerabilidade. Em contrapartida, essas famílias
recebem recursos do Estado para que possam prover o sustento e necessidades materiais da criança.
O poder público deve estimular a guarda por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e
subsídios.
A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o
Ministério Público.
Tutela
A tutela guarda um "plus" em relação à guarda, pois é a forma de colocação em família substituta que, além
de regularizar a posse de fato da criança ou do adolescente, também confere direito de representação ao
tutor.
A tutela se aplica apenas a pessoa de até 18 anos e pressupõe a perda ou suspensão do poder familiar,
além de implicar os deveres de guarda.
TUTELA
Em suma, a tutela constitui uma guarda qualificada. Qualificada pelo dever de administração do patrimônio
da criança ou do adolescente. Essas regras de administração patrimonial estão previstas no Código Civil.
No caso de nomeação de tutor em testamento ou outro documento autêntico, o nomeado deverá, no prazo
de 30 dias após a abertura da sucessão, ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato. De
qualquer, deve ser comprovada a vantajosidade ao tutelando do deferimento da tutela testamentária.
Como a tutela pressupõe a perda ou suspensão do poder familiar, uma dessas medidas deve ser tomada em
processo contrário antes do deferimento da tutela.
Adoção
Além disso, desde já é importante que você saiba que a adoção, no nosso ordenamento, é dividida em
adoção nacional e adoção internacional. Sabemos que a adoção é medida excepcional, ou seja, somente se
a orientação e a aplicação de medidas de proteção, se a guarda (ou tutela), se o acolhimento familiar ou o
acolhimento institucional falharem ou não forem suficientes para assegurar o direito à convivência familiar
da criança ou do adolescente é que falaremos em adoção.
Aqui, é importante distinguir a ordem de preferência entre a adoção nacional e internacional. Se não houver
outra saída a não ser a colocação da criança ou adolescente na modalidade de adoção, devemos prestigiar a
adoção nacional à internacional. A adoção internacional é excepcionalíssima.
Adoção Nacional
Antes da vigência do ECA e da nova política de proteção do menor, a adoção se dava em benefício dos
adotantes. O próprio Código Civil de 1916 previa que somente os maiores de 50 anos e sem prole viva
poderiam adotar.
Essa norma comporta exceção importante, a adoção post mortem, ou seja, a adoção deferida a
adotante morto, após a demonstração da sua vontade inequívoca de adotar, porém, antes da sentença
definitiva.
O ECA é expresso em admitir a adoção mesmo após a morte do adotante caso tenha manifestado de
forma inequívoca a vontade de adotar, mas vier a falecer no curso do procedimento. Essa regra consta
do art. 42, §6º, do ECA, que será lido mais adiante.
Além disso, por entendimento do STJ, é possível a adoção post mortem de pessoa que morra antes
mesmo de ajuizar o processo, se, por outros meios, for possível a prova da vontade inequívoca de
adotar.
O adotante não pode voltar atrás na adoção. Se os adotantes não quiserem mais continuar com a
adoção terá que ser feito um novo processo de destituição do poder familiar.
A característica da irrevogabilidade informa que uma vez perpetuada a adoção seus efeitos são
definitivos, não havendo possibilidade para retomada do poder familiar pela família de origem.
Cotejando com essa premissa básica do ECA, o STJ flexibilizou a regra da irrevogabilidade. O caso
envolveu adoção unilateral, no qual um dos pais biológicos permanece exercendo seu poder familiar.
O pai adotante – cônjuge da mãe biológica – pleiteou a adoção unilateral que fora concedida. Porém,
na convivência familiar constatou-se enfraquecimento do vínculo afetivo entre adotando e adotante.
Diante disso, a 3ª Turma do STJ, com fundamento do art. 43, do ECA, entendeu pela flexibilização da
irrevogabilidade, devido ao fato de que a adoção deve ocorrer e permanecer enquanto tal desde que
apresente reais vantagens para o adotando.
Confira5:
Sigamos!
A presente característica implica o fato de que, na hipótese de falecimento dos adotantes, os vínculos
com a família natural não serão reestabelecidos. Devemos lembrar que a adoção resulta no
rompimento total dos vínculos familiares, salvo os impedimentos matrimoniais.
Mesmo no caso de morte dos adotantes, isso não restabelece o poder familiar dos pais naturais.
Não havendo condições de deixar a criança sob os cuidados dos pais ou familiares, pode-se falar em
adoção.
Observe ainda que em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e de outras pessoas,
inclusive seus pais biológicos, devem prevalecer os direitos e os interesses do adotando.
5
REsp 1.545.959-SC, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. para acórdão Min. Nancy Andrighi, por
maioria, julgado em 6/6/2017, DJe 1/8/2017.
Essa característica existe para evitar situações antes admitidas em nosso ordenamento, pelo qual se adotava,
porém, os vínculos com a família de origem eram mantidos. Isso não ocorre mais: com a adoção, são
desligados os vínculos com pais e parentes anteriores, com uma exceção: os impedimentos matrimoniais
são mantidos. O adotado adquire a condição de filho, com todos os direitos e deveres, inclusive sucessórios.
No caso de adoção unilateral, em que um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, é preservado
o vínculo de filiação entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.
6ª característica: A adoção deve ser constituída por sentença judicial e somente produz
efeitos a partir do trânsito em julgado.
Essa característica impossibilita a adoção por escritura pública. A sentença que defere a adoção deve
ser inscrita no registro civil mediante mandado do qual não se fornece certidão.
O registro consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes
(avôs do adotado).
NENHUMA observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro.
adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto no
caso de falecimento do adotante no curso do processo, quando a sentença tem força retroativa à
data do óbito.
O primeiro deles é o §9º do art. 47 do ECA, que estabelece a prioridade de trâmite processual dos processos
relativos à adoção. Pretende-se, diante dos diversos processos que tramitam perante a infância e juventude,
priorizar os procedimentos relativos à adoção.
O segundo dispositivo é o §10, fruto de recente alteração legislativa. Esse dispositivo passou a prever prazo
máximo para o trâmite do processo de adoção, como uma forma de forçar, na medida do possível, o
magistrado dar solução integral de mérito no prazo máximo de 120 dias. Admite-se, entretanto, prorrogação
por decisão fundamentada da autoridade judiciária.
Para a prova...
ato personalíssimo
ato irrevogável
Adoção
ato incaducável
ato excepcional
O ECA apresenta uma série de requisitos para que a adoção seja deferida, vejamos cada um deles.
Idade
O adotante deve ter, no mínimo, 18 anos, e uma diferença do adotado de, pelo menos, 16 anos.
Você deve compreender que existe uma exceção, na qual é possível adotar alguém com mais de 18 anos!
Isso ocorre na hipótese de o adotado já estar sob a guarda ou tutela dos adotantes, situação excepcional que
admite que a situação jurídica de filho seja declarada judicialmente, mesmo após atingir a maioridade. Nessa
hipótese temos apenas a chancela judicial de uma situação de fato.
O art. 42, no caput e §1º, traz os limites de idade acima retratados. Há algumas regras adicionais no
dispositivo:
O adotante há de ser, pelo menos, DEZESSEIS ANOS mais velho do que o adotando.
vínculos de afinidade e afetividade com aquele não detentor da guarda, que justifiquem a
excepcionalidade da concessão. Nesse caso, demonstrado o efetivo benefício ao adotando, assegura-
se a guarda compartilhada.
A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier
a falecer no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença.
(VUNESP - 2017) No curso de processo de adoção de criança ou adolescente, o casal adotante se divorcia.
Nesse caso, é correto afirmar que a adoção
a) poderá ser deferida, autorizando-se a guarda compartilhada, desde que demonstrado efetivo benefício
ao adotando.
b) não poderá ser deferida, exceto se o estágio de convivência se realizar com um dos cônjuges, após
pareceres favoráveis das equipes técnicas da área de psicologia e de assistência social.
c) não poderá ser deferida, caso em que fica assegurada ao adotando a imediata colocação em programas
de acolhimento familiar, bem como em cadastros estaduais e nacional de crianças e adolescentes em
condições de serem adotados.
d) poderá ser deferida, dispensando-se o estágio de convivência a partir da homologação do divórcio, da
separação judicial ou da união estável.
Comentários
Nesse caso e com base nos §§4º e 5º, do art. 42, do ECA, a doação poderá ser deferida, autorizando-se a
guarda compartilhada, desde que demonstrado efetivo benefício ao adotando.
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.
Exceto se houver a extinção ou destituição prévia do poder familiar, será necessário o consentimento dos
genitores.
Observação: Você não precisa se preocupar tanto com a redação do art. 166, agora. O importante é destacar
que os §§ 1º e 5º do artigo foram alterados pela Lei n. 13.509/17 (alteração recente, que merece uma
atenção especial).
O estágio de convivência tem por finalidade avaliar a adaptação da criança na família adotante,
especialmente a verificação quanto ao estabelecimento de vínculos. O período de estágio, se fixado, é
obrigatório. À luz do caso concreto, o juiz determinará o período de estágio probatório, que poderá ser
dispensado caso o adotado esteja sob tutela ou guarda legal dos adotantes ou se verificado o vínculo
constituído entre eles.
Antes de verificar o teor do art. 46, do ECA, importante destacar que ele foi alterado em parte pela Lei
13.509/2017.
Primeiramente, é importante notar que o caput fixou um tempo máximo de estágio de convivência,
justamente com o intuito de evitar que o processo de adoção se prolongue demasiadamente. Além disso,
por decisão fundamentada do juiz da infância e juventude esse admite-se a prorrogação por igual prazo.
Contudo, há uma regra específica adotada para as adoções cujos pretensos adotantes residente fora do País.
Nesse caso, o tempo mínimo do estágio de convivência será de 30 dias, ao passo que o máximo será de 45
dias, admitindo-se uma única prorrogação do prazo.
Assim:
Ao final do estágio de convivência deve ser apresentado laudo fundamentado pela equipe interprofissional,
recomendando ou não o deferimento da adoção. O estágio de convivência será cumprido no território
nacional, preferencialmente na comarca de residência da criança ou adolescente, ou, a critério do juiz, em
cidade limítrofe, respeitada, em qualquer hipótese, a competência do juízo da comarca de residência da
criança.
Prévio cadastramento.
Para a adoção, exige-se um procedimento prévio de habilitação dos pretendentes à adoção, expressamente
disciplinado no ECA.
Trata-se da inscrição dos pretendentes num cadastro de pessoas interessadas na adoção, que, atualmente,
é nacional.
Para determinação da adoção, observa-se a ordem cronológica de inscrição no cadastro de adoção, com a
finalidade de moralizar a adoção, sem preferências entre os habilitados.
Há, contudo, hipóteses excetivas, nas quais a ordem cronológica não será observada.
DETERMINAÇÃO DA
ADOÇÃO
REGRA EXCEÇÕES
Outro aspecto importante referente à adoção é a intuito personae. Ela é vedada, em regra, pois viola as
normas que vimos acima. Contudo, são comuns situações no Brasil em que os pais oferecem a criança para
terceiros cuidarem da criação. Excepcionalmente admite-se essa modalidade de adoção, especialmente
quando o vínculo afetivo já estiver estabelecido, em prol do superior interesse da criança.
Idoneidade do adotante.
Por outro lado, a lei prevê os casos de impedimentos para a adoção. Em síntese, temos:
não podem adotar os ascendentes e irmãos, pois são considerados família extensa e não caso de
adoção.
não é possível a adoção por tutor, enquanto não prestar contas e saldar o seu alcance (ou pagar o
prejuízo).
Adoção Internacional
Nesse assunto o ECA incorporou as normas da Convenção de Haia de Proteção à Criança e Cooperação à
Adoção Internacional. Uma das principais regras diz respeito à cooperação internacional para a adoção, a
fim de evitar o tráfico internacional de crianças.
O art. 51, do ECA, trata de requisitos para a adoção internacional. Do artigo, temos as seguintes regras:
todo o processo deve ser intermediado pelas autoridades centrais estaduais e federais.
No Brasil, admite-se que cada Estado-membro tenha a sua autoridade central em matéria de adoção
internacional. Há uma autoridade central federal, representada pela Secretaria Especial de Direitos
Humanos, ligada à Presidência da República, bem como autoridades estaduais, representadas pelas
Comissões de Adoção Internacional.
Todo o procedimento de adoção internacional passa pelas comissões estaduais. À autoridade central é
conferida a atribuição de zelar pelo cumprimento das normas internas e da Convenção de Haia, bem como
zelar pelos direitos relativos ao superior interesse das crianças.
Assim, quem tiver interesse na adoção internacional, deverá procurar a autoridade do país de acolhida e
comprovar que se encontra em condições de adotar, segundo as normas do seu país. Notem que o
procedimento prévio de habitação para a adoção ocorrerá no país de origem dos adotantes, desde que as
prescrições da Convenção de Haia sejam observadas.
Esse processo será encaminhado ao país de onde se pretende adotar. A autoridade competente verificará se
há alguma criança em condição de adoção e, caso haja, procederá à verificação das condições do pretenso
adotante.
Preenchidos os requisitos para a adoção, será confeccionado laudo de habilitação que, por sua vez, é
requisito à petição inicial de adoção. A fase judicial inicia-se com a apresentação dessa petição inicial que
deve, necessariamente, conter o laudo de habilitação.
Registre-se que o adotado não perde a condição de brasileiro. Assim, a adoção internacional não é causa
de perda da nacionalidade.
Habilitação perante as
autoridades centrais
Fases da adoção
internacional
Processo Judicial perante a
Vara da Infância e
Juventude
O extenso art. 52, do ECA, declina todo o procedimento da adoção internacional. O procedimento é o mesmo
da adoção nacional com diversas regras adicionais. As etapas procedimentais adicionais são as seguintes:
do que dispõe esta Lei como da legislação do país de acolhida, será expedido laudo de
habilitação à adoção internacional, que terá validade por, no máximo, 1 (um) ano;
Quanto à saída do adotando do território nacional, isso só é possível após o trânsito em julgado da decisão
que concede a adoção internacional. Transitada em julgado a decisão, a autoridade judiciária determinará a
expedição de alvará com autorização de viagem, bem como para obtenção de passaporte, constando,
obrigatoriamente, as características da criança ou adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais
sinais ou traços peculiares, assim como foto recente e a aposição da impressão digital do seu polegar direito,
instruindo o documento com cópia autenticada da decisão e certidão de trânsito em julgado.
A cobrança de valores por parte dos organismos credenciados, que sejam considerados
abusivos pela Autoridade Central Federal Brasileira e que não estejam devidamente
comprovados, é causa de seu descredenciamento;
Uma mesma pessoa ou seu cônjuge não podem ser representados por mais de uma
entidade credenciada para atuar na cooperação em adoção internacional;
Os arts. 52-A a 52-D trazem mais algumas previsões, que nós vamos resumir a seguir:
direito a conhecer a origem biológica: o adotado tem direito a conhecer sua origem biológica, podendo
obter acesso irrestrito ao seu processo adotivo após completar 18 anos. O acesso pode ser deferido a
adotado menor de 18 anos a seu pedido, assegurada orientação e assistência jurídica e psicológica;
A inscrição de postulantes a adoção é precedida de período de preparação psicossocial e jurídica, o que deve
incluir o contato com crianças e adolescentes em acolhimento familiar ou institucional em condições de
serem adotados sempre que possível.
A autoridade judiciária providenciará, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a inscrição das crianças e
adolescentes em condições de serem adotados que não tiveram colocação familiar na comarca de origem,
e das pessoas ou casais que tiveram deferida sua habilitação à adoção nos cadastros estadual e nacional
referidos no § 5o deste artigo, sob pena de responsabilidade.
Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes no País com perfil
compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente inscrito nos cadastros existentes,
será realizado o encaminhamento da criança ou adolescente à adoção internacional.
Enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, a criança ou o adolescente, sempre
que possível e recomendável, será colocado sob guarda de família cadastrada em programa de acolhimento
familiar.
Adoção unilateral.
for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e
afetividade.
oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três) anos ou adolescente,
desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja
constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 da Lei.
De qualquer forma, o interessado deve demonstrar o preenchimento dos requisitos para adoção no curso
do procedimento.
acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência, com vagas no mesmo
estabelecimento que seus irmãos.
Destaco a previsão de vagas para o mesmo estabelecimento em favor de irmãos, alterado pela Lei
13.845/2019, o qual prevê que será garantido à criança e ao adolescente acesso à escola pública e gratuita,
próxima da residência e, aqui reside a novidade, em mesmo estabelecimento que seus irmãos frequentem.
Fique atento a essa mudança!
Por sua vez, os pais ou responsáveis têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como participar
da definição das propostas educacionais.
Ainda em relação ao direito à educação, o ECA estabelece que é dever do Estado garantir:
ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
(CESPE - 2017) À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei n.º 8.069/1990 — e da CF, julgue
o item seguinte.
Situação hipotética: Paula, que tem doze anos de idade e é aluna do sétimo ano do ensino fundamental,
discordou dos critérios de avaliação propostos pela professora de sua classe durante uma avaliação da
aprendizagem. Assertiva: Nessa situação, de acordo com o ECA, se houver recusa da referida professora em
rever os critérios de avaliação, Paula terá direito de contestar os critérios avaliativos no conselho de classe
da escola.
Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o art. 53, III, da Lei nº 8.069/90, a criança e o adolescente têm direito
à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer
às instâncias escolares superiores.
Para finalizar, vejamos a regra do art. 53-A, introduzido no ECA pela Lei nº 13.840/2019: trata-se de um
dispositivo bastante direto, que informa ser dever da instituição de ensino, clubes ou agremiações
recreativas adotar medidas de conscientização sobre a dependência de drogas ilícitas. A ideia do dispositivo
é informar e prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes, assim, as escolas ou qualquer forma de
clube ou associação recreativa devem fazer campanhas para conscientizar, prevenir e enfrentar o problema
do consumo de drogas.
Sobre o dever do Estado em relação à educação das crianças e adolescentes, veja a lista de deveres abaixo:
• ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria.
• progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
• atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino.
• atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade.
• acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um.
• oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador.
• atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde
Extraímos do artigo ainda que o ensino fundamental é obrigatório e gratuito, constituindo direito público
subjetivo de todas as crianças e adolescentes, sob pena de responsabilização da autoridade competente. Em
relação ao ensino médio, fixa-se o dever de implementá-lo progressivamente de forma obrigatória a todos.
Em relação aos pais, fixa o ECA que eles têm o dever de matricular os filhos no ensino regular. Além disso, se
no ambiente escolar forem identificadas situações de maus-tratos, faltas injustificadas, evasão escolar ou
repetência, tais informações serão repassadas ao Conselho Tutelar.
Veja:
No que diz respeito à cultura, valores culturais, artísticos e históricos serão levados em consideração no
processo educativo. Além disso, o Poder Público deverá implementar políticas públicas na área cultural.
Vamos seguir em frente, agora, com a análise do último grupo de direitos fundamentais abordados pelo ECA:
Referente ao assunto, o ECA estabelece algumas regras de formação profissional e protetivas do mercado
de trabalho.
O ECA trata da profissionalização e da proteção ao trabalho dos adolescentes. Sabe-se que a Constituição
veda qualquer forma de trabalho, ainda que na condição de aprendiz, antes dos 14 anos de idade, de forma
que a previsão do artigo 60 do ECA, que autoriza a prestação de trabalho por menores de 14 anos, não foi
recepcionada pela Emenda Constitucional que trouxe aquela regra à Constituição.
A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial, sem prejuízo do disposto nesta
Lei.
O art. 63, por sua vez, trata dos princípios que orientam a aprendizagem:
PRINCÍPIOS
O adolescente aprendiz maior de 14 anos de idade tem direito a todos os direitos trabalhistas e
previdenciários garantidos aos trabalhadores comuns.
Na sequência, o ECA estabelece algumas vedações em relação ao trabalho do menor, seja ele realizado como
trabalho a partir dos 16 anos, seja como aprendiz:
Por fim, o ECA trata do trabalho educativo que constitui programa social voltado para a capacitação do
adolescente, com vistas ao exercício de atividade regular remunerada.
Segundo o ECA:
Para encerrar a parte teórica pertinente à aula de hoje, veja que o artigo 69 estabelece, como premissa à
profissionalização e à proteção do trabalho do adolescente, a consideração de que ele é uma pessoa em
desenvolvimento e deve ser capacitado para o mercado de trabalho.
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa ATÉ DOZE ANOS de idade
incompletos, e adolescente aquela ENTRE DOZE E DEZOITO ANOS DE IDADE.
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se EXCEPCIONALMENTE este Estatuto
às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.
§ 3o Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus
filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária,
bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
§ 9o A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que
abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às
consultas pós-parto.
§ 10. Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho na primeira
infância que se encontrem sob custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência
que atenda às normas sanitárias e assistenciais do Sistema Único de Saúde para o
acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente, visando ao
desenvolvimento integral da criança.
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados SEM o uso
de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção,
disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas
socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los
ou protegê-los.
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família
e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e
comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
§ 5º Será garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver
em acolhimento institucional.
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção,
antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude.
§ 3º A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25
desta Lei, respeitará o prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período.
§ 2º Vetado.
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção,
independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei.
§ 1o Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe
interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre
as implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada.
§ 4o Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família
substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que
justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer
caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança
ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos
pais.
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos
incompletos.
Art. 39. A adoção de criança e de adolescente reger-se-á segundo o disposto nesta Lei.
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se
já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, DEZESSEIS ANOS mais velho do que o adotando.
§ 5o Nos casos do § 4o deste artigo, desde que demonstrado efetivo benefício ao adotando,
será assegurada a guarda compartilhada, conforme previsto no art. 1.584 da Lei no 10.406,
de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil.
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente,
pelo PRAZO MÁXIMO DE 90 (NOVENTA) DIAS, observadas a idade da criança ou
adolescente e as peculiaridades do caso.
§ 2o A simples guarda de fato não autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio
de convivência.
Art. 51. Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência
habitual em país-parte da Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, Relativa à Proteção
das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional, promulgada pelo
Decreto no 3.087, de 21 junho de 1999, e deseja adotar criança em outro país-parte da
Convenção.
III - que, em se tratando de adoção de adolescente, este foi consultado, por meios
adequados ao seu estágio de desenvolvimento, e que se encontra preparado para a
medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, observado o disposto
nos §§ 1o e 2o do art. 28 desta Lei.
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, SALVO NA
CONDIÇÃO DE APRENDIZ.
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final da primeira parte do estudo do ECA. Foi uma aula tranquila e que trouxe informações
muito importantes para a prova. Se você esteve atento à aula, percebeu que todas as questões que
trouxemos para o material são de 2016 e 2017, o que demonstra que o assunto tem grande repercussão
para fins de prova.
Ricardo Torques
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QUESTÕES COMENTADAS
Outras Bancas
1. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Regina é mãe de Larissa, de 8 (oito) anos de idade e de Matheus, que
completou 12 (doze) anos de idade. Ela cuida dos dois filhos sozinha. Regina não vê a hora do filho
Matheus se tornar um adolescente. Sobre este caso e considerações trazidas pelo ECA, assinale a
alternativa correta.
a) Segundo o ECA, Matheus já é um adolescente.
b) Tanto Larissa, quanto Matheus são crianças.
c) Matheus será um adolescente quando completar 13 (treze) anos de idade.
d) Tanto Larissa, quanto Matheus são adolescentes.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o caput do art. 2º do Estatuto da
Criança e do Adolescente – ECA: “Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de
idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.” Desse modo, Larissa é uma
criança (8 anos) e Matheus é uma adolescente (12 anos completos).
As alternativas B, C e D estão incorretas pois não apresentam respostas que se adequam ao tratamento legal
dado pelo ECA à situação hipotética apresentada.
2. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8069/90) traz normas que têm
como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente. Sobre as disposições desse diploma
jurídico, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Considera-se criança a pessoa de doze anos de idade completos, e adolescente aquela entre treze e
dezessete anos de idade.
II. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta
prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao
lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.
III. A garantia de prioridade compreende a preferência na formulação e na execução das políticas sociais
públicas.
a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) As afirmativas I, II e III estão corretas
d) Apenas a afirmativa I está correta
Comentários
A afirmativa I está incorreta. A definição de criança e adolescente encontra-se no caput do art. 2º do Estatuto
da Criança e do Adolescente: “Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de
idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.”
A afirmativa II está correta. Nos termos do caput do art. 4º do ECA: “É dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos
referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
A afirmativa III está correta. A afirmativa apresenta a alínea “c” do parágrafo único do art. 4º do ECA:
3. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O contexto histórico tem apresentado a necessidade de proteger crianças e
adolescentes em situação de vulnerabilidade social, tornando-se de extrema importância atentar-se
às condições de desenvolvimento infantil. Visto que, algumas legislações já citavam a importância
familiar no processo de desenvolvimento da infância. Considere o século que tal reconhecimento
recebeu maior ênfase e analise as afirmativas abaixo.
I. No final do século XX, por meio de uma nova constituição e a criação do Estatuto da Criança e do
Adolescente.
II. No final do século XIX, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente.
III. No início do século XX, por meio de uma nova constituição e a criação do Estatuto da Criança e do
Adolescente.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) As afirmativas I, II e III estão corretas
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Primeiramente, recorde-se que o século XX é o período
compreendido de 1901 a 2000. A Constituição Federal foi promulgada em outubro de 1988 e o Estatuto da
Criança e do Adolescente em julho de 1990 – ambos no final do século XX.
4. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) Sobre o objetivo do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), assinale a
alternativa correta.
a) De somente proteger a criança e ao adolescente do trabalho.
b) De se efetivar apenas a garantia de direitos de crianças.
c) De definir apenas a forma de atuação das entidades governamentais e não governamentais na prevenção
e nos casos de violação desse direito.
d) De se efetivar a garantia de direitos de crianças e adolescentes. Contém em seus artigos a proibição do
trabalho infantil, a proteção ao trabalhador adolescente e define a forma de atuação das entidades
governamentais e não governamentais na prevenção e nos casos de violação desse direito.
Comentários
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.
Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial, sem
prejuízo do disposto nesta Lei.
Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob responsabilidade
de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos, deverá assegurar
ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de atividade
regular remunerada.
5. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) Sobre a força significativa do ECA, assinale a alternativa correta.
a) Representa força da Lei, que nem sempre institui mecanismos de ordenamento jurídico.
b) Representa um conjunto de Normas que não têm peso relevante para ordenamento jurídico.
c) Representa um marco Legal e não Regulatório dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.
d) Representa a força da Lei, que institui mecanismos de exigibilidade.
Comentários
As alternativas A, B e C estão incorretas pois não apresentam o correto enquadramento normativo do ECA.
Comentários
A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente, as unidades de
terapia intensiva também devem proporcionar tais condições: “Os estabelecimentos de atendimento à
saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, deverão
proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de
internação de criança ou adolescente.”
Comentários
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do caput do art. 13 do Estatuto da Criança
e do Adolescente: “Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar
da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.”
8. (IBFC/Pref Conde - 2019) Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), analise as
afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
II. As disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente não abrangem as gestantes.
III. A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas
sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas
de existência.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
c) As afirmativas I, II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
Comentários
A afirmativa I está correta. Nos termos do caput do art. 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Os
casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências legais.”
A afirmativa II está incorreta. O ECA apresenta diversos dispositivos que tratam da proteção às gestantes, a
exemplo do art. 8º: “É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da
mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez,
ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único
de Saúde.”
A afirmativa III está correta. De acordo com o art. 7º do ECA: “A criança e o adolescente têm direito a proteção
à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.”
9. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Em uma discussão dentro da sala de aula, professora e aluno divergem de
opinião. Ela argumentativamente se sobressai à fala do aluno e mal o deixa expor verbalmente o que
ele pensou e sentiu a respeito do assunto do qual divergiram. De acordo com o Estatuto da Criança e
do Adolescente, o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos
valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Pode-se afirmar que a professora privou o
aluno de parte deste direito. Contudo, há pais, responsáveis e profissionais que ainda recorrem aos
castigos físicos para disciplinar as crianças e os adolescentes. No Estatuto, o castigo físico “é entendido
como a ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o
adolescente que resulte em”:
I. Sofrimento físico ou lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante que ridicularize e/ou humilhe.
III. Conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança e/ou ao adolescente que ameace
gravemente.
Assinale a alternativa correta
a) I, apenas
b) II, apenas
c) III, apenas
d) I, II, III
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O parágrafo único do art. 18-A apresenta os conceitos
de castigo físico (inciso I) e tratamento cruel ou degradante (inciso II).
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
Assim, como visto pela transcrição acima, apenas a afirmativa I está correta. As afirmativas II e III fazem
menção ao conceito de tratamento cruel ou degradante.
10. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Sobre os aspectos que envolvem o direito à liberdade, segundo o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa incorreta.
a) buscar refúgio, auxílio e orientação
b) brincar, praticar esportes e divertir-se
Comentários
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. O art. 16, ao apresentar aspectos do direito à
liberdade, prevê que a criança e o adolescente podem ir, vir e estar em logradouros públicos e espaços
comunitários, mas devem ser observadas as restrições legais.
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
As alternativas A, B e C estão corretas e previstas, respectivamente, nos incisos VII, IV e V do art. 16 do ECA.
11. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) disciplina
sobre os direitos de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com essa legislação, artigo 15 a criança
e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e a dignidade. Considere o disposto no artigo 16 e
assinale a alternativa incorreta.
a) O direito a liberdade corresponde à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e
crenças, dos espaços e objetos pessoais
b) O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação
c) O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão
d) O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários,
ressalvadas as restrições legais
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. A alternativa trata do direito ao respeito (e não à
liberdade) previsto no art. 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “O direito ao respeito consiste na
As alternativas B, C e D estão corretas e apresentam aspectos do direito à liberdade, previstos nos incisos
do art. 16 do ECA:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
12. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu
art. 17 o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança
e do adolescente, abrangendo a preservação da(o) , da(o) , da autonomia, dos valores,
ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. A esse respeito, assinale a alternativa que preencha
correta e respectivamente as lacunas.
a) imagem / identidade
b) idade / família
c) cultura / corpo
d) gosto / vontade
Comentários
13. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Segundo o Art. 18-A do ECA, “a criança e o adolescente têm o direito
de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da
família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas
ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Nesse
contexto, analise as afirmativas abaixo.
I. Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou
o adolescente que resulte em lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao
adolescente que humilhe.
III. Sofrimento físico: toda e qualquer ação que resulte em ameaça.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Os conceitos de castigo físico e tratamento cruel ou
degradante estão previstos nos incisos I e II do parágrafo único do art. 18-A. Analisaremos as afirmativas com
base nesse dispositivo:
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
A afirmativa I está correta e em conformidade com a alínea “b” do inciso I transcrito acima.
A afirmativa II está correta e de acordo com a alínea “a” do inciso II apresentado acima.
A afirmativa III está incorreta. Como visto, o sofrimento físico é um resultado do castigo físico.
Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o §4º do art. 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Será
garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de
visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade
responsável, independentemente de autorização judicial.”
Comentários
A assertiva está correta. Nos termos do §3º do art. 42 do ECA: “O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis
anos mais velho do que o adotando.”
16. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Encontramos referências legais para a adoção de crianças e
adolescentes no Brasil junto ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8069/1990). Na referida
legislação há indicações de aspectos que devem ser observados no que diz respeito a adoção
internacional. Considere o disposto no ECA sobre a adoção internacional, analise as afirmativas abaixo
e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) É permitido o repasse de recursos provenientes de organismos estrangeiros encarregados de intermediar
pedidos de adoção internacional a organismos nacionais ou a pessoas físicas.
( ) Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência habitual em país parte
da Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria
de Adoção Internacional, promulgada pelo Decreto no 3.087/ 1999, e deseja adotar criança em outro país-
parte da Convenção.
( ) Os brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional
de criança ou adolescente brasileiro.
( ) A adoção internacional pressupõe a intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria
de adoção internacional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) F, V, V, V
b) V, V, V, F
c) V, F, F, F
d) V, V, F, F
Comentários
A afirmativa I é falsa. O caput do art. 52-A do Estatuto da Criança e do Adolescente veda o repasse de tais
recursos: “É vedado, sob pena de responsabilidade e descredenciamento, o repasse de recursos provenientes
de organismos estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de adoção internacional a organismos
nacionais ou a pessoas físicas.”
A afirmativa II é verdadeira. Prevê o caput do art. 51 do Estatuto: “Considera-se adoção internacional aquela
na qual o pretendente possui residência habitual em país-parte da Convenção de Haia, de 29 de maio de
1993, Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional, promulgada
pelo Decreto nº 3.087, de 21 junho de 1999 , e deseja adotar criança em outro país-parte da Convenção.”
A afirmativa III é verdadeira. De acordo com o art. 51, §2º do ECA: “Os brasileiros residentes no exterior terão
preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro.”
A afirmativa IV é verdadeira. Nos termos do art. 51, §3º do ECA: “A adoção internacional pressupõe a
intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria de adoção internacional.”
17. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) A adoção constitui uma das muitas medidas que são apresentadas
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo abordada a partir do artigo 39. Considere o
disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a adoção e analise as afirmativas abaixo.
I. A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa.
II. É permitida a adoção por procuração.
III. A adoção não atribui a condição de filho ao adotado, não possuindo assim os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios de outros filhos, uma vez que são mantidos os vínculos com a família de origem ou
biológica.
IV. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
Comentários
A afirmativa I está correta. Trata-se do disposto no art. 39, §1º do Estatuto da Criança e do Adolescente: “A
adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de
manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art.
25 desta Lei.”
A afirmativa II está incorreta. Prevê o art. 39, §2º do ECA: “É vedada a adoção por procuração.”
A afirmativa III está incorreta. De acordo com o caput do art. 41 do Estatuto: “A adoção atribui a condição
de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer
vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.”
A afirmativa V está correta. Nos termos do art. 40 do ECA: “O adotando deve contar com, no máximo, dezoito
anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.”
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.
18. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que é dever da
família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, a efetuação dos direitos
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária de todas as crianças e
adolescentes. Dentro do ECA existem normas referentes às crianças e adolescentes com deficiência.
A esse respeito, assinale a alternativa incorreta:
a) É dever do Estado garantir um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com
base na igualdade de oportunidades ao longo de toda a vida e inclusão no sistema educacional geral.
b) É imprescindível garantir o ensino fundamental gratuito e compulsório para todas as crianças e
adolescentes com qualquer tipo de deficiência, assegurando as adaptações de acordo com as necessidades
individuais, visando facilitar sua educação.
c) É necessário o apoio técnico e financeiro pelo poder público às instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e, com atuação exclusiva, em educação especial.
d) É eletivo a adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que maximizem o
desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.
Comentários
Art. 1º O dever do Estado com a educação das pessoas público-alvo da educação especial
será efetivado de acordo com as seguintes diretrizes:
V - oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar
sua efetiva educação;
VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições privadas sem fins
lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial.
As alternativas A, B e C estão corretas e correspondem, respectivamente, aos incisos I, IV e VIII do artigo 1º,
acima transcrito.
19. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) De acordo com a Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, assinale a alternativa
incorreta.
a) Compete ao Poder Público recensear os educandos, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou
responsável, pela frequência à escola
b) O acesso ao ensino obrigatório e gratuito, é direito público subjetivo
c) É direito dos pais ou responsáveis, matricular ou não seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino
d) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais
Comentários
A alternativa A está correta. Prevê o art. 54, §3º do ECA: “Compete ao poder público recensear os educandos
no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à
escola.”
A alternativa B está correta. De acordo com o art. 54, §1º do Estatuto: “O acesso ao ensino obrigatório e
gratuito é direito público subjetivo.”
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. A matrícula não é facultativa, mas uma obrigação
dos pais / responsável como prevê o art. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Os pais ou responsável
têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.”
A alternativa D está correta. Nos termos do parágrafo único do art. 53 do ECA: “É direito dos pais ou
responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas
educacionais.”
20. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a
alternativa correta.
a) O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade de autoridade competente.
b) Os pais ou responsáveis têm obrigação de matricular seus filhos ou pupilos nas redes particulares.
c) Os professores de ensino fundamental, comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos
envolvendo seus alunos.
d) É dever dos municípios assegurar à criança e ao adolescente progressiva extensão da obrigatoriedade e
gratuidade ao ensino médio.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do art. 54, §2º do Estatuto da Criança e
do Adolescente: “O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular
importa responsabilidade da autoridade competente.”
A alternativa B está incorreta. A matrícula deve ser realizada na rede regular de ensino como prevê o art. 55
do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos
ou pupilos na rede regular de ensino.”
A alternativa C está incorreta. O ECA prevê legitimidade para tal comunicação a diversos sujeitos. Nesse
sentido, vejamos o art. 70-B do Estatuto:
Art. 70-B. As entidades, públicas e privadas, que atuem nas áreas a que se refere o art. 71,
dentre outras, devem contar, em seus quadros, com pessoas capacitadas a reconhecer e
comunicar ao Conselho Tutelar suspeitas ou casos de maus-tratos praticados contra
crianças e adolescentes.
Parágrafo único. São igualmente responsáveis pela comunicação de que trata este artigo,
as pessoas encarregadas, por razão de cargo, função, ofício, ministério, profissão ou
ocupação, do cuidado, assistência ou guarda de crianças e adolescentes, punível, na forma
deste Estatuto, o injustificado retardamento ou omissão, culposos ou dolosos.
A alternativa D está incorreta. Trata-se de um dever do Estado, como prevê o art. 54, II do Estatuto:
21. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) A Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, dispõe sobre o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) e dá outras providências. Assinale a alternativa incorreta quanto aos deveres
do Estado em relação à Educação.
a) Garantir o ensino fundamental à criança e ao adolescente, sendo que a sua gratuidade se restringe apenas
àqueles que estudarem na idade própria
b) Possibilitar o atendimento educacional especializado aos deficientes, preferencialmente na rede regular
de ensino
c) Permitir o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um
d) Atendimento ao ensino fundamental, por meio de programas suplementares para que haja material
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. Os deveres do Estado estão previstos no art. 54 do
Estatuto da Criança e do Adolescente e o inciso I prevê que o ensino fundamental será obrigatório e gratuito,
inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria.
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
22. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) A Lei n° 8.069/1990, estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), entre outras disposições, traz os direitos sociais e a proteção integral desse público.
No que se refere ao que o documento estabelece sobre o direito à educação de alunos e alunas com
deficiência, assinale a alternativa correta:
a) Segundo o documento, crianças e adolescentes abrigadas devem ter garantida a escola no abrigo onde
moram, não sendo obrigatória a frequência na escola regular
b) A Lei nº 8.069 não estabelece diretrizes referentes à educação de alunos e alunas com deficiência, o
documento apenas dispõe as ações do Conselho Tutelar, em caso de maus tratos
c) O ECA defende que as crianças com deficiência devem estar matriculadas em escolas especiais, espaços
que garantem a aprendizagem desse público-alvo
d) O ECA estabelece que o Estado deve assegurar atendimento educacional especializado aos alunos e alunas
com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Os deveres do Estado estão previstos no art. 54 do
Estatuto da Criança e do Adolescente e o inciso III prevê o atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
As alternativas A, B e C estão incorretas. Como visto, o ECA prevê que as crianças e adolescentes com
deficiência devem frequentar, preferencialmente, a rede regular de ensino.
23. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Lúcia é uma mãe muito dedicada e prefere ensinar sua filha Júlia de
7 (sete) anos em casa. Lúcia alega que sua filha não aprende na escola. Neste ano Júlia não está
matriculada em nenhuma instituição e está com aquisições de aprendizagem que já ultrapassam a fase
que vivenciaria em uma instituição formal. Sobre este contexto, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
( ) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
( ) No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto
social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade de aprenderem saberes diversos em
uma instituição formal ou somente no seio familiar.
Assinale a alternativa que apresente a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, F
b) F, V, V
c) V, F, F
d) F, F, V
Comentários
A afirmativa I é verdadeira. De acordo com o art. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente: "Os pais ou
responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino."
A afirmativa III é falsa. O art. 58 do ECA dispõe que "no processo educacional respeitar-se-ão os valores
culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes
a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura."
24. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seus artigos 53 e
54, estabelecem o direito ao acesso à educação e as responsabilidades do Estado sobre esse direito.
Em relação ao dever do Estado, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Oferecer atendimento educacional especializado as pessoas com deficiência, preferencialmente na rede
de ensino regular.
II. Oferecer o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, respeitando a
capacidade de cada um.
III. Garantir a oferta gratuita do ensino regular apenas nos horários matutino e vespertino.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
d) Apenas a afirmativa I está correta
Comentários
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Veremos cada uma das afirmativas:
A afirmativa I está correta. O art. 54, III do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que é dever do Estado
assegurar à criança e ao adolescente atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino.
A afirmativa II está correta. O "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística,
segundo a capacidade de cada um" é um direito garantido pelo inciso V do art. 54 do ECA.
A afirmativa III está incorreta. O inciso VI do art. 54 assegura a oferta de ensino noturno regular, adequado
às condições do adolescente trabalhador. Logo, não é possível afirmar que a oferta de ensino ocorrerá
somente nos horários matutino e vespertino.
25. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Lucas tem 10 (dez) anos, e é o filho caçula de Dona Matilde e Senhor
João. Eles moram em um terreno arrendado na área rural, mas não tão distante do centro da cidade.
Ele ajuda, em todas as manhãs, seus pais no plantio de hortaliças e, posteriormente, na parte da tarde,
acompanha seus pais à comercialização dessas hortaliças. Lucas se considera um adulto e fica
orgulhoso de ajudar os pais no sustento da casa. Com base neste caso e o estabelecido no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990), assinale a alternativa correta.
a) Lucas já é considerado um adolescente e pode trabalhar como aprendiz junto com seus pais
b) Lucas é uma criança, mas acompanhado dos pais ele pode exercer qualquer atividade profissional
c) Segundo o ECA, Lucas é uma criança e deveria estar na escola
d) O ECA não proíbe que Lucas trabalhe, mas também deveria estar estudando
Comentários
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O caput do art. 2º estabelece que se considera criança
a pessoa até 12 anos de idade incompletos - Lucas tem 10 anos, logo é uma criança. O art. 60, por sua vez,
veda qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade.
A alternativa A está incorreta. Lucas, com 10 anos de idade, ainda é uma criança.
As alternativas B e D estão incorretas. O ECA veda qualquer atividade profissional aos menores de 14 anos.
26. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Cristiano, de 11 (onze anos e meio) é um menino muito empenhado
em aprender. Seus pais o incentivam desde os seus 3 (três) anos de idade a estudar e a valorizar o que
a escola lhe proporciona. Neste ano, Cristiano abandonou a escola e pediu para que seus pais o
ensinassem em casa. Sobre esse contexto e o que prevê o ECA, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
( ) No que se refere ao papel da escola, os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar,
esgotados os recursos escolares.
( ) Os pais efetuaram a matrícula do filho no início do ano, mas se Cristiano não quer frequentar a escola, os
pais podem acatar a vontade do filho e deixá-lo em casa para estudar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) F, F, V
d) F, V, V
Comentários
A afirmativa I é verdadeira. De acordo com o art. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente: "Os pais ou
responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino."
A afirmativa III é falsa. A evasão escolar, como visto acima, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar (art.
56, II do ECA). Além disso, o STF, no julgamento do RE 888.815, posicionou-se quanto à impossibilidade de
homeschooling no Brasil por ausência de previsão legal.
27. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O ECA traz considerações importantes acerca do dever do Estado
para com a criança e o adolescente. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
a) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular
de ensino
b) Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio
c) Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador
d) Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade
Comentários
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Os deveres do Estado para com a criança e o
adolescente estão previstos no art. 54 do Estatuto e, conforme o inciso IV, o atendimento em creche e pré-
escola é garantido às crianças de zero a cinco anos de idade.
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
28. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) César é um pai muito empenhado na educação dos filhos. Sua esposa,
Cristina ensina Língua Portuguesa e Matemática todas as manhãs ao filho do meio, Pedro, de 8 (oito)
anos de idade. César ensina, em todas as tardes, assuntos de cultura geral, à criança. Ambos decidiram
que devem ensinar Pedro e, posteriormente o filho caçula, dentro de casa. Sobre este caso, analise as
afirmativas.
I. Segundo o ECA, os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular
de ensino.
II. O ECA não obriga pais ou responsável a matricularem seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino,
mas ao Poder Público é exigido que sejam disponibilizadas escolas e vagas a todas as crianças em idade
escolar.
III. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo, portanto os pais não podem privar
seus filhos deste direito inegociável.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vamos analisar cada afirmativa separadamente:
A afirmativa I está correta. Nos termos do art. 55 do Estatuto: "Os pais ou responsável têm a obrigação de
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino."
A afirmativa II está incorreta. Como visto acima, os pais ou responsável são obrigados a matricular seus filhos
ou pupilos na rede regular de ensino.
A afirmativa III está correta. A afirmativa encontra fundamento no art. 54, §1º e no art. 55, ambos do ECA:
Art. 54. §1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede
regular de ensino.
29. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Recentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº
8.069/1990, completou 28 (vinte e oito) anos de publicação. Ao longo desses anos é possível perceber
que este documento legislador contribuiu para proteger, dentre outros, a integridade física e
emocional de crianças e adolescentes por todo Brasil. No âmbito do trabalho infantil coerentemente,
o ECA prevê:
I. Ao adolescente até doze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
II. Crianças e adolescentes podem prestar serviços comunitários (realização de tarefas gratuitas de interesse
geral), por período não excedente a 12 (doze) meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e
outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais.
III. Ao adolescente aprendiz (maior de quatorze anos), são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
IV. O ECA proíbe qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
V. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido
em entidade governamental ou não-governamental, é vedado, dentre outros, o trabalho noturno, realizado
entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.
Está correto o que se apresenta em:
a) III, IV e V apenas
b) I, II e IV apenas
c) II, III e V apenas
d) I, III e IV apenas
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Veremos item a item de acordo com as disposições
contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente:
A afirmativa I está incorreta. De acordo com o art. 64: "Ao adolescente até quatorze anos de idade é
assegurada bolsa de aprendizagem."
A afirmativa II está incorreta. O art. 117 dispõe que "a prestação de serviços comunitários consiste na
realização de tarefas gratuitas de interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades
assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas
comunitários ou governamentais."
A afirmativa III está correta. Prevê o art. 65: "Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são
assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários."
A afirmativa IV está correta. Nos termos do artigo 60: "É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze
anos de idade, salvo na condição de aprendiz."
A afirmativa V está correta. Trata-se da vedação positivada no art. 67, inciso I do Estatuto:
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;
30. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O trabalho é abordado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
nos artigos 60 a 69. Considere o disposto em tal legislação, analise as afirmativas abaixo e assinale a
alternativa correta.
I. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
II. Ao adolescente portador de deficiência é opcional que o trabalho seja protegido.
III. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas a afirmativa III está correta
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
Comentários
Afirmativas I e III - Corretas. Nos termos do art. 65 do Estatuto da Criança e do Adolescente: " Ao adolescente
aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários."
Afirmativa II - Incorreta. O art. 66 do ECA prevê que ao adolescente portador de deficiência é assegurado
trabalho protegido. Não é uma opção, mas uma obrigação.
Comentários
A alternativa está incorreta, pois a permanência, em tempo integral, de um dos pais ou responsáveis no caso
de internação de criança ou adolescente também inclui as unidades de terapia intensiva. Neste sentido,
preconiza o ECA:
Comentários
A alternativa está correta, pois está em consonância com o art. 19, § 4º, do ECA:
§4º Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado
de liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses
de acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de
autorização judicial.
Comentários
A alternativa está correta. A pessoa que pretende adotar deve contar 18 anos completos. Não importa se
casada, solteira ou vive em união estável. Além disso, é preciso que o adotante seja, pelo menos, 16 anos
mais velho do que a criança ou adolescente a ser adotado. Neste sentido, o §3º do art. 42 do ECA:
§3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 34, do ECA, o poder público
estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a forma de
guarda, de criança ou adolescente afastado do convívio familiar.
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança
ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos
pais.
A alternativa C está correta, conforme dispõe o §1º, do art. 33, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa D está correta, conforme dispõe o §4º, do art. 34, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa E está correta, conforme dispõe o §2º, do art. 33, da Lei nº 8.069/90:
35. (FUNDEP/Bombeiros-MG - 2018) Segundo o que dispõe o seu Estatuto, a criança e o adolescente têm
direito de serem educados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto por parte dos pais, integrantes
da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
Considerando os termos do citado Estatuto, é correto afirmar que
a) para a caracterização de castigo físico, não é necessário o uso de força física.
b) o tratamento cruel ou degradante se manifesta mediante ridicularização e humilhação, não se
caracterizando pelo uso de ameaça, ainda que grave.
c) o castigo físico aplicado à criança e ao adolescente não acarreta sanção quando se tratar de
comportamento manifestamente incorporado na cultura local, sendo, assim, socialmente aceito como
método de disciplina.
d) sem prejuízo de outras sanções cabíveis, as pessoas que praticarem castigo físico ou tratamento cruel ou
degradante contra criança e adolescente estão submetidas, entre outras medidas, ao encaminhamento a
tratamento psicológico ou psiquiátrico.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Segundo o próprio ECA, para que haja castigo físico é necessário o emprego
de força física (art. 18-A, Parágrafo único, I):
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
A alternativa B, também, está incorreta. O tratamento cruel ou degradante também se concretiza por meio
da ameaça grave (art. 18-A, II, b):
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
A alternativa C está incorreta. Essa ressalva não existe no ECA e nem faria sentido diante de todo o conjunto
de disposições protetivas que o Estatuto propõe.
E a alternativa D, por fim, está correta e é o gabarito da questão. Confiram o art. 18-B, do Estatuto:
qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às
seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso:
V - advertência.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Ao contrário do que prevê a alternativa, a federalização do atendimento não
é uma das diretrizes da política de atendimento. A banca tentou confundir o candidato, trocando o termo
“municipalização” (art. 88, I, ECA) por “federalização”.
A alternativa B está incorreta. O mandato dos membros do conselho tutelar é de 4 (quatro) anos (art. 132,
ECA).
A alternativa C, igualmente, está incorreta. A permanência de que trata a alternativa é de apenas um dos
pais ou responsável, e não de todos os titulares do poder familiar (art. 12, ECA).
E a alternativa D está correta, sendo o gabarito da questão. A banca cobrou apenas a parte alterada em 2017
do artigo. Vejamos o dispositivo na íntegra:
37. (UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa correta em
relação à adoção.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou a tutela dos adotantes.
b) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios,
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.
c) A idade mínima para adotar é de 21 (vinte e um) anos, independentemente do estado civil.
d) Para adoção conjunta, não é necessário que os adotantes sejam casados civilmente ou que mantenham
união estável.
e) O adotante há de ser, pelo menos, cinco anos mais velho do que o adotando.
Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 40, do Estatuto da Criança e do Adolescente, o adotando
deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos
adotantes.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 41, caput, da Lei nº 8.069/90:
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os
impedimentos matrimoniais.
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 42, caput, da referida Lei, podem adotar os maiores de 18
anos, independentemente do estado civil.
A alternativa D está incorreta. O §2º, do art. 42, do ECA, estabelece que para adoção conjunta, é
indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, comprovada a
estabilidade da família.
A alternativa E está incorreta. Segundo o §3º, do art. 42, da Lei nº 8.069/90, o adotante há de ser, pelo
menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Segundo o parágrafo único, do art. 36, do ECA, a perda ou suspensão do poder
familiar é imprescindível apenas na tutela.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §4º, do art. 19, da Lei nº
8.069/90:
A alternativa C está incorreta. No Estatuto da Criança e do Adolescente não há nenhuma norma que
impossibilite a criança, que tenha ela sete anos ou menos, de visitar os pais privados de liberdade.
A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 23, da Lei nº 8.069/90, a falta ou a carência de recursos
materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.
39. (FMP Concursos/MPE-RO - 2017) Segundo a Lei n° 8.069/1990 e posteriores alterações, é CORRETO
afirmar:
a) Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário da autoridade judiciária competente ou,
quando a medida for aplicada em preparação à adoção, o deferimento da guarda de criança e de adolescente
a terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos,
que serão objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público.
b) O responsável pelo programa de acolhimento familiar ou institucional, verificando a possibilidade de a
criança ou de o adolescente reintegrar-se na família de origem, fará imediata comunicação à autoridade
judiciária, que dará vista ao Ministério Público, pelo prazo de 15 dias, decidindo em igual prazo.
c) Na adoção, exige a lei que os pretendentes sejam maiores de vinte e um anos, independentemente do
estado civil.
d) Não exige a lei diferença mínima de idade entre o adotante e o adotado.
e) Nas ações de suspensão ou destituição do poder familiar, estando o pai ou a mãe da criança ou do
adolescente privados de liberdade, a autoridade judiciária dispensará a sua oitiva.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece o art. 33, §4º, do ECA:
A alternativa B está incorreta, pois o prazo é de 5 dias. Vejamos o art. 101, §8º, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 42, da referida Lei, a idade é de 18 anos, e não 16.
A alternativa D está incorreta. O art. 42, §3º, do ECA, prevê diferença de 16 anos do adotante para o adotado.
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
A alternativa E está incorreta. Nesse caso, a autoridade judicial requisitará sua apresentação para a oitiva.
Conforme estabelece o §5º, do art. 161, da Lei nº 8.069/90:
40. (UECE-CEV/SEAS-CE - 2017) No que concerne ao instituto jurídico da tutela, tomando-se por base o
ECA, é correto afirmar que
a) as normas de decretação de perda ou suspensão do poder familiar aplicam-se à destituição da tutela.
b) o tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme previsto no Código Civil,
deverá, no prazo de 60 (sessenta) dias após a abertura da sucessão, ingressar com pedido destinado ao
controle judicial do ato, observando o procedimento previsto no ECA.
c) o deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar, mas não
implica, necessariamente, o dever de guarda.
d) a tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos completos.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vejamos os arts. 38 e 24, do Estatuto da Criança e do
Adolescente:
A alternativa B está incorreta. O referido prazo é de 30 dias, e não 60, conforme prevê o art. 37, da Lei nº
8.069/90:
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme
previsto no parágrafo único do art. 1.729 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 -
Código Civil, deverá, no prazo de 30 (trinta) dias após a abertura da sucessão, ingressar com
pedido destinado ao controle judicial do ato, observando o procedimento previsto nos arts.
165 a 170 desta Lei.
A alternativa C está incorreta. Com base no parágrafo único, do art. 36, da referida Lei, o deferimento da
tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica necessariamente o
dever de guarda.
A alternativa D está incorreta. O art. 36, caput, estabelece que a tutela será deferida, nos termos da lei civil,
a pessoa de até 18 anos incompletos.
Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 41, do ECA, a adoção atribui a condição de filho ao
adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com
pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.
A alternativa B está incorreta. Com base no §2º, do art. 46, da Lei nº 8.069/90, a simples guarda de fato não
autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio de convivência.
A alternativa C está incorreta. O art. 49, da referida Lei, estabelece que a morte dos adotantes não
restabelece o poder familiar dos pais naturais.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe a primeira parte do §3º, do art.
46, do ECA:
§ 3o Em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora do País, o estágio
de convivência será de, no mínimo, 30 (trinta) dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco)
dias, prorrogável por até igual período, uma única vez, mediante decisão fundamentada da
autoridade judiciária.
42. (UECE-CEV/SEAS-CE - 2017) No que diz respeito à assistência médica e odontológica arrolada no
Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA — (Lei Federal nº 8.069/90), é correto afirmar que
a) não é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
b) a atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, no sexto
e no décimo segundo anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.
c) o Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes, de forma
transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança.
d) somente a criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único
de Saúde.
Comentários
A questão exige o conhecimento o art. 14, da Lei nº 8.069/90. Vamos analisar cada uma das alternativas:
A alternativa A está incorreta. De acordo com §1º, é obrigatória a vacinação das crianças nos casos
recomendados pelas autoridades sanitárias.
A alternativa B está incorreta. Com base no §3º, a atenção odontológica à criança terá função educativa
protetiva e será prestada, inicialmente, antes de o bebê nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e,
posteriormente, no sexto e no décimo segundo anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.
§ 2o O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das
gestantes, de forma transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado
direcionadas à mulher e à criança.
A alternativa D está incorreta. O art. 14, caput, estabelece que o Sistema Único de Saúde promoverá
programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente
afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos.
43. (PUC-PR/TJ-PR - 2017) Sobre os direitos fundamentais à vida e à saúde da mulher gestante previstos
no Estatuto da Criança e do Adolescente, leia as assertivas a seguir e, depois, assinale a alternativa
CORRETA.
I. A gestante tem direito a 02 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do pré-natal, do
trabalho de parto e do pós-parto imediato.
II. Caso os profissionais de saúde de referência já tenham vinculado a gestante, no último trimestre da
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, a mulher não tem o direito de optar por outro
local.
III. A obrigação do poder público de proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe se limita ao
período pré-natal.
IV. O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária.
a) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
b) Apenas a assertiva IV está correta.
c) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas I e III estão corretas.
e) Apenas a assertiva III está correta.
Comentários
A questão requer o conhecimento do art. 8º, do ECA. Vamos analisar cada um dos itens.
O item I está incorreto. Com base no §6º, durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-
parto imediato, a gestante tem direito a apenas um acompanhante, e não dois.
O item II está incorreto. De acordo com o §2º, é garantido o direito de opção da mulher, mesmo que os
profissionais de saúde de referência já tenham vinculado a gestante, no último trimestre da gestação, ao
estabelecimento em que será realizado o parto.
O item III está incorreto. Compete ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe
no período pré e pós-natal. Vejamos o §4º:
44. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990, para
assinalar a alternativa correta sobre adoção.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
b) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
c) O adotando deve contar com, no máximo, vinte anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou
tutela dos adotantes.
d) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
e) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 40, do ECA:
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se
já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, salvo se já
estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
b) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, mesmo se já
estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
c) O adotando deve contar com, no máximo, vinte anos à data do pedido, salvo se já estiver
sob a guarda ou tutela dos adotantes.
e) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se
já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
45. (IBADE/SEJUDH-MT - 2017) No Brasil, para que a adoção possa ser realizada, o Estatuto da Criança e
do Adolescente, Lei n° 8.069/1990, prevê que o adotante tem que ser mais velho que o adotado pelo
menos:
a) 16 anos.
b) 21 anos.
c) 5 anos.
d) 10 anos.
e) 18 anos.
Comentários
O Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê que o adotante tem que ser mais velho que o adotado pelo
menos, dezesseis anos. Vejamos o §3º, do art. 42:
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
Comentários
Com base no §3º, do art. 46, do ECA, em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora
do País, o estágio de convivência será de, no mínimo, 30 dias.
§ 3o Em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora do País, o estágio
de convivência será de, no mínimo, 30 (trinta) dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco)
dias, prorrogável por até igual período, uma única vez, mediante decisão fundamentada da
autoridade judiciária.
47. (IBADE/Prefeitura de Rio Branco-AC - 2017) Sobre adoção de criança e de adolescentes, leia as
afirmativas.
I. Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação entre o
adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.
II. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
III. Os divorciados e os judicialmente separados não poderão adotar conjuntamente, independente de
qualquer condição.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) l.
b) ll.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.
Comentários
O item I está correta, conforme prevê o §1, do art. 41, da Lei nº 8.069/90:
O item II está correto, pois é o que dispõe o art. 40, da referida Lei:
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se
já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
Por fim, o item III está incorreto. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar
conjuntamente. Vejamos o §4º, do art. 42, do ECA:
48. (FUNRIO/SESAU-RO - 2017) Em relação ao direito à vida e à saúde, conforme estabelece o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), as seguintes afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de
existência.
Comentários
A alternativa A está correta, pois é o que dispõe o art. 7º, caput, do ECA.
A alternativa B está correta, pois é o que dispõe o art. 8º, caput, do ECA.
A alternativa C está correta, pois é o que dispõe o art. 8º, §1º, do ECA.
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 8º, §2º, do ECA, os profissionais
de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da gestação, ao
estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher.
A alternativa E está correta, pois é o que dispõe o art. 8º, §3º, do ECA.
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. O erro está em afirmar a vinculação entre o local
em que a mulher realizou o atendimento pré-natal e o local onde será realizado o parto. O correto é a
existência de vinculação entre a equipe que atendeu a mulher nos últimos 3 meses de gestação e a que
realizará o seu parto, caso a mulher assim deseje. Vejamos o §2º, do art. 8º, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa C está correta, pois é o que dispõe o §3º, do art. 8º, da referida Lei:
§ 3o Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus
filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária,
bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
50. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990, para
assinalar a alternativa correta sobre os direitos à vida e à saúde.
a) A gestante e a parturiente têm direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do
pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.
b) A gestante tem direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do pré-natal e a
parturiente tem direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do trabalho de parto.
c) A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do
pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.
d) A gestante tem direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal e a
parturiente tem direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do trabalho de parto.
e) A gestante e a parturiente têm direito a quantos acompanhantes desejarem durante o período do pré-
natal e a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do trabalho de parto e do pós-parto
imediato.
Comentários
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §6º, do art. 8º, da Lei nº 8.069/90:
51. (Instituto Excelência/Prefeitura de Cruzeiro-SP - 2016) De acordo com a lei 8.069/90 Art. 8º É
assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de
planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao
parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema
Único de Saúde. Assinale a alternativa CORRETA que refere-se à assistência psicológica do § 5º :
a) deverá ser prestada também a gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para
adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrem em situação de privação de liberdade.
b) deverá receber orientação sobre aleitamento materno, alimentação complementar saudável e
crescimento e desenvolvimento infantil, bem como sobre formas de favorecer a criação de vínculos afetivos
e de estimular o desenvolvimento integral da criança.
c) a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a
aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos.
d) assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e contra referência
na atenção primária, bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vejamos os §§ 4º e 5º, do art. 8º, do ECA:
As demais alternativas não estão incorretas, porém não falam de assistência psicológica, objeto de cobrança
que consta no enunciado da questão.
52. (IBFC/SES-PR - 2016) Quanto ao direito à vida e à saúde, previsto no estatuto da criança e do
adolescente, analise os itens abaixo e a seguir, assinale a alternativa correta:
I. O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento
materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
II. Os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência em
tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança e em pelo menos meio
período nos casos de intenação de adolescente.
III. Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente àqueles que necessitarem os medicamentos, próteses
e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação.
a) Apenas I e III estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas II está correta.
d) I, II e III estão corretas.
Comentários
O item II está incorreto. De acordo com o art. 12, da referida Lei, os estabelecimentos de atendimento à
saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, deverão
proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de
internação de criança ou adolescente.
O item III está correto, pois é o que dispõe o §2º, do art. 11, do ECA:
53. (IBFC/SES-PR - 2016) Considerando o estatuto da criança e do adolescente, analise os itens abaixo e a
seguir, assinale a alternativa correta:
I. Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais,
educadores e alunos.
II. A parturiente será atendida preferencialmente pelo mesmo médico que a acompanhou na fase pré-natal.
III. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras
providências legais.
a) I, II e III estão corretas.
b) Apenas I e III estão corretas.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas II está correta.
Comentários
O item II está incorreto. A Lei nº 13.257/16, determinada que a parturiente não tem mais atendimento
preferencial pelo mesmo médico que a acompanhou na fase pré-natal.
De acordo com o §2º, do art. 8º, do ECA, a gestante será vinculada, no último trimestre da gestação, ao
estabelecimento em que será realizado o parto, se assim ela desejar.
O item III está correto, com base no art. 13, caput, da Lei nº 8.069/90:
54. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) De acordo com a Lei nº 8.069/90 – Estatuto da
Criança e do adolescente, em relação ao Direito à Vida e à Saúde, analise as assertivas abaixo:
I. Incumbe ao poder público garantir à gestante e à mulher com filho, na primeira infância, que se encontrem
sob custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanitárias e assistenciais
do Sistema Único de Saúde para o acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente,
visando ao desenvolvimento integral da criança.
II. É assegurado às mulheres que demonstrarem hipossuficiência econômica o acesso aos programas e às
políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no
âmbito do Sistema Único de Saúde.
III. Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante, somente no período pré-natal,
inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
Comentários
A questão exige o conhecimento do art. 8º, da Lei nº 8.069/90. Vamos analisar cada um dos itens.
§ 10. Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho na primeira
infância que se encontrem sob custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência
que atenda às normas sanitárias e assistenciais do Sistema Único de Saúde para o
acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente, visando ao
desenvolvimento integral da criança.
O item II está incorreto. Com base no art. 8º, caput, é assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas
e às políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no
âmbito do Sistema Único de Saúde.
O item III está incorreto. O §4º, estabelece que incumbe ao poder público proporcionar assistência
psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as
consequências do estado puerperal.
55. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Nos termos da Lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança
e do adolescente, em relação ao Direito à Vida e à Saúde, analise as assertivas abaixo:
I. A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos sem discriminação ou segregação, em suas
necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação e ainda incumbe ao poder público
fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias
assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo com
as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas.
Comentários
O item I está correto, pois é o que dispõe os §§ 1º e 2º, do art. 11, da Lei nº 8.069/90:
O item II está incorreto. O art. 12, caput, da referida Lei, prevê que os estabelecimentos de atendimento à
saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, deverão
proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de
internação de criança ou adolescente.
O item III está incorreto. De acordo com o art. 13, caput, do ECA, os casos de suspeita ou confirmação de
castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras
providências legais.
56. (FUNRIO/IF-PA - 2017) Sobre a lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre a proteção integral
de crianças e adolescentes, a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante
a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento, o desenvolvimento sadio e
harmonioso, em condições dignas de existência. Podemos citar como direcionamento no que tange a
assistência a gestante, à puérpera e ao recém-nascido o seguinte:
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §2º, do art. 8º, do ECA:
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 8º, §1º, da referida Lei, o atendimento pré-natal será
realizado por profissionais da atenção primária, e não secundária.
A alternativa C está incorreta. Com base no §6º, do art. 8º, da Lei nº 8.069/90, a gestante e a parturiente
terão direito a um acompanhante durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto
imediato.
A alternativa D está incorreta. O §8º, do art. 8º, da referida Lei, estabelece que a gestante tem direito a
acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso.
A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 9º, do ECA, o poder público, as instituições e os empregadores
propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida
privativa de liberdade.
57. (REIS & REIS/Prefeitura de Cipotânea-MG - 2016) Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é
incorreto afirmar:
a) A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, com discriminação ou segregação, em suas
necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
b) A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, antes de
o bebê nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo
anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.
c) Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
d) É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu
desenvolvimento integral.
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. Conforme prevê o §1º, do art. 11, do ECA, a criança
e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou segregação, em suas necessidades
gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
A alternativa B está correta, com base no §3º, do art. 14, da referida Lei:
A alternativa C está correta, pois é o que dispõe o art. 13, caput, da Lei nº 8.069/90:
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família
e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e
comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o §6º, do art. 8º, do Estatuto da Criança e
do Adolescente:
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 17, do ECA:
60. (UTFPR/UTFPR - 2017) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é correto afirmar que:
a) os direitos enunciados na referida Lei são aplicados exclusivamente às crianças e adolescentes em
condições de hipossuficiência econômica.
b) direito ao esporte e ao lazer não são assegurados às crianças e aos adolescentes.
c) direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, não abrangendo os aspectos psíquicos
e morais da criança e do adolescente.
d) compete somente ao poder público a efetivação dos direitos previstos na referida Lei.
e) participar da vida política, na forma da lei, é um dos aspectos compreendidos no direito à liberdade.
Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 3º, parágrafo único, da Lei nº 8.069/90, os direitos
enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento,
situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de
desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra
condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem.
A alternativa B está incorreta. O direito ao esporte e ao lazer são sim assegurados às crianças e aos
adolescentes. Vejamos o art. 4º, caput, da referida Lei:
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 3º, caput, do ECA, o direito ao respeito consiste na
inviolabilidade da integridade física, mental, moral, espiritual e social.
A alternativa D está incorreta. Conforme estabelece o art. 4º, caput, é dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público assegurar a efetivação dos direitos previstos na referida Lei.
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 16, VI, da Lei nº 8.069/90:
61. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 18-B, os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis,
os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar
de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou
tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro
pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão
aplicadas de acordo com a gravidade do caso:
I. Encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família.
Comentários
V - advertência.
Comentários
63. (FEPESE/SJC-SC - 2016) De acordo com a Doutrina da Proteção Integral a Criança e o adolescente têm
direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento
e como sujeitos de direitos garantidos na Constituição Federal de 1988 e nas leis.
Nesse sentido, o direito de liberdade, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, compreende:
a) liberdade de buscar refúgio, auxílio e orientação e ter liberdade de opinião e expressão.
b) ter limitado o seu direito de ir e vir com base no toque de recolher.
c) liberdade de crença e de culto, desde que seja aquela vinculada à vontade de seus pais ou do responsável
legal.
d) liberdade de brincar, praticar esportes e divertir-se, sempre acompanhado de um responsável legal.
e) ter negada a sua participação na vida política em razão da incapacidade civil.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O art. 16, do Estatuto da Criança e do Adolescente,
prevê quais os aspectos que o direito à liberdade compreende:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
c) liberdade de crença e de culto, desde que seja aquela vinculada à vontade de seus pais
ou do responsável legal.
64. (COMPERVE/Câmara de Natal-RN - 2016) As crianças e os adolescentes, qualificados pelo direito hoje
vigente como pessoas em desenvolvimento, receberam do direito positivo brasileiro, tutela especial
através da Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, mais conhecida como Estatuto da Criança e do
Adolescente. Seguindo as diretrizes traçadas pela Constituição de 1988, o Estatuto da Criança e do
Adolescente trouxe a previsão normativa da absoluta prioridade e de variados direitos fundamentais.
Em tal seara, foi determinado que as crianças e os adolescentes têm direito,
a) à liberdade, de forma a compreender a liberdade de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços
comunitários, ressalvadas as restrições legais; a liberdade de opinião e de expressão; a liberdade de brincar
e de praticar esportes, a liberdade de participar da vida familiar e comunitária; a liberdade de buscar refúgio,
auxílio e orientação, excetuadas dessa tutela a liberdade de crença e culto religioso e de participar da vida
política.
b) ao respeito, consistente na inviolabilidade da sua integridade física, psíquica e moral, abrangendo a
preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de seus valores, ideias e crenças, excluída a tutela dos
seus espaços e objetos pessoais.
c) de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como
formas de correção, disciplina, educação ou a qualquer outro pretexto, por parte dos pais, de integrantes da
família ampliada, dos responsáveis, dos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
d) de serem criados e educados no seio de sua família biológica, não se admitindo a sua inserção em família
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento
integral.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O art. 16, do ECA, prevê quais os aspectos o direito à liberdade compreende.
Vejamos:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 17, caput, da referida Lei, o direito ao respeito consiste
na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a
preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos
pessoais.
A alternativa C está correta, pois é o que dispõe o art. 18-A, caput, da Lei nº 8.069/90:
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de
castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada,
pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
A alternativa D está incorreta. Com base no art. 19, caput, da referida Lei, é direito da criança e do
adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta,
assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
65. (FUNRIO/IF-PA - 2016) A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade
como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e
sociais garantidos na Constituição e nas leis. De acordo com o estatuto da criança e do adolescente é
dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer
tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Para fins de proteção
integral podemos considerar:
a) Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis tratá-los, educá-los ou protegê-los que
utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação
ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos às sanções cabíveis com exceção dos agentes públicos
executores de medidas socioeducativas.
b) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 2 (dois) anos, devendo a autoridade judiciária competente,
com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta.
c) A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará
por mais de 5 (cinco) anos, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse,
devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.
d) A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de
tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto,
pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de
medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou
protegê-los.
e) Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela
entidade responsável, mediante autorização de autoridade judicial.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Os agentes públicos também têm o dever de cuidar de crianças e de
adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los, conforme prevê o art. 18-B, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa B está incorreta. Com base no §1º, do art. 19, da referida Lei, no máximo a cada 3 meses, e não
dois anos, toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou
institucional terá sua situação reavaliada.
A alternativa C está incorreta. O §2º, do art. 19, do Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelece que, a
permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por
mais de 18 meses.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 18-A, caput, da referida Lei:
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de
castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada,
pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
66. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) Em seu Capítulo II, o ECA trata do direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade.
Um aspecto que compreende o direito à liberdade de crianças e adolescentes está definido em:
a) Brincar, praticar esportes e divertir-se.
b) Afastar-se de qualquer participação na vida política.
c) Atrelar suas opiniões às orientações de seus pais ou responsáveis.
d) Ir, vir e estar nos logradouros públicos, desde que sob tutela de um responsável.
e) Participar da vida familiar e comunitária, de acordo com as restrições e distinções cabíveis.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 16, do ECA:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
II - opinião e expressão;
d) Ir, vir e estar nos logradouros públicos, desde que sob tutela de um responsável.
67. (UEM/UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, qual é o procedimento que
deverá ser adotado pelos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental nos casos de
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares, e os casos de
elevados níveis de repetência?
a) Encaminhar ao Ministério Público, para a devida advertência ao aluno.
b) Comunicar ao Juiz da Infância e Juventude.
c) Notificar a secretaria da escola, para devido registro no livro de ocorrências.
d) Registrar no diário de classe, para posterior notificação ao Conselho Escolar.
e) Comunicar ao Conselho Tutelar.
Comentários
De acordo com o art. 56, do Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunicação ao Conselho Tutelar, é o
procedimento que deverá ser adotado pelos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental nos
casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares, e os casos
de elevados níveis de repetência.
68. (IBADE/Prefeitura de Rio Branco-AC - 2017) É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
1. progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
2. atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.
3. atendimento em creche e pré-escola às crianças de seis anos de idade.
4. oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador.
Estão corretos apenas os itens:
a) 1, 2 e 4.
b) 2, 3 e 4.
c) 1 e 3.
d) 1 e 4.
e) 1, 3 e 4.
Comentários
A questão exige o conhecimento do art. 54, do ECA, onde prevê os deveres que o Estado deve assegurar à
criança e o adolescente.
O item 3 está incorreto. De acordo com o inciso IV, é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente
atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade.
Os itens 1, 2 e 4 estão corretos. Desse modo, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.
69. (FCM/IF-RJ - 2017) “A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é um direito assegurado a esse público no âmbito da
educação
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 53, do ECA:
Comentários
O art. 56, do ECA, estabelece que os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao
Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos; reiteração de faltas injustificadas e de
evasão escolar, esgotados os recursos escolares; e elevados níveis de repetência. Assim, a assertiva está
incorreta.
Comentários
72. (FUNIVERSA/IF-AP - 2016) À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990 e suas
alterações), assinale a alternativa correta em relação ao direito do adolescente à educação.
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais.
b) É dever dos pais ou responsáveis assegurar atendimento no ensino fundamental por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
c) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão aos pais ou responsáveis a
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
d) O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público objetivo.
e) É dever do Estado assegurar a todos os adolescentes acesso ao nível superior de ensino.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 53, parágrafo único, do ECA:
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
A alternativa B está incorreta, pois se refere a um dever do Estado, e não dos pais ou responsáveis. Vejamos
o art. 54, I, da Lei nº 8.069/90:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 56, II, da referida Lei, os dirigentes de estabelecimentos
de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar, e não aos pais ou responsáveis, a reiteração de
faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
A alternativa D está incorreta. Com base no §1º, do art. 54, do ECA, o acesso ao ensino obrigatório e gratuito
é direito público subjetivo, e não objetivo.
A alternativa E está incorreta. O art. 54, I, mencionado acima, prevê que é dever do Estado assegurar à
criança e ao adolescente ensino fundamental.
73. (FUNRIO/IF-BA - 2016) Segundo o Art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança e o
adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Para que este exercício seja pleno é necessário:
I. impor limites à presença dos pais na escola, especialmente se desejarem participar da definição das
propostas educacionais;
II. assegurar, às crianças e aos adolescentes, o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às
instâncias escolares superiores;
III. garantir o direito de organização e participação em entidades estudantis;
IV. dar liberdade aos educadores, de forma que possam utilizar de constrangimento moral ou físico, para
que as crianças sejam disciplinadas.
Pode-se afirmar que
a) somente o item I está coerente com o ECA.
b) somente os itens I e IV estão coerentes com o ECA.
c) somente os itens II e III estão coerentes com o ECA.
d) somente os itens II, III e IV estão coerentes com o ECA.
e) nenhum dos itens está coerente com o ECA.
Comentários
Somente os somente os itens II e III estão coerentes com o ECA. Assim, a alternativa C está correta e é o
gabarito da questão.
Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 68, da Lei nº 8.069/90, a remuneração que o
adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação na venda dos produtos de seu trabalho não
desfigura o caráter educativo.
A alternativa B está incorreta. Com base no art. 61, do ECA, a proteção ao trabalho dos adolescentes é
regulada por legislação especial, sem prejuízo do disposto nesta Lei.
A alternativa C está incorreta. O art. 66, da Lei nº 8.069/90, estabelece que ao adolescente portador de
deficiência é assegurado trabalho protegido.
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 67, I, do ECA:
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;
75. (UEM/UEM - 2017) O Estatuto da Criança e do Adolescente define aprendizagem como a formação
técnico-profissional ministrada segundo quais critérios?
a) As diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.
b) As diretrizes e bases da legislação da previdência em vigor.
c) As diretrizes e bases da legislação de trânsito em vigor.
d) As diretrizes e bases da legislação trabalhista em vigor.
e) As diretrizes e bases da legislação civil em vigor.
Comentários
De acordo com o art. 62, do Estatuto da Criança e do Adolescente, considera-se aprendizagem a formação
técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.
76. (Big Advice/Prefeitura de Pradópolis-SP - 2017) De acordo com o ECA, Art. 63. A formação técnico-
profissional obedecerá aos seguintes princípios:
I - Garantia de acesso obrigatória ao ensino regular;
II - Atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente;
III - Horário usual para o exercício das atividades.
Das afirmativas dadas, a alternativa que apresenta incorreção é:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) Todas estão corretas.
e) N.D.A.
Comentários
O item I está incorreto. De acordo com o art. 63, I, do ECA, a formação técnico-profissional obedecerá à
garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular.
O item II está correto, com base no art. 63, II, da Lei nº 8.069/90:
O item III está incorreto. Segundo o art. 63, III, da referida Lei, a formação técnico-profissional obedecerá ao
horário especial para o exercício das atividades.
77. (Big Advice/Prefeitura de Pradópolis-SP - 2017) De acordo com o ECA, Art. 64. Ao adolescente até
quatorze anos de idade _________________.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
a) São assegurados direitos trabalhistas.
b) São assegurados direitos previdenciários.
c) São assegurados direitos trabalhistas e previdenciários.
d) É assegurada bolsa de aprendizagem.
e) É assegurado o trabalho protegido.
Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 64, da Lei nº 8.069/90:
Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
Além disso, o art. 65, estabelece que ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os
direitos trabalhistas e previdenciários.
Enquanto o art. 66, prevê que ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.
78. (FCM/IF-RJ - 2017) Considere as seguintes afirmações sobre o direito à profissionalização e à proteção
no trabalho, preconizados no título II, capítulo V do Estatuto da Criança e do Adolescente.
I- Ao adolescente portador de deficiência, é assegurado trabalho protegido.
II- Ao adolescente até quatorze anos de idade, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários.
III- O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho, observados o respeito à condição
peculiar de pessoa em desenvolvimento, a capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho,
dentre outros aspectos.
IV- A formação técnico-profissional obedecerá aos princípios da garantia de acesso e frequência obrigatória
ao ensino regular, da atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente e do horário especial para
o exercício das atividades.
V- Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido
em entidade governamental ou não governamental, é permitido trabalho noturno realizado entre as vinte e
duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte de modo a garantir seu acesso à escola.
São corretas apenas as afirmativas
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) II, III e V.
d) II, IV e V.
e) I, II, III e IV.
Comentários
O item I está correto, pois é o que dispõe o art. 66, do Estatuto da Criança e do Adolescente:
O item II está incorreto. De acordo com o art. 64, da referida Lei, ao adolescente até quatorze anos de idade
é assegurada bolsa de aprendizagem.
Ademais, o art. 65 estabelece que ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os
direitos trabalhistas e previdenciários.
O item III está correto, conforme prevê o art. 69, da Lei nº 8.069/90:
Por fim, o item V está incorreto. Segundo o art. 67, I, do ECA, ao adolescente empregado, aprendiz, em
regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-
governamental, é vedado trabalho noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas
do dia seguinte.
79. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 60, é proibido qualquer trabalho a menores:
a) De quatorze anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
b) De quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
c) De dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
d) De dezesseis anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
e) De dezessete anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
Comentários
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 60, do Estatuto da Criança
e do Adolescente:
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.
80. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 69, o adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no
trabalho, observados os seguintes aspectos:
I. Respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
II. Capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.
III. Remuneração do adolescente em relação ao trabalho prestado.
Comentários
Comentários
A assertiva I está correta, com base no art. 2º, do Eca. Esse é o conceito mais central da disciplina e deve ser
decorado.
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
A assertiva III está correta, pois reproduz o art. 6º, do ECA. Note que a transcrição é literal, por isso estude
os artigos de lei.
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige,
as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição
peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois, de acordo com o art. 42, § 1º, NÃO poderão adotar os ascendentes e os
irmãos do adotando.
A alternativa C está incorreta. O art. 49 fala o exato contrário: a morte dos adotantes NÃO reestabelece o
poder familiar.
Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 42, § 3º, do ECA.
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
A alternativa E está incorreta, pois será necessário o consentimento da criança, apenas após os doze anos
de idade, consoante previsto no art. 45, § 2º.
§ 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também necessário o
seu consentimento.
83. (Prefeitura de Fortaleza-CE - 2016) Assinale o item correto quanto à definição de família extensa ou
ampliada para o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
a) É aquela comunidade formada pelos pais ou qualquer membro consanguíneo e seus descendentes.
b) É aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes
próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
c) É aquela unidade residencial para a qual a criança ou adolescente deve ser encaminhado de maneira
excepcional, por meio de qualquer das três modalidades possíveis, que são: guarda, tutela e adoção.
d) É aquela configuração numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um
grande número de parentes, aderentes e agregados submetidos todos ao poder do homem pai.
Comentários
O conceito de família extensa é um conceito legal e está disposto no art. 25, do ECA, em seu parágrafo único.
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles
e seus descendentes.
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para
além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com
os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
Comentários
Os adolescentes relativamente incapazes são os maiores de 16 anos e menores de 18. Já o art. 28, § 2º, do
ECA, menciona que tratando-se de maior de 12 anos, será necessário o consentimento do menor, que deverá
ser colhido em audiência.
Assim, o erro da questão está em dizer que o consentimento do menor é necessário apenas após os 16 anos,
ou seja, dos relativamente incapazes.
Comentários
A assertiva está incorreta. O estágio de convivência apenas será dispensado em caso de guarda legal, a
guarda de fato não acarreta a dispensa do estágio de convivência. Inclusive, o ECA é expresso em dizer que
a guarda de fato, por si só, não afasta a necessidade da convivência familiar. Além disso, a adoção deve ser
procedida por estágio de convivência pelo prazo máximo de noventa dias, e não por prazo fixado pela
autoridade judiciária.
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente,
pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias, observadas a idade da criança ou adolescente e
as peculiaridades do caso.
§ 2º A simples guarda de fato não autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio
de convivência.
86. (MPE-GO - 2016) Quanto ao direito à convivência familiar e comunitária previsto no Estatuto da Criança
e do Adolescente, assinale a alternativa correta:
a) poderão ser utilizados recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manutenção dos serviços
de acolhimento em família acolhedora, obrigando-se o repasse de recursos para a própria família acolhedora.
b) toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional
terá sua situação reavaliada, no mínimo, a cada 6 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente,
com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta, em quaisquer
das modalidades previstas no art. 28 desta Lei.
c) a adoção sempre produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva.
d) a União apoiará a implementação de serviços de acolhimento em família acolhedora como política pública,
os quais deverão dispor de equipe que organize o acolhimento temporário de crianças e de adolescentes em
residências de famílias selecionadas, capacitadas e acompanhadas que não estejam no cadastro de adoção.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois o repasse de recursos para a própria família acolhedora é facultativo e
não obrigatório. Vejamos o § 4º, do art. 34, do ECA.
A alternativa B está incorreta, tendo em vista que a situação do menor, em acolhimento familiar ou
institucional, será reavaliada, NO MÁXIMO, A CADA 3 MESES, conforme o § 1º, do art. 19, do ECA.
A alternativa C está incorreta. Há uma exceção para a produção de efeitos da sentença após o transito em
julgado, conforme prevê o art. 47. É o caso de falecimento do adotante no curso do processo de adoção.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 34, § 3º, do ECA.
87. (MPE-GO - 2016) Sobre a colocação em família substituta, assinale a opção INCORRETA:
a) O consentimento do adolescente é necessário para colocação em família substituta e deverá ser realizado
em audiência, o mesmo não se exigindo quando se tratar de criança.
b) O ECA admite a colocação em família substituta estrangeira desde que seja adolescente e que se realize
através de tutela ou adoção.
c) Somente em relação ao guardião e ao tutor exige-se o compromisso, mediante termo nos autos, de bem
e fielmente desempenhar o encargo.
d) Em se tratando de colocação em família substituta de criança ou adolescente indígena é, entre outros,
obrigatório a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista e
de antropólogos, perante equipe interprofissional ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso.
Comentários
De fato, o Eca admite a colocação da criança e do adolescente em família substitua estrangeira, contudo, se
trata de medida excepcional. O único requisito mencionado no ECA para esse tipo de colocação é que ocorra
na modalidade de adoção. Vejamos o art. 31, do ECA.
88. (MPE-GO - 2016) Em relação a adoção de crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta:
a) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, desligando-o de
qualquer vínculo com os pais e parentes sem qualquer exceção.
b) Não podem adotar os ascendentes e os colaterais até o terceiro grau do adotando.
c) O adotante há de ser, pelo menos, dezoito anos mais velho do que o adotando.
d) A adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese de
adoção póstuma.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Os vínculos com os pais naturais serão desligados, exceto quanto aos
impedimentos matrimoniais. Assim, a alternativa está incorreta ao mencionar “sem exceção”. Vejamos o art.
41, do ECA.
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os
impedimentos matrimoniais.
A alternativa B está incorreta. Não podem adotar os ascendentes e os irmãos, que são parentes colaterais
de 2º grau e não de terceiro.
A alternativa C está incorreta. O adotante deve ser, ao menos, 16 anos mais velho que o adotado, e não 18
anos como menciona a questão.
89. (UFMT/DPE-MT - 2016) Sobre o direito à convivência familiar e comunitária firmado no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), assinale a afirmativa correta.
a) A família natural compreende aquela formada por parentes próximos com os quais a criança ou o
adolescente convive e mantém vínculo de afinidade e afetividade.
b) A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela e curatela, independentemente da
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
c) O tutor testamentário somente será admitido se comprovado que a medida é vantajosa à família, e que
não existe outra pessoa em melhores condições para assumi-lo.
d) O estágio de convivência para a adoção poderá ser dispensado se o adotando já estiver sob a guarda legal
do adotante durante tempo suficiente para análise da conveniência do vínculo.
e) A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer
antes da propositura do procedimento judicial.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O conceito dado na alternativa é o de família extensa. Família natural é apenas
aquela formada pelos pais e seus descendentes.
A alternativa B está incorreta. A curatela não é uma forma de colocação em família substituta. A colocação
em família substituta ocorrerá por meio da guarda, tutela ou adoção, de acordo com o art. 28.
A alternativa C está incorreta. Lembre-se que o Eca tem como princípio o melhor interesse do menor. Dessa
forma, o tutor testamentário somente será admitido se comprovado que a medida é vantajosa ao tutelando,
conforme art. 37.
A alternativa E está incorreta, pois a adoção será deferida apenas se a manifestação inequívoca de vontade
ocorrer no curso do procedimento de adoção.
90. (IBFC/MGS - 2016) Assinale a alternativa correta, considerando as disposições da Lei Federal n° 8.069,
de 13/07/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
b) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
c) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
d) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
Comentários
Essa é uma questão fácil que exige o conhecimento, apenas, do art. 40, do ECA.
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se
já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
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Mais uma questão que trata da conceituação de tratamento cruel e degradante prevista no ECA. Essas
informações constam do art. 18-A, inciso II.
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
93. (IDECAN/UFPB - 2016) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que “a criança e o
adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. Sobre o direito à educação, à cultura, ao esporte
e ao lazer de crianças e adolescentes, é correto afirmar que
a) o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público objetivo.
b) os pais ou responsáveis não têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
c) o não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular não importa
responsabilidade da autoridade competente.
d) compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar,
junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.
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A alternativa A está incorreta. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público SUBJETIVO,
conforme o art. 54, § 1º.
A alternativa B está incorreta. É o exato contrário, os pais e responsáveis TÊM a obrigação de matricular seus
filhos e pupilos na rede regular de ensino, conforme o art. 55.
A alternativa C está incorreta, com base no art. 54, § 2º. O não fornecimento de ensino obrigatório pelo
poder público IMPORTA responsabilidade da autoridade competente.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, consoante dispõe o art. 54, § 3º.
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A questão cobra uma alteração legislativa recentemente trazida pela Lei 13.509/201.
Quanto ao programa, veja a definição dada pelo CNJ em seu site: “O apadrinhamento afetivo de crianças e
adolescentes com poucas chances de adoção que vivem em abrigos no Distrito Federal tem proporcionado a
esses jovens a convivência em família e o incentivo nos estudos. As crianças têm encontros quinzenais –
geralmente passam o fim de semana na casa dos padrinhos –, fazem passeios e participam dos eventos da
família. Tanto os padrinhos quanto os jovens são preparados previamente por meio da Instituição Aconchego,
que coordena o programa de apadrinhamento afetivo com o objetivo de possibilitar a esses jovens a
construção de vínculos fora da instituição em que vivem”6.
Depois dessa breve introdução sobre o programa recentemente introduzido, vejamos cada uma das
alternativas:
A alternativa A está incorreta, pois o art. 19-B, §3º, do ECA, garante que pessoas jurídicas também podem
apadrinhar crianças e adolescentes, veja:
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois atende aos requisitos estipulados pelo art. 19-B,
§2º, do ECA, veja:
§ 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas
nos cadastros de adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de
apadrinhamento de que fazem parte.
A alternativa C está incorreta, pois não há a restrição legal a órgãos do poder executivo, permitindo-se ainda
a execução por OSC´s (organizações da sociedade civil).
6
([Link]
para-criancas-do-df).
A alternativa D está incorreta pois o intuito desse novo programa de apadrinhamento foi realmente inserir
no convívio familiar crianças e adolescentes que não possuem essa facilidade. Veja o amparo legal:
95. (MPE-PR - 2019) Entre as garantias de prioridade estabelecidas expressamente pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente (art. 4º, parágrafo único, da Lei n. 8.069/90), não há previsão de:
a) Primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
b) Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
c) Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à
juventude.
d) Viabilização prioritária de formas alternativas de participação, ocupação e convívio com as demais
gerações.
e) Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.
Comentários
Deste modo, a viabilização prioritária de formas alternativas de participação, ocupação e convívio com as
demais gerações é dever estabelecido em favor do idoso, prevista no art. 3º do Estatuto do Idoso, e não da
criança e adolescente. Logo, a alternativa D é a incorreta e gabarito da questão.
96. (MPE-PR - 2019) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90), assinale a
alternativa correta:
a) A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um registro de crianças e adolescentes
em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção.
b) O vínculo da adoção constitui-se por inscrição no registro civil.
c) A desistência do pretendente em relação à guarda para fins de adoção ou a devolução da criança ou do
adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção importará na sua exclusão dos cadastros
de adoção e na vedação de renovação da habilitação, de forma irreversível.
d) A adoção deve ser deferida quando representar vantagens para o adotando, sendo despiciendo aquilatar-
se a existência de motivos legítimos.
e) Em observância ao princípio da proteção integral, a preferência das pessoas cronologicamente
cadastradas para adotar determinada criança é absoluta.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O art. 50 do ECA traz as regras relacionadas ao
cadastro de adoção e estabelece que a autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um
registro de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na
adoção. D
O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita no registro civil mediante mandado
do qual não se fornecerá certidão (art. 47 do ECA), de modo que a alternativa B está incorreta.
A alternativa C está incorreta, pois, é possível por decisão judicial fundamentada, haver a renovação da
habilitação no caso de desistência do pretendente em relação à guarda para fins de adoção ou a devolução
da criança ou do adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção (art. 197-E, §5º, do ECA).
A incorreção da alternativa D consta da afirmação de que é desnecessária a análise dos motivos legítimos
da adoção, uma vez que o art. 43 do ECA preconiza que para que a adoção seja deferida é necessário que:
(a) haja reais vantagens para o adotando; e (b) exista motivos legítimos.
Por fim, a alternativa E está errada, pois vai de encontro com algumas regras constantes do ECA:
Art. 197-E. [...]§1o A ordem cronológica das habilitações somente poderá deixar de ser
observada pela autoridade judiciária nas hipóteses previstas no § 13 do art. 50 desta Lei,
quando comprovado ser essa a melhor solução no interesse do adotando.
***
Art. 50. [...] §13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado
no Brasil não cadastrado previamente nos termos desta Lei quando:
II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de
afinidade e afetividade;
III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três)
anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de
laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer
das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei.
97. (MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança
e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta:
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais.
b) É dever do Estado assegurar atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de
idade.
c) É assegurado às crianças e aos adolescentes o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer
às instâncias escolares superiores.
d) No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto
social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de
cultura.
e) Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que prevalecem as exigências pedagógicas
relativas ao desenvolvimento profissional e produtivo do educando.
Comentários
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
A assertiva B está correta, uma vez que o ECA foi alterado pela Lei 13.306/2016, em seu art. 54, IV, para
garantir atendimento em creche e pré-escola às crianças de 0 a 5 anos de idade, de modo a acompanhar a
redação constitucional sobre o tema.
Por fim, prevê o ECA que no processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos
próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o
acesso às fontes de cultura (art. 58). Deste modo, a alternativa D também está certa.
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão, pois, segundo o ECA, entende-se por trabalho
educativo a atividade laboral em que as exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e
social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo (art. 68, §1º).
LISTA DE QUESTÕES
Outras Bancas
1. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Regina é mãe de Larissa, de 8 (oito) anos de idade e de Matheus, que
completou 12 (doze) anos de idade. Ela cuida dos dois filhos sozinha. Regina não vê a hora do filho
Matheus se tornar um adolescente. Sobre este caso e considerações trazidas pelo ECA, assinale a
alternativa correta.
a) Segundo o ECA, Matheus já é um adolescente.
b) Tanto Larissa, quanto Matheus são crianças.
c) Matheus será um adolescente quando completar 13 (treze) anos de idade.
d) Tanto Larissa, quanto Matheus são adolescentes.
2. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8069/90) traz normas que têm
como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente. Sobre as disposições desse diploma
jurídico, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Considera-se criança a pessoa de doze anos de idade completos, e adolescente aquela entre treze e
dezessete anos de idade.
II. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta
prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao
lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.
III. A garantia de prioridade compreende a preferência na formulação e na execução das políticas sociais
públicas.
a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) As afirmativas I, II e III estão corretas
d) Apenas a afirmativa I está correta
3. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O contexto histórico tem apresentado a necessidade de proteger crianças e
adolescentes em situação de vulnerabilidade social, tornando-se de extrema importância atentar-se
às condições de desenvolvimento infantil. Visto que, algumas legislações já citavam a importância
familiar no processo de desenvolvimento da infância. Considere o século que tal reconhecimento
recebeu maior ênfase e analise as afirmativas abaixo.
I. No final do século XX, por meio de uma nova constituição e a criação do Estatuto da Criança e do
Adolescente.
II. No final do século XIX, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente.
III. No início do século XX, por meio de uma nova constituição e a criação do Estatuto da Criança e do
Adolescente.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) As afirmativas I, II e III estão corretas
4. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) Sobre o objetivo do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), assinale a
alternativa correta.
a) De somente proteger a criança e ao adolescente do trabalho.
b) De se efetivar apenas a garantia de direitos de crianças.
c) De definir apenas a forma de atuação das entidades governamentais e não governamentais na prevenção
e nos casos de violação desse direito.
d) De se efetivar a garantia de direitos de crianças e adolescentes. Contém em seus artigos a proibição do
trabalho infantil, a proteção ao trabalhador adolescente e define a forma de atuação das entidades
governamentais e não governamentais na prevenção e nos casos de violação desse direito.
5. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) Sobre a força significativa do ECA, assinale a alternativa correta.
a) Representa força da Lei, que nem sempre institui mecanismos de ordenamento jurídico.
b) Representa um conjunto de Normas que não têm peso relevante para ordenamento jurídico.
c) Representa um marco Legal e não Regulatório dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.
d) Representa a força da Lei, que institui mecanismos de exigibilidade.
8. (IBFC/Pref Conde - 2019) Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), analise as
afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
II. As disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente não abrangem as gestantes.
III. A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas
sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas
de existência.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
c) As afirmativas I, II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
9. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Em uma discussão dentro da sala de aula, professora e aluno divergem de
opinião. Ela argumentativamente se sobressai à fala do aluno e mal o deixa expor verbalmente o que
ele pensou e sentiu a respeito do assunto do qual divergiram. De acordo com o Estatuto da Criança e
do Adolescente, o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos
valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Pode-se afirmar que a professora privou o
aluno de parte deste direito. Contudo, há pais, responsáveis e profissionais que ainda recorrem aos
castigos físicos para disciplinar as crianças e os adolescentes. No Estatuto, o castigo físico “é entendido
como a ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o
adolescente que resulte em”:
I. Sofrimento físico ou lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante que ridicularize e/ou humilhe.
III. Conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança e/ou ao adolescente que ameace
gravemente.
Assinale a alternativa correta
a) I, apenas
b) II, apenas
c) III, apenas
d) I, II, III
10. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Sobre os aspectos que envolvem o direito à liberdade, segundo o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa incorreta.
a) buscar refúgio, auxílio e orientação
b) brincar, praticar esportes e divertir-se
11. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) disciplina
sobre os direitos de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com essa legislação, artigo 15 a criança
e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e a dignidade. Considere o disposto no artigo 16 e
assinale a alternativa incorreta.
a) O direito a liberdade corresponde à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e
crenças, dos espaços e objetos pessoais
b) O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação
c) O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão
d) O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários,
ressalvadas as restrições legais
12. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu
art. 17 o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança
e do adolescente, abrangendo a preservação da(o) , da(o) , da autonomia, dos valores,
ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. A esse respeito, assinale a alternativa que preencha
correta e respectivamente as lacunas.
a) imagem / identidade
b) idade / família
c) cultura / corpo
d) gosto / vontade
13. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Segundo o Art. 18-A do ECA, “a criança e o adolescente têm o direito
de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da
família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas
ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Nesse
contexto, analise as afirmativas abaixo.
I. Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou
o adolescente que resulte em lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao
adolescente que humilhe.
III. Sofrimento físico: toda e qualquer ação que resulte em ameaça.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
16. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Encontramos referências legais para a adoção de crianças e
adolescentes no Brasil junto ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8069/1990). Na referida
legislação há indicações de aspectos que devem ser observados no que diz respeito a adoção
internacional. Considere o disposto no ECA sobre a adoção internacional, analise as afirmativas abaixo
e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) É permitido o repasse de recursos provenientes de organismos estrangeiros encarregados de intermediar
pedidos de adoção internacional a organismos nacionais ou a pessoas físicas.
( ) Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência habitual em país parte
da Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria
de Adoção Internacional, promulgada pelo Decreto no 3.087/ 1999, e deseja adotar criança em outro país-
parte da Convenção.
( ) Os brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional
de criança ou adolescente brasileiro.
( ) A adoção internacional pressupõe a intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria
de adoção internacional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) F, V, V, V
b) V, V, V, F
c) V, F, F, F
d) V, V, F, F
17. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) A adoção constitui uma das muitas medidas que são apresentadas
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo abordada a partir do artigo 39. Considere o
disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a adoção e analise as afirmativas abaixo.
I. A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa.
II. É permitida a adoção por procuração.
III. A adoção não atribui a condição de filho ao adotado, não possuindo assim os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios de outros filhos, uma vez que são mantidos os vínculos com a família de origem ou
biológica.
IV. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
18. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que é dever da
família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, a efetuação dos direitos
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária de todas as crianças e
adolescentes. Dentro do ECA existem normas referentes às crianças e adolescentes com deficiência.
A esse respeito, assinale a alternativa incorreta:
a) É dever do Estado garantir um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com
base na igualdade de oportunidades ao longo de toda a vida e inclusão no sistema educacional geral.
b) É imprescindível garantir o ensino fundamental gratuito e compulsório para todas as crianças e
adolescentes com qualquer tipo de deficiência, assegurando as adaptações de acordo com as necessidades
individuais, visando facilitar sua educação.
c) É necessário o apoio técnico e financeiro pelo poder público às instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e, com atuação exclusiva, em educação especial.
d) É eletivo a adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que maximizem o
desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.
19. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) De acordo com a Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, assinale a alternativa
incorreta.
a) Compete ao Poder Público recensear os educandos, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou
responsável, pela frequência à escola
b) O acesso ao ensino obrigatório e gratuito, é direito público subjetivo
c) É direito dos pais ou responsáveis, matricular ou não seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino
d) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais
20. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a
alternativa correta.
a) O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade de autoridade competente.
b) Os pais ou responsáveis têm obrigação de matricular seus filhos ou pupilos nas redes particulares.
c) Os professores de ensino fundamental, comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos
envolvendo seus alunos.
d) É dever dos municípios assegurar à criança e ao adolescente progressiva extensão da obrigatoriedade e
gratuidade ao ensino médio.
21. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) A Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, dispõe sobre o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) e dá outras providências. Assinale a alternativa incorreta quanto aos deveres
do Estado em relação à Educação.
a) Garantir o ensino fundamental à criança e ao adolescente, sendo que a sua gratuidade se restringe apenas
àqueles que estudarem na idade própria
b) Possibilitar o atendimento educacional especializado aos deficientes, preferencialmente na rede regular
de ensino
c) Permitir o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um
d) Atendimento ao ensino fundamental, por meio de programas suplementares para que haja material
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde
22. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) A Lei n° 8.069/1990, estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), entre outras disposições, traz os direitos sociais e a proteção integral desse público.
No que se refere ao que o documento estabelece sobre o direito à educação de alunos e alunas com
deficiência, assinale a alternativa correta:
a) Segundo o documento, crianças e adolescentes abrigadas devem ter garantida a escola no abrigo onde
moram, não sendo obrigatória a frequência na escola regular
b) A Lei nº 8.069 não estabelece diretrizes referentes à educação de alunos e alunas com deficiência, o
documento apenas dispõe as ações do Conselho Tutelar, em caso de maus tratos
c) O ECA defende que as crianças com deficiência devem estar matriculadas em escolas especiais, espaços
que garantem a aprendizagem desse público-alvo
d) O ECA estabelece que o Estado deve assegurar atendimento educacional especializado aos alunos e alunas
com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino
23. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) Lúcia é uma mãe muito dedicada e prefere ensinar sua filha Júlia de
7 (sete) anos em casa. Lúcia alega que sua filha não aprende na escola. Neste ano Júlia não está
matriculada em nenhuma instituição e está com aquisições de aprendizagem que já ultrapassam a fase
que vivenciaria em uma instituição formal. Sobre este contexto, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
( ) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
24. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seus artigos 53 e
54, estabelecem o direito ao acesso à educação e as responsabilidades do Estado sobre esse direito.
Em relação ao dever do Estado, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Oferecer atendimento educacional especializado as pessoas com deficiência, preferencialmente na rede
de ensino regular.
II. Oferecer o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, respeitando a
capacidade de cada um.
III. Garantir a oferta gratuita do ensino regular apenas nos horários matutino e vespertino.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
d) Apenas a afirmativa I está correta
25. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Lucas tem 10 (dez) anos, e é o filho caçula de Dona Matilde e Senhor
João. Eles moram em um terreno arrendado na área rural, mas não tão distante do centro da cidade.
Ele ajuda, em todas as manhãs, seus pais no plantio de hortaliças e, posteriormente, na parte da tarde,
acompanha seus pais à comercialização dessas hortaliças. Lucas se considera um adulto e fica
orgulhoso de ajudar os pais no sustento da casa. Com base neste caso e o estabelecido no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990), assinale a alternativa correta.
a) Lucas já é considerado um adolescente e pode trabalhar como aprendiz junto com seus pais
b) Lucas é uma criança, mas acompanhado dos pais ele pode exercer qualquer atividade profissional
c) Segundo o ECA, Lucas é uma criança e deveria estar na escola
d) O ECA não proíbe que Lucas trabalhe, mas também deveria estar estudando
26. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) Cristiano, de 11 (onze anos e meio) é um menino muito empenhado
em aprender. Seus pais o incentivam desde os seus 3 (três) anos de idade a estudar e a valorizar o que
a escola lhe proporciona. Neste ano, Cristiano abandonou a escola e pediu para que seus pais o
ensinassem em casa. Sobre esse contexto e o que prevê o ECA, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
( ) No que se refere ao papel da escola, os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar,
esgotados os recursos escolares.
( ) Os pais efetuaram a matrícula do filho no início do ano, mas se Cristiano não quer frequentar a escola, os
pais podem acatar a vontade do filho e deixá-lo em casa para estudar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) F, F, V
d) F, V, V
27. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O ECA traz considerações importantes acerca do dever do Estado
para com a criança e o adolescente. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
a) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular
de ensino
b) Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio
c) Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador
d) Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade
28. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) César é um pai muito empenhado na educação dos filhos. Sua esposa,
Cristina ensina Língua Portuguesa e Matemática todas as manhãs ao filho do meio, Pedro, de 8 (oito)
anos de idade. César ensina, em todas as tardes, assuntos de cultura geral, à criança. Ambos decidiram
que devem ensinar Pedro e, posteriormente o filho caçula, dentro de casa. Sobre este caso, analise as
afirmativas.
I. Segundo o ECA, os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular
de ensino.
II. O ECA não obriga pais ou responsável a matricularem seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino,
mas ao Poder Público é exigido que sejam disponibilizadas escolas e vagas a todas as crianças em idade
escolar.
III. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo, portanto os pais não podem privar
seus filhos deste direito inegociável.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
29. (IBFC/Pref Vinhedo - 2019) Recentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº
8.069/1990, completou 28 (vinte e oito) anos de publicação. Ao longo desses anos é possível perceber
que este documento legislador contribuiu para proteger, dentre outros, a integridade física e
emocional de crianças e adolescentes por todo Brasil. No âmbito do trabalho infantil coerentemente,
o ECA prevê:
I. Ao adolescente até doze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
II. Crianças e adolescentes podem prestar serviços comunitários (realização de tarefas gratuitas de interesse
geral), por período não excedente a 12 (doze) meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e
outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais.
III. Ao adolescente aprendiz (maior de quatorze anos), são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
IV. O ECA proíbe qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
V. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido
em entidade governamental ou não-governamental, é vedado, dentre outros, o trabalho noturno, realizado
entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.
Está correto o que se apresenta em:
a) III, IV e V apenas
b) I, II e IV apenas
c) II, III e V apenas
d) I, III e IV apenas
30. (IBFC/Pref Cruzeiro do Sul - 2019) O trabalho é abordado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
nos artigos 60 a 69. Considere o disposto em tal legislação, analise as afirmativas abaixo e assinale a
alternativa correta.
I. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
II. Ao adolescente portador de deficiência é opcional que o trabalho seja protegido.
III. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas a afirmativa III está correta
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
35. (FUNDEP/Bombeiros-MG - 2018) Segundo o que dispõe o seu Estatuto, a criança e o adolescente têm
direito de serem educados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto por parte dos pais, integrantes
da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
Considerando os termos do citado Estatuto, é correto afirmar que
a) para a caracterização de castigo físico, não é necessário o uso de força física.
b) o tratamento cruel ou degradante se manifesta mediante ridicularização e humilhação, não se
caracterizando pelo uso de ameaça, ainda que grave.
c) o castigo físico aplicado à criança e ao adolescente não acarreta sanção quando se tratar de
comportamento manifestamente incorporado na cultura local, sendo, assim, socialmente aceito como
método de disciplina.
d) sem prejuízo de outras sanções cabíveis, as pessoas que praticarem castigo físico ou tratamento cruel ou
degradante contra criança e adolescente estão submetidas, entre outras medidas, ao encaminhamento a
tratamento psicológico ou psiquiátrico.
a) Uma das diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente é a federalização
do atendimento.
b) O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de
zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, sendo composto por 5 (cinco) membros,
escolhidos pela população local para mandato de 3 (três) anos, permitida uma recondução.
d) Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de todos
os titulares do poder familiar, de forma conjunta, nos casos de internação de criança ou adolescente.
d) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.
37. (UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa correta em
relação à adoção.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou a tutela dos adotantes.
b) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios,
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.
c) A idade mínima para adotar é de 21 (vinte e um) anos, independentemente do estado civil.
d) Para adoção conjunta, não é necessário que os adotantes sejam casados civilmente ou que mantenham
união estável.
e) O adotante há de ser, pelo menos, cinco anos mais velho do que o adotando.
39. (FMP Concursos/MPE-RO - 2017) Segundo a Lei n° 8.069/1990 e posteriores alterações, é CORRETO
afirmar:
a) Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário da autoridade judiciária competente ou,
quando a medida for aplicada em preparação à adoção, o deferimento da guarda de criança e de adolescente
a terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos,
que serão objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público.
40. (UECE-CEV/SEAS-CE - 2017) No que concerne ao instituto jurídico da tutela, tomando-se por base o
ECA, é correto afirmar que
a) as normas de decretação de perda ou suspensão do poder familiar aplicam-se à destituição da tutela.
b) o tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme previsto no Código Civil,
deverá, no prazo de 60 (sessenta) dias após a abertura da sucessão, ingressar com pedido destinado ao
controle judicial do ato, observando o procedimento previsto no ECA.
c) o deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar, mas não
implica, necessariamente, o dever de guarda.
d) a tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos completos.
42. (UECE-CEV/SEAS-CE - 2017) No que diz respeito à assistência médica e odontológica arrolada no
Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA — (Lei Federal nº 8.069/90), é correto afirmar que
a) não é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
b) a atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, no sexto
e no décimo segundo anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.
c) o Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes, de forma
transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança.
d) somente a criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único
de Saúde.
43. (PUC-PR/TJ-PR - 2017) Sobre os direitos fundamentais à vida e à saúde da mulher gestante previstos
no Estatuto da Criança e do Adolescente, leia as assertivas a seguir e, depois, assinale a alternativa
CORRETA.
I. A gestante tem direito a 02 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do pré-natal, do
trabalho de parto e do pós-parto imediato.
II. Caso os profissionais de saúde de referência já tenham vinculado a gestante, no último trimestre da
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, a mulher não tem o direito de optar por outro
local.
III. A obrigação do poder público de proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe se limita ao
período pré-natal.
IV. O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária.
a) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
b) Apenas a assertiva IV está correta.
c) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas I e III estão corretas.
e) Apenas a assertiva III está correta.
44. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990, para
assinalar a alternativa correta sobre adoção.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
b) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
c) O adotando deve contar com, no máximo, vinte anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou
tutela dos adotantes.
d) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
e) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
45. (IBADE/SEJUDH-MT - 2017) No Brasil, para que a adoção possa ser realizada, o Estatuto da Criança e
do Adolescente, Lei n° 8.069/1990, prevê que o adotante tem que ser mais velho que o adotado pelo
menos:
a) 16 anos.
b) 21 anos.
c) 5 anos.
d) 10 anos.
e) 18 anos.
47. (IBADE/Prefeitura de Rio Branco-AC - 2017) Sobre adoção de criança e de adolescentes, leia as
afirmativas.
I. Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação entre o
adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.
II. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
III. Os divorciados e os judicialmente separados não poderão adotar conjuntamente, independente de
qualquer condição.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) l.
b) ll.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.
48. (FUNRIO/SESAU-RO - 2017) Em relação ao direito à vida e à saúde, conforme estabelece o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), as seguintes afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de
existência.
b) é assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de
planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e
ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde
c) o atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária.
d) os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, desde o primeiro trimestre
da gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher
e) os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos
alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem como o acesso a outros serviços e
a grupos de apoio à amamentação.
50. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990, para
assinalar a alternativa correta sobre os direitos à vida e à saúde.
a) A gestante e a parturiente têm direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do
pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.
b) A gestante tem direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do pré-natal e a
parturiente tem direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do trabalho de parto.
c) A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do
pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.
d) A gestante tem direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal e a
parturiente tem direito a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do trabalho de parto.
e) A gestante e a parturiente têm direito a quantos acompanhantes desejarem durante o período do pré-
natal e a 2 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do trabalho de parto e do pós-parto
imediato.
51. (Instituto Excelência/Prefeitura de Cruzeiro-SP - 2016) De acordo com a lei 8.069/90 Art. 8º É
assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de
planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao
parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema
Único de Saúde. Assinale a alternativa CORRETA que refere-se à assistência psicológica do § 5º :
a) deverá ser prestada também a gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para
adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrem em situação de privação de liberdade.
b) deverá receber orientação sobre aleitamento materno, alimentação complementar saudável e
crescimento e desenvolvimento infantil, bem como sobre formas de favorecer a criação de vínculos afetivos
e de estimular o desenvolvimento integral da criança.
c) a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a
aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos.
d) assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e contra referência
na atenção primária, bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
52. (IBFC/SES-PR - 2016) Quanto ao direito à vida e à saúde, previsto no estatuto da criança e do
adolescente, analise os itens abaixo e a seguir, assinale a alternativa correta:
I. O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento
materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
53. (IBFC/SES-PR - 2016) Considerando o estatuto da criança e do adolescente, analise os itens abaixo e a
seguir, assinale a alternativa correta:
I. Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais,
educadores e alunos.
II. A parturiente será atendida preferencialmente pelo mesmo médico que a acompanhou na fase pré-natal.
III. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras
providências legais.
a) I, II e III estão corretas.
b) Apenas I e III estão corretas.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas II está correta.
54. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) De acordo com a Lei nº 8.069/90 – Estatuto da
Criança e do adolescente, em relação ao Direito à Vida e à Saúde, analise as assertivas abaixo:
I. Incumbe ao poder público garantir à gestante e à mulher com filho, na primeira infância, que se encontrem
sob custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanitárias e assistenciais
do Sistema Único de Saúde para o acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente,
visando ao desenvolvimento integral da criança.
II. É assegurado às mulheres que demonstrarem hipossuficiência econômica o acesso aos programas e às
políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no
âmbito do Sistema Único de Saúde.
III. Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante, somente no período pré-natal,
inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
55. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Nos termos da Lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança
e do adolescente, em relação ao Direito à Vida e à Saúde, analise as assertivas abaixo:
I. A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos sem discriminação ou segregação, em suas
necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação e ainda incumbe ao poder público
fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias
assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo com
as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas.
II. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral dos pais
ou responsáveis, nos casos de internação de criança ou adolescente.
III. Os casos de suspeita de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança
ou adolescente poderão ser comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de
outras providências legais.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
56. (FUNRIO/IF-PA - 2017) Sobre a lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre a proteção integral
de crianças e adolescentes, a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante
a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento, o desenvolvimento sadio e
harmonioso, em condições dignas de existência. Podemos citar como direcionamento no que tange a
assistência a gestante, à puérpera e ao recém-nascido o seguinte:
a) Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher.
b) O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção secundária.
c) A gestante e a parturiente não terão direito a acompanhante durante o período do pré-natal, do trabalho
de parto e do pós-parto imediato.
d) A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a gestação e preferencialmente a opção
pelo parto cesárea.
e) O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento
materno, com exceção aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
57. (REIS & REIS/Prefeitura de Cipotânea-MG - 2016) Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é
incorreto afirmar:
a) A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, com discriminação ou segregação, em suas
necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
b) A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, antes de
o bebê nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo
anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.
c) Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
d) É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu
desenvolvimento integral.
60. (UTFPR/UTFPR - 2017) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é correto afirmar que:
a) os direitos enunciados na referida Lei são aplicados exclusivamente às crianças e adolescentes em
condições de hipossuficiência econômica.
b) direito ao esporte e ao lazer não são assegurados às crianças e aos adolescentes.
c) direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, não abrangendo os aspectos psíquicos
e morais da criança e do adolescente.
d) compete somente ao poder público a efetivação dos direitos previstos na referida Lei.
e) participar da vida política, na forma da lei, é um dos aspectos compreendidos no direito à liberdade.
61. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 18-B, os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis,
os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar
de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou
tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro
pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão
aplicadas de acordo com a gravidade do caso:
I. Encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família.
II. Obrigação de tratamento psicológico ou psiquiátrico.
III. Encaminhamento a cursos ou programas de orientação.
IV. Obrigação de encaminhar os responsáveis a tratamento especializado.
V. Advertência para a criança.
a) Somente I, II e IV estão corretas.
b) Somente II, III, IV e V estão corretas.
c) Somente I e III estão corretas.
d) Somente I e IV estão corretas.
e) Todas estão corretas.
63. (FEPESE/SJC-SC - 2016) De acordo com a Doutrina da Proteção Integral a Criança e o adolescente têm
direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento
e como sujeitos de direitos garantidos na Constituição Federal de 1988 e nas leis.
Nesse sentido, o direito de liberdade, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, compreende:
a) liberdade de buscar refúgio, auxílio e orientação e ter liberdade de opinião e expressão.
b) ter limitado o seu direito de ir e vir com base no toque de recolher.
c) liberdade de crença e de culto, desde que seja aquela vinculada à vontade de seus pais ou do responsável
legal.
d) liberdade de brincar, praticar esportes e divertir-se, sempre acompanhado de um responsável legal.
e) ter negada a sua participação na vida política em razão da incapacidade civil.
64. (COMPERVE/Câmara de Natal-RN - 2016) As crianças e os adolescentes, qualificados pelo direito hoje
vigente como pessoas em desenvolvimento, receberam do direito positivo brasileiro, tutela especial
através da Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, mais conhecida como Estatuto da Criança e do
Adolescente. Seguindo as diretrizes traçadas pela Constituição de 1988, o Estatuto da Criança e do
Adolescente trouxe a previsão normativa da absoluta prioridade e de variados direitos fundamentais.
Em tal seara, foi determinado que as crianças e os adolescentes têm direito,
a) à liberdade, de forma a compreender a liberdade de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços
comunitários, ressalvadas as restrições legais; a liberdade de opinião e de expressão; a liberdade de brincar
e de praticar esportes, a liberdade de participar da vida familiar e comunitária; a liberdade de buscar refúgio,
auxílio e orientação, excetuadas dessa tutela a liberdade de crença e culto religioso e de participar da vida
política.
b) ao respeito, consistente na inviolabilidade da sua integridade física, psíquica e moral, abrangendo a
preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de seus valores, ideias e crenças, excluída a tutela dos
seus espaços e objetos pessoais.
c) de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como
formas de correção, disciplina, educação ou a qualquer outro pretexto, por parte dos pais, de integrantes da
família ampliada, dos responsáveis, dos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
d) de serem criados e educados no seio de sua família biológica, não se admitindo a sua inserção em família
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento
integral.
65. (FUNRIO/IF-PA - 2016) A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade
como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e
sociais garantidos na Constituição e nas leis. De acordo com o estatuto da criança e do adolescente é
dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer
tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Para fins de proteção
integral podemos considerar:
a) Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis tratá-los, educá-los ou protegê-los que
utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação
ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos às sanções cabíveis com exceção dos agentes públicos
executores de medidas socioeducativas.
b) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 2 (dois) anos, devendo a autoridade judiciária competente,
com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta.
66. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) Em seu Capítulo II, o ECA trata do direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade.
Um aspecto que compreende o direito à liberdade de crianças e adolescentes está definido em:
a) Brincar, praticar esportes e divertir-se.
b) Afastar-se de qualquer participação na vida política.
c) Atrelar suas opiniões às orientações de seus pais ou responsáveis.
d) Ir, vir e estar nos logradouros públicos, desde que sob tutela de um responsável.
e) Participar da vida familiar e comunitária, de acordo com as restrições e distinções cabíveis.
67. (UEM/UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, qual é o procedimento que
deverá ser adotado pelos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental nos casos de
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares, e os casos de
elevados níveis de repetência?
a) Encaminhar ao Ministério Público, para a devida advertência ao aluno.
b) Comunicar ao Juiz da Infância e Juventude.
c) Notificar a secretaria da escola, para devido registro no livro de ocorrências.
d) Registrar no diário de classe, para posterior notificação ao Conselho Escolar.
e) Comunicar ao Conselho Tutelar.
68. (IBADE/Prefeitura de Rio Branco-AC - 2017) É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
1. progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
2. atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.
3. atendimento em creche e pré-escola às crianças de seis anos de idade.
4. oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador.
Estão corretos apenas os itens:
a) 1, 2 e 4.
b) 2, 3 e 4.
c) 1 e 3.
d) 1 e 4.
e) 1, 3 e 4.
69. (FCM/IF-RJ - 2017) “A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é um direito assegurado a esse público no âmbito da
educação
a) o questionamento da posição ideológica do professor.
b) um professor exclusivo para quem necessite de reforço escolar.
c) o livre acesso aos conselhos administrativos, pedagógicos e de classe da escola.
d) a contestação dos critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.
e) a aprovação automática de adolescentes trabalhadores para evitar sua evasão escolar.
72. (FUNIVERSA/IF-AP - 2016) À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990 e suas
alterações), assinale a alternativa correta em relação ao direito do adolescente à educação.
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais.
b) É dever dos pais ou responsáveis assegurar atendimento no ensino fundamental por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
c) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão aos pais ou responsáveis a
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
d) O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público objetivo.
e) É dever do Estado assegurar a todos os adolescentes acesso ao nível superior de ensino.
73. (FUNRIO/IF-BA - 2016) Segundo o Art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança e o
adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Para que este exercício seja pleno é necessário:
I. impor limites à presença dos pais na escola, especialmente se desejarem participar da definição das
propostas educacionais;
II. assegurar, às crianças e aos adolescentes, o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às
instâncias escolares superiores;
III. garantir o direito de organização e participação em entidades estudantis;
IV. dar liberdade aos educadores, de forma que possam utilizar de constrangimento moral ou físico, para
que as crianças sejam disciplinadas.
Pode-se afirmar que
a) somente o item I está coerente com o ECA.
b) somente os itens I e IV estão coerentes com o ECA.
c) somente os itens II e III estão coerentes com o ECA.
d) somente os itens II, III e IV estão coerentes com o ECA.
e) nenhum dos itens está coerente com o ECA.
75. (UEM/UEM - 2017) O Estatuto da Criança e do Adolescente define aprendizagem como a formação
técnico-profissional ministrada segundo quais critérios?
a) As diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.
b) As diretrizes e bases da legislação da previdência em vigor.
c) As diretrizes e bases da legislação de trânsito em vigor.
d) As diretrizes e bases da legislação trabalhista em vigor.
e) As diretrizes e bases da legislação civil em vigor.
76. (Big Advice/Prefeitura de Pradópolis-SP - 2017) De acordo com o ECA, Art. 63. A formação técnico-
profissional obedecerá aos seguintes princípios:
77. (Big Advice/Prefeitura de Pradópolis-SP - 2017) De acordo com o ECA, Art. 64. Ao adolescente até
quatorze anos de idade _________________.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
a) São assegurados direitos trabalhistas.
b) São assegurados direitos previdenciários.
c) São assegurados direitos trabalhistas e previdenciários.
d) É assegurada bolsa de aprendizagem.
e) É assegurado o trabalho protegido.
78. (FCM/IF-RJ - 2017) Considere as seguintes afirmações sobre o direito à profissionalização e à proteção
no trabalho, preconizados no título II, capítulo V do Estatuto da Criança e do Adolescente.
I- Ao adolescente portador de deficiência, é assegurado trabalho protegido.
II- Ao adolescente até quatorze anos de idade, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários.
III- O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho, observados o respeito à condição
peculiar de pessoa em desenvolvimento, a capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho,
dentre outros aspectos.
IV- A formação técnico-profissional obedecerá aos princípios da garantia de acesso e frequência obrigatória
ao ensino regular, da atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente e do horário especial para
o exercício das atividades.
V- Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido
em entidade governamental ou não governamental, é permitido trabalho noturno realizado entre as vinte e
duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte de modo a garantir seu acesso à escola.
São corretas apenas as afirmativas
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) II, III e V.
d) II, IV e V.
79. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 60, é proibido qualquer trabalho a menores:
a) De quatorze anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
b) De quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
c) De dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
d) De dezesseis anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
e) De dezessete anos de idade, inclusive na condição de aprendiz.
80. (Alternative Concursos/Prefeitura de Sul Brasil-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei n.º 8.069/90, art. 69, o adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no
trabalho, observados os seguintes aspectos:
I. Respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
II. Capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.
III. Remuneração do adolescente em relação ao trabalho prestado.
a) Somente I e III estão corretas.
b) Somente I e II estão corretas.
c) Somente II e III estão corretas.
d) Somente I está correta.
e) Todas estão corretas.
d) II e III, apenas.
83. (Prefeitura de Fortaleza-CE - 2016) Assinale o item correto quanto à definição de família extensa ou
ampliada para o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
a) É aquela comunidade formada pelos pais ou qualquer membro consanguíneo e seus descendentes.
b) É aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes
próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
c) É aquela unidade residencial para a qual a criança ou adolescente deve ser encaminhado de maneira
excepcional, por meio de qualquer das três modalidades possíveis, que são: guarda, tutela e adoção.
d) É aquela configuração numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um
grande número de parentes, aderentes e agregados submetidos todos ao poder do homem pai.
86. (MPE-GO - 2016) Quanto ao direito à convivência familiar e comunitária previsto no Estatuto da Criança
e do Adolescente, assinale a alternativa correta:
a) poderão ser utilizados recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manutenção dos serviços
de acolhimento em família acolhedora, obrigando-se o repasse de recursos para a própria família acolhedora.
b) toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional
terá sua situação reavaliada, no mínimo, a cada 6 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente,
com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta, em quaisquer
das modalidades previstas no art. 28 desta Lei.
c) a adoção sempre produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva.
d) a União apoiará a implementação de serviços de acolhimento em família acolhedora como política pública,
os quais deverão dispor de equipe que organize o acolhimento temporário de crianças e de adolescentes em
residências de famílias selecionadas, capacitadas e acompanhadas que não estejam no cadastro de adoção.
87. (MPE-GO - 2016) Sobre a colocação em família substituta, assinale a opção INCORRETA:
a) O consentimento do adolescente é necessário para colocação em família substituta e deverá ser realizado
em audiência, o mesmo não se exigindo quando se tratar de criança.
b) O ECA admite a colocação em família substituta estrangeira desde que seja adolescente e que se realize
através de tutela ou adoção.
c) Somente em relação ao guardião e ao tutor exige-se o compromisso, mediante termo nos autos, de bem
e fielmente desempenhar o encargo.
d) Em se tratando de colocação em família substituta de criança ou adolescente indígena é, entre outros,
obrigatório a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista e
de antropólogos, perante equipe interprofissional ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso.
88. (MPE-GO - 2016) Em relação a adoção de crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta:
a) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, desligando-o de
qualquer vínculo com os pais e parentes sem qualquer exceção.
b) Não podem adotar os ascendentes e os colaterais até o terceiro grau do adotando.
c) O adotante há de ser, pelo menos, dezoito anos mais velho do que o adotando.
d) A adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese de
adoção póstuma.
89. (UFMT/DPE-MT - 2016) Sobre o direito à convivência familiar e comunitária firmado no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), assinale a afirmativa correta.
a) A família natural compreende aquela formada por parentes próximos com os quais a criança ou o
adolescente convive e mantém vínculo de afinidade e afetividade.
b) A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela e curatela, independentemente da
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
c) O tutor testamentário somente será admitido se comprovado que a medida é vantajosa à família, e que
não existe outra pessoa em melhores condições para assumi-lo.
d) O estágio de convivência para a adoção poderá ser dispensado se o adotando já estiver sob a guarda legal
do adotante durante tempo suficiente para análise da conveniência do vínculo.
e) A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer
antes da propositura do procedimento judicial.
90. (IBFC/MGS - 2016) Assinale a alternativa correta, considerando as disposições da Lei Federal n° 8.069,
de 13/07/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.
a) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
b) O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
c) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda
ou tutela dos adotantes.
d) O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, mesmo se já estiver sob a
guarda ou tutela dos adotantes.
93. (IDECAN/UFPB - 2016) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que “a criança e o
adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. Sobre o direito à educação, à cultura, ao esporte
e ao lazer de crianças e adolescentes, é correto afirmar que
a) o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público objetivo.
b) os pais ou responsáveis não têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
c) o não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular não importa
responsabilidade da autoridade competente.
d) compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar,
junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.
94. (FUNDEP/CBM-MG - 2018) Segundo o Estatuto próprio, a criança e o adolescente em programa de
acolhimento institucional ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento.
Consoante ao que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, sobre o referido programa é correto
afirmar:
a) Somente pessoas físicas podem apadrinhar crianças ou adolescentes.
b) Para ser padrinho ou madrinha, além de cumprir os requisitos específicos do programa de que faz parte e
de ter mais de 18 anos de idade, a pessoa não poderá estar inscrita no cadastro de adoção.
c) Os programas e serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Adolescência só podem
ser executados por órgãos públicos integrantes do Poder Executivo.
d) No âmbito do programa de apadrinhamento, têm prioridade as crianças ou adolescentes com maior
chance ou facilidade de inserção familiar ou colocação em família adotiva.
95. (MPE-PR - 2019) Entre as garantias de prioridade estabelecidas expressamente pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente (art. 4º, parágrafo único, da Lei n. 8.069/90), não há previsão de:
a) Primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
b) Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
c) Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à
juventude.
d) Viabilização prioritária de formas alternativas de participação, ocupação e convívio com as demais
gerações.
e) Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.
96. (MPE-PR - 2019) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90), assinale a
alternativa correta:
a) A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um registro de crianças e adolescentes
em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção.
b) O vínculo da adoção constitui-se por inscrição no registro civil.
c) A desistência do pretendente em relação à guarda para fins de adoção ou a devolução da criança ou do
adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção importará na sua exclusão dos cadastros
de adoção e na vedação de renovação da habilitação, de forma irreversível.
d) A adoção deve ser deferida quando representar vantagens para o adotando, sendo despiciendo aquilatar-
se a existência de motivos legítimos.
e) Em observância ao princípio da proteção integral, a preferência das pessoas cronologicamente
cadastradas para adotar determinada criança é absoluta.
97. (MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança
e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta:
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais.
b) É dever do Estado assegurar atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de
idade.
c) É assegurado às crianças e aos adolescentes o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer
às instâncias escolares superiores.
GABARITO
1. A 45. A 89. D
2. A 46. C 90. A
3. A 47. D 91. B
4. D 48. D 92. D
5. D 49. A 93. D
6. INCORRETA 50. C 94. B
7. B 51. A 95. D
8. D 52. A 96. A
9. A 53. B 97. E
10. D 54. A
11. A 55. A
12. A 56. A
13. D 57. A
14. CORRETA 58. A
15. CORRETA 59. A
16. A 60. E
17. A 61. C
18. D 62. D
19. C 63. A
20. A 64. C
21. A 65. D
22. D 66. A
23. A 67. E
24. C 68. A
25. C 69. D
26. B 70. INCORRETA
27. D 71. B
28. D 72. A
29. A 73. C
30. C 74. E
31. INCORRETA 75. A
32. CORRETA 76. B
33. CORRETA 77. D
34. A 78. B
35. D 79. B
36. D 80. B
37. B 81. A
38. B 82. D
39. A 83. B
40. A 84. INCORRETA
41. D 85. INCORRETA
42. C 86. D
43. B 87. B
44. D 88. D
Autor:
Ricardo Torques
15 de Dezembro de 2021
Sumário
Prevenção ........................................................................................................................................................... 3
3 - Competência ........................................................................................................................................... 37
5 - Impedimentos .......................................................................................................................................... 38
Gabarito ............................................................................................................................................................ 81
Entre os assuntos a serem estudados, destaca-se o estudo das medidas de proteção, medidas
socioeducativas e o conselho tutelar. Esses são os principais temas de questões em provas de concurso
público.
PREVENÇÃO
1 - Disposições Gerais
Em relação às disposições gerais, o ECA trazia 4 artigos singelos. Contudo, com a Lei nº 13.010/2014, foi
incluído o art. 70-A e 70-B, que é extenso. Esse dispositivo recentemente incluído trata da prevenção contra
a violência, especial o castigo físico e o tratamento cruel.
Vamos iniciar com o art. 70, do ECA: ele prevê o dever de todos de prevenir a ocorrência de ameaça ou
violação dos direitos da criança e do adolescente. Esse dispositivo destaca a tônica do ECA: a proteção aos
direitos das crianças e dos adolescentes. Isso ocorre porque o ECA dispensa tratamento diferenciado às
crianças e adolescentes em face da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Já o artigo 70-A prevê o dever dos Entes federados de atuar de forma articulada na elaboração de políticas
públicas e execução de ações destinadas a coibir o uso de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante,
bem como difundir formas não violentas de educação de crianças e adolescentes.
Nesse contexto, fixa-se que todos devem evitar a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança
e do adolescente. Para tanto, os três entes federativos (União, Estado e Municípios) devem adotar políticas
públicas a fim de coibir o castigo físico ou o tratamento cruel ou degradante e difundir formas não violentas
de educação de crianças e de adolescentes.
Esse conjunto de ações deverá ser observado pelo Estado, em todos os níveis federativos, e ser dispensado
a todas as crianças. Ainda assim, em relação às crianças com deficiência, o atendimento deverá ser prioritário
em face das demais crianças e adolescentes, dada a dupla situação de vulnerabilidade.
O parágrafo único do art. 70-A prevê ainda prioridade de atendimento às crianças e adolescente com
deficiência nas ações e políticas públicas de prevenção e proteção.
Pergunta-se:
Mas se o princípio da prioridade absoluta informa todo o ECA, qual a razão desse
dispositivo?
Temos um destaque especial, de modo que crianças e adolescentes com deficiência terão ainda mais
prioridade.
Para a prova...
O art. 70-B, ainda dentro do tema relativo aos castigos físicos e tratamento cruel, estabelece que todos os
órgãos voltados para a proteção de crianças e adolescentes devem contar com um quadro de servidores
aparelhados, com vistas a atender essas situações.
Ainda em relação à prevenção geral, o ECA destaca alguns direitos prioritários das crianças e adolescentes.
São eles:
Quanto aos arts. 72 e 73, estes destacam que as regras acima – relativas à prevenção geral – caminham de
forma conjunta com regras de prevenção especial, destacando que ambas são importantes e devem ser
observadas sob pena de responsabilidade daquele que não cumprir com o seu dever.
Encerramos, com isso, as disposições gerais da aula de hoje relativas à prevenção. Na sequência, passamos
estudar a denominada “prevenção especial”, que envolve vários temas de relevo para a prova.
Sigamos!
2 - Prevenção Especial
O estudo da prevenção especial envolverá primeiramente algumas regras relativas ao direito à informação,
à cultura, ao lazer, ao esporte, à diversão e aos espetáculos. Na sequência, vamos tratar de regras referentes
à divulgação e à utilização de produtos e serviços e, por fim, vamos tratar da autorização para viajar, assunto
que é recorrente em provas.
Vamos analisar primeiramente os dispositivos e, ao final, vamos destacar a síntese das informações a serem
memorizadas para a prova.
regulação de diversões e espetáculos: o poder público regulará as diversões e espetáculos públicos por
meio de órgão competente, informando sobre a natureza deles, faixas etárias a que não se recomendem e
locais e horários em que sua apresentação seja inadequada. Os responsáveis por diversões e espetáculos
públicos devem afixar à entrada do local de exibição, em lugar visível e de fácil acesso a respeito da natureza
do espetáculo e faixa etária especificada no certificado de classificação.
acesso e permanência em locais públicos: As crianças e adolescentes têm direito de acesso a diversões e
espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária. Crianças menores de 10 anos somente
podem ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição acompanhadas dos pais ou
responsável.
faixa etária indicativa: emissores de rádio e televisão devem exibir apenas programas com finalidades
educativas, artísticas, culturais e informativas no horário recomendado para o público infanto juvenil.
Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso de sua classificação, antes da transmissão,
apresentação ou exibição.
Para a prova...
➢ O Poder Público regulará as diversões e espetáculos públicos (definindo natureza, faixas etárias, locais
e horários inadequados de apresentação). Essas normas devem ser cumpridas e divulgadas pelas
empresas que trabalhem com diversão e espetáculos.
➢ Crianças menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação
ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável.
➢ Rádios e TVs somente exibirão, no horário recomendado para o público infanto-juvenil, programas
com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. Todos os espetáculos conterão o
anúncio da faixa etária indicativa.
➢ Empresas que explorem a venda ou aluguel de fitas de programação em vídeo cuidarão para que não
haja venda ou locação em desacordo com a classificação atribuída pelo órgão competente.
➢ Revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes
deverão ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advertência de seu conteúdo.
➢ Revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações alusivas
a bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da
pessoa e da família.
➢ Casas de jogos cuidarão para que não seja permitida a entrada e a permanência de crianças e
adolescentes no local, afixando aviso para orientação do público.
Em relação aos produtos e serviços, o ECA reserva dois dispositivos. O primeiro deles estabelece a proibição
de venda à criança e ao adolescente de alguns produtos e o outro estabelece critérios para a hospedagem.
Ainda neste tópico, o ECA traz uma regra importante e que, com frequência, é cobrada em provas. Trata da
hospedagem em hotel, motéis ou pensões: É proibida a hospedagem nesses estabelecimentos de crianças
ou adolescentes sozinhas, EXCETO se autorizadas pelos pais ou responsáveis.
Lembre-se...
regra proibida
HOSPEDAGEM EM
HOTEL/MOTEL/PENSÕES DE
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
quando autorizadas
exceção pelos
pais/responsáveis
Entre os arts. 83 a 85 temos a disciplina relativa à autorização para viajar. São pouco dispositivos, contudo,
muito relevantes em um contexto de provas de concurso público. Ademais, o art. 83, que trata da
autorização para viajar dentro do território nacional, sofreu modificações pela Lei 13.812/2019, o que chama
mais ainda mais atenção em provas.
O estudo deste ponto deve ser divido em duas partes: autorização para viajar dentro do território nacional
e autorização para viajar para o exterior. Cada um possui regras próprias.
Como regra, menores de 16 anos não podem viajar para fora da comarca a não ser que estejam
acompanhados dos pais/responsável ou estiverem portando autorização judicial.
Existem, contudo, exceções! Existem situações em que o menor de 16 anos poderá viajar dentro do território
nacional sem estar acompanhado do pai, da mãe ou de seu representante legal. Essas hipóteses estão
declinadas no §1º do art. 83 do ECA:
Por exemplo, nada impede que uma criança de 10 anos ou um adolescente de 15 anos viaje
de uma cidade vizinha para outra, desde que dentro do mesmo Estado. Se forem cidades
vizinhas, mas de Estados diferentes (ou seja, em divisas de Estados) não será admitida
viajar.
Admite-se a viagem desacompanhada ou sem autorização judicial no caso de translado entre cidades que
estejam na mesma região metropolitana.
Por exemplo, nada impede que uma criança de 11 anos de idade se desloque de uma cidade
para outra, desde que integrem a mesma região metropolitana. Nesse caso, não há
necessidade de que essas cidades sejam vizinhas, mas devem integrar a mesma região
metropolitana.
Admite-se a viagem sem estar acompanhada de pais ou responsável ou sem portar autorização judicial
quando o menor de 16 anos estiver acompanhado de ascendentes ou colateral maior (até o 3ª grau), desde
que comprove, mediante apresentação de documentos, a relação de parentesco.
Admite-se a viagem sem estar acompanhada de pais ou responsável ou sem portar autorização judicial
quando o menor de 16 anos estiver acompanhado pessoa maior de idade desde que esteja portando
autorização fornecida pelo pai, ou pela mãe ou por responsável.
E o maior 16 anos, menor de 18? Como fica a questão de viagens dentro do território
nacional?
Para os adolescentes que estiverem entre 16 e 18 anos não há qualquer restrição para viajar dentro do
território nacional. Podem se locomover de um ponto a outro do país, sem estarem acompanhados de pais
ou responsáveis ou sem autorização judicial. Lembre-se de que, nesse caso, são considerados pela nossa
legislação civil como relativamente incapazes, ou seja, possuem maior grau de discernimento pelo que a lei
não exigiu maiores formalidades para essas viagens.
• acompanhada de pais/responsável; ou
• mediante autorização judicial (com validade de 2 anos).
• translado em comarcas vizinhas (a lei fala em contígua), desde que se trate de mesma
unidade da Federação;
• translado entre cidades que estejam na mesma região metropolitana;
• translado acompanhado de ascendentes ou colateral maior (até o 3ª grau), desde que
comprove, mediante apresentação de documentos, a relação de parentesco; ou
• translado acompanhado pessoa maior de idade desde que esteja portando autorização
fornecida pelo pai, ou pela mãe ou por responsável.
Agora, passemos às regras de viagens para o exterior, que são aplicáveis a menores de 18; aplicam-se,
portanto, tanto para as crianças como para os adolescentes de qualquer idade.
Para viagens ao exterior, o procedimento é diverso. De acordo com o ECA, a autorização judicial para viagens
de crianças e de adolescentes será dispensável apenas em duas situações:
Em tais situações será necessário ingressar com procedimento junto à Vara da Infância e Juventude a fim de
suprir judicialmente a falta de manifestação. O magistrado verificará se é, de fato, justificável a escusa do
outro pai.
Assim...
Há ainda mais uma regra sobre viagens ao exterior: Sem prévia e expressa autorização judicial, NENHUMA
criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro
residente ou domiciliado no exterior.
3 - Política de Atendimento
Assim, por política de atendimento devemos compreender as ações adotadas pelo Poder Público com a
finalidade de assegurar os direitos das crianças e adolescentes.
De acordo art. 86, do ECA, a política de atendimento envolve um conjunto articulado de ações
governamentais e não-governamentais dos Entes Federados. Essa política de atendimento é orientada por
linhas de ação e diretrizes que estão explicitados nos arts. 87 e 88. Para fins de prova, é importante decorar
o conteúdo desses artigos, que é cobrado com frequência. Observe a lista a seguir:
Observe que o item 2 do quadro acima foi alterado pela Lei nº 13.257/2016.
São importantes essas linhas de ação e diretrizes que vimos acima para o concurso?
De fato, esses assuntos possuem menor importância, contudo, estão presentes no ECA e podem ser
cobrados. Ainda assim, acreditamos que a leitura atenta é fundamental.
Em termos simples, podemos definir as linhas de ação como a ações pretendidas para colocar em prática os
fins sociais do Estatuto da Criança e do Adolescente. As diretrizes, por sua vez, envolvem o plano de ação, o
que se será necessário fazer para que essas linhas de ação sejam efetivadas.
Não obstante isso, a leitura é o fundamental para a sua prova. Encerramos, contudo, o tema, com duas
informações que você deve levar para a prova!
Para encerrar o tópico, confira o art. 89, do ECA, que destaca a importância da atuação do membro dos
conselhos nacional, estadual e municipal dos direitos da criança e do adolescente. De acordo com o
dispositivo, o exercício da função é considerado de “interesse público relevante”, mas não será remunerada.
Cuide para não confundir com a função de conselheiro tutelar, que será analisada adiante, que é
remunerada.
Em relação às entidades de atendimento, nós veremos alguns aspectos gerais e, em seguida, regras de
fiscalização. Essas entidades são responsáveis por planejar e executar a política de atendimento, com
observância das linhas gerais e diretrizes acima, com vistas a colocar em prática as regras de prevenção que
estudamos.
Disposições Gerais
EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA
EM REGIME DE PROTEÇÃO
SOCIOEDUCATIVA
semiliberdade
internação
As próprias entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção de suas unidade, bem como pelo
planejamento e execução dos programas
Na sequência, o §1º prevê o dever das entidades, tanto governamentais quanto não governamentais, de
inscrever seus programas, especificando os regimes de atendimento, no Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente.
As entidades que atuam nos regimes acima serão controladas pelo Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente (CMDCA) em comunicação ao Conselho Tutelar e ao Juiz da Infância e Juventude.
Tome cuidado! A inscrição se dá perante o CMDCA e não perante o Conselho Tutelar.
Os recursos destinados à implementação e manutenção dos programas relacionados neste artigo serão
previstos nas dotações orçamentárias dos órgãos públicos encarregados das áreas de Educação, Saúde e
Assistência Social. As entidades que estiverem regulares receberão recursos do Poder Público, observando-
se o princípio da prioridade absoluta à criança e ao adolescente.
Em relação às entidades, o CMDCA avaliará o funcionamento a cada dois anos. Assim, a cada biênio, as
entidades serão avaliadas levando-se em consideração
Esse controle pelo CMDCA destaca o princípio da municipalização, do qual falamos acima. Denota-se o
intento do legislador em aproximar o Estado da realidade presente em cada comunidade, para melhor
atender aos interesses das crianças e adolescentes.
Nesse contexto, prevê o ECA que as entidades dependem de registro no CMDCA para regular o
funcionamento. De posse da documentação, o CMDCA poderá negar em cinco situações. Vejamos:
Uma vez concedido o registro, a entidade terá funcionamento regular e poderá receber recursos públicos. A
validade do registro é de 4 anos. A cada período é feita a reavaliação do cabimento da renovação.
AS ENTIDADES SERÃO
a cada dois anos
AVALIADAS
Quanto ao acolhimento em entidade, a Lei nº 13.257/2016 trouxe uma alteração ao incluir o § 7º no art. 92,
do ECA, ao prever que, quando se tratar de criança de 0 a 3 anos em acolhimento institucional, dar-se-á
especial atenção à atuação de educadores de referência estáveis e qualitativamente significativos, às rotinas
específicas e ao atendimento das necessidades básicas, incluindo as de afeto como prioritárias.
No caso de acolhimento de criança entre zero e três anos, a lei exigiu atenção especial quanto à atuação dos
educandos, às rotinas para cuidados diários que devem ser específicas e ao atendimento das necessidades
de afeto.
Há ainda mais algumas regras sobre as entidades de acolhimento que vamos resumir a seguir:
O art. 93, do ECA traz a regra acerca do acolhimento excepcional pelas entidades de acolhimento
institucional, que nós vimos logo acima. Quando a autoridade judiciária receber a comunicação, devem ser
tomadas as medidas necessárias para promover a imediata reintegração familiar da criança ou do
adolescente ou, se isso não for recomendável ou possível, são tomadas medidas para o encaminhamento a
programa de acolhimento familiar, institucional ou família substituta.
Na sequência, o ECA estabelece uma série de obrigações destinadas às entidades de internação. Entre as
medidas socioeducativas, a de internação é mais drástica, conforme estudaremos na próxima aula. Tais
entidades devem respeitar uma série de obrigações. Vejamos:
➢ reavaliar periodicamente cada caso, com intervalo máximo de seis meses, dando ciência dos
resultados à autoridade competente.
➢ informar, periodicamente, o adolescente internado sobre sua situação processual.
➢ comunicar às autoridades competentes todos os casos de adolescentes portadores de moléstias
infectocontagiosas.
➢ fornecer comprovante de depósito dos pertences dos adolescentes.
➢ manter programas destinados ao apoio e acompanhamento de egressos.
➢ providenciar os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem.
➢ manter arquivo de anotações em que constem data e circunstâncias do atendimento, nome do
adolescente, seus pais ou responsável, parentes, endereços, sexo, idade, acompanhamento da sua
formação, relação de seus pertences e demais dados que possibilitem sua identificação e a
individualização do atendimento.
É impossível memorizar todas as obrigações acima. Contudo, a leitura atenta é fundamental. Para aferir se
vocês efetivamente prestaram atenção, responda:
Muita atenção! Do rol acima, o prazo de SEIS MESES para reavaliação individual e personalizada é
fundamental para a prova.
Uma regra específica deve ser mencionada: as entidades devem utilizar, preferencialmente, os recursos da
comunidade no cumprimento das suas obrigações.
Para encerrar o tópico, lembre-se da redação do art. 94-A, segundo o qual as entidades devem reportar ao
Conselho Tutelar as situações de suspeita de abusos e maus-tratos.
Na sequência do nosso estudo veremos as regras estabelecidas no ECA referentes à fiscalização das
entidades de proteção e de cumprimento de medidas socioeducativas.
Essas entidades serão fiscalizadas pelo Poder Judiciário, pelo Ministério Público e pelos Conselhos Tutelares,
conforme explicita o art. 95.
Os planos de aplicação e prestações de contas são apresentados da entidade são prestados ou ao estado ou
ao município, dependendo da origem das dotações orçamentárias.
ÀS ENTIDADES NÃO
ÀS ENTIDADES GOVERNAMENTAIS
GOVERNAMENTAIS
advertência advertência
Se houver reiteração nas infrações poderá ser determinada, pela autoridade judiciária, em processo regular,
a suspensão das atividades ou a dissolução da entidade.
No caso de violação de direitos das crianças e adolescentes por parte dos agentes da entidade, esta responde
pelos danos causados.
Disposições Gerais
As medidas de proteção serão aplicáveis todas as vezes que os direitos de crianças e adolescentes não
estiverem sendo respeitados, seja por ação ou por omissão dos genitores, dos responsáveis ou do Estado.
As medidas de proteção que veremos neste tópico podem ser aplicadas de forma isolada (ou seja, apenas
uma delas) ou de forma cumulada, a depender das violações perpetradas.
Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas que
visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
O ECA estabelece um rol de princípios que orientam a aplicação de medidas de proteção, no art. 100. Vamos
esquematizar esses princípios a seguir:
proteção integral e prioritária: a interpretação e a aplicação de toda e qualquer norma contida nesta
Lei deve ser voltada à proteção integral e prioritária dos direitos de que crianças e adolescentes são
titulares;
responsabilidade primária e solidária do poder público: a plena efetivação dos direitos assegurados a
crianças e a adolescentes por esta Lei e pela Constituição Federal, salvo nos casos por esta expressamente
ressalvados, é de responsabilidade primária e solidária das 3 (três) esferas de governo, sem prejuízo da
municipalização do atendimento e da possibilidade da execução de programas por entidades não
governamentais;
privacidade: a promoção dos direitos e a proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no
respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada;
intervenção precoce: a intervenção das autoridades competentes deve ser efetuada logo que a situação
de perigo seja conhecida;
intervenção mínima: a intervenção deve ser exercida exclusivamente pelas autoridades e instituições
cuja ação seja indispensável à efetiva promoção dos direitos e à proteção da criança e do adolescente;
responsabilidade parental: a intervenção deve ser efetuada de modo que os pais assumam os seus
deveres para com a criança e o adolescente;
Dada a importância, vejamos um esquema sintético das premissas a serem observadas na aplicação das
medidas de proteção:
Vimos qual a finalidade das medidas e quais as premissas a serem observadas. Mas...
Confira a lista abaixo, que elenca as medidas de proteção. Sugere-se memorizar as hipóteses acima
arroladas:
MEDIDAS DE PROTEÇÃO 9
Observe que o item quatro no quadro acima foi alterado pela Lei nº 13.257/2016.
Aqui não tem outra alternativa. É fundamental para a correta preparação para a prova vindoura lembrar das
espécies de medidas de proteção previstas acima.
Das medidas acima devemos ter em mente que o acolhimento institucional e o acolhimento familiar são
medidas provisórias e excepcionais, utilizáveis como forma de transição para reintegração familiar OU, não
sendo esta possível, para colocação em família substituta.
O afastamento da criança ou do adolescente do convívio familiar poderá ocorrer apenas mediante decisão
judicial, a pedido do Ministério Público.
Uma vez determinado o acolhimento, será obrigatoriamente expedida a guia de acolhimento, da qual
constará uma série de informações relativas à identificação da criança ou adolescente e da sua família.
Na sequência será elaborado o plano individual de atendimento (PIA) da criança ou adolescente, que terá
como objetivo primordial a fixação de ações com vistas à reintegração familiar, salvo absoluta
impossibilidade declarada por decisão judicial. Na elaboração do PIA, levam-se em conta as circunstâncias
que levaram ao acolhimento, a opinião da criança ou adolescente, bem como a manifestação dos pais ou
responsáveis.
Por outro lado, constada a impossibilidade de reintegração, a entidade encaminhará relatório ao Ministério
Público, para o ajuizamento da ação de destituição do poder familiar. Com o recebimento desse relatório, o
órgão ministerial terá prazo de 15 dias para promover a ação, exceto se compreender, por estudos
complementares, que a reintegração será possível.
É importante mencionar a existência de cadastro em cada comarca ou foro regional com informações
atualizadas sobre as crianças e adolescente em regime
0 de acolhimento familiar e institucional mantido pela
autoridade judiciária. Terão acesso a esse cadastro o Ministério Público, o Conselho Tutelar, o órgão gestor
da Assistência Social e os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Assistência
Social
Cabe mencionar, por fim, o art. 102, do ECA, que determina que as medidas de proteção devem ser
acompanhadas da regularização do registro civil. As alterações no registro serão efetuadas da seguinte
forma:
Disposições Gerais
Em razão da idade, as crianças e adolescentes são considerados inimputáveis. Assim, se praticarem atos
ilícitos não se sujeitam à disciplina do Código Penal e do Direito Processual Penal, mas às regras referentes à
prática de atos infracionais disciplinadas pelo ECA, independentemente da natureza do ato praticado.
Em razão do tratamento diferenciado, há um órgão judicial específico para apuração dos atos ilícitos
praticados por adolescentes: Vara da Infância e Juventude.
Fora esse aspecto peculiar, que confere tratamento diferenciado, é importante distinguir também a prática
de atos ilícitos por crianças ou por adolescentes.
3
Dada a natureza peculiar que se confere ao tratamento de crianças, embora pratiquem atos
infracionais, a estas não serão aplicadas medidas socioeducativas, mas tão somente
medidas de proteção.
Mesmo aos adolescentes, embora sejam responsabilizados pelos atos infracionais praticados,
será observado um processo diferenciado, denominado de ação socioeducativa, de
titularidade do Ministério Público. Nesse procedimento haverá a apuração da autoria e materialidade dos
fatos praticados e, caso sejam confirmados, haverá aplicação de uma das medidas socioeducativas que serão
estudadas adiante.
Frise-se que, embora aos adolescentes seja passível a aplicação de medidas socioeducativas, nada impede
que a eles sejam aplicadas medidas de proteção. Tais medidas podem ser aplicadas isoladamente ou em
conjunto (por exemplo, duas medidas de proteção). Inclusive, é possível ser aplicada medida socioeducativa
cumulada com medida de proteção. A definição das medidas aplicáveis dependerá da análise do processo
em concreto.
CRIANÇAS ADOLESCENTES
Vejamos na sequência alguns direitos e garantias assegurados na apuração da prática de ato infracional.
O art. 103, do ECA, define que são considerados como atos infracionais a prática, por menores de 18 anos,
de condutas descritas como crime ou como contravenção penal.
O art. 104, por sua vez, reitera o dispositivo constitucional que afirma que os menores de 18 anos são
inimputáveis. Para consideração da inimputabilidade, considera-se a idade do adolescente à data do fato.
E, como analisado acima, a prática de ato infracional por crime sugere a aplicação de medida de proteção
(não socioeducativa) na forma do art. 105, do ECA.
Direitos Individuais
Entre os arts. 106 e 111, do ECA, nós temos um rol de direitos e garantais assegurados aos adolescentes, em
razão da prática de atos infracionais.
A internação provisória, que somente poderá ser decretada por decisão judicial
fundamentada, será pelo prazo improrrogável de 45 dias.
O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória
pelos órgãos policiais, de proteção e judiciais, salvo para efeito de confrontação, se houver
dúvida fundada.
DECRETO DE
INTERNAÇÃO
PROVISÓRIA
à vista de indícios de
decisão judicial por até 45 dias
autoria e
fundamentada improrrogáveis
materialidade
Garantias Processuais
Em relação às garantias processuais é importante que você memorize que a privação de liberdade observará
o devido processo legal, especialmente:
Uma vez praticado um ato infracional por um adolescente, surge a possibilidade de aplicação de medida
socioeducativa, nos termos que analisaremos aqui.
Disposições Gerais
Medidas socioeducativas são medidas jurídicas aplicadas aos adolescentes que praticarem atos infracionais
por meio de uma ação socioeducativa (ou representação) promovida pelo Ministério Público a ser
processada perante a Vara da Infância e Juventude.
Essas medidas podem ser classificadas em dois grupos: as restritivas de liberdade e as medidas de meio
aberto. Ambas possuem objetivo pedagógico: ressocialização do adolescente para inibir a violência.
Assim:
ressocialização
responsabilização
Liberdade assistida
A respeito das medidas socioeducativas restritivas de liberdade é importante destacarmos que elas
observam três princípios:
Brevidade
PRINCÍPIOS
Excepcionalidade
Pelo princípio da brevidade, devemos compreender que as medidas restritivas de liberdade devem ser
aplicadas pelo tempo estritamente necessário para a ressocialização do adolescente.
O princípio da excepcionalidade informa que as medidas socioeducativas restritivas somente devem ser
aplicadas se, uma vez caracterizada dentro das hipóteses legais, as medidas de meio aberto demonstrem-se
ineficazes.
Por fim, a aplicação das medidas socioeducativas restritivas deve observar o princípio segundo o qual os
adolescentes são considerados pessoas em desenvolvimento, de modo que devem ser tratados de acordo
com sua condição durante a restrição de liberdade, e não como detentos.
A medida aplicada ao adolescente deve levar em conta a sua capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a
gravidade da infração. Não se admite a prestação de trabalho forçado em hipótese alguma. Além disso,
adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão tratamento individualizado e
especializado, em local adequado às suas condições.
Portanto, a definição da medida a ser aplicada ao adolescente deverá levar em consideração três fatores:
O artigo 113 autoriza a aplicação cumulativa ou isolada das medidas socioeducativas, bem como sua
substituição a qualquer momento. Há previsão também de que a aplicação das medidas deve levar em conta
as necessidades pedagógicas do adolescente, com preferência às medidas que visem ao fortalecimento dos
vínculos familiares e comunitários
A regra é que para a aplicação de medida socioeducativa é necessária a existência de provas suficientes da
autoria e da materialidade da infração, ressalvada a hipótese de remissão. Além disso, a aplicação da medida
de advertência depende apenas de prova da materialidade e indícios suficientes da autoria.
Advertência
Quanto à advertência, esta consiste numa admoestação verbal, que será reduzida a termo e assinada.
Para a prova...
É a medida socioeducativa mais branda e poderá ser aplicada com base em prova da
materialidade e de indícios de autoria. Portanto, NÃO É NECESSÁRIA A PROVA DA
AUTORIA PARA APLICAÇÃO DA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE ADVERTÊNCIA. É
importante compreender a desnecessidade de a autoria restar plenamente comprovada
para aplicação da medida.
ADVERTÊNCIA
A advertência consiste tão somente em uma admoestação verbal que parte do juiz.
Em relação à obrigação de reparar o dano, ela só deve ser aplicada em atos infracionais com reflexos
patrimoniais. A obrigação consiste na restituição da coisa, na promoção do ressarcimento do dano ou outra
forma de compensação do prejuízo da vítima. No caso de manifesta impossibilidade de cumprimento da
obrigação, a medida pode ser substituída por outra adequada.
Para a prova...
OBRIGAÇÃO DE Registre-se, entretanto, que atos infracionais mais graves, como o roubo, embora
REPARAR O gerem danos, a reparação desse não será suficiente, em razão da gravidade da
DANO conduta. De toda forma, a aplicação dependerá sempre da análise do caso concreto,
haja vista os objetivos pedagógicos das medidas socioeducativas.
Liberdade Assistida
Os arts. 118 e 119, do ECA, disciplinam a medida socioeducativa de liberdade assistida. A liberdade assistida
é adotada com a finalidade de se acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente. A autoridade judiciária deve
designar pessoa capacitada para acompanhar o caso. O prazo mínimo de duração da medida é de 6 meses e
pode ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o orientador, o MP e o defensor. No
mais, veja o resumo abaixo:
Para a prova...
Regime de Semiliberdade
A semiliberdade consiste em um acompanhamento mais severo, uma vez que o adolescente permanecerá
custodiado em entidades institucionais próprias.
Durante o dia, o adolescente executará atividades normais na comunidade, como estudar e trabalhar. À
noite deve se recolher à unidade de internação.
De todo modo, esse regramento não é fixo, pois há a possibilidade de serem avaliadas, junto à equipe técnica
da instituição de semiliberdade, alternativas diversas, como custódia durante o dia ou, inclusive, passar a
noite junto à família.
• são obrigatórias
ATIVIDADES
EXTERNAS • independem de autorização
judicial
Quanto ao prazo máximo, a medida socioeducativa de semiliberdade não comporta prazo determinado. De
todo modo, ela não poderá ultrapassar o prazo de 3 anos, devendo ser reavaliada a cada 6 meses pelo juiz
da infância e juventude.
SEMILIBERDADE
Internação
A medida mais severa de todas é expressamente disciplinada no ECA entre os seus arts. 121 e 125. Trata-se
da medida de internação, que constitui verdadeira medida privativa de liberdade.
A internação é a medida mais extrema e consiste na restrição total da liberdade, de modo que o adolescente
permanecerá institucionalizado integralmente.
É possível, ainda assim, a realização de atividades externas a critério da equipe técnica (salvo determinação
judicial em contrário), contudo, estas são acompanhadas por educadores. Ademais, é possível ao magistrado,
a depender da situação, vedá-las.
Assim...
ATIVIDADES
EXTERNAS
A internação não comporta prazo determinado, mas não poderá, em qualquer caso, ultrapassar o prazo de
três anos. A diferença, portanto, será especificada na sentença, que preverá um prazo específico para
cumprimento da medida ou não referirá o termo, hipótese em que o adolescente será obrigatoriamente
liberado ao término de três anos de internamento. Nesse caso, é possível a desinternação, a colocação em
regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida.
Além disso, o jovem, se internado por fato cometido quando adolescente, deverá ser obrigatoriamente
liberado aos 21 anos.
Tal como a semiliberdade, a medida socioeducativa de internação será reavaliada a cada seis meses.
Pergunta-se:
Dada a excepcionalidade da medida, a internação somente poderá aplicar aplicada numa das três hipóteses
previstas no art. 122 do ECA, que são taxativas.
Primeiramente é importante compreender que o legislador definiu quando será aplicada uma medida em
específico apenas em relação à internação. Ele fez isso porque a medida socioeducativa de internação
constitui uma medida séria e grave. Em relação às demais medidas, o juiz da infância e juventude terá
liberdade para aplicá-la de acordo com as circunstâncias do caso concreto e com base na avaliação efetuada
pela equipe técnica da Vara de Infância.
Além disso, a medida a ser aplicada no inc. III ganha um adjetivo: a sanção. Quando, por reiterado
descumprimento da medida socioeducativa de meio aberto ou de semiliberdade, é possível que o juiz
determine a internação-sanção pelo prazo máximo de 3 meses, conforme disciplina o art. 122, §1, do ECA.
A medida de internação-sanção é peculiar e será aplicada pelo juiz da execução em caso de reiterado
descumprimento da medida socioeducativa que está sendo acompanhada.
Desse modo:
descumprimento reiterado e
pelo máximo de 3 meses
injustificável de medida
(internação-sanção)
anteriormente aplicada
Acerca da gravidade do ato infracional análogo ao de tráfico de entorpecentes, embora seja considerado
crime hediondo, vejamos o entendimento sumulado do STJ:
Sumula 492
O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à
imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente.
Reiteração e reincidência foram consideradas como expressões distintas pela jurisprudência do STJ. A
reincidência envolveria a prática de um segundo ato infracional, ao passo que a reiteração pressuporia a
prática de três atos infracionais. Esse entendimento, contudo, foi abandonado pela própria Corte, que os
têm como sinônimos.
O que interessa é o caso concreto. Por exemplo, três furtos podem não ser suficientes para caracterizar a
necessidade de internação. Por outro lado, a reincidência na prática do ato infracional análogo ao de tráfico
de entorpecentes poderá justificar a medida extrema. Na realidade, a condição do adolescente, o
envolvimento com atos infracionais justifica a aplicação de medida socioeducativa extrema. Isso será
avaliado caso a caso.
É importante saber, no entanto, que se houver outra medida adequada ao invés da internação, esta não
deve ser aplicada.
A internação só pode ser cumprida em entidade exclusiva para adolescente, em local distinto do destinado
ao abrigo. Os adolescentes devem ser separados por critérios de idade, compleição física e gravidade da
infração. É obrigatória a realização de atividades pedagógicas durante a internação.
A seguir, o ECA arrola um extenso dispositivo no qual trata dos direitos que devem ser assegurados aos
adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade ou de internação. Vejamos:
Por fim, quanto ao direito de visitas, entende-se que é possível a suspensão temporária desse direito, quando
houver motivos sérios e fundados de que tais visitas são prejudiciais ao adolescente. Para a suspensão do
direito de visitas é necessária a decisão judicial.
Assim....
suspensão temporária
SUSPENSÃO DO DIREITO DE
depende de decisão judicial
VISITAS
Remissão
A remissão constitui uma forma de perdão ou redução do rigor das penalidades do ECA e será concedida por
iniciativa do Ministério Público. Esse instituto poderá ser aplicado antes de iniciar o procedimento ou no
curso do processo.
No início do processo, a remissão será concedida com exclusão do processo, a depender das circunstâncias
e do fato no contexto social. Nesse caso, a remissão será homologada por sentença pelo Juiz da Infância e
Juventude.
No curso do processo, a remissão será concedida como forma de suspensão ou de exclusão do processo e
depende de sentença.
A medida aplicada em remissão pode ser revista judicialmente a qualquer templo, por pedido do adolescente
ou seu representante ou, ainda, do Ministério Público.
Finalizamos, com isso, o estudo dos atos infracionais e das medidas socioeducativas. Na parte final do ECA,
vamos retomar, ainda, alguns temas relativos ao processo judicial de aplicação de medidas.
Já o artigo 130 prevê a aplicação da medida cautelar de afastamento do agressor da moradia comum nos
casos de maus-tratos, opressão ou abuso sexual impostos pelos pais ou responsável. Da medida deve constar
também a fixação provisória de alimentos de que necessite a criança ou adolescente dependente do
agressor.
CONSELHO TUTELAR
1 - Disposições Gerais
O Conselho é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar
pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente.
Os Conselhos são instituídos no âmbito municipal. O ECA determina a instituição de pelo menos um
Conselho Tutelar por município, composto de cinco membros, escolhidos pela população local para
mandato de quatro anos, permitida recondução, mediante novos processos de escolha.
REQUISITOS PARA
COMPOR O
CONSELHO
A função de conselheiro constitui serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral.
Os Conselhos são compostos de 5 membros, escolhidos pela população local para mandato de 4 anos,
permitida recondução por novos processos de escolha. ATENÇÂO: houve alteração do ECA em maio de 2019
que passou a permitir a recondução dos membros do Conselho sem limites; antes havia o limite de uma
única recondução.
Para se candidatar a membro do Conselho Tutelar, são requisitos: reconhecida idoneidade moral; idade
superior a 21 anos; residência no município.
O art. 134, do ECA, atribui ao Município determinar o local, dia e horário de funcionamento dos Conselhos
Tutelares, bem como a remuneração dos membros. Além disso, o Estatuto assegura alguns direitos aos
membros, veja:
• cobertura previdenciária
• gozo de férias anuais remuneradas com acréscimo de 1/3
• licença-maternidade
• licença-paternidade
• gratificação natalina
2 - Atribuições do Conselho
Encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra
os direitos da criança ou adolescente;
Providenciar a medida de proteção, estabelecida pela autoridade judiciária, para o adolescente autor
de ato infracional;
Expedir notificações;
Assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas
de atendimento dos direitos da criança e do adolescente;
Representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos de comunicação social da
Constituição Federal;
Representar ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após
esgotadas as possibilidades de manutenção da criança ou do adolescente junto à família natural.
O poder decisório do Conselho Tutelar é relevante e somente poderá ser revista pela autoridade judiciária,
caso haja provocação por intermédio de processo judicial.
3 - Competência
A competência territorial dos Conselhos Tutelares é determinada da mesma forma que a competência
judicial. A regra é, portanto, a competência do local de domicílio dos pais ou responsável; no caso de falta
dos pais ou responsável, a competência é do lugar onde se encontrar a criança ou adolescente.
Quanto ao processo de escolha dos conselheiros, este é estabelecido por lei municipal. A realização do
processo ocorre sob responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (não
do próprio Conselho Tutelar) e sob fiscalização do Ministério Público. O processo ocorre em data unificada
em todo o território nacional a cada 4 anos, no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente
ao da eleição presidencial. A posse ocorre no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao do processo.
No processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, é vedado ao candidato doar, oferecer, prometer
ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive brindes de pequeno valor.
5 - Impedimentos
Para encerrar o tópico, há previsão de impedimento para servir no mesmo Conselho das seguintes pessoas:
• marido e mulher
• ascendentes e descendentes
• sogro e genro ou nora
• irmãos e cunhados, durante o cunhadio
• tio e sobrinho
• padrasto ou madrasta e enteado
O impedimento se estende, nas mesmas hipóteses, à relação entre a autoridade judiciário e o representante
do MP com atuação na Justiça da Infância e da Juventude em exercício na comarca, foro regional ou distrital.
LEGISLAÇÃO DESTACADA
art. 81, do ECA: produtos e serviços que não podem ser vendidos a crianças/adolescentes (prevenção
especial).
Art. 83. NENHUMA criança ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos poderá viajar
para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou dos responsáveis sem
expressa autorização judicial. (Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
§ 1º A AUTORIZAÇÃO NÃO SERÁ EXIGIDA quando:
a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de
16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região
metropolitana; (Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
b) a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado:
(Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
1) de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado documentalmente
o parentesco;
2) de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.
§ 2º A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder
autorização válida por DOIS ANOS.
Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os
direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;
III - em razão de sua conduta.
art. 101, do ECA: espécies de medidas de proteção que podem ser aplicadas às crianças e adolescentes
Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente
poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:
I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II - orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV - inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e
promoção da família, da criança e do adolescente;
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou
ambulatorial;
VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a
alcoólatras e toxicômanos;
VII - acolhimento institucional;
VIII - inclusão em programa de acolhimento familiar;
IX - colocação em família substituta.
Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção
penal.
Art. 108. A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo PRAZO MÁXIMO DE
QUARENTA E CINCO DIAS.
Parágrafo único. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes
de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida.
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
I - advertência;
II - obrigação de reparar o dano;
III - prestação de serviços à comunidade;
IV - liberdade assistida;
V - inserção em regime de semi-liberdade;
VI - internação em estabelecimento educacional;
Art. 118. A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a medida mais
adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente.
§ 1º A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso, a qual poderá ser
recomendada por entidade ou programa de atendimento.
§ 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de SEIS MESES, podendo a
qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o
orientador, o Ministério Público e o defensor.
Art. 120. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma
de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas,
INDEPENDENTEMENTE de autorização judicial.
§ 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível,
ser utilizados os recursos existentes na comunidade.
§ 2º A medida NÃO comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as
disposições relativas à internação.
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em
desenvolvimento.
§ 1º Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da
entidade, SALVO expressa determinação judicial em contrário.
§ 2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada,
mediante decisão fundamentada, no máximo A CADA SEIS MESES.
§ 3º EM NENHUMA HIPÓTESE o período máximo de internação excederá a TRÊS ANOS.
§ 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior, o adolescente deverá ser
liberado, colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida.
§ 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade.
§ 6º Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido
o Ministério Público.
§ 7o A determinação judicial mencionada no § 1o poderá ser revista a qualquer tempo pela
autoridade judiciária.
art. 122, do ECA: hipóteses em que pode ser aplicada a medida socioeducativa de internação
Art. 126. ANTES de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional, o
representante do Ministério Público poderá conceder a remissão, como forma de exclusão
do processo, atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato, ao contexto social, bem
como à personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato
infracional.
Parágrafo único. INICIADO o procedimento, a concessão da remissão pela autoridade
judiciária importará na suspensão ou extinção do processo.
Art. 127. A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou comprovação da
responsabilidade, nem prevalece para efeito de antecedentes, podendo incluir
eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei, exceto a colocação
em regime de semi-liberdade e a internação.
Art. 128. A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista judicialmente, a
qualquer tempo, mediante pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal,
ou do Ministério Público.
Art. 132. Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito Federal haverá,
no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública local,
composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 4
(quatro) anos, permitida recondução por novos processos de escolha.
Art. 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes
requisitos:
I - reconhecida idoneidade moral;
II - idade superior a vinte e um anos;
III - residir no município.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final de mais uma aula!
Ricardo Torques
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Outras Bancas
1. (IBFC/IDAM - 2019) A Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990 disciplinou um rol amplo de direitos para
crianças e adolescentes no Brasil. Dentre esses direitos e demais colocações arroladas, temos, a partir
do artigo 86, orientações e indicações em relação a política de atendimento dos direitos das crianças e
adolescentes. A fim de oferecer referências sobre tal política, no artigo 87 desta Lei, temos a indicação
das linhas de ação da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. Considerando
assim o disposto no artigo 87, podemos dizer que constituem linhas de ação da política de
atendimento:
I. Políticas sociais básicas.
II. Municipalização do atendimento.
III. Criação e manutenção de programas específicos, observada a descentralização político-administrativa.
IV. Serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência, maus-
tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.
Estão corretas:
a) I e IV apenas
b) I e II apenas
c) II e III apenas
d) III e IV apenas
Comentários
Notamos, portanto, que as afirmativas I e IV são as únicas que correspondem a linhas de ação da política de
atendimento.
As afirmativas II e III correspondem a diretrizes da política de atendimento previstas nos incisos I e III do art.
88 do Estatuto:
I - municipalização do atendimento;
2. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8.069/90) é uma das
legislações que em nosso país busca defender os direitos de crianças e adolescentes. Na referida
legislação, a partir do artigo 103, temos a apresentação de questões relacionadas ao ato infracional
cometido por adolescente. Considerando os aspectos relacionados a questão do ato infracional,
abordados no Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas abaixo.
I. A internação, após a sentença, pode ser determinada pelo prazo mínimo de quarenta e cinco dias.
II. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade, senão em flagrante de ato infracional, ou por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente
III. A apreensão de qualquer adolescente, e o local onde se encontra recolhido, serão incontinenti
comunicados à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada.
IV. O adolescente civilmente identificado será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais,
de proteção e judiciais, salvo para efeito de confrontação, havendo dúvida fundada.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Comentários
A afirmativa I está incorreta. O prazo de 45 dias, por força do caput do art. 108, é máximo: “A internação,
antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias.”
A afirmativa II está correta. O caput do art. 106 do ECA assegura que “nenhum adolescente será privado de
sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade
judiciária competente.”
A afirmativa III está correta. Prevê o caput do art. 107 do Estatuto: “A apreensão de qualquer adolescente e
o local onde se encontra recolhido serão incontinenti comunicados à autoridade judiciária competente e à
família do apreendido ou à pessoa por ele indicada.”
A afirmativa IV está incorreta. Nos termos do art. 109 do ECA: “O adolescente civilmente identificado não
será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais, de proteção e judiciais, salvo para efeito
de confrontação, havendo dúvida fundada.”
3. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Lei nº. 8069/1990)
dispõe a respeito dos direitos relacionados às crianças e adolescentes no Brasil. Dentre os aspectos
abordados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente temos indicações a respeito do Conselho Tutelar.
Considere o disposto nos artigos 131 a 140 do ECA e analise as afirmativas abaixo.
I. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: I - reconhecida
idoneidade moral; II - idade superior a vinte e um anos e III - residir no município.
II. O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorrerá em data unificada em todo o território
nacional a cada 4 (quatro) anos, no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao da eleição
presidencial.
III. A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de fevereiro do ano subsequente ao processo de
escolha.
IV. É permitido servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou
nora, irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
b) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas
c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Comentários
A afirmativa I está correta. Os requisitos apresentados pela afirmativa são os previstos no art. 133 do ECA:
Art. 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes
requisitos:
A afirmativa II está correta. Nos termos do art. 139, §1º do Estatuto: “O processo de escolha dos membros
do Conselho Tutelar ocorrerá em data unificada em todo o território nacional a cada 4 (quatro) anos, no
primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao da eleição presidencial.”
A afirmativa III está incorreta. O art. 139, §2º do ECA prevê que a posse ocorrerá no dia 10 de janeiro (e não
fevereiro): “A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao processo
de escolha.”
A afirmativa IV está incorreta. O art. 140 do Estatuto apresenta disposição oposta à apresentada pela
afirmativa: “São impedidos de servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes,
sogro e genro ou nora, irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e
enteado.”
Comentários
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra C. As medidas de proteção são salvaguardas aos direitos
das crianças e dos adolescentes. A situação de risco é caracterizada quando os direitos da criança ou
adolescente estão ameaçados ou foram violados. Nesses casos, podem ser adotadas medidas de proteção,
conforme estabelece o artigo 98 do Estatuto:
Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os
direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;
III - em razão de sua conduta.
A letra A está incorreta, pois não há qualquer ressalva em relação à aplicação das medidas de proteção
quando o Estado ou a sociedade forem omissos. Em outras palavras: também é possível a aplicação de
medidas de proteção em caso de omissão da sociedade ou do Estado.
A letra B está errada, porque como dito nas linhas anteriores, não há ressalva em relação à aplicação das
medidas de proteção quando o Estado ou a sociedade forem omissos. Além disso, é possível a aplicação das
medidas quando os pais ou responsável sejam omissos e também quando faltem ou abusem de seus deveres.
A letra D está incorreta, porque as medidas de proteção serão aplicadas em caso de omissão do Estado ou
da sociedade, bem como no caso de ação desses agentes.
Por fim, a letra E está errada, pois, como dito, as medidas de proteção serão aplicadas em caso de ação do
Estado ou da sociedade, bem como no caso de omissão desses agentes.
Comentários
A letra B está correta. O artigo 100 dispõe que “na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as
necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e
comunitários”. Além disso, o parágrafo único lista um rol de doze princípios pertinentes à aplicação das
medidas de proteção. Esse rol transmite valores, mandados de otimização, que devem permear todo o
Estatuto, todo o sistema jurídico da criança e do adolescente – não apenas as medidas de proteção. Consta
do rol de princípios:
A alternativa A está incorreta, pois a responsabilidade do poder público em relação à plena efetivação dos
direitos assegurados a criança e a adolescentes é primária e solidária, nos termos do ECA. Confira:
Parágrafo único. São também princípios que regem a aplicação das medidas:
XI - obrigatoriedade da informação: a criança e o adolescente, respeitado seu estágio de
desenvolvimento e capacidade de compreensão, seus pais ou responsável devem ser
informados dos seus direitos, dos motivos que determinaram a intervenção e da forma
como esta se processa;
Por fim, a alternativa E está errada, pois a intervenção é obrigatória, nos termos do ECA:
Comentários
A alternativa B está errada. Infelizmente é comum que a violação dos direitos infanto-juvenis acontença em
casa, dentro do ambiente familiar. Para tutelar essas situações, o Estatuto prevê nos arts. 129 e 130 medidas
a serem aplicadas aos pais e responsáveis que deixam de cumprir suas obrigações legais e violam os direitos
das crianças e adolescentes que estão sob sua responsabilidade. Assim, o pleno e formal conhecimento da
atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente não tem ligação com as medidas
pertinentes aos pais e responsáveis em si, mas sim com as garantias processuais.
A alternativa C está errada, pois a liberdade assistida é medida socioeducativa. Veja o que diz o ECA:
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
IV - liberdade assistida;
A letra D é a correta e gabarito da questão. Os artigos 110 e 111 estabelecem as garantias processuais de
que goza o adolescente no curso do processo de apuração do ato infracional que lhe foi atribuído. Dentre as
garantias, consta o pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio
equivalente. Logo, a alternativa correta é a letra D. Confira a redação do ECA:
Capítulo III
Das Garantias Processuais
Art. 111. São asseguradas ao adolescente, entre outras, as seguintes garantias:
I - pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio
equivalente;
A alternativa E está incorreta. Acolhimento Familiar é uma modalidade de acolhimento provisório, prevista
no ECA e tida como prioritária ao acolhimento institucional. Deste modo, o pleno e formal conhecimento da
atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente não tem ligação com o acolhimento
familiar em si, mas sim com as garantias processuais.
Comentários
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
III - prestação de serviços à comunidade;
IV - liberdade assistida;
Vejamos as assertivas.
A assertiva B está incorreta, pois não é permitido na ordem jurídica brasileira a prestação de serviço forçado:
A alternativa C está incorreta, pois a internação em estabelecimento educacional é uma das espécies de
medidas socioeducativas. Confira o ECA:
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
VI - internação em estabelecimento educacional;
A assertiva D está errada, porque a obrigação de reparar o dano também é uma das espécies de medidas
socioeducativas. Confira o ECA:
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
II - obrigação de reparar o dano;
A assertiva E está errada, pois o correto é a inserção em regime de semiliberdade, que é espécie de medida
socioeducativa. Confira o ECA:
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas:
V - inserção em regime de semi-liberdade;
São princípios que regem a aplicação das medidas de proteção: a intervenção precoce; a privacidade; a
intervenção mínima; e a responsabilidade primária e solidária do Poder Público.
Comentários
A alternativa está correta, pois corresponde aos princípios previstos no art. 100, do ECA:
Comentários
A alternativa está errada, pois a medida socioeducativ de internação não está sujeita a prazo certo. O juízo,
em sua sentença, se limita a impor a medida de internação. Periodicamente, no máximo a cada seis meses,
o adolescente tem o direito de ter reavaliada sua medida. Neste sentido, o ECA:
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em
desenvolvimento.
§2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada,
mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses.
b) Como a tônica do procedimento para apuração de ato infracional é a celeridade, mostra-se viável a
desistência de outras provas em face da confissão do adolescente.
c) Toda ação socioeducativa é pública incondicionada, e o Ministério Público é o seu titular exclusivo, não
havendo que se falar em ação socioeducativa privada, ainda que em caráter subsidiário.
d) Em sede de aplicação de medida socioeducativa, havendo confissão, deve-se atenuar a imposição da
medida.
e) O cálculo da prescrição de medida socioeducativa aplicada com ou sem prazo de duração certo, por
analogia, deve ter em vista o limite de 3 (três) anos previsto para a duração máxima da medida de internação.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois a responsabilidade é da autoridade policial, e não do Conselho Tutelar.
Vejamos o que dispõe o art. 177, do ECA:
A alternativa B está incorreta. De acordo com a Súmula nº 342, do STJ, no procedimento para aplicação de
medida socioeducativa, é nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Na medida em que o Ministério Público é o único
titular da ação socioeducativa e deve agir por impulso oficial.
A alternativa E está incorreta. O parâmetro dos 3 anos só será considerado quando o prazo de duração for
indeterminado. Se for determinado, prevalecerá o respectivo lapso temporal fixado.
Comentários
A alternativa D está correta, pois esse é o entendimento que deu origem à Súmula nº 492, do STJ. Segundo
essa súmula, quando o adolescente praticar ato infracional de tráfico de drogas o magistrado não poderá
utilizar, como único argumento, o fato de que ato é muito grave ou possui natureza hedionda. O Juiz até
poderá aplicar a penas de internação, contudo, deverá fundamentar sua decisão em outros argumentos, que
não unicamente esse. Vejamos a súmula:
“O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à
imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente”.
12. (IESES/TJ-AM - 2018) Relativamente ao conselho tutelar e sua disciplina segundo o disposto na Lei n.
8.069/90, considere as seguintes afirmações:
I. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de
zelar pelo cumprimento dos direitos apenas dos adolescentes, conforme definido nesta Lei.
II. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: 1 – reconhecida
idoneidade moral; 2 – idade superior a vinte e um anos; 3 – residir no município.
III. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: 1 –
reconhecida idoneidade moral; 2 – idade superior a dezoito anos; 3 – residir no município.
Está integralmente correto o que se afirma em:
a) Apenas as assertivas I e III.
b) Apenas a assertiva II.
c) Apenas a assertiva III.
d) As assertivas I, II e III.
Comentários
O item I está incorreto. O Conselho tutelar também deve zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças.
Vejamos o que dispõe o art. 131, do ECA:
Art. 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes
requisitos:
I - reconhecida idoneidade moral;
II - idade superior a vinte e um anos;
III - residir no município.
13. (UEM/UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, como é considerada a
função de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criança
e do adolescente?
a) É de relevância social, obtida por meio de prova de livre concorrência e prova de títulos.
b) É de interesse social, sendo remunerada nos termos da legislação federal.
c) É de interesse da Administração Pública e será remunerada pelo Município onde o respectivo conselho
estiver instalado.
d) É de interesse público relevante e não será remunerada.
e) É função de confiança adquirida por meio de concurso público.
Comentários
Com base no art. 89, do Estatuto da Criança e do Adolescente, a função de membro do conselho nacional e
dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criança e do adolescente é considerada de interesse
público relevante e não será remunerada.
Comentários
15. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Assinale a alternativa correta, nos termos do Estatuto da Criança e do
Adolescente (Lei nº 8.069/90):
a) É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel, motel, pensão ou estabelecimento
congênere, salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável.
b) A Justiça da Infância e da Juventude é competente para conceder a remissão como forma de exclusão,
suspensão ou extinção do processo.
c) A Justiça da Infância e da Juventude é competente para conhecer de ações de alimentos, sendo
prescindível aquilatar se a criança ou adolescente está em situação de risco.
d) Compete à autoridade judiciária disciplinar, no âmbito da sua Comarca, as diversões e espetáculos
públicos, informando sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários
em que sua apresentação se mostre inadequada.
e) Toda criança somente pode ingressar e permanecer nos locais de diversões e espetáculos públicos ou nos
locais de apresentação ou exibição quando acompanhada dos pais ou responsável.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 82, do ECA:
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 148, II, da Lei nº 8.069/90, a Justiça da Infância e da
Juventude é competente para conceder a remissão, como forma de suspensão ou extinção do processo.
A alternativa C está incorreta. O parágrafo único, “g”, do art. 148, prevê a Justiça da Infância e da Juventude
é competente para conhecer ações de alimentos, desde que se tratem de crianças ou adolescentes descritas
no art. 98 do mesmo Estatuto.
Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os
direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;
III - em razão de sua conduta.
A alternativa D está incorreta, pois a competência é do poder público e não da autoridade judiciária. Vejamos
o art. 74, do ECA:
Art. 74. O poder público, através do órgão competente, regulará as diversões e espetáculos
públicos, informando sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem,
locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada.
A alternativa E está incorreta. Com base no parágrafo único, do art. 75, apenas as crianças menores de dez
anos, e não toda criança, poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando
acompanhadas dos pais ou responsável.
16. (UEM/UEM - 2017) Qual é a função que o Estatuto da Criança e do Adolescente considera de interesse
público relevante e determina que não seja remunerada?
a) Representante do Poder Judiciário.
b) Representante do Ministério Público.
c) Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Comentários
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A função que o Estatuto da Criança e do Adolescente
considera de interesse público relevante e determina que não seja remunerada é a função de membro do
conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais. Vejamos o que dispõe o art. 89:
Art. 89. A função de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais
dos direitos da criança e do adolescente é considerada de interesse público relevante e não
será remunerada.
17. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990, para
assinalar a alternativa INCORRETA sobre autorização para viajar
a) A autorização não será exigida quando se tratar de comarca contígua à da residência da criança, se na
mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região metropolitana.
b) Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente nascido em território
nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.
c) A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização válida por cinco
anos.
d) Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou adolescente viajar na
companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro por meio de documento com firma
reconhecida.
e) Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou adolescente estiver
acompanhado de ambos os pais ou responsável.
Comentários
A alternativa A está correta, conforme estabelece o art. 83, §1º, “a”, do ECA:
Art. 85. Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente
nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente
ou domiciliado no exterior.
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 83, §2º, da referida Lei, a
autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização válida por dois anos, e
não cinco anos.
Comentários
A alternativa B está correta, com base no art. 100, parágrafo único, VI, do ECA.
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 107, do ECA, a apreensão de
qualquer adolescente e o local onde se encontra recolhido serão incontinenti comunicados à autoridade
judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada.
Além disso, o parágrafo único, estabelece que examinar-se-á, desde logo e sob pena de responsabilidade, a
possibilidade de liberação imediata.
b) Os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente serão formados por membros indicados pelo poder
público, podendo a sociedade civil apenas assistir as suas reuniões como ouvintes, nunca como membros
efetivos do Conselho.
c) O salário dos membros dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente será determinado conforme
a previsão orçamentária do respectivo órgão empregador.
d) Os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente possuem caráter deliberativo e são responsáveis
pela manutenção do Fundo da Infância e da Adolescência nos três níveis de governo, nacional, estaduais e
municipais.
e) Os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente são responsáveis pela fiscalização das entidades
assistenciais, podendo aplicar-lhes desde multas até o seu fechamento, e também terão suas decisões
subordinadas ao chefe do Poder Executivo.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Os Conselhos do Direito da Criança serão criados no âmbito municipal,
estadual e nacional, de acordo com o art. 88, II, do ECA:
A alternativa B está incorreta. Os Conselhos serão formados por representantes do governo e por
participação popular paritária por meio de organizações representativas, conforme prevê o art. 88, II, acima
citado.
A alternativa C está incorreta. A função de membro do Conselho de Direitos da Criança não será remunerada.
Vejamos o art. 89, da Lei nº 8.069/90:
Art. 89. A função de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais
dos direitos da criança e do adolescente é considerada de interesse público relevante e não
será remunerada.
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 95, do ECA, as entidades assistenciais referidas no art. 90,
serão fiscalizadas pelo Judiciário, pelo Ministério Público e pelos Conselhos Tutelares.
Comentários
A afirmativa está correta. No que diz respeito das medidas Sócio-Educativas aplica-se o mesmo conceito
disposto das Medidas Específicas de Proteção. Vejamos os arts. 99 e 113, do ECA:
Capítulo II
Das Medidas Específicas de Proteção
Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou
cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.
Capítulo IV
Das Medidas Sócio-Educativas
Art. 113. Aplica-se a este Capítulo o disposto nos arts. 99 e 100.
Comentários
A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. A proteção jurídico-social por entidades de defesa
dos direitos da criança e do adolescente é uma linha de ação da Política de Atendimento, conforme prevê o
art. 87, V, da referida Lei:
A alternativa C está correta, pois está de acordo com o art. 88, II, do ECA:
A alternativa D está correta. Com base no art. 88, I, da Lei nº 8.069/90, a municipalização do atendimento é
uma diretriz da política de atendimento.
22. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) À luz da Lei nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale
com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmações abaixo.
( ) Uma das diretrizes da política de atendimento à criança e ao adolescente inserido em programa de
acolhimento institucional ou familiar é a atuação integrada dos órgãos do Ministério Público, do Poder
Judiciário, da Defensoria Pública, do Conselho Tutelar e dos encarregados da execução das políticas públicas
estaduais e municipais. (art. 88)
( ) Na aplicação das medidas de proteção, a criança e o adolescente têm direito a ser ouvidos e a participar
dos atos e da definição da medida de promoção dos direitos e de proteção. (art. 100, parágrafo único, inciso
XII)
( ) A implementação de programas para atendimento da criança e do adolescente em situação de rua vai de
encontro ao direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, assegurado no Artigo
16, inciso I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
( ) A apelação da sentença que destituir ambos ou qualquer dos genitores do poder familiar deve ser sempre
recebida nos efeitos suspensivo e devolutivo. (art. 199-B)
( ) O afastamento de criança ou adolescente do convívio familiar é de competência do Conselho Tutelar e
independe de autorização judicial. (art. 101, §§ 2.º e 3.º)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V – V – F – F – F.
b) F – V – V – F – F.
c) V – F – F – V – V.
d) V – F – V – V – F.
e) F – V – F – V – V.
Comentários
A segunda afirmativa é verdadeira, pois é o que dispõe o art. 100, parágrafo único, XII, da Lei nº 8.069/90:
Parágrafo único. São também princípios que regem a aplicação das medidas:
XII - oitiva obrigatória e participação: a criança e o adolescente, em separado ou na
companhia dos pais, de responsável ou de pessoa por si indicada, bem como os seus pais
ou responsável, têm direito a ser ouvidos e a participar nos atos e na definição da medida
de promoção dos direitos e de proteção, sendo sua opinião devidamente considerada pela
autoridade judiciária competente, observado o disposto nos §§ 1o e 2o do art. 28 desta Lei.
A terceira afirmativa é falsa. O direito à liberdade compreende, além de outros aspectos, ir, vir e estar nos
logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais, conforme estabelece o art. 16,
I, da referida Lei.
A quarta afirmativa é falsa. De acordo com o art. 199-B, do ECA, a sentença que destituir ambos ou qualquer
dos genitores do poder familiar fica sujeita a apelação, que deverá ser recebida apenas no efeito devolutivo.
A quinta afirmativa é falsa. O §2º, do art. 101, da Lei nº 8.069/90, prevê que o afastamento da criança ou
adolescente do convívio familiar é de competência exclusiva da autoridade judiciária e importará na
deflagração, a pedido do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse, de procedimento judicial
contencioso, no qual se garanta aos pais ou ao responsável legal o exercício do contraditório e da ampla
defesa.
Segundo a Lei n. 8.069/90, o regime de semiliberdade pode ser efetivado como forma de transição para o
meio aberto, com admissão da realização de atividades externas pelo adolescente, independentemente de
autorização judicial.
Comentários
A alternativa está correta. O regime de semiliberdade pode ser determinado desse o início do cumprimento
da medida socioeducativa ou ser aplicado no caso de transição para o regime meio aberto. Vejamos o art.
120, do ECA, que traz essa informação.
Art. 120. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma
de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas,
independentemente de autorização judicial.
Comentários
A assertiva está correta. O ECA traz um rol de direitos do adolescente que sofre privação de liberdade. Esse
rol está previsto no art. 124 e o direito de ter entrevista pessoal com o representante do MP é o primeiro
direito lá arrolado. Vamos rever o artigo:
Art. 124. São direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes:
I - entrevistar-se pessoalmente com o representante do Ministério Público;
25. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) O Artigo 54 do ECA diz respeito aos deveres do Estado para
com as crianças e os adolescentes.
A alternativa que apresenta um dever NÃO previsto nesse artigo é:
a) Atendimento em creche e pré-escolas às crianças de 0 a 5 anos de idade.
b) Oferta de ensino regular noturno, adequado às condições do aluno trabalhador.
c) Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, apenas para aqueles que estejam na idade própria.
d) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de
cada um.
e) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular
de ensino.
Comentários
A alternativa C não apresenta um dever do estado que deve ser assegurado à crianças e aos adolescentes.
O ensino fundamental, obrigatório e gratuito, será fornecido mesmo para quem não tiver idade própria.
26. (FAURGS/TJ-RS - 2016) O Conselho Tutelar, nos termos da Lei nº 8.069/90, é órgão permanente e
autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da
criança e do adolescente, e é composto de
a) três membros, com mandato de dois anos.
b) quatro membros, com mandato de cinco anos.
c) cinco membros, com mandato de quatro anos.
d) cinco membros, com mandato de cinco anos.
e) seis membros, com mandato de cinco anos.
Comentários
O Conselho Tutelar será composto de cinco membros, escolhidos para mandatos de quatro anos, permitia
recondução. É o que dispõe o art. 132, do ECA.
Art. 132. Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito Federal haverá,
no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública local,
composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 4
(quatro) anos, permitida recondução por novos processos de escolha.
27. (IDECAN/UFPB - 2016) O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que “é dever de todos
prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente”. Sobre a
prevenção assegurada pela legislação, assinale a afirmativa correta.
a) A inobservância das normas de prevenção isenta de responsabilidade qualquer pessoa física ou jurídica.
b) Objetivando a igualdade de acesso, famílias com crianças e adolescentes com deficiência não possuem
prioridade de atendimento nas ações e políticas públicas de prevenção e proteção.
c) Crianças e adolescentes têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e
produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
d) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem atuar de forma desarticulada na elaboração
de políticas públicas e na execução de ações de prevenção de violação de direitos de crianças e de
adolescentes.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Ao contrário do eu diz a alternativa, a inobservância das normas de prevenção
importa em responsabilidade, de acordo com o art. 73, do ECA.
A alternativa B está incorreta, pois as famílias que possuam crianças e adolescentes com deficiência terão
prioridade de atendimento nas ações e políticas públicas de prevenção, conforme o art. 70 – A, parágrafo
único.
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, consoante dispõe o art. 71, do ECA.
Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes,
diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de
pessoa em desenvolvimento.
A alternativa D está incorreta, a ação entre os entes públicos deve ser articulada, de acordo com o art. 70 –
A, e não desarticulada, como diz a alternativa.
28. (IDECAN/UFPB - 2016) Considerando o Conselho Tutelar e o disposto sobre ele no Estatuto da Criança
e do Adolescente, assinale a afirmativa correta.
a) As decisões do Conselho Tutelar podem ser revistas por qualquer cidadão por se tratar de função pública.
b) O exercício efetivo da função de conselheiro constitui serviço público relevante, sem estabelecer
presunção de idoneidade moral.
c) Para promover a execução de suas decisões, o Conselho Tutelar pode representar junto à autoridade
judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.
d) O processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar é estabelecido em lei municipal e realizado
sob a responsabilidade da prefeitura com a fiscalização do Ministério Público.
Comentários
A alternativa A está incorreta. As decisões do Conselho Tutelar somente podem ser revistas pela autoridade
judiciária, conforme o art. 137, do ECA.
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, conforme o art. 136, III, B, do ECA, já citado nesses
comentários.
A alternativa D está incorreta. O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar é estabelecido em
lei municipal, realizado pelo CMDCA e fiscalizado pelo MP, de acordo com o art. 139, do ECA.
29. (IOBV/Câmara de Barra Velha-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA,
a autorização judicial para criança viajar será exigida quando:
a) Tratar-se de viagem para comarca contígua à da residência da criança, se na mesma unidade da Federação,
ou incluída na mesma região metropolitana.
b) A criança viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável.
c) A criança viajar acompanhada de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado
documentalmente o parentesco.
d) A criança viajar acompanhada de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.
Comentários
A questão cobrou a autorização para viagem da criança fora da comarca. Nenhuma criança poderá viajar
desacompanhada dos pais ou responsáveis sem autorização judicial. A autorização não será exigida quando
se tratar de comarca contígua à residência da criança, quando tal comarca se localizar no mesmo Estado ou
na mesma região metropolitana. Vejamos o art. 83, do ECA:
Art. 83. NENHUMA criança ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos poderá viajar
para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou dos responsáveis sem
expressa autorização judicial. (Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
§ 1º A AUTORIZAÇÃO NÃO SERÁ EXIGIDA quando:
a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de
16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região
metropolitana; (Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
b) a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado:
(Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019)
1) de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado documentalmente
o parentesco;
2) de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.
§ 2º A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder
autorização válida por DOIS ANOS.
Comentários
A alternativa A está correta, pois, de fato não há proibição de que lei municipal estabeleça mecanismos
internos e externos de controle da atuação dos conselheiros tutelares no ECA.
A alternativa incorreta e gabarito da questão é a letra D, pois, de acordo com o art. 139 do ECA, o processo
para a escolha dos membros do Conselho Tutelar será estabelecido em lei municipal e realizado sob a
responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e a fiscalização do
Ministério Público.
31. (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da
Criança e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta. É medida aplicável aos pais ou responsável:
a) Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado.
b) Comparecimento em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as
atividades.
c) Advertência
d) Perda da guarda.
e) Destituição da tutela.
Comentários
LISTA DE QUESTÕES
Outras Bancas
1. (IBFC/IDAM - 2019) A Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990 disciplinou um rol amplo de direitos para
crianças e adolescentes no Brasil. Dentre esses direitos e demais colocações arroladas, temos, a partir
do artigo 86, orientações e indicações em relação a política de atendimento dos direitos das crianças e
adolescentes. A fim de oferecer referências sobre tal política, no artigo 87 desta Lei, temos a indicação
das linhas de ação da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. Considerando
assim o disposto no artigo 87, podemos dizer que constituem linhas de ação da política de
atendimento:
I. Políticas sociais básicas.
II. Municipalização do atendimento.
III. Criação e manutenção de programas específicos, observada a descentralização político-administrativa.
IV. Serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência, maus-
tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.
Estão corretas:
a) I e IV apenas
b) I e II apenas
c) II e III apenas
d) III e IV apenas
2. (IBFC/Pref Cuiabá - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8.069/90) é uma das
legislações que em nosso país busca defender os direitos de crianças e adolescentes. Na referida
legislação, a partir do artigo 103, temos a apresentação de questões relacionadas ao ato infracional
cometido por adolescente. Considerando os aspectos relacionados a questão do ato infracional,
abordados no Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas abaixo.
I. A internação, após a sentença, pode ser determinada pelo prazo mínimo de quarenta e cinco dias.
II. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade, senão em flagrante de ato infracional, ou por ordem
escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente
III. A apreensão de qualquer adolescente, e o local onde se encontra recolhido, serão incontinenti
comunicados à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada.
IV. O adolescente civilmente identificado será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais,
de proteção e judiciais, salvo para efeito de confrontação, havendo dúvida fundada.
Assinale a alternativa correta.
3. (IBFC/Pref C Sto Agostinho - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Lei nº. 8069/1990)
dispõe a respeito dos direitos relacionados às crianças e adolescentes no Brasil. Dentre os aspectos
abordados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente temos indicações a respeito do Conselho Tutelar.
Considere o disposto nos artigos 131 a 140 do ECA e analise as afirmativas abaixo.
I. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: I - reconhecida
idoneidade moral; II - idade superior a vinte e um anos e III - residir no município.
II. O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorrerá em data unificada em todo o território
nacional a cada 4 (quatro) anos, no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao da eleição
presidencial.
III. A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de fevereiro do ano subsequente ao processo de
escolha.
IV. É permitido servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou
nora, irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
b) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas
c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
a) medida socioeducativa.
b) prestação de serviço forçado.
c) internação em estabelecimento educacional.
d) obrigação de reparar o dano moral e material a ser indenizado.
e) inserção em regime de pena privativa de liberdade em regime fechado.
12. (IESES/TJ-AM - 2018) Relativamente ao conselho tutelar e sua disciplina segundo o disposto na Lei n.
8.069/90, considere as seguintes afirmações:
I. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de
zelar pelo cumprimento dos direitos apenas dos adolescentes, conforme definido nesta Lei.
II. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: 1 – reconhecida
idoneidade moral; 2 – idade superior a vinte e um anos; 3 – residir no município.
III. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: 1 –
reconhecida idoneidade moral; 2 – idade superior a dezoito anos; 3 – residir no município.
Está integralmente correto o que se afirma em:
a) Apenas as assertivas I e III.
b) Apenas a assertiva II.
c) Apenas a assertiva III.
d) As assertivas I, II e III.
13. (UEM/UEM - 2017) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, como é considerada a
função de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criança
e do adolescente?
a) É de relevância social, obtida por meio de prova de livre concorrência e prova de títulos.
b) É de interesse social, sendo remunerada nos termos da legislação federal.
c) É de interesse da Administração Pública e será remunerada pelo Município onde o respectivo conselho
estiver instalado.
d) É de interesse público relevante e não será remunerada.
e) É função de confiança adquirida por meio de concurso público.
15. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Assinale a alternativa correta, nos termos do Estatuto da Criança e do
Adolescente (Lei nº 8.069/90):
a) É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel, motel, pensão ou estabelecimento
congênere, salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável.
b) A Justiça da Infância e da Juventude é competente para conceder a remissão como forma de exclusão,
suspensão ou extinção do processo.
c) A Justiça da Infância e da Juventude é competente para conhecer de ações de alimentos, sendo
prescindível aquilatar se a criança ou adolescente está em situação de risco.
16. (UEM/UEM - 2017) Qual é a função que o Estatuto da Criança e do Adolescente considera de interesse
público relevante e determina que não seja remunerada?
a) Representante do Poder Judiciário.
b) Representante do Ministério Público.
c) Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
d) Membro do Conselho Tutelar.
e) Membro de entidade legalmente constituída.
17. (IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - 2017) Considere as normas da Lei Federal nº 8.069, de 13/07/1990,
para assinalar a alternativa INCORRETA sobre autorização para viajar
a) A autorização não será exigida quando se tratar de comarca contígua à da residência da criança, se na
mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região metropolitana.
b) Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente nascido em território
nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.
c) A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização válida por cinco
anos.
d) Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou adolescente viajar na
companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro por meio de documento com firma
reconhecida.
e) Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou adolescente estiver
acompanhado de ambos os pais ou responsável.
22. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) À luz da Lei nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale
com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmações abaixo.
( ) Uma das diretrizes da política de atendimento à criança e ao adolescente inserido em programa de
acolhimento institucional ou familiar é a atuação integrada dos órgãos do Ministério Público, do Poder
Judiciário, da Defensoria Pública, do Conselho Tutelar e dos encarregados da execução das políticas públicas
estaduais e municipais. (art. 88)
( ) Na aplicação das medidas de proteção, a criança e o adolescente têm direito a ser ouvidos e a participar
dos atos e da definição da medida de promoção dos direitos e de proteção. (art. 100, parágrafo único, inciso
XII)
25. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) O Artigo 54 do ECA diz respeito aos deveres do Estado
para com as crianças e os adolescentes.
A alternativa que apresenta um dever NÃO previsto nesse artigo é:
a) Atendimento em creche e pré-escolas às crianças de 0 a 5 anos de idade.
b) Oferta de ensino regular noturno, adequado às condições do aluno trabalhador.
c) Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, apenas para aqueles que estejam na idade própria.
d) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de
cada um.
e) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular
de ensino.
26. (FAURGS/TJ-RS - 2016) O Conselho Tutelar, nos termos da Lei nº 8.069/90, é órgão permanente e
autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da
criança e do adolescente, e é composto de
a) três membros, com mandato de dois anos.
27. (IDECAN/UFPB - 2016) O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que “é dever de todos
prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente”. Sobre a
prevenção assegurada pela legislação, assinale a afirmativa correta.
a) A inobservância das normas de prevenção isenta de responsabilidade qualquer pessoa física ou jurídica.
b) Objetivando a igualdade de acesso, famílias com crianças e adolescentes com deficiência não possuem
prioridade de atendimento nas ações e políticas públicas de prevenção e proteção.
==20a903==
c) Crianças e adolescentes têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e
produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
d) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem atuar de forma desarticulada na elaboração
de políticas públicas e na execução de ações de prevenção de violação de direitos de crianças e de
adolescentes.
28. (IDECAN/UFPB - 2016) Considerando o Conselho Tutelar e o disposto sobre ele no Estatuto da Criança
e do Adolescente, assinale a afirmativa correta.
a) As decisões do Conselho Tutelar podem ser revistas por qualquer cidadão por se tratar de função pública.
b) O exercício efetivo da função de conselheiro constitui serviço público relevante, sem estabelecer
presunção de idoneidade moral.
c) Para promover a execução de suas decisões, o Conselho Tutelar pode representar junto à autoridade
judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.
d) O processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar é estabelecido em lei municipal e realizado
sob a responsabilidade da prefeitura com a fiscalização do Ministério Público.
29. (IOBV/Câmara de Barra Velha-SC - 2016) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA,
a autorização judicial para criança viajar será exigida quando:
a) Tratar-se de viagem para comarca contígua à da residência da criança, se na mesma unidade da Federação,
ou incluída na mesma região metropolitana.
b) A criança viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável.
c) A criança viajar acompanhada de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado
documentalmente o parentesco.
d) A criança viajar acompanhada de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.
considerados, regulamentando a forma de aplicação de sanções administrativas àqueles que, por ação ou
omissão, descumprem seus deveres funcionais.
b) O sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente, concebido pela Lei n. 8.069/90, não é
hierarquizado, havendo apenas profissionais e autoridades diversas com funções distintas.
c) É de atribuição do Conselho Tutelar assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta
orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente.
d) O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar deve ser estabelecido em resolução do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e realizado sob a responsabilidade do Poder Judiciário,
com a fiscalização do Ministério Público.
e) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental devem comunicar ao Conselho Tutelar os casos
de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
31. (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da
Criança e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta. É medida aplicável aos pais ou responsável:
a) Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado.
b) Comparecimento em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as
atividades.
c) Advertência
d) Perda da guarda.
e) Destituição da tutela.
GABARITO
1. A
2. A
3. C
4. C
5. B
6. D
7. A
8. CORRETA
9. ERRADA
10. C
11. D
12. B
13. D
14. C
15. A
16. C
17. C
18. D
19. D
20. CORRETA
21. B
22. A
23. CORRETA
24. CORRETA
25. C
26. C
27. C
28. C
29. B
30. D
31. B
Autor:
Ricardo Torques
20 de Dezembro de 2021
Sumário
Acesso à Justiça.................................................................................................................................................. 3
3 - Procedimentos ........................................................................................................................................... 8
3.6 - Infiltração de Agentes de Polícia para Investigação de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças
e de Adolescentes ..................................................................................................................................... 22
4 - Recursos .................................................................................................................................................. 25
6 - Advogado ................................................................................................................................................ 27
1 - Crimes ..................................................................................................................................................... 30
Gabarito ............................................................................................................................................................ 52
Neste encontro vamos abordar os arts. 141 ao art. 267 do ECA. Finalizaremos todo o Estatuto. São dois
assuntos a serem analisados na aula de hoje: acesso à justiça e crimes e infrações administrativas.
ACESSO À JUSTIÇA
1 - Disposições Gerais
O acesso à Justiça de crianças e adolescente deve ser garantido pelos diversos órgãos com atuação no Poder
Judiciário, pela atuação do Ministério Público, da Defensoria ou pela assistência judiciária gratuita, prestada
aos que dela necessitarem, por intermédio de defensor público ou advogado nomeado. Essa é a previsão do
artigo 141 do ECA.
Além disso, o §2º estabelece a total isenção de custas e emolumentos nas ações de competência da Justiça
da Infância e da Juventude, com uma exceção: no caso de litigância de má-fé.
Com intuito de assegurar o acesso à Justiça, o ECA assegura a isenção de custas e emolumentos, ressalvada
a hipótese de litigância de má-fé.
MENORES DE 16 representados
Pela redação expressa do artigo 142 do Estatuto, a assistência pelos pais se estenderia até os 21 anos, mas
esse período posterior aos 18 anos foi revogado (lex posterior) pelo Código Civil de 2002, que prevê a
incapacidade relativa apenas até os 18 anos.
Se, em um processo em contato, for verificada criança ou adolescente sem representantes legais ou na
hipótese de os interesses da criança colidirem com os dos pais ou representantes legais, assegura-se a
nomeação de curador especial. O curador especial assegurar que o melhor interesse da criança seja
representado no processo.
O art. 143, por sua vez, determina que os atos judiciais, policiais e administrativos que envolvam crianças e
adolescentes são reservados, e não podem ser divulgados com amplo acesso. Em razão disso, se algum
interessado em processo no qual houver criança ou adolescente necessitar de cópia ou certidão do processo
deverá requerer diretamente ao juiz que irá analisar o interesse e justificativa do requerimento.
Essa restrição à divulgação aplica-se, inclusive, às notícias, que não podem identificar criança e adolescentes
em reportagens. O artigo 144 restringe a expedição de cópias ou certidões de processos que envolvam
crianças ou adolescente ao requerimento motivado a ser deferido pelo Juiz do processo.
Neste tópico, vamos analisar regras relativas à Justiça da Infância e Juventude, que constitui ramo
especializado do Poder Judiciário comum estadual.
Em primeiro lugar, o Estatuto autoriza os Estados e o Distrito Federal a criarem varas especializadas e
exclusivas de infância e da juventude. A criação ocorre por meio de iniciativa do Poder Judiciário e as varas
estão sob a administração judiciária.
2.2 - Juiz
O art. 146 do ECA explica que quando houver no Estatuto referência a autoridade esta é o Juiz da Infância e
da Juventude.
No art. 147 do ECA temos as regras de competência do Juiz da Infância e Juventude. Em síntese, a
competência territorial será fixada em razão:
Temos, ainda, duas outras regras específicas relativas à competência que devemos ficar atentos: execução
de medidas e transmissão simultânea de rádio ou TV que atinja duas ou mais comarcas.
representações promovidas pelo Ministério Público, para apuração de ato infracional atribuído a
adolescente;
Logo...
COMPETÊNCIA MATERIAL
• atos infracionais
• remissão (com suspensão ou exclusão do processo)
• adoção
• ações civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos à criança e ao
adolescente
• apuração de irregularidade em entidade de atendimento
• penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção
• análise dos procedimentos afetos ao Conselho Tutelar
Essas são as principais hipóteses de competência do Juiz da Infância e Juventude. Contudo, caso a criança
esteja exposta a situação de risco, também será da competência do Juiz da Infância e Juventude as seguintes
matérias:
ações de alimentos;
Essas hipóteses, em regra, tramitam perante o Juízo Cível. Contudo, caso verificada hipótese de risco à
criança por ação ou omissão do Estado, sociedade ou dos pais e, até mesmo, em razão da conduta da criança
a competência desloca-se para o Juiz da Infância e Juventude.
No art. 149 do ECA, temos um rol de atribuições do Juiz da Infância e Juventude no que diz respeito à
concessão de alvarás, por meio de portarias ou autorizações. O ECA arrola uma série de autorizações judiciais
que envolvem crianças e adolescente. Para fins do exame é importante que conheçamos essas hipóteses.
Para concessão do alvará, o Juiz deve levar em consideração os princípios afetos à infância e juventude, as
peculiaridades locais, a existência de instalações adequadas, o tipo de frequência habitual ao local; a
adequação do ambiente a eventual participação ou frequência de crianças e adolescentes e a natureza do
espetáculo.
Ainda sobre os alvarás, há uma regra muito importante: eles devem ser concedidos caso a caso, não é
possível um alvará ou vedação geral. Por exemplo, é possível alvará autorizando a frequência de crianças
numa certa festa de fim de ano de 2020, mas não um alvará que autorize a frequência em todas as festas de
fim de ano daí pra frente.
A atuação da Vara da Infância e Juventude é toda acompanhada pelo denominado serviços auxiliares (SAIs).
Em razão da multidisciplinariedade afeta aos processos que tramitam perante a infância e Juventude, há a
constituição de serviços auxiliares, destinado à assessora o Juiz.
Essa equipe interprofissional é mantida pelo Poder Judiciário com função de assessorar a Justiça da Infância
e da Juventude. A principal função da equipe é fornecer subsídios por escrito (laudos) ou verbalmente em
audiência com a finalidade de desenvolver trabalhos de aconselhamento, orientação, encaminhamento,
prevenção e outros, tudo sob imediata subordinação da autoridade judiciária.
A Lei 13.509/2017 trouxe uma regra importante sobre a equipe interprofissional. O estudo psicossocial é
fundamental para os procedimentos judiciais da infância e juventude. Contudo, em razão de forte demanda
ou da escassez de servidores, muitas vezes o prazo de entrega desses estudos é prejudicado. Em face disso,
a Lei mencionada autoriza que o juiz da infância e juventude nomeie peritos para realização do estudo nas
hipóteses de ausência ou insuficiência de servidores.
3 - Procedimentos
A respeito dos procedimentos, o artigo 152 prevê a aplicação subsidiária da legislação processual pertinente.
Os processos do Estatuto da Criança e do Adolescente têm prioridade absoluta de tramitação e na execução
dos atos e diligências judiciais.
Das regras de procedimento, vamos destacar o §2º do art. 152 do ECA. São duas as informações
fundamentais contidas no dispositivo, que foi acrescido ao Estatuto pela Lei 13.509/2017:
A primeira informação refere-se à contagem dos prazos em dias corridos. Sempre foi assim, os prazos
sempre foram contados em dias corridos. Contudo, em razão da edição do Novo CPC, que alterou a contagem
dos prazos processuais para apenas em dias úteis, surgiu forte dúvida se os procedimentos judiciais do ECA
seguiriam com a contagem em dias úteis ou se as regras do Código seriam aplicadas ao ECA.
Devido à urgência e prioridade que envolve esses procedimentos, o legislador exigiu a contagem em dias
corridos que, a rigor significa tão somente que, na contagem do prazo processual, não são descontados
feriados, domingos, sábados e dias sem expediente forense.
A segunda regra envolve a não aplicação de prerrogativa assegurada à Fazenda Pública e ao Ministério
Público. A Fazenda Pública e o Ministério Público, quando litigam em juízo, detêm diversas prerrogativas,
entre elas a de contagem dos prazos processuais em dobro. Se o prazo é de 10 dias para todos, para a
Fazenda e para o MP, será de 20 dias. Essa prerrogativa não se aplica aos processos afetos à infância e à
juventude. Assim, mesmo que o Ministério Público ou o Estado, por exemplo, façam parte de um dos polos
da ação, o prazo será contado na forma simples, conforme definido pelo ECA.
Ainda que sem previsão legal expressa, a autoridade judiciária pode investigar os fatos e ordenar de ofício
as providências necessárias, ouvido o Ministério, mas atenção: esta autorização não se aplica para o
procedimento de afastamento de criança ou adolescente de sua família de origem e outros procedimentos
que sejam necessariamente contenciosos, como os referentes a medidas socioeducativas.
Multas judiciais aplicadas no processo são revertidas a fundo sob gerência do Conselho dos Direitos da
Criança e do Adolescente do respectivo município.
o juiz da infância e juventude detém prerrogativa de agir de ofício (desde que ouvido o Ministério
Público) quando a medida não se mostrar adequada, com exceção de duas espécies de processo:
Na sequência veremos algumas regras específica a cada espécie de procedimento que tramite perante a Vara
de Infância e Juventude.
O processo de perda ou suspensão do poder familiar poderá ser instaurado pelo Ministério Público ou pela
parte interessada. O ECA estabelece os requisitos da petição inicial de perda ou suspensão do poder familiar:
Há possibilidade de antecipação de concessão de medida liminar para suspender o poder familiar, liminar ou
incidentalmente, com o intuito de afastar a criança do convívio familiar, quando houver motivo grave e
fundados indícios de que a criança se encontra em risco. Nesse caso, a criança ou adolescente é confiado a
pessoa idônea, mediante termo de responsabilidade.
O primeiro deles traz uma regra que tem por finalidade agilizar o procedimento judicial no caso de
acolhimento liminar. Agora, apresentada a petição inicial com o requerimento provisório, o juiz irá decidir a
medida liminar e, ato contínuo, determinará a realização do estudo social independentemente do
requerimento do interessado.
Recebida a inicial e decidido o pedido incidental de suspensão, se for o caso, será determinada a citação do
réu para oferecer resposta no prazo de 10 dias, com a indicação de provas.
A citação do réu deve ser pessoal, inclusive se estiver privado de liberdade. A citação somente não será
pessoal se não encontrado, hipótese em que a citação poderá ser ficta (com hora certa ou por edital).
Assim...
Além dessas regras, temos, agora, o §3º que prevê a possibilidade de citação por hora certa no procedimento
de perda e suspensão do poder familiar. Aplicamos exatamente a mesma regra que temos no Processo Civil.
Caso, o oficial compareça, por duas vezes, ao endereço dos réus a serem citados, havendo suspeita de que
estão se ocultando para receber a citação, ele irá informar pessoa da família ou vizinho que retornará em dia
e horário marcados para a citação. Neste dia certo, caso não recebam o oficial, os réus serão considerados
citados por hora certa.
O art. 159, §4º, por sua vez, prevê a possibilidade de citação por edital, com prazo de 10 dias, na hipótese de
os genitores estarem em local incerto e não sabido.
Sigamos!
Caso o réu não tenha possibilidade de constituir advogado nos autos poderá requerer junto ao cartório a
nomeação de defensor dativo para apresentação de resposta. Nesse caso, o prazo para reposta será
renovado, a contar da intimação do defensor. Quando o requerido estiver privado de liberdade, o oficial de
justiça lhe deve perguntar no momento da citação se deseja que seja nomeado defensor em seu favor.
Quando for necessário a apresentação de documento, o juiz o pode requisitar a qualquer repartição ou
órgão público, de ofício ou a requerimento das partes ou do Ministério Público.
Caso não haja contestação e após a conclusão do estudo social ou de eventual perícia, o Juiz dará vista dos
autos ao membro do MP, com prazo de 5 dias e sentenciará no mesmo prazo, conforme regra do art. 161,
introduzido pela Lei nº 13.509/2017.
No caso de não haver contestação pelos réus e já havendo juntado aos autos o estudo social, o processo será
encaminhado ao Ministério Público para que, em 5 dias, manifeste-se. Em igual prazo o magistrado decidirá.
O Juiz pode, de ofício ou a requerimento das partes ou do Ministério Público, determinar a oitiva
de testemunhas que comprovem a presença de uma das causas de suspensão ou destituição do poder
familiar.
O Juiz da Infância designará audiência para oitiva de testemunhas e dos pais, que é obrigatório,
ainda que presos (quando haverá requisição).
==20a903==
Quando for necessária a modificação da guarda, se possível, crianças e adolescentes serão ouvidos.
Agora, quando houver contestação, devemos observar o art. 162 do ECA. Caso haja contestação, dá-se vista
ao Ministério Público e, na sequência, há designação da audiência de instrução e julgamento.
Prevê o ECA que a sentença deve ser proferida em audiência, mas excepcionalmente poderá o Juiz decidir
no prazo máximo de cinco dias.
Se o Ministério Público tiver proposto o procedimento de destituição do poder familiar, não há necessidade
de nomeação de curador especial para a criança ou adolescente.
Por fim, registre-se que todo o procedimento deverá tramitar EM NO MÁXIMO 120 DIAS, conforme
determina o ECA.
Além disso, caso seja decretada a perda ou a suspensão do poder familiar tal ato será averbada à margem
do registro de nascimento da criança ou do adolescente.
TRÂMITE DA
citação (é
AÇÃO DE resposta no prazo
ajuizamento (MP pessooal, exceto
SUSPENSÃO OU de 10 dias (deve
ou interessado) se não
DESTITUIÇÃO DO trazer provas)
encontrado)
PODER FAMILIAR
manifestação das
sentença na
partes e do MP
audiência ou em
no prazo de 20
cinco minutos
minutos
Em relação à destituição de tutela o ECA apenas afirma que a matéria será regida pela legislação processual
civil, aplicando-se subsidiariamente as regras acima estudadas acerca da suspensão ou destituição do poder
familiar.
O procedimento para colocação de crianças e adolescente em família substituta deve observar o rol de
requeridos arrolados no ECA. Deve-se lembrar, previamente, que a colocação em família substituta requerer
o desfazimento judicial dos vínculos com a família de origem. Após tal decisão, prevê o ECA:
(i) Na hipótese de adoção, devemos observar, além dos requisitos acima, as regras específicas relativas à
matéria, que já foram estudadas.
(ii) Hipóteses em que o pedido de adoção pode ser formulado diretamente em cartório:
pais falecidos
Nesse caso, será necessária a apresentação dos documentos necessários, sem que seja preciso constituir
advogado.
Se os pais concordarem com a colocação da criança ou adolescente em família substituta, eles serão ouvidos
pela autoridade judiciária e pelo representante do Ministério Público, tomando-se por termo as declarações.
Note que o ECA estabelece que a audiência deve ser designada no prazo de 10 dias a contar do protocolo da
petição ou da entrega da criança em juízo como forma de agilizar o procedimento. Acerca do consentimento
O consentimento dos pais deve ser precedido de orientações e esclarecimentos prestados pela equipe
interprofissional, principalmente sobre a irrevogabilidade da medida.
Aos detentores do poder familiar é garantida livre manifestação de vontade e direito ao sigilo das
informações.
No caso de consentimento para adoção prestado por escrito, o consentimento deve ser ratificado em
audiência; caso não seja ratificado, o consentimento não terá validade.
A colocação em família substituta somente se opera na hipótese de não haver condições para manutenção
da criança ou do adolescente na família de origem, natural ou extensa.
Por determinação do Juiz, admite-se a realização de estudo social para avaliar a colocação da criança em
família substituta, inclusive na modalidade provisória para se aferir a adaptabilidade e os benefícios à criança.
O artigo 167 trata da concessão de guarda provisória. Nesse procedimento, a autoridade judiciária pode, de
ofício ou a pedido, determinar a realização de estudo social ou perícia por equipe interprofissional sobre o
estágio de convivência. Após o período provisório, o juiz pode deferir a concessão da guarda provisória ou
do estágio de convivência mediante termo de responsabilidade.
Com a apresentação do estudo, será ouvida a criança ou o adolescente, se possível e, após, determina-se a
oitiva da criança e do adolescente no prazo de 5 dias.
Assim:
O art. 169 determina que a destituição de tutela ou perda/suspensão do poder familiar é pressuposto para
colocação em família substituta. Já o art. 170 ele prevê que na concessão da guarda e tutela devem ser
observadas as regras da tutela (particularmente em relação ao compromisso de bem e fielmente cumprir os
deveres) e, em relação à concessão da guarda, ela poderá ser modificada ou revogada a qualquer tempo
desde que por decisão judicial, ouvido previamente o MP. Quanto a guarda for conferida a pessoa inscrita
em programa de acolhimento familiar, o Juiz deve comunicar a nomeação à entidade responsável no prazo
máximo de 5 dias.
A apuração de ato infracional é um dos procedimentos específicos mais detalhados ao longo do ECA. Ele vem
disciplinado entre os arts. 171 até o art. 190. Dada a importância da matéria, vamos, inicialmente, analisar
os dispositivos com alguns comentários objetivos e, em seguida, vamos efetuar uma linha do tempo
simplificada.
Primeiramente você deve conhecer a diferença entre a apreensão por força de ordem judicial e a apreensão
em flagrantes. O encaminhamento do adolescente à autoridade será imediato e ocorrerá da seguinte forma:
APREENSÃO
encaminhado à
em flagrante
autoridade policial
Há ainda uma regra específica para o caso de co-autoria: se o fato foi praticado pelo adolescente em co-
autoria com maior, os dois devem ser encaminhados à repartição especializada da infância e da juventude.
Após as providências necessário, o adulto é encaminhado à repartição policial própria.
No caso de apreensão em flagrante, quando há encaminhamento à autoridade policial, se o ato a ser apurado
tiver sido cometido com violência ou grave ameaça à pessoa devem ser observadas as prescrições do art.
173 do ECA. Observe:
Nas demais hipóteses de flagrante (sem violência ou grave ameaça a pessoa), a lavratura do ato pode ser
substituída por boletim de ocorrência circunstanciada.
O art. 174 determina que apreendido o adolescente pela prática de ato infracional, os pais sejam chamados
para a pronta liberação do adolescente (ou, no máximo, no dia seguinte se impossível a liberação imediata).
Adicionalmente será elaborado um termo circunstanciado. Posteriormente a autoridade policial irá
encaminhar os autos ao Ministério Público para avaliar o ajuizamento de ação para apuração da prática de
ato infracional.
Quando o ato infracional for grave ou causar repercussão social, a autoridade policial pode determinar a
permanência do adolescente sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da
ordem pública. Nessa hipótese, a autoridade policial deve encaminhar o adolescente desde logo ao
representante do Ministério Público, junto com a cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência; se
não possível a apresentação ao MP, o adolescente deve ser encaminhado a entidade de atendimento que o
apresentará ao MP no prazo de 24 horas; se também não houver entidade de atendimento, o adolescente
deve aguardar a apresentação pela própria autoridade policial ao MP em dependência separada da que é
destinada aos maiores, também no prazo de 24 horas.
Quando a autoridade policial, através de investigação própria, concluir que um adolescente praticou ato
infracional, o relatório das investigações e demais documentos devem ser encaminhados ao Ministério
Público
O art. 178 do ECA exige que o adolescente infrator não seja considerado como um criminoso. Portanto, não
podem ser conduzidos em veículo policial fechado (leia-se camburão), que seja atentatório à dignidade ou
que implique risco à integridade física ou mental.
Já o art. 179 inicia outra parte do procedimento, prévio ao processo judicial. Com a apresentação do
adolescente, o representante do Ministério Público, que fará a oitiva informal do adolescente e, se possível,
dos pais, vítima e testemunhas. Quando não houver apresentação espontânea, o representante do MP deve
notificar os pais ou responsável para apresentação do adolescente, podendo requisitar auxílio das forças
policiais civil ou militar.
APÓS A OITIVA
INFORMAL, O MP
PODERÁ
representar para a
arquivar os autos conceder a remissão apuração do ato
infracional
No caso de arquivamento ou concessão de remissão, aplica-se o art. 181 do ECA: os autos devem ser
conclusos à autoridade judiciária para homologação. Homologado o arquivamento ou a remissão, a
autoridade judiciária determinará o cumprimento de eventual medida aplicada. Se a autoridade judiciária
discordar do Ministério Público, os autos devem ser remetidos ao Procurador-Geral de Justiça por despacho
fundamentado: O Procurador-Geral pode, por sua vez, oferecer representação, designar outro membro para
atuar no processo ou ratificar o arquivamento ou remissão, quando então a autoridade está obrigada à
homologação. Vamos esquematizar o procedimento a seguir:
a) apresentar a representação;
Caso o adolescente esteja internado provisoriamente, o procedimento não poderá durar mais de 45 dias,
como prevê o art. 183.
Após o oferecimento da representação será designada a audiência de apresentação. Nesse momento será
ouvido o adolescente, sendo necessária a intimação dos pais para o ato, que serão ouvidos se
comparecerem, como prevê o art. 186 do ECA.
O adolescente e seus pais ou responsável devem estar acompanhados de advogado. Quando não forem
localizados os pais ou responsável, curador deve ser nomeado ao adolescente. Mas quando o adolescente
não for encontrado, nesse caso a autoridade judiciária deve expedir mandado de busca e apreensão e a
suspensão do processo até que haja a apresentação; se o adolescente estiver internado, o Juiz deve
requisitar sua apresentação, sem prejuízo da notificação dos pais ou responsável.
Na audiência o a Juiz da Infância e Juventude poderá determinar a internação provisória do adolescente que
não poderá ocorrer em estabelecimento prisional. A internação não pode ser cumprida em estabelecimento
prisional; se não houver na comarca estabelecimento próprio para a internação, o adolescente deve ser
transferido à localidade mais próxima. Se não for possível a imediata transferência, o adolescente deve
aguardar em repartição policial pelo prazo máximo de 5 dias, em local separado dos adultos.
Quando houver a apresentação do adolescente e dos seus pais ou responsável, o Juiz procede à sua oitiva,
podendo solicitar opinião de profissional qualificado.
Se o fato for grave e passível de internação ou aplicação de semi-liberdade e o adolescente não tiver
advogado constituído, um defensor será nomeado e o Juiz designará imediatamente audiência em
continuação, podendo determinar a realização de diligência e estudo de caso. O advogado ou defensor terá
o prazo de 3 dias, contados da audiência de apresentação, para oferecer defesa prévia e rol de testemunhas.
Na audiência em continuação, após a oitiva de testemunhas, cumpridas as diligências e juntado o relatório
da equipe interprofissional, o representante do Ministério Público e o defensor terão a palavra por 20
minutos, sucessivamente, prorrogáveis por mais 10.
O art. 187 trata da condução coercitiva do adolescente: caso o adolescente não compareça à audiência para
qual foi intimado, o juiz deve designar nova data, determinando a condução coercitiva.
O art. 188 do ECA estabelece que é possível – mesmo durante o trâmite do processo de apuração de ato
infracional – a concessão da remissão do processo, seja como forma de exclusão ou de suspensão do
processo.
A remissão no curso do processo poderá ser concedida até a sentença. Caso não aplicada e transcorrido a
instrução chegamos à sentença, que observa o art. 189 do ECA. No caso de sentença de improcedência, não
será aplicada qualquer medida. A improcedência ocorre nas seguintes hipóteses:
A sentença que aplicar medida de internação ou regime de semi-liberdade deve ser comunicada por
intimação ao adolescente e ao seu defensor; se não foi encontrado o adolescente, aos seus pais ou
responsável, sem prejuízo do defensor. Quando for aplicada outra medida socioeducativa que não as duas
mencionadas, a intimação é feita apenas ao defensor. Quando o adolescente for intimado, este deve ser
questionado sobre a intenção ou não de recorrer.
Vejamos, de forma ordenada e simplificada, os procedimentos adotados para apuração de ato infracional:
Se for ato infracional cometido com violência contra a pessoa, haverá a lavratura do auto de apreensão do
adolescente com oitiva do condutor, das testemunhas, da vítima e do adolescente. Na mesma oportunidade
devem ser apreendidos produto e objetos da infração, bem como encaminhamento para realização de
exames periciais, se necessários.
Por outro lado, se envolver ato infracional cometido sem violência contra a pessoa, haverá a lavratura de
boletim de ocorrência circunstanciado.
Caso a não será necessária a internação provisória haverá o comparecimento do pai ou responsável, para
liberação mediante compromisso. O adolescente será liberado pela autoridade policial mediante assinatura
de termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação perante o MP.
Caso seja mantida a internação pela autoridade policial, tal decisão deve ser pautada: será analisada pela
autoridade, levando em conta a gravidade do ato infracional e sua repercussão social. Num primeiro
momento atos infracionais práticos com violência ou grave ameaça à pessoa justificam a internação
provisória. Também será possível o decreto provisório de internação quando a restrição de liberdade for
importante para a garantia da segurança pessoal do adolescente ou manutenção da ordem pública, ou ainda,
quando colocar em risco a integridade do adolescente.
Se não for liberado, o adolescente será imediatamente encaminhado (ou no máximo em até 24 horas) ao
Ministério Público, juntamente com cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência.
Oitiva informal. Após a apresentação do adolescente perante o MP, ele será ouvido informalmente. Este
ato deverá ser acompanhado por representante legal do adolescente. Embora não haja regra específica para
que defensor do adolescente acompanhe a oitiva informal, o entendimento dominante é no sentido de que
tal ato deverá ser acompanhado pelo Defensor Público. De todo modo, o defensor não poderá interferir no
ato. A oitiva informal tem por finalidade fornecer ao MP elementos de convicção para instauração do
processo de apuração do ato infracional, caso necessário.
Providências iniciais.
Quanto à possibilidade de dilação probatória, embora não prevista em lei, tem sido admitida tanto pela
doutrina como pela jurisprudência, dada as peculiaridades do caso concreto.
Como vimos o MP poderá promover o arquivamento ou conceder remissão ao adolescente que deverá ser
homologada judicialmente e, se for o caso, o juiz determinará o cumprimento da medida socioeducativa.
A remissão neste caso poderá ou não ser acompanhada de medida socioeducativa e, em ambos, os casos
implicará na extinção do processo. Atente-se para o fato de que após a homologação se houver medida a ser
cumprida o juiz determinará sejam extraídas cópias para os Autos de Execução, em que são acompanhadas
as medidas aplicadas ao adolescente.
Representação.
Internação provisória. Constitui providência cautelar decretada se houver ato infracional cometido com
grave ameaça ou violência à pessoa ou reiteração de outros atos infracionais graves sem violência ou grave
ameaça, ou seja, se forem atos que, em se confirmando a autoria, implicará na internação do adolescente.
INTERNAÇÃO
Prazo Máximo 45 dias
PROVISÓRIA
A internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, não poderá ser cumprida em
estabelecimento prisional, devendo ser cumpria em unidade provisória específica para adolescentes. Prevê
o ECA que em caso de impossibilidade de remoção imediata o adolescente poderá permanecer por, no
máximo, 5 dias, sob pena de responsabilidade.
Procedimento judicial.
Deverão comparecer à audiência de representação país ou responsáveis pelo adolescente. Caso não
encontrados, haverá a nomeação de curadores para acompanharem os atos praticados. De todo modo, é
imprescindível, sob pena de nulidade, a presença de defensor público ao ato.
Audiência de apresentação.
Na referida audiência o adolescente será ouvido. Aqui, o importante é que se permite ao juiz
viabilizar a remissão. Se a autoridade judiciária entender adequada a remissão, ouvirá o
representante do Ministério Público, proferindo decisão.
O magistrado deixará de aplicar medida socioeducativa caso, se a sentença reconhecer as hipóteses abaixo:
A doutrina arrola, ainda, como garantias processuais aos adolescentes que respondem por processo
infracional:
GARANTIAS PROCESSUAIS
• a) nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal;
• b) pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou
meio equivalente;
• c) igualdade na relação processual, podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e
produzir todas as provas necessárias à sua defesa;
• d) defesa técnica por advogado;
• e) assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei;
• f) direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente;
• g) direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do
procedimento.
Vamos em frente!
Vamos tratar, neste tópico de algumas regras específicas, disciplinadas pela Lei 13.441/2017 e recentemente
introduzidas no ECA, no art. 190-A. Por se tratar de novidade é sempre um assunto quente para a prova.
O arts. 190-A a 190-E do ECA estabelecem procedimento para que haja infiltração da polícia na internet com
a finalidade de investigar os seguintes crimes:
Oferecimento de material que contenha cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.
Aquisição de material que contenha cena 9de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.
Simular material que contenha cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.
Aliciar criança ou adolescente para produção de material que contenha cena de sexo explícito.
Essas regras que reveremos destinam-se à investigação desse conforme dispositivo abaixo:
Essa medida pode ser requerida pelo Ministério Público ou por representação do delegado. A representação
deve conter a demonstração da necessidade, o alcance das tarefas dos policiais, nomes ou apelidos das
pessoas investigadas e dados de conexão ou cadastrais que permitam a identificação dessas pessoas.
Além disso, o procedimento não pode exceder o prazo de 90 dias, sucessivamente renováveis, desde que
não excedido o prazo de 720 dias.
Ao longo do procedimento, tanto a autoridade judicial como o Ministério Público podem requisitar relatórios
parciais da operação de infiltração.
Por fim, uma regra bastante importante. A infiltração atua como um agente facilitador da produção de
provas. Se for possível a obtenção da prova por outros meios, não será possível a infiltração.
O art. 190-C do ECA prevê que o policial que não comete crime o agente policial que realiza o procedimento
de infiltração. Trata-se de uma excludente de ilicitude. Em caso de inobservância da estrita finalidade de
colheita de provas, o policial pode ser responsabilizado pelos excessos.
Há previsão de que os órgãos de registro e cadastro público devem incluir as nos bancos de dados próprios
as informações necessárias à efetividade da identidade
0 fictícia criada. Esse procedimento deve ser
devidamente registrado em livro específico.
Finalmente, o art. 190-E, do ECA, prevê que as informações obtidas constarão de autos apartados, apensos
ao processo criminal, após a conclusão dos trabalhos. Deve-se assegurar a identidade do agente policial
infiltrado e a intimidade das crianças e adolescentes envolvidos.
O procedimento para apuração de irregularidades em entidade de acolhimento poderá ser instaurado por
portaria do Juiz da Infância e Juventude ou a partir de representação do Ministério Público ou Conselho
Tutelar.
portaria representação
da autoridade
do MP do Conselho Tutelar
judiciária
Nesse processo quem responderá em nome da entidade é o dirigente, o qual poderá ser, inclusive, afastado
liminarmente. Será chamado a apresentar defesa no prazo de 10 dias, oportunidade em que indicará provas.
Quando houver motivo grave, o Juiz pode, ouvido o MP, decretar liminarmente o afastamento provisório do
dirigente da entidade, por decisão fundamentada.
Após a instrução e julgamento, abre-se prazo de 5 dias para alegações finais e, em seguida, lança-se a
sentença, que poderá determinar o afastamento do dirigente e, inclusive, aplicação de advertência ou multa.
Quando for determinado o afastamento do dirigente, provisório ou definitivo, o Juiz deve oficiar à autoridade
administrativa imediatamente superior ao afastado, marcando prazo para substituição.
Há uma regra importante: ANTES de aplicar qualquer das medidas, a autoridade judiciária poderá fixar
prazo para a remoção das irregularidades verificadas. Satisfeitas as exigências, o processo será extinto, sem
julgamento de mérito.
O procedimento para imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção à criança
e ao adolescente inicia-se por representação do Ministério Público ou do Conselho Tutelar ou, ainda, por
auto de infração elaborado por servidor efetivo.
O requerido terá prazo de 10 dias para apresentar defesa a contar da intimação. Após a defesa, com ou sem
intimação, os autos serão encaminhados ao Ministério Público no prazo de cinco dias.
Após a realização da instrução, haverá sustentação oral no prazo de 20 minutos e, por fim, o Juiz da Infância
e Juventude proferirá a sentença.
Entre os arts. 197-A ao art. 197-E nós temos um procedimento específico, voltado para avaliar a capacidade
dos pretendentes à adoção. Primeiramente, o art. 197-A do ECA traz os requisitos necessários à habilitação
para a adoção. Vamos listar os requisitos a seguir:
• qualificação completa;
• dados familiares;
• cópias autenticadas de certidão de nascimento ou casamento, ou declaração relativa ao
período de união estável;
• cópias da cédula de identidade e inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas;
• comprovante de renda e domicílio;
• atestados de sanidade física e mental;
• certidão de antecedentes criminais;
• certidão negativa de distribuição cível.
O art. 197-B, por sua vez, estabelece que uma vez distribuído o procedimento, inicia-se o prazo de 48 horas
para dar vista dos autos ao Ministério Público, que deve se manifestar no prazo de 5 dias.
Além disso, determina o art. 197-C do ECA que o serviço auxiliar da infância e juventude atuará para
elaboração de estudo a fim de aferir a capacidade e o preparo dos requerentes. Além disso, serão
responsáveis por conceder um curso preparatório, entre cujas fases constará, preferencialmente, o contato
com crianças e adolescentes em situação de acolhimento familiar ou institucional, incluindo também
preparação psicológica, orientação e estímulo à adoção inter-racial e de crianças ou adolescentes com
deficiência, doenças crônicas, necessidades específicas de saúde e de grupos de irmãos.
Após o deferimento da habilitação, ocorre a inscrição no cadastro de adoção dos requerentes habilitados.
Quanto à realização da adoção, cumpre destacar que o dispositivo deixa claro que ela irá respeitar a ordem
cronológica de habilitação e a disponibilidade de crianças adotáveis de acordo com o perfil.
A habilitação deve ser renovada trienalmente mediante avaliação por equipe interprofissional. Caso o
adotante se candidate a nova adoção, é dispensável a renovação da habilitação, bastando nova avaliação
por equipe interprofissional.
As pessoas habilitadas à adoção podem recursar a indicação feita. Quando houver três recusas injustificadas
de adoção de criança ou adolescente dentro do perfil escolhido, deve ser feita reavaliação da habilitação
concedida.
Há ainda mais uma regra: quando os pretendentes a adoção desistirem da guarda para fins de adoção ou
quando houver a devolução da criança ou adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção,
os pretendentes são excluídos do cadastro de adoção, vedada a renovação da habilitação, salvo decisão
judicial fundamentada, sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação.
O prazo máximo para conclusão da habilitação à adoção será de 120 (CENTO E VINTE) DIAS, prorrogável por
igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária.
4 - Recursos
O sistema recursal do ECA aplica, em grande medida, as regras do NCPC, pois são poucas as regras específicas
fixadas no Estatuto.
Os recursos no ECA não exigem preparo e, à exceção dos embargos declaratórios, serão apresentados no
prazo de 10 dias.
embargos de
no ECA... exceção 5 dias
declaração
PRAZOS DOS
RECURSOS
regra 10 dias todos
Os recursos que tramitam perante a Justiça da Infância e Juventude têm preferência de julgamento e
dispensarão revisor. Ademais, antes do envio para a instância superior, o órgão julgador a quo proferirá
despacho fundamentado, mantendo ou reformando a decisão, no prazo de cinco dias (efeito regressivo).
Mantida a decisão, os autos são remetidos à superior instância no prazo de 24 horas, independentemente
de novo pedido do recorrente.
O artigo 199 trata do recurso em face das decisões de alvará para presença de criança e adolescente em
evento público: essas decisões são recorríveis por apelação.
Quanto aos efeitos dos recursos no ECA, são três as regras a serem observadas:
1ª REGRA: a sentença que deferir a adoção produz efeito desde logo, embora sujeita a
apelação, que será recebida exclusivamente no efeito devolutivo, SALVO em adoção
internacional ou se houver perigo de dano irreparável ou de difícil reparação ao
adotando.
2ª REGRA: a sentença que destituir ambos ou qualquer dos genitores do poder familiar fica
sujeita a apelação, que deverá ser recebida apenas no efeito devolutivo.
É importante destacar, ainda, que os recursos são distribuídos de forma imediata nos casos de adoção e de
destituição de poder familiar, em face da relevância das questões envolvidas.
O relator do recurso no Tribunal deve colocar o processo em mesa para julgamento no prazo máximo de 60
dias, contados da conclusão. O MP deve ser intimado da data do julgamento e pode requerer a instauração
de procedimento para apuração de responsabilidade se constatar o descumprimento das providências e do
prazo previstos para o procedimento.
5 - Ministério Público
O ECA reserva um tópico único para o Ministério Público, atribuindo-lhe diversas funções. Vejamos,
inicialmente, um rol das atribuições declinadas expressamente no ECA:
Ainda que extenso, o ECA deixa claro que essas atribuições são exemplificativas, podendo ser
desempenhadas outras desde que afetas à finalidade do MP.
A atuação do Ministério Público será tanto na qualidade de parte como de fiscal da lei nos processos em que
não for parte, ante os direitos e interesses de que cuida o ECA. Nessas situações, o MP terá vista dos autos
depois das partes, podendo juntar documentos e requerer diligências, usando os recursos cabíveis.
A intimação do MP será sempre realizada de forma pessoal e, caso não intimado a se manifestar, o processo
será considerado nulo de pleno direito.
6 - Advogado
A atuação dos advogados nos processos da infância e juventude é fundamental. Para tanto, assegura-se às
partes que atuem em Juízo, a constituição de patronos.
Para fins do nosso Exame, destaca-se uma informação central. Nenhum adolescente a quem se atribua a
prática de ato infracional, ainda que ausente ou foragido, será processado sem defensor. Em face disso, caso
não constitua advogado, aos adolescentes será designado defensor, sob penalidade de nulidade absoluta do
procedimento.
A ausência do defensor, no entanto, não determina o adiamento de nenhum ato, devendo o juiz nomear
substituto, ainda que provisório ou só para aquele ato. É dispensável a outorga de mandato quando o
defensor for nomeado em ato formal com a presença de autoridade judiciária.
O ECA fixa em tópico próprio um rol de interesses individuais, difusos e coletivos que devem ser assegurados
às crianças e adolescentes. Esse rol constitui embasamento para pleitos judiciais na defesa dos direitos das
crianças e adolescentes, mas não é taxativo.
ensino obrigatório;
Há uma previsão específica aqui: as hipóteses de desaparecimento de crianças ou adolescente devem ser
objeto de investigação imediatamente após a notificação dos órgãos competentes, os quais devem
comunicar o fato a portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e
internacionais, com todos os dados necessários à identificação do desaparecido.
Em relação à competência territorial para tratar das ações que envolvem as matérias acima, fixa-se a
competência no foro em que ocorreu ou deva ocorrer a ação ou omissão, ressalvada a competência da
Justiça Federal e dos tribunais superiores.
1. Ministério Público
2. entes federativos (União, estados e municípios)
3. associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins
institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos no ECA, se houver prévia autorização
estatutária.
Como o Ministério Público possui organização estadual e federal, admite-se a formação de litisconsórcio
entre o MPU e os MPEs para a defesa dos direitos da criança e do adolescente.
Além disso, o Ministério Público poderá ser chamado a assumir o polo, caso haja desistência da ação por
outros legitimados, em razão da indisponibilidade dos direitos tutelados.
Na sequência temos uma série de dispositivos que trazem questões processuais específicas. Muitos desses
assuntos são explorados em Direito Processual Civil. Para fins do estudo do ECA, basta que conheçamos a
literalidade desses dispositivos. Desse modo, vamos citar os dispositivos e, quando necessário, faremos
alguns comentários.
o art. 211, do ECA, trata do TAC, que poderá ser firmado pelos órgãos públicos legitimados a propor ação
coletiva. O TAC tem eficácia de título executivo extrajudicial.
o art. 212, do ECA, deixa aberta a possibilidade do manejo das diversas ações possíveis para tutela dos
direitos que estudamos, ressaltando o cabimento de mandado de segurança no caso de ato ilegal ou abusivo
de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuição do poder público.
o art. 213, do ECA, traz regra quanto à execução de obrigações de fazer ou não fazer. Temos ainda, no
§1º, a possibilidade de medida liminar, inclusive inauditera altera pars (antes de justificação do réu); e, no
§2º, a possibilidade de multa diária (ou astreinentes), a qual é exigível após o trânsito em julgado da sentença
favorável ao autor. Ainda quanto à multa, lembre-se:
os recursos serão dirigidos a fundo gerido pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do
Adolescente
o art. 215 autoriza ao Juiz conceder efeito suspensivo aos recursos para evitar dano irreparável à parte.
o art. 216, do ECA, trata da hipótese de condenação do poder público por violação de direitos da criança
e do adolescente: nesse caso, peças do processo devem ser remetidas à autoridade competente para
apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a quem é atribuída ação ou omissão.
o art. 217, do ECA, fixa prazo de 60 dias para o MP ingressar com execução, caso não seja promovida a
execução pela associação que ajuizou a ACP na origem e obteve mandato favorável.
o art. 218, do ECA, trata dos honorários advocatícios: só há condenação da associação autora ao
pagamento de honorários quando se reconhecer que a pretensão é manifestamente infundada. No caso de
litigância de má-fé, a associação autora e diretores responsáveis pela propositura da ação são solidariamente
responsáveis pelo pagamento do décuplo das custas, sem prejuízo de responsabilidade por perdas e danos.
o art. 219, do ECA, prevê que não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários e despesas
processuais.
o art. 220, do ECA, faculta às pessoas informar o MP quando houver fato que justifique o ajuizamento de
ACP e atribuição do servidor o dever de informar.
o art. 221, do ECA, trata da remessa de informações pelos magistrados (de primeiro e de segundo grau)
ao MP quando entender que o fato possa ensejar ACP.
o art. 222, do ECA, trata da instrução da petição inicial da ACP, viabilizando a requisição de informações,
com prazo de 15 dias.
o art. 223, do ECA, trata da instauração de inquérito civil pelo Ministério Público e da requisição a pessoas,
organismos públicos ou particulares de certidões, informações, exames ou perícias. O inquérito pode ser
arquivado quando o representante do MP se convencer da inexistência de fundamento para propositura de
ação cível; nesse caso, os autos devem ser encaminhados ao Conselho Superior do Ministério Público no
prazo de 3 dias; se o arquivamento não for homologado, o Conselho designa outro órgão do Ministério
Público para o ajuizamento da ação.
o art. 224, do ECA, prevê a aplicação subsidiária da Lei de Ação Civil Pública.
1 - Crimes
Aplica-se aos crimes tipificados no ECA, a legislação pertinente ao Código Penal e Código de Processo Penal.
Além disso, tais tipos penais são considerados de ação penal pública incondicionada. Vale dizer, o Ministério
Público é o titular de tais ações penais.
O art. 227-A, incluso pela Lei 13.869/2019, traz regra nova ao Estatuto: No caso dos crimes previstos no ECA
praticados por servidores públicos com abuso de autoridade exigem a reincidência. Ou seja, apenas haverá
a perda do cargo, função ou mandato eletivo, se houver reincidência. A pena aplicada na reincidência não
tem qualquer relevância nesse caso, havendo a reincidência haverá o efeito da condenação do art. 92, I, do
Decreto 2.848/40, que é a perda do cargo.
Do art. 228 do ECA até o art. 244-B temos o rol de crimes específicos do ECA. Para fins de prova é necessário
compreender o tipo e as respectivas penas, que organizamos da forma abaixo, para facilitar a compreensão
do assunto.
2 - Infrações Administrativas
Em relação às infrações administrativas – abordadas entre os arts. 245 ao 258 do ECA – é importante
conhecer a infração e as respectivas penalidades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final de mais uma aula e concluímos o ECA.
Ricardo Torques
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QUESTÕES COMENTADAS
Outras Bancas
A) vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente arma,
munição ou explosivo.
B) anunciar peças teatrais, filmes ou quaisquer representações ou espetáculos, com indicação dos limites de
idade a que se recomendem.
C) vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou
a adolescente, sucos e outros produtos cujos componentes não possam causar dependência física ou
psíquica.
D) vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente fogos
de estampido ou de artifício de reduzido potencial incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de
utilização indevida.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois consta como crime contra à criança e adolescente,
nos termos do ECA:
Art. 244. Vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a
criança ou adolescente fogos de estampido ou de artifício, exceto aqueles que, pelo seu
reduzido potencial, sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização
indevida:
A assertiva B está incorreta, pois é crime anunciar peças teatrais, filmes ou quaisquer representações ou
espetáculos, sem indicar os limites de idade a que não se recomendem (art. 253 do ECA).
A alternativa C está errada, porque não é crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que
gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, sucos e outros produtos cujos componentes
não possam causar dependência física ou psíquica, mas sim bebida alcoolica e outros produtos que possam
sim causar dependência. Confira a redação do ECA:
Art. 243. Vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de
qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros
produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica:
Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais
grave.
A assertiva D está incorreta, porque o crime é de vender, fornecer ou entregar a criança ou adolescente
fogos de estampido ou de artifício exceto os de potencial reduzido. Confira o ECA:
Art. 244. Vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a
criança ou adolescente fogos de estampido ou de artifício, exceto aqueles que, pelo seu
reduzido potencial, sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização
indevida:
A alternativa E está errada, pois o crime é transmitir, através de rádio ou televisão, espetáculo ou sem aviso
de sua classificação (art. 254 do ECA).
Comentários
A alternativa A está incorreta. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou
adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido
ou à pessoa por ele indicada, configura crime com pena de seis meses a dois anos de detenção, de acordo
com o art. 231, do ECA.
A alternativa B está correta é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 256, da Lei nº 8069/90, no que
diz respeito das infrações administrativas:
A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 232, da referida Lei, considera-se crime submeter criança
ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento.
A alternativa D está incorreta. Deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata
liberação de criança ou adolescente, tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão, é
considerado crime. Vejamos o art. 234, do ECA:
Art. 234. Deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata liberação
de criança ou adolescente, tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão:
3. (UEM/UEM - 2017) Qual é a pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para quem privar
a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de
ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente?
a) Reclusão de quinze a trinta anos.
b) Reclusão de quatro a doze anos.
c) Detenção de seis a doze anos.
d) Detenção de seis meses a dois anos.
e) Multa.
Comentários
A pena prevista no ECA para quem privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua
apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária
competente, é de detenção de seis meses a dois anos. Vejamos o art. 230:
Art. 230. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão
sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade
judiciária competente:
4. (IFB/IFB - 2016) Entre as afirmativas abaixo, são competências da Justiça da Infância e Juventude,
prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, EXCETO:
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 201, do ECA, compete ao
Ministério Público promover e acompanhar as ações de alimentos e os procedimentos de suspensão e
destituição do poder familiar, nomeação e remoção de tutores, curadores e guardiães, bem como oficiar em
todos os demais procedimentos da competência da Justiça da Infância e da Juventude.
A alternativa B está correta, pois é o que dispõe o art. 148, III, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa D está correta, pois diz respeito ao art. 148, VI, do ECA:
5. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Assinale a alternativa correta, nos termos estabelecidos pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente:
a) O regime de semiliberdade será adotado sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de
acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente;
b) A medida de internação poderá ser aplicada, por período não superior a três anos, quando: tratar-se de
ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; por reiteração no cometimento de
outras infrações graves; por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta;
c) O sistema recursal estabelecido no Código de Processo Civil deve ser adotado nos procedimentos afetos à
Justiça da Infância e da Juventude, inclusive nos relativos à execução das medidas socioeducativas. Em todos
os recursos, salvo nos embargos de declaração, o prazo para o Ministério Público e para a defesa será sempre
de 10 (dez) dias;
d) Qualquer notícia a respeito de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a criança e
adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional, não pode conter fotografia, referência a nome,
apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome;
e) Embora seja direito do adolescente privado de liberdade corresponder-se com seus familiares e amigos,
não é recomendável que se possibilite o acesso a meios de comunicação social.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Com base no art. 118, do ECA, a liberdade assistida será adotada sempre que
se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente.
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 122, §1º, da Lei nº 8.069/90, o prazo para internação
por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta não poderá ser superior a
três meses, devendo ser decretada judicialmente após o devido processo legal.
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 198, II, da referida Lei:
A alternativa D está incorreta. Nos termos do art. 143, parágrafo único, do ECA, é vedada a divulgação de
atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a quem se atribua
autoria de ato infracional. Tratando-se de notícias a respeito do fato, esta não poderá identificar a criança
ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e,
inclusive, iniciais do nome e sobrenome.
Art. 124. São direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes:
b) O Ministério Público está legitimado a impetrar mandado de segurança, de injunção e habeas corpus, em
qualquer juízo, instância ou tribunal, na defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis afetos à
criança ou adolescente, tendo, no exercício de suas funções, livre acesso a todo local onde se encontre
criança ou adolescente.
c) Compete ao Ministério Público inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os
programas de que trata a Lei n. 8.069/90, adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais
necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas.
d) O membro do Ministério Público será responsável pela utilização indevida de informações ou documentos
que requisitar, nas hipóteses legais de sigilo.
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. O Ministério Público não é legitimado exclusivo para
propor ações de alimentos, suspensão e destituição de poder familiar, conforme o art. 155, do ECA.
Art. 155. O procedimento para a perda ou a suspensão do poder familiar terá início por
provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse.
A alternativa B está correta, com base no art. 201, IX, combinado com §3º, da Lei 8069/90:
A alternativa C está correta, pois se refere ao art. 201, XI, da referida Lei:
7. (MPE-SC/MPE-SC - 2016) Nos termos da Lei n. 8.069/90, fixada atribuição ao Ministério Público para
promover a ação civil pública para proteção dos interesses individuais de crianças e adolescentes,
poderá o Promotor de Justiça promover ação de prestação de contas de administradores nas hipóteses
em que os direitos patrimoniais dos incapazes forem ameaçados ou violados.
Comentários
Comentários
A primeira assertiva está correta, com base nos §§ do art. 141, do ECA. Toda criança e adolescente terá
direito à assistência judiciária gratuita prestada por defensor público ou advogado nomeado, com o benefício
de isenção de custas e emolumentos.
§ 1º. A assistência judiciária gratuita será prestada aos que dela necessitarem, através de
defensor público ou advogado nomeado.
A segunda assertiva está, igualmente, correta. Esse assunto está tratado na parte relativa à prática de crimes
e atos infracionais. Vejamos o art. 207, do ECA.
Art. 207. Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional, ainda que
ausente ou foragido, será processado sem defensor.
§ 1º Se o adolescente não tiver defensor, ser-lhe-á nomeado pelo juiz, ressalvado o direito
de, a todo tempo, constituir outro de sua preferência.
A terceira assertiva está incorreta. Há diferenciação entre o tratamento dado à Defensoria e aos advogados
constituídos. A principal delas e a concessão de prazo em dobro para a Defensoria.
A quarta assertiva está incorreta. Como dissemos, a Defensoria Pública goza do benefício do prazo m dobro.
A quinta assertiva está correta. O art. 207, § 2º, do ECA, justifica a questão.
Comentários
A assertiva está correta, de acordo com o art. 211, do ECA. Esse artigo está previsto no Capítulo VII, do ECA,
que trata da Proteção Judicial dos Interesses Individuais, Difusos e Coletivos, o que justifica o início da
questão. Já a parte final da assertiva é reprodução do art. 211.
Art. 211. Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de
ajustamento de sua conduta às exigências legais, o qual terá eficácia de título executivo
extrajudicial.
Comentários
A assertiva está incorreta. O erro da questão está em mencionar eu a competência independe da matéria
sobre a qual versa o processo. Vejamos o art. 147, mencionado na questão.
II - pelo lugar onde se encontre a criança ou adolescente, à falta dos pais ou responsável.
§ 1º. Nos casos de ato infracional, será competente a autoridade do lugar da ação ou
omissão, observadas as regras de conexão, continência e prevenção.
Assim, quando se tratar de ato infracional, ou seja, matéria penal, será competente a autoridade do lugar do
ato.
11. MPE-SC/MPE-SC/2016
Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e da Juventude adotar-se-á o sistema recursal vinculado à
matéria, aplicando-se o Código de Processo Civil em demandas cíveis e o Código de Processo Penal em ações
de apuração de atos infracionais, com as adaptações fixadas no art. 198 da Lei n. 8.069/90.
Comentários
A assertiva está incorreta. Nos procedimentos que envolvam o ECA, será utilizado o sistema recursal do
Código de Processo Civil, com algumas ressalvas postas no próprio art. 198, citado na questão.
VII - antes de determinar a remessa dos autos à superior instância, no caso de apelação, ou
do instrumento, no caso de agravo, a autoridade judiciária proferirá despacho
fundamentado, mantendo ou reformando a decisão, no prazo de cinco dias;
Comentários
Segundo a Desembargadora Maria Berenice Dias, a ação socioeducativa é pública incondicionada. O Estatuto
da Criança e do adolescente confere ao Ministério Público a titularidade para representar pela aplicação de
medida socioeducativa ao adolescente (art. 182, ECA). Descabe, pois, aplicar aos procedimentos para
apuração de ato infracional as normas que exigem a representação da vítima como condição de
procedibilidade para a instauração da “ação penal” (TJRS – Apelação Cível 70020488763).
No mesmo sentido, encontra-se o Ministério Público do Paraná, como é possível extrair de seu sítio
eletrônico (disponível em: <[Link]
A alternativa A está errada, pois também compete ao Ministério Público promover e acompanhar os
procedimentos relativos às infrações atribuídas a adolescentes (art. 201, II, do ECA).
Segundo a jurisprudências dos tribunais pátrios, a aplicação da circustância atenuante de confissão(art. 65,
III, d, do CP) é inviável em sede de procedimento relativo à ato infracional submetido ao ECA, pois a medida
socioeducativa não se confunde com pena, em face do seu conteúdo eminentemente educativo e protetivo.
Deste modo, a alternativa D está incorreta.
Sobre a prescrição de medidas socioeducativas, o STJ entende que “a prescrição penal é aplicável nas
medidas socioeducativas” (Súmula 338). Acerca da contagem dos prazos, há uma polêmica, mas o
entendimento constante da doutrina é no sentido que a prescrição dependerá da pena aplicável ao ato
infracional:
LISTA DE QUESTÕES
Outras Bancas
A) vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente arma,
munição ou explosivo.
B) anunciar peças teatrais, filmes ou quaisquer representações ou espetáculos, com indicação dos limites de
idade a que se recomendem.
C) vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou
a adolescente, sucos e outros produtos cujos componentes não possam causar dependência física ou
psíquica.
D) vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente fogos
de estampido ou de artifício de reduzido potencial incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de
utilização indevida.
3. (UEM/UEM - 2017) Qual é a pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para quem privar
a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de
ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente?
a) Reclusão de quinze a trinta anos.
b) Reclusão de quatro a doze anos.
c) Detenção de seis a doze anos.
d) Detenção de seis meses a dois anos.
e) Multa.
4. (IFB/IFB - 2016) Entre as afirmativas abaixo, são competências da Justiça da Infância e Juventude,
prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, EXCETO:
a) Promover e acompanhar as ações de alimentos e os procedimentos de suspensão e destituição do poder
familiar, nomeação e remoção de tutores, curadores e guardiães, bem como oficiar em todos os demais
procedimentos da competência da Justiça da Infância e da Juventude.
b) Conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes.
c) Conhecer de ações decorrentes de irregularidades em entidades de atendimento, aplicando as medidas
cabíveis.
d) Conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cabíveis.
e) Aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção à criança ou
adolescente.
5. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Assinale a alternativa correta, nos termos estabelecidos pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente:
a) O regime de semiliberdade será adotado sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de
acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente;
b) A medida de internação poderá ser aplicada, por período não superior a três anos, quando: tratar-se de
ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; por reiteração no cometimento de
outras infrações graves; por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta;
c) O sistema recursal estabelecido no Código de Processo Civil deve ser adotado nos procedimentos afetos à
Justiça da Infância e da Juventude, inclusive nos relativos à execução das medidas socioeducativas. Em todos
os recursos, salvo nos embargos de declaração, o prazo para o Ministério Público e para a defesa será sempre
de 10 (dez) dias;
d) Qualquer notícia a respeito de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a criança e
adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional, não pode conter fotografia, referência a nome,
apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome;
e) Embora seja direito do adolescente privado de liberdade corresponder-se com seus familiares e amigos,
não é recomendável que se possibilite o acesso a meios de comunicação social.
7. (MPE-SC/MPE-SC - 2016) Nos termos da Lei n. 8.069/90, fixada atribuição ao Ministério Público para
promover a ação civil pública para proteção dos interesses individuais de crianças e adolescentes,
poderá o Promotor de Justiça promover ação de prestação de contas de administradores nas hipóteses
em que os direitos patrimoniais dos incapazes forem ameaçados ou violados.
11. MPE-SC/MPE-SC/2016
Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e da Juventude adotar-se-á o sistema recursal vinculado à
matéria, aplicando-se o Código de Processo Civil em demandas cíveis e o Código de Processo Penal em ações
de apuração de atos infracionais, com as adaptações fixadas no art. 198 da Lei n. 8.069/90.
GABARITO
1. A
2. B
3. D
4. A
5. C
6. A
7. CORRETA
8. A
9. CORRETA
10. INCORRETA
11. INCORRETA
12. C