ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS DAS ARMAS
2º Sgt Eng nº 304 RAPHAEL VILA NOVA JORGE
2º Sgt Eng nº 305 THIAGO HENRIQUE LOPES GENU
2º Sgt Eng nº 311 CARLOS GRACO LUIZ SOUZA DE MEDEIROS
2º Sgt Eng nº 314 HARLEY DRACXLER DOS SANTOS
2º Sgt Eng nº 317 MATEUS PEREIRA VIANA DE CARVALHO
2º Sgt Eng nº 318 JOÃO PEDRO FERREIRA DE ALMEIDA SOUZA
2º Sgt Eng nº 319 THASSIO SOUZA DA SILVA
2º Sgt Eng nº 320 RAFAEL FERREIRA DA COSTA
2º Sgt Eng nº 322 CAIO DE CARVALHO FIGUEIRA
SARGENTO APERFEIÇOADO – CAPACIDADES E POSSIBILIDADES DE
ASSESSORAMENTO EM TRABALHOS DO ESTADO MAIOR DE UM BATALHÃO
DE ENGENHARIA COM O USO DE INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS (IAS)
Projeto Interdisciplinar
CRUZ ALTA- RS
2026
2º Sgt Eng nº 304 RAPHAEL VILA NOVA JORGE
2º Sgt Eng nº 305 THIAGO HENRIQUE LOPES GENU
2º Sgt Eng nº 311 CARLOS GRACO LUIZ SOUZA DE MEDEIROS
2º Sgt Eng nº 314 HARLEY DRACXLER DOS SANTOS
2º Sgt Eng nº 317 MATEUS PEREIRA VIANA DE CARVALHO
2º Sgt Eng nº 318 JOÃO PEDRO FERREIRA DE ALMEIDA SOUZA
2º Sgt Eng nº 319 THASSIO SOUZA DA SILVA
2º Sgt Eng nº 320 RAFAEL FERREIRA DA COSTA
2º Sgt Eng nº 322 CAIO DE CARVALHO FIGUEIRA
SARGENTO APERFEIÇOADO – CAPACIDADES E POSSIBILIDADES DE
ASSESSORAMENTO EM TRABALHOS DO ESTADO MAIOR DE UM BATALHÃO
DE ENGENHARIA COM O USO DE INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS (IAS)
Projeto Interdisciplinar apresentado à Escola de
Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA)
como parte das exigências do CAS para a obtenção
do Título de Sargento Aperfeiçoado.
Orientador: xxxxx
CRUZ ALTA- RS
2026
SARGENTO APERFEIÇOADO – CAPACIDADES E POSSIBILIDADES DE
ASSESSORAMENTO EM TRABALHOS DO ESTADO MAIOR DE UM BATALHÃO
DE ENGENHARIA COM O USO DE INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS (IAS)
2º Sgt Eng nº 304 RAPHAEL VILA NOVA JORGE
2º Sgt Eng nº 305 THIAGO HENRIQUE LOPES GENU
2º Sgt Eng nº 311 CARLOS GRACO LUIZ SOUZA DE MEDEIROS
2º Sgt Eng nº 314 HARLEY DRACXLER DOS SANTOS
2º Sgt Eng nº 317 MATEUS PEREIRA VIANA DE CARVALHO
2º Sgt Eng nº 318 JOÃO PEDRO FERREIRA DE ALMEIDA SOUZA
2º Sgt Eng nº 319 THASSIO SOUZA DA SILVA
2º Sgt Eng nº 320 RAFAEL FERREIRA DA COSTA
2º Sgt Eng nº 322 CAIO DE CARVALHO FIGUEIRA
RESUMO
O ambiente operacional exige das Forças Armadas constante adaptação às
transformações tecnológicas e informacionais. No âmbito do Exército Brasileiro, as
Organizações Militares passaram a empregar diversos sistemas informatizados
voltados à gestão administrativa, logística e de pessoal, o que amplia a necessidade
de assessoramento técnico qualificado no apoio aos trabalhos de Estado-Maior.
Nesse contexto, o Sargento Aperfeiçoado assume papel relevante no apoio aos
comandantes e oficiais na organização das informações e no acompanhamento dos
processos administrativos e operacionais da unidade. Diante desse cenário, o
presente estudo buscou responder à seguinte questão: qual o impacto do uso de
inteligências artificiais pelo Sargento Aperfeiçoado no assessoramento dos trabalhos
do Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia do Exército Brasileiro para a
melhoria da produtividade e do desempenho? O objetivo geral da pesquisa foi
apresentar as possibilidades de emprego dos sistemas informatizados do Exército
Brasileiro e das inteligências artificiais pelo Sargento Aperfeiçoado no
assessoramento das atividades de Estado-Maior. Para atingir esse objetivo,
realizou-se uma pesquisa de natureza qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e
análise documental de publicações doutrinárias, artigos acadêmicos e documentos
institucionais do Exército Brasileiro. Como resultados, verificou-se que o uso de
sistemas informatizados e de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode
contribuir para a organização das informações, a otimização de processos
administrativos e o apoio à produção de documentos e análises no âmbito do
Estado-Maior. Conclui-se que o emprego dessas tecnologias, aliado à formação do
Sargento Aperfeiçoado, tende a ampliar a eficiência do assessoramento prestado ao
comando e a melhorar a produtividade nas Organizações Militares.
Palavras-chave: Estado-Maior. Sargento Aperfeiçoado. Inteligência Artificial.
Sistemas Informatizados. Exército Brasileiro.
1 INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas, o avanço das tecnologias digitais tem provocado
profundas transformações nos processos de gestão e na forma como as
organizações produzem, tratam e utilizam informações. O aumento do volume de
dados disponíveis e a necessidade de maior rapidez na tomada de decisões têm
impulsionado o desenvolvimento de sistemas informatizados capazes de organizar
informações e apoiar gestores na condução de suas atividades. Nesse contexto, a
incorporação de tecnologias digitais passou a representar importante instrumento
para o aprimoramento dos processos administrativos e para o aumento da eficiência
institucional.
Esse fenômeno também se manifesta no âmbito das instituições militares,
onde a gestão da informação desempenha papel fundamental no planejamento e na
condução das atividades operacionais e administrativas. No Exército Brasileiro, o
assessoramento ao comandante é realizado por meio da estrutura de Estado-Maior,
responsável pela coleta, análise e organização das informações necessárias ao
planejamento e à execução das ações da unidade. Dessa forma, a qualidade das
decisões tomadas pelo comando depende diretamente da capacidade do Estado-
Maior de reunir dados, analisá-los adequadamente e transformá-los em
conhecimentos úteis para o processo decisório.
Nas unidades operacionais do Exército Brasileiro, especialmente nos
Batalhões de Engenharia, a atuação do Estado-Maior assume relevância ainda
maior em razão da diversidade de missões atribuídas a essas organizações. Além
de apoiar as operações militares por meio das funções de mobilidade,
contramobilidade e proteção das tropas, as unidades de Engenharia também
participam de ações subsidiárias voltadas ao apoio à população e ao
desenvolvimento nacional, o que exige planejamento detalhado, coordenação
eficiente e adequada organização das informações institucionais.
Nesse ambiente organizacional, os graduados do Exército Brasileiro
desempenham papel fundamental no funcionamento das Organizações Militares.
Tradicionalmente responsáveis pela liderança direta da tropa e pela execução de
atividades técnicas, os sargentos passaram a assumir também funções relacionadas
ao apoio administrativo e ao assessoramento aos oficiais no desenvolvimento das
atividades institucionais da unidade. Esse processo reflete a crescente
complexidade das atividades militares e a necessidade de profissionais cada vez
mais qualificados para apoiar o comando na condução das tarefas administrativas e
operacionais.
Com o avanço das tecnologias digitais e a ampliação do uso de sistemas
informatizados nas Organizações Militares, novas possibilidades de atuação surgem
para os graduados no assessoramento aos trabalhos de Estado-Maior. A operação e
o acompanhamento desses sistemas exigem militares capacitados para organizar
dados, interpretar informações e contribuir para o planejamento das atividades
institucionais, ampliando o papel do Sargento Aperfeiçoado no apoio às atividades
administrativas e na gestão das informações da unidade.
Paralelamente a esse processo de digitalização administrativa, observa-se o
rápido desenvolvimento das tecnologias baseadas em inteligência artificial. Essas
ferramentas possuem capacidade de processar grandes volumes de dados,
identificar padrões e automatizar tarefas relacionadas à análise e organização de
informações. Dessa forma, a inteligência artificial tem sido utilizada em diferentes
áreas da gestão organizacional para apoiar processos decisórios e aumentar a
eficiência administrativa.
Reconhecendo o potencial dessas tecnologias, o Exército Brasileiro
estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento e a utilização de ferramentas de
inteligência artificial no âmbito da Força Terrestre. Esse movimento foi formalizado
por meio da Portaria nº 1.318-EME, de 14 de maio de 2024, que aprovou a Diretriz
Estratégica de Inteligência Artificial para o Exército Brasileiro, destacando o
potencial dessas tecnologias para apoiar a gestão da informação, a análise de
dados e os processos decisórios institucionais.
Diante desse contexto, surge a seguinte questão de pesquisa: qual o
impacto do uso de inteligências artificiais pelo Sargento Aperfeiçoado no
assessoramento dos trabalhos do Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia,
para a melhoria da produtividade e desempenho?
A partir dessa problemática, o presente trabalho tem como objetivo geral
apresentar as possibilidades de emprego dos sistemas informatizados do Exército
Brasileiro e das ferramentas de inteligência artificial pelo Sargento Aperfeiçoado no
assessoramento aos trabalhos do Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia, com
vistas à melhoria da produtividade e da eficiência administrativa.
Para atingir esse objetivo, foram definidos os seguintes objetivos
específicos: apresentar a estrutura e o funcionamento do Estado-Maior de um
Batalhão de Engenharia; analisar o papel do Sargento Aperfeiçoado no
assessoramento aos trabalhos administrativos e operacionais da unidade;
apresentar os principais sistemas informatizados utilizados pelo Exército Brasileiro
na gestão institucional; e identificar ferramentas de inteligência artificial que possam
contribuir para o aprimoramento dos processos administrativos e de planejamento
nas Organizações Militares.
Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma pesquisa de
natureza bibliográfica e exploratória, baseada na análise de documentos doutrinários
do Exército Brasileiro, publicações acadêmicas e estudos relacionados ao uso de
tecnologias digitais e inteligência artificial na gestão organizacional. A partir dessa
análise, busca-se compreender como essas ferramentas podem contribuir para o
aprimoramento das atividades administrativas e para o fortalecimento do
assessoramento prestado ao comando nas Organizações Militares.
Por fim, o trabalho está estruturado em quatro seções principais. A primeira
aborda a estrutura e o funcionamento do Estado-Maior de um Batalhão de
Engenharia. A segunda analisa o papel do Sargento Aperfeiçoado no
assessoramento aos trabalhos administrativos e operacionais da unidade. A terceira
apresenta os principais sistemas informatizados utilizados pelo Exército Brasileiro na
gestão institucional. A quarta seção discute as possibilidades de aplicação de
ferramentas de inteligência artificial no apoio às atividades de Estado-Maior. E por
fim tem-se uma conclusão.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Estrutura e funcionamento do Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia
O Estado-Maior constitui o principal órgão de assessoramento do
comandante no âmbito das Organizações Militares do Exército Brasileiro. Sua
função essencial consiste em reunir, analisar e organizar informações que subsidiem
o processo decisório do comando, contribuindo para o planejamento, a coordenação
e o controle das atividades administrativas e operacionais da unidade. A doutrina
militar estabelece que o trabalho de Estado-Maior busca proporcionar ao
comandante melhores condições para compreender a situação, analisar
possibilidades de ação e conduzir adequadamente as operações e demais
atividades da organização, conforme Brasil (2023).
Brasil (2018) explica que de acordo com a doutrina de emprego do Exército
Brasileiro, o trabalho de Estado-Maior caracteriza-se como um processo contínuo e
sistemático de assessoramento ao comandante. Esse trabalho envolve a coleta, o
processamento e a análise de informações, bem como a elaboração de planos,
ordens e relatórios que orientam a execução das atividades da unidade. Dessa
forma, o Estado-Maior transforma dados e informações em conhecimentos úteis
para a tomada de decisão, garantindo maior eficiência na condução das operações
militares e das atividades administrativas.
A organização do Estado-Maior nas unidades do Exército Brasileiro segue
uma estrutura funcional que permite a divisão das responsabilidades entre diferentes
áreas de atuação. Tradicionalmente, essa estrutura compreende seções
relacionadas ao pessoal, à inteligência, às operações e à logística, que trabalham de
forma integrada para apoiar o comandante no cumprimento da missão da unidade.
Essa divisão funcional favorece a especialização das atividades e permite maior
eficiência na análise das informações e na condução dos processos administrativos
e operacionais, conforme Brasil (2003a).
No nível unidade, conforme Brasil (2023), o trabalho de Estado-Maior está
diretamente relacionado ao processo de planejamento e condução das operações
terrestres. Nesse contexto, o assessoramento prestado ao comandante envolve a
análise da missão recebida, a interpretação da intenção do escalão superior, o
estudo da situação e a elaboração de propostas de ação que orientem o emprego da
tropa. Esse processo exige coordenação permanente entre as diferentes seções do
Estado-Maior, garantindo que as informações sejam compartilhadas e analisadas de
forma integrada.
Brasil (2003a) explica que entre as atribuições fundamentais do Estado-
Maior destacam-se a produção de conhecimentos de inteligência, a realização de
estudos de situação, a elaboração de planos e ordens e a supervisão da execução
das decisões do comandante. Essas atividades demonstram que o Estado-Maior
desempenha papel essencial no funcionamento do comando, atuando como
elemento integrador das diversas áreas da organização e garantindo a sincronização
das ações desenvolvidas pela unidade.
Brasil (2024) destaca que no caso específico dos Batalhões de Engenharia,
o funcionamento do Estado-Maior assume características particulares em razão das
missões atribuídas a essa arma no contexto das operações militares. A Engenharia
do Exército Brasileiro (Figura 01) atua como arma de apoio ao combate, sendo
responsável por atividades relacionadas à mobilidade, à contramobilidade e à
proteção das tropas, além de executar obras e serviços que contribuem para o
desenvolvimento nacional e para o apoio à população em diversas situações de
emergência.
Figura 01: A Engenharia divide-se em duas vertentes: de combate e de construção
Fonte:[Link]
combate-e-de-constru%C3%A7%C3%A3o-a-engenharia/856474777712785/
As atividades de Engenharia de combate incluem a abertura de passagens
em obstáculos, a construção e manutenção de vias de acesso, a transposição de
cursos de água e a execução de fortificações e posições defensivas. Essas
atividades exigem planejamento detalhado, análise técnica do terreno e adequada
coordenação de recursos humanos e materiais, o que reforça a importância de um
Estado-Maior organizado e eficiente no planejamento e na condução das ações da
unidade, explica Brasil (2024).
Santos (2019) afirma que além das atividades diretamente relacionadas ao
combate, os Batalhões de Engenharia também podem atuar em missões
subsidiárias, como apoio à população em situações de calamidade pública e
execução de obras de infraestrutura em benefício da sociedade. Essas atribuições
ampliam a complexidade das atividades conduzidas pela unidade e exigem maior
capacidade de planejamento e coordenação por parte do Estado-Maior (Figura 02),
responsável por organizar as informações e apoiar o comandante na tomada de
decisão.
Figura 02: As atividades e planejamentos de um Estado-Maior, exigem grande capacidade dos
participantes. O Sargento aperfeiçoado tem um papel significativo no assessoramento de tais ações,
nas quais com sua experiência profissional e capacidades técnicas pode acelerar processos e
otimizar resultados.
Fonte: [Link]
Outro aspecto relevante do funcionamento do Estado-Maior refere-se à
produção e à gestão de documentos que orientam as atividades da unidade. Entre
esses documentos destacam-se os planos operacionais, as ordens de operações, os
relatórios de situação e outros instrumentos administrativos que registram as
atividades desenvolvidas e orientam o emprego da tropa. A correta elaboração e
difusão desses documentos contribui para a organização das ações da unidade e
para a eficiência do comando, conforme Brasil (2018).
Dessa forma, o Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia pode ser
compreendido como o principal instrumento de assessoramento do comandante,
responsável por integrar informações, organizar processos e coordenar as
atividades administrativas e operacionais da unidade. A eficiência desse órgão
contribui diretamente para a melhoria da gestão da organização militar, para o
aprimoramento do planejamento das operações e para o cumprimento adequado
das missões atribuídas ao Exército Brasileiro, explica Brasil (2023).
2.2 O papel do Sargento Aperfeiçoado no assessoramento aos trabalhos de
Estado-Maior.
A evolução das atividades administrativas e operacionais nas Organizações
Militares do Exército Brasileiro tem ampliado progressivamente as responsabilidades
atribuídas aos graduados. Nesse contexto, os sargentos passaram a desempenhar
papel cada vez mais relevante no apoio ao comando e no assessoramento às
atividades desenvolvidas pelas seções de Estado-Maior. Essa atuação está
diretamente relacionada à necessidade de organização das informações,
acompanhamento de processos administrativos e apoio ao planejamento das
atividades da unidade, explica Santos (2019).
Historicamente, a carreira do sargento no Exército Brasileiro esteve
associada principalmente ao exercício de funções técnicas e à liderança direta junto
à tropa. Entretanto, a crescente complexidade das atividades militares e
administrativas levou à ampliação de suas atribuições, especialmente no apoio aos
oficiais no planejamento e na condução das atividades da Organização Militar.
Dessa forma, os sargentos passaram a exercer papel importante na organização de
processos, na gestão de informações e no apoio à tomada de decisão no âmbito da
unidade, explicam Fan e Teixeira (2021).
Nesse cenário, o aperfeiçoamento profissional dos sargentos assume
importância estratégica para o funcionamento das Organizações Militares. O Curso
de Aperfeiçoamento de Sargentos tem como finalidade ampliar os conhecimentos
técnicos e administrativos do graduado, preparando-o para exercer funções de maior
responsabilidade e contribuir de forma mais efetiva para o assessoramento das
atividades administrativas e operacionais da unidade, conforme Brasil (2022).
Santos (2019) explica que a crescente complexidade do ambiente
informacional também tem impactado o trabalho dos militares nas unidades do
Exército Brasileiro. O avanço das tecnologias digitais, dos sistemas informatizados e
das ferramentas de gestão da informação exige que os profissionais desenvolvam
competências relacionadas à organização de dados, ao acompanhamento de
processos administrativos e à análise das informações necessárias ao planejamento
das atividades da unidade.
Nesse contexto, o Sargento Aperfeiçoado pode desempenhar papel
importante no apoio às seções do Estado-Maior, especialmente na organização de
dados administrativos, no acompanhamento de processos institucionais e na
produção de documentos que subsidiam o processo decisório do comandante. Essa
atuação contribui para melhorar o fluxo de informações dentro da Organização
Militar e para garantir maior eficiência na execução das atividades planejadas,
destaca Brasil (2018).
Além disso, o emprego de sistemas informatizados no âmbito do Exército
Brasileiro tem ampliado significativamente as possibilidades de atuação dos
graduados no assessoramento às atividades administrativas e operacionais.
Atualmente, diversas atividades relacionadas à gestão de pessoal, logística e
planejamento são realizadas por meio de sistemas digitais que exigem alimentação
constante de dados e acompanhamento das informações geradas, explica Munck et
al. (2024).
Estudos sobre a gestão de processos nas Organizações Militares indicam
que o Exército Brasileiro utiliza um número significativo de sistemas informatizados
voltados à administração institucional. Esses sistemas contribuem para melhorar o
controle das atividades administrativas, mas também exigem pessoal capacitado
para sua correta operação e interpretação das informações produzidas, conforme
Munck et al. (2024).
Brasil (2018) destaca que nesse ambiente organizacional cada vez mais
dependente de sistemas digitais, o Sargento Aperfeiçoado pode atuar como
elemento importante na integração entre a operação dos sistemas institucionais e as
necessidades de informação do Estado-Maior. Ao dominar o funcionamento dessas
ferramentas e compreender os processos administrativos da unidade, o graduado
pode organizar dados, elaborar relatórios e apoiar o planejamento das atividades
desenvolvidas pela Organização Militar.
Paralelamente ao uso de sistemas institucionais, observa-se atualmente o
avanço das tecnologias baseadas em inteligência artificial em diferentes áreas da
administração pública e da gestão organizacional. Essas ferramentas possuem
capacidade de processar grandes volumes de dados, identificar padrões e apoiar a
produção de análises e relatórios, o que amplia as possibilidades de uso dessas
tecnologias no assessoramento às atividades administrativas e operacionais, explica
Cupertino (2023).
Dessa forma, o Sargento Aperfeiçoado pode contribuir de maneira
significativa para o aprimoramento dos trabalhos de Estado-Maior ao empregar
sistemas informatizados e ferramentas tecnológicas voltadas à organização e
análise de informações. Essa atuação fortalece o assessoramento prestado ao
comando, contribui para a melhoria da produtividade administrativa e amplia a
eficiência das atividades desenvolvidas pelas Organizações Militares do Exército
Brasileiro, explica Brasil (2023).
2.3 Sistemas informatizados do Exército Brasileiro e a melhoria dos processos
de Estado-Maior.
A crescente complexidade das atividades administrativas e operacionais nas
Organizações Militares do Exército Brasileiro tem impulsionado a adoção de
diversos sistemas informatizados voltados à gestão institucional. Esses sistemas
foram desenvolvidos com o objetivo de melhorar o controle das atividades
administrativas, aumentar a eficiência da gestão e garantir maior confiabilidade das
informações utilizadas no processo decisório. Nesse contexto, o emprego de
ferramentas digitais tornou-se elemento fundamental para o funcionamento das
unidades militares e para o acompanhamento das atividades conduzidas pelos
comandantes e seus Estados-Maiores, conforme Munck et al. (2024).
Estudos recentes realizados no âmbito da Escola de Comando e Estado-
Maior do Exército demonstram que as Organizações Militares utilizam grande
quantidade de sistemas informatizados voltados à gestão de pessoal, logística,
finanças e documentação administrativa. Esses sistemas permitem registrar e
acompanhar dados institucionais de maneira sistemática, contribuindo para a
melhoria do controle administrativo e para a transparência das atividades realizadas
pelas unidades, explica Munck et al. (2024).
Segundo Munck et al. (2024), o Exército Brasileiro possui atualmente mais
de oitenta sistemas informatizados corporativos utilizados em diferentes níveis da
administração militar. Esses sistemas abrangem diversas áreas de gestão
institucional e demandam constante alimentação de dados e acompanhamento das
informações geradas, o que evidencia a necessidade de militares capacitados para
operar essas ferramentas e interpretar corretamente os dados produzidos.
Entre os principais sistemas utilizados nas Organizações Militares destacam-
se aqueles voltados à gestão de pessoal, como o Sistema de Cadastro do Pessoal
do Exército (SiCaPEx), o Sistema de Boletim e Alterações (SISBOL) e o Sistema de
Pagamento de Pessoal do Exército (SIPPES). Esses sistemas permitem o registro e
a atualização de informações funcionais dos militares, contribuindo para a
organização administrativa das unidades e para a manutenção do controle
institucional sobre o efetivo, destaca Munck et al. (2024).
Munck et al. (2024) afirma também que na área logística, destacam-se
sistemas voltados ao controle e à gestão de materiais e recursos utilizados pelas
Organizações Militares. Entre esses sistemas encontram-se o Sistema Integrado de
Gestão Logística (SIGELOG), o Sistema de Gestão do Material de Engenharia e
Cartografia e o Sistema Logístico de Manutenção. Essas ferramentas permitem
acompanhar o estado dos materiais, planejar o emprego de recursos e melhorar a
gestão logística das unidades militares.
Além das áreas de pessoal e logística, as Organizações Militares também
utilizam sistemas voltados à gestão financeira e administrativa. Nesse contexto,
sistemas como o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo
Federal (SIAFI) e o Sistema de Acompanhamento de Gestão (SAG) permitem
acompanhar a execução orçamentária, o controle financeiro e a aplicação de
recursos públicos no âmbito das unidades militares, contribuindo para maior
transparência e eficiência administrativa, explica Munck et al. (2024).
Apesar das vantagens proporcionadas por esses sistemas informatizados,
estudos indicam que sua utilização também gera desafios relacionados à carga
administrativa imposta às Organizações Militares. Munck et al. (2024) afirma que a
necessidade de alimentar e atualizar continuamente diversos sistemas pode
consumir parcela significativa do tempo dos militares responsáveis pela gestão
administrativa da unidade, o que exige organização adequada dos processos e
distribuição eficiente das responsabilidades dentro da estrutura da Organização
Militar.
Nesse contexto, observa-se que a correta organização das atividades
administrativas e a adequada utilização dos sistemas informatizados podem
contribuir significativamente para a melhoria dos processos institucionais (Figura 03).
A integração de bancos de dados e a racionalização dos sistemas utilizados
permitem reduzir redundâncias, evitar retrabalho e melhorar a qualidade das
informações disponíveis para o processo decisório do comando, conforme Munck et
al. (2024).
Figura 03: Alguns dos Sistemas Informatizados do Exército Brasileiro voltados para a melhoria e
eficiência de processos
Fonte: Infográfico produzido pelos autores empregando Software Corel Draw 11
A modernização dos sistemas informatizados também possibilita o emprego
de novas ferramentas tecnológicas voltadas à análise e ao processamento de dados
institucionais. Para Munck et al. (2024), o uso de tecnologias de informação permite
organizar grandes volumes de dados administrativos, facilitando a produção de
relatórios e análises que auxiliam o planejamento e a condução das atividades das
Organizações Militares.
Brasil (2023) explica que nesse cenário, o Estado-Maior das unidades
militares passa a depender cada vez mais da correta organização e interpretação
das informações geradas pelos sistemas institucionais. A disponibilidade de dados
atualizados e confiáveis permite ao comando acompanhar o andamento das
atividades administrativas, avaliar o desempenho da unidade e tomar decisões
fundamentadas em informações consistentes.
Diante dessa realidade, o Sargento Aperfeiçoado pode desempenhar papel
importante na operação e no acompanhamento desses sistemas informatizados,
contribuindo para a organização das informações institucionais e para o apoio aos
trabalhos de Estado-Maior. Ao dominar o funcionamento dessas ferramentas e
compreender os processos administrativos da unidade, o graduado pode colaborar
para a melhoria da gestão das informações e para a eficiência das atividades
administrativas da Organização Militar, conforme defendido por Brasil (2018).
Por fim, observa-se que a adequada utilização dos sistemas informatizados
do Exército Brasileiro pode contribuir significativamente para a melhoria da
produtividade administrativa e para o aprimoramento da gestão institucional das
Organizações Militares. Quando corretamente empregados, esses sistemas
permitem organizar informações, racionalizar processos e ampliar a capacidade de
planejamento das unidades, fortalecendo o assessoramento prestado ao comando e
contribuindo para o cumprimento eficiente das missões atribuídas ao Exército
Brasileiro, explica Munck et al. (2024).
2.4 Inteligência Artificial aplicada ao assessoramento em trabalhos de Estado-
Maior.
Cupertino (2023) afirma que o avanço das tecnologias digitais nas últimas
décadas tem promovido profundas transformações na forma como organizações
públicas e privadas gerenciam informações e conduzem seus processos
administrativos. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem se destacado como
uma tecnologia capaz de apoiar a análise de dados, a automação de tarefas e a
produção de informações estratégicas. De maneira geral, a IA pode ser
compreendida como um conjunto de técnicas computacionais capazes de simular
processos cognitivos humanos, permitindo que sistemas digitais identifiquem
padrões, processem grandes volumes de dados e auxiliem na tomada de decisões.
Cupertino (2023) afirma que a utilização dessas tecnologias tem se
expandido rapidamente em diferentes áreas da administração pública e da gestão
organizacional. Ferramentas baseadas em inteligência artificial permitem organizar
grandes volumes de informações, automatizar tarefas repetitivas e produzir análises
que auxiliam gestores na condução de suas atividades. Dessa forma, a IA tem sido
utilizada para melhorar a eficiência administrativa, reduzir o tempo gasto em
atividades burocráticas e apoiar o planejamento institucional.
No âmbito do Exército Brasileiro, a preocupação com a incorporação de
tecnologias emergentes foi formalizada por meio da Portaria EME/C Ex nº 1.318, de
14 de maio de 2024, que aprovou a Diretriz Estratégica de Inteligência Artificial para
o Exército Brasileiro. Essa diretriz estabelece orientações para o desenvolvimento e
o emprego de tecnologias baseadas em IA no âmbito da Força Terrestre,
destacando seu potencial para apoiar a análise de dados, a gestão da informação e
o aprimoramento dos processos decisórios, conforme Brasil (2024).
No contexto das Organizações Militares, a inteligência artificial pode
contribuir para a melhoria da gestão das informações produzidas pelos sistemas
informatizados institucionais. Considerando a grande quantidade de dados gerados
por sistemas administrativos, ferramentas de IA podem auxiliar na organização
dessas informações, na identificação de inconsistências em registros institucionais e
na produção de relatórios que apoiem o planejamento das atividades conduzidas
pelas seções de Estado-Maior, explica Munck et al. (2024),
Entre as ferramentas de inteligência artificial disponíveis atualmente,
destacam-se plataformas de processamento de linguagem natural, como ChatGPT,
Claude e Gemini, que podem ser utilizadas para apoiar a produção de documentos
administrativos, relatórios e análises institucionais. Essas ferramentas permitem
organizar informações, revisar textos e estruturar documentos que auxiliam os
trabalhos administrativos e de planejamento desenvolvidos pelas seções de Estado-
Maior, explica Cupertino (2023).
Para Cupertino (2023) outra ferramenta relevante é o Microsoft Copilot,
integrado a aplicações como Word, Excel e PowerPoint, amplamente utilizadas em
atividades administrativas. Esse sistema pode auxiliar na análise de dados, na
elaboração de planilhas, na organização de relatórios e na produção de
apresentações institucionais, o que contribui para melhorar a eficiência das
atividades administrativas realizadas nas Organizações Militares.
Ferramentas de análise de dados baseadas em inteligência artificial, como
Power BI e Tableau, também podem ser utilizadas para transformar grandes
volumes de dados em painéis visuais que facilitam a interpretação das informações
pelos comandantes e pelos membros do Estado-Maior. Essas ferramentas permitem
consolidar informações provenientes de diferentes sistemas administrativos,
contribuindo para o acompanhamento de indicadores institucionais e para a melhoria
do planejamento das atividades da unidade, explica Munck et al. (2024),
Além dessas aplicações voltadas à análise de dados, existem também
ferramentas de automação de processos administrativos, como sistemas baseados
em Robotic Process Automation (RPA), que permitem automatizar tarefas repetitivas
relacionadas à inserção e ao processamento de dados em sistemas institucionais. A
utilização dessas tecnologias pode contribuir para reduzir o tempo dedicado a
atividades burocráticas e melhorar a eficiência da gestão administrativa das
Organizações Militares, explica Cupertino (2023).
Nesse cenário, o Sargento Aperfeiçoado pode desempenhar papel
importante na utilização dessas ferramentas tecnológicas no âmbito das
Organizações Militares. Ao dominar o funcionamento de sistemas informatizados e
ferramentas de inteligência artificial (Figura 04), o graduado pode contribuir para
organizar dados administrativos, elaborar relatórios e apoiar as atividades de
planejamento conduzidas pelas seções do Estado-Maior.
Figura 04: Ferramentas de IA que podem ser empregadas pelo Sargento Aperfeiçoado e sua
aplicabilidade nas funções e atribuições pertinentes de ao Estado-Maior de um Batalhão de
Engenharia.
Fonte: Infográfico produzido pelos autores empregando Software Corel Draw 11
A utilização dessas ferramentas também pode contribuir para melhorar o
fluxo informacional dentro da unidade e fortalecer o assessoramento prestado ao
comando. Ao apoiar a organização e a análise das informações institucionais, o
Sargento Aperfeiçoado pode colaborar para aumentar a eficiência administrativa da
unidade e para melhorar a qualidade das informações utilizadas no processo
decisório, explica Brasil (2024).
Dessa forma, para Munck et al. (2024), a incorporação de ferramentas de
inteligência artificial no âmbito das Organizações Militares apresenta potencial
significativo para o aprimoramento das atividades administrativas e operacionais.
Quando associadas ao emprego adequado dos sistemas informatizados e à
capacitação dos militares responsáveis por sua utilização, essas tecnologias podem
contribuir para aumentar a produtividade institucional e melhorar a eficiência dos
trabalhos de Estado-Maior no Exército Brasileiro.
3 CONCLUSÃO
O presente estudo teve como objetivo analisar as capacidades e
possibilidades de assessoramento do Sargento Aperfeiçoado nos trabalhos de
Estado-Maior de um Batalhão de Engenharia do Exército Brasileiro, com ênfase no
emprego de sistemas informatizados institucionais e ferramentas baseadas em
inteligência artificial. A partir da análise da estrutura e do funcionamento do Estado-
Maior, do papel desempenhado pelos graduados nas Organizações Militares e do
avanço das tecnologias digitais, foi possível compreender a crescente importância
do assessoramento técnico no apoio ao processo decisório do comando.
A estrutura de Estado-Maior constitui elemento essencial para o
funcionamento eficiente das Organizações Militares, sendo responsável pela coleta,
organização e análise de informações que subsidiam o planejamento e a condução
das atividades administrativas e operacionais da unidade. Nesse contexto, verificou-
se que o assessoramento ao comandante depende diretamente da qualidade das
informações disponíveis e da capacidade da equipe de Estado-Maior de transformar
dados em conhecimentos úteis para o processo decisório.
No âmbito das unidades de Engenharia do Exército Brasileiro, essa
necessidade torna-se ainda mais evidente, considerando a complexidade das
atividades desenvolvidas por essas organizações. Os Batalhões de Engenharia
executam tarefas relacionadas à mobilidade, contramobilidade e proteção das
tropas, além de participarem de ações subsidiárias de apoio à população e de
desenvolvimento nacional. Dessa forma, o funcionamento eficiente do Estado-Maior
torna-se fundamental para a coordenação das atividades técnicas, administrativas e
operacionais dessas unidades.
A análise realizada ao longo do trabalho também evidenciou a crescente
utilização de sistemas informatizados no âmbito do Exército Brasileiro. Esses
sistemas desempenham papel fundamental na gestão administrativa das
Organizações Militares, permitindo o controle de informações relacionadas ao
pessoal, à logística, às finanças e ao planejamento institucional. Entretanto, a
operação desses sistemas demanda militares capacitados para organizar dados,
interpretar informações e apoiar o funcionamento das estruturas administrativas da
unidade.
Nesse cenário, o Sargento Aperfeiçoado apresenta condições de
desempenhar papel relevante no assessoramento aos trabalhos de Estado-Maior,
especialmente no que se refere à organização das informações institucionais, ao
acompanhamento dos processos administrativos e à produção de documentos que
subsidiam o processo decisório do comandante. Ao dominar o funcionamento dos
sistemas informatizados e compreender os processos administrativos da unidade, o
graduado pode contribuir para melhorar a eficiência da gestão das informações e
fortalecer o funcionamento do Estado-Maior.
Cabe destacar que o tema abordado neste estudo apresenta potencial para
novos aprofundamentos acadêmicos e institucionais. Pesquisas futuras podem
analisar de forma mais detalhada o emprego de ferramentas de inteligência artificial
no apoio aos processos de planejamento e assessoramento nos diferentes escalões
de comando da Força Terrestre. Ademais, estudos aplicados em Organizações
Militares poderão contribuir para avaliar, de forma prática, os impactos dessas
tecnologias na eficiência administrativa e na qualidade do assessoramento prestado
aos comandantes.
Por fim, observou-se que o avanço das tecnologias baseadas em
inteligência artificial abre novas possibilidades para o aprimoramento das atividades
administrativas e de planejamento nas Organizações Militares. Ferramentas
baseadas em IA podem auxiliar na organização de dados, na produção de
documentos e na análise de informações institucionais, contribuindo para melhorar a
produtividade e a eficiência dos trabalhos de Estado-Maior. Dessa forma, conclui-se
que o emprego dessas tecnologias, aliado à capacitação do Sargento Aperfeiçoado,
possui potencial significativo para fortalecer o assessoramento ao comando e
contribuir para o aprimoramento da gestão e da eficiência administrativa nas
unidades do Exército Brasileiro.
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