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Ana Rabo

O documento é um trabalho acadêmico sobre famílias botânicas, focando nas suas características e importância econômica, ambiental e medicinal. O estudo abrange diversas famílias, como Poaceae, Passifloraceae, Euphorbiaceae, entre outras, detalhando morfologia, biogeografia e principais espécies. O objetivo é fornecer um conhecimento abrangente sobre a classificação e relevância das plantas na botânica.

Enviado por

Helder Santos
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O documento é um trabalho acadêmico sobre famílias botânicas, focando nas suas características e importância econômica, ambiental e medicinal. O estudo abrange diversas famílias, como Poaceae, Passifloraceae, Euphorbiaceae, entre outras, detalhando morfologia, biogeografia e principais espécies. O objetivo é fornecer um conhecimento abrangente sobre a classificação e relevância das plantas na botânica.

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INSTITUTO SUPERIOR MUTASA

DELEGAҪÃO DE CHIMOIO
CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA COM HABILIDADES EM
SAÚDE PÚBLICA

2° Ano I Semestre Turma A

Cadeira de Botânica Geral

Tema:
Famílias Botânicas e suas características

Estudante:

Ana da Graça Zacarias Tomas Rabo

Chimoio, Marco de 2024


INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
DELEGAҪÃO DE CHIMOIO
CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA COM HABILIDADES EM
SAÚDE PÚBLICA

2° Ano I Semestre Turma A

Cadeira de Botânica Geral

Tema:
Famílias Botânicas e suas características

Estudante:

Ana da Graça Zacarias Tomas Rabo

Chimoio, Marco de 2024


Índice
CAPITULO I............................................................................................................................................. 6
Introdução.............................................................................................................................................. 6
Objectivos .............................................................................................................................................. 7
Objectivos gerais................................................................................................................................ 7
Objectivos específicos ........................................................................................................................ 7
Metodologias de trabalho ...................................................................................................................... 7
CAPITUL II .............................................................................................................................................. 8
PRINCIPAIS FAMILIAS BOTANICAS .......................................................................................................... 8
1. Poaceae.......................................................................................................................................... 8
1.1 Características morfológicas gerais das Poaceae .......................................................................... 9
1.2 Biogeografia ............................................................................................................................... 10
Distribuição ecológica .................................................................................................................. 10
1.3 Tipo de vegetação ...................................................................................................................... 10
1.4 Taxonomia.................................................................................................................................. 10
Subfamílias.................................................................................................................................. 10
1.5 Relações filogenéticas................................................................................................................. 11
1.6 Principais espécies da família Poceae ......................................................................................... 13
1.6.1 Trigo .................................................................................................................................... 13
1.6.2 Bambusa............................................................................................................................. 14
1.6.3 Milho................................................................................................................................... 15
1.6.4 Cevada ................................................................................................................................ 16
1.6.5 Cana-de-açúcar .................................................................................................................... 18
1.6.6 Arroz ................................................................................................................................... 20
2. Familia Passifloraceae................................................................................................................... 21
2.1 Morfologia.................................................................................................................................. 21
2.2 Distribuição ................................................................................................................................ 22
5.3 Reprodução ................................................................................................................................ 22
5.4 Principal espécie da família passifloraceae ................................................................................. 22
5.4.1 Maracujá ............................................................................................................................. 22

1
3. Familia Euphorbiaceae/euforbiáceas ............................................................................................. 24
3.1 Etimologia e Morfologia ............................................................................................................. 25
3.2 Importância Econômica .............................................................................................................. 27
Medicina ...................................................................................................................................... 27
Alimentação ................................................................................................................................. 28
3.3 Principais espécies da Familia Euphorbiciae ............................................................................... 28
3.3.1 Mamona .............................................................................................................................. 28
3.3.2 Mandioca ............................................................................................................................ 30
4. Familia Solanaceae ....................................................................................................................... 32
4.1 Morfologia.................................................................................................................................. 34
4.2 Distribuição ................................................................................................................................ 36
4.3 Filogenia e Taxonomia ................................................................................................................ 37
4.4 Principais espécies da família Solanaceae................................................................................... 39
4.4.1 Batata rena.......................................................................................................................... 39
4.4.2 Tomate ................................................................................................................................ 42
4.4.3 Biringela .............................................................................................................................. 43
5. Familia Malvaceae ........................................................................................................................ 45
5.1 Morfologia.................................................................................................................................. 45
5.2 Taxonomia.................................................................................................................................. 47
5.3 Filogenia ..................................................................................................................................... 47
Subfamílias ................................................................................................................................... 47
5.4 Importancia ................................................................................................................................ 48
6. Familia Caricaceae ou Papayaceae ............................................................................................... 49
6.1 Taxonomia.................................................................................................................................. 49
6.2 Morfologia.................................................................................................................................. 49
6.3 Relações filogenéticas................................................................................................................. 50
6.4 Distribuicao geográfica ............................................................................................................... 51
6.5 Importância económica da família Caricaceae ............................................................................ 52
6.6 Principal espécie da família Caricaceae ...................................................................................... 52
6.6.1 Papaia ................................................................................................................................. 52
7. Família Cactaceae ......................................................................................................................... 56
7.1 Morfologia.................................................................................................................................. 57
7.2 Distribuicao ................................................................................................................................ 58

7.3 Filogenia ..................................................................................................................................... 59


7.4 Principal espécie da família Cactoceae ....................................................................................... 60
7.4.1 Cacto ................................................................................................................................... 60
8. Familia Liliaceae ........................................................................................................................... 63
8.1 Morfologia.................................................................................................................................. 63
8.2 Reproducao ................................................................................................................................ 63
8.3 Taxonomia e filogenia ................................................................................................................ 64
8.4 Principais espécies da família Lilliaceae ...................................................................................... 64
8.4.1 Alho..................................................................................................................................... 64
8.4.2 Cebola ................................................................................................................................. 67
9. Familia Convolvulaceae................................................................................................................. 70
9.1 Morfologia.................................................................................................................................. 70
9.2 Distribuicao ................................................................................................................................ 71
9.3 Filogenia ..................................................................................................................................... 71
9.4 Reproduҫão ................................................................................................................................ 72
9.5 Principais espécies da família Convulvaceae ............................................................................... 73
12.5.1 Batata-doce ....................................................................................................................... 73
10. Familia Cucurbitaceae............................................................................................................... 76
10.1 Morfologia................................................................................................................................ 77
10.2 Distribuição .............................................................................................................................. 78
10.3 Importância .............................................................................................................................. 78
10.4 Principais espécies da família Curcubitaceae ............................................................................ 79
10.4.1 Abóbora ............................................................................................................................ 79
10.4.2 Melancia............................................................................................................................ 80
11. Familia Orchideaceae ............................................................................................................... 82
11.1 Morfologia................................................................................................................................ 83
11.2 Distribucao ............................................................................................................................... 85
11.3 Uso e Importância das Orquídeas ............................................................................................. 85
11.4 Principal espécie da família Orquideaceae................................................................................ 86
11.4.1 Baunilha ............................................................................................................................ 86
12. Familia Fabaceae ou leguminosae ............................................................................................ 87
Nomenclatura botânica................................................................................................................ 87
12.1 Morfologia................................................................................................................................ 88

12.2 Hábito de crescimento.............................................................................................................. 89


12.3 Filogenia ................................................................................................................................... 93
12.4 Taxonomia................................................................................................................................ 94
12.5 Principais espécies da família Fabaceae.................................................................................... 94
12.5.1 Ervilha ............................................................................................................................... 94
12.5.2 Feijão ................................................................................................................................ 97
12.5.3 Amendoim ....................................................................................................................... 101
13. Família Anacardiaceae ............................................................................................................ 105
13.1 Etimologia e Morfologia ......................................................................................................... 105
13.2 Distribuição geográfica ........................................................................................................... 106
13.3 Reprodução ........................................................................................................................ 106
13.4 Principais espécies da família Anacardiaceae ...................................................................... 107
13.4.1 Manga ............................................................................................................................. 107
13.4.2 Caju ................................................................................................................................. 109
14. Familia Musaceae ................................................................................................................... 112
14.1 Morfologia.............................................................................................................................. 112
14.2 Distribuicao ............................................................................................................................ 113
14.3 Caracteres evolutivo .............................................................................................................. 113
14.4 Reprodução ............................................................................................................................ 113
14.5 Principais espécies da família musaceae................................................................................ 114
14.5.1 Banana ............................................................................................................................ 114
CAPITULO III....................................................................................................................................... 117
Conclusao........................................................................................................................................... 117
Referencias Bibliograficas ................................................................................................................... 118
CAPITULO I

Introdução
O presente trabalho pertence a cadeira de Botanica geral, leccionada no Instituto Superior
Mutasa pelo docente Sergio Meireles.

A Botânica é de extrema importância para o entendimento e preservação do Meio Ambiente.


Além disso, esta ciência colabora muito com o desenvolvimento de medicamentos, visto que
muitos deles são feitos a partir de princípios activos extraídos de plantas.

Este trabalho ira abordar sobre as principais famílias botânicas de interesse económicos,
ambiental e medicial.

Família botânica é um termo da taxonomia criado por Lineu no século XVIII. A família
agrupa um conjunto de gêneros, que por sua vez agrupa um conjunto de espécies. Para a
botânica é a categoria de maior importância, quando se está interessado em classificar um
material botânico.

6
Objectivos

Objectivos gerais
 Conhecer as principais famílias botânicas.

Objectivos específicos
 Descrever as principais famílias botânicas;
 Explicar a importância das principais famílias botânicas.

Metodologias de trabalho
Referência Bibliográfica trata-se de todo o levantamento de bibliografias já publicadas em
forma de livros, revistas, impressa escrita, ou publicações avulsas LAKATOS (1987). Este
método oferece um rol de bases que sustentam as possíveis soluções dum problema, portanto
com este, procurar bases teóricas que falam e sustentam de alguma maneira sobre o tema em
estudo (MARCONI e LACTATOS 2002). Esta pesquisa consistirá em recolha de diferentes
literaturas e fontes que directa ou indirectamente estão relacionados com o tema, visando obter
uma informação ampla e funcional sobre o mesmo.

7
CAPITUL II

PRINCIPAIS FAMILIAS BOTANICAS

1. Poaceae
Poaceae é uma família de plantas das angiospermas da classe Liliopsida (Monocotiledôneas),
subclasse Commelinidae, também conhecidas como capins, gramas ou relvas.
São plantas floríferas, frequentemente rizomáticas (ou não), anuais ou perenes, sublenhosas até
lenhosas, com forma de vida em arbusto, árvore, bambu, erva, liana/volúvel/trepadeira ou
subarbusto, vive sob substrato aquático, rupícula ou terrícula.

O sistema de classificação APG II, de 2003, reconhece esta família incluindo-a na ordem
Poales. A família é constituída por 668 gêneros com 10 035 espécies. O sistema de
classificação APG, de 1998, reconhecia a família na ordem Poales com o nome
de Gramineae (Juss.), com aproximadamente 700 gêneros e 12 000 espécies.

O Sistema de Cronquist, de 1981, também reconhecia esta família, porém colocando-a na


ordem Cyperales (Wettst., 1911), que não existe mais.

No Sistema de Jussieu, de 1789, Gramineae é o nome de uma ordem botânica


da classe Monocotyledones com estames hipogínicos, com 58 gêneros.

Estima-se que ambientes onde predominam espécies de Poacae correspondem a 20%


da vegetação que cobre a terra, como os pastos e as savanas/cerrados. No Brasil, que possui
cerrados e campos (naturais e antrópicos), ocorrem cerca de 180 gêneros e 1 500 espécies.

Nesta família encontram-se algumas plantas conhecidas como o trigo (Triticum


aestivum), centeio, cevada (Hordeum vulgare), aveia (Avena sativa), arroz (Oryza
sativa), sorgo (Sorghum bicolor), milheto (Pennisetum americanum), milho (Zea mays), cana-
de-açúcar (Saccharum officinale), Bambu a Brachiaria entre outros.

8
1.1 Características morfológicas gerais das Poaceae

Raiz

Por serem monocotiledôneas tem a raiz fasciculada, abrangendo bastante área ao seu redor

Folhas

As folhas das gramíneas são alternas dísticas, alongadas, paralelinérvias, invaginantes,


com bainha fendida. Por serem sésseis não possuem pecíolo (o que liga a folha ao caule)
exceto o bambu que possui um pseudo pecíolo. Há duas pequenas expansões na base
da lâmina foliar denominada aurículas. Na junção da lâmina foliar com a bainha há a formação
da lígula|lígula que pode ser membranosa, pilosa ou mista, característica muito importante
para a taxonomia, a lígula fica entre a bainha e o limbo da folha na parte interna da mesma.
A epiderme é rica em silício.
Caule

Possui caules de secção circular, em sua maioria o colmo, exceto o bambu que possui o caule
lignificado, em seus entrenós são encontrados meristemas intercalados que os protegem do
fogo e de herbivorias, já que nesses meristas são constituídos de gemas que fazem a planta
crescer novamente.
Flores

Apresenta um perigônio formado por 3 verticilos de 2 peças que se reúnem em 1º grau para
formar a inflorescência denominada “espigueta". Esta espigueta pode ser formada por 1 a 50
flores, onde algumas podem não ser funcionais.

Constituição da espigueta: ráquila, 2 glumas e flor em número variado conforme a espécie,


que pode ser unissexual, hermafrodita ou neutra. A flor está formada de "lodículas",
"androceu" e "gineceu". Apresentam brácteas: a “lema” e a “pálea”, que protegem o androceu
e o gineceu, podem ser férteis ou estéreis. A lema é a mais externa, monoquilhada, pode
apresentar "arista" (espigueta aristada), e quando não a tem denomina-se espigueta "mútica",
passando este termo a integrar ou classificar a cultivar ou variedade; a pálea é biquilhada e

9
cobre total ou parcialmente a pálea; o conjunto formado por lema e pálea denomina-se de
"antécio" que pode estar ou não protegido pelas 2 brácteas da espigueta, denominadas “glumas
I e II”; o androceu é formado por 3 estames na maioria das espécies, com filetes longos e
tênues, o que facilita a anemofilia; excepcionalmente podem ocorrer 1,2,6 ou mais estames.
Frutos

Na sua grande maioria, os frutos das gramíneas são cariópses, que são frutos secos,
indeiscentes (que não abrem) e possuem em sua maioria a semente presa ao pericarpo
(endocarpo, mesocarpo e epicarpo) do fruto.

1.2 Biogeografia
Distribuição ecológica

Plantas cosmopolitas, presentes tanto em ambientes desérticos como marinhos e de água doce.
Registro em todos os tipos de ecossistemas, exceto em grandes altitudes. Segundo Judd,
(2009), os campos nativos se desenvolvem em ecossistemas que apresentam estiagem sazonal,
relevo ondulado e fogo periódico. Locais de presença e dominância das gramineas são as
pradarias da América do Norte, os Pampas e os Cerrados Sul-americanos, o Veld africano
(savana) e as estepes euro-asiáticas. Ocupam cerca de 24% da vegetação terrestre. Não é uma
família extritamente endêmica do Brasil.

1.3 Tipo de vegetação


Área antrópica, caatinga (stricto sensu), campinarana, campo de altitude, campo de várzea,
campo limpo, campo rupestre, carrasco, cerrado (lato sensu), floresta ciliar ou galeria, floresta
de igapó, floresta de terra firme, floresta de várzea, floresta estacional decidual, floresta
estacional perenifólia, floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila (= floresta pluvial),
floresta ombrófila mista, manguezal, palmeiral, restinga, savana amazônica, vegetação
aquática, vegetação sobre afloramentos rochosos.

1.4 Taxonomia
Subfamílias

 Anomochlooideae e Aristidoideae;
 Arundinoideae e Bambusoideae;
 Chloridoideae e Danthonioideae;

10
 Ehrhartoideae e Micrairoideae
 Panicoideae e Pooideae;
 Puelioideae e Pharoideae.

1.5 Relações filogenéticas


Anomochlooideae: Grupo irmão de todas as outras dentro do clado Poaceae. Inclui ervas
perenes que crescem no chão sombreado de florestas nos Neotrópicos. Existem dois
gêneros, Anomochloa e Streptochaeta, cada um em sua própria tribo.

Esta subfamília é a linhagem mais precoce divergente das gramíneas.

Pharoideae: Contém uma única tribo Phareae, com dois gêneros: Leptaspis e Pharus. Seus
membros crescem nos pisos sombreados de florestas temperadas tropicais e quentes.

Esta subfamília é uma das linhagens de gramíneas mais antigas divergentes.

Puelioideae: Possui dois gêneros: Guaduella e Puelia, cada um em sua própria tribo. Seus
membros crescem no sub-bosque de florestas tropicais.

Esta subfamília é uma das linhagens de gramíneas mais antigas divergentes.

Aristideae: é a única tribo de gramíneas na subfamília monotípica Aristidoideae. Seus


membros são herbáceos anuais ou perenes encontrados em florestas subtropicais e zonas
temperadas. A tribo tem mais de 300 espécies em três gêneros, onde a subfamília é um
membro do clado de gramíneas, o grupo evolutivo em que a fotossíntese C4 evoluiu muitas
vezes.

Panicoideae: Segunda maior subfamília das gramíneas com mais de 3 500 espécies,
distribuídas principalmente em regiões temperadas e tropicais quentes. Compreende algumas
culturas agrícolas importantes, incluindo a cana-de-açúcar, o milho, o sorgo e o capim. A
fotossíntese C4 evoluiu independentemente um número de vezes na subfamília, onde tinha um
antepassado C3.

Arundinoideae: Possui cerca de 40 espécies, incluindo o junco gigante e junco comum. Ao


contrário de muitos outros membros do clado nas gramíneas, os Arundinoideae todos usam C3
fotossíntese. Seu grupo irmão é a subfamília Micrairoideae. Arundinoideae costumava ser
bastante grande em sistemas taxonômicos mais antigos, com mais de 700 espécies, mas a
maioria deles foram movidos para outras subfamílias após análises filogenéticas. Atualmente,
as espécies são colocadas em 16 gêneros e duas tribos.

11
Micrairoideae: Distribuída em regiões tropicais e subtropicais. Dentro do clado é irmão da
subfamília Arundinoideae. Inclui cerca de 190 espécies em nove gêneros. A
classificação filogenética das gramíneas reconhece quatro linhagens principais, classificadas
como tribos. Apenas as espécies da tribo Eriachneae (gêneros Eriachne e Pheidochloa)
desenvolveram a via fotossintetizante C4.

Danthonioideae: Distribuida principalmente do hemisfério sul, contendo a única tribo


Danthonieae e três gêneros, com 300 espécies. Inclui erva herbácea e parcialmente lenhosa ou
anual (menos comum) gramas que crescem em pastagens abertas, arvoredos e florestas.

Danthonioideae exclusivamente utiliza a fotossíntese C3. Seu grupo irmão é a


subfamília Chloridoideae, onde existem 20 gêneros, 17 dos quais são colocados na
tribo Danthonieae, enquanto três ainda não foram classificados. As relações dentro do grupo
são complicadas; Evidências filogenéticas conflitantes do DNA nuclear e
do cloroplasto sugerem que os eventos de hibridização desempenharam um papel importante
no Danthonioideae.

Chloridoideae é uma das maiores subfamílias de gramíneas, com aproximadamente 130


gêneros e 1 600 espécies, encontradas principalmente em pastagens áridas tropicais ou
subtropicais. Dentro do clado, seu grupo irmão são os Danthonioideae. A subfamília inclui
ervas daninhas e as espécies do milho crescidas em algumas regiões tropicais.

Com exceção de algumas espécies em Elliscochloa, a maioria das espécies da subfamília


utiliza a via fotossintetizante C4. A primeira transição evolutiva da fotossíntese C3 para C4
nas gramíneas provavelmente ocorreu nesta subfamília, cerca de 32 a 25 milhões de anos.

Oryzoideae: Inclui cerca de 120 espécies em 20 gêneros, principalmente o arroz. Dentro das
gramíneas, esta subfamília é uma das três pertencentes doclado rico em espécies que utilizam a
fotossíntese C3; É a linhagem basal da subfamília. Contém quatro tribos e um gênero de
posição incerta, Suddia (provavelmente Phyllorachideae). As análises filogenéticas resolveram
a ordem de ramificação destes clados dentro da subfamília.

Bambus são perenes florescendo plantas na subfamília Bambusoideae. No bambu, tal como
noutras gramíneas, as regiões internodais do caule são geralmente ocos e os feixes vasculares
na secção transversal estão espalhados por todo o caule em vez de numa disposição cilíndrica.
O xilema lenhoso dicotiledóneo também está ausente. A ausência de madeira de crescimento
secundário faz com que as hastes de monocotiledóneas, incluindo as palmas e os grandes

12
bambus, sejam colunares em vez de afiladas.

Pooideae é a maior subfamília de Poaceae com 4.200 espécies em 14 tribos e


aproximadamente e 200 géneros. Incluem alguns cereais principais como o trigo, a cevada, a
aveia, o centeio e muitas gramas. Eles são muitas vezes referidos como gramíneas de estação
fria porque elas são distribuídas em clima temperado. Todos usam a via fotossintética C3.

1.6 Principais espécies da família Poceae

1.6.1 Trigo

O trigo (Triticum spp.) é a gramínea cultivada em todo o mundo.[2] Mundialmente, é a


segunda maior cultura de cereais, sendo a primeira o milho e a terceira o arroz.[3] O grão de
trigo é um alimento básico usado para fazer farinha e, com esta, o pão,
na alimentação dos animais domésticos e como ingrediente na fabricação de cerveja. O trigo é
também plantado estritamente como forragem para animais domésticos, como a palha.

Importância

Cultura essencial para a segurança alimentar, o trigo é o alimento básico para mais de um
terço da população mundial e contribui para quase 20% do total de calorias e proteínas
consumidas pelas pessoas, mais do que qualquer outra fonte alimentar. E é também uma
importante fonte de vitaminas e minerais.

13
1.6.2 Bambusa

Bambusa Schreb. É um género botânico pertencente à família Poaceae,


subfamília Bambusoideae, tribo Bambuseae.

O género é constituído por aproximadamente 390 espécies de bambus, geralmente gigantes.

Estas espécies ocorrem na África, Ásia, Australásia, Pacífico, América do Norte e América do
Sul.

Importancia do Bambu

A importância do Bambusa para a saude

Com propriedades medicinais confirmadas, a planta é rica em nutrientes, principalmente


o broto de bambu. As principais vantagens são:
Melhora o apetite e digestão;
Eficiente no combate a hiperglicemia, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer;
Ajuda na perda de peso;
Rico em cálcio, fósforo, cobre, vitaminas, aminoácidos, selênio, sal inorgânico, gorduras e
açúcar.
Os pratos feitos com o broto são consumidos principalmente na China, país que produz grande
quantidade da planta e a exporta para diversos lugares do mundo.

O broto é fervido para que se obtenha maior maciez. Pode ser utilizado como molho, cerveja,
vinho, vinagre, etc.

14
Bambu na agricultura

Cada vez mais o bambu tem sido utilizado como produto agrícola, principalmente na
agricultura familiar. A mão de obra familiar faz da plantação sua fonte de [Link] ser
plantado em áreas degradadas, a planta também acaba por permitir a redução da miséria e da
fome. Pelo crescimento rápido e fácil regeneração, ele não necessita de [Link] isso,
o cultivo de bambu necessita de poucos investimentos e tem grande potencial econômico.
Dependendo da espécie escolhida a ser plantada, a finalidade de uso permitirá que agricultores
obtenham renda de diversas formas a partir da utilização dele.

1.6.3 Milho

Milho (Zea mays) é um cereal cultivado em grande parte do mundo e extensivamente utilizado
como alimento humano ou para ração animal devido às suas qualidades nutricionais. Todas as
evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem mexicana, já que a sua
domesticação começou de 7 500 a 12 000 anos atrás na área central do México. Tem um alto
potencial produtivo e é bastante responsivo à tecnologia. O seu cultivo geralmente é
mecanizado, se beneficiando muito de técnicas modernas de plantio e colheita. A produção
mundial foi 817 milhões de toneladas em 2009 - mais que arroz (678 milhões de toneladas) ou
que trigo (682 milhões de toneladas). O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. O
maior produtor mundial são os Estados Unidos.

Importancia económica do Milho

Provavelmente, o milho é a mais importante planta comercial com origem nas Américas. Há
indicações de que sua origem tenha sido no México, América Central ou Sudoeste dos Estados

15
Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações
arqueológicas e geológicas, e através de medições por desintegração radioativa, de que é
cultivado há pelo menos 5.000 anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado
para a Europa, de onde passou a ser plantado desde a latitude de 58º norte até 40º sul.

A importância econômica do milho é caracterizada pelas diversas formas de sua utilização,


que vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Na realidade, o uso do
milho em grão como alimentação animal representa a maior parte do consumo desse cereal.
Nos Estados Unidos, cerca de 50% é destinado a esse fim, enquanto que no Brasil varia de 60
a 80%, dependendo da fonte da estimativa e de ano para ano.

O uso do milho em grão na alimentação humana, apesar de não ter uma participação muito
grande, caracterizado principalmente por seus derivados, constitui factor importante de uso
desse cereal em regiões com baixa renda. Em algumas situações, o milho constitui a ração
diária de alimentação, como ocorre no Nordeste do Brasil, em que o milho é a fonte de energia
para muitas pessoas que vivem no semi-árido. Outro exemplo está na população mexicana,
para a qual o milho é o ingrediente básico para sua dieta.

A importância do milho não está apenas na produção de uma cultura anual, mas em todo o
relacionamento que essa cultura tem na produção agropecuária brasileira, tanto no que diz
respeito a factores económicos quanto a factores sociais. Pela sua versatilidade de uso, pelos
desdobramentos de produção animal e pelo aspecto social, o milho é um dos mais importantes
produtos do sector agrícola no Brasil.

1.6.4 Cevada

A cevada (Hordeum vulgare) é uma gramínea cerealífera e representa a quinta


maior colheita e uma das principais fontes de alimento para pessoas e animais. A área
cultivada no mundo chega a 530 000 km². O seu período de germinação é de um a três dias.
Suas flores são dispostas em espigas, na extremidade do colmo, e
os aquénios, amarelados e ovoides.

É uma cultura tipicamente de inverno que não tolera o alagamento, sendo resistente a seca
quando comparada ao trigo, mas exigente em relação à fertilidade do solo.

A cevada fornece uma farinha alimentícia e o produto resultante da germinação artificial dos

16
grãos (malte) é utilizado na fabricação da cerveja e de outros produtos. Os grãos torrados e
moídos são usados na fabricação de uma bebida sem cafeína de aspecto semelhante ao do café.

Uso da cevada

Em nosso país a cevada é produzida principalmente para a industrialização de malte, o qual


é usado na fabricação de cerveja. Entretanto, atualmente a cevada é um alimento
considerado funcional, assim como a aveia, o que tem despertado o interesse no seu consumo
pela população. Vale destacar que a cevada não é utilizada apenas para consumo humano,
sendo também comercializada para o preparo de ração para alimentação animal. Outro uso da
cevada é a rotação de culturas.

Cevada como alimento funcional

A cevada é considerada um alimento funcional, ou seja, que possui componentes que


apresentam benefícios à saúde humana. Essa classificação se deve, principalmente, à
presença das chamadas β-glucanas (polissacarídios naturais), as quais estão presentes nas
fibras solúveis da cevada.

As β-glucanas relacionam-se com benefícios como a redução dos níveis de colesterol no


sangue e a consequente redução dos riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Além disso, estão relacionadas com melhoria na fisiologia intestinal e promovem o aumento
da biodisponibilidade de vitaminas e sais minerais. Além da β-glucanas, a cevada possui
compostos fenólicos que possuem ação protetora do sistema cardiovascular.

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1.6.5 Cana-de-açúcar

Cana-de-açúcar é um grupo de espécies de gramíneas perenes altas


do gênero Saccharum, tribo Andropogoneae, nativas das regiões tropicais do sul da Ásia e
da Melanésia e utilizadas principalmente para a produção de açúcar e etanol.
Tem caules robustos, fibrosos e articulados que são ricos em sacarose. A planta tem entre dois
e seis metros de altura. Todas as espécies de cana-de-açúcar mestiças e as
principais cultivares comerciais são híbridos complexos. A cana pertence à família Poaceae,
uma família de plantas economicamente importantes, como milho, trigo, arroz e sorgo e
muitas culturas forrageiras.

A sacarose, extraída e purificada em fábricas especializadas, é utilizada como matéria-prima


na indústria de alimentos humanos ou é fermentada para produzir etanol, que é produzido em
escala pela indústria da cana do Brasil.

Importância económica

Até aqui, já deu para perceber o quanto a cana-de-açúcar movimenta a economia, certo?

Não dá para negar a importância da cana: nos alimentos, nos combustíveis ou na eletricidade,
ela possibilita o cotidiano moderno em que vivemos.

A cana-de-açúcar é uma cultura presente em mais de 100 países ao redor do mundo. Somente
no Brasil, ela movimenta mais de R$100 bilhões por ano.

Isso significa que há muita tecnologia, geração de empregos e desenvolvimento econômico,


social e sustentável envolvidos no cultivo da cana (e nos processos relacionados a ele).

A cana-de açúcar é multipotencial, por isso, a Raízen vê a planta como um ponto de partida
para redefinir o futuro da energia. E o melhor, de maneira sustentável!

Mas é possível destacar outros usos da cana-de-açúcar, como alguns produtos produzidos com

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nosso etanol. Exemplos:

Bioplástico
Feito com etanol, permite a confecção de bens como brinquedos, garrafas, tampas e sacolas,
por exemplo.

Papel
Utiliza-se a palha ou o bagaço da cana-de-açúcar, de onde é possível extrair uma massa
vegetal utilizada na fabricação de papel.

Vidro
A partir do açúcar, produz-se um vidro falso, muito utilizado em cenas cinematográficas e na
culinária.

Cosméticos
O álcool da cana-de-açúcar é usado principalmente em produtos com efeito de secagem rápida
ou toque seco na pele. Em 2021, a Raízen passou a fornecer Etanol de 2ª Geração (E2G) à
perfumaria do Grupo Boticário.

Quais são os benefícios da cana-de-açúcar?

A cana-de-açúcar é um produto extremamente versátil e grande protagonista no sector


sucroenergético.

Além de servir de matéria-prima para diversos setores, ela é um meio de a Raízen praticar a
sustentabilidade em grande escala.

Isso porque, com a cana, produz a biomassa e geramos bioenergia, trazendo uma grande
solução em termos de energia renovável, o que já é vantajoso por si só.

Importância Farmacêutica

Apesar de servir como matéria-prima para diversos produtos, a cana-de-açúcar pode ser
ingerida pura e é benéfica para a saúde. Ela é rica em vitaminas e minerais, sendo amplamente
utilizada na Ayurveda e em tratamento de doenças, como inflamação e hemorragia.

Possui polifenóis benéficos para a saúde

Os polifenóis são compostos vegetais que fazem muito bem à saúde. Eles podem agir
como antioxidantes, reduzir a inflamação e ajudar na prevenção de doenças.
Um estudo mostrou que o melaço de cana-de-açúcar pode ser utilizado como fonte potencial
de polifenóis.

Pode ajudar no colesterol

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A cana-de-açúcar possui policosanóis, que estão presentes principalmente na cera. Um estudo
feito com policosanóis administrados por via oral em coelhos constatou uma diminuição do
nível de colesterol total e do colesterol LDL.

Pode prevenir a trombose

Em um estudo feito com camundongos, a ingestão de D-003, uma mistura natural de ácidos
alifáticos da cera de cana-de-açúcar, diminuiu significativamente o tamanho do trombo
venoso experimentalmente induzido.

Impactos ambientais na produção de cana-de-açúcar

As consequências socioambientais do ciclo produtivo do açúcar no Brasil foram diversas. A


escravização e a aculturação provocaram modificações e até mesmo extinção das tradições
culturais dos indígenas. Muitas vezes, por meio de violência, os povos originários eram
expulsos das terras consideradas boas para o plantio da cana. Doenças europeias, como varíola
e sarampo, infectaram os indígenas causando milhares de mortes.

A fauna e a flora também foram impactadas. Animais do domínio biótico euroasiático foram
introduzidos no País modificando a fauna brasileira, tais como porcos, galinhas, ovelhas,
cabras e bois. Os bois eram utilizados como força motriz para a moenda nos engenhos. Eram
necessários aproximadamente 100 animais, com expectativa de vida que não passava de dois
anos.

Para limpar o terreno para o plantio, a queimada era uma das práticas mais utilizadas. Em
solos de floresta tropical, esse processo destruiu as micorrizas, associação entre fungos e raízes
de algumas plantas. Elas são importantes para absorção de água e sais minerais.

1.6.6 Arroz

O arroz (constituído por sete espécies, Oryza barthii, Oryza glaberrima, Oryza
latifolia, Oryza longistaminata, Oryza punctata, Oryza rufipogon e Oryza sativa) é uma planta
da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana do mundo. É a
terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelas de milho e trigo. É rico
em hidratos de carbono.

Para poder ser cultivado com sucesso, o arroz necessita de água em abundância, para manter
a temperatura ambiente dentro de intervalos adequados, e, nos sistemas tradicionais, de mão-
de-obra intensiva. Desenvolve-se bem mesmo em terrenos muito inclinados e é costume, nos
países do sudeste asiático, encontrarem-se socalcos onde é cultivado. Em qualquer dos casos, a
água mantém-se em constante movimento, embora circule a velocidade muito reduzida.

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Importancia economica do arroz

O arroz é um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da


energia e 15% da proteína perca pita necessária ao homem, e sendo uma cultura extremamente
versátil, que se adapta a diferentes condições de solo e clima, é considerada a espécie que
apresenta maior potencial para o combate a fome no mundo. Cultivado e consumido em todos
os continentes, o arroz destaca-se pela produção e área de cultivo, desempenhando papel
estratégico tanto no aspecto económico quanto social. Cerca de 150 milhões de hectares de
arroz são cultivados anualmente no mundo, produzindo 625 milhões de toneladas, sendo que
mais de 75% desta produção é oriunda do sistema de cultivo irrigado. O arroz é um dos mais
importantes grãos em termos de valor económico. É considerado o cultivo alimentar de maior
importância em muitos países em desenvolvimento, principalmente na Ásia e Oceania, onde
vivem 70% da população total dos países em desenvolvimento e cerca de dois terços da
população subnutrida mundial. É alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas e,
segundo estimativas, até 2050, haverá uma demanda para atender ao dobro desta população.

2. Familia Passifloraceae
Passifloraceae é uma família de angiospermas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta),
pertencente à ordem Malpighiales.

2.1 Morfologia
Herbáceos ou lenhosos. Apresentam tricomas diversos, folhas alternas, inteiras ou
variadamente lobadas. Possuem estípulas e geralmente apresentam 5 pétalas livres e 5 pétalas
livres. Suas flores são vistosas, grandes e hermafroditas, cíclicas, diclamídeas e de simetria
radial.

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2.2 Distribuição
O grupo compreende cerca de 630 espécies, classificadas em 20 gêneros,
de árvores, arbustos e, principalmente lianas.

As passifloráceas são mais comuns em zonas tropicais e temperadas, mas algumas espécies,
nomeadamente do gênero Adenia, estão adaptadas a condições de aridez.

Os frutos de algumas espécies do gênero Passiflora são comestíveis e conhecidos


como maracujá.

Desta família, apenas o gênero Passiflora ocorre no Estados Unidos. No Brasil ocorrem
apenas 4 gêneros e cerca de 140 espécies.

5.3 Reprodução
A reprodução funciona predominantemente por fecundação cruzada. A autofecundação é rara
e, quando ocorre, forma frutos menores e com poucas sementes (Semir & Brown 1975). As
flores, com frequência, são bissexuadas com hipanto em forma de taça a tubular.O hipanto que
gradualmente se funde ao ovário com modificação do ovário súpero para ovário ínfero e
reunião das flores em inflorescências.

Generos

Adenia - Ancistrothyrsus - Androsiphonia - Barteria - Basananthe - Crossostemma -


Deidamia - Dilkea - Efulensia - Hollrungia - Mitostemma - Paropsia - Paropsiopsis -
Passiflora - Schlechterina - Smeathmannia - Tetrapathaea - Tryphostemma - Viridivia.

Passifloras

5.4 Principal espécie da família passifloraceae

5.4.1 Maracujá

Nome científico: Passiflora edulis Sims


Família: Passifloraceae
Nomes populares: Maracujá, maracujá-mirim, maracujá-suspiro, maracujá-peroba, maracujá-
pequeno, flor-da-paixão

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Nome em inglês: Passion fruit
Origem: Provavelmente Brasil

Maracujá é uma denominação geral dada ao fruto e à planta de várias espécies do gênero
Passiflora. O nome maracujá é de origem tupi-guarani e significa “alimento que se toma de
sorvo” ou “alimento em forma de cuia”.

Importancia da Maracuja

O maracujá é um fruto que tem muitos benefícios para a saúde, como acalmar a ansiedade o
estresse ou a insônia, pois possui propriedades antioxidantes, sedativas e ansiolíticas.

Essa fruto é rico em flavonoides, vitamina A e vitamina C potássio e magnésio, além de


fornecer boas quantidades de fibras, e por isso, ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue,
melhorar a saúde do coração e promover a perda de peso.

Existem diversos tipos desse fruto, como maracujá roxo, maracujá do mato, maracujá doce ou
maracujá azedo, que se diferenciam quanto a cor da casca, da polpa e no sabor mais adocicado
ou azedo. As folhas, as flores, a polpa e as sementes do maracujá podem ser usados no preparo
de sucos, molhos e chás. Já a casca pode ser usada como farinha, adicionada a alimentos.

Principais benefícios

Devido às suas propriedades, maracujá possui diversos benefícios para a saúde, sendo os
principais:

Diminuir ansiedade e estresse

O maracujá diminui os sintomas de ansiedade e estresse, pois é composto por flavonoides,


como kaempferol e quercetina, que atuam diretamente no sistema nervoso, acalmando e
promovendo o relaxamento. Conheça outros alimentos que ajudam a melhorar a ansiedade e o
estresse.

Controlar e prevenir a diabetes

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A polpa e as folhas do maracujá são ricos em antioxidantes, como vitamina C, betacarotenos,
flavonoides e antocianinas que protegem as células responsáveis pela produção de insulina,
ajudando no controle dos níveis de glicose no sangue e na prevenção da diabetes.

Além disso, a casca do fruto é rico em pectina, um tipo de fibra que ajuda na liberação lenta
dos carboidratos dos alimentos no organismo, equilibrando os níveis de glicose no sangue,
controlando a diabetes. Veja como fazer e os benefícios da farinha da casca do maracujá.

Combater a insônia

Tanto as folhas, quanto as flores e a polpa do maracujá têm propriedades sedativas leves do
sistema nervoso central, ajudando a combater a insônia e promovendo um sono mais tranquilo
e revigorante. Veja como usar o maracujá para dormir.

Ajudar na perda de peso

A casca do maracujá é rica em fibras, como a pectina, que ajudam a diminuir a velocidade de
digestão dos alimentos, diminuindo a fome e facilitando a perda de peso. Conheça outros
alimentos ricos em fibra que promovem a perda de peso.

Além disso, o maracujá também tem um efeito relaxante, o que pode ajudar a combater a
compulsão alimentar, ajudando na perda de peso.

Prevenir doenças cardiovasculares

Por conter altas quantidades de antioxidantes, como flavonoides e antocianinas, o maracujá


melhora a saúde das artérias e impede a formação de radicais livres, favorecendo a prevenção
de doenças crônicas, como aterosclerose, infarto, pressão alta e derrame.

A polpa e a casca do maracujá também são ricos em fibras que promovem a redução da
absorção de gordura dos alimentos no intestino, regulando os níveis de colesterol e
triglicerídeos no sangue.

Controlar a pressão arterial

O maracujá tem baixo teor de sódio e é rico em potássio e magnésio, minerais importantes que
ajudam a aumentar o relaxamento dos vasos sanguíneos e a eliminar o excesso de sódio do
corpo através da urina.

Desta forma o maracujá promove a redução da pressão arterial, sendo um alimento saudável
para pessoas que têm pressão alta.

Combater a prisão de ventre

O maracujá combate a prisão de ventre, pois tem ótimas quantidades de fibras, importantes
para facilitar a formação do bolo fecal e ajudar na eliminação das fezes.

3. Familia Euphorbiaceae/euforbiáceas

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Euphorbiaceae/euforbiáceas é uma família botânica representada por 300 gêneros e cerca de
6000 espécies. Numerosos gêneros estão representados nos Estados Unidos e/ou no
Canadá.No Brasil, ocorrem cerca de 70 gêneros e 1000 espécies, de habitat e hábitos
diferentes, espalhadas em todos os tipos de vegetação, representando uma das principais
famílias da flora brasileira e uma das mais complexas do ponto de vista taxonômico. Podem se
apresentar como arbóreas, arbustivas, subarbustos, ervas ou lianas (trepadeiras), às
vezes suculentas e com aspectos de cactos. Tem como substrato, o meio
aquático, epífitas, rupícola e terrícola. Entre suas características botânicas temos a presença de
substâncias latescentes, que contém látex branco ou colorido, e que são visíveis quando a
planta é submetida às injúrias mecânicas. [2] São geralmente venenosas

As espécies mais conhecidas são: a seringueira (Hevea sp.), espécie nativa


da Amazônia Brasileira, a mamona (Ricinus communis), espécie africana, invasora de culturas
no Brasil, e a mandioca, aipim ou macaxeira (Manihot esculenta).

As Euphorbiaceae estão entre as famílias mais comuns nas formações brasileiras naturais, e
destaca-se o gênero Croton, que é particularmente comum em quase todos os ecossistemas.
Muitos gêneros, pela nova classificação filogenética, foram transferidos para outras famílias,
mas nem todos os gêneros estão estudados suficientemente.

3.1 Etimologia e Morfologia


Segundo o naturalista romano Caio Plínio Segundo, o nome da família Euphorbiaceae foi dado
pelo rei mouro Juba II, em 30 a.C., como uma homenagem ao seu médico Euphorbus, o qual
descobriu as propriedades medicinais (laxantes) da Euphorbia resinifera, planta que ainda
ocorre naturalmente no norte africano.

O nome Euphorbus vem do grego, e significa “boa comida” - eu (boa/bem) e phorbe (comida).
Em complemento a isso, o substantivo grego “euphorbia” significa “boa alimentação” e o
adjetivo “euphorbio” significa “bem alimentado”.
Raiz

As raízes dos indivíduos presentes na família das Euphorbiaceae possuem uma grande
variedade de características. Em geral, as raízes são xilopódio ou tuberosas, com polpa
amarela, branca ou creme.

As características mais marcantes, talvez estejam na raiz da mandioca, que é considerada uma

25
raiz completa em termos nutricionais e com grande capacidade de adaptação às condições
diferenciadas de clima e solo.

Caule

O caule também varia muito nos gêneros e espécies da família Euphorbiaceae, visto que as
plantas podem ser ervas, arbustos, árvores ou trepadeiras, e também por ocupar diferentes
habitats, com diferentes tipos de clima e solo. Apresentam estípulas caducas ou persistentes,
com margens inteiras, serreadas ou laticiniadas, revolutas ou não, verdes, amareladas ou
vináceas.

No geral, as Euphorbiaceae possuem pêlos simples a ramificados, estrelados ou peltados


(tricoma). Há também a presença de acúleos (órgão resultante da modificação de um ramo,
folha, estípula ou raiz) em muitas espécies, principalmente de lianas. Algumas espécies podem
apresentar cladódios, que são caules fotossintetizantes.

Cita-se como exemplos: a mamona, que possui um caule único, ereto e lenhoso em sua base,
ramificando antes do final do primeiro ano de crescimento; o cacto-candelabro (Euphorbia
ingens), que possui um caule suculento, com espinhos e folhas reduzidas. E
a seringueira (Hevea brasiliensis), que pode chegar a 30 metros de altura, e traz a casca como
a parte principal do tronco, onde se encontram os vasos laticíferos (próximos ao câmbio) e são
os responsáveis pela produção do látex.

Folhas

Folhas geralmente alternas e espiraladas ou dísticas, simples, às vezes opostas, palmado-


lobadas ou raramente compostas (Hevea, por exemplo), inteiras a serradas, com venação
peninérvea a palmada; às vezes com pares de glândulas na base da lâmina ou do pecíolo;
estípulas geralmente presentes. Possuem margem geralmente inteira, frequentemente com
nectários extraflorais no pecíolo ou na face abaxial.

Flores e Inflorescência

Inflorescências determinadas, mas frequentemente muito modificadas, às vezes formando


falsas flores como nos ciátios de Euphorbia, terminais ou axilares .

As flores não são muitos vistosas, são unissexuais (plantas monóicas ou dióicas), e são
geralmente radiais e inconspícuas. Podem ser actinomorfas, aclamídeas ou monoclamídeas,
raramente diclamídeas (Aleurites, Joannesia, por exemplo).

Às vezes, são envolvidas por brácteas vistosas. Possuem sépalas geralmente 2-6, livres a
ligeiramente conatas. Pétalas podem ser ausentes ou chegar a 5 (0-5), de livres a ligeiramente
conatas, com prefloração valvar ou imbricada.

Estames podem ser de um a numerosos (1-numerosos), livres ou unidos entre si (conatos),


com anteras rimosas, raramente poricidas. Os grãos de pólen são tricolporados ou poliporados.

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Os carpelos são geralmente três (conatos), com ovário súpero plurilocular, geralmente 3-
lobado, com placentação axial; os lóculos são uniovulados, muito raramente biovulados
(gêneros não brasileiros). Estiletes são frequentemente 3, e no geral são bífidos ou muito
divididos; estigmas variados. Disco nectarífero está geralmente presente.

Frutos e Sementes

O fruto geralmente é esquizocárpico com deiscência elástica (tricoca) a partir de uma coluna
central persistente, raramente baga, drupa ou sâmara. [2] Os esquizocarpos são glaucos,
tomentosos ou glabros, ovais a elipsóides, alados ou sem alas, marcescentes ou não.

As sementes são frequentemente oblongas a ovais, ariladas ou com uma carúncula (Ricinus,
por exemplo) . O embrião é de reto a curvo.

3.2 Importância Econômica


As Euphorbiaceae incluem diversas espécies de interesse econômico, como
a Seringueira (Hevea sp.), responsável por um de nossos ciclos econômicos, até que suas
sementes foram levadas para a Ásia, dando origem a plantios que inviabilizaram
economicamente a exploração por extrativismo que ocorria (e ainda ocorre) no Brasil. É a
fonte da maior parte de borracha natural e também fornece madeira.

Diversas espécies de Euphorbiaceae são utilizadas como ornamentais, mas como não possuem
flores vistosas, a ornamentação se dá pelas brácteas ou pela folhagem. Destacam-se o bico-de-
papagaio (Euphorbia pulcherrima) e a coroa-de-cristo (Euphorbia millii), muito utilizada
como cerca viva, devido aos inúmeros acúleos. Dentre outras espécies.

Aleurites moluccana e A. fordii (pinhão-manso) são fontes de óleos utilizados na fabricação de


pinturas e vernizes; Sapium sebiferum é fonte de cera e gordura vegetais; espécies de
Euphorbia produzem hidrocarbonetos reduzidos que podem ser utilizados na elaboração de
combustíveis.

Medicina

A mamona (Ricinus communis) possui sementes ricas em óleo de ampla aplicação na indústria
e na medicina (Óleo de rícino).

A Euphorbia resinifera, planta que recebeu esse nome devido à homenagem feita ao médico
que a descobriu, possui propriedades medicinais, ainda estudados, que podem atuar como
analgésicos.

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O gênero Synadenium possui várias espécies com propriedades anti-inflamatórias,
antitumorais, analgésicas, imuno regulatórias e modelos experimentais fibrinolíticos, que são
utilizadas para tratar diversas doenças como câncer, úlceras e outros problemas de saúde.

Alimentação

A mandioca, aipim ou macaxeira (Manihot esculenta), é utilizada na alimentação, sendo uma


importante fonte de amido e a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois de
arroz e milho.

Além da mandioca, as folhas de Cnidoscolus aconitifolius são utilizadas na alimentação como


verdura.

3.3 Principais espécies da Familia Euphorbiciae

3.3.1 Mamona

Conhecida cientificamente como ricinus communis, a mamona pertence à família das


euforbiáceas. Essa planta é originária da África, na Abissínia e Índia Ocidental. Nos dias
atuais, ela foi naturalizada em todas as regiões tropicais e subtropicais, até mesmo no Brasil.
Ela é conhecida popularmente como mamoneira, palma-Christi, carrapateiro e rícino.

As sementes dessa planta possuem grande semelhança com alguns besouros. A mamona tem
sido usada como objeto ornamental desde a antiguidade, suas sementes também eram
utilizadas na ornamentação e como objetos de arte. O óleo de rícino era utilizado pelos
Egípcios como óleo de lâmpada e também era ingerido, quando misturado com a cerveja como
um purgativo.

Características

A mamona possui folhas grandes em formato de estrela, com cerca de oito pontas. Os seus
frutos são rodeados de espinhos, onde encontramos em seu interior três sementes. Estas
sementes possuem o formato achatado, liso, brilhoso, de cor cinza claro ou escuro, matizadas
de branco e pintalgadas de preto ou marrom.

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Foto: Pixabay

Importancia Medicinal

A mamona possui alcaloides (ricinina), glucoproteína (ricina), óleo riglicerídeos, ácido


ricinolénico, fitotoxinas, lípase, complexo alergênico. Possui propriedades vermífugas,
purgantes (uso interno), emoliente e cicatrizante (uso externo), catártico, anticancerígena e
analgésica. Ela ainda é antiespasmódica, antiemética, antidiarreica, corrige os distúrbios
hidroelétricos, é antisséptica, e anti-histamínica.

A mamona é muito eficaz no combate a parasitas intestinais e é muito utilizada para combater
eczemas, herpes, erupções, feridas, queimaduras, calvice.

Usos

As folhas da mamona podem ser aplicadas em tumores, das suas sementes é possível extrair o
óleo de mamona que depois de ser purificado em laboratório, passa a se chamar de óleo de
rícino. Este óleo é muito utilizado na fabricação de cremes para os cabelos e tratamentos de
pele.

Para problemas de hemorroidas ou fissura anal, você deve colocar cinco colheres de sopa de
folhas fatiadas em um litro de água em fervura. Deixe no fogo durante cinco minutos, em
seguida apague o fogo. Coe e espere amornar. Após isso faça banhos de assento pela manhã e

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à noite, ou, se preferir, apenas uma vez ao dia massageando o local suavemente.

Para regularizar o intestino (efeito purgante), você deve tomar, em jejum, duas colheres de
sopa do óleo de rícino. Como um laxante essa dosagem deve ser diminuída, neste caso você
deve tomar uma colher de sopa do óleo e em seguida beber suco de laranja.

Para unhas descamadas, você deve misturar uma colher de sopa de óleo de rícino com cinco
gotas de suco de limão. Mexa bem essa mistura até que fique homogênea, em seguida, lave
bem as mãos, enxugue-as e aplique a mistura nas unhas à noite, sempre massageando. Deixe
essa mistura agir nas unhas durante uma semana. Ela estimula a renovação e o crescimento
saudável das unhas.

Para fortalecer os cabelos, você deve colocar em um recipiente: cinco colheres de sopa de óleo
de rícino, uma gema de ovo e duas colheres de sopa de rum. Misture bem esses ingredientes e
em seguida aplique a mistura nos cabelos, fazendo uma massagem suave. Deixe a mistura agir
nos seus cabelos durante 30 minutos e em seguida lave com água morna.

Para prevenir rugas, você deve passar um pouco de óleo de rícino em um chumaço de algodão
e aplicar no rosto todas as manhãs. Deixe o óleo agir na pele durante 30 minutos e, em
seguida, retire com um chá morno feito com flores de malva.

3.3.2 Mandioca

Manihot esculenta, conhecida como mandioca, macaxeira, aipim,


castelinha, uaipi, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-
pobre, mandioca-brava e mandioca-amarga, é uma planta da família
das Euphorbiaceae. Esta planta é nativa da América do Sul, no entanto está presente em
muitas regiões do mundo.

O seu consumo só pode ocorrer depois de uma etapa de cozimento que reduza o conteúdo de
HCN (cianeto de hidrogênio) para níveis muito baixos. Como o cianeto de hidrogénio é muito
volátil, a sua redução ocorre devido à temperatura de cozimento, o que ocasiona a evaporação
do composto.

É a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois do arroz e do milho, e é um dos
principais alimentos básicos no mundo em desenvolvimento, existindo na dieta básica de mais
de meio bilhão de [Link] para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como

30
seu maior produtor.

Maniva

Importancia da Mandioca
A mandioca, conhecida também como aipim, macaxeira ou maniva, é um tubérculo como a
batata, por exemplo, mas ela é uma boa fonte de fibras que pode ajudar a controlar os níveis de
glicemia e colesterol no sangue, ajudando por isso a evitar doenças, como diabetes, infarto e
derrame, por exemplo e também melhorar o transito intestinal.

Por conter boas quantidades de amido resistente, um tipo de carboidrato que não é digerido e
que também atua como fibras no organismo, a mandioca serve de alimento para as bactérias
benéficas do intestino, melhorando a digestão e ajudando a prevenir situações, como prisão de
ventre, gastrite ou câncer intestinal.

A mandioca é normalmente comercializada em feiras e supermercados, podendo ser usada na


forma cozida, como acompanhamento de ovos, carnes e saladas; como base no preparo de
sopas, bolos, pães, purês; ou na forma assada, como um aperitivo. Além disso, a mandioca,
também é usada na produção de alimentos, como tapioca, farinha de mandioca, sagu e beiju.
Os principais benefícios do consumo da mandioca para a saúde são:

Prevenir doenças cardiovasculares

A mandioca possui boas quantidades de fibras, compostos que reduzem a absorção de gordura
dos alimentos, ajudando a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, no sangue,
prevenindo doenças, como infarto, aterosclerose e derrame. Além disso, a mandioca também

31
contém potássio e magnésio, minerais que ajudam a eliminar o excesso de sódio pela urina e
promovem o relaxamento das artérias, prevenindo a pressão alta.

Melhorar a energia e disposição

Por conter alto teor de carboidratos, o aipim ajuda a melhorar a energia e disposição por
longos períodos do dia, sendo uma ótima opção especialmente para pessoas que praticam
atividades físicas ou que gastam muita energia durante o trabalho, como no caso de pedreiros,
carteiros, trabalhadores rurais e coletores de lixo.

Ajudar no controle da diabetes

A mandioca pode ajudar no controle da diabetes, porque contém fibras e amido resistente, que
ajudam a diminuir a velocidade de absorção do açúcar, promovendo o equilíbrio dos níveis de
glicose no sangue. Veja outros alimentos ricos em fibra que ajudam no controle da diabetes.

Promover a saúde da pele, cabelo e unhas

A mandioca é fonte de vitamina C, um nutriente que ajuda a aumentar a produção e absorção


de colágeno no organismo, melhorando a elasticidade da pele e do cabelo, além de fortalecer
as unhas.

Melhorar a digestão

O amido resistente, presente em boas quantidades na mandioca, equilibra a flora intestinal,


melhorando a digestão e ajudando na prevenção de situações, como gastrite e úlceras.

Fortalecer o sistema imunológico

Por conter vitamina C, vitamina A e carotenoides, compostos com potente ação antioxidante, a
mandioca ajuda a fortalecer as células do sistema imunológico contra infecções, promovendo a
prevenção de gripes, alergias e resfriados, por exemplo.

4. Familia Solanaceae

Solanaceae Juss., 1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo
das dicotiledóneas, com espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas,
simples e sem estípulas, pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição
taxonómica agrupa cerca de 98 géneros e mais de 2700 espécies,com grande diversidade
de hábito, morfologia e ecologia. Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando
presente em todos os continentes com excepção da Antártida, mas com centro de
diversidade na América do Sul e na América Central. Inclui espécies com grande valor
económico, como a batata (Solanum tuberosum), o tomate (Solanum lycopersicum), o

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tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e pimentões (Capsicum sp.)
e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura. Algumas espécies são
conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos psicotrópicos ou por serem
venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo usados em
biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Solanaceae Juss.,
1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales.[2] Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de
98 géneros e mais de 2700 espécies, com grande diversidade
de hábito, morfologia e ecologia. Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando
presente em todos os continentes com excepção da Antártida, mas com centro de
diversidade na América do Sul e na América Central. Inclui espécies com grande valor
económico, como a batata (Solanum tuberosum), o tomate (Solanum lycopersicum), o
tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e pimentões (Capsicum sp.)
e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura. Algumas espécies são
conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos psicotrópicos ou por serem
venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo usados em
biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Solanaceae Juss.,
1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de 98
géneros e mais de 2700 espécies, com grande diversidade de hábito, morfologia e ecologia.
Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os continentes
com excepção da Antártida, mas com centro de diversidade na América do Sul e na América
Central. Inclui espécies com grande valor económico, como a batata (Solanum tuberosum), o
tomate (Solanum lycopersicum), o tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e
pimentões (Capsicum sp.) e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura.
Algumas espécies são conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos
psicotrópicos ou por serem venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo
usados em biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Juss.,
1789, ou Solanáceas[ são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de 98
géneros e mais de 2700 espécies,[3] com grande diversidade de hábito, morfologia e ecologia.

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Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os continentes
com excepção da Antártida, mas com centro de diversidade na América do Sul e na América
Central. Inclui espécies com grande valor económico, como a batata (Solanum tuberosum), o
tomate (Solanum lycopersicum), o tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e
pimentões (Capsicum sp.) e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura.
Algumas espécies são conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos
psicotrópicos ou por serem venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo
usados em biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia.

4.1 Morfologia

Raiz e caule

As solanáceas são plantas herbáceas, subarbustos, arbustos, árvores ou lianas que podem
ser anuais, bienais ou perenes, erectas ou decumbentes. Numerosas espécies são dotadas
de tubérculos subterrâneos. Não apresentam laticíferos, nem látex ou seiva com coloração
acentuada. As plantas são frequentemente inodoras mas, em alguns casos são aromáticas ou
fétidas, particularmente as folhas. As raízes são diarcas, com quatro raízes
laterais enfileiradas.

Folhas

Podem presentar una agregação basal ou terminal de folhas ou podem não ter apresentar
qualquer destes tipos de filotaxia. As folhas são geralmente alternas ou alternadas a opostas
(ou seja, alternas na base da planta e opostas nas proximidades da inflorescência). As folhas
podem ser simples, alternas, lobadas ou partidas, sésseis ou pecioladas, glabras ou pilosas,
sem estípulas ou ainda pareadas ao tronco. Em geral as folhas são pecioladas ou sub-sésseis,
raramente sésseis. A lâmina foliar pode ser simples ou composta, neste último caso, podem
ser ternadas o pinatífidas. A consistência das folhas pode ser herbácea, coreácea, ou as folhas
podem estar transformadas em espinhos. A nervação das folhas é reticulada e estas não
apresentam meristema basal. A anatomia foliar mais comum é a presença de lâminas
geralmente dorsiventrais, sem cavidades secretoras. Os estomas estão em geral confinados a
uma das páginas das folhas, raramente ocorrendo em ambas as faces.

Flores

As flores são em geral vistosas, hermafroditas (bissexuais), embora existam espécies


monoicas, andromonoicas e dioicas (como por exemplo, algumas espécies dos

34
géneros Solanum e Symonanthus), aclamídeas ou diclamídeas, tetrâmeras, variando
de 1 a 20 cm de comprimento. A polinização é entomófila. As flores podem ser solitárias
(isoladas), aos pares, ou estar agregadas em inflorescências cimosas, terminais ou axilares,
por vezes reduzida a uma única flor. As flores são de tamanho intermédio, fragantes (como
no género Nicotiana), fétidas (como no género Anthocercis) ou inodoras. As flores
são actinomorfas ou levemente zigomorfas, raramente marcadamente zigomorfas (como por
exemplo, as flores com corola bilabiada do género Schizanthus). As irregularidade na
simetria pode dever-se ao androceu, ao perianto ou a ambas estas estruturas. As flores na
grande maioria dos casos apresentam um perianto diferenciado em cálice e corola (com 5
sépalas e 5 pétalas, respectivamente), um androceu com 5 estames e dois carpelos unidos,
formando um gineceu com ovário súpero, pelo que são em geral classificadas como
gamossépalas, pentâmeras e tetracíclicas, com prefloração valvar ou imbricada. Usualmente
apresentam um disco hipógino. O cálice é gamossépalo (já que as sépalas estão unidas entre
si formando um tubo), com os 5 (por vezes 4 ou 6) segmentos iguais entre si, pentalobulado,
com os lóbulos mais curtos que o tubo, persistente, sendo muito frequentemente acrescente.
Alguns géneros possuem cálice inflado quando persiste no fruto. A corola usualmente
apresenta 5 pétalas que também se encontram unidos entre si formando um tubo. A corola
pode ser campanulada, rotada, infundibuliforme ou tubular, actinomorfa ou
levemente zigomorfa, gamopétala, tubulosa, geralmente
pentâmera e plicada, com prefloração valvar, convoluta ou imbricada. Um disco
nectarífero está geralmente presente na base das pétalas.

O androceu apresenta 5 estames (raramente 2, 4 ou 6), livres entre si, opositissépalos (ou seja,
alternando com as pétalas), usualmente férteis ou, em alguns casos (como por exemplo
nas Salpiglossideae) com estaminódios. Neste último caso, podem apresentar um só
estaminódio (como no género Salpiglossis) ou 3 (como em Schizanthus). As anteras podem
ser coniventes, tocando-se no extremo superior e formando um anel, ou totalmente livres,
dorsifixas ou basifixas, bitecas, com deiscência poricida ou através de pequenas fissuras
longitudinais, rimosas ou poricidas. Devido às suas anteras poricidas, requerem polinização
por zumbido. O filamento dos estames pode ser filiforme ou aplanado. Os estames podem
estar inseridos no interior do tubo corolino ou exertos. A microsporogénese é simultânea, a
tétrada de microsporos é tetraédrica ou isobilateral. Os grãos de pólen são bicelulares no
momento da deiscência, usualmente aperturados e colpados.

35
O gineceu é bi-carpelar (raramente 3- ou 5-locular), de ovário súpero, com
dois lóculos (bilocular) ou falsamente plurilocular, com muitos óvulos em cada lóculo. Os
lóculos podem estar secundariamente divididos por falsos septos, como no caso dos membros
dos grupos Nicandreae e Datureae. O gineceu está situado em posição obliqua em relação ao
plano mediano da flor. Apresentam um único estilo um só estigma, este último simples ou
bilobado, em forma de escudo (peltado) ou de cabeça (capitado). Cada lóculo contém de 1 a
50 óvulos anátropos ou hemianátropos de placentação axilar. O desenvolvimento do saco
embrionário pode ser do tipo Polygonum ou do tipo Allium. Os núcleos polares do saco
embrionário fundem-se após a fertilização. Apresentam 3 antípodas, usualmente efémeras,
embora por vezes persistentes, como no caso do género Atropa.

Fruto

O fruto das solanáceas é geralmente bicarpelar, com uma cápsula septicida, em forma
de baga (como no caso de Solanum), de drupa ou de cápsula. As cápsulas são normalmente
septicidas ou, raramente, loculicidas ou valvares. Em diversos géneros de Solanaceae, o
número de sementes pode atingir até vinte por fruto, mas em alguns géneros pode atingir 100
sementes, ou até mais, por fruto.

As sementes são usualmente dotadas de endosperma, oleosas (raramente ricas em amidos),


sem tricomas conspícuos. A forma varia de linear, aplanada, discóide, globosa,
oblonga, elipsóide, reniforme até poliédrica. Sementes aladas com projecções lineares
distais ou circulares ocorrem em algumas
espécies. A testa da semente pode ser lisa, levemente estriada ou ornamentada variando
de reticulada, foveolada, estriada, rugosa, tuberculada a levemente pontuada, havendo
ainda combinações entre estes aspectos. O tamanho varia de 0,5 mm a 10 mm, com um
pouco mais de 15 mm em algumas espécies. Quanto à coloração, sempre em tons claros
de amarelo, vermelho, acastanhado, acastanhado ou nigrescente. Quando germina,
os cotilédones e a radícula são incumbentes e oblíquos. O embrião, que pode ser recto a
curvo, apresentando sempre dois cotilédones.

4.2 Distribuição
A pesar da distribuição natural das solanáceas abranger todos os continentes, com excepção
da Antárctida, a maior riqueza de espécies encontra-se na América Central e América do Sul,
regiões que corresponde ao centro de diversidade da maior parte dos grupos taxonómicos que

36
integram a ordem Solanales. Plantas com interesse económico como a batata, o tomate ou o
tabaco todas têm origem nesta região.

Outros dos centros de diversidade secundários incluem grandes regiões da Austrália e


de África.

As solanáceas podem ocupar uma grande variedade de ecossistemas, desde os desertos atá
aos bosques tropicais e, frequentemente, ocorrem também entre a vegetação secundária que
coloniza áreas perturbadas, assumindo com frequência comportamento ruderal que, no limite,
pode levar a que em alguns ambiente sejam espécies invasoras.

4.3 Filogenia e Taxonomia


A família Solanaceae apresenta grande complexidade taxonómica, estando subdividida em
subfamílias e tribos. Os sistemas de classificação mais recentes dividem a família Solanaceae
nas subfamílias: (1) Schizanthoideae; (2) Goetzeoideae; (3) Duckeodendroideae;
(4) Cestroideae (ou Browallioideae); (5) Schwenkioideae; (6) Petunioideae;
(7) Nicotianoideae; (8) Benthamielleae; e (9) Solanoideae.

O agrupamento de Petunioideae, Solanoideae e Nicotianoideae é bem suportado devido às


suas similaridades morfológicas e filogenéticas, [14] no entanto é possível construir uma árvore
filogenética em que logo abaixo do clado que inclui Solanoideae e Nicotianoideae ocorre
uma politomia de Petunioideae, Cestroideae e Schwenkioideae.[15] Nesse caso, o
[14]
género Schwenkia é considerado o grupo irmão do clado. Também foram obtidos dados
que permitem esclarecer as relações filogenéticas que aproximam Solanaceae e Schizanthus.
Esse grupo, por sua vez, permanece fortemente associado a Nicandra. Dessa
forma, Schwenkia está fracamente ligado à subfamília Cestroideae.

Um clado constituído pela subfamília Goetzioideae inclui o género Duckeodendron como


grupo irmão, mesmo que com pouco suporte. De acordo com estudos
recentes Schizanthoideae inclui Goetzioideae e Duckeodendron, que por sua vez incluem
Cestroideae e Benthamiella. Entretanto, as relações melhor suportadas são entre Petunioideae
e Nicotianoideae, pois não se sabe se o género Benthamiella deve ser incluído. Em outras
árvores filogenéticas, Schwenkioideae é apresentado como grupo irmão da família, na qual
são incluídas apenas as subfamílias Nicotianoideae e Solanoideae.

37
Com base nos estudos mais recentes de sistemática molecular da família, a seguinte lista
apresenta uma sinopse taxonómica completa das solanáceas, incluindo subfamílias, tribos e
géneros:

Subfamília Cestroideae (sin. de Browallioideae)

Subfamília caracterizada pela presença de fibras pericíclicas, androceu com 4 ou 5 estames,


frequentemente didínamos. Os números cromossómicos básicos são muito variáveis, desde
x=7 até x=13. A subfamília compreende 8 géneros (divididos em 3 tribos) e
aproximadamente 195 espécies distribuídas nas Américas. O género Cestrum é o mais
importante no que respeita ao número de espécies, já que inclui 175 das 195 espécies da
subfamília. A tribo Cestreae apresenta a particularidade de incluir táxons com cromossomas
longos (de 7,21 a 11,51 µm de comprimento), quando o resto da família, em geral, apresenta
cromossomas curtos (como por exemplo 1,5 a 3,52 µm de comprimento em Nicotianoideae).
Subfamília Goetzeoideae

Subfamília caracterizada por apresentar fruto em drupa e sementes com embriões curvos com
cotilédones grandes e carnosos. O número cromossómico básico é x=13. Inclui 4 géneros e 5
espécies que se distribuem pelas Grandes Antilhas. Com base em dados moleculares, alguns
autores incluem dentro desta subfamília os géneros
monotípicos Tsoala Bosser & D'Arcy (1992), endémico de Madagáscar, e Metternichia do
sudeste do Brasil. Goetzeaceae Airy Shaw é considerado um sinónimo taxonómico desta
subfamília.
Subfamília Petunioideae

A sistemática molecular indica que Petunioideae é o clado irmão das subfamílias com
número cromossómico x=12 (Solanoideae e Nicotianoideae). As espécies desta subfamília
apresentam calisteginas, um alcaloide do tipo dos tropanos. O androceu é formado por 4
estames (raramente 5), usualmente de dois comprimentos diferentes. Os números
cromossómicos básicos nesta subfamília podem ser x=7, 8, 9 e 11. Compreende 13 géneros e
cerca de 160 espécies, distribuídas pela América Central e pela América do Sul. Com base
em dados moleculares, alguns autores consideram que os géneros oriundos
da Patagónia Benthamiella, Combera e Pantacantha formam um clado com categoria de tribo
(Benthamielleae) que se integrar na subfamília Goetzeoideae.

38
Subfamília Schizanthoideae

Agrupa plantas herbáceas anuais ou bianuais, com alcaloides tropanos, sem fibras
pericíclicas, com pelos e grãos de pólen característicos. As flores são zigomorfas. O androceu
apresenta 2 estames e 3 estaminódios, a deiscência das anteras é explosiva. O embrião é
curvo. O número cromossómico básico é x=10. Schizanthus é um género bastante atípico
dentro das solanáceas, pelas flores fortemente zigomorfas e pelo número cromossómico
básico. Os dados morfológicos e moleculares indicam que Schizanthus é um género irmão
das restantes solanáceas e que divergiu muito cedo do resto da família, provavelmente
no Cretáceo tardio ou no Terciário inferior, há cerca de 50 milhões de anos. A grande
diversificação nos tipos de flores em Schizanthus resultou da adaptação das espécies deste
género aos diferentes grupos de polinizadores existentes nos ecossistemas mediterrâneo,
alpino de altura e desértico do Chile e áreas adjacentes da Argentina.

Subfamília Schwenckioideae

Inclui herbáceas anuais, com fibras pericíclicas, flores zigomorfas, androceu com 4 estames,
didínamos ou com 3 estaminódios, o embrião recto e curto. O número cromossómico básico é
x=12. Inclui 4 géneros e cerca de 30 espécies distribuídas pela América do Sul.
Subfamília Nicotianoideae

 Tribo Anthocercideae [Link] (1838). Esta tribo é endémica da Austrália e compreende 31


espécies distribuídas por 7 géneros. A sistemática molecular da tribo indica que que o
agrupamento é o grupo irmão de
Nicotiana, queosgéneros Anthocercis, Anthotroche, Grammosolen e Symonanthus são m
onofiléticos, enquanto que Cyphanthera e Duboisia não o são (Crenidium é monotípico).
Foi possível também inferir que alguns caracteres são derivados dentro da tribo, tais
como os estames uniloculares, com opérculos semicirculares, flores ebracteoladas, e
frutos em baga.

4.4 Principais espécies da família Solanaceae

4.4.1 Batata rena

A Solanum tuberosum, comummente conhecida como batata, é uma planta


perene da família das solanáceas e pertencente ao tipo fisionómico dos terófitos. A planta

39
adulta, conhecida como batateira, tem geralmente entre sessenta a cem centímetros de altura,
possui flores e frutos e produz um tubérculo comestível rico em amido.

A espécie teve origem na Cordilheira dos Andes, próximo ao Lago Titicaca, e foi levada a
outras regiões do mundo por colonizadores europeus. Atualmente são cultivadas milhares de
variedades da espécie em todos os continentes e está inserida como um alimento fundamental
na cultura mundial. A relação da batata com a batata-doce é bem pequena porque os vegetais
não compartilham do mesmo gênero ou família, fazendo parte apenas da mesma ordem.

Nomes comuns

Além de «batata», este cultivar é ainda conhecido regionalmente


como semilha,na Madeira; pataca, na Galiza, rena,em Angola.

A batata (Solanum tuberosum) é uma planta herbácea que pode atingir mais de 100
centímetros de altura e produz um tubérculo - a batata - rico em amido. A batata pertence à
família das solanáceas, e partilha o género Solanum com pelo menos outras mil espécies,
como o tomate e a beringela.

Descricao

Esta espécie divide-se em somente duas subespécies levemente diferentes: andigena, que é
adaptada às condições de dia curto e é cultivada somente nos Andes, e tuberosum, a batata
que é cultivada por todo o mundo, que acredita-se ser descendente da introdução da
subespécie andigena na Europa, que se adaptou aos dias mais longos.

Raízes e o caule

As plantas originadas a partir de tubérculos, por surgirem de gemas e não de sementes,


carecem de radículas; as raízes originam-se a partir de gemas subterrâneas e surgem entre o
tubérculo-semente e a superfície do [Link] isso, o tubérculo deve ser plantado a uma
profundidade adequada que permita a formação de raízes e rizomas. A partir dos primeiros
estágios de desenvolvimento até ao momento que começa a formação de tubérculos, as raízes
apresentam um rápido crescimento. O sistema radicular é fibroso, ramificado e estende-se
mais superficialmente, podendo penetrar até 80 centímetros de profundidade.

40
O sistema caulinar é composto por rizomas e talos. Os rizomas, que correspondem a talos
modificados, nascem alternadamente na base dos talos e apresentam um crescimento
horizontal pouco abaixo da superfície do solo. Cada rizoma engrossa na sua extremidade,
originando um tubérculo.

Os talos, que se originam a partir de gemas presentes no tubérculo-semente, são herbáceos e


suculentos, podendo chegar a um metro de altura, de coloração verde e, mais raramente, uma
coloração púrpura. Após o plantio, o surgimento dos talos acima da superfície do solo pode
levar de 20 a 35 dias, dependendo das condições ambientais. Cada planta tem de dois a quatro
talos que podem, por sua vez, originar ramificações secundárias nas gemas laterais da planta.
Cada talo geralmente produz de quatro a oito rizomas. Na etapa final do desenvolvimento da
planta, o talo pode-se tornar lenhoso junto à base.
Folhas, flores e frutos

Logo que o caule emerge do solo, ocorre um rápido crescimento inicial da folhagem. As
folhas são alternadas e compostas, exceto as mais baixas que podem ser simples. As folhas
compostas são alternadas, apresentando cinco, sete ou nove folíolos, os quais se classificam
em primário ou secundário, de acordo com seu tamanho. Além destes, existem folíolos muito
pequenos chamados de terciários que aparecem dispostos em pares sobre o pecíolo da folha.
As folhas compostas, que podem apresentar uma variedade de formas e tamanhos, medem
geralmente de 20 a 30 centímetros de comprimento. Os folículos são pilosos, assim como as
outras estruturas das plantas.
As flores, que podem ser brancas, púrpuras ou rosadas possuem um tamanho médio de cerca
de dois centímetros de diâmetro e são pentâmeras, ou seja, possuem cinco pétalas.
Possuem cálice gamossépalo, corola completa, ovário bilocular, estilo e estigma simples e
cinco estames. As flores são autógamas e se encontram agrupadas em ramos terminais que
formam uma inflorescência panícula. Em cada caule existe somente uma inflorescência, que
apresenta de cinco a quinze flores. Alguns cultivares não florescem enquanto outros
produzem flores estéreis.

O fruto da planta da batata corresponde a uma baga que pode apresentar formato redondo,
alargado, ovalado ou cónico. Geralmente têm um diâmetro que orça entre um e três
centímetros e a cor pode variar entre verde e amarelado, ou de castanho avermelhado a
violeta. As bagas apresentam dois lóculos que podem ter entre duzentas e quatrocentas
sementes. As bagas se encontram agrupadas nos ramos terminais, os quais vão se inclinando

41
progressivamente à medida que os frutos crescem. As sementes são muito pequenas e
aplainadas e podem ser brancas, amarelas ou castanho amarelada.

Batata rena

Importancia Medicinal da Batata rena

Conheça 4 dos muitos benefícios da batata rena:

Boa para o cérebro

A batata é fonte de aminoácidos e vitamina B, super importantes para o bom funcionamento


do sistema nervoso. Além disso, a batata também é rica em carboidratos e, por isso, produz a
energia necessária para o cérebro trabalhar. A glicose encontrada nela é importante também
para manter a quantidade de oxigênio no sangue.

Ajuda a evitar pressão alta

Um dos minerais presentes na batata é o potássio, que ajuda a balancear o efeito do sódio, um
grande causador da hipertensão. Evitar a pressão alta é muito importante, pois ela pode trazer
graves complicações para a saúde, como AVC, doença renal crônica e infarto agudo do
miocárdio.

Boa para os rins

A batata rena contém magnésio e o magnésio é um mineral que mantém o bom


funcionamento dos rins, impedindo que os cálculos surjam. O magnésio inibe a acção do
cálcio no organismo, principal agente formador das pedras nos rins. As batatas também têm
amido, fósforo, vitaminas B e vitamina C, substâncias que ajudam a fortalecer e purificar os
rins.

4.4.2 Tomate

42
O tomate é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). Da sua família, fazem
também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, que integram a família das
Solanáceas[2], além de algumas espécies não comestíveis. A palavra portuguesa tomate vem
do castelhano tomate, derivada do náuatle (língua asteca) tomatl. Esta apareceu pela primeira
vez na imprensa em 1595.

Caracteristicas

O tomateiro é uma planta espermatófita, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto,


uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando
o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação.

O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.

Valores nutricionais

O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico


em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo
A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido
fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente,


catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva
no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado
eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.

De 1986 a 1998, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou os hábitos de 50


000 homens. Segundo os resultados da pesquisa, os homens que consumiam molho de tomate
duas vezes por semana tiveram 23 por cento menos incidência de câncer do que outros. A
pesquisa concluiu, ainda, que os benefícios podem ser maiores caso o tomate seja cozido,
acompanhando um pouco de azeite.

4.4.3 Biringela

43
A berinjela ou beringela é o fruto da planta Solanum melongena,
uma solanaceae arbustiva, anual, originária da Índia, considerada de fácil cultivo
nos trópicos, e que pertence à mesma família do pimentão. É sensível ao frio, às geadas e ao
excesso de chuva na altura da floração. A época de sementeira sob abrigo, no hemisfério
norte, é de janeiro a março. A de plantação, de meados de março (ou após as últimas geadas)
a julho. A época de sementeira directa é em março e abril. Em regiões de clima quente, o ano
todo.

Importancia Medicinal

A eficácia da berinjela no tratamento de hipercolesterolemia e no controle do colesterol é


controversa. Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu - São
Paulo teria mostrado que a berinjela pode reduzir até 30% as taxas do colesterol em
coelhos. Os mesmos resultados em coelhos não foram observados em outros animais de
experimentação. A administração de berinjela a ratos não provocou redução do colesterol.

Em pacientes humanos, foi observado que algumas pessoas reduzem expressivamente seu
colesterol plasmático com a ingestão do suco de berinjela, enquanto outras não apresentam a
mesma resposta. Um estudo clínico do Instituto do Coração de São Paulo não confirmou tais
resultados; o trabalho publicado afirma que a berinjela não deve ser encarada como substituto
de estatina. A berinjela necessita de maiores estudos e esclarecimentos sobre o eventual efeito
em humanos.

Ainda não se sabe qual o princípio ativo responsável pela redução das taxas de colesterol,
mas os cientistas suspeitam de um alcaloide existente na berinjela.

Por ser essa fruta rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo,
ferro, potássio, magnésio) e alcaloides, que atuam diminuindo a pressão sanguínea,
prevenindo a arterosclerose, os naturalistas recomendam o seu consumo para prevenir alguns
males referentes ao fluxo sanguíneo.

Também é recomendada nos casos de artrite, apresentando bons resultados na gota e


no reumatismo, bem como na diabetes e nas inflamações da pele em geral.

É também muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de
desnutrição, indigestão e prisão de ventre. O consumo da berinjela está também indicado para
problemas do fígado e do estômago.

44
Para efeito medicinal, também pode ser usada cortada em pedacinhos com casca e colocado
em um vasilhame de água na geladeira e beber 200 ml três vezes ao dia (nos casos de crise:
diabete alta, hipertensão) e para manutenção diminuir a dose. Não deve ser usada com
frequência, para que não haja hipoglicemia ou outros problemas de saúde. Usar 15 dias e
descansar uma semana e continuar se precisar após os exames. Não deve ser usado para perda
de peso, pois se a pessoa não tiver nenhum desses problemas de saúde como diabetes,
hipertensão e outros, pode ser danoso para a mesma, podendo causar, inclusive, baixa
da hemoglobina, causando anemia.

5. Familia Malvaceae
Malvaceae é uma família de angiospermas que possui aproximadamente 765 espécies
divididas em nove subfamílias, sendo encontrada por todos os estados brasileiros. É uma
família pertencente à ordem Malvales, se localizando dentro do clado das Rosídeas. Essa
família inclui plantas ornamentais, como os hibiscos (Hibiscus) e as paineiras (Ceiba);
plantas alimentícias, como o cacau (Theobroma cacao); e plantas que fornecem madeira,
como o pau de balsa (Ochroma pyramidale).

5.1 Morfologia
Malvaceae Juss é uma família formada por plantas herbáceas, subarbustos, árvores ou lianas,
que podem viver em substratos aquáticos, terrestres, hemiepífita e rupícola que possuem
canais de mucilagem e pelos geralmente com escamas peltadas.
Folha

A maioria das plantas desta família apresenta folhas alternas, espiraladas ou dísticas, simples
(palmadas ou lobadas) ou compostas (palmadas) e em sua maioria, com bordas serrilhadas e
dentes malvoides. Também apresentam estípulas e venação palmada. As lâminas foliares das
Malvaceae são dorsiventrais, podendo ser em algumas mais raramente bifacial. A epiderme
das folhas pode ou não apresentar mucilagem; há presença de estômatos em ambas as
superfícies da folha.

Flor

As flores desta família podem ser solitárias (grandes ou pequenas; regulares ou irregulares)
ou unidas, formando uma inflorescência (cimosa ou racemosa) axilar que são vistosas,
actinomorfas, bissexuadas ou às vezes, unissexuadas e diclamídeas. A inflorescência em
Malvaceae possui unidades bicolor, que são caracterizadas por possuírem uma flor terminal
com três brácteas. O perianto é heteroclamídeo (cálice e corola diferenciados) com a corola

45
podendo ser gamo ou dialipétala, pentâmera com plefloração imbricada e o cálice pentâmero,
possuindo epicálice (invólucro de brácteas que representa uma unidade bicolor). Não há
formação de hipanto livre e as flores são cíclicas. As flores também são hermafroditas em sua
maioria, podendo algumas espécies ter flores dioicas (raramente). Na parte masculina da flor
(androceu), pode-se dizer que os estames estão presentes em grande quantidade, podendo ser
livres ou unidos e às vezes formar uma coluna estaminar envolvendo o gineceu, como é o
caso que acontece nos Hibiscos. As anteras em Malvaceae apresentam estruturas, na maioria
das espécies, rimosas. Na parte feminina da flor (gineceu) o ovário é súpero, geralmente
sincárpico contendo de um a muitos óvulos em cada lóculo presente, com a placentação axial.
O estigma, como é o caso dos Hibiscos, pode ser ramificado. Os carpelos são geralmente
opostos à corola, podendo ser opostos ao cálice, como em Hibiscus, Sterculia e
Fremontodendron. Quando há três carpelo na flor, o membro mediano pode ser tanto adaxial
quanto abaxial. A reprodução nesta família ocorre através da polinização entomófila, ou seja,
polinização efetuada pelos insetos. Os nectários são feitos de tapetes de pelos glandulares
multicelulares e são encontrados no centro do cálice, tendo a corola fundida na base,
deixando um espaço por onde o polinizador pode entrar no nectário.

Malvas

Fruto

Os frutos em Malvaceae podem ser caracterizados como dos tipos: baga, drupa, cápsula,
esquizocarpo e sâmara.

46
5.2 Taxonomia
A família Malvaceae Juss é considerada um grupo monofilético que pertence à ordem
denominada como Malvales. A ordem Malvales é um grupo monofilético sendo caracterizado
pela presença de floema estratificado com fibras, sépalas conatas, canais de mucilagem, pelos
estrelados e dentes foliares (tipo malvoide), além de ácidos graxos ciclopropenoides. Esta
ordem apresenta 10 famílias, dentro dessas a Malvaceae, e aproximadamente 3.560 espécies.
Com base em análises filogenéticas de sequências de DNA se encontram dentro do clado
Malvídeas (Eurosídeas II).

5.3 Filogenia
A família Malvaceae, de acordo com o sistema APG (Angiosperm Phylogeny Group),
engloba representantes das famílias Bombacaceae, Sterculiaceae, Tiliaceae e Malvaceae,
apresentando 70 gêneros, aproximadamente 765 espécies, 3 subespécies e 9 subfamílias, estas
que são: Byttnerioideae (apresenta a maioria dos gêneros de
Sterculiaceae), Bombacoideae (inclui os gêneros da família
Bombacaceae), Brownlowioideae (apresenta alguns gêneros de
Tiliaceae), Dombeyoideae (também inclui gêneros da família Sterculiaceae), Grewioideae
(inclui a maioria dos gêneros de Tiliaceae), Helicteroideae, Malvoideae (apresenta gêneros da
família Malvaceae), Sterculioideae (inclui alguns gêneros da família
Sterculiaceae), Tilioideae (apresenta um único gênero de Tiliaceae). As famílias
Bombacaceae, Sterculiaceae e Tiliaceae não são monofiléticas, sendo esta divisão
inconsistente. Uma sinapomorfia da família Malvaceae é a presença de tecidos nectaríferos
que possuem tricomas glandulares que se localizam na região interna da base do cálice ou em
alguns casos, na corola ou nos estames, além da venação das folhas palmadas e a estrutura da
inflorescência (unidades bicolor), estas características que englobam as 09 subfamílias desta
família, como mostrado na árvore filogenética abaixo.

Subfamílias

 . Malvoideae

As plantas desta subfamília apresentam pólen espinhoso e coluna estaminal com cinco
dentes. Alguns gêneros apresentam estilete apical ramificado; esquizocarpo; perda dos dentes
da coluna estaminal e 01 ou 02 óvulos por carpelo.

47
 Bombacoideae

Plantas com folhas compostas, pólen com estrutura triangular achatada.

 Helicteroideae

Presença de androginóforo e sementes aladas.

 Brownlowioideae

Anteras basais dilatadas com sacos polínicos apicalmente contíguos e cálice fusionado.

 Dombeyoideae

Nesta subfamília o pólen apresenta aspecto espinhoso.

 Tilioideae

As plantas nesta subfamília apresenta estaminódios opostos à pétalas e cotilédones dobrados.


Algumas espécies apresentam folhas siliciosas, pecíolos anulares, com ramos medulares de
floema invertidos.

 Sterculioideae

Subfamília que possui alguns organismos unissexuais; há perda das pétalas, carpelos que se
separam durante o desenvolvimento e androginóforo.

 Byttnerioideae

Plantas com número de estames reduzidos, estaminódios opostos à sépala e pétalas basais
largas com formato incomum.

 Grewioideae

Plantas que não apresentam fusão do cálice, apresentam estames internos estéreis, folhas das
inflorescências opostas, frutos carnudos ou espinhosos e semente alada.

5.4 Importancia
As espécies pertencentes a esta família apresentam alguma relevância a nível ornamental,
podendo ser utilizadas em parques e jardins, apesar de alguns dos seus membros poderem
tornar-se espécies invasoras. A madeira de algumas espécies é muito apreciada, apesar de não
ser amplamente comercializada.

48
Esta família também possui espécies que podem ser utilizados para a produção de alimentos,
como por exemplo diversos frutos e raízes comestíveis, e bebidas, como por exemplo o cacao
(utilizado na produção de chocolate). O óleo produzido como produto secundário, por alguns
elementos desta família, pode ser utilizado.

Outros membros desta família são fontes de fibras naturais, como por exemplo o algodão
(obtido a partir das fibras que envolvem as sementes), podem também ser utilizados na
realização de tratamentos em medicina alternativa, sendo que vários componentes dessas
plantas podem ser utilizados nessa função.

Alguns dos membros desta família são analgésicos ou antinflamatórios, sendo por isso,
utilizados com regularidade para tratar febres, doenças cardíacas, asma (ou outras doenças
respiratórias), ou ainda para neutralizar venenos (como venenos de cobra).

6. Familia Caricaceae ou Papayaceae


Do latim, caricus, adjectivo feminino daquilo que é natural da Cária, Ásia Menor, tem como
autoridade descritiva Barthélemy Charles Joseph Dumortier (1829), cuja abreviatura padrão é
Dumort. Possui como representante o mamão (Carica papaya L.), espécie de maior
importância econômica na família Caricaceae.

6.1 Taxonomia
Caricaceae (por vezes Papayaceae) é uma família de plantas com flor, pertencente à
ordem Brassicales, que reúne 6 géneros e cerca de 35 espécies, entre as quais algumas com
grande importância económica, entre as quais Carica papaya (a papaia). A família tem
origem nas regiões tropicais da América Central, Antilhas, América do Sul e África, mas
algumas das suas espécies, nomeadamente a papaia (Carica papaya) e
o babaco (Vasconcellea × heilbornii), são cultivadas em regiões tropicais e subtropicais de
todo o mundo.

6.2 Morfologia
A família Caricaceae, por vezes também designada por Papayaceae, a que pertence a papaia,
é composta por dicotiledóneas arbustivas ou arborescentes, 3–10 m de
altura, perenes, laticíferas, com caules simples ou ramificados, brandos ou

49
carnosos, paquicaules ou algo suculentos devido à presença do látex. As plantas são
geralmente dioicas, raramente monoicas ou polígamas, de vida curta.

Uma espécie, Vasconcellea horovitziana, é uma liana e as três espécies do


género Jarilla são plantas herbáceas. Várias espécies produzem frutos comestíveis e são uma
importante fonte de papaína.

As espécies apresentam folhas de formas muito diversas, ainda que sejam geralmente
alternas, inteiras, simples, pinatilobadas até pinatífidas ou palmatilobadas a palmatifidas, ou
compostas lobadas e digitadas. As folhas apresentam-se sem estípulas.

As inflorescências são axilares e apresentam-se normalmente em panículas com a forma


de rácimos, embora por vezes as flores sejam solitárias. As flores 5-meras, com
cada cálice composto por cinco sépalas, 5-lobado ou 5-dentado, raras vezes quase inteiro.
A corola é tubulosa, com cinco pétalas, com tubo largo nas flores masculinas e com tubo
curto, ou mesmo inconspícuo, nas flores femininas. Os estames são 10, inseridos em duas
séries na parte superior do tubo da corola, anteras 2-loculares abrindo longitudinalmente. O
ovário é súpero, de inserção larga, 1-locular com 5 placentas parietais ou incompletamente 5-
locular devido ao forte desenvolvimento das placentas, óvulos quase sempre numerosos,
estilo ausente ou inconspícuo, estigma inteiro ou lobado ou repetidamente ramificado.

O fruto é uma baga, com sementes abundantes, com endosperma oleoso e envoltura externa
carnosa (sarcotesta).

6.3 Relações filogenéticas


Dentro da ordem Brassicales as famílias Caricaceae e Moringaceae são grupos irmãos. A
família Caricaceae evoluiu em África durante o Plioceno em florestas tropicais. O único
gênero africado de Caricaceae é Cylicomorpha que apresenta duas espécies, [Link] e C.
parvifl que compartilham um ancestral comum no Plioceno, árvores grandes que geralmente
crescem juntas.

A divergência entre as espécies africanas e as espécies americanas ocorreu no Eoceno há


cerca de 35 (28,1–43,1) milhões de anos, após a separação dos continentes. A hipótese de
dispersão de sementes das Cylicomorpha africanas para a América sugere que ilhas flutuantes
podem ter transportado as sementes pressas à vegetação flutuante por meio de correntes
oceânicas do oeste africano até a América Central. As Caricaceae chegaram à América do Sul

50
a partir da América Central após a formação do Istmo do Panamá há cerca de 23-25 milhões
de anos.

A espécie Carica papaya, cuja importância econômica é mundial, foi domesticado


provavelmente pelos maias na América Central, apesar de não existir nenhuma evidência
arqueológica ou paleontológica desta domesticação.

Os parentes mais próximos de [Link] são os gêneros Jarilla e Horovitzia. A semelhança


morfológica que reforça a domesticação pelos maias é o ovário unilocular presente em todas
essas espécies desses gênero, enquanto as demais Caricaceae apresentam ovários 5-loculares.

6.4 Distribuicao geográfica


A família Caricaceae apresenta uma distribuição natural disjunta, com as espécies que a
integram predominantemente a ocorrerem na América Central e na América do Sul, na região
conhecida por Neotrópico, com apenas duas espécies a ocorrerem na África (ambas do
género Cylicomorpha).

Estudos de filogenia molecular realizados em 2012 sobre todas as espécies da família


levaram a uma profunda revisão da circunscrição taxonómica dos géneros que a integram.
Em consequência dessa reorganização, o género Carica que antes agrupava a maioria das
espécies passou a ser considerado monotípico, reduzido à espécie Carica papaya.

A família Caricaceae inclui 6 géneros e 34-35 espécies:

 Carica L. — com apenas uma espécie:


o Carica papaya L.;
 Cylicomorpha Urb. — que agrupa as duas espécies africanas da família;
 Horovitzia Badillo — inclui apenas uma espécie;
o Horovitzia cnidoscoloides (Lorence & Torres) Badillo — endemismo do estado
de Oaxaca (México);
 Jacaratia [Link]. — com 7-8 espécies, com distribuição natural do México, da América
Central e norte do Brasil;
 Jarilla Rusby — com 3 géneros distribuídos do México à Guatemala;
 Vasconcellea [Link].-Hil. — as 20-21 espécies têm distribuição neotropical, com maior
diversidade no noroeste dos Andes.

51
6.5 Importância económica da família Caricaceae
A espécie mais conhecida é a papaia, planta que apresenta folhas num penacho terminal e
frutos de tipo baga, as papaias, até 10 kg, de sabor muito apreciado. O látex destas plantas é
rico em papaína, um enzima de grande utilidade. Das folhas foram isolados
diversos alcaloides do tipo carpaína.

6.6 Principal espécie da família Caricaceae

6.6.1 Papaia

Carica papaya L. é uma espécie de fruteira tropical que produz os frutos conhecidos pelos
nomes comerciais de papaia ou ababaia (de papaya, da língua caribe via
espanhol),ou mamão. Carica papaya é, na actual circunscrição taxonómica do
género Carica, a única espécie deste género monotípico, embora a família Caricaceae inclua
várias espécies similares, algumas da quais produzindo frutos conhecidos pelos mesmos
nomes comuns ou nomes similares. A espécie é nativa das regiões tropicais das Américas,
provavelmente da região sul do México e regiões adjacentes da América Central Terá sido
inicialmente cultivada no sul do México vários séculos antes da emergência das civilizações
clássicas mesoamericanas.

Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores da espécie Carica


papaya. Em Angola utilizam-se os termos mamão ou mamoeiro para identificar as variedades
com fruto mais arredondado, designado-se por papaia ou papaeira aquelas que produzem o
fruto mais alongado e mais adocicado. São bagas ovaladas, com casca macia e amarela ou
esverdeada. A sua polpa é de uma cor laranja forte, doce e macia. Há uma cavidade central
preenchida com sementes negras e rugosas, envolvidas por um arilo transparente.

Os mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos. Antes da maturação, a sua casca
apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo. Este látex contém
substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de
carnes. Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos
para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.

52
Importância farmacológicas

A Carica papaya Linn é uma planta conhecida e utilizada mundialmente tanto para
alimentação quanto para tratamento de enfermidades, haja visto que possui tanto
propriedades nutricionais quanto terapêuticas. No que se refere à alimentação, o fruto é a
parte mais utilizada para o preparo de alimentos ou para o seu consumo in natura. Enquanto
que para a abordagem terapêutica vários componentes do mamoeiro podem ser utilizados,
como o caule, o látex, as flores, as sementes, a raiz e as folhas da árvore.

Algumas aplicações terapêuticas populares se referem ao tratamento de enfermidades como


doenças gastrointestinais, a exemplo da úlcera, por meio da ingestão do suco de frutas, que
contém papaína, uma protease digestiva; feridas, com o uso do cataplasma de folhas frescas;
reumatismo, através da ingestão da raiz fresca com álcool de cana ou da massagem com esse
extrato para aliviar os sintomas dessa doença; tosse, bronquite, asma e resfriados, por
intermédio da decocção de flores, ingerida por via oral; asma e diabetes, por meio da ingestão
de algumas gotas do látex fervido em água, além de ser usado como vermífugo, utilizando-se
as sementes secas e moídas na forma de chá, pelo fato das sementes possuírem benzil
isotiocianato, um composto bactericida e fungicida.

Algumas dessas aplicações possuem eficácia científica comprovada, enquanto outras ainda
não. Contudo, sua utilização continua sendo amplamente empregada para tratar diversas
doenças por distintas populações ao redor do mundo, especialmente por comunidades
tradicionais presentes, sobretudo, em países em desenvolvimento.

53
Extrato da folha de Carica papaya

A folha da Carica papaya, por exemplo, é uma das partes dessa planta que possui
aplicabilidade terapêutica cientificamente comprovada por possuir propriedades medicinais
como atividade antibacteriana, antiviral, antitumoral, hipoglicêmica e anti-inflamatória,
devido à presença de substâncias químicas como alcaloides, saponinas, taninos, flavonoides e
glicosídeos, sugeridas por investigação fitoquímica.

Fruto da Carica papaya

O fruto do mamoeiro, o mamão é rico em aminoácidos, proteínas, carboidratos, fibras,


vitamina C e outros nutrientes. Além disso, ele produz o chamado “látex branco”, que contém
uma enzima proteolítica, a papaína. A papaína apresenta um papel importante na
patofisiologia de diversas doenças, desenvolvimento de medicamentos e usos industriais,
como, por exemplo, amaciantes de carne e preparações farmacêuticas. Essa enzima é uma
protease composta de 212 resíduos de aminoácidos, tendo sua atividade ótima em um pH de 6
a 7, sendo uma única cadeia polipeptídica com três pontes dissulfeto e um grupo sulfidrila,
responsáveis pela sua atividade catalítica.

Aplicações nutricionais

O fruto da árvore, o mamão, possui três principais aplicabilidades no contexto alimentício:


suplemento nutricional, aperitivo e lanche. Ele é considerado um suplemento
nutricional por vez que possui moléculas importantes para a manutenção homeostática do
organismo, como antioxidantes, vitaminas B, ácido fólico, ácido pantotênico, potássio,
magnésio e fibras. A vitaminas B, por exemplo, em sua grande variedade, são relacionadas ao
funcionamento de diversas funções fundamentais para a vida como a função cerebral,
produção energética, síntese e reparo de DNA e RNA, reações de metilação e síntese de
diversos neurotransmissores e moléculas sinalizadoras. No contexto de aperitivo, duas

54
principais moléculas estão relacionadas a ativação do paladar: o linalol e o benzaldeído. O
linalol está comumente relacionado a um sabor floral-adocicado nos alimentos, enquanto o
benzaldeído, após uma série de transformações, gera álcool benzílico, sendo esses produtos
do benzaldeído associados a uma gama de sabores no mamão.

Além disso, a produção de nutracêuticos é uma área relevante no uso das folhas de
mamoeiro. Os nutracêuticos são produtos farmacêuticos, suplementos nutricionais, que
contém em sua composição compostos bioativos extraídos dos alimentos. Eles vêm sendo
relacionados ao controle de diversas desordens metabólicas, como obesidade, doenças
cardiovasculares, câncer, osteoporose, artrite, diabetes e outros. Esses produtos são
manufaturados principalmente na Ásia, especialmente na Índia, em forma de comprimidos
contendo o extrato das folhas de mamoeiro, por exemplo.

Aplicações cosméticas

Na área cosmética, as sementes e folhas de mamão são substratos para a produção de tinta de
cabelo e máscaras faciais, respectivamente. As sementes do vegetal, que contém alcaloides,
flavonoides e saponinas, por exemplo, foram avaliadas dentro de uma formulação de tinta de
cabelo quanto a homogeneidade, consistência, segurança e efetividade, demonstrando
resultados positivos.

Aplicações em medicamentos

Diversos estudos vêm sendo conduzidos para a produção de produtos farmacêuticos que
atuem em diferentes vias de administração, incluindo as vias oral, tópica e transdermal. Para
a via oral, os produtos vêm sendo preparados, além de no formato encapsulado, no formato
de sistema de entrega lipossomal e nanoemulssão. No contexto do uso tópico, por sua vez,
diversas estratégias de formulação são adotadas: creme, loção, antisséptico, pomada e
emulgel.

Papaína

A papaína é uma das principais enzimas encontradas no látex da fruta verde do Carica papaya
e recebe uma atenção considerável devido à sua ampla distribuição e seu importante papel na
manutenção de processos biológicos de plantas, tais como a ação contra insetos, além de
patologias envolvendo cisteíno-peptidases de mamíferos. Em razão de suas características, a
papaína tem aplicação em diversas indústrias, na medicina, na odontologia e como ferramenta
de pesquisa.

55
Na indústria cosmética, a papaína é um potente ingrediente ativo adicionado às preparações
esfoliantes, devido à sua capacidade de hidrolisar ligações peptídicas de colágeno e queratina
no estrato córneo da pele, removendo, assim, os debris celulares da epiderme. A aplicação da
papaína foi já está sendo utilizada para “peeling”, além do uso associado a alfa-hidroxiácidos
e ao ácido acetilsalicílico no tratamento de rugas, flacidez e ressecamento da pele. No
mercado existem produtos contendo papaína combinada com outras substâncias, tais como
uréia e clorofila. Essa preparação está sendo comercializada com o nome de Panafil®. Além
dessa, há a Accuzime®, adicionada de papaína e uréia, e o produto italiano NouriFusion®,
contendo papaína e as vitaminas A, C e E.

Na odontologia, a papaína está sendo incorporada à formulação gel para remoção química da
cárie, principalmente para aplicação na odontopediatria. No comércio existe o produto
Papacárie®, que promove a remoção do tecido cariado e infectado, preservando, ao máximo,
os tecidos sadios adjacentes do dente, sem ocasionar qualquer dano aos tecidos da boca.
Outra utilização da enzima é na remoção do tártaro, pelo amolecimento do mesmo e
diminuindo, assim, o desconforto do procedimento.

A indústria farmacêutica tem explorado as propriedades proteolíticas da papaína,


principalmente em medicamentos de usos oral e tópico. Os medicamentos de uso oral
contendo papaína são comercializados como digestivos, auxiliando na degradação das
proteínas da dieta, como o Filogaster, contendo pancreatina,diastase e papaína. Tem sido
estudado, ainda, o uso oral dessa enzima na prevenção de aderências intrabdominais
pósoperatórias, por se tratar de um agente fibrinolítico, no tratamento da mucosite, como
antiinflamatório, no tratamento de infecções de vísceras, actuando como promotor de
absorção de antibióticos.

De modo geral, a maior parte das aplicações clínicas da papaína de uso tópico objetiva o
desbridamento de feridas e de queimaduras, de modo a acelerar o processo de cicatrização
dessas lesões.

7. Família Cactaceae
Cactaceae é uma família botânica de arbustos, árvores, ervas, lianas e subarbustos
representada pelos cactos ou catos. São aproximadamente 142 gêneros e 1793 espécies
aceitas. Os ramos longos, geralmente suculentos e alguns até comestíveis, produzem folhas
fotossintéticas e os caules curtos produzem folhas modificadas em espinhos ou conjunto

56
deles; estípulas ausentes e fruto tipo baga. As flores dos cactos são grandes, sendo que muitas
espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais
noturnos, principalmente mariposas e morcegos. Algumas espécies confundem-se com a
família Euphorbiaceae.

São frequentemente usados como plantas ornamentais, e alguns na agricultura. São plantas
pouco usuais, adaptadas a ambientes extremamente quentes ou áridos, apresentando ampla
variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água. Os cactos existem em ampla
variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus pringlei, cuja altura máxima
registrada foi 19,20 metros, e o menor é Blossfeldia liliputiana, quando adulta medindo cerca
de onze milímetros de diâmetro.

7.1 Morfologia
Folhas

A família cactaceae apresenta diferenciação de ramos, sendo eles curtos ou longos. As folhas
presentes nos ramos longos são fotossintéticas, alternas e espiraladas,
com venação perinérvea ou inconspícua, variando desde reduzidas á ausentes. Já as folhas
dos ramos curtos são modificadas em espinhos, frequentemente produzindo pelos irritantes
(gloquídeos), com metabolismo ácido das crassuláceas

Caule

Os caules das cactaceae são no geral suculentos, cilíndricos, poligonais e de altura média; ás
vezes são reduzidos á uma esfera ovoide ou disco, podendo ser articulados ou não. Em via de
regra são armados com acúleos e/ou gloquídeos, inseridos geralmente nas aréolas.

A epiderme do caule geralmente apresenta estômatos, fitoferritina presente no floema,


geralmente com alcalóides ou saponinas triterpenoides e presença de betalaínas (JUDD et al.,
2009).

Apresentam também modificação caulinar em cladódios, estes com presença de clorofila e


relativamente grande quantidade de água armazenada em seu interior, sendo assim de
extrema importância nos ambientes áridos ou semiáridos

Flores

57
As flores são geralmente bissexuais, radiais e ligeiramente bilaterais, com hipanto curto a
alongado, se abrem tanto de dia como de noite, dependendo da espécie. Possuem
inflorescência determinada, geralmente reduzida á uma flor solitária, ou inflorescências
terminais, com flores inseridas no ápice de um ramo modificado (e, portanto, parecendo
axilares) (JUDD et al., 2009).

Tépalas numerosas e em arranjo espiralado, geralmente livres, petaloides, ou as mais externas


sepaloides e as mais internas petaloides e imbricadas.

Carpelos conatos e numerosos, ovário quase sempre ínfero, mas em algumas espécies
de Pereskia semi-ínfero ou até súpero, com grande número de óvulos campilótropos;
placentação geralmente parietal.

Androceu formado de numerosos estames, com anteras muito pequenas.

Fruto

Fruto do tipo baga, com a região externa portando nós e entrenós, geralmente com espinhos
e/ou gloquídeos nas aréolas. Sementes numerosas (chegando até três mil unidades) medindo
entre 0,4 e 12 milímetros de comprimento; ás vezes são cobertas por
um arilo duro. Endosperma ausente, mas perisperma ás vezes presente; embrião geralmente
curvo.

7.2 Distribuicao
A família ocorre principalmente nas Américas do Norte e do Sul, porém Rhipsalis ocorre na
África tropical, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros
migratórios. Muitas espécies de Opuntia, popularmente conhecida no Brasil como figo da
Índia ou Palma brava, foram introduzidas na Austrália no século XIX para serem utilizadas
como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente
espalharam-se pela natureza.

Adaptaca à seca

Alguns ecosistemas, como os desertos, semiáridos, caatingas e cerrados, recebem pouca água
na forma de precipitação pluviométrica. As plantas que habitam estas áreas secas são
conhecidas como xerófitas, e muitas delas são suculentas, com folhas espessas ou reduzidas.

Os cactus apresentam numerosas adaptações á ambientes secos. Ramos dimórficos e folhas


reduzidas, alguns caules são fotossintéticos e apresentam tecidos que estocam ou acumulam

58
água; outros apresentam folhas reduzidas e modificadas em espinhos protetores. O
metabolismo CAM permite que os estômatos se abram durante a noite (economia de água) de
modo a captar o dióxido de carbono que é estocado na forma de ácido málico e utilizado
na fotossíntese durante o próximo dia. Apresentam também um denso e abrangente sistema
de raízes, sendo uma raiz pivotante profunda e caules com cutícula espessa e epiderme com
estômatos em criptas. A concentração de sal nas células das raízes é relativamente elevada, de
modo que quando a umidade eleva-se, a água possa imediatamente ser absorvida na maior
quantidade possível.

Determinadas espécies desenvolveram folhas efêmeras, sendo estas folhas que duram um
curto período de tempo enquanto um novo broto estiver ainda em sua fase inicial de
desenvolvimento. Um bom exemplo de uma espécie de folhas efêmeras é a Opuntia ficus-
indica, mais conhecida como figo da Índia.

Polinizacao

Predomínio da polinização cruzada. As vistosas flores de Cactaceae são extremamente


variáveis em forma e cor, sendo visitadas por diversos insetos, aves e morcegos, atraídos
pelo pólen e pelo néctar. As bagas são dispersas por aves e mamíferos, sendo que alguns
gêneros são parcialmente dispersos por formigas, atraídas pelos funículos carnosos das
sementes. Os frutos de algumas espécies são espinhosos, o que promove o transporte externo
por determinados mamíferos.

A formação do hipanto possibilitou o desenvolvimento de um tubo floral longo, de até 30 cm


de comprimento, sendo este uma possível inovação chave para a família, pois permitiu uma
maior diversidade de polinizadores para as flores.

7.3 Filogenia
Cactaceae é uma família monofilética, sendo que tal colocação é sustentada por numerosos
caracteres morfológicos e dados de sequências de DNA. O gênero Pereskia retém inúmeros
estados de caráter plesiomórfico como caules não suculentos, folhas bem desenvolvidas e
persistentes, inflorescências cinosas, muitos estiletes e em algumas espécies ovário súpero
com placentação basal. Todos esses estados estão ausentes nos outros integrantes da família
(JUDD et al., 2009).

59
O resto da família, com exceção de Rhodocactus, forma um clado que é caracterizado pela
presença de estômatos no caule e pela formação tardia da casca, o que promoveu a evolução
da fotossíntese no caule (JUDD et al., 2009).

A maioria das espécies de cactaceae está inserida ora em Opuntioideae ora em Cactoideae, e
estas subfamílias formam um clado sustentado pela presença de flores solitárias inseridas no
ápice de um caule, e pela presença de ovário ínfero, sendo que este evoluiu
independentemente em um grupo de espécies de Pereskia). Opuntioideae é monofilética e
sustentada por sinapomorfias como a presença de gloquídeos nas aréolas, testa da semente
coberta por arilo duro e caracteres de cpDNA.

A monofilia de Cactoideae é sustentada pela extrema redução ou ausência completa de


folhas, sendo que muitas espécies apresentam caules costados, outra apomorfia. A família é
taxonomicamente difícil, apresentando problemas na delimitação de gêneros e espécies.

7.4 Principal espécie da família Cactoceae

7.4.1 Cacto

Os cactos são plantas espinhentas, pertencentes à família das cactáceas (cactaceae).


Conseguem sobreviver em ambientes extremamente quentes ou áridos, pelo fato de terem a
capacidade de acumular água em seus tecidos.

Caracterizam-se por serem cilíndricos, globosos, angulosos ou achatados, e possuem variados


tamanhos. O mais alto é o Pachycereus pringlei, cuja altura máxima registrada foi a de 19,20
metros. Já o menor registrado é o Blossfeldia liliputiana, dos Andes Bolivianos, com cerca de
apenas um centímetro de diâmetro.

60
Cactos no deserto. Foto: JL Jahn / [Link]

Suas folhas são reduzidas e foram modificadas em espinhos para se adaptar às necessidades
da planta. Somente reduziram seu tamanho de modo a diminuir a área de superfície pela qual
a água é perdida pela transpiração. Existem espécies cujas folhas são notavelmente grandes e
normais, enquanto em outras espécies são minúsculas. Os espinhos, predominantes nos cactos
crescem de estruturas chamadas de areolas. O caule grosso e cascudo é fundamental para
sobrevivência da planta. É ele que é responsável pela respiração, pois no caule que se
localizam os estômatos. Além disto, no caule também é armazenada a água.

As flores são isoladas, em geral muito grandes, radialmente simétricas e hermafroditas.


Abrem tanto durante o dia como também durante a noite, dependendo da espécie. Todas as
espécies de cactos florescem, porém existem alguns tipos que somente irão florescer após 80
anos de idade ou atingir altura superior a dois metros. Algumas espécies produzem frutos
comestíveis, como é o caso da Opuntia Fícus, também conhecido como figo-da-índia, e
o Hylocereus.

Os cactos são encontrados nas Américas, desde o Canadá até a Patagônia, como também no
Caribe. Possuem expectativa de vida elevada, podendo sobreviver mais de 200 anos.
Na região Nordeste do Brasil, é muito comum encontrar o cacto mandacaru (Cereus
peruvianus). Há, também, os cactos chamados 'flores-de-maio', que são cactos ornamentais
encontrados com grande facilidade em floriculturas e que, na natureza, ocorrem em florestas
que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo.

61
Importancia do Cacto

Os cactos possuem uma importância expressiva em diversas áreas da vida humana. Em


certas culturas, é comum o consumo dos frutos de cactos pelo seu sabor e também pelo valor
nutricional. Dentre os tipos de castos usados no consumo há como destacar: castelo de
fada (Acanthocereustetragonus), facheiro (Pilosocereus pachycladus) ou cacto-azul
e mandacaru (Cereus jamacaru).

Na medicina tradicional, há cactos usados na diminuição do peso e para auxilia na redução

do açúcar no sangue.

Importância cultural e jardinagem com cactos

Os cactos ainda possuem importância cultural, exercendo um papel em variadas tradições e

práticas em distintas partes do mundo. Um exemplo seria o cacto de San Pedro (Echinopsis

pachanoi), o qual é usado nas cerimônias xamânicas em certas culturas andinas.

Ainda, os cactos possuem um lugar especial nos jardins botânicos e na jardinagem, devido a

ascensão dos jardins de cactos. Nesses jardins existe uma variedade de espécies de cactos,

mescladas com outras suculentas a fim de produzir um espaço com uma bela vista.

62
8. Familia Liliaceae
Liliaceae pertence à ordem Liliales, juntamente com mais onze famílias. É uma das famílias
mais importantes, sendo composta por 16 gêneros e 635 espécies. São ervas terrícolas,
perenes, rizomatosas e bulbosas. Os representantes mais conhecidos desse grupo são as
tulipas, gênero Tulipa, e os lírios, gênero Lilium, por serem muito utilizados como plantas
ornamentais, apresentando, portanto, importância econômica. Encontra-se amplamente
distribuída em regiões temperadas do Hemisfério Norte.

8.1 Morfologia
Liliaceae basicamente consiste de ervas perenes que apresentam bulbos e rizomas (raízes
contráteis). As folhas são simples e a filotaxia foliar pode ser alterna e espiralada, ou
verticilada, estando inseridas ao longo de um caule ou de uma roseta basal. Podem
apresentar venação paralela, no gênero Prosartes, por exemplo, ou venação reticulada,
em Tricyrtis. Não apresentam estípulas. Geralmente, a inflorescência é determinada, podendo
ser em alguns casos, reduzida a uma flor apenas. As flores apresentam seis tépalas (sépalas e
pétalas semelhantes), as quais são livres e, frequentemente, apresentam manchas ou linhas.
Na base das tépalas é secretado néctar. As flores são bissexuais e possuem simetria radial.
Há seis estames, sendo os filetes livres, e três carpelos. Os carpelos tem suas bases unidas,
formando um gineceu bi ou multilocular, tendo os óvulos dispostos na porção central. Há
apenas um estigma. O ovário é súpero e tri-lobado e se estende ao longo da face interna do
ramos do estilete. Os óvulos são numerosos e geralmente apresentam um tegumento, o qual
acumula substâncias de reservas. O fruto pode ser seco, deiscente e ocasionalmente baga. As
sementes são achatadas, apresentam formato de disco e contém endosperma oleoso.

8.2 Reproducao
As flores dessa família são polinizadas por insetos como vespas, abelhas, borboletas e
mariposas, os quais recebem o néctar como recompensa. As sementes geralmente são
dispersas pela água ou pelo vento, ou em alguns casos, por formigas, quando são revestidas
por arilo.

63
8.3 Taxonomia e filogenia
Liliales é uma ordem dentro de monocotiledôneas, esta, por sua vez, pertence ao grande
grupo das angiospermas. Fazem parte dessa ordem as seguintes famílias: Alstroemeriaceae,
Campynemataceae, Colchicaceae, Corsiaceae, Melanthiaceae, Petermanniaceae, Philesiaceae,
Rhopogonaceae, Smilacaceae e Liliaceae. [2] Sendo as principais famílias: Liliaceae,
Alstroemeriaceae, Melanthiaceae, Smilacaceae e Colchicaceae. Liliaceae é subdividida em
cinco gêneros: Prosartes, Calochortus, Tricyrts, Medeoloideae e Lilioideae.[1]

Liliales e Liliaceae são definidas de forma restrita. Várias das famílias que são incluídas
atualmente nas ordens Dioscoreales, Asparagales e Liliales, eram consideradas anteriormente
como integrantes de uma parte de Liliales que era caracterizada pelas flores com tépalas
conspícuas e endosperma que não continha amido. Em 1981, Cronquist agrupou a maior
parte das monocotiledôneas petalóides e que possuíam seis estames dentro de Liliaceae, e que
é de conhecimento hoje, tratar-se de um grupo polifilético. Posteriormente, outros sistematas
dividiram as monocotiledôneas petalóides e que continham seis estames em Liliaceae,
juntamente com as espécies que apresentavam ovário súpero e a família Amaryllidaceae,
incluindo também as espécies de ovário ínfero. No entanto, essa separação é artificial, pois
separa gêneros como Agave e Yucca, ambos da família Agavaceae
e Crinum (Amaryllidaceae) e Allium (Alliaceae), os quais estão claramente relacionados. As
relações de algumas famílias dentro de Liliales ainda são problemáticas, embora já tenha
ocorrido um grande avanço no conhecimento desse grupo.

Liliaceae também é um grupo monofilético, mesmo sendo difícil concluir isso através da
morfologia. Os gêneros dessa família são ervas que apresentam rizomas rasteiros, estiletes
divididos no ápice e megagametófito originado de apenas um megásporo. Alguns autores
colocam o gênero Calochorthus como sendo uma família distinta. Os demais grupos são
considerados integrantes de Uvulariaceae ou de uma Calochortaceae expandida, embora não
possuam morfologia semelhante a Uvularia e Disporum.

8.4 Principais espécies da família Lilliaceae

8.4.1 Alho

São designadas como alho algumas plantas do género Allium (mas não só), embora o termo
se aplique especificamente ao Allium sativum, uma planta perene cujo bolbo ("cabeça de

64
alho"), composto por folhas escamiformes ("dentes de alho"), é comestível e usado tanto
como tempero como para fins medicinais.

A espécie Alium sativum dá ainda pelos seguintes nomes comuns: alho-hortense, alho-
ordinário, alho-vulgar e alho-manso.

Descricao

A Alium sativum trata-se de uma planta bolbosa vivaz. Destaca-se pelo bolbo arredondado,
comummente designado «cabeça», o qual é composto por 10 a 12 dentes, os quais se
encontram envoltos por uma casca, de cor branca, cor-de-rosa ou arroxeada.

Conta ainda com folhas lineares e achatadas, que cobrem a metade inferior do caule.

Por seu turno, o caule, que parte do bolbo, é cilíndrico, medindo entre 25 a 100 centímetros
de comprimento. Quanto à umbela, esta pode ostentar entre dois centímetros e meio a cinco
centímetros de diâmetro, dispondo de poucas flores e muitos bolbos pequenos.

O perianto é em forma de copo, contando com segmentos de 3 a 5 milímetros, que


apresentam uma coloração que alterna entre o verde-alvadio e o cor-de-rosa.

Alium sativum

Distribuicao

Trata-se de uma espécie cosmopolita, que poderá ter tido origem no Próximo Oriente e na
Ásia Central.

Culinárial

65
Na culinária, o alho insere-se na família dos condimentos acres.[7] Pode ser utilizado de
diversas formas: cru, refogado, picado, em rodelas, etc, conforme os gostos, que são pouco
unânimes. Em geral, os povos mediterrânicos são os maiores apreciadores, empregando-o,
geralmente, juntamente com o tomate e a cebola. Quando consumido em quantidades
elevadas, esse odor pode tornar-se evidente no suor de quem o ingeriu.

Etnofarmaologia e Etnomedicina

O alho conhece notável uso histórico na confecção de mezinhas usadas no tratamento


de doenças ateroscleróticas e [Link] aos frutanos nele contidos, o alho
contribui para a prevenção de acções urinárias, pela acção diurética e antibacteriana.

Foi também lautamente empregue na confecção de preparados para combater a gripe,


sinusites, bronquites e outras maleitas respiratórias. O alho costuma ser indicado como
auxiliar no tratamento de hipertensão arterial leve.

Os compostos sulfurados supramencionados na rúbrica anterior, principalmente os


hidrossolúveis contribuem para a diminuição da agregação plaquetária e do aumento da
actividade fibrinolítica. Com efeito, são-lhe reconhecidos, ainda, propriedades
hipoglicemiantes, bem como de redução dos níveis de colesterol. A este rol de propriedades
medicinais acrescem ainda propriedades anti-sépticas, fungicidas e antivirais.
Os principais benefícios do alho são:

Combater vírus, fungos e bactérias

O alho possui um composto sulfurado, conhecido como alicina, que confere lhe ação
antimicrobiana, inibindo o crescimento e proliferação de bactérias, vírus e fungos. Aliás,
ajuda até a eliminar as toxinas e bactérias patológicas que afetam a flora intestinal, sendo
muito útil para completar o tratamento de infecções por vermes.

Prevenir o câncer de cólon

Graças à ação da alicina, da aliina e do alhoeno, que são compostos sulfurados, o alho
também tem potente ação antioxidantes que previne a formação de radicais livres e protegem
as células do organismo. Além disso, estes compostos também ajudam a estimular algumas
enzimas que desintoxicam o organismo de agentes que causam o câncer de cólon.

Proteger a saúde do coração

O alho ajuda a reduzir os níveis de colesterol "ruim" LDL, e de triglicerídeos no sangue, pois
inibe a sua oxidação, reduzindo assim o risco de aterosclerose que pode levar ao surgimento
de várias doenças cardiovasculares.

66
Além disso, o alho ajuda a regular a pressão arterial por possuir um ligeiro efeito anti-
hipertensor, assim como a capacidade para melhorar a circulação do sangue, diminuindo a
pressão sobre os vasos. Também evita a formação de coágulos por inibir a agregação
plaquetária excessiva.

Melhorar doenças inflamatórias

Os compostos sulfúricos do alho também têm ação anti-inflamatória, diminuindo a resposta


do organismo a algumas doenças que causam inflamação crônica. Assim, o alho pode ser
usado em algumas doenças inflamatórias, para diminuir a dor e regular a resposta dos sistema
imune.

Evitar doenças respiratórias

O alho ajuda a estimular as funções respiratórias graças às suas propriedades expectorantes e


antissépticas que facilitam a respiração. Por isso, o alho pode ser usado para tratar gripes,
tosse, resfriados, ronco, asma, bronquite e outros problemas pulmonares.

Manter o cérebro saudável

Devido à ação antioxidante e anti-inflamatória proporcionada pela alicina e pelo enxofre, e


devido ao seu teor em selênio e colina, o consumo frequente de alho ajuda a proteger as
células do cérebro e a diminuir os danos causados pelos radicais livres, que estão envolvidos
no surgimento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e demência.

Por isso, o alho é um alimento com um grande potencial para melhorar a memória e
promover o aprendizado, melhorando a saúde do cérebro.

Ajudar a controlar a diabetes

De acordo com alguns estudos, o alho tem propriedades antidiabéticas que estão relacionadas
com a capacidade de aumentar a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas,
melhorando o funcionamento e ajudando a prevenir e controlar a diabetes.

8.4.2 Cebola

Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepa. Em sistemas
taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das alioídeas -
taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Amaryllidaceae. O termo refere-se,
também ao seu bolbo (bulbo, no Brasil) constituído por folhas escamiformes, em camadas.
As suas flores estão dispostas em umbela. As plantas jovens, com o bulbo pouco
desenvolvido e sem flor, são chamadas também de cebolo.

Quando une-se, pelo caule, um conjunto de cebolas esse coletivo é conhecido como réstia.

67
Propriedades da cebola

Flavonóides

Os flavonóides apresentam efeitos potenciais como antioxidantes, anti-inflamatório, protetor


cardíaco, analgésico, antialérgico, anticâncer, antidiabético, antiúlcera, entre outros.

Sob o aspecto do efeito antioxidante, que pode ser explicado pela doação de um átomo de
hidrogênio para os radicais livres, formando novos tipos de radicais livres que não são tão
reativos quanto a espécie inicial. Esses radicais desempenham papel importante como, por
exemplo, no combate aos micro-organismos invasores.
Quercetina

Quercetina é um flavonóide amplamente distribuído no reino vegetal. Trata-se de um


composto polifenólico presente naturalmente em vegetais como maçã, cebola, chá e em
plantas medicinais como Ginkgo biloba, Hypericum perforatum.
Atividade antioxidante

Entre as principais ações da quercetina destaca-se o seu poder de remover os radicais livres,
exercendo um papel citoprotetor em situações de risco de dano celular.

A quercetina demonstrou inibir in vitro a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL)


por macrófagos e reduzir a citotoxidade da LDL oxidada.

Junto com a vitamina C, a quercetina demonstrou efeitos sinérgicos na função antioxidativa.


O ácido ascórbico age como um redutor da oxidação da quercetina, de maneira que
combinados, a vitamina C permite uma sobrevivência maior do flavonóide para cumprir suas
funções antioxidantes. Por outro lado, a quercetina protege a vitamina E da oxidação, com a
qual também apresenta efeitos sinérgicos.

68
Atividade cardiovascular

A mesma propriedade antioxidante descrita anteriormente é suficiente para reduzir o risco de


morte por doenças e danos cardíacos. Neste sentido, a quercetina demonstrou diminuir a
incidência de infarto do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. As
populações que consomem produtos ricos em quercetina estatisticamente apresentam
menores riscos de afecções cardiovasculares.

Em ratos pode-se observar que a quercetina melhora a função contrátil


do ventrículo esquerdo e reduz a incidência de transtornos da condução cardíaca. O processo
limita-se à área danificada de isquemia protegendo a ultra-estrutura das artérias coronárias,
melhorando a circulação coronária e prevenindo a formação de trombos intravasculares.

Por outro lado, também demonstrou efeitos vasodilatadores na aorta isolada de ratos, efeitos
antitrombóticos (por uma ligação seletiva na parede plaquetária) e diminuiu as lesões de
reperfusão do miocárdio.

Devido à inibição da peroxidação lipídica, a quercetina protege o endotélio da destruição


local por prostaciclina e o fator de relaxamento derivado do endotélio.

Atividade antiinflamatória

A ação antiinflamatória que muitos flavonóides possuem relaciona-se em parte com as


enzimas implicadas no metabolismo do ácido araquidônico. No mecanismo antioxidante
sobre a peroxidação lipídica da quercetina, está envolvida a via do ácido araquidônico o qual
implica uma atividade anti-inflamatória paralela.

Atividade antitumoral

Um dos mecanismos de ação da quercetina como agente antiproliferativo de células tumorais


é através de sua capacidade antimutagênica e de seu poder antioxidante.

A adição da quercetina em alguns esquemas antitumorais com drogas sintéticas tem


demonstrado aumento da atividade antitumoral.

Atividade imunológica

Diferentes estudos têm constatado o fortalecimento do sistema imunológico, em especial no


trato gastrointestinal, a partir da administração de quercetina. Por exemplo, pacientes
com disenteria de Flexner evidenciaram melhoras clínico-humorais significativas após
receber uma combinação de quercetina e acetato de tocoferol.

Junto com o sódio tem sido demonstrado melhorar quadros de dispepsia além de evidenciar
efeitos bacteriostáticos em micro-organismos patológicos do trato digestivo. Um aspecto
interessante do efeito antiúlcera da quercetina é que ela inibe in vitro o crescimento
de Helycobacter pylori de uma forma dose-dependente. Por outro lado, a quercetina tem
demonstrado poder estabilizador nos mastócitos impedindo a ação da histamina durante as
reações alérgicas e inibindo a formação de leucotrienos.

69
A quercetina demonstra exercer um efeito sinérgico com cromoglicato de sódio.

Também tem evidenciado um efeito antifúngico em cultivos de Candida albicans, um fungo


oportunista que pode surgir em quadro de imunodepressão.

9. Familia Convolvulaceae
Convolvulaceae (ou convolvulácea) é uma família pertencente à ordem Solanales, família da
batata-doce, dentro do clado das Angiospermas (plantas com flores). As espécies desta
família são frequentemente reconhecidas pelas suas flores em forma de cone e por se
apresentarem como trepadeiras sem gavinhas, com frequência rizomatosas, como ervas ou
subarbustos. A família possui distribuição cosmopolita, sendo menos diversas em regiões de
clima frio, compreendendo aproximadamente 58 gêneros e mais de 1900 espécies.

Etimologia

O nome da família deriva do latim convolvo = entrelaçar. Em termos gerais, o significado do


nome se refere tanto à forma das plantas quanto ao seu crescimento. Como a maioria dos
exemplares desta família são trepadeiras volúveis, estas se enroscam em amparos como
árvores, arbustos ou cercas.

9.1 Morfologia
As espécies desta família são frequentemente encontradas tendo como hábito do tipo lianas
e/ou do tipo volúveis, aparência bastante comum para esta família. Porém, apresentam-se
também como subarbustos, árvores e, ocasionalmente, hábito parasítico (no gênero Cuscuta)
com pouca ou nenhuma clorofila presente. Uma característica marcante desta família é a
presença de laticíferos contendo látex leitoso, muitas vezes, apresentando substâncias
bioativas como alcalóides.

Folhas

As folhas são do tipo simples, alternas e espiraladas, com algumas espécies contendo folhas
lobadas ou compostas, com nervura peninérvea e entre outras espécies, venação palmada. As
estípulas estão ausentes nesta família. Inflorescências são do tipo determinadas, cimosas e,
geralmente, reduzidas a uma única flor, podendo ser terminais ou axilares.

70
Flores

No geral são diclamídeas, actinomorfas (simetria radial) e bissexuais. Comumente,


apresentam 5 sépalas livres com prefloração imbricada ou ligeiramente conatas, persistentes.
A corola é composta por 5 pétalas fortemente fusionadas (gamopétalas), obtendo a forma de
um cone ou funil, são notavelmente plicadas e, frequentemente, apresentam prefloração
convoluta com torção em sentido horário, mas ocasionalmente apenas imbricadas. Os
estames estão em mesmo número que as pétalas e com tamanhos desiguais; estiletes
epipétalos, anteras rimosas e grãos-de-pólen tricolpados ou poliporados. Possuem ovário
súpero com placentação axial, sendo inteiro a fortemente 2 ou 4-lobado, com 2 carpelos
(bicarpelar) conato, geralmente bilocular, raramente tetralocular e/ou unilocular; com 1 ou 2
estigmas podendo ser lobado(s), lineares ou captado(s); estilete terminal a ginobásico, e
apresentam óvulos, em geral, com 1 ou 2 por lóculo, contendo 1 tegumento e megasporângio
com parede delgada. Disco nectarífero lobado geralmente presente.

Frutos

Exibem uma cápsula de deiscência circuncisa, septífraga ou irregular; embrião geralmente


ereto ou curvo, com seus cotilédones estando dobrados ou reduzidos.

9.2 Distribuicao
São espécies pantropicais e de climas temperados, ocorrendo em maior diversidade nas
regiões tropicais e subtropicais, sendo pouco diversas nas regiões temperadas e frias.
Possuem aproximadamente 58 gêneros e no geral, apresentando cerca de 1930 espécies.

9.3 Filogenia
Trabalhos de filogenia molecular indicam que Convolvulaceae é grupo-irmão de Solanaceae,
ambas famílias inclusas na ordem Solanales.

Em análises moleculares dentre os gêneros e tribos da família Convolvulaceae, segundo


Stefanovic et. al. (2002), foi corroborado a sugestão de que as tribos Erycibeae, Poraneae, e
Merremieae são todos grupos polifiléticos, além de confirmações acerca de grupos-irmãos
como as tribos Hildebrandtieae e Cresseae e também Ipomoeeae com Argyreieae.

71
A inclusão do gênero Cuscuta, único gênero parasita da família, dentro de Convolvulaceae
ainda é controversa. O gênero não possui hipótese sustentada por dados moleculares que
forneça seu grupo-irmão, e o gênero que é grupo-irmão dos demais gêneros de
Convolvulaceae é Humbertia.

9.4 Reproduҫão
As flores desta família são bastante atraentes para seus polinizadores, principalmente pela sua
cor. A floração ocorre no final do período chuvoso e termina bem antes do início da seca. A
morfologia floral é determinante para cada tipo de polinizador. Entre os seus polinizadores
encontram-se os insetos, dos quais, as principais espécies polinizadoras observadas foram às
abelhas, e as vespas. Como polinizadores secundários, algumas espécies de borboletas e
beija-flores. A autofecundação foi observada em alguns gêneros das convolvuláceas,
como Merremia, Jacquemontia e Ipomoea.

Importancia económica, Medicinal e Ornamental

Os gêneros Ipomoea, Convolvulus, Dichondra, Evolvulus, Jacquemontia e Porana são


frequentemente empregados como plantas ornamentais. A Ipomoea batatas (batata-doce ou
batata-da-terra), tem como importância econômica o uso na alimentação devido às suas raízes
comestíveis. O emprego de alguns gêneros desta família, como por
exemplo: Convolvulus, Operculina, Ipomoea e Merremia na medicina tradicional,
principalmente, dos povos mesoamericanos, são utilizados devido as suas propriedades
laxativas, analgésicas e alucinógenas, proveniente das resinas glicosídicas presente
principalmente em suas raízes. Na florística mexicana, algumas espécies são empregadas nos
rituais religiosos, com importância para as sementes de duas espécies, Turbina
corymbosa (L.) Raf. e da Ipomoea tricolor Cav., conhecidas pelo efeito alucinógeno e
analgésico que causam. Algumas espécies desta família são venenosas. Muitas espécies
encontradas no sertão nordestino, principalmente, [Link], são responsáveis pela
intoxicação de animais rurais devido à ingestão acidental destas plantas em épocas de seca.

72
I. asarifolia - Salsa-brava

9.5 Principais espécies da família Convulvaceae

12.5.1 Batata-doce

A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada batata-da-terra, batata-da-


ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a
mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, se espalhou
pelos trópicos e subtrópicos de todo o mundo.

Terminologia "Batata-doce" é uma referência ao gosto doce de seu tubérculo comestível.


"Jetica" e "jatica" são oriundos do termo tupi para a planta, ye'tika.

Hortalicas de Raizes

Possui diversas variedades cultiváveis, divididas em de mesa (ou de mercado) e forrageiras,


ambas podendo ser encontradas nas cores externas amarela, branca e roxa. No entanto, a
quantidade de variedades não se restringe a essas características — elas podem ser
classificadas de acordo com o formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das
folhas e até pela coloração das flores, entre outras.

É a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil, tendo grande relevância econômica e social,
principalmente pela rusticidade, grande adaptação climática e rápida produção.

As folhas e brotos da batata-doce são comestíveis após breve cozimento, sendo saborosas e
nutritivas, constituindo verdura de produção facílima e abundante.

Hortalica de Folhas

73
A batata-doce (Ipomoea batatas) é parente muito próxima de Ipomoea aquatica Forssk.,
“espinafre-d’água”, “corriola-d’água”, “yosai” (no Pará), “kangkong” (na China), verdura
muito utilizada na Ásia e cultivada no Brasil por imigrantes japoneses.

Flor de Batata-Doce cultivada no Brasil

Planta Ornamental e Invasora

A batata-doce tem sido utilizada no Brasil como planta ornamental em jardineiras de


apartamentos, em vasos suspensos e em cestas. Em Gramado, no Rio Grande do Sul, é
utilizada, em jardineiras, uma variedade de folhas verde-claras. Existe variedade de folhas
variegadas, especialmente ornamental, e outra de folhas púrpuras.

Ocasionalmente, a batata-doce pode ser encontrada no Brasil (Goiás, São Paulo, Minas
Gerais, Rio Grande do Sul) como plantas invasora de ecossistemas naturais, mas apenas em
ambientes úmidos muito sujeitos a perturbações e próximos a habitações humanas ativas ou
inativas (taperas).

Importancia Farmacologica da Batata doce


A batata-doce é um tubérculo, ou raiz, que tem ótima quantidade de energia, pois tem alto
teor de carboidratos e ainda é rica em fibras, vitaminas do complexo B, vitamina A, vitamina
C e minerais, como o potássio e o magnésio, o que garante diversos benefícios, como

74
prevenção da diabetes, câncer e infarto, melhora da saúde intestinal e aumento da massa
muscular.

Além disso, a batata-doce tem baixo teor de gordura e é fonte de antioxidantes,


como betacaroteno e antocianinas, que ajudam a proteger as células do corpo contra os
efeitos dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce.

A batata-doce pode ser encontrada nas cores branca, creme, laranja ou roxa, que variam no
sabor e na composição nutricional. A batata-doce roxa tem maior quantidade de antioxidantes
do tipo antocianinas e a de cor alaranjada possui maior teor de betacarotenos, por exemplo.
Este tipo de batata pode ser consumida cozida ou assada, mas também pode ser utilizada
como base para mousses ou como farinha para pães e biscoitos.
Os principais benefícios da batata-doce para a saúde são:

Previne o envelhecimento precoce

A batata-doce, principalmente a de cor alaranjada, tem ótimas quantidades de betacarotenos,


que são convertidos no organismo em vitamina A. Além disso, por ser um vegetal rico em
vitamina C, um potente antioxidante que protege as células do corpo contra inflamações e
radicais livres, a batata-doce promove uma pele mais firme e sem rugas.

Equilibra a saúde do intestino

Por ser rica em fibras solúveis e insolúveis, especialmente quando consumida na forma
cozida e com a casca, a batata-doce ajuda a formar o bolo fecal e estimular os movimentos do
intestino, combatendo a prisão de ventre.

Além disso, a batata-doce funciona como um prebiótico natural, pois é fonte de alimento para
as bactérias benéficas do intestino, ajudando a equilibrar a flora intestinal, tratando e
prevenindo a prisão de ventre.

Previne a diabetes

Apesar de ter boas quantidades de carboidratos, a batata-doce também é rica em fibras, o que
faz com que acabe tendo um baixo índice glicêmico. Isto quer dizer que ajuda a diminuir a
velocidade de absorção do açúcar após as refeições, evitando os picos de glicose no sangue.
Esta propriedade da batata-doce é fundamental para prevenir a diabetes, mas também pode
ser recomendada, em pequenas quantidades, para quem já apresenta a doença.

Promove o ganho de massa muscular

A batata-doce é uma ótima fonte de energia e por isso é muito consumida por quem pratica
atividades físicas. Por ter boas quantidades de fibras, o carboidrato da batata-doce é liberado

75
gradativamente, sendo uma ótima opção para quem precisa ter energia para longos períodos
de treino.

Ajuda na perda de peso

A batata-doce pode ajudar na perda de peso, pois é um alimento com elevado teor de fibras
que aumentam o tempo de digestão e permanência dos alimentos no estômago, aumentando a
sensação de saciedade e diminuindo a ingestão de alimentos. Veja como usar a batata-doce
para auxiliar na perda de peso.

Previne doenças do coração

A batata-doce, especialmente a roxa, é rica em antocianinas, um tipo de antioxidante que


melhora as funções das veias e diminui a formação de placas de gordura nas artérias, além de
diminuir os níveis de colesterol “ruim” no sangue, prevenindo doenças como derrame, infarto
e aterosclerose. Conheça outros tipos de antioxidantes presentes nos alimentos.

Além disso, por conter grandes quantidades de potássio, a batata-doce ainda ajuda a eliminar,
pela urina, o excesso de sódio do organismo evitando a pressão alta.

Fortalece os sistema imunológico

Por conter altas quantidades de vitamina C, betacaroteno e antocianinas, a batata-doce tem


ótima ação antioxidante no organismo, fortalecendo o sistema imunológico e prevenindo
doenças como gripes e resfriados, além de melhorar a cicatrização de feridas.

Previne alguns tipos de câncer

A batata-doce tem ótimas quantidades de fibras, importantes para fortalecer as bactérias


benéficas do intestino e manter o equilíbrio da flora intestinal. Este equilíbrio das bactérias é
um dos mecanismos importantes para a prevenção do câncer de intestino.

Além disso, a batata-doce auxilia na prevenção de outros tipos de câncer, como de próstata e
de mama, pois é rica em antioxidantes como a vitamina C, betacaroteno e antocianinas que
protegem as células contra os radicais livres.

Promover a saúde visual

A batata-doce é rica em betacarotenos e antocianinas, que são potentes compostos


antioxidantes que atuam na prevenção da perda da visão e ajudam a manter a saúde visual.

10. Familia Cucurbitaceae


Cucurbitaceae é a designação científica atribuída a uma família de angiospérmicas, isto é, um
grupo de plantas com flor. Esta família está integrada na ordem Cucurbitales, que pertence à
classe Magnoliopsida, incluída na divisão/filo Magnoliophyta.

76
Esta família encontra-se associada ao clado eudicotiledonea, pois os embriões destes
indivíduos possuem dois cotilédones. Os membros da família Cucurbitaceae estão
distribuídos por 140 géneros que reúne cerca de 1000 espécies diferentes.

Um grande numero destas espécies são rupícolas ou terrícolas, sendo cultivados pela
obtenção de um dos seus componentes, tanto frutos, como folhas ou raízes. Os membros mais
conhecidos desta família são os melões, as abóboras, as cabaças, os pepinos, entre muitos
outros.

10.1 Morfologia

As plantas, da família Cucurbitace, possuem um porte herbáceo ou são consideradas lianas,


pois podem desenvolvem gavinhas de sustentação espiraladas e ramificadas. Raramente
surgem espécies com porte arbustivo.

Os membros desta família possuem um crescimento rápido, normalmente rasteiro, podendo


também ser trepadeiras. Estes indivíduos tanto podem ser dióicos como monóicos, variando
entre espécies.

As suas folhas são simples, com uma disposição alterna ou espiralada. As suas margens são
geralmente serrilhadas, com forma palmada, cujo recorde forma pequenos lóbulos, podendo
ainda apresentar um limbo inteiro. Os estomas destas espécies podem surgir apenas numa das
páginas da folha ou em ambas. Estes indivíduos são anuais ou perenes, dependendo da
espécie.

As suas flores são unissexuais (em alguns casos hermafroditas), podem organizar-se
em inflorescências (racemos). As suas sépalas (com tamanho reduzido) surgem em números
de 5, encontram-se unidades desde a base. As pétalas também surgem em números de 5
unidas na base, assumindo uma forma tubular. A corola apresenta uma cor esbranquiçada,
laranja, amarela ou vermelha, consoante a espécie.

Os seus estames surgem em números de 3 ou 5, produzindo grãos de pólen com cerca de 3


poros. O ovário é ínfero com placentação parietal, dividido em 3 carpelos, produzindo um
grande número de óvulos por placenta.

77
Os seus frutos são bagas (geralmente pseudo-bagas), com uma camada exterior coreácea, ou
cápsulas, consoante a espécie, geralmente com grandes dimensões. As cápsulas explodem
geralmente como forma de propagar as suas sementes, que serão distribuídas por aves. As
suas sementes são numerosas e com forma achatada, em algumas espécies as sementes são
aladas, possuindo asas que facilitam a dispersão.

A corola chamativa e a existência de néctar contribuem para a sua polinização através do


auxílio de polinizadores, normalmente, abelhas (outros insetos), aves e morcegos. A
dimensão da corola pode variar, podendo ser bastante pequena ou apresentar grandes
dimensões, dependendo da espécie.

A dispersão dos seus frutos é realizada por animais que os consomem. A ampla dispersão de
alguns destes indivíduos torna-os em espécies invasoras, quando a sua propagação não é
controlada.

10.2 Distribuição
Os membros desta família possuem uma distribuição cosmopolita, sendo possível encontrar
espécimes tanto em climas temperados, como em climas tropicais, no entanto, estes são mais
frequentes nos trópicos.

A maioria dos indivíduos encontrados em ambientes temperados são espécies cultivadas em


campos agrícolas ou terrenos privados. Estas espécies terão sido das primeiras espécies
cultivadas em todos os continentes.

Estes indivíduos preferem ambientes quentes, sendo pouco tolerantes a geadas e a baixas
temperaturas.

10.3 Importância
A principal utilização dos membros desta família é a produção agrícola, nomeadamente de
frutos ou legumes. Os membros desta família possuem uma elevada importância económica
pois são amplamente utilizados na alimentação de um grande número de famílias.

Alguns dos membros desta família são responsáveis pela produção de algumas drogas
utilizadas no tratamento de certas doenças, assim como também produzem venenos que
podem matar o ser humano.

Certos membros da família Curcubitaceae são cultivados para serem utilizadas como espécies
ornamentais, tanto pelo aspeto das suas flores como pelo aspeto dos seus frutos.

78
10.4 Principais espécies da família Curcubitaceae

10.4.1 Abóbora

Abóbora ou jerimum, fruto da aboboreira, é uma designação popular atribuída a diversas


espécies de plantas da família Cucurbitaceae (ordem Cucurbitales), nomeadamente às
classificadas nos géneros:

 Abobra - uma única espécie, nativa da América do Sul


 Cucurbita - género que inclui os tipos de abóbora mais comuns e
a abobrinha (courgette/zucchini).

As abóboras são cultivadas em todo o mundo por várias razões, desde


propósitos agrícolas (como ração animal) até vendas comerciais e ornamentais. Dos sete
continentes, apenas a Antártica é incapaz de produzir abóboras. A abóbora tradicional
americana usada para o Halloween é a variedade do campo de Connecticut.

Importancia da Abobora

Sua semente é um vermífugo natural. Na Europa Central, tipicamente, produz-se óleo de


semente de abóbora usado em culinária, cosmética e medicina fitoterápica.[13]

Nos Estados Unidos fabrica-se cerveja de abóbora.

Em Portugal, a abóbora tem vindo a conquistar hábitos alimentares mais amplos, após a ideia
antiga de se tratar de uma cultura secundária mais destinada à alimentação animal. É agora
utilizada sobretudo na confecção de doces e de sopas.

79
Suas flores, comestíveis, são comumente usadas na culinária da Itália sendo classificadas
como PANC (planta alimentícia não convencional) no [Link] sementes, folhas e brotos,
igualmente comestíveis, geralmente não são empregadas na alimentação humana, sendo
também categorizadas como PANC's.

10.4.2 Melancia

Melancia (Citrullus lanatus) é uma planta da família Cucurbitaceae e também o nome do seu
fruto. Trata-se de uma trepadeira rastejante originária da África.

Caracteristicas

A planta é rasteira e anual com folhas triangulares e trilobuladas e flores pequenas e


amareladas, gerando um fruto arredondado ou alongado, de polpa vermelha, suculenta e doce,
com alto teor de água (cerca de 92%) e diâmetro variável entre 25 e 140 cm. A casca é verde
e lustrosa, apresentando estrias escuras.

O número do cromossomo é 2n = 22.

A maioria das variedades tem polpa vermelha, mas há também variedades verdes, laranjas,
amarelas e brancas e espécies terrestres. As sementes variam em cor (preto, castanho,
vermelho, verde, branco), forma e tamanho; as características podem ser usadas para
identificar as variedades.

Importancia da Melancia

A melancia é uma fruta rica em água, ajudando a manter o organismo e a pele hidratada, além
de melhorar a retenção de líquidos e a prevenir a formação de pedra nos rins.

80
Além disso de ser diurética, a melancia também possui propriedades anti-inflamatórias,
antioxidantes, anticancerígenas, digestivas e anti-hipertensivas e, por isso, o seu consumo
regular pode trazer diversos benefícios para a saúde.

A cor vermelha da melancia é devido à presença de licopeno, um composto com ação


antioxidante. Além disso, a melancia é composta por 92% de água e apenas 6% de açúcar,
que é uma pequena quantidade que não afeta negativamente os níveis de açúcar no sangue e,
por isso, é uma boa opção para incluir na dieta.

Benefícios da melancia para a saúde

Os principais benefícios da melancia para a saúde são:

Melhorar e prevenir a retenção de líquidos

A melancia é uma fruta que possui grande quantidade de água, de forma que exerce um efeito
diurético no organismo, ajudando a desinchar e a eliminar o excesso de líquidos do corpo
através da urina.

Além disso, a melancia também possui potássio, um mineral que favorece a eliminação do
excesso de líquido do corpo, ajudando a desinflamar.

Hidratar o organismo

A melancia ajuda a manter o corpo hidratado, já que cerca de 92% da sua composição é água,
sendo uma boa opção para os dias mais quentes.

Prevenir a formação de pedra nos rins

A melancia é uma fruta com propriedades protetoras contra doenças renais e ajuda a manter a
urina limpa, já que possui propriedade diurética. Além disso, também possui esteroides e
alcanos como principais constituintes da polpa, o que poderia ajudar a prevenir a formação de
pedra nos rins.

Além disso, o potássio presente na melancia também ajuda a equilibrar os ácidos que podem
ser produzidos pelo corpo, aumentando o pH e diminuindo o excesso de cálcio na urina,
prevenindo, assim, a formação de pedras nos rins.

Fortalecer o sistema imune

A melancia contribui para o bom funcionamento do sistema imune, já que que estimula as
células de defesa do organismo, devido ao fato de ser fonte de vitamina C e A, que atuam
como antioxidantes, prevenindo o surgimento de doenças como gripes e resfriados.

Proteger a pele do sol

81
Devido à sua composição rica em carotenoides, como o licopeno, a melancia é uma ótima
opção para ajudar a proteger a pele dos danos causados pelos raios de sol. Além disso,
também possui antioxidantes que ajudam a prevenir o dano que os radicais livres causam na
pele, evitando, assim, o envelhecimento precoce.

Melhorar o trânsito intestinal

A melancia tem na sua composição fibras e água, que aumentam o bolo fecal e que
contribuem para o melhor funcionamento do trânsito intestinal.

Favorece a perda de peso

A melancia possui poucas calorias e uma pequena quantidade de fibras, de forma que quando
combinada com uma alimentação equilibrada e saudável, pode ajudar na perda de peso.

Ajuda a controlar a pressão arterial

A melancia contém citrulina, um aminoácido que poderia aumentar os níveis de óxido nítrico
no organismo, ajudando a dilatar os vasos sanguíneos e, assim, favorecer a diminuição da
pressão arterial.

Além disso, essa fruta também possui potássio, um mineral que favorece a saída do excesso
de sódio do organismo através da urina, ajudando a regular a pressão arterial.

O licopeno, outro composto antioxidante encontrado na melancia, também pode ajudar a


regular a pressão arterial, uma vez que alguns estudos indicam que essa fruta reduz a
vasoconstrição e favorece a diminuição da pressão arterial.

A citrulina é um aminoácido que pode ser encontrado na melancia e que pode melhorar o
rendimento durante a prática de exercício.

Além disso, a melancia também possui potássio e magnésio, minerais que são importantes
para prevenir a fraqueza muscular, melhorar a contração muscular e as cãibras durante a
prática de atividade física intensa.

Além disso, o licopeno é capas de aumentar a concentração de colesterol HDL, promovendo


a saúde do coração.

11. Familia Orchideaceae


Orquídeas são todas as plantas que compõem a família Orchidaceae, pertencente
à ordem Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes. Apresentam
muitíssimas e variadas formas, cores e tamanhos e existem em todos os continentes, exceto
na Antártida, predominando nas áreas tropicais. Não são plantas parasitas, nutrindo-se apenas
de material em decomposição que cai das árvores e acumula-se ao emaranhar-se em
suas raízes. Elas encontram muitas formas de reprodução: na natureza, principalmente pela

82
dispersão das sementes, mas em cultivo pela divisão de touceiras, semeadura in-
vitro ou meristemagem.

A respeito da enorme variedade de espécies, pouquíssimos são os casos em que se encontrou


utilidade comercial para as orquídeas além do uso ornamental. Entre seus poucos usos, o
único amplamente difundido é a produção de baunilha a partir dos frutos de algumas espécies
do gênero Vanilla, mas mesmo este limitado pela produção de um composto artificial similar
de custo muito inferior. Mesmo para ornamentação, apenas uma pequena parcela das espécies
é utilizada, pois a grande maioria apresenta flores pequenas e folhagens pouco atrativas. Por
outro lado, das espécies vistosas, os orquidicultores vêm obtendo milhares de
diferentes híbridos de grande efeito e apelo comercial.

Apesar da grande maioria das espécies não serem vistosas, o formato intrigante de
suas flores é muito atrativo aos aficcionados que prestam atenção às mini orquídeas. Como
nenhuma outra família de plantas, as orquídeas despertam interesse em colecionadores que
ajuntam-se em associações orquidófilas, presentes em grande parte das cidades por todo o
mundo. Estas sociedades geralmente apresentam palestras frequentes e exposições de
orquídeas periódicas, contribuindo muito para a difusão do interesse por estas plantas e
induzindo os cultivadores profissionais a reproduzir artificialmente até espécies que poucos
julgariam ter algum valor ornamental, contribuindo para diminuir a pressão sobre a coleta das
plantas ainda presentes na natureza.

11.1 Morfologia
As orquídeas, com algumas exceções, distinguem-se dentre as Monocotiledóneas por
apresentarem grande redução no número de estames, ou androceu, estes em regra fundidos
ao gineceu formando a coluna; apresentarem pólen agregado em polínias compactas;
diferenciarem o formato, tamanho e ou cor de uma das pétalas, conhecida como labelo;
desenvolverem sementes extremamente pequenas sem endosperma; e pelo complexo sistema
de polinização empregado por suas flores, que atraem insetos para uma pseudocópula. Quase
sempre são plantas verdes que realizam fotossíntese.

As orquídeas são perenes ou anuais e podem ser


terrestres, epífitas, rupícolas, trepadeiras, saprófitas e mesmo subterrâneas. Suas folhas são
alternadas, raramente opostas. Normalmente na base apresentam bainhas com veias paralelas.
Frequentemente apresentam estruturas de reservas nutritivas, sejam raízes espessadas,
tubérculos ou seja o caule modificado em pseudobulbos. As flores são zigomórficas e

83
bissexuadas, raramente unissexuadas. O perianto apresenta seis tépalas em duas camadas. A
externa é formada por três sépalas que algumas vezes apresentam-se concrescidas. Da
camada interna, duas costumam ser algo semelhantes às sépalas e são chamadas pétalas a
outra modificada em labelo como vimos acima.

A família das orquídeas, como praticamente todos os outros seres vivos, está subdividida em
diversos grupos progressivamente menores e afins, os principais pela ordem
são: subfamília, tribo, subtribo, gênero e espécie. Entretanto em alguns casos nem todas essas
subdivisões são necessárias, e em outros há mais divisões tais como a divisão de subgêneros
em seções, subseções, séries e subséries ou alliances, e de espécies em subespécies, formas e
variedades. A filogenia moderna tem necessidade de mais divisões para refletir todas as
alterações evolutivas dos grupos, no entanto muitas destas ainda não estão bem estabelecidas
e acabam por ficar evidentes apenas quando os cladogramas são consultados.

A família Orchidacea divide-se em cinco subfamílias:

a) Apostasioideae Reichenbach
a. Plantas com pólen pastoso ou farinoso, que geralmente não formam polínias,
com duas ou três anteras férteis linear-lanceoladas, folhas de bases
embainhadas, estaminóde alongado e labelo similar às pétalas.
b) Cypripedioideae Lindley
a. Plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias,
com duas anteras férteis oblongas ou ovais, folhas de bases embainhadas,
estaminóde em formato de escudo e labelo geralmente saquiforme.
c) Vanilloideae Szlachetko
a. Plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias,
com uma antera fértil incumbente e folhas sem bases embainhadas.
d) Orchidoideae
a. Plantas com pólen coeso formando polínias, uma antera fértil ereta ou
tombada para trás e folhas enroladas claramente plicadas, raízes
frequentemente carnosas.
e) Epidendroideae Lindley

84
a. Plantas com pólen coeso formando polínias, com antera incumbente, ou
tombada para trás, mas então com folhas claramente plicadas e raízes
raramente carnosas.

11.2 Distribucao
Embora sua distribuição seja bastante irregular, as orquídeas são encontradas praticamente
em todas as regiões do planeta, com exceção da Antártida. Devido a grande distribuição
geográfica, é natural que um grupo tão diverso também apresente adaptações aos mais
diferentes climas, bem como a multiplicidade dos agentes polinizadores presentes em cada
regiã[Link]-se de uma família em ativo ciclo evolutivo e seus gêneros mais próximos
cruzam-se com certa facilidade na natureza, desafiando o antigo conceito botânico em que
uma espécie é formada por todos os indivíduos capazes de cruzar com a produção
de descendentes férteis

Orquideas

11.3 Uso e Importância das Orquídeas


Além do uso ornamental dessas plantas, as utilidades dela são poucas, o que podemos incluir
a produção de baunilha a partir dois frutos de algumas espécies, e mesmo para a área de
ornamentação, apenas alguns poucos exemplares são usados como enfeites de ambientes. Até
mesmo porque a maioria das orquídeas têm flores pequenas e folhas pouco atraentes.

Para serem usadas como flores de corte, as mais comuns são as provenientes de híbridos dos
gêneros Phalaenopsis, Cattleya, Dendrobium, Paphiopedilum e Cymbidium.
Ainda assim, a orquídea é uma espécie de planta que desperta certo interesse em
colecionadores e cuidadores de plantas em geral, que acabam se reunindo com frequência em

85
associações orquidófilas, cujas atrações incluem palestras e exposições de orquídeas dos mais
diferentes tipos.

11.4 Principal espécie da família Orquideaceae

11.4.1 Baunilha

Baunilha (docastelhano vainilla, pequena vagem) é uma especiaria usada


como aromatizante, obtida de orquídeas do género Vanilla, nativas do México. Originalmente
cultivada pelos povos mesoamericanos pré-colombianos, parece ter sido levada para
a Europa juntamente com o chocolate na década de 1520, pelo conquistador espanhol Hernán
Cortés.

Tentativas de cultivo da planta da baunilha fora do México e América Central mostraram-se


infrutíferas, devido à relação simbiótica entre a trepadeira tlilxochitl e a espécie local
de Melipona; apenas em 1837 o botânico belga Charles Morren descobriu esta relação e
desenvolveu um método para polinizar artificialmente a planta, o qual se revelou
economicamente inviável, não tendo sido aplicado comercialmente. Em 1841, um escravo a
serviço de franceses com 12 anos de idade, de nome Edmond Albius, que vivia na Ilha da
Reunião, descobriu que a planta podia ser polinizada a mão, o que viria a permitir o cultivo
global da planta.

Hoje em dia, existem três cultivares principais de baunilha de produção global, todos obtidos
de uma espécie encontrada na Mesoamérica.[6] As várias subespécies são Vanilla
planifolia (sin. V. fragrans), cultivada em Madagáscar, Reunião e outras áreas tropicais
do Oceano Índico; V. tahitensis, cultivada no Pacífico Sul; e V. pompona, encontrada
nas Índias Ocidentais, América Central e do Sul A maior parte da baunilha produzida no
mundo é da variedade V. planifolia, conhecida como baunilha "Madagáscar-Bourbon",
produzida numa pequena região de Madagáscar e na Indonésia.

A baunilha é a segunda especiaria mais cara, a seguir ao açafrão, devido à mão-de-obra


necessária na produção das vagens. Apesar do custo, é muito apreciada pelo seu paladar, que
o autor Frederic Rosengarten, Jr. descreveu em The Book of Spices como "puro, apimentado,
e delicado", e pelo seu aroma floral complexo descrito como um "bouquet peculiar". É usada
em bolos e sobremesas, perfumes, e na aromaterapia.

86
Na cultura e economia

É muito popular na região norte do Brasil; além de comercializada na maior feira da América
[31][32][33]
Latina, na banca de cheiro das erveiras do Mercado do Ver-o-Peso, na cidade
de Belém do Pará, é o principal ingrediente do Banho de Cheiro encantado, usado na
comemoração da festa junina e do reveillon no estado do Pará.[34] Essa é uma prática
ritualística que ocorre desde o século XIX, ao qual se atribui o poder de atrair a felicidade,
reatar amores, e abrir as portas da prosperidade ao praticante. [35]

Também presente no Cheiro de Papel, produzido com a infusão de essências vegetais,


comercializado no cesto de palha da Vendedora de cheiro, usados para aromatizar roupas
guardadas em gavetas e armários. É uma combinação de raízes e paus aromáticos ralados; os
ingredientes mais conhecidos são: arruda, cipó-catinga, patchuli,
japana, cumaru, alecrim, baunilha, manjerona, açucena, casca preciosa, louro
amarelo, jasmim, alfazema e priprioca.

12. Familia Fabaceae ou leguminosae


Fabaceae (ou Leguminosae nom. cons.) é uma família monofilética de plantas com flor,
com distribuição cosmopolita, que inclui as espécies vulgarmente conhecidas
por leguminosas, entre as quais algumas das plantas cultivadas com maior importância
económica no mundo. Sendo a terceira família de plantas terrestres em número de espécies
(apenas ultrapassada por Orchidaceae e Asteraceae), agrupa cerca de 751 géneros com mais
de 19 000 espécies validamente
descritas. Inclui árvores, arbustos e herbáceas perenes ou anuais, facilmente reconhecíveis
pelo fruto em forma de vagem e pelas folhas compostas e estipuladas. Muitas das espécies
desta família desenvolvem associações simbióticas com colónias de bactérias que vivem
em nódulos nas raízes. Desta interação resulta o processo de fixação de azoto.

Nomenclatura botânica

Na nomenclatura botânica Fabaceae deriva do antigo nome genérico faba, aplicado a um


táxon agora incluído em Vicia. O termo latino faba, em português fava ou feijão, foi
inicialmente aplicado ao género onde se inclui a fava. Por sua vez, o
nome Leguminosae remete para os frutos típicos destas plantas, as vagens (ou, menos

87
frequentemente, legumes), o que levou ao nome comum leguminosas aplicado genericamente
a todo os membros da família.

A existência de dois nomes científicos igualmente válidos para a família (Fabaceae e


Leguminosae) resulta da possibilidade de uso de nomes alternativos quando longamente
consagrados pelo uso, regra prevista no Código Internacional de Nomenclatura Botânica.

12.1 Morfologia
Entre as Fabaceae encontram-se tanto árvores e arbustos como plantas herbáceas perenes ou
anuais. Essa família é normalmente reconhecida pela presença de frutos do tipo vagem, [11] e
pelas folhas compostas com estípulas bem desenvolvidas.

Com cerca de 751 géneros e mais de 19 000 espécies validamente descritas, a família
tem distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os grandes biomas de
quase todas as regiões climáticas (sendo as únicas excepções as regiões árticas e antárticas e
algumas ilhas remotas). Com as suas flores e frutos característicos, as leguminosas são a
terceira família de plantas terrestres em número de espécies, com uma diversidade que é
apenas ultrapassada pelas famílias Orchidaceae e Asteraceae. As espécies desta família
representam cerca de 7% das angiospermas[15]) sendo os 5 maiores géneros: Astragalus (mais
de 3 000 espécies), Acacia (mais de 1 000 espécies), Indigofera (cerca de 700
espécies), Crotalaria (cerca de 700 espécies) e Mimosa (cerca de 400 espécies). Estes cinco
géneros abarcam cerca de um quarto de todas as espécies de leguminosas. Fabaceae é a
família mais frequentemente encontrada nas florestas tropicais húmidas e nas florestas
secas das Américas e de África. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies
arbóreas nas florestas neotropicais, além de haver grande número de táxons endémicos nesta
região.

Os principais géneros da família Fabaceae, em número de espécies, são: Astragalus (2 000


spp.), Acacia (1 000), Indigofera (700), Crotalaria (600), Mimosa (500), Desmodium (400),
Tephrosia (400), Trifolium (300), Chamaecrista (260), Senna (250), Inga (250), Bauhinia (25
0), Adesmia (230), Dalbergia (200), Lupinus (200), Rhynchosia (200), Pithecellobium (170),
Dalea (150), Lathyrus (150), Calliandra (150), Aeschynomene (150), Vicia (140), Albizia (13
0), Swartzia (130), Lonchocarpus (130), Caesalpinia (120), Lotus (100), Millettia (100)
e Erythrina (100). No Brasil ocorrem cerca de 222 géneros e 2822 espécies, sendo mais da
metade delas consideradas endemismos.

88
Evidências moleculares e morfológicas recentes comprovam que o conjunto das Fabaceae
forma uma única família monofilética. Esta conclusão está bem suportada não somente pelo
grau de interrelação dos diferentes grupos dentro da família quando comparado com a relação
existente entre as Leguminosae e os taxa filogeneticamente mais próximos, mas também por
todos os recentes estudos de filogenia molecular com baseados na análise de sequências de
DNA. Os resultados desses estudos confirmam que as Fabaceae como grupo monofilético
estão estreitamente relacionadas com as famílias Polygalaceae, Surianaceae e Quillajaceae,
que em conjunto formam a ordem Fabales, por sua vez também um clado integrado
nas eurosídeas I.

Dada a grande variabilidade de hábito e de morfologia que caracterizam uma família


tão diversa e com tão elevado número de espécies, tanto a circunscrição taxonómica do grupo
como a sua nomenclatura variaram largamente ao longo dos tempos. Na sua
presente circunscrição taxonómica, a família está subdividida em 6 subfamílias com
características morfológicas muito distintas. Essa dificuldade em atingir consensos
taxonómicos, levou a que o tratamento do grupo variasse entre uma única família
(Leguminosae ou Fabaceae), composta por três subfamílias (Faboideae ou Papilionoideae,
Mimosoideae e Caesalpinioideae), e a sua divisão em três famílias autónomas (Fabaceae,
Mimosaceae e Caesalpiniaceae). Presentemente, os sistemas de classificação de base
morfológica que propunham as famílias separadas estão em desuso e os nomes Fabaceae,
Mimosaceae e Caesalpiniaceae devem ser usados como sinónimos, ou sinónimos pro parte.
Nos modernos sistemas de classificação de base cladística, assentes em análises moleculares
e filogenéticas, como o sistema APG IV, consideram todo o agrupamento taxonómico das
leguminosas sensu lato como uma única família monofilética sob o nome de Fabaceae.

12.2 Hábito de crescimento


A família Fabaceae apresenta uma grande variedade de formas de crescimento,
com hábitos que variam desde pequenas plantas herbáceas anuais (em
geral caméfitos perenes) até trepadeiras e lianas (herbáceas ou lenhosas), arbustos e
[31]
grandes árvores (megafanerófitos). Entre as espécies arbóreas gigantes, conta-
se Koompassia excelsa, uma das maiores árvores extantes.

As espécies herbáceas podem ser anuais, bienais ou perenes, sem agregações foliares basais
ou terminais.

89
A espécies desta família podem ser epífitas, plantas verticais ou trepadeiras. As últimas
suportam-se por meio de rebentos que se contorcem em torno de um suporte ou através
de gavinhas. As plantas podem ser heliófitas, mesófitas, ou xerófitas. [13][3][8]

Apresentam inflorescências indeterminadas, que em certas ocasiões são reduzidas a uma


única flor. As flores apresentam geralmente um hipanto pequeno e um único carpelo com um
pequeno ginóforo. Após a fertilização, as plantas desta família produzem frutos do
tipo vagem, embora também ocorram outros tipos, entre os quais a sâmara e o lomento.

Raízes

Uma característica ecológica importante da família Fabaceae é a ocorrência de segmentos


especializados das raízes, conhecidos por nódulos radiculares, que concentram colónias
de bactérias especializadas na fixação de azoto. Num processo simbiótico, naqueles
nódulos bactérias do género Rhizobium e semelhantes fixam o azoto da atmosfera, ou seja
convertem o azoto gasoso atmosférico (N2) em nitrato ou amónia (NO3− ou NH3). Este
processo é um dos passos fundamentais do ciclo do azoto, já que converte o azoto gasoso em
compostos azotados com elevada biodisponibilidade, já que a generalidade
dos organismos não consegue utilizar directamente o azoto atmosférico para os
seus processos metabólicos.

Os nódulos radiculares são encontrados principalmente na subfamília Papilionoideae e com


menor frequência nas subfamílias Mimosoideae e Caesalpinioideae. Devido à sua capacidade
de fixar nitrogénio, algumas espécies de leguminosas são utilizadas para a melhoria de solos
agrícolas. Essas espécies apresentam grande importância económica para a produção de
alimentos, entre as quais a soja (Glycine max), as ervilhas (Pisum sativum) e
os feijões (Phaseolus vulgaris). Para produção de forragem a moderna agricultura recorre a
múltiplas espécies com nódulos radiculares, entre as quais a alfafa (Medicago sativa) e várias
espécies de géneros como Desmodium e Stylosanthes.

Folhas

Em geral as folhas da Fabaceae são de filotaxia alterna, compostas, bi a plurifolioladas ou


pinatissectas, podendo ser pinadas, bipinadas, com número par ou ímpar de pinas (p.
ex. Caragana e Robinia respectivamente), ou trifoliolares (p. ex. Trifolium e Medicago) ou

90
raramente digitadas ou compostas palmatilobadas (p. ex. Lupinus). Nas Mimosoideae e nas
Caesalpinioideae as folhas são em geral bipinadas (p. ex. Acacia e Mimosa).[3][8][32]

A generalidade das espécies apresenta estípulas foliares, as quais podem ser de tamanho e
persistência variados. Em alguns géneros, as estípulas são transformadas em espinhos (como
ocorre, p. ex., em Robinia), ou terem formato similar ao de folhas (como em Pisum) ou ser
discretas, quase residuais.

As folhas apresentam limbos com margens inteiras ou ocasionalmente serradas,


com venação peninérvea. Ocasionalmente os folíolos podem ser modificados em gavinhas.
Na base da folha e dos folíolos podem existir articulações designadas, respectivamente,
por pulvinos e pulvínulos, que realizam movimentos násticos ou tropismos. Algumas
espécies do género Mimosa usam essas articulações para realizar movimentos rápidos em
resposta a estímulos externos e, por isso, são geralmente denominadas plantas sensitivas.

As folhas também podem apresentar glândulas secretoras, sob a forma de nectários


extraflorais. Diversas espécies apresentam folhas com estruturas que atraem formigas que por
sua vez protegem a planta de insectos herbívoros (numa forma de mutualismo na defesa
contra a herbivoria). A presença de nectários extraflorais é comum
nas Mimosoideae e Caesalpinioideae, embora também ocorram em
algumas Papilionoideae (p. ex. em Vicia sativa). Em algumas espécies de Acacia, ocorrem
estípulas modificadas, ocas, que criam cavidades secretoras, conhecidas por domácias,
habitadas por espécies especializadas de formigas.

Flores

As flores da família Fabaceae apresentam em geral cinco sépalas fundidas e


cinco pétalas livres. As flores podem ser zigomorfas ou actinomorfas, mas são
majoritariamente diclamídeas (raramente monoclamídeas) e bissexuadas (hermafroditas).
Apresentam um único pistilo e um hipanto curto, que normalmente apresenta formato de taça.
As flores estão geralmente inseridas em inflorescências indeterminadas.

As Fabaceae são em geral entomófilas (polinizadas por insetos), pelo que as flores são em
geral chamativas para potenciar a atracção dos polinizadores. O cálice é gamossépalo ou
raramente dialissépalo, com prefloração aberta, valvar ou imbricada. A corola apresenta
pétalas livres ou conatas, valvadas ou imbricadas.

91
O androceu apresenta tipicamente 10 estames, embora alguns géneros apresentem essas
estruturas maior ou menor número. O gineceu apresenta ovário súpero, unicarpelar,
unilocular, por vezes dividido por falsos septos e em geral multiovulado (em geral apresenta
10 óvulos) com placentação parietal, com estilete curvo.

As flores apresentam características distintas nas três subfamílias que presentemente são
reconhecidas no grupo:

 Nas Caesalpinioideae, as flores são frequentemente zigomórficas, como em Cercis, ou


quase simétricas, com cinco pétalas iguais, como em Bauhinia. A pétala superior é a mais
interna, ao contrário de Faboideae. Algumas espécies, como as do género Senna,
apresentam flores assimétricas com uma das pétalas inferiores maior que aquela que a ela
se opõe e aparenta estar dobrada para um dos lados. Tanto o cálice como a corola e os
estames, podem ser estruturas chamativas nesse grupo;
 Nas Mimosoideae, as flores são actinomórficas e organizadas
em inflorescências globosas. As pétalas são pequenas e os estames, que podem ser mais
do que 10 em número, apresentam filamentos longos e coloridos que nesses casos são as
partes mais chamativa da flor. Todas as flores da inflrescência abrem ao mesmo tempo
(ântese simultânea);
 Nas Faboideae, as flores são zigomórficas, e apresentam uma estrutura especializada (flor
papilionácea). A pétala superior, designada por «estandarte», é em geral maior e na fase
de botão envolve as pétalas laterais, designadas por «alas», assumindo posição reflexa
após a ântese, rodeando as pétalas basais. As pétalas basais, designadas conjuntamente
por «quilha», são muito diferenciadas, fundidas no ápice e livres na base, formando uma
estrutura semelhante à quilha de uma embarcação. Os estames são sempre 10 em número,
podendo os seus filamentos ser fundidos em várias configurações, muitas vezes num
grupo de nove estames e com um estame separado. Vários genes da
família Cicloidea (CYC) ou Dichotoma (DICH) são expressos na pétala superior (também
chamada dorsal ou adaxial), sendo que em algumas espécies, como por exemplo no
género Cadia, esses genes são expressos em toda a flor, produzindo uma flor radialmente
simétrica.

O ovário das espécies desta família tipicamente desenvolve-se numa vagem, característica
típica das leguminosas. A vagem é um fruto seco, simples e deiscente, que geralmente abre

92
ao longo de uma costura, em dois lados. Apesar do nome comum para este tipo de fruta ser
"vagem", o termo é aplicado a alguns outros tipos de fruto.

Fruto

Apesar do fruto mais comum do tipo vagem ser seco e deiscente, nalguns casos, a vagem
pode ser carnoso e indeiscente. Algumas espécies da família evoluíram a partir da vagem
básica para outros tipos de fruto,
como bagas, folículos, aquénios, drupas (Andira), sâmaras (Machaerium), vagens samaroides
indeiscentes (Dalbergia), lomentos (Aeschynomene) e craspédios (Mimosa).

O embrião é geralmente curvo, verde, com o endosperma ausente.

12.3 Filogenia
A filogenia das leguminosas tem sido objecto de inúmeros estudos com recurso à técnicas
clássicas (especialmente morfológicas) e de biologia molecular. Foram utilizadas análises
morfológicas, análises de sequências de DNA (do intrão trnL do cloroplasto,
dos genes rbcL e matK (maturase K) também do cloroplasto ou dos espaçadores
ribossómicos ITS), recorrendo a análises cladísticas para investigar o relacionamento entre
diferentes linhagens da família. Em resultado desses estudos, a família Fabaceae é
consistentemente reconhecida como monofilética.

Os estudos atrás referidos também confirmaram que as subfamílias


tradicionais Mimosoideae e Papilionoidea são separadamente monofiléticas, no entanto
ambas estavam anichadas na subfamília parafilética Caesalpinioideae.[1][67]

Todas as diversas abordagens têm culminado com a obtenção de resultados similares quanto
ao relacionamento entre os principais clados da família Fabaceae. Em consequência, após
ampla discussão na comunidade científica que se dedica ao estudo da filogenética da
leguminosas, agrupada no Legume Phylogeny Working Group, obteve-e como consenso a
reclassificação das Fabaceae em seis subfamílias, o que exigiu a segregação de quatro novas
subfamílias de prévia circunscrição da subfamília Caesalpinioideae, e a fusão da resultante
subfamília Caesalpinioideae sensu stricto com a antiga subfamília Mimosoideae.

Após essa redefinição da circunscrição taxonómica das subfamílias, a estrutura da família


Fabaceae é a que consta do seguinte cladograma:

93
12.4 Taxonomia
A posição taxonómica da família Fabaceae (monofilética) dentro da ordem Fabales de acordo
com a maioria dos sistemas taxonómicos, incluindo o sistema APG IV, [2] bem como das seis
subfamílias em que se subdivide é a seguinte:[5]

 Ordem Fabales
 Família Quillajaceae (grupo externo)
 Família Polygalaceae (grupo externo)
 Família Surianaceae (grupo externo)
o Família Fabaceae
 Cercidoideae — 12 géneros e ~335 espécies, principalmente nos trópicos (inclui
os géneros Bauhinia e Cercis).
 Detarioideae — 84 géneros e ~760 espécies, principalmente nos trópicos
(inclui Amherstia, Detarium e Tamarindus).
 Duparquetioideae — 1 género e 1 espécie, nativa da África Central e Ocidental (o
único género é Duparquetia).
 Dialioideae — 17 géneros e ~85 espécies, difundidos nos trópicos
(inclui Dialium).
 Caesalpinioideae — 148 géneros e ~4400 espécies, com
distribuição pantropical (inclui Caesalpinia, Senna, Mimosa e Acacia, bem como
a antiga subfamília Mimosoideae (80 géneros e ~3200 espécies; amplamente
distribuída nos trópicos e nas zonas temperadas da Ásia e das Américas).
 Faboideae (ou Papilionoideae) — 503 géneros e ~14,000 espécies,
com distribuição cosmopolita (inclui Astragalus, Lupinus e Pisum).

12.5 Principais espécies da família Fabaceae

12.5.1 Ervilha

94
Pisum sativum, popularmente chamada de ervilha,é uma planta (legume) da qual existem
mais de duzentas variedades, e de suas vagens são extraídos diversos tipos de grãos. Em
algumas regiões de alguns países é costume utilizar os grãos e as vagens como alimento: na
forma de sopa (grãos ou vagem); como salada (grãos ou vagem); arroz de ervilhas; jardineira;
com ovos escalfados... O seu consumo contribui para uma dieta equilibrada pois constituem
uma fonte de fibras.

Importância Farmacêutica da ervilha

A ervilha é uma leguminosa que apresenta benefícios para a saúde como prevenir a prisão de
ventre, regular o açúcar no sangue, favorecer a perda de peso e melhorar a saúde dos olhos.

Esses benefícios se devem a características nutricionais como alto valor de proteínas vegetais,
fibras, vitaminas do complexo B e A, minerais como cálcio, potássio e ferro, assim como
compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, como flavonoides e
taninos.

A ervilha pode ser comprada no mercado fresca, congelada, enlatada, desidratada, na forma
de farinha ou pasta à base de ervilha, por exemplo, podendo ser usada no preparo de caldos,
sopas, tortas ou como complemento de outros pratos.

95
Os principais benefícios da ervilha são:

Melhora a saúde intestinal

As ervilhas possuem fibras, principalmente insolúveis, que contribuem para a formação das
fezes e favorecem o trânsito intestinal, ajudando a prevenir a prisão de ventre, a formação de
hemorróidas e doenças como a síndrome do intestino irritável e o câncer de cólon.

Regula o açúcar no sangue

As fibras e proteínas da ervilha ajudam a regular o açúcar no sangue, porque diminuem a


velocidade de absorção de carboidratos e promovem a saciedade.

Além disso, as ervilhas apresentam baixo índice glicêmico, sendo uma boa opção de alimento
para pessoas com pré-diabetes ou diabetes. Veja outros alimentos de baixo índice glicêmico.

Favorece a saúde dos olhos

As ervilhas são ricas em luteína e zeaxantina, carotenoides com ação antioxidante que ajudam
a manter a saúde visual, porque são os principais componentes do pigmento da mácula na
retina.

Esses carotenoides melhoram a saúde dos olhos e previnem doenças oculares como catarata e
a degeneração macular relacionada à idade. Confira mais alimentos bons para a saúde dos
olhos.

As ervilhas favorecem o ganho de massa muscular, porque são uma excelente fonte de
proteína vegetal, contendo aminoácidos essenciais para o corpo, como lisina, leucina,
fenilalanina e, em menor quantidade, metionina e treonina.

Promove a perda de peso

O consumo de ervilhas em uma alimentação saudável e equilibrada promove a perda de peso,


por ser um alimento com poucas calorias e rico em nutrientes como fibras e proteínas que
aumentam o tempo de digestão dos alimentos e promovem a sensação de saciedade.

96
Previne o envelhecimento precoce

A vitamina A e os carotenoides presentes nas ervilhas possuem propriedades antioxidantes,


que ajudam a cuidar da saúde da pele, prevenindo a formação de rugas e as marcas de
expressão, além de protegê-la contra os danos causados pelos raios UV. Saiba os principais
tipos de alimento antienvelhecimento.

Auxilia na prevenção do câncer

A ervilha contém carotenoides, flavonoides, catequinas e ácido cafeico, compostos bioativos


com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que previnem os danos celulares
causados pelos radicais livres, auxiliando na prevenção do surgimento de alguns tipos de
câncer, como o de cólon e próstata.

Propriedades das ervilhas

As ervilhas têm propriedades digestivas, antioxidantes, anti-inflamatórias, antidiabéticas,


antiobesidade, anticancerígenas, anti-hipertensivas e hipertróficas.

Essas propriedades se devem aos nutrientes e compostos bioativos que a ervilha apresenta,
como flavonoides, carotenoides e compostos fenólicos, além de fibras, proteínas, vitamina A,
vitamina K, vitaminas do complexo B e minerais, como potássio e magnésio.

Para obter os benefícios da ervilha, é importante que essa leguminosa seja incluída em uma
alimentação saudável e equilibrada, além de fazer atividade física regularmente.

12.5.2 Feijão

Feijão é um nome comum para uma grande variedade de sementes de plantas de


alguns gêneros da família Fabaceae. Proporciona nutrientes essenciais
como proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo
B), carboidratos e fibras.

A combinação de arroz com feijão é típica da culinária do Brasil e da América Central.


Geralmente, tal combinação acompanha carnes, legumes, verduras e tubérculos.

97
Importância Farmacêutica do Feijão

O feijão é o eterno companheiro do arroz na mesa do brasileiro é uma das principais fontes
de proteína da população. Ele uma boa fonte de fibra para baixar o colesterol, com isso ele
evitar que os níveis de açúcar no sangue subam muito rapidamente após uma refeição. Outro
dos benefícios do feijão é o seu baixo teor de gordura e sódio. Quando combinados com
cereais integrais, como o arroz, o feijão fornecem uma proteína de qualidade praticamente
livre de gordura.

Previne o câncer:

Feijão é rico em manganês que em seu aspecto ajuda na defesa do corpo em forna de
antioxidantes. O essencial da enzima oxidativa superóxido dismutase, responsável para
desarmar os radicais livres na mitocôndria (as potências das células). No topo de que, a
vitamina K do feijão pode proteger células de stress oxidativo, reduzindo as possibilidades de
cancer.

Melhora a função cerebral:

A vitamina K no feijão oferece excelentes benefícios para o cérebro e ao sistema nervoso. A


bainha de mielina, ou o invólucro exterior em torno do nervo, necessita de uma gordura
denominada esfingolípidos para formar adequadamente.

98
Vitamina K é conhecida como um essencial para a síntese dos esfingolípidos, e, por
conseguinte, adequada para a função cerebral e nervosa. Feijão também é uma boa fonte de
tiamina, que é crítico para as células do cérebro e a função cognitiva. Esta vitamina é
necessária para a criação de acetilcolina, um neurotransmissor utilizado para a memória e a
falta de que é um fator significativo na senilidade e doença de Alzheimer.

Regula o açúcar no sangue:

A fibra solúvel do feijão diminui a taxa de metabolismo do carboidratos do feijão, o que


impede os níveis de açúcar no sangue rapidamente após uma refeição. o alto Teor de proteína
do feijão também contribui para este efeito.

É um excelente antioxidante:

Sulfitos são um conservante normalmente adicionados aos alimentos preparados, tais como
saladas finas e saladas comuns. À semelhança de outros grãos, O feijão contêm altos níveis
de molibdênio mineral, um componente chave da enzima sulfito oxidase, cuja função é
desintoxicar sulfitos. Isso é importante para as pessoas com alergias a sulfito que estão
apresentando sintomas como dor de cabeça ou batimento cardíaco acelerado.

Melhora a saúde do aparelho digestivo:

A fibra insolúvel do feijão ajuda a manter a regularidade intestinal, aumentando o volume das
fezes. A fermentação da fibra dietética no intestino grosso também ajuda a manter as boas
bactérias no trato digestivo. Evacuações regulares estão associados a um menor risco de
câncer de cólon.

É benéfico para o aparelho cardiovascular:

O alto teor de fibra do feijão é responsável por seu poder de baixar o colesterol. O folato
ajuda a baixar os níveis de homocisteína, que está associada com um risco aumentado de
acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, e doença vascular periférica. O alto teor de
magnésio encontrado em feijão contribui para um sistema cardiovascular saudável.

É uma excelente fonte de energia:

Feijão é rico em ferro, o que ajuda a aumentar os seus níveis de energia. O ferro é necessário
para o metabolismo e a produção de energia do corpo e ajuda a mover o oxigénio por todo o

99
corpo. O manganês do feijão também é um importante contribuinte para a produção de
energia do corpo.

É rico em proteínas:

Feijão é uma ótima fonte de proteína, proporcionando um nível de proteína comparável ao


encontrado na carne ou produtos lácteos. Quando grãos são combinados com o arroz, que
formam uma proteína completa.

Fortalece os ossos

O manganês e cálcio no feijão trabalham lado a lado para manter os ossos fortes e,
juntamente com outros minerais podem ajudar a prevenir a osteoporose. Feijão também é
uma ótima fonte de folato.

A pesquisa mostrou que pequenas quantidades de ácido fólico na dieta levam a um aumento
nos níveis de homocisteína e aumenta significativamente o risco de fraturas ósseas
relacionadas com a osteoporose, fratura de quadril particularmente em homens e em
mulheres.

A vitamina K também pode ser um nutriente essencial para a saúde óssea. As pessoas que
não consomem vitamina K têm um maior risco de sofrer fraturas ósseas. A vitamina K
também e benéfica para mulheres que passaram pela menopausa e já começaram a
experimentar a perda óssea.

Impactos Económicos, Sociais e Ambientais

O feijão é um dos alimentos mais importantes da dieta dos brasileiros, e se constitui em fonte
de renda para milhares de agricultores familiares. Dada a importância económica e social da
cultura a Embrapa Clima Temperado investe no melhoramento genético, de forma a gerar
novas cultivares com características superiores as demais já recomendadas. A cultivar
‘Expedito’ apresenta como diferenciais, a alta capacidade de acumular nitrogênio, fósforo,
potássio e cálcio, o maior teor de proteína entre as cultivares indicadas para cultivo no
Estado, além de ser mais produtiva e resistente a algumas doenças como a antracnose e
ferrugem. Este trabalho teve como objectivo avaliar os impactos económicos, sociais e
ambientais dessa cultivar de feijão gerada pela Embrapa Clima Temperado, em comparação
com cultivares dominantes na região. Para a análise dos impactos económicos utilizou-se o
método do excedente económico, os impactos sociais e ambientais utilizaram da Metodologia

100
Ambitec, que considera indicadores e componentes para gerar um índice de impacto variando
numa escala de -15 a +15. A área de abrangência do estudo foram os municípios de Pelotas,
Piratini, Capão do Leão e Canguçu, onde foram entrevistados cinco produtores, indicados por
informantes chave, todos de base familiares que cultivam o feijão BRS ‘Expedito’ e outras
variedades recomendadas para a região. A produtividade média da cultivar estudada foi 1.950
kg por hectare, o que significa 5% superior a médias das demais. Considerando o preço de
venda de R$ 1,16 por kg a tecnologia em estudo gerou um excedente de R$ 105,00 por
hectares, em comparação com as demais e sem gerar aumento de custos. Alguns produtores
que utilizam a venda direta aos consumidores, relataram obter preços superiores em relação
as demais cultivares, devido a aparência superior da cultivar. O Índice de Impacto Social
gerado pela tecnologia foi positivo igual a 2,632. Os indicadores que contribuíram para esse
resultado foram da ‘Renda’, pois a resistência a doenças e a maior produtividade resultaram
em garantia e estabilidade da renda, bem como garantiram a produção; também houve
melhoraria na qualidade nutricional do alimento, em vista das características já descritas
acima. Por não haver mudança no sistema de produção não houve aumento nem redução na
demanda de mão-de-obra. O Índice de Impacto Ambiental também foi positivo igual a 0,46
representado principalmente pela redução da aplicação de defensivos em função da
resistência à doenças. Vale destacar que alguns produtores orgânicos têm optado pela cultivar
‘Expedito’ em função dessa resistência, a cultivar é mais produtiva que as demais. Os
resultados revelaram que a cultivar de feijão BRS ‘Expedito’ gerou uma aumento de
produtividade na ordem de 1,05 sacas por hectares, em comparação com as demais
predominantes na região, além de promover melhorias ambientais e sociais no campo.

12.5.3 Amendoim

O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma planta da família Fabaceae. A planta do


amendoim é uma planta herbácea, com caule pequeno e folhas compostas e pinadas,
contendo quatro folíolos de formato elíptico e com inserção alternada. Possui
abundante indumento, raiz aprumada, medindo entre 30–50 cm de profundidade.
As flores são pequenas e amareladas e, depois de fecundadas, penetram no solo, com a ajuda
de uma estrutura denominada ginóforo e de um fenómeno conhecido como geocarpia, onde
os legumes se desenvolvem subterraneamente. O fruto é uma vagem.

101
Importância económica do Amendoim

O amendoim tem uma grande importância económica, principalmente na indústria alimentar.


Algumas variedades produzem grãos com uma grande quantidade de lípidos (de 45 a 50%
de lipídios) e têm sido utilizadas para a fabricação de óleo de cozinha. Em várias regiões
da África, o amendoim é moído para cozinhar vários pratos da culinária local, que ficam
assim mais ricos em lípidos e proteínas. É muito apreciado como aperitivo, torrado ou frito.

Importância Farmacêutica

O amendoim também pode ajudar a perder peso, já que é rico em fibras que ajudam a
aumentar a sensação de saciedade e a diminuir a fome, além de ter propriedades
termogênicas. No entanto, por ter muitas calorias, deve ser consumido com moderação e ser
incluído em uma alimentação equilibrada e saudável.

Esse alimento pode ser utilizado em várias receitas, como saladas, sobremesas, lanches, bolos
e chocolates, além de também pode ser encontrado na forma de manteiga de amendoim, por
exemplo, podendo ser facilmente encontrado nos supermercados.

102
Os principais benefícios do amendoim são:

Protege contra doenças cardíacas

O amendoim contém resveratrol, uma substância com potente efeito antioxidante que previne
o dano oxidativo das células e ajuda a diminuir o colesterol, além de promover o relaxamento
dos vasos sanguíneos e reduzir a coagulação do sangre, prevenindo doenças cardiovasculares.

Ajuda na prevenção da ateroscleros

O amendoim ajuda na prevenção da aterosclerose porque contém gordura monoinsaturada,


conhecida como gordura boa, que ajuda no aumento do colesterol bom. O colesterol bom
promove a eliminação do colesterol que está nos tecidos, prevenindo, assim, o entupimento
das artérias.

Combate a anemia

O amendoim pode ajudar bastante no combate da anemia porque contém ácido fólico que é
uma vitamina que estimula a formação de células sanguíneas, como os glóbulos vermelhos.

Além disso, o amendoim também possui ferro que é outro nutriente muito importante para
prevenir e tratar a anemia, uma vez que aumenta a produção de glóbulos vermelhos e
hemoglobina. Confira outros alimentos ricos em ferro que ajudam a combater a anemia.

Previne o aparecimento da diabetes do tipo 2

Por conter gordura monoinsaturada, conhecida como gordura boa, o amendoim ajuda a
manter o nível de açúcar estável no sangue, prevenindo, assim, que exista um aumento dos
níveis de açúcar no sangue, que, ao longo do tempo, pode facilitar o aparecimento de diabetes
tipo 2.

Além disso, o amendoim é rico em fibras, ajudando a reduzir os níveis de açúcar no sangue e
que, por isso, também actuam na prevenção da diabetes tipo 2.

Ajuda na perda de peso

O amendoim é um bom alimento para ajudar no controle do peso porque é rico em fibras que
ajudam a aumentar a sensação de saciedade e diminuir a fome.

103
Além disso, o amendoim também é considerado um alimento termogênico, ou seja, um
alimento que é capaz de aumentar o metabolismo, estimulando um maior gasto de calorias
durante o dia, o que acaba facilitando a perda de peso.

No entanto, por ser uma oleaginosa com alto valor calórico, o consumo em excesso de
amendoim pode ter o efeito contrário, ou seja, favorecer o ganho de peso.

Evita o envelhecimento precoce

O amendoim é rico em vitamina E que funciona como antioxidante e, desta forma, ajuda na
prevenção e retardamento do envelhecimento.

Além da vitamina E, o amendoim é rico em ômega 3, que é uma gordura boa com forte ação
anti-inflamatória, o que previne o envelhecimento precoce, tendo em conta que funciona
como um renovador das células.

Garante a saúde dos músculos

O amendoim ajuda a manter a saúde dos músculos, uma vez que contém magnésio, um
importante mineral que ajuda a fortalecer os músculos, e potássio, que melhora a contração
muscular. Por isso, o amendoim é recomendado para quem pratica exercício físico regular.

Além disso, o amendoim também contém vitamina E, que é responsável por aumentar a
resistência dos músculos. O amendoim também melhora o rendimento no treino, favorece o
aumento de massa muscular através da realização de exercício físico e ajuda na recuperação
muscular após o treino.

Diminui o risco de malformações no bebé

O amendoim pode ser um importante aliado na gravidez, porque contém ferro que ajuda na
formação do sistema nervoso do bebê, no seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, o
ferro também ajuda a reduzir o risco de infecções que são comuns na gravidez, como as
infecções urinárias.

104
Além disso, o amendoim também contém ácido fólico, que é muito importante na gravidez, já
que é responsável pela redução do risco de deficiências no cérebro e na coluna vertebral do
bebé. Saiba mais sobre o ácido fólico na gravidez, para o que serve e como tomar.
Melhora o humor

O amendoim ajuda a melhorar o humor e a diminuir o estresse porque contém triptofano, uma
substância que favorece a produção de hormônios a serotonina, conhecida como o "hormônio
do prazer", e aumenta a sensação de bem-estar.

13. Família Anacardiaceae


Anacardiaceae é uma família botânica representada por 80 gêneros e cerca de 800 espécies.
No Brasil ocorrem 14 gêneros e cerca de 57 espécies. É conhecida por suas espécies
frutíferas, entre estas a manga (Mangifera indica), originária da Ásia e o caju (Anacardium
occidentale), nativo do Brasil. São, geralmente, árvores ou arbustos com canais resinosos
que, quando expostos por injúrias, têm um cheiro característico. Sua madeira é de boa
qualidade e muitas substâncias são extraídas para uso na indústria e na medicina.

13.1 Etimologia e Morfologia


De anacardium do grego latinizado ἀνά (aná) 'voltado para cima' e καρδία (kardía) 'coração',
devido ao formato de coração dos frutos, como a castanha do caju e a manga.

Anacardiaceae [Link]. compreende ca. 80 gêneros e 800 espécies, distribuídas principalmente


em regiões tropicais ou subtropicais. Ademais, várias espécies da família são cultivadas fora
de seus ambientes naturais, devido a sua importância ornamental, alimentícia (manga, caju,
pistache e outros) ou madeireira. O grupo é formado por plantas arbóreas e arbustivas com
manifestação de resina em sua casca, sendo facilmente confundida com a família
Burseraceae, podendo distingui-las pelo odor, já que Burseraceaes exalam um cheiro forte.
Anacardiaceae apresenta plantas lenhosas, com ductos resiníferos, ramos glabros ou pilosos,
folhas normalmente alternas, geralmente simples, compostas ou pinadas, em sua maioria
imparipinadas; sua margem é inteira ou serreada e ausência de estípulas, geralmente com
forte odor de resina no estado fresco. Suas flores são bissexuais, unissexuais ou poligâmicas,
diclamídeas, actinomorfas e estão dispostas em inflorescências tirsoides, racemosas,
paniculadas ou em espigas, sendo raramente solitárias; normalmente são pentâmeras, com (1–
)5–10(–>100) estames, e comumente apresentam disco nectarífero intraestaminal; sépalas 4-

105
5-meras, dialissépalo ou gamossépalo, pétalas 4-5-meras, dialipétala; o gineceu é sincárpico,
com 1–12 carpelos uniovulados e ovário súpero. Tem cor alva, esverdeada, arroxeada;
estames livres, heterodínamos, isostêmone ou diplostêmone ou apenas um fértil,
estaminódios frequentes; anteras rimosas; disco nectarífero presente ou ausente Seus frutos
[4]
são geralmente do tipo drupa ou sâmara. No Brasil ocorrem 55 espécies distribuídas em 14
gêneros, sendo os mais diversos Schinus L. (11 espécies) e Anacardium L.

13.2 Distribuição geográfica


Grupo Anacardiaceae se encontra predominantemente nos domínios fitogeográficos da
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata atlântica, Pampa e Pantanal.

Sua distribuição geográfica tem ocorrência confirmada em todas as regiões do Brasil, em


alguns estados de cada região. No Norte, ocorre no Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Roraima e Tocantins; No Nordeste, ocorre em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe; No Centro-oeste, ocorre no Distrito
Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; No Sudeste, ocorre no Espírito Santo,
Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; No Sul, ocorre no Paraná, Rio Grande do Sul e
Santa Catarina.

Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal.

13.3 Reprodução

A reprodução se dá como em qualquer outra Angiosperma. Ocorre no interior do saco


embrionário e é dupla, pois envolve a formação de um zigoto (núcleo espermático + oosfera)
e de um núcleo triploide (núcleo espermático + núcleos polares).

Esse núcleo poderá originar um tecido triploide rico em substâncias nutritivas,


chamado endosperma ou albúmen, como ocorre em sementes do milho, arroz, caju e outras.

Após a fertilização, ocorre um intenso desenvolvimento do óvulo, que origina a semente.


Acompanhando o óvulo, o ovário também se desenvolve e transforma-se no fruto. Então,
normalmente com significativa participação do fruto, as sementes já podem ser propagadas e
em condições favoráveis, o embrião se desenvolve em uma nova planta, reiniciando o ciclo.

106
Em Manguifera e em Anacardium há a produção de um pseudofruto. Em algumas espécies,
sua propagação se dá por estaquia a partir de segmentos de raiz ou caule.

13.4 Principais espécies da família Anacardiaceae

13.4.1 Manga

A manga é o fruto da mangueira (Mangifera indica L.), árvore frutífera da


[1]
família Anacardiaceae, nativa do sul e do sudeste asiático desde o leste da Índia até
as Filipinas, e introduzida com sucesso no Brasil, em Angola,
em Moçambique, Portugal e Espanha.

Importância da Manga

A manga é uma fruta que ajuda a combater inflamações, fortalecer o sistema imunológico e
reduzir o risco de doenças cardiovasculares, porque possui muitos nutrientes como
vitamina A, vitamina C, magnésio, potássio e polifenóis como mangiferina, canferol e ácido
benzoico.

Por outro lado, a manga tem bastante frutose, que é um tipo de açúcar encontrado
naturalmente na fruta e que, quanto mais madura, maior será a sua quantidade. Por isso, essa
fruta não é aconselhada para quem precisa perder peso, especialmente se for ingerida muito
frequentemente, pois é uma fruta que contém muitas calorias.

A manga é muito versátil e inclusive a sua casca pode ser consumida, ao natural ou
em preparações como suco, geleia, vitamina, salada, molho. Além disso, a folha da manga
também pode ser usada no preparo de um chá para fins medicinais.

Benefícios da manga

107
Os principais benefícios da manga são:

Melhora o funcionamento do sistema digestivo

A manga é uma fruta excelente para melhorar a prisão de ventre pois é muito rica em fibras
solúveis que agem absorvendo água do trato digestivo formando um gel que ajuda a regular o
intestino. Além disso, a mangiferina presente na manga age como um laxante natural
aumentando o movimento do intestino e facilitando a eliminação das fezes.

A mangiferina também protege o fígado, melhora a ação dos sais biliares que são importantes
para a digestão de gorduras e auxilia no tratamento de vermes e infecções intestinais.

Além disso, a manga contém amilases que são enzimas que degradam os alimentos
facilitando sua absorção e, por isso, regula e melhora a digestão.

Combate a gastrite

A manga possui na sua composição a mangiferina e a benzofenona que tem efeito protetor
para o estômago por ter ação antioxidante, reduzindo os danos nas células do estômago, além
de diminuir a produção de ácido do estômago e, por isto, pode auxiliar no tratamento da
gastrite ou úlcera gástrica.

Ajuda a controlar a glicemia

Alguns estudos mostram que os polifenóis como o ácido gálico, ácido clorogênico e ácido
ferúlico podem estimular a produção de insulina e reduzir os níveis de açúcar no sangue e da
hemoglobina glicada que é um indicador de diabetes, podendo ser um importante aliado no
tratamento do diabetes.

No entanto, a manga deve ser consumida de forma moderada e em pequenas porções ou pode
ser utilizada junto com outros alimentos ricos em fibras. Além disso, a melhor forma de
aproveitar as propriedades da manga para ajudar a controlar a glicemia é consumir esta fruta
mais verde, pois a manga madura pode exercer o efeito contrário e aumentar a glicemia.

Tem ação anti-inflamatória

A mangiferina, o ácido gálico e a benzofenona presentes na manga têm propriedades anti-


inflamatórias sendo muito úteis no tratamento de inflamações do intestino como a colite
ulcerativa ou doença de Crohn, por exemplo, pois reduz a produção de substâncias
inflamatórias como as prostaglandinas e as citocinas.

Além disso, a ação anti-inflamatória da manga no intestino, ajuda a prevenir os danos


celulares que podem causar câncer no reto e no intestino.

Tem ação antioxidante

A vitamina C e os compostos polifenólicos como mangiferina, quercetina, canferol, ácido


gálico e ácido cafeico possuem ação antioxidante, combatendo os radicais livres e reduzindo
os danos nas células. Assim, a manga ajuda a prevenir e combater doenças associadas ao

108
stress oxidativo causado pelos radicais livres como a aterosclerose, infarto, derrame cerebral,
diabetes ou câncer.

Combate o câncer

Alguns estudos utilizando células de leucemia e do câncer da mama, da próstata e do


intestino mostram que os polifenóis, principalmente a mangiferina presentes na manga
possuem ação antiproliferativa, reduzindo a proliferação das células do câncer. Além disso,
os polifenóis têm ação antioxidante, que agem combatendo os radicais livres que causam
danos nas células.

Entretanto, ainda são necessários estudos em seres humanos que comprovem esse benefício.
Conheça mais alimentos que ajudam a prevenir o câncer.

Fortalece o sistema imune

A manga é rica em nutrientes como as vitaminas A, B, C, E e K e folato que estimulam a


produção de glóbulos brancos que são células de defesa essenciais para prevenir e combater
infecções e, por isso, a manga ajuda a fortalecer o sistema imune.

Além disso, a mangiferina estimula as células de defesa do organismo a combater infecções.

13.4.2 Caju

O caju é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale) quando, na
verdade, trata-se de um pseudofruto.

O que entendemos popularmente como "caju" se constitui de duas partes: o fruto


propriamente dito, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, o pseudofruto, um corpo
piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.

Na língua tupi, akaîu (caju) significa noz que se produz.

Na tradição oral sabe-se que acayu ou aca-iu refere-se a ano, uma vez que
os indígenas contavam a idade a cada floração e safra.

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Importância Farmacêutica do Caju

Veremos a seguir os principais benefícios do caju para saúde e boa forma.

Perda de peso

Escolher alimentos com poucas calorias e efeitos positivos para a perda de peso é uma tarefa
um tanto quanto difícil. Nesse sentido, o caju contém poucas calorias, e ainda é uma fruta
com baixo percentual de gorduras.

Nesse sentido, o tipo de gordura contido no caju é de ácidos gordos insaturados, semelhantes
à gordura contida no azeite, a qual é tida como funcional para o metabolismo. O caju pode ser
uma excelente opção para as refeições intermediárias e lanches fora de hora.

Ele irá garantir o fornecimento de vitaminas ao seu corpo e não trará ganho de peso, desde
que consumido com moderação. As fibras presentes na fruta também possibilitam o melhor
funcionamento da flora intestinal, o que reduz os desconfortos abdominais e inchaços,
promovendo a saúde do seu intestino.

Efeitos positivos no colesterol

O desequilíbrio de colesterol é um dos problemas comuns entre pessoas que lidam com
problemas com a balança. O caju contém gorduras monoinsaturadas, e estas podem ser
benéficar para reduzir os efeitos do colesterol LDL, conhecido como ruim.

Esse benefício pode melhorar a qualidade de vida, além de reduzir a possibilidade de


ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), ataques cardíacos, auxiliando na saúde
de seu coração e funcionamento adequado do sistema cardiovascular.

Pode ajudar na prevenção de doenças do sangue

A ação antioxidante é muito conveniente para quem deseja manter o funcionamento do


organismo equilibrado, além de ajudar na eliminação de células que não mais contribuem
com o comportamento saudável do corpo.

O caju contém cobre, mineral importante para este efeito antioxidante. Essa contribuição da
fruta pode ser importante para a prevenção de doenças do sangue, pois o cobre pode apoiar a

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produção de hemoglobina, favorecendo a saúde do corpo, e reduzindo os impactos causados
por radicais livres.

Contribui para uma pele e cabelos saudáveis

Os efeitos positivos desse mineral contido no caju também podem se estender à produção de
melanina. Importante para a saúde da pele, o cobre pode favorecer a saúde dos cabelos, pele,
e até unhas.

Após algumas pesquisas, recomendou-se o consumo médio de ¼ de xícara da fruta, assim, o


cobre contido nela pode ajudar na manutenção de uma pele brilhante e saudável, junto a fios
sedosos e menos quebradiços.

Mantém ossos e dentes fortes

Os minerais ainda se são responsáveis pela saúde dos dentes, gengiva e ossos. Os benefícios
do caju também são garantidos pela porção de magnésio e cálcio contida na fruta. Ele fornece
um excelente suporte para a saúde dos ossos e dentes.

Apoia o sistema imunológico

Muitas pessoas erram ao adoptar dietas sem o acompanhamento médico, e não se atentam
que a alimentação deve ser feita de forma balanceada. É importante consumir os nutrientes
necessários para o bom funcionamento do organismo. Nesse sentido o zinco contido no caju
pode apoiar o fortalecimento do sistema imunológico.

Importante para o sistema nervoso

O magnésio é um mineral importante para a manutenção do sistema nervoso. Cuidar dos


nutrientes que você ingere pode ter efeitos não só na sua saúde, mas também no humor e bem
estar.

De olho no equilíbrio psicológico, a porção de magnésio contida no caju pode auxiliar o


funcionamento dos neurotransmissores. O mineral apoia a produção de dopamina, o que
resulta em um efeito relaxante e conveniente, principalmente, para mulheres na fase de TPM.

Pode ajudar no controle do diabetes

O controle de consumo de açúcar deve ser feito não só por quem já tem diabetes, mas
principalmente para evitar esta condição, a qual leva a limitações alimentares e efeitos
prejudiciais à saúde de modo geral. O consumo de caju não altera os níveis de açúcar no
sangue, e nem causa ganho de peso.

Isso foi o que concluiu um estudo de 2018, onde os pesquisadores forneceram a 300
participantes com diabetes tipo 2 uma dieta enriquecida com caju ou uma dieta típica para
diabetes.

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Aqueles na dieta enriquecida com caju tiveram pressão arterial mais baixa e níveis mais altos
de colesterol HDL após 12 semanas. Segundo os pesquisadores, “o consumo de caju também
não causou um impacto negativo nos níveis de glicose no sangue ou no peso”.

Fornece energia para as actividades do dia-a-dia

Após algumas pesquisas, o caju foi apontado como funcional para melhorar a função sexual.
O suco de caju pode melhorar os níveis energéticos, o que promoverá o bom desempenho
físico, tanto em homens quanto em mulheres, fortalecendo o sistema cardiovascular.

Ajuda a combater os radicais livres

Actualmente, doenças relacionadas ao aumento do número de radicais livres no organismo


atingem cada dia mais pessoas, até mesmo por estar relacionado à poluição e stress, fatores
cada dia mais presentes, e sabemos que a melhor forma de prevenção é manter uma
alimentação saudável e rica em nutrientes.

O caju é uma das frutas que pode fortalecer o organismo e actuar preventivamente contra o
surgimento de radicais livres, responsáveis por diversas doenças, dentre elas o câncer, pois
ele é rico em flavonoides, importantes agentes antioxidantes e que oferecem efeitos anti-
inflamatórios e protectores, responsáveis por garantir uma boa saúde.

14. Familia Musaceae


O Musaceae são ervas perenes de grande porte, contem 3 gêneros e cerca de 45 espécies.
As folhas são alternas e muito grandes. Originárias do sudeste da Ásia - na região ocupada,
atualmente pela Malásia, Indonésia e Filipinas. Nesta família que se encontra as bananeiras.

Etimologia

Musaceae: O nome da família tem a sua origem no gênero Musa L.

Musa: O nome do gênero resulta da latinização da planta árabe "mauz", o médico imperador
romano Otávio Augusto foi chamado Musa, e, aparentemente, é por isso que Carolus
Linnaeus usou o nome.

14.1 Morfologia
Apresentam um pseudocaule a partir do qual os pecíolos individuais e lâminas divergem. As
lâminas são simples, com uma nervura central proeminente e numerosas nervuras laterais

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penni-paralelas. Eventualmente, um eixo inflorescente cresce para cima através do canal
formado pelas bases de folhas sobrepostas e produz uma série de terminais de
grandes brácteas sobrepostas. As flores são zigomorfas e funcionalmente unissexuais, os
proximais ser do sexo feminino e os distais masculino. O perianto é composto por duas séries
de 6 petalóides tepals, dos quais 5 são connate em um tubo de 5 lóbulos deixando um
segmento interno livre. O androceu geralmente consiste de 5 estames férteis e um
estaminóides que fica em frente ao tepal livre. O gineceu consiste de um único composto de
pistilo 3 carpelos, um único estípulo, e um ovário inferior com 3 lóculos, cada um contendo
inúmeros óvulos axile. O fruto é uma baga, geralmente com um couro, exocarpo separáveis.

14.2 Distribuicao
Paleotropical, incluindo dois gêneros e cerca de 35 espécies. No Brasil não ocorrem espécies
nativas, mas as bananeiras são plantas tão amplamente cultivadas que chegam a ser
confundidas com as plantas nativas. Além disso, Musa ornata (bananeira-ornamental), uma
espécie asiática ornamental, tornou-se uma invasora bastante agressiva em alguns trechos
da Mata Atlântica, com frutos que produzem sementes viáveis, dispersas por animais
silvestres por toda a floresta.

14.3 Caracteres evolutivo


A família é arborescente e ganha seu auge a partir de uma sobreposição das bases ou
pecíolos. Isto é chamado de "pseudocaule" e não é "verde". As plantas são perenes e pode
rejuvenescer após o corte de um rizoma maciça. As hastes também contêm um suco leitoso.

14.4 Reprodução
Plantas monóicas, ou andromonóica ou polygamomonoecious. Apresentam nectários florais.
Secreção de néctar do gineceu (via nectários septais). Polinização entomófila, ornitófila ou
por morcegos.

Géneros

 Ensete
 Musa
 Musella

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14.5 Principais espécies da família musaceae

14.5.1 Banana

Banana, pacoba ou pacova é uma pseudobaga da bananeira, uma


planta herbácea vivaz acaule da família Musaceae (género Musa - além do género Ensete,
que produz as chamadas "falsas bananas"). São cultivadas em 130 países. Originárias
do sudeste da Ásia são atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do
planeta.

Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas


de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. Contudo, existem variedades de
cultivo, de polpa mais rija e de casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos,
em língua espanhola, banana-pão ou banana-da-terra, em português, ou plantains, em inglês,
que são consumidas cozinhadas (assadas, cozidas ou fritas), constituindo o alimento base de
muitas populações de regiões tropicais. A maioria das bananas para exportação é do primeiro
tipo, ainda que apenas 10 a 15 por cento da produção mundial seja para exportação, sendo
os Estados Unidos e a União Europeia as principais potências importadoras.

As bananas formam-se em cachos na parte superior dos "pseudocaules" que nascem de um


verdadeiro caule subterrâneo (rizoma ou cormo) cuja longevidade chega a 15 anos ou mais.
Depois da maturação e colheita do cacho de bananas, o pseudocaule morre (ou é cortado),
dando origem, posteriormente, a um novo pseudocaule.

As pseudobagas formam-se em "pencas" com até cerca de vinte bananas. Os cachos de


bananas, pendentes na extremidade do falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e
podem pesar de 30 a 50 kg. Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de
75% de água e 25% de matéria seca. Bananas são fonte apreciável de vitamina A, vitamina
C, fibras e potássio.

Ainda que as espécies selvagens apresentem numerosas sementes, grandes e duras, quase
todas as variedades de banana utilizadas na alimentação humana não têm sementes, como
frutos partenocárpicos que são, exceção feita à espécie Musa balbisiana, comercializada no
mercado indonésio, excepcionalmente com sementes.

Devido ao elevado teor de potássio em sua composição, as bananas são


levemente radioativas, mais do que a maioria dos outros frutos, sendo, inclusive, uma fonte
natural de antimatéria (ela produz, em média, um pósitron aproximadamente uma vez a cada

114
75 minutos).[4] Isso se deve à presença do isótopo radioativo potássio-40 (40K), regularmente
distribuído no potássio ocorrente na natureza, apesar de que o isótopo comum, potássio-39
(39K), seja não-radioativo. Por esta razão, os ambientalistas em energia nuclear, por vezes,
costumam referir-se à "dose equivalente em banana" de radiação para apoiar seus argumentos
durante debates em congressos e encontros sobre a matéria. Embora a radioatividade da
banana seja muito leve, todavia, grandes carregamentos da fruta em navios podem ser
suficientes para disparar detectores ou sensores de radiação em determinadas circunstâncias.

Caracteristicas

É de cor verde, quando imatura, chegando a amarela ou vermelha, quando madura. Seu
formato é alongado, podendo, contudo, variar muito na sua forma a depender das variedades
de cultivo. Essa variação também acontece com a polpa, que pode ser mole ou dura, ou ainda
com incrustações meio duras, bem como de sabor mais doce ou mais acre. Assim como
o abacaxi, a banana também é fruto partenocárpico, pois pode formar-se
sem fecundação prévia. É por isso que não possui sementes. Depois de cortada, a banana
escurece-se muito rapidamente, devido à oxidação (pela presença da polifenoloxidase) em
contato com o ar.

A espécie Musa balbisiana, comercializada no mercado indonésio contém,


excepcionalmente, sementes, e é considerada uma das espécies ancestrais das actuais
variedades híbridas das bananas geralmente consumidas.

Umbigo, flor, coração ou mangará da banana

Da parte inferior do cacho da banana ainda imaturo (ou verde, como se usa dizer), sai um
pendão e, em seu extremo, destaca-se um cone de coloração e consistência diferenciadas, que
é a flor da bananeira. Popularmente, a flor da bananeira é chamada de umbigo [do cacho] da
banana, coração da bananeira, mangará ou apenas umbigo da banana, que, cozido e preparado
com outros ingredientes, é comestível de requintado sabor e alto valor nutricional.

Do cacho da banana sai um pendão. No final deste, há um cone roxo. Seu miolo é comestível
e é conhecido como umbigo de banana, podendo também ser chamado de coração da
bananeira.

Várias receitas culinárias usam o umbigo da banana: cozido com bacalhau, ou carne moída,
ou linguiça de porco defumada; temperado e refogado simples; entre outras.

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A tradição popular reporta ainda outros usos para o umbigo da banana. Alguns preparados
caseiros com fins medicinais, como xaropes, são considerados eficazes.

Para ser utilizado como comestível (ou em preparações medicinais caseiras), o umbigo da
banana precisa ser cortado, na posição certa (não muito próximo das pencas, apenas o
bastante para se retirar o cone arroxeado do cacho ainda imaturo ou verde), o que favorece,
pelo fluxo forçado da seiva, o amadurecimento do próprio cacho. Do cacho já maduro, não
mais se aproveita o umbigo da banana, que terá escurecido e perdido o viço e uso culinário ou
medicinal, aproveitando-se apenas como adubo.

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CAPITULO III

Conclusao

Compreender as características das plantas e conhecer a diversidade do grupo é fundamental


para o trabalho de conservação ambiental. Por isso, o Dia Nacional da Botânica é uma data
que busca divulgar a importância da flora e seu papel ecológico na estrutura dos ecossistemas
e, assim, fomentar na sociedade a conscientização sobre a manutenção das biodiversidade em
toda a sua complexidade.
As plantas absorvem dióxido de carbonos, logo, são imprescindíveis tanto para o equilíbrio
do meio ambiente quanto para a mitigação das mudanças climáticas e redução da emissão dos
gases do efeito estufa (GEE) que aceleram o processo de aquecimento global. Contudo, as
contribuições não param por aí!
Além de valores ambientais, a flora é primordial para questões sociais e económicas. Isso
porque as florestas equilibram os ecossistemas, regulando a temperatura e mantendo
saudáveis os recursos hídricos, como as nascentes, além de fornecerem alimento aos animais
e aos humanos. Os vegetais são ainda cruciais para as áreas médicas e farmacêuticas.

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Referencias Bibliograficas

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