Ana Rabo
Ana Rabo
DELEGAҪÃO DE CHIMOIO
CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA COM HABILIDADES EM
SAÚDE PÚBLICA
Tema:
Famílias Botânicas e suas características
Estudante:
Tema:
Famílias Botânicas e suas características
Estudante:
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3. Familia Euphorbiaceae/euforbiáceas ............................................................................................. 24
3.1 Etimologia e Morfologia ............................................................................................................. 25
3.2 Importância Econômica .............................................................................................................. 27
Medicina ...................................................................................................................................... 27
Alimentação ................................................................................................................................. 28
3.3 Principais espécies da Familia Euphorbiciae ............................................................................... 28
3.3.1 Mamona .............................................................................................................................. 28
3.3.2 Mandioca ............................................................................................................................ 30
4. Familia Solanaceae ....................................................................................................................... 32
4.1 Morfologia.................................................................................................................................. 34
4.2 Distribuição ................................................................................................................................ 36
4.3 Filogenia e Taxonomia ................................................................................................................ 37
4.4 Principais espécies da família Solanaceae................................................................................... 39
4.4.1 Batata rena.......................................................................................................................... 39
4.4.2 Tomate ................................................................................................................................ 42
4.4.3 Biringela .............................................................................................................................. 43
5. Familia Malvaceae ........................................................................................................................ 45
5.1 Morfologia.................................................................................................................................. 45
5.2 Taxonomia.................................................................................................................................. 47
5.3 Filogenia ..................................................................................................................................... 47
Subfamílias ................................................................................................................................... 47
5.4 Importancia ................................................................................................................................ 48
6. Familia Caricaceae ou Papayaceae ............................................................................................... 49
6.1 Taxonomia.................................................................................................................................. 49
6.2 Morfologia.................................................................................................................................. 49
6.3 Relações filogenéticas................................................................................................................. 50
6.4 Distribuicao geográfica ............................................................................................................... 51
6.5 Importância económica da família Caricaceae ............................................................................ 52
6.6 Principal espécie da família Caricaceae ...................................................................................... 52
6.6.1 Papaia ................................................................................................................................. 52
7. Família Cactaceae ......................................................................................................................... 56
7.1 Morfologia.................................................................................................................................. 57
7.2 Distribuicao ................................................................................................................................ 58
Introdução
O presente trabalho pertence a cadeira de Botanica geral, leccionada no Instituto Superior
Mutasa pelo docente Sergio Meireles.
Este trabalho ira abordar sobre as principais famílias botânicas de interesse económicos,
ambiental e medicial.
Família botânica é um termo da taxonomia criado por Lineu no século XVIII. A família
agrupa um conjunto de gêneros, que por sua vez agrupa um conjunto de espécies. Para a
botânica é a categoria de maior importância, quando se está interessado em classificar um
material botânico.
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Objectivos
Objectivos gerais
Conhecer as principais famílias botânicas.
Objectivos específicos
Descrever as principais famílias botânicas;
Explicar a importância das principais famílias botânicas.
Metodologias de trabalho
Referência Bibliográfica trata-se de todo o levantamento de bibliografias já publicadas em
forma de livros, revistas, impressa escrita, ou publicações avulsas LAKATOS (1987). Este
método oferece um rol de bases que sustentam as possíveis soluções dum problema, portanto
com este, procurar bases teóricas que falam e sustentam de alguma maneira sobre o tema em
estudo (MARCONI e LACTATOS 2002). Esta pesquisa consistirá em recolha de diferentes
literaturas e fontes que directa ou indirectamente estão relacionados com o tema, visando obter
uma informação ampla e funcional sobre o mesmo.
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CAPITUL II
1. Poaceae
Poaceae é uma família de plantas das angiospermas da classe Liliopsida (Monocotiledôneas),
subclasse Commelinidae, também conhecidas como capins, gramas ou relvas.
São plantas floríferas, frequentemente rizomáticas (ou não), anuais ou perenes, sublenhosas até
lenhosas, com forma de vida em arbusto, árvore, bambu, erva, liana/volúvel/trepadeira ou
subarbusto, vive sob substrato aquático, rupícula ou terrícula.
O sistema de classificação APG II, de 2003, reconhece esta família incluindo-a na ordem
Poales. A família é constituída por 668 gêneros com 10 035 espécies. O sistema de
classificação APG, de 1998, reconhecia a família na ordem Poales com o nome
de Gramineae (Juss.), com aproximadamente 700 gêneros e 12 000 espécies.
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1.1 Características morfológicas gerais das Poaceae
Raiz
Por serem monocotiledôneas tem a raiz fasciculada, abrangendo bastante área ao seu redor
Folhas
Possui caules de secção circular, em sua maioria o colmo, exceto o bambu que possui o caule
lignificado, em seus entrenós são encontrados meristemas intercalados que os protegem do
fogo e de herbivorias, já que nesses meristas são constituídos de gemas que fazem a planta
crescer novamente.
Flores
Apresenta um perigônio formado por 3 verticilos de 2 peças que se reúnem em 1º grau para
formar a inflorescência denominada “espigueta". Esta espigueta pode ser formada por 1 a 50
flores, onde algumas podem não ser funcionais.
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cobre total ou parcialmente a pálea; o conjunto formado por lema e pálea denomina-se de
"antécio" que pode estar ou não protegido pelas 2 brácteas da espigueta, denominadas “glumas
I e II”; o androceu é formado por 3 estames na maioria das espécies, com filetes longos e
tênues, o que facilita a anemofilia; excepcionalmente podem ocorrer 1,2,6 ou mais estames.
Frutos
Na sua grande maioria, os frutos das gramíneas são cariópses, que são frutos secos,
indeiscentes (que não abrem) e possuem em sua maioria a semente presa ao pericarpo
(endocarpo, mesocarpo e epicarpo) do fruto.
1.2 Biogeografia
Distribuição ecológica
Plantas cosmopolitas, presentes tanto em ambientes desérticos como marinhos e de água doce.
Registro em todos os tipos de ecossistemas, exceto em grandes altitudes. Segundo Judd,
(2009), os campos nativos se desenvolvem em ecossistemas que apresentam estiagem sazonal,
relevo ondulado e fogo periódico. Locais de presença e dominância das gramineas são as
pradarias da América do Norte, os Pampas e os Cerrados Sul-americanos, o Veld africano
(savana) e as estepes euro-asiáticas. Ocupam cerca de 24% da vegetação terrestre. Não é uma
família extritamente endêmica do Brasil.
1.4 Taxonomia
Subfamílias
Anomochlooideae e Aristidoideae;
Arundinoideae e Bambusoideae;
Chloridoideae e Danthonioideae;
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Ehrhartoideae e Micrairoideae
Panicoideae e Pooideae;
Puelioideae e Pharoideae.
Pharoideae: Contém uma única tribo Phareae, com dois gêneros: Leptaspis e Pharus. Seus
membros crescem nos pisos sombreados de florestas temperadas tropicais e quentes.
Puelioideae: Possui dois gêneros: Guaduella e Puelia, cada um em sua própria tribo. Seus
membros crescem no sub-bosque de florestas tropicais.
Panicoideae: Segunda maior subfamília das gramíneas com mais de 3 500 espécies,
distribuídas principalmente em regiões temperadas e tropicais quentes. Compreende algumas
culturas agrícolas importantes, incluindo a cana-de-açúcar, o milho, o sorgo e o capim. A
fotossíntese C4 evoluiu independentemente um número de vezes na subfamília, onde tinha um
antepassado C3.
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Micrairoideae: Distribuída em regiões tropicais e subtropicais. Dentro do clado é irmão da
subfamília Arundinoideae. Inclui cerca de 190 espécies em nove gêneros. A
classificação filogenética das gramíneas reconhece quatro linhagens principais, classificadas
como tribos. Apenas as espécies da tribo Eriachneae (gêneros Eriachne e Pheidochloa)
desenvolveram a via fotossintetizante C4.
Oryzoideae: Inclui cerca de 120 espécies em 20 gêneros, principalmente o arroz. Dentro das
gramíneas, esta subfamília é uma das três pertencentes doclado rico em espécies que utilizam a
fotossíntese C3; É a linhagem basal da subfamília. Contém quatro tribos e um gênero de
posição incerta, Suddia (provavelmente Phyllorachideae). As análises filogenéticas resolveram
a ordem de ramificação destes clados dentro da subfamília.
Bambus são perenes florescendo plantas na subfamília Bambusoideae. No bambu, tal como
noutras gramíneas, as regiões internodais do caule são geralmente ocos e os feixes vasculares
na secção transversal estão espalhados por todo o caule em vez de numa disposição cilíndrica.
O xilema lenhoso dicotiledóneo também está ausente. A ausência de madeira de crescimento
secundário faz com que as hastes de monocotiledóneas, incluindo as palmas e os grandes
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bambus, sejam colunares em vez de afiladas.
1.6.1 Trigo
Importância
Cultura essencial para a segurança alimentar, o trigo é o alimento básico para mais de um
terço da população mundial e contribui para quase 20% do total de calorias e proteínas
consumidas pelas pessoas, mais do que qualquer outra fonte alimentar. E é também uma
importante fonte de vitaminas e minerais.
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1.6.2 Bambusa
Estas espécies ocorrem na África, Ásia, Australásia, Pacífico, América do Norte e América do
Sul.
Importancia do Bambu
O broto é fervido para que se obtenha maior maciez. Pode ser utilizado como molho, cerveja,
vinho, vinagre, etc.
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Bambu na agricultura
Cada vez mais o bambu tem sido utilizado como produto agrícola, principalmente na
agricultura familiar. A mão de obra familiar faz da plantação sua fonte de [Link] ser
plantado em áreas degradadas, a planta também acaba por permitir a redução da miséria e da
fome. Pelo crescimento rápido e fácil regeneração, ele não necessita de [Link] isso,
o cultivo de bambu necessita de poucos investimentos e tem grande potencial econômico.
Dependendo da espécie escolhida a ser plantada, a finalidade de uso permitirá que agricultores
obtenham renda de diversas formas a partir da utilização dele.
1.6.3 Milho
Milho (Zea mays) é um cereal cultivado em grande parte do mundo e extensivamente utilizado
como alimento humano ou para ração animal devido às suas qualidades nutricionais. Todas as
evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem mexicana, já que a sua
domesticação começou de 7 500 a 12 000 anos atrás na área central do México. Tem um alto
potencial produtivo e é bastante responsivo à tecnologia. O seu cultivo geralmente é
mecanizado, se beneficiando muito de técnicas modernas de plantio e colheita. A produção
mundial foi 817 milhões de toneladas em 2009 - mais que arroz (678 milhões de toneladas) ou
que trigo (682 milhões de toneladas). O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. O
maior produtor mundial são os Estados Unidos.
Provavelmente, o milho é a mais importante planta comercial com origem nas Américas. Há
indicações de que sua origem tenha sido no México, América Central ou Sudoeste dos Estados
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Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações
arqueológicas e geológicas, e através de medições por desintegração radioativa, de que é
cultivado há pelo menos 5.000 anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado
para a Europa, de onde passou a ser plantado desde a latitude de 58º norte até 40º sul.
O uso do milho em grão na alimentação humana, apesar de não ter uma participação muito
grande, caracterizado principalmente por seus derivados, constitui factor importante de uso
desse cereal em regiões com baixa renda. Em algumas situações, o milho constitui a ração
diária de alimentação, como ocorre no Nordeste do Brasil, em que o milho é a fonte de energia
para muitas pessoas que vivem no semi-árido. Outro exemplo está na população mexicana,
para a qual o milho é o ingrediente básico para sua dieta.
A importância do milho não está apenas na produção de uma cultura anual, mas em todo o
relacionamento que essa cultura tem na produção agropecuária brasileira, tanto no que diz
respeito a factores económicos quanto a factores sociais. Pela sua versatilidade de uso, pelos
desdobramentos de produção animal e pelo aspecto social, o milho é um dos mais importantes
produtos do sector agrícola no Brasil.
1.6.4 Cevada
É uma cultura tipicamente de inverno que não tolera o alagamento, sendo resistente a seca
quando comparada ao trigo, mas exigente em relação à fertilidade do solo.
A cevada fornece uma farinha alimentícia e o produto resultante da germinação artificial dos
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grãos (malte) é utilizado na fabricação da cerveja e de outros produtos. Os grãos torrados e
moídos são usados na fabricação de uma bebida sem cafeína de aspecto semelhante ao do café.
Uso da cevada
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1.6.5 Cana-de-açúcar
Importância económica
Até aqui, já deu para perceber o quanto a cana-de-açúcar movimenta a economia, certo?
Não dá para negar a importância da cana: nos alimentos, nos combustíveis ou na eletricidade,
ela possibilita o cotidiano moderno em que vivemos.
A cana-de-açúcar é uma cultura presente em mais de 100 países ao redor do mundo. Somente
no Brasil, ela movimenta mais de R$100 bilhões por ano.
A cana-de açúcar é multipotencial, por isso, a Raízen vê a planta como um ponto de partida
para redefinir o futuro da energia. E o melhor, de maneira sustentável!
Mas é possível destacar outros usos da cana-de-açúcar, como alguns produtos produzidos com
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nosso etanol. Exemplos:
Bioplástico
Feito com etanol, permite a confecção de bens como brinquedos, garrafas, tampas e sacolas,
por exemplo.
Papel
Utiliza-se a palha ou o bagaço da cana-de-açúcar, de onde é possível extrair uma massa
vegetal utilizada na fabricação de papel.
Vidro
A partir do açúcar, produz-se um vidro falso, muito utilizado em cenas cinematográficas e na
culinária.
Cosméticos
O álcool da cana-de-açúcar é usado principalmente em produtos com efeito de secagem rápida
ou toque seco na pele. Em 2021, a Raízen passou a fornecer Etanol de 2ª Geração (E2G) à
perfumaria do Grupo Boticário.
Além de servir de matéria-prima para diversos setores, ela é um meio de a Raízen praticar a
sustentabilidade em grande escala.
Isso porque, com a cana, produz a biomassa e geramos bioenergia, trazendo uma grande
solução em termos de energia renovável, o que já é vantajoso por si só.
Importância Farmacêutica
Apesar de servir como matéria-prima para diversos produtos, a cana-de-açúcar pode ser
ingerida pura e é benéfica para a saúde. Ela é rica em vitaminas e minerais, sendo amplamente
utilizada na Ayurveda e em tratamento de doenças, como inflamação e hemorragia.
Os polifenóis são compostos vegetais que fazem muito bem à saúde. Eles podem agir
como antioxidantes, reduzir a inflamação e ajudar na prevenção de doenças.
Um estudo mostrou que o melaço de cana-de-açúcar pode ser utilizado como fonte potencial
de polifenóis.
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A cana-de-açúcar possui policosanóis, que estão presentes principalmente na cera. Um estudo
feito com policosanóis administrados por via oral em coelhos constatou uma diminuição do
nível de colesterol total e do colesterol LDL.
Em um estudo feito com camundongos, a ingestão de D-003, uma mistura natural de ácidos
alifáticos da cera de cana-de-açúcar, diminuiu significativamente o tamanho do trombo
venoso experimentalmente induzido.
A fauna e a flora também foram impactadas. Animais do domínio biótico euroasiático foram
introduzidos no País modificando a fauna brasileira, tais como porcos, galinhas, ovelhas,
cabras e bois. Os bois eram utilizados como força motriz para a moenda nos engenhos. Eram
necessários aproximadamente 100 animais, com expectativa de vida que não passava de dois
anos.
Para limpar o terreno para o plantio, a queimada era uma das práticas mais utilizadas. Em
solos de floresta tropical, esse processo destruiu as micorrizas, associação entre fungos e raízes
de algumas plantas. Elas são importantes para absorção de água e sais minerais.
1.6.6 Arroz
O arroz (constituído por sete espécies, Oryza barthii, Oryza glaberrima, Oryza
latifolia, Oryza longistaminata, Oryza punctata, Oryza rufipogon e Oryza sativa) é uma planta
da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana do mundo. É a
terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelas de milho e trigo. É rico
em hidratos de carbono.
Para poder ser cultivado com sucesso, o arroz necessita de água em abundância, para manter
a temperatura ambiente dentro de intervalos adequados, e, nos sistemas tradicionais, de mão-
de-obra intensiva. Desenvolve-se bem mesmo em terrenos muito inclinados e é costume, nos
países do sudeste asiático, encontrarem-se socalcos onde é cultivado. Em qualquer dos casos, a
água mantém-se em constante movimento, embora circule a velocidade muito reduzida.
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Importancia economica do arroz
2. Familia Passifloraceae
Passifloraceae é uma família de angiospermas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta),
pertencente à ordem Malpighiales.
2.1 Morfologia
Herbáceos ou lenhosos. Apresentam tricomas diversos, folhas alternas, inteiras ou
variadamente lobadas. Possuem estípulas e geralmente apresentam 5 pétalas livres e 5 pétalas
livres. Suas flores são vistosas, grandes e hermafroditas, cíclicas, diclamídeas e de simetria
radial.
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2.2 Distribuição
O grupo compreende cerca de 630 espécies, classificadas em 20 gêneros,
de árvores, arbustos e, principalmente lianas.
As passifloráceas são mais comuns em zonas tropicais e temperadas, mas algumas espécies,
nomeadamente do gênero Adenia, estão adaptadas a condições de aridez.
Desta família, apenas o gênero Passiflora ocorre no Estados Unidos. No Brasil ocorrem
apenas 4 gêneros e cerca de 140 espécies.
5.3 Reprodução
A reprodução funciona predominantemente por fecundação cruzada. A autofecundação é rara
e, quando ocorre, forma frutos menores e com poucas sementes (Semir & Brown 1975). As
flores, com frequência, são bissexuadas com hipanto em forma de taça a tubular.O hipanto que
gradualmente se funde ao ovário com modificação do ovário súpero para ovário ínfero e
reunião das flores em inflorescências.
Generos
Passifloras
5.4.1 Maracujá
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Nome em inglês: Passion fruit
Origem: Provavelmente Brasil
Maracujá é uma denominação geral dada ao fruto e à planta de várias espécies do gênero
Passiflora. O nome maracujá é de origem tupi-guarani e significa “alimento que se toma de
sorvo” ou “alimento em forma de cuia”.
Importancia da Maracuja
O maracujá é um fruto que tem muitos benefícios para a saúde, como acalmar a ansiedade o
estresse ou a insônia, pois possui propriedades antioxidantes, sedativas e ansiolíticas.
Existem diversos tipos desse fruto, como maracujá roxo, maracujá do mato, maracujá doce ou
maracujá azedo, que se diferenciam quanto a cor da casca, da polpa e no sabor mais adocicado
ou azedo. As folhas, as flores, a polpa e as sementes do maracujá podem ser usados no preparo
de sucos, molhos e chás. Já a casca pode ser usada como farinha, adicionada a alimentos.
Principais benefícios
Devido às suas propriedades, maracujá possui diversos benefícios para a saúde, sendo os
principais:
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A polpa e as folhas do maracujá são ricos em antioxidantes, como vitamina C, betacarotenos,
flavonoides e antocianinas que protegem as células responsáveis pela produção de insulina,
ajudando no controle dos níveis de glicose no sangue e na prevenção da diabetes.
Além disso, a casca do fruto é rico em pectina, um tipo de fibra que ajuda na liberação lenta
dos carboidratos dos alimentos no organismo, equilibrando os níveis de glicose no sangue,
controlando a diabetes. Veja como fazer e os benefícios da farinha da casca do maracujá.
Combater a insônia
Tanto as folhas, quanto as flores e a polpa do maracujá têm propriedades sedativas leves do
sistema nervoso central, ajudando a combater a insônia e promovendo um sono mais tranquilo
e revigorante. Veja como usar o maracujá para dormir.
A casca do maracujá é rica em fibras, como a pectina, que ajudam a diminuir a velocidade de
digestão dos alimentos, diminuindo a fome e facilitando a perda de peso. Conheça outros
alimentos ricos em fibra que promovem a perda de peso.
Além disso, o maracujá também tem um efeito relaxante, o que pode ajudar a combater a
compulsão alimentar, ajudando na perda de peso.
A polpa e a casca do maracujá também são ricos em fibras que promovem a redução da
absorção de gordura dos alimentos no intestino, regulando os níveis de colesterol e
triglicerídeos no sangue.
O maracujá tem baixo teor de sódio e é rico em potássio e magnésio, minerais importantes que
ajudam a aumentar o relaxamento dos vasos sanguíneos e a eliminar o excesso de sódio do
corpo através da urina.
Desta forma o maracujá promove a redução da pressão arterial, sendo um alimento saudável
para pessoas que têm pressão alta.
O maracujá combate a prisão de ventre, pois tem ótimas quantidades de fibras, importantes
para facilitar a formação do bolo fecal e ajudar na eliminação das fezes.
3. Familia Euphorbiaceae/euforbiáceas
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Euphorbiaceae/euforbiáceas é uma família botânica representada por 300 gêneros e cerca de
6000 espécies. Numerosos gêneros estão representados nos Estados Unidos e/ou no
Canadá.No Brasil, ocorrem cerca de 70 gêneros e 1000 espécies, de habitat e hábitos
diferentes, espalhadas em todos os tipos de vegetação, representando uma das principais
famílias da flora brasileira e uma das mais complexas do ponto de vista taxonômico. Podem se
apresentar como arbóreas, arbustivas, subarbustos, ervas ou lianas (trepadeiras), às
vezes suculentas e com aspectos de cactos. Tem como substrato, o meio
aquático, epífitas, rupícola e terrícola. Entre suas características botânicas temos a presença de
substâncias latescentes, que contém látex branco ou colorido, e que são visíveis quando a
planta é submetida às injúrias mecânicas. [2] São geralmente venenosas
As Euphorbiaceae estão entre as famílias mais comuns nas formações brasileiras naturais, e
destaca-se o gênero Croton, que é particularmente comum em quase todos os ecossistemas.
Muitos gêneros, pela nova classificação filogenética, foram transferidos para outras famílias,
mas nem todos os gêneros estão estudados suficientemente.
O nome Euphorbus vem do grego, e significa “boa comida” - eu (boa/bem) e phorbe (comida).
Em complemento a isso, o substantivo grego “euphorbia” significa “boa alimentação” e o
adjetivo “euphorbio” significa “bem alimentado”.
Raiz
As raízes dos indivíduos presentes na família das Euphorbiaceae possuem uma grande
variedade de características. Em geral, as raízes são xilopódio ou tuberosas, com polpa
amarela, branca ou creme.
As características mais marcantes, talvez estejam na raiz da mandioca, que é considerada uma
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raiz completa em termos nutricionais e com grande capacidade de adaptação às condições
diferenciadas de clima e solo.
Caule
O caule também varia muito nos gêneros e espécies da família Euphorbiaceae, visto que as
plantas podem ser ervas, arbustos, árvores ou trepadeiras, e também por ocupar diferentes
habitats, com diferentes tipos de clima e solo. Apresentam estípulas caducas ou persistentes,
com margens inteiras, serreadas ou laticiniadas, revolutas ou não, verdes, amareladas ou
vináceas.
Cita-se como exemplos: a mamona, que possui um caule único, ereto e lenhoso em sua base,
ramificando antes do final do primeiro ano de crescimento; o cacto-candelabro (Euphorbia
ingens), que possui um caule suculento, com espinhos e folhas reduzidas. E
a seringueira (Hevea brasiliensis), que pode chegar a 30 metros de altura, e traz a casca como
a parte principal do tronco, onde se encontram os vasos laticíferos (próximos ao câmbio) e são
os responsáveis pela produção do látex.
Folhas
Flores e Inflorescência
As flores não são muitos vistosas, são unissexuais (plantas monóicas ou dióicas), e são
geralmente radiais e inconspícuas. Podem ser actinomorfas, aclamídeas ou monoclamídeas,
raramente diclamídeas (Aleurites, Joannesia, por exemplo).
Às vezes, são envolvidas por brácteas vistosas. Possuem sépalas geralmente 2-6, livres a
ligeiramente conatas. Pétalas podem ser ausentes ou chegar a 5 (0-5), de livres a ligeiramente
conatas, com prefloração valvar ou imbricada.
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Os carpelos são geralmente três (conatos), com ovário súpero plurilocular, geralmente 3-
lobado, com placentação axial; os lóculos são uniovulados, muito raramente biovulados
(gêneros não brasileiros). Estiletes são frequentemente 3, e no geral são bífidos ou muito
divididos; estigmas variados. Disco nectarífero está geralmente presente.
Frutos e Sementes
O fruto geralmente é esquizocárpico com deiscência elástica (tricoca) a partir de uma coluna
central persistente, raramente baga, drupa ou sâmara. [2] Os esquizocarpos são glaucos,
tomentosos ou glabros, ovais a elipsóides, alados ou sem alas, marcescentes ou não.
As sementes são frequentemente oblongas a ovais, ariladas ou com uma carúncula (Ricinus,
por exemplo) . O embrião é de reto a curvo.
Diversas espécies de Euphorbiaceae são utilizadas como ornamentais, mas como não possuem
flores vistosas, a ornamentação se dá pelas brácteas ou pela folhagem. Destacam-se o bico-de-
papagaio (Euphorbia pulcherrima) e a coroa-de-cristo (Euphorbia millii), muito utilizada
como cerca viva, devido aos inúmeros acúleos. Dentre outras espécies.
Medicina
A mamona (Ricinus communis) possui sementes ricas em óleo de ampla aplicação na indústria
e na medicina (Óleo de rícino).
A Euphorbia resinifera, planta que recebeu esse nome devido à homenagem feita ao médico
que a descobriu, possui propriedades medicinais, ainda estudados, que podem atuar como
analgésicos.
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O gênero Synadenium possui várias espécies com propriedades anti-inflamatórias,
antitumorais, analgésicas, imuno regulatórias e modelos experimentais fibrinolíticos, que são
utilizadas para tratar diversas doenças como câncer, úlceras e outros problemas de saúde.
Alimentação
3.3.1 Mamona
As sementes dessa planta possuem grande semelhança com alguns besouros. A mamona tem
sido usada como objeto ornamental desde a antiguidade, suas sementes também eram
utilizadas na ornamentação e como objetos de arte. O óleo de rícino era utilizado pelos
Egípcios como óleo de lâmpada e também era ingerido, quando misturado com a cerveja como
um purgativo.
Características
A mamona possui folhas grandes em formato de estrela, com cerca de oito pontas. Os seus
frutos são rodeados de espinhos, onde encontramos em seu interior três sementes. Estas
sementes possuem o formato achatado, liso, brilhoso, de cor cinza claro ou escuro, matizadas
de branco e pintalgadas de preto ou marrom.
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Foto: Pixabay
Importancia Medicinal
A mamona é muito eficaz no combate a parasitas intestinais e é muito utilizada para combater
eczemas, herpes, erupções, feridas, queimaduras, calvice.
Usos
As folhas da mamona podem ser aplicadas em tumores, das suas sementes é possível extrair o
óleo de mamona que depois de ser purificado em laboratório, passa a se chamar de óleo de
rícino. Este óleo é muito utilizado na fabricação de cremes para os cabelos e tratamentos de
pele.
Para problemas de hemorroidas ou fissura anal, você deve colocar cinco colheres de sopa de
folhas fatiadas em um litro de água em fervura. Deixe no fogo durante cinco minutos, em
seguida apague o fogo. Coe e espere amornar. Após isso faça banhos de assento pela manhã e
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à noite, ou, se preferir, apenas uma vez ao dia massageando o local suavemente.
Para regularizar o intestino (efeito purgante), você deve tomar, em jejum, duas colheres de
sopa do óleo de rícino. Como um laxante essa dosagem deve ser diminuída, neste caso você
deve tomar uma colher de sopa do óleo e em seguida beber suco de laranja.
Para unhas descamadas, você deve misturar uma colher de sopa de óleo de rícino com cinco
gotas de suco de limão. Mexa bem essa mistura até que fique homogênea, em seguida, lave
bem as mãos, enxugue-as e aplique a mistura nas unhas à noite, sempre massageando. Deixe
essa mistura agir nas unhas durante uma semana. Ela estimula a renovação e o crescimento
saudável das unhas.
Para fortalecer os cabelos, você deve colocar em um recipiente: cinco colheres de sopa de óleo
de rícino, uma gema de ovo e duas colheres de sopa de rum. Misture bem esses ingredientes e
em seguida aplique a mistura nos cabelos, fazendo uma massagem suave. Deixe a mistura agir
nos seus cabelos durante 30 minutos e em seguida lave com água morna.
Para prevenir rugas, você deve passar um pouco de óleo de rícino em um chumaço de algodão
e aplicar no rosto todas as manhãs. Deixe o óleo agir na pele durante 30 minutos e, em
seguida, retire com um chá morno feito com flores de malva.
3.3.2 Mandioca
O seu consumo só pode ocorrer depois de uma etapa de cozimento que reduza o conteúdo de
HCN (cianeto de hidrogênio) para níveis muito baixos. Como o cianeto de hidrogénio é muito
volátil, a sua redução ocorre devido à temperatura de cozimento, o que ocasiona a evaporação
do composto.
É a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois do arroz e do milho, e é um dos
principais alimentos básicos no mundo em desenvolvimento, existindo na dieta básica de mais
de meio bilhão de [Link] para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como
30
seu maior produtor.
Maniva
Importancia da Mandioca
A mandioca, conhecida também como aipim, macaxeira ou maniva, é um tubérculo como a
batata, por exemplo, mas ela é uma boa fonte de fibras que pode ajudar a controlar os níveis de
glicemia e colesterol no sangue, ajudando por isso a evitar doenças, como diabetes, infarto e
derrame, por exemplo e também melhorar o transito intestinal.
Por conter boas quantidades de amido resistente, um tipo de carboidrato que não é digerido e
que também atua como fibras no organismo, a mandioca serve de alimento para as bactérias
benéficas do intestino, melhorando a digestão e ajudando a prevenir situações, como prisão de
ventre, gastrite ou câncer intestinal.
A mandioca possui boas quantidades de fibras, compostos que reduzem a absorção de gordura
dos alimentos, ajudando a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, no sangue,
prevenindo doenças, como infarto, aterosclerose e derrame. Além disso, a mandioca também
31
contém potássio e magnésio, minerais que ajudam a eliminar o excesso de sódio pela urina e
promovem o relaxamento das artérias, prevenindo a pressão alta.
Por conter alto teor de carboidratos, o aipim ajuda a melhorar a energia e disposição por
longos períodos do dia, sendo uma ótima opção especialmente para pessoas que praticam
atividades físicas ou que gastam muita energia durante o trabalho, como no caso de pedreiros,
carteiros, trabalhadores rurais e coletores de lixo.
A mandioca pode ajudar no controle da diabetes, porque contém fibras e amido resistente, que
ajudam a diminuir a velocidade de absorção do açúcar, promovendo o equilíbrio dos níveis de
glicose no sangue. Veja outros alimentos ricos em fibra que ajudam no controle da diabetes.
Melhorar a digestão
Por conter vitamina C, vitamina A e carotenoides, compostos com potente ação antioxidante, a
mandioca ajuda a fortalecer as células do sistema imunológico contra infecções, promovendo a
prevenção de gripes, alergias e resfriados, por exemplo.
4. Familia Solanaceae
Solanaceae Juss., 1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo
das dicotiledóneas, com espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas,
simples e sem estípulas, pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição
taxonómica agrupa cerca de 98 géneros e mais de 2700 espécies,com grande diversidade
de hábito, morfologia e ecologia. Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando
presente em todos os continentes com excepção da Antártida, mas com centro de
diversidade na América do Sul e na América Central. Inclui espécies com grande valor
económico, como a batata (Solanum tuberosum), o tomate (Solanum lycopersicum), o
32
tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e pimentões (Capsicum sp.)
e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura. Algumas espécies são
conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos psicotrópicos ou por serem
venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo usados em
biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Solanaceae Juss.,
1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales.[2] Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de
98 géneros e mais de 2700 espécies, com grande diversidade
de hábito, morfologia e ecologia. Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando
presente em todos os continentes com excepção da Antártida, mas com centro de
diversidade na América do Sul e na América Central. Inclui espécies com grande valor
económico, como a batata (Solanum tuberosum), o tomate (Solanum lycopersicum), o
tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e pimentões (Capsicum sp.)
e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura. Algumas espécies são
conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos psicotrópicos ou por serem
venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo usados em
biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Solanaceae Juss.,
1789, ou Solanáceas são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de 98
géneros e mais de 2700 espécies, com grande diversidade de hábito, morfologia e ecologia.
Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os continentes
com excepção da Antártida, mas com centro de diversidade na América do Sul e na América
Central. Inclui espécies com grande valor económico, como a batata (Solanum tuberosum), o
tomate (Solanum lycopersicum), o tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e
pimentões (Capsicum sp.) e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura.
Algumas espécies são conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos
psicotrópicos ou por serem venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo
usados em biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia. Juss.,
1789, ou Solanáceas[ são uma família de plantas com flor do grupo das dicotiledóneas, com
espécies herbáceas e outras lenhosas, em geral com folhas alternas, simples e sem estípulas,
pertencente à ordem Solanales. Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa cerca de 98
géneros e mais de 2700 espécies,[3] com grande diversidade de hábito, morfologia e ecologia.
33
Apresenta distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os continentes
com excepção da Antártida, mas com centro de diversidade na América do Sul e na América
Central. Inclui espécies com grande valor económico, como a batata (Solanum tuberosum), o
tomate (Solanum lycopersicum), o tabaco (Nicotiana tabacum), os pimentos e
pimentões (Capsicum sp.) e ornamentais como Petunia, Schizanthus, Salpiglossis e Datura.
Algumas espécies são conhecidas como plantas medicinais, pelos seus efeitos
psicotrópicos ou por serem venenosas. A solanáceas incluem vários organismos modelo
usados em biologia celular, molecular e genética, entre as quais o tabaco e a petúnia.
4.1 Morfologia
Raiz e caule
As solanáceas são plantas herbáceas, subarbustos, arbustos, árvores ou lianas que podem
ser anuais, bienais ou perenes, erectas ou decumbentes. Numerosas espécies são dotadas
de tubérculos subterrâneos. Não apresentam laticíferos, nem látex ou seiva com coloração
acentuada. As plantas são frequentemente inodoras mas, em alguns casos são aromáticas ou
fétidas, particularmente as folhas. As raízes são diarcas, com quatro raízes
laterais enfileiradas.
Folhas
Podem presentar una agregação basal ou terminal de folhas ou podem não ter apresentar
qualquer destes tipos de filotaxia. As folhas são geralmente alternas ou alternadas a opostas
(ou seja, alternas na base da planta e opostas nas proximidades da inflorescência). As folhas
podem ser simples, alternas, lobadas ou partidas, sésseis ou pecioladas, glabras ou pilosas,
sem estípulas ou ainda pareadas ao tronco. Em geral as folhas são pecioladas ou sub-sésseis,
raramente sésseis. A lâmina foliar pode ser simples ou composta, neste último caso, podem
ser ternadas o pinatífidas. A consistência das folhas pode ser herbácea, coreácea, ou as folhas
podem estar transformadas em espinhos. A nervação das folhas é reticulada e estas não
apresentam meristema basal. A anatomia foliar mais comum é a presença de lâminas
geralmente dorsiventrais, sem cavidades secretoras. Os estomas estão em geral confinados a
uma das páginas das folhas, raramente ocorrendo em ambas as faces.
Flores
34
géneros Solanum e Symonanthus), aclamídeas ou diclamídeas, tetrâmeras, variando
de 1 a 20 cm de comprimento. A polinização é entomófila. As flores podem ser solitárias
(isoladas), aos pares, ou estar agregadas em inflorescências cimosas, terminais ou axilares,
por vezes reduzida a uma única flor. As flores são de tamanho intermédio, fragantes (como
no género Nicotiana), fétidas (como no género Anthocercis) ou inodoras. As flores
são actinomorfas ou levemente zigomorfas, raramente marcadamente zigomorfas (como por
exemplo, as flores com corola bilabiada do género Schizanthus). As irregularidade na
simetria pode dever-se ao androceu, ao perianto ou a ambas estas estruturas. As flores na
grande maioria dos casos apresentam um perianto diferenciado em cálice e corola (com 5
sépalas e 5 pétalas, respectivamente), um androceu com 5 estames e dois carpelos unidos,
formando um gineceu com ovário súpero, pelo que são em geral classificadas como
gamossépalas, pentâmeras e tetracíclicas, com prefloração valvar ou imbricada. Usualmente
apresentam um disco hipógino. O cálice é gamossépalo (já que as sépalas estão unidas entre
si formando um tubo), com os 5 (por vezes 4 ou 6) segmentos iguais entre si, pentalobulado,
com os lóbulos mais curtos que o tubo, persistente, sendo muito frequentemente acrescente.
Alguns géneros possuem cálice inflado quando persiste no fruto. A corola usualmente
apresenta 5 pétalas que também se encontram unidos entre si formando um tubo. A corola
pode ser campanulada, rotada, infundibuliforme ou tubular, actinomorfa ou
levemente zigomorfa, gamopétala, tubulosa, geralmente
pentâmera e plicada, com prefloração valvar, convoluta ou imbricada. Um disco
nectarífero está geralmente presente na base das pétalas.
O androceu apresenta 5 estames (raramente 2, 4 ou 6), livres entre si, opositissépalos (ou seja,
alternando com as pétalas), usualmente férteis ou, em alguns casos (como por exemplo
nas Salpiglossideae) com estaminódios. Neste último caso, podem apresentar um só
estaminódio (como no género Salpiglossis) ou 3 (como em Schizanthus). As anteras podem
ser coniventes, tocando-se no extremo superior e formando um anel, ou totalmente livres,
dorsifixas ou basifixas, bitecas, com deiscência poricida ou através de pequenas fissuras
longitudinais, rimosas ou poricidas. Devido às suas anteras poricidas, requerem polinização
por zumbido. O filamento dos estames pode ser filiforme ou aplanado. Os estames podem
estar inseridos no interior do tubo corolino ou exertos. A microsporogénese é simultânea, a
tétrada de microsporos é tetraédrica ou isobilateral. Os grãos de pólen são bicelulares no
momento da deiscência, usualmente aperturados e colpados.
35
O gineceu é bi-carpelar (raramente 3- ou 5-locular), de ovário súpero, com
dois lóculos (bilocular) ou falsamente plurilocular, com muitos óvulos em cada lóculo. Os
lóculos podem estar secundariamente divididos por falsos septos, como no caso dos membros
dos grupos Nicandreae e Datureae. O gineceu está situado em posição obliqua em relação ao
plano mediano da flor. Apresentam um único estilo um só estigma, este último simples ou
bilobado, em forma de escudo (peltado) ou de cabeça (capitado). Cada lóculo contém de 1 a
50 óvulos anátropos ou hemianátropos de placentação axilar. O desenvolvimento do saco
embrionário pode ser do tipo Polygonum ou do tipo Allium. Os núcleos polares do saco
embrionário fundem-se após a fertilização. Apresentam 3 antípodas, usualmente efémeras,
embora por vezes persistentes, como no caso do género Atropa.
Fruto
O fruto das solanáceas é geralmente bicarpelar, com uma cápsula septicida, em forma
de baga (como no caso de Solanum), de drupa ou de cápsula. As cápsulas são normalmente
septicidas ou, raramente, loculicidas ou valvares. Em diversos géneros de Solanaceae, o
número de sementes pode atingir até vinte por fruto, mas em alguns géneros pode atingir 100
sementes, ou até mais, por fruto.
4.2 Distribuição
A pesar da distribuição natural das solanáceas abranger todos os continentes, com excepção
da Antárctida, a maior riqueza de espécies encontra-se na América Central e América do Sul,
regiões que corresponde ao centro de diversidade da maior parte dos grupos taxonómicos que
36
integram a ordem Solanales. Plantas com interesse económico como a batata, o tomate ou o
tabaco todas têm origem nesta região.
As solanáceas podem ocupar uma grande variedade de ecossistemas, desde os desertos atá
aos bosques tropicais e, frequentemente, ocorrem também entre a vegetação secundária que
coloniza áreas perturbadas, assumindo com frequência comportamento ruderal que, no limite,
pode levar a que em alguns ambiente sejam espécies invasoras.
37
Com base nos estudos mais recentes de sistemática molecular da família, a seguinte lista
apresenta uma sinopse taxonómica completa das solanáceas, incluindo subfamílias, tribos e
géneros:
Subfamília caracterizada por apresentar fruto em drupa e sementes com embriões curvos com
cotilédones grandes e carnosos. O número cromossómico básico é x=13. Inclui 4 géneros e 5
espécies que se distribuem pelas Grandes Antilhas. Com base em dados moleculares, alguns
autores incluem dentro desta subfamília os géneros
monotípicos Tsoala Bosser & D'Arcy (1992), endémico de Madagáscar, e Metternichia do
sudeste do Brasil. Goetzeaceae Airy Shaw é considerado um sinónimo taxonómico desta
subfamília.
Subfamília Petunioideae
A sistemática molecular indica que Petunioideae é o clado irmão das subfamílias com
número cromossómico x=12 (Solanoideae e Nicotianoideae). As espécies desta subfamília
apresentam calisteginas, um alcaloide do tipo dos tropanos. O androceu é formado por 4
estames (raramente 5), usualmente de dois comprimentos diferentes. Os números
cromossómicos básicos nesta subfamília podem ser x=7, 8, 9 e 11. Compreende 13 géneros e
cerca de 160 espécies, distribuídas pela América Central e pela América do Sul. Com base
em dados moleculares, alguns autores consideram que os géneros oriundos
da Patagónia Benthamiella, Combera e Pantacantha formam um clado com categoria de tribo
(Benthamielleae) que se integrar na subfamília Goetzeoideae.
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Subfamília Schizanthoideae
Agrupa plantas herbáceas anuais ou bianuais, com alcaloides tropanos, sem fibras
pericíclicas, com pelos e grãos de pólen característicos. As flores são zigomorfas. O androceu
apresenta 2 estames e 3 estaminódios, a deiscência das anteras é explosiva. O embrião é
curvo. O número cromossómico básico é x=10. Schizanthus é um género bastante atípico
dentro das solanáceas, pelas flores fortemente zigomorfas e pelo número cromossómico
básico. Os dados morfológicos e moleculares indicam que Schizanthus é um género irmão
das restantes solanáceas e que divergiu muito cedo do resto da família, provavelmente
no Cretáceo tardio ou no Terciário inferior, há cerca de 50 milhões de anos. A grande
diversificação nos tipos de flores em Schizanthus resultou da adaptação das espécies deste
género aos diferentes grupos de polinizadores existentes nos ecossistemas mediterrâneo,
alpino de altura e desértico do Chile e áreas adjacentes da Argentina.
Subfamília Schwenckioideae
Inclui herbáceas anuais, com fibras pericíclicas, flores zigomorfas, androceu com 4 estames,
didínamos ou com 3 estaminódios, o embrião recto e curto. O número cromossómico básico é
x=12. Inclui 4 géneros e cerca de 30 espécies distribuídas pela América do Sul.
Subfamília Nicotianoideae
39
adulta, conhecida como batateira, tem geralmente entre sessenta a cem centímetros de altura,
possui flores e frutos e produz um tubérculo comestível rico em amido.
A espécie teve origem na Cordilheira dos Andes, próximo ao Lago Titicaca, e foi levada a
outras regiões do mundo por colonizadores europeus. Atualmente são cultivadas milhares de
variedades da espécie em todos os continentes e está inserida como um alimento fundamental
na cultura mundial. A relação da batata com a batata-doce é bem pequena porque os vegetais
não compartilham do mesmo gênero ou família, fazendo parte apenas da mesma ordem.
Nomes comuns
A batata (Solanum tuberosum) é uma planta herbácea que pode atingir mais de 100
centímetros de altura e produz um tubérculo - a batata - rico em amido. A batata pertence à
família das solanáceas, e partilha o género Solanum com pelo menos outras mil espécies,
como o tomate e a beringela.
Descricao
Esta espécie divide-se em somente duas subespécies levemente diferentes: andigena, que é
adaptada às condições de dia curto e é cultivada somente nos Andes, e tuberosum, a batata
que é cultivada por todo o mundo, que acredita-se ser descendente da introdução da
subespécie andigena na Europa, que se adaptou aos dias mais longos.
Raízes e o caule
40
O sistema caulinar é composto por rizomas e talos. Os rizomas, que correspondem a talos
modificados, nascem alternadamente na base dos talos e apresentam um crescimento
horizontal pouco abaixo da superfície do solo. Cada rizoma engrossa na sua extremidade,
originando um tubérculo.
Logo que o caule emerge do solo, ocorre um rápido crescimento inicial da folhagem. As
folhas são alternadas e compostas, exceto as mais baixas que podem ser simples. As folhas
compostas são alternadas, apresentando cinco, sete ou nove folíolos, os quais se classificam
em primário ou secundário, de acordo com seu tamanho. Além destes, existem folíolos muito
pequenos chamados de terciários que aparecem dispostos em pares sobre o pecíolo da folha.
As folhas compostas, que podem apresentar uma variedade de formas e tamanhos, medem
geralmente de 20 a 30 centímetros de comprimento. Os folículos são pilosos, assim como as
outras estruturas das plantas.
As flores, que podem ser brancas, púrpuras ou rosadas possuem um tamanho médio de cerca
de dois centímetros de diâmetro e são pentâmeras, ou seja, possuem cinco pétalas.
Possuem cálice gamossépalo, corola completa, ovário bilocular, estilo e estigma simples e
cinco estames. As flores são autógamas e se encontram agrupadas em ramos terminais que
formam uma inflorescência panícula. Em cada caule existe somente uma inflorescência, que
apresenta de cinco a quinze flores. Alguns cultivares não florescem enquanto outros
produzem flores estéreis.
O fruto da planta da batata corresponde a uma baga que pode apresentar formato redondo,
alargado, ovalado ou cónico. Geralmente têm um diâmetro que orça entre um e três
centímetros e a cor pode variar entre verde e amarelado, ou de castanho avermelhado a
violeta. As bagas apresentam dois lóculos que podem ter entre duzentas e quatrocentas
sementes. As bagas se encontram agrupadas nos ramos terminais, os quais vão se inclinando
41
progressivamente à medida que os frutos crescem. As sementes são muito pequenas e
aplainadas e podem ser brancas, amarelas ou castanho amarelada.
Batata rena
Um dos minerais presentes na batata é o potássio, que ajuda a balancear o efeito do sódio, um
grande causador da hipertensão. Evitar a pressão alta é muito importante, pois ela pode trazer
graves complicações para a saúde, como AVC, doença renal crônica e infarto agudo do
miocárdio.
4.4.2 Tomate
42
O tomate é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). Da sua família, fazem
também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, que integram a família das
Solanáceas[2], além de algumas espécies não comestíveis. A palavra portuguesa tomate vem
do castelhano tomate, derivada do náuatle (língua asteca) tomatl. Esta apareceu pela primeira
vez na imprensa em 1595.
Caracteristicas
Valores nutricionais
4.4.3 Biringela
43
A berinjela ou beringela é o fruto da planta Solanum melongena,
uma solanaceae arbustiva, anual, originária da Índia, considerada de fácil cultivo
nos trópicos, e que pertence à mesma família do pimentão. É sensível ao frio, às geadas e ao
excesso de chuva na altura da floração. A época de sementeira sob abrigo, no hemisfério
norte, é de janeiro a março. A de plantação, de meados de março (ou após as últimas geadas)
a julho. A época de sementeira directa é em março e abril. Em regiões de clima quente, o ano
todo.
Importancia Medicinal
Em pacientes humanos, foi observado que algumas pessoas reduzem expressivamente seu
colesterol plasmático com a ingestão do suco de berinjela, enquanto outras não apresentam a
mesma resposta. Um estudo clínico do Instituto do Coração de São Paulo não confirmou tais
resultados; o trabalho publicado afirma que a berinjela não deve ser encarada como substituto
de estatina. A berinjela necessita de maiores estudos e esclarecimentos sobre o eventual efeito
em humanos.
Ainda não se sabe qual o princípio ativo responsável pela redução das taxas de colesterol,
mas os cientistas suspeitam de um alcaloide existente na berinjela.
Por ser essa fruta rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo,
ferro, potássio, magnésio) e alcaloides, que atuam diminuindo a pressão sanguínea,
prevenindo a arterosclerose, os naturalistas recomendam o seu consumo para prevenir alguns
males referentes ao fluxo sanguíneo.
É também muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de
desnutrição, indigestão e prisão de ventre. O consumo da berinjela está também indicado para
problemas do fígado e do estômago.
44
Para efeito medicinal, também pode ser usada cortada em pedacinhos com casca e colocado
em um vasilhame de água na geladeira e beber 200 ml três vezes ao dia (nos casos de crise:
diabete alta, hipertensão) e para manutenção diminuir a dose. Não deve ser usada com
frequência, para que não haja hipoglicemia ou outros problemas de saúde. Usar 15 dias e
descansar uma semana e continuar se precisar após os exames. Não deve ser usado para perda
de peso, pois se a pessoa não tiver nenhum desses problemas de saúde como diabetes,
hipertensão e outros, pode ser danoso para a mesma, podendo causar, inclusive, baixa
da hemoglobina, causando anemia.
5. Familia Malvaceae
Malvaceae é uma família de angiospermas que possui aproximadamente 765 espécies
divididas em nove subfamílias, sendo encontrada por todos os estados brasileiros. É uma
família pertencente à ordem Malvales, se localizando dentro do clado das Rosídeas. Essa
família inclui plantas ornamentais, como os hibiscos (Hibiscus) e as paineiras (Ceiba);
plantas alimentícias, como o cacau (Theobroma cacao); e plantas que fornecem madeira,
como o pau de balsa (Ochroma pyramidale).
5.1 Morfologia
Malvaceae Juss é uma família formada por plantas herbáceas, subarbustos, árvores ou lianas,
que podem viver em substratos aquáticos, terrestres, hemiepífita e rupícola que possuem
canais de mucilagem e pelos geralmente com escamas peltadas.
Folha
A maioria das plantas desta família apresenta folhas alternas, espiraladas ou dísticas, simples
(palmadas ou lobadas) ou compostas (palmadas) e em sua maioria, com bordas serrilhadas e
dentes malvoides. Também apresentam estípulas e venação palmada. As lâminas foliares das
Malvaceae são dorsiventrais, podendo ser em algumas mais raramente bifacial. A epiderme
das folhas pode ou não apresentar mucilagem; há presença de estômatos em ambas as
superfícies da folha.
Flor
As flores desta família podem ser solitárias (grandes ou pequenas; regulares ou irregulares)
ou unidas, formando uma inflorescência (cimosa ou racemosa) axilar que são vistosas,
actinomorfas, bissexuadas ou às vezes, unissexuadas e diclamídeas. A inflorescência em
Malvaceae possui unidades bicolor, que são caracterizadas por possuírem uma flor terminal
com três brácteas. O perianto é heteroclamídeo (cálice e corola diferenciados) com a corola
45
podendo ser gamo ou dialipétala, pentâmera com plefloração imbricada e o cálice pentâmero,
possuindo epicálice (invólucro de brácteas que representa uma unidade bicolor). Não há
formação de hipanto livre e as flores são cíclicas. As flores também são hermafroditas em sua
maioria, podendo algumas espécies ter flores dioicas (raramente). Na parte masculina da flor
(androceu), pode-se dizer que os estames estão presentes em grande quantidade, podendo ser
livres ou unidos e às vezes formar uma coluna estaminar envolvendo o gineceu, como é o
caso que acontece nos Hibiscos. As anteras em Malvaceae apresentam estruturas, na maioria
das espécies, rimosas. Na parte feminina da flor (gineceu) o ovário é súpero, geralmente
sincárpico contendo de um a muitos óvulos em cada lóculo presente, com a placentação axial.
O estigma, como é o caso dos Hibiscos, pode ser ramificado. Os carpelos são geralmente
opostos à corola, podendo ser opostos ao cálice, como em Hibiscus, Sterculia e
Fremontodendron. Quando há três carpelo na flor, o membro mediano pode ser tanto adaxial
quanto abaxial. A reprodução nesta família ocorre através da polinização entomófila, ou seja,
polinização efetuada pelos insetos. Os nectários são feitos de tapetes de pelos glandulares
multicelulares e são encontrados no centro do cálice, tendo a corola fundida na base,
deixando um espaço por onde o polinizador pode entrar no nectário.
Malvas
Fruto
Os frutos em Malvaceae podem ser caracterizados como dos tipos: baga, drupa, cápsula,
esquizocarpo e sâmara.
46
5.2 Taxonomia
A família Malvaceae Juss é considerada um grupo monofilético que pertence à ordem
denominada como Malvales. A ordem Malvales é um grupo monofilético sendo caracterizado
pela presença de floema estratificado com fibras, sépalas conatas, canais de mucilagem, pelos
estrelados e dentes foliares (tipo malvoide), além de ácidos graxos ciclopropenoides. Esta
ordem apresenta 10 famílias, dentro dessas a Malvaceae, e aproximadamente 3.560 espécies.
Com base em análises filogenéticas de sequências de DNA se encontram dentro do clado
Malvídeas (Eurosídeas II).
5.3 Filogenia
A família Malvaceae, de acordo com o sistema APG (Angiosperm Phylogeny Group),
engloba representantes das famílias Bombacaceae, Sterculiaceae, Tiliaceae e Malvaceae,
apresentando 70 gêneros, aproximadamente 765 espécies, 3 subespécies e 9 subfamílias, estas
que são: Byttnerioideae (apresenta a maioria dos gêneros de
Sterculiaceae), Bombacoideae (inclui os gêneros da família
Bombacaceae), Brownlowioideae (apresenta alguns gêneros de
Tiliaceae), Dombeyoideae (também inclui gêneros da família Sterculiaceae), Grewioideae
(inclui a maioria dos gêneros de Tiliaceae), Helicteroideae, Malvoideae (apresenta gêneros da
família Malvaceae), Sterculioideae (inclui alguns gêneros da família
Sterculiaceae), Tilioideae (apresenta um único gênero de Tiliaceae). As famílias
Bombacaceae, Sterculiaceae e Tiliaceae não são monofiléticas, sendo esta divisão
inconsistente. Uma sinapomorfia da família Malvaceae é a presença de tecidos nectaríferos
que possuem tricomas glandulares que se localizam na região interna da base do cálice ou em
alguns casos, na corola ou nos estames, além da venação das folhas palmadas e a estrutura da
inflorescência (unidades bicolor), estas características que englobam as 09 subfamílias desta
família, como mostrado na árvore filogenética abaixo.
Subfamílias
. Malvoideae
As plantas desta subfamília apresentam pólen espinhoso e coluna estaminal com cinco
dentes. Alguns gêneros apresentam estilete apical ramificado; esquizocarpo; perda dos dentes
da coluna estaminal e 01 ou 02 óvulos por carpelo.
47
Bombacoideae
Helicteroideae
Brownlowioideae
Anteras basais dilatadas com sacos polínicos apicalmente contíguos e cálice fusionado.
Dombeyoideae
Tilioideae
Sterculioideae
Subfamília que possui alguns organismos unissexuais; há perda das pétalas, carpelos que se
separam durante o desenvolvimento e androginóforo.
Byttnerioideae
Plantas com número de estames reduzidos, estaminódios opostos à sépala e pétalas basais
largas com formato incomum.
Grewioideae
Plantas que não apresentam fusão do cálice, apresentam estames internos estéreis, folhas das
inflorescências opostas, frutos carnudos ou espinhosos e semente alada.
5.4 Importancia
As espécies pertencentes a esta família apresentam alguma relevância a nível ornamental,
podendo ser utilizadas em parques e jardins, apesar de alguns dos seus membros poderem
tornar-se espécies invasoras. A madeira de algumas espécies é muito apreciada, apesar de não
ser amplamente comercializada.
48
Esta família também possui espécies que podem ser utilizados para a produção de alimentos,
como por exemplo diversos frutos e raízes comestíveis, e bebidas, como por exemplo o cacao
(utilizado na produção de chocolate). O óleo produzido como produto secundário, por alguns
elementos desta família, pode ser utilizado.
Outros membros desta família são fontes de fibras naturais, como por exemplo o algodão
(obtido a partir das fibras que envolvem as sementes), podem também ser utilizados na
realização de tratamentos em medicina alternativa, sendo que vários componentes dessas
plantas podem ser utilizados nessa função.
Alguns dos membros desta família são analgésicos ou antinflamatórios, sendo por isso,
utilizados com regularidade para tratar febres, doenças cardíacas, asma (ou outras doenças
respiratórias), ou ainda para neutralizar venenos (como venenos de cobra).
6.1 Taxonomia
Caricaceae (por vezes Papayaceae) é uma família de plantas com flor, pertencente à
ordem Brassicales, que reúne 6 géneros e cerca de 35 espécies, entre as quais algumas com
grande importância económica, entre as quais Carica papaya (a papaia). A família tem
origem nas regiões tropicais da América Central, Antilhas, América do Sul e África, mas
algumas das suas espécies, nomeadamente a papaia (Carica papaya) e
o babaco (Vasconcellea × heilbornii), são cultivadas em regiões tropicais e subtropicais de
todo o mundo.
6.2 Morfologia
A família Caricaceae, por vezes também designada por Papayaceae, a que pertence a papaia,
é composta por dicotiledóneas arbustivas ou arborescentes, 3–10 m de
altura, perenes, laticíferas, com caules simples ou ramificados, brandos ou
49
carnosos, paquicaules ou algo suculentos devido à presença do látex. As plantas são
geralmente dioicas, raramente monoicas ou polígamas, de vida curta.
As espécies apresentam folhas de formas muito diversas, ainda que sejam geralmente
alternas, inteiras, simples, pinatilobadas até pinatífidas ou palmatilobadas a palmatifidas, ou
compostas lobadas e digitadas. As folhas apresentam-se sem estípulas.
O fruto é uma baga, com sementes abundantes, com endosperma oleoso e envoltura externa
carnosa (sarcotesta).
50
a partir da América Central após a formação do Istmo do Panamá há cerca de 23-25 milhões
de anos.
51
6.5 Importância económica da família Caricaceae
A espécie mais conhecida é a papaia, planta que apresenta folhas num penacho terminal e
frutos de tipo baga, as papaias, até 10 kg, de sabor muito apreciado. O látex destas plantas é
rico em papaína, um enzima de grande utilidade. Das folhas foram isolados
diversos alcaloides do tipo carpaína.
6.6.1 Papaia
Carica papaya L. é uma espécie de fruteira tropical que produz os frutos conhecidos pelos
nomes comerciais de papaia ou ababaia (de papaya, da língua caribe via
espanhol),ou mamão. Carica papaya é, na actual circunscrição taxonómica do
género Carica, a única espécie deste género monotípico, embora a família Caricaceae inclua
várias espécies similares, algumas da quais produzindo frutos conhecidos pelos mesmos
nomes comuns ou nomes similares. A espécie é nativa das regiões tropicais das Américas,
provavelmente da região sul do México e regiões adjacentes da América Central Terá sido
inicialmente cultivada no sul do México vários séculos antes da emergência das civilizações
clássicas mesoamericanas.
Os mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos. Antes da maturação, a sua casca
apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo. Este látex contém
substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de
carnes. Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos
para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.
52
Importância farmacológicas
A Carica papaya Linn é uma planta conhecida e utilizada mundialmente tanto para
alimentação quanto para tratamento de enfermidades, haja visto que possui tanto
propriedades nutricionais quanto terapêuticas. No que se refere à alimentação, o fruto é a
parte mais utilizada para o preparo de alimentos ou para o seu consumo in natura. Enquanto
que para a abordagem terapêutica vários componentes do mamoeiro podem ser utilizados,
como o caule, o látex, as flores, as sementes, a raiz e as folhas da árvore.
Algumas dessas aplicações possuem eficácia científica comprovada, enquanto outras ainda
não. Contudo, sua utilização continua sendo amplamente empregada para tratar diversas
doenças por distintas populações ao redor do mundo, especialmente por comunidades
tradicionais presentes, sobretudo, em países em desenvolvimento.
53
Extrato da folha de Carica papaya
A folha da Carica papaya, por exemplo, é uma das partes dessa planta que possui
aplicabilidade terapêutica cientificamente comprovada por possuir propriedades medicinais
como atividade antibacteriana, antiviral, antitumoral, hipoglicêmica e anti-inflamatória,
devido à presença de substâncias químicas como alcaloides, saponinas, taninos, flavonoides e
glicosídeos, sugeridas por investigação fitoquímica.
Aplicações nutricionais
54
principais moléculas estão relacionadas a ativação do paladar: o linalol e o benzaldeído. O
linalol está comumente relacionado a um sabor floral-adocicado nos alimentos, enquanto o
benzaldeído, após uma série de transformações, gera álcool benzílico, sendo esses produtos
do benzaldeído associados a uma gama de sabores no mamão.
Além disso, a produção de nutracêuticos é uma área relevante no uso das folhas de
mamoeiro. Os nutracêuticos são produtos farmacêuticos, suplementos nutricionais, que
contém em sua composição compostos bioativos extraídos dos alimentos. Eles vêm sendo
relacionados ao controle de diversas desordens metabólicas, como obesidade, doenças
cardiovasculares, câncer, osteoporose, artrite, diabetes e outros. Esses produtos são
manufaturados principalmente na Ásia, especialmente na Índia, em forma de comprimidos
contendo o extrato das folhas de mamoeiro, por exemplo.
Aplicações cosméticas
Na área cosmética, as sementes e folhas de mamão são substratos para a produção de tinta de
cabelo e máscaras faciais, respectivamente. As sementes do vegetal, que contém alcaloides,
flavonoides e saponinas, por exemplo, foram avaliadas dentro de uma formulação de tinta de
cabelo quanto a homogeneidade, consistência, segurança e efetividade, demonstrando
resultados positivos.
Aplicações em medicamentos
Diversos estudos vêm sendo conduzidos para a produção de produtos farmacêuticos que
atuem em diferentes vias de administração, incluindo as vias oral, tópica e transdermal. Para
a via oral, os produtos vêm sendo preparados, além de no formato encapsulado, no formato
de sistema de entrega lipossomal e nanoemulssão. No contexto do uso tópico, por sua vez,
diversas estratégias de formulação são adotadas: creme, loção, antisséptico, pomada e
emulgel.
Papaína
A papaína é uma das principais enzimas encontradas no látex da fruta verde do Carica papaya
e recebe uma atenção considerável devido à sua ampla distribuição e seu importante papel na
manutenção de processos biológicos de plantas, tais como a ação contra insetos, além de
patologias envolvendo cisteíno-peptidases de mamíferos. Em razão de suas características, a
papaína tem aplicação em diversas indústrias, na medicina, na odontologia e como ferramenta
de pesquisa.
55
Na indústria cosmética, a papaína é um potente ingrediente ativo adicionado às preparações
esfoliantes, devido à sua capacidade de hidrolisar ligações peptídicas de colágeno e queratina
no estrato córneo da pele, removendo, assim, os debris celulares da epiderme. A aplicação da
papaína foi já está sendo utilizada para “peeling”, além do uso associado a alfa-hidroxiácidos
e ao ácido acetilsalicílico no tratamento de rugas, flacidez e ressecamento da pele. No
mercado existem produtos contendo papaína combinada com outras substâncias, tais como
uréia e clorofila. Essa preparação está sendo comercializada com o nome de Panafil®. Além
dessa, há a Accuzime®, adicionada de papaína e uréia, e o produto italiano NouriFusion®,
contendo papaína e as vitaminas A, C e E.
Na odontologia, a papaína está sendo incorporada à formulação gel para remoção química da
cárie, principalmente para aplicação na odontopediatria. No comércio existe o produto
Papacárie®, que promove a remoção do tecido cariado e infectado, preservando, ao máximo,
os tecidos sadios adjacentes do dente, sem ocasionar qualquer dano aos tecidos da boca.
Outra utilização da enzima é na remoção do tártaro, pelo amolecimento do mesmo e
diminuindo, assim, o desconforto do procedimento.
De modo geral, a maior parte das aplicações clínicas da papaína de uso tópico objetiva o
desbridamento de feridas e de queimaduras, de modo a acelerar o processo de cicatrização
dessas lesões.
7. Família Cactaceae
Cactaceae é uma família botânica de arbustos, árvores, ervas, lianas e subarbustos
representada pelos cactos ou catos. São aproximadamente 142 gêneros e 1793 espécies
aceitas. Os ramos longos, geralmente suculentos e alguns até comestíveis, produzem folhas
fotossintéticas e os caules curtos produzem folhas modificadas em espinhos ou conjunto
56
deles; estípulas ausentes e fruto tipo baga. As flores dos cactos são grandes, sendo que muitas
espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais
noturnos, principalmente mariposas e morcegos. Algumas espécies confundem-se com a
família Euphorbiaceae.
São frequentemente usados como plantas ornamentais, e alguns na agricultura. São plantas
pouco usuais, adaptadas a ambientes extremamente quentes ou áridos, apresentando ampla
variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água. Os cactos existem em ampla
variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus pringlei, cuja altura máxima
registrada foi 19,20 metros, e o menor é Blossfeldia liliputiana, quando adulta medindo cerca
de onze milímetros de diâmetro.
7.1 Morfologia
Folhas
A família cactaceae apresenta diferenciação de ramos, sendo eles curtos ou longos. As folhas
presentes nos ramos longos são fotossintéticas, alternas e espiraladas,
com venação perinérvea ou inconspícua, variando desde reduzidas á ausentes. Já as folhas
dos ramos curtos são modificadas em espinhos, frequentemente produzindo pelos irritantes
(gloquídeos), com metabolismo ácido das crassuláceas
Caule
Os caules das cactaceae são no geral suculentos, cilíndricos, poligonais e de altura média; ás
vezes são reduzidos á uma esfera ovoide ou disco, podendo ser articulados ou não. Em via de
regra são armados com acúleos e/ou gloquídeos, inseridos geralmente nas aréolas.
Flores
57
As flores são geralmente bissexuais, radiais e ligeiramente bilaterais, com hipanto curto a
alongado, se abrem tanto de dia como de noite, dependendo da espécie. Possuem
inflorescência determinada, geralmente reduzida á uma flor solitária, ou inflorescências
terminais, com flores inseridas no ápice de um ramo modificado (e, portanto, parecendo
axilares) (JUDD et al., 2009).
Carpelos conatos e numerosos, ovário quase sempre ínfero, mas em algumas espécies
de Pereskia semi-ínfero ou até súpero, com grande número de óvulos campilótropos;
placentação geralmente parietal.
Fruto
Fruto do tipo baga, com a região externa portando nós e entrenós, geralmente com espinhos
e/ou gloquídeos nas aréolas. Sementes numerosas (chegando até três mil unidades) medindo
entre 0,4 e 12 milímetros de comprimento; ás vezes são cobertas por
um arilo duro. Endosperma ausente, mas perisperma ás vezes presente; embrião geralmente
curvo.
7.2 Distribuicao
A família ocorre principalmente nas Américas do Norte e do Sul, porém Rhipsalis ocorre na
África tropical, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros
migratórios. Muitas espécies de Opuntia, popularmente conhecida no Brasil como figo da
Índia ou Palma brava, foram introduzidas na Austrália no século XIX para serem utilizadas
como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente
espalharam-se pela natureza.
Adaptaca à seca
Alguns ecosistemas, como os desertos, semiáridos, caatingas e cerrados, recebem pouca água
na forma de precipitação pluviométrica. As plantas que habitam estas áreas secas são
conhecidas como xerófitas, e muitas delas são suculentas, com folhas espessas ou reduzidas.
58
água; outros apresentam folhas reduzidas e modificadas em espinhos protetores. O
metabolismo CAM permite que os estômatos se abram durante a noite (economia de água) de
modo a captar o dióxido de carbono que é estocado na forma de ácido málico e utilizado
na fotossíntese durante o próximo dia. Apresentam também um denso e abrangente sistema
de raízes, sendo uma raiz pivotante profunda e caules com cutícula espessa e epiderme com
estômatos em criptas. A concentração de sal nas células das raízes é relativamente elevada, de
modo que quando a umidade eleva-se, a água possa imediatamente ser absorvida na maior
quantidade possível.
Determinadas espécies desenvolveram folhas efêmeras, sendo estas folhas que duram um
curto período de tempo enquanto um novo broto estiver ainda em sua fase inicial de
desenvolvimento. Um bom exemplo de uma espécie de folhas efêmeras é a Opuntia ficus-
indica, mais conhecida como figo da Índia.
Polinizacao
7.3 Filogenia
Cactaceae é uma família monofilética, sendo que tal colocação é sustentada por numerosos
caracteres morfológicos e dados de sequências de DNA. O gênero Pereskia retém inúmeros
estados de caráter plesiomórfico como caules não suculentos, folhas bem desenvolvidas e
persistentes, inflorescências cinosas, muitos estiletes e em algumas espécies ovário súpero
com placentação basal. Todos esses estados estão ausentes nos outros integrantes da família
(JUDD et al., 2009).
59
O resto da família, com exceção de Rhodocactus, forma um clado que é caracterizado pela
presença de estômatos no caule e pela formação tardia da casca, o que promoveu a evolução
da fotossíntese no caule (JUDD et al., 2009).
A maioria das espécies de cactaceae está inserida ora em Opuntioideae ora em Cactoideae, e
estas subfamílias formam um clado sustentado pela presença de flores solitárias inseridas no
ápice de um caule, e pela presença de ovário ínfero, sendo que este evoluiu
independentemente em um grupo de espécies de Pereskia). Opuntioideae é monofilética e
sustentada por sinapomorfias como a presença de gloquídeos nas aréolas, testa da semente
coberta por arilo duro e caracteres de cpDNA.
7.4.1 Cacto
60
Cactos no deserto. Foto: JL Jahn / [Link]
Suas folhas são reduzidas e foram modificadas em espinhos para se adaptar às necessidades
da planta. Somente reduziram seu tamanho de modo a diminuir a área de superfície pela qual
a água é perdida pela transpiração. Existem espécies cujas folhas são notavelmente grandes e
normais, enquanto em outras espécies são minúsculas. Os espinhos, predominantes nos cactos
crescem de estruturas chamadas de areolas. O caule grosso e cascudo é fundamental para
sobrevivência da planta. É ele que é responsável pela respiração, pois no caule que se
localizam os estômatos. Além disto, no caule também é armazenada a água.
Os cactos são encontrados nas Américas, desde o Canadá até a Patagônia, como também no
Caribe. Possuem expectativa de vida elevada, podendo sobreviver mais de 200 anos.
Na região Nordeste do Brasil, é muito comum encontrar o cacto mandacaru (Cereus
peruvianus). Há, também, os cactos chamados 'flores-de-maio', que são cactos ornamentais
encontrados com grande facilidade em floriculturas e que, na natureza, ocorrem em florestas
que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo.
61
Importancia do Cacto
do açúcar no sangue.
práticas em distintas partes do mundo. Um exemplo seria o cacto de San Pedro (Echinopsis
Ainda, os cactos possuem um lugar especial nos jardins botânicos e na jardinagem, devido a
ascensão dos jardins de cactos. Nesses jardins existe uma variedade de espécies de cactos,
mescladas com outras suculentas a fim de produzir um espaço com uma bela vista.
62
8. Familia Liliaceae
Liliaceae pertence à ordem Liliales, juntamente com mais onze famílias. É uma das famílias
mais importantes, sendo composta por 16 gêneros e 635 espécies. São ervas terrícolas,
perenes, rizomatosas e bulbosas. Os representantes mais conhecidos desse grupo são as
tulipas, gênero Tulipa, e os lírios, gênero Lilium, por serem muito utilizados como plantas
ornamentais, apresentando, portanto, importância econômica. Encontra-se amplamente
distribuída em regiões temperadas do Hemisfério Norte.
8.1 Morfologia
Liliaceae basicamente consiste de ervas perenes que apresentam bulbos e rizomas (raízes
contráteis). As folhas são simples e a filotaxia foliar pode ser alterna e espiralada, ou
verticilada, estando inseridas ao longo de um caule ou de uma roseta basal. Podem
apresentar venação paralela, no gênero Prosartes, por exemplo, ou venação reticulada,
em Tricyrtis. Não apresentam estípulas. Geralmente, a inflorescência é determinada, podendo
ser em alguns casos, reduzida a uma flor apenas. As flores apresentam seis tépalas (sépalas e
pétalas semelhantes), as quais são livres e, frequentemente, apresentam manchas ou linhas.
Na base das tépalas é secretado néctar. As flores são bissexuais e possuem simetria radial.
Há seis estames, sendo os filetes livres, e três carpelos. Os carpelos tem suas bases unidas,
formando um gineceu bi ou multilocular, tendo os óvulos dispostos na porção central. Há
apenas um estigma. O ovário é súpero e tri-lobado e se estende ao longo da face interna do
ramos do estilete. Os óvulos são numerosos e geralmente apresentam um tegumento, o qual
acumula substâncias de reservas. O fruto pode ser seco, deiscente e ocasionalmente baga. As
sementes são achatadas, apresentam formato de disco e contém endosperma oleoso.
8.2 Reproducao
As flores dessa família são polinizadas por insetos como vespas, abelhas, borboletas e
mariposas, os quais recebem o néctar como recompensa. As sementes geralmente são
dispersas pela água ou pelo vento, ou em alguns casos, por formigas, quando são revestidas
por arilo.
63
8.3 Taxonomia e filogenia
Liliales é uma ordem dentro de monocotiledôneas, esta, por sua vez, pertence ao grande
grupo das angiospermas. Fazem parte dessa ordem as seguintes famílias: Alstroemeriaceae,
Campynemataceae, Colchicaceae, Corsiaceae, Melanthiaceae, Petermanniaceae, Philesiaceae,
Rhopogonaceae, Smilacaceae e Liliaceae. [2] Sendo as principais famílias: Liliaceae,
Alstroemeriaceae, Melanthiaceae, Smilacaceae e Colchicaceae. Liliaceae é subdividida em
cinco gêneros: Prosartes, Calochortus, Tricyrts, Medeoloideae e Lilioideae.[1]
Liliales e Liliaceae são definidas de forma restrita. Várias das famílias que são incluídas
atualmente nas ordens Dioscoreales, Asparagales e Liliales, eram consideradas anteriormente
como integrantes de uma parte de Liliales que era caracterizada pelas flores com tépalas
conspícuas e endosperma que não continha amido. Em 1981, Cronquist agrupou a maior
parte das monocotiledôneas petalóides e que possuíam seis estames dentro de Liliaceae, e que
é de conhecimento hoje, tratar-se de um grupo polifilético. Posteriormente, outros sistematas
dividiram as monocotiledôneas petalóides e que continham seis estames em Liliaceae,
juntamente com as espécies que apresentavam ovário súpero e a família Amaryllidaceae,
incluindo também as espécies de ovário ínfero. No entanto, essa separação é artificial, pois
separa gêneros como Agave e Yucca, ambos da família Agavaceae
e Crinum (Amaryllidaceae) e Allium (Alliaceae), os quais estão claramente relacionados. As
relações de algumas famílias dentro de Liliales ainda são problemáticas, embora já tenha
ocorrido um grande avanço no conhecimento desse grupo.
Liliaceae também é um grupo monofilético, mesmo sendo difícil concluir isso através da
morfologia. Os gêneros dessa família são ervas que apresentam rizomas rasteiros, estiletes
divididos no ápice e megagametófito originado de apenas um megásporo. Alguns autores
colocam o gênero Calochorthus como sendo uma família distinta. Os demais grupos são
considerados integrantes de Uvulariaceae ou de uma Calochortaceae expandida, embora não
possuam morfologia semelhante a Uvularia e Disporum.
8.4.1 Alho
São designadas como alho algumas plantas do género Allium (mas não só), embora o termo
se aplique especificamente ao Allium sativum, uma planta perene cujo bolbo ("cabeça de
64
alho"), composto por folhas escamiformes ("dentes de alho"), é comestível e usado tanto
como tempero como para fins medicinais.
A espécie Alium sativum dá ainda pelos seguintes nomes comuns: alho-hortense, alho-
ordinário, alho-vulgar e alho-manso.
Descricao
A Alium sativum trata-se de uma planta bolbosa vivaz. Destaca-se pelo bolbo arredondado,
comummente designado «cabeça», o qual é composto por 10 a 12 dentes, os quais se
encontram envoltos por uma casca, de cor branca, cor-de-rosa ou arroxeada.
Conta ainda com folhas lineares e achatadas, que cobrem a metade inferior do caule.
Por seu turno, o caule, que parte do bolbo, é cilíndrico, medindo entre 25 a 100 centímetros
de comprimento. Quanto à umbela, esta pode ostentar entre dois centímetros e meio a cinco
centímetros de diâmetro, dispondo de poucas flores e muitos bolbos pequenos.
Alium sativum
Distribuicao
Trata-se de uma espécie cosmopolita, que poderá ter tido origem no Próximo Oriente e na
Ásia Central.
Culinárial
65
Na culinária, o alho insere-se na família dos condimentos acres.[7] Pode ser utilizado de
diversas formas: cru, refogado, picado, em rodelas, etc, conforme os gostos, que são pouco
unânimes. Em geral, os povos mediterrânicos são os maiores apreciadores, empregando-o,
geralmente, juntamente com o tomate e a cebola. Quando consumido em quantidades
elevadas, esse odor pode tornar-se evidente no suor de quem o ingeriu.
Etnofarmaologia e Etnomedicina
O alho possui um composto sulfurado, conhecido como alicina, que confere lhe ação
antimicrobiana, inibindo o crescimento e proliferação de bactérias, vírus e fungos. Aliás,
ajuda até a eliminar as toxinas e bactérias patológicas que afetam a flora intestinal, sendo
muito útil para completar o tratamento de infecções por vermes.
Graças à ação da alicina, da aliina e do alhoeno, que são compostos sulfurados, o alho
também tem potente ação antioxidantes que previne a formação de radicais livres e protegem
as células do organismo. Além disso, estes compostos também ajudam a estimular algumas
enzimas que desintoxicam o organismo de agentes que causam o câncer de cólon.
O alho ajuda a reduzir os níveis de colesterol "ruim" LDL, e de triglicerídeos no sangue, pois
inibe a sua oxidação, reduzindo assim o risco de aterosclerose que pode levar ao surgimento
de várias doenças cardiovasculares.
66
Além disso, o alho ajuda a regular a pressão arterial por possuir um ligeiro efeito anti-
hipertensor, assim como a capacidade para melhorar a circulação do sangue, diminuindo a
pressão sobre os vasos. Também evita a formação de coágulos por inibir a agregação
plaquetária excessiva.
Por isso, o alho é um alimento com um grande potencial para melhorar a memória e
promover o aprendizado, melhorando a saúde do cérebro.
De acordo com alguns estudos, o alho tem propriedades antidiabéticas que estão relacionadas
com a capacidade de aumentar a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas,
melhorando o funcionamento e ajudando a prevenir e controlar a diabetes.
8.4.2 Cebola
Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepa. Em sistemas
taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das alioídeas -
taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Amaryllidaceae. O termo refere-se,
também ao seu bolbo (bulbo, no Brasil) constituído por folhas escamiformes, em camadas.
As suas flores estão dispostas em umbela. As plantas jovens, com o bulbo pouco
desenvolvido e sem flor, são chamadas também de cebolo.
Quando une-se, pelo caule, um conjunto de cebolas esse coletivo é conhecido como réstia.
67
Propriedades da cebola
Flavonóides
Sob o aspecto do efeito antioxidante, que pode ser explicado pela doação de um átomo de
hidrogênio para os radicais livres, formando novos tipos de radicais livres que não são tão
reativos quanto a espécie inicial. Esses radicais desempenham papel importante como, por
exemplo, no combate aos micro-organismos invasores.
Quercetina
Entre as principais ações da quercetina destaca-se o seu poder de remover os radicais livres,
exercendo um papel citoprotetor em situações de risco de dano celular.
68
Atividade cardiovascular
Por outro lado, também demonstrou efeitos vasodilatadores na aorta isolada de ratos, efeitos
antitrombóticos (por uma ligação seletiva na parede plaquetária) e diminuiu as lesões de
reperfusão do miocárdio.
Atividade antiinflamatória
Atividade antitumoral
Atividade imunológica
Junto com o sódio tem sido demonstrado melhorar quadros de dispepsia além de evidenciar
efeitos bacteriostáticos em micro-organismos patológicos do trato digestivo. Um aspecto
interessante do efeito antiúlcera da quercetina é que ela inibe in vitro o crescimento
de Helycobacter pylori de uma forma dose-dependente. Por outro lado, a quercetina tem
demonstrado poder estabilizador nos mastócitos impedindo a ação da histamina durante as
reações alérgicas e inibindo a formação de leucotrienos.
69
A quercetina demonstra exercer um efeito sinérgico com cromoglicato de sódio.
9. Familia Convolvulaceae
Convolvulaceae (ou convolvulácea) é uma família pertencente à ordem Solanales, família da
batata-doce, dentro do clado das Angiospermas (plantas com flores). As espécies desta
família são frequentemente reconhecidas pelas suas flores em forma de cone e por se
apresentarem como trepadeiras sem gavinhas, com frequência rizomatosas, como ervas ou
subarbustos. A família possui distribuição cosmopolita, sendo menos diversas em regiões de
clima frio, compreendendo aproximadamente 58 gêneros e mais de 1900 espécies.
Etimologia
9.1 Morfologia
As espécies desta família são frequentemente encontradas tendo como hábito do tipo lianas
e/ou do tipo volúveis, aparência bastante comum para esta família. Porém, apresentam-se
também como subarbustos, árvores e, ocasionalmente, hábito parasítico (no gênero Cuscuta)
com pouca ou nenhuma clorofila presente. Uma característica marcante desta família é a
presença de laticíferos contendo látex leitoso, muitas vezes, apresentando substâncias
bioativas como alcalóides.
Folhas
As folhas são do tipo simples, alternas e espiraladas, com algumas espécies contendo folhas
lobadas ou compostas, com nervura peninérvea e entre outras espécies, venação palmada. As
estípulas estão ausentes nesta família. Inflorescências são do tipo determinadas, cimosas e,
geralmente, reduzidas a uma única flor, podendo ser terminais ou axilares.
70
Flores
Frutos
9.2 Distribuicao
São espécies pantropicais e de climas temperados, ocorrendo em maior diversidade nas
regiões tropicais e subtropicais, sendo pouco diversas nas regiões temperadas e frias.
Possuem aproximadamente 58 gêneros e no geral, apresentando cerca de 1930 espécies.
9.3 Filogenia
Trabalhos de filogenia molecular indicam que Convolvulaceae é grupo-irmão de Solanaceae,
ambas famílias inclusas na ordem Solanales.
71
A inclusão do gênero Cuscuta, único gênero parasita da família, dentro de Convolvulaceae
ainda é controversa. O gênero não possui hipótese sustentada por dados moleculares que
forneça seu grupo-irmão, e o gênero que é grupo-irmão dos demais gêneros de
Convolvulaceae é Humbertia.
9.4 Reproduҫão
As flores desta família são bastante atraentes para seus polinizadores, principalmente pela sua
cor. A floração ocorre no final do período chuvoso e termina bem antes do início da seca. A
morfologia floral é determinante para cada tipo de polinizador. Entre os seus polinizadores
encontram-se os insetos, dos quais, as principais espécies polinizadoras observadas foram às
abelhas, e as vespas. Como polinizadores secundários, algumas espécies de borboletas e
beija-flores. A autofecundação foi observada em alguns gêneros das convolvuláceas,
como Merremia, Jacquemontia e Ipomoea.
72
I. asarifolia - Salsa-brava
12.5.1 Batata-doce
Hortalicas de Raizes
É a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil, tendo grande relevância econômica e social,
principalmente pela rusticidade, grande adaptação climática e rápida produção.
As folhas e brotos da batata-doce são comestíveis após breve cozimento, sendo saborosas e
nutritivas, constituindo verdura de produção facílima e abundante.
Hortalica de Folhas
73
A batata-doce (Ipomoea batatas) é parente muito próxima de Ipomoea aquatica Forssk.,
“espinafre-d’água”, “corriola-d’água”, “yosai” (no Pará), “kangkong” (na China), verdura
muito utilizada na Ásia e cultivada no Brasil por imigrantes japoneses.
Ocasionalmente, a batata-doce pode ser encontrada no Brasil (Goiás, São Paulo, Minas
Gerais, Rio Grande do Sul) como plantas invasora de ecossistemas naturais, mas apenas em
ambientes úmidos muito sujeitos a perturbações e próximos a habitações humanas ativas ou
inativas (taperas).
74
prevenção da diabetes, câncer e infarto, melhora da saúde intestinal e aumento da massa
muscular.
A batata-doce pode ser encontrada nas cores branca, creme, laranja ou roxa, que variam no
sabor e na composição nutricional. A batata-doce roxa tem maior quantidade de antioxidantes
do tipo antocianinas e a de cor alaranjada possui maior teor de betacarotenos, por exemplo.
Este tipo de batata pode ser consumida cozida ou assada, mas também pode ser utilizada
como base para mousses ou como farinha para pães e biscoitos.
Os principais benefícios da batata-doce para a saúde são:
Por ser rica em fibras solúveis e insolúveis, especialmente quando consumida na forma
cozida e com a casca, a batata-doce ajuda a formar o bolo fecal e estimular os movimentos do
intestino, combatendo a prisão de ventre.
Além disso, a batata-doce funciona como um prebiótico natural, pois é fonte de alimento para
as bactérias benéficas do intestino, ajudando a equilibrar a flora intestinal, tratando e
prevenindo a prisão de ventre.
Previne a diabetes
Apesar de ter boas quantidades de carboidratos, a batata-doce também é rica em fibras, o que
faz com que acabe tendo um baixo índice glicêmico. Isto quer dizer que ajuda a diminuir a
velocidade de absorção do açúcar após as refeições, evitando os picos de glicose no sangue.
Esta propriedade da batata-doce é fundamental para prevenir a diabetes, mas também pode
ser recomendada, em pequenas quantidades, para quem já apresenta a doença.
A batata-doce é uma ótima fonte de energia e por isso é muito consumida por quem pratica
atividades físicas. Por ter boas quantidades de fibras, o carboidrato da batata-doce é liberado
75
gradativamente, sendo uma ótima opção para quem precisa ter energia para longos períodos
de treino.
A batata-doce pode ajudar na perda de peso, pois é um alimento com elevado teor de fibras
que aumentam o tempo de digestão e permanência dos alimentos no estômago, aumentando a
sensação de saciedade e diminuindo a ingestão de alimentos. Veja como usar a batata-doce
para auxiliar na perda de peso.
Além disso, por conter grandes quantidades de potássio, a batata-doce ainda ajuda a eliminar,
pela urina, o excesso de sódio do organismo evitando a pressão alta.
Além disso, a batata-doce auxilia na prevenção de outros tipos de câncer, como de próstata e
de mama, pois é rica em antioxidantes como a vitamina C, betacaroteno e antocianinas que
protegem as células contra os radicais livres.
76
Esta família encontra-se associada ao clado eudicotiledonea, pois os embriões destes
indivíduos possuem dois cotilédones. Os membros da família Cucurbitaceae estão
distribuídos por 140 géneros que reúne cerca de 1000 espécies diferentes.
Um grande numero destas espécies são rupícolas ou terrícolas, sendo cultivados pela
obtenção de um dos seus componentes, tanto frutos, como folhas ou raízes. Os membros mais
conhecidos desta família são os melões, as abóboras, as cabaças, os pepinos, entre muitos
outros.
10.1 Morfologia
As suas folhas são simples, com uma disposição alterna ou espiralada. As suas margens são
geralmente serrilhadas, com forma palmada, cujo recorde forma pequenos lóbulos, podendo
ainda apresentar um limbo inteiro. Os estomas destas espécies podem surgir apenas numa das
páginas da folha ou em ambas. Estes indivíduos são anuais ou perenes, dependendo da
espécie.
As suas flores são unissexuais (em alguns casos hermafroditas), podem organizar-se
em inflorescências (racemos). As suas sépalas (com tamanho reduzido) surgem em números
de 5, encontram-se unidades desde a base. As pétalas também surgem em números de 5
unidas na base, assumindo uma forma tubular. A corola apresenta uma cor esbranquiçada,
laranja, amarela ou vermelha, consoante a espécie.
77
Os seus frutos são bagas (geralmente pseudo-bagas), com uma camada exterior coreácea, ou
cápsulas, consoante a espécie, geralmente com grandes dimensões. As cápsulas explodem
geralmente como forma de propagar as suas sementes, que serão distribuídas por aves. As
suas sementes são numerosas e com forma achatada, em algumas espécies as sementes são
aladas, possuindo asas que facilitam a dispersão.
A dispersão dos seus frutos é realizada por animais que os consomem. A ampla dispersão de
alguns destes indivíduos torna-os em espécies invasoras, quando a sua propagação não é
controlada.
10.2 Distribuição
Os membros desta família possuem uma distribuição cosmopolita, sendo possível encontrar
espécimes tanto em climas temperados, como em climas tropicais, no entanto, estes são mais
frequentes nos trópicos.
Estes indivíduos preferem ambientes quentes, sendo pouco tolerantes a geadas e a baixas
temperaturas.
10.3 Importância
A principal utilização dos membros desta família é a produção agrícola, nomeadamente de
frutos ou legumes. Os membros desta família possuem uma elevada importância económica
pois são amplamente utilizados na alimentação de um grande número de famílias.
Alguns dos membros desta família são responsáveis pela produção de algumas drogas
utilizadas no tratamento de certas doenças, assim como também produzem venenos que
podem matar o ser humano.
Certos membros da família Curcubitaceae são cultivados para serem utilizadas como espécies
ornamentais, tanto pelo aspeto das suas flores como pelo aspeto dos seus frutos.
78
10.4 Principais espécies da família Curcubitaceae
10.4.1 Abóbora
Importancia da Abobora
Em Portugal, a abóbora tem vindo a conquistar hábitos alimentares mais amplos, após a ideia
antiga de se tratar de uma cultura secundária mais destinada à alimentação animal. É agora
utilizada sobretudo na confecção de doces e de sopas.
79
Suas flores, comestíveis, são comumente usadas na culinária da Itália sendo classificadas
como PANC (planta alimentícia não convencional) no [Link] sementes, folhas e brotos,
igualmente comestíveis, geralmente não são empregadas na alimentação humana, sendo
também categorizadas como PANC's.
10.4.2 Melancia
Melancia (Citrullus lanatus) é uma planta da família Cucurbitaceae e também o nome do seu
fruto. Trata-se de uma trepadeira rastejante originária da África.
Caracteristicas
A maioria das variedades tem polpa vermelha, mas há também variedades verdes, laranjas,
amarelas e brancas e espécies terrestres. As sementes variam em cor (preto, castanho,
vermelho, verde, branco), forma e tamanho; as características podem ser usadas para
identificar as variedades.
Importancia da Melancia
A melancia é uma fruta rica em água, ajudando a manter o organismo e a pele hidratada, além
de melhorar a retenção de líquidos e a prevenir a formação de pedra nos rins.
80
Além disso de ser diurética, a melancia também possui propriedades anti-inflamatórias,
antioxidantes, anticancerígenas, digestivas e anti-hipertensivas e, por isso, o seu consumo
regular pode trazer diversos benefícios para a saúde.
A melancia é uma fruta que possui grande quantidade de água, de forma que exerce um efeito
diurético no organismo, ajudando a desinchar e a eliminar o excesso de líquidos do corpo
através da urina.
Além disso, a melancia também possui potássio, um mineral que favorece a eliminação do
excesso de líquido do corpo, ajudando a desinflamar.
Hidratar o organismo
A melancia ajuda a manter o corpo hidratado, já que cerca de 92% da sua composição é água,
sendo uma boa opção para os dias mais quentes.
A melancia é uma fruta com propriedades protetoras contra doenças renais e ajuda a manter a
urina limpa, já que possui propriedade diurética. Além disso, também possui esteroides e
alcanos como principais constituintes da polpa, o que poderia ajudar a prevenir a formação de
pedra nos rins.
Além disso, o potássio presente na melancia também ajuda a equilibrar os ácidos que podem
ser produzidos pelo corpo, aumentando o pH e diminuindo o excesso de cálcio na urina,
prevenindo, assim, a formação de pedras nos rins.
A melancia contribui para o bom funcionamento do sistema imune, já que que estimula as
células de defesa do organismo, devido ao fato de ser fonte de vitamina C e A, que atuam
como antioxidantes, prevenindo o surgimento de doenças como gripes e resfriados.
81
Devido à sua composição rica em carotenoides, como o licopeno, a melancia é uma ótima
opção para ajudar a proteger a pele dos danos causados pelos raios de sol. Além disso,
também possui antioxidantes que ajudam a prevenir o dano que os radicais livres causam na
pele, evitando, assim, o envelhecimento precoce.
A melancia tem na sua composição fibras e água, que aumentam o bolo fecal e que
contribuem para o melhor funcionamento do trânsito intestinal.
A melancia possui poucas calorias e uma pequena quantidade de fibras, de forma que quando
combinada com uma alimentação equilibrada e saudável, pode ajudar na perda de peso.
A melancia contém citrulina, um aminoácido que poderia aumentar os níveis de óxido nítrico
no organismo, ajudando a dilatar os vasos sanguíneos e, assim, favorecer a diminuição da
pressão arterial.
Além disso, essa fruta também possui potássio, um mineral que favorece a saída do excesso
de sódio do organismo através da urina, ajudando a regular a pressão arterial.
A citrulina é um aminoácido que pode ser encontrado na melancia e que pode melhorar o
rendimento durante a prática de exercício.
Além disso, a melancia também possui potássio e magnésio, minerais que são importantes
para prevenir a fraqueza muscular, melhorar a contração muscular e as cãibras durante a
prática de atividade física intensa.
82
dispersão das sementes, mas em cultivo pela divisão de touceiras, semeadura in-
vitro ou meristemagem.
Apesar da grande maioria das espécies não serem vistosas, o formato intrigante de
suas flores é muito atrativo aos aficcionados que prestam atenção às mini orquídeas. Como
nenhuma outra família de plantas, as orquídeas despertam interesse em colecionadores que
ajuntam-se em associações orquidófilas, presentes em grande parte das cidades por todo o
mundo. Estas sociedades geralmente apresentam palestras frequentes e exposições de
orquídeas periódicas, contribuindo muito para a difusão do interesse por estas plantas e
induzindo os cultivadores profissionais a reproduzir artificialmente até espécies que poucos
julgariam ter algum valor ornamental, contribuindo para diminuir a pressão sobre a coleta das
plantas ainda presentes na natureza.
11.1 Morfologia
As orquídeas, com algumas exceções, distinguem-se dentre as Monocotiledóneas por
apresentarem grande redução no número de estames, ou androceu, estes em regra fundidos
ao gineceu formando a coluna; apresentarem pólen agregado em polínias compactas;
diferenciarem o formato, tamanho e ou cor de uma das pétalas, conhecida como labelo;
desenvolverem sementes extremamente pequenas sem endosperma; e pelo complexo sistema
de polinização empregado por suas flores, que atraem insetos para uma pseudocópula. Quase
sempre são plantas verdes que realizam fotossíntese.
83
bissexuadas, raramente unissexuadas. O perianto apresenta seis tépalas em duas camadas. A
externa é formada por três sépalas que algumas vezes apresentam-se concrescidas. Da
camada interna, duas costumam ser algo semelhantes às sépalas e são chamadas pétalas a
outra modificada em labelo como vimos acima.
A família das orquídeas, como praticamente todos os outros seres vivos, está subdividida em
diversos grupos progressivamente menores e afins, os principais pela ordem
são: subfamília, tribo, subtribo, gênero e espécie. Entretanto em alguns casos nem todas essas
subdivisões são necessárias, e em outros há mais divisões tais como a divisão de subgêneros
em seções, subseções, séries e subséries ou alliances, e de espécies em subespécies, formas e
variedades. A filogenia moderna tem necessidade de mais divisões para refletir todas as
alterações evolutivas dos grupos, no entanto muitas destas ainda não estão bem estabelecidas
e acabam por ficar evidentes apenas quando os cladogramas são consultados.
a) Apostasioideae Reichenbach
a. Plantas com pólen pastoso ou farinoso, que geralmente não formam polínias,
com duas ou três anteras férteis linear-lanceoladas, folhas de bases
embainhadas, estaminóde alongado e labelo similar às pétalas.
b) Cypripedioideae Lindley
a. Plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias,
com duas anteras férteis oblongas ou ovais, folhas de bases embainhadas,
estaminóde em formato de escudo e labelo geralmente saquiforme.
c) Vanilloideae Szlachetko
a. Plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias,
com uma antera fértil incumbente e folhas sem bases embainhadas.
d) Orchidoideae
a. Plantas com pólen coeso formando polínias, uma antera fértil ereta ou
tombada para trás e folhas enroladas claramente plicadas, raízes
frequentemente carnosas.
e) Epidendroideae Lindley
84
a. Plantas com pólen coeso formando polínias, com antera incumbente, ou
tombada para trás, mas então com folhas claramente plicadas e raízes
raramente carnosas.
11.2 Distribucao
Embora sua distribuição seja bastante irregular, as orquídeas são encontradas praticamente
em todas as regiões do planeta, com exceção da Antártida. Devido a grande distribuição
geográfica, é natural que um grupo tão diverso também apresente adaptações aos mais
diferentes climas, bem como a multiplicidade dos agentes polinizadores presentes em cada
regiã[Link]-se de uma família em ativo ciclo evolutivo e seus gêneros mais próximos
cruzam-se com certa facilidade na natureza, desafiando o antigo conceito botânico em que
uma espécie é formada por todos os indivíduos capazes de cruzar com a produção
de descendentes férteis
Orquideas
Para serem usadas como flores de corte, as mais comuns são as provenientes de híbridos dos
gêneros Phalaenopsis, Cattleya, Dendrobium, Paphiopedilum e Cymbidium.
Ainda assim, a orquídea é uma espécie de planta que desperta certo interesse em
colecionadores e cuidadores de plantas em geral, que acabam se reunindo com frequência em
85
associações orquidófilas, cujas atrações incluem palestras e exposições de orquídeas dos mais
diferentes tipos.
11.4.1 Baunilha
Hoje em dia, existem três cultivares principais de baunilha de produção global, todos obtidos
de uma espécie encontrada na Mesoamérica.[6] As várias subespécies são Vanilla
planifolia (sin. V. fragrans), cultivada em Madagáscar, Reunião e outras áreas tropicais
do Oceano Índico; V. tahitensis, cultivada no Pacífico Sul; e V. pompona, encontrada
nas Índias Ocidentais, América Central e do Sul A maior parte da baunilha produzida no
mundo é da variedade V. planifolia, conhecida como baunilha "Madagáscar-Bourbon",
produzida numa pequena região de Madagáscar e na Indonésia.
86
Na cultura e economia
É muito popular na região norte do Brasil; além de comercializada na maior feira da América
[31][32][33]
Latina, na banca de cheiro das erveiras do Mercado do Ver-o-Peso, na cidade
de Belém do Pará, é o principal ingrediente do Banho de Cheiro encantado, usado na
comemoração da festa junina e do reveillon no estado do Pará.[34] Essa é uma prática
ritualística que ocorre desde o século XIX, ao qual se atribui o poder de atrair a felicidade,
reatar amores, e abrir as portas da prosperidade ao praticante. [35]
Nomenclatura botânica
87
frequentemente, legumes), o que levou ao nome comum leguminosas aplicado genericamente
a todo os membros da família.
12.1 Morfologia
Entre as Fabaceae encontram-se tanto árvores e arbustos como plantas herbáceas perenes ou
anuais. Essa família é normalmente reconhecida pela presença de frutos do tipo vagem, [11] e
pelas folhas compostas com estípulas bem desenvolvidas.
Com cerca de 751 géneros e mais de 19 000 espécies validamente descritas, a família
tem distribuição natural do tipo cosmopolita, estando presente em todos os grandes biomas de
quase todas as regiões climáticas (sendo as únicas excepções as regiões árticas e antárticas e
algumas ilhas remotas). Com as suas flores e frutos característicos, as leguminosas são a
terceira família de plantas terrestres em número de espécies, com uma diversidade que é
apenas ultrapassada pelas famílias Orchidaceae e Asteraceae. As espécies desta família
representam cerca de 7% das angiospermas[15]) sendo os 5 maiores géneros: Astragalus (mais
de 3 000 espécies), Acacia (mais de 1 000 espécies), Indigofera (cerca de 700
espécies), Crotalaria (cerca de 700 espécies) e Mimosa (cerca de 400 espécies). Estes cinco
géneros abarcam cerca de um quarto de todas as espécies de leguminosas. Fabaceae é a
família mais frequentemente encontrada nas florestas tropicais húmidas e nas florestas
secas das Américas e de África. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies
arbóreas nas florestas neotropicais, além de haver grande número de táxons endémicos nesta
região.
88
Evidências moleculares e morfológicas recentes comprovam que o conjunto das Fabaceae
forma uma única família monofilética. Esta conclusão está bem suportada não somente pelo
grau de interrelação dos diferentes grupos dentro da família quando comparado com a relação
existente entre as Leguminosae e os taxa filogeneticamente mais próximos, mas também por
todos os recentes estudos de filogenia molecular com baseados na análise de sequências de
DNA. Os resultados desses estudos confirmam que as Fabaceae como grupo monofilético
estão estreitamente relacionadas com as famílias Polygalaceae, Surianaceae e Quillajaceae,
que em conjunto formam a ordem Fabales, por sua vez também um clado integrado
nas eurosídeas I.
As espécies herbáceas podem ser anuais, bienais ou perenes, sem agregações foliares basais
ou terminais.
89
A espécies desta família podem ser epífitas, plantas verticais ou trepadeiras. As últimas
suportam-se por meio de rebentos que se contorcem em torno de um suporte ou através
de gavinhas. As plantas podem ser heliófitas, mesófitas, ou xerófitas. [13][3][8]
Raízes
Folhas
90
raramente digitadas ou compostas palmatilobadas (p. ex. Lupinus). Nas Mimosoideae e nas
Caesalpinioideae as folhas são em geral bipinadas (p. ex. Acacia e Mimosa).[3][8][32]
A generalidade das espécies apresenta estípulas foliares, as quais podem ser de tamanho e
persistência variados. Em alguns géneros, as estípulas são transformadas em espinhos (como
ocorre, p. ex., em Robinia), ou terem formato similar ao de folhas (como em Pisum) ou ser
discretas, quase residuais.
Flores
As Fabaceae são em geral entomófilas (polinizadas por insetos), pelo que as flores são em
geral chamativas para potenciar a atracção dos polinizadores. O cálice é gamossépalo ou
raramente dialissépalo, com prefloração aberta, valvar ou imbricada. A corola apresenta
pétalas livres ou conatas, valvadas ou imbricadas.
91
O androceu apresenta tipicamente 10 estames, embora alguns géneros apresentem essas
estruturas maior ou menor número. O gineceu apresenta ovário súpero, unicarpelar,
unilocular, por vezes dividido por falsos septos e em geral multiovulado (em geral apresenta
10 óvulos) com placentação parietal, com estilete curvo.
As flores apresentam características distintas nas três subfamílias que presentemente são
reconhecidas no grupo:
O ovário das espécies desta família tipicamente desenvolve-se numa vagem, característica
típica das leguminosas. A vagem é um fruto seco, simples e deiscente, que geralmente abre
92
ao longo de uma costura, em dois lados. Apesar do nome comum para este tipo de fruta ser
"vagem", o termo é aplicado a alguns outros tipos de fruto.
Fruto
Apesar do fruto mais comum do tipo vagem ser seco e deiscente, nalguns casos, a vagem
pode ser carnoso e indeiscente. Algumas espécies da família evoluíram a partir da vagem
básica para outros tipos de fruto,
como bagas, folículos, aquénios, drupas (Andira), sâmaras (Machaerium), vagens samaroides
indeiscentes (Dalbergia), lomentos (Aeschynomene) e craspédios (Mimosa).
12.3 Filogenia
A filogenia das leguminosas tem sido objecto de inúmeros estudos com recurso à técnicas
clássicas (especialmente morfológicas) e de biologia molecular. Foram utilizadas análises
morfológicas, análises de sequências de DNA (do intrão trnL do cloroplasto,
dos genes rbcL e matK (maturase K) também do cloroplasto ou dos espaçadores
ribossómicos ITS), recorrendo a análises cladísticas para investigar o relacionamento entre
diferentes linhagens da família. Em resultado desses estudos, a família Fabaceae é
consistentemente reconhecida como monofilética.
Todas as diversas abordagens têm culminado com a obtenção de resultados similares quanto
ao relacionamento entre os principais clados da família Fabaceae. Em consequência, após
ampla discussão na comunidade científica que se dedica ao estudo da filogenética da
leguminosas, agrupada no Legume Phylogeny Working Group, obteve-e como consenso a
reclassificação das Fabaceae em seis subfamílias, o que exigiu a segregação de quatro novas
subfamílias de prévia circunscrição da subfamília Caesalpinioideae, e a fusão da resultante
subfamília Caesalpinioideae sensu stricto com a antiga subfamília Mimosoideae.
93
12.4 Taxonomia
A posição taxonómica da família Fabaceae (monofilética) dentro da ordem Fabales de acordo
com a maioria dos sistemas taxonómicos, incluindo o sistema APG IV, [2] bem como das seis
subfamílias em que se subdivide é a seguinte:[5]
Ordem Fabales
Família Quillajaceae (grupo externo)
Família Polygalaceae (grupo externo)
Família Surianaceae (grupo externo)
o Família Fabaceae
Cercidoideae — 12 géneros e ~335 espécies, principalmente nos trópicos (inclui
os géneros Bauhinia e Cercis).
Detarioideae — 84 géneros e ~760 espécies, principalmente nos trópicos
(inclui Amherstia, Detarium e Tamarindus).
Duparquetioideae — 1 género e 1 espécie, nativa da África Central e Ocidental (o
único género é Duparquetia).
Dialioideae — 17 géneros e ~85 espécies, difundidos nos trópicos
(inclui Dialium).
Caesalpinioideae — 148 géneros e ~4400 espécies, com
distribuição pantropical (inclui Caesalpinia, Senna, Mimosa e Acacia, bem como
a antiga subfamília Mimosoideae (80 géneros e ~3200 espécies; amplamente
distribuída nos trópicos e nas zonas temperadas da Ásia e das Américas).
Faboideae (ou Papilionoideae) — 503 géneros e ~14,000 espécies,
com distribuição cosmopolita (inclui Astragalus, Lupinus e Pisum).
12.5.1 Ervilha
94
Pisum sativum, popularmente chamada de ervilha,é uma planta (legume) da qual existem
mais de duzentas variedades, e de suas vagens são extraídos diversos tipos de grãos. Em
algumas regiões de alguns países é costume utilizar os grãos e as vagens como alimento: na
forma de sopa (grãos ou vagem); como salada (grãos ou vagem); arroz de ervilhas; jardineira;
com ovos escalfados... O seu consumo contribui para uma dieta equilibrada pois constituem
uma fonte de fibras.
A ervilha é uma leguminosa que apresenta benefícios para a saúde como prevenir a prisão de
ventre, regular o açúcar no sangue, favorecer a perda de peso e melhorar a saúde dos olhos.
Esses benefícios se devem a características nutricionais como alto valor de proteínas vegetais,
fibras, vitaminas do complexo B e A, minerais como cálcio, potássio e ferro, assim como
compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, como flavonoides e
taninos.
A ervilha pode ser comprada no mercado fresca, congelada, enlatada, desidratada, na forma
de farinha ou pasta à base de ervilha, por exemplo, podendo ser usada no preparo de caldos,
sopas, tortas ou como complemento de outros pratos.
95
Os principais benefícios da ervilha são:
As ervilhas possuem fibras, principalmente insolúveis, que contribuem para a formação das
fezes e favorecem o trânsito intestinal, ajudando a prevenir a prisão de ventre, a formação de
hemorróidas e doenças como a síndrome do intestino irritável e o câncer de cólon.
Além disso, as ervilhas apresentam baixo índice glicêmico, sendo uma boa opção de alimento
para pessoas com pré-diabetes ou diabetes. Veja outros alimentos de baixo índice glicêmico.
As ervilhas são ricas em luteína e zeaxantina, carotenoides com ação antioxidante que ajudam
a manter a saúde visual, porque são os principais componentes do pigmento da mácula na
retina.
Esses carotenoides melhoram a saúde dos olhos e previnem doenças oculares como catarata e
a degeneração macular relacionada à idade. Confira mais alimentos bons para a saúde dos
olhos.
As ervilhas favorecem o ganho de massa muscular, porque são uma excelente fonte de
proteína vegetal, contendo aminoácidos essenciais para o corpo, como lisina, leucina,
fenilalanina e, em menor quantidade, metionina e treonina.
96
Previne o envelhecimento precoce
Essas propriedades se devem aos nutrientes e compostos bioativos que a ervilha apresenta,
como flavonoides, carotenoides e compostos fenólicos, além de fibras, proteínas, vitamina A,
vitamina K, vitaminas do complexo B e minerais, como potássio e magnésio.
Para obter os benefícios da ervilha, é importante que essa leguminosa seja incluída em uma
alimentação saudável e equilibrada, além de fazer atividade física regularmente.
12.5.2 Feijão
97
Importância Farmacêutica do Feijão
O feijão é o eterno companheiro do arroz na mesa do brasileiro é uma das principais fontes
de proteína da população. Ele uma boa fonte de fibra para baixar o colesterol, com isso ele
evitar que os níveis de açúcar no sangue subam muito rapidamente após uma refeição. Outro
dos benefícios do feijão é o seu baixo teor de gordura e sódio. Quando combinados com
cereais integrais, como o arroz, o feijão fornecem uma proteína de qualidade praticamente
livre de gordura.
Previne o câncer:
Feijão é rico em manganês que em seu aspecto ajuda na defesa do corpo em forna de
antioxidantes. O essencial da enzima oxidativa superóxido dismutase, responsável para
desarmar os radicais livres na mitocôndria (as potências das células). No topo de que, a
vitamina K do feijão pode proteger células de stress oxidativo, reduzindo as possibilidades de
cancer.
98
Vitamina K é conhecida como um essencial para a síntese dos esfingolípidos, e, por
conseguinte, adequada para a função cerebral e nervosa. Feijão também é uma boa fonte de
tiamina, que é crítico para as células do cérebro e a função cognitiva. Esta vitamina é
necessária para a criação de acetilcolina, um neurotransmissor utilizado para a memória e a
falta de que é um fator significativo na senilidade e doença de Alzheimer.
É um excelente antioxidante:
Sulfitos são um conservante normalmente adicionados aos alimentos preparados, tais como
saladas finas e saladas comuns. À semelhança de outros grãos, O feijão contêm altos níveis
de molibdênio mineral, um componente chave da enzima sulfito oxidase, cuja função é
desintoxicar sulfitos. Isso é importante para as pessoas com alergias a sulfito que estão
apresentando sintomas como dor de cabeça ou batimento cardíaco acelerado.
A fibra insolúvel do feijão ajuda a manter a regularidade intestinal, aumentando o volume das
fezes. A fermentação da fibra dietética no intestino grosso também ajuda a manter as boas
bactérias no trato digestivo. Evacuações regulares estão associados a um menor risco de
câncer de cólon.
O alto teor de fibra do feijão é responsável por seu poder de baixar o colesterol. O folato
ajuda a baixar os níveis de homocisteína, que está associada com um risco aumentado de
acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, e doença vascular periférica. O alto teor de
magnésio encontrado em feijão contribui para um sistema cardiovascular saudável.
Feijão é rico em ferro, o que ajuda a aumentar os seus níveis de energia. O ferro é necessário
para o metabolismo e a produção de energia do corpo e ajuda a mover o oxigénio por todo o
99
corpo. O manganês do feijão também é um importante contribuinte para a produção de
energia do corpo.
É rico em proteínas:
Fortalece os ossos
O manganês e cálcio no feijão trabalham lado a lado para manter os ossos fortes e,
juntamente com outros minerais podem ajudar a prevenir a osteoporose. Feijão também é
uma ótima fonte de folato.
A pesquisa mostrou que pequenas quantidades de ácido fólico na dieta levam a um aumento
nos níveis de homocisteína e aumenta significativamente o risco de fraturas ósseas
relacionadas com a osteoporose, fratura de quadril particularmente em homens e em
mulheres.
A vitamina K também pode ser um nutriente essencial para a saúde óssea. As pessoas que
não consomem vitamina K têm um maior risco de sofrer fraturas ósseas. A vitamina K
também e benéfica para mulheres que passaram pela menopausa e já começaram a
experimentar a perda óssea.
O feijão é um dos alimentos mais importantes da dieta dos brasileiros, e se constitui em fonte
de renda para milhares de agricultores familiares. Dada a importância económica e social da
cultura a Embrapa Clima Temperado investe no melhoramento genético, de forma a gerar
novas cultivares com características superiores as demais já recomendadas. A cultivar
‘Expedito’ apresenta como diferenciais, a alta capacidade de acumular nitrogênio, fósforo,
potássio e cálcio, o maior teor de proteína entre as cultivares indicadas para cultivo no
Estado, além de ser mais produtiva e resistente a algumas doenças como a antracnose e
ferrugem. Este trabalho teve como objectivo avaliar os impactos económicos, sociais e
ambientais dessa cultivar de feijão gerada pela Embrapa Clima Temperado, em comparação
com cultivares dominantes na região. Para a análise dos impactos económicos utilizou-se o
método do excedente económico, os impactos sociais e ambientais utilizaram da Metodologia
100
Ambitec, que considera indicadores e componentes para gerar um índice de impacto variando
numa escala de -15 a +15. A área de abrangência do estudo foram os municípios de Pelotas,
Piratini, Capão do Leão e Canguçu, onde foram entrevistados cinco produtores, indicados por
informantes chave, todos de base familiares que cultivam o feijão BRS ‘Expedito’ e outras
variedades recomendadas para a região. A produtividade média da cultivar estudada foi 1.950
kg por hectare, o que significa 5% superior a médias das demais. Considerando o preço de
venda de R$ 1,16 por kg a tecnologia em estudo gerou um excedente de R$ 105,00 por
hectares, em comparação com as demais e sem gerar aumento de custos. Alguns produtores
que utilizam a venda direta aos consumidores, relataram obter preços superiores em relação
as demais cultivares, devido a aparência superior da cultivar. O Índice de Impacto Social
gerado pela tecnologia foi positivo igual a 2,632. Os indicadores que contribuíram para esse
resultado foram da ‘Renda’, pois a resistência a doenças e a maior produtividade resultaram
em garantia e estabilidade da renda, bem como garantiram a produção; também houve
melhoraria na qualidade nutricional do alimento, em vista das características já descritas
acima. Por não haver mudança no sistema de produção não houve aumento nem redução na
demanda de mão-de-obra. O Índice de Impacto Ambiental também foi positivo igual a 0,46
representado principalmente pela redução da aplicação de defensivos em função da
resistência à doenças. Vale destacar que alguns produtores orgânicos têm optado pela cultivar
‘Expedito’ em função dessa resistência, a cultivar é mais produtiva que as demais. Os
resultados revelaram que a cultivar de feijão BRS ‘Expedito’ gerou uma aumento de
produtividade na ordem de 1,05 sacas por hectares, em comparação com as demais
predominantes na região, além de promover melhorias ambientais e sociais no campo.
12.5.3 Amendoim
101
Importância económica do Amendoim
Importância Farmacêutica
O amendoim também pode ajudar a perder peso, já que é rico em fibras que ajudam a
aumentar a sensação de saciedade e a diminuir a fome, além de ter propriedades
termogênicas. No entanto, por ter muitas calorias, deve ser consumido com moderação e ser
incluído em uma alimentação equilibrada e saudável.
Esse alimento pode ser utilizado em várias receitas, como saladas, sobremesas, lanches, bolos
e chocolates, além de também pode ser encontrado na forma de manteiga de amendoim, por
exemplo, podendo ser facilmente encontrado nos supermercados.
102
Os principais benefícios do amendoim são:
O amendoim contém resveratrol, uma substância com potente efeito antioxidante que previne
o dano oxidativo das células e ajuda a diminuir o colesterol, além de promover o relaxamento
dos vasos sanguíneos e reduzir a coagulação do sangre, prevenindo doenças cardiovasculares.
Combate a anemia
O amendoim pode ajudar bastante no combate da anemia porque contém ácido fólico que é
uma vitamina que estimula a formação de células sanguíneas, como os glóbulos vermelhos.
Além disso, o amendoim também possui ferro que é outro nutriente muito importante para
prevenir e tratar a anemia, uma vez que aumenta a produção de glóbulos vermelhos e
hemoglobina. Confira outros alimentos ricos em ferro que ajudam a combater a anemia.
Por conter gordura monoinsaturada, conhecida como gordura boa, o amendoim ajuda a
manter o nível de açúcar estável no sangue, prevenindo, assim, que exista um aumento dos
níveis de açúcar no sangue, que, ao longo do tempo, pode facilitar o aparecimento de diabetes
tipo 2.
Além disso, o amendoim é rico em fibras, ajudando a reduzir os níveis de açúcar no sangue e
que, por isso, também actuam na prevenção da diabetes tipo 2.
O amendoim é um bom alimento para ajudar no controle do peso porque é rico em fibras que
ajudam a aumentar a sensação de saciedade e diminuir a fome.
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Além disso, o amendoim também é considerado um alimento termogênico, ou seja, um
alimento que é capaz de aumentar o metabolismo, estimulando um maior gasto de calorias
durante o dia, o que acaba facilitando a perda de peso.
No entanto, por ser uma oleaginosa com alto valor calórico, o consumo em excesso de
amendoim pode ter o efeito contrário, ou seja, favorecer o ganho de peso.
O amendoim é rico em vitamina E que funciona como antioxidante e, desta forma, ajuda na
prevenção e retardamento do envelhecimento.
Além da vitamina E, o amendoim é rico em ômega 3, que é uma gordura boa com forte ação
anti-inflamatória, o que previne o envelhecimento precoce, tendo em conta que funciona
como um renovador das células.
O amendoim ajuda a manter a saúde dos músculos, uma vez que contém magnésio, um
importante mineral que ajuda a fortalecer os músculos, e potássio, que melhora a contração
muscular. Por isso, o amendoim é recomendado para quem pratica exercício físico regular.
Além disso, o amendoim também contém vitamina E, que é responsável por aumentar a
resistência dos músculos. O amendoim também melhora o rendimento no treino, favorece o
aumento de massa muscular através da realização de exercício físico e ajuda na recuperação
muscular após o treino.
O amendoim pode ser um importante aliado na gravidez, porque contém ferro que ajuda na
formação do sistema nervoso do bebê, no seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, o
ferro também ajuda a reduzir o risco de infecções que são comuns na gravidez, como as
infecções urinárias.
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Além disso, o amendoim também contém ácido fólico, que é muito importante na gravidez, já
que é responsável pela redução do risco de deficiências no cérebro e na coluna vertebral do
bebé. Saiba mais sobre o ácido fólico na gravidez, para o que serve e como tomar.
Melhora o humor
O amendoim ajuda a melhorar o humor e a diminuir o estresse porque contém triptofano, uma
substância que favorece a produção de hormônios a serotonina, conhecida como o "hormônio
do prazer", e aumenta a sensação de bem-estar.
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5-meras, dialissépalo ou gamossépalo, pétalas 4-5-meras, dialipétala; o gineceu é sincárpico,
com 1–12 carpelos uniovulados e ovário súpero. Tem cor alva, esverdeada, arroxeada;
estames livres, heterodínamos, isostêmone ou diplostêmone ou apenas um fértil,
estaminódios frequentes; anteras rimosas; disco nectarífero presente ou ausente Seus frutos
[4]
são geralmente do tipo drupa ou sâmara. No Brasil ocorrem 55 espécies distribuídas em 14
gêneros, sendo os mais diversos Schinus L. (11 espécies) e Anacardium L.
13.3 Reprodução
106
Em Manguifera e em Anacardium há a produção de um pseudofruto. Em algumas espécies,
sua propagação se dá por estaquia a partir de segmentos de raiz ou caule.
13.4.1 Manga
Importância da Manga
A manga é uma fruta que ajuda a combater inflamações, fortalecer o sistema imunológico e
reduzir o risco de doenças cardiovasculares, porque possui muitos nutrientes como
vitamina A, vitamina C, magnésio, potássio e polifenóis como mangiferina, canferol e ácido
benzoico.
Por outro lado, a manga tem bastante frutose, que é um tipo de açúcar encontrado
naturalmente na fruta e que, quanto mais madura, maior será a sua quantidade. Por isso, essa
fruta não é aconselhada para quem precisa perder peso, especialmente se for ingerida muito
frequentemente, pois é uma fruta que contém muitas calorias.
A manga é muito versátil e inclusive a sua casca pode ser consumida, ao natural ou
em preparações como suco, geleia, vitamina, salada, molho. Além disso, a folha da manga
também pode ser usada no preparo de um chá para fins medicinais.
Benefícios da manga
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Os principais benefícios da manga são:
A manga é uma fruta excelente para melhorar a prisão de ventre pois é muito rica em fibras
solúveis que agem absorvendo água do trato digestivo formando um gel que ajuda a regular o
intestino. Além disso, a mangiferina presente na manga age como um laxante natural
aumentando o movimento do intestino e facilitando a eliminação das fezes.
A mangiferina também protege o fígado, melhora a ação dos sais biliares que são importantes
para a digestão de gorduras e auxilia no tratamento de vermes e infecções intestinais.
Além disso, a manga contém amilases que são enzimas que degradam os alimentos
facilitando sua absorção e, por isso, regula e melhora a digestão.
Combate a gastrite
A manga possui na sua composição a mangiferina e a benzofenona que tem efeito protetor
para o estômago por ter ação antioxidante, reduzindo os danos nas células do estômago, além
de diminuir a produção de ácido do estômago e, por isto, pode auxiliar no tratamento da
gastrite ou úlcera gástrica.
Alguns estudos mostram que os polifenóis como o ácido gálico, ácido clorogênico e ácido
ferúlico podem estimular a produção de insulina e reduzir os níveis de açúcar no sangue e da
hemoglobina glicada que é um indicador de diabetes, podendo ser um importante aliado no
tratamento do diabetes.
No entanto, a manga deve ser consumida de forma moderada e em pequenas porções ou pode
ser utilizada junto com outros alimentos ricos em fibras. Além disso, a melhor forma de
aproveitar as propriedades da manga para ajudar a controlar a glicemia é consumir esta fruta
mais verde, pois a manga madura pode exercer o efeito contrário e aumentar a glicemia.
108
stress oxidativo causado pelos radicais livres como a aterosclerose, infarto, derrame cerebral,
diabetes ou câncer.
Combate o câncer
Entretanto, ainda são necessários estudos em seres humanos que comprovem esse benefício.
Conheça mais alimentos que ajudam a prevenir o câncer.
13.4.2 Caju
O caju é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale) quando, na
verdade, trata-se de um pseudofruto.
Na tradição oral sabe-se que acayu ou aca-iu refere-se a ano, uma vez que
os indígenas contavam a idade a cada floração e safra.
109
Importância Farmacêutica do Caju
Perda de peso
Escolher alimentos com poucas calorias e efeitos positivos para a perda de peso é uma tarefa
um tanto quanto difícil. Nesse sentido, o caju contém poucas calorias, e ainda é uma fruta
com baixo percentual de gorduras.
Nesse sentido, o tipo de gordura contido no caju é de ácidos gordos insaturados, semelhantes
à gordura contida no azeite, a qual é tida como funcional para o metabolismo. O caju pode ser
uma excelente opção para as refeições intermediárias e lanches fora de hora.
Ele irá garantir o fornecimento de vitaminas ao seu corpo e não trará ganho de peso, desde
que consumido com moderação. As fibras presentes na fruta também possibilitam o melhor
funcionamento da flora intestinal, o que reduz os desconfortos abdominais e inchaços,
promovendo a saúde do seu intestino.
O desequilíbrio de colesterol é um dos problemas comuns entre pessoas que lidam com
problemas com a balança. O caju contém gorduras monoinsaturadas, e estas podem ser
benéficar para reduzir os efeitos do colesterol LDL, conhecido como ruim.
O caju contém cobre, mineral importante para este efeito antioxidante. Essa contribuição da
fruta pode ser importante para a prevenção de doenças do sangue, pois o cobre pode apoiar a
110
produção de hemoglobina, favorecendo a saúde do corpo, e reduzindo os impactos causados
por radicais livres.
Os efeitos positivos desse mineral contido no caju também podem se estender à produção de
melanina. Importante para a saúde da pele, o cobre pode favorecer a saúde dos cabelos, pele,
e até unhas.
Os minerais ainda se são responsáveis pela saúde dos dentes, gengiva e ossos. Os benefícios
do caju também são garantidos pela porção de magnésio e cálcio contida na fruta. Ele fornece
um excelente suporte para a saúde dos ossos e dentes.
Muitas pessoas erram ao adoptar dietas sem o acompanhamento médico, e não se atentam
que a alimentação deve ser feita de forma balanceada. É importante consumir os nutrientes
necessários para o bom funcionamento do organismo. Nesse sentido o zinco contido no caju
pode apoiar o fortalecimento do sistema imunológico.
O controle de consumo de açúcar deve ser feito não só por quem já tem diabetes, mas
principalmente para evitar esta condição, a qual leva a limitações alimentares e efeitos
prejudiciais à saúde de modo geral. O consumo de caju não altera os níveis de açúcar no
sangue, e nem causa ganho de peso.
Isso foi o que concluiu um estudo de 2018, onde os pesquisadores forneceram a 300
participantes com diabetes tipo 2 uma dieta enriquecida com caju ou uma dieta típica para
diabetes.
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Aqueles na dieta enriquecida com caju tiveram pressão arterial mais baixa e níveis mais altos
de colesterol HDL após 12 semanas. Segundo os pesquisadores, “o consumo de caju também
não causou um impacto negativo nos níveis de glicose no sangue ou no peso”.
Após algumas pesquisas, o caju foi apontado como funcional para melhorar a função sexual.
O suco de caju pode melhorar os níveis energéticos, o que promoverá o bom desempenho
físico, tanto em homens quanto em mulheres, fortalecendo o sistema cardiovascular.
O caju é uma das frutas que pode fortalecer o organismo e actuar preventivamente contra o
surgimento de radicais livres, responsáveis por diversas doenças, dentre elas o câncer, pois
ele é rico em flavonoides, importantes agentes antioxidantes e que oferecem efeitos anti-
inflamatórios e protectores, responsáveis por garantir uma boa saúde.
Etimologia
Musa: O nome do gênero resulta da latinização da planta árabe "mauz", o médico imperador
romano Otávio Augusto foi chamado Musa, e, aparentemente, é por isso que Carolus
Linnaeus usou o nome.
14.1 Morfologia
Apresentam um pseudocaule a partir do qual os pecíolos individuais e lâminas divergem. As
lâminas são simples, com uma nervura central proeminente e numerosas nervuras laterais
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penni-paralelas. Eventualmente, um eixo inflorescente cresce para cima através do canal
formado pelas bases de folhas sobrepostas e produz uma série de terminais de
grandes brácteas sobrepostas. As flores são zigomorfas e funcionalmente unissexuais, os
proximais ser do sexo feminino e os distais masculino. O perianto é composto por duas séries
de 6 petalóides tepals, dos quais 5 são connate em um tubo de 5 lóbulos deixando um
segmento interno livre. O androceu geralmente consiste de 5 estames férteis e um
estaminóides que fica em frente ao tepal livre. O gineceu consiste de um único composto de
pistilo 3 carpelos, um único estípulo, e um ovário inferior com 3 lóculos, cada um contendo
inúmeros óvulos axile. O fruto é uma baga, geralmente com um couro, exocarpo separáveis.
14.2 Distribuicao
Paleotropical, incluindo dois gêneros e cerca de 35 espécies. No Brasil não ocorrem espécies
nativas, mas as bananeiras são plantas tão amplamente cultivadas que chegam a ser
confundidas com as plantas nativas. Além disso, Musa ornata (bananeira-ornamental), uma
espécie asiática ornamental, tornou-se uma invasora bastante agressiva em alguns trechos
da Mata Atlântica, com frutos que produzem sementes viáveis, dispersas por animais
silvestres por toda a floresta.
14.4 Reprodução
Plantas monóicas, ou andromonóica ou polygamomonoecious. Apresentam nectários florais.
Secreção de néctar do gineceu (via nectários septais). Polinização entomófila, ornitófila ou
por morcegos.
Géneros
Ensete
Musa
Musella
113
14.5 Principais espécies da família musaceae
14.5.1 Banana
Ainda que as espécies selvagens apresentem numerosas sementes, grandes e duras, quase
todas as variedades de banana utilizadas na alimentação humana não têm sementes, como
frutos partenocárpicos que são, exceção feita à espécie Musa balbisiana, comercializada no
mercado indonésio, excepcionalmente com sementes.
114
75 minutos).[4] Isso se deve à presença do isótopo radioativo potássio-40 (40K), regularmente
distribuído no potássio ocorrente na natureza, apesar de que o isótopo comum, potássio-39
(39K), seja não-radioativo. Por esta razão, os ambientalistas em energia nuclear, por vezes,
costumam referir-se à "dose equivalente em banana" de radiação para apoiar seus argumentos
durante debates em congressos e encontros sobre a matéria. Embora a radioatividade da
banana seja muito leve, todavia, grandes carregamentos da fruta em navios podem ser
suficientes para disparar detectores ou sensores de radiação em determinadas circunstâncias.
Caracteristicas
É de cor verde, quando imatura, chegando a amarela ou vermelha, quando madura. Seu
formato é alongado, podendo, contudo, variar muito na sua forma a depender das variedades
de cultivo. Essa variação também acontece com a polpa, que pode ser mole ou dura, ou ainda
com incrustações meio duras, bem como de sabor mais doce ou mais acre. Assim como
o abacaxi, a banana também é fruto partenocárpico, pois pode formar-se
sem fecundação prévia. É por isso que não possui sementes. Depois de cortada, a banana
escurece-se muito rapidamente, devido à oxidação (pela presença da polifenoloxidase) em
contato com o ar.
Da parte inferior do cacho da banana ainda imaturo (ou verde, como se usa dizer), sai um
pendão e, em seu extremo, destaca-se um cone de coloração e consistência diferenciadas, que
é a flor da bananeira. Popularmente, a flor da bananeira é chamada de umbigo [do cacho] da
banana, coração da bananeira, mangará ou apenas umbigo da banana, que, cozido e preparado
com outros ingredientes, é comestível de requintado sabor e alto valor nutricional.
Do cacho da banana sai um pendão. No final deste, há um cone roxo. Seu miolo é comestível
e é conhecido como umbigo de banana, podendo também ser chamado de coração da
bananeira.
Várias receitas culinárias usam o umbigo da banana: cozido com bacalhau, ou carne moída,
ou linguiça de porco defumada; temperado e refogado simples; entre outras.
115
A tradição popular reporta ainda outros usos para o umbigo da banana. Alguns preparados
caseiros com fins medicinais, como xaropes, são considerados eficazes.
Para ser utilizado como comestível (ou em preparações medicinais caseiras), o umbigo da
banana precisa ser cortado, na posição certa (não muito próximo das pencas, apenas o
bastante para se retirar o cone arroxeado do cacho ainda imaturo ou verde), o que favorece,
pelo fluxo forçado da seiva, o amadurecimento do próprio cacho. Do cacho já maduro, não
mais se aproveita o umbigo da banana, que terá escurecido e perdido o viço e uso culinário ou
medicinal, aproveitando-se apenas como adubo.
116
CAPITULO III
Conclusao
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Referencias Bibliograficas
SANTOS, F. S. A Botânica no Ensino Médio: Será que é preciso apenas memorizar nomes de
plantas? In C. C. Silva (Org.), Estudos de história e filosofia das ciências: Subsídios para
aplicação no ensino (p. 223-243). São Paulo: Editora Livraria da Física, 2006.
CRONQUIST, A. The evolution and classification of flowering plants. New York: New York
Botanical Garden, 1988.
FERRI, M.G.; MENEZES, N.L.; MONTEIRO, W.R. Glossário ilustrado de Botânica. São
Paulo: Nobel, 1981.
JOLY, A.B. Botânica : introdução à taxonomia vegetal. [Link]. São Paulo: Nacional, 1998.
JUDD, W.S.; STEVENS, P.F.; CAMPBELL, C.S.; KELLOGG, E.A. Plant systematics.
Sunderland: Sinauer, 1999.
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