Preview: Katia Badin Braz Campo
Preview: Katia Badin Braz Campo
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PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO
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PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO
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Porto, 2022
Katia Badin Braz Campo
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COMUNICAÇÃO SOCIAL DE CRIANÇAS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR COM
PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO
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programas visavam estimular a reciprocidade socioemocional e ampliar as iniciativas
comunicacionais do indivíduo, além de apoiar e estimular o desenvolvimento geral. Os
pais participantes do estudo receberam instrução teórico-prática durante seis sessões onde
eram propostas dinâmicas lúdico-interativas com seus filhos. Todas as crianças foram
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avaliadas inicialmente e ao final do treinamento parental, totalizando oito sessões. As
famílias receberam orientações acerca do desenvolvimento infantil, sobre a importância
de estabelecer relações de afeto e de seguir a liderança da criança durante a brincadeira,
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v
ABSTRACT
The present study seeks to verify the influence of a parental training program on the social
communication development of children diagnosed with Autism Spectrum Disorder
(ASD) at preschool age. It seeks to understand whether a program aimed at parental
training promotes the development of these children's social communication in the
parameters of Shared Attention and Visual Contact; in Communication Skills; in the
Communicative Space and Communicative Means in children with ASD. We will seek
to understand whether children with autism diagnoses, when stimulated by their parents,
are able to expand their communication skills after the period of parental training. The
research was applied to 5 children from the city of Rio de Janeiro, aged between 3 and 5
years. As for the methodology, we opted for an investigation that is presented with the
focus of qualitative research, from the theoretical foundations of the Denver Early
Intervention Model and the early intervention program based on affective connection and
the development of typical behaviors related to interaction in children with ASD. Both
programs aimed to stimulate socio-emotional reciprocity and expand the individual's
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communication initiatives, in addition to supporting and stimulating general
development. The parents participating in the study received theoretical-practical
instruction during six sessions where playful-interactive dynamics were proposed with
their children. All children were evaluated initially and at the end of parental training,
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totaling eight sessions. Families received guidance on child development, on the
importance of establishing relationships of affection and following the child's lead during
play, varying the use of strategies, based on the child's motivation. It was initially
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observed in the children of the study, predominant use of less interactive functions and
difficulties in the level of social engagement, reduction of communication initiatives and
deficits in the establishment of reciprocal and intentional interactions. It is concluded that
all the children submitted to the study expanded their communication skills and the use
of more interactive functions, that is, with the intention of interpersonal communication.
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There was an increase in the level of social engagement and greater affective connection
with the evaluator in the reassessment session, where qualitatively more reciprocal
interactions were perceived. Children increased communication initiatives, showing an
increase of 3 communicative acts in the general average. Four of the five children showed
a reduction in the use of less interactive functions. It is considered that the implementation
of the intervention by the parents should be added to the regular health intervention
programs for individuals with ASD, seeking to minimize the deficits that the disturbance
causes in the development of social communication and adaptive behavior. This modality
of intervention implemented by parents, based on parental training, provides an
opportunity to promote the general development of children with ASD and qualifies low-
income families, who cannot access treatments for their children, either because of the
scarcity of places in public services or due to the high cost of specialized professional
services.
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a minha mãe que sempre foi o farol que iluminou os meus caminhos,
minha maior fã, minha melhor amiga, meu registro de mulher e mãe.
Ao meu pai (in memoriam) que me ensinou a ser simples, a fazer piadas e a tornar a vida
mais divertida e leve.
Ao meu marido que é meu eterno namorado e representa toda a expressão de amor.
Aos meus filhos que são os maiores e melhores presentes que a vida pôde me dar.
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AGRADECIMENTOS
Agradeço à Deus pela família que eu tenho e por toda graça que recebo diariamente.
Agradeço a minha querida e estimada orientadora, Dra Fátima Paiva Coelho, por orientar
e guiar minhas ideias nesta pesquisa. Seu apoio e incentivo foram combustíveis
fundamentais para este estudo.
Aos mestres, João Casanova de Almeida, Luísa Saavedra, Suzana Marinho e Teresa
Ventura que transmitiram brilhantemente seus conhecimentos.
Aos psiquiatras, Dro Fabio Barbirato e Dra Gabriela Dias, por todas as oportunidades de
aprendizado e pela imensa amizade.
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Às queridas amigas e parceiras, Daniela Carim, Gisele Viegas, Andrea Lobarinhas,
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Edlamar Correa e Silvana Cavalcante, por toda confiança e crescimento profissional.
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Às queridas amigas e parceiras de vida Elizabeth Kovac, Teresa Ruas, Erika Campos,
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À todas as famílias e crianças que passaram e estão na minha vida, tornando-se o meu
maior propósito.
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ÍNDICE GERAL
RESUMO.......................................................................................................................... v
ABSTRACT .................................................................................................................... vi
DEDICATÓRIA ............................................................................................................. vii
AGRADECIMENTOS .................................................................................................. viii
LISTA DE ABREVIATURAS ....................................................................................... xv
I – INTRODUÇÃO ...................................................................................................... - 1 -
II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO......................................................................... - 4 -
2.1. A PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO ........................................ - 4 -
2.1.1. Diagnóstico e Tratamento ............................................................................. - 4 -
2.1.2. Intervenção Precoce .................................................................................... - 10 -
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2.1.3. Habilidades sociocomunicacionais das crianças com PEA ........................ - 11 -
2.1.4. O desenvolvimento da Comunicação Social ................................................ - 14 -
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2.2. PROGRAMA DE TREINAMENTO PARENTAL NA COMUNICAÇÃO SOCIAL
.................................................................................................................................... - 16 -
2.2.1. Desenho do Modelo de Intervenção ............................................................ - 16 -
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IV – Conclusão ........................................................................................................... - 68 -
Referências ................................................................................................................. - 70 -
ix
V – ANEXOS ............................................................................................................. - 76 -
ANEXO 01 – Parecer do Comitê da Plataforma Brasil.............................................. - 76 -
ANEXO 02 – Autorização da Santa Casa .................................................................. - 84 -
ANEXO 03 – Termo de Consentimento Livre Esclarecido ....................................... - 85 -
ANEXO 04 – Avaliação da Cognição Social ............................................................. - 88 -
ANEXO 05 – Protocolo da Pragmática - ABFW ....................................................... - 90 -
ANEXO 06 – Caracterização dos Pais ....................................................................... - 91 -
ANEXO 07 – Grelhas das Sessões ............................................................................. - 92 -
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LISTA DE FIGURAS
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LISTA DE QUADROS
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Quadro 12. Participante 2 - Sessão de Reavaliação.................................................... - 53 -
Quadro 13. Participante 3 - Sessão de Reavaliação.................................................... - 56 -
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Quadro 14. Participante 4 - Sessão de Reavaliação.................................................... - 59 -
Quadro 15. Participante 5 - Sessão de Reavaliação.................................................... - 63 -
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LISTA DE TABELAS
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Tabela 12. Participante 2 - Espaço Comunicativo...................................................... - 38 -
Tabela 13. Participante 2 - Meios Comunicativos...................................................... - 38 -
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Tabela 14. Participante 3 - Atenção Compartilhada e Contato Visual ....................... - 39 -
Tabela 15. Participante 3 - Habilidades Comunicacionais ......................................... - 40 -
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Tabela 44. Participante 5 - Espaço Comunicativo...................................................... - 64 -
Tabela 45. Participante 5 - Meios Comunicativos...................................................... - 65 -
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LISTA DE ABREVIATURAS
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Developmental Individual Differences Relationship
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DSM-5 Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
E Exibição
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EX Exclamativa
IAC Iniciativa de Atenção Compartilhada
J Jogo
JC Jogo Compartilhado
N Nomeação
NF Não Focalizada
PA Pedido de Ação
PE Performativa
PEA Perturbação do Espectro do Autismo
PECS Picture Exchange Communication System
PI Pedido de Informação
PO Pedido de Objeto
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PPD Perturbações Pervasivas do Desenvolvimento
PR Protesto
PRAPRE-PEA Programa de Atendimento a Pré-escolares com Perturbação do Espectro
do Autismo
PS Pedido de Rotina Social
PSR Programa Son-Rise
PUC Pontifícia Universidade Católica
RAC Resposta a Atenção Compartilhada
RE Reativa
RJ Rio de Janeiro
RO Reconhecimento do Outro
SMS Secretaria Municipal de Saúde
SUS Sistema Único de Saúde
TEA
TEACCH
Transtorno do Espectro Autista
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Treatment and Education of Autistic and Related Communication-
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Handicapped Children
TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
EV
XP Exploratória
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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I – INTRODUÇÃO
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por especificadores relativos à cognição (com ou sem deficiência intelectual), ao uso
funcional da linguagem (com ou sem oralidade, fala telegráfica, fala inteligível, entre
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outros descritores), à presença ou não de alguma condição médica, genética, ambietal ou
outro transtorno do neurodesenvolvimento e, finalmente, ao grau de gravidade das
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manifestações (APA, 2013). Este último especificador está associado ao nível de suporte
necessário, relacionado à comunicação social e aos comportamentos restritos e
repetitivos, para que os indivíduos com PEA possam se adaptar aos múltiplos contextos
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O DSM-5 considera nível leve (nível 1): sujeitos que necessitam de algum tipo de auxílio,
por apresentarem prejuízos comunicacionais, manifestados por pouca iniciativa ou fraco
interesse em estabelecer interações sociais. Há comportamentos repetitivos e interesses
fixos que podem gerar prejuízos no funcionamento e nas atividades em algum contexto,
contudo, quando os sujeitos são redirecionados, exibem resistência à mudança, mas
conseguem retomar a atividade. Nível moderado (nível 2): sujeitos que possuem déficits
marcados no uso da linguagem verbal e não verbal, mas que com apoio substancial
conseguem estabelecer interações sociais. Os comportamentos repetitivos e interesses
fixos aparecem frequentemente e intereferem no funcionamento das atividades do
cotidiano. Quando tais comportamentos são redirecionados, há evidente angústia no
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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indivíduo e somente algumas vezes este consegue ser redirecionado à atividade. Nível
grave (nível 3): os sujeitos considerados graves possuem prejuízos sistemáticos na
comunicação e na interação social, mesmo recebendo suporte substancial. Observa-se
grande estresse e angústia quando seus rituais são interrompidos e dificilmente
conseguem ser redirecionados às atividades propostas.
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ampliação diagnóstica de falsos positivos? O aumento da prevalência é realmente um
maior surgimento de casos de autismo?
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Estudos revelam que crianças com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) que
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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Ao refletirmos sobre a importância das famílias serem mais atuantes nos planos de
intervenção de seus filhos, a fim de garantir maior número de horas de estimulação e,
após analisarmos a bibliografia especializada sobre a implementação de planos
considerados mais eficazes, compreendemos a necessidade de implementar os programas
de treinamento parental que auxiliam na execução de metas básicas e de cuidados
essenciais.
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diagnósticos de autismo quando estimuladas por seus pais conseguem ampliar as
habilidades comunicacionais, após o período de treinamento parental.
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Este trabalho está dividido em IV Capítulos. No capítulo I, será apresentada a definição
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO
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isolada. São, ainda, mencionados comumente um perfil sensorial incomum que gera hiper
ou hipo reatividade a sons, texturas, estímulos visuais, sabores, movimentos, entre outros
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(Duarte et al., 2016).
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Tabela 1. Evolução do diagnóstico da Perturbação do Espectro do Autismo no DSM
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Manual
Diagnóstico
e Número
Data da
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Estatístico do Nosografia
Publicação
de Doenças Manual
Mentais -
DSM
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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Pervasivas do Desenvolvimento
(PPD).
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Influência de um Programa de Treinamento Parental na Comunicação Social de Crianças em Idade Pré
Escolar com Perturbação do Espectro do Autismo
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(Hoang et al., 2017), extremamente peculiar, no qual as características genéticas e os
riscos ambientais interagiam gerando um perfil de combinação aditiva.
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Figura 1. Representação da interação complexa entre características genéticas e os riscos
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ambientais
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Fonte: [Link]
Todas as dificuldades e desafios enfrentados pelas famílias até que seus filhos recebam o
diagnóstico de PEA, muitas vezes, retardam o acesso ao tratamento adequado.
Segundo Onzi e Gomes (2015), são os pais que detectam os primeiros sinais da
perturbação, porém, o tempo percorrido entre a detecção dos sintomas iniciais e o
fechamento do diagnóstico clínico, leva-os a sentirem grande angústia e incertezas.
Torna-se então fundamental que os profissionais que realizam esses diagnósticos possam
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direcionar as ações primordiais, frente aos cuidados e intervenções básicas que a criança
irá requerer. Esta organização e acolhimento às famílias traz segurança à nova fase de
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adaptação após o recebimento do diagnóstico.
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De acordo com Backes, Zanon e Bosa (2017), no Brasil, embora sejam perceptíveis aos
pais alguns marcadores de risco na primeira infância, muitas crianças só recebem o
diagnóstico com idade escolar. No estudo realizado acima, a idade média da realização
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do diagnóstico foi aos cinco anos e o tempo médio entre a detecção dos primeiros sinais
de alerta e o fechamento oficial do diagnóstico foi de três anos.
Embora o quadro clínico do indivíduo com PEA seja amplamente explicitado pelo DSM-
5, na prática, estabelecer o diagnóstico não é tão simples quanto parece, uma vez que, a
heterogeneidade dos sintomas torna o espectro extremamente amplo, dificultando, por
exemplo, a identificação de casos mais leve. Embora os sintomas devam estar presentes
desde a infância, podem não se manifestar completamente até que as demandas do
ambiente excedam o limite de suas capacidades (APA, 2013).
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