•Teorias da Psicologia da Educação
• AULA 6
Gestalt:
• Estuda a forma a partir da percepção e da sensação de
movimento “ilusão ótica”
• Eixo central da teoria = Percepção
• O cérebro organiza as imagens a partir do todo (coerência e
unificação)
Seu criador, Max Wertheimer, conceitua como Campo
Psicológico a força que nos faz procurar a “boa forma”.
Leis da Gestalt:
• Unidade: capacidade de separar unidades formais numa
composição.
• Segregação: semelhanças dos estímulos produzidos pelo
campo visual quando estão presentes o equilíbrio, a ordenação
e a harmonia.
• Unificação: quando há equilíbrio perfeito das unidades visuais.
• Fechamento: quando elementos se agrupam para completar a
imagem.
• Continuidade: repetição ordenada de objetos (unidade) que
dá o efeito de continuidade.
• Proximidade: objetos próximos que tendem a ser vistos juntos.
• Semelhança: estímulos semelhantes tendem a se agrupar.
• Pregnância: quando um objeto apresenta clareza e unificação,
o que permite a rapidez da leitura.
Divergência entre o Behaviorismo e a Gestalt:
• Behaviorismo: estímulo-resposta
• Gestalt: comportamento que deve ser estudado de maneira
global com ênfase nas condições do estímulo que podem
alterar nossa percepção.
CONSTRUTIVISMO
Fernando Becker
Conceitos gerais: Evolução
• Terra: centro do Universo
• Darwin: origem do homem
• Freud: inconsciente
• Piaget: Epistemologia Genética
• Homem-sujeito---------objeto
Constroem-se mutuamente (interação).
O sujeito constrói seu conhecimento na interação com o meio
tanto físico como social.
• Apriorismo: bagagem hereditária
• Empirismo: bagagem social/meio
Criou-se a ideia de conhecimento – construção
Epistemologia Genética: autocrítica - significado de objeto
(mundo das relações sociais; conflito sociocognitivo;
representações sociais da inteligência). Não só coordenação de
operações individuais.
• Construtivismo: teoria de que nada, a rigor, está pronto,
acabado. Tudo se dá pelas interações do indivíduo com o meio
social e físico, e não por dotação prévia na bagagem
hereditária ou no meio. Não se aprende pelas experiências dos
outros, mas sim a partir da realidade vivida por alunos e
professores, de problemas sociais atuais e do conhecimento já
construído.
• Empirismo X Apriorismo
• Reflexão da sua própria prática como professor
• Conhecimento como construção, independente do ensino, mas
não dos estímulos sociais (estruturas e esquemas) que já se
têm e de onde se retira (abstrai) o que lhe é interessante; a
seguir, reconstrói (reflexão) e novamente reconstrói/abstrai
(assimilação e acomodação)
Concepções Construtivistas:
• Pouca interferência do professor;
• Domínio do saber fazer;
• Aquilo que você produz sobre o saber fazer;
• O aluno traz parte do conhecimento, adquire outra parte com o
meio e constrói a partir disso.
Empirismo:
.Repetição e memorização;
• Aluno como “folha em branco”;
• Um “nada”;
• Tábula rasa.
O conhecimento construtivista vê o aluno como uma síntese
individual da interação dele com seu meio cultural. Não há tábula
rasa.
Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo é resultado da
interação entre aquilo que o sujeito traz (inato) com o meio ao
qual está se relacionando.
HUMANISMO:
Percursores: Carl Rogers e A. Neill
Neill propõe que a criança se desenvolva sem intervenções
(espontaneísta), dando ênfase no papel do sujeito como principal
elaborador do conhecimento humano.
O conteúdo da educação deveria consistir em experiências que
o aluno reconstrói. O professor não ensina: apenas cria
condições para que os alunos aprendam.
O mundo é algo produzido pelo homem diante de si mesmo.
Rogers preocupa-se com a qualidade do relacionamento
interpessoal.
Neill tem seu objetivo a partir do qual constitui a educação de
crianças para que se tornem seres humanos felizes, cuja noção de
valores não seja baseada na propriedade e no consumo, mas no
ser.
O ensino será centrado no aluno. As características inerentes a
este processo são a autodescoberta e a autodeterminação. O
professor pode ser compreendido como um facilitador da
aprendizagem, devendo, para isso, ser autêntico (aberto às suas
experiências) e congruente (integrado).
Tanto em Rogers quanto em Neill pode-se constatar a ênfase na
unicidade e na dignidade do homem, o primado do sujeito.
COGNITIVISMO:
Ausubel
• Cognição: é o processo através do qual o mundo de
significados tem origem. Tem origem, então, a estrutura
cognitiva (os primeiros significados), constituindo-se nos pontos
básicos de ancoragem, dos quais derivam outros significados.
O cognitivismo está, pois, preocupado com o processo de
compreensão, transformação, armazenamento e utilização das
informações no plano da cognição.
Aprendizagem Mecânica X Aprendizagem Significativa
Aprendizagem Mecânica = aquilo que se aprende sem nenhuma
associação com conceitos já existentes na estrutura cognitiva
(“DECOREBA”)
Aprendizagem Significativa = processa-se quando um novo
conteúdo se relaciona com conceitos relevantes, claros e
disponíveis na estrutura cognitiva, sendo assim assimilado por ela.
Estes conceitos disponíveis são os pontos de ancoragem para
novas aprendizagens.
• BRUNER
Bruner concebeu o processo de aprendizagem como “captar as
relações entre os fatos”, adquirindo novas informações,
transformando-as e transferindo-as para novas situações. O
professor deve se preocupar não só com a extensão da matéria,
mas, principalmente, com sua estrutura.
Numa espiral, o conhecimento aumenta gradativamente a
complexidade das informações (dos conceitos mais gerais para
os mais complexos).
Quanto à atitude de investigação, Bruner sugere que se utilize o
método da descoberta como método básico do trabalho
educacional (experimentação e investigação).
A compreensão das relações entre fatos e entre ideias é a única
forma de se garantir a transferência do conteúdo aprendido para
novas situações.
O erro deve ser instrutivo, pois através dele pode-se reconstruir
o raciocínio correto.
• Motivação: é um processo que relaciona necessidade,
ambiente e objeto, e que predispõe o organismo para a ação
em busca da satisfação da necessidade.
E, quando esse objeto não é encontrado, falamos em frustração.
Motivar o aluno é um dos desafios do trabalho educacional.
Desejar saber deve ser um estilo de vida.