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HABEAS CORPUS #563.573 - SP (2020/0046708-9) Relator: Ministro Joel Ilan Paciornik

O Habeas Corpus nº 563.573 de São Paulo foi impetrado por Iago Costa da Mata em favor de Lucas Pereira da Rosa, visando a revogação da prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo por tráfico de entorpecentes. A decisão de manter a prisão foi fundamentada na gravidade do delito, periculosidade do agente e descumprimento de medidas cautelares anteriores, sendo considerada adequada para garantir a ordem pública. A ordem de habeas corpus foi denegada, reafirmando a necessidade da custódia cautelar diante das circunstâncias do caso.

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HABEAS CORPUS #563.573 - SP (2020/0046708-9) Relator: Ministro Joel Ilan Paciornik

O Habeas Corpus nº 563.573 de São Paulo foi impetrado por Iago Costa da Mata em favor de Lucas Pereira da Rosa, visando a revogação da prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo por tráfico de entorpecentes. A decisão de manter a prisão foi fundamentada na gravidade do delito, periculosidade do agente e descumprimento de medidas cautelares anteriores, sendo considerada adequada para garantir a ordem pública. A ordem de habeas corpus foi denegada, reafirmando a necessidade da custódia cautelar diante das circunstâncias do caso.

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HABEAS CORPUS Nº 563.

573 - SP (2020/0046708-9)

RELATOR : MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIK


IMPETRANTE : IAGO COSTA DA MATA
ADVOGADO : IAGO COSTA DA MATA - SP392569
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTE : LUCAS PEREIRA DA ROSA
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA

HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.


LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU.
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROVIDO PARA DECRETAR A
PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. GRAVIDADE DO
DELITO. PERICULOSIDADE DO AGENTE. QUANTIDADE DE DROGAS
APREENDIDAS. DESCUMPRIMENTO ANTERIOR DE CONDIÇÕES
IMPOSTAS PARA A LIBERDADE PROVISÓRIA. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA.
MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. AUSÊNCIA
DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA.
1. Considerando a natureza excepcional da prisão
preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando
evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o
preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no 312 do Código
de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada
apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa,
nos termos previstos no art. 319 do CPP.
2. No caso dos autos, verifico que a prisão preventiva foi
adequadamente motivada, tendo sido demonstrada, com base em
elementos concretos, a periculosidade do paciente, evidenciada pela
natureza deletéria e elevada quantidade de drogas apreendidas – 3,6 kg
de skank –, os quais seriam transportados pra outro estado da federação,
circunstâncias que demonstram maior envolvimento com o narcotráfico e
o risco ao meio social. Ademais, verificou-se que o paciente descumpriu
as medidas cautelares impostas nos autos da ação penal a que responde
pela prática de delito diverso. Tais circunstâncias demonstram que a
custódia cautelar mostra-se necessária especialmente para garantia da
ordem pública.
3. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as
condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção
da prisão cautelar quando devidamente fundamentada.
4. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as
circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam
insuficientes para a manutenção da ordem pública.
5. Ordem denegada.

ACÓRDÃO

Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 1 de 5
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por
unanimidade, denegar a ordem.
Os Srs. Ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro
Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer.

Brasília, 23 de junho de 2020(Data do Julgamento)

MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIK


Relator

Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 2 de 5
HABEAS CORPUS Nº 563.573 - SP (2020/0046708-9)
IMPETRANTE : IAGO COSTA DA MATA
ADVOGADO : IAGO COSTA DA MATA - SP392569
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTE : LUCAS PEREIRA DA ROSA
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIK:


Cuida-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em
benefício de LUCAS PEREIRA DA ROSA contra acórdão proferido pelo Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do RESE n. 0027166-92.2019.8.26.0405.
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 12/8/2019,
convertido em preventiva (fls. 25/29), e restou denunciado pela suposta prática do delito
tipificado no art. 33, caput, c.c. artigo 40, V, da Lei 11.343/06 (tráfico interestadual de
drogas).
Em 17/9/2019, a Juíza de Direito da 3ª Vara Criminal da Comarca de
Osasco/SP, concedeu a liberdade provisória ao réu, impondo-lhe medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal – CPP (fls.
30/32).
Irresignada, a acusação interpôs recurso em sentido estrito perante o
Tribunal de origem, que, em julgamento realizado em 3/2/2020, deu provimento ao
recurso para decretar a prisão preventiva do ora paciente, em acórdão assim
ementado:

Recurso em sentido estrito. Concessão de liberdade


provisória mediante imposição das medidas cautelares previstas no artigo
319, do CPP. Recurso ministerial. Tráfico de drogas. Expressiva
quantidade de entorpecentes apreendida. Indícios de tráfico interestadual.
Necessidade de garantia da ordem pública. Circunstâncias que até o
momento revelam a adequação da segregação cautelar. Prisão
preventiva que se impõe. Recurso provido (fl. 34).

Os embargos de declaração opostos pela defesa foram rejeitados.


No presente writ, o impetrante sustenta que não foi apresentada
fundamentação idônea para a decretação da prisão preventiva do paciente, a qual
estaria baseada na gravidade abstrata do delito e em circunstâncias inerentes ao tipo

Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 3 de 5
penal.
Argumenta que a quantidade de entorpecentes apreendida com o agente
não pode ser utilizada como circunstância para aferir sua periculosidade, não
constituindo, portanto, fundamento apto a embasar a segregação cautelar para garantia
da ordem pública.
Defende a ausência dos requisitos autorizadores da segregação cautelar,
previstos no art. 312 do CPP.
Alega a possibilidade de aplicação das medidas cautelares alternativas à
hipótese dos autos e ressalta as condições pessoais favoráveis do acusado.
Destaca que não há notícia de que o paciente tenha voltado a delinquir
após a concessão da liberdade ou que tenha descumprido as medidas do art. 319 do
CPP.
Pleiteia, assim, em liminar e no mérito, pela revogação da prisão com a
expedição de alvará de soltura ou aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319
do CPP.
Liminar indeferida às fls. 261/262.
Informações prestadas às fls. 271/272, 297 e 304.
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (fls.
308/310)
É o relatório.

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HABEAS CORPUS Nº 563.573 - SP (2020/0046708-9)
RELATOR : MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIK
IMPETRANTE : IAGO COSTA DA MATA
ADVOGADO : IAGO COSTA DA MATA - SP392569
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTE : LUCAS PEREIRA DA ROSA
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA

HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.


LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU.
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROVIDO PARA DECRETAR A
PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. GRAVIDADE DO
DELITO. PERICULOSIDADE DO AGENTE. QUANTIDADE DE DROGAS
APREENDIDAS. DESCUMPRIMENTO ANTERIOR DE CONDIÇÕES
IMPOSTAS PARA A LIBERDADE PROVISÓRIA. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA.
MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. AUSÊNCIA
DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA.
1. Considerando a natureza excepcional da prisão
preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando
evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o
preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no 312 do Código
de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada
apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa,
nos termos previstos no art. 319 do CPP.
2. No caso dos autos, verifico que a prisão preventiva foi
adequadamente motivada, tendo sido demonstrada, com base em
elementos concretos, a periculosidade do paciente, evidenciada pela
natureza deletéria e elevada quantidade de drogas apreendidas – 3,6 kg
de skank –, os quais seriam transportados pra outro estado da federação,
circunstâncias que demonstram maior envolvimento com o narcotráfico e
o risco ao meio social. Ademais, verificou-se que o paciente descumpriu
as medidas cautelares impostas nos autos da ação penal a que responde
pela prática de delito diverso. Tais circunstâncias demonstram que a
custódia cautelar mostra-se necessária especialmente para garantia da
ordem pública.
3. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as
condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção
da prisão cautelar quando devidamente fundamentada.
4. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as
circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam
insuficientes para a manutenção da ordem pública.
5. Ordem denegada.

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VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIK (RELATOR):


Conforme relatado, busca-se, no presente writ, a revogação da custódia
cautelar decretada pelo Tribunal de origem em desfavor do paciente.
Por oportuno, segue transcrição da decisão do Juízo Singular que, ao
homologar a prisão em flagrante do paciente, converteu em preventiva:

A prisão preventiva será determinada quando as outras


cautelares se mostrarem insuficientes ou inadequadas para o caso
concreto (art. 282, §6º, do CPP). No caso, estão presentes os
requisitos da prisão preventiva: trata-se, em tese, de delito doloso cuja
pena máxima supera os quatro anos e há provas da materialidade
e indícios da autoria.
As circunstâncias em que praticado o crime
evidenciam a perigosidade incomum de seu autor, exigindo seu
afastamento do convívio social, mostrando-se, no caso, recomendável a
conversão do flagrante em prisão preventiva, amparada pela garantia
da ordem pública, de maneira a evitar que persista na prática de
atos que continuem pondo em risco a paz social, até mesmo porque
a expressiva quantidade da droga apreendida poderia indicar que o
conduzido estaria fazendo do crime o seu meio de vida.
Em outros termos, em que pese ser cabível a
liberdade provisória para o crime de tráfico de entorpecentes, no
presente caso, os indícios de autoria e materialidade, além da
variedade de entorpecentes apreendidos revelam, a priori, a
periculosidade do averiguado e a gravidade concreta da infração,
sendo pertinente, portanto, a manutenção da custódia cautelar
como garantia da ordem pública.
Anoto que em maio de 2019 o indiciado foi preso
em flagrante por desacato, passando por audiência de custódia
na qual lhe foi concedido o benefício da liberdade provisória
em data recente, mediante medidas cautelares que foram
descumpridas. Assim, demonstrada que medidas cautelares
diversas da prisão não são suficientes para acautelar a ordem
pública e evitar, por conseguinte, a reiteração delitiva.
Nesse contexto, cabe salientar que condições pessoais
favoráveis, como primariedade, bons antecedentes, residência fixa e
ocupação lícita, não desautorizam a prisão cautelar; esta decorre das
infrações em análise, não da condição pretérita do agente.
Os objetivos da custódia não são afastados por tais
predicados, atendendo a segregação ao imperativo de garantia da
ordem pública, em cujo conceito não se visa apenas a prevenir a
reprodução de fatos criminosos, mas acautelar o meio social e a própria
Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 6 de 5
credibilidade da Justiça.
Por derradeiro, assinala-se não ser este o momento
para se cogitar acerca de eventual aplicação do redutor previsto pelo
art. 33, §4º, da Lei de Drogas, que exige adicionalmente o exame
de circunstâncias outras adjacentes ao flagrante, e deve ser
aplicada ao caso concreto de acordo com o que se colher na instrução
que mal se iniciou (fl. 23).

Formulado pedido de liberdade provisória, este foi deferido pelo Juízo de


primeiro grau sob os seguintes fundamentos:

Quanto ao pedido de liberdade, não obstante a


gravidade do delito,obtempero que o denunciado é primário,
constituiu defensor, e foi devidamente citado, o que afasta o risco
de aplicação do artigo 366 do Código de Processo Penal. Com a
Resolução n. 05/12 do Senado Federal, está suspensa a proibição
de substituição da pena privativa em restritivas de direito, sendo,
portanto, possível a concessão de liberdade provisória em acusações
de tráfico, sobremaneira para acusados primários.
Para a manutenção da prisão, com caráter preventivo,
há que se verificar a conveniência e garantia da instrução
processual e eficácia da lei penal, conjugados com a presença de
indícios de autoria e a prova da materialidade do fato.
Em todos os crimes, sem exceção, necessário o
cotejo do dispositivo processual com os preceitos constitucionais (ainda
que lei especial proíba expressamente a liberdade provisória, em
flagrante contradição com os princípios fundamentais do nosso
sistema, trazidos pela Magna Carta de 1988). Não se olvide,
também, da presunção de inocência expressamente prevista em
nível constitucional e a previsão de prisão cautelar,que igualmente
goza do mesmo status. Um dispositivo limita o outro, não se perdendo
de vista a teleologia da prisão processual, balizada sempre pela
necessidade e não como forma de punição antecipada.
Ou seja, quando a própria Constituição Federal
assegura a presunção de inocência e prevê prisão provisória, quer
informar que a prisão é decretada somente na hipótese de
necessidade, com finalidade estritamente processual, dentro dos
critérios da proporcionalidade e razoabilidade.
Assim, as proibições genéricas e abstratas de
liberdade provisória,formuladas pelo legislador processual penal e
inseridas no art. 2º, II da Lei 8072/90 e art.44 da Lei 11.343/06 são
manifestamente inconstitucionais, porque ignoram o postulado
constitucional estabelecido no art. 5º, inc. LVII da Carta de
1988:ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de
sentença penal condenatória, além da manifesta ingerência do Poder
Legislativo em questões que são de restrita apreciação da Justiça,
situação que anula, por completo, a preconizada independência de
poderes, gerando desequilíbrio de forças em prejuízo à [Link]
Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 7 de 5
fato apresentado ao Judiciário deve ser analisado em sua
particularidade.
A prisão processual será sempre vista como medida de
exceção. Reclama a necessidade concreta naquela situação, ou seja,
prestação judiciária individualizada. Tanto é verdade que o mesmo
legislador que proibiu a liberdade provisória no art. 44 da Lei
11.343/06, permitiu o recurso em liberdade para réus primários, nos
termos do art. 59 da lei supracitada. É dever do Juiz analisar os
pressupostos da prisão provisória, ainda que não interpelado a tanto. A
liberdade do processado é um direito que decorre do princípio da
presunção de inocência. A Justiça não tem o poder de impor aos
acusados cumprimento antecipado de pena. Prisão provisória é prisão
cautelar, sob o pressuposto da necessidade.
Outrossim, a gravidade da acusação não basta à
manutenção da custódia. “A prisão anterior à sentença condenatória é
medida de exceção que só deve ser mantida quando evidenciada
sua necessidade. Assim, se a ordem pública, a instrução criminal e
a aplicação da lei penal não correm perigo, não há como negar o
benefício da liberdade provisória ao réu preso em flagrante.
A gravidade do delito e o clamor público que costuma
provocar não são fundamentos suficientes à cautela. Em boa
hora foi abolida a obrigatoriedade da prisão preventiva do Código
de Processo Penal” (RT. Vol.654, [Link] Bueno). Em suma, para
a manutenção da prisão estão, neste momento, ausentes os
requisitos da custódia preventiva. Em decorrência, com fundamento nos
artigos 321 e 319 do Código de Processo Penal, CONCEDO A
LIBERDADE PROVISÓRIA ao acusado LUCAS PEREIRA DA
ROSA, qualificado nos autos, mediante o cumprimento das seguintes
cautelares:
1- compromisso de comparecimento em todos os atos
processuais, sob pena de revogação;
2- recolhimento domiciliar no período noturno (das 22:00h às
06:00h), salvo para fins de estudo e/ou trabalho;
Determino, ainda, seja o réu informado que o
descumprimento das medidas cautelares poderá ensejar a decretação
da prisão preventiva (art. 312, parágrafo único do CPP) (fls. 30/31).

Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso em sentido


estrito perante a Corte a quo que, concluindo pela presença dos requisitos previstos no
art. 312 do Código de Processo Penal – CPP, deu provimento ao reclamo a fim de
decretar a prisão preventiva do réu, destacando que:

O paciente está sendo investigado porque, em tese,


em 12.08.2019, por volta das 17 horas, na Rodovia Rodoanel, trecho
oeste, na cidade de Osasco, trazia consigo e transportava, para entrega
a consumo de terceiros, 17 porções de skunk, com massa líquida
de 3,76 kg, sem autorização e em desacordo com determinação
Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 8 de 5
legal e regulamentar. Analisando os elementos carreados aos autos,
observo que estão presentes os fundamentos autorizadores da prisão
preventiva.
A propósito, ao converter a prisão em flagrante em
medida acautelatória preventiva, a i. magistrada a quo considerou a
presença de indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade delitiva. Ademais, ponderou a necessidade de se
resguardar a ordem pública, considerando a gravidade concreta do
delito e a quantidade de drogas apreendidas em poder do
paciente. Por fim, ponderou que o paciente foi preso em flagrante
em 13.05.2019 pela prática de crime de desacato, mas houve a
concessão de liberdade provisória com a imposição de medidas
cautelares alternativas à prisão, as quais não foram por ele
cumpridas, concluindo pela insuficiência das medidas cautelares
(fls. 45/46 autos originais).
Com efeito, o paciente foi preso em flagrante delito
na posse de significativa quantidade de drogas (mais de 3,76 kg de
skunk), o que revela, ao menos em tese, a sua periculosidade social.
Ademais, há indícios de que o tráfico seria interestadual, haja
vista que o paciente, em seu interrogatório, admitiu que estava
transportando os entorpecentes da cidade de Curitiba, no
Estado do Paraná, até a cidade de São José dos Campos, neste
Estado (fls. 11 autos originais).
Tais circunstâncias revelam a gravidade concreta da
conduta do paciente e justificam a necessidade de manutenção da
sua segregação cautelar para a garantia da ordem pública.
Ressalte-se que, a despeito da primariedade do
paciente, conforme entendimento pacificado no Egrégio Superior
Tribunal de Justiça, as condições pessoais favoráveis não têm o condão
de garantir a concessão de liberdade provisória:
[...]
Além disso, o tráfico de drogas é crime
especialmente grave, responsável pelo fomento de diversos outros
crimes, em especial os delitos contra a vida e ao patrimônio, além
de ser a porta de entrada de muitos cidadãos aos vícios em
substâncias entorpecentes, causando, também, evidente dano à saúde
pública.
Portanto, demonstrada a necessidade de garantia da ordem
pública, de rigor a manutenção da prisão preventiva decretada em
desfavor do paciente (fls. 26/28).

O Superior Tribunal de Justiça – STJ firmou posicionamento segundo o


qual, considerando a natureza excepcional da prisão preventiva, somente se verifica a
possibilidade da sua imposição e manutenção quando evidenciado, de forma
fundamentada em dados concretos, o preenchimento dos pressupostos e requisitos
previstos no art. 312 do Código de Processo Penal – CPP.

Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 9 de 5
Convém, ainda, ressaltar que, considerando os princípios da presunção
da inocência e a excepcionalidade da prisão antecipada, a custódia cautelar somente
deve persistir em casos em que não for possível a aplicação de medida cautelar
diversa, de que cuida o art. 319 do CPP.
No caso em análise, constata-se que estão presentes elementos
concretos a justificar a imposição da segregação antecipada. A Corte de origem
entendeu, com base em elementos concretos, ser imprescindível a prisão preventiva
para a garantia da ordem pública, diante da periculosidade do paciente, evidenciada pela
natureza deletéria e elevada quantidade de drogas apreendidas – 3,6 kg de skank –, os
quais seriam transportados para outro estado da federação, circunstâncias que
demonstram maior envolvimento com o narcotráfico e o risco ao meio social.
Ademais, a prisão preventiva também se justificou pelo fato de que o
paciente teria descumprido as medidas cautelares impostas nos autos de ação penal
diversa, que responde pela prática do delito de desacato.
Dessa forma, plenamente justificada a imposição da prisão preventiva,
para garantia da ordem pública, não havendo falar em constrangimento ilegal ou
violação do princípio da presunção de inocência.
A propósito, confiram-se os seguintes precedentes:

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS


SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO.
TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO
PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE
CONCRETA DA CONDUTA DELITIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL
NÃO CARACTERIZADO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE AUTORIA.
REVOLVIMENTO DE PROVAS. VIA INADEQUADA. HABEAS
CORPUS NÃO CONHECIDO.
1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram
orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do
recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não
conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de
flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado.
2. A prisão preventiva, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal, poderá ser decretada para garantia da ordem pública, da
ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para
assegurar a aplicação da lei penal, desde que presentes prova da
existência do crime e indícios suficientes de autoria.
3. Hipótese em que a custódia cautelar está
suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública, haja
vista a gravidade concreta da conduta delitiva, pois o paciente é
apontado como integrante de associação criminosa, composta por 9
Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 10 de 5
pessoas, que realizava o tráfico interestadual, trazendo
entorpecentes de Manaus, para distribuição e venda no Distrito
Federal. Na ocasião, integrantes do grupo criminoso foram presos
em flagrante trazendo 1.620 gramas de skunk provenientes de
Manaus, em vôo comercial e usando uma adolescente como "mula"
para transporte da droga.
4. A tese de negativa de autoria exige o revolvimento do
conteúdo fático-probatório, o que é inviável na via do habeas corpus.
5. Habeas corpus não conhecido (HC 538.738/DF, Rel.
Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 10/3/2020, DJe
26/3/2020).

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS


SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO.
TRÁFICO DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO
CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. NATUREZA
ALTAMENTE DANOSA E QUANTIDADE DE PORÇÕES DAS
DROGAS APREENDIDAS. GRAVIDADE. POTENCIALIDADE LESIVA
DA INFRAÇÃO. PERICULOSIDADE SOCIAL. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento
firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação
no sentido de não admitir a impetração de habeas corpus em substituição
ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da
impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada
flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a
concessão da ordem de ofício.
II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já
que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real
indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal
ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo
Penal.
III - Na hipótese, as instâncias ordinárias
fundamentaram devidamente em dados concretos extraídos dos
autos, que evidenciam que a liberdade do paciente acarretaria risco à
ordem pública, notadamente em razão da natureza altamente lesiva e
a quantidade de porções do material tóxico capturado - 29 porções
de skunk, somados à forma de acondicionamento e à apreensão de
considerável quantia em dinheiro e de apetrechos, como balança de
precisão, próprios para a preparação dos entorpecentes para
posterior comercialização, são fatores que indicam dedicação à
narcotraficância, tudo isso a indicar um maior desvalor da conduta
em tese perpetrada.
IV - A presença de circunstâncias pessoais favoráveis, tais
como primariedade, ocupação lícita e residência fixa, não tem o condão
de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a
justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese.
Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de
Documento: 1959286 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/06/2020 Página 11 de 5
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
Habeas corpus não conhecido (HC 484.241/DF, Rel.
Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 5/2/2019, DJe
13/2/2019).

RECURSO EM HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO E


USO DE DOCUMENTO FALSO. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA
NA SENTENÇA. ART. 312 DO CPP. PERICULUM LIBERTATIS.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Para ser compatível com o Estado Democrático de
Direito - o qual se ocupa de proteger tanto a liberdade quanto a segurança
e a paz públicas - e com a presunção de não culpabilidade, é necessário
que a decretação e a manutenção da prisão cautelar se revistam de
caráter excepcional e provisório. A par disso, a decisão judicial deve ser
suficientemente motivada, mediante análise da concreta necessidade da
cautela, nos termos do art. 282, I e II, c/c o art. 312, ambos do Código de
Processo Penal.
2. O Juízo sentenciante mencionou elementos idôneos
e supervenientes à concessão de liberdade provisória ao réu para
justificar a nova ordem de prisão preventiva, consistentes no
descumprimento de medida cautelar anteriormente imposta
(comunicar alteração de endereço) e na condição de foragido do
acusado, o que ensejou a sua intimação editalícia acerca do inteiro
teor da sentença condenatória.
3. Recurso desprovido (RHC 84.577/SP, Rel. Ministro
ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 15/5/2018, DJe
29/5/2018).

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS


SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO.
POSSE ILEGAL DE MUNIÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA
CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO. RÉU FORAGIDO. CUSTÓDIA
PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE DE
ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. WRIT NÃO CONHECIDO.
1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram
orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do
recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não
conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de
flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado.
2. Havendo prova da existência do crime e indícios
suficientes de autoria, a prisão preventiva, nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal, poderá ser decretada para garantia da ordem
pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou
para assegurar a aplicação da lei penal.
3. No caso, a custódia cautelar foi devidamente
fundamentada na necessidade de resguardar a aplicação da lei
penal, na medida em que se trata de paciente foragido após a
concessão de liberdade provisória mediante comparecimento em
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juízo.
4. Habeas corpus não conhecido (HC 377.133/SP, Rel.
Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 6/4/2017, DJe
17/4/2017).

Ressalto, ademais, que a presença de condições pessoais favoráveis,


como primariedade, bons antecedentes e residência fixa, não impede a decretação da
prisão preventiva. Confira-se:

PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM


HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA.
QUANTIDADE E DIVERSIDADE DOS ENTORPECENTES
APREENDIDOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. SEGREGAÇÃO
JUSTIFICADA E NECESSÁRIA. CONDIÇÕES PESSOAIS
FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
CARACTERIZADO. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A prisão cautelar é medida excepcional, uma vez que, por
meio dela, se priva o réu de sua liberdade antes do pronunciamento
condenatório definitivo, consubstanciado na sentença transitada em
julgado. A segregação provisória do paciente restou fundamentada ao
menos para garantir a ordem pública, por conveniência da instrução
criminal e aplicação da lei penal.
2. Foram apreendidos com o recorrente 200g de maconha,
82g de crack e 700g de solvente organoclorado, quantidade e diversidade
que, aliadas às circunstâncias em que se deu o flagrante, justificam o
encarceramento cautelar para garantia da ordem pública.
3. Circunstâncias pessoais favoráveis, por si sós, não
impedem a decretação da prisão cautelar. (Precedentes.) 4. Recurso
ordinário em habeas corpus não provido (RHC 67.524/RJ, Rel.
Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, DJe 30/3/2016).

Ainda, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de ser


inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as
providências menos gravosas seriam insuficientes para manutenção da ordem pública.
A propósito:

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LESÃO CORPORAL. PRISÃO
PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. RÉU REINCIDENTE
ESPECÍFICO, CONTRA OUTRA VÍTIMA, ALÉM DE JÁ TER SIDO
CONDENADO POR CRIME DE RECEPTAÇÃO. RISCO DE
REITERAÇÃO. NECESSIDADE DA PRISÃO PARA GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. SEGREGAÇÃO JUSTIFICADA. RECURSO
IMPROVIDO.
1. A privação antecipada da liberdade do cidadão acusado
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de crime reveste-se de caráter excepcional em nosso ordenamento
jurídico, e a medida deve estar embasada em decisão judicial
fundamentada (art.93, IX, da CF), que demonstre a existência da prova da
materialidade do crime e a presença de indícios suficientes da autoria,
bem como a ocorrência de um ou mais pressupostos do artigo 312 do
Código de Processo Penal. Exige-se, ainda, na linha perfilhada pela
jurisprudência dominante deste Superior Tribunal de Justiça e do
Supremo Tribunal Federal, que a decisão esteja pautada em motivação
concreta, sendo vedadas considerações abstratas sobre a gravidade do
crime.
2. No presente caso, a prisão preventiva está
devidamente justificada para a garantia da ordem pública, em razão
da periculosidade do agente, evidenciada por dados da vida pregressa do
recorrente, notadamente por ser reincidente específico, contra outra
vítima, além de já ter sido condenado pelo crime de receptação. Assim,
fica evidenciado ser a prisão preventiva indispensável para conter a
reiteração na prática de crimes e garantir a ordem pública.
3. Nos termos do art. 313, inciso III, do CPP, será
admitida a prisão preventiva se o crime envolver violência doméstica e
familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa
com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de
urgência.
4. Mostra-se indevida a aplicação de medidas
cautelares diversas da prisão, quando evidenciada a sua
insuficiência para acautelar a ordem pública.
5. Recurso improvido (RHC 74.482/MG, Rel. Ministro
REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, DJe 2/12/2016).

Nesse contexto, não verifico a presença de constrangimento ilegal capaz


de justificar a revogação da custódia cautelar do paciente.
Ante o exposto, voto no sentido de denegar a ordem.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO
QUINTA TURMA

Número Registro: 2020/0046708-9 PROCESSO ELETRÔNICO HC 563.573 / SP


MATÉRIA CRIMINAL

Números Origem: 00271669220198260405 15022473920198260542 21774789720198260000


271669220198260405

EM MESA JULGADO: 23/06/2020

Relator
Exmo. Sr. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro RIBEIRO DANTAS
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. LUCIANO MARIZ MAIA
Secretário
Me. MARCELO PEREIRA CRUVINEL

AUTUAÇÃO
IMPETRANTE : IAGO COSTA DA MATA
ADVOGADO : IAGO COSTA DA MATA - SP392569
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTE : LUCAS PEREIRA DA ROSA
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

ASSUNTO: DIREITO PENAL - Crimes Previstos na Legislação Extravagante - Crimes de Tráfico Ilícito e
Uso Indevido de Drogas - Tráfico de Drogas e Condutas Afins

CERTIDÃO
Certifico que a egrégia QUINTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão
realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
"A Turma, por unanimidade, denegou a ordem."
Os Srs. Ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram
com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer.

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