0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações16 páginas

7 Modulo 3

A água potável é vital para o desenvolvimento da sociedade, mas sua escassez e degradação são preocupantes, especialmente em regiões com alta densidade populacional. O Brasil possui abundância de água doce, mas sua distribuição é desigual, e a poluição e desperdício são problemas graves que afetam a qualidade dos recursos hídricos. A Política Nacional de Recursos Hídricos busca uma gestão eficaz e sustentável, mas a falta de saneamento básico e a contaminação por agrotóxicos ainda persistem, exigindo ações urgentes para proteger esse recurso essencial.

Enviado por

Stefany
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações16 páginas

7 Modulo 3

A água potável é vital para o desenvolvimento da sociedade, mas sua escassez e degradação são preocupantes, especialmente em regiões com alta densidade populacional. O Brasil possui abundância de água doce, mas sua distribuição é desigual, e a poluição e desperdício são problemas graves que afetam a qualidade dos recursos hídricos. A Política Nacional de Recursos Hídricos busca uma gestão eficaz e sustentável, mas a falta de saneamento básico e a contaminação por agrotóxicos ainda persistem, exigindo ações urgentes para proteger esse recurso essencial.

Enviado por

Stefany
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Módulo 3

Parte 3

1. ÁGUA E RECURSOS HÍDRICOS

A água potável é um elemento essencial para que a sociedade tenha


condições de se desenvolver. Todavia, a elevada demanda dos recursos hídricos e
sua degradação geram uma situação preocupante nos dias atuais.
Um dos fatores que contribuem para este cenário é alta densidade
demográfica de algumas regiões do país. Espaços geográficos formados por médias
e grandes cidades formando as megalópoles. Com a escassez de recursos hídricos,
contaminações de lençóis freáticos, redução da pluviosidade com consequente
redução dos volumes de águas nos rios e aumento da poluição advinda de seu uso
inadequado ou inconsciente.
A água é um bem de todos os seres vivos, humanos, animais e plantas. Ao
mesmo tempo devemos considerar que ela não está presente em todos os locais,
nem em qualidade e quantidade suficientes para o consumo dos diferentes grupos,
sendo um bem verdadeiramente esgotável e não renovável.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que o século 21 vem sendo
marcado por desastres climáticos, o que torna as pessoas em vulnerabilidade social,
numa condição ainda mais crítica, ao considerar a falta de água, pelas secas severas,
a falta de saneamento básico ou pelos desastres ambientais provocados por ações
antrópicas.
Muitas populações vivem em situação de vulnerabilidade, onde a falta de
água potável os torna ainda mais vulneráveis diante da miséria. Na ECO-92 encontro
promovido tratar das questões ambientais, a água já era um tema em pauta, do
encontro originou-se a Agenda 21, a qual afirma, em seu Capítulo 18, que 1:

“A água é necessária em todos os aspectos da vida. O objetivo geral é


assegurar que se mantenha uma oferta adequada de água de boa
qualidade para toda a população do planeta, ao mesmo tempo em que se
preserve as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas,
adaptando as atividades humanas aos limites da capacidade da natureza e
combatendo vetores de moléstias relacionadas com a água. Tecnologias
inovadoras, inclusive o aperfeiçoamento de tecnologias nativas, são
necessárias para aproveitar plenamente os recursos hídricos limitados e
protegê-los da poluição”(ONU, 1992).”

Apesar de o Brasil ter disponível em seu território grande quantidade de água


doce, ela não está distribuída de maneira uniforme, assim como a distribuição
populacional não segue de maneira uniforme a distribuição dos recursos hídricos.
A concentração populacional e dos recursos hídricos no Brasil esta distribuído
da seguinte forma: região Norte do país detém o maior volume de recursos hídricos
com 68,5% e é a quarta região em concentração populacional (17.082.160 pessoas),
a região Centro-Oeste detém 15,7% do volume hídrico e apresenta a menor
concentração populacional (10.102.113 pessoas), a região Sul apresenta 6,5% dos
recursos hídricos e tem a terceira concentração populacional (30.192.315 pessoas),
a região Sudeste apresenta 6% dos recursos hídricos e detém a maior concentração
populacional (88.985.106 pessoas) e a região Nordeste apresenta apenas 3,3% dos
recursos hídricos e é a segunda maior concentração populacional (47.757.622
pessoas) do país (ANA, 2020)2.

1 ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS. Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento. Rio de Janeiro, 1992.
2 AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. Brasília, 2020.
A ONU recomenda que cada pessoa faça uso de até 110 litros de água por dia,
isso seria suficiente para atender as necessidades básicas de higiene e alimentação.
No Brasil, o consumo diário por pessoa é de 154 litros de água.
Ao mesmo tempo, além de elementos como, por exemplo, a escassez de
chuvas, contaminação dos corpos d’água ainda temos o desperdício gerado pelos
administradores destes recursos, que no Brasil, pode se tratar de empresas privadas
ou públicas e com a falta ou inadequados processos de saneamento além do
baixíssimo índice de esgoto funcional acarreta um aumento do processo poluidor.
Segundo levantamento de dados do Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento (SNIS)3 de 2018, o Brasil desperdiça 38,5% da água tratada pelas
prestadoras de serviço, condições que para o momento em que vivemos e com as
tecnologias disponíveis é inaceitável.
A poluição da água é uma realidade nos dias atuais. Nagalli, aponta que um
dos problemas enfrentados é a falta de saneamento básico, bem como produtos
descartados de forma incorreta, levando a contaminação dos corpos d ́água,
conforme cita: “Assim podemos considerar que a maior parte dos contaminantes
são de origem química presentes em águas superficiais e subterrâneas e estão
relacionada às fontes industriais, agrícolas e de esgotos domésticos (Nagalli, et al.,
2009, p. 02)4.
A contribuição dos poluentes lançados clandestinamente pelas comunidades
interfere negativamente na qualidade da água da água. Segundo Alier: “À medida
que se expande a escala da economia, mais resíduos são gerados, mais os sistemas
naturais são comprometidos, mais se deterioram os direitos das gerações futuras,
mais o conhecimento dos recursos genéticos são perdidos”(Alier, 2014, p. 33-36).

3 SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO. Diagnóstico dos Serviços de Água e


Esgotos. Disponível em <[Link]
agua-e-esgotos-2018> Acesso em 25 de abril de 2022.
4 Nagalli, A.,&Nemes, P. D. (2009). Estudo da Qualidade de Água de Corpo Receptor de Efluentes Líquidos
Industriais e Domé[Link]. Acadêmica, Ciências. Agrárias. Ambientais, Curitiba, 7(2), 131-144, abr./jun.
Os agrotóxicos são outra fonte contaminante. Segundo o Ministério da Saúde
agrotóxicos podem ser definidos como:

“Agrotóxicos são produtos químicos sintéticos usados para matar insetos,


larvas, fungos, carrapatos sob a justificativa de controlar as doenças
provocadas por esses vetores e de regular o crescimento da vegetação,
tanto no ambiente rural quanto urbano. Os agrotóxicos têm seu uso tanto
em atividades agrícolas como não agrícolas. As agrícolas são relacionadas
ao setor de produção, seja na limpeza do terreno e preparação do solo, na
etapa de acompanhamento da lavoura, no depósito e no beneficiamento
de produtos agrícolas, nas pastagens e nas florestas plantadas. O uso não
agrícola é feito em florestas nativas ou outros ecossistemas, como lagos e
açudes, por exemplo” (BRASIL, 2019).

O Brasil é um dos grandes consumidores mundiais de agrotóxicos e, que


apesar da existência de leis e orientações quanto à comercialização e uso, os riscos
da exposição humana a esses contaminantes ainda são uma realidade.
E por consequência as populações que habitam próximo às áreas cultivadas
com agrotóxicos podem consumir água ou alimentos contaminados, bem como
inalar as substâncias que eventualmente estejam no arde forma direta.
Apesar de no Brasil haver leis e orientações acerca da preservação ambiental,
muitas das ações são falhas ou ineficazes. Ainda persiste em muitas regiões do país
a falta de estruturas de saneamento básico, como por exemplo a falta de
tratamento de esgotos, a falta de água potável que não chega na torneira de uma
parte expressiva da população brasileira, a própria falta de consciência da
população quanto ao uso consciente ou responsável.
O fato é que, atualmente, temos uma grande quantidade de recursos hídricos
sendo diariamente comprometidas, ou seja, degradadas, pela ação humana em suas
mais diversas atividades, como a doméstica, a industrial, a agrícola, etc.
Nossos recursos hídricos são impactados e, tendo em vista sua essencialidade
à vida, à economia e à sociedade, quando não há a possibilidade de prevenção
destes impactos, deve-se partir para a recuperação do recurso que teve a qualidade
comprometida.
Em nosso país, temos uma séria de normas, padrões e regulamentações que
visam não somente enquadrar e classificar nossos recursos hídricos, mas também
gerenciá-los e recuperá-los, como são os casos da Política Nacional do Meio
Ambiente e da Resolução 357 de 2005 do CONAMA.
A Política Nacional de Recursos Hídricos – PNRH foi criada pela Lei 9.433 de
1997, e trata-se de uma política que visa melhor gestão, em nosso país, dos recursos
hídricos pertencentes e existentes em nosso território.
Ela orienta diretamente a sociedade e outras normas (hierarquicamente
inferiores) sobre procedimentos, considerações, implementações, ações e vedações
quanto aos recursos hídricos brasileiros, tanto no que diz respeito à esfera pública
quanto à privada. A PNRH determina5:

Art. 3º Constituem diretrizes gerais de ação para implementação da


Política Nacional de Recursos Hídricos:

I – a gestão sistemática dos recursos hídricos, sem dissociação dos


aspectos de quantidade e qualidade;

5 BRASIL. Resolução 357 de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e
dá outras providências. Disponível em <[Link]
option=com_sisconama&task=[Link]&id=450> Acesso em 25 de abril de 2022.
II – a adequação da gestão de recursos hídricos às diversidades físicas,
bióticas, demográficas, econômicas, sociais e culturais das diversas regiões
do País;

III – a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental;

IV – a articulação do planejamento de recursos hídricos com o dos setores


usuários e com os planejamentos regional, estadual e nacional;

V – a articulação da gestão de recursos hídricos com a do uso do solo;

VI – a integração da gestão das bacias hidrográficas com a dos sistemas


estuarinos e zonas costeiras.

(...)

Art. 5º São instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos: (...)

II – o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos


preponderantes da água;

Visando regulamentar estes artigos, e outros, foi editada a Resolução 357 de


2005 do CONAMA. Esta norma, subordinada à PNRH, pormenoriza diversos temas
trazidos pela PNRH. Vejamos6.

Art. 2o – Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:

I – águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰;

6 BRASIL. Resolução 357 de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e
dá outras providências. Disponível em <[Link]
option=com_sisconama&task=[Link]&id=450> Acesso em 25 de abril de 2022.
II – águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30
‰;

III – águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰;

IV – ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada, com


movimento lento ou estagnado;

V – ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes;

VI – aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida,


em condições naturais, ocorre total ou parcialmente em meio aquático;

VII – carga poluidora: quantidade de determinado poluente transportado


ou lançado em um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa
por tempo;

VIII – cianobactérias: microorganismos procarióticos autotróficos, também


denominados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em
qualquer manancial superficial especialmente naqueles com elevados
níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo), podendo produzir toxinas com
efeitos adversos a saúde;

IX – classe de qualidade: conjunto de condições e padrões de qualidade de


água necessários ao atendimento dos usos preponderantes, atuais ou
futuros;

X – classificação: qualificação das águas doces, salobras e salinas em


função dos usos preponderantes (sistema de classes de qualidade) atuais e
futuros;
XI – coliformes termotolerantes: bactérias gram-negativas, em forma de
bacilos, oxidase-negativas, caracterizadas pela atividade da enzima β-
galactosidase. Podem crescer em meios contendo agentes tenso-ativos e
fermentar a lactose nas temperaturas de 44º - 45ºC, com produção de
ácido, gás e aldeído. Além de estarem presentes em fezes humanas e de
animais homeotérmicos, ocorrem em solos, plantas ou outras matrizes
ambientais que não tenham sido contaminados por material fecal;

XII – condição de qualidade: qualidade apresentada por um segmento de


corpo d'água, num determinado momento, em termos dos usos possíveis
com segurança adequada, frente às Classes de Qualidade;

XIII – condições de lançamento: condições e padrões de emissão adotados


para o controle de lançamentos de efluentes no corpo receptor;

XIV – controle de qualidade da água: conjunto de medidas operacionais


que visa avaliar a melhoria e a conservação da qualidade da água
estabelecida para o corpo de água;

XV – corpo receptor: corpo hídrico superficial que recebe o lançamento de


um efluente;

XVI – desinfecção: remoção ou inativação de organismos potencialmente


patogênicos;

XVII – efeito tóxico agudo: efeito deletério aos organismos vivos causado
por agentes físicos ou químicos, usualmente letalidade ou alguma outra
manifestação que a antecede, em um curto período de exposição;

XVIII – efeito tóxico crônico: efeito deletério aos organismos vivos causado
por agentes físicos ou químicos que afetam uma ou várias funções
biológicas dos organismos, tais como a reprodução, o crescimento e o
comportamento, em um período de exposição que pode abranger a
totalidade de seu ciclo de vida ou parte dele;

XIX – efetivação do enquadramento: alcance da meta final do


enquadramento;

XX – enquadramento: estabelecimento da meta ou objetivo de qualidade


da água (classe) a ser, obrigatoriamente, alcançado ou mantido em um
segmento de corpo de água, de acordo com os usos preponderantes
pretendidos, ao longo do tempo;

XXI – ensaios ecotoxicológicos: ensaios realizados para determinar o efeito


deletério de agentes físicos ou químicos a diversos organismos aquáticos;

XXII – ensaios toxicológicos: ensaios realizados para determinar o efeito


deletério de agentes físicos ou químicos a diversos organismos visando
avaliar o potencial de risco à saúde humana;

XXIII – escherichia coli ([Link]): bactéria pertencente à família


Enterobacteriaceae caracterizada pela atividade da enzima β-
glicuronidase. Produz indol a partir do aminoácido triptofano. É a única
espécie do grupo dos coliformes termotolerantes cujo habitat exclusivo é o
intestino humano e de animais homeotérmicos, onde ocorre em
densidades elevadas;

XXIV – metas: é o desdobramento do objeto em realizações físicas e


atividades de gestão, de acordo com unidades de medida e cronograma
preestabelecidos, de caráter obrigatório;

XXV – monitoramento: medição ou verificação de parâmetros de qualidade


e quantidade de água, que pode ser contínua ou periódica, utilizada para
acompanhamento da condição e controle da qualidade do corpo de água;
XXVI – padrão: valor limite adotado como requisito normativo de um
parâmetro de qualidade de água ou efluente;

XXVII – parâmetro de qualidade da água: substancias ou outros


indicadores representativos da qualidade da água;

XXVIII – pesca amadora: exploração de recursos pesqueiros com fins de


lazer ou desporto;

XXIX – programa para efetivação do enquadramento: conjunto de medidas


ou ações progressivas e obrigatórias, necessárias ao atendimento das
metas intermediárias e final de qualidade de água estabelecidas para o
enquadramento do corpo hídrico;

XXX – recreação de contato primário: contato direto e prolongado com a


água (tais como natação, mergulho, esqui-aquático) na qual a possibilidade
do banhista ingerir água é elevada;

XXXI – recreação de contato secundário: refere-se àquela associada a


atividades em que o contato com a água é esporádico ou acidental e a
possibilidade de ingerir água é pequena, como na pesca e na navegação
(tais como iatismo);

XXXII – tratamento avançado: técnicas de remoção e/ou inativação de


constituintes refratários aos processos convencionais de tratamento, os
quais podem conferir à água características, tais como: cor, odor, sabor,
atividade tóxica ou patogênica;

XXXIII – tratamento convencional: clarificação com utilização de


coagulação e floculação, seguida de desinfecção e correção de pH;
XXXIV – tratamento simplificado: clarificação por meio de filtração e
desinfecção e correção de pH quando necessário;

XXXV – tributário (ou curso de água afluente): corpo de água que flui para
um rio maior ou para um lago ou reservatório;

XXXVI – vazão de referência: vazão do corpo hídrico utilizada como base


para o processo de gestão, tendo em vista o uso múltiplo das águas e a
necessária articulação das instâncias do Sistema Nacional de Meio
Ambiente-SISNAMA e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos-SINGRH;

XXXVII – virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou


paladar;

Além de conceitos e definições, a norma em estudo apresenta, ainda, outros


importantes pontos.

Art. 4o – As águas doces são classificadas em:


I – classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de
proteção integral.

II – classe 1: águas que podem ser destinadas:


a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se
desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de
película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

III – classe 2: águas que podem ser destinadas:


a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento
convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho.
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos
de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) à aqüicultura e à atividade de pesca.

IV – classe 3: águas que podem ser destinadas:


a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento
convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.

V – classe 4: águas que podem ser destinadas:


a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.

Frente a todos estes usos, há, ainda a prevalência dos interesses humanos e
animais básicos pelo uso da água no caso de racionamento ou falta. Assim, o Artigo
3º, III, da PNRH, determina que “em situações de escassez, o uso prioritário dos
recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais”.
Padrões de qualidade da água, são valores e informações que servem como
fundamento para ações de manutenção dos níveis considerados desejáveis e
também para ações de recuperação e restauração da qualidade da água. A
Resolução 357 de 2005 do CONAMA apresenta estes padrões, em uma extensa
compilação de informações, muito importantes para os fins deste estudo.
A tabela a seguir é uma guia de orientação para os estudos dos padrões
apresentados pela resolução. Realizamos uma análise e apresentamos abaixo o que
é importante para o profissional que atue com restauração de áreas degradadas.

Tipo Início Fim Anexos

Águas doces Art. 14 Art. 17 Inclusos nos artigos.

Águas salinas Art. 18 Art. 20 Inclusos nos artigos.

Águas salobras Art. 21 Art. 23 Inclusos nos artigos.

Tabela 1 – Padrões de qualidade das águas – Fonte: INBS, 2022.

Este conteúdo foi adaptado no todo ou em parte a partir do artigo “ÁGUA UM BEM DE TODOS: INTERFACES
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE”. O conteúdo é licenciado sob a forma Creative Commons (CC BY 4.0). A
forma como o conteúdo é aqui apresentado, no todo ou em parte, e eventuais considerações a partir dele, não
refletem a opinião do(s) autor(es). Ref: SOARES, S. C. .; SIGNOR, A. Água um bem de todos: Interfaces
desenvolvimento e sustentabilidade . Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 9, p. e1310917728, 2021.
DOI: 10.33448/rsd-v10i9.17728. Disponível em: [Link] Acesso em:
28 abr. 2022.

Você também pode gostar