Aluno: Matheus Bellini Machado
Curso: Publicidade e Propaganda
Disciplina: Monografia: Projeto de pesquisa
Tema: A representatividade da marca Ferrari.
Tema (opção 2): A publicidade na Formula 1.
Tema (opção 3): Publicidade de luxo e a formula 1.
Delimitação: A representatividade da marca Ferrari nas competições de Formula 1 e o
valor simbólico dos produtos da marca.
Problema: Quais os elementos pertencentes ao valor intangível associado a marca Ferrari?
O que torna a Ferrari uma “Ferrari”?
Objetivo 1: A marca Ferrari e sua escuderia de Formula 1
Objetivo 2: O ecossistema Formula 1
Objetivo 3: O Brand Equity da Ferrari
Justificativa:
A publicidade tem o papel de aumentar a visibilidade das marcas, sendo assim a
Fórmula 1 tornou-se o espaço perfeito para que as fabricantes de veículos automotivos
exibam suas marcas, ora pela visibilidade que aumenta a venda de veículos, ora pelo
prestígio da conquista de títulos como é o caso da marca Ferrari que no início de sua
trajetória teve a intenção de vender carros exclusivamente para financiar sua estadia nas
competições.
A história das corridas de carro começa quando um jornal parisiense chamado Le
Petit organizou uma corrida com intuito de observar a confiabilidade dos automóveis da
época e denominou o evento como o concurso de “carros sem cavalos”, dando nome à
primeira corrida de automóveis com motores de combustão interna.
O automóvel nasceu como um item de status por sua mecânica complexa junto da
habilidade necessária para guiá-lo, e seu preço de aquisição elevado. Levou pouco tempo
para que seu propósito inicial, locomover-se de um ponto A para um ponto B com uso de
força mecânico, fosse desviado e as primeiras competições começassem por puro prazer
de pessoas que sentem-se bem com a perigosa sensação da velocidade. As corridas
inicialmente foram realizadas em rotas com ponto de chegada e ponto de partida pré-
estabelecidos, chamadas de Grandes Prêmios (GPs), pois naquela época não existiam
circuitos como os que conhecemos. Então em 1950 à Federação Internacional de
Automobilismo (FIA) reúne os principais Grandes Prêmios (GPs) junto das maiores
fabricantes de automóveis do continente europeu, e cria a categoria de automobilismo
Formula 1.
A história de sucesso da marca Ferrari começa em paralelo à história das primeiras
corridas realizadas na Europa, quando Enzo Ferrari decide torna-se piloto de competições
pela Alfa Romeu, onde mais tarde ele ficaria responsável pela divisão de competição de
automóvel, e criaria a Escuderia Ferrari. Passou algum tempo até que Enzo Ferrari
pudesse desenvolver um carro inteiramente produzido por ele que pudesse ser registrado
em competições com o seu sobrenome. Mas o ponto de virada da Ferrari acontece, com
lançamento do modelo Ferrari 125S, conquista sua primeira vitória na sua estreia nas
pistas e com isso fazendo surgirem os primeiros fãs da marca que realizaram encomendas
do veículo que acabaria financiando o empreendimento.
A Escuderia Ferrari seguiu conquistando vitórias até ganhar seu primeiro título mundial
na segunda edição da Formula 1, repetindo o feito na terceira edição, mas foi na sexta
edição que a equipe chegou no seu apogeu conquistando a vitória do campeonato com
lendário piloto Juan Manuel Fangio guiando uma Ferrari.
As tecnologias desenvolvidas nas pistas foram sendo adaptadas para carros
esportivos, que eram desejados pelas pessoas mais ricas do mundo, por possuir belo
design e performance esportiva, assim, sustentou-se o modelo de negócios que garantiria
o sucesso da marca Ferrari e sua participação em todas as edições da Fórmula 1.
Somente na segunda década da competição a Fórmula 1 tornou-se atraente para
os patrocinadores, que perceberam a difusão dos aparelhos de televisão que possibilitaram
a transmissão do campeonato. Quando um piloto ganha uma corrida, além pontuar pontos
no campeonato ele conquista a atenção da mídia pelo seu feito, sendo assim, os melhores
pilotos sobem mais vezes no pódio e ganham mais tempo na mídia e por consequência
levam mais vezes seus patrocinadores estampados em seu macacão e na lataria do seu
carro aos holofotes, tornando-os notícias na mídia. Também temos a relação da Formula
1 com os países que terão corridas sediadas em seu solo, levar o espetáculo para além da
Europa mexe com esferas econômicas, culturais e politicas.
Atualmente temos a Toyota como a líder no ranking das empresas mais valiosas
do setor automotivo, posição que alcançou pelo seu desempenho financeiro e modernos
processos na linha de produção. Mas quando trocamos o filtro da pesquisa e procuramos
a líder no ranking das marcas mais fortes do setor automotivo encontramos à Ferrari no
topo da lista. Os carros de luxo da Ferrari talvez sejam os produtos de maior valor
simbólico do mundo, existe uma aura em torno da marca que à torna autêntica. Já foram
fabricados carros esportivos com design esplêndidos como modelos da Lamborghini,
também foram criados carros esportivos com maior performance como os modelos da
Bugatti, mas nenhuma consegue conquistar o lugar da Ferrari no pódio do carro mais
quisto do mundo.
Entretanto, sabemos que existem elementos que pertencem ao valor intangível
associados a marca Ferrari que incentivam as pessoas a torcerem pela escuderia nas
corridas comprando ingressos para os circuitos ou pelas transmissões televisivas e
consumidores a consumirem seus produtos de luxo (veículos, vestuário, cosméticos,
acessórios) e serviços (restaurantes, museus, parques temáticos, academia de pilotos),
mas a representatividade da marca vai além das pistas e do consumo, a Ferrari tornou-se
um mito adorado por uma legião de fãs. Acredito que a Ferrari não tornou-se um ícone
por acaso, na sua historia tiveram escolhas que a posicionaram para alcançar seu lugar,
analisar quais decisões tiveram impacto na criação do seu Brand equit desmistificaram
algumas questões subjetivos que tornam a Ferrari uma “Ferrari” para que a partir dessa
produção de conhecimento possamos entender melhor como marcas fortes são
construídas.