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Alimentação E Nutrição: Curso: Agente Comunitário de Saúde Professora: Bianca Soares

O documento aborda a importância da alimentação e nutrição na saúde pública, destacando a relação entre dieta adequada e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Apresenta políticas públicas brasileiras, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que visam promover a saúde através de uma alimentação saudável. Além disso, discute a transição nutricional no Brasil, evidenciando problemas como desnutrição e obesidade, e suas consequências para a saúde da população.

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Alimentação E Nutrição: Curso: Agente Comunitário de Saúde Professora: Bianca Soares

O documento aborda a importância da alimentação e nutrição na saúde pública, destacando a relação entre dieta adequada e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Apresenta políticas públicas brasileiras, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que visam promover a saúde através de uma alimentação saudável. Além disso, discute a transição nutricional no Brasil, evidenciando problemas como desnutrição e obesidade, e suas consequências para a saúde da população.

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ALIMENTAÇÃO E

NUTRIÇÃO
Curso: Agente Comunitário de Saúde
Professora: Bianca Soares
ALIMENTAÇÃO, NUTRIÇÃO E SAÚDE
ALIMENTAÇÃO x NUTRIÇÃO
LEIS DA ALIMENTAÇÃO

- Calorias suficientes para atender as


QUANTIDADE necessidades nutricionais do organismo.

- Conter todos os nutrientes essências.


QUALIDADE - Alimentação completa, variada e segura.

- Equilíbrio proporcional de nutrientes.


HARMONIA - Alimentação equilibrada.

- Alimentação individualizada.
ADEQUAÇÃO - Biológicas, fisiológicas, culturais e
socioeconômica.
ALIMENTAÇÃO - SAÚDE
Nutrição Pilar da Saúde Pública
Transcende sua função tradicional de prevenção de deficiências
nutricionais, tornando-se peça central na prevenção de doenças
crônicas não transmissíveis (DCNTs), na modulação epigenética e
na melhoria da qualidade de vida.
ALIMENTAÇÃO – PROMOÇÃO DA SAÚDE
Efeitos benéficos associados a alimentação adequada:
• Redução da inflamação crônica subclínica;
• Melhora da sensibilidade à insulina e controle glicêmico;
• Redução da pressão arterial;
• Ação antioxidante e antiaterogênico.
ALIMENTAÇÃO - SAÚDE
ALIMENTAÇÃO INADEQUADA
- Um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não
transmissíveis (DCNTs);
- Principal causa de morbimortalidade no Brasil e no mundo;
- Associadas a padrões alimentares:
- consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em
gorduras saturadas e trans, sódio, açúcares adicionados e
aditivos artificiais, e pobres em fibras, antioxidantes naturais e
micronutrientes essenciais.
ALIMENTAÇÃO INADEQUADA –
FATOR DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS
Principais enfermidades associadas a má alimentação:
• Obesidade e sobrepeso;
• Diabetes mellitus tipo 2;
• Hipertensão arterial;
• Dislipidemias;
• Doenças cardiovasculares;
• Cânceres.
Perfil nutricional da população brasileira
• TRANSIÇÃO NUTRIONAL NO BRASIL.
Cenário duplo:

Desnutrição Obesidade e DCNTs


Perfil nutricional da população brasileira
Perfil nutricional da população brasileira
PANORAMA DA DESNUTRIÇÃO, OBESIDADE E INSEGURANÇA ALIMENTAR
- Desnutrição;
Determinantes principais:
- Falta de acesso a alimentos in natura ou minimamente processados.
- Desmame precoce e introdução alimentar inadequada.
- Baixa escolaridade materna.
- Saneamento precário e infecções de repetição.
Perfil nutricional da população brasileira
- Obesidade:
• Aumento do consumo de alimentos ultraprocessados;
• Redução da atividade física diária;
• Urbanização acelerada e mudanças nos padrões laborais e familiares;

Consequências associadas:
• Aumento da incidência de DCNTs (diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemias).
• Agravamento de quadros de depressão, ansiedade e estigma social.
• Sobrecarga do sistema público de saúde.
Perfil nutricional da população brasileira
• Insegurança Alimentar e Nutricional (IAN):
- Acesso limitado ou incerto a alimentos em quantidade e qualidade adequadas.

Classificação:
- Leve: preocupação ou incerteza quanto ao acesso a futuro alimentos.
- Moderada: redução na quantidade de alimentos no domicílio.
- Grave: ausência de alimentos, com fome instalada.
Distribuição dos problemas nutricionais
• Distribuição geográfica e social:
Desigualdades Regionais
- Regiões Norte e Nordeste:
• Maior prevalência de desnutrição infantil, anemia ferropriva e hipovitaminose A.
• Alta incidência de insegurança alimentar grave.
• Infraestrutura sanitária precária, menor cobertura da Atenção Básica e dificuldades no
acesso regular a alimentos in natura.

- Regiões Sul e Sudeste:


• Aumento expressivo de obesidade infantil e adulta, com forte correlação com sedentarismo,
consumo de alimentos ultraprocessados e transição alimentar acelerada.
• Maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) associadas à alimentação
inadequada: diabetes tipo 2, dislipidemias, hipertensão arterial.
Distribuição dos problemas nutricionais
Renda e Escolaridade:
• Populações com menor renda e escolaridade estão mais expostas tanto à insegurança
alimentar quanto ao consumo de dietas de baixa qualidade nutricional (hipercalóricas,
pobres em micronutrientes).
• Mulheres com menor escolaridade apresentam maior risco de obesidade e restrição
alimentar simultaneamente.

Ambientes Alimentares:
• Áreas periféricas urbanas e zonas rurais apresentam maior dificuldade de acesso a
alimentos frescos e saudáveis, fenômeno conhecido como deserto alimentar.
• A publicidade de alimentos ultraprocessados, direcionada a grupos vulneráveis, intensifica
os quadros de má alimentação.
Distribuição dos problemas nutricionais e
vigilância nutricional
POLÍTICAS PÚBLICAS DE
ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NO BRASIL
POLÍTICAS PÚBLICAS DE
ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NO BRASIL
Principais políticas públicas relacionadas à alimentação e nutrição:
- Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) – instituída em 1999, com diretrizes
voltadas à promoção da saúde por meio da alimentação adequada e saudável;
- Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) – coleta, análise e
monitoramento de dados nutricionais da população usuária do Sistema Único de Saúde
(SUS);
- Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) – assegura a oferta de alimentação
saudável e adequada no ambiente escolar;
- Guia Alimentar para a População Brasileira (2006 e 2014) – orienta a população sobre
escolhas alimentares saudáveis, considerando aspectos culturais, regionais e sociais.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE
ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NO BRASIL
PNAE: Programa Nacional da Alimentação Escolar
Atendimento universal: Fornecer alimentação escolar a todos os alunos matriculados na
rede pública de ensino, desde a pré-escola até o ensino médio, incluindo a Educação de
Jovens e Adultos (EJA) e o ensino especial.
Segurança alimentar e nutricional: Garantir que as refeições oferecidas sejam saudáveis,
variadas, seguras e adequadas às necessidades nutricionais dos alunos, respeitando a
cultura local.
Desenvolvimento sustentável: Priorizar a aquisição de alimentos da agricultura familiar,
incentivando a economia local e promovendo a sustentabilidade
Formação de hábitos saudáveis: Atuar como uma ferramenta de educação alimentar e
nutricional, incentivando a adoção de hábitos saudáveis para a vida toda.
Participação social: Promover o controle social por meio do Conselho de Alimentação
Escolar (CAE), que fiscaliza a execução do programa e garante sua transparência e
qualidade.
PNAE: Programa Nacional da Alimentação Escolar
O PNAE é considerado um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo, e seus
impactos vão muito além da escola.
- No âmbito da saúde: Combate a desnutrição, a anemia e a obesidade infantil, além de
contribuir para a melhoria do desempenho escolar e a redução da evasão.
- No âmbito social: Fortalece a agricultura familiar, gera renda para as comunidades rurais e
fomenta a economia local.
- No âmbito educacional: A escola se torna um ambiente de aprendizado sobre alimentação
e nutrição, formando cidadãos mais conscientes sobre suas escolhas alimentares.
PNAN: Política Nacional de Alimentação e Nutrição
Princípios da PNAN:
- Direito humano à alimentação adequada (DHAA);
- Soberania e segurança alimentar e nutricional (SAN);
- Integralidade e intersetorialidade das ações em saúde;
- Equidade;
- Participação social.
PNAN: Política Nacional de Alimentação e Nutrição

Diretrizes da PNAN:
1- Organização da atenção nutricional no SUS;
2- Promoção da alimentação adequada e saudável;
3- Vigilância alimentar e nutricional (VAN);
4- Prevenção e controle dos distúrbios nutricionais;
5- Promoção da alimentação e nutrição na atenção integral à saúde da mulher e da
criança;
6- Contribuição ao controle de doenças relacionadas à alimentação e Nutrição;
7- Garantia de a segurança alimentar e nutricional;
8- Regulação de alimentos com impacto na saúde;
9- Educação alimentar e nutricional (EAN);
10- Pesquisa, inovação e monitoramento em alimentação e nutrição.
PNAN: Política Nacional de Alimentação e Nutrição
Estratégias de Promoção da Alimentação Saudável no Âmbito da PNAN:
- Implementação do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia para Crianças
Brasileiras Menores de 2 Anos, com ações de disseminação e capacitação de profissionais;
- Programas de incentivo ao aleitamento materno e alimentação complementar saudável,
como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) e o Método Canguru;
- Educação alimentar e nutricional em escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBS), CRAS e
comunidades;
- Campanhas de massa e ações de comunicação educativa, como o “Programa Saúde na Escola
(PSE)”;
- Regulação da publicidade de alimentos direcionada a crianças, em articulação com a ANVISA
e o Ministério da Justiça;
- Acordos para redução de sódio, açúcar e gorduras trans em alimentos industrializados, com a
indústria alimentícia;
- Participação no SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) para coleta e análise
dos dados de estado nutricional e consumo alimentar de usuários do SUS.
SISVAN: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

• Monitorar o estado nutricional de grupos populacionais em situação de risco


(crianças, gestantes, idosos).
• Subsidiar o planejamento de ações de atenção nutricional na Atenção Primária.
• Avaliar a eficácia de programas como:
- Bolsa Família (PBF).
- Estratégia Saúde da Família (ESF).
- Programa Nacional de Suplementação de Ferro e Vitamina A.
SISVAN: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.
Componentes monitorados pelo SISVAN:
- Indicadores Antropométricos: Peso, estatura, IMC, circunferência da cintura.
- Indicadores Dietéticos: Padrões de consumo alimentar por grupo etário.
- Indicadores Bioquímicos (quando disponíveis): Hemoglobina, ferritina, glicemia etc.

Populações Prioritárias
- Crianças menores de 5 anos.
- Gestantes e nutrizes.
- Escolares beneficiários de programas sociais.
- População indígena.
- Idosos com comorbidades.
Fluxograma: Funcionamento do SISVAN
Guia alimentar para população brasileira

- Orienta políticas públicas, profissionais


de saúde e a população sobre práticas
alimentares promotoras de saúde.
Guia alimentar para população brasileira
Princípios fundamentais:
• A alimentação é mais que a ingestão de nutrientes, valoriza o ato alimentar como
fenômeno biológico, cultural, social e afetivo.
• Recomendações baseadas em alimentos e padrões alimentares.
• Substitui a lógica reducionista de nutrientes por alimentos reais e contextos
alimentares.
• A forma como os alimentos são produzidos, distribuídos e consumidos afeta a saúde.
• Integra preocupações com sustentabilidade ambiental, sistemas alimentares e justiça
social.
• Políticas e ações devem respeitar e valorizar a cultura alimentar brasileira.
• Reconhece os hábitos regionais, tradições e modos de preparo como elementos de
saúde.
• A alimentação saudável é uma construção coletiva e solidária.
• Incentiva escolhas alimentares informadas, acessíveis e socialmente compartilhadas.
Guia alimentar para população brasileira
Classificação dos alimentos por grau de processamento:
Guia alimentar para população brasileira
10 passos para uma alimentação adequada e saudável:
• 1. Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados.
• 2. Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades.
• 3. Limite o consumo de alimentos processados.
• 4. Evite alimentos ultraprocessados.
• 5. Faça refeições regulares e com atenção plena.
• 6. Coma em ambientes apropriados e, sempre que possível, em companhia.
• 7. Desenvolva habilidades culinárias e prepare sua própria comida.
• 8. Planeje seu tempo para adquirir, preparar e consumir alimentos saudáveis.
• 9. Escolha locais que ofereçam refeições preparadas na hora e saudáveis.
• 10. Lute por políticas públicas que garantam sistemas alimentares justos e
sustentáveis.
NUTRIENTES:
MACRONUTRIENTES E ÁGUA
CARBOIDRATOS
Funções Fisiológicas
• Principal fonte energética para o metabolismo;
• Participação na gliconeogênese e glicogênese hepática e muscular;
• Componentes estruturais de glicoproteínas, glicolipídios e ácidos nucleicos (ribose, desoxirribose);
• Atuação prebiótica (fibras fermentáveis: frutooligossacarídeos, inulina);
• Papel imunomodulador e inflamatório através da microbiota intestinal.

Classificação Bioquímica:
- Monossacarídeos: glicose, frutose, galactose;
- Dissacarídeos: sacarose, lactose, maltose;
- Oligossacarídeos: rafinose, estaquiose;
- Polissacarídeos: amido, glicogênio (digestíveis); celulose, hemicelulose, pectinas (não digestíveis).
CARBOIDRATOS
Digestão e Absorção
Começa na boca com a amilase salivar, que quebra o amido em açúcares menores.
No estômago, o pH ácido desativa essa enzima.
Continua no intestino delgado, onde a amilase pancreática degrada o amido restante,
e enzimas intestinais (como maltase, sacarase e lactase) finalizam a digestão em
monossacarídeos (glicose, frutose e galactose) para serem absorvidos pela corrente
sanguínea.
Recomendação
Carboidratos 45–65% do VET (valor energético total);
Açúcares livres: <10% do VET;
Fibras alimentares: 25–38 g/dia (14 g/1000 kcal), com destaque para solúveis em
dislipidemias e diabetes.
PROTEÍNAS
Funções Biológicas:
• Estruturais: colágeno, elastina, actina, miosina;
• Enzimáticas e hormonais: pepsina, insulina, hormônio do crescimento;
• Transportadoras: hemoglobina, transferrina, albumina;
• Imunológicas: anticorpos (IgA, IgG), citoquinas;
• Homeostáticas: regulação do pH e pressão oncótica;
• Energia: via desaminação e conversão em intermediários glicolíticos e do ciclo de Krebs.
Aminoácidos:
• Essenciais (9): isoleucina, leucina, valina (BCAAs), lisina, metionina, fenilalanina,
treonina, triptofano, histidina;
• Não essenciais (11): alanina, asparagina, ácido aspártico, glutamato, etc.;
• Condicionalmente essenciais: glutamina, arginina, tirosina (em prematuros,
queimaduras, trauma).
PROTEÍNAS
Digestão e Absorção
Começa no estômago, onde o ácido clorídrico desnatura as proteínas e a enzima pepsina
as quebra em peptídeos menores.
No intestino delgado, o pâncreas libera enzimas para continuar a quebra, enquanto
outras enzimas finalizam o processo, transformando os peptídeos em aminoácidos
individuais para absorção.

Recomendação
0,8 g/kg/dia (adulto saudável), com aumento conforme necessidades fisiopatológicas;
LIPÍDIOS
Funções Metabólicas:
• Reserva energética de alta densidade (1g = 9 kcal);
• Estrutura da bicamada fosfolipídica celular;
• Transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K);
• Substrato para hormônios esteroidais e sais biliares.

Classificação Bioquímica:
• Ácidos graxos saturados: ácido palmítico, esteárico;
• Monoinsaturados: ácido oleico – ômega-9;
• Poli-insaturados: ω-6 (ácido linoleico), ω-3 (ácido α-linolênico, EPA e DHA);
• Trans: industrializados (hidrogenação), altamente aterogênicos;
• Outros: colesterol, fosfolipídios, esfingolipídios, ceras.
LIPÍDIOS
Digestão e Absorção
Começa no estômago com a lipase gástrica e continua no intestino delgado, onde a bile
emulsifica as gorduras e as lipases pancreáticas as quebram para absorção.

Recomendação Nutricional
Lipídios totais: 20–35% do VET (IOM, 2005);
- Saturadas: <10%;
- Trans: o mais próximo de 0%;
- PUFA: 5–10%, com ênfase em ω-3 (≥500 mg EPA/DHA);
ÁGUA
• Funções fisiológicas da água:
• Meio de transporte:
É o principal solvente do organismo, responsável pelo transporte de nutrientes, hormônios,
enzimas e produtos do metabolismo por meio do sangue e da linfa.
• Regulação da temperatura corporal:
Através da sudorese e da evaporação, contribui para a termo regulação, especialmente
durante o exercício físico ou em ambientes quentes.
• Participação em reações bioquímicas:
Atua como reagente ou produto em diversas reações metabólicas, incluindo a hidrólise e a
síntese de macromoléculas.
• Lubrificação e proteção:
Está presente no líquido sinovial (articulações), no humor vítreo e aquoso (olhos), na saliva,
no muco e no líquido amniótico (durante a gestação)
• Manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico
Regula os volumes intracelular e extracelular e participa do equilíbrio ácido-base por meio
da excreção renal e do sistema tampão.
ÁGUA
• Distribuição corporal da água – 60-70%
Intracelular: cerca de 2/3 da ACT; interior das células, onde ocorre a maioria das reações
metabólicas.
Extracelular: cerca de 1/3 da ACT; composta pelo plasma, líquido intersticial e transcelular.

• Recomendações e necessidades hídricas:


• 35-50 mL/kg de peso corporal/dia para adultos saudáveis.
• Fontes de água
• Água potável: principal fonte.
• Alimentos: frutas e hortaliças possuem alto teor hídrico (ex: melancia, alface).
• Água metabólica: gerada internamente na oxidação de Macronutrientes.

Desequilíbrio hídricos:
• Desidratação: fadiga, confusão mental, taquicardia e, em casos graves, choque
hipovolêmico.
• Hiper-hidratação: excesso de ingestão ou retenção, levando à hiponatremia e edema
cerebral, especialmente em disfunção renal ou esforço físico extremo com reposição
hídrica inadequada.
Equilíbrio nutricional

• O equilíbrio entre carboidratos, proteínas, lipídios e água é fundamental para


manter o funcionamento homeostático, a integridade metabólica e o estado
nutricional do indivíduo.
• A carência ou o excesso de qualquer desses componentes pode desencadear
quadros clínicos de relevância, desde distúrbios metabólicos até doenças crônicas
não transmissíveis.
NUTRIENTES:
MICRONUTRIENTES E FIBRAS
MICRONUTRIENTES
• As vitaminas são compostos orgânicos essenciais divididos em:
• Hidrossolúveis: Solúveis em água. São excretadas na urina e não são armazenadas em
grandes quantidades. Ex.: B1, B2, B3, B6, B12, C, ácido fólico, biotina.
• Lipossolúveis: Dependem de lipídios para absorção. São armazenadas no fígado e tecido
adiposo. Ex.: A, D, E, K.

• Sua biodisponibilidade depende de fatores dietéticos, fisiológicos e tecnológicos (como


o processamento dos alimentos).
MICRONUTRIENTES
MICRONUTRIENTES
MICRONUTRIENTES
• MINERAIS:
• Os minerais são elementos inorgânicos com funções estruturais e catalíticas.
• A bioatividade depende de biodisponibilidade, forma química, sinergismo e
antagonismos com outros nutrientes.
MICRONUTRIENTES
MICRONUTRIENTES
FIBRAS ALIMENTARES
• As fibras alimentares são compostos vegetais não digeríveis que desempenham papel
essencial na função intestinal, metabolismo glicídico e lipídico, controle de peso e
prevenção de doenças crônicas.

• Solúveis: formam gel viscoso, são fermentadas no cólon → aveia, frutas cítricas,
leguminosas.
• Insolúveis: aumentam o bolo fecal e aceleram o trânsito intestinal → farelo de trigo,
cereais integrais, vegetais folhosos.
FIBRAS ALIMENTARES
Funções Fisiológicas
- Prevenção da constipação e doenças colônicas;
- Redução do colesterol LDL e absorção de glicose;
- Melhora da sensibilidade à insulina;
- Modulação da microbiota intestinal e produção de ácidos graxos de
cadeia curta (AGCC);
- Prebiótica: estimula crescimento de bactérias benéficas;
- Contribui para a saciedade e controle do peso corporal.
Recomendação
- Adultos: 25 g a 38 g/dia (IOM, 2005), preferencialmente de fontes
naturais.
- Necessário manter ingestão hídrica adequada para o funcionamento
ideal das fibras.
HIGIENE E CONSERVAÇÃO DOS
ALIMENTOS
HIGIENE E CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
- A qualidade sanitária dos alimentos representa um dos pilares da saúde pública.
- A ingestão de alimentos contaminados é uma das principais causas de doenças
transmitidas por alimentos (DTAs ou ETAs).
- Controle rigoroso de práticas de higiene alimentar e conservação apropriada, desde a
produção até o consumo.
- Inclui práticas adequadas de manipulação, armazenamento, preparo, transporte e
distribuição.
HIGIENE E CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
Tipos de Contaminação
1. Contaminação Física: Presença de materiais estranhos ao alimento.
(vidro, metal, cabelos, unhas, plásticos, madeira, pedras)
2. Contaminação Química: Presença de resíduos químicos.
(agrotóxicos, detergentes, desinfetantes, metais pesados, aditivos em excesso ou proibidos)

3. Contaminação Biológica: Presença de microrganismo


Bactérias: Salmonella, Listeria monocytogenes, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Helicobacter pylori.
Vírus: Norovírus, Hepatite A.
Fungos: bolores produtores de micotoxinas.
Parasitas: Giardia lamblia, Toxoplasma gondii.
Contaminação cruzada:
Microrganismos são transferidos de alimentos crus para alimentos prontos para o consumo,
por meio de utensílios, superfícies ou mãos não higienizadas.
HIGIENE E CONSERVAÇÃO
DOS ALIMENTOS
HIGIENIZAÇÃO DE ALIMENTOS
Frutas e hortaliças, principalmente consumidas cruas, são fontes potenciais de
contaminação.
HIGIENE E CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO (BPM)
Instalações físicas adequadas: fluxo unidirecional, superfícies laváveis, controle de pragas.
Controle higiênico do manipulador: Higiene correta das mãos, unhas curtas, ausência de
adornos, uso de EPI: avental, touca, máscara e calçado fechado.
Procedimentos operacionais padronizados (POP):
Higienização de equipamentos, controle de tempo e temperatura, armazenamento de
perecíveis, transporte e distribuição dos alimentos.
HIGIENE E CONSERVAÇÃO
DOS ALIMENTOS
MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
A conservação dos alimentos visa interromper ou retardar os processos de deterioração e
evitar o crescimento microbiano.

Métodos:
Físicos: ação da temperatura ou remoção de água.
Químicos: aditivos conservantes.
Biológicos: fermentações controladas.
MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
Refrigeração:
Temperatura ideal: entre 0 °C e 5 °C
Efeito: inibe o crescimento da maioria dos microrganismos, mas não os elimina.
Prazo de validade: limitado (3 a 7 dias, dependendo do alimento)
Cuidados: organização correta (alimentos prontos acima, crus abaixo), verificação diária da temperatura.
Congelamento:
Temperatura padrão: abaixo de -18 °C
Efeito: interrompe o metabolismo microbiano e enzimático.
Preservação nutricional: razoável, embora possa ocorrer perda de textura e vitaminas hidrossolúveis.
Descongelamento: deve ser feito em ambiente refrigerado ou sob cocção imediata (evitar temperatura ambiente)
Nunca recongelar alimentos descongelados
Desidratação:
Mecanismo: redução da atividade de água (aw < 0,6), o que inibe microrganismos
Técnicas:
Solar (não recomendada sem controle microbiológico)
Mecânica (estufas, fornos)
Liofilização (preserva valor nutricional e sensorial ao remover água por sublimação)
MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
Segurança dos Alimentos e Saúde Pública
A conservação inadequada de alimentos pode causar:
• Deterioração organoléptica (cor, odor, sabor, textura);
• Perda de valor nutricional;
• Crescimento de microrganismos patogênicos;
• Surtos de doenças de origem alimentar
Doenças Transmitidas por Alimentos(DTA)
- Importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo;
- Diretamente relacionadas às condições higiênico-sanitárias da produção,
manipulação, conservação e consumo dos alimentos.
- Provocadas pela ingestão de alimentos ou água contaminados por:
- Agentes biológicos (bactérias, vírus, parasitas);
- Agentes químicos (agrotóxicos, metais pesados);
- Agentes físicos (fragmentos de vidro, metais, plásticos).
Doenças Transmitidas por Alimentos(DTA)
Doenças Transmitidas por Alimentos(DTA)
Principais agentes causadores:
Bactérias: Salmonella spp., Escherichia coli enteropatogênica, Staphylococcus aureus, Clostridium
botulinum.
Vírus: Norovírus e Hepatite A.
Parasitas: Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, Toxoplasma gondii.

Esses microrganismos podem provocar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, febre, dores
abdominais e, em casos graves, desidratação, insuficiência renal ou até óbito.

Fatores de risco:
- Armazenamento inadequado de alimentos;
- Consumo de água não potável;
- Higienização insuficiente de frutas, verduras e utensílios;
- Manipulação por pessoas infectadas ou sem práticas adequadas de higiene pessoal;
- Condições precárias de refrigeração e cocção dos alimentos.
Doenças Transmitidas por Alimentos(DTA)

Medidas de prevenção:
- Garantir boas práticas de manipulação e higiene dos alimentos;
- Manter a cadeia de frio adequada desde o transporte até o consumo;
- Realizar higienização correta de frutas, verduras e utensílios;
- Incentivar o consumo de água potável;
- Promover ações de educação alimentar e nutricional com foco em segurança dos alimentos.
ATIVIDADE
Etapa 1:
- Produzir uma cartilha ou folder informativo sobre nutrição;
- Escolher um tema e um público alvo;
- Conteúdo que você achar relevante para população/público alvo;
- Deve conter imagens e ser atrativo;
- Não utilizar modelos prontos da internet;
- Individual;
- Entregar na próxima aula;

Etapa 2:
- Entregar para população, explicar e registrar o momento com fotos;
ATIVIDADE
ATIVIDADE

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