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Descrição Detalhada
As informações aqui contidas não produzem efeitos legais. Somente a publicação no DJERJ oficializa
despachos e decisões e estabelece prazos.
Processo nº: 0002565-77.2015.8.19.0204
Tipo do Movimento: Sentença
Descrição:
Processo nº: 0002565-77.2015.8.19.0204 AUTOR.: MINISTÉRIO PÚBLICO ACUSADA.: JÉSSICA
REGINA DA SILVA MARQUES S E N T E N Ç A RELATÓRIO Trata-se de ação penal ajuizada pelo
Ministério Público em face da acusada JÉSSICA REGINA DA SILVA MARQUES incursa nas penas do
artigo 33, caput da Lei 11.343/06, aduzindo para tanto os fatos e fundamentos alinhados na denúncia de
fls.02a/02-b, merecendo destaque para os fatos abaixo narrados ( grifos nossos): "No dia 28/01/2015, por
volta das 13;00 hs min, na Avenida Marechal Alescastro, a denunciada, consciente e voluntariamente, trazia
consigo, para fins de tráfico, sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar: 3,95
KG ( três quilogramas e novecentos e cinquenta gramas) de erva seca picada, compactada, identificada
Cannabis Sativa L, acondicionada em 8 ( oito ) retângulos em formato de paralelepípedo medindo o maior
21, 5 cm x 8 cmx 3,5 cm e o menor 10cmx8,5cm x 4 cm, entorpecente capaz de determinar dependência
física ou psíquica, consoante o laudo prévio de fls. 02 ... " ( grifos nossos) A denúncia veio acompanhada do
Auto de Prisão em Flagrante no. 01543/2015 oriundo da 34ª DP; laudo prévio à fls.02e e auto de apreensão a
fls. 17, depoimento de dois policiais que efetuaram a prisão em flagrante, bem como do depoimento da
autora dos fatos que confirmou que transportava a referida droga a pedido de seu namorado Phipippe Mureb
Haubrichs, já que o mesmo não poderia passar com a droga por um blitz. Acrescentou que, sabia que a
mochila continha maconha e que teria mentido propositalmente aos policiais quando indagada acerca de qual
seria o carro de seu namorado. Laudo definitivo da substância entorpecente a fls. 21/21v. FAC da acusada às
fls. 31/35, constando apenas a anotação referente a este processo. Pedido de liberdade provisória formulado
pelo I. patrono com os documentos de fls. 37/54 Manifestação do Ministério Público às fls. 55/60 opinando
pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva e pelo indeferimento da liberdade provisória
requerida. Decisão indeferindo o pedido de liberdade provisória e convertendo a prisão em flagrante em
preventiva às fls. 61/62. A acusada devidamente notificada, apresentou Defesa preliminar às fls. 77/82, com
os documentos de fls.83/93. Decisão recebendo a denúncia a fls.96. Audiência de instrução e julgamento,
conforme assentada de fls.102, oportunidade em que os Policiais não compareceram ao ato, tendo a defesa
pleiteado a prisão domiciliar da mesma pelo fato de possuir um filho de tenra idade, o que foi deferido pelo
Juízo com a concordância do Ministério Público. Audiência de continuação realizada em 27 de maio de 2015
conforme assentada de fls. 125/126 ocasião em que foram ouvidas duas testemunhas de acusação, conforme
consta no conteúdo gravado audiovisualmente no DVD anexado aos autos, interrogada a acusada e revogada
a prisão domiciliar da mesma, conforme promoção do Ministério Público acompanhada dos documentos de
fls. 133/134. Os documentos acostados pelo Ministério Público foi impugnado pela Defesa. O Ministério
Público apresentou alegações finais do Ministério Público orais , pugnando pela condenação da acusada nas
penas do artigo 33, caput, da Lei 11.343/06, nos exatos termos da denúncia. Alegações finais pela defesa,
pugnando, em síntese, pela absolvição da acusada em razão de causa excludente da ilicitude, qual seja, a
inexigibilidade de conduta diversa já que o namorado teria a ameaçado caso a mesma não transportasse a
droga apreendida. ESTE É O RELATÓRIO. PASSO A DECIDIR: DO DELITO PREVISTO NO ART. 33
DA Lei n. 11.343/06 Finda a instrução criminal, entendo que a pretensão punitiva deduzida no bojo da
denúncia restou plenamente comprovada. O conjunto probatório é contundente e não deixa qualquer dúvida
quanto à atuação criminosa da ré no que diz respeito ao cometimento da conduta prevista nos art 33 da Lei
11.343/06, valendo ressaltar, o depoimento das testemunhas ouvidas em juízo, sob o crivo do contraditório,
que confirmaram que a acusada efetivamente transportava, no momento da sua prisão, a mochila contendo a
quantidade de droga apreendida. A MATERIALIDADE do delito restou demonstrada pelas provas dos autos,
notadamente o laudo prévio de fls.02e, laudo de exame entorpecente de fls.124/124v que atestaram a
natureza entorpecente da substância apreendida 3,95 kg( três quilogramas e novecentos e cinquenta gramas )
de erva seca picada ,identificada como Cannabis Sativa ( maconha). No tocante a AUTORIA, a dinâmica
delituosa perpetrada pela ré restou plenamente esclarecida, não restando qualquer dúvida quanto a prática do
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crime de tráfico ilícito de entorpecentes. Os Policiais Militares JULIO CESAR DA SILVA FERREIRA e
RICARDO DE OLIVEIRA PAIVA, ouvidos em juízo, sob o crivo do contraditório, além de ratificarem seus
depoimentos prestados em sede policial, prestaram depoimentos uníssonos e harmônicos, não apresentando
qualquer contradição de valor a macular a prova de acusação produzida durante a instrução criminal, ambos
foram seguros e precisos, fato que afasta a tese defensiva de inexigibilidade de conduta diversa. Ambos os
agentes da lei esclareceram, em síntese, que em patrulhamento de rotina na Av. Marechal Alencastro, 1357,
foram avisados por popular, que uma mulher loira teria desembarcado de um carro preto, com uma mochila
nas costas. Ao identificarem a pessoa com as características descritas, realizaram a abordagem, momento em
que lograram êxito em apreender no interior da mochila que a mesma transportava todo o material
entorpecente descrito na denúncia. Aduziram, ainda, que a princípio a acusada teria oferecido resistência,
mas que após teria confessado que tanto ela como o namorado se dirigiam para a Barra da Tijuca e Recreio
dos Bandeirantes a fim de vender o material entorpecente. Em sede de policial a ré declarou que estava a
caminho da Barra da Tijuca com o namorado Philippe Mureb, que este ao avistar uma blitz teria pedido para
que a mesma descesse do carro com a mochila que continha maconha, e que quando caminhava na direção
indicada pelo namorado, foi abordada pelos policiais, confirmando que chegou a mentir propositalmente qual
seria o carro do mesmo. Já quando de seu interrogatório em juízo, apesar de confessar que efetivamente
transportava a droga apreendida, alegou que assim teria agido por ter sido ameaçada pelo mesmo, que teria
prometido, inclusive de praticar mal injusto contra seus familiares se não desembarcasse do veículo com a
droga, razão qual a i. Defesa sustentou a inexigibilidade de conduta diversa a ensejar a absolvição da mesma.
Entendo que a tese defensiva não merece qualquer credibilidade do juízo. No calor dos acontecimentos, em
nenhum momento a ré disse ter sido coagida a assim agir. Ambos os policiais ouvidos em sede policial e em
juízo não narraram qualquer conduta apreensiva e assustada da acusada. Pelo contrário, teria resistido e após
confessado que agiu em conjunto com o tal namorado. E ainda, a não fez menção a suposta ameaça em sede
policial, apenas confirmando que efetivamente mentiu acerca da marca do carro que o mesmo dirigia com a
finalidade de enganar a policia e evitar a sua abordagem. Tal versão surge apenas quando do seu
interrogatório, sendo certo que não produziu qualquer prova testemunhal nesse sentido, a comprovar ao
menos a personalidade do referido namorado. Certamente por ter acreditado na sua impunidade por ter esta
Magistrada deferido, erroneamente a prisão domiciliar da mesma, por acreditar que tal medida permitiria que
a ré prestasse assistência ao seu filho menor. Mas assim não agiu. Postou nas redes sociais, mais
precisamente "Facebook", uma fotografia ao lado de outras pessoas, ironizando a prisão domiciliar e a
Justiça, inclusive, com "beijinho no ombro", motivo pelo qual esta Magistrada, a requerimento do Ministério
Público, revogou a prisão domiciliar da mesma , restabelecendo a preventiva, até porque não havia prova da
necessidade de cuidados especiais ao filho menor. A tese de coação moral irresistível a ensejar o
reconhecimento da inexigibilidade de conduta diversa, de igual modo restou isolada diante do contexto
probatório, já que o atuar da denunciada no momento dos fatos não se coaduna com tal causa de exclusão, já
que tinha a opção de agir de forma diversa, inclusive, narrando aos policiais no momento da abordagem o
ocorrido e indicando o veículo que o namorado conduzia. Por fim, como acima já mencionado, não foi
arrolada qualquer testemunha de defesa confirmando suposta ameaça intimidadora a influenciar o agir da ré,
sendo certo que não é crível que ao menos um familiar não tivesse tal impressão dos fatos a se prontificar a
depor em juízo. Cabe ressaltar, que as provas colhidas em sede policial também se configuram como meios
lícitos e próprios para a convicçâo de um juízo de condenação ou absolvição, máxime quando amparadas por
outros elementos presentes nos autos, resultando em um conjunto probatório robusto e homogêneo, tal como
no caso sub examine. DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, PARÁGRAFO 4º DA LEI
NO. 11.343/06: No caso em tela, deve ser reconhecida a impossibilidade de aplicação da mencionada causa
de diminuição da pena. Apesar de a acusada ser primária e de bons antecedentes, restou comprovado nos
autos que a ré transportava GRANDE quantidade de drogas, certamente com alto valor no mercado, já que
seria vendida na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes ( 3, 95KG - três quilogramas e novecentos e
cinquenta gramas), bairros de classe média alta do Município do Estado do Rio de Janeiro, com preço bem
superior ao vendido nas comunidades. Tal fato induz a certeza de que a mesma se dedicava a atividade
criminosa, senão não teria em seu poder tamanha quantidade de droga, com clientela certa e seletiva. E
ainda, o fato de ter mencionado no Facebook ( fls.133/134) : " Pra quem achou que eu ia fica 20 anos, não
fiquei nem 3 meses..#BeijinhoNoOmbroRecalcadas #AceiraQueDoiMenos.." demonstra seu reconhecimento
de que as pessoas tinham ciência de sua dedicação a atividade criminosa, senão, por que achariam que ela
ficaria presa 20 anos? Esta Magistrada consultou o nome do namorado PHILIPPE MUREB HAUBRICHS
declarado pela acusada em sede Policial e verificou através das notícias de que o mesmo é um antigo e
conhecido traficante de drogas, abastecedor de toda a Zona Oeste, já tendo sido inclusive condenado pelos
delitos previstos nos art. 33 e art. 35 da Lei no.11.343/06, senão vejamos alguns links de notícias: 1)
[Link]
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rj-2013-0053670-5-stj/relatorio-e-voto-23841975 (STJ , Relator: Ministro CAMPOS MARQUES
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento: 18/06/2013, T5 - QUINTA
TURMA) 2) "Philippe Mureb Haubrichs, de 27 anos, atendia usuários de drogas na Barra da Tijuca e no
Recreio. Ele distribuía cartões de visita oferecendo serviço de entrega de drogas e foi flagrado na porta do
condomínio onde mora. Veja a reportagem" [Link]
trafico-de-drogas-no-rio/idmedia/[Link] 3) [Link]
preso-com-meio-quilo-de-cocaina-pura-no-recreio-dos-bandeirantes-2717490 Leia mais sobre esse assunto
em © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material
não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. RIO - O nome
dele não é Johnny, mas era por este apelido que os clientes chamavam Philippe Mureb Haubrichs, de 27
anos, na hora de comprar drogas. Acusado de fornecer principalmente para moradores da Barra e do Recreio,
ele foi preso em flagrante na porta de casa, no fim da noite deste sábado, com meio quilo de cocaína pura,
durante operação desencadeada pela Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário. Philippe,
que estava sendo monitorado por escutas autorizadas pela 21ª Promotoria de Investigação Penal do
Ministério Público Estadual, foi localizado por policiais militares quando voltava da Favela Furquim
Mendes, no Jardim América, onde foi comprar a droga. Segundo os policiais, ele pagou R$ 7 mil pela
cocaína, que estava escondida sob o banco do carro do rapaz, um Hyundai i30. Philippe estava chegando ao
condomínio onde mora, na Rua Guernica 100, no Recreio, quando foi surpreendido pelos agentes. De acordo
com os PMs, ele ficou calmo no momento da prisão, ainda tentou subornar os militares oferecendo joias,
dinheiro e até seu carro, e só começou a ficar nervoso quando chegou à 16ª DP (Barra), onde o caso foi
registrado. Segundo os policiais, Philippe confirmou que usava o apelido numa referência ao filme "Meu
nome não é Johnny", que conta a história de João Guilherme Estrella, um jovem que nasceu numa família de
classe média do Rio, mas se tornou um traficante de peso, principalmente na Zona Sul carioca. Segundo os
policiais, Philippe contou na delegacia que é filho de um empresário com uma aposentada e que ele seria a
"ovelha negra" da família. Ele seria responsável por um sistema de "droga delivery", que funcionava sem
parar. Por volta das 2h de domingo, na delegacia, os celulares apreendidos com ele não paravam de tocar.
Eram clientes atrás de drogas, fazendo pedidos de até R$ 100. A encomenda, geralmente, era entregue em
casa. Segundo um dos PMs que participou da prisão, Philippe tinha um rendimento alto com a venda de
droga, que seria sua única atividade. O valor arrecadado por ele, no entanto, não foi informado para não
atrapalhar as investigações, que ainda estão em andamento. Além do acusado, os policiais levaram para a
delegacia Alexandra Silva do Nascimento Cavalcanti, de 34 anos, que estava num carro Agile, logo atrás de
Philippe. Os dois seriam namorados e ela teria ido com ele até a Furquim Mendes. A mala do veículo de
Alexandra estava carregada de roupas e bolsas supostamente pirateadas. O material será analisado. Durante a
madrugada, os policiais civis não souberam informar se ela seria liberada depois de prestar depoimento. Com
os dois foram encontrados 22 cartões de banco e de lojas de departamento, sendo que alguns estavam em
nome de terceiros e podem ser clonados. Os policiais também apreenderam R$ 968, uma nota de dólar e uma
de euro, além de cordões de ouro, um relógio e dois celulares. Philippe, que confessou já ter sido preso uma
vez por uso de drogas, não estava armado nem resistiu à prisão. Não restam dúvidas, diante das noticias
veiculadas nas mais diversas mídias, que a acusada e seu namorado, se dedicavam a prática de atividade
criminosa, fato que afasta a aplicação de tal causa de diminuição de pena. Por último, ausente qualquer causa
de exclusão de ilicitude, encontrando-se presentes os elementos da culpabilidade, porquanto nenhuma dúvida
foi suscitada quanto a imputabilidade da agente, sendo evidente que ela tinha plena consciência do seu ilícito
comportamento, podendo dela ser exigida conduta de acordo com a norma contida no tipo por ela praticado.
DISPOSITIVO Isto posto, JULGO PROCEDENTE a pretensão punitiva estatal para condenar a acusada
JESSICA REGINA DA SILVA MARQUES pela prática das condutas delituosas descritas no artigo 33, caput
ambos da Lei 11.343/06. DA DOSIMETRIA DA PENA: DO DELITO PREVISTO NO ART. 33 da Lei n.
11.343/06 1A FASE Em atenção às diretrizes do artigo 59 do Código Penal, passo a analisar a conduta social
da ré, as circunstâncias judiciais, avaliando com isso a personalidade, os motivos, a intensidade do dolo e as
demais circunstâncias do crime. No caso em tela, apesar da ré ser primária e de bons antecedentes, a pena
deverá posicionar-se bem acima do mínimo legal, diante da grande quantidade de droga apreendida em poder
da acusada 3,95kg (três quilogramas e novecentos e noventa e cinco gramas). Tal quantidade, considerando,
ainda, as circunstâncias do crime, já que a mesma seria comercializada na Zona Oeste, não pode deixar de
ser considerada por esta Magistrada. E ainda, personalidade da ré impõe a majoração da pena base, já que
logo após ter sido deferida a prisão domiciliar foi às redes sociais se utilizar de tal benefício em detrimento
da Justiça, acreditando na impunidade de seus atos, certamente por não p Cabe ressaltar, ainda, as
circunstâncias do crime e intensidade do dolo, já que assim agiu na tentativa de, em conjunto com um
conhecido traficante de drogas, se esquivar do cerco policial que era realizado através de uma Blitz de rotina
da Polícia Militar, sabedora de que seu namorado não poderia ser alcançado pelos policiais já que possuía
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passagem anterior por pelos delitos de tráfico e associação. Dessa forma, pelos motivos acima narrados, fixo
a PENA-BASE acima do seu mínimo legal, ou seja, em 7 (sete) ANOS DE RECLUSÃO e 700 ( setecentos )
DIAS MULTA pela prática do crime descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006. 2A FASE Não existem
circunstâncias agravantes ou atenuantes. 3A FASE Na ausência de outras causas de aumento e diminuição da
pena, torno a pena definitiva em em 7 (sete) ANOS DE RECLUSÃO e 700 ( setecentos ) DIAS MULTA pela
prática do crime descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006. DA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL:
Com fulcro no art. 33, parágrafo 3o, alínea a do Código Penal, fixo o REGIME FECHADO para o inicio do
cumprimento da reprimenda. DA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL: Fixo o cumprimento no REGIME
ABERTO, em obediência ao art. 33, par. 2o., c do Código Penal. DAS DESPESAS PROCESSUAIS
Condeno, ainda, a ré ao pagamento das custas e da taxa judiciária com fundamento no artigo 804 do CPP. De
ressaltar que na fase de cognição não se cogita da isenção do pagamento dos referidos emolumentos, como já
assente na Jurisprudência do Egrégio TJRJ - Súmula 74. DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE
Nego o direito de recorrer em liberdade já que permanecem os motivos para a manutenção da prisão
preventiva. Ademais, a ré permaneceu presa durante toda a instrução criminal e não há qualquer motivo
ensejador de tal alteração processual, restando, ainda presentes os requisitos do art. 312, principalmente para
assegurar a aplicação da Lei Penal. Oficie-se ao Coordenador da Secretaria de Administração Penitenciária
para que providencie a transferência da condenada para estabelecimento prisional compatível com o regime
fixado na sentença Oficie-se determinando a inutilização do material entorpecente apreendido nos autos.
Com urgência, extração de peças para o Ministério Público para apuração da conduta de PHILIPPE MUREB
HAUBRICH, considerando as declarações da ré. Aguarde-se o trânsito em julgado. Lance-se o nome da ré
no rol dos culpados, atendendo-se ao disposto no art. 5º, inciso LVII da C.F e ainda, sem prejuízo expeça-se
Carta de Execução Provisória. P.R.I. Rio de Janeiro, 17 de junho de 2015. LUCIANA MOCCO MOREIRA
LIMA Juíza de Direito
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